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Prévia do material em texto

Do Poder Legislativo – 2ª Parte
Prof. Ms. Antônio Flávio de Oliveira
Imunidades 
Parlamentares
• Sob o significado da expressão imunidade
encontra-se a proteção da vontade do titular do
Poder Legislativo (o Povo), que alcança as
atividades parlamentares de seus mandatários,
impedindo que estes possam ser processados
administrativa, penal e civilmente, em razão de
suas opiniões, palavras e votos.
• O significado da imunidade no concerto
constitucional é de conferir ao parlamentar a
necessária independência para atuar em nome
dos outorgantes de seu mandato e encontra
respaldo constitucional no art. 53 da CF/1988.
Imunidades Parlamentares
• Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e
penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
• § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma,
serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal
Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de
2001)
• § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso
Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime
inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de
vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da
maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
• § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por
crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal
dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido
político nela representado e pelo voto da maioria de seus
membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da
ação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
Imunidades Parlamentares
• § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu
recebimento pela Mesa Diretora. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
• § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35,
de 2001)
• § 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do
exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 35, de 2001)
• § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá
de prévia licença da Casa respectiva. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
• § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto
de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam
incompatíveis com a execução da medida. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
Vedações aos Parlamentares
• Se de um lado tem-se a faceta das
imunidades parlamentares, o outro
aspecto que assume a busca da proteção
à isenção dos mandatários do povo é com
o impedimento de que estes se coloquem
em situação que lhes comprometa a
independência.
• O tratamento das vedações consta no art.
54 da CF/1988, que as estabelece com
dois momentos: desde a expedição do
diploma e após a posse.
Vedações Parlamentares
• Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
• I - desde a expedição do diploma:
• a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista
ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;
• b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades
constantes da alínea anterior;
• II - desde a posse:
• a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de
direito público, ou nela exercer função remunerada;
• b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso I, "a";
• c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a";
• d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.
Perda do 
Mandato
• Ocorrendo alguma das situações
relacionadas no art. 54 como vedação ou
cometimento das transgressões descritas
no art. 55, terá lugar a aplicação da
sanção de perda do mandato
parlamentar, o que todavia, não
acontecerá de forma automática, mas
deverá ser submetido ao devido processo
legal, contraditório e ampla defesa.
Perda do Mandato 
Parlamentar
• Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
• I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo
anterior;
• II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro
parlamentar;
• III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça
parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo
licença ou missão por esta autorizada;
• IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
• V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos
nesta Constituição;
• VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em
julgado.
• § 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos
definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas
asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção
de vantagens indevidas.
PROCESSO LEGISLATIVO
VI.1 – PROCESSO LEGISLATIVO 
EXTRAORDINÁRIO
• Corresponde ao processo legislativo de
reforma constitucional, que poderá ter lugar
tanto na parte permanente do texto
constitucional, como na parte transitórias,
conforme se verá a seguir.
• Designa-se por reforma constitucional as
alterações feitas ao texto fundamental após a
manifestação instituidora do Poder Constituinte
Originário. Portanto, reforma constitucional é
ação do chamado Poder Constituinte Derivado
e se dará com a aprovação de emendas
constitucionais que poderão ser emendas
constitucionais comuns ou de revisão.
Legitimados 
para 
Propositura de 
Emendas à 
Constituição
Espécies de 
Poder
Constituinte
1 – Emendas 
Constitucionais 
Comuns
• Emenda constitucional é espécie legislativa
que relativamente ao texto originário da
Constituição se posiciona em plano inferior,
mas uma vez que se faça a sua análise
tendo como referencial outras normas,
derivadas da atuação de poder constituído
(Executivo, Legislativo ou Judiciário),
deverá ser tida à conta de norma
constitucional.
• São denominadas comuns, aquelas que
acontecerão de forma corriqueira, durante
o período em que está em vigor o texto
constitucional, diferenciando-se das
emendas de revisão cuja ocorrência se
dará apenas em período previamente
determinado e que uma vez ocorrido terá
se exaurido.
2 – Emendas Constitucionais de 
Revisão
• Enquanto as emendas constitucionais comuns estão sujeitas ao
processo legislativo previsto no art. 60 da Constituição de 1988,
as emendas constitucionais de revisão sujeitam-se a regras
estabelecidas em disposições de cunho transitório, situadas no
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
• Assim, pode-se afirmar que a primeira diferença entre processo
legislativo de emendas de revisão e processo legislativo de
emendas comuns encontra-se exatamente na característica
transitória da regra constitucional que define os primeiros, ao
passo que os segundos são estabelecidos em regras
permanentemente presentes e atuantes no texto constitucional.
• Some-se a esta primeira diferença o fato de que as emendas de
revisão, porque situadas no ato das disposições constitucionais
transitórias, serão elaboradas em determinada data ou ocasião,
após o que a regra que a previu terá se exaurido.
3 – Limitações do 
Poder de Reforma
• Conforme já foi salientado o poder de reforma da constituição tem
limites nas cláusulas pétreas, que determinam que não será objeto de
deliberação emendastendentes a abolir a forma federativa de Estado,
o voto direto secreto universal e periódico, a separação dos Poderes e
os direitos e garantias individuais.
• Além dessas limitações a constituição não poderá ser emendada na
constância de Estado de Defesa, de Estado de Sítio, de Intervenção
Federal.
• O poder de reforma da Constituição encontra-se condicionado ao
preenchimento de certos requisitos. Se se trata de poder de reforma
comum – aquele de que se dispõe para a elaboração de emendas
constitucionais comuns, deverão ser preenchidos os requisitos
constantes no art. 60, que fixa regras para o processo legislativo da
espécie – estabelecendo limites conjunturais para a deflagração do
processo, ou seja, inexistência de intervenção federal, estado de defesa
ou estado de sítio; limite subjetivo – reserva de iniciativa às figuras
relacionadas no art. 60, incisos I, II e III; limites objetivos – apreciação
em dois turnos em cada uma das Casas do Congresso Nacional e a
obtenção de votação igual ou maior de 3/5 em cada um dos turnos de
votação em ambas as Casas.
• Acrescente-se, ainda, a essas limitações a impossibilidade de que a
matéria que tenha sido prejudicada (porque embora obtendo maioria
dos votos não atingisse 3/5) ou rejeitada seja votada novamente
proposta na mesma sessão legislativa (art. 60, § 5º, da CF/1988).
Limitações ao Poder Reformador
• Limitações Materiais – significando que determinadas
matérias não poderão ser objeto de modificação pela
atuação do poder constituinte derivado, mas apenas do
Poder Constituinte Originário, sendo o que ocorre com as
chamadas cláusulas pétreas, cuja indicação encontra-se
prevista no art. 60, § 4º, em seus incisos I a IV.
• Limitações Conjunturais – decorrentes de impedimento à
realização de modificação do texto constitucional fundada
na constatação de situação de anormalidade, ou de
excepcionalidade relacionadas com a suspensão
temporária do exercício de algum dos direitos
materializados pelas cláusulas pétreas, como ocorre, p. ex.,
com a suspensão de liberdades durante o estado de
defesa e o estado de sítio, ou pela suspensão temporária
da autonomia de alguma das unidades federadas
estaduais, em vista de intervenção federal.
Limitações ao Poder 
Reformador – cont.
• Limitações Procedimentais – presentes na
exigência de diversos requisitos para a propositura
de emenda constitucional, variando estas
limitações desde a reserva de iniciativa até a
exigência de quorum qualificado, ou, ainda,
votação em dois turnos.
• Limitações Temporais – O texto constitucional
poderá estabelecer limite temporal, para que se
realize a revisão ou reforma do texto constitucional,
normalmente o fazendo no ato das disposições
constitucionais transitórias, dado ser desta natureza
o obstáculo em questão.
	Do Poder Legislativo – 2ª Parte
	Número do slide 2
	Número do slide 3
	Imunidades Parlamentares
	Imunidades Parlamentares
	Imunidades Parlamentares
	Vedações aos Parlamentares
	Vedações Parlamentares
	Perda do Mandato
	Perda do Mandato Parlamentar
	Número do slide 11
	Número do slide 12
	VI.1 – PROCESSO LEGISLATIVO EXTRAORDINÁRIO
	Número do slide 14
	Legitimados para Propositura de Emendas à Constituição
	Número do slide 16
	Espécies de Poder Constituinte
	1 – Emendas Constitucionais Comuns
	2 – Emendas Constitucionais de Revisão
	Número do slide 20
	3 – Limitações do Poder de Reforma
	Limitações ao Poder Reformador
	Limitações ao Poder Reformador – cont.

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