Prévia do material em texto
Júlia Assis Silva - Turma IV alfa INFECÇÕES FÚNGICAS SUPERFICIAIS Microbiologia INFECÇÕES FÚNGICAS ● A presença da microbiota bacteriana residente e as defesas imunitárias do organismo impedem os fungos da microbiota de se disseminarem. ● Porque o uso de antibióticos e corticoesteróides deixam o indivíduo suscetível a infecções fúngicas? Usar antibióticos por muito tempo pode alterar o equilíbrio entre fungos e bactérias (retira a competição que o fungo tinha) e usar corticosteróides ou imunossupressores deprime as defesas naturais. ● Para combater as infecções fúngicas os fagócitos são muito importantes, devido a produção de NO e de outras substâncias que destroem os fungos. Além de interferon para aumentar a função dos neutrófilos e macrófagos. ● Tinea: nome usado para generalização de várias espécies que causam micose superficial em determinadas regiões (cabeça, pés, cabelos). ○ As lesões superficiais das mucosas e zonas cutâneo-mucosas ficam excluídas da classificação clássica de Tineas. ● Tem algumas doenças fúngicas que tem agentes etiológicos únicos que levam o nome do seu causador. Os outros tipos são chamados de tineas. ● Nem sempre os agentes das micoses, principalmente os dermatófitos, provocam só lesões superficiais – eritematosas, vesiculosas ou descamativas –, podendo ocorrer casos de lesões mais profundas, pustulosas ou granulomatosas. ● O que olhamos nas manifestações clínicas? O local da infecção indica muito quais as possíveis espécies e qual a tínea e o tipo de fungo. ● Dificilmente as infecções superficiais se tornam profundas pois os fungos necessitam muito de queratina que se encontra na pele. ● Fungos hialinos: transparentes→ dermatófitos eMalassezia spp. ● Os fungos costumam se expandir de forma circular, formando lesões circinadas. Tipos de micose 1 ● Micoses superficiais: atinge as camadas mais superficiais como a pele e pêlos. Originadas de microrganismos da microbiota normal. ● Micoses cutâneas ou dermatofitoses: pele, pêlo, unhas e mucosas em maior extensão. Podem ser transmitidas por outro indivíduo, por animais ou contato com solo ou materiais contaminados. ● Micoses subcutâneas: pele e tecidos subcutâneos. Normalmente adquiridas por traumatismo com materiais contaminados, como vegetais, madeiras, podendo ser transmitidas por picadas de insetos e mordedura de animais. ● Micoses sistêmicas ou profundas: atingem órgãos internos e vísceras. São originadas por inalação de propágulos fúngicos levados do solo pelo vento. Ex: Cryptococcus neoformans e Histoplasma capsulatum, que são veiculadas por fezes de pombo e de morcego, respectivamente. ● Diferença entre subcutânea e superficial? A subcutânea foi inserida por algum trauma na pele, tem que ter lesão. CARACTERÍSTICAS DAS MICOSES SUPERFICIAIS ● Limitadas às superfícies da pele e dos pelos e não são destrutivas, apenas de importância cosmética. ● Só infectam o tecido queratinizado (pele, cabelos e unhas). Tem substâncias que quebram a queratina. ○ Normalmente quem produz a queratinase é a forma de levedura. ● Só matam se evoluírem para micose sistêmica, o que é muito raro. ● São saprófitos, se alimentam de matéria morta. ● Podem provocar uma resposta do hospedeiro e se tornarem sintomáticos. ● Sintomas característicos: coceira, descamação, pelos tonsurados (atacam o bulbo, região mais profunda do pelo e podem causar a perda do fio), lesões arredondadas (circinadas). ○ Fungo endotrix: conseguem atacar a raiz do fio e causam os pelos tonsurados. ● Por que é tão difícil tratar infecções fúngicas? São eucariotos, parecidos conosco, o tratamento pode ser tóxico, parede celular de quitina, não adesão ao tratamento pois é longo. ○ Por serem eucariotos, os fungos compartilham inúmeros genes homólogos, produtos gênicos e vias metabólicas com seus hospedeiros humanos. Consequentemente, existem poucos alvos específicos para quimioterapia e 2 antibióticos efetivos. ● A classificação é baseada na porta habitual de entrada e local de infecção inicial. ● Existe considerável superposição visto que as micoses sistêmicas podem frequentemente apresentar manifestações subcutâneas e vice-versa. ● É mais comum uma infecção sistêmica virar superficial do que o contrário. Se a pessoa teve as duas classificamos de acordo com o primeiro sítio, se teve subcutânea e transformou em sistêmica classificamos como subcutânea com evolução profunda. Principais micoses superficiais ● Pitríase versicolor:Malassezia spp. ● Tinea nigra: Hortae weneckii. ● Piedra branca: Trichosporon spp. ● Piedra negra: Piedraia hortae. ● As piedras são mais comuns em regiões com pelo. ● Dermatofitoses: Trichophyton,Microsporum e Epidermophyton. Fazem parte da nossa microbiota. ○ A maioria das micoses superficiais são causadas por Trichophyton, mas nem todas as micoses são dermatofitoses. ○ Uma tinea também pode ser uma dermatofitose, basta estar dentro desses gêneros, mas os nomes não são sinônimos. PTIRÍASE VERSICOLOR ● Agente etiológico:Malassezia spp. Antes era apenasMalassezia furfur, mas descobriram que tinham mais espécies envolvidas. ● Habitat: nossa própria pele, agente antropofílico. ● Também chamada de pano branco. ○ Acredita-se que a mancha hipopigmentada se de por causa da inibição da formação de melanina por substâncias como ácido azaléico produzido pela levedura. ● É uma ceratofitose, que se caracteriza por manchas cutâneas de tonalidades que variam da hipo a hiperpigmentação. ● Distribuição mais frequente no tronco, membros superiores, face e couro cabeludo, mas distribuindo-se, às vezes atipicamente, pela região crural, membros inferiores, havendo referências de regiões palmar e plantar. ● Porque ataca mais essas regiões? presença de sebo, são regiões oleosas. 3 ● A se considerar como o verdadeiro agente da micose, é um habitante normal da pele humana, aparecendo mais frequentemente nos estados seborreicos. ● É comum que ocorra na praia devido ao fato de passar protetor solar, que deixa a pele oleosa, ao sol e umidade. ● Qual o grupo populacional mais atingido? adultos jovens, idosos homens. O aumento de testosterona aumenta a oleosidade da pele. ○ Em idosos é comum por causa da imunosenescência, a imunidade vai diminuindo. ● É de origem endógena, o homem convive normalmente com seu agente causal, no estado saprofítico (se alimentam de substância e tecidos mortos). ○ Estado saprofítico não é estado patogênico, ele apenas está ali se alimentando das substâncias mortas ● De que forma o estado saprofítico é mantido?Mantendo o sistema imune em homeostase, em equilíbrio, pois não deixa o fungo tomar conta e não mata todo o fungo, pois para isso precisaria de um aumento da resposta imune. ● As condições que produzem a mudança para o estágio parasitário ainda não são evidentes, sabe-se, porém, que os climas quentes e úmidos, meio socioeconômico, falta de asseio, fatores carenciais, desequilíbrios orgânicos provocados por doenças agravadas por tratamentos mal orientados (antibioticoterapia, corticoterapia) e, sobretudo, a seborreide constituem o melhor substrato. ● Nas superficiais tem muita hifa e levedura (que produz a substância que hipo ou hiperpigmenta). ● Não é um fungo que se dá bem nas camadas profundas da pele, então não é comum infecções profundas. Clínica ● Normalmente chegam em grandes lesões hipopigmentadas pois as pessoas não percebem as manchas pequenas que vão se coalescendo. ● Pode ter um leve prurido, porém na maioria das vezes são assintomáticas. ● Manchas de tamanhos variados, com descamação fina, formas irregulares, tomando grande extensão da superfície cutânea. ● Normalmente apresenta-se como simples mancha descamativa hipopigmentada, mas pode assumir vários aspectos dermatológicos: eritêmato-papulosas, papuloso, folículo papuloso, forma circinada. ○ Elas podem variar desde a hipopigmentação à hiperpigmentação. ● Pode ocorrer fungemia (cair no sangue) geralmente lactentes, que recebem nutrição parenteral total, em decorrência de contaminação dos lipídeos.4 ○ Tem aptidão por lipídeos, até por isso infecta locais com mais sebo. ● Pode causar foliculite e dermatite seborréica. ● As espécies são partes da microbiota cutânea, na pele e do couro cabeludo normais, tendo sido implicadas como causa da dermatite seborreica, podem ser tratadas com cetoconazol ● Qual o diagnóstico diferencial é importante? hanseníase, leishmaniose (as lesões podem ter a borda avermelhada dando a impressão de ser elevada), psoríase. Diagnóstico ● Exame clínico ● A lâmpada de wood é útil para confirmar o diagnóstico e detectar lesões subclínicas. ● Pode ser confirmado por exame microscópico direto de raspados da pele infectada, tratados com hidróxido de potássio (KOH) a 10 a 20%→ facilitando a quebra de pele presente, clarificando e melhorando a visualização. ● Observa-se a presença de hifas curtas não ramificadas e células esféricas (que são as leveduras). ● A maioria dos fungos são hialinos, transparentes e podem precisar de coloração. ● Blastoconídios: são os esporos, brotamentos das hifas. ● Tratamento: antifúngico tópico, mas com apenas o tópico só 15% dos casos são curados. PIEDRAS ● Micoses que se manifestam sob a forma de nódulos duros, de consistência pétrea nos pelos e cabelos, coloração escura ou preta, e branco ou branco-amarelado. ● Piedra preta: produzida pelo ascomiceto Piedraia hortae e Hortaea werneckii. Mais comum nos cabelos. ○ Demáceo: são escuros e pigmentados, normalmente por melaninas. ● Piedra branca: causada pela espécie Trichosporon beigelii. Mais comum em pêlos pubianos. ● O Trichosporon spp. é comumente isolado dos raspados cutâneos, principalmente da região crural, pelos púbicos e axilares. ○ Não fica apenas no fio, se espalha pelo couro cabeludo podendo causar dermatite seborreica e outras alterações no couro. ● Podem adentrar e corroer a queratina de dentro do fio, causando falhas no cabelo 5 e deixando o fio quebradiço. ● É endêmica em países tropicais. ● Os nódulos são bastantes resistentes, não adianta apenas utilizar shampoos específicos, pois quando a pessoa parar vai haver reinfecção. ● Não penetra no bulbo, apenas as micoses subcutâneas atingem a região do bulbo capilar. ● Costuma se expandir de maneira circular, formando a perda de cabelo circular. ● Pode causar a infecção do couro cabeludo também. Diagnóstico ● Exame direto revela o nódulo piédrico. ● Retirar o cabelo da borda de onde está tendo perda capilar e colocar na lâmina. ○ Isso pois no centro da perda não existe mais fio e o fungo já migrou para a região mais próxima que tem fios, que é a borda. ● A piedra preta além da cor tem aspecto microscópico do nódulo. ● Além de tirar o fio deve-se raspar o couro cabeludo para ver se está sendo infectado, podendo observar a presença de hifas septadas, pseudohifas, artroconídios e blastoconídios ● Tratamento para ambos os tipos consiste na remoção dos pelos infectados e na aplicação de um agente antifúngico tópico. TINEAS ● As tineas são infecções fúngicas superficiais que se caracterizam pela localização ou pela cor da lesão. ● Normalmente mudam apenas de localização. ● É a generalização de infecções fúngicas em diferentes partes do corpo. Tinea nigra ● Principalmente fungos zoofílicos e antropofílicos. Em solo achamos em menor quantidade. ○ Zoofílicos: pegamos de animais ○ Antropofílicos: humanos. ■ Normalmente não ocorre transmissão de humano para humano, o hospedeiro adquire ela de outros animais. ● Se caracteriza pela presença de cor escura, mais comum na região das palmas das mãos. 6 ● Também chamada de tínea negra palmar, é uma infecção superficial crônica e assintomática do extrato córneo, causada pelo fungo dematiáceo Hortae werneckii,mais prevalente em regiões costeiras quentes e entre mulheres jovens. ● As lesões aparecem com pigmentação escura (castanho-negra). ● Qual a diferença de tinea para dermatofitose? Uma tínea pode ser uma dermatofitose se for causada por Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton ● O exame microscópico de raspados da periferia da lesão revela a presença de hifas septadas ramificadas e de células leveduriformes em brotamento, com paredes celulares melanizadas. ● As lesões são mais comuns nas dobras das mãos, que é onde acumulamos mais matéria orgânica e suor. DERMATOFITOSES RELATO DE CASO ● Uma paciente busca ajuda pois está com prurido intenso na região do couro cabeludo. Ao avaliar a situação você observa a região afetada com crostas, edemaciada e pustulosa. ● Quais as possíveis hipóteses diagnósticas e quais os procedimentos adotados? Pode-se confundir com uma infecção bacteriana, é normal fazer tratamento com antibiótico mas como não provavelmente não haveria resultado teria que coletar o material e mandar para microscopia direta ou para cultura. ○ Na microscopia direta deu falha, então solicita-se a cultura. ○ Mas começa tratamento com fungo, pois é a segunda maior causa. ○ Qual antifúngico utilizar? Tópico e sistêmico. ● Em infecções superficiais a presença de pus é muito rara, mas pode ocorrer. ● Quérions: evento inflamatório de lesões cronificadas→ reação contra os antígenos. ○ Podem provocar infecções secundárias associadas a eles. ● Porque a paciente teve quérion? perguntar sobre doenças autoimunes, procedimentos médicos anteriores, se é transplantada, se tem uso de corticoide e se teve algum sintoma de micoses a muito tempo (infecção crônica). ● Normalmente um fungo superficial não demanda tanta inflamação, mas alguns podem causar reação inflamatória intensa causando a produção de pus. 7 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS ● São micoses superficiais que apresentam lesões cutâneas de contornos arredondados em qualquer parte da pele, mas preferindo certas regiões que emprestam à doença denominações próprias, como “pé-de-atleta”, para a localização interdigital dos pés. ○ O pé-de-atleta também pode ser causado por outros fungos, mas a maioria é causada pelo Trichophyton. ● O T. rubrum é a espécie que mais causa micoses superficiais. ● No couro cabeludo causam lesões arredondadas chamadas tinhas tonsurantes, assim como a tinea nigra e as piedras. ● São hialinos, não ficam escuros. ● Quais as espécies causam dermatofitoses? Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton ● Como diferenciar? Pelas características dos macroconídios e microconídios, que são as regiões onde formam os esporos sexuais. ○ Para caracterizar os gêneros dentre essas espécies é preciso fazer cultura. ● ● Nas lesões são encontradas hifas. ● As infecções surgem após traumatismo e contato e a suscetibilidade do hospedeiro 8 pode ser aumentada pela umidade, calor, química específica da pele, composição do sebo e suor, adolescência e predisposição genética. ● Fonte de infecção: solo ou animais infectados em casos de dermatófitos geofílicos e zoofílicos respectivamente. ● As espécies antropofílicas são transmitidas por contato direto ou fômites, como toalhas, roupas e chuveiros contaminados. ● Ao contrário das outras micoses, os dermatófitos são contagiosos e frequentemente transmitidos pela exposição à pele descamada, unhas e cabelos contaminados por hifas e conídios. CLÍNICA ● Dermatofítide (reação id): hipersensibilidade→ reação alérgica ao fungo→ geralmente em outra região da infecção inicial. ○ Ocorre quando há muitas infecções por fungos e o sistema fica cada vez mais reativo→ hipersensibilidade, hipersensibilidade sistêmica. ● Em outras infecções superficiais, como esporotricose, pode ocorrer transmissão, mas precisa estar com ummachucado, sistema imune comprometido, etc. TINEA CAPITIS ● Acomete o couro cabeludo causando placas circulares de alopécia com pontas de cabelo curtas ou pelos fraturados no interior do folículo piloso. ● Ocorrência rara de quérion. ● Agentes mais comuns: Trichophyton schoenleinii, Trichophyton tonsurans e Microsporum canis (mais comum nos casos de alopecia). ● Como diferenciar os agentes? Os pêlos infectados por Microsporum fluorescem quando iluminados pela lâmpada de Woods. ○ Porém, em casos negativos não se devedescartar a infecção, pois outros fungos causam tineas capitis. ● Endotrix: fungo dentro do fio, fungo no interior da haste do pelo, os cabelos ficam curtos ou a pessoa fica careca na região pois o fungo deixa o fio quebradiço dentro dele. ● Ectotrix: fungo na superfície do cabelo. ○ Geralmente nao pega no bulbo porque lá não tem queratina ○ Franja de adamson: o fungo diminui cada vez mais sua quantidade conforme entra no fio porque não tem a queratina. Ramificações das hifas 9 no interior dos cabelos, as quais tentam atingir o bulbo sem conseguir devido a pouca queratina. ● ● Tinea da barba: pêlos da barba, lesão edematosa e eritematosa. TINEA FAVOSA ● Lesões crostosas no couro cabeludo e na pele glabra causada por T. schoenleinii, começa na cabeça e se espalha por toda a região com pelos, a lesão apresenta um odor de urina de rato. TINEA PEDIS ● Regiões hiperqueratinizadas com aspecto endurecido pois o fungo degrada a queratina e como resposta nosso corpo produz mais. ● Lesão hiperceratótica descamativa e interdigitais nos pés. ● Fissuras e descamação (com o tempo aumenta, sistema imune tentando tirar as camadas contaminadas). ● Espaços interdigitais nos pés de pessoas que usam sapatos. 10 ○ Aguda: pruriginosa, vesiculosa e vermelha. ○ Crônica: pruriginosa, descamação e fissuras. TINEA CORPORIS ● Agente mais frequente: Trichophyton rubrum e Epidermophyton flocosum. ● Tem forma de anel, pois normalmente é circinada, localizada em pele lisa e glabra. Pruriginosas, com borda eritematosa e descamativa. ● A lesão não precisa ficar crônica para descamar. ● O centro é mais descorado, pois é lá que começa a lesão e quer dizer que o corpo já está controlando, lesões maiores têm mais tempo. ● Fazer o raspado da borda. ● TINEA UNGUIUM ● Pode ocorrer até perda total da unha, também chamada onicomicose ● Retirar a unha totalmente às vezes é melhor para acabar com a infecção. Além disso, ainda precisa do tratamento oral, pois o fungo vai tentar crescer na epiderme ao redor. ● Tratamento oral associado com tratamento tópico ● Porque é difícil tratar micoses na unha? O sangue não chega (não é vascularizado então não tem células de defesa) além de ser quente e úmido. ● Com a invasão das hifas, as unhas tornam-se amarelas, quebradiças, espessas e friáveis. ○ Unhas espessadas ou com fragmentação distal, despigmentadas, sem 11 brilho. Geralmente associadas à tínea do pé. ● Agentes etiológicos mais comuns: Trichophyton rubrum, T. mentagrophytes e Epidermophyton floccosum. TINEA CRURAL ● Ocorre na virilha. Também chamada de coceira do jóquei. ● Lesões secas, pruriginosas e eritematosas que surgem no escroto (área intertriginosa) e disseminam pela virilha, mais comum em homens DIAGNÓSTICO LABORATORIAL ● Coleta do material clínico→ escamas de pele. ● Tratamento local com álcool etílico 70%, raspar com bisturi as bordas da lesão cutânea. ● Diagnóstico clínico: lesões secas. ● Unhas: desprezar toda a hiperceratose formada na parte mais distal e atingir regiões mais adentro da matriz ungueal ○ Pegar nas camadas mais centrais para evitar a porção cheia de queratina. ● Pelos e cabelos: em casos de regiões de alopecia, com os pêlos quebrados, deve-se retirar com auxílio de pinça flambada ou estéril. ○ Coletar na borda da alopecia, os que estão mais quebradiços. ○ Os esporos ectótrix deMicrosporum emitem fluorescência sob a lâmpada de Wood em ambiente escuro. ● Raspados da pele e das unhas, juntamente com pelos ou cabelos arrancados das áreas afetadas. ● Exame micológico direto: independente da espécie observamos hifas ramificadas ou cadeias de artroconídios→ brotamento das hifas, pequenos e arredondados (artrósporos). ● Porque tem que preparar com KOH? Elimina as células da pele, deixando apenas o fungo e clarifica, deixando a luz passar melhor. ● Cultura: amostra inoculada em ágar inibidor de bolores ou ágar de Sabouraud (para inibir fungos filamentosos que crescem em qualquer lugar principalmente nas comidas). ○ Contendo cicloeximida e cloranfenicol para suprimir o crescimento de bolores e bactérias. ○ Incubar de 1 a 3 semanas à temperatura ambiente para examinar em 12 culturas de lâmina, se necessário. ○ A identificação da espécie de dermatófito exige a realização de culturas. ○ O ágar sabouraud já é um meio hostil para as bactérias mas ainda adiciona um antibiótico para evitar que ocorra crescimento. ● Diagnóstico clínico→ depois visualização direta→ cultura. TRATAMENTO ● Remoção de estruturas epiteliais infectadas e mortas, aplicação de antifúngico e antibiótico ● Evitar a reinfecção→ parar de usar capacete, sapatos e roupas fechadas, etc. 13