Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Elizete Moraes Gonçales Rios
Consultorias e Treinamentos 
Vocês têm a​ oportunidade de ajudar as empresas a tornar seus ambientes mais seguro​s e saudáveis, bem como reduzir custos através do gerenciamento de riscos e com a gestão do FAP​.
3
Sumário
Apresentação
6
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais GRO	7
O que é Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?	8
Por que fazer o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?	9
Contexto Histórico	11
BS 8800	11
OHSAS 18001	12
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT)	13
ISO 45001	14
Compreendendo o contexto da Nova NR 01 e o GRO	16
Fique por dentro da Nova NR 01	17
Estrutura do PGR para GRO	19
Tratamento diferenciado para MEI, ME e EPP	19
Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR	20
O que é PGR? (Introdução, Conceituação)	21
Estrutura do PGR para GRO	21
Identificação de Perigos e Riscos	23
Análise de Riscos	23
Matriz de Riscos	25
Classificação de Riscos	25
Avaliação de Riscos	25
Medidas de Controle	26
Plano de Ação	27
Fator Acidentário de Prevenção – FAP	28
Definição do FAP	29
Contexto Histórico do FAP	30
Objetivos do FAP	30
Metodológica de Cálculo do FAP	30
Etapas do Cálculo do FAP	31
1 Cálculo dos índices de Frequência, Gravidade e Custo:	32
2 Ordenamento dos Estabelecimentos da Subclasse CNAE	32
3 Cálculo dos Percentis de Ordem de Frequência, Gravidade e Custo	32
4 Cálculo do Índice Composto	32
Como o FAP impacta economicamente as empresas	33
Como o GRO impacta no desempenho das empresas	35
Estrutura do PGR para o GRO	36
Estrutura para gestão do FAP	36
REFERÊNCIAS	37
Autor
38
4
Apresentação
Como o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais impacta o desempenho de SST de uma empresa?
A área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) é conhecida pela sua atuação frente às necessidades de cumprimento de dispositivos legais, principalmente as Normas Regulamentadoras (NRs).
E isso gera uma percepção de obrigação, no sentido de obrigatoriedade. E por isso é comum ouvirmos “Por que isso precisa ser feito? Porque é obrigatório, está na NR”.
E, para mim, esse é o principal motivo da área de SST não ser tratada com a devida importância dentro das empresas. Já que a alta liderança não vê sentido numa
5
atuação apenas para cumprir dispositivos legais frente aos resultados e objetivos da organização como um todo.
Desta forma, precisamos quebrar este paradigma. E mostrar às empresas e nossos clientes que somos profissionais, que podemos fazer muito mais pelos resultados e sustentabilidade da organização do que apenas cumprir dispositivos legais.
E a principal finalidade deste ebook é ajudar profissionais de SST a quebrar este paradigma e levar a área de SST para outro patamar. Um nível estratégico dentro das empresas.
6
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais GRO
O que você irá ver sobre GRO:
● O que é GRO? (Introdução, Conceituação) 
● Por que fazer o GRO? (Justificativa)
● Contexto histórico do GRO? (Referências técnicas) 
● Compreendendo o contexto da Nova NR 01 e o GRO 
● Ficando por dentro da Nova NR 01 e o GRO
● Estrutura do PGR para o GRO
● Tratamento diferenciado para MEI, ME e EPP
7
O que é Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?
É o ato de planejar, implementar e controlar ações preventivas e corretivas para reduzir a probabilidade da ocorrência de eventos que provocam danos e perdas – acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
E desta forma, manter um elevado grau de confiabilidade e segurança num ambiente de trabalho, por meio de:
● Eliminar os eventos que provocam danos e perdas;
● Reduzir a exposição dos trabalhadores aos eventos que provocam danos e
perdas; e
● Minimizar a severidade dos eventos que provocam danos e perdas.
Sendo assim, para um Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é necessário a identificação dos perigos e riscos, análise, avaliação e controles desses riscos identificados, bem como o monitoramento e a análise crítica dos riscos identificados, os acidentes e os potenciais adoecimentos dos trabalhadores, possibilitando ações para a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
E, neste sentido, o principal objetivo do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é a melhoria contínua do desempenho em Segurança e Saúde no Trabalho (SST).
E os requisitos básicos de um plano, programa ou sistema para o GRO, conforme a NR 01 é:
● Evitar os riscos que possam ser originados no trabalho; 
● Avaliar os riscos que não possam ser evitados;
● Implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores; 
● Adaptar o trabalho ao trabalhador.
8
Por que fazer o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?
Toda e qualquer empresa possui incertezas que comprometem os seus objetivos. Para essas incertezas damos o nome de risco.
E o risco pode ser definido, conforme a ABNT NBR ISO 31000, como expresso em termos da combinação das consequências de um evento com a probabilidade da sua ocorrência.
Já na área de SST, temos o Risco Ocupacional, que pode ser definido como a combinação da probabilidade de ocorrer lesão ou agravo à saúde causados por um evento perigoso, exposição a agente nocivo ou exigência da atividade de trabalho e da severidade dessa lesão ou agravo à saúde, conforme a NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Desta forma, uma das principais finalidades da área de SST é gerenciar os riscos ocupacionais, mantendo um ambiente de trabalho com elevado grau de confiabilidade e segurança. Sendo que segurança é “um estado de baixa probabilidade de ocorrência de eventos que provocam danos e perdas”. (Cardella, 2009).
Então, o objetivo da área de SST é “melhorar as condições e o ambiente de trabalho”. (OIT, 2011).
E, desta forma, contribuir não só com as empresas, mas também com os trabalhadores e o Governo, ou seja, com a sociedade em geral, já que os riscos ocupacionais comprometem os objetivos das empresas, a saúde e integridade física dos trabalhadores e as despesas e os serviços do Governo.
Mas como ocorre este comprometimento?
O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais eleva a confiabilidade e segurança de um ambiente de trabalho. E, desta forma, reduz a probabilidade de ocorrência de eventos que provocam danos e perdas.
E a estes eventos relacionamos os acidentes de trabalho e as doenças relacionadas ao trabalho.
E estes eventos têm um impacto significativo para a Sociedade.
9
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o impacto econômico dos acidentes de trabalho e doenças relacionados ao trabalho é de aproximadamente 3,94% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial ao ano.
Portanto, levando em consideração que o PIB do Brasil em 2019 foi de 7,3 trilhões de
reais (IBGE, 2020), o custo para o país com a acidentalidade é de aproximadamente
280 bilhões de reais por ano.
E se levarmos em consideração apenas a concessão dos benefícios acidentários (B91, B92, B93 e B94) pela Previdência Social, concedidos em 2018, a despesa para o Governo foi de aproximadamente 13,1 bilhões de reais, conforme dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.
Mas ainda há outros impactos ao Governo, trabalhadores e empresas, como destacados abaixo:
Portanto, percebe-se a magnitude dos impactos econômicos e sociais dos acidentes de trabalho e doenças relacionadas ao trabalho à sociedade em geral.
E é por isso que há a necessidade de se fazer o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais: para reduzir a probabilidade da ocorrência de eventos que provocam danos e perdas. E, desta forma, contribuir com as empresas na:
10
	Governo	Empresas
	− Pagamento de benefícios
assistenciais
− Despesas com o SUS
− Despesas com o Corpo de
Bombeiros/SAMU
− Despesas administrativas e com profissionais (SIT, Fundacentro, CEREST)	− Aumento da contribuição do Seguro contra Acidentes
de Trabalho (FAP)
− Despesas médicas
−Custos com ações judiciais, indenizações e ações
regressivas
− Pagamento do salário nos primeiros 15 dias de
atestado
− Custos com contratação e treinamento para
substituição
− Custos com horas extras
− Comprometimento da qualidade do produto ou da
prestação de serviços
− Contribuição do FGTS enquanto o trabalhador estiver
afastado
− Redução da produção
− Atraso das entregas
− Paradas de máquinas, equipamentos ou processos 
− Imagem reputação da empresa
	Trabalhadores	
	− Redução da remuneração
− Despesas com medicamentos
− Redução temporária ou permanente 
da capacidade biomecânica e/ou cognitiva
− Interferência na vida familiar e
convívio social	
● Redução de custos 
● Maior produtividade
● Conformidade/Compliance 
● Reputação/Imagem
Já para os trabalhadores:
● Menos acidentes/doenças/lesões 
● Maior bem-estar
● Mais dignidade e qualidade de vida
E para o Governo:
● Menos despesas
● Melhor atendimento/prestação de serviço à sociedade
11
Contexto Histórico
Será que as diretrizes e requisitos do GRO, recentemente inseridos na Nova NR 01, é uma novidade?
No Brasil, não havia nenhuma regulamentação a respeito do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – ao menos de forma autônoma e tipifica como geral. Isso porque em alguns segmentos haviam diretrizes e requisitos que muito se aproximam do exposto na Nova NR 01, embora algumas empresas e profissionais já adotassem diretrizes e requisitos de algumas referências técnicas a respeito do tema, as quais destaca-se abaixo:
BS 8800
Quanto a British Standards 8800 é uma Norma de origem inglesa voltada para a gestão da saúde e segurança ocupacional. Ela foi criada pelo British Standard Institution (BSI), sendo que foi publicada em 1996.
12
É considerada como a norma pioneira no mundo para a implantação de um sistema de gerenciamento de riscos ocupacionais. Com a finalidade da melhoria contínua das questões relacionadas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.
E ela é apoiada nas mesmas ferramentas do ciclo PDCA, conforme imagem abaixo:
Fonte: BS 8800, 1996.
OHSAS 18001
Já a Occupational Health and Safety Assessment Series (OHSAS) 18001 é uma referência técnica e teve a sua primeira versão publicada em 1999 após estudos de um grupo de organismos certificadores e de entidades de normalização da Irlanda, Austrália, África do Sul, Espanha e Malásia. Sendo que foi revisada e atualizada em 2007.
E a premissa dela era auxiliar as empresas a controlar os riscos de acidentes no local de trabalho. Sendo que por muitos anos foi a principal referência para sistemas de gestão de SST.
A OHSAS visa a melhoria contínua de seu desempenho em saúde ocupacional e segurança de seus colaboradores, por meio do ciclo abaixo:
13
Fonte: OHSAS 18001, 2007
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT)
E a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou em 2001 o Guidelines on Occupational Safety and Health Management Systems (ILO-OSH 2001) e que foi traduzido em 2005 pela FUNDACENTRO.
Sendo que as diretrizes sobre sistemas de gestão da SST tinham como finalidade contribuir para proteger trabalhadores contra fatores de risco (perigos) e eliminar lesões, doenças, incidentes, degradações da saúde e mortes relacionados ao trabalho.
E os principais elementos do sistema de gestão da SST da OIT também seguiram o ciclo de melhoria contínua, conforme imagem abaixo:
14
Fonte: OIT, 2011.
ISO 45001
E em 2018 tivemos a publicação ISO 45001 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, pela International Organization for Standardization.
Atualmente é a principal referência mundial em termos de certificação em melhoria contínua do desempenho de SST.
E seu principal objetivo é fornecer uma estrutura para que empresas possam gerenciar os riscos e oportunidades, visando prevenir lesões e problemas de saúde relacionados ao trabalho, bem como proporcionar locais de trabalho seguros e saudáveis aos trabalhadores.
15
Assim com as demais referências, ela baseia-se nos elementos do PDCA, conforme imagem abaixo:
Fonte: ISO 45001, 2018.
Desta forma, percebe-se que desde 1996 há referências técnicas à respeito do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, que visam a melhoria contínua, do desempenho de SST de uma empresa, estabelecida pelo ciclo PDCA.
16
Compreendendo o contexto 
da Nova NR 01 e o GRO
Com a publicação da Nova NR 01 – Disposições Gerais e 
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, temos a primeira Norma autônoma a respeito do assunto no país, que estabelece as diretrizes e requisitos para que empresas implementem planos, programas ou sistemas de gestão com a finalidade da melhoria contínua do desempenho de SST.
Mas, tecnicamente ela não apresenta nenhuma novidade, como visto anteriormente - a não ser o seu critério legal no Brasil.
17
Porém, são poucas as empresas e profissionais que já adotavam as diretrizes e requisitos das referências técnicas referente a Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Desta forma, espera-se que ela mude o paradigma de SST no Brasil, saindo da rotina cartorária, como a que temos hoje com algumas documentações. E que traga práticas relevantes pensando em resultados, ou seja, na melhoria contínua do desempenho de SST.
Pois o cumprimento de NRs e outros dispositivos legais não pode ser o ponto de chegada, finalidade do trabalho da área de SST, Mas sim um dos meios para se alcançar o principal objetivo da área de SST: construção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
E com a implementação e melhoria contínua de um plano, programa ou sistema de gestão de SST contribuirá muito com a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
E um ambiente de trabalho mais seguro e saudável é positivo para todos:
Empresas: tende a estar em conformidade com os dispositivos legais (Compliance) e consequentemente reduzir seus índices de acidentalidade e adoecimento, ocasionando também a redução de custos (FAP, absenteísmo, indenizações, ações judiciais) e aumento de produtividade.
Trabalhadores: melhores condições de trabalho e consequentemente menores índices de acidentes e afastamentos.
Governo/Sociedade: com menos acidentes e doenças relacionados ao trabalho, terá menos despesas atreladas (SUS, indenizações, benefícios) e aumento da produtividade do país.
Fique por dentro da Nova NR 01
A nova NR 01 estabelece que as empresas façam o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, conforme as seguintes diretrizes e requisitos:
● Evitar os riscos ocupacionais presentes nos ambientes de trabalho;
18
● Identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde dos
trabalhadores;
● Avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco;
● Classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção
de medidas de prevenção;
● Implementar medidas de prevenção, de acordo com a classificação de risco e
na ordem de prioridade;
● Acompanhar o controle dos riscos ocupacionais.
Desta forma, as empresas devem implementar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais em suas atividades. Sendo que o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
E a critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade.
O PGR deve conter​, no mínimo, os seguintes documentos:
● Inventário de riscos 
● Plano de ação
E os documentos integrantes do PGR devem ser elaborados sob a responsabilidade da organização, respeitado o disposto nas demais NRs, datados e assinados.
Desta forma, não haverá um profissional responsável legalmente pelo PGR, como temos hoje com o PCMSO, PPRA, Laudo de Insalubridade, Laudo de Periculosidade e LTCAT. A responsabilidade de elaboração e implementação de um plano, programa ousistema será da empresa.
Sendo assim, o PGR será estruturado, implantado e melhorado por uma equipe multidisciplinar, sendo que cada um, dentro de sua capacidade técnica e limitação legal, terá sua respectiva responsabilidade.
E outro ponto relevante é quanto a periodicidade da atualização/revisão do PGR.
Pois a avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo e ser revista a cada dois anos ou três anos para as empresas que possuírem certificações em sistema de gestão de SST. Ou, independente do prazo:
19
● Após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos
residuais;
● Após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os riscos existentes;
● Quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das
medidas de prevenção;
● Na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho; 
● Quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis.
Estrutura do PGR para GRO
Tratamento diferenciado para MEI, ME e EPP
O Microempreendedor Individual (MEI) está dispensado de elaborar o PGR. Mas, serão elaboradas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho recomendações sobre as medidas de prevenção a serem adotadas pelo MEI.
Porém, a dispensa da obrigação de elaborar o PGR não alcança a organização contratante do MEI, que deverá incluí-lo nas suas ações de prevenção e no seu PGR,
20
quando este atuar em suas dependências ou local previamente convencionado em contrato.
E a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho irá disponibilizar ferramentas de avaliação de riscos, que poderá ser utilizada pelas microempresa (ME) e empresas 
de pequeno porte (EPP) para estruturar o PGR, desde que tal ME e EPP não seja obrigada a constituir SESMT.
E as ME e EPP, graus de risco 1 e 2, que no levantamento preliminar de perigos não identificarem exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos, em conformidade com a NR 09, e declararem as informações digitais de SST, ficam dispensadas da elaboração do PGR.
21
Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR
O que você irá ver sobre PGR:
● O que é PGR? (Introdução, Conceituação) 
● Estrutura do PGR
● Inventário de riscos
● Identificação de perigos 
● Análise de riscos
● Matriz de riscos
● Classificação de riscos
● Avaliação de riscos 
● Medidas de controle 
● Plano de ação
22
O que é PGR? (Introdução, Conceituação)
O PGR é um instrumento que visa implementar ações preventivas e corretivas nos ambientes de trabalho, com a finalidade de mitigar os riscos ocupacionais que podem causas danos e perdas às empresas e a saúde e integridade física dos trabalhadores, conforme a seguinte estrutura:
Estrutura do PGR para GRO
Inventário de riscos
E um inventário de riscos ocupacionais, deve conter, no mínimo:
23
E para a elaboração do inventário de riscos, a primeira etapa é fazer um levantamento preliminar dos perigos existentes no ambiente de trabalho. E para isso, deve ser feito um trabalho de campo, como uma inspeção e contando com o apoio de uma lista de verificação, onde serão apontados todos os perigos existentes.
Posterior a este levantamento preliminar, precisa ser identificado se os perigos levantados poderão ser eliminados. Caso contrário, os mesmos precisam ser analisados e avaliados, para que se tenha subsídios para implementar ações preventivas e corretivas.
E neste sentido, entramos na etapa de Identificação de Perigos, na qual este processo consiste em encontrar (investigar, pesquisar, analisar), reconhecer e descrever os perigos e riscos presentes no ambiente de trabalho. Sendo que nesta etapa, há algumas informações essenciais e que devem estar presentes no inventário de riscos, tais como:
● Descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde; 
● Identificação das fontes ou circunstâncias;
● Indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos.
E para auxiliar esta etapa, deve ser seguido uma metodologia, bem como deve ser seguida uma ou mais ferramenta de identificação e avaliação de risco, condizente com o cenário a ser avaliado.
Uma das mais conhecidas na área de SST e aplicável a quase todos os cenários é a Análise Preliminar de Riscos (APR), conforme exemplo abaixo:
24
Identificação de Perigos e Riscos
Posterior aos perigos e riscos identificados, bem como demais informações pertinentes, deve ser realizada a análise de riscos. Sendo que para cada risco deve ser indicado o nível de risco ocupacional, determinado pela combinação da severidade das possíveis lesões ou agravos à saúde com a probabilidade ou chance de sua ocorrência.
Análise de Riscos
E para a gradação da severidade deve ser levado em conta a magnitude da consequência e o número de trabalhadores possivelmente afetados.
25
E para a gradação da probabilidade deve ser levado em conta:
● Os requisitos estabelecidos nas NRs;
● As medidas de prevenção já implementadas; 
● As exigências da atividade de trabalho;
● A comparação do perfil de exposição ocupacional com valores de referência
estabelecidos na NR 09.
Recomenda-se usar como suporte uma matriz de riscos, para apoiar na categorização da probabilidade e da severidade. E que neste mesmo sentido, irá dar suporte ao estabelecimento do nível do risco e consequentemente a sua classificação, para subsidiar a definição das medidas de prevenção.
Assim como uma tabela para categorizar as medidas de controle existentes, para servir como um fator de consideração durante a análise de riscos.
E posterior a identificação de riscos e a sua análise, é possível definir o risco residual, conforme exemplificação a seguir:
E com o risco residual podemos classificá-lo, usando como parâmetro uma matriz de riscos, que é estabelecido pela relação da probabilidade com a severidade (impacto). Sendo que esta pode ser qualitativa, semiquantitativa ou quantitativa.
26
Matriz de Riscos
Classificação de Riscos
E posterior a identificação do risco residual, por meio de uma matriz de riscos, podemos ordená-los, conforme a sua respectiva classificação, baseada no método que está sendo seguido ou adaptado à realidade da empresa e exemplificado abaixo:
27
Avaliação de Riscos
E com o risco residual definido e classificado, parte-se para a etapa de avaliação de riscos, onde este processo consiste em comparar os resultados da análise de riscos com os critérios de riscos para determinar se o risco é aceitável ou tolerável, conforme segue:
E envolve avaliar o nível de risco a fim de determinar a ordem de prioridade e de que maneira os riscos devem ser tratados, conforme ilustração a seguir:
Medidas de Controle
E com o risco identificado, analisado, avaliado, classificado e priorizado, chegamos a etapa de definição das medidas de controle, que compreende o planejamento e a realização de ações para modificar o nível do risco.
Sendo que o tratamento dos riscos envolve a seleção de uma ou mais opções para reduzir ou até mesmo eliminar os riscos, respeitando a hierarquia estabelecida na NR 01 e exemplificada pela ordem da ISO 45001, conforme segue:
28
Plano de Ação
E com base em todas estas informações, que contemplam o inventário de riscos, possuímos os subsídios para a tomada de decisão e estruturação de um plano de ação, como segue:
E é essencial, neste momento, também definir como será acompanhado e mensurado o resultado da ação realizado, com o intuito de mitigar o risco residual.
29
Fator Acidentário de Prevenção – FAP
O que você iráver sobre o FAP:
● Definição do FAP 
● Objetivos do FAP
● Metodológica de cálculo do FAP
● Como o FAP impacta economicamente as empresas 
● Como o GRO impacta no desempenho das empresas
30
Definição do FAP
O FAP é um multiplicador que varia entre 0,5 e 2,0, aplicado sobre a alíquota de 1, 2 ou 3% da contribuição do seguro contra acidentes de trabalho (GIIL-RAT), sobre a folha salarial das empresas e destinado à Previdência Social, mensalmente, conforme ilustração a seguir:
Portanto, o FAP é responsável por flexibilizar o GIIL-RAT, permitindo assim, reduzir a contribuição previdenciária em 50% ou aumentá-la em 100%, conforme o desempenho da empresa em relação aos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais num determinado período.
Contexto Histórico do FAP
31
Objetivos do FAP
O FAP tem como finalidade incentivar a melhoria das condições de trabalho e da saúde dos trabalhadores, estimulando os estabelecimentos a implementarem políticas mais efetivas de saúde e segurança no trabalho.
E desta forma, conferir um estímulo econômico às empresas, por meio da redução dos encargos sociais, reputação e responsabilização.
Metodológica de Cálculo do FAP
O cálculo do FAP é anual e efetuado para cada estabelecimento de uma empresa, ou seja, CNPJ completo. E é levado em consideração o período base representado abaixo, para os anos correspondentes:
E os estabelecimentos novos e que não tenham o período-base completo até o ano de processamento do FAP, por definição terão FAP igual a 1,0000.
E para os estabelecimentos sem declaração de vínculos, com GFIP inválida, com atividade econômica inválida ou não correspondida, início da atividade posterior ao início do período-base, será atribuído o FAP 1,0000 por definição.
E os estabelecimentos com FAP abaixo de 1,0000, que apresentam taxa média de rotatividade acima de 75% não poderão receber a bonificação, ficando estabelecido o FAP 1,0000, por definição.
32
O estabelecimento que apresente casos de morte ou invalidez permanente, decorrentes de acidentes ou doenças do trabalho, o valor FAP não poderá ser inferior a 1,0000, ficando bloqueada a bonificação a que teria direito.
E para fins de bloqueio da bonificação, somente serão considerados os eventos morte ou invalidez considerados no primeiro ano do período-base de cálculo do FAP. Por definição, nestes casos de bloqueio, o FAP será adotado como 1,0000.
Posterior a estas definições, com base nos dados e ocorrências apresentadas pelo estabelecimento da empresa no período base, é efetuado o cálculo do FAP, conforme etapas apresentadas a seguir:
Etapas do Cálculo do FAP
1 Cálculo dos Índices de Frequência, Gravidade e Custo de cada estabelecimento
2 Ordenamento dos Estabelecimentos da Subclasse CNAE
3 Cálculo dos Percentis de Ordem de Frequência, Gravidade e Custo 
4​ Cálculo do Índice Composto
1 Cálculo dos índices de Frequência, Gravidade e Custo:
33
2 Ordenamento dos Estabelecimentos da Subclasse CNAE
E com base nos índices de frequência, gravidade e custo apresentado pelos estabelecimentos de um mesmo segmento (CNAE), seus índices comparados e ordenados. Ou seja, é feito um posicionamento, de quem apresenta os menores índices ao maiores índices.
E posterior ao ordenamento é realizado o cálculo dos percentis.
3 Cálculo dos Percentis de Ordem de Frequência, Gravidade e Custo
4​ Cálculo do Índice Composto
34
Como o FAP impacta economicamente as empresas
O recolhimento mensal do Seguro Acidentário Obrigatório, representado pela alíquota de contribuição previdenciária GIIL-RAT, apresenta grande repercussão econômica para as empresas.
A flexibilização do GIL-RAT através do FAP, possibilita a redução em até 50% ou o aumento em até 100% da contribuição mensal paga pelas empresas.
O impacto anual do FAP na folha de pagamento das empresas é significativo, e muitos empregadores não tem a menor noção dos recursos que estão desperdiçados pela falta de gestão do FAP.
35
Sendo assim, segue abaixo um passo a passo para que você estime o impacto econômico que uma empresa terá:
1º solicite a folha salarial mensal,​ sendo esta o valor do mês informado à Previdência Social, como base salarial do estabelecimento.
2º identifique o percentual do seguro contra acidentes de trabalho, representado pela alíquota GIIL-RAT, de 1, 2 ou 3%, conforme a atividade preponderante do estabelecimento.
3º identifique o FAP do estabelecimento​ da empresa, valor este que pode ser consultado no FapWEB, conforme CNPJ do estabelecimento e ano de vigência.
4º definia a alíquota GIIL-RAT ajustada​, sendo esta a multiplicação entre a alíquota GIIL-RAT e o FAP do estabelecimento.
5º Calcule o impacto mensal​, sendo este a multiplicação entre a GIIL-RAT ajustada e a folha salarial mensal.
6° Calcule o impacto anual,​ sendo este a multiplicação entre o impacto mensal e 13 (número de meses + o 13° salário).
7º Realize este procedimento​ para o ano atual e para o próximo ano, usando os respectivos dados de cada ano.
8º Subtraia o impacto de 2020 com o impacto atual (2019), para identificar se 
haverá um aumento ou redução na contribuição e de quanto será este montante, conforme tabela abaixo:
Evolução de um ano (vigência 2019) para o outro (vigência 2020)
Ano
Folha
Salarial (R$)
GIIL-RAT	FAP
GIIL-RAT
Ajustado
Impacto Mensal (R$)
Impacto
Anual (R$)
2019	1.000.000,00	3%	1,1730	3,5190%	35.190,00	457.470,00
2020	1.000.000,00	3%	1,5835	4,7505%	47.505,00	617.565,00
Impacto anual a maior de: R$ 160.095,00
9º Repita este processo, porém com o ano (2020)​ e projete um FAP de 0,5 (menor valor possível), para que seja possível identificar o potencial de redução, conforme tabela abaixo:
36
Projeção com a redução do FAP para 0,5000 (menor valor possível)
Ano
Folha Salarial (R$)
GIIL-RAT	FAP
GIIL-RAT
Ajustado
Impacto Mensal (R$)
Impacto
Anual (R$)
2020	1.000.000,00 3%	1,5835	4,7505%	47.505,00	617.565,00
1.000.000,00 3%	0,5000	1,5000%	15.000,00	195.000,00
Possibilidade de redução anual de: R$ 422.565,00
37
Como o GRO impacta no desempenho das empresas
A principal finalidade do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é implementar ações preventivas e corretivas nos ambientes de trabalho para reduzir a probabilidade da ocorrência de eventos que provocam danos e perdas – acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
E o FAP é influenciado pelos acidentes e doenças relacionados que tenham benefício acidentário atrelado a ocorrência.
38
Desta forma, com uma melhoria contínua do desempenho de SST, a empresa reduz 
a ocorrência destes eventos adversos e assim, reduz a ocorrência dos benefícios 
que influenciam no FAP.
Sendo assim, a estrutura do PGR para o GRO tem relação direta com as ações de gestão do FAP.
Estrutura do PGR para o GRO
Estrutura para gestão do FAP
39
REFERÊNCIAS
● NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais 
● British Standards (BS) 8800:1996
● Occupational Health and Safety Assessment Series (OHSAS) 18001:2007
● Guidelines on occupational safety and health management systems (ILO-OSH
2001)
● ISO 45001 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional 
● ABNT NBR ISO 31000:2018
● Resolução nº 1.329, 2017
40
Engenheiro de Segurança do Trabalho, Membros do SESMT, Técnicos de Segurança 
do Trabalho, Médicos do Trabalho, Gestores e Consultores de SST, Contadores e outros profissionais relacionadas com a SST...
Vocês têm a​ oportunidade de ajudaras empresas a tornar seus ambientes mais seguro​s e saudáveis, bem como reduzir custos através do gerenciamento de riscos e com a gestão do FAP​.
3
Sumário
Apresentação
6
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais GRO	7
O que é Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?	8
Por que fazer o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?	9
Contexto Histórico	11
BS 8800	11
OHSAS 18001	12
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT)	13
ISO 45001	14
Compreendendo o contexto da Nova NR 01 e o GRO	16
Fique por dentro da Nova NR 01	17
Estrutura do PGR para GRO	19
Tratamento diferenciado para MEI, ME e EPP	19
Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR	20
O que é PGR? (Introdução, Conceituação)	21
Estrutura do PGR para GRO	21
Identificação de Perigos e Riscos	23
Análise de Riscos	23
Matriz de Riscos	25
Classificação de Riscos	25
Avaliação de Riscos	25
Medidas de Controle	26
Plano de Ação	27
Fator Acidentário de Prevenção – FAP	28
Definição do FAP	29
Contexto Histórico do FAP	30
Objetivos do FAP	30
Metodológica de Cálculo do FAP	30
Etapas do Cálculo do FAP	31
1 Cálculo dos índices de Frequência, Gravidade e Custo:	32
2 Ordenamento dos Estabelecimentos da Subclasse CNAE	32
3 Cálculo dos Percentis de Ordem de Frequência, Gravidade e Custo	32
4 Cálculo do Índice Composto	32
Como o FAP impacta economicamente as empresas	33
Como o GRO impacta no desempenho das empresas	35
Estrutura do PGR para o GRO	36
Estrutura para gestão do FAP	36
REFERÊNCIAS	37
Autor
38
4
Apresentação
Como o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais impacta o desempenho de SST de uma empresa?
A área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) é conhecida pela sua atuação frente às necessidades de cumprimento de dispositivos legais, principalmente as Normas Regulamentadoras (NRs).
E isso gera uma percepção de obrigação, no sentido de obrigatoriedade. E por isso é comum ouvirmos “Por que isso precisa ser feito? Porque é obrigatório, está na NR”.
E, para mim, esse é o principal motivo da área de SST não ser tratada com a devida importância dentro das empresas. Já que a alta liderança não vê sentido numa
5
atuação apenas para cumprir dispositivos legais frente aos resultados e objetivos da organização como um todo.
Desta forma, precisamos quebrar este paradigma. E mostrar às empresas e nossos clientes que somos profissionais, que podemos fazer muito mais pelos resultados e sustentabilidade da organização do que apenas cumprir dispositivos legais.
E a principal finalidade deste ebook é ajudar profissionais de SST a quebrar este paradigma e levar a área de SST para outro patamar. Um nível estratégico dentro das empresas.
6
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais GRO
O que você irá ver sobre GRO:
● O que é GRO? (Introdução, Conceituação) 
● Por que fazer o GRO? (Justificativa)
● Contexto histórico do GRO? (Referências técnicas) 
● Compreendendo o contexto da Nova NR 01 e o GRO 
● Ficando por dentro da Nova NR 01 e o GRO
● Estrutura do PGR para o GRO
● Tratamento diferenciado para MEI, ME e EPP
7
O que é Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?
É o ato de planejar, implementar e controlar ações preventivas e corretivas para reduzir a probabilidade da ocorrência de eventos que provocam danos e perdas – acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
E desta forma, manter um elevado grau de confiabilidade e segurança num ambiente de trabalho, por meio de:
● Eliminar os eventos que provocam danos e perdas;
● Reduzir a exposição dos trabalhadores aos eventos que provocam danos e
perdas; e
● Minimizar a severidade dos eventos que provocam danos e perdas.
Sendo assim, para um Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é necessário a identificação dos perigos e riscos, análise, avaliação e controles desses riscos identificados, bem como o monitoramento e a análise crítica dos riscos identificados, os acidentes e os potenciais adoecimentos dos trabalhadores, possibilitando ações para a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
E, neste sentido, o principal objetivo do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é a melhoria contínua do desempenho em Segurança e Saúde no Trabalho (SST).
E os requisitos básicos de um plano, programa ou sistema para o GRO, conforme a NR 01 é:
● Evitar os riscos que possam ser originados no trabalho; 
● Avaliar os riscos que não possam ser evitados;
● Implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores; 
● Adaptar o trabalho ao trabalhador.
8
Por que fazer o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?
Toda e qualquer empresa possui incertezas que comprometem os seus objetivos. Para essas incertezas damos o nome de risco.
E o risco pode ser definido, conforme a ABNT NBR ISO 31000, como expresso em termos da combinação das consequências de um evento com a probabilidade da sua ocorrência.
Já na área de SST, temos o Risco Ocupacional, que pode ser definido como a combinação da probabilidade de ocorrer lesão ou agravo à saúde causados por um evento perigoso, exposição a agente nocivo ou exigência da atividade de trabalho e da severidade dessa lesão ou agravo à saúde, conforme a NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Desta forma, uma das principais finalidades da área de SST é gerenciar os riscos ocupacionais, mantendo um ambiente de trabalho com elevado grau de confiabilidade e segurança. Sendo que segurança é “um estado de baixa probabilidade de ocorrência de eventos que provocam danos e perdas”. (Cardella, 2009).
Então, o objetivo da área de SST é “melhorar as condições e o ambiente de trabalho”. (OIT, 2011).
E, desta forma, contribuir não só com as empresas, mas também com os trabalhadores e o Governo, ou seja, com a sociedade em geral, já que os riscos ocupacionais comprometem os objetivos das empresas, a saúde e integridade física dos trabalhadores e as despesas e os serviços do Governo.
Mas como ocorre este comprometimento?
O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais eleva a confiabilidade e segurança de um ambiente de trabalho. E, desta forma, reduz a probabilidade de ocorrência de eventos que provocam danos e perdas.
E a estes eventos relacionamos os acidentes de trabalho e as doenças relacionadas ao trabalho.
E estes eventos têm um impacto significativo para a Sociedade.
9
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o impacto econômico dos acidentes de trabalho e doenças relacionados ao trabalho é de aproximadamente 3,94% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial ao ano.
Portanto, levando em consideração que o PIB do Brasil em 2019 foi de 7,3 trilhões de
reais (IBGE, 2020), o custo para o país com a acidentalidade é de aproximadamente
280 bilhões de reais por ano.
E se levarmos em consideração apenas a concessão dos benefícios acidentários (B91, B92, B93 e B94) pela Previdência Social, concedidos em 2018, a despesa para o Governo foi de aproximadamente 13,1 bilhões de reais, conforme dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.
Mas ainda há outros impactos ao Governo, trabalhadores e empresas, como destacados abaixo:
Portanto, percebe-se a magnitude dos impactos econômicos e sociais dos acidentes de trabalho e doenças relacionadas ao trabalho à sociedade em geral.
E é por isso que há a necessidade de se fazer o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais: para reduzir a probabilidade da ocorrência de eventos que provocam danos e perdas. E, desta forma, contribuir com as empresas na:
10
	Governo	Empresas
	− Pagamento de benefícios
assistenciais
− Despesas com o SUS
− Despesas com o Corpo de
Bombeiros/SAMU
− Despesas administrativas e com profissionais (SIT, Fundacentro, CEREST)	− Aumento da contribuição do Seguro contra Acidentes
de Trabalho (FAP)
− Despesas médicas
− Custos com ações judiciais, indenizações e ações
regressivas
− Pagamento do salário nos primeiros15 dias de
atestado
− Custos com contratação e treinamento para
substituição
− Custos com horas extras
− Comprometimento da qualidade do produto ou da
prestação de serviços
− Contribuição do FGTS enquanto o trabalhador estiver
afastado
− Redução da produção
− Atraso das entregas
− Paradas de máquinas, equipamentos ou processos 
− Imagem reputação da empresa
	Trabalhadores	
	− Redução da remuneração
− Despesas com medicamentos
− Redução temporária ou permanente 
da capacidade biomecânica e/ou cognitiva
− Interferência na vida familiar e
convívio social	
● Redução de custos 
● Maior produtividade
● Conformidade/Compliance 
● Reputação/Imagem
Já para os trabalhadores:
● Menos acidentes/doenças/lesões 
● Maior bem-estar
● Mais dignidade e qualidade de vida
E para o Governo:
● Menos despesas
● Melhor atendimento/prestação de serviço à sociedade
11
Contexto Histórico
Será que as diretrizes e requisitos do GRO, recentemente inseridos na Nova NR 01, é uma novidade?
No Brasil, não havia nenhuma regulamentação a respeito do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – ao menos de forma autônoma e tipifica como geral. Isso porque em alguns segmentos haviam diretrizes e requisitos que muito se aproximam do exposto na Nova NR 01, embora algumas empresas e profissionais já adotassem diretrizes e requisitos de algumas referências técnicas a respeito do tema, as quais destaca-se abaixo:
BS 8800
Quanto a British Standards 8800 é uma Norma de origem inglesa voltada para a gestão da saúde e segurança ocupacional. Ela foi criada pelo British Standard Institution (BSI), sendo que foi publicada em 1996.
12
É considerada como a norma pioneira no mundo para a implantação de um sistema de gerenciamento de riscos ocupacionais. Com a finalidade da melhoria contínua das questões relacionadas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.
E ela é apoiada nas mesmas ferramentas do ciclo PDCA, conforme imagem abaixo:
Fonte: BS 8800, 1996.
OHSAS 18001
Já a Occupational Health and Safety Assessment Series (OHSAS) 18001 é uma referência técnica e teve a sua primeira versão publicada em 1999 após estudos de um grupo de organismos certificadores e de entidades de normalização da Irlanda, Austrália, África do Sul, Espanha e Malásia. Sendo que foi revisada e atualizada em 2007.
E a premissa dela era auxiliar as empresas a controlar os riscos de acidentes no local de trabalho. Sendo que por muitos anos foi a principal referência para sistemas de gestão de SST.
A OHSAS visa a melhoria contínua de seu desempenho em saúde ocupacional e segurança de seus colaboradores, por meio do ciclo abaixo:
13
Fonte: OHSAS 18001, 2007
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT)
E a Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicou em 2001 o Guidelines on Occupational Safety and Health Management Systems (ILO-OSH 2001) e que foi traduzido em 2005 pela FUNDACENTRO.
Sendo que as diretrizes sobre sistemas de gestão da SST tinham como finalidade contribuir para proteger trabalhadores contra fatores de risco (perigos) e eliminar lesões, doenças, incidentes, degradações da saúde e mortes relacionados ao trabalho.
E os principais elementos do sistema de gestão da SST da OIT também seguiram o ciclo de melhoria contínua, conforme imagem abaixo:
14
Fonte: OIT, 2011.
ISO 45001
E em 2018 tivemos a publicação ISO 45001 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, pela International Organization for Standardization.
Atualmente é a principal referência mundial em termos de certificação em melhoria contínua do desempenho de SST.
E seu principal objetivo é fornecer uma estrutura para que empresas possam gerenciar os riscos e oportunidades, visando prevenir lesões e problemas de saúde relacionados ao trabalho, bem como proporcionar locais de trabalho seguros e saudáveis aos trabalhadores.
15
Assim com as demais referências, ela baseia-se nos elementos do PDCA, conforme imagem abaixo:
Fonte: ISO 45001, 2018.
Desta forma, percebe-se que desde 1996 há referências técnicas à respeito do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, que visam a melhoria contínua, do desempenho de SST de uma empresa, estabelecida pelo ciclo PDCA.
16
Compreendendo o contexto 
da Nova NR 01 e o GRO
Com a publicação da Nova NR 01 – Disposições Gerais e 
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, temos a primeira Norma autônoma a respeito do assunto no país, que estabelece as diretrizes e requisitos para que empresas implementem planos, programas ou sistemas de gestão com a finalidade da melhoria contínua do desempenho de SST.
Mas, tecnicamente ela não apresenta nenhuma novidade, como visto anteriormente - a não ser o seu critério legal no Brasil.
17
Porém, são poucas as empresas e profissionais que já adotavam as diretrizes e requisitos das referências técnicas referente a Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Desta forma, espera-se que ela mude o paradigma de SST no Brasil, saindo da rotina cartorária, como a que temos hoje com algumas documentações. E que traga práticas relevantes pensando em resultados, ou seja, na melhoria contínua do desempenho de SST.
Pois o cumprimento de NRs e outros dispositivos legais não pode ser o ponto de chegada, finalidade do trabalho da área de SST, Mas sim um dos meios para se alcançar o principal objetivo da área de SST: construção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
E com a implementação e melhoria contínua de um plano, programa ou sistema de gestão de SST contribuirá muito com a promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
E um ambiente de trabalho mais seguro e saudável é positivo para todos:
Empresas: tende a estar em conformidade com os dispositivos legais (Compliance) e consequentemente reduzir seus índices de acidentalidade e adoecimento, ocasionando também a redução de custos (FAP, absenteísmo, indenizações, ações judiciais) e aumento de produtividade.
Trabalhadores: melhores condições de trabalho e consequentemente menores índices de acidentes e afastamentos.
Governo/Sociedade: com menos acidentes e doenças relacionados ao trabalho, terá menos despesas atreladas (SUS, indenizações, benefícios) e aumento da produtividade do país.
Fique por dentro da Nova NR 01
A nova NR 01 estabelece que as empresas façam o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, conforme as seguintes diretrizes e requisitos:
● Evitar os riscos ocupacionais presentes nos ambientes de trabalho;
18
● Identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde dos
trabalhadores;
● Avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco;
● Classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção
de medidas de prevenção;
● Implementar medidas de prevenção, de acordo com a classificação de risco e
na ordem de prioridade;
● Acompanhar o controle dos riscos ocupacionais.
Desta forma, as empresas devem implementar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais em suas atividades. Sendo que o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
E a critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade.
O PGR deve conter​, no mínimo, os seguintes documentos:
● Inventário de riscos 
● Plano de ação
E os documentos integrantes do PGR devem ser elaborados sob a responsabilidade da organização, respeitado o disposto nas demais NRs, datados e assinados.
Desta forma, não haverá um profissional responsável legalmente pelo PGR, como temos hoje com o PCMSO, PPRA, Laudo de Insalubridade, Laudo de Periculosidade e LTCAT. A responsabilidade de elaboração e implementação de um plano, programa ou sistema será da empresa.
Sendo assim, o PGR será estruturado, implantado e melhorado por uma equipemultidisciplinar, sendo que cada um, dentro de sua capacidade técnica e limitação legal, terá sua respectiva responsabilidade.
E outro ponto relevante é quanto a periodicidade da atualização/revisão do PGR.
Pois a avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo e ser revista a cada dois anos ou três anos para as empresas que possuírem certificações em sistema de gestão de SST. Ou, independente do prazo:
19
● Após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos
residuais;
● Após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os riscos existentes;
● Quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das
medidas de prevenção;
● Na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho; 
● Quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis.
Estrutura do PGR para GRO
Tratamento diferenciado para MEI, ME e EPP
O Microempreendedor Individual (MEI) está dispensado de elaborar o PGR. Mas, serão elaboradas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho recomendações sobre as medidas de prevenção a serem adotadas pelo MEI.
Porém, a dispensa da obrigação de elaborar o PGR não alcança a organização contratante do MEI, que deverá incluí-lo nas suas ações de prevenção e no seu PGR,
20
quando este atuar em suas dependências ou local previamente convencionado em contrato.
E a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho irá disponibilizar ferramentas de avaliação de riscos, que poderá ser utilizada pelas microempresa (ME) e empresas 
de pequeno porte (EPP) para estruturar o PGR, desde que tal ME e EPP não seja obrigada a constituir SESMT.
E as ME e EPP, graus de risco 1 e 2, que no levantamento preliminar de perigos não identificarem exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos, em conformidade com a NR 09, e declararem as informações digitais de SST, ficam dispensadas da elaboração do PGR.
21
Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR
O que você irá ver sobre PGR:
● O que é PGR? (Introdução, Conceituação) 
● Estrutura do PGR
● Inventário de riscos
● Identificação de perigos 
● Análise de riscos
● Matriz de riscos
● Classificação de riscos
● Avaliação de riscos 
● Medidas de controle 
● Plano de ação
22
O que é PGR? (Introdução, Conceituação)
O PGR é um instrumento que visa implementar ações preventivas e corretivas nos ambientes de trabalho, com a finalidade de mitigar os riscos ocupacionais que podem causas danos e perdas às empresas e a saúde e integridade física dos trabalhadores, conforme a seguinte estrutura:
Estrutura do PGR para GRO
Inventário de riscos
E um inventário de riscos ocupacionais, deve conter, no mínimo:
23
E para a elaboração do inventário de riscos, a primeira etapa é fazer um levantamento preliminar dos perigos existentes no ambiente de trabalho. E para isso, deve ser feito um trabalho de campo, como uma inspeção e contando com o apoio de uma lista de verificação, onde serão apontados todos os perigos existentes.
Posterior a este levantamento preliminar, precisa ser identificado se os perigos levantados poderão ser eliminados. Caso contrário, os mesmos precisam ser analisados e avaliados, para que se tenha subsídios para implementar ações preventivas e corretivas.
E neste sentido, entramos na etapa de Identificação de Perigos, na qual este processo consiste em encontrar (investigar, pesquisar, analisar), reconhecer e descrever os perigos e riscos presentes no ambiente de trabalho. Sendo que nesta etapa, há algumas informações essenciais e que devem estar presentes no inventário de riscos, tais como:
● Descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde; 
● Identificação das fontes ou circunstâncias;
● Indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos.
E para auxiliar esta etapa, deve ser seguido uma metodologia, bem como deve ser seguida uma ou mais ferramenta de identificação e avaliação de risco, condizente com o cenário a ser avaliado.
Uma das mais conhecidas na área de SST e aplicável a quase todos os cenários é a Análise Preliminar de Riscos (APR), conforme exemplo abaixo:
24
Identificação de Perigos e Riscos
Posterior aos perigos e riscos identificados, bem como demais informações pertinentes, deve ser realizada a análise de riscos. Sendo que para cada risco deve ser indicado o nível de risco ocupacional, determinado pela combinação da severidade das possíveis lesões ou agravos à saúde com a probabilidade ou chance de sua ocorrência.
Análise de Riscos
E para a gradação da severidade deve ser levado em conta a magnitude da consequência e o número de trabalhadores possivelmente afetados.
25
E para a gradação da probabilidade deve ser levado em conta:
● Os requisitos estabelecidos nas NRs;
● As medidas de prevenção já implementadas; 
● As exigências da atividade de trabalho;
● A comparação do perfil de exposição ocupacional com valores de referência
estabelecidos na NR 09.
Recomenda-se usar como suporte uma matriz de riscos, para apoiar na categorização da probabilidade e da severidade. E que neste mesmo sentido, irá dar suporte ao estabelecimento do nível do risco e consequentemente a sua classificação, para subsidiar a definição das medidas de prevenção.
Assim como uma tabela para categorizar as medidas de controle existentes, para servir como um fator de consideração durante a análise de riscos.
E posterior a identificação de riscos e a sua análise, é possível definir o risco residual, conforme exemplificação a seguir:
E com o risco residual podemos classificá-lo, usando como parâmetro uma matriz de riscos, que é estabelecido pela relação da probabilidade com a severidade (impacto). Sendo que esta pode ser qualitativa, semiquantitativa ou quantitativa.
26
Matriz de Riscos
Classificação de Riscos
E posterior a identificação do risco residual, por meio de uma matriz de riscos, podemos ordená-los, conforme a sua respectiva classificação, baseada no método que está sendo seguido ou adaptado à realidade da empresa e exemplificado abaixo:
27
Avaliação de Riscos
E com o risco residual definido e classificado, parte-se para a etapa de avaliação de riscos, onde este processo consiste em comparar os resultados da análise de riscos com os critérios de riscos para determinar se o risco é aceitável ou tolerável, conforme segue:
E envolve avaliar o nível de risco a fim de determinar a ordem de prioridade e de que maneira os riscos devem ser tratados, conforme ilustração a seguir:
Medidas de Controle
E com o risco identificado, analisado, avaliado, classificado e priorizado, chegamos a etapa de definição das medidas de controle, que compreende o planejamento e a realização de ações para modificar o nível do risco.
Sendo que o tratamento dos riscos envolve a seleção de uma ou mais opções para reduzir ou até mesmo eliminar os riscos, respeitando a hierarquia estabelecida na NR 01 e exemplificada pela ordem da ISO 45001, conforme segue:
28
Plano de Ação
E com base em todas estas informações, que contemplam o inventário de riscos, possuímos os subsídios para a tomada de decisão e estruturação de um plano de ação, como segue:
E é essencial, neste momento, também definir como será acompanhado e mensurado o resultado da ação realizado, com o intuito de mitigar o risco residual.
29
Fator Acidentário de Prevenção – FAP
O que você irá ver sobre o FAP:
● Definição do FAP 
● Objetivos do FAP
● Metodológica de cálculo do FAP
● Comoo FAP impacta economicamente as empresas 
● Como o GRO impacta no desempenho das empresas
30
Definição do FAP
O FAP é um multiplicador que varia entre 0,5 e 2,0, aplicado sobre a alíquota de 1, 2 ou 3% da contribuição do seguro contra acidentes de trabalho (GIIL-RAT), sobre a folha salarial das empresas e destinado à Previdência Social, mensalmente, conforme ilustração a seguir:
Portanto, o FAP é responsável por flexibilizar o GIIL-RAT, permitindo assim, reduzir a contribuição previdenciária em 50% ou aumentá-la em 100%, conforme o desempenho da empresa em relação aos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais num determinado período.
Contexto Histórico do FAP
31
Objetivos do FAP
O FAP tem como finalidade incentivar a melhoria das condições de trabalho e da saúde dos trabalhadores, estimulando os estabelecimentos a implementarem políticas mais efetivas de saúde e segurança no trabalho.
E desta forma, conferir um estímulo econômico às empresas, por meio da redução dos encargos sociais, reputação e responsabilização.
Metodológica de Cálculo do FAP
O cálculo do FAP é anual e efetuado para cada estabelecimento de uma empresa, ou seja, CNPJ completo. E é levado em consideração o período base representado abaixo, para os anos correspondentes:
E os estabelecimentos novos e que não tenham o período-base completo até o ano de processamento do FAP, por definição terão FAP igual a 1,0000.
E para os estabelecimentos sem declaração de vínculos, com GFIP inválida, com atividade econômica inválida ou não correspondida, início da atividade posterior ao início do período-base, será atribuído o FAP 1,0000 por definição.
E os estabelecimentos com FAP abaixo de 1,0000, que apresentam taxa média de rotatividade acima de 75% não poderão receber a bonificação, ficando estabelecido o FAP 1,0000, por definição.
32
O estabelecimento que apresente casos de morte ou invalidez permanente, decorrentes de acidentes ou doenças do trabalho, o valor FAP não poderá ser inferior a 1,0000, ficando bloqueada a bonificação a que teria direito.
E para fins de bloqueio da bonificação, somente serão considerados os eventos morte ou invalidez considerados no primeiro ano do período-base de cálculo do FAP. Por definição, nestes casos de bloqueio, o FAP será adotado como 1,0000.
Posterior a estas definições, com base nos dados e ocorrências apresentadas pelo estabelecimento da empresa no período base, é efetuado o cálculo do FAP, conforme etapas apresentadas a seguir:
Etapas do Cálculo do FAP
1 Cálculo dos Índices de Frequência, Gravidade e Custo de cada estabelecimento
2 Ordenamento dos Estabelecimentos da Subclasse CNAE
3 Cálculo dos Percentis de Ordem de Frequência, Gravidade e Custo 
4​ Cálculo do Índice Composto
1 Cálculo dos índices de Frequência, Gravidade e Custo:
33
2 Ordenamento dos Estabelecimentos da Subclasse CNAE
E com base nos índices de frequência, gravidade e custo apresentado pelos estabelecimentos de um mesmo segmento (CNAE), seus índices comparados e ordenados. Ou seja, é feito um posicionamento, de quem apresenta os menores índices ao maiores índices.
E posterior ao ordenamento é realizado o cálculo dos percentis.
3 Cálculo dos Percentis de Ordem de Frequência, Gravidade e Custo
4​ Cálculo do Índice Composto
34
Como o FAP impacta economicamente as empresas
O recolhimento mensal do Seguro Acidentário Obrigatório, representado pela alíquota de contribuição previdenciária GIIL-RAT, apresenta grande repercussão econômica para as empresas.
A flexibilização do GIL-RAT através do FAP, possibilita a redução em até 50% ou o aumento em até 100% da contribuição mensal paga pelas empresas.
O impacto anual do FAP na folha de pagamento das empresas é significativo, e muitos empregadores não tem a menor noção dos recursos que estão desperdiçados pela falta de gestão do FAP.
35
Sendo assim, segue abaixo um passo a passo para que você estime o impacto econômico que uma empresa terá:
1º solicite a folha salarial mensal,​ sendo esta o valor do mês informado à Previdência Social, como base salarial do estabelecimento.
2º identifique o percentual do seguro contra acidentes de trabalho, representado pela alíquota GIIL-RAT, de 1, 2 ou 3%, conforme a atividade preponderante do estabelecimento.
3º identifique o FAP do estabelecimento​ da empresa, valor este que pode ser consultado no FapWEB, conforme CNPJ do estabelecimento e ano de vigência.
4º definia a alíquota GIIL-RAT ajustada​, sendo esta a multiplicação entre a alíquota GIIL-RAT e o FAP do estabelecimento.
5º Calcule o impacto mensal​, sendo este a multiplicação entre a GIIL-RAT ajustada e a folha salarial mensal.
6° Calcule o impacto anual,​ sendo este a multiplicação entre o impacto mensal e 13 (número de meses + o 13° salário).
7º Realize este procedimento​ para o ano atual e para o próximo ano, usando os respectivos dados de cada ano.
8º Subtraia o impacto de 2020 com o impacto atual (2019), para identificar se 
haverá um aumento ou redução na contribuição e de quanto será este montante, conforme tabela abaixo:
Evolução de um ano (vigência 2019) para o outro (vigência 2020)
Ano
Folha
Salarial (R$)
GIIL-RAT	FAP
GIIL-RAT
Ajustado
Impacto Mensal (R$)
Impacto
Anual (R$)
2019	1.000.000,00	3%	1,1730	3,5190%	35.190,00	457.470,00
2020	1.000.000,00	3%	1,5835	4,7505%	47.505,00	617.565,00
Impacto anual a maior de: R$ 160.095,00
9º Repita este processo, porém com o ano (2020)​ e projete um FAP de 0,5 (menor valor possível), para que seja possível identificar o potencial de redução, conforme tabela abaixo:
36
Projeção com a redução do FAP para 0,5000 (menor valor possível)
Ano
Folha Salarial (R$)
GIIL-RAT	FAP
GIIL-RAT
Ajustado
Impacto Mensal (R$)
Impacto
Anual (R$)
2020	1.000.000,00 3%	1,5835	4,7505%	47.505,00	617.565,00
1.000.000,00 3%	0,5000	1,5000%	15.000,00	195.000,00
Possibilidade de redução anual de: R$ 422.565,00
37
Como o GRO impacta no desempenho das empresas
A principal finalidade do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é implementar ações preventivas e corretivas nos ambientes de trabalho para reduzir a probabilidade da ocorrência de eventos que provocam danos e perdas – acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
E o FAP é influenciado pelos acidentes e doenças relacionados que tenham benefício acidentário atrelado a ocorrência.
38
Desta forma, com uma melhoria contínua do desempenho de SST, a empresa reduz 
a ocorrência destes eventos adversos e assim, reduz a ocorrência dos benefícios 
que influenciam no FAP.
Sendo assim, a estrutura do PGR para o GRO tem relação direta com as ações de gestão do FAP.
Estrutura do PGR para o GRO
Estrutura para gestão do FAP
39
REFERÊNCIAS
● NR 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais 
● British Standards (BS) 8800:1996
● Occupational Health and Safety Assessment Series (OHSAS) 18001:2007
● Guidelines on occupational safety and health management systems (ILO-OSH
2001)
● ISO 45001 – Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional 
● ABNT NBR ISO 31000:2018
● Resolução nº 1.329, 2017
40

Mais conteúdos dessa disciplina