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CARACTERÍSTICAS DO BRASIL E SEU SISTEMA DE SAÚDE Frederico Germano Lopes Cavalcante Nilson Massakazu Ando Ementa • Realidade socioeconômica e cultural brasileira; • Perfil epidemiológico brasileiro, desigualdades sociais e em saúde no Brasil; • Determinantes sociais em saúde; • Transição demográfica e epidemiológica; • História, princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde; • Redes de atenção à saúde e ATENÇÃO BÁSICA. Realidade de Saúde do Brasil • Grande extensão territorial: 8.515.767km2 • Divisão em 05 regiões: Norte, Nordeste, Centro- Oeste, Sul e Sudeste • Diferentes realidades socioeconômicas, geográficas e culturais Desigualdades no Brasil • País continental • Processo de colonização • Escravidão – fim tardio; transição para indigência • Imigrações • Industrialização – tardia, dependente • Urbanização – explosiva Desigualdades no Brasil O Brasil abriga 155 mil pessoas nessa situação, que abrange desde trabalho forçado ou por dívidas, tráfico humano ou sexual até casamentos forçados Cidades: crescimento acelerado, grandes desigualdades, bolsões de pobreza, apartheid social Desigualdades no Brasil Fonte: IBGE Desigualdades no Brasil Fonte: IBGE Escassez de médicos x Linha da Pobreza Fonte: Fonte: Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado (EPSM/NESCON/FM/UFMG) *: Considera o número de médicos equivalente a 40 horas nas especialidades de clínica médica, saúde da família e pediatria Índice de escassez de médicos em Atenção Primária à Saúde (APS)* Proporção de domicílios com renda per capita abaixo da linha da pobreza (R$137) Transição demográfica Declínio rápido dos níveis de fecundidade Declínio do ritmo de crescimento demográfico Alteração da Estrutura da Pirâmide Etária; Aumento da Expectativa de Vida Transição epidemiológica • Superposição entre as etapas onde predominam as doenças transmissíveis e crônico- degenerativas • Existe um contraste importante entre as situações epidemiológicas das diferentes regiões do país • Tripla carga de doenças: uma agenda não concluída de doenças infecciosas e desnutrição; o desafio das doenças crônicas e seus fatores de risco; crescimento acelerado das causas externas. Sistema Único de Saúde: o sistema de saúde do Brasil Constituição Federal de 1988 “Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” SUS: Antecedentes históricos SUS: princípios Princípios DOUTRINÁRIOS Princípios ORGANIZATIVOS SUS: princípios doutrinários Universalidade Saúde como Direito de cidadania e não como Direito Trabalhista Equidade Tratamento diferente para se chegar a igualdade Integralidade Todo (Holística) – Medicina Integral Tudo (Direito aos três níveis de assistência) SUS: princípios organizativos Descentralização/Hierarquização/Regionalização Municipalização da saúde Como garantir o direito do cidadão? Descentralização Gestão mais próxima da população Pensar uma rede de assistência onde o cidadão da menor e mais afastada cidade tenha acesso à tecnologia necessária para recuperar sua autonomia, em caso de necessidade de saúde. Níveis de Assistência – Hierarquização Atenção Terciária Atenção Secundária Atenção Primária • Hospitalização, internação • Alta complexidade (Ex: hospitais universitários) Atenção Terciária • Ambulatórios de especialidades focais • Condição de maior necessidade de tecnologias "duras" Atenção Secundária • Organização em ESF e outras modalidades com foco no território • Tecnologias leves e abordagem biopsicossocial Atenção Primária D en si da de te cn ol óg ic a Hierarquização e organização em redes Redes de atenção à saúde no SUS Re de C eg on ha Á lc oo l, C ra ck e O ut ra s D ro ga s R ed e de U rg ên ci a e Em er gê nc ia C on di çõ es e d oe nç as cr ôn ic as Qualificação/Educação Informação Regulação Promoção e Vigilância à Saúde ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Este é o SUS que pouco conhecemos • Único no mundo a garantir assistência integral e gratuita a popu lação, incluindo pacientes com HIV, sintomáticos ou não, renais crônicos e com câncer • SIH/SUS: maior conjunto de procedimentos executados em hos pital no mundo pago por um mesmo financiador (Rehen de Souza, 2002) • Aproximadamente 1.000.000 de internações por mês – 11.295.000 em 2010 • Mais de 95% de transplantes feitos no Brasil (Brasil, 2003) Este é o SUS que pouco conhecemos 3,8 bilhões de atendimentos ambulatoriais 896 milhões de procedimentos para diagnóstico 19 milhões de ultrassonografias 11 milhões de sessões de hemodiálise 1,5 milhão de tomografias 6,5 mil transplantes de órgãos sólidos 4,5 milhões de procedimentos hospitalares cirúrgicos 7,1 milhões de procedimentos hospitalares clínicos 619 milhões de atendimentos para aquisição de medicamentos a nível ambulatorial Fonte: Ministério da Saúde, JAN-DEZ/2017 Atenção Básica no Brasil Atributos e diretrizes da Atenção Básica (PNAB 2017) • Regionalização e Hierarquização • Territorialização • População Adscrita • Cuidado centrado na pessoa • Resolutividade • Longitudinalidade do cuidado • Coordenação do cuidado • Ordenação da rede • Participação da comunidade. Atenção Básica: um panorama (2019) • 2.599 equipes implantadas • 5.477 municípios • 146.966.550 milhões de pessoas cobertas • 5.040 municípios com Equipes de Saúde Bucal - ESB • 24.435 ESB tipo I • 2.131 ESB tipo II • 5.502 municípios com Agentes Comunitários de Saúde – ACS • 260.563 ACS implantados • 898.942.350 milhões de pessoas atendidas Fonte: DAB/SAS/MS – Comp. fev/2019. https://aps.saude.gov.br/biblioteca/index Referências Bibliográficas • Conselho Federal de Medicina. Demografia Médica no Brasil 2020 / Coordenação de Mário Scheffer; equipe de pesquisa: Alex Cassenote, Alexandre Guerra, Aline Gil Alves Guilloux, Ana Pérola Drulla Brandão, Bruno Alonso Miotto, Cristiane de Jesus Almeida, Jackeline Oliveira Gomes e Renata Alonso Miotto. – São Paulo: Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP; Conselho Federal de Medicina, 2020. • Souza, Renilson Rehem. O sistema público de saúde brasileiro. Brasília; Ministério da Saúde; ago. 2002. 44 p. tab, graf. • Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988 • Brasil. Lei 8080 de 19 de setembro de 1990, Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. 1990 • Brasil. Lei 8142/90 de 28 de dezembro de 1990. Dispõe sobre a participação da comunidade no SUS. 1990 • BRASIL. MInistério da Saúde . Portaria no. 2.436 de 21 de setembro de 2017. Brasília: Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, 2017. https://pesquisa.bvsalud.org/portal/?lang=pt&q=au:%22Souza,%20Renilson%20Rehem%22 https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/pesquisa/simples/BRASIL.%20MInist%C3%A9rio%20da%20Sa%C3%BAde/1010 https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/pesquisa/simples/Portaria%20no.%202.436%20de%2021%20de%20setembro%20de%202017/1030 ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO BRASIL Frederico Germano Lopes Cavalcante Nilson Massakazu Ando Ementa • Rede de Atenção à Saúde (RAS) • Atenção Primárias à Saúde (APS) • Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) • Estratégia de Saúde da Família (ESF) • Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB) Questão orientadora • D. Maria, 62 anos, é diabética e hipertensa há pelo menos 7 anos, mas há 3 anos não vai ao médico. Acordou um dia com dor nas costas e resolveu procurar a Unidade de Saúde. Chegando lá, foi orientada a retornar na sexta- feira para marcar uma consulta para a semana seguinte. • Ela fez isso, e na segunda-feira estava diante do médico de família da sua área. Queria um referenciamentoao ortopedista. O médico lhe sugeriu experimentar usar diclofenaco durante 4 dias e retomar o tratamento da pressão e diabetes, além de fazer novo papanicolau e mamografia. Sugeriu também exames laboratoriais e uma consulta de rotina com o oftalmologista. Os exames foram coletados pela enfermeira da equipe na semana seguinte. Questão orientadora • Em um mês, a paciente retornava ao médico de família com o resultado dos exames de sangue e o controle da pressão realizado semanalmente. Tanto o diabetes quanto a pressão alta estavam mal controladas. O médico de família alterou a dose dos medicamentos prescritos na consulta anterior e orientou nova sequência de controle de pressão e novo exame laboratorial em 3 meses. • Nesse meio tempo, foi chamada para o oftalmologista, para a mamografia e fez o papanicolau com a auxiliar de enfermagem da unidade. Enquanto aguardava o período determinado pelo médico de família para fazer novos exames, ela perdeu o genro assassinado pela polícia e ficou extremamente abalada. Procurou então o médico de família para “pedir um calmante”. Por causa desse episódio, atrasou a coleta dos novos exames laboratoriais em 2 meses, mas procurou, então não se descuidar do uso dos medicamentos. Questão orientadora • Passados 5 meses da última consulta, coletou novos exames com a mesma enfermeira e voltou ao médico de família em seguida para retomar o tratamento da pressão e do diabetes. Segundo relatou ao médico de família, o oftalmologista dissera que sua vista estava “ok” e que, embora tenha começado uma catarata, não tinha de operar naquele momento. Aproveitou para queixar-se de dor na perna esquerda quando caminhava. • Os exames laboratoriais haviam melhorado consideravelmente, mas o médico de família detectou um pulso diminuído no membro inferior esquerdo. Ele solicitou uma ultrassonografia (US) Doppler, resolveu referenciar ao cirurgião vascular para uma avaliação e orientou espaçar os retornos, já que havia adquirido um controle aceitável da pressão e do diabetes. Questão orientadora • Enquanto aguardava o resultado da US, ela teve um quadro de gripe prolongado e procurou novamente o médico de família da unidade, tendo sido atendida por ele no “acolhimento”. Finalmente, realizou a US Doppler com um radiologista, que mostrou uma obstrução arterial na altura da região poplítea. A paciente esperou 4 meses e finalmente conseguiu o cirurgião vascular, que sugeriu programar cirurgia. A paciente ficou assustada e decidiu procurar novamente o médico de família. • Combinaram que tentariam o tratamento clínico por meio do controle do diabetes e da hipertensão, além de cuidados gerais com as pernas, a fim de tentar evitar a cirurgia. Após 2 anos de seguimento e mais 6 consultas, encontra-se bem, sem lesão nos membros e com controle clínico da dor na perna esquerda. APS como um modelo de organização do sistema de saúde • Um sistema de saúde é “o conjunto de organizações, indivíduos e ações cuja intenção primordial é promover, recuperar e/ou melhorar a saúde” • Uma forma de organização dos serviços, na qual há uma porta de entrada ao sistema de saúde, que se configura como espaço de coordenação das respostas às necessidades dos indivíduos, suas famílias e comunidade Rede de Atenção em Saúde (RAS) APS como um modelo de organização do sistema de saúde • APS foi posicionada como um dos elementos da estrutura operacional de uma rede de atenção à saúde (RAS): centro comunicador e coordenador do cuidado. • Partindo do centro, ela tem a responsabilidade de fazer a ponte entre os diferentes níveis e pontos de atenção, assim como integrar ao processo os sistemas logísticos e de apoio, garantindo a integralidade de sua atenção. • A APS possui o papel coordenador, necessário para a integração do sistema. APS e sua integração na rede de atenção à saúde • Um sistema de saúde constitui-se de redes horizontais interligadas por pontos de atenção, de distintas densidades tecnológicas, com suas estruturas de apoio e logística, não havendo hierarquia entre os diferentes pontos de atenção à saúde • Como exemplos, citam-se unidades de atenção primária, unidades de cuidados intensivos, hospitais-dia, ambulatórios de cirurgia, ambulatórios de atenção especializada, serviços de atenção domiciliar. Os serviços de atenção primária são a porta de entrada ao sistema, e coordenam o conjunto de respostas às necessidades em saúde da população. • Um sistema de saúde com forte referencial na atenção primária à saúde é mais efetivo, é mais satisfatório para a população, tem menores custos e é mais equitativo – mesmo em contextos de grande iniquidade social. Conceitos e siglas que geram confusão • APS – atenção primária à saúde: “lugar” do sistema de saúde definido pelos serviços que oferece. • PSF/ESF – Programa Saúde da Família/Estratégia Saúde da Família: programa de 1994 a 1998 e estratégia do Estado para reorientar a atenção primária brasileira a partir de 1998. • MFC – Medicina de Família e Comunidade: especialidade médica. APS: aspectos-chave • Atenção primária à saúde (APS) é definida como “[...] atenção de primeiro contato, contínua, global e coordenada que se proporciona à população sem distinção de gênero, doença, ou sistema orgânico”. • Prevenção, cuidado a pacientes crônicos e vulnerabilidade social são conceitos que têm afinidade com a atenção primária, mas não são seus definidores. • Há vários instrumentos para avaliar a APS, sendo que o mais completo e mais utilizado no Brasil é o instrumento de Avaliação da atenção primária chamado PCATool • O conceito de integralidade utilizado na APS diverge do utilizado em outros campos APS: valores, princípios e atributos Atributos nucleares da APS: acesso de primeiro contato • É o princípio soberano, representa a porta de entrada e o primeiro contato do paciente com o sistema; outras nomenclaturas, algumas vezes entendidas como pejorativas, foram sendo usadas em parte, ou mesmo em substituição a este atributo, como “acolhimento”, “gatekeeper” ou “porteiro”. Atributos nucleares da APS: coordenação do cuidado • A coordenação envolve a continuidade de informação dentro do sistema, seja pela continuidade do profissional, seja via prontuário médico. • Importância em três níveis • Dentro da própria unidade • Na relação com profissionais que fornecem consultoria ou acompanhamento de curta duração • Na relação com especialistas focais que vão compartilhar o cuidado com a APS Atributos nucleares da APS: longitudinalidade • Longitudinalidade se relaciona com a existência de uma fonte regular de atenção e seu uso ao decorrer do tempo. • A longitudinalidade, que trata do acompanhamento do paciente ao longo do tempo por profissionais da equipe de atenção primária em saúde (APS), é considerada característica central deste nível assistencial. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) Política nacional que direciona os trabalhos envolvidos nos diversos campos da APS 1. Dos Princípios e Diretrizes Gerais da Atenção Básica 2. Das Funções na Rede de Atenção À Saúde 3. Das Responsabilidades 4. Da Infraestrutura e Funcionamento da Atenção Básica 5. Implantação e Credenciamento das Equipes de Atenção Básica 6. Do Financiamento da Atenção Básica Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Dispõe que as UBS deverão assegurar o acolhimento e escuta ativa e qualificada das pessoas, mesmo que não sejam da área de abrangência da unidade, com classificação de risco e encaminhamento responsável; Percentual de financiamento para as eAB (30% da eSF Modalidade 2); Recursos condicionados à abrangência da oferta de ações e serviços; Defineprazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada, com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser publicado em manual específico; Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional; Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate as Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS); Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 • Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada, com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser publicado em manual específico; • Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional; • Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate as Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS); Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 • Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada, com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser publicado em manual específico; • Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional; • Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate as Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS); • ACS e ACE devem compor uma eAB ou uma eSF e serem coordenados por profissionais de saúde de nível superior realizado de forma compartilhada entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde; • Nas localidades em que não houver cobertura eAB ou eSF, o ACS deve se vincular à equipe da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS) e o ACE, deve ser vinculado à equipe de vigilância em saúde do município e sua supervisão técnica deve ser realizada por profissional com comprovada capacidade técnica; • Nº de ACS e ACE estabelecidos por base critérios demográficos,populacional, epidemiológicos e socioeconômicos, de acordo com definição local; • Quantitativo de ACS em eSF a depender da necessidade e perfil epidemiológico local; em áreas de grande dispersão territorial, áreas de risco e vulnerabilidade social, recomenda-se a cobertura de 100% da população com número máximo de 750 pessoas por ACS em eSF; • Adiciona atribuições comuns aos ACS e ACE e acrescenta atribuições específicas do ACE; Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Considera que em caráter excepcional e assistidos por profissional de saúde de nível superior, membro da equipe, após treinamento especifico e o fornecimento de equipamentos adequados, os ACS poderão realizar as seguintes atividades: • Aferir pressão arterial; • Realizar a medição da glicemia capilar; • Aferição da temperatura axilar; • Técnicas limpas de curativo. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Estratégia Saúde da Família Estratégia de Saúde da Família (ESF) É componente estruturante do sistema de saúde brasileiro tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. O principal propósito da ESF é reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo tradicional, levando a saúde para mais perto das famílias e, com isso, melhorar a qualidade de vida da população. COMPOSIÇÃO DA ESF: uma equipe multiprofissional, composta por no mínimo: • Médico (preferencialmente da especialidade Medicina de Família e Comunidade); • Enfermeiro (preferencialmente especialista em Saúde da Família); • Auxiliar e/ou técnico de enfermagem; e • Agentes Comunitários de Saúde (ACS). • Podem ser acrescentados a essa composição os profissionais de Saúde Bucal (cirurgião-dentista, preferencialmente especialista em Saúde da Família e auxiliar ou técnico de saúde bucal) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE). Estratégia de Saúde da Família (ESF) PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: • São a porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde; • Trabalha com território adscrito, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade; • Intervém sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta; • Presta assistência integral, permanente e de qualidade; • Realiza atividades de educação, promoção, prevenção e recuperação da saúde. Estratégia de Saúde da Família (ESF) ESF: processo de trabalho • Definição do território de atuação e depopulação sob responsabilidade das UBS e das equipes; • Programação e implementação das atividades de atenção à saúde de acordo com as necessidades de saúde da população, com a priorização de intervenções clínicas e sanitárias nos problemas de saúde segundo critérios de frequência, risco, vulnerabilidade e resiliência. Inclui-se aqui o planejamento e organização da agenda de trabalho compartilhado de todos os profissionais e recomenda-se evitar a divisão de agenda segundo critérios de problemas de saúde, ciclos de vida, sexo e patologias, dificultan- do o acesso dos usuários; • Desenvolver ações que priorizem os grupos de risco e os fatores de risco clínico-comportamentais, alimentares e/ou ambientais, com a finalidade de prevenir o aparecimento ou a persistência de doenças e danos evitáveis; ESF: processo de trabalho • Realizar o acolhimento com escuta qualificada, classificação de risco, avaliação de necessidade de saúde e análise de vulnerabilidade, tendo em vista a responsabilidade da assistência resolutiva à demanda espontânea e o primeiro atendimento às urgências; • Prover atenção integral, contínua e organizada à população adscrita; • Realizar atenção à saúde na Unidade Básica de Saúde, no domicílio, em locais do território (salões comunitários, escolas, creches, praças etc.) e em outros espaços que comportem a ação planejada; ESF: processo de trabalho • Desenvolver açõeseducativas que possam interferir no processo de saúde-doença da população, no desenvolvimento de autonomia, individual e coletiva, e na busca por qualidade de vida pelos usuários; • Participar do planejamento local de saúde, assim como do monitoramento e avaliação das ações na sua equipe, unidade e município, visando à readequação do processo de trabalho e do planejamento diante das necessidades, realidade, dificuldades e possibilidades analisadas; • Desenvolver ações intersetoriais, integrando projetos e redes de apoio social voltados para o desenvolvimento de uma atenção integral; • Apoiar as estratégias de fortalecimento da gestão local e do controle social; • Realizar atenção domiciliar destinada a usuários que possuam problemas de saúde controlados/compensados e com dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma unidade de saúde, que necessitam de cuidados Ferramentas da ESF • Territorialização • Trabalho em Equipe • Abordagem centrada na pessoa • Abordagem familiar • Abordagem comunitária • Gestão da Clínica • Matriciamento • Caracterizar a população; • Identificar os problemas de saúde- doença; • Avaliar a situação sócio-econômica e vulnerabilidade social; • Vínculo; • Mapeamento do território vivo – elementos estáticos e dinâmicos, barreiras funcionais e sociais; • Planejamento de ações da equipe; Ferramentas da ESF: territorialização Mapa do Território: • Área geográfica - ruas e avenidas, acidentes geográficos • Espaços de interesse comunitário: áreas de lazer, templos religiosos, áreas de ocupação, associações • Equipamentos Sociais (Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Assistência Psicossocial (CAPS), Creches...) • Tensões no território Ferramentas da ESF: territorialização Atuação das equipes de saúde da família: Território • Número definido de famílias • Território Vivo • Adscrição: 2000 a 3.500 pessoas, a depender da vulnerabilidade e perfil demográfico/epidemiológico Ferramentas da ESF: territorialização • O Território da ESF é dividido em áreas menores chamadas MICROÁREAS; • Essa divisão segue critérios de natureza geográfica, demográfica e social. • Cada MICROÁREA fica sob a responsabilidade sanitária de um Agente Comunitário de Saúde. Ferramentas da ESF: territorialização • É um processo concomitante e interdependente da territorializaçãoe da inserção comunitária; • Tem objetivo de identificar as condições de vida, necessidades de saúde e acesso da comunidade, vinculando o usuário à ESF; • Busca por outras informações: lideranças comunitárias, colaboradores na comunidade. Ferramentas da ESF: adscrição da clientela • Os ACS são parte integrante da equipe mínima da ESF; • São um elo entre as equipes de saúde e a comunidade, buscam e trazem informações entre a Unidade de saúde e a população; • Acompanham mensalmente, em domicilio todas as famílias • Desenvolvem de forma constante ações de promoção da saúde. QUANTOS AGENTES POR ESF? ➢ O número suficiente para cobrir 100% da população adscrita; ➢ Com um número máx. de 750 pessoas por ACS. Agente Comunitário de Saúde (ACS) Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica • O Nasf é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e a gestão da saúde na Atenção Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, a responsabilidade por determinado número de equipes de SF e o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao paradigma da Saúde da Família. • Deve estar comprometido, também, com a promoção de mudanças na atitude e na atuação dos profissionais da SF e entre sua própria equipe (NASF), incluindo na atuação ações intersetoriais e interdisciplinares, promoção, prevenção, reabilitação da saúde e cura, além de humanização de serviços, educação permanente, promoção da integralidade e da organização territorial dos serviços de saúde. NASF-AB: o que é? • Equipe multiprofissional e interdisciplinar • Composição conforme necessidades • Suporte clínico, sanitário e pedagógico • Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção básica • Longitudinalidade do cuidado • Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes • Contribuição para a integralidade do cuidado • Discussão de casos NASF: características • Equipe multiprofissional e interdisciplinar • Composição conforme necessidades • Suporte clínico, sanitário e pedagógico • Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção básica • Longitudinalidade do cuidado • Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes • Contribuição para a integralidade do cuidado • Discussão de casos NASF: características • Interconsulta • Construção conjunta de projetos terapêuticos • Educação permanente • Intervenções no território e na saúde de grupos populacionais de todos os ciclos de vida • Ações de prevenção e promoção da saúde • Discussão do processo de trabalho das equipes, dentre outros. NASF: características • O apoio matricial será formado por um conjunto de profissionais que não têm, necessariamente, relação direta e cotidiana com o usuário, mas cujas tarefas serão de prestar apoio às equipes de referência (equipes de SF). Assim, se a equipe de referência é composta por um conjunto de profissionais considerados essenciais na condução de problemas de saúde dos clientes, eles deverão acionar uma rede assistencial necessária a cada caso. • o Nasf está inserido na rede de serviços dentro da APS assim como as equipes de SF, ou seja, ele faz parte da APS. • O apoio matricial apresenta as dimensões de suporte: assistencial e técnico-pe- dagógico. A dimensão assistencial é aquela que vai produzir ação clínica direta com os usuários, e a ação técnico-pedagógica vai produzir ação de apoio educativo com e para a equipe. Essas duas dimensões podem e devem se misturar nos diversos momentos. NASF: matriciamento Modalidades No. de equipes vinculadas Carga horária* NASF 1 5 a 9 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 200 horas semanais; cada ocupação deve ter no máximo 80 horas semanais. NASF 2 3 a 4 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 120 horas semanais; cada ocupação deve ter no máximo 40 horas semanais. NASF 3 1 a 2 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 80 horas semanais; cada ocupação deve ter no máximo 40 horas semanais. *Nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas. NASF: modalidades Profissionais do NASF •Assistente Social •Professional/Professor Educação Física •Farmacêutico •Fisioterapeuta •Fonoaudiólogo •Nutricionista •Psicólogo •Terapeuta Ocupacional •Médico Veterinário •Professor com Formação em Arte e Educação •Médico Pediatra •Médico Acupunturista •Médico Ginecologista/Obstetra •Médico Homeopata •Médico Psiquiatra •Médico Geriatra •Médico Internista (Clínica Médica) •Médico do Trabalho •Profissional Sanitarista Programa Mais Médicos Para o Brasil Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos O PMMB atua em três frentes principais: 1. provimento imediato de profissionais médicos 2. melhorias estruturais para a APS 3. mudanças conceituais filosófica na construção do currículo do curso médico paralelamente ao aumento do numero de vagas e de cursos de medicina. Eixos do PMMB Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos: eixo de formação Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos PMMB: Supervisão Acadêmica • Uma das especificidades do programa, dentro da proposta de promover educação permanente, é por meio da figura do Supervisor Acadêmico, realizado por um colega médico, em geral, ligado a acompanhamento mensal de uma universidade, que faz um grupo para de médicos do dar suporte programa, técnico, acompanhar o seu desempenho clínico, o processo de trabalho, a relação com a equipe e com a comunidade. PMMB: Supervisão Acadêmica O momento de supervisão pode ocorrer a qualquer momento, por meios de comunicação diversa, para fortalecer o vínculo entre o supervisor e o supervisionado, de maneira que esse processo seja singularizado em todos os aspectos que possam influenciar no desempenho do profissional participante do programa. Para a realização das atividades de Supervisão Acadêmica são previstos momentos próprios, que se caracterizam enquanto espaços de Educação Permanente, encontro de educação permanente para qualificação da supervisão acadêmica, encontro de supervisão locorregional, supervisão periódica in loco. A Supervisão Acadêmica, tem como objetivos: • Fortalecimento da educação permanente em saúde, • integração ensino-serviço, • Fortalecimento da atenção básica; • Fortalecimento formação de profissionais nas redes de atenção à saúde. PMMB: Supervisão Acadêmica Supervisão Acadêmica • O supervisor é sua referencia profossional e pessoal dentro do programa; • Estará ao seu lado para dar suporte nos diversos assuntos da rotina do servico: • Dúvidas clínicas • Processo de trabalho • Organizaçã da agenda • Horário de estudos Conte com seu SUPERVISOR! Ele é seu colega. • “O resultado mais significativo do Mais Médicos foi levar acesso à saúde para a população, especialmente em populações vivendo em situação de vulnerabilidade. Isso é outorgar o direito à saúde previsto na Constituição brasileira”, • “O programa mostrou que é possível levar médicos para todos os lugares do país. Permitiu ainda que os profissionais brasileiros, principalmente os mais jovens, perdessem o medo de ir para o interior. Além disso, a chegada de médicos de 47 nacionalidades, com outros modos de atuar e outra formação, promoveu um debate sobre a formação de médicos no Brasil” Programa Mais Médicos – 5 anos Programa Mais Médicos – 5 anos Bibliografia • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Série E. Legislação em Saúde) • BRASIL. Ministério da Saúde. Núcleo de Apoio à Saúde da Família. v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. (Cadernos de Atenção Básica, n. 39) • Tratado de medicina de família e comunidade : princípios, formação e prática [recurso eletrônico] / Organizadores, Gustavo Gusso, José Mauro Ceratti Lopes, Lêda Chaves Dias; [coordenação editorial: Lêda Chaves Dias]. – 2. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2019. • Lei no 12.871, de 22 de outubro de 2013.Institui o Programa Mais Médicos, altera as Leis no 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e no 6.932, de 7 de julho de 1981, e dá outras providências [Internet]. 2013 [citado 03 Fev 2016]. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/cci vil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm O TRABALHO EM EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NA APS NILSON MASSAKAZU ANDO FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE Médicos de Família e Comunidade Roteiro da aula • O trabalho em equipe. • Conceitos relacionados ao desenvolvimento do trabalho em equipe. • Equipe Multiprofissional de Saúde. • O trabalho em Equipe Multiprofissional. • Reunião de Equipe. • Discussão de casos clínicos na equipe. • Avanços no trabalho em equipe. O TRABALHO EM EQUIPE NA APS • O trabalho em equipe contribui para a obtenção de impactos sobre os diferentes fatores que interferem no processo saúde-doença. • A ação multiprofissional pressupõe a possibilidade da prática de um profissional se reconstruir na prática do outro, ambos sendo transformados para a intervenção na realidade em que estão inseridos. Link para o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=52M5EfRkBBo CONCEITOS • Equipe: um grupo de pessoas com habilidades complementares, comprometidas umas com as outras e por um objetivo e projeto comum. • Equipe multiprofissional: aquela que não é centrada em uma única especialidade. CONCEITOS • MulHdisciplinaridade: associação ou justaposição de disciplinas que abordam um mesmo objeHvo a parHr de disHntos pontos de vista. • Interdisciplinaridade: busca a superação das fronteiras disciplinares, estabelecendo um consenso. Troca entre as disciplinas com integração dos instrumentos, métodos e esquemas conceituais. CONCEITOS • Transdisciplinaridade: Princípio teórico que busca uma intercomunicação entre as disciplinas, tratando efetivamente de um tema comum (transversal). Ou seja, na transdisciplinaridade não existem fronteiras entre as disciplinas. EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE SAÚDE • Equipe Multiprofissional de Saúde: é composta por diferentes profissionais, de diferentes áreas da saúde, que trabalham juntos para oferecer um atendimento completo e personalizado aos pacientes. • Cada um desses profissionais possui conhecimentos e habilidades específicas que complementam o trabalho dos demais. O TRABALHO EM EQUIPE MULTIPROFISSIONAL • Construção de um projeto comum • Articulação das ações • Interação comunicativa entre os agentes • Superação do isolamento dos saberes • Flexibilidade dos diferentes saberes • Maior autonomia e criatividade dos agentes e integração entre disciplinas REUNIÃO DE EQUIPE • Planejar um espeço na agenda para reunião de equipe • Organizar uma pauta para a reunião (pode ser construída durante a semana anterior) • Todos devem ter espaço de fala: fazer circular a palavra • Deve ser um espaço para valorizar o saber de todos • A reunião de equipe é planejada? REUNIÃO DE EQUIPE - PLANEJAMENTO • Objetivo • Participantes • Local, data, hora • Duração estimada • Material necessário • Agenda • Pautas REUNIÃO DE EQUIPE - CONDUÇÃO • Produzir ata da reunião e realizar a leitura da ata da reunião anterior. • Estimular a participação de todos. • Gerenciar o tempo. • Tomar decisões. • Atribuir responsabilidades e apontar pendências. • Fazer resumo e confirmar se todos compreenderam as combinações. REUNIÃO DE EQUIPE - ACOMPANHAMENTO • Acompanhar se as combinações estão sendo cumpridas. • Construção de pautas de forma coletiva ao longo da semana anterior (quadro/caderno da equipe). REUNIÃO DE EQUIPE – O QUE FAZER • Informes – breve. • Monitoramento de indicadores (desconstrução da visão de que metas e resultados são externos à equipe). • Discussão de casos complexos. • DiscuHr sobre o monitoramento dos casos existentes. • Planejamento das visitas domiciliares. REUNIÃO DE EQUIPE – O QUE FAZER • Avaliação do processo de trabalho. • Discussão sobre o papel dos profissionais, incluindo NASF. • Pactuar encaminhamentos e responsabilidades. • Educação Permanente da equipe. REUNIÃO DE EQUIPE – CUIDADO • Reuniões não planejadas e mal conduzidas podem gerar: • Perda de credibilidade. • Transmissões de mensagem erradas. • Perda de tempo dos envolvidos. • Desmotivação e improdutividade da equipe. DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS NA EQUIPE • Casos difíceis que necessitam de múltiplos olhares para tomada de decisão e acompanhamento da equipe. • Fio condutor para a troca de saberes e construção conjunta de um plano terapêutico comum. DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS NA EQUIPE • A discussão de caso em equipe promove: contribuição dos diversos componentes da equipe a parHr de diferentes olhares. • Conhecimento e responsabilização de todos os membros da equipe pelos casos discuHdos. AVANÇOS NO TRABALHO EM EQUIPE • Pensar a Educação Permanente da Equipe a partir das necessidades identificadas pela própria equipe. • Responsabilidade de todos os membros da equipe na realização da educação permanente. AVANÇOS NO TRABALHO EM EQUIPE • Avançar na comunicação, no compartilhamento e na interação • Entender os conflitos como propulsores da mudança e como parte do cotidiano do trabalho. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • PEDUZZI, M et al. Trabalho em equipe na perspectiva da gerência de serviços de saúde: instrumentos para a construção da prática interprofissional. Physis Revista de Saúde Coletiva, v21, n2, Rio de Janeiro, 2011. p.629-646. • BRASIL. Estratégia Saúde da Família. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/estrategia-saude-da- família> https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/estrategia-saude-da-fam%C3%ADlia https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/estrategia-saude-da-fam%C3%ADlia REFERÊNCIAS UTILIZADAS • JUSTANIMATE. Egghunt. Paul Yan. Youtube, 10 de outubro de 2006. Disponível em: <hcps://www.youtube.com/watch?v=52M5EfRkBBo>. • PAULA, RA. Relação MulHprofissional do Trabalho em Equipe na Atenção Básica de Saúde. Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família. UFMG. 2007. https://www.youtube.com/watch?v=52M5EfRkBBo OBRIGADO nilsonando@gmail.com O TERRITÓRIO E SUAS CONDICIONALIDADES NILSON MASSAKAZU ANDO FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE Médicos de Família e Comunidade ROTEIRO DA AULA • Conhecendo o território. • Território Vivo. • Territórios na APS. • Territorialização. • Mapa Inteligente. • O Território e o Ambiente. CONHECENDO O TERRITÓRIO • Imagine-se na seguinte situação: você está se apresentando a sua nova equipe de saúde e a sua nova comunidade. • Nesse momento o que é importante que você saiba desse território no qual você acaba de chegar e pelo qual terá, junto com sua equipe de saúde, responsabilidade sanitária? • Veja as imagens a seguir e imagine que você pode estar em qualquer um desses lugares... COMEÇANDO A CONHECER MEU TERRITÓRIO • Quem são as pessoas desse lugar? • De que elas vivem? • Como elas vivem? • Como as famílias se organizam? • Quem são os líderes dessa Comunidade? COMEÇANDO A CONHECER MEU TERRITÓRIO • Quais os locais utilizados para esporte e lazer? • Quais os traços culturais e religiosos? • Quais as condicionantes de saneamento e de descarte de lixo? • Quais os riscos? • Como é o meio ambiente? TERRITÓRIO VIVO • O território apresenta muito mais do que uma extensão geométrica quando aplicado aos sistemas e serviços de saúde. • O território tem um perfil demográfico, epidemiológico, administrativo, tecnológico, político, social e cultural que o caracteriza e se expressa num território em permanente construção. (MONKEN e BARCELLOS, 2005) TERRITÓRIO NA APS • No território da APS as práticas de saúde avançam para a integração das ações de atenção, promoção, prevenção e recuperação, de forma que as intervenções sobre os problemas sejam também sobre as condições de vida das populações. (MENDES, 1993) TERRITÓRIOS DE SAÚDE DENTRO DOS MUNICÍPIOS TERRITÓRIOS DE SAÚDE DENTRO DOS MUNICÍPIOSManaus é a capital do Amazonas. Tem 5 Distritos Sanitários de Saúde: DISA Leste DISA Norte DISA Oeste DISA Sul DISA Rural TERRITÓRIOS DE SAÚDE DENTRO DOS MUNICÍPIOS Natal é a capital do Rio Grande do Norte. Tem 5 Distritos Sanitários de Saúde: Distrito Norte 1 Distrito Norte 2 Distrito Sul Distrito Leste Distrito Oeste TERRITÓRIO ÁREA E TERRITÓRIO MICRO ÁREA Exemplo de uma área de abrangência de uma Unidade Básica de Saúde com 2 Micro áreas nomeadas de “46” e “48” TERRITÓRIO MORADIA/FAMÍLIA TERRITÓRIO MORADIA/FAMÍLIA TERRITÓRIO MORADIA/FAMÍLIA TERRITÓRIO MORADIA/FAMÍLIA TERRITORIALIZAÇÃO • Ferramenta metodológica que possibilita o reconhecimento das condições de vida e da situação de saúde da população de uma área de abrangência. TERRITORIALIZAÇÃO • É o reconhecimento e o esquadrinhamento do território segundo a lógica das relações entre condições de vida, ambiente e acesso às ações e serviços de saúde (Teixeira et al, 1998). TERRITORIALIZAÇÃO • Na organização do processo de trabalho, a territorialização representa o caminho para fazer o reconhecimento do território vivo com vistas à organização do processo de trabalho. TERRITORIALIZAÇÃO - OBJETIVOS • Conhecer como as pessoas vivem e adoecem e quais são os determinantes de saúde neste território. • Compreender as necessidades e potencialidades reais. • Servir como elemento de planejamento e construção de um modelo adequado à realidade local. TERRITORIALIZAÇÃO - OBJETIVOS • Gerar vínculo com a equipe e a comunidade, bem como incentivar a participação popular. • Identificar vulnerabilidades, populações expostas e problemas prioritários para as intervenções da Equipe de Saúde. TERRITORIALIZAÇÃO • Relações entre Instituições e atores sociais atuantes no território sanitário TERRITORIALIZAÇÃO – IMPORTANTE LEMBRAR • A territorialização é um ato que deve ser planejado e executado pelo médico e sua equipe, em consonância e com o apoio da gestão do município, por vários motivos, entre eles: TERRITORIALIZAÇÃO – IMPORTANTE LEMBRAR • O território de uma área de abrangência de uma Unidade de Saúde tem limites geográficos que só o gestor municipal e sua equipe têm competência para determinar. • Por isso, é importante a presença de um representante da equipe de gestão no processo de planejamento da territorialização. TERRITORIALIZAÇÃO – IMPORTANTE LEMBRAR • Pode acontecer de aquele território já ter sofrido processo de territorialização e construção de “mapas vivos” anteriormente e esses produtos podem ser reaproveitados. • Devemos lembrar que as unidades que estamos chegando tem uma história de trabalho e de ações e intervenções de saúde anteriores que devem e podem ser aproveitados por todos os novos médicos. TERRITORIALIZAÇÃO • Base para a organização das práticas e para o planejamento em saúde: • Resgatar a história do lugar (cultural, social, econômica) com os atores sociais do local. • Resgatar com a gestão local, mapas anteriores e apoio de outras secretarias. • Colher dados escritos e guardados com os ACS. TERRITORIALIZAÇÃO • Base para a organização das práticas e para o planejamento em saúde: • Ir em campo para definir a delimitação do território geográfico (ruas, vilas), identificando elementos geográficos (rios, morros, lagoas). • Identificar Residentes Referência (lideranças, grupos sociais). • Levantar indicadores de saúde (demanda da equipe: e-SUS AB, PMAQ, RELATÓRIOS). TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM CONTEMPLADOS 1. História e identidade territorial • Origens do território 2. Comunidade Humana • Origens, características demográficas, distribuição no sócio espaço, segmentos e subgrupos, cultura, escolaridade. TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM CONTEMPLADOS 2. Comunidade Humana • Organização social e política: sujeitos coletivos, processos de mobilização, lideranças, associações e grupos. • Qualidade e Condições de vida: moradias, espaços públicos, alternativas de lazer. TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM CONTEMPLADOS 2. Comunidade Humana • Indicadores de saúde (morbimortalidade, saneamento básico, etc.). 3. O “ambiente”: ecossistema(s) e paisagens modificados • Onde está situada a unidade. TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM CONTEMPLADOS 3. O “ambiente”: ecossistema(s) e paisagens modificados • Número de famílias/pessoas atendidas. • Saneamento básico (águas superficiais e profundas, drenagem). • Relações da comunidade com os serviços ambientais (uso do solo e mobilidade). • Formas de deslocamento e vias de transporte. TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM CONTEMPLADOS 4. Políticas públicas e projetos comunitários • Como as políticas de educação, saúde, trabalho, cultura e lazer, entre outras, estão acontecendo no território. TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM CONTEMPLADOS 5. Processos de produção no território (e os fluxos que o perpassam) • Atividades econômicas (lícita e ilícitas) que ocorrem no território e em seu entorno, tendo em vista a relevância de seus impactos sobre a saúde da população e dos ecossistemas. TERRITORIALIZAÇÃO – ELEMENTOS A SEREM CONTEMPLADOS 6. Os conflitos sócio ambientais e a percepção da comunidade • Possíveis problemas e conflitos de poder, de uso e ocupação do solo, culturais, étnicos, ambientais etc (todos da maior relevância para a saúde). TERRITORIALIZAÇÃO - MÉTODO E TÉCNICA DE COLETA DE DADOS • Fichas do E-sus. • Entrevista a moradores antigos, lideranças comunitárias, a Agentes Comunitárias(os) de Saúde, a profissionais de saúde da Unidade Básica de Saúde. • Fontes de dados secundários IBGE, DATASUS, Secretaria Municipal de Saúde. • Diário de campo. MAPA INTELIGENTE - COMO FAZER? • MAPEAMENTO: aplicação do processo cartográfico sobre uma coleção de dados ou informações, com vistas à obtenção de uma representação gráfica da realidade perceptível, comunicada a partir da associação de símbolos e outros recursos gráficos. MAPA INTELIGENTE - COMO FAZER? • ESQUADRINHAMENTO : definição dos limites geográficos/políticos. • PLOTAGEM: colocação da representação física no mapa, seja a unidade de saúde, seja o equipamento social, etc. • Você pode utilizar o Google Earth (https://www.google.com.br/earth/ download/gep/agree.html) ou mesmo utilizar uma cartolina grande. https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html MAPA INTELIGENTE - COMO FAZER? • O importante é que consiga representar sua área de abrangência dividida em Microáreas, com o maior detalhamento possível, por ruas e casas. Lembrando sempre que nossa área de maior interesse é a família e as pessoas que lá estão, não é mesmo? • Essas famílias se relacionam com seus vizinhos (a rua), seu bairro (a micro área) e tudo que lá existe, sejam potencialidades e fragilidades. MAPA INTELIGENTE - COMO FAZER? • Esse diagnóstico é fundamental para enriquecimento da nossa capacidade de intervenção no processo saúde doença no território. RISCO RELATIVO Cobertura das Unidades Básicas da Saúde da Família em Manaus z z z e c =x̂ Alta renda Baixa renda Fonte: CNES - 04/03/2013. POPULAÇÃO/QUARTEIRÃO TERRITORIALIZAÇÃO A IMPORTÂNCIA DA BASE TERRITORIAL PARA COMPREENSÃO DO PROCESSO SAÚDE DOENÇA • Caracterizar a população. • Identificar os problemas de saúde doença. • Avaliar a situação socioeconômica e vulnerabilidade social. • Vínculo. A IMPORTÂNCIA DA BASE TERRITORIAL PARA COMPREENSÃO DO PROCESSO SAÚDE DOENÇA • Mapeamento do território vivo - elementos estáticos e dinâmicos, barreiras funcionais e sociais. • Planejamento de ações da equipe. A TERRITORIALIZAÇÃO É O FILME DE QUEM É A COMUNIDADE. A PARTIR DAÍ CABE A EQUIPE, SENTAR COM OS DADOS, REFLETIR, DISCUTIR E PLANEJAR AS MELHORES AÇÕES PARA A SUA COMUNIDADE! • Há várias ferramentas para se fazer o PES e o médico e a equipe deve adotá-las no processo de trabalho o quanto antes. O TERRITÓRIO E O AMBIENTE• Qual a responsabilidade da APS? • “O processo de territorialização realizado pelas equipes de saúde da família auxilia na identificação dos riscos ambientais a que a comunidade está exposta, de forma que a aproximação entre esses serviços amplia e qualifica o diagnostico de risco ambiental e propicia mais efetividade no planejamento das ações de controle ambiental” (Vidor A.C., 2012) O TERRITÓRIO E O AMBIENTE • Exemplos de indicadores que podem ser associados às doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI): • Indicador de Pobreza; • Taxa de crescimento populacional; • Taxa de urbanização; • Renda familiar per capita; • Coleta de esgoto sanitário; • Tratamento de esgoto; • Saneamento inadequado; • Coleta de lixo; • Inundações ou enchentes; • Qualidade da água; • Água encanada; • Tratamento de água; • Coleta de lixo; • Taxa de mortalidade infantil; • Internações por doença diarreica aguda. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM de nº 2.436 de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html>. • BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM de nº 2.488 de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/ bvs saudelegis gm /2011/prt2488_21_10_2011.html>. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • Borges C, Taveira VR. Territorialização. In: Gusso G, Lopes JM. (Org). Tratado de Medicina e Família e Comunidade: Princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012. • Vidor AC. Vigilância em Saúde. In: Gusso G, Lopes JM. (Org). Tratado de Medicina e Família e Comunidade: Princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012. • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Saúde ambiental: Guia Básico para Construção de Indicadores. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. OBRIGADO nilsonando@gmail.com Acolhimento e Acesso Avançado Nilson Massakazu Ando Frederico Germano Lopes Cavalcante OBJETIVOS DA AULA • Compreender o conceito Acolhimento • Compreender o conceito de Acesso Avançado. • Compreender a diferença entre acesso e acessibilidade e a Atenção Primária à Saúde (UBS) enquanto porta de entrada. • Compreender o conceito ampliado de acolhimento enquanto prática humanizadora do cuidado. • Compreender o conceito de escuta qualificada, estratégias de execução e quais profissionais estão aptos a fazê-la. • Compreender como implantar o acesso avançado em uma UBS e quais as vantagens de se trabalhar com o mesmo. • Compreender como se fazer a gestão de uma agenda. • Compreender a diferença entre demanda espontânea e programada e como trabalhar de forma a contemplar as duas demandas da melhor forma. ➢Acolhimento é uma diretriz da Política Nacional de Humanização (PNH), que não tem local nem hora certa para acontecer, nem um profissional específico para fazê-lo ➢O acolhimento é uma postura ética que implica na escuta do usuário em suas queixas, no reconhecimento do seu protagonismo no processo de saúde e adoecimento, e na responsabilização pela resolução, com ativação de redes de compartilhamento de saberes. compromisso de resposta às necessidades dos cidadãos que procuram os serviços de saúde. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/167acolhimento.html http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/167acolhimento.html Acolhimento - OBJETIVOS ➢ Ampliar o acesso; ➢ Buscar a integralidade da atenção; ➢ Reorganizar o serviço a partir das necessidades, riscos e vulnerabilidade dos usuários; ➢ Redefinir relações; ➢ Reavivar conhecimentos ampliando a visão de análise e atuação sobre os problemas de saúde; ➢ Qualificação e humanização da assistência; ➢ Reconhecer o usuário como sujeito no seu processo saúde-doença. Para que serve o acolhimento? • É uma forma de ampliação e facilitação do acesso. • Facilita a continuidade e redefinição dos projetos terapêuticos dos usuários. • Pode servir como um dispositivo de reorganização do processo de trabalho em equipe. Acolhimento x Triagem “O acolhimento na porta de entrada só ganha sentido se entendemos como uma passagem para o acolhimento nos processos de produção de saúde.” ACOLHIMENTO -Objetivo: inclusão sob a ótica do vínculo e da vulnerabilidade -Programação X Imprevisto. “quem precisa ser atendido?” TRIAGEM - Objetivo : exclusão “quem não vou atender?” “quem não deveria estar aqui?” ACOLHIMENTO “Encontro complexo” entre dois ou mais SUJEITOS Sujeito Usuário Co-produção de compromissos singulares a partir de necessidades, de interesses e de direitos de cada um desse sujeitos. Sujeito Profissional de Saúde “É UMA FORMA DE ATENDER A TODOS QUE PROCURAM OS SERVIÇOS ROMPENDO COM A LÓGICA DA EXCLUSÃO.” “ ESCUTAR ANALISAR A DEMANDA RESPONSABILIZAR-SE E DIVIDIR RESPONSABILIDADE DAR RESPOSTAS AO USUÁRIO E SUA REDE SOCIAL OUVIR PEDIDOS Dimensões do Acolhimento COMO POSTURA • Prevenir, • Cuidar, • Proteger, • Tratar, • Recuperar, • Promover COMO TÉCNICA • Avaliar riscos e vulnerabilidade. • Construir respostas positivas. • Usuário como sujeito ativo e participante da própria saúde REORIENTADOR DO SERVIÇO • Avaliação das demandas e construção coletiva do fluxo dos serviços ACOLHER PRESSUPÕE ESCUTARESCUTAR Desafios ➢ Ampliar o acesso: Sem sobrecarga para as equipes Sem prejudicar a qualidade das ações ➢ Superar a prática profissional centrada na dimensão biológica e centrada no profissional. ➢ Formular formas de adaptação a vulnerabilidade local ➢ Responsabilização de toda a unidade. Importante Lembrar... • Um aspecto dos Serviços de Saúde mais valorizado pela população e que mais gera insatisfação quando não está ocorrendo de forma adequada é: ↓ O ACESSO ➢ Amplitude de horário; ➢ Ausência de atraso de nomeação; ➢ Ausência de atraso na chegada à UBS. O Acesso e o Primeiro Contato “O princípio do primeiro contato refere-se ao fato de ser o ponto de entrada mais fácil e próximo do usuário para os serviços de um sistema de saúde, portanto, a acessibilidade advoga por um local de atendimento próximo e que não prejudique ou atrase o diagnóstico e as intervenções necessárias para se resolver um determinado problema de saúde.” Brasil. MS. Esteche FF. Módulo: Acolhimento à demanda espontânea e à demanda programada. Unidade I – Acolhimento. Acesso e Acessibilidade • Para Donabedian (2003), acesso e acessibilidade a ações e serviços de saúde têm significados semelhantes. Dizem respeito à capacidade de obtenção de cuidados de saúde, quando necessário, de modo fácil e conveniente. • Acessibilidade ou acesso aparecem como um dos aspectos da oferta de serviços relativos à capacidade de produzir serviços e de responder às necessidades de saúde de uma determinada população. Albuquerque et al. Acessibilidade aos serviços de saúde: uma análise a partir dos serviços da AB em Pernambuco. Saúde e Debate. 2014. Acesso e Acessibilidade • A acessibilidade tem duas dimensões: • Geográfica: refere-se à distância e ao tempo de locomoção dos usuários para chegar aos serviços, incluindo os custos da viagem, dentre outros. • Sócio-organizacional: diz respeito a todas as características da oferta que podem facilitar ou dificultar a capacidade das pessoas no uso dos serviços. Acesso e Acessibilidade • Na dimensão sócio organizacional de acessibilidade, Donabedian (2003) evidencia a importância da adequação dos profissionais de saúde e dos recursos tecnológicos utilizados frente às necessidades dos usuários. • Assim, não basta a existência dos serviços,mas o seu uso tanto no início como na continuidade do cuidado. Ou seja, os serviços precisam ser oportunos, contínuos, atender à demanda real e ser capazes de assegurar o acesso a outros níveis de atenção. Albuquerque et al. Acessibilidade aos serviços de saúde: uma análise a partir dos serviços da AB em Pernambuco. Saúde e Debate. 2014. E o que é o Acesso Avançado? • É um modelo de acesso facilitado, em que a pessoa vinculada àquela equipe consegue um atendimento quando precisa, no horário mais adequado e com a forma de agendamento mais confortável; • Mais conhecido como “Faça o trabalho de hoje, hoje!” • Geralmente a agenda tem 65-75% das vagas para o mesmo dia com grande capacidade de oferta de consultas. • Nesse modelo há diminuição do tempo de espera e do absenteísmo muito comum em marcações a longo prazo. E isso é possível a partir da reorganização do processo de trabalho, de pequenos rearranjos nos fluxos da unidade, nas formas de agendamento e no enfrentamento de alguns desafios: • Abrir mão de uma agenda fragmentada em função de grupos por patologias ou faixas etárias (dias específicos para gestantes, crianças, hipertensos ou diabéticos). • Evitar pré-agendamentos prolongados, pois pode gerar um desperdício de tempo • Envolver todos os profissionais disponíveis para oferecer os melhores recursos de acordo com as necessidades da população de sua área. • A equipe precisa estar mais voltada para as necessidades da população, com uma agenda mais adequada à procura diária das pessoas (ter diagnósticos de demandas atualizados); • Definir quanto tempo será necessário para uma consulta pré-agendada, considerando que esta se dará para no máximo uma semana e ir diminuindo esse tempo até conseguir chegar “Faça o trabalho de hoje, hoje!”! Cuidados para uma equipe que pretende adotar o acesso avançado • 1º: O acesso avançado anda junto com o acolhimento e a escuta qualificada. A escuta qualificada preferencialmente é feita pelo profissional da enfermagem, porém pode ser feita pelo próprio médico ou cirurgião dentista da equipe. • Por isso, um dos pressupostos, se isso ainda não acontece, para melhorar o acesso na unidade de saúde, é o maior envolvimento do enfermeiro no cuidado das pessoas da sua área. Dessa forma, é importante que cada enfermeiro tenha seu próprio consultório e que esse seja próximo ao do médico de sua equipe. Essa disposição dos consultórios facilita o entendimento da vinculação para a equipe e para a população e também agiliza as interconsultas entre médicos e enfermeiros. Cuidados para uma equipe que pretende adotar o acesso avançado • 2º: Fluxo do atendimento – ESCUTA RÁPIDA • Caso o usuário venha para um serviço específico (vacinação, farmácia, coleta de exame, etc) , ali mesmo ele deve ser direcionado para que já haja resolutividade sem necessidade de passar por nenhuma outra etapa. • A pessoa passa pela recepção apenas para identificar qual a sua equipe e já é agendada/encaminhada para ser atendida pelos profissionais de referência. • A recepção (escuta rápida), nesse modelo, poderá fazer perguntas breves para identificar a necessidade imediata ou não de consulta. • Caso tenha necessidade de consulta, nesse momento retira-se o prontuário (se ainda for físico) e direciona a pessoa que procura atendimento no dia para a sua própria equipe (auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos) no caso do usuário estar procurando por consulta nesse dia. Escutar significa, num primeiro momento, acolher toda queixa ou relato do usuário mesmo quando possa parecer não interessar diretamente para o diagnóstico e tratamento. Mais do que isto, é preciso ajudá-lo a reconstruir (e respeitar) os motivos que ocasionaram o seu adoecimento e as correlações que o usuário estabelece entre o que sente e a vida – as relações com seus convivas e desafetos. Importante por exemplo perguntar por que ele acredita que adoeceu e como ele se sente quando tem este ou aquele sintoma. Quanto mais a doença for compreendida e correlacionada com a vida, menos chance haverá de se tornar um problema somente do serviço de saúde, mas sim, também, do sujeito doente. ESCUTA QUALIFICADA • A equipe define quem ficará responsável por fazer a escuta qualificada. • Nela, o profissional de nível superior já conseguirá resolver grande parte das demandas que chegam para a equipe. E aquelas que são necessárias realmente de serem vistas pelo médico, são direcionadas pelo médico no mesmo dia. • A ambiência, o fluxo favorável e estudado para cada unidade e situação, reuniões de equipe periódicas para revisão de protocolos e de situações conflituosas e principalmente a vontade de fazer dar certo é a receita para que o ACOLHIMENTO COM ACESSO AVANÇADO seja implantado com sucesso. Agenda Compartilhada e Acesso Avançado 27 A AGENDA ➢As agendas tem um papel fundamental nas atividades das unidades, permitindo um acesso pautado na equidade e universalidade; ➢Devem garantir esse acesso e a qualidade da atenção em saúde a toda a população; ➢Deve ser construída a partir de um diagnóstico situacional da realidade social e epidemiológica da comunidade, associado à análise dos riscos e vulnerabilidades desse território e levantamento de problemas; A AGENDA • O tipo de agenda vai depender do tipo de processo de trabalho e de acesso que está funcionando na unidade. • Mas alguns princípios são básicos: • Deve sempre ser dialogada e socializada entre todos da equipe; • Qualquer mudança (férias, afastamento, mudança de horário, etc) deve ser informada, principalmente para àqueles que ficam na recepção (escuta rápida); • Assim, se a equipe está em ACESSO AVANÇADO 100% na agenda não haverá “consulta agendada” e assim por diante. AGENDA Cuidado Agendado Cuidado Continuado Atividades EducativasReuniões de Equipe Visita Domiciliar Demanda Imediata Tempo para escrever... EXEMPLO DAS ATIVIDADES DE UMA AGENDA Como viabilizar o acolhimento à demanda espontânea? • Toda a equipe é responsável pelo acolhimento. • Identificar casos de maior risco e vulnerabilidade e facilitar o acesso dos usuários a uma avaliação mais rápida pelo profissional mais adequado (escuta qualificada). • Fluxos de transferência / encaminhamento dos usuários que necessitam de outros recursos assistenciais. • Discutir critérios de risco e organizar a agenda dos profissionais de modo a contemplar a agenda programada e casos agudos. • Diálogo com os usuários. Perguntas que podem ajudar a equipe na implantação do acolhimento: • Existe acolhimento na unidade? Quem são os responsáveis? Como é feito? Como podemos melhorar? • Como é organizado o fluxo dos usuários na unidade? • Quais as principais dúvidas e necessidades dos usuários? • Quais os problemas e conflitos enfrentados pelos profissionais no que diz respeito ao acolhimento? • Quais as tentativas de solução desses problemas? Referências • Brasil. Ministério da Saúde. Acolhimento à demanda espontânea. Cadernos de Atenção Básica; n. 28, V. 1. 1. ed.; 1. reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. • Brasil. Ministério da Saúde. Acolhimento à demanda espontânea. Cadernos de Atenção Básica; n. 28, V. 2. 1. ed.; 1. reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. • Esteche FF. Acolhimento à demanda espontânea e programada. Programa de Educação Permanente em Saúde da Família – PEPSUS. Acesso em 02 de fev 2019. Disponível em https://avasus.ufrn.br/ • Brasil. Ministério da Saúde. Acolhimento nas práticas de produção da saúde(Série B. Textos Básicos de Saúde). 2. ed. 5. reimp. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2010. • Wolmann A et al. Novas possibilidades de organizar o Acesso e a Agenda na Atenção Primária à Saúde. Prefeitura Municipal de Curitiba, 2014. Acesso em 02 de fev 2019. Disponível em http://arquivos.leonardof.med.br/SaudeCuritiba_CartilhaAcessoAvancado_2014-06-05.pdf • Murray M, Tantau C. Same-Day Appointments: Exploding the Access Paradigm. Fam Pract Manag. 2000 Sep;7(8):45-50. Acessoem 02 de fev 2019. Disponível em https://www.aafp.org/fpm/2000/0900/p45.html. https://avasus.ufrn.br/ http://arquivos.leonardof.med.br/SaudeCuritiba_CartilhaAcessoAvancado_2014-06-05.pdf https://www.aafp.org/fpm/2000/0900/p45.html ABORDAGENS NA PESSOA, NA FAMÍLIA E VISITA DOMICILIAR Nilson Massakazu Ando Frederico Germano Lopes Cavalcante Roteiro da aula 1. Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) 2. Tipologias familiares e ferramentas de abordagem familiar: Ciclo de vida familiar, Genograma, Ecomapa, APGAR familiar, FIRO e PRACTICE 3. Visita domiciliar Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) • Vídeo-aula: Método Clinico Centrado na Pessoa - MSP0672 • Prof. Dr. Gustavo Gusso (FMUSP) • Duração: 26 minutos • Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=HXuiRefleM8 Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) https://www.youtube.com/watch?v=HXuiRefleM8 Aplicação do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) • Vídeo: IPES e PSOs: Método Clínico Centrado na Pessoa • Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, SMS-RJ -2016 • Duração: 6 minutos • Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=17-SNbKtKZc https://www.youtube.com/watch?v=17-SNbKtKZc Aplicação do Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) •Reflita se há diferença entre as duas abordagens clínicas? •Há diferença no tempo de duração dessas consultas? •Qual abordagem gera melhor resultado na saúde da pessoa? Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP) • Vídeo: Começou uma família…Responsamuitabilidade! • Produção: Tecendo prosa • Duração: 2 minutos • Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8-eSBSVr3Ls Abordagem familiar https://www.youtube.com/watch?v=8-eSBSVr3Ls Abordagem familiar • Conceitos de família “A família é um modelo universal para o viver. Ela é unidade de crescimento; de experiência; de sucesso e fracasso; ela é também a unidade da saúde e da doença.” Natan W. Ackerman “A família é o conjunto de pessoas, ligadas por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência, que residem na mesma unidade domiciliar. Inclui empregado (a) doméstico (a) que reside no domicílio, pensionista e agregados.” Ministério da Saúde, Brasil (2001) Tipos de arranjos familiares 1. Família nuclear bigeracional (pais e filhos); 2. Família extensiva (três ou quatro gerações); 3. Família unitária (uma só pessoa, ex.: viúva sem filhos); 4. Família adotiva temporária; 5. Família adotiva bi-racial / multicultural; 6. Casal residindo separadamente; 7. Família monoparental (filho/s com pai ou mãe); 8. Família homossexual (com ou sem filho/s); 9. Família reconstituída (remarried/step families); 10. Família institucional (instituto com função de criar e desenvolver afetivamente a criança/adolescente); 11. Famílias com constituição funcional (pessoas vivendo juntas, sem laços legais, mas com forte compromisso mútuo). Abordagem familiar Ferramentas de abordagem familiar 1. Ciclos de vida 2. Genograma 3. Ecomapa 4. APGAR familiar 5. FIRO 6. PRACTICE Abordagem familiar Ciclos de vida FASE DO CICLO DE VIDA 1. Saindo de casa: jovens solteiros 2. O novo casal 3. Família com filhos pequenos 4. Famílias com filhos adolescentes 5. Lançando os filhos e seguindo em frente 6. Famílias no estágio tardio: a velhice FASE DO CICLO DE VIDA (Popular) Família composta por jovem adulto Família com filhos pequenos Família no estágio tardio Abordagem familiar Estágios do ciclo de vida familiar de classe média Estágios do ciclo de vida familiar de classe média Abordagem familiar Ciclos de vida MLS (quatro anos) vem à UBS queixando-se de diarreia e vômitos há dois dias. Ela está acompanhada de sua irmã de 10 anos. Seu pai (29 anos) está acamado há dois anos, devido a bala perdida que o acertou na coluna lombo-sacra quando vendia bebidas informalmente na rua. Sua mãe (30 anos) está trabalhando como doméstica e lavandeira para manter financeiramente a família. O outro irmão, de dois anos, ficou em casa, aguardando as irmãs mais velhas retornarem da UBS. Em qual(is) estágio(s) do ciclo de vida está a família de MLS? Ciclo de vida da família de classe popular 1. Família composta por jovem adulto • Adolescente precisa sair de casa para trabalhar precocemente • Tornam-se adultos “sozinhos” • Processo pode começar por volta dos 10 anos de idade 2. Família com filhos pequenos • Etapa de grande acúmulo de papéis • Inclui tarefas do novo casal e da família com filhos pequenos: novo sistema conjugal, papéis paternos e maternos • Acúmulo de gerações • Relações menos duradouras • Reestruturações frequentes devido a novos relacionamentos 3. Família no estágio tardio de vida • Idosos continuam sustentando família • Inexistência do “ninho vazio” • Homens e mulheres tornam- se avós mais cedo, ainda com capacidade reprodutiva • Acúmulo de gerações no mesmo ambiente Exercício 1 Explique como geralmente se caracteriza o ciclo de vida da família da classe popular Exercício 1 Explique como geralmente se caracteriza o ciclo de vida da família da classe popular Abordagens na pessoa, na família e visita domiciliar Abordagem familiar - Genograma Conceito: O genograma é uma ferramenta da abordagem familiar que nos ajuda a demonstrar esquematica e dinamicamente problemas biomédicos, genéticos, comportamentais e sociais que envolvem a família estudada. Avalia 5 domínios familiares: 1. O modo de comunicação; 2. As relações; 3. As doenças; 4. Os problemas familiares e 5. As experiências traumáticas. Abordagem familiar - Genograma Aplicação: A aplicação do genograma à clínica na APS permite visualizar o processo de adoecer, facilita o plano terapêutico e permite à família uma melhor compreensão sobre o desenvolvimento de suas patologias. Exercício 2 Observe a figura a seguir: Sobre as relações familiares representadas nesse genograma, é correto afirmar que: A) Ricardo tem uma relação conflituosa com Júlio. B) João tem uma relação de proximidade com Ricardo. C) Maria tem uma relação de distanciamento com Vera. D) João tem uma relação de muita proximidade com Ana. Abordagem familiar Ecomapa • Demonstra as relações entre os membros de uma família e a comunidade e ajuda a avaliar os apoios e suportes disponíveis e sua utilização pela família. • Uma família que tem poucas conexões com a comunidade e entre seus membros necessita maior investimento da equipe para melhorar seu bem estar. Informações contidas no ecomapa: 1. a vizinhança (área física); 2.serviços da comunidade (médicos, saúde mental, toxico-dependência, violência doméstica, conselhos); 3.grupos sociais (igrejas; grupos cívicos: comissão de pais, de bairro; grupos de convívio, ONG); 4. educação; 5. relações pessoais significativas (amigos, vizinhos, família mais afastada); 6. trabalho; 7. outras (específicas da família e da área em que habita). Informações contidas no ecomapa: - membros da família e suas idades no centro do círculo - utiliza símbolos do genograma - círculos externos mostram os contatos da família com membros da comunidade ou com pessoas e grupos significativos - linhas indicam o tipo de conexão Abordagem familiar Informações contidas no ecomapa: • linhas contínuas: ligações fortes, relações sólidas • ------------ linhas tracejadas: ligações frágeis, relações tênues • // linhas com barras ou talhadas: aspectos estressantes, relações conflituosas • →←↔ setas: fluxo de energia e/ou recursos • Ausência de linhas: ausência de conexão Abordagem familiar - Ecomapa Abordagem familiar - APGAR familiar • Adaptation (Adaptação), • Partneship (Participação), • Growth (Crescimento), • Affection (Afeição) e • Resolve (Resolução). O APGAR familiar é um questionário composto por cinco perguntas, que pretende quantificar a percepção que o doente tem do funcionamento familiar, bem como esclarecero tipo de relação/integração que ele tem com os membros da família. Abordagem familiar - FIRO (Orientações Fundamentais nas Relações Interpessoais) O FIRO é utilizado para compreender as mudanças no ciclo de vida familiar, avaliar as alterações conjugais ou familiares, patologias graves e pacientes terminais. As relações familiares se inserem em três dimensões: inclusão, controle e intimidade, ou seja, a família pode ser estudada quanto às suas relações de poder, comunicação e afeto. Aplicações do FIRO • Idoso deprimido após a perda do cônjuge • Transtorno de humor emmulher perimenopáusica • Adulto começa a beber após aposentar-se por invalidez • Casal queixa-se de que seu filho está incontrolável com a chegada de um novo irmão • Casal queixa-se que a intimidade e as relações sexuais já não são satisfatórias Abordagem familiar - PRACTICE . Exercício 3 Na prática do médico de família, a da abordagem familiar contribui para o plano de prevenção, de investigação clínica e de tratamento de casos simples e complexos. O instrumento de abordagem familiar que identifica todos os sistemas envolvidos e relacionados com a pessoa, com a família em questão e com o meio onde vivem é denominado: A) Apgar da família. B) Genograma. C) Ciclo vital. D) Ecomapa. Visita domiciliar •Vídeo: Agente Comunitário de Saúde. •Duração: 4 minutos • Fonte: Diário de um Posto de Saúde: https://www.youtube.com/watch?v=lc_qUXTIj7Q&t=1s https://www.youtube.com/watch?v=lc_qUXTIj7Q&t=1s A Atenção Domiciliar proporciona ao paciente um cuidado ligado diretamente aos aspectos referentes à estrutura familiar, à infraestrutura do domicílio e à estrutura oferecida pelos serviços para esse tipo de assistência. Assim, evita-se hospitalizações desnecessárias, diminui o risco de infecções e a superlotação de serviços de urgência e emergência, melhora a gestão dos leitos hospitalares e o uso dos recursos. Visita domiciliar – Atenção Domiciliar A Política Nacional de Atenção Domiciliar (PNAD): => definiu três níveis de atenção domiciliar (AD1, AD2 e AD3), sendo o primeiro nível (AD1) de responsabilidade das equipes de Atenção Primária à Saúde (APS); Þ valorizou a APS como âmbito privilegiado assistencial e responsável pela maior parte dos cuidados em AD no Brasil. Þ reforçou a visita domiciliar (VD) como ação ímpar para o conhecimento do contexto da pessoa mediante observação ativa, abordagem familiar e reconhecimento dos determinantes sociais atuantes. Visita domiciliar – Atenção Domiciliar • O (a) Sr.(a) sabia que esse serviço de atenção domiciliar é do SUS? SIM: 83,98% e NÃO: 15,86% • Além do atendimento pela Equipe de Atenção Domiciliar, o (a) Sr.(a) e sua família são acompanhados por uma Equipe de Saúde da Família SIM: 53,00% e NÃO: 46,11% • Após a alta do Melhor em Casa houve necessidade de continuidade de tratamento pela equipe da Unidade Básica de Saúde? NÃO, NÃO HOUVE NECESSIDADE: 40,99% ; SIM, NA UBS: 36,52% ; SIM, NO DOMICÍLIO:74% ; SIM, MAS NÃO TEVE ACESSO: 9,65% • Fonte: DOGES/SGEP/MS (2017) Visita domiciliar – Atenção Domiciliar Visita domiciliar – Atenção Domiciliar Referências bibliográficas • McWHINNEY, Ian R; FREEMAN, Thomas R. Manual de Medicina de Família e Comunidade de McWHINNEY. 4 ed. Porto Alegre: ARTMED, 2017, 536 p.2. • STEWART, Moira et al. Medicina Centrada na Pessoa: transformando o método clínico. 3 ed. Porto Alegre: ARTMED, 2017, 416 p.3. • GUSSO, Gustavo; LOPES, José MC, DIAS, Lêda C, organizadores. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019,2388p. • DUNCAN BB; SCHMIDT MI; GIUGLIANI ERJ; DUNCAN MS; GIUGLIANI C, organizadores. Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.5. • STARFIELD, Barbara. Atenção Primária, equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços-tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, 2002. 726p. [disponível na Internet: http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001308/130805por.p df] SAÚDE DE POPULAÇÕES ESPECÍFICAS E POLÍTICAS DE EQUIDADE NILSON MASSAKAZU ANDO FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE Médicos de Família e Comunidade ROTEIRO DE AULA • Princípio da equidade. • Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. • Política Nacional de Atenção à Saúde da População de Rua. • Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. • Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas. • Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional. • Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. • Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada. O que é saúde? “[...] a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso a posse da terra e acesso a serviços de saúde. É assim, antes de tudo, o resultado das formas de organização social da produção, as quais pode gerar grandes desigualdades nos níveis de vida [...]” (8ª Conferência Nacional de Saúde) Princípio da Equidade • O Estado deve tratar "desigualmente os desiguais", concentrando seus esforços e investimentos em zonas territoriais com piores índices e déficits na prestação do serviço público. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA • Raça: categoria essa que foi histórica e culturalmente construída e que é constituída de pessoas que são, efetiva ou potencialmente, vítimas de desvantagens sociais por efeitos de preconceito e discriminação relativos a origem étnica ou as marcas visíveis de que são portadoras a cor ou outras características físicas superficiais (fenótipo). (FIGUEROA, 2004) POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA • A identidade racial, que tem íntima relação com a influência da raça/cor na construção da personalidade e dos relacionamentos sociais, é um dos fatores a ser levado em conta no sentido de prevenir doenças de modificação dos fatores do meio ambiente que impedem ações equânimes em saúde. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA • Racismo: “sistema de relação social que apregoa uma práxis política de exclusão do diferente, visando manter uma ordem dominante. E o que mantém simbolicamente essa práxis é medo da perda do poder, mesmo que esse poder seja micro ou pontual. Dessa forma, o racismo é um poder excludente” (SANTOS, 2001) POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA • Racismo Institucional: “(...) o fracasso coletivo de uma organização em prover um serviço profissional e adequado às pessoas com certos marcadores grupais de cor, cultura, origem étnica ou regional, o que caracteriza esse tipo de racismo é que ele extrapola as relações interpessoais e ocorre à revelia das boas intenções individuais, implicando o comprometimento dos resultados de planos e metas de instituições, gestões administrativas e de governo.” (PCRI, 2005) POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA • 53,6% da população brasileira se autodeclara negra (PNAD, 2014). • Do total de 1.583 mortes maternas em 2012, 60% eram de mulheres negras e 34% de brancas. • Em 2012, a taxa específica (por 100 mil hab.) de homicídios de jovens negros foi três vezes maior que a referida taxa de jovens brancos. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA • Dos 39.123 óbitos infantis notificados em 2012, 45% foram de crianças negras e 41% de brancas; esta diferença é maior entre as mortes que ocorrem na primeira semana de vida, sendo que 47% são de crianças negras e 38% de brancas. • De 2000 para 2012, a taxa de mortalidade pela doença falciforme dobrou no país, sendo praticamente influenciada pelas tendências das cor/raças pretas e pardas. • Em 2012, as maiores taxas de mortalidade por diabetes ocorreram na populaçãonegra (pretas e pardas). POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA MARCOS LEGAIS • 2003 - Criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). • 2004 - Criação do Comitê Técnico de Saúde da População Negra (CTSPN). POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA MARCOS LEGAIS • 2005 - Publicação da Portaria GM/MS 1391, que institui Política Nacional de Atenção Integral às pessoas com Doença Falciforme. • 2006 - Aprovação da PNSIPN no Conselho Nacional de Saúde. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA MARCOS LEGAIS • 2009 - Portaria 992/2009, que instituiu a PNSIPN. • 2010 - Dia Nacional de Saúde da População Negra: 27 de Outubro. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA • Objetivo: Promover a saúde integral da população negra, reconhecendo raça, racismo e racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA DESAFIOS NO CUIDADO DA SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA: • Abordagem integral • Cuidado com equidade • Reconhecimento das vulnerabilidades • Combate ao Racismo • Garantir a abordagem multidisciplinar e intersetorial POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DA POPULAÇÃO DE RUA POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DA POPULAÇÃO DE RUA • Considera-se população em situação de rua: “O grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória. (Parágrafo Único, Art. 1º. Decreto nº 7.053/2009) POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DA POPULAÇÃO DE RUA MARCOS LEGAIS • Política Nacional de Saúde da População em Situação de Rua – Decreto 7.053/2009 (Casa Civil/PR). • Comitê Técnico de Saúde - Portaria 3.305/2009. • Portarias MS 122 e 123 de 2011/2012 - Institui as Equipes de Consultório na Rua (e-CnaR). • Portaria MS 940/2011 - direito ao atendimento, mesmo sem endereço fixo. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DA POPULAÇÃO DE RUA • É um dispositivo criado para produzir respostas as necessidades da população em situação de rua, garantindo a integralidade do cuidado e a universalidade de acesso ao SUS. Entendendo que população em situação de rua é um grupo heterogêneo que habita logradouros públicos, áreas degradadas e ocasionalmente utiliza abrigos e albergues para pernoitar. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DA POPULAÇÃO DE RUA DESAFIOS NO CUIDADO DA SAÚDE DA PESSOA EM SITUAÇÃO DE RUA: • Preconceito. • Situação de vulnerabilidade. • Uso abusivo de álcool e outras drogas (Redução de Danos). • Higiene e Alimentação. • Doenças predominantes: IST, Tuberculose, • Adesão ao Tratamento. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais Definições: • Sexo Biológico: conformação anátomo-fisiológica dos sistema geniturinário. • Gênero: conjunto de características sociocomportamentais que incidem sobre corpos sexuados. • Orientação Sexual: expressão do desejo sexual e afetivo. • Identidade de Gênero: auto identificação relativa à um gênero (masculino ou feminino). Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais Panorama de Saúde de Mulheres Lésbicas e Bissexuais: • Cerca de 40% das mulheres não revelam sua orientação sexual. • Das mulheres que revelam, 28% referem maior rapidez no atendimento e 17% dizem não ter exames que consideram importantes solicitados. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais Panorama de Saúde de Mulheres Lésbicas e Bissexuais: • Cobertura de Rastreamento para Câncer de Colo de Útero cai de 89,7% entre mulheres heterossexuais para 66,7% em mulheres lésbicas e bissexuais. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais Violência Homofóbica no Brasil: • O II Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil 2012, registrou 3.084 denúncias de 9.982 violações relacionadas à população LGBT, envolvendo 4.851 vítimas e 4.784 suspeitos. • 60% eram contra homens gays. • 62% dos agressores foram identificados como alguém próximo da vítima Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais MARCOS LEGAIS • 2008 - Publicada a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. • 2008 - Primeiro port aria de regulamentação do Processo Transexualizador no SUS. • 2011 - Instituição da Cirurgia de Transgenitalização no SUS • 2013 - Ampliaçã o dos servi ç os ambulatoriais do Processo Transexualizador Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais Objetivo Geral: • Promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equitativo. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais Desafios no cuidado em saúde da População LGBT • Violência contra essa população. • Acolhimento não qualificado para atender às especificidades. • Legislação deficitária em medidas de proteção. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais Desafios no cuidado em saúde da População LGBT • Demanda reprimida de população de Transexuais e Travestis nos serviços de referência para Processo Transexualizador. POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DAS POPULAÇÕES DO CAMPO, DA FLORESTA E DAS ÁGUAS Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas A QUEM SE DIRIGE • Povos e comunidades que têm seus modos de vida, produção e reprodução social relacionados predominantemente com o campo, a floresta, os ambientes aquáticos, a agropecuária e o extrativismo, como camponeses, agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades de quilombos, populações que habitam ou usam reservas extrativistas, populações ribeirinhas, populações atingidas por barragens, dentre outros. Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas ACESSO À AGUA, COLETA DE LIXO E ESGOTO • 47,3% dos domicílios rurais possuem água canalizada em pelo menos 1 dos cômodos, porém 18% apenas provém de uma rede de distribuição geral. • 82% da água dos domicílios rurais provém de poços, nascentes e outras fontes. • 37,4% dos domicílios tem escoadouro de banheiro e sanitário de forma inadequada. • 47,3% dos domicílios não possuem coleta de lixo e o descartam de forma inadequada (enterram ou queimam). IBGE, PNAD - 2011 Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas MARCOS LEGAIS • Em 2005 foi instituído o Grupo da Terra (Portaria MS/GM nº 2.460/2005) para atender às necessidades de atenção à saúde dessa população. Objetivo: elaborar a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta (PNSIPCF). Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas MARCOS LEGAIS • Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Redefinição do arranjo organizacional das equipes de Saúde da Família, Equipe(s) de Saúde da Família Ribeirinha (ESFR) e da(s) Equipe(s) de Saúde da Família Fluvial (ESFF) para os municípios da Amazônia Legal e Pantanal Sul Mato grossense, assim como a definição dos valores de financiamento destas equipes e de custeio das Unidades Básicasde Saúde Fluviais (UBSF), considerando as especificidades locais. Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas MARCOS LEGAIS • Portaria nº 2.866/2011 instituiu a política no âmbito do SUS. É um instrumento norteador e legítimo do reconhecimento das necessidades de saúde dessas populações. Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas MARCOS LEGAIS • Portaria nº 2.311/2014 incluiu o termo “águas” na denominação da PNSIPCF, que passou a ser denominada Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (PNSIPCFA). Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas Desafios no cuidado em saúde da População do Campo, Floresta e Águas • Distância no Acesso. • Monocultura, Agrotóxico e não utilização de equipamentos de segurança. • Frágil estrutura de Cobertura de Saúde. Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas Desafios no cuidado em saúde da População do Campo, Floresta e Águas • Regimes de trabalho análogo a escravidão. • Violência no Campo. Obs.: o Programa Mais Médicos tem sido um diferencial no acesso a saúde dessa população. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DAS PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE NO SISTEMA PRISIONAL Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional Panorama da População Carcerária • 715.665 pessoas privadas de liberdade • 595.641 em unidades prisionais • 220 mil em SP (34%) Geopresidios/CNJ/junho/2014; INFOPEN/2013 Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional Panorama da População Carcerária • 119.359 em prisão domiciliar • 93% homens • 7% mulheres Geopresidios/CNJ/junho/2014; INFOPEN/2013 Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional Panorama da População Carcerária • Vagas no sistema prisional: 302 mil. • Cerca de 25.000 pessoas entram no sistema por ano. • Crescimento de 235% em 14 anos. Geopresidios/CNJ/junho/2014; INFOPEN/2013 Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional OBJETIVO GERAL: • Garantir o acesso das pessoas privadas de liberdade no sistema prisional ao cuidado integral no SUS. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional DIRETRIZES 1. Promoção da cidadania e inclusão das pessoas privadas de liberdade por meio da articulação com os diversos setores de desenvolvimento social, como educação, trabalho e segurança. 2. Atenção integral resolutiva, contínua e de qualidade às necessidades de saúde da população privada de liberdade no sistema prisional, com ênfase em atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional DIRETRIZES 3. Respeito à diversidade étnico racial, às limitações e às necessidades físicas e mentais especiais, às condições econômicosociais, às práticas e concepções culturais e religiosas, ao gênero, à orientação sexual e à identidade de gênero. 4. Intersetorialidade para a gestão integrada e racional e para a garantia do direito à saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional Perfil de Atendimento e Agravos Epidemiológicos Emergência sanitária, com prevalência elevada de doenças transmissíveis e não transmissíveis, como: • Tuberculose; • HIV/AIDS; • Hepatites; • Sífilis; • Dermatites; • Hipertensão. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional Desafios atuais da PNAISP • 1. Aumentar a cobertura assistencial. • 2. Qualificar as intervenções intersetoriais. • 3. Informatizar os serviços, por meio da implantação do novo sistema de informação da Atenção Básica (estratégia e SUS AB) para monitoramento e avaliação permanente dos serviços prestados. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional Desafios atuais da PNAISP • 4. Ofertar processos de educação permanente e continuada para todas as equipes de atenção básica prisional. • 5. Qualificar a gestão das equipes em processos tripartite e intersetoriais. • 6. Aprimorar a infraestrutura para o atendimento em saúde. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS INDÍGENAS Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas MARCOS LEGAIS • Consvtuição do Brasil (1988), art 231: é reconhecido aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam compevndo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas MARCOS LEGAIS • 1ª (1986) e 2ª (1993) Conferências Nacionais de Saúde Indígena: espaços importantes de discussão e luta pelo direito a atenção à saúde dos povos indígenas. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas MARCOS LEGAIS • Lei 9.836, de 23 de setembro de 1999: foi insvtuído o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e as diretrizes básicas para a implantação de Distritos Sanitários Especiais. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas MARCOS LEGAIS • Portaria 254 (MS), de 31 de Janeiro de 2002: Polívca Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (trouxe algumas diretrizes para as ações de atenção à saúde indígena que representaram um avanço no reconhecimento da especificidade cultural e arvculação da biomedicina com právcas indígenas tradicionais de cura e cuidado. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas MARCOS LEGAIS • Decreto 7.336, de 20 de outubro de 2010: insvtuiu, na estrutura do Ministério da Saúde a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), transferindo a responsabilidade pela saúde indígena para esta Secretaria. BOLSA FAMÍLIA E BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA BeneMcios Assistenciais • Dentro do Sistema Único de Assistência Social, podem se classificar os benefícios assistenciais em duas categorias aqueles permanentes - federais, instituídos mediante lei federal, a exemplo, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), criado pela Lei Federal nº 8.742/93 – Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que regulamentou o art. 203, inciso V, da Carta Política Pátria; e os benefícios eventuais federativos, criados por entes da federação Estados, Distrito Federal e Municípios, conforme critérios e prazos definidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social. BeneMcio de Prestação ConNnuada (BPC) • O BPC, criado em 1993, é devido ao idoso de 65 anos ou mais de idade, e ao deficiente, cuja renda familiar seja inferior a um quarto do salário mínimo. (Art. 20 caput da LOAS). • Esse é um benefício de assistência social, ou seja, quem está solicitando não precisa ter contribuído com a Previdência Social, por isso ele é chamado de benefício e não de aposentadoria, e sua ajuda equivale a um salário mínimo. Bolsa Família • O Programa Bolsa Família foi instituído pela Lei nº 10.836/2004, regulamentada pelo Decreto nº 5.209/2004 e veio como uma necessidade de unificar as ações governamentais de transferência de recursos do Governo Federal. Bolsa Família Características do Programa Bolsa Família: • Atende a família e não a membros isolados. • Pagamento direto à família, por cartão bancário, de preferência para a mulher. • A família tem autonomia no uso do recurso financeiro. • Conjuga esforços das três esferas de governo. Bolsa Família Características do Programa Bolsa Família: • Integração com programas próprios dos Estados e Municípios. • Deve existir um compromisso/contrapartidas para a percepção dos benefícios. • Políticas de saúde eeducação como condicionalidades. • Gestão descentralizada e intersetorial. • Fiscalização por meio da articulação com os órgãos de Controle Social. Bolsa Família O Programa Bolsa Família compreende a concessão de benefícios de pagamentos mensais, portanto, de trato sucessivo, às famílias consideradas pobres ou extremamente pobres, com requisitos para concessão e manutenção estabelecidos em lei federal, com valor definido, de caráter temporário, não gerando direito adquirido uma vez que devem ser revistos a cada dois anos para avaliação da elegibilidade das famílias para o recebimento desses benefícios. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Painel de Indicadores do SUS. Temático Saúde da População Negra; v.7, n.10. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. p.82. • BRASIL. 8ª Conferência Nacional de Saúde: quando o SUS ganhou forma. 2019. Disponível em: <http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias- cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-quando-o-sus-ganhou-forma>. http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-quando-o-sus-ganhou-forma http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-quando-o-sus-ganhou-forma REFERÊNCIAS UTILIZADAS • FIGUEROA, A. Contextualização conceitual e histórica. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA, 2004, Brasília. Caderno de textos básicos... Brasília: Seppir, Ministério da Saúde, 2004. p.11-45. • SANTOS, I. A. A responsabilidade da escola na eliminação do preconceito racial: alguns caminhos. In: CAVALLEIRO, E. (Org.). Racismo e anti-racismo na educação: repensando nossa escola. São Paulo: Selo Negro, 2001. p. 97-113. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra: uma política para o SUS. 3.ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2017. • BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da população em situação de rua: um direito humano. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Interministerial nº 1, de 2 de janeiro de 2014. Institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/pri0001_02_0 1_2014.html>. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/pri0001_02_01_2014.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/pri0001_02_01_2014.html REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. 2ed. Brasília: Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde, 2002. • BRASIL. Bolsa Família. Disponível em: <https://bfa.saude.gov.br/>. • BRASIL. Benefício de Prestação Continuada (BPC). Disponível em: <https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia- social/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com- deficiencia-bpc>. https://bfa.saude.gov.br/ https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com-deficiencia-bpc https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com-deficiencia-bpc https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com-deficiencia-bpc OBRIGADO nilsonando@gmail.com INTRODUÇÃO À SAÚDE INDÍGENA: POLÍTICA NACIONAL DA SAÚDE INDÍGENA NILSON MASSAKAZU ANDO FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE Médicos de Família e Comunidade ROTEIRO DA AULA • Introdução à Saúde Indígena • Marcos Legais • A Polí:ca Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. • Territorialização/Sociodiversidade • Perfil Epidemiológico • Antropologia e Atenção Diferenciada INTRODUÇÃO À SAÚDE INDÍGENA ÍNDIO • Qualquer membro de uma comunidade indígena, reconhecido por ela como tal. COMUNIDADE INDÍGENA • Aquela fundada em relações de parentesco ou vizinhança entre seus membros, que mantem laços histórico-culturais com as organizações sociais indígenas pré-colombianas. (SESAI, 2017) RELAÇÕES DE PARENTESCO OU VIZINHANÇA • Relações de afinidade, filiação, parentesco ritual ou religioso, e, mais geralmente, definem-se nos termos da concepção dos vínculos interpessoais própria daquela comunidade. (SESAI, 2017) INTRODUÇÃO À SAÚDE INDÍGENA MARCOS LEGAIS ConsBtuição do Brasil (1988), art. 231: • É reconhecido aos índios sua organização social, costumes, línguas crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, compeBndo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. 1ª (1986) e 2ª (1993) Conferências Nacionais de Saúde Indígena: • Espaços importantes de discussão e luta pelo direito a atenção à saúde dos povos indígenas. MARCOS LEGAIS Lei 9 836 de 23 de setembro de 1999: • Foi ins4tuído o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e as diretrizes básicas para a implantação de Distritos Sanitários Especiais. Portaria no 254 (MS), de 31 de Janeiro de 2002 - Poli4ca Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI): • Trouxe algumas diretrizes para as ações de atenção à saúde indígena que representaram um avanço no reconhecimento da especificidade cultural e ar4culação da biomedicina com prá4cas indígenas tradicionais de cura e cuidado. MARCOS LEGAIS Decreto no 7.336, de 20 de outubro de 2010: • InsUtuiu, na estrutura do Ministério da Saúde a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), transferindo a responsabilidade pela saúde indígena para esta Secretaria. DESTAQUES • O Subsistema de Saúde Indígena tem como base os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), cujas delimitações geográficas contemplam aspectos demográficos e etnoculturais, estando sob responsabilidade do gestor federal. DESTAQUES • A estrutura do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) é composta pelos Polos Base (PB), Casas de Saúde Indígena (CASAI) e pelas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), estas situadas dentro das aldeias indígenas. DESTAQUES • Os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) devem contar com uma rede interiorizada de serviços de atenção básica, organizada de forma hierarquizada e arUculada com a rede de serviços do SUS, para garanUr a assistência de média e alta complexidade. • O SUS servirá de retaguarda e referência ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. DESTAQUES • A assistência à população indígena aldeada é realizada mediante a atuação de Equipes Mul:disciplinares de Saúde Indígena (EMSI) nos moldes da Estratégia Saúde da Família. • As EMSI são compostas por médicos, enfermeiros, odontólogos, auxiliares de enfermagem e Agentes Indígenas de Saúde (AIS). Outros profissionais, de saúde ou não, podem atuar juntamente com a EMSI, de acordo com a realidade local. POLITICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS INDÍGENAS (PNASPI) PROPÓSITO • GaranBr aos povos indígenas o acesso à atenção integral à saúde, de acordo com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, contemplando a diversidade social, cultural, geográfica, histórica e políBca de modo a favorecer a superação dos fatores que tornam essa população mais vulnerável aos agravos à saúde de maior magnitude e transcendência entre os brasileiros, reconhecendo a eficácia de sua medicina e o direito desses povos à sua cultura. POLITICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS INDÍGENAS (PNASPI) TERRITORIALIZAÇÃO/SOCIODIVERSIDADE• Propõe-se um modelo de atenção organizado de forma diferenciada, tendo como base Distritos Sanitários, consUtuídos em territórios especiais que obedecem a critérios socioculturais geográficos históricos e políUcos, mas que, não necessariamente, correspondem à divisão administraUva dos estados e municípios. TERRITORIALIZAÇÃO/SOCIODIVERSIDADE • Os indígenas são povos disUntos, pois possuem uma historicidade própria e anterior à conquista da América pelos europeus, diferentes formas de se relacionar com a sociedade nacional, outros valores e outra visão de mundo, inclusive sobre os modos de adoecer, cuidar e tratar as doenças. TERRITORIALIZAÇÃO/SOCIODIVERSIDADE • O Brasil tem a maior sociodiversidade do planeta pois há indígenas em todo o território nacional, compondo 241 etnias e cerca de 180 línguas faladas (ISA, 2013). • São desiguais sob o ponto de vista da renda, acesso à educação, saúde, trabalho e a situação de exclusão em que se encontram. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO • Os indicadores de saúde dos povos indígenas são de 2 a 3 vezes piores que a media nacional. O Coeficiente de Mortalidade InfanUl, por exemplo, pode ser maior do que 100/1000 nascidos vivos em algumas regiões e as principais causas de morte são evitáveis por medidas de atenção primária. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO • Há ainda, um predomínio de doenças infectocontagiosas, porém com um incremento das doenças crônico degeneraBvas, consequências de más condições de saneamento e mudança de hábitos e do modo de vida tradicional. • As condições higiênico sanitárias encontradas em diversas áreas indígenas, fazem com que a diarreia apresente-se como doença endêmica, com frequentes surtos epidêmicos e com alto impacto na mortalidade de menores de 5 anos de idade. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO • Entre as populações indígenas do Brasil a tuberculose ainda é um agravo importante, apresentando altos índices de incidência e podendo ser até 10 vezes maior do que a encontrada na população não indígena. ANTROPOLOGIA E ATENÇÃO DIFERENCIADA • A construção de um modelo de atenção diferenciada para os povos indígenas requer que os profissionais de saúde desenvolvam uma postura reflexiva e antropológica nas suas intervenções em saúde. Essa postura é necessária para que eles se mantenham abertos para ouvir e aprender através do que o outro está comunicando sobre sua experiência de doença e para que possam rela:vizar seu conhecimento numa tenta:va de construir uma atenção diferenciada que respeite os conhecimentos e prá:cas de saúde do grupo indígena. ATENÇÃO DIFERENCIADA • Na atenção à saúde indígena há diferentes sistemas de cura, e neles estão inseridos outros atores, fundamentais na lida com o processo de adoecimento, como a parteira, pajé́, rezador, raizeiro, entre outros, definidos como especialistas tradicionais, além dos saberes e práUcas coleUvas de autoatenção, sendo necessário o constante diálogo entre esses diferentes conhecimentos. ATENÇÃO DIFERENCIADA • Assim, o diálogo intercultural, a escuta qualificada, a criação de vínculo e a parUcipação dos indígenas como protagonistas do cuidado à saúde são fundamentais para atuação em contextos interculturais. 1 – Alagoas/Sergipe 2 – Altamira 3 – Alto Rio Juruá 4 – Alto Rio Negro 5 – Alto Rio Purus 6 – Alto Rio Solimões 7 – Amapá e Norte do Pará 8 – Araguaia 9 – Bahia 10 – Ceará 11 – Cuiabá 12 – Guamá-TocanLns 13 – Kayapó Mato Grosso 14 – Kayapó Pará 15 – Leste Roraima 16 – Médio Rio Solimões e Afluentes 17 – Manaus 18 – Maranhão 19 – Mato Grosso do Sul 20 – Minas Gerais e Espírito Santo 21 – Médio Rio Purus 22 – Interior Sul 23 – ParinEns 24 – Pernambuco 25 – Porto Velho 26 – PoEguara 27 – Rio Tapajós 28 – Litoral Sul 29 – TocanEns 30 – Vale do javari 31 – Vilhena 32 – Xavante 33 – Xingu 34 - Yanomami M AR CO S HI ST Ó RI CO S DA S AÚ DE IN DÍ G EN A N O B RA SI L REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Polí%ca Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. 2ed. Brasília: Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde, 2002. • GARNELO, L; PONTES, AL (Org). Saúde Indígena: uma introdução ao tema. Brasília: MEC-SECADI, 2012. • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Saúde Indígena (SESAI). Disponível em: <heps://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai>. https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sesai OBRIGADO nilsonando@gmail.com VIGILÂNCIA DO ÓBITO DE POVOS INDÍGENAS NILSON MASSAKAZU ANDO FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE Médicos de Família e Comunidade ROTEIRO DE AULA • Vigilância do Óbito • Legislação • Óbito por suicídio • Códigos CID-10 de maior frequência. VIGILÂNCIA DO ÓBITO • A vigilância do óbito compreende-se no conceito de vigilância epidemiológica que engloba o conhecimento dos determinantes dos óbitos maternos, infanGs, fetais e com causa mal definida e a proposição de medidas de prevenção e controle. LEGISLAÇÃO • A competência dos DSEI no que se refere à alimentação de óbitos e nascimentos no SIM e SINASC, refere-se exclusivamente aos eventos ocorridos em aldeias indígenas, sendo que os eventos envolvendo indígenas, ocorridos fora destes territórios são de competência dos gestores Estaduais e Municipais do SUS, e seus registros nestes sistemas, estarão acessíveis aos DSEI por meio de retroalimentação. (Portaria nº 116/2009) LEGISLAÇÃO • A distribuição de Declaração de Óbito (DO) para DSEI, cuja área de abrangência extrapole os limites de uma UF, será de responsabilidade do órgão responsável pela Coordenação Nacional do Subsistema de Saúde Indígena no SUS, no Ministério da Saúde, mediante pactuação com a SVS/MS. (Portaria nº 116/2009) LEGISLAÇÃO • No caso de óbito natural ocorrido em aldeia indígena, com assistência médica, a DO emi8da terá a seguinte des8nação: • 1ª via: Distrito Sanitário Especial Indígena; • 2ª via: representante/responsável da família do falecido, para ser u?lizada na obtenção da Cer?dão de Óbito junto ao Cartório do Registro Civil, o qual reterá o documento; e • 3ª via: Unidade No?ficadora, para arquivar no prontuário do falecido. (Portaria nº 116/2009) ÓBITO POR SUICÍDO • Nos casos de óbito por suicídio, como acontece nos casos de morte por causas externas, a DO deverá ser emiKda pelo IML ou por médicos ou profissionais invesKdos na função de perito legista eventual pela autoridade judicial ou policial (Portaria GM/MS nº 116/2009, arKgo 19, inciso V). • No entanto, em muitos casos, as terras indígenas localizam-se em áreas de di^cil acesso ao IML e por questões étnico-culturais a família do(a) falecido(a) não autoriza a autópsia. ÓBITO POR SUICÍDIO • Para as situações onde não houver IML ou profissionais peritos, visando à agilidade no acesso à informação por parte do DSEI, orienta-se que se preencha: • Ficha Complementar de InvesKgação/NoKficação de TentaKvas e Óbitos por Suicídio em Povos Indígenas (SESAI/MS) • Ficha de InvesKgação de Óbito com Causa Mal Definida (IOCMD/SVS) • Autópsia Verbal (SVS) ÓBITO POR SUICÍDIO • A uGlização da Ficha de InvesGgação de Óbito com Causa Mal Definida – IOCMD/SVS visa facilitar o acesso à informação por parte do DSEI, enquanto é finalizado o processo de invesGgação e avaliação do óbito pelo Comitê de InvesGgação do Óbito do Estado. FLUXO DE INFORMAÇÕES • Uma via (primeira via, original) de cada instrumento, incluindo a via da Autópsia Verbal, deverá ser encaminhada à sede do DSEI. • A segunda via da Ficha de InvesGgação de Óbito por Causa Mal Definida e a segunda via da Ficha Complementar da SESAI deverão ser anexadas ao prontuário do paciente. FLUXO DE INFORMAÇÕES • As informações dos instrumentos deverão ser inseridas no módulo demográfico do SIASI. • A Ficha de InvesGgação de Óbito por Causa Mal Definida, bem como a Autópsia Verbal, deverão ser encaminhadas ao Grupo Técnico Distrital de InvesGgação de Óbito Indígena. Fonte: SESAI (2019) O QUE FAZER 1. Notificação e Comunicação ao DIASI. 2. Respeitaro processo de luto da família. 3. Investigar o óbito, conforme o fluxo da V.O. e preenchimento da ficha complementar da SESAI. 4. EMSI + SM: escuta qualificada de familiares e amigos. O QUE FAZER 5. Genograma do risco de suicídio. 6. IdenGficação de pessoas em risco. 7. PTS elaborado por SM + EMSI + família (se possível). 8. IdenGficação de pontos de suporte. CÓDIGOS CID-10 DE MAIOR FREQUÊNCIA • Autointoxicação: X60 a X69 • Enforcamento: X70 • Afogamento: X71 • Disparo de arma de fogo: X72 a X74 • Lesão por meio de objeto perfurocortante: X78 • Lesão por precipitação de lugar elevado: X80 CÓDIGOS CID-10 DE MAIOR FREQUÊNCIA • Lesão por impacto de veículo a motor: X82 • Lesão por meios não especificados: X84 • As situações em que a intenção de provocar a própria morte não é clara, mas suspeitada, também deverão ser registradas nos sistemas de informação. Este registro é realizado pelos códigos Y10 a Y34. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Portaria nº 116, de 11 de fevereiro de 2009. Regulamenta a coleta de dados, fluxo e periodicidade de envio das informações sobre óbitos e nascidos vivos para os Sistemas de Informações em Saúde sob gestão da Secretaria de Vigilância em Saúde. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2009/prt0116_11_02_200 9.html> https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2009/prt0116_11_02_2009.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/2009/prt0116_11_02_2009.html REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Inves+gação/No+ficação de Tenta+vas e Óbitos por Suicídio em Povos Indígenas. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. OBRIGADO nilsonando@gmail.com REGISTROS MÉDICOS NILSON MASSAKAZU ANDO FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE Médicos de Família e Comunidade ROTEIRO DE AULA • Receituários Médicos • Atestado Médico • Comunicação de Acidente de Trabalho • Declaração de óbito • Estratégia e-SUS AB e Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) RECEITUÁRIOS MÉDICOS Receita Simples: • Validade por 30 dias • Pode ser válido por até 6 meses de tratamento no caso do registro na receita de uso con&nuo Prescrição de anNmicrobianos: • Duas vias • Receita com validade de 10 dias. RECEITUÁRIOS MÉDICOS • Legislação: legível em letra clara, de forma e por extenso. Dados essenciais: • Cabeçalho: impresso onde se encontra o nome e endereço do profissional ou da instituição, registro profissional e CPF (pode estar no carimbo). • Superinscrição: nome do paciente, endereço e idade, quando pertinente. É opcional a inscrição do símbolo “RX”, ou “uso interno” (enteral) / ”uso externo” (parenteral). RECEITUÁRIOS MÉDICOS • Inscrição: nome do fármaco, forma farmacêutica e concentração. • Subscrição: quantidade total a ser consumida (se medicamentos controlados deve ser escrita também por extenso, entre parênteses). • Adscrição: orientações do profissional para o paciente. • Data e assinatura. RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL OU C • Validade: 30 dias em todo o território nacional. • duas vias • quanTdade permiTda: 05 ampolas para injetáveis, e quanTdade correspondente a 60 dias de tratamento para outras formas farmacêuTcas. • Máximo: 3 (três) substâncias ou medicamentos; • Medicamentos: anTconvulsivantes, anTdepressivos, anTmicrobianos, analgésicos potentes (opióides). RECEITUÁRIO DE CONTROLE AZUL OU B • B1 (psicotrópicos): vale por 30 dias após a data da prescrição; • B2 (psicotrópicos anorexígenos): 30 dias após prescrição; 30 dias de tratamento; • Apenas no Estado! • Medicamentos: diazepam, clonazepam, lorazepam, etc. RECEITUÁRIO DE CONTROLE AMARELO OU A • Tem 30 dias de validade após a prescrição (todo território nacional) • Mais utilizados por especialistas focais. • Uso para psicotrópicos e entorpecentes (medicamentos de alto poder de dependência) • Medicamentos: morfina, fentanil, midazolam, oxicodona, metilfenidato (ritalina), ALGUMAS QUESTÕES IMPORTANTES • Lembrar que, no Brasil, não é raro encontrar pacientes com dificuldade de ler e compreender as receitas; • Algumas unidades de saúde montam fluxos específicos em suas farmácias (duas vias, renovação de prescrição, etc). • A renovação de receitas é um fator importante a ser organizado no processo de trabalho, visto que é um motivo muito frequente de consulta. CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA Capítulo III - Responsabilidade Profissional • É VEDADO AO MÉDICO: • Art. 11. Receitar, atestar ou emi`r laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida iden`ficação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos. ATESTADO MÉDICO RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 • Art. 1º O atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo seu fornecimento direito inalienável do paciente, não podendo importar em qualquer majoração de honorários. ATESTADO MÉDICO RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 • Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrar em ficha própria e/ou prontuário médico os dados dos exames e tratamentos realizados, de maneira que possa atender às pesquisas de informações dos médicos peritos das empresas ou dos órgãos públicos da Previdência Social e da Justiça. ATESTADO MÉDICO RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 • Art. 5º Os médicos somente podem fornecer atestados com o diagnóstico codificado ou não quando por justa causa, exercício de dever legal, solicitação do próprio paciente ou de seu representante legal. ATESTADO MÉDICO RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 • Parágrafo único: No caso da solicitação de colocação de diagnósTco, codificado ou não, ser feita pelo próprio paciente ou seu representante legal, esta concordância deverá estar expressa no atestado. ATESTADO MÉDICO • Tipos de Atestados Médico: • 1. Atestado de Óbito (D.O) • 2. Atestado por Doença (15 dias) • 3. Atestado para Repouso à Gestante (120 dias) • 4. Atestado por Acidente de Trabalho • 5. Atestado para Fins de Interdição • 6. Atestado de ApNdão Física • 7. Atestado de Sanidade Física e Mental • 8. Atestado para Amamentação • 9. Atestado de Comparecimento • 10. Atestado para Internações CUIDADO COM ATESTADOS RETROATIVOS COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO CAT Preenchimento da CAT: Comunicação de acidente de trabalho • Emissão pela empresa, trabalhador ou médico • Não necessita de afastamento do trabalho • Caráter epidemiológico, social e trabalhista • Estabilidade de 12 meses após retorno ao trabalho COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO CAT • Até 15 dias à empregador • > 15 dias à INSS DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.) Capítulo X - Documentos Médicos • É VEDADO AO MÉDICO: • Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente , ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação médico legal. DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.) Capítulo X - Documentos Médicos • É VEDADO AO MÉDICO: • Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta. DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.) Responsabilidade ÉTca e Jurídica do Médico: • Preencher os dados de idenTficação com base em um documento da pessoa falecida. Na ausência de documento, caberá, à autoridade policial, proceder o reconhecimento do cadáver. • Registrar os dados na DO, sempre, com letra legível e sem abreviações ou rasuras. DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.) Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico: • Registrar as causas da morte, obedecendo ao disposto nas regras internacionais, anotando, preferencialmente, apenas um diagnóstico por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte. • Revisar se todos os campos estão preenchidos corretamente, antes de assinar. DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.) Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico: O QUE NÃO SE DEVE FAZER: • Assinar DO em branco.• Preencher a DO sem, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a morte. DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.) Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico: O QUE NÃO SE DEVE FAZER: • Utilizar termos vagos para o registro das causas de morte como parada cardíaca, parada cardiorrespiratória ou falência de múltiplos órgãos. • Cobrar pela emissão da DO. DECLARAÇÃO DE ÓBITO (D.O.) DECLARAÇÃO DE ÓBITO - EXEMPLOS Paciente diabético, deu entrada no pronto socorro às 10h com história de vômitos e sanguinolentos desde às 06 da manhã. Desde às 08h com tonturas e desmaios. Ao exame físico, descorado +++/4+ e PA de 0 mmHg. A família conta que paciente é portador de esquistossomose mansônica há 5 anos e que 2 anos atrás esteve internado com vômitos de sangue e recebeu alta com diagnóstico de varizes de esôfago, após exame endoscópico. Às 12h apresentou parada cardiorrespiratória e teve óbito verificado pelo médico plantonista, após o insucesso das manobras de reanimação. DECLARAÇÃO DE ÓBITO - EXEMPLOS Paciente masculino 65 anos, hipertenso há 35 anos sem tratamento regular. Há 2 anos iniciou quadro de dispneia aos esforços. Procurou atendimento, sendo diagnos`cado cardiopa`a hipertensiva, iniciando tratamento. Há 2 meses iniciou quadro de Insuficiência Cardíaca Conges`va, e hoje, evoluiu com quadro de Edema Agudo de Pulmão, falecendo após 5h. Há 2 meses também foi diagnos`cado com neoplasia de próstata. ESTRATÉGIA e-SUS AB • Reestruturação dos sistemas de informação do SUS em busca de um SUS eletrônico. • Alimentam o Sistema de informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). ESTRATÉGIA e-SUS AB Objetivos: • Registros individualizados. • Integração de informações. • Informatização das unidades. • Redução do retrabalho na coleta de dados. • Aprimoramento da gestão e da coordenação do cuidado. ESTRATÉGIA e-SUS AB COLETA DE DADOS SIMPLIFICADA (CDS) IMPORTANTE: Condição importante para o pagamento da bolsa! PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO CIDADÃO (PEC) PREENCHIMENTO DO PRONTUÁRIO SOAP: Forma de Registro utilizada na APS Características e funções do prontuário: • Obrigação médica. • Deve estar Legível. • Documento do paciente. • Sob a guarda do serviço assistencial ou do Médico. • Proteção legal da equipe. • Melhora do cuidado do paciente. • Data, hora, assinatura e registro profissional. SOAP “Subjetivo” (S) Nessa parte se anotam as informações recolhidas na entrevista clínica sobre o motivo da consulta ou o problema de saúde em questão. Inclui as impressões subjetivas do profissional de saúde e as expressadas pela pessoa que está sendo cuidada. Se tivermos como referencial o “método clínico centrado na pessoa” (MCCP), é nessa seção que exploramos a “experiência da doença” ou a “experiência do problema”, vivida pela própria pessoa, componente fundamental do MCCP. “Objetivo” (O) Nessa parte se anotam os dados positivos (e negativos que se configurarem importantes)do exame físico e dos exames complementares, incluindo os laboratoriais disponíveis. SOAP “Avaliação”(A) Após a coleta e o registro organizado dos dados e informações subjetivas (S) e objetivas (O), o profissional de saúde faz uma avaliação (A) mais precisa em relação ao problema, queixa ou necessidade de saúde, definindo-o e denominando-o. Nessa parte se poderá utilizar, se for o caso, algum sistema de classificação de problemas clínicos, por exemplo, o CIAP. “Plano” (P) A parte final da nota de evolução SOAP é o plano (P) de cuidados ou condutas que serão tomados em relação ao problema ou necessidade avaliada. De maneira geral, podem existir quatro tipos principais de planos: 1) Planos Diagnósticos: nos quais se planejam as provas diagnósticas necessárias para elucidação do problema, se for o caso; 2) Planos Terapêuticos: nos quais se registram as indicações terapêuticas planejadas para a resolução ou manejo do problema da pessoa: medicamentos, dietas, mudanças de hábitos, entre outras; 3) Planos de Seguimento: nos quais se expõem as estratégias de seguimento longitudinal e continuado da pessoa e do problema em questão; 4) Planos de Educação em Saúde: nos quais se registram brevemente as informações e orientações apresentadas e negociadas com a pessoa, em relação ao problema em questão. CASO 1 Mario Alberto, 42 anos, chega ao consultório solicitando um atestado médico para poder receber a pensão de sua mãe, Dona Marta. Mario informa que Dona Marta recentemente sofreu um AVC, estando, no momento, restrita ao domicílio, apresentando dificuldades para ir até o banco receber seu benefício. CASO 2 Marlene, 28 anos, procura atendimento com seu filho, João Pedro de 8 anos, para solicitar um atestado médico que o autorize a realizar as aulas de educação rsica na escola. CASO 3 Kelly, gestante de 28 semanas, comparece a consulta de pré-natal acompanhada do marido Joel. Ao final da consulta, Kelly solicita um atestado médico para Joel, uma vez que ele faltou ao trabalho para acompanhar o atendimento do pré-natal. REFERÊNCIAS UTILIZADAS • MADRUGA, CMD; SOUZA, ESMS. Manual de orientações básicas para prescrição médica. 2ed. rev. ampl. Brasília: CRM-PB/CFM, 2011. • CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução CFM nº 1658 de 19/12/2002. Normatiza a emissão de atestados médicos, e dá outras providências. Disponível em: <https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658> https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658 https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1658 REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Registrar Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT. Disponível em: <https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de- acidente-de-trabalho-cat>. • BRASIL. Ministério da Saúde. A declaração de óbito: documento necessário e importante. 3 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. • BRASIL. Ministério da Saúde. Declaração de Óbito: manual de instruções para preenchimento. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-acidente-de-trabalho-cat REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Estratégia e-SUS Atenção Primária. Disponível em: <hvps://sisaps.saude.gov.br/esus/>. • BRASIL. O que é Prontuário Eletrônico do Cidadão? Disponível em: <hvps://aps.saude.gov.br/noTcia/2300>. https://sisaps.saude.gov.br/esus/ https://aps.saude.gov.br/noticia/2300 OBRIGADO nilsonando@gmail.com Aspectos Éticos e Legais da Prática Médica Nilson Massakazu Ando Frederico Germano Lopes Cavalcante EMENTA DA AULA Princípios da bioética e sua aplicação da APS (aborto, violência contra criança, mulher e idoso); Código de ÉticaMédica; Lei 12.871/2013; Estatutoda criança e do adolescente, Estatutodo idoso; Organização da prática médica (conselhos, sindicatos e sociedades médicas); Aspectosético-legais do trabalho multiprofissional; Características do trabalho médico • O Brasil contava, em janeiro de 2018, com 452.801 médicos, o que corresponde à razão de 2,18 médicos por mil habitantes. • Na mesma data o número de registros de médicos nos Conselhos Regionais de Medicina chegava a 491.468. • A diferença de 38.667 entre o número de médicos e o de registros refere-se às inscrições secundárias de profissionais registrados em mais de um estado da federação. Características do trabalho médico A média da idade do conjunto dos médicos em a0vidade no País é de 45,4 anos, com desvio-padrão igual a 13,7. Essa média vem caindo ao longo do tempo, apontando para o juvenescimento da Medicina no Brasil. A tendência é resultado principalmente do aumento da entrada de novos médicos em função da abertura de mais cursos de Medicina. Características do trabalho médico • O hospital é o local preferido de trabalho de quase 80% dos recém- formados, revelou o estudo, enquanto 50% pretendem trabalhar em consultório parVcular. • O médico geralmente atua concomitantemente em maisde um local ou em diferentes empregos. • O interesse por trabalhar em Unidades Básicas de Saúde e Estratégia Saúde da Família varia entre as regiões: é a preferência de mais de um terço dos formados no Nordeste e Norte, mas diminui no Sudeste e Sul. Características do trabalho médico Principios da Bioética e sua aplicação na APS: caso clínico Rafaela tem 13 anos, estuda na Escola Municipal do bairro e é acompanhada pela equipe da Unidade Básica de Saúde de Mangueirão. D. Márcia, mãe de Rafaela, tem se queixado a Drª Gabriela que sua filha está muito quieta ultimamente, não quer se alimentar e tem notado que a mesma tem perdido peso. No dia anterior, chorando muito, confessou à mãe que teve sua primeira relação sexual há um mês, num momento de intimidade com seu namorado da época, a contragosto, porque o mesmo a forçou quando ela desistiu “no meio do caminho”. D. Márcia vem a unidade em busca de orientação de como deve agir nessa situação. a) Descreva como a equipe deve acolher a mãe e a paciente nessa situação: b) Quais as medidas que devem ser tomadas, clínicas e de notificação? Principios da Bioética e sua aplicação na APS: caso clínico Júlia é uma criança de 2 anos de idade que vive com sua mãe de 16 anos e seu companheiro de 18 anos, ambos usuários de drogas e envolvidos com o tráfico no bairro. Na última tentativa de visita de Cidinha, a ACS que acompanha a família, a mesma identificou que Júlia estava com manchas roxas pelo corpo, em péssimo estado de higiene e chorava muito aos pés da mãe, que no momento parecia “transtornada” e sem paciência. Na frente de Cidinha empurrou a criança gritando para se calar. Cidinha ao voltar para sua unidade, muito preocupada e sem saber o que fazer, passa a situação para Drª Gabriela e para a Enfª Janaína. Diante dos preceitos do ECA como deve agir a equipe nesse caso? Estatuto da criança e do adolescente e Estatuto do Idoso Código de Ética Médica Capítulo III - Responsabilidade Profissional É VEDADO AOMÉDICO: Art. 11. Receitar, atestar ou emi0r laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida iden0ficação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos. Art. 14. Pra0car ou indicar atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação vigente no País. Código de Ética Médica Capítulo IV - Direitos Humanos É VEDADO AO MÉDICO: Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto. Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo. Código de Ética Médica Capítulo V - Relação com Pacientes e Familiares É VEDADO AOMÉDICO: Art. 37. Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente após cessar o impedimento. Art. 38. Desrespeitar o pudor de qualquer pessoa sob seus cuidados profissionais. Código de Ética Médica Art. 42. Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre método contracep0vo, devendo sempre esclarecê-lo sobre indicação, segurança, reversibilidade e risco de cada método. Capítulo VII - Relação entre Médicos É VEDADO AOMÉDICO: Art. 52. Desrespeitar a prescrição ou o tratamento de paciente, determinados por outro médico, mesmo quando em função de chefia ou de auditoria, salvo em situação de indiscuRvel beneScio para o paciente, devendo comunicar imediatamente o fato ao médico responsável. Código de Ética Médica Art. 65. Cobrar honorários de paciente assis0do em ins0tuição que se des0na à prestação de serviços públicos, ou receber remuneração de paciente como complemento de salário ou de honorários. Capítulo IX - Sigilo Profissional É VEDADO AOMÉDICO: Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por mo0vo justo, dever legal ou consen0mento, por escrito, do paciente. Código de Ética Médica Parágrafo único. Permanece essa proibição: a)Mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o paciente tenha falecido; b)Quando de seu depoimento como testemunha. Nessa hipótese, o médico comparecerá perante a autoridade e declarará seu impedimento; c)Na investigação de suspeita de crime, o médico estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal. Código de Ética Médica Art. 74. Revelar sigilo profissional relacionado a paciente menor de idade, inclusive a seus pais ou representantes legais, desde que o menor tenha capacidade de discernimento, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente. Art. 75. Fazer referência a casos clínicos iden0ficáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, emmeios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente. Código de Ética Médica Art. 76. Revelar informações confidenciais ob0das quando do exame médico de trabalhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de empresas ou de ins0tuições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos empregados ou da comunidade. Capítulo X - Documentos Médicos É VEDADO AOMÉDICO: Art. 80. Expedir documento médico sem ter pra0cado ato profissional que o jus0fique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade. Código de Ética Médica Capítulo X - Documentos Médicos É VEDADO AOMÉDICO: Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no úl0mo caso, se o fizer como plantonista, médico subs0tuto ou em caso de necropsia e verificação médico-legal. Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta. Código de Ética Médica Capítulo X - DocumentosMédicos É VEDADO AO MÉDICO: Art. 85. Permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade. Art. 86. Deixar de fornecer laudo médico ao paciente ou a seu representante legal quando aquele for encaminhado ou transferido para continuação do tratamento ou em caso de solicitação de alta. Código de Ética Médica Capítulo X - Documentos Médicos É VEDADO AOMÉDICO: Art. 87. Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente. § 1º O prontuário deve conter os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, assinatura e número de registro do médico no Conselho Regional de Medicina. § 2º O prontuário estará sob a guarda do médico ou da ins0tuição que assiste o paciente. Código de Ética Médica Capítulo X - Documentos Médicos É VEDADO AOMÉDICO: Art. 88. Negar, ao paciente, acesso a seu prontuário, deixar de lhe fornecer cópia quando solicitada, bem como deixar de lhe dar explicações necessárias à sua compreensão, salvo quando ocasionarem riscos ao próprio paciente ou a terceiros. Art. 89. Liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua própria defesa. Código de Ética Médica: Transcrição de receita médica "O art. 37 do CEM é bastante enfático ao proibir a prescrição de tratamentos ou outros procedimentos sem exame direto do paciente (anamnese + exame físico). • Em casos excepcionais, por exemplo, de medicações de uso prolongado ou anticonvulsivantes, o médico poderá prescrever como continuidade, ou seja, outro especialista fez uma prescrição anterior". Código de Ética Médica Lei 5.991/73. Capítulo VI. Do Receituário • Art. 43. O registro do receituário e dos medicamentos sob regime de controle sanitário especial não poderá conter rasuras, emendas ou irregularidadesque possam prejudicar a verificação da sua autenticidade. • Carimbo, não há exigência legal, mas na prática não é aceita sem carimbo. Algumas questões importantes e frequentes nas nossas ESF... 1.Lembrar que no Brasil não vai ser raro encontrar pacientes com dificuldades em ler e em compreender as receitas; 2.Algumas Unidades montam fluxos específicos em suas farmácias (sempre em duas vias, renovação de prescrição conRnua, prescrição de enfermagem...); 3.A renovação de receitas é um fator importante a ser organizado no processo de trabalho visto que é um mo0vo muito frequente de consulta; 4.Muito raramente você encontrará um farmacêu0co trabalhando na sua Unidade de Saúde e a dispensação/acesso aos medicamentos em muitas equipes fica prejudicada pela ausência desse profissional. Código de Ética Médica Capítulo III - Responsabilidade Profissional É VEDADO AO MÉDICO: Art. 11. Receitar, atestar ou emiVr laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida idenVficação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos. Atestado Médico RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658/2002: Art. 1º O atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo seu fornecimento direito inalienável do paciente, não podendo importar em qualquer majoração de honorários. Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrar em ficha própria e/ou prontuário médico os dados dos exames e tratamentos realizados, de maneira que possa atender às pesquisas de informações dos médicos peritos das empresas ou dos órgãos públicos da Previdência Social e da Jus[ça. Art. 5º Os médicos somente podem fornecer atestados com o diagnós[co codificado ou não quando por justa causa, exercício de dever legal, solicitação do próprio paciente ou de seu representante legal. Parágrafo único No caso da solicitação de colocação de diagnós[co, codificado ou não, ser feita pelo próprio paciente ou seu representante legal, esta concordância deverá estar expressa no atestado. Atestado Médico • Tipos de Atestados 1.Atestado de Óbito (D.O) 2.Atestado por Doença (15 dias) 3.Atestado para Repouso à Gestante (120 dias) 4.Atestado por Acidente de Trabalho 5.Atestado para Fins de Interdição 6.Atestado de Aptidão Física 7.Atestado de Sanidade Física e Mental 8.Atestado para Amamentação 9.Atestado de Comparecimento 10.Atestado para Internações CUIDADO COM ATESTADOS RETROATIVOS!!! DECLARAÇÃO DE ÓBITO Situação clínica Sílvia é médica do PMM na cidade de Currais Lindos. Durante seu descanso no fim de semana (estava fora da cidade) a secretária municipal de Currais Lindos entra em contato com a mesma porque S. Severino, 98 anos, paciente acompanhado pela equipe de Dra. Sílvia e por ela há mais de 2 anos, morreu em casa (sua filha o encontrou sem vida ao amanhecer). A secretária de saúde exige que a médica emita a DO de qualquer jeito porque não existe outro médico acessível naquele momento. Se você fosse Drª Sílvia, como agiria frente a essa situação. p O médico tem responsabilidade ética e jurídica pelo preenchimento e pela assinatura da DO, assim como pelas informações registradas em todos os campos deste documento. Deve, portanto, http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/ df/2015/agosto/14/Declaracao-de-Obito- WEB.pdf revisar o documento antes de assiná-lo. http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/ Tipos de óbito • Causa Natural: doença ou condição • Causa Externa / Morte não natural: • Violência ou suspeita de violência; • Homicídio; • Acidente. Quem deve emitir: causa natural Quem deve emitir: causa externa Declaração de Óbito (D.O) Capítulo X - Documentos Médicos É VEDADO AOMÉDICO: Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no úl0mo caso, se o fizer como plantonista, médico subs0tuto ou em caso de necropsia e verificação médico-legal. Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta. Declaração de Óbito (D.O) Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico (O MÉDICO DEVE): 1.Preencher os dados de identificação com base em um documento da pessoa falecida. Na ausência de documento, caberá, à autoridade policial, proceder o reconhecimento do cadáver. 2.Registrar os dados na DO, sempre, com letra legível e sem abreviações ou rasuras. 3.Registrar as causas da morte, obedecendo ao disposto nas regras internacionais, anotando, preferencialmente, apenas um diagnóstico por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte. 4.Revisar se todos os campos estão preenchidos corretamente, antes de assinar. Declaração de Óbito (D.O) Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico O QUE NÃO SE DEVE FAZER: 1.Assinar DO em branco. 2.Preencher a DO sem, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a morte. 3.Utilizar termos vagos para o registro das causas de morte como parada cardíaca, parada cardio-respiratória ou falência de múltiplos órgãos. 4.Cobrar pela emissão da DO. Quando emitir • 1. Em todos os óbitos (naturais ou violentos). • 2. Quando a criança nascer viva e morrer logo após o nascimento, independentemente da duração da gestação, do peso do recém- nascido e do tempo que tenha permanecido vivo. • 3. No óbito fetal, se a gestação teve duração igual ou superior a 20 semanas, ou o feto com peso igual ou superior a 500 gramas, ou estatura igual ou superior a 25 cenRmetros. Quando não emitir Óbito fetal, com gestação de menos de 20 semanas, ou peso menor que 500 gramas (ABORTO), ou estatura menor que 25 cenRmetros. Óbito, quando declarar ? foi causa natural? sim Causa Externa: encaminhar ao IML foi assistido? não a causa está bem definida? simsim não não médico assistente ou substituto fornece Serviço de Verificação de Óbito Regulamentação Específica - PMMB Os médicos do ProgramaMais Médicos são regulamentados por legislação específica (Lei 12.871, de 22 de outubro de 2013) Lei 12.871, de 22 de outubro de 2013 Art. 16. O médico intercambista exercerá a Medicina exclusivamente no âmbito das a[vidades de ensino, pesquisa e extensão do Projeto Mais Médicos para o Brasil, dispensada, para tal fim, nos 3 (três) primeiros anos de par[cipação, a revalidação de seu diploma nos termos do § 2o do art. 48 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. •§ 2º A par[cipação do médico intercambista no Projeto Mais Médicos para o Brasil, atestada pela coordenação do Projeto, é condição necessária e suficiente para o exercício da Medicina no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil, não sendo aplicável o art. 17 da Lei no 3.268, de 30 de setembro de 1957. Lei 12.871, de 22 de outubro de 2013 •§ 3º OMinistério da Saúdeemi[ránúmero de registro único para cada médico intercambista par[cipante do Projeto Mais Médicos para o Brasil e a respec[va carteira de iden[ficação, que o habilitará para o exercício da Medicina nos termos do § 2o. •§ 4º A coordenação do Projeto comunicará ao Conselho Regional de Medicina (CRM) que jurisdicionar na área de atuação a relação de médicos intercambistas par[cipantes do Projeto Mais Médicos para o Brasil e os respec[vos números de registro único. •§ 5º O médico intercambista estará sujeito à fiscalização pelo CRM. Organização da Profissão Organizações: •Conselhos; •Sindicatos; •Associações: As sociedades de especialistas As associações médicas Aspectos ético legais da prática multiproUssional • O trabalho em equipe é um dos pilares do trabalho na ESF e na APS dia. Não existe um código de ética multiprofissional e invariavelmente ocorre conflitos pelas diferentes visões de cada profissão e de cada profissional diante de dilemas éticos Dalla MDB, Lopes JMC. Ética na Atenção Primária à Saúde. In Tratadode medicina de Família e Comunidade, 2012 • Características do trabalho em equipe:cooperação, colaboração e divisão de responsabilidades. • No trabalho em equipe, os resultados obtidos são maiores do que a soma dos resultados individuais, aumentando a eficácia e a eficiência do atendimento prestado à população. Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E. O trabalhomultiprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de trabalho. Interface (Botucatu) 2013 Aspectos ético legais da prática multiproUssional "Então, um trabalho de equipe é você fazer as suas a0vidades, mas estar sempre consultando e interagindo com os outros profissionais para o bem-estar da comunidade, da população". (den0sta) "Para trabalhar em equipe é necessário ter um obje0vo comum, estar disposto a fazer sua parte bem-feita em prol desse obje0vo, e um pouco de humildade para reconhecer que você não sabe tudo, que não vai resolver tudo sozinho, gostar de colaborar". (médica) Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E. O trabalho multiprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de trabalho. Interface (Botucatu) 2013 Aspectos ético legais da prática multiproUssional • "Eu acho que eles veem meu trabalho na boa. Eventualmente a gente discute, a gente diverge de alguma coisa, mas aceito as críticas, aceito as sugestões, e a gente sempre chega a um acordo". (médica) • "Pelo menos eu já deixei eles bem à vontade para falar sobre isso. Em reuniões de equipe eu falo: gente, se tiver alguma coisa que, assim, eu esteja fazendo, a maneira de eu trabalhar não tiver legal para vocês, não tiver interagindo com vocês, vocês podem falar. A gente pode sentar, discutir e ver como a gente pode resolver isso". (auxiliar de consultório dentário) Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E.O trabalhomultiprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de trabalho. Interface (Botucatu) 2013 Aspectos ético legais da prática multiproUssional "O meu contato maior realmente é com a enfermeira. A gente divide bastante as livres demandas. Ela, às vezes, absorve, ela atende, me chama e fazemos interconsulta. Oriento, prescrevo e quando tem um caso que ela pode resolver ela resolve […]. A gente divide o pré-natal. Cada mês é com uma, sendo que no final eu fico atendendo. A gente divide a puericultura, cada uma alterna as consultas". (médica) "Se Hver alguma necessidade que eu venha precisar do médico estar avaliando, eu faço uma interconsulta com a minha médica. A gente trabalha muito bem assim nesta parceria de interconsulta. Porque ela não tem como absorver todas essas famílias. Se você for contar por baixo são quatro mil e quinhentas famílias. Eu acredito que tenha muito mais. Hoje eu tento abrir minha agenda para algumas crianças, que seria mais o caso de pediatria, mas eu estou atendendo, solicito os exames, faço interconsulta com a médica para todos terem direito e acesso à saúde". (enfermeira) Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E. O trabalho mulIprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de trabalho. Interface (Botucatu) 2013 BIBLIOGRAFIA 1.Código de éBca médica: resolução CFM nº 1.931, de 17 de setembro de 2009 (versão de bolso) / Conselho Federal de Medicina – Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2010. 2. Brasil. Ministério da Saúde. A declaração de óbito: documento necessário e importante / Ministério da Saúde, ConselhoFederal de Medicina, Centro Brasileiro de Classificação de Doenças. – 3. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 3.Atestado de óbito: aspectos médicos, estaLsBcos, éBcos e jurídicos. / Coordenação de Ruy Lauren0 e Maria Helena P. de Mello Jorge. São Paulo: Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, 2015. BIBLIOGRAFIA 4.Dalla MDB, Lopes JMC. ÉBca na Atenção Primária à Saúde. In Tratado demedicina de Família e Comunidade, 2012. 5. Pereira RCA, Rivera FJU, Artmann E. O trabalho mulBprofissional na academia de saúde: estudo sobre as formas de trabalho. Interface (Botucatu) 2013 Obrigado! TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA DOS PRINCIPAIS GRUPOS DE MEDICAMENTOS Nilson Massakazu Ando Frederico Germano Lopes Cavalcante EMENTA DA AULA 1. Marcos legais da assistência farmacêutica do SUS 2. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 3. A RENAME e seus componentes 4. Componente Básico da RENAME 5. Componente Estratégico da RENAME 6. Componente Especializado da RENAME A assistência farmacêutica no SUS Política Nacional de Medicamentos (Portaria GM/MS n.º 3.916, de 30 de outubro de 1998) “O Ministério da Saúde estabelecerá mecanismos que permitam a contínua atualização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), imprescindível instrumento de ação do SUS, na medida em que contempla um elenco de produtos necessários ao tratamento e controle da maioria das patologias prevalentes no País.” A assistência farmacêutica no SUS Política Nacional de Assistência Farmacêutica (Resolução do Conselho Nacional de Saúde n.º 338, de 6 de maio de 2004) Corrobora a “utilização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), atualizada periodicamente como instrumento racionalizador das ações no âmbito da Assistência Farmacêutica”. RENAME RELAÇÃO NACIONAL DE MEDICAMENTOS Decreto No. 7508 de 28 de junho de 2011: “a Rename compreende a seleção e a padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou de agravos no âmbito do SUS” “a cada dois anos, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as atualizações da Rename” 1. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. 2. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica. 3. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. 4. Relação Nacional de Insumos. 5. Relação Nacional de Medicamentos de Uso Hospitalar. Portaria GM/MS n.º 3.435, de 8 de dezembro de 2021 RENAME 2022 Componente Básico da RENAME • Possuem financiamento tripartite: União, estados e municípios transferem os recursos e as secretarias municipais de saúde ficam responsáveis pela compra e distribuição desses medicamentos. Os medicamentos desse componente são voltados para os principais agravos e programas de saúde da Atenção Básica. Componente Estratégico da RENAME • São adquiridos exclusivamente pelo Ministério da Saúde, que repassa aos estados e estes aos municípios • Foco no tratamento de condições endêmicas, potencialmente graves ou doenças infecciosas relacionadas à vulnerabilidade social: tuberculose, hanseníase, malária, leishmanioses, doença de Chagas, meningites, esquistossomose, filariose, etc As vacinas fazem parte do componente estratégico Componente Especializado da RENAME • São medicamentos que estão contemplados nos Protocolos Clínicos de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) • Foco no tratamento de condições crônicas de maior complexidade ou custo de tratamento Financiamento dividido por grupos Grupo 1: MS Grupo 2: Estados Grupo 3: Municípios Relação nacional de Insumos e relação nacional de medicamentos de uso hospitalar • Insumos: contempla produtos para a área de saúde, relacionados aos programas do Ministério. Ex: preservativos, DIU, seringas, etc • Medicamentos de uso hospitalar: descritos em tabelas específicas acessadas pelo SIGTAP, financiados no âmbito da média e da alta complexidade COMPONENTE BÁSICO DA RENAME Grupos farmacológicos mais comuns Trato Alimentar e Metabolismo • Omeprazol – comp 10 e 20mg • Lactulose – xarope 667 mg/ml • Ondasetrona – comp. 4 e 8mg • Metoclopramida – comp. 10mg e sol. Oral 4mg/ml • Sais de reidratação oral • Hidróxido de alumínio • Nistatina susp. oral Trato Alimentar e Metabolismo • Metformina – comprimido 500 e 850 mg • Glibenclamida – comprimido 5 mg • Gliclazida – comp. de liberação prolongada de 30 e 60 mg Trato Alimentar e Metabolismo • insulina humana NPH – 100 Unidades internacionais • insulina humana regular – 100 Unidades internacionais Trato Alimentar e Metabolismo • Carbonato de cálcio: 500 mg de cálcio • Carbonato de cálcio+ colecalciferol: comp. 500 + 200UI, 500 + 400UI, 600+400UI • Piridoxina – comp. 40mg • Tiamina – comp. 300mg • Retinol (palmitato) – sol. Oral 150000 UI/ml Sangue e órgãos hematopoéticos • AAS 100mg • Ácido fólico – comp. 5mg e sol oral • Sulfato ferroso – comp. 40mg Fe elementar, xarope 5mg/ml, sol oral 25mg/ml • Ringer lactato • SF 0,9% Aparelho cardiovascular • Anlodipino – 5 e 10mg • Atenolol – 50 e 100mg • Captopril – 25mg • Carvedilol – 3,125mg a 25mg • Hidralazina • Propranolol • Digoxina • Isossorbida (mono e dinitrato) Aparelho cardiovascular • Espironolactona 25 e 100mg • Hidroclorotiazida 12,5 e 25mg • Enalapril 5, 10 e 20mg • Losartana 50mg • Sinvastatina 10, 20, 40mg • Metoprolol Medicamentos dermatológicos • Hidrocortisona creme • Aciclovir creme • Cetoconazol xampu • Dexametasona creme • Miconazol creme • Sulfadiazina de prata Aparelho geniturinário e hormônios sexuais • enantato de noretisterona + valerato de estradiol 50 mg/mL + 5 mg/mL (injetável mensal) • Estriol 1 mg/g creme vaginal • etinilestradiol + levonorgestrel 0,03 mg + 0,15 mg (ACO combinado) • Levonorgestrel 0,75 mg e 1,5 mg • Metronidazol gel vaginal • Miconazol creme vaginal • Noretosterona 0,35 mg (ACO progestageno) Preparações hormonais sistêmicas • Dexametasona comp 4 mg • Prednisolona sol oral 1 e 3 mg/ml • Levotiroxina comp 12,5 a 100 mcg • Prednisona 5 e 20mg Anti-infecciosos para uso sistêmico • Amoxicilina • Amoxicilina + clavulanato • Penicilina Benzatina • Cefalexina • Ceftriaxona • Ciprofloxacino • Clartitromicina • Azitromicina Anti-infecciosos para uso sistêmico • Fluconazol • Metronidazol • Nitrofurantoina • Sulfametoxazol/trimetoprim Sistema musculoesquelético • Alendronato de sódio 10mg e 70mg • Alopurinol 100mg e 300mg • Ibuprofeno 200mg, 300mg e 600mg e suspensão Sistema nervoso • Ácido valproico • Carbamazepina • Carbonato de lítio • Clonazepam • Cloridrato de amitriptilina • Cloridrato de fluoxetina • Diazepam Sistema nervoso • Fenobarbital • Haloperidol • Leodopa + carbidopa Produtos antiparasitários, inseticidas e repelentes • Albendazol • Benzoilmetronidazol • Ivermectina • Permetrina Aparelho Respiratório • Brometo de ipratrópio • Budesonida 32 mcg • Cloreto de sódio (0,9%) – solução nasal • Cloridrato de prometazina • Loratadina • Maleato de dexclorfeniramina • Sulfato de salbutamol Categoria “Fitoterápicos” • Guaco xarope • Isoflavona de soja • Unha de gato • Alcachofra • Plantago COMPONENTE ESTRATÉGICO DA RENAME Alguns fármacos que prescrevemos em APS mas que são do componente estratégico ou de ambos • Albendazol • Penicilina Benzatina • Claritromicina • Azitromicina • Oseltamivir • Itraconazol • Prednisona REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais: Rename 2020. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_medicamentos_r ename_2020.pdf>. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_medicamentos_rename_2020.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_medicamentos_rename_2020.pdf EDUCAÇÃO PERMANENTE NO PMMB NILSON MASSAKAZU ANDO FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE Médicos de Família e Comunidade ROTEIRO DA AULA • Educação Permanente em Saúde e a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. • Ofertas Educacionais para o PMMB • Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes • Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Básica • UNA-SUS • AVASUS • Supervisão Acadêmica do PMMB • Portal Saúde Baseada em Evidência EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A denominação Educação Permanente em Saúde surge em meados da década de 1980. • Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS). • A OPAS cria uma diferenciação entre os termos educação permanente e educação continuada, considerando a última mais reducionista. EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • Na ConsItuição Federal (ArIgo 200): “ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei, ordenar a formação de recursos humanos na área da saúde”. EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • Na Reforma Sanitária Brasileira: • A formação profissional passou a ser reconhecida como fator essencial para o processo de consolidação. EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A Secretaria de Gestão de Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES/2003) assumiu a responsabilidade de formular políticas orientadoras da gestão, formação, qualificação e regulação dos trabalhadores da saúde no Brasil. POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) deve considerar as especificidades regionais, a superação das desigualdades regionais, as necessidades de formação e desenvolvimento para o trabalho em saúde e a capacidade já instalada de oferta institucional de ações formais de educação na saúde. (Portaria 1.996/2007) POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A implantação desta PolíIca, implica em trabalho arIculado entre o sistema de saúde (em suas várias esferas de gestão) e as insItuições de ensino. • A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao quoIdiano das organizações e ao trabalho. POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE • A PNEPS rompe com o conceito de sistema verticalizado para trabalhar com a ideia de rede, de um conjunto articulado de serviços básicos, ambulatórios de especialidades e hospitais gerais e especializados, assegurando adequado acolhimento e responsabilização pelos problemas de saúde das pessoas e das populações. OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB Portaria Interministerial 1.369 de 08 de julho de 2013 • O Projeto Mais Médicos para o Brasil, tem a finalidade de aperfeiçoar médicos na atenção básica em saúde, em regiões prioritárias para o SUS, mediante oferta de curso de especialização por instituição pública de educação superior e atividades de ensino, pesquisa e extensão, que terá componente assistencial mediante integração ensino-serviço. OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB Lei nº 12.871, de 22 de outubro de 2013 • Institui o Programa Mais Médicos com a finalidade de formar recursos humanos na área médica para o SUS. OFERTAS EDUCACIONAIS PARA O PMMB • Carga horária semanal desInada para estudo: 08 horas • AIvidades acadêmicas: • Curso de Especialização em Saúde da Família. • Curso de Especialização em Saúde Indígena (DSEI). • Eixo Aperfeiçoamento e Extensão - 2º ciclo formaIvo. PROGRAMA NACIONAL TELESSAÚDE BRASIL REDES • Possibilita o fortalecimento e a melhoria da qualidade do atendimento da Atenção Básica no SUS, integrando Educação Permanente em Saúde (EPS) e apoio assistencial por meio de ferramentas e tecnologias da informação e comunicação (TIC). • É constituído por Núcleos Estaduais, Intermunicipais e Regional, que desenvolvem e ofertam serviços específicos para profissionais e trabalhados do SUS. TELECONSULTORIA • Esclarecimento de dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho no formato de pergunta e resposta entre profissionais de saúde. • Funciona de duas maneiras: síncrona - realizada em tempo real, geralmente por chat, webconferência, videoconferência ou serviço telefônico; assíncrona - realizada por meio de mensagens offline que devem ser respondidas em até 72 h. SEGUNDA OPINIÃO FORMATIVA • Resposta sistematizada, construída com base em revisão bibliográfica, evidências científicas e clínicas a perguntas originadas das teleconsultorias. • As melhores teleconsultorias são selecionadas a partir de critérios de relevância e pertinência em relação às diretrizes do SUS e publicadas no Portal BVSAPS (http://aps.bvs.br). TELE-EDUCAÇÃO • AIvidades educacionais à distância por meio de tecnologias de informação e comunicação para apoiar a qualificação de estudantes, profissionais e trabalhadores da áreada saúde. OFERTA NACIONAL DE TELEDIAGNÓSTICO • Ampliação da oferta de Telediagnóstico no país, possibilitando a realização de exames com emissão de laudo a distância, diminuindo custos com deslocamento de pacientes, aumentando a resolubilidade da Atenção Básica e, ainda, aumentando a oferta em especialidades. https://aps.bvs.br/rede-de-colaboradores/ Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Primária à Saúde (BVS APS) • Prover amplo acesso ao conhecimento científico e técnico atualizado, relevante e aplicável para APS no âmbito do SUS, para apoiar as atividades de teleconsultoria, telediagnóstico e tele-educação realizadas no âmbito do Programa Nacional de Telessaúde Brasil Redes. Biblioteca Virtual em Saúde da Atenção Primária à Saúde (BVS APS) • Ampliar a visibilidade da coleção de Segunda Opinião Formativa (SOF) e promover o seu acesso e uso para além do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. hgp://aps.bvs.br Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) • O Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) foi criado em 2010 para atender às necessidades de capacitação e educação permanente dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). https://www.unasus.gov.br/ Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) • Além da Rede UNA-SUS, o Sistema é composto pelo Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (ARES), repositório digital público, no qual são disponibilizados materiais, tecnologias e experiências educacionais de livre acesso pela internet. • Considerado hoje o maior acervo digital em saúde da América Latina. https://ares.unasus.gov.br/acervo/ Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) • Outro componente do Sistema é a Plataforma Arouca, um banco de dados nacional do SUS, sob responsabilidade da UNA-SUS/Fiocruz, que concentra todos os dados dos cursos e suas ofertas. • Além disso, é um sistema de informação que concentra o histórico educacional e profissional daqueles que atuam na área da saúde, funcionando como um cadastro único do profissional no UNA-SUS. https://www.unasus.gov.br/cursos/plataforma_arouca AVASUS • O AVASUS é o ambiente virtual de aprendizagem do Sistema Único de Saúde, uma plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. • Tem o objetivo de promover a educação para a saúde. AVASUS • Oferece cursos online gratuitos livres e abertos à comunidade, com foco na qualificação de enfermeiros, médicos, agentes comunitários, auxiliares de enfermagem entre outros profissionais que trabalham no SUS. https://avasus.ufrn.br/ SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB • É um dos eixos educacionais do PMMB, responsável pelo fortalecimento da políIca de educação permanente por meio da integração ensino-serviço no componente assistencial da formação dos médicos parIcipantes do Projeto. SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB Objetiva o fortalecimento: • Da educação permanente em saúde. • Da integração ensino-serviço. • Da atenção básica. • Da formação de profissionais nas redes de atenção à saúde. • Da articulação dos eixos educacionais do PMMB. SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB Integram a Supervisão Acadêmica do PMMB: • O médico participante • O supervisor acadêmico • O tutor acadêmico SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB Espaços de Educação Permanente (EP) na Supervisão Acadêmica do PMMB • Encontro Locorregional. • Supervisão In Loco. • Supervisão Longitudinal. • Encontro de EP para a qualificação da Supervisão Acadêmica. Portal Saúde Baseada em Evidências • O Ministério da Saúde, em parceria com a OPAS/OMS, oferta a todos os profissionais de saúde do Brasil, bases de dados cienmficas para auxiliá-los na tomada de decisão clínica e de gestão. Portal Saúde Baseada em Evidências • Possui um METABUSCADOR, que possibilita a busca rápida da informação em todas as bases de conhecimento, hoje hospedadas no Portal SBE. • Uma estratégia que possibilita o acesso às publicações científicas, categorizadas por Evidências Clínicas, Artigos Científicos e Ferramentas. https://psbe.ufrn.br/ REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde: o que se tem produzido para o seu fortalecimento? Brasília: Ministério da Saúde, 2018. • BRASIL. Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. Disponível em: <https://aps.bvs.br/programa-nacional-telessaude-brasil-redes/>. • BRASIL. BVS Atenção Primária em Saúde. Disponível em: <https://aps.bvs.br/> https://aps.bvs.br/programa-nacional-telessaude-brasil-redes/ https://aps.bvs.br/ REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. UNASUS. Disponível em: <https://www.unasus.gov.br/>. • BRASIL. AVASUS. Disponível em: <https://avasus.ufrn.br/>. • BRASIL. Supervisão Acadêmica. Disponível em: <https://www.gov.br/mec/pt- br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao- superior/supervisaoacademica>. • BRASIL. Portal Saúde Baseada em Evidências. Disponível em: <https://psbe.ufrn.br/>. https://www.unasus.gov.br/ https://avasus.ufrn.br/ https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/secretarias/secretaria-de-educacao-superior/supervisaoacademica https://psbe.ufrn.br/ OBRIGADO nilsonando@gmail.com SAÚDE DA MULHER NILSON MASSAKAZU ANDO FREDERICO GERMANO LOPES CAVALCANTE Médicos de Família e Comunidade ROTEIRO DE AULA • Planejamento familiar e reprodutivo. • Atenção à saúde da gestante. • Atendimento pré-natal. • Intercorrências na gestação. • Aspectos legais e direitos na gestação. • Combate a violência contra a mulher. • Prevenção do câncer ginecológico. PLANEJAMENTO FAMILIAR E REPRODUTIVO PRINCÍPIOS GERAIS • Fortalecimento dos direitos sexuais e reprodutivos. • Ações educativas preventivas e clínicas que incluam e valorizem a participação do homem. • Garantia de direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal (Lei 9263 de 12/01/1996). • Garantia de acesso igualitário a informações, meios, métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade (Lei 9263 de 12/01/1996). SAÚDE REPRODUTIVA • Implica que a pessoa possa “ter uma vida sexual segura e sa4sfatória, tendo autonomia para se reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes deve fazê-lo. • Devem, portanto, ser ofertados a homens e mulheres adultos, jovens e adolescentes, informação, acesso e escolha a métodos eficientes, seguros, permissíveis e aceitáveis. PLANEJAMENTO REPRODUTIVO • Designa um conjunto de ações de regulação da fecundidade, as quais podem auxiliar as pessoas a prever e controlar a geração e o nascimento de filhos, e englobam adultos, jovens e adolescentes, com vida sexual, com e sem parcerias estáveis, bem como aqueles e aquelas que se preparam para iniciar sua vida sexual. ABORDAGEM ORIENTAÇÃO EM SAÚDE MÉTODOS DISPONÍVEIS NO SUS ÍNDICE DE FALHA CRITÉRIO DE ESCOLHA CRITÉRIO DE ESCOLHA CRITÉRIO DE ESCOLHA CRITÉRIO DE ESCOLHA CRITÉRIO DE ESCOLHA ACO Combinado ACO Minipílula AC Injetável AC Emergência ATENÇÃO!! • Caso haja vômitos na primeira hora, repetir a dose. • Usar de preferência nas primeiras 72h. • Limite de uso: 5 dias. Indicação de PreservaRvo SEMPRE • União Estável • Único Parceiro • Idosos • Múltiplos parceiros • ... MÉTODOS DEFINITIVOS ATENÇÃO A SAÚDE DA GESTANTE MORTALIDADE MATERNA MORTALIDADE MATERNA REDE CEGONHA Linha de Cuidados que assegura: • Às mulheres, direito • ao planejamento reprodutivo • a atenção humanizada na gravidez, parto, abortamento e puerpério • Às crianças, direito • ao nascimento seguro • crescimento e desenvolvimento saudáveis ATENDIMENTO DA GESTANTE • Acolhimento • Captação Precoce •Organização dos atendimentos • Pré-Natal ATENDIMENTO DA GESTANTE • Rodas de Gestantes • Puerpério • Papel da Equipe de Saúde • Atendimento da gestante ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO • Dia do Pré-Natal • Importância de agenda flexível • Orientações sobre consulta de urgência • Livre acesso à UBS e SAMU • Encaminhamentos • Outros locais da RAS • Interface com Maternidade Distribuição semanal de consultas, de preferência, em dias e horários variados ATENDIMENTO PRÉ-NATAL PRIMEIROS PASSOS • Confirmação do diagnóstico de gravidez • Cadastramento no SISPRENATAL • Registro dos dados no prontuário e no cartão da gestante • Classificação de risco gestacional • Vinculação com a maternidade de referência (se possível) PARTO HUMANIZADO • Movimento que visa reposicionar a mulher como protagonista no momento do parto. • Construção compartilhada do plano de parto. • Direito a presença de acompanhante. PARTO HUMANIZADO • Crítica a procedimentos invasivos e sem, ou com pouca evidência científica: • Episiotomia • Kristeller • Vitamina K no recém nascido • Aspiração no recém nascido FATORES DE RISCO Permitem acompanhamento na APS • Idade < 15 ou > 35 anos • Situação familiar insegura • Não aceitação da gravidez • Múltliplas cesáreas • Infecção urinária • Anemia leve a moderada Exigem acompanhamento compar:lhado • Diabetes • Anemia falciforme • Antecedente de TVP • Anemia grave (hemoglobina < 8) • Polidramnia • Oligodramnia • Síndromes hipertensivas CONSULTAS • Mínimo • 6 consultas • 1 no primeiro trimestre • 2 no segundo trimestre • 3 no terceiro trimestre Recomendado • Mensais até a 28ª semana • Quinzenais da 28ª a 36ª semana • Semanais da 36ª até o parto • Compartilhadas com a Enfermagem Avaliar o risco individual para encaminhar à maternidade com 41 semanas ANAMNESE EXAME FÍSICO Toque e exame especular de acordo com a necessidade, orientadas pela história e queixas da gestante. ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL ACOMPANHAMENTO DA ALTURA UTERINA EXAMES NA GESTAÇÃO EXAMES NA GESTAÇÃO EXAMES NA GESTAÇÃO EXAMES NA GESTAÇÃO EXAMES NA GESTAÇÃO Pesquisa de estreptococo: Não realizar, não há evidência científica de benefício na atualidade. EXAMES NA GESTAÇÃO EXAMES NA GESTAÇÃO - RESUMO EXAMES NA GESTAÇÃO - RESUMO ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA CONDUTAS GERAIS • Suplementação de ferro e ácido fólico • ferro elementar (40 mg/dia); • ácido fólico (400 µg/dia ou 0,4 mg/dia). • Utilizar no período pré-gestacional até o final da gestação. • Realizar Consulta Odontológica IMUNIZAÇÃO IMUNIZAÇÃO INTERCORRÊNCIAS NA GESTAÇÃO ANEMIA HIPERTENSÃO NA GESTAÇÃO DIAGNÓSTICO DE ECLÂMPSIA E PRÉ ECLÂMPSIA Proteinúria • >300 mg/24h • Relação proteinúria/creatinúria > 0,3 • Fita reagente com uma ou mais cruzes de proteína Suspeita de Eclâmpsia • Cefaléia persistente • Visão turva • Dor abdominal • Alterações laboratoriais • Plaquetopenia • Ácido úrico >6,0mg/dl • Alteração TGO TGP TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO DIABETES GESTACIONAL DIABETES GESTACIONAL Nestes casos, solicitar TTGO independente do valor da glicemia em jejum DIABETES GESTACIONAL DIABETES GESTACIONAL SÍFILIS NA GESTAÇÃO TESTE RÁPIDO POSITIVO SÍFILIS NA GESTAÇÃO CLASSIFICAÇÃO E TRATAMENTO à Sífilis tardia (latente e terciária): Penicilina Benza?na - 2,4 milhões UI, intramuscular, uma vez por semana, por 3 semanas. SÍFILIS NA GESTAÇÃO • Intervenção Imediata. • Em gestantes VDRL é considerado positivo em qualquer título. • Doença de notificação compulsória. • Tratar parceiro sempre: • Se VDRL negativo 2.400.00 UI dose única. • Se VDRL positivo, considerar como sífilis latente 2.400.000 UI 3 doses com intervalo semanal. CONTROLE DE CURA VDRL mensal na gestação Após gestação: • A cada 3 meses no 1º ano • A cada 6 meses até a estabilização dos títulos • Títulos devem cair progressivamente até permanecerem negativos ou inferiores a 1:8 • Se títulos permanecerem baixos e estáveis em 2 oportunidades após um ano, pode ser dada alta ALERGIA A PENICILINA Pacientes gestantes com história de alergia comprovada a penicilina devem sempre ser encaminhadas a centros de referência TOXOPLASMOSE NA GESTAÇÃO TOXOPLASMOSE NA GESTAÇÃO BACTERIÚRIA NA GESTAÇÃO • Gestante com bacteriúria sintomática ou assintomática deve ser tratada. • Gestante com clínica de ITU deve ser tratada, lembrando que polaciúria e urgência podem ser fisiológicos na gestação. • Bacteriúria não tratada pode progredir para pielonefrite e trabalho de parto prematuro. • Rastreamento deve ser feito pela urocultura. • Se possível, guiar o tratamento pelo teste de sensibilidade. BACTERIÚRIA NA GESTAÇÃO ASPECTOS LEGAIS E DIREITOS NA GESTAÇÃO LICENÇA MATERNIDADE • Licença maternidade de 120 dias (CLT) ou 180 dias funcionários públicos ou privados, a depender da empresa. • Pode ser iniciada a partir de 36ª semana de gestação. • Empregado não pode ser demitido durante a gestação e até 5 meses após o parto, exceto em casos de “justa causa”. MUDANÇA DE FUNÇÃO • Em caso de riscos ou problemas de saúde ou do bebê. • Sem prejuízo do salário e demais direitos. • Requer atestado médico comprovando necessidade da mudança de Função. • Fica garan4da a retomada da função anterior após a licença maternidade ATESTADOS • É proibida a exigência de atestados de gravidez, esterilização e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da trabalhadora • Gestante tem direito de receber declaração de comparecimento sempre que for às consultas de pré-natal ou fizer algum exame. Apresentando à sua chefia, tem direito a justificativa de falta ao trabalho. AMAMENTAÇÃO • Até o bebê completar 6 meses, a mulher tem direito de ser dispensada do trabalho todos os dias, por dois períodos de meia hora ou por um período de uma hora, para amamentar. Deve acordar com o empregador a melhor forma de utilizar este tempo. BOLSA FAMÍLIA • Famílias beneficiárias tem direito ao benefício variável extra na gravidez e durante a amamentação. ESTUDANTES • Lei 6.202/75 garante à estudante o direito a licença maternidade sem prejuízo do período escolar. • A parbr do 8º mês a gestante pode cumprir compromisso escolares em casa. • Início e fim do afastamento serão determinados por atestado médico, apresentado à direção da escola. • Em qualquer caso é assegurado à estudante gestante o direito a prestação dos exames finais. COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEXUAL • Lei Maria da Penha (11.340/2006). • Prevê que agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão prevenbva decretada quando ameaçarem a integridade hsica da mulher. • Prevê medidas protebvas para a mulher que corra risco de morte, como afastamento do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação hsica junto à mulher agredida. VIOLÊNCIA SEXUAL • Prevê atendimento integral às vítimas em todos os serviços de urgência e emergência do SUS. • Define que a atendimento inclua diagnóstico e tratamento de lesões, realização de exames para IST e gravidez. • Prevê uso de anticoncepção de emergência, em casos de estupro. ATENDIMENTO A MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA SINAIS DE SUSPEITA DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER REDE DE ATENÇÃO A MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA REDE DE ATENÇÃO A MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA ABORDAGEM DA SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA ABORDAGEM DA VIOLÊNCIA SEXUAL OPÇÕES DISPONÍVEIS FICHA DE NOTIFICAÇÃO VIOLÊNCIA SEXUAL IST NA VIOLÊNCIA SEXUAL Hepa4te B: se não vacinada, vacinar e oferecer imunoglobulina hiperimune. HIV: TARV por 4 semanas com início no máximo em 72h. EXAMES NA VIOLÊNCIA SEXUAL • Anti HIV • VDRL • Anti HCV • HBsAg • Anti HBs ABORTAMENTO LEGAL • É permitido quando a gravidez resulta de estupro/violência sexual ou em caso de risco de vida à mulher. • Não é exigido qualquer documento. ComoBoletim de Ocorrência Policial, Laudo de IML ou autorização judicial. PREVENÇÃO DO CÂNCER GINECOLÓGICO RASTREAMENTO CÂNCER DE COLO UTERINO Quem faz Papanicolau: • Mulheres dos 25 aos 64 anos que tenham iniciado vida sexual em algum momento da vida. Periodicidade do Papanicolau: • Dois exames com intervalo anual. • Após dois exames anuais normais, realiza se somente um exame a cada três anos. SITUAÇÕES ESPECIAIS SITUAÇÕES ESPECIAIS RESULTADO AMOSTRA CONDUTA CONDUTA CONDUTA CONDUTA RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA • Fatores de Risco • Idade > 50 anos • Menarca precoce • Nuliparidade • Primeira gestação após os 30 anos • História pregressa • História familiar • Uso de álcool • Tabagismo • Terapia de reposição hormonal • Sedentarismo • Obesidade ROTINA DE RASTREAMENTO MAMOGRAFIA - RESULTADO MAMOGRAFIA - RESULTADO MAMOGRAFIA RESULTADO PREVENÇÃO QUATERNÁRIA Evitando ações com benefícios incertos para a paciente e a protege de ações potencialmente danosas NÃO solicitando mamografia de rastreamento na população menor de 50 anos e maior de 70 anos ou com periodicidade menor de dois anos Fornecendo informações claras quanto aos beneRcios e riscos da ação e compar?lhando as decisões com a usuária Das mulheres submetidas ao rastreamento menos têm morte evitada por câncer de mama, enquanto mais mulheres saudáveis serão tratadas desnecessariamente e muitas experimentarão estressepsicológico por conta de falsos positivos no exame Realizando rastreamento de forma individualizada REFERÊNCIAS UTILIZADAS • BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Cadernos de Atenção Básica 32. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_32.pdf> • BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude _mulheres.pdf> http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_32.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude_mulheres.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_saude_mulheres.pdf OBRIGADO nilsonando@gmail.com Saúde da Criança e do Adolescente Médicas de Família e Comunidade FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS JULIANA MACHADO DE CARVALHO Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo Epidemiologia – mortalidade infan1l - Mundo “Crianças em todos os lugares precisam de sistemas de saúde primários fortes que atendam às suas necessidades e às de suas famílias, para que –onde quer que nasçam – tenham o melhor começo de vida e esperança para o futuro”. Anshu Banerjee, diretor de Saúde Materna, do Recém-Nascido, da Criança e do Adolescente e do Envelhecimento na Organização Mundial da Saúde. UNICEF (2023). Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo• A maioria das mortes de crianças ocorre nos primeiros cinco anos, e dessas, metade ocorre no primeiro mês de vida. • O parto prematuro e as complicações durante o trabalho de parto são as principais causas de morte. • Mais de 40% dos natimortos são durante o trabalho de parto – a maioria dos quais é evitável quando as mulheres têm acesso a cuidados de qualidade durante a gravidez e o parto. • Para as crianças que sobrevivem após os primeiros 28 dias, doenças infecciosas como pneumonia, diarreia e malária representam a maior ameaça. Epidemiologia – mortalidade infantil - Mundo (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo “Embora a covid-19 não tenha aumentado diretamente a mortalidade infantil – com as crianças enfrentando uma probabilidade menor de morrer da doença do que os adultos –, a pandemia pode ter aumentado os riscos futuros para sua sobrevivência”. Alguns impactos da pandemia da COVID19 na rotina de saúde das crianças: • Interrupções nas campanhas de vacinação; • Acesso aos serviços de nutrição; • Acesso aos cuidados primários de saúde; • Alimentou o maior retrocesso contínuo nas vacinações em três décadas, colocando os recém-nascidos e as crianças mais vulneráveis em maior risco de morrer de doenças evitáveis. (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infantil - Mundo https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/pandemia-de-covid-19-alimenta-o-maior-retrocesso-continuo-nas-vacinacoes-em-tres-decadas Conceitua-se Taxa de Mortalidade Infan4l como o número de óbitos de menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico e no ano considerado, a par4r da seguinte fórmula: Número de óbitos de residentes menores de um ano de idade X 1.000 Número de nascidos vivos de mães residentes (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infan1l - Mundo Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo (UN IGME, 2023a) Epidemiologia – mortalidade infantil - Mundo Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo (UN IGME, 2023a) (UN IGME, 2023b) Epidemiologia – mortalidade infan1l - Mundo (UNICEF, 2023b) Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Ainda é possível mudar 2030 “Até 2030, acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos, com todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos 12 por 1.000 nascidos vivos...”. As iniciativas de operacionalização dos direitos da criança concebem um entendimento internacional por meio dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ODS são uma agenda de compromissos, negociada pelos países a partir de 2013, e foi formalizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015. Objetivo 3.2 dos ODS: Esse é um dos objetivos que deverão orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional até o ano de 2033 . (BRASIL, 2022) Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Ainda é possível mudar 2030 O óbito infan]l corresponde àquela morte que ocorre em crianças nascidas vivas até um ano de idade incompleto (364 dias de vida). . O óbito nessa faixa etária é dividido nos seguintes subgrupos: • neonatal precoce (de 0 a 6 dias); • neonatal tardio (de 7 a 27 dias); • pós-neonatal (de 28 até 364 dias). Cada um desses componentes tem ações específicas visando a sua redução. (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil De acordo com o Boletim Epidemiológico Vol.53, No46 do Ministério da Saúde: • Vigilância do óbito infantil: • aprimorar a notificação da causa básica de óbito, e • determinar os critérios de evitabilidade. • Essa estratégia também contribui para: • aperfeiçoamento dos registros de mortalidade, e • possibilita a adoção de medidas de prevenção e promoção de saúde. (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infan1l - Brasil Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo continuação (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo (BRASIL, 2022) As principais causas de óbitos infan]s foram as afecções originadas no período perinatal, com 22.029 no ano de 2015 e 18.468 no ano de 2021. Nesse grupo, destacam-se os transtornos respiratório e cardiovascular específico, posteriormente restante de afecções originadas no período perinatal e as afecções perinatais relacionadas ao feto e ao recém-nascido afetados por fatores maternos. Observou-se uma diminuição no número de óbitos por doenças infecciosas e parasitárias (de 1.564 em 2015 para 1.432 em 2021), com ênfase para doenças infecciosas intes]nais (de 454 para 307) e para diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível (de 394 para 231). (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil Destaca-se Outras Doenças Bacterianas, com 939 e 655, e a Septicemia, com 613 e 454. Os óbitos infantis por doenças do aparelho respiratório também apresentaram uma diminuição no período, passando de 1.678, em 2015, para 1.012, em 2021, especialmente aqueles por pneumonia (de 1.072 para 530).(BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infan1l - Brasil Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo Os índices mostram uma redução na ocorrência de óbitos infan>s no período de 2015 a 2020, em todas as Regiões brasileiras. Em 2020, a pandemia da COVID19 causou a sobrecarga das equipes de saúde, o que pode ter dificultado o processo de no]ficação e inves]gação dos óbitos por parte das equipes de vigilância. Em 2016, verificou-se aumento no número de óbitos infan>s, mesmo tratando-se de dados preliminares do sistema. Isso significa que esses números podem ser ainda maiores, considerando as dificuldades enfrentadas durante a pandemia. (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo As mortes infan+s, em sua maioria, são consideradas evitáveis, porém é preciso considerar os desafios a serem enfrentados, como as diferenças regionais e o acesso oportuno aos serviços de saúde, visto que há um arranjo de fatores biológicos, sociais, culturais e de falhas no sistema de saúde, que auxiliam para os elevados números deste 4po de óbito. (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infan1l - Brasil Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo Entre as ações sugeridas para a redução do óbito infantil, está a • políticas de saúde que assegurem cuidados à gestação, ao parto e ao nascimento, assim como a • melhoria no acesso, • práticas e medidas direcionadas à qualificação na rede assistencial à gestante a ao recém-nascido durante o período pré-natal e pós natal. Os comitês de prevenção do óbito infantil são, para além da estratégia de vigilância de óbito, são instrumentos de controle social da qualidade de atenção à saúde prestada à mulher e à criança. As informações originárias da investigação do óbito infantil destinam-se a identificar as causas dos óbitos e seus determinantes sociais. (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo A redução da mortalidade infan]l é ainda um grande desafio. Para isso, é necessária uma aliança entre todas as esferas de governo, de toda a sociedade e de cada cidadão. Ações estratégicas para enfrentamento e prevenção do óbito infan]l visam o aperfeiçoamento dos serviços de saúde para evitar que o óbito infan]l aconteça. (BRASIL, 2022) Epidemiologia – mortalidade infantil - Brasil Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo PUERICULTURA Legenda: Indígenas Kayapó no município de Tucumã, no Pará Foto: © Agência Brasil Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo• Baixo peso ao nascer (<2500g); • Prematuros (<27sem); • Asfixia grave (Apgar <7 no 5min); • Malformação congênita; • Crianças internadas ou com intercorrências na maternidade; • História de morte em crianças na família < de cinco anos. Situações de Risco e Vulnerabilidade Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo• Aleitamento materno ausente ou não exclusivo até o 6º mês de vida; • Mais do que três filhos morando juntos; • Ausência de pré-natal; • Atraso ou não realização de vacinas; • Atraso no desenvolvimento; Situações de Risco e Vulnerabilidade Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo• RN de mãe adolescente (< 18anos); • Residente em área de risco; • RN de mãe com baixa instrução (< 8 anos de estudo); • Problemas familiares e socioeconômicos que interfiram na saúde da criança; • História de Violência Infan+l. Situações de Risco e Vulnerabilidade Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo A Primeira Consulta Considerando a alta taxa de mortalidade nos primeiros dias de vida, a primeira consulta é providencial para a garan4a do cuidado das crianças. • Espera-se garantir uma visita domiciliar ainda nesse período de vida; • O ACS tem um papel importante na captação precoce do RN, nas orientações sobre os cuidados ao binômio mãe/RN no contexto da família. • Pode ser feita pelo médico ou enfermeira, junto com o ACS; • Consultas para ambos (mãe e RN). A Primeira Consulta Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo DEVE ACONTECER ATÉ O QUINTO DIA DE VIDA DO RECÉM NASCIDO! (BRASIL, 2019) A Primeira Consulta • IdenLficar fatores de risco e vulnerabilidade do RN; • Promover e apoiar o Aleitamento Materno Exclusivo; • Observar o vínculo mãe-bebê; • Avaliar a saúde do RN e da mãe; • Avaliar a Rede de apoio social; • Orientar sobre o calendário de imunizações; • Pactuar o calendário de consultas; • Fortalecer o vínculo com a equipe; • DiscuLr e incenLvar a parLcipação paterna. • Orientar os cuidados gerais com o RN; • Teste do pezinho e triagens neonais (geralmente realizados antes da alta hospitalar); (BRASIL, 2019) A Primeira Consulta Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo Consulta puerperal (até 42 dias após o parto) • Aproveitar a consulta de acompanhamento da criança para realizar a consulta da mãe; • Questionar sobre dificuldades advindas da nova situação; • Observar sinais de depressão pós parto; • Orientar sobre o aleitamento, observando a pega e dificuldades; • Suplementação com Fe elementar (40 mg/dia) até o 3º mês pós-parto; • Examinar as mamas e manejar as principais complicações (mastite, fissuras…) • Observar a retração uterina e avaliar os lóquios; • Examinar períneo e genitais externos; • Verificar PA, edema de MMII; • Orientar anticoncepção. (BRASIL, 2019) Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo Sobre orientar a amamentação… (BRASIL, 2015) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo (BRASIL, 2015) Sobre orientar a amamentação… Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo Acompanhamento da CRIANÇA PODEM EXISTIR PROTOCOLOS MUNICIPAIS DIFERENTES! (BRASIL, 2019) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo Caderneta de Saúde da Criança • Dados da criança e da mãe; • Promoção à saúde da criança e cuidados gerais; • Prevenção de acidentes; • Condições do nascimento da criança: Gráficos de antropométricos; • Tabelas de crescimento e desenvolvimento; • Calendário vacinal. Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo (BRASIL, 2019) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo Atraso no Desenvolvimento (DNPM) • Todos os fatores de Risco e Vulnerabilidade abordados anteriormente podem levar a atraso no Desenvolvimento (nos primeiros 12m); • A es+mulação nos primeiros anos de vida, para crianças com atraso, melhora seu desempenho, devendo, portanto, seu início ser incen4vado o mais precocemente possível [B]. Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo• Hospitalização no período neonatal. • Doenças graves: meningite, trauma4smo craniano e convulsões. • Parentesco entre os pais. • Casos de doença mental na família. • Fatores de risco ambientais: violência domés4ca, depressão materna, dependência química, suspeita de abuso sexual... Atraso no Desenvolvimento (DNPM) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo • Presença de alterações feno/picas. • Fenda palpebral oblíqua. • Olhos afastados. • Implantação baixa de orelhas. • Lábio leporino. • Fenda palaAna. • Pescoço curto e/ou largo. • Prega palmar única. • 5º dedo da mão curto e recurvado. Perímetro cefálico < -2 escores z ou > +2 escores z. • Hospitalização no período neonatal. • Doenças graves: meningite, traumaAsmo craniano e convulsões. • Parentesco entre os pais. • Casos de doença mental na família. • Fatores de risco ambientais: violência domésAca, depressão materna, dependência química, suspeita de abuso sexual... Atraso no Desenvolvimento (DNPM) Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo Testes de triagem/ rastreamento neonatais Teste do Pezinho • Fenilcetonuria; • Anemia Falciforme; • G6PD; • Hipo]reoidismo congênito; • Fibrose Cís]ca; (BRASIL, 2023) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo Testes de triagem neonatais (BRASIL, 2019) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo ConLnua... Fonte: DUNCAN, SCHMIDT, GIUGLIANI (2004) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo ConLnuação Epidemiologia – mortalidadeinfantil • Mundo ConLnuação. Fonte: Duncan et al. (2022) Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo• Não há documentação ciengfica que comprove que a realização ro4neira de exames laboratoriais em crianças assintomá4cas tenha qualquer impacto em sua saúde; • Hemograma se sintomá4co; • Perfil Lipídico: o rastreio é controverso, nível de evidência D. Assintomá1cas Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo• Suplementação de Ferro: • For]ficação obrigatória das farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico; • Recomendação diária de 1 a 2 mg de ferro elementar/kg de peso para crianças de 6 a 24 meses. • Apresentação em gotas e em xarope. Suplementação de Vitaminas e Minerais Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo Administrada ao nascer. ● A vitamina K injetável pode prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido. ● A vitamina K ajuda o sangue a coagular, mas a capacidade do corpo de armazená-la é muito baixa. A doença hemorrágica do recém-nascido (HDN) é causada por uma deficiência de vitamina K no bebê que acabou de nascer. Esse problema pode levar o bebê a ter um sangramento que coloca em risco sua vida no período que vai das primeiras horas depois do nascimento até alguns meses. (PUCKETT; OFFRINGA, 2000) Suplementação de Vitaminas e Minerais • Suplementação de Vitamina K: Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo ● Busca reduzir e controlar essa deficiência nutricional em crianças de 6 a 59 meses de idade e mulheres no período pós-parto imediato ● A xeroqalmia e a cegueira noturna são manifestações clínicas da deficiência grave de vitamina A. ● Visa a redução do risco global de morte em 24%, de mortalidade por diarreia em 28% e de mortalidade por todas as causas, em crianças HIV posi]vo, em 45%. ● Em regiões de risco: Nordeste, Norte de Minas Gerais, Vale do Jequi]nhonha, Vale do Mucuri e Amazônia Legal, desde 2012 contempla todos os Destritos Sanitários Especiais Indígenas. (BRASIL, 2013) Suplementação de Vitaminas e Minerais • Suplementação de Vitamina A: Prevenção de Acidentes (DUNCAN et al., 2022) Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo Cuidados para garan4r a segurança das crianças a fim de evitar acidentes. (DUNCAN et al., 2022) Prevenção de Acidentes Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo (DUNCAN et al., 2022) Prevenção de Acidentes Cuidados para garan4r a segurança das crianças a fim de evitar acidentes. Prevenção da Desnutrição e Déficit de Crescimento (DUNCAN et al., 2022) “A desnutrição tem sido associada à pobreza, o que não significa apenas falta de comida, mas também, muitas vezes, falta de segurança, es]mulação e afeto.” A OMS considera como destruição aguda frave as crianças com peso para a altura ou IMC/idade entre < -3 desvio padrão, e com desnutrição moderada as com peso para a altura ou IMC/idade entre < -2 e > -3 desvio padrão. (DUNCAN et al., 2022) Prevenção da Desnutrição e Déficit de Crescimento Esquema alimentar para crianças amamentadas Fonte: SUBPAV/SPS/Ins1tuto de Nutrição Annes Dias (2010) Epidemiologia – mortalidade infan1l • Mundo Fonte: SUBPAV/SPS/Ins1tuto de Nutrição Annes Dias (2010) Epidemiologia – mortalidade infantil • Mundo Fonte: SUBPAV/SPS/Ins1tuto de Nutrição Annes Dias (2010) (BRASIL, 2019) (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2012) • Respeito à cultura e modo de vida destes povos; • Cumprimento da obrigação legal de compra de no mínimo 30% do recurso do PNAE proveniente da agricultura familiar com prioridade a estes grupos, podendo chegar em até 100%. Segurança Alimentar na Infância (PROGRAMA MUNDIAL DE ALIMENTOS, 2021) • Garante-se a geração de renda pela agricultura familiar; • Garante-se alimentação adequada contemplando de 30 a 70% do aporte nutricional de crianças e jovens de escolas tradicionais; Imunização Diarreia na Infância Diarreia • Aumento do número de evacuações (mais que 3) com fezes aquosas ou de pouca consistência; • Bactérias, vírus ou parasitas; • Costumam ser autolimitadas (2 a 14 dias), e variam de leve a grave (desidratação e distúrbios hidroeletrolí]cos); • Importante causa de desnutrição em países em desenvolvimento! (DUNCAN et al., 2022) No cenário • Doença muito comum, e também muito vulnerável; • A rotavirose é a segunda maior causa de morte em menores de 5 anos no mundo; • Descoberta da vacina melhorou o cenário; • Na maioria das vezes, a transmissão é feco-oral. (DUNCAN et al., 2022) Síndromes • Diarreia Aquosa Aguda: agente infeccioso que não invade tecido. Não há sangue ou pus na fezes. Pode desidratar, se não houver reposição (E. Coli, rotavirus); • Disenteria aguda: sangue nas fezes, podendo ter muco ou pus. Invasão da mucosa. Febre, mas menor perda de agua. Shiguela, Giardia, Entamoeba; • Diarreia Persistente: > 14 dias (exceto dç celíaca). Dano à mucosa que prejudica absorção. 20% das diarreias. (DUNCAN et al., 2022) Abordagem e Manejo • Pergunta sobre pessoas próximas com mesmo sintoma é rápido e eficaz; • Avaliar gravidade, risco de complicações e desidratação; • Número de evacuações, características das fezes, febre, náuseas e vômitos; • Comparar peso com a última medida (cartão da criança); • Sinal da dobra cutânea! • Estado mental, olhos fundos, mucosa oral seca. (DUNCAN et al., 2022) • Coproculturas ficam reservadas para os casos de diarreia persistente. De uma forma geral, exames laboratoriais não são necessários... • A inves]gação laboratorial é reservada para as crianças com desidratação grave e que necessitem de hidratação venosa; • Crianças estáveis hemodinamicamente podem ser tratadas seguramente com a Terapia de Reidratação Oral (TRO); • Estratégia de hidratação indicada pelo Ministério da saúde (Atenção Integral às Doenças Prevalentes da Infância – AIDPI) (DUNCAN et al., 2022) Abordagem e Manejo AIDPI (Brasil, 2021) (Brasil, 2021) (Brasil, 2021) (Brasil, 2021) Como preparar o soro de reidratação oral (Brasil, 2021) Lembre-se • A vacina rotavirus está no calendário vacinal desde 2006, aos 2 e 4 meses. Ministerio da Saúde (Brasil, 2020) Infecção respiratória aguda em crianças 71 Infecção Respiratória Aguda 72 • O diagnós4co e4ológico das IRA, na prá4ca, é de diqcil comprovação; • IRA do trato respiratório superior: resfriados, faringites, tonsilites, o4tes e sinusites; • IRA do trato respiratório inferior: epiglo4tes, laringites, pneumonias e bronquiolites; • As de Trato Superior são as mais comuns nas crianças. (DUNCAN et al., 2022) Estratégia AIDPI (DUNCAN et al., 2022) Resfriado Comum • Infecção viral aguda limitada ao trato resp. superior; • Diversos vírus; • Transmissão por via aérea ou contato; • Susceptilidade no inicio da vida escolar ou creche; • Febre (3 dias), secreção nasal hialina que pode tornar-se amarela; • Tosse, diminuição do apetite, irritabilidade; • Podem aparecer eritemas e linfadenomegalias. (DUNCAN et al., 2022) Complicações do resfriado • O4tes; • Exacerbação de asma • Sinusite • Doença no trato resp. inferior. (DUNCAN et al., 2022) Tratamento e Prevenção 76 • Manutenção do aquecimento da criança, higiene nasal frequente com soro fisiológico, hidratação, umidificação do ar e eswmulo à oferta do leite materno (em crianças amamentadas) e orientação para retorno ao serviço de saúde se houver piora do quadro (dificuldade respiratória ou para alimentar-se, comprome]mento do es tado geral); • Vacinação contra Influenza; • Beneficio clinico incerto de an]tussígenos e expectorantes; Pressão pela prescrição de medicamentos... • Em diversos lugares do Brasil é comum a u]lização de plantas medicinais (“lambedores”). (DUNCAN et al., 2022) Tratamento e Prevenção 77 hyps://www.youtube.com/watch?v=P8Em8B4SiIc&t=178s Minuto 2:37 Lavagem Nasal – como orientar: (DUNCAN et al., 2022) https://www.youtube.com/watch?v=P8Em8B4SiIc&t=178s Pneumonia • Infecção do parênquima pulmonar por vírus, bacterias, parasitas ou fungos; • Crianças com pneumoniabacteriana wpica apresentam febre, calafrios, dores abdominais, associadas ou não à dor torácica, e tosse produ]va; • A taquipneia é um sinal ú]l para o diagnós]co de pneumoniana infância; • Se a ausculta pulmonar sugerir o diagnós]co de pneumonia, deve-se pesquisar o possível agente e]ológico por meio de minuciosa história clínica, dando-se especial atenção para questões relacionadas com viagens, exposições a animais e pessoas doentes, sobretudo com tuberculose (DUNCAN et al., 2022) Padrão FR 79 (DUNCAN et al., 2022) Síndromes Clínicas Comuns Sindrome Agente Faixa Etária Manifestações clinicas Bacteriana (supurativa) Streptococcus pneumoniae, outros Todas as Idades, mais comum em crianças jovens (menores de seis anos) Início súbito, febre alta/toxemia, achados focais na ausculta, dor toráxica, dor abdominal, radiografia de tórax com infiltrado A`pica (lactentes) Chlamydia trachomatis Menores de três meses Taquipneia, hipoxemia leve, ausência de febre, sibilaância, radiografia de torax com infiltrado. A`pica (escolares e adolescentes) Mycoplasma Maiores de cinco anos Início gradual, febre baixa, achados difusos na ausculta respiratória, radiografia com infiltrado difuso. Viral MúlLplos vírus Todas as idades, mais comum entre três meses e cinco anos Sintomas respiratórios das vias áreas superiores, febre baixa ou ausente, sibilos ou achados difusos na ausculta respiratória. (DUNCAN et al., 2022) Abordagem e manejo • Na prá4ca, diqcil diferenciação entre gpica e agpica; • Reforçar o exame qsico: • à palpação, frêmito tóraco-vocal aumentado; • à percussão, macicez ou sub-macicez; • à ausculta, murmúrio reduzido com crepitações (ou estertores) e sopro tubário; • Lactentes e crianças maiores com infecção respiratória do trato inferior leve a moderada podem ser tratados com segurança no domicilio. (DUNCAN et al., 2022) • A realização de radiografia de tórax para confirmação do diagnós]co não é ro]neiramente necessária em crianças com quadro leve de pneumonia, sem complicações e que serão tratadas ambulatorialmente; • Reservar para pneumonias graves, avaliação de complicações e diagnós]co diferencial. Abordagem e manejo (DUNCAN et al., 2022) Lembre-se • A escolha da an4bio4coterapia é empírica – a AMOXICILINA é droga de primeira escolha; • Macrolídeos (azitromicina) podem ser u4lizados nas crianças maiores de 5 anos ou suspeita de a4pia; • Gravidade = hospitalização: 4ragem, sonolência, desnutrição, comorbidades crônicas e baixa idade (< 2 meses). Falha terapêu4ca ambulatorial e internação por incapacidade da família e cuidar; • Reavaliar a criança 48 horas após o inicio da terapêu4ca. (DUNCAN et al., 2022) Tratamento 84 • Macrolídeo: 3 a 5 dias • Amoxicilina: 7 a 10 dias Idade Medicame nto Dose Dia Dose Max 4 meses a 4 anos Amoxicilina 50 a 100mg/kg dia (3x) 1g/dia 5 anos ou mais Macrolídeo ou amoxilicina 10mg/kg/dia 50 a 100mg/kg/dia 500mg 1g/dia (DUNCAN et al., 2022) Prevenção • Vacinação an4-pneumococos e influenza está no calendário básico; • Evitar o tabagismo passivo; • Manter aleitamento materno; • Medidas de controle da exposição à poluição atmosférica. (DUNCAN et al., 2022) JUVENTUDE Saúde do Adolescente • Segundo a OMS (1989), a adolescência é representada por indivíduos na faixa etária entre 10 a 19 anos de idade, e juventude entre 15 e 24 anos de idade. • O Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (1990), lei nº 8.069/90; no ar4go 2º, considera adolescente a pessoa entre 12 e 18 anos de idade e Segundo o estatuto da juventude, a faixa etária vai de 15 a 29 anos de idade. (DUNCAN et al., 2022) Consulta do Adolescente O adolescente tem direito à: • PRIVACIDADE: O direito de ser atendido sozinho, em espaço privado de consulta. • CONFIDENCIALIDADE: As informações discu]das na consulta não podem ser passadas aos seus pais e ou responsáveis sem a permissão expressa do adolescente. (DUNCAN et al., 2022) Consulta do Adolescente • Situações de exceção. • A garan]a de confidencialidade e privacidade, fundamental para ações de prevenção, favorece a abordagem de temas como sexualidade, abuso de drogas, violência entre outras situações. • O sigilo médico é um direito garan]do e reconhecido pelo ar]go 103 do Código de É]ca Médica. (DUNCAN et al., 2022) Áreas prioritárias: • Crescimento e desenvolvimento; • Sexualidade; • Saúde Reprodutiva; • Saúde bucal; • Saúde mental; • Saúde do escolar adolescente; • Prevenção de acidentes. Consulta do Adolescente (DUNCAN et al., 2022) Principais alterações na adolescência • Síndrome da adolescência normal • Alterações no desenvolvimento puberal • Ginecomastia puberal • Dismenorreia e Distúrbios menstruais • Problemas musculoesquelético • Dor escrotal • Gravidez precoce • DSTs/AIDS • Violência sexual • Transtornos alimentares • Abuso de substancias psicoativas (DUNCAN et al., 2022) Prevenção de doenças e Promoção de Saúde • Exercício físico • Alimentação saudável Saúde Sexual e Reprodu1va 94 • Os adolescentes de ambos os sexos têm direito a educação sexual, ao sigilo sobre sua a]vidade sexual, ao acesso e disponibilidade gratuita dos métodos. • Reconhecer a individualidade do adolescente, es]mulando a responsabilidade com sua própria saúde; • O respeito a sua autonomia faz com que eles passem de objeto a sujeito de direito. (DUNCAN et al., 2022) • A orientação deve incidir sobre todos os métodos, com ênfase na dupla proteção, sem juízo de valor; • Os profissionais de saúde sentem dificuldades de abordar os aspectos relacionados à sexualidade ou à saúde sexual de seus pacientes. 95 (DUNCAN et al., 2022) Saúde Sexual e Reprodutiva Algumas recomendações... • Sempre abordar o tema nos atendimentos; • Considerar o contexto social, religioso e cultural; • Prestar suporte emocional e psicológico; • Orientar e ajudar a desfazer mitos e tabus; • Realizar ações de educação em saúde sexual e saúde reprodu]va; • Incen]var o autoconhecimento. (DUNCAN et al., 2022) Saúde Sexual e Reprodutiva Gravidez na Adolescência • As adolescentes têm iniciado a4vidade sexual cada vez mais cedo; • Sexualização precoce; • Perspec4vas de vida e culturais diferenciadas de acordo com o perfil socioeconômico; • Planejamento de Vida; • Toda adolescente grávida é de risco? (DUNCAN et al., 2022) Violência na Criança e no Adolescente (BRASIL,2012) “A exposição da criança e do adolescente a qualquer forma de violência de natureza [sica, sexual e psicológica, assim como a negligência e o abandono, principalmente na fase inicial da sua vida, podem comprometer seu crescimento e seu desenvolvimento [sico e mental, além de gerar problemas de ordem social, emocional, psicológica e cogni+va ao longo de sua existência.” • A principal causa de violência contra crianças, foram por violência sexual (44%) , seguida da psicológica (36%), negligência (33%) e violência física (29%). • A residência foi o local de maior ocorrência dos casos de violência contra crianças Fonte: SIM/SVS/MS hAps://childmortality.org/data/Brazil Violência na Criança e no Adolescente Quando suspeitar? • Corrimento Vaginal; • Lacerações; • Queimaduras (luva, meia, limites bem definidos); • Lesões �sicas, fraturas, equimoses, hematomas (relação temporal e estória incoerente e estágios diferentes de evolução); • Alteração no comportamento da criança; • Valorizar qualquer suspeita do cuidador; • Quem faz o cuidado? (DUNCAN et al., 2022) Violência na Criança e no Adolescente Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança : crescimento e desenvolvimento. Brasília : Ministério da Saúde, 2012. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Manual de condutas gerais do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A. Brasília: Ministério da Saúde,2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde - Departamento de Saúde Materno Infantil. Caderneta da Criança - Menina. Brasília, 2019. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manejo do paciente com diarréia (cartaz). 2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico, Brasília, v. 53, n. 46, dez. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2022/boletim-epidemiologico-vol-53-no46/view. BRASIL. Ministério da Saúde. Teste do pezinho. Biblioteca Virtual em Saúde, 2023. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/teste-do-pezinho/. DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p. PROGRAMA MUNDIAL DE ALIMENTOS. POLICY BRIEF #5 ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE COMUNIDADES TRADICIONAIS: O PNAE quilombola. 2021. Disponível em: https://centrodeexcelencia.org.br/policy-brief-5/. PUCKETT, R.; OFFRINGA, M. Vitamina K profilática para hemorragia por deficiência de vitamina K nos recém-nascidos. 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Disponível em: https://childmortality.org/data/Brazil. UN IGME. Under-Five Mortality Rate – Total – World. UN Inter-agency Group for Child Mortality Estimation, 2023a. Disponível em: https://childmortality.org/data/World. UNICEF - United Nations Children’s Fund, The State of the World’s Children 2023: For every child, vaccination, UNICEF Innocenti – Global Office of Research and Foresight, Florence, April 2023a. UNICEF - United Nations Children’s Fund. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. UNICEF, 2023b. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de- desenvolvimento-sustentavel. Referências Bibliográficas https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2015/02/documento_def_ferro200412.pdf https://subpav.org/aps/uploads/publico/repositorio/folder_-_alimentacao_crianca_menor_de_2_anos.pdf https://childmortality.org/data/World https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel OBRIGADA frantchescafripp@gmail.com Saúde do Homem Médicas de Família e Comunidade FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS JULIANA MACHADO DE CARVALHO Dados demográficos População Masculina 101,9 milhões População alvo: 20 a 59 anos 56 milhões = 27 % do total e 55% da população masculina População Feminina 106,5 milhões Dados Epidemiológicos Di st rib ui çã o (% ) d os ó bi to s Se gu nd o se xo e id ad e. Br as il, 2 01 0 Dados Epidemiológicos Di st rib ui çã o do s ó bi to s d o se xo m as cu lin o, po r g ru po d e ca us as e id ad e. Br as il, 2 01 0 Grupo I = enfermidades infecciosas e parasitárias, causas maternas e perinatais, desnutrição. Grupo II = enfermidades não transmissíveis e enfermidades mentais. Grupo III = causas externas (exemplo: acidentes, homicídio, suicídio). Dados Epidemiológicos Pr in ci pa is ca us as d e m or ta lid ad e na po pu la çã o m as cu lin a de 2 0 a 59 a no s. Br as il, 2 01 0 Dados Epidemiológicos Ó bi to s p or c au sa s e xt er na s n a p op ul aç ão de 2 0 a 59 a no s. Br as il, 2 01 0. Dados Epidemiológicos Dados Epidemiológicos Dados demográficos Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) apontaram que, em 2010, o número total de consultas médicas para homens entre 20 e 59 anos de idade apresentado ao gestor do SUS e registrado no sistema foi de 3.217.197, o que resulta numa média de 0,06 consulta/homem/ano. Dados demográficos Masculinidades e Gênero • Masculinidades: termo utilizado para contemplar as formas de representar o masculino – varia de acordo com o contexto cultural e época; • Atenção aos estereótipos de gênero; • Saúde do homem indígena – diversidade de etnias e contexto. • É importante desenvolver competência cultural para identificar a identidade de gênero de cada comunidade indígena. Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) • Porque é histórico o desconhecimento sobre as peculiaridades de ser homem na sociedade; • Porque os homens morrem entre 5 a 7 anos mais cedo que as mulheres em diferentes culturas, com diferentes sistemas de saúde disponíveis; • Porque, na sua maioria, tais mortes são evitáveis à medida que costumam estar relacionadas a comportamentos adotados por corresponderem a estereótipo tradicional de masculinidade. Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) A Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) tem como diretriz promover ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão de Estados e Municípios. Objetivo geral: ampliar e melhorar o acesso da população masculina adulta (20 a 59 anos) do Brasil aos serviços de saúde. Plano de Ação da PNAISH • Elaborar estratégias que visem aumentar a demanda dos homens aos serviços de saúde. • Sensibilizar os homens e suas famílias, incentivando o autocuidado e hábitos saudáveis, através de ações de informação, educação e comunicação. • Associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada, a fim de efetivar a atenção integral à saúde do homem. • Fortalecer a atenção básica e melhorar o atendimento, a qualidade e a resolubilidade dos serviços de saúde. Plano de ação da PNAISH • Desenvolver estratégias de educação permanente dos trabalhadores do SUS. • Avaliar e oferecer recursos humanos, equipamentos e insumos (incluindo medicamentos) para garantir a adequada atenção à população masculina. • Analisar de forma articulada com as demais áreas técnicas do MS os sistemas de informação. • Realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das ações através do monitoramento da Política. PNAISH – eixos temáticos • Acesso e Acolhimento • Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva • Paternidade e Cuidado • Doenças prevalentes na população masculina • Prevenção de Violências e Acidentes Barreiras de acesso dos homens aos serviços de saúde • Estereótipos de gênero; • O pensamento mágico; • Medo que descubra doenças; • O papel de provedor; • O papel de “cuidar”; • Barreiras Socioculturais; . Barreiras de acesso dos homensaos serviços de saúde • Estratégias Institucionais de comunicação não privilegiam os homens; • Inadequação dos serviços de saúde: a) Horários de funcionamento b) Dificuldades de acesso c) Presença de mulher no exame do toque retal . Eixos temáticos • Acesso e Acolhimento: Objetiva reorganizar as ações de saúde, através de uma proposta inclusiva, na qual os homens considerem os serviços de saúde também como espaços masculinos e, por sua vez, os serviços reconheçam os homens como sujeitos que necessitam de cuidados. Acesso e Acolhimento • Acesso e Acolhimento: Acesso e Acolhimento Eixos temáticos • Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva: Busca sensibilizar gestores, profissionais de saúde e a população em geral para reconhecer os homens como sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos, os envolvendo nas ações voltadas a esse fim e implementando estratégias para aproximá-los desta temática. Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva Eixos temáticos • Paternidade e Cuidado: Objetiva sensibilizar gestores, profissionais de saúde e a população em geral sobre os benefícios do envolvimento ativo dos homens com em todas as fases da gestação e nas ações de cuidado com seus filhos, destacando como esta participação pode trazer saúde, bem-estar e fortalecimento de vínculos saudáveis entre crianças, homens e suas parceiras. Paternidade e Cuidado Desafios • Envolver e engajar os homens nas tarefas de cuidado (referentes ao cuidado com as crianças e cuidado de outros nas configurações familiares) - empoderamento dos homens e das mulheres, maior equidade de gênero e distribuição dos papéis • Inserir o homem na lógica dos serviços e na ESF/AB, no pré-natal, parto e puerpério – conexão, afeto e vínculo • Compreender o “cuidar” não apenas como uma qualidade feminina – todos ganham Eixos temáticos Situações prevalentes na população masculina Busca fortalecer a assistência básica no cuidado à saúde dos homens, facilitando e garantindo o acesso e a qualidade da atenção necessária ao enfrentamento dos fatores de risco das doenças e dos agravos à saúde. Eixos temáticos Prevenção de Violências e Acidentes Visa propor e/ou desenvolver ações que chamem atenção para a grave e contundente relação entre a população masculina e as violências (em especial a violência urbana) e acidentes, sensibilizando a população em geral e os profissionais de saúde sobre o tema. Situações prevalentes na população masculina Câncer de próstata: causas, sintomas, tratamentos e prevenção Causas ainda desconhecidas, relacionadas com: • Idade (quanto mais velho maior a probabilidade), • Hormônio (testosterona), • Histórico familiar, • Raça (maior incidência no homem negro), • Alimentação (dieta rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas baixam as defesas do corpo contra o câncer, o Japão tem menos registros). Câncer de próstata: causas, sintomas, tratamentos e prevenção Impacto provocado pelo câncer de próstata e pelo tratamento na vida dos homens Câncer de próstata: causas, sintomas, tratamentos e prevenção Como prevenir? • Ter uma alimentação saudável. • Manter o peso corporal adequado. • Praticar atividade física. • Não fumar. • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Sinais e sintomas: • Dificuldade de urinar; • Demora em começar e terminar de urinar; • Sangue na urina; • Diminuição do jato de urina; • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Câncer de próstata: Investigação • Exame de toque retal: o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, introduzindo o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto. Este exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata. • Exame de PSA: é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico (PSA). Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata. Câncer de próstata: Sinais de alerta Câncer de próstata: Diagnóstico e tratamento Câncer de próstata: Estadiamento • Exame de toque retal: o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, introduzindo o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto. Este exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata. • Exame de PSA: é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico (PSA). Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata. Alcoolismo • Alcoolismo afeta cerca de 5% das mulheres e 15% dos homens na população brasileira acima de 15 anos de idade e na maioria dos países ocidentais. • Prevalência de consumo abusivo de álcool é 13,7% superior entre os homens em relação às mulheres. • Impacto na saúde, vida social, relações familiares. Tabagismo No Brasil Acidentes e violência Acidentes e violência Acidentes e violência Acidentes e violência Acidentes e violência • A incidência anual de acidentes de trabalho foi estimada em 5,80%, discretamente maior entre os homens (6,05%) do que entre as mulheres (5,53%). • A incidência de acidentes de trânsito é maior no sexo masculino e está associada ao abuso de álcool, excesso de velocidade e fatores externos (barreiras na pista, chuva, engarrafamento). Acidentes e violência A prevalência de violência entre os homens tem relação com a concepção de masculinidade? Abordagem à saúde do homem na aps • Novembro é o mês de conscientização sobre os cuidados integrais com a saúde do homem. Saúde mental, infecções sexualmente transmissíveis, doenças crônicas (diabetes, hipertensão) entre outros pontos devem ser sempre observados pela população masculina. • Todos os anos, nesse período, 21 países, incluindo o Brasil, preparam campanhas sobre prevenção e diagnóstico do câncer de próstata, além de levar informações sobre a prevenção e promoção aos cuidados integrais com o cuidado da saúde masculina. • Medida da Pressão arterial; • Hemograma complete; • EAS / urina tipo 1; • Teste de glycemia; • Atualização da carteira vacinal; • Verificação do perímetro abdominal; • Calcular IMC. Uso de álcool e outras drogas A prevalência do uso de álccol na população brasileira é de 21,3% maior entre os homens que entre as mulheres. Um em cada 4 homens que fazem uso de álcool se tornam dependentes, ao passo que uma em cada 10 mulheres usuárias de álcool se torna dependente. Os homens são maioria entre os usuários de solventes (10,3% x 3,3%). Prevalência geral de menos de 1% da população. Materiais complementares https://www.youtube.com/watch?v=o-wJowEwGx0 Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: princípios e diretrizes. Brasília: MS, 2009. Disponível em: <http://bvsms. saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2009/prt1944_27_08_2009.html> DUARTE, M. D. G. et al. Entendendo a prevalência de vítimas do sexo masculino em acidentes automobilísticos.. In: Anais da III Jornada Nacional de urgência e emergência LAUEC. Anais...Manaus(AM) Evento Online, 2022. Disponível em: <https//www.even3.com.br/anais/IIIJORNADA2022/513205-ENTENDENDO-A- PREVALENCIA-DE-VITIMAS-DO-SEXO-MASCULINO-EM-ACIDENTES-AUTOMOBILISTICOS> FIOCRUZ. Painel de Indicadores de Saúde – Pesquisa Nacional de Saúde. Disponível em https://www.pns.icict.fiocruz.br/painel-de-indicadores-mobile-desktop/ GARCIA, L. P.; FREITAS, L. R. S. Consumo abusivo de álcool no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 24, n. 2, p. 227-237, jun. 2015. Disponível em: <http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742015000200005&lng=pt&nrm=iso>. GUSSO, G.; LOPES, J. M.C.; DIAS, L. C., organizadores. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2019, 2388 p. SANTANA, V. et al. Acidentes de trabalho não fatais: diferenças de gênero e tipo de contratode trabalho. Cadernos De Saúde Pública, v. 19, n. 2, p. 481–493, 2003. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2003000200015 SIMÃO, M. O. Mulheres e homens alcoolistas: um estudo comparativo de fatores sociais, familiares e de evolução. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v. 4, n. 7, p. 147–148, 2000. https://doi.org/10.1590/S1414-32832000000200018 OBRIGADA frantchescafripp@gmail.com Saúde do Adulto - Rastreamento Médicas de Família e Comunidade FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS JULIANA MACHADO DE CARVALHO Rastreamento Aplicação de testes em pessoas assintomáticas (em uma população definida) com o objetivo de selecionar indíviduos para intervenções cujo o objetivo cujo benefício potencial seja maior que o dano potencial. Assim, pretende-se reduzir a morbimortalidade atribuída à condição a ser rastreada. Rastreamento • Realizar rastreamentos com evidência, na população alvo. • Cuidado: “Eu quero ter segurança de que eu não vou ter uma doença, aí eu faço algo que pode não reduzir a minha chance de ter a doença, mas está me dando a sensação de que eu estou mais seguro.” Rastreamento • Confiabilidade: capacidade de um teste ser reprodutível, ou seja, produzir resultados consistentes quando realizado várias vezes sob as mesmas condições • Validade ou acurácia: representa a proporção de acertos e erros de um teste, ou seja, o quanto os resultados representam a verdade ou se afastam dela. Rastreamento Validade • Sensibilidade: probabilidade de um teste ser positivo na presença da doença • Especificidade: probabilidade de um teste ser negativo na ausência da doença Um bom teste de rastreamento é altamente sensível. Rastreamento • Sensibilidade: é a capacidade de um exame ser positivo quando testado entre as pessoas previamente doentes (verdadeiros positivos). • Um teste com sensibilidade de 90% significa que 10% dos casos serão falsos negativos (pessoas com a patologia, porém com exame negativo). • Um exame com grande sensibilidade é importante para detectar o maior número possível de indivíduos com a patologia. • Um exame altamente sensível, quando negativo, descarta a patologia rastreada. Rastreamento • A especificidade é a capacidade de um exame ser negativo quando testado entre as pessoas previamente sadias (verdadeiros negativos). • Especificidade de 90% significa que 10% dos casos serão falsos-positivos (exames positivos sem a patologia presente). • Um exame com grande especificidade é importante para excluir dos resultados positivos as pessoas saudáveis. • Um exame altamente específico quando positivo é útil para confirmar a patologia rastreada. Rastreamento • Especificidade e sensibilidade nunca são 100%. • Há sempre margem de erro. • Rastreamento = peneiramento. • Rastrear é diferente de diagnosticar. • Aplicar testes de rastreamento significa apenas a fase inicial de peneiramento de um grupo populacional que deverá ser submetido a outras etapas. Rastreamento Fonte: adaptado de UK National Screaning Comitee (2016, p.5) Rastreamento - a OMS classifica em dois tipos: oportunístico e organizado Rastreamento • Diagnóstico precoce x Diagnóstico oportuno. • Diagnóstico oportuno implica uma abordagem mais centrada na pessoa, no seu cuidado ao longo do tempo, visando benefícios e evitando danos. • O processo de diagnóstico é uma ponderação de muitos fatores diferentes, variando entre pacientes e dependendo das suas singularidades. • Frequentemente o diagnóstico não é um evento único, mas um processo em evolução, que deve viabilizar diagnose no momento certo para o paciente em particular em circunstâncias específicas. Rastreamento e níveis de prevenção Rastreamento e níveis de prevenção • Os incidentalomas – diagnósticos derivados dos achados casuais, sobretudo em exames de imagem de alta resolução, que em aproximadamente 80% das vezes não têm consequências clínicas; • Os sobrediagnósticos – diagnósticos corretos de doenças (inclusive câncer) que não teriam repercussão na vida da pessoa, mas que geram tratamentos, devido à impossibilidade de distinção entre casos que evoluiriam para uma doença clinicamente manifesta e aqueles que permaneceriam em estado de “latência”. Rastreamento e níveis de prevenção • Tais exemplos, cada vez mais comuns, são potenciais geradores de significativos danos iatrogênicos e de medicalização excessiva, devido às suas múltiplas cascatas de intervenções. Eles demandam fortemente P4. • Como os rastreamentos são ações aplicadas em pessoas assintomáticas, é necessário que haja um controle de qualidade de cada uma das etapas devido aos potenciais danos dos falsos positivos, falsos negativos e dos seguimentos das situações de indeterminação, tais como ASCUS, BIRADS III, hipotireoidismo subclínico, intolerância à glicose etc. Níveis de prevenção Detecção precoce do câncer Detecção precoce do câncer Para detecção precoce do câncer é necessário conhecer o comportamento da doença que se deseja rastrear e as características do teste de rastreamento. Rastreamento Câncer de Pulmão Recomenda-se rastreamento de câncer de pulmão com Tomografia Computadorizada de Tórax anual em adultos entre 50 e 80 anos que tenham história de consumo de tabaco de 20 maços/ano e fumam atualmente ou cessaram nos úlqmos 15 anos. USPSTF, 2022 Disfunção tireoidiana • Contraindica-se rastreamento para disfunção tireoidiana em adultos maiores de 18 anos, assintomáticos. • Essa recomendação não se aplica para gestantes, pessoas com história de cirurgia ou doença de tireóide, indivíduos em uso de medicações tireotóxicas (lítio, amiodarona), radioterapia em tireóide ou região cervical prévia, doença de hipotálamo ou pituitária. Canadian Task Force, 2023 Prevenção de fratura patológica • Rastreamento entre mulheres de mais de 65 anos, centrada no compartilhamento da decisão entre a mulher e seu médico. • As mulheres devem ser informadas dos riscos e apoiadas em suas decisões para posterior rastreamento, diagnóstico e tratamento. • Rastreamento é contraindicado em mulheres abaixo de 65 anos e entre homens. • Use o FRAX para apoiar sua conduta. Canadian Task Force, 2023 Prevenção de fratura patológica – calculadora FRAX Canadian Task Force, 2023 Canadian Task Force, 2023 Prevenção de fratura patológica – calculadora FRAX Rastreamento de câncer de próstata Canadian Task Force, 2023 Quais os riscos de não rastrear câncer de próstata? Entre os homens que foram rastreados com PSA, o risco de morrer de câncer de próstata foi de 5 em 1000 Entre os homens que não foram rastreados com PSA, o risco de morrer de câncer de próstata foi de 6 em 1000 Complicações do tratamento de câncer de próstata: • 114-214 homens terão complicações como infecções, cirurgias adicionais e transfusão sanguínea. • 127-442 terão disfunção erétil crônica. • Mais de 178 terão incontinência urinária. • 4 a 5 vão morrer de complicações do tratamento para o cancer. Rastreamento de câncer de próstata Canadian Task Force, 2014 Rastreamento de câncer de colo uterino BRASIL, 2010 Mulheres dos 25 aos 64 anos que tenham iniciado vida sexual em algum momento da vida. Periodicidade do Papanicolau: • Dois exames com intervalo anual. • Após dois exames anuais normais, realiza se somente um exame a cada três anos. Rastreamento de câncer de mama População alvo Periodicidade dos exames de rastreamento Mulheres de 40 aos 49 anos ECM anual e, se estiver alterado, mamografia Mulheres de 50 aos 69 anos ECM anual e mamografia bianual Mulheres de 35 anos ou mais e risco elevado ECM e mamografia anuais BRASIL, 2010 Rastreamento de câncer de cólon • No mundo é a segunda maior causa de morte por câncer entre os homens e a terceira entre as mulheres . • Fatores de risco para câncer colorretal: • Câncer colorretal ou pólipo adenomatoso. • Doença inflamatória intestinal. • Sinais e sintomas de câncer colorretal. • Adultos com síndromes hereditárias que predispõem câncer colorretal. Canadian Task Force, 2016 Rastreamentode câncer de cólon Jama, 2021; Canadian Task Force, 2016 Esta ferramenta fornece orientação para profissionais da APS sobre diferentes testes de triagem, intervalos de triagem e idades recomendadas para iniciar e parar a triagem. Idade Triagem? Intensidade de recomendação Teste <50 Não sugerimos triagem 50-59 sim fraca Pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSO) a cada 2 anos OU sigmoidoscopia flexível a cada 10 anos. 60-74 sim forte PSO a cada 2 anos OU sigmoidoscopia flexível a cada 10 anos. 75+ não fraca Se o paciente estiver interessado na triagem, discuta opções e o ajude a tomar uma decisão baseada na sua qualidade de vida, valores e preferências. Uma recomendação forte significa que a maioria dos indivíduos serão melhor atendidos pela medida de ação recomendadaˑ Uma recomendação fraca significa que muitos dos indivíduos gostaria da medida de ação recomendada, porém muitos não gostariam. Profissionais de cuidados primários devem discutir os danos potenciais e os benefícios da triagem com seus pacientes. Risco cardiovascular: rastreamento de HAS • Recomenda-se triagem para hipertensão em adultos com 18 anos ou mais com medição da pressão arterial no consultório. • Anual em adultos com 40 anos ou mais e em adultos com risco aumentado para HAS (como pessoas negras, com pressão arterial normal alta ou com sobrepeso/obesidade). • A cada 3-5 anos para adultos de 18 a 39 anos baixo risco para HAS e com medida prévia de pressão arterial normal. • Recomendam-se medições de pressão arterial fora do ambiente clínico para confirmação diagnóstica antes de iniciar o tratamento. USPSTF, 2021 Risco cardiovascular: rastreamento de Diabetes • Em adultos assintomáticos, recomenda-se triagem para pré- diabetes e diabetes tipo 2 em adultos de 35 a 70 anos com sobrepeso ou obesidade. • Sugere-se oferecer ou encaminhar pacientes com pré-diabetes para intervenções preventivas eficazes. USPSTF, 2022 Risco cardiovascular: uso de estatina • Recomenda-se estatina para prevenção primária de DCV para adultos de 40 a 75 anos com 1 ou mais fatores de risco de DCV (dislipidemia, diabetes, hipertensão ou tabagismo) e um risco estimado de DCV em 10 anos 10% ou mais. (recomendação B) • Recomenda-se estatina para a prevenção primária de DCV para adultos de 40 a 75 anos que tenham 1 ou mais desses fatores de risco de DCV e um risco estimado de DCV em 10 anos de 7,5% a 10%.A probabilidade de benefício é menor neste grupo do que em pessoas com um risco de 10 anos de 10% ou maior. (recomendação C) • A evidência atual é insuficiente para avaliar o equilíbrio de benefícios e malefícios de iniciar uma estatina para a prevenção primária de eventos cardiovasculares e mortalidade em adultos com 76 anos ou mais. USPSTF, 2022 Recomendações de leitura • United States Preventive Services Task Force (USPSTF): https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/ • Canadian Task Force (CTF): http://canadiantaskforce.ca/ • National Institute for Health and Care Excellence (NICE): https://www.nice.org.uk/ • Colaboração Cochrane, que tem um endereço brasileiro: http://brazil.cochrane.org/ Material complementar • https://www.buzzsprout.com/1815691/12783159-how-to-prevent- fragility-fractures-a-guideline-for-family-doctors • https://canadiantaskforce.ca/tools-resources/videos/ https://www.buzzsprout.com/1815691/12783159-how-to-prevent-fragility-fractures-a-guideline-for-family-doctors Referências BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol., v. 116, n. 3, p. 516-658, 2021. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Rastreamento. Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 95 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf NICE - National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Clinical guideline [CG181]. 2014. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/cg181. ELSAYED, N.A. et al., American Diabetes Association. 2. Classification and diagnosis of diabetes: Standards of Care in Diabetes—2023. Diabetes Care, v. 46, n. 1, p. 19-40, 2023. ELSAYED, N.A. et al., American Diabetes Association. 1. Improving care and promoting health in populations: Standards of Care in Diabetes—2023. Diabetes Care, v. 46, n. 1, p. 10-18, 2023. Força-Tarefa Canadense sobre Cuidados Preventivos de Saúde. CMAJ, v. 188, n.5, p. 340-348, 2016. Disponível em: https://www.cmaj.ca/content/188/5/340. Acesso em: 12/05/2023 Força-Tarefa Canadense sobre Cuidados Preventivos de Saúde. Rastreamento do câncer de mama para mulheres sem risco aumentado. 2020. Disponível em: https://canadiantaskforce.ca/tools-resources/breast-cancer-update/ Força-Tarefa Canadense sobre Cuidados Preventivos de Saúde. Rastreamento do Câncer Colorretal. 2016. Disponível em: https://canadiantaskforce.ca/wp- content/uploads/2016/05/ctfphccolorectal-cancerpatient-faqfinal-updated160222.pdf. US Preventive Services Task Force. Screening for Colorectal Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA, v. 325, n. 19, 2021. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/tests-for-screening-for-colorectal-cancer/abstract/56 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf https://www.cmaj.ca/content/188/5/340 https://canadiantaskforce.ca/tools-resources/breast-cancer-update/ https://canadiantaskforce.ca/wp-content/uploads/2016/05/ctfphccolorectal-cancerpatient-faqfinal-updated160222.pdf https://www.uptodate.com/contents/tests-for-screening-for-colorectal-cancer/abstract/56 OBRIGADA frantchescafripp@gmail.com Saúde da Pessoa Idosa Médicas de Família e Comunidade FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS JULIANA MACHADO DE CARVALHO Envelhecimento populacional brasileiro • A prevalência de brasileiros com idade > 65 anos aumentará de 7,4% em 2015 para 20% em 2030 e para 26,7% em 2060 (OMS). • Pessoas com 60 anos ou mais de idade passou de 11,3% em 2012 para 14,7% da população em 2021, com razão de sexos de 78,8 homens para cada 100 mulheres nessa faixa etária. (IBGE, 2022) Envelhecimento populacional brasileiro • Make Health Last. What will your last 10 years look like?, 2013. The Canada Heart and Stroke Foundation. • (Faça sua saúde durar. Como serão os seus últimos 10 anos de vida?) • https://www.youtube.com/watch?v =mlY8HFqxRdQ https://www.youtube.com/watch?v=mlY8HFqxRdQ Envelhecimento populacional brasileiro • Maior carga de doenças crônicas e incapacidades funcionais, com surgimento de novas demandas e o uso mais intensivo dos serviços de saúde. • Doenças mais frequentes, porém nem sempre estão associadas à dependência funcional. • Envelhecimento X Incapacidades e Dependência • Envelhecimento = maior vulnerabilidade. • Conceito de saúde no idoso: presença de doenças ou idade avançada X ausência de saúde. (MORAES, 2018) Envelhecimento populacional brasileiro • A idade e as doenças crônico-degenerativas elevam o risco de disfunções e incapacidades. • A redução dos fatores de risco para doenças crônicas, irá prevenir mais de 70% dos problemas de saúde, incluindo as incapacidades. • Mais de 80% dos gastos em saúde são atribuídos às doenças crônicas. (MORAES, 2018) Promover o envelhecimento saudável Envelhecimento saudável previne, posterga e minimiza a severidade das doenças crônicas e das incapacidades na velhice, mantendo a autonomia, independência e sociabilidade e, consequentemente reduzindo a pressão sobre o sistema de saúde. manter estilo de vida ativo alimentar saudavelmente manter conexão social eliminar tabagismo (BRASIL, 2007) • Trabalho em grupos com a pessoa idosa. • Grupos de convivência, de atividade física, etc. • Promoção de saúde: cessação do tabagismo, etilismo, promoção de atividade física, orientações para alimentação saudável, imunização, atividades de lazer e social. Promover o envelhecimentosaudável (BRASIL, 2007) Imunização no Idoso (BRASIL, 2022) Regra de ouro da alimentação saudável Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados. (BRASIL, 2007) Promover atividade física, atividades de lazer e social Aspectos culturais • Diferenças culturais dos povos indígenas. • Sábios - Transmissão de conhecimentos e aspectos espirituais. • Memórias, histórias. • Educadores. • Preservação e divulgação do etnoconhecimento. • Anciãos – muito voltados para dentro da comunidade. (ARAÚJO REIS, 2007; RISSARDO, 2014 ) Saúde da pessoa idosa Define-se saúde como uma medida da capacidade individual de realização de aspirações e da satisfação das necessidades, independentemente da idade ou da presença de doenças. (MORAES E LANNA, 2014) Declínio funcional Incapacidades Idade X Funcionalidade Idade: NÃO é um bom marcador de declínio funcional Funcionalidade: bom marcador de vitalidade Idade: 80 anosIdade: 80 anos Deficiências Comorbidades Avaliação mulBdimensional da pessoa idosa (MORAES, 2018) Capacidade Funcional • Envelhecer sem nenhuma doença crônica é mais uma exceção do que a regra (Veras, 2012). • Novo indicador de saúde = a CAPACIDADE FUNCIONAL. • Saúde = Funcionalidade global do indivíduo -> a capacidade de gerir a própria vida ou cuidar de si mesmo. • A pessoa é considerada saudável quando é capaz de realizar suas atividades sozinha, de forma plena, mesmo que seja muito idosa ou portadora de doenças (Moraes, 2012). • Diagnóstico clínico X capacidade funcional • População heterogênea (MORAES, 2018) Capacidade Funcional •Bem-estar e funcionalidade são complementares. •Presença de: • Autonomia (capacidade individual de decisão e comando sobre as ações, estabelecendo e seguindo as próprias convicções) e; • Independência (capacidade de realizar algo com os próprios meios) • Permitindo que o indivíduo cuide de si e de sua vida. (MORAES, 2018) Capacidade Funcional – Domínios: • Cognição: é a capacidade mental de compreender e resolver adequadamente os problemas do cotidiano; • Comunicação: é a capacidade de estabelecer um relacionamento produtivo com o meio, trocar informações, manifestar desejos, ideias e sentimentos. Depende de três subsistemas funcionais: visão, audição e produção/motricidade orofacial. Esta última é representada pela voz, fala e mastigação/deglutição; (MORAES, 2018) Capacidade Funcional – Domínios: • Humor/Comportamento: é a motivação necessária para a realização das atividades e/ ou participação social. Inclui também o comportamento do indivíduo, que é afetado pelas outras funções mentais, como senso-percepção, pensamento e consciência; • Mobilidade: é a capacidade individual de deslocamento e de manipulação do meio. Por sua vez, a mobilidade depende de quatro subsistemas funcionais: a capacidade aeróbica e muscular (massa e função), o alcance/preensão/pinça (membros superiores) e a marcha/ postura/transferência. A continência esfincteriana é também considerada um subdomínio da mobilidade, pois a sua ausência (incontinência esfincteriana) é capaz de interferir na mobilidade e restringir a participação social do indivíduo. (MORAES, 2018) (MORAES, 2018) Avaliação mulBdimensional da pessoa idosa – IVCF-20 Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional - IVCF-20 • Primeiro instrumento brasileiro para rastreio da pessoa idosa com fragilidade (idoso em risco de fragilização e idoso frágil) na APS. • Ênfase na identificação do idoso de risco e orientações capazes de reservar ou recuperar sua independência e autonomia. • Simples e de rápida aplicação: Considerado uma metodologia de Avaliação Geriátrica Ampla utilizável por qualquer profissional de saúde ou familiares. (MORAES, 2016) IVCF-20 (MORAES, 2018) IVCF-20 (MORAES, 2018) Índice De Vulnerabilidade Clínico-funcional- 20 (IVCF-20) (MORAES, 2018) (MORAES, 2018) Síntese do resultado do (IVCF-20) Auto Percepção de Saúde (MORAES, 2018) Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa • Funcionalidade global. • Cognição/memória. • Humor/comportamento. • Mobilidade (alcance, preensão e pinça/ postura, marcha e transferência/ continência esfincteriana). • Medicamentos. • Comunicação (visão/ audição/ produção e motricidade orofacial). • Sistemas fisiológicos. • História pregressa. • Contexto (avaliação sociofamiliar, do cuidador, ambiental). (MORAES, 2018) FUNCIONALIDADE Atividades de Vida Diária ESCALA DE LAWTON-BRODY Atividades de Vida Diária BÁSICAS ESCALA DE KATZ (MORAES, 2018) (MORAES, 2018) Avaliação multidimensional da pessoa idosa • Estado mental: cognição e memória • Perguntar à família e ao paciente: dificuldade de memória ou esquecimento. • Solicitar à pessoa idosa que repita o nome dos objetos e, após 3 minutos, pedir que os repita. • Se for incapaz de fazê-lo, aplicar o Mini Exame do Estado Mental (teste cognifvo). (MORAES, 2018) (MORAES, 2018) (MORAES, 2018) Interpretação do MEEM Se exame alterado, prosseguir com investigação de demência. (MORAES, 2018) Avaliação multidimensional da pessoa idosa – HUMOR • HUMOR: • Perguntar ao paciente se ele se sente triste ou desanimado frequentemente. • Se posifvo, aplicar escala de depressão geriátrica (GDS-15). (MORAES, 2018) GDS Interpretação: GDS-5 ≥ 2 GDS-15 ≥ 6 •Suspeita de distúrbio do humor (BRASIL, 2007) Avaliação multidimensional da pessoa idosa – MOBILIDADE •Perguntar sobre QUEDAS no último ano: • => Frequência • => Circunstâncias Associadas a alto índice de morbimortalidade, redução da capacidade funcional e institucionalização precoce (BRASIL, 2007) Avaliar segurança ambiental • Escala Ambiental do Risco de Quedas Triagem Timed Up and Go < 10 segundos Baixa probabilidade de alteração de marcha e equilíbrio 10 a 20 segundos Realizar avaliação qualitativa da marcha (Get Up and Go Test) 20 segundos Alta probabilidade de alteração de marcha e equilíbrio contribuindo para queda Alteração de marcha/equilíbrio: • Marcha típica: causa única. • Ausência de padrão típico de marcha: provável etiologia multifatorial Crise de queda: “drop attack” Exame clínico e pesquisa de hipotensão ortostática ECG e Ecodopplercardiograma Excluir cardiopatia estrutural Holter 24 horas Tilt Table Test Tonteira / Vertigem VPPB: Manobra de Epley Vertigem com manobra de Dix-Hallpike negativa • Procurar causas metabólicas • Encaminhar para avaliação com ORL IDOSO COM QUEDAS DE REPETIÇÃO (≥ 2 quedas no último ano) Avaliar fatores de risco: • fraqueza muscular; • déficit visual; • limitação da mobilidade por doença músculo-esquelética; • incapacidade cognitiva: demência ou depressão; • presença de hipotensão ortostática; • comprometimento em AVD; • uso de medicamentos relacionados a quedas. MARCHA NORMAL MARCHA ANORMAL • Presença de escadas? • Pisos deslizantes? • Tapetes? • Iluminação adequada? • Corrimão no banheiro? • Uso de chinelos? Fazer avaliação ambiental – visita domiciliar: (BRASIL, 2007) Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa - Mobilidade (BRASIL, 2007) Avaliação MulBdimensional da Pessoa Idosa - Mobilidade (BRASIL, 2007) • Incontinência urinária: • Perguntar: “Você já perdeu urina ou sentiu-se molhado?” • Uso de fraldas geriátricas Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa - Mobilidade (BRASIL, 2007) Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa - Nutrição (BRASIL, 2007) Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa - Nutrição • Pobreza; • Isolamento social; • Depressão; • Demência; • Dor; • Imobilidade; • Refluxo gastroesofágico; Causas frequentes de anorexia e perda de peso em idosos: • Constipação; • Alcoolismo; • Uso de medicamentos; • Problemas dentários; • Xerostomia; • Diminuição do paladar; • Alterações no reconhecimento de fome e sede. Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa - Comunicação VISÃO AUDIÇÃO FALA A possibilidade de estabelecer um relacionamento produtivo com o meio,trocar informações, manifestar desejos, idéias, sentimentos está intimamente relacionada à habilidade de se comunicar. É através dela que o indivíduo compreende e expressa seu mundo. (BRASIL, 2007) Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa - Comunicação VISÃO Você tem problema para ler, dirigir ou dificuldade para enxergar? Sim Não Aplicar Teste de Jaeguer e Teste de Snellen Alterado Normal Encaminhar ao oftalmologista (BRASIL, 2007) Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa - Comunicação AUDIÇÃO Aplicar teste do sussuro Normal Alterado Fazer Otoscopia Cerume Normal Fazer lavagem dos ouvidos e reavaliar solicitar audiometria Reavaliação anual (BRASIL, 2007) Medicamentos e Risco de Polifarmácia Cerca de 30% dos pacientes idosos empregam 5 ou mais medicamentos por dia, o que corresponde a polifarmácia. COLATERAL. Porta dos fundos, 2015 hsps://www.youtube.com/watch?v=c2Vf1MbO2BU (MORAES, 2018) https://www.youtube.com/watch?v=c2Vf1MbO2BU Promover a prevenção quaternária - combate ao sobrediagnóstico e ao sobretratamento Atendimento por diferentes profissionais Duplicação e interação medicamentosa Latrogenia MÉDICO DE FAMÍLIA: coordenação da assistência, manejo do paciente, revisão regular da medicação, contribuir com a equipe no apoio à família. Comorbidades (GUSSO E LOPES, 2018) “Medicalização” da velhice leva a Polifarmácia • Excesso de medicamentos. • Interação medicamentosa. • Dosagem excessiva, ou insuficiente. • Fragilidade metabólica: fígado e rim Dificuldades de acesso. • Dificuldades na administração. Promover a prevenção quaternária - combate ao sobrediagnósBco e ao sobretratamento (MORAES, 2018) Pseudo-hipertensão Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Stugeron® Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Stugeron® Parkinsonismo Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Stugeron® Parkinsonismo Levodopa® Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Stugeron® Parkinsonismo Levodopa® Confusão mental Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Stugeron® Parkinsonismo Levodopa® Confusão mental Queda Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Stugeron® Parkinsonismo Levodopa® Confusão mental Queda Fratura de fêmur Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Stugeron® Parkinsonismo Levodopa® Confusão mental Queda Fratura de fêmur “DA IDADE” Cuidado com a Cascata Iatrogênica Pseudo-hipertensão Nifedipina® Tontura “Labirintite” Stugeron® Parkinsonismo Levodopa® Confusão mental Queda Fratura de fêmur “Da idade" Cuidado com a Cascata Iatrogênica (Des)Prescrição • “Mais de 90% dos pacientes estão disposto a interromper o uso de algum medicamento se seus médicos disserem que isso é possível”. . • A desprescrição é o processo planejado e supervisionado de redução da dose ou interrupção de medicamentos que possam estar causando danos ou que não sejam mais benéficos. • A desprescrição faz parte de uma boa prescrição - recuar quando as doses são muito altas ou interromper medicamentos que não são mais necessários. (REEVE et al, 2018) • No Brasil, ainda não há uma lista de critérios nacionais. • Vários estudos demonstraram a importância da implantação dos critérios de Beers e STOPP/START em hospitais e ambulatórios • A lista de Beers é mais utilizada no momento da prescrição para prevenir e evitar os medicamentos inapropriados. • Os critérios STOPP/START são mais úteis no rastreio, com a finalidade de detectar possíveis erros na prescrição e se há omissão de medicamentos (Des)Prescrição • Ferramenta para tomada de decisão compartilhada para a desprescrição. Exemplos: • 1- Inibidor da bomba de prótons: • https://deprescribing.org/wp-content/uploads/2017/10/PPI-Consult-PtDA-Oct- 11-v2-wt.pdf • 2- Benzodiazepínicos: • https://deprescribing.org/wp- content/uploads/2019/03/deprescribing_algorithms2019_BZRA_vf-locked.pdf (Des)Prescrição https://deprescribing.org/wp-content/uploads/2017/10/PPI-Consult-PtDA-Oct-11-v2-wt.pdf https://www.open-pharmacy-research.ca/wp-content/uploads/deprescribing-algorithm-benzodiazepines.pdf • STOPP (Screening Tool of Older Persons’ Prescrip;on) • idenfficação de prescrições dos medicamentos potencialmente inapropriados, com foco nos medicamentos que podem causar interações e análise das prescrições com duplicidade terapêufca. • START (Screening Tool to Alert to Right Treatment) • detecta os medicamentos potencialmente omissos (MPO), ou seja, fármacos que deveriam ter sido prescritos aos idosos e não foram. • Lista de Beers – Atualizada em 2019 pela Sociedade Americana de Geriatria. (Des)Prescrição (Des)Prescrição Avaliação Multidimensional da pessoa idosa – Suporte Social • Identificar os cuidadores (familiares, vizinhos, amigos, profissionais que apoiam o idoso) e o suporte social de que poderia dispor ou dispõe: • Alguém poderia ajuda-lo caso você fique doente ou incapacitado? Quem? • Quem seria capaz de tomar decisões de saúde por você caso não seja capaz de fazê-lo? • Anotar nome, endereço, telefone no prontuário do paciente. (MORAES, 2018) Avaliação Multidimensional da pessoa idosa – Cuidar do Cuidador •Cuidador é a pessoa que presta cuidados à pessoa idosa. •Frequentemente esse papel é exercido por uma só pessoa. • Papel da equipe da ESF: • Apoio à pessoa idosa e ao cuidador. • Localizar serviços de apoio (Centro dia, Programa acompanhante de Idoso, Grupo Terapêutico, etc). • Apoio à família evitando a institucionalização (abrigo ou instituição de longa permanência). (MORAES, 2018) Sobrecarga do cuidador: pactuação dos cuidados entre todos os familiares próximos, evitar sobrecarga de poucos. • Avaliação de sobrecarga do cuidador: • Escala de Zarit: https://dms.ufpel.edu.br/casca/modulos/zarit- main#comp/zarit-main Avaliação Multidimensional da pessoa idosa – Cuidar do Cuidador (BRASIL, 2007; BRASIL, 2013) Abordar a pessoa idosa vítima de violência •Diversos tipos de violência podem ser identificados: • Física • Negligência • Financeira • Sexual • Psicológica • Institucional (BRASIL, 2007) • Situações de risco para violência contra idosos: • Agressor e vítima viverem na mesma casa; • Filhos serem dependentes financeiramente de seus pais de idade avançada; • Idosos dependerem da família de seus filhos para sua manutenção e sobrevivência; • Abuso de álcool e drogas pelos filhos, outros adultos da casa ou pelo próprio idoso; • Ambiente e vínculos frouxos, pouco comunicativos e pouco afetivos na família; • Isolamento social dos familiares e da pessoa de idade avançada; • O idoso ter sido uma pessoa agressiva nas relações com seus familiares; • História de violência na família; • Os cuidadores terem sido vítimas de violência doméstica; • Os cuidados padecerem de depressão ou outro sofrimento psíquico; Abordar a pessoa idosa víBma de violência (BRASIL, 2007) Abordar a pessoa idosa vítima de violência Abordagem intersetorial • Centro de Referência de Assistência Social (CRAS); • Centro de Referência para a Mulher; • Delegacias Policiais; • Conselhos Municipais de Direitos das Pessoas Idosas; • Ministério Público (MP); • Instituto Médicos Legal (IML); • Secretaria Municipal de Assistência Social. DISQUE 100: NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA PARA CASOS DE VIOLÊNCIA Referências bibliográficas: ARAÚJO REIS, D. et al. SAÚDE DO IDOSO INDÍGENA NO BRASIL: REVISÃO INTEGRATIVA. Revista de Enfermagem UFPE, v. 10,n. 8, 2016. BRASIL. Portaria nº 2.528, de 19 de outubro de 2006. Aprova a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. 2006. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília : Ministério da Saúde, 2007. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. SECRETARIA DE GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE. Guia prático do cuidador. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_cuidador.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. 205 p. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Calendário de vacinação idoso. Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario- nacional-de-vacinacao/calendario-vacinal-2022/calendario-nacional-de-vacinacao-2022-adulto-e-idoso/view. IBGE. Características gerais dos moradores 2020-2021, [online]. 2022. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101957_informativo.pdf. GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2018. Referências bibliográficas: MORAES, E. N. Atenção à saúde do idoso: aspectos conceituais. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2012. MORAES, EN; LANNA, FM. Avaliação multidimensional do idoso. 4ª ed. Belo Horizonte: Folium; 2014. MORAES, E. N. et al. Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional-20 (IVCF-20): reconhecimento rápido do idoso frágil. Revista de Saúde Pública, v. 50, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp/a/HMMB75NZ93YFBzyysMWYgWG/?lang=pt# MORAES, E. N. et al. Avaliação multidimensional do idoso. SAS. - Curitiba : SESA, 2018.Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020- 04/avaliacaomultiddoidoso_2018_atualiz.pdf REEVE, E. et al. Assessment of attitudes toward deprescribing in older Medicare beneficiaries in the United States. JAMA internal medicine, v. 178, n. 12, p. 1673-1680, 2018. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamainternalmedicine/article-abstract/2706177 RISSARDO, L. K. et al. Las prácticas de cuidado de ancianos indígenas de rendimiento de la salud. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 67, p. 920-927, 2014. SCOTT, I. A. et al. Reducing inappropriate polypharmacy: the process of deprescribing. JAMA Intern Med. v. 175, n. 5, p. 827-834. 2015. doi: 10.1001/jamainternmed.2015.0324. PMID: 25798731. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25798731/. OBRIGADA frantchescafripp@gmail.com Doenças crônicas não transmissíveis Médicas de Família e Comunidade FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS JULIANA MACHADO DE CARVALHO Roteiro 1. Conhecer a carga das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2. Compreender o modelo efetivo de cuidado às pessoas com DCNT 3. Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade, Diabetes Mellitus tipo 2, Doença Renal Crônica e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) • 2009 - Doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas e diabetes. • 80,7% dos óbitos por doenças crônicas • Esses quatro grupos de doenças crônicas de maior impacto têm quatro fatores de risco modificáveis em comum: • As taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas estão diminuindo • A prevalência de diabetes e hipertensão está aumentando, junto com a prevalência de obesidade CONTROLE DO TABAGISMO AUMENTO DA COBERTURA DA ESF MUDANÇAS DESFAVORÁVEIS NA DIETA E NA ATIVIDADE FÍSICA. Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) Conhecer a carga das DCNTs no Brasil • Em 2016, doença cardíaca isquêmica foi a principal causa de anos de vida perdidos, seguido de violência interpessoal. • Os principais fatores de risco para anos vividos com incapacidades foram: uso de álcool e outras drogas, HAS e obesidade. • Em 1990 e 2016, dor lombar e cervical, doenças dos orgãos dos sentidos e da pele foram as principais causas de anos vividos com incapacidades. Principais causas de anos de vida perdidos por Estados brasileiros, homens e mulheres, 1990 e 2016. Conhecer a carga das DCNTs no Brasil Quais ferramentas para ofertar um cuidado efetivo às pessoas com DCNT? Modelo assistencial – Atributos da APS • Essenciais: Acesso, Integralidade, Longitudinalidade e Coordenação • Derivados: Orientação Familiar, Orientação Comunitária e Competência Cultural Saúde Baseada em Evidências M ÉT O D O C LÍ N IC O C EN TR AD O N A PE SS O A • Consultas coletivas; • Grupos operacionais; • Acionamento da rede de apoio social; • Abordagem familiar. Quais ferramentas para ofertar um cuidado efetivo às pessoas com DCNT? Compreender o modelo efeDvo de cuidado às pessoas com DCNT Promover saúde, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Prevenção de eventos cardiovasculares e HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Prevenção primária • Melhores condições socio econômicas gerais; • Leis contra tabagismo, alcoolismo, fast-food e consumismo infantil; • Mais espaços públicos para a prática de atividades físicas e lazer (ex.: parques e praças verdes, ciclovias, quadras poliesportivas); Prevenção de eventos cardiovasculares e HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Prevenção primária • Mais opções culturais variadas (teatro, cinema, biblioteca, exposições, feiras, festivais, shows) e acessíveis em todas as partes das cidades; • Mais acesso a alimentos in natura a preços acessíves em toda a cidade; • Mais segurança cidadã em toda a cidade. Prevenção primária - Como ajudar na mudança do estilo de vida? • Perder peso; • Usar dieta DASH; • Reduzir uso de sal; • Praticar atividade física; • Reduzir uso do álcool; • Cessar tabagismo. Prevenção primária – orientações de mudança de esDlo de vida • Hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento das DCNT, sobre a qual pode ser acrescido – ou não – o tratamento farmacológico. • Seus elementos fundamentais são manter uma alimentação adequada e atividade física regular, evitar o fumo e o excesso de álcool e estabelecer metas de controle de peso. Prevenção primária - orientações alimentares Regras de ouro • Faça de alimentos in natura ou minimamente processados a base da sua alimentação • Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias • Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os em pequenas quantidades, como ingredientes de preparações culinárias ou como parte de refeições baseadas em alimentos in natura, ou minimamente processados • Evite alimentos ultraprocessados Trabalhe colaborativamente com a nutricionista de sua UBS! Prevenção primária - orientações alimentares e competência cultural Prevenção primária – incentivo para atividade física • Antes de iniciar a prática de atividade física, é necessário avaliar as condições atuais do paciente, o controle metabólico, o potencial para o autocuidado e avaliar complicações. • Para que o exercício aeróbico reflita na melhora do controle glicêmico, mantenha ou diminua o peso e reduza os riscos de doença cardiovascular, deve ser realizado de forma regular, com um total de 150 minutos/semana, distribuídos em três dias por semana, não mais de dois dias consecutivos [Grau de Recomendação B]. Trabalhe colaborativamente com o Educador Físico do NASF de sua UBS • Abordagens dos 5 “As” para promoção da atividade física: • Indicação de teste ergométrico prévio: • Mulheres > 55 anos e homens > 45 anos com fatores de risco para DCV; • DMtipo 1 de duração > 15 anos, DM tipo 2 > 10 anos ou pessoa > 35 anos; • Doença vascular periférica; neuropatia autonômica. Avaliar Aconselhar Acordar / negociar Apoiar Acompanhar Prevenção primária – incentivo para atividade física Prevenção secundária - Rastreamento • HAS Grau de recomendação A : maiores de 18 anos, sem o conhecimento de que sejam hipertensos, intervalo bianual se PA < 120 80 e anual se PAS entre 120 e 139 mmHg ou PAD entre 80 e 90 mmHg e/ou presença de fatores de risco. • Dislipidemia Homens com 35 anos ou mais Grau A // Homens de 20 a 35 anos com alto risco Grau B; Mulheres com 45 anos ou mais Grau A // Mulheres de 20 a 45 anos com alto risco Grau B; Intervalo de 5 anos para pessoas com resultados normais a depender do risco cardiovascular. • Diabetes Mellitus Hpo 2 Recomenda-se a triagem para pré-diabetes e diabetes kpo 2 em adultos de 35 a 70 anos com sobrepeso ou obesidade. Os médicos devem oferecer ou encaminhar pacientes com pré-diabetes para intervenções prevenkvas eficazes. Prevenção secundária - Rastreamento • Diabetes Mellitus tipo 2 e pré-diabetes Recomenda-se triagem em adultos de 35 a 70 anos com sobrepeso ou obesidade. Os médicos devem oferecer ou encaminhar pacientes com pré-diabetes para intervenções preventivas eficazes. Idade maior que 45 anos; sobrepeso ou obesidade e um ou mais dos fatores de risco. Prevenção secundária - Rastreamento Acolhimento e Acesso Avançado Vídeo: Acesso Avançado. Diário de um Posto de Saúde, 2016 https://www.youtube.com/watch?v=cZi5Xb3ouAo Prática da Saúde Baseada em Evidências (protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas) Vídeo: Atenção quaternária e iatrogenia. Diário de um Posto de Saúde. 2016. https://www.youtube.com/watch?v=1viC3T6fwSQ Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Rastreamento do Risco Cardiovascular O objecvo é determinar o risco global de um indivíduo entre 30 e 74 anos de desenvolver DCV em geral nos próximos 10 anos Esteja ciente de que todas as ferramentas de avaliação de risco de DCV podem fornecer apenas um valor aproximado para o risco de DCV. A interpretação dos escores de risco de DCV deve sempre reflecr o julgamento clínico individualizado. Rastreamento do Risco Cardiovascular Anamnese, exame clínico e exames complementares quando indicados Rastreamento do Risco Cardiovascular • Idade • Gênero • Colesterol total • Tabagismo • Hdl • Has Rastreamento do Risco Cardiovascular (RCV) Rastreamento do RCV - Framingham Metas a serem alcançadas: Rastreamento do Risco Cardiovascular Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Hipertensão Arterial Sistêmica - HAS HAS – Impactos na saúde da população brasileira • Os números que definem a HAS são arbitrários, mas se caracterizam como valores em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso) superam os riscos. • A HAS é uma condição multifatorial (genética, meio ambiente, hábitos de vida e fatores socioeconômicos). • A HAS é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e renais. • A HAS tem alta prevalência, é de fácil diagnóstico e possui tratamento adequado, mas é de difícil controle pela baixa adesão. • A prevenção da HAS é custo-efetiva e o melhor caminho para a diminuição da morbimortalidade cardiovascular. HAS e fatores associados HAS – Fatores de risco Idade Fatores socioeconomicos Genética Ingestão de sódio e potássio Sexo Álcool Etnia Sedentarismo Sobrepeso / obesidade Apneia Obstrutiva do Sono HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos Observar técnica correta para mensuração da PA O paciente deve sentar-se confortavelmente em um ambiente silencioso por 5 minutos, antes de iniciar as medições da PA. Explique o procedimento ao indivíduo e oriente a não conversar durante a medição. Possíveis dúvidas devem ser esclarecidas antes ou depois do procedimento. HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos Observar técnica correta para mensuração da PA Certifique-se de que o paciente NÃO: • Está com a bexiga cheia; • Praticou exercícios físicos há, pelo menos, 60 minutos; • Ingeriu bebidas alcoólicas, café ou alimentos; • Fumou nos 30 minutos anteriores. HAS - diagnóstico • Elevação persistente da PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva • Atentar para estresse físico e emocional • MRPA (Medida Residencial da Pressão Arterial) • 3 medidas pela manhã, antes do desjejum e da tomada de medicamento, e 3 à noite, antes do jantar, durante 5 dias, ou • 2 medidas pela manhã e à noite durante 7 dias. • MAPA (Medida Ambulatorial da Pressão Arterial) HAS – Classificação da PA de acordo com a medição no consultório a partir de 18 anos de idade HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica. *A classificação é definida de acordo com a PA no consultório e pelo nível mais elevado de PA, sistólica ou diastólica. **A HA sistólica isolada, caracterizada pela PAS ≥ 140 mmHg e PAD <90 mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAS nos intervalos indicados. ***A HA diastólica isolada, caracterizada pela PAS < 140 mmHg e PAD ≥ 90mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAD nos intervalos indicados. HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos HAS – Diagnóstico em adultos com mais de 18 anos HAS – Classificação e Diagnóstico • Hipertensão primária; • Hipertensão secundária; • Suspeitar em pessoas com menos de 30 ou mais de 50 anos; • Prevalência: 5-10% da população com diagnóstico de Hipertensão; • Na suspeita, sempre investigar. HAS - Avaliação individualizada História clínica • Dispnéia, dor torácica, palpitações, acuidade visual; • Hábitos de vida: uso de álcool, tabaco, cocaína, crack, atividade física; • História familiar: antecedentes de IAM (infarto agudo do miocárdio) e AVE (acidente vascular encefálico); • Aspectos socioeconômicos; • Uso medicamentos (ex.: anti-inflamatórios, ACO, anorexígenos [sibutramina], descongestionantes nasais). Exame físico • Antropometria: IMC, circunferência abdominal - 88 cm para mulheres e 102 cm para homens; • Dados vitais –PA nos dois membros superiores na primeira avaliação e FC (frequência cardíaca); • Inspeção: fácies e aspectos sugestivos de hipertensão secundária; • Pescoço: palpação e ausculta das artérias carótidas, verificação de turgência jugular e palpação de tireoide. HAS - Avaliação individualizada • Exame físico. • Exame do precórdio e ausculta cardíaca: arritmia, sopros, B3, B4. • Exame do pulmão: ausculta de estertores, roncos e sibilos. • Exame do abdome: a ausculta de sopros em área renal objetivam detectar hipertensão secundária a obstrução de artérias renais. • Extremidades: avaliar pulsos. HAS - Avaliação individualizada Rotina complementar mínima • Glicemia; • Colesterol total, HDL, LDL, triglicérides; • Creatinina / Urina tipo I; • Potássio; • ECG (eletrocardiograma); • Fundoscopia (encaminhar ao oftalmologista). • * FREQUÊNCIA ANUAL HAS - Avaliação individualizada Lesões de órgãos-alvo 1. AVE (acidente vascular encefálico) e AIT (ataque isquêmico transitório); 2. IAM (infarto agudo do miocárdio), DAC (doença arterial coronariana), DAOP (doença arterial obstrutiva periférica); 3. HVE (hipertrofia do ventrículo esquerdo); 4. Nefropatia; 5. Retinopatia; 6. Aneurisma de aorta abdominal; 7. Estenose de carótica sintomática. 1. Sobrecarga de ventrículo E em ECG; 2. Ecocardiograma com índice de massa ventricular ≥ 116 g/m2 nos homens ou ≥ 96 g/m2 nas mulheres; 3. Índice tornozelo-braqual > 0,9; 4. Doença renal crônica estágio 3; 5. Albuminúria entre 30 e 300mg/24h ou relação albumina/creatininaurinária entre 30 e 300mg/g. Lesões de órgãos-alvo - parâmetro Manejo Terapêutico – metas pressóricas LEMBRE: em idosos hígidos, a meta pressórica é PAS entre 130 e 139 e a PAD entre 70 e79. Em idosos frágeis, PAS entre 140 e 149 e a PAD entre 70 e79 •Medidas não farmacológicas •Medidas farmacológicas Manejo Terapêutico • Adultos sem DCV – iniciar medicamento se PA ≥ 140x90mmHg. • Sequência de escolha dos fármacos anti-hipertensivos: • 1 passo: clortalidona ou hidroclorotiazida + amilorida ou iECA • 2 passo: betbloqueador • 3 passo: anlodipino Manejo Terapêutico - medidas farmacológicas Principais Anti-Hipertensivos disponíveis na Atenção Primária à Saúde • Diuréticos Tiazídicos • Hidroclorotiazida, Clortalidona • Bloqueadores do canal de Cálcio • Anlodipino, Nifedipino • Inibidores da ECA • Enalapril, Captopril • Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRA) • Losartana Principais Anti-Hipertensivos disponíveis no Brasil Diuréticos poupadores de Potássio: • Espironolactona • Pequena eficácia diurética. • Podem ser associados a outros diuréticos no tratamento e prevenção da hipotassemia. • Evitar em pacientes com redução da função renal. • Primeira escolha após Tiazídicos, BCC, IECA/BRA Principais Anti-Hipertensivos disponíveis no Brasil Diuréticos de Alça: • Furosemida • Podem ser usados em associação com diuréticos tiazídicos em pacientes com Insuficiência Cardíaca e Renal tanto para controle do edema quanto para controle da PA. • Não deve ser usada para controle de edema em pessoas sem comorbidades. Principais Anti-Hipertensivos disponíveis no Brasil Beta-bloqueadores: • Propranolol, Atenolol, Metoprolol, Carvedilol • Uso associado com diuréticos pode piorar perfil glicêmico e lipídico. • Evitar em pacientes com BAV de 2º grau. • Evitar Atenolol e Propranolol em pacientes com Asma ou DPOC Inibidores adrenérgicos: • Metildopa • A Metildopa é o anti-hipertensivo de escolha para mulheres grávidas. Medicamentos disponíveis na Rename 2022 Medicamentos disponíveis na Rename 2022 Medicamentos disponíveis na Rename 2022 Assistência Farmacêutica Indicações das classes medicamentosas Acompanhamento Caso não tenha atingido a meta, deve-se: • Avaliar adesão terapêutica/ observar a técnica de verificação da PA e equipamento; • Aumentar a dose do fármaco já usado; • OU adicionar outro fármaco; • OU substituir o fármaco, se não houver efeito ou haja efeitos indesejados. Depois de iniciar tratamento medicamentoso: Verificação semanal da PA até a consulta médica de reavaliação com 30 dias Acompanhamento Após atingir a meta, dividir o cuidado com o enfermeiro, com consultas intercaladas, a depender do RCV: • A cada 2 meses (RCV alto>20%); • A cada 3 meses (RCV intermedio10-20%); • A cada 6 meses (RCV baixo<10%); • A cada ano uma consulta odontológica. Adesão medicamentosa Nefrologia e/ou Cardiologia: • Suspeita de hipertensão secundária; • Hipertensão refratária (= uso de três antihipertensivos, sendo um deles diurético, sem controle da PA). O que escrever no relatório de encaminhamento: • Sinais e sintomas, medicações em uso com dose, medida da PA, alterações dos exames complementares, se houver, avaliação da adesão, número da teleconsultoria (se caso tiver sido discutido no Telessaúde); • Classificar o risco adequadamente. Telessaúde: 0800 6446543 Critérios de encaminhamento Título • Texto Caso clínico Dona Maria, negra, 55 anos, hipertensa há 6 anos, chega à unidade sendo acolhida pela enfermeira, relatando estar ansiosa e preocupada com a pressão, que acredita estar elevada, pois está sentindo dor de cabeça leve a moderada. Refere uso regular do anti hipertensivo enalapril 20mg de 12/12hs. Cefaléia sem sinais de alarme, nega outros sintomas associados. Medida de PA = 180 x 90mmHg. A enfermagem solicita atendimento da médica devido ao fato da pressão estar alta. 1 Lista de problemas? • Hipótese diagnóstica; • doenças crônicas; • e problemas. 2 Qual a Abordagem? • Anamnese dirigida; • Exame físico dirigido; Caso clínico 3 Qual seu plano? • Exames complementares; • Tratamento farmacológico; e não- farmacológico (orientações); • Atestado? Urgências e emergências hipertensivas Pseudo crises hipertensivas: elevações significativas da PA, associadas a sintomas relatados pelo paciente, não se pode estabelecer relação causal entre a hipertensão e a manifestação do desconforto. • As pseudocrises hipertensivas são situações nas quais o aumento acentuado da PA é desencadeado por dor (cefaléia, cólica), desconforto (tonturas, mal- estar), ansiedade ou por associação desses fatores • Grupo de pessoas responsável pela maior procura por um atendimento de urgência com PA acentuadamente elevada. Urgências e emergências hipertensivas • Crises hipertensivas (urgências e e emergências hipertensivas): quando há risco de desenvolvimento de alguma complicação clínica associada ao aumento abrupto dos níveis pressóricos. • Emergências hipertensivas: são situações em que ocorre progressiva lesão aguda de órgãos alvo e risco iminente de morte, que necessitam de redução imediata da PA (não necessariamente para níveis normais). Tais emergências devem ser tratadas preferencialmente com agentes anU hipertensivos parenterais em unidades de urgência. Urgências e emergências hipertensivas • Urgências hipertensivas: há elevação importante da pressão arterial, em geral pressão arterial diastólica > ou = 120 mmHg, com condição clínica estável , sem compromekmento de órgãos alvo, mas que existe risco potencial de lesão aguda de órgão alvo. Deve proceder o controle pressórico de forma menos intensa que nas emergências, podendo se estabelecer esse controle em até 24h, com medicações por via oral. Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Dislipidemias Rastreio de Dislipidemia Indicações: • Homens com 35 anos ou mais – Grau A; • Homens de 20 a 35 anos com alto risco – Grau B; • Mulheres com 45 anos ou mais – Grau A; • Mulheres de 20 a 45 quando se enquadrarem como alto risco – Grau B. Periodicidade: O intervalo adequado para rastreamento é incerto. Recomenda-se a cada 5 anos para pessoas com resultados normais; podendo ser em um intervalo maior ou menor, a depender do risco cardiovascular. Rastreio de Dislipidemia • Indicações outras formas clínicas de aterosclerose Diagnóstico • LDL-c ≥ 160mg/dL – Hipercolesterolemia Isolada; • TG ≥ 150mg/dL– Hipertrigliceridemia isolada; • LDL-c ≥ 160mg/dL + TG ≥ 150mg/dL- Hiperlipidemia mista; • HDL-c ≤ 50mg/dL (mulheres) ou 40mg/dL (homens). Manejo Clínico Dislipidemias Sempre de acordo com a avaliação de risco cardiovascular Manejo Clínico na Atenção Básica Sinvastatina – 40 a 80mg/dia, em 1 tomada à noite; Hipertrigliceridemia: 500mg/dL (se não resposta à MEV) ou >1000mg/dL; Considerar fibrato se TG > 500mg/dl, pelo risco de pancreatite aguda. • Benzafibrato–400 a 600mg/dia; • Ciprofibrato–100mg/dia; Solicitar TGO, TGP e CPK de forma regular enquanto se usar estatina; Até entrar na meta, solicitar novo lipidograma a cada 3 meses enquanto se ajusta dose e se orienta MEV. Caso Clínico Seu José 57 anos, hipertenso há 10 anos e diabékco há 1 ano. Vem à consulta médica para entrega de curva de pressão realizada no posto de saúde durante as úlkmas 4 semanas e também para entrega de exames laboratoriais recentes. Vem sem queixas cardiovasculares. Não é sedentário ou tabagista. Vem em uso regular das medicações e com dieta hipossódica. • Medicações em uso: losartana 100mg/dia e me�ormina 850mg (0–1–1). • Curva de PA: 150x90mmHg; 140x90mmHg; 150x80mmHg e 140x90mmHg. • Glicemia jejum= 94mg/dl; Hb glicada= 6,0%; CT= 243mg/dl; LDL= 160mg/dl; HDL= 55mg/dl; TGL= 140mg/dl. 1 Lista de problemas? • Hipótese diagnóstica; • doenças crônicas; • e problemas. 2 Qual a Abordagem? • Anamnese dirigida; • Exame físico dirigido; Caso clínico 3 Qual seu plano? • Exames complementares;• Tratamento farmacológico; e não- farmacológico (orientações); • Atestado? Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Diabetes Mellitus Diabetes Mellitus - classificação • DM tipo 1 - aproximadamente 8% dos casos; • DM tipo 2 - cerca de 90% dos casos de diabetes na população; • DM gestacional; • LADA – Diabete autoimune com início tardio; • Outras causas: pancreatite, diabetes monogênico, secundária a medicações, endocrinopatias. Distúrbio glicêmico Critério diagnóstico Diabete Melito Glicemia de jejum ≥ 126mg/dL OU TTG ≥ 200mg/dL OU Hb glicada ≥ 6,5% OU Sinais/sintomas de hiperglicemia + glicemia plasmática ≥ 200mg/dL Tolerância a glicose diminuída TTG ≥ 140 mg/dL e < 200mg/dL Glicemia de jejum alterada Glicemia de jejum ≥ 110 e < 126 (OMS) Glicemia de jejum ≥ 100 e < 126 (ADA) Hb glicada elevada Hb glicada entre 5,7 – 6,4% (ADA) Hb glicada entre 6 – 6,4% DM- Diagnóstico e exames de glicemia • Glicemia de jejum: 8 a 14 horas de jejum • Teste de tolerância a glicose: glicemia 2h após 75 de glicose anidra. • Paciente deve permanecer sem restrição de carboidratos por 3 dias; • Hb glicada: não necessita jejum. DM- DiagnósDco e elementos clínicos • Sinais e sintomas clássicos: • Poliúria, • polidipsia, • perda de peso inexplicada, • polifagia, • Sintomas menos específicos: • fadiga, • fraqueza, • letargia, • visão turva, • prurido vulvar/balanopostite. DM - Avaliação inicial e acompanhamento • História da pessoa - anamnese; • Considerar comprometimento psicológico, rede de apoio e vulnerabilidade social. Avaliar as várias dimensões que afetam o DM e seu manejo e considerá- las periodicamente nas decisões compartilhadas sobre o manejo do DM e seu autocuidado. DM-Avaliação inicial e acompanhamento • Exame físico • IMC, avaliação de crescimento puberal em adolescentes, PA, palpação de tireóide, circunferência abdominal; • exame da cavidade oral: avaliar presença de gengivite, problemas odontológicos e candidíase; • exame dos pés: lesões cutâneas, estado das unhas, calos e deformidades, avaliação dos pulsos arteriais periféricos e edema; teste de sensibilidade • exame neurológico sumário; • exame de fundo de olho. DM - Avaliação inicial e acompanhamento • Avaliação laboratorial: • Glicemia de jejum; • Hb glicada; • Colesterol total, HDL, LDL e triglicéride; • Creaknina; • TSH (DM kpo 1); • ECG. • Estracficação do risco cardiovascular. Avaliação Multidimensional Idade de início Em menores de 40 anos tratamento mais intensivo, acima de 70 anos, menos intensivo Grau de hiperglicemia e duração da doença Hiperglicemia grave e aguda: descartar infecção, considerar insulinização ainda que temporária Risco de hipoglicemia Atenção aos idosos, pessoas que moram só ou que já tiveram hipoglicemia grave Presença de complicações Lembrar de fármacos com proteção cardiorrenal Excesso de peso Evitar sulfoniureias e insulina Vulnerabilidade social considerar outras prioridades de vida que competem com o plano terapêutico Manejo Terapêutico - Principais drogas • A Metformina é a droga de primeira escolha para o tratamento da DM tipo 2; • Se Hb glicada acima do alvo e metformina em dose alta, considerar escalonamento. Sem DCV aterosclerótica, ICC ou DRC ● Perda de peso, atividade física, redução carboidratos; ● Sulfoniureias; ● iDDP4; ● Pioglitazona; ● Glinidinas; ● ISGLT2; ● arGLP1. Com DCV aterosclerótica, ICC ou DRC ● ISGLT2; ● arGLP1. INSULINA QUANDO INDICADO REAVALIAR HB GLICADA EM 3-6 MESES Manejo Terapêutico – drogas Manejo Terapêutico –drogas Manejo TerapêuDco –drogas Manejo Terapêutico – Insulinas disponíveis no Brasil Manejo Terapêutico –drogas do RENAME Fármaco Concentração Forma farmacêutica Componente Metformina 500 e 850mg comprimidos Básico Glibenclamida 5mg comprimidos Básico Glicazida 30, 60 E 80mg comprimidos Básico Dapaglifozina 10mg comprimidos Especializado insulina análoga de ação prolongada 100UI/ml e 300UI/ml Solução injetável com sistema de aplicação Especializado insulina análoga de ação rápida 100UI/ml Solução injetável com sistema de aplicação Especializado insulina humana NPH 100UI/ml Suspensão injetável Básico insulina humana regular 100UI/ml Solução injetável Básico Manejo Terapêutico - detalhes • A Metformina é a droga de escolha para o tratamento da DM tipo 2; • Se glicemia de jejum estiver muito alta (>ou=300mg/dL) o uso da insulina está indicado, mesmo que por curtos periodos de tempo, até normalizar a glicemia; • Pacientes obesos (IMC>30) se beneficiam da Metformina desde o início do tratamento. Manejo Terapêutico Plano terapêutico envolve apoio para mudança de estilo de vida (MEV), controle metabólico e prevenção das complicações crônicas. Manejo Terapêutico – indicações de insulinoterapia • Se o controle não for alcançado após o uso de meaormina em associação com uma sulfoniluréia por três a seis meses; • Quando os níveis de glicemia em jejum eskverem >300mg/dL, na primeira avaliação ou no momento do diagnósHco, principalmente se acompanhado de perda de peso, cetonúria e cetonemia; • Diabetes gestacional; • Situações de estresse agudo metabólico (cirurgias, infecções graves, AVE, politrauma, IAM). Manejo Terapêutico -Principais drogas Manejo Terapêutico - Insulinas • A dose inicial costuma ser de 10 UI de insulina NPH, ou 0,2UI/kg para as pessoas obesas, podendo ser reajustada em 2 UI a 4 UI, conforme média de três glicemias capilares de jejum consecutivas, até atingir meta glicêmica. • Insulina regular é útil no tratamento da hiperglicemia pós-prandial – a administrar 30 minutos antes da refeição. Manejo Terapêutico - Insulinas • A pessoa em uso de insulina deve ser instruída sobre a detecção e o manejo da hipoglicemia; • Na ocorrência de hipoglicemia, reduzir a dose em 4UI ou 10% da dose; • A metformina pode ser mantida após o início do uso de insulina. Manejo Terapêutico - Insulinização progressiva na pessoa com DM tipo 2 Título • Texto Título • Texto Protocolos de Encaminhamento - Endocrinolgia • Uso de insulina em dose ocmizada (mais de uma unidade por quilograma de peso); OU • Insuficiência renal cronica (creacnina 1 5 mg/dl); OU • DM cpo1 (uso de insulina como medicação principal antes dos 40 anos). Protocolos de Encaminhamento - Nefrologia • Taxa de filtração glomerular 30 min 1,73 m2 (estágio 4 e 5); • Proteinúria (macroalbuminúria); • Perda rápida da função renal 5 min 1,73 m2 em um período de seis meses, com uma TFG 60 / 1,73 m2 confirmado em dois exames); • Suspeita de nefropaca por outras causas. Telessaúde 0800 6446543 Caso clínico Joana, mulher de 60 anos, confeiteira, diabécca há 8 anos, usa Mevormina 850 mg três vezes por dia após as refeições e Glibenclamida 5mg antes do café e jantar. Ela confidencia que às vezes come doces no trabalho porque fica ansiosa. Seus exames: Glicose jejum 300mg/dl, Hemoglobina glicada 8,7%. No exame xsico, apresenta PA 130x90mmHg, peso 82Kn e estatura de 1,58m. Ausculta cardiopulmonar normal. Pulsos periféricos presentes e simétricos 1 Lista de problemas? • Hipótese diagnóstica; • doenças crônicas; • e problemas. 2 Qual a Abordagem? • Anamnese dirigida; • Exame físico dirigido; Caso clínico 3 Qual seu plano? • Exames complementares; • Tratamento farmacológico; e não- farmacológico (orientações); • Atestado? Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus cpo 2 Obesidade Obesidade - avaliação pelo Índice de Massa Corporal (IMC): Kg/m2 IMC Classificação < 18,5 Baixo peso 18,5 – 24,99 Eutrófico 25 – 29,99 Sobrepeso ou pré-obeso 30 – 34,99 Obesidade peso grau I 35 – 39,99 Obesidade peso grau II >40 Obesidade peso grau III • Obesidade em crianças, adolescentes e gestantes – observar curva antropométrica específica por idade. • Obesidade em idosos: Obesidade - diagnósDco Caso Clínico Flora 60 anos,analfabeta, dona de casa, mora na sua área de cobertura. Vem para consulta médica agendada com queixa de dor no ombro direito há 2 meses. Relata início da dor “depois de ter começado a fazer salgadinhos para vender na porta da fábrica”. A dor melhora com uso de Diclofenaco, que faz uso diário há 15 dias. Tem diagnóstico de HAS e DM tipo 2 há 20 anos. Sem outras comorbidades. Na consulta, solicita laudo para levar ao advogado que está ajudando-a a conseguir um benefício. Está em uso regular de: • Enalapril 20mg de 12 em 12h; • Hidroclorotiazida 25mg, pela manhã; • Metformina 850mg, antes do almoço e do jantar; Triagem (realizada pela Técnica de Enfermagem): • PA –160x90; Peso; 78kg; Altura: 1,60m • Glicemia de jejum : 220 Como você manejaria esta paciente? Caso Clínico Promover, prevenir, tratar e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 Doença Renal Crônica Doença Renal Crônica - DRC • Prevalência 8,9% entre os funcionários de insctuições federais no Brasil; • Causas mais comuns: • HAS 34%; • Diabete melito 32%; • Glomerulopaka 9%. Doença Renal Crônica - DRC • Quando se considera DRC? • Maiores de 18 anos que mantém, por mais de 3 meses, a taxa de filtração glomerular (TFG) < 60ml/min/1,73m ou <60ml/min/1,73m e com lesão renal estrutural. • Assintomática até o estágio 4; • Cálculo de TFG: • MDRD; • CKD-EPI; • Cockroft-gault. Doença Renal Crônica - Etiologia Doença Renal Crônica – rastreamento DRC – Marcadores de lesão renal • Albumina em amostra de 24h: • Normal < 30mg; • Moderadamente elevada: 30 a 300mg; • Elevada: >300mg. • Razão albumina/creatinina: • Normal < 30mg/g; • Moderadamente elevada: 30 a 300mg/g; • Elevada: >300mg/g. DRC – prognóstico de acordo com a TFG Manejo da HAS na DCR Manejo terapêutico ● Tratar e acompanhar doenças de base; ● Todo paciente portador de DRC é alto RCV – prescrever estatina e avaliar AAS; ● Prescrever iECA ou BRA e monitorar Cr e K – suspender se aumento de 30% da Cr ou K>6; ● A partir do estágio 3A – avaliar eritropoietina; ● Monitorar vitamina D e fazer reposição se abaixo de 30ng/dL; ● Monitorar taxas de fósforo e cálcio; ● Estágio 4 e 5: observar restrições dietéticas. Evitar AINEs. Se indicado o uso de insulina, controle rigoroso da glicemia pelo risco de hipoglicemia. ATENÇÃO - ERROS COMUNS • Deixar de eskmar a TFG diante de níveis séricos de creaknina dentro dos parâmetros da feixa de referências, em pessoas com indicação de rastreamento; • Diagnoskcar DRC sem um segundo exame, 3 meses depois do primeiro; • Deixar de ajustar a posologia de medicamento com excreção renal, como ankbiókcos e insulina; • Deixar de monitorar creaknina e potássio após introdução ou aumento de iECA ou BRA2; • Suspender me�ormina antes da TFG estar abaixo de 30. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC DPOC – impacto da doença • Prevalência em torno de 15% nas Américas; • Taxa de mortalidade em redução – redução de 28,2% comparando 1996 com 2007 – medidas de controle do tabagismo, à ampliação ao acesso à APS, à novas terapêukcas medicamentosas e à vacinação contra Influenza a Pneumococo; • Qualidade de vida das pessoas – trabalhadores rurais, indígenas. DPOC – fatores de risco • Tabagismo é responsável por 80- 90% e 15% dos tabagistas terão DPOC; • Exposição ambiental – poeiras e produtos químicos, fogão a lenha, poluição extradomiciliar; • Tuberculose pode ser fator de risco – monitorar; • Portadores de HIV tem risco aumentado para DPOC; • Mais prevalente em populações economicamente vulneráveis. DPOC – diagnósDco • É uma condição pulmonar heterogênea caracterizada por sintomas respiratórios crônicos (dispneia, tosse, produção de escarro e/ou exacerbações) devido a anormalidades das vias aéreas (bronquite, bronquiolite) e/ou alvéolos (enfisema) que causam obstrução persistente e muitas vezes progressiva, do fluxo aéreo; • Presença de limitação do fluxo aéreo não totalmente reversível (ou seja, VEF1/FVC < 0,7 pós-broncodilatação) medido por a espirometria é mandatória para diagnóstico de DPOC. DPOC – diagnóstico • Sintomas: • Dispneia progressiva ao longo do tempo, piora aos esforços e persistente; • limitação de atividades e/ou tosse com ou sem produção de escarro; • Sibilos recorrentes; • Tosse crônica –pode ser intermitente, produtiva ou não; • Tosse produtiva – pode ser critério diagnóstico, mas ainda subjetiva. • Diagnóstico diferencial de tosse crônica – asma, câncer de pulmão, tuberculose, bronquiectasia, ICC, fibrose cística, doença intersticial pulmonar, rinite, síndrome do gotejamento pós nasal crônico, RGE, medicamentos. DPOC – critérios diagnósticos DPOC – critérios diagnósDcos DPOC – Anamnese • Exposição do paciente a fatores de risco; • História médica pregressa, incluindo eventos do início da vida (prematuridade, baixo peso ao nascer, tabagismo materno durante gravidez, exposição passiva ao fumo durante a infância), asma, alergia, sinusite ou pólipos nasais; infecções respiratórias na infância; HIV; tuberculose; • Histórico familiar de DPOC ou outra doença respiratória crônica; • Padrão de desenvolvimento dos sintomas; • Histórico de exacerbações ou internações prévias por distúrbio respiratório. DPOC – Anamnese • Histórico de exacerbações ou internações prévias por distúrbio respiratório; • Presença de comorbidades, como cardiopatias, osteoporose, distúrbios musculoesqueléticos, ansiedade e depressão e malignidades que também podem contribuir para a restrição da atividade; • Impacto da doença na vida do paciente, incluindo limitação da atividade, falta ao trabalho e impacto econômico, efeito nas rotinas familiares, sentimentos de depressão ou ansiedade, bem-estar e atividade sexual; • Apoio social e familiar disponível para o paciente. Teste de Avaliação da DPOC (COPD Assessment Test™– CAT) DPOC – Manejo terapêutico não farmacológico • Reabilitação pulmonar: diagnóstico preciso e avaliação de comorbidades + tratamento farmacológico, nutricional e fisioterápico + recondicionamento físico. • Vacinação: • COVID 19; • Uma dose da vacina antipneumocócica conjugada 20 ou Uma dose da vacina antipneumocócica conjugada 15 e antipneumocócica 23; • dTPa se não vacinados na adolescência; • Herpes zoster para maiores de 50 anos. DPOC – Manejo terapêuDco não farmacológico • Oxigenioterapia • Se PaO2 ≤55mmHg ou SatO2 ≤ 89% em repouso; • PaO2 entre 56 e 59mmHg se policitemia ou cor pulmonale. • Flebotomia (sangria) • Cor pulmonale descompensado e Ht > 55%. • Apoio psicossocial – educação em saúde para otimizar autonomia; abordagem das exacerbações. • Abordar cuidados paliativos quando indicado. DPOC – Manejo terapêutico farmacológico ≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥1 hospitalização por exacerbação GRUPO E: LABA + LAMA Considerar LABA + LAMA + CE se eosinofilia > 300 0 -1 exacerbação moderada sem hospitalização GRUPO A (mMRC 0-1; CAT<10): Broncodilatador 0 -1 exacerbação moderada sem hospitalização GRUPO B (mMRC ≥2; CAT>10): LABA + LAMA DPOC – Manejo terapêutico farmacológico SABA – B2 agonistas de curta ação Fenoterol, salbutamol, terbutalina LABA - agonistas de longa ação Formoterol, Salmeterol LAMA - anticolinérgicos de longa ação Tiotrópio, aclidionio, glicopirrônio SAMA – anticolinérgicos de curta ação ipratrópio DPOC – Manejo terapêutico farmacológico SAMA + SABA Fenoterol + ipratrópio Salemeterol+ ipratrópio LABA + LAMA Formoterol + aclidínio; Formoterol + glicopirrônio LABA + LAMA + ICS Fluticasona + umeclidinio + vilanterol; Beclometasona+formoterol+glicopirrônio (esse disponível no Brasil) LABA + ICS Formoterol + beclometasona; Formoterol + budesonida; Salmeterol + fluticasona METILXANTINAS Aminofilina, teofilina MUCOLÍTICOS Carbocisteína, N-acetilcisteína DPOC – Manejo terapêutico farmacológico • Antibioticoterapia • uso profilático e contínuo de antibióticos não reduz exacerbações; • Azitromicina (250 mg/dia ou 500 mg três vezes por semana) ou eritromicina(250 mg duas vezes por dia) por um ano em pacientes propensos a exacerbações reduziu o risco de exacerbações em comparação com o tratamento usual; • Pulsoterapia não tem efeito benéfico sobre a taxa de exacerbação em geral. DPOC – Medicações disponíveis no RENAME 2022 DPOC – Medicações disponíveis no RENAME 2022 Materiais complementares • Vídeo indígena preparando alimento: https://www.youtube.com/watch?v=abnJCvOWVjE • Pé diabético. Diário de um Posto de Saúde. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Y5K2O0WMPzo • Vídeo “Bicha Braba” - Como é conviver com um problema de pressão ou com açúcar no sangue? Como é cuidar de distúrbios tidos como crônicos e incuráveis para o resto da vida? E naqueles dias em que a bicha fica braba? https://www.youtube.com/watch?v=ZPyiRylth2M https://www.youtube.com/watch?v=abnJCvOWVjE Referências BARROSO, W. K. S. et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol., v. 116, n. 3, p. 516-658, 2021. Disponível em: https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x55156.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : diabetes mellitus. Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 160 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 36). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira – 2. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 156 p. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a- saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 128 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : obesidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 212 p. : il. – (Cadernos de Atenção Básica, n. 38) Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_doenca_cronica_obesidade_cab38.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Endocrinologia e nefrologia / Ministério da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Protocolos de encaminhamento da atenção básica para a atenção especializada; v. 1. Brasília : Ministério da Saúde, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Endocrinologia e nefrologia. Protocolos de encaminhamento da atenção básica para a atenção especializada; v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 20 p.: il. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_atencao_especializada_endocrinologia.pdf https://abccardiol.org/wp-content/uploads/articles_xml/0066-782X-abc-116-03-0516/0066-782X-abc-116-03-0516.x55156.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf/view https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hipertensao_arterial_sistemica_cab37.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_doenca_cronica_obesidade_cab38.pdf Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cardiologia [recurso eletrônico]. Protocolos de encaminhamento da atenção básica para a atenção especializada; v. 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 23 p.: il. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_atencao_basica_especializada_cardiologia_v_II.pdf BRASIL Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Manual de atenção às pessoas com sobrepeso e obesidade no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 55 p. CANADIAN TASK FORCE ON PREVENTIVE HEALTH CARE. Recommendations on screening for type 2 diabetes in adults. CMAJ, v. 184, n. 15, p. 1687-1696, 2012; DOI: https://doi.org/10.1503/cmaj.120732 COBAS, R. et al. Diagnóstico do diabetes e rastreamento do diabetes tipo 2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2022. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-e-rastreamento-do-diabetes-tipo-2/ DAVIDSON, K. W. et al. Screening for prediabetes and type 2 diabetes: US Preventive Services Task Force recommendation statement. Jama, v. 326, n. 8, p. 736-743, 2021.Disponível em: https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/recommendation/screening-for-prediabetes-and-type-2-diabetes DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p. FERNANDES, F. L. A. et al. Recomendações para o tratamento farmacológico da DPOC: perguntas e respostas. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 43, p. 290-301, 2017. Disponível em: https://cdn.publisher.gn1.link/jornaldepneumologia.com.br/pdf/Cap_Suple_99_1.pdf FILHO, R. et al. Tratamento farmacológico da hiperglicemia no DM2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2022. DOI: 10.29327/557753.2022-10, ISBN: 978-65-5941-622-6. 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Projeto Mais Médicos para o Brasil 22º Módulo de Acolhimento e Avaliação Avaliação Integrada: Eixos Competências em Saúde e Língua Portuguesa Nome Completo __________________________________________________________________ 2 CASO CLÍNICO O Sr. Jair dos Santos é um pedreiro de 60 anos, casado, pai de quatro filhos, morador da Cidade de Deus, município do Rio de Janeiro – RJ. É natural e procedente de Bacabal – MA e mora no Rio de Janeiro desde os 28 anos, trabalhando sempre na construção civil. Comparece para consulta médica na Unidade Básica de Saúde do seu bairro queixando-se de dor no ombro direito com irradiação para MSD, de intensidade moderada, limitante e que piora com os movimentos, no entanto, não fez uso de nenhuma medicação. Apresenta outras queixas, como a perda de peso e disfunção erétil (há mais ou menos 6 meses) quando mantém relação sexual com sua parceira, com a qual convive há mais de trinta anos. É hipertenso e diabético, em uso de Propanolol (80mg/dia) e Cloridrato de Metformina (1700mg/dia). É tabagista de longa data, fumando aproximadamente uma carteira de cigarros a cada três ou quatro dias e faz uso de álcool eventualmente para enfrentar suas dores, na quantidade de um a dois copos de “cachaça” pelo menos três vezes por semana. Ao ser interrogado sobre queixas nos diferentes órgãos e sistemas, nega outros sintomas ou sinais isolados ou associados. Em relação à família, informa que seu pai faleceu de câncer, porém não sabe referir qual tipo, pois quando ocorreu sua morte ele já morava no Rio de Janeiro. Sua mãe era diabética, tendo falecido de enfarte e seus irmãos – em número de doze – moram em diversas partes do país e ele não possui contato, à exceção de uma irmã que vive em Pindamonhangaba – SP, da qual sabe somente que é hipertensa. Não informa sobre a condição de saúde de sua esposa e filhos quando é questionado – “não sei dizer, doutor”. Dados vitais, tróficos e antropométricos Estado geral regular; mucosas descoradas (++/IV). Lúcido e vigil, porém com aparente apatia e olhar distante. Pele branca, normotérmica, de turgor normal, aparentemente ressecada. PA = 160x90 mmHg FC = 76 bpm FR = 22 ipm T = 36,8°C Peso atual = 58 Kg Estatura = 1,68 m IMC = 20.54 Kg/m2 Glicemia capilar pós-prandial = 255mg/dl ---------------- Avaliação segmentar Cabeça e Pescoço: Sem alterações tróficas importantes, à exceção de pequenas verrugas senis. Pulsos carotídeos palpáveis bilateralmente, com amplitude e simetria preservada. Tronco: Sem alterações tróficas importantes, abaulamentos ou retrações. Não apresenta alterações significativas à percussão. Abdômen: Flácido, normoexpansivo, sem alterações tróficas importantes, abaulamentos ou retrações. Refere flatulência. Discreto timpanismo abdominal à palpação. Projeto Mais Médicos para o Brasil 22º Módulo de Acolhimento e Avaliação Avaliação Integrada: Eixos Competências em Saúde e Língua Portuguesa Nome Completo __________________________________________________________________ 3 Membros superiores: Discreto edema localizado, sem outras alterações tróficas perceptí- veis. Pulsos palpáveis bilateralmente, com amplitude e simetria preservada. Membros inferiores: Pulsos palpáveis bilateralmente, com amplitude e simetria preser- vada. Avaliação Sistemática Sistema Cardiovascular: Ictus cordis propulsivo, levemente deslocado à esquerda; ausculta cardíaca apresentando bulhas em dois tempos e normofonéticas. Sistema Respiratório: Murmúrio vesicular diminuído difusamente sem mais alterações. Sistema Gastrointestinal: Peristalse normal presente nos quatro quadrantes e ausência de sopros em focos arteriais abdominais; fígado palpável no recordo costal direito, indolor, sem identificação de massas intra-abdominais. Sistema Osteoarticular: Dor à mobilização do ombro, e partes moles adjacentes. Sistema Geniturinário: Presença de cicatriz subprepucial. Sistema Nervoso: Exame neurológico básico sem alterações importantes. Outros sistemas: Demais aparelhos e sistemas sem alterações importantes. Com base no caso clínico apresentado, responda às questões: QUESTÃO 1 Quais os principais diagnósticos para esse paciente? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ Projeto Mais Médicos para o Brasil 22º Módulo de Acolhimento e Avaliação Avaliação Integrada: Eixos Competências em Saúde e Língua Portuguesa Nome Completo __________________________________________________________________ 4 QUESTÃO 2 Quais os exames complementares necessários? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ QUESTÃO 3 Qual a conduta terapêutica mais recomendada? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ QUESTÃO 4 Quais as medidas não farmacológicas indicadas? _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ Projeto Mais Médicos para o Brasil 22º Módulo de Acolhimento e Avaliação Avaliação Integrada: Eixos Competências em Saúde e Língua Portuguesa Nome Completo __________________________________________________________________ 5 QUESTÃO 5 Redija o atestado médico para este paciente (afastamento de 5 dias). ATESTADO UBS 07, Rua Ana Maria Monteiro, B. Bernadete SN, Canabrava, MG. Projeto Mais Médicos para o Brasil 22º Módulo de Acolhimento e Avaliação Avaliação Integrada: Eixos Competências em Saúde e Língua Portuguesa Nome Completo __________________________________________________________________ 6 QUESTÃO 6 Redija a receita médica para o paciente. RECEITUÁRIO UBS Dona Nadeta, Rua Jovino da Silveira, Nº 007, João Pinheiro, MG. Projeto Mais Médicos para o Brasil 22º Módulo de Acolhimento e Avaliação Avaliação Integrada: Eixos Competências em Saúde e Língua Portuguesa Nome Completo __________________________________________________________________ 7 QUESTÃO 7 Redija um e-mail ao seu supervisor do Mais Médicos, relatando o caso clínico e expondo uma dúvida sua em relação ao procedimento a ser adotado e perguntando se deve encaminhar o paciente para o especialista. PARA: ASSUNTO: _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ Doenças Diarreicas Agudas Médicas de Família e Comunidade FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS JULIANA MACHADO DE CARVALHO Definição Ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas nas úlHmas 24 horas. A diminuição da consistência habitual das fezes é um dos parâmetros mais considerados. Classificação da diarreia segundo a duração dos sintomas Classificação • Diarreia aquosa aguda: • perda de grande quan6dade de água durante as evacuações, com alteração da consistência das fezes por um período <14 dias. • Ocorre secreção a6va de água e eletrólitos da corrente circulatória para a luz intes6nal. • Pode ser causada por bactérias e vírus, na maioria dos casos. • Disenteria aguda: • presença de sangue visível nas fezes, podendo haver muco e/ou pus devido a uma lesão na mucosa intes6nal. • Bactérias do gênero Shigella são as principais causadoras de disenteria, que invadem a mucosa do cólon. Principais etiologias da diarreia Epidemiologia - DDA • Segundo a OMS, são a segunda principal causa de morte em crianças com idade < 5 anos, em países em desenvolvimento, embora sejam evitáveis e tratáveis; • São as principais causas de morbimortalidade infanHl (<1 ano) e consHtuem um dos mais graves problemas de saúde pública global, com aprox. 1,7 bilhão de casos e 525 mil óbitos na infância (< 5 anos) por ano; • No Brasil, de 2007 a 2018, a DDA vem mantendo uma incidência anual de cerca de 300 mil casos em crianças < 1 ano e aprox. 950 mil casos em crianças de 1 a 4 anos, segundo dados do SINAN. • A DDA é considerada uma doença preocupante nos povos indígenas, pois apesar de ser tratável correspondem a uma das principais doenças infecciosas que os aHngem, em muitos casos evoluindo ao óbito, principalmente, de crianças menores de 5 anos. Epidemiologia - DDA Manifestações clínicas • No mínimo 3 episódios de fezes líquidas ou amolecidas em 24 horas; • Podem estar associados: • Cólias e/ou dores abdominais; • Febre; • Sangue e/ou muco nas fezes; • Náuseas; • Vômitos. Transmissão • Pelas vias oral ou fecal-oral • Indireta: consumo de água ou alimentos contaminados e contato com objetos contaminados como utensílios de cozinha, acessórios de banheiros, equipamentos hospitalares; • Direta: pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos contaminadas e contato de pessoas com animais. Abordagem e manejo • História clínica - tem alto valor discriminatório e permite em pouco tempo o diagnósHco diferencial sindrômico e de outras doenças com manifestações similares; • QuesHonar sobre contatos que também tenham a doença/sintomas; • Avalia a gravidade dos sintomas e o risco de complicações, em especial a desidratação; • Número de evacuações, caracterísHcas das fezes, presença de febre e relato de náuseas e/ou vômitos; • Maioria dos casos é auto-limitada; • Testes diagnósHcos são indicados somente em casos selecionados – coproculturas não devem ser realizadas de roHna; • A invesHgação laboratorial é reservada para as crianças com desidratação grave e que necessitem de hidratação venosa; • Exame ksico: avaliar a existência de comorbidades e a presença e o grau de desidratação; • Desidratação – sinal de gravidade. Abordagem e manejo Principais sinais para avaliação do grau de desidratação O exame físico é importante para avaliar a presença de desidratação para a instituição do tratamento adequado!!! Melhor indicador de desidratação Tratamento Após avaliação clínica do usuário, estabelece-se qual plano de tratamento será executado. Hidratação oral • Líquidos devem ser administrados com frequência, em pequenos goles; • Se vomitar, aguardar 10 minutos e con6nuar, porém mais lentamente; • Vômitos costumam cessar após 2 a 3 horas do início da reidratação. Como preparar o soro de reidratação oral • O PLANO B DEVE SER REALIZADO NA UNIDADE DE SAÚDE; • OS PACIENTES DEVERÃO PERMANECER NA UNIDADE DE SAÚDE ATÉ A REIDRATAÇÃO COMPLETA. OS PACIENTES QUE ESTIVEREM SENDO REIDRATADOS POR VIA ENDOVENOSA DEVEM PERMANECER NA UNIDADE DE SAÚDE ATÉ QUE ESTEJAM HIDRATADOS E CONSEGUINDO MANTER A HIDRATAÇÃO POR VIA ORAL AIDIPI Identificar disenteria e/ou outras patologias associadas à diarreia 1- Perguntar se o paciente tem sangue nas fezes Caso posiHvo e com compromeHmento do estado geral: • Reidratar o paciente de acordo com os planos A, B ou C; • Iniciar an6bio6coterapia – considerando possível infecção por Shigella. •Tratamento de crianças: • Ciprofloxacino: 15mg/kg mg de 12/12h, VO, por 3 dias (primeira escolha); • Azitromicina 10 a 12 mg/kg no 1º dia e 5 a 6 mg/kg por mais 4 dias,VO; • Ce1riaxona: 50 a 100mg/kg, IV ou intramuscular, uma vez ao dia, por 2 a 5 dias, como alterna6va, principalmente nos casos graves que requerem hospitalização. 1- Perguntar se o paciente tem sangue nas fezes • Orientar o paciente ou acompanhante para administrar líquidos e manter a alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado no domicílio. • Reavaliar o paciente após 2 dias. • Se manHver presença de sangue nas fezes ou melena após 48 horas do início do tratamento ou condições gerais compromeHdas, encaminhar para internação hospitalar. 1- Perguntar se o paciente tem sangue nas fezes •Tratamento de adultos: • Ciprofloxacino: 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias. 1- Perguntar se o paciente tem sangue nas fezes • Orientar o paciente ou acompanhante para administrar líquidos e manter a alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado no domicílio. • Reavaliar o paciente após 2 dias: • Se manHver presença de sangue nas fezes ou melena após 48 horas do início do tratamento: • Se o paciente es6ver com condições gerais boas, iniciar Cebriaxona 2g, via intramuscular, 1 vez ao dia, por 2 a 5 dias. • Se es6ver com condições gerais comprome6das, encaminhar para internação hospitalar. 1- Perguntar se o paciente tem sangue nas fezes 2- Perguntar quando iniciou a diarreia • Se Hver mais que 14 dias de evolução: a) Encaminhar o paciente para a unidade hospitalar se: • menor que seis meses; • apresentar sinais de desidratação. Neste caso, reidrate-o primeiro e em seguida encaminhe-o a unidade hospitalar. • Quando não houver condições de encaminhar para a unidade hospitalar, orientar o responsável/acompanhante para administrar líquidos e manter a alimentação habitual no domicílio. b) Se o paciente não es>ver com sinais de desidratação e nem for menor de seis meses, encaminhar para consulta médica para inves>gação e tratamento. 3- Observar se tem desnutrição grave • Se a criança esHver com desnutrição grave (uHlizar para diagnósHco a Caderneta de Saúde da Criança do Ministério da Saúde): • Em caso de desidratação, iniciar a reidratação oral e encaminhar o paciente para o serviço de saúde. • Crianças com quadro de desnutrição grave devem ter o primeiro atendimento em qualquer Unidade de Saúde, devendo-se iniciar hidratação e an6bio6coterapia de forma imediata, até que chegue ao hospital. • Sempre que possível, hidratação IV deve ser evitada em crianças gravemente desnutridas. 4- Verificar a temperatura Se o paciente estiver, além da diarreia, com a temperatura de 39°C ou mais: investigar e tratar outras possíveis causas, por exemplo, pneumonia, otite, amigdalite, faringite, infecção urinária. Uso de medicamentos • An3bió3cos: somente para casos de diarreia com sangue (disenteria) e comprome6mento do estado geral ou em casos de cólera grave. Em outras condições, os an6bió6cos são ineficazes e não devem ser prescritos. • An3parasitários: devem ser usados somente para: • Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se iden6ficam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histoly1ca englobando hemácias. • Giardíase, quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se iden6ficarem cistos ou trofozoítos nas fezes ou no aspirado intes6nal. Reposição de Zinco • De acordo com a OMS deve ser usado em menores de cinco anos, durante 10 a 14 dias, sendo iniciado a parHr do momento da caracterização da diarreia; • Até seis meses de idade: 10mg/dia; • Maiores de seis meses de idade: 20mg/dia. ProbióRcos • São microrganismos vivos capazes de colonizar o trato digesHvo e exercer efeitos benéficos no hospedeiro; • São eficazes na redução da duração e da intensidade dos sintomas da DDA; • Se disponível, pode ser considerado como tratamento complementar: • Saccharomyces boulardii – 250 a 750mg/dia, 5 a 7 dias; • Lactobacillus GG >1010 UFC/dia, 5 a 7 dias; AnReméRcos • O uso controverso em crianças; • Quando indicado, usar em crianças > 4 anos com diarreia e vômitos; • Metoclopramida – eficaz, porém com efeitos colaterais significativos – não recomendada; • Ondansetrona – VO ou IV, uma dose única inicial para garantir reidratação oral. 0,2mg/kg/dose até 3x ao dia ou 2mg em crianças de 6 meses a 2 anos e 4mg em crianças > 2 anos. AnRdiarreicos • Racecadotrila – reduz secreção intesHnal de água e eletrólitos. Pode ser usado, porém sem evidência sólida de eficácia. • Medicamentos de ação intesHnal anHmotora, como loperamida, são contraindicados em DDA em crianças. • As crianças devem con6nuar a ser alimentadas com uma dieta apropriada para a idade, desde que tolerada; • Lactentes < 6 meses devem ser man6dos em amamentação; • Não é necessário diluir fórmulas lácteas ou oferecer dieta livre de lactose, a não ser em casos de intolerância ou alergia ; • Recomendam-se mamadas mais frequentes; • Bebidas tais como refrigerantes, sucos de fruta industrializados e líquidos altamente açucarados devem ser evitadas durante o episódio. Manejo nutricional Orientar sobre sinais de complicações e desidratação e em quais situações deve-se procurar atendimento em unidade de urgência. Orientações gerais Prevenção • Lavagem frequente das mãos com sabão e água limpa, principalmente antes de preparar e ingerir alimentos, após ir ao banheiro, após trocar fraldas, após contato com animais; • Recomenda-se desinfecção de superfícies contaminadas com cloro alvejante de uso doméstico ou outros produtos de limpeza, e lavagem de roupa suja e roupa de cama; • Proteger alimentos e áreas de cozinha contra insetos e outros animais; • Evitar alimentos ou fontes de água que possam ser as possíveis fontes de contaminação. • Não u6lizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados para banhar- se ou beber; • Evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos; • Guardar a água tratada em vasilhas limpas, com “boca” estreita e com tampa; • Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada; • Usar o vaso sanitário. Se não for possível, enterrar as fezes longe de cursos de água; • Evitar o desmame precoce. Prevenção Tratar a água para consumo: filtrar, ferver ou colocar 2 gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, guardar por 30 minutos antes de usar; Prevenção Cólera • Doença infecciosa intesHnal agudam causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae; • A parHr de 2006, não houve casos autóctones de cólera no Brasil, tendo sido noHficados apenas 3 casos importados. Lembre-se A vacina rotavirus está no calendário vacinal desde 2006, aos 2 e 4 meses. Referências bibliográficas BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manejo do paciente com diarréia (cartaz). 2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf. SADOVSKY, Ana Daniela Izoton. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria- Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, 2017. DE MELO OLIVEIRA, T. K. et al. Desafios e potencialidades envolvidos na prevenção de doenças diarreicas junto à população indígena em Roraima. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 12, p. e9539-e9539, 2021.Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/download/9539/5737/#:~:text=Nesse%20contexto%2C%20destaca%2Dse%20a,e%20ZATTI%20CA%2C%202018). DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p. GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2018. MORAIS, M. B. et al. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria–Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, p. 1-15, 2017. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf PINTO, M. V.; ZATTI, C. A. Adoecimento Indígena: Aspectos referentes à morbimortalidade indígena. Rev.Brazilian J. of Surgery and ClinicalResearch, v. 24, n. 02, p. 106-111 2018. SITUAÇÃO Epidemiológica. Ministério da Saúde, [s.d]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/download/9539/5737/ https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica OBRIGADA frantchescafripp@gmail.com Endemias Brasileira FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS JULIANA MACHADO DE CARVALHO Médicas de Família e Comunidade Doenças infecto-contagiosas no Brasil • Ementa: • Aspectos epidemiológicos e clínicos das doenças infecto-contagiosas: • Malária; • Parasitoses intes7nais (helmin:ases e protozooses); • Esquistossomose; • Doença de Chagas; • Leptospirose; • Tungíase. Aspectos epidemiológicos • Nos úlHmos 50 anos - ampliação da cobertura do saneamento, melhoria das condições habitacionais, introdução de novas tecnologias de saúde (vacinas e anHbióHcos): • Sucesso de intervenções de saúde pública - controle ou eliminação de inúmeras doenças infecciosas responsáveis, no passado, por elevadas taxas de morbimortalidade; • Reemergência de males já controlados e o surgimento de doenças até então desconhecidas a parHr do final do século XX. (LUNA,2013; SARTOR, 2022) Aspectos epidemiológicos • A mortalidade proporcional por este grupo de doenças caiu de 45,7% do total de óbitos nas capitais do país em 1930, para 4,2 % do total de óbitos registrados em 2011, variando de 3,6%, na Região Sul até 5,4%, no Norte. (LUNA, 2013) Aspectos relevantes que devem ser considerados no co:diano • Epidemiologia nacional e local; • Quando suspeitar? • Sintomas hpicos e sinais de alarme; • Como confirmar o diagnósHco? • Qual o tratamento? • Orientações individuais e coleHvas; • NoHficação Malária Aspectos epidemiológicos - Malária • A região amazônica é área endêmica para malária no país, registrando 99% dos casos autóctones: Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocan7ns, Mato Grosso e Maranhão. • Distribuição espacial de ocorrência de malária - região da Amazônia Legal Brasileira. (BRASIL, 2021a) Aspectos epidemiológicos - Malária • Condições de vulnerabilidade para a ocorrência da doença: crescimento populacional; fluxo migratório; degradação ambiental, resultantes de intervenções humanas; proliferação do mosquito vetor, cujo ciclo de vida é favorecido pela umidade e temperatura na região. (BRASIL, 2021) Aspectos epidemiológicos - Malária • Queda na frequência de casos de malária a partir de 2010 até 2016. • Em 2017, foi registrado um aumento de 52,7% nos casos autóctones em relação ao ano de 2016, com 189.515 casos. • Em 2018, houve redução de quase 1%. (BRASIL, 2021b) Aspectos epidemiológicos - Malária • A parHr de 2019 observa-se redução de 18,4%, em 2020, uma redução de 6,4% em comparação ao ano anterior e em 2021 redução de quase 3% em relação a 2020. • Do total de casos autóctones registrados no país em 2021, 17% foram de malária por P. falciparum e malária mista, sendo os outros 83% de malária por P. vivax e outras espécies. (BRASIL, 2021b) Aspectos epidemiológicos - Malária (BRASIL, 2021a) Aspectos epidemiológicos - Malária • A malária representa um dos mais óbvios aumentos nas doenças negligenciadas da Venezuela. • Aumento de quase três vezes nos casos venezuelanos de malária desde 2014. • Fatores envolvidos: • Operações ilegais de mineração com o afluxo de trabalhadores migrantes que vivem em áreas superlotadas e condições insalubres; • Escassez global de medicamentos essenciais; • Ausência de esforços públicos de controle vetorial. • Acredita-se que a epidemia venezuelana exportou casos para o Brasil, Guiana e Colômbia. (PAHO, 2022; BURKI, 2015; CERRONI, 2015) Importância epidemiológica • A Malária reveste-se de importância epidemiológica devido sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação, em áreas com densidade vetorial que favoreça a transmissão; • Concentrada na região Amazônica, causa consideráveis perdas sociais e econômicas na população sob risco. (BRASIL, 2021b) Obje:vos e Estratégias de controle da Malária • Reduzir a mortalidade e a gravidade dos casos; • Reduzir a incidência; • Manter a doença ausente em locais onde a transmissão foi interrompida; • Eliminar a Malária do Brasil. (BRASIL, 2021b) Malária SINONÍMIA: Paludismo, impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna ou febre terçã maligna, além de nomes populares, como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre. (BRASIL, 2010) Agentes e:ológicos e vetor • Agente etiológico: protozoário do gênero Plasmodium. • No Brasil, espécies associadas a malária em seres humanos: P. vivax, P. malariae (formas clínicas brandas) e P. falciparum (formas graves). • Vetor à mosquito Anopheles (BRASIL, 2021b) Agentes e:ológicos e vetor • Criadouros preferenciais: coleções de água limpa, quente, sombreada e de baixo fluxo • Nos úlHmos anos no Brasil, a transmissão do P. falciparum tem apresentado redução importante, enquanto o P. vivax tem contribuído para o aparecimento de casos considerados complicados, inclusive com mortes associadas. (BRASIL, 2021b) Transmissão (MARTINS, 2016) Definição de caso suspeito • Área Endêmica (Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão): A presença de FEBRE já é suficiente para suspeitar de Malária. • Área Não Endêmica: CASO SUSPEITO : Pessoa que tenha visitado área endêmica no período de 8 a 30 dias anterior à data dos primeiros sintomas + FEBRE acompanhada ou não dos seguintes sintomas: cefaleia, calafrios, sudorese, cansaço, mialgia. (BRASIL, 2010) Ciclo de vida do Plasmodium (FRAIA, 2021) Manifestações Clínicas • Período de incubação: varia de acordo com a espécie de plasmódio (P. falciparum, de 8 a 12 dias; P. vivax, 13 a 17 dias; e P. malariae, 18 a 30 dias). • Crise aguda da malária (acesso malárico) – episódios intermitentes de calafrio, febre e sudorese, duração variável de 6 a 12 horas e temperatura igual ou superior a 40o C. • Paroxismos acompanhados por cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos. • O retardo no diagnósHco leva à gravidade da doença. (BRASIL, 2021b) Manifestações Clínicas • Quadro clínico da malária depende da espécie do parasito, da quantidade de parasitos circulantes (parasitemia), do tempo de doença e do nível de imunidade adquirida pelo paciente. • A tomada de decisão para o tratamento da malária deve ser sempre baseada na confirmação laboratorial. (BRASIL, 2021b) Manifestações Clínicas – Sinais de Gravidade (BRASIL, 2021b) Malária - Diagnóstico GOTA ESPESSA É o método diagnósHco oficialmente uHlizado no Brasil. Microscopia de gota espessa de sangue, colhida por punção digital e corada pelo método de Walker (BRASIL, 2010) Malária - Diagnóstico Lâmina para microscopia de gota espessa de sangue, colhida por punção digital. Foto: Luis Oliveira/ Ministério da Saúde Malária - Diagnós:co • TESTES DIAGNÓSTICOS RÁPIDOS – TDR: detecção de antígenos dos parasitos - método imunocromatográfico. • Kits que permitem diagnósticos rápidos, entre 15 e 20 minutos. • A sensibilidade para P. falciparum é maior que 90% quando comparado à gota espessa, para densidades maiores que 100 parasitos/µL de sangue. (BRASIL, 2021b) Malária - Diagnós:co • Vantagens: Fácil execução e interpretação de resultados, dispensam o uso de microscópio e de treinamento prolongado de pessoal. • Desvantagens: não medir o nível de parasitemia e a possível perda de qualidade quando armazenado por muitos meses em condições de campo. (BRASIL, 2021b) Malária - Diagnós:co • Resultados: P. falciparum, P. vivax e malária mista devendo ser administrado o tratamento imediato conforme resultado apresentadono teste. • Apesar de menos sensíveis para P. vivax, os testes rápidos aplicam-se ao diagnósHco dessa espécie na ausência de microscopia ou profissional capacitado no local. • Não se deve uHlizar os testes rápidos para o seguimento clínico do paciente, porque podem ainda ser posiHvos, mesmo na ausência de parasitos viáveis. Cautela com o uso de TDR até um mês após diagnósHco prévio confirmado. (BRASIL, 2021b) Malária - Tratamento O Ministério da Saúde, por intermédio de uma Polí3ca Nacional de Medicamentos para Tratamento da Malária, orienta a terapêu0ca e disponibiliza gratuitamente os medicamentos an0maláricos u0lizados em todo o território nacional, em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento adequado e oportuno da Malária é, hoje, o principal alicerce para o controle da doença. (BRASIL, 2010) Tratamento • Diversas drogas são uHlizadas dependendo da espécie do plasmódio infectante, cada uma delas agindo de forma específica, tentando impedir o desenvolvimento do parasito no hospedeiro: Cloroquina Arteméter Mefloquina Artesunato Clindamicina Primaquina Lumefantrina Quinina (BRASIL, 2021b) Malária não complicada – esquema curto (7 dias) Tratamento das infecções pelo P. vivax ou P. ovale com Cloroquina em 3 dias e Primaquina em 7 dias. (BRASIL, 2021b) Malária não complicada – esquema curto (7 dias) Tratamento das infecções pelo P. falciparum com artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina por 3 dias, conforme a disponibilidade local, e primaquina em dose única no primeiro dia do tratamento. (BRASIL, 2021b) Malária – Infecção mista Tratamento da infecção mista por P. falciparum e P. vivax (ou P. ovale com artemerter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina por 3 dias, que são drogas esquizonticidas sanguíneas eficazes para todas as espécies, associando-as à primaquina por sete dias (para o tratamento radical de P. vivax). (BRASIL, 2021b) Observações - Tratamento (BRASIL, 2021b) Esquema curto (BRASIL, 2010) Malária não complicada – esquema longo (14 dias) Quando não for possível garanHr a adesão ou quando ocorrer uma recaída após o tratamento em 7 dias. (BRASIL, 2010) Medidas Preven:vas • Uso de mosquiteiros; • Uso de repelente; • Colocar telas nas janelas; • Uso de roupas que protejam braços e pernas; CONTROLE DO VETOR (BRASIL, 2021b) Quimioprofilaxia (BRASIL, 2021b) No:ficação! (SINAN, 2019) Parasitoses intestinais Parasitoses intes:nais • Na maioria das vezes assintomáHcas; • Alta carga parasitária pode gerar manifestações clínicas severas devido a: • Má absorção de nutrientes; • Redução da capacidade de ingestão de alimentos; • Obstrução das vias aéreas (DUNCAN et al., 2022) Parasitoses intes:nais (DUNCAN et al., 2022) • Maior incidência em zonas rurais e periferias de centros urbanos; • EsHma-se que a prevalência varie entre 2 e 36%; • 70% desses casos em escolares. Parasitoses intestinais (BRASIL, 2021c) Medidas de prevenção • Melhoria do nível educacional; • Acesso a água de boa qualidade, saneamento básico e coleta de lixo; • Eshmulo ao aleitamento materno; • Uso de calçados; (DUNCAN et al., 2022) Medidas de prevenção • Lavagem das verduras e das frutas; • Proteção dos alimentos contra poeira e insetos; • Fervura e/ou filtração da água para consumo; • Cocção adequada da carne de bovinos e suínos; • Lavagem das mão antes das refeições unhas limpas e curtas; EDUCAÇÃO EM SAÚDE! (DUNCAN et al., 2022) Medidas de prevenção • Higiene das mãos; • Higiene dos alimentos - deixar de molho em solução de ácido acéHco (2 colheres de sopa em 1 litro de água) ou hipoclorito de sódio (1 colher de sobremesa em 1 litro de água) durante 15 minutos; • Desinfecção da água - 2 gotas de hipoclorito por litro de água, deixar descansar por 30 minutos antes de ingerir. (DUNCAN et al., 2022) (DUNCAN et al., 2022) Modo de transmissão e localização dos principais parasitas intestinais humanos Principais sinais e sintomas associados • Diarreia – mais frequente nas infecções por protozoários intesHnais, na tricuríase e na estrongiloidíase; • Os enteroparasitas que habitam o intesHno grosso – Entamoeba histolyHca, Trichuris trichiura, Schistossoma mansoni – podem causar diarreia com muco e sangue; • Os parasitas que se localizam no intesHno delgado – Strongyloides stercoralis e Giardia lamblia - provocam diarreia osmóHca. (DUNCAN et al., 2022) Principais sinais e sintomas associados • Dor abdominal, náuseas e vômitos – mais comum na giardíase; • Síndrome dispépHca – associada a anorexia, perda ponderal e diarreia intermitente na estrongiloidíase; • Hepatoesplenomegalia – esquistossomose mansônica crônica. (DUNCAN et al., 2022) Principais sinais e sintomas associados • Prurido anal/vulvar – mais frequente na oxiuríase, principalmente noturna; • Prolapso retal – ocorre na tricuríase maciça; • Anemia – por espoliação crônica de ferro, na ancilostomíase e na tricuríase. (DUNCAN et al., 2022) Principais sinais e sintomas associados • Prurido anal/vulvar – mais frequente na oxiuríase, principalmente noturna; • Prolapso retal – ocorre na tricuríase maciça; • Anemia – por espoliação crônica de ferro, na ancilostomíase e na tricuríase; (DUNCAN et al., 2022) Principais sinais e sintomas associados • Tosse, crises asmaHformes, com ou sem tradução radiológica (Sínd. de Löeffler) – nas helminhases com ciclo larvário pulmonar: áscaris, ancilóstomo, estrongiloides e esquistossoma. Apresenta eosinofilia intensa; • UrHcária e/ou edema angioneuróHco – principalmente na ascaridíase e na estrongiloidíase; (DUNCAN et al., 2022) Principais sinais e sintomas associados • Eliminação dos parasitas – comum na ascaridíase, na oxiuríase e na teníase; • Obstrução ou semi-obstrução intesHnal – ocorre na super-infestação por ascaris. (DUNCAN et al., 2022) Diagnós:co • Exame Parasitológico de Fezes (EPF), aliado aos dados clínico- epidemiológicos; • Avaliar 3 amostras aumenta a sensibilidade do método; • Coletar 3 amostras em dias separados (consecutivos ou alternados); (DUNCAN et al., 2022) Tratamento (DUNCAN et al., 2022) (DUNCAN et al., 2022) Tratamento Tratamento empírico – Deve ser feito? “Doutor(a), eu vim fazer meu exame de sangue, fezes e urina.” • Parasitológico de fezes tem baixa sensibilidade, principalmente para Giárdia; • Tratamento empírico está indicado para sintomas sugestivos; EM ÁREAS ENDÊMICAS (DUNCAN et al., 2022) Tratamento empírico – Deve ser feito? • Possibilidade à vermifugação de rotina (a cada 6 - 12 meses) com anti-helmínticos para populações de alto risco: pré-escolares e escolares, mulheres em idade fértil e agricultores. * Não realizar em menores de 1 ano. (DUNCAN et al., 2022) Esquistossomose Esquistossomose • Importante problema de saúde pública no Brasil; • SINONÍMIA - “Xistose”, “barriga d’água” e “doença dos caramujos”; • AGENTE ETIOLÓGICO - Schistosoma mansoni; • HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Humano - Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sanguíneos do intestino e fígado • HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Caramujo do gênero Biomphalaria (BRASIL, 2010) Epidemiologia Existente em 19 UFs: Área endêmica (9): MA, AL, BA, PE, PB, RN, SE, MG e ES. Área com transmissão focal (10): PA, PI, CE, RJ, SP, PR, SC, GO, DF e RS. 2009 a 2019: 423.117 casos posi7vos, com percentual de posi7vidade de 4,29%. OMS - mais de 95% das pessoas com esquistossomose das Américas vive no Brasil. (BRASIL, 2021c) Ciclo reprodu:vo do Schistosoma mansoni (UNASUS, s.d.) Quando suspeitar? • Indivíduo residente e/ou procedente de área endêmica, com quadro clínico sugestivo, e com história de contato com reservatórios de água onde existam caramujos. • QUADRO CLÍNICO: • FORMA AGUDA: Assintomática ou Dermatite Cercariana; - 3 a 7 semanas após o contato pode ocorrer febre, linfadenopatia, anorexia, dor abdominal e cefaleia. Pode ter também diarreia, náuseas e tosse seca. (BRASIL,2014) Forma aguda • DERMATITE CERCARIANA caracterizada por micropápulas “avermelhadas” semelhantes às picadas de insetos. SUSPEITAR EM ÁREAS ENDÊMICAS (BRASIL, 2010) Formas crônicas - Após seis meses de infecção, há risco do quadro clínico evoluir para a fase crônica: • Gravidade da doença depende diretamente da carga parasitária, do estado nutricional do paciente e do tempo de parasiHsmo (BRASIL, 2014) Formas crônicas •HEPATOINTESTINAL - AssintomáHca ou sintomas inespecíficos: desânimo, indisposição para o trabalho, tonturas, cefaleia e sintomas distônicos. Sintomas digesHvos (sensação de plenitude, flatulência, dor epigástrica e hiporexia) e intesHnais (diarreias recorrentes), hepatomegalia e fibrose hepáfca. - áreas de fibrose decorrentes de granulomatose periportal ou fibrose de Symmers. (BRASIL, 2014) Formas crônicas • HEPÁTICA - Pode ser assintomáfca ou caracterizada por diarreias repeHdas (sintomas da forma hepatointesHnal). Ao exame �sico, hepatomegalia (hgado palpável e endurecido). Apresenta fibrose hepá/ca sem hipertensão portal e sem esplenomegalia. • HEPATOESPLÊNICA (compensada ou descompensada) - HIPERTENSÃO PORTAL; hepato-esplenomegalia; varizes esofágicas; sintomas intesfnais; hemorragia digesfva. (BRASIL, 2010) Como inves:gar Pesquisa de ovos de Schistosoma nas fezes (Kato-Katz) ou Sorológico (Imunofluorescência indireta ou ELISA) (BRASIL, 2010) Como inves:gar • A ultrassonografia hepáHca auxilia no diagnósHco da fibrose de Symmers e nos casos de hepatoesplenomegalia. • A biópsia retal ou hepáHca - não recomendada na roHna, pode ser úHl em casos suspeitos e na presença de exame parasitológico de fezes negaHvas. (BRASIL, 2014) Tratamento PRAZIQUANTEL Adultos: 50mg/kg Crianças: 60mg/kg Apresentação: 600mg/comprimido; Dose única, via oral. Orientar repouso por pelo menos 3 horas após ingestão, para evitar náuseas e tonturas; Realizar controle de cura. (BRASIL, 2010) Tratamento • Controle de cura parasitológica: três exames de fezes no quarto mês após o tratamento; • O índice de cura aproxima-se de 80% para os adultos e de 70% para as crianças; • Esquistossomose aguda grave - o tratamento deve ser iniciado com a prednisona (1mg/kg de peso/dia) 24 a 48 horas antes do praziquantel. NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA! (BRASIL, 2014) Estratégias de Prevenção e Controle • Uso de sapatos; • Orientar a população de área endêmica sobre sinais e sintomas da doença; • Promoção de saúde; • Saneamento domiciliar e ambiental. • Educação ambiental e discussão sobre o tema da água! (BRASIL, 2014) Doença de chagas Doença De Chagas • AGENTE ETIOLÓGICO: Trypanosoma cruzi, protozoário flagelado. • VETOR: inseto da subfamília Triatominae, conhecido popularmente como barbeiro, chupão, furão, procotó, etc. • RESERVATÓRIOS: centenas de mamíferos, tais como qua7s, gambás, tatus, morcegos, etc. (BRASIL, 2010) Epidemiologia nas Américas • Estima-se que 6 a 8 milhões de pessoas estejam infectadas com o parasita (Trypanosoma cruzi) que causa a doença. • 70% das pessoas que vivem com a doença não sabem que estão infectadas, devido à ausência de sintomas clínicos. • Mais de 10 mil pessoas morrem a cada ano em consequência de complicações clínicas da doença de Chagas; • Cerca de 75 milhões de pessoas nas Américas estão em risco de contraí-la • Apenas 1% dos infectados são tratados a cada ano. (OPAS, 2021) Epidemiologia • Ocorrência de 2777 casos e surtos de Doença de Chagas Aguda entre 2010 e 2020 em 20 estados brasileiros: * 84% na região Norte (72% no estado do Pará). • Sobre a forma de transmissão: • A grande maioria (aprox. 60%) por transmissão oral; • Em torno de 10% por transmissão vetorial; • Pode haver transmissão ver7cal; • Em alguns casos não é iden7ficada a forma de transmissão. (BRASIL, 2020) Epidemiologia (BRASIL, 2020) Epidemiologia • É uma das quatro maiores causas de morte por doenças infecciosas e parasitárias, além da principal doença negligenciada no Brasil. • A doença apresentava elevada incidência no país, entretanto, hoje, encontra-se sob controle graças à realização de estratégias como: BRASIL, 2020 Doença de Chagas aguda •Edema de face ou de membros; •Exantema; •Adenomegalia; •Hepatomegalia; •Esplenomegalia; •Cardiopa7a aguda (taquicardia, sinais de insuficiência cardíaca); •Manifestações hemorrágicas (hematêmese, hematoquezia ou melena); •Icterícia; •Manifestações diges]vas (diarreia, vômito e epigastralgia intensa) são mais comuns em casos por transmissão oral. Febre persistente (>7 dias) e: (BRASIL, 2010) Confirmação diagnós:ca - Doença de Chagas aguda • PARASITOLÓGICO – T. cruzi circulante no sangue periférico idenHficado por meio de exame parasitológico direto. • SOROLÓGICO – IgM anH-T. cruzi. (BRASIL, 2010) Doença de Chagas – Formas Crônicas (BRASIL, 2010) Doença de Chagas – Formas Crônicas (BRASIL, 2010) Doença de Chagas crônica - Diagnós:co • Sorologia para Chagas - Importante na fase crônica. • AnNcorpos IgG anN-T. cruzi - indica doença crônica. (BRASIL, 2010) Doença de Chagas - Tratamento •Benznidazol: (adulto = 5 mg/kg/dia, 1 a 3x/dia, 60 dias; criança = 5 a 10 mg/kg/dia, 2x/dia, 60 dias) • Tratar: forma aguda, congênita e crônica recente Nos casos leves, sem complicações, e nas formas indeterminadas, o tratamento pode ser realizado na atenção básica, por médico generalista que conheça as par]cularidades do medicamento e da doença de Chagas. (BRASIL, 2010) Orientações e a:vidades educa:vas • Manter quintais limpos, evitando acúmulo de materiais e manter criações de animais afastadas da residência; • Não confeccionar coberturas para as casas com folhas de palmeiras; • Vedar frestas e rachaduras e usar telas em portas e janelas; (BRASIL, 2010) Orientações e a:vidades educa:vas • Proteção individual: uso de repelentes e uso de roupas de mangas longas durante a realização de a7vidades noturnas; uso de mosquiteiros ao dormir; • Cuidados de higiene na produção e manipulação artesanal de alimentos de origem vegetal. (BRASIL, 2010) Leptospirose Leptospirose ● É uma zoonose, causada por leptospiras patogênicas, transmi4das pelo contato com urina de animais infectados ou água e lama contaminadas pela bactéria. (BRASIL, 2010) Leptospirose • Um amplo espectro de animais domés4cos e selvagens serve como reservatório para a persistência de focos de infecção. No meio urbano, os principais reservatórios são os roedores (especialmente o rato-de-esgoto); outros reservatórios são os suínos, bovinos, equinos, ovinos e cães. • Seres humanos - hospedeiros acidentais e terminais dentro da cadeia de transmissão. (BRASIL, 2010) Epidemiologia (BRASIL, 2023) Manifestações Clínicas - Fase precoce (fase leptospirêmica) • Instalação abrupta de febre, acompanhada de cefaleia e mialgia, anorexia, náuseas e vômitos; • Podem ocorrer diarreia, artralgia, hiperemia ou hemorragia conjun4val, fotofobia, dor ocular e tosse; • Pode ser acompanhada de exantema; • DiMcil diferenciação de outras doenças febris agudas; • A fase precoce tende a ser autolimitada e regride em 3 a 7 dias, sem deixar sequelas. (BRASIL, 2010) Manifestações Clínicas - Fase tardia (fase imune) • Aproximadamente 15% dos pacientes evoluem para manifestações clínicas graves, em geral, após a primeira semana de doença. • Síndrome de Weil - tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragias, mais comumente pulmonar. • Hemorragia pulmonar cursa com letalidade superior a 50%. • Icterícia: é um sinal caracterís4co, possuindo uma tonalidade alaranjada muito intensa (icterícia rubínica) e geralmente aparece entre o 3º e o 7º dia da doença - preditor de pior prognós4co. (BRASIL, 2010) Agente etiológico • Bactéria helicoidal (espiroqueta) aeróbica obrigatória do gênero Leptospira, do qual se conhecem atualmente 14 espécies patogênicas, sendo a mais importante a L. interrogans. (BRASIL, 2010) Transmissão • Exposição diretaou indireta à urina de animais infectados. • Penetração do microrganismo ocorre através da pele com presença de lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através de mucosas. • A água é importante na transmissão da doença ao homem. • Período de incubação - De 1 a 30 dias (em média, de 5 e 14 dias). (BRASIL, 2010) Diagnós:co • Métodos sorológicos - teste ELISA-IgM e a microaglu4nação (MAT). • Exames como hemograma e bioquímica (ureia, crea4nina, bilirrubina total e frações, TGO, TGP, gama-GT, fosfatase alcalina e CPK, Na+ e K+), devem ser monitorados. (BRASIL, 2010) Tratamento • Fase precoce: • Amoxicilina, em adultos na dose de 500mg, VO, de 8/8 horas, durante 5 a 7 dias. Em crianças, administrar 50mg/kg/dia, VO, a cada 6/8 horas, durante 5 a 7 dias; • Doxiciclina: 100mg, VO, de 12 em 12 horas, durante 5 a 7 dias. (BRASIL, 2010) Tratamento • Na fase tardia: • Penicilina G Cristalina: 1.5 milhões UI, IV, de 6/6 horas; ou, • Ampicilina: 1g, IV, 6/6 horas; ou, • Ce|riaxona: 1 a 2g, IV, 24/24h; ou, • Cefotaxima 1g, IV, de 6/6 horas. • Para crianças u7liza-se Penicilina cristalina: 50 a 100.000U/kg/dia, IV, em 4 ou 6 doses; ou Ampicilina: 50 a 100mg/kg/dia, IV, dividido em 4 doses; ou Ce|riaxona: 80 a 100mg/kg/dia, em 1 ou 2 doses; ou Cefotaxima: 50 a 100mg/kg/dia, em 2 a 4 doses. • Duração do tratamento com an4bió4cos intravenosos: pelo menos, 7 dias. (BRASIL, 2010) Tungíase Tungíase ● É uma doença ectoparasitária causada por fêmeas grávidas de uma espécie de pulga, Tunga penetrans, que habita o solo de zonas arenosas. ● A contaminação ocorre quando o paciente pisa neste solo sem proteção nos seus pés. ● A fêmea grávida penetra na pele humana com a sua cabeça e libera seus ovos para o exterior. (SBD, 2023) Tungíase Existe um desconhecimento por parte dos profissionais de saúde e acadêmicos sobre a epidemiologia, tratamento individual e ambiental da tungíase. Considerada uma doença negligenciada, ainda hoje, é causa de patologia grave em comunidades urbanas e rurais com baixos indicadores de desenvolvimento humano. Nessas condições essa ectoparasitose precisa ser considerada um importante problema de saúde pública. (ARIZA et al., 2007) Manifestações clínicas e diagnós:co • A maioria das lesões aparece nos pés, e em alguns casos, nas mãos; • Podem ser únicas ou bastante numerosas, dependendo da infestação do solo; • A lesão surge como uma pequena pápula marrom escura com um halo fino e claro ao seu redor; • Pode causar dor ou coceira; • Pode ocorrer infecção secundária e até abscessos no local; • O diagnós7co é clínico-epidemiológico; • Diagnós7co diferencial: verrugas virais. (OLIVEIRA, 2014) Manifestações clínicas • É autolimitada com duração de quatro a seis semanas; • Nas áreas endêmicas - re-infestação é constante e os indivíduos afetados podem apresentar algumas dezenas de parasitos em diferentes estágios de desenvolvimento, gerando complicações graves e sequelas. (ARIZA et al., 2007) Manifestações clínicas • Onde as condições de higiene são precárias e a remoção da pulga não é realizada em condições de assepsia ocorre superinfecção com bactérias patogênicas • A lesão causada pela penetração da pulga pode servir como porta de entrada para Clostridium tetani. • Sequelas de infestação grave documentadas incluem dificuldade de andar, deformação e perda de unhas de dedo do pé, como também deformação e autoamputação de dígitos, além de sepse e óbito; • Considerada uma doença negligenciada. (ARIZA et al., 2007) Tratamento • Extração manual do parasito, com assepsia e materiais estéreis; • Nos casos com infecção secundária, antibioticoterapia; • Uso de eletrocautério ou a eletrocirurgia com anestesia local são tratamentos alternativos para a destruição do parasita; • Infestação: tiabendazol, 25mg/kg, em uma ou duas doses diárias de três a cinco dias; • Realizar profilaxia antitetânica, conforme esquemas preconizados pelo Ministério da Saúde. (OLIVEIRA, 2014) Prevenção • Evitar contato com solo contaminado e usar sapatos; • Medidas sanitárias para a descontaminação do local infestado, incluindo inse4cidas; • Medidas de educação em saúde, educando a população para a realização de autoexames periódicos, visando à re4rada das pulgas com material estéril adequado. (OLIVEIRA, 2014) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 70% das pessoas com Chagas não sabem que estão infectadas. PAHO Pan-American Health Organization, 2021. Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/13-4-2021-opas-70-das-pessoas-com-chagas-nao-sabem-que-estao-infectadas. ARIZA, L. et al. Tungíase: doença negligenciada causando patologia grave em uma favela de Fortaleza, Ceará. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 40, p. 63-67, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsbmt/a/QGMZbd4HC3QhKMYSTBByhNd/?format=pdf&lang=pt BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 8. ed. rev. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 444 p. : Il. – (Série B. Textos Básicos de Saúde) Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pd _____. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Vigilância da Esquistossomose Mansoni: diretrizes técnicas. 4. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 144p. 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Neste grupo, a principal faixa etária é de adolescentes e adultos jovens. Dos 15 aos 24 anos, os acidentes de trânsito são responsáveis por mais mortes que todas as outras causas juntas. ● 30%: quedas. Neste grupo há um grande número de idosos. Entretanto, no Brasil são muito frequentes as quedas de lajes, que são ignoradas pelas estatísticas internacionais. ● 20%: causas “violentas”: ferimentos por projétil de arma de fogo e armas brancas. 72% dos casos de TCE tem associação com consumo de álcool Impacto das causas externas na mortalidade Abordagem à violência Violência – indicadores Taxas de homicídios na região das Américas (mortes por 100 mil habitantes) Violência – indicadores Distribuição percentual dos homicídios, segundo Regiões Violência – indicadores Estados com as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes Violência – indicadores Estados com as menores taxas de homicídio por 100 mil habitantes Violência – indicadores Distribuição percentual dos óbitos por homicídio, segundo raça/cor Violência – indicadores Mortalidade (taxa100 mil hab) por suicídio - Brasil e regiões, 2000-2016 Violência – indicadores na Saúde Indígena Taxa de situações de violência por DSEI. Nº de situações de violência notificado no ano / Nº de habitantes dos DSEI x 1.000. Obs.: não devem ser incluídos os casos que tiveram óbito como desfecho. Número de situações de violências por tipo (sexual, física ou psicológica) e por Polo-Base Nº total de situações de violência notificado no ano, separado por Polo-Base e tipo de violência. Obs.: caso haja sobreposição de tipos de violência, prioriza-se a classificação conforme a gravidade da agressão, seguindo a sequência seguinte: sexual, física ou somente psicológica. Violência – indicadores na Saúde Indígena Nº total de situações de violência notificado no ano, separado por Polo-Base e tipo de violência. Obs.: caso haja sobreposição de tipos de violência, prioriza-se a classificação conforme a gravidade da agressão, seguindo a sequência seguinte: sexual, física ou somente psicológica. Nº total de situações de violências notificadas no ano, no qual há uso suspeito ou confirmado de álcool pelo agressor e/ou vítima, separados por Polo-Base. Proporção de situações de violências associada ao consumo de álcool por Polo- Base. Nº total de situações de violência notificadas, no qual há uso suspeito ou confirmado de álcool pelo agressor e/ou vítima / Nº total de situações de violência notificadas no ano x 100, separado por Polo-Base. Indicadores na Saúde Indígena Mortalidade proporcional (%) de indígenas segundo capítulos da CID-10 I: Algumas doenças infecciosas e parasitárias; II: Neoplasias (tumores); IV: Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas; IX: Doenças do aparelho circulatório; X: Doenças do aparelho respiratório; XVI: Algumas afecções originadas no período perinatal; XVIII: Causas mal definidas e desconhecidas de mortalidade; e XX: Causas externas de morbidade e mortalidade. Indicadores na Saúde Indígena Mortalidade proporcional (%) de indígenas segundo capítulos da CID-10 Violência - Impactos • No Brasil, nos últimos 20 anos, as enfermidades infecciosas vêm cedendo lugar às doenças crônicas e degenerativas e aos agravos provocados por violências e acidentes. • Violência não é apenas um problema médico, é também um problema social que afeta a saúde: • provoca morte, lesões e traumas físicos e um sem-número de agravos mentais, emocionais e espirituais; • diminui a qualidade de vida das pessoas e das coletividades; • mostra a inadequação da organização tradicional dos serviços de saúde; • coloca novos problemas para o atendimento médico; e • evidencia a necessidade de uma atuação muito mais específica, interdisciplinar,multiprofissional, intersetorial e engajada do setor, visando às necessidades dos cidadãos. Violência - Conceito Relatório Mundial sobre Violência e Saúde – OMS 2002 “Uso intencional da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” (KRUG et al., 2002, p. 5) Violência x agressividade A agressividade é um impulso nato, essencial à sobrevivência, à defesa e à adaptação dos seres humanos. Constitui-se como elemento protetor que possibilita a construção do espaço interior do indivíduo, promovendo a diferenciação entre o Eu e o Outro. Portanto, a agressividade, ao contrário da violência, inscreve-se no próprio processo de constituição da subjetividade. A transformação da agressividade em violência é um processo ao mesmo tempo social e psicossocial para o qual contribuem as circunstâncias sociais, o ambiente cultural, as formas de relações primárias e comunitárias e, também, as idiossincrasias dos sujeitos. Violência – algumas reflexões • Fato humano e social; • Histórica; • Há formas de violência que persistem no tempo e se estendem por quase todas as sociedades; • Abrange todas as classes e os segmentos sociais; • A violência também está dentro de cada um; • Violência X abuso X maus tratos. Violência – algumas reflexões Claude Lévi-Strauss, antropólogo belga, desenvolveu um método de investigação e interpretação antropológica, denominado estruturalismo. O conceito básico dessa teoria é o de estrutura social, que não é empiricamente observável, mas dá sentido aos dados empíricos. Por exemplo: a estrutura de um edifício, mesmo oculta, organiza, relaciona, distribui e sustenta todos os elementos observáveis da construção – os andares, os apartamentos, as entradas e saídas, os corredores. O mesmo se dá com a estrutura social: ela organiza, conecta e relaciona os seus elementos. Os elementos da estrutura social são as relações de parentesco, as instituições e os grupos diversos que, por sua vez, se organizam como um sistema, de forma interdependente, em que a modificação em qualquer uma das partes afeta, necessariamente, todas as outras as estruturas elementares de parentesco –, compostas por três relações básicas: consanguinidade (relação entre irmãos); aliança (relação entre casais) e filiação (relação entre gerações). Violência – algumas reflexões Infanticídio: Termo que vem do latim infanticidium e significa a morte de criança, especialmente recém-nascida. Esse fenômeno sempre existiu no decorrer da História. Na Antiguidade, referia-se a matança indiscriminada de crianças nos primeiros anos de vida. No Império Romano, e também em algumas tribos bárbaras, sua prática era aceita com o objetivo de regular a oferta de comida à população. Na China, o elevado índice de infanticídio e de aborto de meninas chegou a gerar um desequilíbrio populacional. No Brasil, algumas comunidades indígenas praticam infanticídio. Violência – Linha do tempo ● 1996 Criação da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa); ● 1999: Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”; ● 2001: Políjca Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência; ● 2003: Lei n. 10.778/03; estabelece a nojficação compulsória em caso de violência contra as mulheres nos serviços de saúde; ● 2003: Estatuto da criança e do adolescente; Violência – Linha do tempo ● 2004: Políticas de proteção à saúde da mulher PAISM (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher); ● 2004 Rede Nacional de Prevenção da Violência e Promoção da Saúde e a Implantação de Núcleos de Prevenção da Violência em Estados e Municípios; ● 2006 - Estatuto do idoso; ● 2005: Criação do Ligue 180; ● 2006: Lei Maria da Penha (Lei Federal n. 11.340, de 7 de agosto de 2006); ● 2008: Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual e/ou Doméstica contra Mulheres; ● Violência – Linha do tempo ● 2011: Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres; ● 2013: Lei n. 12.845/13; prevê a obrigatoriedade do atendimento integral às vítimas de violência sexual em todos os serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS); ● 2015: Lei do Feminicídio (Lei Federal n. 13.104, de 9 de março de 2015); ● 2015: Lançamento da Norma Técnica sobre Atenção Humanizada às Pessoas em Situação de Violência Sexual com Registro de Informações e Coleta de Vestígios. Violência – tipologias • Violência criminal; • Violência estrutural; • Violência institucional; • Violência interpessoal; • Violência em espaços sociais; • Violência intrafamiliar; • Violência contra pessoas que tem sofrimento ou adoecimento mental; • Violência autoinfligida; • Violência cultural; • Violência de gênero; • Violência racial; • Violência contra a pessoa com deficiência; • Violência por homofobia. Violência e populações • No Brasil, cerca de 80% dos óbitos e das lesões e traumas ocorrem nas cidades, associados à: • existência de grupos de delinquência comuns ou vinculados ao tráfico de drogas; • a agressões interpessoais; e • a acidentes de trânsito e de transporte. • Fator muito importante na produção da violência nas cidades: armas de fogo.Em em 2005, 90% dos homicídios foram cometidos com uso desse tipo de arma. Violência contra a mulher Fatores de risco de um homem cometer violência contra a parceira Violência e família – fatores de risco Violência e família – fatores de risco Violência e família – fatores de risco “Nas famílias com dinâmica de violência, é comum haver uma cristalização dos papéis em relação ao lugar de quem foi vitimado e o agente agressor. Esses lugares podem ser ocupados pelas mesmas pessoas, anos a fio, ou ser compartilhados por diferentes membros do grupo. Durante a terapia familiar é comum se observar a “transferência de violência”, quando outro membro do grupo passa a ser o protagonista da violência. Portanto, a tarefa dos profissionais da saúde não é apenas identificar o agressor, tratando-o individualmente, pois isso seria desconsiderar que muitas vezes a família possui uma dinâmica que inclui a violência em suas relações. Nesse caso, ao se retirar o agressor, outra pessoa pode passar a atuar em seu lugar” Violência e família – fatores de risco e de proteção Violência e família – fatores de risco e de proteção Violência Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente • projeto de vida baseado em sonhos e metas; • compreensão das consequências dos próprios atos; • bom envolvimento na escola (acadêmico e relacional); • envolvimento em atividades de lazer educativas (artísticas, esportivas); • relações afetuosas e seguras com adultos; • supervisão familiar; Violência Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente • mais elevada inteligência, correlacionada a curiosidade, criatividade e rendimento escolar; • envolvimento com amigos que também têm intolerância aos comportamentos infracionais e violentos; • religiosidade; • existência de adulto significativo para contrabalançar os conflitos com os pais, frequentes nessa fase da vida. Violência Fatores de proteção à atos violentos cometidos por adultos • apoio e suporte social – poder contar com pessoas e instituições que ofereçam afeto e apoio; • perseverança para enfrentar as dificuldades – mesmo quando o planejado não deu certo – e para continuar tentando, apesar dos obstáculos; • cultivo da satisfação com a vida e da autoestima elevada; • conquista, satisfação e sucesso no trabalho; • opção por estratégias mais ativas de enfrentamento dos problemas, buscando ajuda de outras pessoas e de profissionais especializados para apoiá-los na reflexão ou na resolução dos conflitos; • capacidade de sustentar a si mesmo e à sua família; • ter famíliaou relacionamentos afetivos estáveis. PolíFca Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência Diretrizes • promoção da adoção de comportamentos e de ambientes seguros e saudáveis; • monitorização da ocorrência de acidentes e de violências; • sistematização, ampliação e consolidação do atendimento pré-hospitalar; • assistência interdisciplinar e intersetorial às vitimas de acidentes e de violências; • estruturação e consolidação do atendimento voltado à recuperação e à reabilitação; • capacitação de recursos humanos; • apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas. Iniciativas de combate à violência Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) destaca em alguns Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a violência e sua prevenção, indicando a necessidade de ação multinacional e multissetorial: • Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos; • Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas; • Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada, em todos os lugares; • Acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças. Prevenção da violência • A prevenção primária se destina a evitar que a violência surja, sobre os fatores que contribuem para sua ocorrência e sobre os agentes dela em tempo anterior à ação violenta; • A prevenção secundária se realiza quando a violência já ocorreu. Significa respostas mais imediatas à violência, enfocando a capacidade de diagnóstico, o tratamento precoce e a limitação da invalidez; • A prevenção terciária compõe-se de respostas mais a longo prazo, visando intervir, controlar e tratar os casos reconhecidos, buscando reduzir os efeitos, as sequelas e os traumas; prevenir a instalação da violência crônica e promover a reintegração dos indivíduos. Rede Nacional de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde e Cultura de Paz • Qualificação da gestão para o trabalho de prevenção de violências e promoção da saúde e de cultura de paz; • Qualificação e articulação da rede de atenção integral às pessoas em situação de violências; • Desenvolvimento de ações de promoção da saúde e prevenção de violências para grupos populacionais vulneráveis visando à atuação nos determinantes sociais e na autodeterminação dos sujeitos; • Garantia da implantação/implementação da notificação de violências interpessoais e autoprovocadas; • Promoção e participação de políticas e ações intersetoriais e de redes sociais que tenham como objetivo a prevenção de violências e promoção da saúde e da cultura de paz. Rede de enfrentamento à violência Material complementar • Estudos sobre Criminalidade e Segurança Pública (www.crisp.ufmg. br) e informe-se sobre o Programa Interinstitucional Fica Vivo • filme A guerra dos Roses, dirigido por Danny DeVito (1989), ilustra a construção lenta deste binômio complexo: “família e violência”. É uma produção cinematográfica estadunidense, do gênero comédia, lançado em 1989, com base no romance A guerra dos Roses (1981), de Warren Adler. Comédia de humor negro sobre um casal que aparenta ter perfeita união. Quando o casamento começa a desmoronar, bens materiais se tornam o centro de escandalosa e amarga batalha pelo divórcio. Filme estrelado por Michael Douglas, Kathleen Turner e Danny DeVito. • O filme Festa em Família, dirigido por Thomas Vinterberg, de 1998, é um bom exemplo de alguns tipos de abuso intrafamiliar • Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e prevenção da violência, acesse o site da Organização das Nações Unidas no Brasil: https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/ Acidentes e trauma na APS Acidentes– Fpologias • Acidente de trânsito; • Acidentes de trabalho; • Acidentes domiciliares. Trauma - avaliação primária ABCDE Trauma - avaliação primária ABCDE Trauma na APS – Avaliação Primária Trauma na APS – Avaliação Primária Trauma na APS – Trauma abdominal Trauma contuso - Não ocorre solução de descontinuidade e as lesões ocorrem por mecanismo indireto, podendo cursar com compressão e esmagamento ou cisalhamento de vísceras abdominais; hemorragia; ruptura de órgãos e vasos abdominais além de lesões por desaceleração. Trauma abdominal penetrante - OMS (www.who.int), o Relatório Mundial sobre Violência e Saúde (World Report on Violence and Health), Solução de descontinuidade da pele e ultrapassa o peritônio. Trauma na APS – Trauma abdominal Exame físico: inspeção, ausculta, percussão e palpação. As estruturas adjacentes como tórax, uretra, vagina, períneo, dorso e nádegas podem nos dar pistas de possíveis lesões de órgãos abdominais. Além disso, o exame da bacia é de suma importância nesse momento. Indica-se toque retal e vaginal em todos pacientes politraumatizados com trauma maior. Avaliação inicial pode incluir FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) - Avaliação da presença de fluidos intra-abdominais que inclui o exame de quatro regiões importantes (saco pericárdico, espaços hepato e esplenorrenal e pelve ou recesso de Douglas), sendo extremamente útil na detecção da causa de choque. Trauma na APS - Trauma cranioencefálico (TCE) • Injúria ou lesão no escalpo com ou sem evidência de alteração de consciência; • Classifica-se de acordo com a Escala de Coma de Glasgow (ECG). Trauma na APS - TCE Escala de Coma de Glasgow (ECG) modificada para crianças Trauma na APS – Sinais/ sintomas e classificação e do TCE Classificação e sintomas Conduta TCE leve ECG entre 13 e 15 - cefaleia leve e não progressiva, tontura e vertigem temporárias, hematoma subgaleal ou laceração pequena de couro cabeludo Maioria: Observação, sem recomendação para TC. Pode ocorrer piora do quadro. Acompanhar Trauma na APS – Sinais/ sintomas e classificação e do TCE Classificação e sintomas Conduta TCE leve ECG entre 13 e 15 - cefaleia leve e não progressiva, tontura e vertigem temporárias, hematoma subgaleal ou laceração pequena de couro cabeludo Maioria: Observação, sem recomendação para TC. Pode ocorrer piora do quadro. Acompanhar Fraturas – principais achados da anamnese e exame físico Fraturas– características descritivas radiográficas Acidentes por animais peçonhentos Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil Principais sintomas • Cascavel – gênero Crotalus Poucas manifestações locais. Neurotoxicidade – ptose palpebral, rabdomiolise, mialgia Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil Principais sintomas • Jararaca – gênero Bothrops (mais comum entre os acidentes owdicos) Dor e edema local, coagulopaja com manifestações hemorrágicas Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil Principais sintomas • Coral - gênero Micrurus Neurotoxicidade que pode levar à insuficiência respiratória por fraqueza muscular, mialgia Acidentes Ofídicos - Cobras mais comuns no Brasil Principais sintomas • Surucucu - gênero Lachesis Dor e edema local, coagulopatia com manifestações hemorrágicas e de síndrome vagal Acidentes Ofídicos – Tratamento Acidentes Ofídicos – Tratamento Acidentes Ofídicos – Tratamento Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil Principais sintomas • Aranha marrom– gênero Loxoceles Aranha doméstica, não é agressiva. Costuma picar quando espremida contra o corpo da pessoa. Mais comum na região Sul do Brasil. Dor e edema local. Pode causar febre e mal-estar e manifestações hemorrágicas. Lesão evolui de com uma bolha ou equimose central, circundada por um halo pálido (isquemia). Ao longo dos dias, a lesão central evolui para necrose. Principais sintomas • Armadeira – gênero Phoneutria Aranha mais agressiva, não faz teia. Pode pular até 40cm Dor e edema local, vômitos, hipertensão, sialorreia e priapismo em crianças. Manifestações graves: convulsões, coma, arritmia cardíaca, choque e edema pulmonar.Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil Principais sintomas • Viúva negra- gênero Latodectrus Mais comum na região Nordeste do Brasil Dor e edema local, dor abdominal, contração e dores musculares, agitação, sudorese e, nos casos graves, trismo, hipertensão, bradicardia, dispneia, priapismo, retenção urinária, alterações hemodinâmicas e choque Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil Escorpionismo Principais manifestações são dor e parestesia local. Manifestações graves: hipo ou hipertermia, sudorese profusa; náusea, vômito, sialorreia, dor abdominal, diarreia, arritmia, hipo ou hipertensão, ICC, choque, EAP, taquipneia, agitação, sonolência, agitação mental. Referências ACIDENTES Ofídicos. Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/acidentes-ofidicos ALVES, F. T. A. et al. Mortalidade proporcional nos povos indígenas no Brasil nos anos 2000, 2010 e 2018. Saúde em Debate, [S. l.], v. 45, n. 130 Jul-Sept, p. 691–706, 2022. Disponível em: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/4549. ANÁLISE de Situação de Saúde. Política nacional de redução da morbimortalidade por acidentes e violências: Portaria MS/GM n.º 737 de 16/5/01, publicada no DOU n.º 96 seção 1E de 18/5/01 – 2. ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Por uma cultura da paz, a promoção da saúde e a prevenção da violência. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com traumatismo cranioencefálico. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 132 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_traumatisco_cranioencefalico.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Especial de Saúde Indígena. Departamento de Atenção à Saúde Indígena. Atenção psicossocial aos povos indígenas: tecendo redes para promoção do bem viver. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. CERQUEIRA, D. et al. Atlas da violência 2019. Brasília, DF: Ipea: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2019. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/relatorio_institucional/190605_atlas_da_violencia_2019.pdf. Acesso em: 14 mai. 2023 DATASUS. Informação de saúde (TABNET). Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 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FRAGA, M. A. A.; BELLUOMINI, F.; PEIXOTO, A. O. Conduta em acidentes com animais peçonhentos [recurso eletrônico]. São Paulo: Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2020. Disponível em: https://www.spsp.org.br/PDF/SPSP-DC-Emerg%C3%AAncias-Animais%20Pe%C3%A7onhentos-09.11.2020.pdf GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. Secretaria de Estado da Saúde. Atendimento de Urgência ao Paciente Vítima de Trauma - Diretrizes Clínicas. Vitória: Secretaria de Estado da Saúde, 2018. Disponível em: https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Protocolo/Diretriz%20Trauma%20versao%20publicada.pdf GUSSO, G.; LOPES, J. M.C.; DIAS, L. C., organizadores. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019, 2388 p. KRUG, E. G. et al. World report on violence and health. Geneva: World Health Organization, 2002. 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Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/16. https://doi.org/10.7476/9786557080948 OBRIGADA frantchescafripp@gmail.com Uso Abusivo de Álcool e Outras Drogas FRANTCHESCA FRIPP DOS SANTOS JULIANA MACHADO DE CARVALHO Médicas de Família e Comunidade Substâncias Psicoativas • São substâncias naturais ou sintéticas que, ingeridas, provocam alterações do SNC, modificando o comportamento, humor e cognição; possuem propriedades reforçadoras e favorecem a autoadministração; • Podem induzir tolerância, abuso e dependência. Substâncias Psicoativas • Provavelmente o uso de substâncias psicoativas como forma de aliviar o sofrimento seja tão antigo quanto o próprio homem. • Diversas culturas sancionam o uso de substâncias psicoativas, em rituais religiosos ou socialmente. • Em determinados períodos da história algumas delas ganham estímulo extra para sua utilização. Tipos de Uso Experimental • Uso eventual para experimentar seus efeitos, sem recorrência sistemática. Recreacional ou Ocasional • Uso intermitente em que há algum padrão de consumo, sem causar problemas (físicos, emocionais, legais, familiares e sociais). Abusivo • Padrão de uso com consequências nocivas (critérios específicos). Dependência • Padrão abusivo com dependência (critérios específicos). Critérios Diagnósticos Uso Abusivo Critérios Diagnósticos Dependência História Natural Nos estágios iniciais os indivíduos que irão desenvolver transtornos são indistinguíveis, porém há fatores identificáveis como de risco e como protetores. Fatores de Risco para o uso de drogas Fatores de Risco para o uso de drogas Substâncias Utilizadas • Maconha • Solventes • Benzodiazepínicos • Estimulantes • Cocaína • Orexígenos e anorexígenos • Crack • Merla – subproduto da cocaína • Heroína Abordagem Inicial Avaliação clínica ● Substâncias usadas ● Tratamentos anteriores ● Comorbidades Exames Complementares ● Álcool: TGO, TGP, GGT, Hemograma ● Injetáveis ou associadas a comportamento sexual: Anti HCV, Anti HIV, Anti HBs, HBsAg e VDRL ● História familiar ● Perfil psicossocial ● Exame físico Abordagem Diagnóstico diferencial de sintomas de humor que se apresentam em um paciente com uso de substância. Abordagem Terapêutica Intervenções Psicossociais: • FRAMES • Feedback: resumo das avaliações sobre a repercussão das drogas • Responsability: ênfase na responsabilidade pessoal do paciente pela mudança • Advice: recomendações claras para que mude hábitos • Menu: apresentar opções para mudança • Self-efficacy: empatia e reforço da autoeficácia Família • Abordar problemas familiares e incluir no Plano terapêutico Abordagem Terapêutica Estratégias de redução de danos: • Substituir hábitos nocivos por outros menos nocivos ou de menor potencial Estratégias de gerenciamento de casos: • Equipe multiprofissional • Prever abandonos e recidivas • Estar disponível Intervençõescomunitárias: • Escolas, sala de espera, grupos de pacientes Grupos de auto-ajuda • NA • AA Encaminhamento • Suspeita de comorbidade psiquiátrica • Não melhora com tratamento inicial • Múltiplas tentativas prévias sem sucesso Estágios Motivacionais Estágios Motivacionais • Pré-contemplação (“Eu não vou”) – Não considera a possibilidade de mudar, nem se preocupa com a questão. “Eu não quero parar de fumar”. • Contemplação (“Eu poderia”) – Admite o problema, é ambivalente e considera adotar mudanças eventualmente. “Eu quero parar de fumar, mas não sei quando”. • Preparação (“Eu vou / Eu posso”) – Inicia algumas mudanças, planeja, cria condições para mudar, revisa tentativas passadas. “Eu tenho tentado parar de fumar de um tempo para cá” ou “Eu tenho uma data e um esquema para começar nos próximos 30 dias”. • Ação (“Eu faço”) – Implementa mudanças ambientais e comportamentais, investe tempo e energia na execução da mudança.“Eu tenho feito uso descontínuo do cigarro de um mês para cá, ficando sem fumar pelo menos um dia inteiro durante este período”. Abordagem Abordagem Conceitos – Prevenção e Recaída Tabagismo Impacto na Saúde ● 1,1 bilhão de fumantes no mundo; ● 80% dos fumantes vivem em países de média e baixa renda; ● 50% dos fumantes morrem em decorrência dos efeitos do cigarro; ● 2019: 9 milhões de mortes pelo tabagismo = 237 milhões de anos saudáveis de vida perdidos (disability adjusted life years, DALYs); ● Morte 10 anos antes; Impacto na Saúde ● Relacionado a maioria das doenças crônicas não transmissíveis, maior causa de óbitos no Brasil ● Dano é dose dependente ● Não existem níveis seguros de consumo ● Estima-se em cerca de 500 milhões anuais o gasto do SUS no tratamento de doenças causadas pelo tabagismo Queda da prevalência de fumantes adultos que acompanhou ações governamentais de controle do tabagismo, 1989-2010. O gráfico demonstra a necessidade de medidas rigorosas e permanentes sobre os diversos aspectos que o cigarro abrange socioculturalmente. Impacto na Saúde Impacto na Saúde ● A nicotina é uma droga psicotrópica ou psicoativa. ● Cigarro e outras formas de tabaco, mascado ou inalado levam à tolerância e dependência. ● Fumantes que não tragam também evoluem com tolerância e dependência. ● Processo de dependência envolve fatores psicológicos e comportamentais. Teste de Fargerström ● Avalia o grau de dependência à nicotina. ● Quanto mais pontos, maior a dependência. ● As respostas indicam em que âmbito pode haver mais desconforto ao deixar de fumar, quais sintomas da abstinência podem ser mais impactantes. ● Indica a necessidade ou não de apoio medicamentoso no tratamento da dependência. Avaliação da Dependência - Teste de Fargerström Comportamento esperado do Profissional de Saúde Recomendações – Abordagem Clínica Avaliação da Motivação ● A MOTIVAÇÃO PARA A MUDANÇA É PREDITIVA DE BOAS TAXAS DE CESSAÇÃO! ● PACIENTE PREPARADO PARA A MUDANÇA SE ENGAJA AO TRATAMENTO! ● FIQUE ATENTO PARA ABORDAR OPORTUNAMENTE! Avaliação da Motivação • Quando um indivíduo se depara com algum processo de modificação de comportamento em sua vida, ele passa por estágios de mudança: pré contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção e recaída. • A motivação é a probabilidade de um indivíduo iniciar e dar continuidade a um processo de mudança. Motivação X Conduta Tabela: Identificação do estágio de motivação e condutas decorrentes. Aconselhamento Breve e Intensivo ● A abordagem breve consiste em: perguntar e avaliar, aconselhar e preparar o fumante para que deixe de fumar; ● Todos os profissionais estão aptos a realizar a abordagem breve, com estudo e treinamento; ● 5-10% de taxa de cessação ao ano. Aconselhamento Breve e Intensivo Perguntas que levam o paciente a refletir sobre questões fundamentais relacionadas com o tabagismo e o sensibilizam para tentar parar de fumar: Tratamento • Terapia Cognitivo Comportamental • Taxas de sucesso de cerca de 20% em um ano • Intervenção em Grupo • Objetivo de cada encontro é aprofundar as discussões relacionadas a temas que ajudem a cessação e partilhar experiências • Etapas: • Preparar o fumante para solucionar seus problemas • Estimular habilidades para resistir às tentações de fumar • Preparar para prevenir a recaída • Preparar para lidar com o estresse Tratamento Farmacológico • Indicações: • > 20 cigarros ao dia; • 1º cigarro fumado antes de 30 min depois do despertar e fumar mais de 10 cigarros por dia; • Resultado do Teste de Fargeström maior ou igual a 5; • Já tentou somente com abordagem cognitivo comportamental mas não obteve êxito; • Não possuir contraindicações ao fármaco. Opções Farmacológicas Tabela: Fármacos efetivos no tratamento da dependência da nicotina. Fármaco Posologia Comentários Opções Farmacológicas Tabela: Fármacos efetivos no tratamento da dependência da nicotina. Fármaco Posologia Comentários Fármacos disponíveis na RENAME Tabagismo e saúde dos Povos Indígenas Considerar o aspecto socio-cultural-espiritual envolvido no uso do tabaco, rapé e outras plantas usadas em rituais e/ou cotidianamente. Problemas relacionados ao consumo de álcool Problemas relacionados ao consumo de álcool • O álcool é uma substância química produzida a partir da fermentação do açúcar encontrado numa série de produtos de origem vegetal (cana-de-açúcar, frutas, arroz, mandioca etc.); • 50% dos brasileiros >18 anos bebem pelo menos 1 vez ao ano; • 4%: transtorno por uso de álcool (TUA) leve; • 14%: TUA moderado a grave; • Aumento do consumo de álcool por mulheres - 2006: 27% e 2012: 38%; • Experiência precoce: 22% antes dos 15 anos em 2012. Problemas relacionados ao consumo de álcool - Conceitos • Transtorno por uso de álcool (TUA) Nomenclatura atual para descrever os problemas associados ao consumo de álcool; • Craving ou fissura Desejo de experimentar os efeitos da droga; forte e subjetiva energia; irresistível impulso para usar droga; pensamento obsessivo; alívio para os sintomas de abstinência; incentivo para autoadministar a substância; expectativa de resultado positivo; processo de avaliação cognitiva e processo cognitivo não-automático. Problemas relacionados ao consumo de álcool - Conceitos • Binge Consumo de álcool em quantidade suficiente para atingir alcoolemia de 0,08g/dL (aprox. 5 doses para homens e 4 doses para mulheres) em 2 horas; Risco agudo: acidentes, violência, e exposição sexual, por exemplo. Equivalência de doses de álcool Teor alcoólico médio, medida padronizada e unidade de álcool para um drinque- padrão de vinho, cerveja ou destilados. Intoxicação aguda por álcool O sistema nervoso central é afetado mais rapidamente pelo uso de álcool: sedação diminuição da ansiedade fala pastosa prejuízo da capacidade de julgamento ataxia desinibição do comportamento Intoxicação aguda por álcool ALCOOLEMIA (mg%) QUADRO CLÍNICO CONDUTA 30 Euforia, excitação, alteração leve da atenção. Ambiente calmo e monitoramento dos sinais vitais. 50 Incoordenação motora discreta, alteração do humor, da personalidade e do comportamento. Ambiente calmo e monitoramento dos sinais vitais. 100 Ataxia, piora do humor, piora dos reflexos sensitivos, redução da concentração. Monitoramento dos sinais vitais, cuidados para mantenção de via aérea livre, observar risco de broncoaspiração de vômitos. 200 Piora da ataxia, náuseas e vômitos. Internação, cuidados para mantenção de via aérea livre, observar risco de broncoaspiração, aplicar tiamina IM. 300 Disartria, amnésia, hipotermia, anestesia. Internação, cuidados gerais para manutenção da vida, aplicar tiamina IM. 400 Coma, morte (bloqueio respiratório central). Emergência, cuidados intensivos para a manutenção da vida, diretrizes de tratamento do coma. Intoxicação aguda por álcool Manejo • Sem perda de consciência: Não há evidência de medicações que aceleram o metabolismo do álcool; Glicose hipertônica só tem indicação