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EXPLICAR O ESTRESSE OXIDATIVO E RELACIONAR COM OS RADICAIS LIVRES RADICAIS LIVRES - Durante os processos metabólicos, esses radicais atuam como mediadores para a transferência de elétrons nas várias reações bioquímicas. Sua produção, em proporções adequadas, possibilita a geração de ATP por meio da cadeia transportadora de elétrons, fertilização do óvulo, ativação de genes e participação de mecanismos de defesa durante o processo de infecção. - Porém, a produção excessiva pode conduzir a danos oxidativos - A produção contínua de radicais livres durante os processos metabólicos culminou no desenvolvimento de mecanismos de defesa antioxidante. Estes têm o objetivo de limitar os níveis intracelulares de tais espécies reativas e controlar a ocorrência de danos decorrentes - O processo de estresse oxidativo decorre da existência de um desequilíbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da geração excessiva de radicais livres ou da velocidade de remoção desses. - Tal processo conduz à oxidação de biomoléculas com consequente perda de suas funções biológicas e/ou desequilíbrio homeostático, cuja manifestação é o dano oxidativo potencial contra células e tecidos. - A cronicidade do processo em questão tem relevantes implicações sobre o processo etiológico de numerosas enfermidades crônicas não transmissíveis, entre elas a aterosclerose, diabetes, obesidade, transtornos neurodegenerativos e câncer. MECANISMOS DE GERAÇÃO DE RADICAIS LIVRES - O mecanismo de geração de radicais livres ocorre nas mitocôndrias, membranas celulares e citoplasma. A mitocôndria, por meio da cadeia transportadora de elétrons, é a principal fonte geradora de radicais livres - Na mitocôndria, o O2 sofre redução tetravalente, com aceitação de quatro elétrons, resultando na formação de água. A enzima catalisadora dessa reação é a citocromo oxidase. Na parte terminal da cadeia transportadora de elétrons, a referida enzima oxida quatro moléculas de citocromo c removendo um elétron de cada uma delas. Esses elétrons são adicionados ao O2 para formar água. A ação da citocromo oxidase controla a geração de radicais livres, impedindo sua geração excessiva na mitocôndria. - Na redução univalente do O2 são gerados os radicais superóxido, hidroxila e peróxido de hidrogênio. Esse processo se dá mediante reações específicas, catalisadas por enzimas e com a participação dos íons ferro e de cobre. O H2O2, apesar de não ser um radical livre, por não ter um elétron desemparelhado na sua última camada eletrônica, é uma espécie com alto potencial reativo. - Além da capacidade do O2 em participar de reações de geração de OH, pode por meio da reação com o radical livre óxido nítrico, gerar a espécie reativa de nitrogênio, peroxinitrito, potencialmente reativa. - Os íons ferro e cobre são muito ativos em reações de óxido-redução, o que os capacitam como potentes catalisadores das reações de geração de radicais livres. Sistema de defesa antioxidante - O sistema de defesa antioxidante tem a função de inibir ou reduzir os danos causados pela ação deletéria dos radicais livres ou das espécies reativas não-radicais. Tais ações podem ser alcançadas por meio de diferentes mecanismos de ação: impedindo a formação dos radicais livres ou espécies não-radicais (sistemas de prevenção), impedindo a ação desses (sistemas varredores) ou, ainda, favorecendo o reparo e a reconstituição das estruturas biológicas lesadas (sistemas de reparo) - Esse sistema é dividido em enzimático e não-enzimático. No último, é constituído por grande variedade de substâncias antioxidantes, que podem ter origem endógena ou dietética. Os antioxidantes são qualquer substância que, presente em menores concentrações que as do substrato oxidável, seja capaz de atrasar ou inibir a oxidação deste de maneira eficaz. Tais substâncias podem agir neutralizando a ação dos radicais livres e espécies não-radicais, ou participando dos sistemas enzimáticos com tal capacidade Sistema enzimático - O sistema de defesa enzimático inclui enzimas Superóxido Dismutase, Catalase e Glutationa Peroxidase. Essas enzimas agem por meio de mecanismos de prevenção, impedindo e/ou controlando a formação de radicais livres e espécies não-radicais, envolvidos com a iniciação das reações em cadeia que culminam com propagação e amplificação do processo e, consequentemente, com a ocorrência de danos oxidativos - As enzimas CAT e GP agem com o propósito de impedir o acúmulo de peróxido de hidrogênio. Tal ação é importante, pois essa espécie reativa, por meio das reações de Fenton e Haber-Weiss (participação de metais ferro e cobre) culmina na geração do radical OH, contra o qual não há sistema enzimático de defesa - O OH é o radical livre mais propício na produção de danos oxidativos. Além de ser o principal iniciador do processo de peroxidação lipídica, como consequência a alteração da função biológica das membranas celulares, esse radical é capaz de agir sobre as proteínas, alterando-as em relação à sua estrutura e/ou função biológica. Seu ataque ao DNA possibilita a ocorrência de mutações - Considerando a potencialidade do radical OH e o fato da não existência de defesa enzimática, é de extrema importância a manutenção do perfeito equilíbrio entre as enzimas antioxidantes, com o propósito de promover a manutenção da integralidade celular. Assim, a GP merece atenção especial, uma vez que sua ação depende da manutenção do ciclo redox da glutationa, por meio do controle da relação entre glutationa reduzida (GSH) e oxidada (GSSG) - A atividade das enzimas em questão muitas vezes depende da participação de cofatores enzimáticos, especialmente antioxidantes de origem dietética. Tais cofatores podem diferir de acordo com os compartimentos celulares de ação das enzimas. A SOD pode ser encontrada sob duas formas: no citoplasma, é dependente de cobre e zinco, enquanto na mitocôndria, necessita do manganês como cofator. A GP também existe sob duas formas: dependente e independente de selênio e pode apresentar- se no citoplasma ou na mitocôndria . Sistema não-enzimático - O sistema de defesa não-enzimático inclui, os compostos antioxidantes de origem dietética, entre os quais destacam: vitaminas, minerais e compostos fenólicos. O ácido ascórbico (vitamina C), o α-tocoferol e β-caroteno (precursores das vitaminas E e A) são compostos vitamínicos potencialmente antioxidantes. - A vitamina C é um antioxidante em potencial. No entanto, a presença de metais de transição como o ferro possibilita sua ação oxidante, tornando-a capaz de produzir espécies radicais (OH) e não-radicais (H2O2). - As vitaminas C e E demonstram interação cooperativa na inibição da peroxidação lipídica e na proteção contra danos oxidativos ao DNA - A avaliação do potencial antioxidante dos compostos não-enzimáticos depende da absorção e biodisponibilidade em condições fisiológicas; concentração plasmática ideal para desempenhar sua atividade antioxidante; tipos de radicais livres gerados; qual compartimento celular e como foram gerados - A ação de determinado antioxidante pode variar de acordo com o compartimento celular ou tecido no qual atua. A vitamina C apresenta intensa atividade antioxidante contra radicais livres gerados em meio hidrofílico. No entanto, tal vitamina pode não ser capaz de inibir os radicais livres que propagam as reações de peroxidação lipídica em meios lipofílicos. Já os flavonóides são capazes de agir como antioxidantes, inativando radicais livres em ambos os compartimentos celulares, hidrofílico e lipofílico O que são radicais livres? Os radicais livres são moléculas que possuem um número ímpar de elétrons, o que os torna instáveis. Por ter elétrons em número ímpar, essas moléculas acabam sempre tendo que doar ou roubar elétrons de outras moléculas. Vamos entender por meio de ilustrações como os radicais livres atacam as células do corpo: - Essa molécula em vermelho ao lado é um radical livre. Perceba que no último círculo (de fora para dentro), ele possui 7 elétrons e que um está faltando. - Então ele começa a sua jornada para encontrar “alguém” que possa doar esse outro elétron faltante. Se esse radical livre não encontrar o seu par perfeito para dividir a energia com ele, vai roubar de alguma molécula ou célula à sua volta. - - O nosso corpo sempre busca o equilíbrio, e por isso, assim como a geração dos radicais livres, existem os antioxidantes, que doam um elétron ao radical livre, e os dois ficam superfelizes. - Porém, quando ocorre um desequilíbrio entre a produção de radical livre e o número de antioxidante disponível, é que começa a surgir os problemas. - O radical livre se une às células sadias que estão ao seu redor e rouba a energia dessas células, principalmente do DNA celular, resultando no envelhecimento e até na morte dessa célula. Esse processo é chamado de estresse oxidativo. - - O estresse oxidativo leva ao envelhecimento precoce e também faz com que as células não desempenhem mais as suas funções adequadamente. Como resultado, pode ocorrer diversas doenças, como, por exemplo, o câncer. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42301997000100014 Como são produzidos Existem dois tipos de radicais livres: 1- Os endógenos: produzidos pelo nosso organismo naturalmente 2- Os exógenos, produzidos por estímulos externos - Os radicais livres endógenos se formam naturalmente pelo organismo e são derivados de reações metabólicas. Alguns exemplos dessas reações são a geração de energia, reprodução, respiração, defesa contra infecções e muitas outras reações essenciais para nos mantermos vivos. Eles estão presentes nas células de todo o corpo. - Já os exógenos são produzidos devido a estímulos externos, tais como o excesso de exposição ao sol, alimentos industrializados e gordurosos, fumo, consumo de álcool e poluição. O excesso de atividade física também aumenta a produção de radical livre, pois o corpo precisa consumir mais oxigênio e, como vimos na respiração, geramos radicais livres. - Portanto, tudo é uma questão de equilíbrio. Sempre teremos a formação de radical livre em nosso organismo. Mas, precisamos do equilíbrio entre a formação deles e a disponibilidade de antioxidantes para neutralizar a ação destruidora dessas moléculas nas células do corpo. Como se defender dos radicais livres Tenha uma alimentação saudável e rica em vitaminas Evite fumar e consumir álcool Evite lugares com poluição do ar ou use cosméticos que protejam a pele da poluição Não se exponha ao sol em excesso Quanto à alimentação, procure ingerir alimentos ricos em vitaminas A, C e E, carotenoides, cobre, zinco, magnésio, selênio e compostos com o resveratrol e catequinas. Por outro lado, podemos equilibrar os danos dos radicais livres na pele reforçando o potencial antioxidante por meio de cosméticos que possuem ação antioxidante. Assim, mais dessas moléculas estarão disponíveis, e as células sadias não serão alvo dos radicais livres. Quando usamos cosméticos com ação antioxidante, significa que estamos aumentando o número de moléculas antioxidantes diretamente na pele. Essas substâncias em pequenas concentrações são capazes de neutralizar as moléculas de radicais livres antes que causem danos às células da pele e provoquem o envelhecimento precoce. TIPOS DE RADICAIS LIVRES As moléculas orgânicas e inorgânicas e os átomos que contêm um ou mais elétrons não pareados, com existência independente, podem ser classificados como radicais livres. Essa configuração faz dos radicais livres moléculas altamente instáveis, com meia-vida curtíssima e quimicamente muito reativas. A presença dos radicais é crítica para a manutenção de muitas funções fisiológicas normais. Algumas espécies de radicais livres: 1O2 oxigênio singlete O2- radical superóxido OH· radical hidroxila NO· óxido nítrico ONOO- peroxinitrito Q· radical semiquinona - Os radicais livres podem ser gerados no citoplasma, nas mitocôndrias ou na membrana e o seu alvo celular (proteínas, lipídeos, carboidratos e DNA) está relacionado com o seu sítio de formação. Entre as principais formas reativas de oxigênio o O2- apresenta uma baixa capacidade de oxidação, o OH mostra uma pequena capacidade de difusão e é o mais reativo na indução de lesões nas moléculas celulares. O H2O2 não é considerado um radical livre verdadeiro, mas é capaz de atravessar a membrana nuclear e induzir danos na molécula de DNA por meio de reações enzimáticas. https://extratosdaterra.com.br/blog/9-verdades-e-1-mentira-sobre-a-vitamina-c/?utm_source=blog-Radicais-livres-o-que-s%C3%A3o-como-se-formam-e-como-se-defender-deles&utm_medium=organico&utm_campaign=link-vitamina-c https://extratosdaterra.com.br/blog/ativos-antioxidantes-e-desintoxicantes-sao-peca-chaves-nos-tratamentos-corporais/?utm_source=blog-Radicais-livres-o-que-s%C3%A3o-como-se-formam-e-como-se-defender-deles&utm_medium=organico&utm_campaign=link-antioxidante https://extratosdaterra.com.br/produto/serum-vit-c-facial-30-g/372/?utm_source=blog-Radicais-livres-o-que-s%C3%A3o-como-se-formam-e-como-se-defender-deles&utm_medium=organico&utm_campaign=link-cosmeticos-com-acao-antioxidante DESCREVER CIRROSE HEPÁTICA E RELACIONAR COM OS SINAIS E SINTOMAS CIRROSE HEPÁTICA O que é cirrose? Também chamada de cirrose hepática, a cirrose é uma condição onde algumas células do fígado são destruídas ou deixam de funcionar corretamente, resultando na formação de cicatrizes, fibroses e nódulos no tecido e fazendo com que o fígado tenha seu funcionamento comprometido ou parcialmente afetado. A cirrose é uma doença crônica e não tem cura. Ela é progressiva e costuma evoluir aos poucos, sendo que de início ela pode não apresentar sintomas. A cirrose é mais associada ao consumo excessivo de álcool e outras drogas, mas também pode ser resultado de outras doenças, como as Hepatites autoimune, B e C, que podem ser desencadeadas pelo uso excessivo de certos medicamentos Por vezes, a cirrose hepática é confundida com a cirrose biliar primária, mas as duas condições são diferentes. A cirrose biliar primária é o resultado de um processo inflamatório que resulta em um acúmulo de bile no fígado, com uma evolução diferente da cirrose hepática. Quais os sintomas de cirrose? Inicialmente, a cirrose não apresenta sintomas. No entanto, conforme a doença evolui e o comprometimento do fígado aumenta, os principais sintomas são: – dor abdominal; – náuseas e vômitos; – amarelamento dos olhos e da pele; – inchaço nas pernas e no abdômen, onde algumas veias podem ser visíveis debaixo da pele; – ascite, que é a presença de água no abdômen; – urina escura; – constipação; – fadiga e cansaço. - Uma das complicações mais comuns da cirrose é a encefalopatia hepática, onde o cérebro pode deixar de funcionar corretamente, causando perda de consciência e confusão mental Como é o tratamento da cirrose? Não há cura para a cirrose e não é possível reverter os danos ao fígado, uma vez que eles tenham se instalado. O tratamento da cirrose é feito de forma a evitar que mais danos sejam causados ao fígado, inclusive por meio do tratamento do vício, especialmente se essa for a causa da cirrose. Manifestações clínicas DEFINIR A FASE DE PRÉ-CONTEMPLAÇÃO E CONTEMPLAÇÃO * Pré-contemplação (“ I won’t”) - Não considera a possibilidade de mudar, nem se preocupa com a questão; * Contemplação (“I might”) - Admite o problema, é ambivalente e considera adotar mudanças eventualmente; A Pré-contemplação é um estágio em que não há intenção de mudança nem mesmo uma crítica a respeito do conflito envolvendo o comportamento problema. De um modo geral, a pessoa neste estágio sequer encara o seu comportamento como um problema, podendo ser chamado 'resistente' ou 'em negação'. Por exemplo, no caso da atividade física, um critério para diagnóstico desta fase seria o sedentarismo e a ausência de intenção de tornar-se ativo nos próximos 6 meses. O objetivo da ação é a conscientização e a estratégia de apoio é o desenvolvimento de pensamentos sobre mudança, riscos e benefícios. A Contemplação se caracteriza pela conscientização de que existe um problema, no entanto apresenta dificuldades para a ação da mudança. O contemplador considera a mudança, mas ao mesmo tempo a rejeita e é nesta fase que a ambivalência, estando no seu ápice, deve ser trabalhada para possibilitar um movimento rumo à decisão de mudar. Ainda no caso da atividade física, um critério para diagnóstico desta fase seria o sedentarismo, mas pensando frequentemente em tornar-se ativo, provavelmente nos próximos 6 meses. O objetivo da ação é o encorajamento e as estratégias de apoio são informação, educação em saúde, diminuição de barreiras, levantamento de questões e reflexões sobre as mesmas Na Preparação, a pessoa está pronta para mudar e compromissada com a mudança. Faz parte deste estágio, aumentar a responsabilidade pela mudança, avaliar recursos disponíveis e elaborar um plano específico de ação. O objetivo da ação é a negociação e as estratégias de apoio são: criar auto-imagem, compromisso, facilitar envolvimento de participação social. A Ação se dá quando o sujeito escolhe uma estratégia para a realização desta mudança e toma uma atitude neste sentido, usando o apoio como um meio de assegurar-se do seu plano, para ganhar auto-eficácia e finalmente para criar condições externas para a mudança. O objetivo da ação é o compromisso e as estratégias de apoio são: reforços, mobilizar suporte social e introdução de alternativas. É preciso salientar que nem sempre um cliente que busca recurso encontra-se no estágio de Ação. A Manutenção é o estágio onde se trabalha a prevenção à recaída e a consolidação dos ganhos obtidos durante a Ação. O grande teste para comprovar-se a efetividade da mudança, é a estabilidade neste novo estado por anos. No processo de mudança, tradicionalmente, Manutenção é vista como um estágio estático, porém, trata-se de um estágio dinâmico, pois se entende como a continuação do novo comportamento para a mudança que demora algum tempo para se estabelecer. O estágio de manutenção pode e deve ser estimulado por toda a vida. Aqui o foco do trabalho é manter os ganhos do tratamento evitando a recaída do comportamento anterior. As estratégias de apoio são: resistir à tentação, integração num grupo, recompensas. A Recaída é um aspecto essencial a ser entendido quando se fala em mudança de hábito. Muitas pessoas acabam recaindo e tendo que recomeçar o processo novamente. Nem sempre o recomeço ocorre pelo estágio inicial. Muitas pessoas passam inúmeras vezes pelas diferentes etapas do processo para chegar ao término, isto é, uma mudança mais duradoura. Em termos médicos, recaída seria a 'recorrência dos sintomas da doença, após um período de melhora'. Adaptando este conceito, a recaída seria então 'um retomo a níveis anteriores do comportamento, seguido de uma tentativa de parar ou diminuir o mesmo, ou apenas “o fracasso de atingir objetivos estabelecidos por um indivíduo a pós um período definido de tempo”. É importante encarar a recaída não como um fato isolado, mas sim como uma série de processos cognitivos, comportamentais e afetivos. Da mesma forma, a recaída não pode ser encarada como um fracasso do indivíduo ou do profissional, e sim como parte do processo da mudança. Técnicas de Abordagem Existem diversas técnicas de abordagem para mudança comportamental, entre elas destacamos três tipos amplamente utilizados: 1) Apelo ao medo: baseada em estudos nos anos 50 e 60 demonstra eficácia a curto prazo, para comportamentos ocasionais ou medo intenso. Normalmente é desnecessário e insuficiente. 2) Apelo à informação: estudos apontam critérios para elaboração de programas informativos bem sucedidos sobre os efeitos de hábitos por meio de ilustração de casos bem sucedidos de mudanças ao invés de estatísticas sobre maus hábitos e doenças; discussão dos aspectos positivos e negativos da opção ou não pela mudança proposta; argumentos fortes no início e no final da mensagem; mensagens curtas, claras e diretas com conclusões explícitas; nível de demanda balanceado. 3) Comunicação persuasiva e efetiva: atrai a atenção, é compreensível, impulsiona ao comportamento recomendado, é facilmente lembrada e recomenda ações específicas. Este tipo de abordagem é especialmente eficiente quando o indivíduo se encontra nas etapas iniciais do processo de mudança. A escolha da técnica adequada depende da fase de motivação do paciente. Assim, para que possamos ter a percepção adequada e correlacionar com a intervenção adequada, podemos pensar da seguinte forma: