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Sistema Neuromuscular
Profa. Dra. Aline Rezende Ribeiro de Abreu
alineabreu@ufmg.br
Introdução a Neurofisiologia
Neurofisiologia
Placa de Vídeo
Nervo óptico à visão
01
Processador
Todos os neurônios, 
desde a medula, até a 
parte superior do encéfalo
03
Placa de Memória
Córtex cerebral à 
nossa HD
02
Placa de áudio
Componentes auditivos
04
Neurofisiologia
Considerações 
anatômicas
Encéfalo
Medula
Nervos
Gânglios
SNC
SNP
Neurofisiologia
Considerações 
anatômicas
Encéfalo
Medula
Nervos
Gânglios
Cérebro
Cerebelo
Tronco 
encefálico
Telencéfalo
Diencéfalo
Mesencéfalo
Ponte
Bulbo
Tálamo
Hipotálamo
Eferentes
(motores)
Aferentes
(sensoriai
s)
Autônomo
SomáHco
SimpáHco
ParassimpáHco
Cranianos
Espinhais
12 pares
31 pares
SNC
SNP
Neurofisiologia
Nervos Cranianos
12 pares
§ Nervos raquidianos ou espinhais
§ 8 pares à Nervos Cervicais
§ 12 pares à Nervos Torácicos
§ 5 pares à Nervos Lombares
§ 5 pares à Nervos Sacrais
§ 1 par à Nervos Coccígeos
Neurofisiologia
Neurofisiologia
Nervos do sistema nervoso autônomo
Simpá3co e Parassimpá3co
Base funcional do 
sistema nervoso
Organização do Sistema Nervoso
Fisiologia Humana. Silverthorn, 7º edição
Base funcional do 
sistema nervoso
Organização do Sistema Nervoso
Fisiologia Humana. Silverthorn, 7º edição
O sistema Nervoso é dividido em várias 
regiões, porém é constituído 
basicamente por dois tipos celulares:
Células do Sistema Nervoso
Células da Glia (neuroglia)
Fisiologia Humana. Silverthorn, 7º edição
Células da Glia do Sistema Nervoso
h"ps://openstax.org/books/biology/pages/35-1-neurons-and-glial-cells
ASTRÓCITOS
Células do Sistema Nervoso
Estudo conduzido pelo Laboratório de Neuroproteômica 
da Unicamp mostrou que astrócitos infectados pelo Sars-
Cov-2 levam a alterações no SNC.
No HC à analisaram 81 ressonâncias de pacientes com 
sintomas leves da doença e que reclamavam de 
problemas neurológicos. Exames apontaram atrofia na 
região frontal do cérebro, responsável pela atenção e 
raciocínio, mesmo em pacientes não internados e por 
período tão curto.Queixa de fadiga, 
sonolência, 
dor de cabeça, 
sintoma de ansiedade, 
Depressão,
 disfunção cogni8va, 
Céls. mais abundantes
Células da Glia (neuroglia)
falta de memória, 
problema de atenção,
diminuição da velocidade de 
processamento cerebral e 
dificuldade de linguagem à 
encontrar 
as palavras.
Unidade estrutural e 
funcional básica do 
sistema nervoso
Para diferentes tipos de 
neurônios, existem várias 
conexões sinápticas 
aferentes
O sinal eferente desse 
mesmo neurônio, trafega 
por axônio único
SN contém mais de 100 
bilhões de neurônios
Neurônio
Botões pré-
sináp@cos
Corpo celular
Axônio
Dendritos
Botões 
sinápticos
Circuito divergente
Neurônio – integrações neurais
Circuito convergente
Vários neurônios pré-sináp=cos fazem sinapse com 
apenas um neurônio pós-sináp=co
Ex. Múl=plas áreas do cérebro a um efetor
Um neurônio pré-sináp=co faz sinapse com vários 
neurônios pós-sináp=cos. Ex: poucos neurônios no 
cérebro podem es=mular muitos neurônios na 
medula espinha
Neurônios Sensoriais
(aferentes)Função de receber 
o estímulo 
sensitivo (tato, 
pressão calor, 
dor..) da periferia.
01
02
Interneurônios do SNCSe localizam entre um 
neurônio sensitivo e um 
neurônio motor, ou entre 
2 sinapses no SNC no 
encéfalo.
03
Neurônios Motores
(eferentes)
Geram um comando 
efetivo (contração 
muscular, glând. produz 
hormônio, glând. produz 
secreção exócrica 
(suor). Transmitem os 
impulsos nervosos aos 
diversos órgãos. Eles 
saem do SNC e ativam o 
SNP.
Saem da 
medula 
espinhal 
levando 
comandos 
para a 
periferia do 
corpo.
São classificados segundo sua função
Neurônio
Neurônio
interneurônio
São classificados segundo sua função
Adaptado de Moyes e Schulte, 2009
Centro de 
integração
INTERNEURÔNIOS
ARCO-REFLEXO
São classificados segundo sua morfologia
Neurônio
Unipola
r
Bipolar Pseudo-
unipolar
Mul8pola
r
Único processo 
com diferentes 
segmentos
Possui um 
axônio e muitos 
dendritos
Subclasse de bipolar, os 
dois processos são axônios
Dois processos funcionais 
especializados: dendritos recebem 
informação e axônio transmite
Potencial de repouso da membrana
-70 mV
Por convenção o que determina o sinal do 
potencial de membrana é o LIC, ou seja, ∆E = - 
70mv significa 70mV, com o interior da célula 
negaEvo.
0 mV
Composição iônica intra e extracelular
Os íons mais importantes são Na+ , K+ e Cl- à no entanto, existem outros.
A magnitude depende de 2 fatores: 1) diferença nas [ ]s iônicas específicas e 2) diferença na permeabilidade 
da membrana aos diferentes íons.
Potencial de Ação
Alteração rápida, do Hpo tudo-ou-nada, do potencial de membrana, seguida por 
retorno ao potencial de repouso .
Termos para descrever variações no Potencial de 
Membrana
0
-70
-90
Reversão
Despolarização Repolarização
PM
Hiperpolarização
Rápida alteração do 
potencial elétrico das 
membranas dos neurônios
Transmissões dos sinais nervosos 
elétricos que provocam rápidas 
alterações do potencial de membrana
Se propaga ao longo de todo o axônio 
até os seus terminais, com grande 
velocidade
Transportam rapidamente 
informações entre e dentro dos 
tecidos
Potencial 
de ação
Para que serve o potencial de ação? 
(impulso nervoso)
Pré-requisitos:
Gradiente de 
Concentração Permeabilidade 
Seletiva para cada íon
01 02
O potencial de membrana em repouso das 
células é determinado primeiramente pelo 
gradiente de concentração do K+ e a 
permeabilidade em repouso da célula ao 
K+, Na+ e Cl–.
O movimento dos íons gera sinais elétricos 
Um neurônio em repouso (sem sinalização) tem uma voltagem em sua membrana chamada 
de potencial de repouso da membrana. Ele é determinado pelo:
K+
K+
Potencial de 
Difusão
≠ de [ ] dos íons nos dois lados da membrana
Na+
Na+
Potencial de 
Difusão
≠ de [ ] dos íons nos dois lados da membrana
Potencial de membrana
No neurônio, o potencial de repouso da membrana é quase igual ao potencial de equilíbrio do K+, devido a sua caracterísAca de maior 
facilidade passar pela membrana e também pelo maior números de canais para K+, existentes na membrana.
Todas as células Transporte a3vo
Eletrogênica
K+
K+
Na
+
Na
+
Na
+
Bomba de Sódio-Potássio 
Joga mais cargas 
posi,vas p/ fora que 
p/ dentro à déficit 
posi,vo do lado de 
Respondem a 
mudanças no 
potencial de 
membrana da célula 
Extracelular
Intracelular
Potencial de Ação
Influxo de Na+ Efluxo de K+
1)Repouso
2)Despolarização
3)Repolarização
4) Hiperpolarização
-70mv
+30mV
-55mv
Fases do Potencial de Ação
Período refratário: um segundo potencial de ação não 
pode ser iniciado, independentemente da intensidade do 
es<mulo.
Lei do TUDO 
ou NADA
EXCITA PORÇÕES 
ADJACENTES
EM TODAS AS 
DIREÇÕES
IMPULSO
TUDO OU NADA
Propagação do Potencial de Ação
Canais para Sódio Regulados por Voltagem
Como os canais de Na+ dependentes de voltagem conseguiam se 
fechar durante o pico do potencial de ação, quando a célula estava 
despolarizada?
Por que esses canais deveriam se fechar quando a despolarização 
era o es<mulo para a abertura dos canais de Na+? 
Portões de ATIVAÇÃO e INATIVAÇÃO 
Canais para Sódio Regulados por Voltagem
Ativado
(-70 a +30mV)
Inativado
(+30 a -70mV)
Repouso
(-70mV)
EXTRACELULAR
INTRACELULAR
*A,vação
(rápido)*Ina,vação
(lento) DESPOLARIZAÇÃO
REPOLARIZAÇÃO
Canais para Sódio Regulados por Voltagem
EXTRACELULAR
INTRACELULAR
DESPOLARIZAÇÃO
NÃO ocorre o PA
Reduz a 
excitabilidade 
da membrana
Anestésicos Locais
Paciente não 
sente dor
Lidocaína
Tetracaína
Bupivacaína
Canais para Sódio Regulados por Voltagem
Canais para Potássio Regulados por Voltagem
K+ K+
Ativação Lenta
(+35 a -90mV)
Repouso
(-90mV)
REPOLARIZAÇÃO
EXTRACELULAR
INTRACELULAR
Se abrem quando os canais de Na+ começam a se fechar
Redução da entrada de Na+ + saída de K+ = completa repolarização
Propagação do Potencialde Ação
Propagação do Potencial de Ação
Ritmicidade 
Batimento cardíaco Peristal,smo Respiração
> Permeabilidade ao 
Na+ e Ca2+
Canais para Na+ e 
Ca2+/Na+ parcialmente 
abertos
HIPERPOLARIZAÇÃO
Geração rítmica e 
constante de potencial 
de ação
Tipos de Fibras
https://image.slidesharecdn.com/sistemanervoso
Condução saltatória
Condução con1nua
Alterações de Bainha de Mielina
Esclerose Múltipla
Neuropa>a Diabé>ca
Nervos do sistema nervoso central 
(medula e cérebro)
Nervos acometidos são 
os do sistema nervoso 
periférico
Guillain Barré
Sinapses
É a região de proximidade entre um neurônio e outra célula por onde é transmitido 
o impulso nervoso.
Sinapse elétricas ocorrem:
Células musculares lisas
Células miocárdicas
Sistema nervoso central
Células da glia
Células beta do pâncreas
ELÉTRICAS QUÍMICAS
Raras Comuns
Bidirecionais Unidirecionais
Rápidas Lentas
Estereotipadas Flexíveis
Não há fadiga Pode haver fadiga
Sinapse Elétrica
Sinapse
Elétrica
Neurônios estão 
muito próximos aos 
outros
Possuem proteínas 
chamadas 
conexinas
Se ligam formando 
canais
Permitem passagem 
dos íons diretamente 
de um neurônio p/ 
outro Moyes, 2º edição
Junções 
comunicantes 
(Junções GAP)
Sinapse Química
Liberação de neurotransmissores
Potencial de ação despolariza o 
terminal axonal
1
A despolarização abre canais p/ 
Ca2+ voltagem dependentes à Ca2+ 
entra na célula
2
A entrada de Ca2+ inicia a exocitose 
do conteúdo das vesículas 
3
O NT difunde-se através da fenda 
sináp>ca e se liga ao receptores na 
célula pós-sináp>ca
4
A ligação do neurotransmissor 
inicia uma resposta na célula 
sináp>ca
5
Silverthorn, 7º edição
Sinapse Química
§ Membrana pré-sináp3ca à grande 
número de canais para Ca+ dependentes 
de voltagem
§ Despolarização da membrana à 
abertura dos canais de Ca +
§ Quan3dade de substância transmissora 
liberada na fenda sináp3ca à 
proporcional a entrada de íons Ca+ no 
terminal pré-sináp3co
Sinapse Química
Sinapses excitatórias
Uma sinapse excitatória é aquela que 
aproxima o potencial de membrana do 
neurônio pós-simpático ao limiar para 
gerar um PA à leva a despolarização
Denominada potencial excitatório pós-
sináptico (PEPS)
Quanto mais neurotransmissores, 
maior os PEPS
Sinapses inibitórias
Quando um neurotransmissor faz com 
que canais para potássio se abram, o 
potássio se move para fora da célula, 
hiperpolarizando-a
Denominada potencial inibitório pós-
sináptico (PIPS)
Quanto mais neurotransmissores, 
maior os PIPS
Término da ação dos neurotransmissores
Recaptação dos NT pela membrana 
pré-sináp>ca e 
células da glia
1
As enzimas inativam os 
neurotransmissores
2
Os neurotransmissores podem 
difundir-se para fora da fenda 
sináptica por difusão
3
Silverthorn, 7º edição
Sinapse Química
“Reciclagem” dos neurotransmissores
A acetilcolina (Ach) é sintetizada a 
partir de colina e acetil-CoA
1
Na fenda sináp>ca, a ACh é 
rapidamente quebrada pela enzima 
ace>lcolinesterase 
2
A colina é transportada de volta 
para o terminal axonal via 
cotransporte com o Na+
3
Silverthorn, 7º edição
Sinapse Química
A colina reciclada é utilizada para a 
produção de mais Ach
4
Toxina Botulínica
Age bloqueando a liberação 
de ACh na junção 
neuromuscular e nas 
sinapses colinérgicas 
periféricas, causando 
paralisia muscular
Toxina Botulínica
Toxina botulínica Terapêutica
Distonia cervical
Distonia cevical
Blefaroespasmos
Enxaqueca
Espas3cidade pós AVC
Dor Neuropá3ca
Bruxismo
Sialorréia
Hiperhidrose
Distonias focais: membros, 
a face, mandíbula e as 
cordas vocais
Ionotrópicos
Canais iônicos 
dependente de ligante Metabotrópicos
Ligação do NT ao receptor 
inicia cascatas bioquímicas
Alteram o fluxo de íons 
através da membrana e 
medeiam a reposta rápida 
Receptores de 
neurotransmissores
Receptores 
Transdução do sinal mediada 
por um sistema de segundos 
mensageiros, resposta mais 
lenta
Sinapse Química (neurotransmissores)
Neurotransmissores
excitatórios
Neurotransmissores
inibitórios
Despolarizam o neurônio 
pós-sináptico estimulando 
a sua ação
Hiperpolarizam o neurônio 
pós-sináptico inibindo a sua 
ação
Todos os neurotransmissores, exceto o óxido nítrico, 
ligam-se a tipos específicos de receptores.
zZz...
Neurotransmissores
Guyton. 12a ed. 2011. 
à NÃO É ARMAZENADO (EXCEÇÃO)
à AÇÃO INIBITÓRIA
à GERALMENTE EXCITATÓRIA
à GERALMENTE EXCITATÓRIA
à GERALMENTE EXCITATÓRIA
Neurotransmissores de 
moléculas pequenas e de 
ação rápida
Neurotransmissão
“Neurotransmissores”: liberados por terminações pré-sinápticas; produzem 
respostas excitatórias ou inibitórias rápidas nos neurônios pós-sinápticos.
“Neuromoduladores”: produzem respostas respostas pré ou pós-sinápticas lentas 
(mediadas principalmente por GPCR). Passam uma quantidade significativa de 
tempo na fenda sináptica, influenciando (modulando) a atividade de vários 
outros neurônios. Os mais comuns são neurotransmissores: Dopamina, 
serotonina, endorfina.
“Neurohormônios”: sinte,zados nos neurônios secretados na corrente sanguínea 
e liberados para atuar no órgão alvo (oxitocina, gastrina e etc).
Neurotransmissores
• Receptores nicotínicos são encontrados no músculo
 esquelético (efeito ionotrópico à receptor ionotrópico) 
- Agonistas: ACh, nicotina 
- Antagonistas: d-tubocurarina e curare 
• Receptores muscarínicos são encontrados no coração e músculo liso 
(efeitos metabotrópicos à receptor metabotrópico) 
- Agonistas: ACh, muscarina
- Antagonistas: Atropina e escopolamina
Receptores Colinérgicos:
Resumindo...
Stanfield, Fisiologia humana, 5º ed.
Referências Bibliográficas 
§ GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 13. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2017.
§ BERNE, R. B, LEVY, M. N. Tratado De Fisiologia Humana. 6 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2010.
§ SILVERTHORN, D. U. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. 7 ed. Porto 
Alegre: ArtMed, 2014.
§ STANFIELD, C L. Fisiologia humana. 5. ed. São Paulo: Editora Pearson, 2013.

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