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1- Investigar a importância da política nacional do idoso (PAPP)
A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) do idoso é foi aprovada pela portaria Nº2.528 de
19 de outubro de 2006. Essa tem a finalidade principal a recuperação e promoção a saúde dos idosos,
pensando também em manter o nível de saúde, estando relacionada a independência e gerenciamento da
própria vida, buscando nessas características um conceito de saúde para o idoso. Direciona medidas
coletivas e individuais de saúde para esses fins, além de estar relacionado com os princípios e diretrizes
do SUS. A população alvo dessa política são os cidadãos brasileiros com a idade igual ou maior que 60
anos.
A PNSPI é importante pois havia uma necessidade de política direcionada a essa população devido ao
intenso processo de envelhecimento do país, considerando isso surge a necessidade de buscar qualidade
da atenção aos idosos por meio de ações fundamentadas, assegurando, assim, a promoção da saúde.
Também, são inegáveis os avanços políticos e técnicos na gestão da saúde, somado com o maior
conhecimento da atual ciência, tendo esses fatores desencadeado ao compromisso do Brasil com a
Assembleia Mundial para o Envelhecimento 2002.
Efetivar o funcionamento dessa política depende, também, do enfrentamento de vários desafios, como:
escassez de estruturas de cuidado intermediário no SUS, lê-se estruturas de suporte qualificado para
idosos e familiares destinadas a promover intermediação segura entre alta hospitalar e ida ao domicílio;
número insuficiente de serviços de cuidado domiciliar ao idoso frágil previsto no Estatuto do Idoso,
havendo necessidade de se estabelecer um suporte qualificado e constante, sendo a ESF (atenção
básica) a principal responsável; escassez de equipes multiprofissionais e interdisciplinares com
conhecimento em envelhecimento e saúde da pessoa idosa; implementação insuficiente ou inexistente das
Redes de Assistência à Saúde do Idoso, previsto no documento de Diretrizes para o Cuidado das pessoas
idosas no SUS. Essas buscam estratégias para consertar os problemas vivenciados na gestão do sistema,
por exemplo: fragmentação do sistema de saúde; concorrência entre os serviços; uso inadequado de
recursos com elevação dos custos; falta de segmento horizontal dos usuários; aumento da prevalência das
doenças crônicas; e, necessidade de monitoramento e avaliação. As estratégias se exemplificam por:
diminuir encaminhamentos desnecessários a serviços especializados sem haver resolubilidade, ou seja,
erros de encaminhamento; haver a execução de uma alta qualificada hospitalar (garantir o
acompanhamento posterior desse paciente); e, diminuir reinternações sem resolubilidade. Conclui-se que
os atendimentos contínuos aos idosos frágeis devem ter como foco a avaliação e monitoramento da
capacidade funcional, medicamentos, redução dos riscos de quedas, autocuidado, etc.
A Articulação Intersetorial é fundamental para alcançar os objetivos previstos em relação a saúde dos
idosos. O Ministério da Saúde irá se articular com diversos setores do Poder Executivo em suas
respectivas competências: educação; previdência social; sistema único de assistência social; trabalho e
emprego; desenvolvimento urbano; transportes; justiça e direitos humanos; esporte e lazer; e, ciência e
tecnologia.
Diretrizes para o Cuidado das Pessoas Idosas no SUS: trata-se da coordenação de saúde da pessoa
idosa do Ministério da Saúde, é uma proposta de modelo integral. Têm como objetivo orientar a
organização do cuidado ofertado a essa população no âmbito do SUS, potencializando as ações já
desenvolvidas e propondo estratégias para fortalecer a articulação, qualificação do cuidado e ampliação do
acesso da pessoa idosa aos pontos de atenção das Redes de Atenção à Saúde. Os desafios apontados
pelas diretrizes incluem a discussão sobre o envelhecimento da população brasileira nas agendas
estratégicas das Políticas Públicas, e, no âmbito da saúde em si, ampliar o acesso, incluir e/ou
potencializar o cuidado integral, concretizar ações intersetoriais nos territórios com foco nas
especificidades e demandas de cuidado desse público. Princípios:
• Promoção do envelhecimento ativo e saudável – funcionalidade global: base da saúde;
• Atenção integral, integrada à saúde da pessoa idosa;
• Estímulo às ações intersetoriais, visando a integralização da atenção;
• Provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da atenção à saúde da pessoa idosa;
• Estímulo à participação e fortalecimento do controle social;
• Formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de saúde da
pessoa idosa;
• Divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa para profissionais de
saúde, gestores e usuários do SUS;
• Promoção de cooperação nacional e internacional das experiências na atenção à saúde da pessoa
idosa; e
• Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.
Estatuto do Idoso: Lei nº 10.741/2003 está destinada a regular os direitos assegurados às pessoas com
idade igual ou maior que 60 anos. Abrange as dimensões:
• Direito à vida;
• Direito à liberdade;
• Direito ao respeito;
• Direito à alimentação;
• Direito à saúde;
• Direito à convivência familiar e comunitária.
A lei nº 13.466 de 12 de julho de 2017 altera os artigos 3º, 15º e 71º do Estatuto, assegurando a
“prioridade da prioridade”, sendo válido aos indivíduos com idade igual a 80 anos.
Caderno de Atenção Básica: Envelhecimento e Saúde do Idoso – Tem como objetivo dar maior
resolutividade às necessidades da população idosa na Atenção Básica, ou seja, garantir o envelhecimento
saudável e ativo, promovendo um aumento da expectativa de vida com um melhor estado de saúde. Esse
é uma extensão das Políticas Nacionais: de Atenção Básica e de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa. Em
suma, oferece alguns subsídios técnicos e específicos em relação à saúde da pessoa idosa de forma a
facilitar a prática diária dos profissionais, disponibilizando instrumentos e promovendo discussões
atualizadas no sentido de auxiliar a adoção de condutas mais apropriadas às demandas desses indivíduos
(sempre visando a integralidade). Esse documento traz um novo paradigma: amplia o olhar em relação ao
modelo biomédico vigente focado na doença e cura, lembrando que a apresentação, instalação e desfecho
dos agravos em saúde são peculiares nessa faixa etária, deixando os idosos mais vulneráveis a eventos
adversos. É interessante ressaltar a importância de identificar os determinantes do processo de
saúde/doença, pensando em desfechos desfavoráveis como hospitalização, institucionalização e morte,
havendo grande impacto social e econômico. Algumas particularidades do cuidado à pessoa idosa são:
• Heterogeneidade dos processos de envelhecimento (fatores socioeconômicos, acesso à serviços
públicos, hábitos de vida, aspectos culturais, etc);
• Qualidade de vida relacionada à capacidade funcional (ações e manutenção da autonomia e
independência);
• Novos arranjos familiares (famílias menores, necessidade de politica intersetorial de cuidados:
cuidadores, rede social no território, atenção domiciliar e oferta de serviços de dia);
• Capacidade funcional (orientações aos cuidadores);
• Necessidade de intervenções multidimensionais e intersetoriais;
• Doenças crônicas como principais causas de morbimortalidade e incapacidade (aumento de
demanda pelo uso de serviços);
• Maior vulnerabilidade.
O declínio funcional dos idosos é previsível, evitável e pode ser adiado, entretanto, o modelo atual de
atenção não reconhece isso como uma condição problema. Esse declínio está relacionado a um contexto
de múltiplos e complexos problemas de saúde que se traduzem como síndromes geriátricas: instabilidade
postural, incontinência urinária, insuficiência cognitiva, iatrogenia e imobilidade. É fundamental para o
planejamento das ações em saúde a identificação da fragilidade/estratificação do idoso, assim, facilitando
a definição de metas terapêuticasmelhorando o atendimento.
É importante ressaltar que a atenção às condições crônicas é estratificada em 5 níveis, sendo eles: nível 1
– intervenções de promoção à saúde à população geral; nível 2 – intervenções de prevenção das
condições crônicas às pessoas com fatores de risco; nível 3 – gestão da condição de saúde em população
com DC simples; nível 4 – gestão da condição de saúde da população com DC complexa; nível 5 – gestão
do caso da população com DC muito complexa.
No que se trata do Caderno de Atenção Básica sobre o Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa,
podemos ressaltar a parte de capacitação dos profissionais, isso ocorre por meio da atuação integrada nas
NASFs e nas ESFs, trazendo discussões de casos clínicos, atendimento compartilhado, visitas
domiciliares compartilhadas, projetos terapêuticos singulares e apoio matricial. Tudo isso baseado nas
ações de territorialização dos idosos, ou seja, mapear os idosos mais vulneráveis, atender e acompanhar a
evolução das condições de saúde com ênfase na funcionalidade e monitorar o seguimento na rede. Já
sobre os temas de educação permanente previsto são: prevenção da violência, de quedas, sobre
alimentação e nutrição, sobre saúde bucal, identificação de condições e doenças crônicas, transtornos
mentais decorrentes do uso de drogas ou não, questões medicamentosas (polifarmácia e interações).
Referências Bibliográficas
Disponível em: < http://cidadao.saude.al.gov.br/saude-para-voce/saude-do-idoso/> Acesso em 27 de maio
2021
2- A partir do quadro vacinal infantil em mãos, discorrer sobre sua importância, órgão competente
(função e importância), principais vacinas (Saúde Coletiva)
Prevenção primária, doenças endêmicas (epidemiologia).
Vigilância Epidemiológica = órgão responsável, competente, estudos epidemiológicos.
Secretaria de Vigilância em Saúde é responsável pelo PNI.
Programa Nacional de Imunizações (PNI). O PNI organiza toda a política nacional de vacinação da
população brasileira e tem como missão o controle, a erradicação e a eliminação de doenças
imunopreveníveis.
Na esfera federal, o PNI está sob responsabilidade da Coordenação-Geral do Programa Nacional de
Imunizações (CGPNI) do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT) da
Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde.
Referências Bibliográficas
Disponível em:< https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf>
Acesso em: 26 de maio de 2021.
3- Descrever a anatomia do sistema urinário, citando sua localização, sintopia e relacionar com a
nefrolitíase (anatomia)
O sistema urinário é composto por dois rins, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra. Após os rins
filtrarem o sangue, devolvem a maior parte da água e muitos solutos à corrente sanguínea. A água e os
solutos remanescentes formam a urina, que passa pelos ureteres e é armazenada na bexiga urinária até
ser expelida do corpo pela uretra
Os rins fazem o trabalho vital do sistema urinário. As outras partes do sistema são essencialmente vias de
passagem e locais de armazenamento temporário. Os rins ajudam a manter a homeostasia de todo o
corpo.
Estrutura dos rins
Os rins constituem um par de órgãos avermelhados faseoliformes. Situam-se em ambos os lados da
coluna vertebral, entre o peritônio e a parede posterior da cavidade abdominal, no nível da 12° vértebra
torácica e das três primeiras vértebras lombares. 0 11° e o 12° pares de costelas fornecem alguma
proteção para as partes superiores dos rins. O rim direito fica um pouco mais baixo do que o esquerdo,
porque o fígado ocupa uma grande área acima dele no lado direito. Mesmo assim, ambos os rins são de
certa forma protegidos pelas costelas falsas.
Anatomia externa dos rins
O rim de um adulto tem o tamanho aproximado de um sabonete. Perto do centro da margem medial,
encontra-se uma indentação chamada hilo renal, pela qual o ureter deixa o rim, e pela qual os vasos
sanguíneos, a artéria e a veia renais, bem como os nervos, também chegam no rim. Ao redor de cada rim
se encontra uma camada fina e transparente chamada cápsula renal, uma bainha de tecido conectivo que
ajuda a manter a forma do rim e atua como uma barreira contra traumas. Tecido adiposo (gordura) envolve
a cápsula renal e fixa os rins. Em conjunto com uma camada fina de tecido conectivo denso não
modelado, o tecido adiposo ancora o rim à parede posterior do abdome.
Anatomia interna dos rins
Internamente, os rins apresentam duas regiões principais: uma região externa, vermelho-clara, chamada
córtex renal, e uma interior, vermelho-castanho escuro, chamada medula renal. Dentro da medula renal
encontram-se diversas pirâmides renais coniformes. Extensões do córtex renal, chamadas colunas renais,
preenchem os espaços entre as pirâmides renais.
A urina formada nos rins passa por milhares de duetos papilares dentro das pirâmides renais em
estruturas cupuliformes, chamadas cálices menores. Cada rim tem de 8 a 18 cálices menores. A partir
dessas estruturas, a urina flui para 2 ou 3 cálices maiores e, depois, para uma única grande cavidade
chamada pelve renal. A pelve renal drena a urina em um ureter, que a transporta para a bexiga urinária
para armazenagem e, posterior, eliminação do corpo.
Suprimento sanguíneo renal
Aproximadamente 20 a 25% do débito cardíaco em repouso - 1.200 mL de sangue por minuto - fluem para
os rins pelas artérias renais direita e esquerda. Dentro de cada rim, a artéria renal se divide em vasos de
diâmetro cada vez menor (artérias do segmento, interlobares, arqueadas, interlobulares) que, por fim,
fornecem sangue para arteríolas aferentes. Cada arteríola aferente se divide em uma rede capilar
enovelada chamada glomérulo.
Os vasos capilares do glomérulo se unem para formar uma arteríola eferente. Após deixar o glomérulo,
cada arteríola eferente se divide para formar uma rede de vasos capilares ao redor dos túbulos renais
(descritos a seguir). Esses capilares peritubulares finalmente se reúnem para formar as veias
peritubulares, que se fundem nas veias interlobulares, arqueadas e interlobares. Por fim, todas essas veias
menores drenam para a veia renal.
Néfrons
As unidades funcionais do rim são chamadas néfrons, totalizando aproximadamente 1 milhão em cada rim.
Um néfron é composto por duas partes: um corpúsculo renal, no qual o plasma sanguíneo é filtrado, e um
túbulo renal, pelo qual passa o líquido filtrado, chamado filtrado glomerular. Estreitamente associado ao
néfron encontra-se o seu suprimento sanguíneo. Enquanto o líquido se move pelos túbulos renais, os
resíduos e as substâncias em excesso são adicionados, e os materiais úteis são devolvidos ao sangue
pelos vasos capilares peritubulares. As duas partes que formam o corpúsculo renal são o glomérulo e a
cápsula glomerular (de Bowman), uma estrutura em forma de taça bilaminada de células epiteliais que
circunda os capilares glomerulares. O filtrado glomerular, primeiro entra na cápsula glomerular e, em
seguida, passa para o túbulo renal. O líquido passa de forma ordenada pelas três seções principais do
túbulo renal: o túbulo contorcido proximal, a alça do néfron e o túbulo contorcido distal. O termo proximal
se refere à parte do túbulo ligada à cápsula glomerular, e o termo distal se refere à parte que está mais
longe. Contorcido quer dizer que o túbulo é levemente retorcido em vez de reto. O corpúsculo renal e
ambos os túbulos contorcidos se encontram no interior do córtex renal; as alças dos néfrons se estendem
até a medula renal. A primeira parte da alça do néfron começa no ponto em que o túbulo contorcido
proximal faz sua curva descendente final, que começa no córtex renal e se estende para baixo até a
medula renal e é denominada ramo descendente da alça do néfron. Em seguida, faz uma curva fechada e
retorna para o córtex renal, onde termina no túbulo contorcido distal e é conhecido como o ramo
ascendente da alça do néfron. Os túbulos contorcidos distais de diversos néfrons sãoesvaziados em um
túbulo coletor comum. Vários túbulos coletores se fundem para formar um dueto papilar, que leva a um
cálice menor, um cálice maior, uma pelve renal e um ureter.
Transporte, armazenamento e eliminação da urina
Ureteres
Cada um dos dois ureteres transporta a urina da pelve renal de um dos rins para a bexiga urinária. Os
ureteres passam vários centímetros abaixo da bexiga urinária, provocando a compressão dos ureteres
pela bexiga, evitando, dessa forma, o refluxo de urina quando a pressão se acumula na bexiga urinária
durante a micção. Se essa válvula fisiológica não estiver funcionando, cistite (inflamação da bexiga
urinária) pode progredir para uma infecção dos rins. A parede do ureter é formada por três túnicas. A
túnica interna é a túnica mucosa, que contém epitélio de transição com uma camada subjacente de tecido
conectivo areolar. O epitélio de transição é capaz de distensão - uma vantagem adicional para qualquer
órgão que precisa acomodar um volume variável de líquido. O muco secretado pelas células caliciformes
da túnica mucosa impede que as células entrem em contato com a urina, cujo pH e concentração de
solutos podem ser drasticamente diferentes do citosol das células que formam a parede dos ureteres. A
túnica intermediária é formada por músculo liso. A urina é transportada da pelve renal para a bexiga
urinária, basicamente por contrações peristálticas desse músculo liso, mas a pressão hidrostática da urina
e a gravidade também podem contribuir. A túnica superficial é formada por tecido conectivo areolar,
contendo vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos.
Bexiga urinária
A bexiga urinária é um órgão muscular oco localizado na cavidade pélvica atrás da sínfise púbica. Nos
homens, está diretamente na frente do reto. Nas mulheres, está na frente da vagina e abaixo do útero.
Pregas do peritônio mantêm a bexiga urinária em sua posição. A forma da bexiga urinária depende da
quantidade de urina que contém. Quando vazia, parece um balão esvaziado. Torna-se esférica quando
levemente distendida e, à medida que o volume de urina aumenta, se torna piriforme e sobe na cavidade
abdominal. A capacidade da bexiga urinária varia entre 700 e 800 mL. É menor nas mulheres, porque o
útero ocupa o espaço logo acima da bexiga urinária. Próximo à base da bexiga urinária, os ureteres
drenam na bexiga urinária via óstios dos ureteres. Como os ureteres, a túnica mucosa da bexiga urinária
contém epitélio de transição, que permite o estiramento. A túnica mucosa também contém pregas, que
também permitem a expansão da bexiga urinária. A túnica muscular da parede da bexiga urinária é
formada por três camadas de músculo liso, chamado músculo detrusor. O peritônio, que recobre a face
superior da bexiga urinária, forma uma túnica serosa externa; o restante da bexiga urinária possui uma
camada externa fibrosa.
Uretra
A uretra, a porção terminal do sistema urinário, é formada por um pequeno tubo que vai da base da bexiga
urinária até o exterior do corpo. Nas mulheres, a uretra fica localizada diretamente atrás da sínfise púbica e
engastada na parede anterior da vagina. A abertura da uretra para o exterior, o óstio externo da uretra, fica
entre o clitóris e o óstio da vagina. Nos homens, a uretra passa verticalmente pela próstata, pelo músculo
transverso profundo do períneo e, finalmente, pelo pênis.
Ao redor do óstio externo da uretra fica o esfíncter interno da uretra, composto por músculo liso. A abertura
e o fechamento desse esfíncter são involuntários. Abaixo dele está o esfíncter externo da uretra, composto
por músculo esquelético e está sob controle voluntário. Tanto nos homens quanto nas mulheres, a uretra é
a via para eliminar a urina do corpo. A uretra masculina também serve como um canal pelo qual o sêmen é
ejaculado.
Referências Bibliográficas
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fisiologia. 12ª. edição. Guanabara Koogan.
Rio de Janeiro, 2010.
4- Explicar a formação embriologia do sistema urinário (Histologia e Embriologia II)
O sistema urinário mantém o equilíbrio eletrolítico e de água dos fluidos do corpo que banham os tecidos
em um ambiente salino aquoso. O desenvolvimento deste sistema envolve a formação transitória e a
regressão subsequente ou remodelação do sistema primitivo vestigial, proporcionando, assim, uma visão
da história evolutiva (outro indício é fornecido pelo desenvolvimento do aparato faríngeo). O
desenvolvimento do sistema reprodutivo está estreitamente integrado com os órgãos urinários primitivos
em machos e fêmeas, assim como a maneira como eles compartilham estruturas tubulares similares
comuns que permitem o transporte de gameta e urina.
O mesoderma intermediário em ambos os lados da parede do corpo dorsal dá origem a três estruturas
néfricas sucessivas de organização cada vez mais complexa. O mesoderma intermediário, também
conhecido como nefrótomo, forma uma série segmentar de brotos epiteliais. Na região cervical, essas
estruturas presumidamente representam um vestígio de pronefros ou rins primitivos, que se desenvolvem
em alguns vertebrados inferiores. Como esses pronefros cranianos regressam na 4° semana, um par
alongado de mesonefros se sucede, se desenvolvendo nas regiões torácicas e lombares. Os mesonefros
se tornam os primeiros rins funcionais, embora simples, formados no embrião: os nefros. Um par de ductos
mesonéfricos (de Wolff ou néfrico) drena os mesonefros; estes crescem caudalmente para abrir na parede
posterior do seio urogenital primitivo. Por volta da 5° semana, um par de brotos uretéricos brota a partir
dos ductos mesonéfricos distais, e interações tecido-tecido com o mesoderma intermediário sacral
sobrejacente, vasos sanguíneos em desenvolvimento e nervos coletivamente dão origem aos metanefros
ou rins definitivos.
A cloaca (expansão distal do intestino posterior) é dividida em canal anorretal dorsal e seio urogenital
ventral. Este último é contínuo com o alantoide, que se projeta no cordão umbilical. A porção superior
expandida do seio urogenital torna-se a bexiga, enquanto a porção inferior dá origem, no macho, à uretra
pélvica (membranosa e prostática) e à uretra peniana e, na fêmea, à uretra pélvica (membranosa) e ao
vestíbulo da vagina. Durante esse período, as aberturas dos ductos mesonéfricos são translocadas para
baixo da uretra pélvica pelo processo que também posiciona as aberturas da uretra na parede da bexiga.
Várias malformações no úraco, fístulas e anomalias no trato anorretal podem ocorrer como resultado do
desenvolvimento incorreto do septo urorretal e da membrana cloacal.
Referências Bibliográficas
SCHOENWOLF, G. C.; BLEYL, S. B.; BRAUER, P. R.; FRANCIS-WEST, P. H. Larsen Embriologia
Humana. 4 a edição, Editora Elsevier, Rio de Janeiro, 2010.
5- Descrever histologicamente o sistema urinário, destacando o néfron e relacionando com a
função que desempenha. (Histologia e Embriologia II)
Referências Bibliográficas
6- Identificar os termos técnicos de: dor urinária, queimação, urina vermelha, frequência e vontade
de urinar. Citar as diferentes causas da urina vermelha. PPM
DISÚRIA - Micção difícil e dolorosa.
HEMATÚRIA - Presença de sangue na urina. Este termo significa urina contendo sangue. Ocorre em
grande número de doenças dos rins e das vias urinárias, como infecções, cálculos e tumores. O
tratamento depende de um diagnóstico preciso da causa de hematúria.
POLACIÚRIA - Micções frequentes e em pequena quantidade.
POLIÚRIA – Urinar com frequência.
Referências Bibliográficas
CELENO, Porto. Semiologia Médica, 8ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2019.
Guimarães, D.T. / Dicionário de termos médicos e de enfermagem – 1. ed. – São Paulo: Rideel, 2002.
7- Caracterizar nefrolitíase (sinais e sintomas) PPM
Nefrolitíase pode ser definida como uma concentração de cristais que se formam no trato urinário e
causam sintomas apenas quando o tamanho atinge o suficiente para serem vistas nos exames de
imagem.
EpidemiologiaA litíase renal apresenta importante causa de morbidade. Nos países mais desenvolvidos, a nefroitíase
ocorre mais em adultos, nas vias urinários superiores e na forma de cálculos de cálcio: já nos países em
desenvolvimento, acomete mais crianças, manifestando-se inicialmente na forma de cálculos vesicais
compostos de ácido úrico. Essa diferença relaciona-se, principalmente, às mudanças dietéticas. Os
cálculos renais acometem mais os homens do que as mulheres, sendo duas ou três vezes mais comuns
nos primeiros, e, além disso, a aparição é rara em afro-americanos e asiáticos.
Fisiopatologia
A formação dos cálculos inicia-se com a supersaturação urinária contendo componentes insolúveis devido
ao baixo volume de urina, excreção excessiva ou insuficiente de certos compostos ou fatores adversos
que diminuem a solubilidade, como a redução do pH urinário. À maioria dos cálculos é formada de oxalato
de cálcio associando-se, geralmente à hipercalciúria - em casos de dieta muito rica em sódio, uso de
diuréticos de alça, acidose tubular renal distal, sarcoidose, síndrome de Cushing, excesso de aldosterona
ou distúrbios associados a hipercalcemia e/ou hiperoxalúria.
A hiperoxalúria é observada em síndromes de má absorção intestinal, com secreção intestinal reduzida de
oxalato ou ligação de cálcio intestinal pelos ácidos graxos existentes no lúmen intestinal, com absorção
aumentada de oxalato livre e hiperoxalúria. Além dessas causas, os cálculos de oxalato de cálcio podem
se formar devido à deficiência de citrato urinário (inibidor da formação de cálculos - o citrato é excretado
insuficientemente na acidose metabólica) e hiperuricosúria. Cálculos de fosfato de cálcio aparecem menos
frequentemente e acontecem em contexto de pH urinário anormalmente alto, entre 7 e 8, geralmente
associada à acidose tubular renal distal. Os cálculos de estruvita desenvolvem-se no sistema coletor
quando há infecção por microrganismos produtores de urease, esse tipo de cálculo é o mais comum na
formação dos cálculos coraliformes, que são extensos e se ramificam e se molda aos contornos do
sistema coletor: os principais fatores de risco para formação de cálculos de estruvita são ITU prévia,
nefrolitíase prévia, cateteres urinários e bexiga neurogênica. Cálculos de ácido úrico formam-se quando a
urina está com excesso de ácido úrico, apresentando PH urinário ácido (entre 5 e 5.4), geralmente os
pacientes apresentam-se com síndrome metabólica e resistência à insulina, em geral com gota de
aparência clínica. Cálculos de cistina são decorrentes de um defeito hereditário raro no transporte renal e
intestinal de aminoácidos dibásicos, a excreção excessiva de cistina, composto insolúvel, leva à litíase
renal. Esses cálculos se formam mais frequentemente em urina de pH ácido.
Clínica
Os sintomas característicos de nefrolitíase são dor e hematúria. Outras apresentações incluem ITUs e
lesão renal aguda (LRA), causada por uropatia obstrutiva, quando cálculos causam obstrução renal
bilateral ou obstrução unilateral em um único rim funcionante.
Referências Bibliográficas
Longo. DL et al. Harrison's Principles of Internal Medicine. 18th ed. New York MeGraw-Hil, 2015.
Goldman, L.; Schafer, Al Goldman's Cecil Medicine. 25th ed. Philadelphia: ElsevierSaunders, 2016.
MARTINS, M. A; CARRILHO, F. J.; ALVES, V. A F; CASTILHO, E. A; CERR), &. G. Clínica Médica, volume
3: doenças hematológicas, oncologia e doenças renais. 2. ed. Barueri, SP: Manole Ltda, 2016.
JOHNSON, Richard J; FEEHALLY, John; FLOEGE, Jürgen. Nefrologia Clínica: abordagem abrangente. 5
ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
8- Explicar o procedimento de sonda vesical, descrever (tipos, contraindicações, indicações,
profissionais competentes, complicações) PPM*
SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO
Indicações: Esvaziar a bexiga em casos de retenção urinária (bexigoma); coleta de material para exames;
cateterismo vesical intermitente, administração de medicamentos via vesical, determinar o débito urinário,
aliviar obstrução secundária (próstata, coágulos sanguíneos ou estenose uretral).
Contraindicações: anomalias anatômicas que impeçam a passagem da sonda, trauma com suspeita de
lesão uretral evidenciada por sangramento pelo meato uretral, próstata alta ao toque retal ou hematoma
escrotal, perineal ou peniano.
MATERIAIS:
– bandeja;
– biombo;
– cálice graduado;
– pacote de cateterismo vesical: campo fenestrado, cuba rim, pinça e cuba redonda;
– gaze (pacote) 6 unidades de gaze;
– lubrificante anestésico 2%;
– luvas estéreis cirúrgicas;
– luvas de procedimento;
– material para higiene íntima;
– antisséptico: clorexidina aquosa;
– sonda uretral;
– mesa auxiliar;
– foco de luz ou lanterna.
PROCEDIMENTO:
– higienizar as mãos;
– reunir o material na bandeja e levá-lo até o paciente;
– perguntar o nome completo do paciente a fim de garantir que se trata do paciente certo;
– apresentar-se, explicar o procedimento e aguardar o consentimento do paciente, quando cabível;
– promover a privacidade do paciente;
– posicionar o paciente em decúbito dorsal;
– colocar as luvas de procedimento;
– fazer a higiene íntima do paciente com água e sabão;
– descartar o material utilizado na higiene íntima;
– retirar as luvas de procedimento;
– higienizar as mãos;
– abrir o material de cateterismo sobre a mesa auxiliar e aproximá-lo do leito;
– abrir o material descartável, com técnica estéril, sobre o campo (sonda uretral, gaze estéril);
– colocar antisséptico na cuba redonda;
– colocar lubrificante anestésico na cuba rim;
– calçar as luvas estéreis;
– no HOMEM, retrair o prepúcio, da glande para a base do pênis, trocando a gaze a cada etapa da
higienização;
– na MULHER, fazer a antissepsia do meato urinário com movimento para baixo em direção ao períneo
com auxílio de pinça Pean e gaze;
– colocar o campo fenestrado;
– no HOMEM, posicionar o pênis do paciente perpendicularmente ao corpo;
– na MULHER, separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador da mão não dominante, expondo
o vestíbulo da vagina, dando atenção especial ao meato uretral;
– lubrificar a sonda uretral com o anestésico em gel;
– introduzir a sonda uretral no meato urinário delicadamente, colocando a extremidade distal da sonda
dentro da cuba rim, até observar a drenagem da urina;
– ao término do fluxo urinário, retirar lentamente a sonda;
– deixar o paciente confortável;
– recolher o material do quarto, mantendo o leito organizado;
– encaminhar o material permanente e o resíduo para o expurgo;
– medir o volume urinário no cálice graduado e desprezá-lo no expurgo;
– lavar a bandeja com água e sabão, secá-la com papel toalha e passar álcool 70%;
– retirar as luvas estéreis;
– higienizar as mãos;
– checar a prescrição médica e anotar o procedimento realizado, registrando o volume, o aspecto e a
coloração da urina no prontuário do paciente.
SONDAGEM VESICAL DE DEMORA
INDICAÇÃO: controlar o volume urinário, possibilitar a eliminação da urina em pacientes imobilizados,
inconscientes ou com obstrução, ou em pós-operatório de cirurgias.
MATERIAIS:
– adesivo hipoalergênico, tipo Micropore®;
– água destilada (20 ml);
– bandeja;
– biombo;
– coletor de urina de sistema fechado estéril;
– duas agulhas 40 x 1,2 mm;
– luvas estéreis cirúrgicas e luvas de procedimento;
– lubrificante anestésico em gel 2%;
– material para higiene íntima: água e sabão;
– material de cateterismo vesical (campo fenestrado, cuba rim, cuba redonda, pinça e gaze);
– antisséptico: PVPI tópico ou clorexidina aquosa;
– 2 seringas de 20 ml;
– sonda Foley de calibre adequado;
– mesa auxiliar.
PROCEDIMENTO:
– higienizar as mãos;
– reunir o material na bandeja e levá-lo para o quarto do paciente;
– perguntar o nome completo do paciente a fim de garantir que se trata do paciente certo;
– apresentar-se, explicar o procedimento e aguardar o consentimento do paciente, quando cabível;
– promover a privacidade do paciente;
– posicionar o paciente em decúbito dorsal com os membrosfletidos ou afastados;
– colocar as luvas de procedimento;
– fazer a higiene íntima do paciente com água e sabão;
– retirar o material utilizado na higiene íntima;
– retirar as luvas de procedimento;
– higienizar as mãos;
– abrir a embalagem do material de cateterismo sobre a mesa auxiliar e aproximá-lo do leito;
– abrir o material descartável com técnica estéril sobre o campo (sonda Foley, seringas, agulhas, gaze
estéril e sistema coletor fechado);
– colocar antisséptico na cuba redonda;
– calçar as luvas estéreis;
– testar o balonete (cuff) e a válvula da sonda com seringa de 20 ml com ar;
– no HOMEM, colocar lubrificante anestésico estéril na seringa de 20 ml com a ajuda de um colega (5 ml);
– no HOMEM, fazer a antissepsia do meato urinário para a base do pênis, trocar a gaze em cada etapa;
– na MULHER, fazer a antissepsia do meato urinário com movimentos para baixo em direção ao períneo
(da frente para trás) com auxílio de pinça Pean e gazes embebidas em antisséptico;
– colocar o campo fenestrado;
– no HOMEM, posicionar o pênis perpendicularmente ao corpo do paciente, introduzir o bico da seringa no
meato urinário e injetar o lubrificante anestésico lentamente;
– na MULHER, separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador da mão não dominante, expor o
vestíbulo da vagina e fazer a antissepsia local;
– na MULHER, lubrificar a sonda uretral com anestésico, utilizando uma gaze estéril de apoio;
– introduzir a sonda Foley no meato urinário até a extremidade distal ou até observar a drenagem da urina;
– inflar o balonete com água destilada conforme instrução do fabricante e tracioná-lo levemente;
– no HOMEM, fixar a sonda na região inguinal D ou E com adesivo hipoalergênico e, na mulher, na face
interna da coxa; – retirar as luvas estéreis;
– prender o coletor na parte inferior do leito, após rotulá-lo com a data abaixo da linha do trocanter do
paciente; – deixar o paciente confortável;
– recolher o material do quarto, mantendo o leito organizado;
– encaminhar o material permanente e o resíduo para o expurgo, fazendo o descarte adequado do
material utilizado;
– lavar a bandeja com água e sabão, secá-la com papel toalha e passar álcool 70%;
– higienizar as mãos;
– checar a prescrição médica, registrar o procedimento e as intercorrências, caso ocorram, anotando o
volume, o aspecto e a coloração da urina no prontuário do paciente.
INDICAÇÕES:
∙ Controle de diurese horária nos casos de instabilidade hemodinâmica.
∙ Retenção urinária.
∙ Avaliar a eliminação e mensuração do débito urinário.
∙ Coleta de urina para realização de exames.
∙ Instilar medicamentos.
CONTRAINDICAÇÕES:
∙ Obstrução uretral.
Os profissionais competentes a realização desse procedimento são o enfermeiro e o médico.
Referências Bibliográficas
POTTER, P.A.; PERRY, A.G. Fundamentos de enfermagem: conceitos, processo e prática. 6ed. Rio de
Janeiro. Guanabara, Koogan, 2009.
SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem médico cirúrgica. 10. ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.
Manual de procedimentos básicos de Enfermagem, Paz, Adriana Aparecida. et al. Porto Alegre: Ed. da
UFCSPA, 2016.
9- Descrever o funcionamento do rim, formação da urina e funções do rim (Fisiologia)
FORMAÇÃO DA URINA
A formação da urina resulta na excreção de substâncias indesejadas ou tóxicas ao organismo e é
composta por três processos renais: filtração glomerular, reabsorção de substâncias e secreção de
substância do sangue para os túbulos renais. Esse processo tem início quando grande quantidade de
líquido é filtrada dos capilares glomerulares para o interior da cápsula de Bowman. Com exceção das
proteínas, a maioria das substâncias do plasma é filtrada livremente, de modo que a concentração dessas
substâncias no filtrado glomerular é a mesma do plasma. Dando seguimento, conforme o filtrado flui pelos
túbulos, ele é modificado pela reabsorção de água e solutos específicos, ou pela secreção de substâncias
dos capilares para os túbulos.
Na figura abaixo, está representada a depuração renal de 04 substâncias hipotéticas. A substância A é
livremente filtrada pelos capilares glomerulares, mas não é reabsorvida e não é secretada. Logo, a
intensidade de excreção é igual a intensidade com que ela foi filtrada, sendo um exemplo prático para essa
situação a creatinina. A substância B, é livremente filtrada, mas também é parcialmente reabsorvida pelos
túbulos de volta para a corrente sanguínea, fazendo com que a intensidade de excreção seja menor que a
de filtração pelos capilares glomerulares, logo a intensidade de excreção = intensidade de filtração –
intensidade de reabsorção, padrão típicos para muitos eletrólitos, como os íons sódio e cloreto. Já a
substância C, é livremente filtrada pelos capilares glomerulares, mas não é excretada na urina, pois toda a
sua fração filtrada é reabsorvida pelos túbulos de volta para a corrente sanguínea, sendo esse padrão
característico de algumas substâncias nutricionais, como aminoácidos e glicose. Por fim, o último tipo de
substância, a D, é livremente filtrada pelos capilares glomerulares, não sendo reabsorvida, mas
quantidades adicionais dessa substância são secretadas do sangue capilar para os túbulos renais. Padrão
que ocorre, de forma frequente, com os ácidos e bases orgânicos, permitindo que essas substâncias
sejam retiradas de forma rápida da corrente sanguínea, logo a intensidade de excreção = intensidade de
filtração + intensidade de secreção tubular.
Filtração, reabsorção e secreção de diferentes substâncias→ No geral, a taxa de reabsorção tubular é
mais significativa do que a secreção na formação da urina, porém, vale destacar que a secreção tem um
importante papel na determinação das quantidades de potássio, íons hidrogênio e outras substancias que
são excretadas na urina. Os processos variam muito de intensidade, dependendo da substância, por
exemplo: substâncias como os produtos finais do metabolismo (ureia, creatinina, ácido úrico e uratos) são
pouco reabsorvidas e, assim, excretadas em grandes quantidades na urina, assim como alguns fármacos
e substâncias estranhas. De modo contrário, substâncias como os íons sódio, cloreto e bicarbonato, são
muito reabsorvidos, possuindo pequena quantidade eliminada através da urina. Vale ressaltar que, cada
um desses processos (filtração, reabsorção e secreção), são regulados de acordo com as necessidades
corporais.
Os rins desempenham muitas funções homeostáticas importantes, incluindo as seguintes:
•Excreção de produtos indesejáveis do metabolismo e de substâncias químicas estranhas.
•Regulação do equilíbrio de água e dos eletrólitos.
•Regulação da osmolalidade dos líquidos corporais e da concentração de eletrólitos.
•Regulação da pressão arterial.
•Regulação do equilíbrio ácido-base.
•Regulação da produção de hemácias.
•Secreção, metabolismo e excreção de hormônios.
•Gliconeogênese.
Excreção de Produtos Dejetados do Metabolismo, Substâncias Químicas Estranhas, Fármacos e
Metabólitos Hormonais. Os rins são os meios primários para a eliminação de produtos indesejáveis do
metabolismo que não são mais necessários ao corpo. Esses produtos incluem ureia (do metabolismo dos
aminoácidos), creatinina (da creatina muscular), ácido úrico (dos ácidos nucleicos), produtos finais da
degradação da hemoglobina (tais como a bilirrubina) e metabólitos de vários hormônios. Esses produtos
indesejáveis devem ser eliminados do corpo tão rapidamente quanto são produzidos. Os rins também
eliminam a maioria das toxinas e das outras substâncias estranhas que são produzidas pelo corpo e
ingeridas, tais como pesticidas, fármacos e aditivos alimentícios.
Regulação do Equilíbrio da Água e dos Eletrólitos. Para a manutenção da homeostasia, a excreção de
água e eletrólitos deve ser cuidadosamente combinada com os respectivos ganhos. Caso o ganho exceda
a excreção, a quantidade de água e de eletrólitos no corpo aumentará. Caso o ganho seja menor que a
excreção, aquantidade de água e de eletrólitos no corpo diminuirá. Embora possam ocorrer desequilíbrios
temporários (ou cíclicos) de água e eletrólitos em várias condições fisiológicas e fisiopatológicas
associadas à ingestão alterada ou à excreção renal, a manutenção da vida depende da restauração do
equilíbrio de água e eletrólitos.
A entrada de água e de muitos eletrólitos é controlada principalmente pelos hábitos da ingestão de sólidos
e de líquidos da pessoa, requerendo que os rins ajustem suas intensidades de excreção para coincidir com
a ingestão de várias substâncias.
A entrada de água e de muitos eletrólitos é controlada principalmente pelos hábitos da ingestão de sólidos
e de líquidos da pessoa, requerendo que os rins ajustem suas intensidades de excreção para coincidir com
a ingestão de várias substâncias. A figura abaixo mostra a resposta dos rins ao aumento súbito de 10
vezes o normal na ingesta de sódio de nível baixo de 30 mEq/dia, em um nível alto de 300 mEq/dia. Cerca
de 2 a 3 dias, após a elevação da ingesta de sódio, a excreção renal também aumenta para
aproximadamente 300 mEq/dia, de modo que o equilíbrio entre a ingestão e a excreção é restabelecido
rapidamente. Entretanto, durante os 2 a 3 dias de adaptação renal, à alta entrada de sódio, ocorre
acúmulo modesto de sódio que discretamente eleva o volume de líquido extracelular e desencadeia
alterações hormonais e outras respostas compensatórias. Essas respostas sinalizam os rins para que
aumente a excreção de sódio.
A capacidade dos rins de alterar a excreção de sódio em resposta às alterações na ingestão de sódio é
enorme. Estudos experimentais mostraram que em muitas pessoas a ingestão de sódio pode ser
aumentada para 1.500 mEq/dia (mais de 10 vezes o normal) ou diminuída para 10 mEq/dia (menos de um
décimo do normal), com alterações relativamente pequenas no volume de líquido extracelular ou na
concentração plasmática de sódio. Esse fenômeno também se aplica à água e à maioria dos eletrólitos,
tais como cloreto, potássio, cálcio, hidrogênio, magnésio e íons fosfato.
Regulação da Pressão Arterial. Os rins têm papel dominante na regulação da pressão arterial a longo
prazo, pela excreção de quantidades variáveis de sódio e água. Os rins também contribuem para a
regulação a curto prazo da pressão arterial, pela secreção de hormônios e fatores ou substâncias
vasoativas (p. ex., renina) que levam à formação de produtos vasoativos (p. ex., angiotensina II).
Regulação do Equilíbrio Ácido-base. Os rins contribuem para a regulação do equilíbrio ácido-base, junto
com os pulmões e os tampões dos líquidos corporais, pela excreção de ácidos e pela regulação dos
estoques de tampões dos líquidos corporais. Os rins são a única forma de eliminar certos tipos de ácidos
do corpo, tais como os ácidos sulfúrico e fosfórico, gerados pelo metabolismo das proteínas.
Regulação da Produção de Eritrócitos. Os rins secretam a eritropoetina que estimula a produção de
hemácias pelas células-tronco hematopoéticas na medula óssea. Estímulo importante para a secreção de
eritropoetina pelos rins é a hipoxia. Os rins normalmente produzem e secretam quase toda a eritropoetina
da circulação. Pessoas com doença renal grave ou que tiveram seus rins removidos e fazem hemodiálise
desenvolvem anemia grave, como resultado da diminuição da produção de eritropoetina.
Regulação da Produção da 1,25-Di-hidroxivitamina D3. Os rins produzem a forma ativa de vitamina D,
1,25-di-hidroxivitamina D3 (calcitriol), pela hidroxilação dessa vitamina na posição “número 1”. O calcitriol é
essencial para a absorção de cálcio pelo trato gastrointestinal e pela deposição normal de cálcio nos
ossos. O calcitriol tem papel importante na regulação de cálcio e fosfato.
Síntese da Glicose. Durante o jejum prolongado, os rins sintetizam glicose a partir de aminoácidos e
outros precursores, processo conhecido como gliconeogênese. A capacidade dos rins de adicionar glicose
ao sangue, durante períodos prolongados de jejum, equivale à do fígado.
Na doença renal crônica ou na insuficiência renal aguda, essas funções de manutenção da homeostasia
são interrompidas e rapidamente ocorrem anormalidades graves dos volumes e da composição do líquido
corporal. Com a insuficiência renal total, potássio, ácidos, líquidos e outras substâncias se acumulam no
corpo, causando a morte em poucos dias, a não ser que intervenções clínicas, como a hemodiálise, sejam
iniciadas para restaurar, ao menos parcialmente, o equilíbrio corporal de líquidos e eletrólitos.
MICÇÃO E SISTEMA REFLEXO
Definição→ A micção é o nome dado ao processo de esvaziamento da bexiga. Esse processo envolve,
basicamente, duas etapas principais: enchimento progressivo da bexiga até que uma tensão em sua
parede seja gerada e atinja o nível limiar, quando dá origem ao segundo processo, o reflexo nervoso
chamado de reflexo da micção, responsável pelo esvaziamento da bexiga.
Reflexo da micção→ Como dito anteriormente, a micção tem início quando há uma distensão da parede
vesical que rompe o limiar de “ativação”, reflexo esse que é iniciado pelos receptores de estiramento na
parede vesical, situados, principalmente, na uretra posterior. Através dos nervos pélvicos, esses sinais são
levados aos segmentos sacrais da medula. Por reflexo, o sinal volta à bexiga pelas fibras nervosas
parassimpáticas pelos mesmos nervos pélvicos. Quando a bexiga está parcialmente cheia, essas
contrações originadas por esse impulso desaparecem espontaneamente, ocorrendo relaxamento do
músculo detrusor, porém, conforme a bexiga se enche, os reflexos de micção ficam mais frequentes e
causam maiores contrações do músculo detrusor. O reflexo da micção é ciclo único completo com –
aumento rápido e progressivo da pressão vesical, período de pressão sustentada e retorno da pressão ao
tônus basal, e, mesmo que não haja a micção, após o ciclo, os elementos nervosos desse reflexo
permanecem inibidos por alguns minutos a mais de 1 hora, até que outro reflexo da micção ocorra.
Quando esse reflexo se torna suficiente para esvaziar a bexiga, ele produz outro reflexo para relaxar o
esfíncter externo através dos nervos pudendos. Vale lembrar que, o reflexo da micção é espinal e
totalmente autônimo, mas pode ser inibido ou facilitado pelos centros cerebrais, como os centros
facilitadores e inibitórios no tronco cerebral (ponte) e vários centros localizados no córtex cerebral. Dessa
forma, a micção voluntária é iniciada quando o indivíduo, de forma voluntária, contrai a musculatura
abdominal, o que aumenta a pressão na bexiga e permite que quantidade extra de urina, pelo aumento da
pressão, entre no colo vesical e na uretra posterior, distendendo suas paredes. Essa ação, por sua vez,
estimula os receptores do estiramento e desencadeia o reflexo da micção, inibindo, simultaneamente, o
esfíncter uretral externo.
Basicamente o reflexo de micção ocorre da seguinte maneira:
Receptor: presentes no músculo detrusor da parede da bexiga
Via aferente: neurônio sensitivo
Centro integrador: medula
Via eferente: nervo motor
Efetor: músculo eferente e esfíncter (relaxa)
Cilindros hemáticos = doença glomerular
Referências Bibliográficas
HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2017.
BERNE, Robert M.; LEVY, Matthew N. (Ed.). Fisiologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.
10- Interpretar os resultados do exame de Dona Marlene e citar a importância do exame de urina.
(Fisiologia-bioquímica)
O resultado do exame de urinálise de dona Marlene nos permite chegar conclusão de hematúria
decorrente dos cristais de oxalato de cálcio, que ao passar pelo ureter e pelos túbulos contorcidos do
néfron lesionarem a parede desses vasos e ocasionarem o sangramento e subsequente liberação de
hemoglobina naquele líquido que posteriormente virá a formar a urina.
O exame de urina de rotina é um dos procedimentos laboratoriais mais solicitados pelos médicos de
pratica-mente todas as especialidades e para pacientes com as mais variadas queixas ou mesmo para
indivíduos sem nenhuma queixa. Essas características fazem da urinálise um teste de triagem de ampla
utilização.
O processo de exame da urina é realizado através de quatro “fases”, são elas: coleta, análise física,
análise química e sedimentoscopia.
As principais indicações para a urinálise são investigação e acompanhamento de doença renal,
acompanhamento de patologias que podem cursar com acometimento renal (ex: lúpus eritematoso
sistêmico, hipertensão arterial, diabetes mellitus, entre outros), investigação de infecções do trato urinário
e litíase renal.
Referências Bibliográficas
A MCPHERSON, Richard; BEN-EZRA, Jonathan; ZHAO, Shourong. Exame de urina básico. In:
MCPHERSON, Richard A. Diagnósticos clínicos e tratamento por métodos laboratoriais de Henry. 21. ed.
São Paulo: Editora Manole, 2012. p. 460-498.
GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. Cecil Medicina Interna. 24aed. Sauders-Elsevier, 2012.
NEMER, Aline Silva de Aguiar. Manual de solicitação e interpretação de exames laboratoriais. São Paulo:
Revinter, 2006. 110 p.
VEIOS, Valéria Soares Pigozzi; COSTA, Nayara Gomes; SOUZA, Carlos Alfredo Marcílio de. Exames
Complementares. In: PORTO, Celmo Celeno. Porto &Porto
Semiologia Medica. 7. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan Ltd, 2014. Cap. 134. p. 883-894.
Wald Ron, et. Al. Urinalysis in the diagnosis of kidney disease. UpToDate. 2018.
Disponível em: <http://www.uptodate.com/online>. Acesso em: 23/04/2019.
Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial. Recomendações da SBPC/ML: realização
de exames em urina. Barueri, SP: Manole, 2017.
11- Investigar os sintomas apresentados pelo Sr. Antônio e relacionar com o processo de
envelhecimento (Psicologia Médica)
Principais causas de problemas de memória em idosos:
Doenças de tireóide
Acidentes vasculares cerebrais
Hipovitaminoses
Hidrocefalia
Efeitos colaterais de medicamentos
Desidratação
Tumores cerebrais
Estresse e sobrecarga de atividades
Demências
Depressão, pois algumas das queixas de perda de memória estão associadas a quadros
depressivos, nas quais as capacidades intelectuais do idoso encontram-se prejudicadas
Há indícios que nos fazem crer que o Sr. Antônio desenvolveu depressão, entretanto, somente com os
sinais apresentados não é possível determinar patologicamente seu quadro, haja vista que para que isso
ocorresse seria necessário a realização de alguns exames.
Referências Bibliográficas
Diener, E. (2000). Subjective well-being: the science of happiness and a proposal for a national
index. American Psychologist, 55 (1), 34-43
Diener, E., Oishi, S. & Lucas, R. E. (2003). Personality, culture and subjective well-being: Emotional
and cognitive evaluations of life. Annual Review of Psychology, 54, 403-425.
Graziano, Lilian Domingues. A felicidade revisitada: um estudo sobre bem-estar subjetivo na visão da
psicologia positiva. 2005. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) -
Instituto de Psicologia, University of São Paulo, São Paulo, 2005.
doi:10.11606/T.47.2005.tde-23052006-164724. Acesso em: 2018-06-04.
Santos, Mônica Macalin; GERLACH, Kelin; DRÜGG, Angela Maria Schneider. Psicologia do
envelhecimento. Salão do Conhecimento, v. 1, n. 1, 2015.
Seligman, M. E. (2004). Felicidade autêntica: Usando a nova Psicologia Positiva para a realização
permanente. Rio de Janeiro, RJ: Objetiva.
Silva LCC, Farias LMB, Oliveira TS, Rabelo DF. Atitude de idosos em relação à velhice e bem-estar
psicológico. Rev Kairós Gerontologia. 2012;15(3): 119-40.
12- Buscar uma revisão sistemática sobre a ingestão de líquidos que ajudam a combater a
formação de pedras (MBE)
This analysis demonstrated a significantly reduced risk of incident kidney stones among individuals with
high fluid consumption. High fluid consumption also reduced the risk of recurrent kidney stones.
Furthermore, the magnitude of risk reduction was high. Although increased water intake appears to be safe,
future studies on its safety in patients with high risk of volume overload or hyponatremia may be indicated.
Esta análise demonstrou uma redução significativa do risco de ocorrência de cálculos renais entre
indivíduos com alto consumo de líquidos. O alto consumo de líquidos também reduziu o risco de cálculos
renais recorrentes. Além disso, a magnitude da redução do risco foi alta. Embora o aumento da ingestão
de água pareça seguro, estudos futuros sobre sua segurança em pacientes com alto risco de sobrecarga
de volume ou hiponatremia podem ser indicados.
Referências Bibliográficas
Cheungpasitporn W, Rossetti S, Friend K, Erickson SB, Lieske JC. Treatment effect, adherence, and safety
of high fluid intake for the prevention of incident and recurrent kidney stones: a systematic review and
meta-analysis. J Nephrol. 2016 Apr;29(2):211-219. doi: 10.1007/s40620-015-0210-4. Epub 2015 May 29.
PMID: 26022722; PMCID: PMC4831051.

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