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1- Investigar a importância da política nacional do idoso (PAPP) A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) do idoso é foi aprovada pela portaria Nº2.528 de 19 de outubro de 2006. Essa tem a finalidade principal a recuperação e promoção a saúde dos idosos, pensando também em manter o nível de saúde, estando relacionada a independência e gerenciamento da própria vida, buscando nessas características um conceito de saúde para o idoso. Direciona medidas coletivas e individuais de saúde para esses fins, além de estar relacionado com os princípios e diretrizes do SUS. A população alvo dessa política são os cidadãos brasileiros com a idade igual ou maior que 60 anos. A PNSPI é importante pois havia uma necessidade de política direcionada a essa população devido ao intenso processo de envelhecimento do país, considerando isso surge a necessidade de buscar qualidade da atenção aos idosos por meio de ações fundamentadas, assegurando, assim, a promoção da saúde. Também, são inegáveis os avanços políticos e técnicos na gestão da saúde, somado com o maior conhecimento da atual ciência, tendo esses fatores desencadeado ao compromisso do Brasil com a Assembleia Mundial para o Envelhecimento 2002. Efetivar o funcionamento dessa política depende, também, do enfrentamento de vários desafios, como: escassez de estruturas de cuidado intermediário no SUS, lê-se estruturas de suporte qualificado para idosos e familiares destinadas a promover intermediação segura entre alta hospitalar e ida ao domicílio; número insuficiente de serviços de cuidado domiciliar ao idoso frágil previsto no Estatuto do Idoso, havendo necessidade de se estabelecer um suporte qualificado e constante, sendo a ESF (atenção básica) a principal responsável; escassez de equipes multiprofissionais e interdisciplinares com conhecimento em envelhecimento e saúde da pessoa idosa; implementação insuficiente ou inexistente das Redes de Assistência à Saúde do Idoso, previsto no documento de Diretrizes para o Cuidado das pessoas idosas no SUS. Essas buscam estratégias para consertar os problemas vivenciados na gestão do sistema, por exemplo: fragmentação do sistema de saúde; concorrência entre os serviços; uso inadequado de recursos com elevação dos custos; falta de segmento horizontal dos usuários; aumento da prevalência das doenças crônicas; e, necessidade de monitoramento e avaliação. As estratégias se exemplificam por: diminuir encaminhamentos desnecessários a serviços especializados sem haver resolubilidade, ou seja, erros de encaminhamento; haver a execução de uma alta qualificada hospitalar (garantir o acompanhamento posterior desse paciente); e, diminuir reinternações sem resolubilidade. Conclui-se que os atendimentos contínuos aos idosos frágeis devem ter como foco a avaliação e monitoramento da capacidade funcional, medicamentos, redução dos riscos de quedas, autocuidado, etc. A Articulação Intersetorial é fundamental para alcançar os objetivos previstos em relação a saúde dos idosos. O Ministério da Saúde irá se articular com diversos setores do Poder Executivo em suas respectivas competências: educação; previdência social; sistema único de assistência social; trabalho e emprego; desenvolvimento urbano; transportes; justiça e direitos humanos; esporte e lazer; e, ciência e tecnologia. Diretrizes para o Cuidado das Pessoas Idosas no SUS: trata-se da coordenação de saúde da pessoa idosa do Ministério da Saúde, é uma proposta de modelo integral. Têm como objetivo orientar a organização do cuidado ofertado a essa população no âmbito do SUS, potencializando as ações já desenvolvidas e propondo estratégias para fortalecer a articulação, qualificação do cuidado e ampliação do acesso da pessoa idosa aos pontos de atenção das Redes de Atenção à Saúde. Os desafios apontados pelas diretrizes incluem a discussão sobre o envelhecimento da população brasileira nas agendas estratégicas das Políticas Públicas, e, no âmbito da saúde em si, ampliar o acesso, incluir e/ou potencializar o cuidado integral, concretizar ações intersetoriais nos territórios com foco nas especificidades e demandas de cuidado desse público. Princípios: • Promoção do envelhecimento ativo e saudável – funcionalidade global: base da saúde; • Atenção integral, integrada à saúde da pessoa idosa; • Estímulo às ações intersetoriais, visando a integralização da atenção; • Provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da atenção à saúde da pessoa idosa; • Estímulo à participação e fortalecimento do controle social; • Formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de saúde da pessoa idosa; • Divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS; • Promoção de cooperação nacional e internacional das experiências na atenção à saúde da pessoa idosa; e • Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas. Estatuto do Idoso: Lei nº 10.741/2003 está destinada a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou maior que 60 anos. Abrange as dimensões: • Direito à vida; • Direito à liberdade; • Direito ao respeito; • Direito à alimentação; • Direito à saúde; • Direito à convivência familiar e comunitária. A lei nº 13.466 de 12 de julho de 2017 altera os artigos 3º, 15º e 71º do Estatuto, assegurando a “prioridade da prioridade”, sendo válido aos indivíduos com idade igual a 80 anos. Caderno de Atenção Básica: Envelhecimento e Saúde do Idoso – Tem como objetivo dar maior resolutividade às necessidades da população idosa na Atenção Básica, ou seja, garantir o envelhecimento saudável e ativo, promovendo um aumento da expectativa de vida com um melhor estado de saúde. Esse é uma extensão das Políticas Nacionais: de Atenção Básica e de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa. Em suma, oferece alguns subsídios técnicos e específicos em relação à saúde da pessoa idosa de forma a facilitar a prática diária dos profissionais, disponibilizando instrumentos e promovendo discussões atualizadas no sentido de auxiliar a adoção de condutas mais apropriadas às demandas desses indivíduos (sempre visando a integralidade). Esse documento traz um novo paradigma: amplia o olhar em relação ao modelo biomédico vigente focado na doença e cura, lembrando que a apresentação, instalação e desfecho dos agravos em saúde são peculiares nessa faixa etária, deixando os idosos mais vulneráveis a eventos adversos. É interessante ressaltar a importância de identificar os determinantes do processo de saúde/doença, pensando em desfechos desfavoráveis como hospitalização, institucionalização e morte, havendo grande impacto social e econômico. Algumas particularidades do cuidado à pessoa idosa são: • Heterogeneidade dos processos de envelhecimento (fatores socioeconômicos, acesso à serviços públicos, hábitos de vida, aspectos culturais, etc); • Qualidade de vida relacionada à capacidade funcional (ações e manutenção da autonomia e independência); • Novos arranjos familiares (famílias menores, necessidade de politica intersetorial de cuidados: cuidadores, rede social no território, atenção domiciliar e oferta de serviços de dia); • Capacidade funcional (orientações aos cuidadores); • Necessidade de intervenções multidimensionais e intersetoriais; • Doenças crônicas como principais causas de morbimortalidade e incapacidade (aumento de demanda pelo uso de serviços); • Maior vulnerabilidade. O declínio funcional dos idosos é previsível, evitável e pode ser adiado, entretanto, o modelo atual de atenção não reconhece isso como uma condição problema. Esse declínio está relacionado a um contexto de múltiplos e complexos problemas de saúde que se traduzem como síndromes geriátricas: instabilidade postural, incontinência urinária, insuficiência cognitiva, iatrogenia e imobilidade. É fundamental para o planejamento das ações em saúde a identificação da fragilidade/estratificação do idoso, assim, facilitando a definição de metas terapêuticasmelhorando o atendimento. É importante ressaltar que a atenção às condições crônicas é estratificada em 5 níveis, sendo eles: nível 1 – intervenções de promoção à saúde à população geral; nível 2 – intervenções de prevenção das condições crônicas às pessoas com fatores de risco; nível 3 – gestão da condição de saúde em população com DC simples; nível 4 – gestão da condição de saúde da população com DC complexa; nível 5 – gestão do caso da população com DC muito complexa. No que se trata do Caderno de Atenção Básica sobre o Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, podemos ressaltar a parte de capacitação dos profissionais, isso ocorre por meio da atuação integrada nas NASFs e nas ESFs, trazendo discussões de casos clínicos, atendimento compartilhado, visitas domiciliares compartilhadas, projetos terapêuticos singulares e apoio matricial. Tudo isso baseado nas ações de territorialização dos idosos, ou seja, mapear os idosos mais vulneráveis, atender e acompanhar a evolução das condições de saúde com ênfase na funcionalidade e monitorar o seguimento na rede. Já sobre os temas de educação permanente previsto são: prevenção da violência, de quedas, sobre alimentação e nutrição, sobre saúde bucal, identificação de condições e doenças crônicas, transtornos mentais decorrentes do uso de drogas ou não, questões medicamentosas (polifarmácia e interações). Referências Bibliográficas Disponível em: < http://cidadao.saude.al.gov.br/saude-para-voce/saude-do-idoso/> Acesso em 27 de maio 2021 2- A partir do quadro vacinal infantil em mãos, discorrer sobre sua importância, órgão competente (função e importância), principais vacinas (Saúde Coletiva) Prevenção primária, doenças endêmicas (epidemiologia). Vigilância Epidemiológica = órgão responsável, competente, estudos epidemiológicos. Secretaria de Vigilância em Saúde é responsável pelo PNI. Programa Nacional de Imunizações (PNI). O PNI organiza toda a política nacional de vacinação da população brasileira e tem como missão o controle, a erradicação e a eliminação de doenças imunopreveníveis. Na esfera federal, o PNI está sob responsabilidade da Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde. Referências Bibliográficas Disponível em:< https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf> Acesso em: 26 de maio de 2021. 3- Descrever a anatomia do sistema urinário, citando sua localização, sintopia e relacionar com a nefrolitíase (anatomia) O sistema urinário é composto por dois rins, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra. Após os rins filtrarem o sangue, devolvem a maior parte da água e muitos solutos à corrente sanguínea. A água e os solutos remanescentes formam a urina, que passa pelos ureteres e é armazenada na bexiga urinária até ser expelida do corpo pela uretra Os rins fazem o trabalho vital do sistema urinário. As outras partes do sistema são essencialmente vias de passagem e locais de armazenamento temporário. Os rins ajudam a manter a homeostasia de todo o corpo. Estrutura dos rins Os rins constituem um par de órgãos avermelhados faseoliformes. Situam-se em ambos os lados da coluna vertebral, entre o peritônio e a parede posterior da cavidade abdominal, no nível da 12° vértebra torácica e das três primeiras vértebras lombares. 0 11° e o 12° pares de costelas fornecem alguma proteção para as partes superiores dos rins. O rim direito fica um pouco mais baixo do que o esquerdo, porque o fígado ocupa uma grande área acima dele no lado direito. Mesmo assim, ambos os rins são de certa forma protegidos pelas costelas falsas. Anatomia externa dos rins O rim de um adulto tem o tamanho aproximado de um sabonete. Perto do centro da margem medial, encontra-se uma indentação chamada hilo renal, pela qual o ureter deixa o rim, e pela qual os vasos sanguíneos, a artéria e a veia renais, bem como os nervos, também chegam no rim. Ao redor de cada rim se encontra uma camada fina e transparente chamada cápsula renal, uma bainha de tecido conectivo que ajuda a manter a forma do rim e atua como uma barreira contra traumas. Tecido adiposo (gordura) envolve a cápsula renal e fixa os rins. Em conjunto com uma camada fina de tecido conectivo denso não modelado, o tecido adiposo ancora o rim à parede posterior do abdome. Anatomia interna dos rins Internamente, os rins apresentam duas regiões principais: uma região externa, vermelho-clara, chamada córtex renal, e uma interior, vermelho-castanho escuro, chamada medula renal. Dentro da medula renal encontram-se diversas pirâmides renais coniformes. Extensões do córtex renal, chamadas colunas renais, preenchem os espaços entre as pirâmides renais. A urina formada nos rins passa por milhares de duetos papilares dentro das pirâmides renais em estruturas cupuliformes, chamadas cálices menores. Cada rim tem de 8 a 18 cálices menores. A partir dessas estruturas, a urina flui para 2 ou 3 cálices maiores e, depois, para uma única grande cavidade chamada pelve renal. A pelve renal drena a urina em um ureter, que a transporta para a bexiga urinária para armazenagem e, posterior, eliminação do corpo. Suprimento sanguíneo renal Aproximadamente 20 a 25% do débito cardíaco em repouso - 1.200 mL de sangue por minuto - fluem para os rins pelas artérias renais direita e esquerda. Dentro de cada rim, a artéria renal se divide em vasos de diâmetro cada vez menor (artérias do segmento, interlobares, arqueadas, interlobulares) que, por fim, fornecem sangue para arteríolas aferentes. Cada arteríola aferente se divide em uma rede capilar enovelada chamada glomérulo. Os vasos capilares do glomérulo se unem para formar uma arteríola eferente. Após deixar o glomérulo, cada arteríola eferente se divide para formar uma rede de vasos capilares ao redor dos túbulos renais (descritos a seguir). Esses capilares peritubulares finalmente se reúnem para formar as veias peritubulares, que se fundem nas veias interlobulares, arqueadas e interlobares. Por fim, todas essas veias menores drenam para a veia renal. Néfrons As unidades funcionais do rim são chamadas néfrons, totalizando aproximadamente 1 milhão em cada rim. Um néfron é composto por duas partes: um corpúsculo renal, no qual o plasma sanguíneo é filtrado, e um túbulo renal, pelo qual passa o líquido filtrado, chamado filtrado glomerular. Estreitamente associado ao néfron encontra-se o seu suprimento sanguíneo. Enquanto o líquido se move pelos túbulos renais, os resíduos e as substâncias em excesso são adicionados, e os materiais úteis são devolvidos ao sangue pelos vasos capilares peritubulares. As duas partes que formam o corpúsculo renal são o glomérulo e a cápsula glomerular (de Bowman), uma estrutura em forma de taça bilaminada de células epiteliais que circunda os capilares glomerulares. O filtrado glomerular, primeiro entra na cápsula glomerular e, em seguida, passa para o túbulo renal. O líquido passa de forma ordenada pelas três seções principais do túbulo renal: o túbulo contorcido proximal, a alça do néfron e o túbulo contorcido distal. O termo proximal se refere à parte do túbulo ligada à cápsula glomerular, e o termo distal se refere à parte que está mais longe. Contorcido quer dizer que o túbulo é levemente retorcido em vez de reto. O corpúsculo renal e ambos os túbulos contorcidos se encontram no interior do córtex renal; as alças dos néfrons se estendem até a medula renal. A primeira parte da alça do néfron começa no ponto em que o túbulo contorcido proximal faz sua curva descendente final, que começa no córtex renal e se estende para baixo até a medula renal e é denominada ramo descendente da alça do néfron. Em seguida, faz uma curva fechada e retorna para o córtex renal, onde termina no túbulo contorcido distal e é conhecido como o ramo ascendente da alça do néfron. Os túbulos contorcidos distais de diversos néfrons sãoesvaziados em um túbulo coletor comum. Vários túbulos coletores se fundem para formar um dueto papilar, que leva a um cálice menor, um cálice maior, uma pelve renal e um ureter. Transporte, armazenamento e eliminação da urina Ureteres Cada um dos dois ureteres transporta a urina da pelve renal de um dos rins para a bexiga urinária. Os ureteres passam vários centímetros abaixo da bexiga urinária, provocando a compressão dos ureteres pela bexiga, evitando, dessa forma, o refluxo de urina quando a pressão se acumula na bexiga urinária durante a micção. Se essa válvula fisiológica não estiver funcionando, cistite (inflamação da bexiga urinária) pode progredir para uma infecção dos rins. A parede do ureter é formada por três túnicas. A túnica interna é a túnica mucosa, que contém epitélio de transição com uma camada subjacente de tecido conectivo areolar. O epitélio de transição é capaz de distensão - uma vantagem adicional para qualquer órgão que precisa acomodar um volume variável de líquido. O muco secretado pelas células caliciformes da túnica mucosa impede que as células entrem em contato com a urina, cujo pH e concentração de solutos podem ser drasticamente diferentes do citosol das células que formam a parede dos ureteres. A túnica intermediária é formada por músculo liso. A urina é transportada da pelve renal para a bexiga urinária, basicamente por contrações peristálticas desse músculo liso, mas a pressão hidrostática da urina e a gravidade também podem contribuir. A túnica superficial é formada por tecido conectivo areolar, contendo vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos. Bexiga urinária A bexiga urinária é um órgão muscular oco localizado na cavidade pélvica atrás da sínfise púbica. Nos homens, está diretamente na frente do reto. Nas mulheres, está na frente da vagina e abaixo do útero. Pregas do peritônio mantêm a bexiga urinária em sua posição. A forma da bexiga urinária depende da quantidade de urina que contém. Quando vazia, parece um balão esvaziado. Torna-se esférica quando levemente distendida e, à medida que o volume de urina aumenta, se torna piriforme e sobe na cavidade abdominal. A capacidade da bexiga urinária varia entre 700 e 800 mL. É menor nas mulheres, porque o útero ocupa o espaço logo acima da bexiga urinária. Próximo à base da bexiga urinária, os ureteres drenam na bexiga urinária via óstios dos ureteres. Como os ureteres, a túnica mucosa da bexiga urinária contém epitélio de transição, que permite o estiramento. A túnica mucosa também contém pregas, que também permitem a expansão da bexiga urinária. A túnica muscular da parede da bexiga urinária é formada por três camadas de músculo liso, chamado músculo detrusor. O peritônio, que recobre a face superior da bexiga urinária, forma uma túnica serosa externa; o restante da bexiga urinária possui uma camada externa fibrosa. Uretra A uretra, a porção terminal do sistema urinário, é formada por um pequeno tubo que vai da base da bexiga urinária até o exterior do corpo. Nas mulheres, a uretra fica localizada diretamente atrás da sínfise púbica e engastada na parede anterior da vagina. A abertura da uretra para o exterior, o óstio externo da uretra, fica entre o clitóris e o óstio da vagina. Nos homens, a uretra passa verticalmente pela próstata, pelo músculo transverso profundo do períneo e, finalmente, pelo pênis. Ao redor do óstio externo da uretra fica o esfíncter interno da uretra, composto por músculo liso. A abertura e o fechamento desse esfíncter são involuntários. Abaixo dele está o esfíncter externo da uretra, composto por músculo esquelético e está sob controle voluntário. Tanto nos homens quanto nas mulheres, a uretra é a via para eliminar a urina do corpo. A uretra masculina também serve como um canal pelo qual o sêmen é ejaculado. Referências Bibliográficas TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fisiologia. 12ª. edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2010. 4- Explicar a formação embriologia do sistema urinário (Histologia e Embriologia II) O sistema urinário mantém o equilíbrio eletrolítico e de água dos fluidos do corpo que banham os tecidos em um ambiente salino aquoso. O desenvolvimento deste sistema envolve a formação transitória e a regressão subsequente ou remodelação do sistema primitivo vestigial, proporcionando, assim, uma visão da história evolutiva (outro indício é fornecido pelo desenvolvimento do aparato faríngeo). O desenvolvimento do sistema reprodutivo está estreitamente integrado com os órgãos urinários primitivos em machos e fêmeas, assim como a maneira como eles compartilham estruturas tubulares similares comuns que permitem o transporte de gameta e urina. O mesoderma intermediário em ambos os lados da parede do corpo dorsal dá origem a três estruturas néfricas sucessivas de organização cada vez mais complexa. O mesoderma intermediário, também conhecido como nefrótomo, forma uma série segmentar de brotos epiteliais. Na região cervical, essas estruturas presumidamente representam um vestígio de pronefros ou rins primitivos, que se desenvolvem em alguns vertebrados inferiores. Como esses pronefros cranianos regressam na 4° semana, um par alongado de mesonefros se sucede, se desenvolvendo nas regiões torácicas e lombares. Os mesonefros se tornam os primeiros rins funcionais, embora simples, formados no embrião: os nefros. Um par de ductos mesonéfricos (de Wolff ou néfrico) drena os mesonefros; estes crescem caudalmente para abrir na parede posterior do seio urogenital primitivo. Por volta da 5° semana, um par de brotos uretéricos brota a partir dos ductos mesonéfricos distais, e interações tecido-tecido com o mesoderma intermediário sacral sobrejacente, vasos sanguíneos em desenvolvimento e nervos coletivamente dão origem aos metanefros ou rins definitivos. A cloaca (expansão distal do intestino posterior) é dividida em canal anorretal dorsal e seio urogenital ventral. Este último é contínuo com o alantoide, que se projeta no cordão umbilical. A porção superior expandida do seio urogenital torna-se a bexiga, enquanto a porção inferior dá origem, no macho, à uretra pélvica (membranosa e prostática) e à uretra peniana e, na fêmea, à uretra pélvica (membranosa) e ao vestíbulo da vagina. Durante esse período, as aberturas dos ductos mesonéfricos são translocadas para baixo da uretra pélvica pelo processo que também posiciona as aberturas da uretra na parede da bexiga. Várias malformações no úraco, fístulas e anomalias no trato anorretal podem ocorrer como resultado do desenvolvimento incorreto do septo urorretal e da membrana cloacal. Referências Bibliográficas SCHOENWOLF, G. C.; BLEYL, S. B.; BRAUER, P. R.; FRANCIS-WEST, P. H. Larsen Embriologia Humana. 4 a edição, Editora Elsevier, Rio de Janeiro, 2010. 5- Descrever histologicamente o sistema urinário, destacando o néfron e relacionando com a função que desempenha. (Histologia e Embriologia II) Referências Bibliográficas 6- Identificar os termos técnicos de: dor urinária, queimação, urina vermelha, frequência e vontade de urinar. Citar as diferentes causas da urina vermelha. PPM DISÚRIA - Micção difícil e dolorosa. HEMATÚRIA - Presença de sangue na urina. Este termo significa urina contendo sangue. Ocorre em grande número de doenças dos rins e das vias urinárias, como infecções, cálculos e tumores. O tratamento depende de um diagnóstico preciso da causa de hematúria. POLACIÚRIA - Micções frequentes e em pequena quantidade. POLIÚRIA – Urinar com frequência. Referências Bibliográficas CELENO, Porto. Semiologia Médica, 8ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2019. Guimarães, D.T. / Dicionário de termos médicos e de enfermagem – 1. ed. – São Paulo: Rideel, 2002. 7- Caracterizar nefrolitíase (sinais e sintomas) PPM Nefrolitíase pode ser definida como uma concentração de cristais que se formam no trato urinário e causam sintomas apenas quando o tamanho atinge o suficiente para serem vistas nos exames de imagem. EpidemiologiaA litíase renal apresenta importante causa de morbidade. Nos países mais desenvolvidos, a nefroitíase ocorre mais em adultos, nas vias urinários superiores e na forma de cálculos de cálcio: já nos países em desenvolvimento, acomete mais crianças, manifestando-se inicialmente na forma de cálculos vesicais compostos de ácido úrico. Essa diferença relaciona-se, principalmente, às mudanças dietéticas. Os cálculos renais acometem mais os homens do que as mulheres, sendo duas ou três vezes mais comuns nos primeiros, e, além disso, a aparição é rara em afro-americanos e asiáticos. Fisiopatologia A formação dos cálculos inicia-se com a supersaturação urinária contendo componentes insolúveis devido ao baixo volume de urina, excreção excessiva ou insuficiente de certos compostos ou fatores adversos que diminuem a solubilidade, como a redução do pH urinário. À maioria dos cálculos é formada de oxalato de cálcio associando-se, geralmente à hipercalciúria - em casos de dieta muito rica em sódio, uso de diuréticos de alça, acidose tubular renal distal, sarcoidose, síndrome de Cushing, excesso de aldosterona ou distúrbios associados a hipercalcemia e/ou hiperoxalúria. A hiperoxalúria é observada em síndromes de má absorção intestinal, com secreção intestinal reduzida de oxalato ou ligação de cálcio intestinal pelos ácidos graxos existentes no lúmen intestinal, com absorção aumentada de oxalato livre e hiperoxalúria. Além dessas causas, os cálculos de oxalato de cálcio podem se formar devido à deficiência de citrato urinário (inibidor da formação de cálculos - o citrato é excretado insuficientemente na acidose metabólica) e hiperuricosúria. Cálculos de fosfato de cálcio aparecem menos frequentemente e acontecem em contexto de pH urinário anormalmente alto, entre 7 e 8, geralmente associada à acidose tubular renal distal. Os cálculos de estruvita desenvolvem-se no sistema coletor quando há infecção por microrganismos produtores de urease, esse tipo de cálculo é o mais comum na formação dos cálculos coraliformes, que são extensos e se ramificam e se molda aos contornos do sistema coletor: os principais fatores de risco para formação de cálculos de estruvita são ITU prévia, nefrolitíase prévia, cateteres urinários e bexiga neurogênica. Cálculos de ácido úrico formam-se quando a urina está com excesso de ácido úrico, apresentando PH urinário ácido (entre 5 e 5.4), geralmente os pacientes apresentam-se com síndrome metabólica e resistência à insulina, em geral com gota de aparência clínica. Cálculos de cistina são decorrentes de um defeito hereditário raro no transporte renal e intestinal de aminoácidos dibásicos, a excreção excessiva de cistina, composto insolúvel, leva à litíase renal. Esses cálculos se formam mais frequentemente em urina de pH ácido. Clínica Os sintomas característicos de nefrolitíase são dor e hematúria. Outras apresentações incluem ITUs e lesão renal aguda (LRA), causada por uropatia obstrutiva, quando cálculos causam obstrução renal bilateral ou obstrução unilateral em um único rim funcionante. Referências Bibliográficas Longo. DL et al. Harrison's Principles of Internal Medicine. 18th ed. New York MeGraw-Hil, 2015. Goldman, L.; Schafer, Al Goldman's Cecil Medicine. 25th ed. Philadelphia: ElsevierSaunders, 2016. MARTINS, M. A; CARRILHO, F. J.; ALVES, V. A F; CASTILHO, E. A; CERR), &. G. Clínica Médica, volume 3: doenças hematológicas, oncologia e doenças renais. 2. ed. Barueri, SP: Manole Ltda, 2016. JOHNSON, Richard J; FEEHALLY, John; FLOEGE, Jürgen. Nefrologia Clínica: abordagem abrangente. 5 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 8- Explicar o procedimento de sonda vesical, descrever (tipos, contraindicações, indicações, profissionais competentes, complicações) PPM* SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO Indicações: Esvaziar a bexiga em casos de retenção urinária (bexigoma); coleta de material para exames; cateterismo vesical intermitente, administração de medicamentos via vesical, determinar o débito urinário, aliviar obstrução secundária (próstata, coágulos sanguíneos ou estenose uretral). Contraindicações: anomalias anatômicas que impeçam a passagem da sonda, trauma com suspeita de lesão uretral evidenciada por sangramento pelo meato uretral, próstata alta ao toque retal ou hematoma escrotal, perineal ou peniano. MATERIAIS: – bandeja; – biombo; – cálice graduado; – pacote de cateterismo vesical: campo fenestrado, cuba rim, pinça e cuba redonda; – gaze (pacote) 6 unidades de gaze; – lubrificante anestésico 2%; – luvas estéreis cirúrgicas; – luvas de procedimento; – material para higiene íntima; – antisséptico: clorexidina aquosa; – sonda uretral; – mesa auxiliar; – foco de luz ou lanterna. PROCEDIMENTO: – higienizar as mãos; – reunir o material na bandeja e levá-lo até o paciente; – perguntar o nome completo do paciente a fim de garantir que se trata do paciente certo; – apresentar-se, explicar o procedimento e aguardar o consentimento do paciente, quando cabível; – promover a privacidade do paciente; – posicionar o paciente em decúbito dorsal; – colocar as luvas de procedimento; – fazer a higiene íntima do paciente com água e sabão; – descartar o material utilizado na higiene íntima; – retirar as luvas de procedimento; – higienizar as mãos; – abrir o material de cateterismo sobre a mesa auxiliar e aproximá-lo do leito; – abrir o material descartável, com técnica estéril, sobre o campo (sonda uretral, gaze estéril); – colocar antisséptico na cuba redonda; – colocar lubrificante anestésico na cuba rim; – calçar as luvas estéreis; – no HOMEM, retrair o prepúcio, da glande para a base do pênis, trocando a gaze a cada etapa da higienização; – na MULHER, fazer a antissepsia do meato urinário com movimento para baixo em direção ao períneo com auxílio de pinça Pean e gaze; – colocar o campo fenestrado; – no HOMEM, posicionar o pênis do paciente perpendicularmente ao corpo; – na MULHER, separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador da mão não dominante, expondo o vestíbulo da vagina, dando atenção especial ao meato uretral; – lubrificar a sonda uretral com o anestésico em gel; – introduzir a sonda uretral no meato urinário delicadamente, colocando a extremidade distal da sonda dentro da cuba rim, até observar a drenagem da urina; – ao término do fluxo urinário, retirar lentamente a sonda; – deixar o paciente confortável; – recolher o material do quarto, mantendo o leito organizado; – encaminhar o material permanente e o resíduo para o expurgo; – medir o volume urinário no cálice graduado e desprezá-lo no expurgo; – lavar a bandeja com água e sabão, secá-la com papel toalha e passar álcool 70%; – retirar as luvas estéreis; – higienizar as mãos; – checar a prescrição médica e anotar o procedimento realizado, registrando o volume, o aspecto e a coloração da urina no prontuário do paciente. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA INDICAÇÃO: controlar o volume urinário, possibilitar a eliminação da urina em pacientes imobilizados, inconscientes ou com obstrução, ou em pós-operatório de cirurgias. MATERIAIS: – adesivo hipoalergênico, tipo Micropore®; – água destilada (20 ml); – bandeja; – biombo; – coletor de urina de sistema fechado estéril; – duas agulhas 40 x 1,2 mm; – luvas estéreis cirúrgicas e luvas de procedimento; – lubrificante anestésico em gel 2%; – material para higiene íntima: água e sabão; – material de cateterismo vesical (campo fenestrado, cuba rim, cuba redonda, pinça e gaze); – antisséptico: PVPI tópico ou clorexidina aquosa; – 2 seringas de 20 ml; – sonda Foley de calibre adequado; – mesa auxiliar. PROCEDIMENTO: – higienizar as mãos; – reunir o material na bandeja e levá-lo para o quarto do paciente; – perguntar o nome completo do paciente a fim de garantir que se trata do paciente certo; – apresentar-se, explicar o procedimento e aguardar o consentimento do paciente, quando cabível; – promover a privacidade do paciente; – posicionar o paciente em decúbito dorsal com os membrosfletidos ou afastados; – colocar as luvas de procedimento; – fazer a higiene íntima do paciente com água e sabão; – retirar o material utilizado na higiene íntima; – retirar as luvas de procedimento; – higienizar as mãos; – abrir a embalagem do material de cateterismo sobre a mesa auxiliar e aproximá-lo do leito; – abrir o material descartável com técnica estéril sobre o campo (sonda Foley, seringas, agulhas, gaze estéril e sistema coletor fechado); – colocar antisséptico na cuba redonda; – calçar as luvas estéreis; – testar o balonete (cuff) e a válvula da sonda com seringa de 20 ml com ar; – no HOMEM, colocar lubrificante anestésico estéril na seringa de 20 ml com a ajuda de um colega (5 ml); – no HOMEM, fazer a antissepsia do meato urinário para a base do pênis, trocar a gaze em cada etapa; – na MULHER, fazer a antissepsia do meato urinário com movimentos para baixo em direção ao períneo (da frente para trás) com auxílio de pinça Pean e gazes embebidas em antisséptico; – colocar o campo fenestrado; – no HOMEM, posicionar o pênis perpendicularmente ao corpo do paciente, introduzir o bico da seringa no meato urinário e injetar o lubrificante anestésico lentamente; – na MULHER, separar os pequenos lábios com o polegar e o indicador da mão não dominante, expor o vestíbulo da vagina e fazer a antissepsia local; – na MULHER, lubrificar a sonda uretral com anestésico, utilizando uma gaze estéril de apoio; – introduzir a sonda Foley no meato urinário até a extremidade distal ou até observar a drenagem da urina; – inflar o balonete com água destilada conforme instrução do fabricante e tracioná-lo levemente; – no HOMEM, fixar a sonda na região inguinal D ou E com adesivo hipoalergênico e, na mulher, na face interna da coxa; – retirar as luvas estéreis; – prender o coletor na parte inferior do leito, após rotulá-lo com a data abaixo da linha do trocanter do paciente; – deixar o paciente confortável; – recolher o material do quarto, mantendo o leito organizado; – encaminhar o material permanente e o resíduo para o expurgo, fazendo o descarte adequado do material utilizado; – lavar a bandeja com água e sabão, secá-la com papel toalha e passar álcool 70%; – higienizar as mãos; – checar a prescrição médica, registrar o procedimento e as intercorrências, caso ocorram, anotando o volume, o aspecto e a coloração da urina no prontuário do paciente. INDICAÇÕES: ∙ Controle de diurese horária nos casos de instabilidade hemodinâmica. ∙ Retenção urinária. ∙ Avaliar a eliminação e mensuração do débito urinário. ∙ Coleta de urina para realização de exames. ∙ Instilar medicamentos. CONTRAINDICAÇÕES: ∙ Obstrução uretral. Os profissionais competentes a realização desse procedimento são o enfermeiro e o médico. Referências Bibliográficas POTTER, P.A.; PERRY, A.G. Fundamentos de enfermagem: conceitos, processo e prática. 6ed. Rio de Janeiro. Guanabara, Koogan, 2009. SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem médico cirúrgica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. Manual de procedimentos básicos de Enfermagem, Paz, Adriana Aparecida. et al. Porto Alegre: Ed. da UFCSPA, 2016. 9- Descrever o funcionamento do rim, formação da urina e funções do rim (Fisiologia) FORMAÇÃO DA URINA A formação da urina resulta na excreção de substâncias indesejadas ou tóxicas ao organismo e é composta por três processos renais: filtração glomerular, reabsorção de substâncias e secreção de substância do sangue para os túbulos renais. Esse processo tem início quando grande quantidade de líquido é filtrada dos capilares glomerulares para o interior da cápsula de Bowman. Com exceção das proteínas, a maioria das substâncias do plasma é filtrada livremente, de modo que a concentração dessas substâncias no filtrado glomerular é a mesma do plasma. Dando seguimento, conforme o filtrado flui pelos túbulos, ele é modificado pela reabsorção de água e solutos específicos, ou pela secreção de substâncias dos capilares para os túbulos. Na figura abaixo, está representada a depuração renal de 04 substâncias hipotéticas. A substância A é livremente filtrada pelos capilares glomerulares, mas não é reabsorvida e não é secretada. Logo, a intensidade de excreção é igual a intensidade com que ela foi filtrada, sendo um exemplo prático para essa situação a creatinina. A substância B, é livremente filtrada, mas também é parcialmente reabsorvida pelos túbulos de volta para a corrente sanguínea, fazendo com que a intensidade de excreção seja menor que a de filtração pelos capilares glomerulares, logo a intensidade de excreção = intensidade de filtração – intensidade de reabsorção, padrão típicos para muitos eletrólitos, como os íons sódio e cloreto. Já a substância C, é livremente filtrada pelos capilares glomerulares, mas não é excretada na urina, pois toda a sua fração filtrada é reabsorvida pelos túbulos de volta para a corrente sanguínea, sendo esse padrão característico de algumas substâncias nutricionais, como aminoácidos e glicose. Por fim, o último tipo de substância, a D, é livremente filtrada pelos capilares glomerulares, não sendo reabsorvida, mas quantidades adicionais dessa substância são secretadas do sangue capilar para os túbulos renais. Padrão que ocorre, de forma frequente, com os ácidos e bases orgânicos, permitindo que essas substâncias sejam retiradas de forma rápida da corrente sanguínea, logo a intensidade de excreção = intensidade de filtração + intensidade de secreção tubular. Filtração, reabsorção e secreção de diferentes substâncias→ No geral, a taxa de reabsorção tubular é mais significativa do que a secreção na formação da urina, porém, vale destacar que a secreção tem um importante papel na determinação das quantidades de potássio, íons hidrogênio e outras substancias que são excretadas na urina. Os processos variam muito de intensidade, dependendo da substância, por exemplo: substâncias como os produtos finais do metabolismo (ureia, creatinina, ácido úrico e uratos) são pouco reabsorvidas e, assim, excretadas em grandes quantidades na urina, assim como alguns fármacos e substâncias estranhas. De modo contrário, substâncias como os íons sódio, cloreto e bicarbonato, são muito reabsorvidos, possuindo pequena quantidade eliminada através da urina. Vale ressaltar que, cada um desses processos (filtração, reabsorção e secreção), são regulados de acordo com as necessidades corporais. Os rins desempenham muitas funções homeostáticas importantes, incluindo as seguintes: •Excreção de produtos indesejáveis do metabolismo e de substâncias químicas estranhas. •Regulação do equilíbrio de água e dos eletrólitos. •Regulação da osmolalidade dos líquidos corporais e da concentração de eletrólitos. •Regulação da pressão arterial. •Regulação do equilíbrio ácido-base. •Regulação da produção de hemácias. •Secreção, metabolismo e excreção de hormônios. •Gliconeogênese. Excreção de Produtos Dejetados do Metabolismo, Substâncias Químicas Estranhas, Fármacos e Metabólitos Hormonais. Os rins são os meios primários para a eliminação de produtos indesejáveis do metabolismo que não são mais necessários ao corpo. Esses produtos incluem ureia (do metabolismo dos aminoácidos), creatinina (da creatina muscular), ácido úrico (dos ácidos nucleicos), produtos finais da degradação da hemoglobina (tais como a bilirrubina) e metabólitos de vários hormônios. Esses produtos indesejáveis devem ser eliminados do corpo tão rapidamente quanto são produzidos. Os rins também eliminam a maioria das toxinas e das outras substâncias estranhas que são produzidas pelo corpo e ingeridas, tais como pesticidas, fármacos e aditivos alimentícios. Regulação do Equilíbrio da Água e dos Eletrólitos. Para a manutenção da homeostasia, a excreção de água e eletrólitos deve ser cuidadosamente combinada com os respectivos ganhos. Caso o ganho exceda a excreção, a quantidade de água e de eletrólitos no corpo aumentará. Caso o ganho seja menor que a excreção, aquantidade de água e de eletrólitos no corpo diminuirá. Embora possam ocorrer desequilíbrios temporários (ou cíclicos) de água e eletrólitos em várias condições fisiológicas e fisiopatológicas associadas à ingestão alterada ou à excreção renal, a manutenção da vida depende da restauração do equilíbrio de água e eletrólitos. A entrada de água e de muitos eletrólitos é controlada principalmente pelos hábitos da ingestão de sólidos e de líquidos da pessoa, requerendo que os rins ajustem suas intensidades de excreção para coincidir com a ingestão de várias substâncias. A entrada de água e de muitos eletrólitos é controlada principalmente pelos hábitos da ingestão de sólidos e de líquidos da pessoa, requerendo que os rins ajustem suas intensidades de excreção para coincidir com a ingestão de várias substâncias. A figura abaixo mostra a resposta dos rins ao aumento súbito de 10 vezes o normal na ingesta de sódio de nível baixo de 30 mEq/dia, em um nível alto de 300 mEq/dia. Cerca de 2 a 3 dias, após a elevação da ingesta de sódio, a excreção renal também aumenta para aproximadamente 300 mEq/dia, de modo que o equilíbrio entre a ingestão e a excreção é restabelecido rapidamente. Entretanto, durante os 2 a 3 dias de adaptação renal, à alta entrada de sódio, ocorre acúmulo modesto de sódio que discretamente eleva o volume de líquido extracelular e desencadeia alterações hormonais e outras respostas compensatórias. Essas respostas sinalizam os rins para que aumente a excreção de sódio. A capacidade dos rins de alterar a excreção de sódio em resposta às alterações na ingestão de sódio é enorme. Estudos experimentais mostraram que em muitas pessoas a ingestão de sódio pode ser aumentada para 1.500 mEq/dia (mais de 10 vezes o normal) ou diminuída para 10 mEq/dia (menos de um décimo do normal), com alterações relativamente pequenas no volume de líquido extracelular ou na concentração plasmática de sódio. Esse fenômeno também se aplica à água e à maioria dos eletrólitos, tais como cloreto, potássio, cálcio, hidrogênio, magnésio e íons fosfato. Regulação da Pressão Arterial. Os rins têm papel dominante na regulação da pressão arterial a longo prazo, pela excreção de quantidades variáveis de sódio e água. Os rins também contribuem para a regulação a curto prazo da pressão arterial, pela secreção de hormônios e fatores ou substâncias vasoativas (p. ex., renina) que levam à formação de produtos vasoativos (p. ex., angiotensina II). Regulação do Equilíbrio Ácido-base. Os rins contribuem para a regulação do equilíbrio ácido-base, junto com os pulmões e os tampões dos líquidos corporais, pela excreção de ácidos e pela regulação dos estoques de tampões dos líquidos corporais. Os rins são a única forma de eliminar certos tipos de ácidos do corpo, tais como os ácidos sulfúrico e fosfórico, gerados pelo metabolismo das proteínas. Regulação da Produção de Eritrócitos. Os rins secretam a eritropoetina que estimula a produção de hemácias pelas células-tronco hematopoéticas na medula óssea. Estímulo importante para a secreção de eritropoetina pelos rins é a hipoxia. Os rins normalmente produzem e secretam quase toda a eritropoetina da circulação. Pessoas com doença renal grave ou que tiveram seus rins removidos e fazem hemodiálise desenvolvem anemia grave, como resultado da diminuição da produção de eritropoetina. Regulação da Produção da 1,25-Di-hidroxivitamina D3. Os rins produzem a forma ativa de vitamina D, 1,25-di-hidroxivitamina D3 (calcitriol), pela hidroxilação dessa vitamina na posição “número 1”. O calcitriol é essencial para a absorção de cálcio pelo trato gastrointestinal e pela deposição normal de cálcio nos ossos. O calcitriol tem papel importante na regulação de cálcio e fosfato. Síntese da Glicose. Durante o jejum prolongado, os rins sintetizam glicose a partir de aminoácidos e outros precursores, processo conhecido como gliconeogênese. A capacidade dos rins de adicionar glicose ao sangue, durante períodos prolongados de jejum, equivale à do fígado. Na doença renal crônica ou na insuficiência renal aguda, essas funções de manutenção da homeostasia são interrompidas e rapidamente ocorrem anormalidades graves dos volumes e da composição do líquido corporal. Com a insuficiência renal total, potássio, ácidos, líquidos e outras substâncias se acumulam no corpo, causando a morte em poucos dias, a não ser que intervenções clínicas, como a hemodiálise, sejam iniciadas para restaurar, ao menos parcialmente, o equilíbrio corporal de líquidos e eletrólitos. MICÇÃO E SISTEMA REFLEXO Definição→ A micção é o nome dado ao processo de esvaziamento da bexiga. Esse processo envolve, basicamente, duas etapas principais: enchimento progressivo da bexiga até que uma tensão em sua parede seja gerada e atinja o nível limiar, quando dá origem ao segundo processo, o reflexo nervoso chamado de reflexo da micção, responsável pelo esvaziamento da bexiga. Reflexo da micção→ Como dito anteriormente, a micção tem início quando há uma distensão da parede vesical que rompe o limiar de “ativação”, reflexo esse que é iniciado pelos receptores de estiramento na parede vesical, situados, principalmente, na uretra posterior. Através dos nervos pélvicos, esses sinais são levados aos segmentos sacrais da medula. Por reflexo, o sinal volta à bexiga pelas fibras nervosas parassimpáticas pelos mesmos nervos pélvicos. Quando a bexiga está parcialmente cheia, essas contrações originadas por esse impulso desaparecem espontaneamente, ocorrendo relaxamento do músculo detrusor, porém, conforme a bexiga se enche, os reflexos de micção ficam mais frequentes e causam maiores contrações do músculo detrusor. O reflexo da micção é ciclo único completo com – aumento rápido e progressivo da pressão vesical, período de pressão sustentada e retorno da pressão ao tônus basal, e, mesmo que não haja a micção, após o ciclo, os elementos nervosos desse reflexo permanecem inibidos por alguns minutos a mais de 1 hora, até que outro reflexo da micção ocorra. Quando esse reflexo se torna suficiente para esvaziar a bexiga, ele produz outro reflexo para relaxar o esfíncter externo através dos nervos pudendos. Vale lembrar que, o reflexo da micção é espinal e totalmente autônimo, mas pode ser inibido ou facilitado pelos centros cerebrais, como os centros facilitadores e inibitórios no tronco cerebral (ponte) e vários centros localizados no córtex cerebral. Dessa forma, a micção voluntária é iniciada quando o indivíduo, de forma voluntária, contrai a musculatura abdominal, o que aumenta a pressão na bexiga e permite que quantidade extra de urina, pelo aumento da pressão, entre no colo vesical e na uretra posterior, distendendo suas paredes. Essa ação, por sua vez, estimula os receptores do estiramento e desencadeia o reflexo da micção, inibindo, simultaneamente, o esfíncter uretral externo. Basicamente o reflexo de micção ocorre da seguinte maneira: Receptor: presentes no músculo detrusor da parede da bexiga Via aferente: neurônio sensitivo Centro integrador: medula Via eferente: nervo motor Efetor: músculo eferente e esfíncter (relaxa) Cilindros hemáticos = doença glomerular Referências Bibliográficas HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. BERNE, Robert M.; LEVY, Matthew N. (Ed.). Fisiologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. 10- Interpretar os resultados do exame de Dona Marlene e citar a importância do exame de urina. (Fisiologia-bioquímica) O resultado do exame de urinálise de dona Marlene nos permite chegar conclusão de hematúria decorrente dos cristais de oxalato de cálcio, que ao passar pelo ureter e pelos túbulos contorcidos do néfron lesionarem a parede desses vasos e ocasionarem o sangramento e subsequente liberação de hemoglobina naquele líquido que posteriormente virá a formar a urina. O exame de urina de rotina é um dos procedimentos laboratoriais mais solicitados pelos médicos de pratica-mente todas as especialidades e para pacientes com as mais variadas queixas ou mesmo para indivíduos sem nenhuma queixa. Essas características fazem da urinálise um teste de triagem de ampla utilização. O processo de exame da urina é realizado através de quatro “fases”, são elas: coleta, análise física, análise química e sedimentoscopia. As principais indicações para a urinálise são investigação e acompanhamento de doença renal, acompanhamento de patologias que podem cursar com acometimento renal (ex: lúpus eritematoso sistêmico, hipertensão arterial, diabetes mellitus, entre outros), investigação de infecções do trato urinário e litíase renal. Referências Bibliográficas A MCPHERSON, Richard; BEN-EZRA, Jonathan; ZHAO, Shourong. Exame de urina básico. In: MCPHERSON, Richard A. Diagnósticos clínicos e tratamento por métodos laboratoriais de Henry. 21. ed. São Paulo: Editora Manole, 2012. p. 460-498. GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. Cecil Medicina Interna. 24aed. Sauders-Elsevier, 2012. NEMER, Aline Silva de Aguiar. Manual de solicitação e interpretação de exames laboratoriais. São Paulo: Revinter, 2006. 110 p. VEIOS, Valéria Soares Pigozzi; COSTA, Nayara Gomes; SOUZA, Carlos Alfredo Marcílio de. Exames Complementares. In: PORTO, Celmo Celeno. Porto &Porto Semiologia Medica. 7. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan Ltd, 2014. Cap. 134. p. 883-894. Wald Ron, et. Al. Urinalysis in the diagnosis of kidney disease. UpToDate. 2018. Disponível em: <http://www.uptodate.com/online>. Acesso em: 23/04/2019. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial. Recomendações da SBPC/ML: realização de exames em urina. Barueri, SP: Manole, 2017. 11- Investigar os sintomas apresentados pelo Sr. Antônio e relacionar com o processo de envelhecimento (Psicologia Médica) Principais causas de problemas de memória em idosos: Doenças de tireóide Acidentes vasculares cerebrais Hipovitaminoses Hidrocefalia Efeitos colaterais de medicamentos Desidratação Tumores cerebrais Estresse e sobrecarga de atividades Demências Depressão, pois algumas das queixas de perda de memória estão associadas a quadros depressivos, nas quais as capacidades intelectuais do idoso encontram-se prejudicadas Há indícios que nos fazem crer que o Sr. Antônio desenvolveu depressão, entretanto, somente com os sinais apresentados não é possível determinar patologicamente seu quadro, haja vista que para que isso ocorresse seria necessário a realização de alguns exames. Referências Bibliográficas Diener, E. (2000). Subjective well-being: the science of happiness and a proposal for a national index. American Psychologist, 55 (1), 34-43 Diener, E., Oishi, S. & Lucas, R. E. (2003). Personality, culture and subjective well-being: Emotional and cognitive evaluations of life. Annual Review of Psychology, 54, 403-425. Graziano, Lilian Domingues. A felicidade revisitada: um estudo sobre bem-estar subjetivo na visão da psicologia positiva. 2005. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Instituto de Psicologia, University of São Paulo, São Paulo, 2005. doi:10.11606/T.47.2005.tde-23052006-164724. Acesso em: 2018-06-04. Santos, Mônica Macalin; GERLACH, Kelin; DRÜGG, Angela Maria Schneider. Psicologia do envelhecimento. Salão do Conhecimento, v. 1, n. 1, 2015. Seligman, M. E. (2004). Felicidade autêntica: Usando a nova Psicologia Positiva para a realização permanente. Rio de Janeiro, RJ: Objetiva. Silva LCC, Farias LMB, Oliveira TS, Rabelo DF. Atitude de idosos em relação à velhice e bem-estar psicológico. Rev Kairós Gerontologia. 2012;15(3): 119-40. 12- Buscar uma revisão sistemática sobre a ingestão de líquidos que ajudam a combater a formação de pedras (MBE) This analysis demonstrated a significantly reduced risk of incident kidney stones among individuals with high fluid consumption. High fluid consumption also reduced the risk of recurrent kidney stones. Furthermore, the magnitude of risk reduction was high. Although increased water intake appears to be safe, future studies on its safety in patients with high risk of volume overload or hyponatremia may be indicated. Esta análise demonstrou uma redução significativa do risco de ocorrência de cálculos renais entre indivíduos com alto consumo de líquidos. O alto consumo de líquidos também reduziu o risco de cálculos renais recorrentes. Além disso, a magnitude da redução do risco foi alta. Embora o aumento da ingestão de água pareça seguro, estudos futuros sobre sua segurança em pacientes com alto risco de sobrecarga de volume ou hiponatremia podem ser indicados. Referências Bibliográficas Cheungpasitporn W, Rossetti S, Friend K, Erickson SB, Lieske JC. Treatment effect, adherence, and safety of high fluid intake for the prevention of incident and recurrent kidney stones: a systematic review and meta-analysis. J Nephrol. 2016 Apr;29(2):211-219. doi: 10.1007/s40620-015-0210-4. Epub 2015 May 29. PMID: 26022722; PMCID: PMC4831051.