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FUNDAMENTOS DE PERIODONTIA 
Revisão AP1 
O periodonto é divido em: 
• Periodonto de proteção: Gengiva (gengiva marginal livre - normalmente tem 
de 1mm a 3mm-, gengiva interproximal, gengiva inserida – em processos 
inflamatórios começa a perder a fixação e ela tende a retrair e inflamar -, e mucosa 
alveolar – região importantes para procedimentos cirúrgicos, é mais elástica, é 
mais inervada e sensível). 
 
• Periodonto de sustentação: Cemento, Ligamento Periodontal e Osso Alveolar. 
Quando começa a se perder essas estruturas, é parcialmente reversível pois não 
consegue recompor o periodonto de sustentação, mas como se perde periodonto 
de sustentação na periodontite, ao momento que trata essa periodontite, pode gerar 
um processo reversível no periodonto de sustentação. 
 
 
Geralmente, quando tem um problema apenas no periodonto que protege tem-se uma 
Gengivite. Quando tem um problema no periodonto de sustentação e de proteção, tem-
se Periodontite. 
Tratamos todos os pacientes como eles pudessem ter uma possível progressão da 
gengivite para a periodontite. 
(Pode cair na prova o que compõe os periodontos) 
É preciso saber diferenciar um quadro de Gengivite e Periodontite 
A maioria das doenças periodontais estão associadas ao biofilme, mas existe uma parcela 
de pacientes (10-20%) que tem essa doença mas não tem relação com o biofilme. Se o 
paciente higieniza corretamente e não tem biofilme, mas aquele fator não cessa, tem algo 
a mais, geralmente alguma associação com Diabetes. 
Existe uma relação bidirecional entre a doença periodontal e o Diabetes. 
Existem fatores naturais para a presença de biofilme como por exemplo: apinhamento. 
Outros fatores retentivos de biofilme são restauração mal adaptada, prótese mal adaptada, 
aparelho ortodôntico. 
Gengivite associada ao biofilme 
• Periodonto integro: Periodonto sem sequela, com aparato de sustentação e 
proteção intactos, ou seja, saudáveis. Não há recessão, mobilidade, excesso 
gengival. 
• Periodonto reduzido: Pode ser reduzido por vários fatores tais como tratamento 
ortodôntico, trauma de oclusão, doença periodontal (em um paciente com 
gengivite que tem periodonto reduzido por DP, a progressão dessa gengivite para 
uma periodontite é mais rápida). 
Gengivite não associada ao biofilme 
Uma das mudanças mais importantes na nova classificação da doença periodontal é que 
a Periodontite passa a ter estágio e grau. O estágio representa severidade e o grau a 
progressão da doença. O grau está relacionado diretamente com os fatores sistêmicos/de 
risco, tais como Diabetes e Tabagismo. Além disso, outra mudança importante na nova 
classificação é que aparece as condições peri-implantares 
Pode perguntar na prova 2 condições diferentes da antiga para a nova classificação da 
doença periodontal: estágio e grau da periodontite e a presença das doenças peri-
implantares. 
Terapia das fases de tratamento da doença periodontal 
• Pré-fase: Fase em que se examina o paciente, observa se higieniza corretamente 
os dentes ou não, faz a orientação de saúde bucal 
• Fase 1: Tem o diagnóstico da doença tendo também a causa 
• Fase 2: Fase corretiva; corrige o que a doença gerou 
• Fase de manutenção: Manutenção do paciente 
O tratamento da doença periodontal é raspagem. 
A raspagem pode ser subgengival ou supragengival. Em caso de gengivite faz raspagem 
supragengival, se tem biofilme na margem da gengiva livre continua sendo raspagem 
supragengival pois conseguimos ver. Só tem raspagem subgengival quando tem bolsa e 
profundidade de sondagem (maior que 3mm). 
Os instrumentos utilizados na raspagens são as curetas. Existem as curetas universais e 
as curetas específicas. As universais servem para várias faces e tem cortes dos dois lados 
não sendo indicada para uma raspagem subgengival pois lacera a região, então só servem 
para raspagem supragengival. As curetas especificas como as curetas Gracey que são 
usadas para raspagens subgengivais (podem ser utilizadas para raspagens supragengivais, 
mas são mais usadas para raspagens subgengivais). 
5-6 região anterior faces livres 
7-8 dentes posteriores faces livres 
11-12 mesial de dentes posteriores 
13-14 distal de dentes posteriores 
Para o PSR usamos a OMS pois tem a marcação exata para os códigos do PSR. 
 
O saudável é conseguir inserir a sonda até 3mm. 
Paciente 1 e 2 associa-se a gengivite pois não tem profundidade de sondagem = faz 
raspagem supragengival; tem fator retentivo é 2, mesmo que não sangre (cálculo, 
aparelho, restauração mal adaptada) 
 
Se tem um cálculo dentro da gengiva, mas ele está na margem livre, é considerado 
supragengival. Só é considerado subgengival quando tem bolsa e faz raspagem 
subgengival. 
 
No score 3 começa a ter bolsa 
Até 5, 5.5, 6 consegue raspar com o instrumental, mas maiores profundidades precisam 
fazer uma cirurgia de acesso para raspagem, é preciso descolar a gengiva. 
 
O “*” diz que o paciente não tem mais um periodonto integro e sim reduzido, tem 
sequela. 
Existe também o ISG (índice de sangramento gengival) não é rotina da Periodontia. 
 
Tem-se o Periograma que é feito quando tem score a partir 3-4, mede quanto tem de perda 
de inserção (profundidade de sondagem + resseção gengival = perda de inserção). 
Periodontite é quando o paciente tem periodontite. Utiliza a Carolina do Norte para medir 
exatamente quando perdeu, isso vai ajudar a saber se vai fazer raspagem com acesso 
direto, cirúrgico ou se vai ser um dente que vai perder. 
 
Na perda de inserção pode ter uma gengiva que está inflamada e aumentada e chamamos 
de falsa bolsa, pois não perdeu nada de periodonto de sustentação, o que aconteceu foi 
uma hiperplasia na gengiva. 
 
Existe uma relação direta entre a doença periodontal com algumas condições sistêmicas 
tais como Alzheimer, doenças cardíacas, gravidez, diabetes. 
 
Existem mediadores inflamatórios na circulação sanguínea, tanto relacionado a DP e tanto 
relacionados a outras condições sistêmicas, por estarem circulando podem acelerar o 
processo de ambas as doenças. 
 
Existem as condições necrosantes como Gengivite necrosante e Periodontite Necrosante: 
condição aguda, que gera dor, febre. O uso da medicação entra nesse momento pois o 
paciente chega com quadro de dor. Usa-se antibióticos (amoxicilina + metronidazol), 
bochechos com clorexidina (apenas para pacientes com condições mais avançadas e 
severas em casos de necrose).