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Apostila Sanar - Preventiva

Apostila de Medicina Preventiva (Apostila Base da Medicina 2022), coordenada por Pedro Eustáquio Urbano Teixeira. Aborda epidemiologia, estatística, ética e saúde coletiva, e traz orientações de estudo para retenção, como mapas mentais e como conectar conceitos.

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2022
© Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos à Editora Sanar Ltda. pela Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 
1998. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume ou qualquer parte deste livro, no todo ou em parte, sob quaisquer formas 
ou por quaisquer meios (eletrônico, gravação, fotocópia ou outros), essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem 
como às suas características gráficas, sem permissão expressa da Editora.
Editora Sanar Ltda.
Rua Alceu Amoroso Lima, 172
Caminho das Árvores,
Edf. Salvador Office & Pool, 3º andar.
CEP: 41820-770, Salvador – BA.
Telefone: 0800 337 6262
www.sanarmed.com
atendimento.med@sanar.com
Apostila Base da Medicina 2022: Preventiva
Pedro Eustáquio Urbano Teixeira
Maitê Benati Dahdal
Raísa Dourado Almeida
Pedro Eustáquio Urbano Teixeira
Renata Acácio Rocha
Gustavo Almeida de Carvalho Silva
Richard Veiga Editoração
Richard Veiga Editoração
Bruno Brum
Luis Dolhnikoff
Editora Papagaio
Tony Roberson de Mello Rodrigues
Matheus Feliciano da Costa Ferreira
Jhulia Voltani Fernandes Silva
Vinícius Côgo Destefani
Caio Nunes
Felipe Marques da Costa
Título |
Autores |
Coordenador |
Editores |
Projeto gráfico |
Diagramação |
Capa |
Edição de textos |
Conselho editorial |
FICHA CATALOGRÁFICA
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Tuxped Serviços Editoriais (São Paulo-SP)
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Pedro Anizio Gomes – CRB-8 8846
T266a Teixeira, Pedro Eustáquio Urbano (coord.).
 Apostila Base da Medicina 2022: Preventiva / Coordenador: Pedro Eustáquio Urbano Teixeira; Autores: Pedro Eustáquio Urbano 
Teixeira, Maitê Benati Dahdal e Raísa Dourado Almeida. – 1. ed. – Salvador, BA: Editora Sanar, 2022.
 380 p.; 21x26,7 cm.
 Inclui bibliografia.
 ISBN 978-85-5462-246-6 (Residência Médica).
 ISBN 978-85-5462-247-3 (Revalida).
 1. Epidemiologia. 2. Estatística. 3. Ética. 4. Medicina. 5. Medicina Preventiva. 6. Residência. 7. Saúde Coletiva. I. Título. II. Assunto. 
III. Coordenador. IV. Autores.
 CDD 614
 CDU 61
ÍNDICE PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO
1. Medicina preventiva.
2. Medicina: Preventiva.
APOSTILA BASE DA MEDICINA 2022: PREVENTIVA
Referência bibliográfica:
TEIXEIRA, Pedro Eustáquio Urbano (coord.). Apostila Base da Medicina 2022: Preventiva. 1. ed. Salvador, BA: Editora Sanar, 2022.
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3
AUTORES
PEDRO EUSTÁQUIO 
URBANO TEIXEIRA
Médico formado pela Universidade do Estado da 
Bahia. Coordenador de Medicina Preventiva da 
Sanar. Coordenador pedagógico do Sanarflix. Pre-
ceptor de Atenção Integral à Saúde na Universidade 
Salvador – Unifacs.
MAITÊ BENATI DAHDAL
Médica pela Universidade Cidade de São Paulo 
(UNICID). Residência Médica em Medicina de Família 
e Comunidade pela Universidade Estadual de Cam-
pinas (UNICAMP). Coordenadora da Pós Graduação 
em Medicina de Família e Comunidade da Sanar e 
UniAmérica.
RAÍSA DOURADO ALMEIDA
Médica graduada pela FMB-UFBA, especialista em 
Medicina de Família e Comunidade pela FESF-SUS/
Fiocruz e Especialista em preceptoria em medicina 
de família e comunidade pela UFCSPA.
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5
COMO GARANTIR UMA APRENDIZAGEM 
EFICAZ E UMA RETENÇÃO DURADOURA?
Tentar aprender muitas informações e conteúdos juntos e rapidamente pode 
diminuir a sua habilidade de reter, relembrar e usar esse aprendizado, pois a 
memorização dos fatos isolados não ajuda a criação de conexões entre os 
conceitos, além de não estimular a interligação entre o conhecimento prévio e 
aprendizados novos. Entender e conectar as informações estudadas é essencial 
tanto para a nossa memória e retenção, quanto para as futuras aprendizagens. Por isso é tão 
importante garantir que você entendeu o que acabou de estudar e criou as conexões necessá-
rias entre os conceitos. Seguem algumas sugestões para que você possa fazer isso de maneira 
rápida e eficaz durante os seus momentos de estudo:
1. MAPAS MENTAIS
O Mapa Mental é uma ferramenta para organizar, memorizar e analisar 
melhor um conteúdo específico.
 u Quando fazer: Quando você precisa entender como os conceitos 
estão inter-relacionados ou memorizar partes importantes do 
assunto.
 u Como fazer: A partir do Título e da sua lista de palavras, comece a criar o seu Mapa:
a) Enquanto estuda um assunto, comece a escrever uma lista de palavras importantes que 
você não pode deixar de entender e reter na sua memória. Enquanto faz isso, pense em 
como essas palavras se conectam entre si.
b) Coloque o título no centro da folha. A partir dele, puxe linhas que conectem as informações 
associadas ao título, que serão algumas das palavras da sua lista.
c) Pense em outras conexões subsequentes e vá conectando as palavras umas com as outras 
seguindo uma lógica, por exemplo: Causa-Efeito, Sintoma-Doença, etc.
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Como garantir uma aprendizagem eficaz e uma retenção duradoura?
d) Utilize formas geométricas para distinguir as palavras do seu mapa por categorias, por 
exemplo, use retângulos para todas as palavras que se encaixam na categoria Causas, use 
eclipses para as palavras que você encaixa em Efeitos.
e) Use cores diferentes para deixar o seu mapa mental ainda mais claro e conectado. Defina 
as cores que você irá utilizar para cada categoria ou cada tipo de conexão.
Ilustração de mapa mental.
Essa tarefa pode até demorar um pouco mais no começo, mas, com um pouco 
de prática, você não vai gastar mais do que 10 minutos para garantir um enten-
dimento aprofundado e uma aprendizagem mais eficaz e duradoura.
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Como garantir uma aprendizagem eficaz e uma retenção duradoura?
2. FLUXOGRAMAS
Para que a aprendizagem seja realmente significativa, precisamos tam-
bém garantir o entendimento dos contextos e das conexões que existem 
entre os diferentes assuntos. Através do seu Mapa Mental, você garantiu 
o seu entendimento e criou as conexões necessárias para entender um 
conceito específico. Construindo o seu próprio Fluxograma, você poderá 
expandir o seu entendimento dos assuntos complexos, conectando vários 
conceitos importantes entre si e com os seus contextos.
 u Quando fazer: Os Fluxogramas são ideais para consolidar processos e passo a passos! Por 
exemplo, você pode começar o seu Fluxograma com uma suspeita diagnóstica, para depois 
passar pela classificação e chegar até o tratamento.
 u Como fazer: A partir do seu objetivo, defina o título e os assuntos que irão entrar no seu 
Fluxograma:
a) Depois de ter estudado um assunto mais amplo, pense no quadro completo que você 
precisa entender e saber. A partir disso, crie a lista de palavras, conceitos e frases mais 
importantes que você precisa incluir para atingir o seu objetivo.
b) Coloque o Título no centro da folha. A partir do título, puxe linhas que conectem as infor-
mações associadas ao título, que serão algumas das palavras ou frases da sua lista.
c) Pense em outras conexões subsequentes e vá conectando as palavras e os conceitos até 
sentir que o processo e o conteúdo estão completos.
d) Defina e siga uma lógica, por exemplo: Sintoma-Suspeita Diagnóstico-Exames-Classifica-
ção-Tratamento.
e) Utilize formas geométricas para distinguir as palavras do seu fluxograma por categorias, 
por exemplo, use retângulos para todas as palavras que se encaixam na categoria Causas, 
use eclipses para as palavras que você encaixa em Efeitos.
f) Use cores diferentes para deixar o seu fluxograma ainda mais claro e conectado. Defina 
as cores que você irá utilizar para cada categoria ou cada tipo de conexão.
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Como garantir umaaprendizagem eficaz e uma retenção duradoura?
No final, você terá um grande Fluxograma que não só vai garantir o seu entendi-
mento, mas facilitará a revisão dos assuntos mais amplos e ajudará o seu cérebro 
a aprender, reter e saber usar as informações estudadas.
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Como garantir uma aprendizagem eficaz e uma retenção duradoura?
3. RESUMOS
Para garantir o entendimento e a retenção das informações estudadas, 
um outro fator importante é a reflexão. Refletir sobre o assunto estudado, 
como os conceitos importantes se conectam entre eles e como aquele 
aprendizado pode ser aplicado, ajuda você a fazer as conexões necessárias 
e organizar as informações recebidas para retê-las na memória. Por isso, 
uma outra atividade essencial na sua rotina de estudo é escrever Resumos.
 u Quando fazer: Sempre que estudar! Resumos de fechamento são essenciais para a apren-
dizagem.
 u Como fazer: Para executar essa estratégia você irá precisar só de alguns minutos, mas tam-
bém de concentração e reflexão.
a) Enquanto estiver estudando, leia e escute com atenção.
b) Marque ou grife as palavras chave no texto ou as anote no seu caderno caso você esteja 
assistindo uma videoaula.
c) Assim que terminar de estudar informações novas, olhe para as suas palavras chave e 
reflita sobre 2 perguntas:
• O que acabei de aprender sobre o assunto?
• Como isso se conecta ou se relaciona com o que eu já sabia?
d) Comece a escrever breves respostas de no máximo 10 linhas para cada uma dessas per-
guntas.
e) Garanta que o seu texto seja sucinto, sem repetições e descrições desnecessárias, mas 
que responda bem às perguntas acima.
4. O QUE FAZER COM ESSES MATERIAIS DEPOIS?
Estudos recentes comprovam que a retenção das informações na nossa 
memória depende diretamente da quantidade de vezes que acessamos 
essas informações. Por isso, estudar um assunto pouco a pouco, e não tudo 
de vez, e revisar com frequência é muito importante para garantir que na 
hora da prova você irá conseguir lembrar o que aprendeu sem dificuldades. 
Para aproveitar melhor o seu tempo de estudo e garantir revisões boas e 
frequentes, você pode usar os seus Mapas Mentais, Fluxogramas e Resumos 
criados no momento do estudo para revisar os assuntos já estudados ao longo do ano. Isso irá 
fortalecer as sinapses criadas e garantir a retenção das informações na memória a longo prazo.
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CONHEÇA A APOSTILA
O que você precisa saber: 
Resumo dos principais 
pontos que você precisa 
se atentar ao ler o capítulo, 
direcionando seu estudo para 
o que realmente cai na prova.
Bullets: Conteúdo organizado 
de forma objetiva e direta, 
em listas com marcadores, 
agilizando a localização 
das informações.
Importância/prevalência 
do capítulo: Frequência do 
conteúdo em questões de 
provas de residência.
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Conheça a apostila
Títulos e subtítulos numerados: 
Fácil identificação dos diferentes 
níveis de hierarquia dos tópicos.
Dicas: Parte da escrita 
onde o professor conversa 
com você e que contém 
informações essenciais para 
entender as questões.
Subcapítulos em destaque.
Número do capítulo.
Sumário nas aberturas dos módulos, 
com indicação dos níveis de 
importância de cada capítulo.
importância/prevalência
Indicação da especialidade 
ou área do capítulo.
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Conheça a apostila
Questões comentadas: Questões aplicadas 
nos últimos anos nas principais provas 
de residência médica. Na primeira parte 
apresentamos apenas as questões e na 
segunda o gabarito e os comentários gerais 
do professor sobre todas as alternativas.
Gabarito e comentário das questões, 
com explicação do professor tanto 
da resposta correta quanto do motivo 
de as outras estarem incorretas.
Questões sem o gabarito para 
não direcionar a sua resposta
Indicação dos diferentes graus de dificuldade: 
Indicação da especialidade 
ou área do capítulo.Título do capítulo.
Título do capítulo.
Fácil
Intermediário
Difícil
dificuldade: 
dificuldade:  
dificuldade:   
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Conheça a apostila
Fixe seus conhecimentos!
Ao final da apostila e de alguns capítulos você 
encontrará espaços para construir mapas mentais, 
fluxogramas ou fazer resumos e, assim, fixar seu conhecimento!
Mapas mentais: Ao final de cada 
capítulo você encontrará mapas mentais, 
sintetizando os assuntos abordados.
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SUMÁRIO
PREVENTIVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
capítulo 1. ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
2. 1º passo: identificar as variáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3. 2º passo: identificar as características . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.1. Objetivo do estudo: descritivo x analítico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
3.2. Distinção de indivíduos: agregado x individual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.3. Análise temporal: transversal x longitudinal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.4. Direcionamento de variáveis: prospectivo x retrospectivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
3.5. Papel do pesquisador: observacional x intervenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
4. 3º passo: eliminar as alternativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5. Estudos ecológicos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5.1. Razão de prevalências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
6. Estudos de coorte. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
6.1. Risco relativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
7. Estudos de caso-controle. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
7.1. Odds-ratio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
8. Ensaio clínico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
8.1. Medidas de associação dos ensaios clínicos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
9. Outras medidas de associação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
10. Erros e vieses . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
11. Estratégias para reduzir vieses . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
11.1.Cegamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
11.2. Aleatorização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
11.3. Pareamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
12. Resumão dos estudos epidemiológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Mapa mental . Estudos epidemiológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
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Sumário
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
capítulo 2. MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIAS E BIOESTATÍSTICA . . . . 53
1. Medicina baseada em evidências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
1.1. Hipótese nula x hipótese alternativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
1.2. Erro alfa x erro beta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
1.3. Níveis de evidência e graus de recomendação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
1.4. Revisão sistemática e metanálise . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
2. Bioestatística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
2.1. Medidas de ação central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
2.2. Medidas de dispersão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
2.3. Distribuição normal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
2.4. Variáveis quantitativas e qualitativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
Mapa mental . Medicina baseada em evidências e bioestatística . . . . . . . . . . . . 61
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
capítulo 3. TESTES DIAGNÓSTICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
2. Sensibilidade e especificidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
2.1. Sensibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
2.2. Especificidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
2.3. Sensibilidade x especificidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
3. Tabela de contingência 2x2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
4. Valores preditivos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
4.1. Valor Preditivo Positivo (VPP). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
4.2. Valor Preditivo Negativo (VPN) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
5. Valores preditivos e acurácia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
6. Razão de verossimilhança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
7. Curva ROC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
Mapa mental . Testes diagnósticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
capítulo 4. HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA E NÍVEIS DE PREVENÇÃO . . 91
1. Histórico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
2. Processo saúde-doença . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
3. História natural da doença. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
3.1. Período pré-patogênico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
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3.2. Período patogênico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
4. Níveis de prevenção em saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
4.1. Prevenção primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
4.2. Prevenção secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
4.3. Prevenção terciária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
4.4. Prevenção quaternária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
5. Novos termos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
5.1. Prevenção primordial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
5.2. Prevenção quinquenária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
Mapa mental 1 . História natural das doenças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
Mapa mental 2 . Níveis de prevenção em saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
Referências . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
capítulo 5. ENDEMIA E EPIDEMIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
1. Conceitos iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
2. Fatores determinantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
3. Hospedeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
4. Modos de transmissão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
4.1. Transmissão direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
4.2. Transmissão indireta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110
5. Classificação dos casos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110
6. Controle das doenças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
7. Endemia, epidemia e pandemia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
7.1. Endemia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
7.2. Epidemia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
7.3. Tipos de epidemia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
8. Investigação epidemiológica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
8.1. Etapas de investigação de surtos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
9. Organização assistencial e elaboração do plano de contingência em situações de epidemia 117
10. A pandemia de coronavírus no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118
10.1. Dados epidemiológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118
10.2. Variantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
Mapa mental . Endemias e epidemias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123
capítulo 6. HISTÓRIA DO SUS E LEIS ORGÂNICAS DA SAÚDE . . . . . . . . . . . . 131
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
2. A história da saúde pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131
2.1. Descobrimento ao Império . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
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Sumário
2.2. República Velha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
2.3. Era Vargas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133
2.4. Ditadura Militar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133
2.5. Reforma Sanitária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
2.6. VIII Conferência Nacional de Saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
2.7. Constituição Federal de 1988 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
3. As leis orgânicas da saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
3.1. Lei nº 8.080/1990 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
3.2. Lei nº 8.142/1990 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
4. Sistema de saúde suplementar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
4.1. Lei nº 8.080 – Em relação aos serviços privados de assistência à saúde . . . . . . . . . . . . . . . . 138
4.2. Marcos Regulatórios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139
Mapa mental . História do SUS e leis orgânicas da saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143
capítulo 7. FINANCIAMENTO E FUNCIONAMENTO DO SUS . . . . . . . . . . . . . 149
1. Financiamento do SUS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
1.1. Constituição de 1988 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
1.2. Fontes de recursos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
1.3. Aplicação dos recursos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
1.4. Portaria nº 828, de 17 de abril de 2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
1.5. O financiamento na atenção básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
1.6. Emenda Constitucional nº 29/2000 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154
1.7. Lei Complementar nº 141/2012 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154
1.8. Emenda Constitucional nº 95/2016 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154
2. Funcionamento do SUS . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154
2.1. Norma Operacional Básica 91 (NOB 91) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155
2.2. Norma Operacional Básica 93 (NOB 93). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155
2.3. Norma Operacional Básica 96 (NOB 96). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
2.4. Norma Operacional de Assistência à Saúde 2001 (NOAS 2001) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
2.5. Norma Operacional de Assistência à Saúde 2002 (NOAS 2002) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
2.6. Pacto da Saúde 2006 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
2.7. Pacto pela Vida (2008) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157
Mapa mental . Financiamento do SUS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 158
Mapa mental . Funcionamento do SUS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
capítulo 8. PROGRAMAS E POLÍTICAS DE SAÚDE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167
1.1. Breve histórico, contextualização e conceitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167
2. Quais são os principais programas e políticas de saúde? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168
2.1. Política Nacional de Saúde Mental. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
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Sumário
3. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
4. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
4.1. Objetivo geral da PNPS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 174
5. Política Nacional de Humanização (HumanizaSUS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175
5.1. Princípios da PNH. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176
5.2. Propósitos da PNH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177
5.3. Objetivos da PNH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177
5.4. Dispositivos da PNH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177
6. Programa Mais Médicos pelo Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177
7. Programa Nacional de Segurança do Paciente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179
7.1. São objetivos específicos do PNSP. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179
7.2. O PNSP apresenta quatro eixos estratégicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179
8. Política Nacional de Educação Popular em Saúde. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179
8.1. Objetivos específicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180
9. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 181
9.1. Objetivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 181
Mapa mental . Programas e políticas de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 185
capítulo 9. ATENÇÃO PRIMÁRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
1.1. Sistema de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
1.2. Atenção primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
1.3. Ecologia dos serviços de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
2. Conceitos básicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
2.1. Densidade tecnológica x complexidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 194
3. Atributos da APS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 194
3.1. Atenção de primeiro contato/acesso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195
3.2. Coordenação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195
3.3. Longitudinalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 196
3.4. Cuidado abrangente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 196
3.5. Competência cultural. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 196
4. Níveis de atenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 196
4.1. Atenção primária à saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
4.2. Atenção secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
4.3. Atenção terciária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
5. Atenção primária no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 198
5.1. Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . 198
5.2. O Programa Saúde da Família/Estratégia de Saúde da Família . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 198
6. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199
6.1. Princípios e diretrizes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200
6.2. Infraestrutura, ambiência e funcionamento da atenção básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201
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Sumário
6.3. Tipos de equipes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201
6.4. Quais serviços oferece?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202
7. Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) . . . . . . . . . . . . . . 202
8. Atribuições dos profissionais de atenção básica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202
8.1. Atribuições comuns a todos os membros das equipes que atuam na atenção básica. . . 202
8.2. Enfermeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203
8.3. Médico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203
8.4. Agente comunitário de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203
9. Financiamento da atenção primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 203
10. Novidades na atenção primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 204
10.1. Mudança nas equipes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 204
10.2. Programa “saúde na hora” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 204
11. Avaliação da atenção primária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205
Mapa mental . Atenção primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 206
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 208
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209
capítulo 10. FERRAMENTAS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217
1. Método clínico centrado na pessoa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217
1.1. Os quatro componentes do método clínico centrado na pessoa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 218
2. Registro Clínico Orientado por Problemas (RCOP) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219
3. Instrumentos de abordagem familiar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
3.1. Genograma. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
3.2. Ecomapa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 222
3.3. APGAR familiar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223
4. Territorialização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223
5. CIAP. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223
6. Projeto terapêutico singular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 224
Mapa mental . Ferramentas da atenção primária à saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 225
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 228
capítulo 11. DECLARAÇÃO DE ÓBITO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 235
1. A declaração de óbito (D.O.). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 235
1.1. Vias da declaração de óbito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 236
1.2. O que é declaração de óbito epidemiológica? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 237
2. O papel do médico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 238
2.1. O que o médico deve fazer?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 238
2.2. O que o médico não deve fazer? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 239
3. Quando emitir a declaração de óbito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 239
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21
Sumário
4. Quem deve emitir a D.O.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 240
5. Composição da declaração de óbito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 241
6. Como preencher a D.O.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 242
7. Código de Ética Médica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
7.1. É vedado ao médico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
8. Esclarecendo as dúvidas mais comuns . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
9. Vamos praticar? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 245
Mapa mental . Declaração de óbito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 247
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 248
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249
capítulo 12. VIGILÂNCIA EM SAÚDE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 255
1. Vigilância em Saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 255
1.1. Vigilância sanitária . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 255
1.2. Vigilância em saúde ambiental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 256
1.3. Vigilância de zoonoses . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 256
1.4. Saúde do trabalhador. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 256
1.5. Vigilância epidemiológica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 257
2. Sistemas de informação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 257
3. Rastreamentos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 258
3.1. Critérios para rastreamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 258
3.2. Colo do útero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 258
3.3. Mama . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 259
3.4. Colorretal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260
3.5. Próstata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260
3.6. Rastreamentos clínicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260
Mapa mental . Vigilância em saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 261
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 263
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 264
capítulo 13. NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 271
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 271
2. A notificação compulsória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 271
2.1. Quem notifica? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272
2.2. Por que notificar?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272
2.3. Quando notificar? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 273
2.4. Outras informações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 273
3. Lista nacional de notificação compulsória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 274
3.1. Calendário vacinal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 274
3.2. Mosquitos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 274
3.3. Animais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 275
3.4. Acidentes e violência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 275
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22
Sumário
3.5. Outras doenças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 276
3.6. Atualizações 2020 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 279
4. Unidades sentinela. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 279
5. Lei nº 13.685, de 25 de junho de 2018 e outros documentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 279
Mapa mental 1 . Notificação compulsória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 282
Mapa mental 2 . Lista nacional de notificação compulsória . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 286
capítulo 14. INDICADORES DE SAÚDE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293
1. Indicadores de morbidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293
1.1. Prevalência. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293
1.2. Incidência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294
2. Outros conceitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 295
2.1. Letalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 295
2.2. Mortalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296
3. Coeficientes e índices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 297
3.1. Coeficientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 297
3.2. Índices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 297
4. Curvas de Nelson Moraes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 298
5. Transição demográfica e epidemiológica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299
5.1. Transição demográfica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299
5.2. Transição epidemiológica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300
6. Perfil de morbimortalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 301
6.1. Mortalidade por causa . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 301
6.2. Principais neoplasias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 302
6.3. Neoplasias com maior mortalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 302
Mapa mental . Indicadores de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 304
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 306
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 307
capítulo 15. ÉTICA MÉDICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 313
1. O novo Código de Ética Médica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315
1.1. Preâmbulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315
1.2. Capítulo 1 – Princípios fundamentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315
1.3. Capítulo 2 – Direitos dos médicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 316
1.4. Capítulo 3 – Responsabilidade profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 317
1.5. Capítulo 4 – Direitos humanos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 318
1.6. Capítulo 5 – Relação com pacientes e familiares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 318
1.7. Capítulo 6 – Doação e transplante de órgãos e tecidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319
1.8. Capítulo 7 – Relação entre médicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319
1.9. Capítulo 8 – Remuneração profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319
1.10. Capítulo 9 – Sigilo profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319
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Sumário
1.11. Capítulo 10 – Documentos médicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 320
1.12. Capítulo 11 – Auditoria e perícia médica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321
1.13. Capítulo 12 – Ensino e pesquisa médica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321
1.14. Capítulo 13 – Publicidade médica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321
1.15. Capítulo 14 – Disposições gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321
2. Outros documentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322
2.1. Resolução CFM nº 1.851/2008 – Atestado médico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322
2.2. Resolução CFM nº 1.638/2002 – Prontuário médico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322
2.3. Portaria nº 467/2020 do Ministério da Saúde – Telemedicina e teleconsulta. . . . . . . . . . . . 322
Mapa mental . Ética médica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 324
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 326
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 327
capítulo 16. BENEFÍCIOS SOCIAIS E PREVIDENCIÁRIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . 333
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 333
2. Conceitos iniciais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 334
3. Benefícios assistenciais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 335
4. Benefícios previdenciários. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 336
5. Vulnerabilidade social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 337
5.1. Índice de vulnerabilidade social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 337
Mapa mental . Benefícios sociais e previdenciários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 339
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 340
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 341
capítulo 17. VULNERABILIDADE SOCIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 345
1. Risco e vulnerabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 345
2. Vulnerabilidade e saúde pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 346
2.1. Índice de vulnerabilidade social (IVS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 346
2.2. Como interpretar o IVS? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 347
3. Política nacional de assistência social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 348
4. Vulnerabilidade juvenil (crianças e adolescentes) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 348
4.1. Violência em adolescentes e jovens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 348
4.2. Mortalidade por causas externas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 348
4.3. Saúde sexual e reprodutiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 349
4.4. Consumo de álcool e drogas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 349
5. Idosos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 349
6. População de rua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350
7. População rural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 351
8. Mulheres . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 352
8.1. Violência doméstica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 353
Mapa mental 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 355
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Sumário
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 356
Bibliografia consultada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 356
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 357
capítulo 18. SAÚDE DO TRABALHADOR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 361
1. Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 361
2. Os riscos ocupacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 361
3. Legislação, políticas e benefícios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 362
3.1. Acidentes de trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 362
3.2. A Previdência Social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 363
3.3. Os benefícios previdenciários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 364
3.4. Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365
3.5. RENAST e CEREST. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365
4. Doenças e agravos relacionados ao trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365
4.1. O Nexo Técnico Previdenciário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 366
4.2. Classificação das doenças segundo sua relação com o trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 366
4.3. Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) ou Lesões por Esforços 
Repetitivos (LER) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 366
4.4. Perda de Audição Induzida pelo Ruído (PAIR) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 367
4.5. Pneumoconioses . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 367
4.6. Dermatoses ocupacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 368
4.7. Intoxicações exógenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 368
4.8. Síndrome de burnout. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 369
Mapa mental . Saúde do trabalhador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 371
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 373
Questões comentadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 374
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PREVENTIVA
Sumário
Prevalência/importância
1 . Estudos epidemiológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 . Medicina baseada em evidências e bioestatística . . . . .
3 . Testes diagnósticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4 . História natural das doenças e níveis de prevenção. . . . .
5 . Endemia e epidemia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6 . História do SUS e leis orgânicas da saúde . . . . . . . . . . . . .
7 . Financiamento e funcionamento do SUS . . . . . . . . . . . . .
8 . Programas e políticas de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9 . Atenção primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10 . Ferramentas da atenção primária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11 . Declaração de óbito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12 . Vigilância em saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13 . Notificação compulsória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14 . Indicadores de saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15 . Ética médica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
16 . Benefícios sociais e previdenciários. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17 . Vulnerabilidade social. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
18 . Saúde do trabalhador. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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27
Capítulo 
1ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u Variável independente é aquela que independe de um fator anterior, sendo considerada o fator de risco, 
ou a possível causa, da variável dependente.
 u Variável dependente é aquela que depende de um fator anterior, sendo considerada o desfecho, ou a pos-
sível consequência, da variável independente.
 u As características dos Estudos Epidemiológicos podem ser divididas em 5 “blocos”: distinção de indivíduos, 
objetivo do estudo, análise temporal, direcionamento de variáveis e papel do pesquisador.
 u Os principais desenhos de estudo são os seguintes: Relatos/Séries de casos, Ecológico, Coorte, Caso-
-controle e Ensaio Clínico.
 u As principais medidas de associação são as seguintes: Risco Relativo, Odds-ratio e Número Necessário 
ao Tratamento.
 BASES DA MEDICINA
Quando dizemos que algo é “comprovado cientificamente”, 
isso quer dizer que algum tipo de estudo científico foi 
desenvolvido, chegando a determinada conclusão. Na 
medicina, esses são os Estudos Epidemiológicos. Nesses 
estudos, um grupo, considerado recorte ou amostra de 
uma população, é observado por pesquisadores ou sub-
metido a uma intervenção, e os resultados encontrados 
nesse grupo são tidos como demonstrativos daquilo que 
esperamos da população que ele representa. Se afirmamos 
que a Hipertensão é fator de risco para eventos cardio-
vasculares, como o Infarto Agudo do Miocárdio, sabemos 
disso porque pudemos observar essa evolução através 
de um desses estudos. Se prescrevemos um medica-
mento para Insuficiência Cardíaca, o fazemos porque, em 
alguns desses grupos, a prescrição daquele medicamento 
resultou em redução da mortalidade. Existem, entretanto, 
vários tipos diferentes de estudos epidemiológicos que 
podem ser desenvolvidos, com características distintas 
quanto ao papel do pesquisador, à análise temporal, à 
distinção de indivíduos na pesquisa etc. A identificação 
dessas características é essencial sempre que lemos 
algum artigo científicoque descreve um estudo realizado.
1. INTRODUÇÃO
Em provas, essas habilidades de identificação de 
características e de distinção de desenho de estudo 
são cobradas constantemente. As questões, muitas 
vezes, trazem enunciados longos e cansativos. Se 
não estivermos bem familiarizados com o assunto, 
acabamos não conseguindo entender o que a ques-
tão pede numa primeira leitura, e perdemos muito 
tempo lendo e relendo os enunciados. Por isso, 
queremos apresentar para você um passo a passo 
para responder a essas questões. Assim, você terá 
uma visão mais sistemática sobre o enunciado e 
as alternativas, sabendo, já numa primeira leitura, 
o desenho do estudo apresentado, o que a questão 
está pedindo e qual a alternativa correta. Vamos lá.
importância/prevalência
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2. 1º PASSO: IDENTIFICAR 
AS VARIÁVEIS
Você sabe o que são variáveis dependentes e inde-
pendentes? Identificar essas variáveis na sua ques-
tão é um passo essencial. Variáveis independentes 
são aquelas que representam o fator de risco, ou 
a causa, no estudo descrito. É aquilo que existe 
independentemente da outra variável que está sendo 
analisada. Como assim? Em um estudo que está 
querendo avaliar o surgimento de câncer de pulmão 
em pacientes tabagistas, estamos olhando para duas 
variáveis: câncer de pulmão e tabagismo. O que o 
estudo planeja avaliar é se a presença do tabagismo 
influencia o risco de desenvolvimento do câncer de 
pulmão. O câncer de pulmão, portanto, depende 
da presença do tabagismo para existir, enquanto o 
tabagismo existe por si só, independentemente do 
câncer. O tabagismo veio antes, em pacientes sem 
câncer de pulmão. O câncer de pulmão virá depois 
por conta da exposição ao tabagismo. Tabagismo 
será nossa variável independente, enquanto o câncer 
será a variável dependente, ou seja, a consequência, 
o desfecho, aquela que depende da presença da 
outra variável estudada para existir. Quer dizer então 
que não existe nada que influencie o tabagismo? 
Claro que existe: ansiedade, depressão, propaganda 
etc. Acontece que nada disso está sendo avaliado 
no estudo em questão.
Parece ser bem fácil, correto? Vamos dar um exem-
plo um pouco mais difícil. Um estudo avalia gestan-
tes que tiveram doença pelo Zika vírus durante a 
gestação, cujos bebês nasceram com microcefalia. 
Os pesquisadores querem avaliar a gravidade da 
microcefalia e a sobrevida dos bebês. Se você avalia 
esse estudo rapidamente, pode pensar que a variável 
independente é a infecção pelo Zika vírus e que a 
dependente é a microcefalia. Errado. O estudo quer 
avaliar a relação entre a gravidade da microcefalia 
e a sobrevida. A microcefalia, portanto, é a variável 
independente, e a análise de sobrevida é a variável 
dependente. Isso muda completamente a sua visão 
sobre o estudo. Não pule esse primeiro passo.
 DICA  Veremos que em estudos trans-
versais e descritivos (discutidos adiante) 
a identificação de variáveis dependente 
e independente não é possível. Assim, se 
você tiver muita dificuldade na identifica-
ção dessas variáveis, é possível que você 
esteja diante de um estudo com alguma 
dessas características.
3. 2º PASSO: IDENTIFICAR 
AS CARACTERÍSTICAS
Esse é o passo mais importante para responder 
à sua questão. Enquanto você lê o enunciado, já 
deve ir procurando as características do estudo. 
Aconselha-se que você anote a característica no 
seu caderno de provas assim que a identificar. 
Quais características são essas? São 5 “blocos” de 
características que você tem que identificar, cada 
bloco com duas possibilidades. Nem sempre você 
vai conseguir encontrar informações para todas as 
5 características de que precisa, mas você deve 
encontrar o suficiente para responder à questão. 
As características variam conforme o objetivo do 
estudo, a análise temporal, a distinção de indiví-
duos, o papel do pesquisador e o direcionamento 
de variáveis. Observe a figura seguinte:
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Figura 1. Blocos de Características.
Características dos estudos 
epidemiológicos 
Análise temporal Distinção de indivíduos Papel do pesquisadorObjetivo do estudo
Descritivo Transversal
Longitudinal
Agregado Observacional 
Analítico
Direcionamento 
de variáveis
Prospectivo
Retrospectivo
Individual Intervenção
Fonte: Autor.
3 .1 . OBJETIVO DO ESTUDO: 
DESCRITIVO X ANALÍTICO
3 .1 .1 . Descritivo
Os estudos descritivos são aqueles que simples-
mente descrevem uma realidade, a prevalência ou 
evolução de determinada situação (doença, agravo 
etc.), individual ou coletivamente. Se descrevemos 
um caso de um paciente (relato de caso), de alguns 
pacientes (série de casos) ou a prevalência de deter-
minada doença na enfermaria em uma localidade, 
estamos falando de um estudo descritivo. Os estu-
dos descritivos apenas geram hipóteses.
Em resumo, os estudos descritivos:
 u Apenas descrevem a realidade (prevalência ou 
evolução);
 u Apenas geram hipóteses.
 DICA  Há fontes (e provas) que conside-
ram que até 3 casos ainda configuram 
relatos de casos, enquanto a partir desse 
número estamos diante de séries de casos, 
mas isso não é consenso.
3 .1 .2 . Analítico
O estudo analítico não se limita a descrever o ocorrido. 
Há algum tipo de análise do processo saúde-doença 
em que são feitas associações entre variáveis, por 
exemplo. Se observamos pacientes expostos e não 
expostos a determinado fator de risco e analisamos 
o surgimento de uma doença (coorte), ou se tratamos 
um grupo com determinado medicamento e outro 
grupo com placebo para ver se o medicamento tem 
algum resultado no desfecho da doença (ensaio clí-
nico), estamos realizando um estudo analítico.
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 DICA  Se há comparação entre grupos 
ou alguma medida de associação descrita 
(Risco relativo, Odds-ratio, Número neces-
sário ao tratamento), provavelmente você 
está diante de um estudo analítico.
Muito cuidado com o odds-ratio, já que essa medida 
não é exclusiva do estudo de caso-controle, que 
veremos a seguir. Além da divisão em grupos, caso 
o enunciado revele que o estudo tem como objetivo 
investigar a associação entre variáveis, você estará 
diante de um estudo analítico.
Em resumo, os estudos analíticos:
 u Realizam associação entre variáveis;
 u Comparam grupos;
 u Testam hipóteses.
3 .2 . DISTINÇÃO DE INDIVÍDUOS: 
AGREGADO X INDIVIDUAL
Para diferenciar os estudos agregados dos indivi-
duais (ou individuados), pense em uma prova na 
faculdade. Podemos fazer a prova individualmente ou 
em grupo. Se você fizer a prova individualmente, sua 
nota vai refletir o seu estudo e o seu desempenho. 
Se a prova for em grupo, isso não é necessariamente 
verdade. Você pode não ter estudado nada, mas se 
um colega do seu grupo tiver estudado bem, seu 
professor nunca saberá o seu real desempenho. 
O seu professor estaria cometendo um equívoco 
ao afirmar que você estudou bastante para a prova 
tendo apenas como base a nota que o seu grupo 
tirou. Com relação à distinção de indivíduos nos estu-
dos epidemiológicos, ocorre algo parecido. Vemos 
que há estudos que avaliam os indivíduos, sabendo 
exatamente quem detém ou não as características 
relevantes ao estudo, enquanto outros analisam 
populações inteiras, sem realizar essa distinção.
3 .2 .1 . Agregado
No estudo agregado, avaliamos grupos ou popu-
lações. É impossível distinguir os indivíduos. Se 
dizemos, por exemplo, que a cidade A tem mais 
fumantes e mais câncer de pulmão que a cidade 
B, podemos garantir que as pessoas com câncer 
de pulmão eram fumantes? Não! Como só esta-
mos vendo a população sem distinção individual, 
é possível que os pacientes com câncer de pulmão 
sejam distintos dos fumantes. Não há como saber.
Em resumo, os estudos agregados:u Não realizam distinção entre os indivíduos.
 DICA  Vamos aprender que o estudo eco-
lógico é um tipo de estudo agregado, mas 
cuidado, porque muitas provas trazem eco-
lógico e agregado como sinônimos.
3 .2 .2 . Individual
No estudo individual, ou individuado, conseguimos 
fazer essa distinção. Cada indivíduo é importante 
como objeto de estudo. Se algum paciente desen-
volve câncer de pulmão, por exemplo, temos como 
saber se ele era fumante ou não.
Em resumo, os estudos individuais:
 u Realizam distinção entre os indivíduos.
3 .3 . ANÁLISE TEMPORAL: TRANSVERSAL 
X LONGITUDINAL
3 .3 .1 . Transversal
Os estudos transversais são simplesmente foto-
grafias. Não há nenhuma análise de temporalidade. 
Sabemos apenas da realidade presente naquele 
momento.
Em estudos transversais não podemos estabelecer 
causalidade. Como assim? Vamos dar um exem-
plo. Imagine que estamos avaliando um grupo de 
1000 pacientes, dos quais 500 são hipertensos. 
Perguntamos a todos os pacientes quem pratica 
atividade física regularmente e quem é sedentário. 
Ou seja, temos um retrato do presente que nos 
mostra quem é hipertenso e quem não é, e quem 
é sedentário e quem não é. Podemos estabelecer 
associações entre essas variáveis? Com certeza. 
Caso o sedentarismo seja muito mais prevalente 
no grupo dos pacientes hipertensos, podemos 
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sim dizer que sedentarismo e hipertensão estão 
associados. Podemos estabelecer que sedenta-
rismo é fator de risco, ou causa, de hipertensão? A 
resposta é não. Para uma variável ser considerada 
independente, ou seja, fator de risco, essa precisa 
anteceder, ou estar presente antes, da variável 
dependente. Em um estudo transversal é impossível 
estabelecer qual variável estava presente antes, já 
que estamos apenas vendo um retrato da realidade 
naquele momento. No nosso exemplo, será que o 
sedentarismo é o fator de risco da hipertensão, ou 
é a hipertensão que é fator de risco para o seden-
tarismo? Você não pode tirar conclusões baseadas 
no seu conhecimento prévio. Você precisa olhar 
para o estudo que o enunciado lhe traz e avaliar se 
aquela conclusão pode ser tirada daquele estudo 
ou não. Em estudos transversais, nunca temos 
como estabelecer causalidade. É impossível saber 
quem veio antes e quem veio depois, ou seja, quem 
é causa e quem é consequência.
Em resumo, os estudos transversais:
 u São fotografias de um momento;
 u Não permitem que se estabeleça causalidade.
 DICA  Mais uma vez, se está impossível 
distinguir as variáveis dependente e inde-
pendente no estudo, é possível que se tra-
te de um estudo transversal, visto que não 
há como realizar essa distinção nesse tipo 
de estudo. As características de estudos 
transversais estão sendo mais cobradas 
nas provas. Cuidado!
3 .3 .2 . Longitudinal
Nos estudos longitudinais há informações dos 
pacientes referentes a mais de um momento. Pode-
mos iniciar com os pacientes no presente e ver como 
eles se comportarão no futuro (coorte e ensaio 
clínico), ou avaliar o histórico médico pregresso, 
como prontuários e registros, realizando uma aná-
lise temporal voltada ao passado (caso-controle ou 
coorte histórica). Os estudos que acompanham os 
pacientes ao longo do tempo são claramente longi-
tudinais, mas nem sempre esse acompanhamento 
estará evidente. Acontece que, caso você identifi-
que que o estudo apresenta informações sobre os 
pacientes referentes a mais de um momento, mesmo 
que essas informações tenham sido colhidas de 
uma vez só, trata-se de um estudo longitudinal. Por 
exemplo: se aplicarmos um questionário a pacientes 
perguntando se eles são ou não hipertensos hoje e 
se eram ou não sedentários na infância, podemos 
estar adquirindo as informações todas ao mesmo 
tempo, mas essas informações são referentes a 
momentos distintos. O importante é que, nos estu-
dos longitudinais, não temos um retrato da situação 
em apenas um momento, o que nos permite realizar 
análises de causalidade.
Em resumo, os estudos longitudinais:
 u Acompanham o paciente ao longo do tempo (fu-
turo ou passado);
 u Apresentam informações referentes a mais de 
um momento;
 u Permitem que se realize a distinção entre variável 
independente e dependente;
 u Permitem que se estabeleça causalidade.
3 .4 . DIRECIONAMENTO DE VARIÁVEIS: 
PROSPECTIVO X RETROSPECTIVO
Estudos Longitudinais podem ser prospectivos ou 
retrospectivos.
3 .4 .1 . Prospectivo
RISCO → DESFECHO. Esse é o estudo prospec-
tivo. Não confunda isso com olhar para o futuro. 
O que define um estudo prospectivo é o fato de ele 
começar com a exposição e avaliar o surgimento 
do desfecho. Como exemplo temos um estudo que 
seleciona pacientes tabagistas e avalia o surgimento 
do câncer de pulmão. Em um estudo prospectivo 
a divisão dos grupos se dará a partir da exposição 
ao fator de risco. Ou seja, divide-se a amostra entre 
expostos e não-expostos. Está vendo como a deter-
minação das variáveis independente e dependente 
é essencial?
Em resumo, os estudos prospectivos:
 u São estudos longitudinais que partem do fator 
de risco para o desfecho.
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 DICA  Podemos pesquisar pacientes taba-
gistas nos anos 1980 e avaliar se tiveram ou 
não câncer de pulmão até 2010. Está tudo 
no passado, mas como partimos da exposi-
ção ao fator de risco, trata-se de um estudo 
prospectivo. Discutiremos isso mais a fun-
do quando falarmos sobre coorte.
3 .4 .2 . Retrospectivo
DESFECHO → RISCO. No estudo retrospectivo, 
avaliamos pacientes que já têm a doença, ou o 
desfecho. Procuramos, por exemplo, em pacientes 
que já desenvolveram o câncer de pulmão se há 
registros de tabagismo no passado. Partimos do 
desfecho e avaliamos a presença prévia do fator 
de risco. Dividimos a amostra entre doentes e não-
-doentes (ou qualquer que seja o desfecho), e não 
entre expostos e não-expostos.
Em resumo, os estudos retrospectivos:
 u São estudos longitudinais que partem do desfe-
cho e avaliam a existência prévia de exposição 
ao fator de risco.
3 .5 . PAPEL DO PESQUISADOR: 
OBSERVACIONAL X INTERVENÇÃO
3 .5 .1 . Observacional
Quando o pesquisador não realiza nenhum tipo de 
intervenção nos pacientes, como a administração 
de um medicamento, um procedimento cirúrgico 
ou alguma orientação, o estudo é observacional.
Em resumo, os estudos observacionais:
 u Apenas se observam os indivíduos ou popula-
ções, sem realizar intervenção neles.
3 .5 .2 . Intervenção
Essa é a distinção mais fácil de ser feita. Se o 
pesquisador está dando algum medicamento ou 
realizando algum tipo de intervenção nos indivíduos 
(ou populações), esse é um estudo de intervenção.
Em resumo, os estudos de intervenção:
 u Realizam intervenções nos indivíduos ou popu-
lações estudados
 DICA  Há outros estudos de intervenção, 
mas na sua prova praticamente o único 
estudo de intervenção que cai é o ensaio 
clínico.
Não misture os “blocos” de características. Muita 
gente pergunta a diferença entre transversal e ana-
lítico, por exemplo. Transversal se contrapõe ao 
longitudinal, enquanto analítico se contrapõe ao 
descritivo. Podemos ter estudos analíticos tanto 
transversais quanto longitudinais. Analítico, portanto, 
não é “diferente” de transversal, já que faz parte de 
outro “bloco” de características.
4. 3º PASSO: ELIMINAR 
AS ALTERNATIVAS
As questões de Estudos Epidemiológicos devem 
ser respondidas por eliminação. Se você identificou 
no enunciado que o estudo apresentado é analítico, 
individuado e de intervenção, você vai procurar, nas 
suas alternativas, quais estudos são descritivos, 
agregados ou observacionais. Essas alternativas 
serão prontamente eliminadas. A partir das alter-
nativas que sobrarem (na maioria das vezes, só vai 
sobrar a alternativa correta), você escolhe a que 
melhor responde à questão.
Resta-nos, agora, aprender as característicasdos 
principais estudos que caem nas provas.
5. ESTUDOS ECOLÓGICOS
Os estudos ecológicos são agregados, observacio-
nais e transversais. Dentre essas características, o 
fato de ser um estudo agregado é o mais importante. 
Esse desenho de estudo enxerga populações ou gru-
pos inteiros, sem distinção entre os indivíduos. No 
estudo ecológico, não há nenhum tipo de intervenção 
do pesquisador, sendo um estudo observacional. 
A análise é feita em apenas um momento, o que o 
torna um estudo transversal. Por ser agregado e 
transversal, não podemos realizar inferências acerca 
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Estudos epidemiológicos Cap . 1
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de causalidade, nem inferências em nível individual. 
Exemplo: em cidades com mais casas com piscinas 
há mais afogamentos. Se inferirmos que piscina é 
fator de risco para afogamento, cometeremos a 
falácia ecológica, já que não podemos garantir que 
os afogamentos aconteceram dentro das piscinas. 
É possível, por exemplo, que as pessoas estejam 
se afogando nas praias ou nos rios.
O principal viés do estudo ecológico é a falácia 
ecológica, que significa realizar inferências em 
nível individual a partir de dados populacionais. 
Lembra-se daquele exemplo da prova em grupo? 
A partir da nota do grupo, o professor não pode 
concluir que você estudou o suficiente.
 u Vantagens: Baixo custo; realizado em pouco tempo.
 u Desvantagens: Apenas gera hipóteses; não de-
termina causalidade.
Observação: há outros estudos agregados que 
raramente são cobrados nas provas. São eles:
 u Série temporal: estudo agregado, observacional 
e longitudinal. Parece com o estudo ecológico, 
mas há análises em diferentes momentos.
 u Ensaio comunitário: estudo agregado, longitudinal 
e de intervenção. Existe alguma intervenção em 
nível populacional, como colocar flúor na água 
de uma cidade e observar a queda no número de 
pessoas com cárie.
5 .1 . RAZÃO DE PREVALÊNCIAS
Uma medida de associação que podemos utilizar 
nos estudos transversais, assim como o estudo 
ecológico, é a razão de prevalências. Em estudos 
transversais, não temos como saber qual variável 
surgiu antes e qual surgiu depois, sendo, portanto, 
impossível estabelecermos causalidade. Podemos, 
entretanto, estabelecer a associação entre duas 
variáveis, sem necessariamente determinar qual é 
fator de risco e qual é desfecho. A Razão de Preva-
lências tem essa função.
Exemplo: Um estudo transversal avalia 2000 pacien-
tes, sendo 1000 fumantes e 1000 não fumantes. 
Dos 1000 fumantes, 200 têm câncer de pulmão. 
Dos 1000 não fumantes, 10 têm câncer de pulmão.
Nesse caso, não temos como saber se foi o taba-
gismo ou o câncer de pulmão que veio antes, mas 
temos como comparar a prevalência do câncer na 
amostra de fumantes em relação à amostra de não 
fumantes, conforme tabela abaixo:
Tabela 1. Razão de Prevalências.
Doentes Não doentes Total
Fumantes 200 (20%) 800 (80%) 1000
Não 
fumantes 10 (1%) 990 (99%) 1000
Total 210 (10,5%) 1790 (89,5%) 2000
Fonte: Autor.
Razão de Prevalências (RP) = 
 Proporção do “desfecho” nos “expostos” 
Proporção do “desfecho” nos “não expostos”
Nesse caso, temos que RP = 20% de fumantes / 1% 
de não fumantes = 20.
O que isso quer dizer? Que tabagismo aumenta em 
20 vezes o risco de desenvolver câncer de pulmão? 
Não! Isso seria uma conclusão sobre causalidade. 
O que podemos afirmar é que o câncer de pulmão 
foi 20x mais comum no grupo dos tabagistas em 
comparação ao grupo dos não tabagistas, mas 
continuamos sem poder concluir qual variável é 
causa e qual é consequência. Por isso, inclusive, 
que pusemos “desfecho” e “expostos” entre aspas, 
já que não podemos afirmar qual variável configu-
ra-se como fator de exposição e qual configura-se 
como desfecho.
 DICA  A Razão de Prevalências é uma me-
dida de associação pouco cobrada nas pro-
vas. Mesmo assim, é importante lembrar 
que não podemos, mesmo com a razão 
de prevalências, estabelecer conclusões 
sobre causalidade a partir de um estudo 
transversal.
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6. ESTUDOS DE COORTE
Os estudos de coorte são analíticos, individuais, 
longitudinais, observacionais e prospectivos. O mais 
importante é lembrar que são estudos prospecti-
vos. No estudo de coorte, selecionamos pacien-
tes expostos a um fator de risco e pacientes não 
expostos. Observamos esses pacientes durante 
um determinado tempo e avaliamos o surgimento 
do desfecho esperado. Sabemos a que grupo cada 
indivíduo estudado pertence. Nenhuma interven-
ção é realizada por parte dos pesquisadores. Há 
um acompanhamento temporal dos participantes. 
Partimos do fator de risco e avaliamos o surgimento 
do desfecho. Por fim, realizamos a comparação dos 
dois grupos estudados a partir de alguma análise 
estatística. Qual análise estatística? Falaremos 
em breve.
Abaixo, trazemos um exemplo bem resumido de 
um estudo de coorte:
 u Avaliamos um grupo de 2000 pacientes, sendo 
1000 fumantes e 1000 não fumantes. Acompa-
nhamos esses pacientes por 20 anos, observando 
o surgimento de câncer de pulmão. Realizamos 
análises estatísticas comparando os dois gru-
pos que nos permitem concluir que tabagismo 
eleva consideravelmente o risco de surgimento 
do câncer de pulmão.
Observe que a partir do estudo de coorte po-
demos aprender sobre a história natural das 
doenças, já que observamos a doença surgir e 
evoluir em pessoas que eram saudáveis anterior-
mente. Além disso, podemos estimar incidência, 
prognóstico, identificar fatores de risco e até de 
proteção, inclusive estudando múltiplos fatores 
de risco e desfechos de forma secundária. Aca-
ba não sendo um estudo tão bom para eventos 
raros, já que há o risco de estudarmos pessoas 
por anos e ninguém adoecer, deixando o estudo 
inconclusivo. É bom, entretanto, para doenças 
potencialmente fatais, porque, caso a doença 
tenha alta letalidade, não poderíamos selecionar 
as pessoas já doentes para inclusão no estudo, 
visto que muitas já teriam evoluído para óbito.
 u Vantagens: História natural das doenças; esta-
belece bem os fatores de risco; doenças poten-
cialmente fatais.
 u Desvantagens: Custo; duração; doenças raras.
A coorte histórica também parte do fator de risco 
para o desfecho, mas de um ponto no passado. Ex.: 
Análise de pacientes tabagistas nos anos 1980 e 
surgimento de câncer de pulmão até os anos 2000.
 DICA  Algumas fontes, e provas, chamam 
esse tipo de estudo de coorte retrospectiva. 
Acontece que a coorte retrospectiva conti-
nua sendo prospectiva, já que parte do fa-
tor de risco em direção ao desfecho. Não 
gostamos dessa nomenclatura, já que nos 
induz ao erro, mas como algumas provas o 
chamam assim você precisa se preparar. 
Lembre-se: mesmo quando a prova chamar 
a coorte histórica de retrospectiva, isso é 
apenas o nome. Continuamos consideran-
do esse estudo como sendo prospectivo.
6 .1 . RISCO RELATIVO
A principal medida de associação utilizada nos 
estudos de coorte é o risco relativo, também cha-
mada de razão de riscos ou razão de incidências. 
O risco relativo nos auxilia a responder à seguinte 
pergunta: Quantas vezes maior é a probabilidade 
de os indivíduos expostos desenvolverem a doença 
em relação aos indivíduos não expostos?
Para calcularmos o risco relativo, precisamos iden-
tificar dois pontos:
1. Qual o risco de um paciente exposto desenvolver 
a doença? Ou seja, qual a incidência da doença 
nos expostos? Chamaremos esse risco de IE.
2. Qual o risco de um paciente não exposto desen-
volver a doença? Ou seja, qual a incidência da 
doença nos não expostos? Chamaremos esse 
risco de INE.
Fórmula do Risco Relativo = IE / INE
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Estudos epidemiológicos Cap . 1
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Vamos ver um exemplo. Um estudo de coorte ava-
lia 2000 mil pacientes, 1000 fumantes e 1000 não 
fumantes. Dos 1000 fumantes, 200 desenvolveram 
câncer de pulmão.Dos 1000 não fumantes, 10 desen-
volveram câncer de pulmão. Qual o risco relativo?
 u Risco ou incidência nos expostos (IE) = 200/1000 
= 20%.
 u Risco ou incidência nos não expostos (INE) = 
10/1000 = 1%.
 u Risco relativo = 20%/1% = 20.
O que isso significa? Significa que o risco de desen-
volver câncer de pulmão, na população estudada, 
é 20 vezes maior nos pacientes expostos se com-
parados aos não expostos. Podemos concluir que 
o tabagismo aumenta em 20 vezes a chance de se 
adquirir câncer de pulmão.
E se o risco relativo for menor do que 1? Isso significa 
que a exposição reduziu o risco, não aumentou. Se 
for igual a 1, significa que a exposição não exerceu 
nenhuma influência no desfecho. Devemos sempre 
analisar o intervalo de confiança, mas aprenderemos 
a fazer essa análise no capítulo “Medicina Baseada 
em Evidências”.
Interpretamos, então, o risco relativo da seguinte 
forma:
 u Se RR = 1: ser exposto não interfere no desenvol-
vimento da doença.
 u Se RR > 1: o fator é de risco, visto que a exposi-
ção aumentou a incidência da doença.
 u Se RR < 1: o fator é de proteção, já que a exposi-
ção reduziu a incidência da doença.
7. ESTUDOS DE CASO-CONTROLE
Os estudos de caso-controle são analíticos, indivi-
duais, longitudinais, observacionais e retrospecti-
vos. O mais importante é lembrar que são estudos 
retrospectivos. No estudo de caso-controle, obser-
vamos pacientes que já desenvolveram a doença e 
pacientes que não a desenvolveram, e vasculhamos 
o passado médico do paciente para avaliar se havia 
exposição a determinado fator de risco. Percebeu 
a diferença em relação ao estudo de coorte? Na 
coorte, separamos os pacientes em dois grupos: 
um exposto ao fator de risco e outro não exposto. 
A partir desses grupos, observamos o surgimento 
da doença, ou do desfecho. No caso-controle, sepa-
ramos os pacientes em dois grupos distintos: um 
com a doença e um sem a doença. Olhamos, então, 
para o passado desses pacientes.
Na figura a seguir, trazemos uma representação das 
diferenças entre os estudos de coorte e caso-con-
trole para você nunca mais confundi-los.
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Figura 2. Coorte e caso-controle.
Coorte Caso-controle
Expostos Casos
Não expostos Controles
Não doentes Não expostos
Não doentes Não expostos
Doentes Expostos
Doentes Expostos
Passado Presente
Seleção de grupos a 
partir da exposição 
ao fator
Seleção de grupos a 
partir da exposição 
ao fator
Avaliação do fator 
de risco
Futuro
Avaliação de desfecho
Avaliação de desfecho
Seleção de casos e 
controles a partir da 
existência do desfecho
Coorte
Coorte histórica
Caso controle
Fonte: Autor.
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Os estudos de caso-controle mostram resultados 
mais rápidos, já que não precisamos esperar anos 
para vermos o surgimento da doença. Além disso, 
são muito bons para estudar doenças raras, uma 
vez que já estamos avaliando os pacientes dividi-
dos em grupos de doentes e não doentes. Há dois 
problemas: no estudo de caso-controle podemos 
apenas estimar o risco, e não o determinar, como 
na coorte; além disso, a memória dos pacientes e 
a clareza e completude dos registros médicos são 
essenciais para avaliarmos o passado médico e a 
presença prévia dos fatores de risco.
 u Vantagens: Fácil execução; custo; doenças raras.
 u Desvantagens: Documentação; vieses de memó-
ria e de seleção.
Abaixo, trazemos um exemplo bem resumido de 
um estudo de caso-controle:
 u Avaliamos um grupo de 2000 pacientes, sendo 
1000 pacientes com câncer de pulmão e 1000 
sem a doença. Observamos os seus registros 
médicos e submetemos os pacientes a entrevis-
tas para investigarmos a presença de tabagismo 
nos últimos 20 anos. Realizamos análises esta-
tísticas comparando os dois grupos (doentes e 
não doentes) que nos permitem estimar o quanto 
a exposição ao tabagismo é capaz de aumentar 
o risco de adoecimento por câncer de pulmão.
Esse tipo de estudo também é analítico, visto que 
analisa se há correlação com um fator de risco 
provável. Diferentemente da coorte, que determi-
na o risco, o caso-controle é capaz apenas de o 
estimar através da sua medida de associação, 
o Odds-ratio.
7 .1 . ODDS-RATIO
A medida de associação do estudo de caso-con-
trole é o odds-ratio, razão de chances ou razão de 
possibilidades. O conceito por trás do odds-ratio é 
semelhante ao do risco relativo: ele informa quantas 
vezes a mais – ou a menos – um evento ocorre em 
um grupo em relação a outro. Serve, entretanto, 
apenas para estimar o risco, não sendo capaz de 
o determinar.
Como calculamos o odds-ratio? Precisamos montar 
uma tabela com os pacientes expostos, não expos-
tos, doentes e não doentes.
Tabela 2. Calculando o Odds Ratio.
Ocorrência do 
desfecho Sem desfecho
Com exposição A B
Sem exposição C D
Fonte: Gordis.6
Qual a nossa hipótese inicial? Acreditamos que a 
exposição está ligada ao desfecho. Então, quais 
desses pacientes vão a favor da nossa hipótese? 
Os pacientes A e D. Por quê? O paciente A tem 
exposição e tem desfecho, mostrando que há asso-
ciação entre os dois. O paciente D, como não tem 
exposição, também não tem desfecho, mais uma 
vez comprovando a nossa hipótese. Os pacientes 
B e C, por outro lado, são aqueles que vão contra a 
hipótese. O paciente B tem a exposição, mas não 
tem o desfecho, e o paciente C tem o desfecho sem 
nunca ter tido exposição. Ou seja, os pacientes A e 
D corroboram a favor da relação entre exposição e 
desfecho e os pacientes B e C contra.
O odds-ratio é exatamente a relação dos pacientes 
A e D sobre os pacientes B e C.
ODDS-RATIO = AxD/BxC = AD/BC
Como podemos nos lembrar dessa fórmula? Existe 
a famosa dica do “peixinho”. Basta desenhar um 
peixe sobre a tabela que a fórmula vai “aparecer”.
Tabela 3. Calculando o Odds-Ratio.
Ocorrência 
do desfecho
Sem 
desfecho
Com exposição A B
Sem exposição C D
Fonte: Gordis.6
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 DICA  O odds-ratio não é exclusivo dos 
estudos de caso-controle. Não é porque 
a questão lhe mostrou um odds-ratio que 
necessariamente a resposta tem que ser 
caso-controle. Procure sempre as carac-
terísticas do estudo.
Entender as diferenças entre estudos retrospectivos 
e prospectivos é de fundamental importância para 
distinguir uma coorte de um caso-controle.
8. ENSAIO CLÍNICO
O ensaio clínico é um estudo individual, analítico, 
longitudinal e de intervenção. O mais importante 
é o fato de ser um estudo de intervenção. O ensaio 
clínico é praticamente o único estudo de interven-
ção que cai na sua prova. Que tipo de intervenção é 
essa? Pode ser a introdução de um medicamento, a 
orientação acerca de um hábito de vida ou até um 
procedimento cirúrgico.
É muito importante entender que o pesquisador 
deve estar realizando a intervenção. Há estudos de 
coorte que comparam pacientes que fizeram uso 
do medicamento A e do medicamento B, porém 
não são os pesquisadores do estudo que realizam a 
introdução ou o teste do medicamento. Certifique-se 
de que é o estudo que está realizando a interven-
ção, e não apenas observando e comparando duas 
condutas distintas.
Aqui está um exemplo de ensaio clínico:
 u 2000 pacientes idosos são selecionados para 
observar o uso da aspirina como prevenção pri-
mária de eventos cardiovasculares, como IAM 
e AVC. 1000 recebem aspirina e 1000 não rece-
bem. Após 10 anos, observa-se que não houve 
diferença relevante entre os grupos no que diz 
respeito a mortalidade, IAM ou AVC, mas que 
houve maior número de neoplasias nos pacien-
tes que fizeram uso da aspirina.
Perceba que o estudo deu aspirina para um gru-
po de pacientes. Não houve simplesmente uma 
observação de pacientes que já faziam uso.
 BASES DA MEDICINA
FASES DOS ENSAIOS CLÍNICOS
Inicialmente,ocorrem testes in vitro ou em animais para 
avaliar a segurança do medicamento. Essas fases são 
pré-clínicas. Se houver segurança, partimos para as 
fases clínicas.
Fase I: Envolve um pequeno número de pacientes apenas 
para verificar a segurança da substância para uso em 
seres vivos. Observa-se a tolerância da droga, assim como 
seus efeitos colaterais e reações adversas. Geralmente, 
os indivíduos são pacientes saudáveis.
Fase II: Envolve um pequeno número de pacientes, porém 
geralmente portadores da doença estudada. Tem como 
objetivo analisar a relação dose-efeito da droga.
Fase III: Avaliação em larga escala, confirmando a efi-
cácia do tratamento e comparando a grupos controle. 
Nessa fase, pretende-se fornecer evidências definitivas 
que corroborem a favor da comercialização do fármaco.
É após a fase III dos ensaios clínicos que sabemos se 
uma intervenção realmente funciona. Com a pandemia da 
covid-19, ouvimos muito falar sobre a eficácia das vacinas 
e de alguns medicamentos (geralmente ineficácia dos 
medicamentos). O objetivo da fase III é comprovar se a 
intervenção, que já sabemos ser segura, é realmente eficaz.
Fase IV: Medicamento já está à venda. É a hora de ver 
se ele realmente funciona no “mundo real”, fora das 
condições controladas de um estudo. Em médio e longo 
prazos, podem surgir complicações ou efeitos colaterais 
tardios não relatados inicialmente.
 u Efeito Hawthorne: Esse efeito, comum em ensaios 
clínicos, por vezes é cobrado em provas. Trata-se 
de um efeito que pode afetar muitos indivíduos 
submetidos a ensaios clínicos. Imagine que você 
sabe que terá seu exame de sangue colhido toda 
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segunda-feira. Você iria tomar aquela cerveja no 
churrasco do domingo? Provavelmente não. Pois 
bem, esse é o efeito Hawthorne. Esse efeito diz 
respeito à tendência de os indivíduos mudarem 
seu comportamento simplesmente por serem 
alvo de interesse e atenção. Acontece que tanto 
o grupo controle quanto o grupo de intervenção 
apresentam esse efeito, geralmente não sendo 
relevante ao final do estudo.
8 .1 . MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO 
DOS ENSAIOS CLÍNICOS
8 .1 .1 . Redução do Risco Relativo (RRR)
Risco é a probabilidade de ocorrência de certo des-
fecho. Risco relativo indica quantas vezes maior é a 
chance de indivíduos expostos a um determinado 
fator desenvolverem um desfecho se comparados 
com indivíduos não expostos. Em um ensaio clínico, 
o fator avaliado é a intervenção.
 u Exemplo: Estudo avalia a eficácia de uma vacina 
para covid-19. 1000 pacientes recebem a vacina e 
1000 pacientes recebem placebo. Após 4 meses 
de acompanhamento, 20 pacientes do grupo in-
tervenção (vacinados de fato) receberam o diag-
nóstico de covid-19 (2%), enquanto 50 pacientes 
do grupo controle (placebo) foram diagnostica-
dos (5%). Qual o risco relativo? A incidência nos 
expostos foi de 2%, enquanto a incidência nos 
não expostos foi de 5%. Risco relativo = 2%/5% = 
0.4. A vacina, portanto, agiu como fator protetor.
 W Redução do Risco Relativo = 1 – Risco Relativo
Voltando ao exemplo: RRR = 1 – 0,4 = 0.6. A re-
dução do risco relativo, nesse caso, foi de 60%. 
Isso quer dizer que, ao tomar a vacina, um in-
divíduo reduz em 60% sua chance de adoecer. 
Isso não quer dizer que há 40% de chance de 
adoecer. Isso quer dizer que houve uma queda 
de 5% para 2% de chance de adoecimento após 
a vacinação, correspondendo a uma redução de 
60% nesse risco.
 DICA  A eficácia de um tratamento ou de 
uma medida de prevenção corresponde à 
sua redução do risco relativo.
8 .1 .2 . Número Necessário ao Tratamento (NNT)
A grande medida de associação do ensaio clínico 
é o número necessário ao tratamento. Ele nos diz 
o número médio de pacientes que precisam rece-
ber uma intervenção específica para que ocorra 
o efeito desejado em um paciente a mais do que 
o número que ocorreria no grupo controle. Como 
assim? Vamos imaginar que você deu placebo para 
10 pacientes e 1 melhorou. Sua taxa de sucesso é 
1/10 com o placebo. Com o medicamento que está 
sendo testado, entretanto, a cada 10 pacientes 2 
apresentaram melhora. Sua taxa de sucesso é 2/10 
com o medicamento. Assim, a cada 10 pacientes 
tratados, você imagina que 1 obteve melhora pelo 
simples efeito placebo, enquanto 1 realmente se 
beneficiou do uso do medicamento novo. Você 
precisa, portanto, tratar 10 pacientes para que 1 
se beneficie por conta da intervenção. O seu NNT, 
nesse caso, é 10. A conta, infelizmente, nem sempre 
é tão simples.
Para calcular o NNT, é preciso que você saiba uma 
outra medida muito simples: A Redução do Risco 
Absoluto.
a) Redução do Risco Absoluto (RRA ou RAR) = Risco 
nos expostos – risco nos não expostos.
É a diferença bruta e simples.
Por exemplo: 1000 pessoas são tratadas com o 
medicamento A e 500 melhoram. 1000 pessoas 
não são tratadas com nenhum medicamento (N) e 
200 melhoram. Qual a RRA?
 u A = 500/1000 = 50%
 u N = 200/1000 = 20%
 u RRA = 50% – 20% = 30%
Exatamente, é simples assim.
Voltando ao NNT. Calculamos o NNT a partir do 
RRA da seguinte forma:
b) NNT = 1/RRA
No exemplo trazido anteriormente, teríamos que o 
NNT = 1/30% = 1/0.3 = 3.33
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Conclusão: a cada 3.33 pessoas tratadas pelo medi-
camento A teríamos uma pessoa curada por conta 
do medicamento.
Portanto, quanto menor o NNT, melhor é a inter-
venção.
Algumas intervenções, entretanto, podem causar 
dano. Se o grupo de intervenção obtiver menos 
sucesso do que o grupo controle, ou placebo, sua 
Redução do Risco Absoluto será negativa. Quando 
isso acontecer você deve saber que estará diante 
de um cálculo de Número Necessário para causar 
Dano (NNH ou NND). Sua Redução do Risco Abso-
luto não será mais o risco nos expostos – risco 
nos não expostos, visto que aqueles recebendo 
placebo tiveram maior proporção de desfechos 
esperados. Você terá que inverter o cálculo para 
deixar de lidar com números negativos, passando 
a conta a ser a seguinte: risco nos não expostos – 
risco nos expostos.
Assim, seu NNH = 1 / risco nos não expostos – risco 
nos expostos
Lembrando que expostos são aqueles recebendo 
a intervenção (medicamento, tratamento, vacina, 
orientação, cirurgia etc.) e o risco diz respeito ao 
desfecho esperado (cura, imunidade, melhora sin-
tomática, adesão ao tratamento).
Há, entretanto, quem calcule a RRA de forma dife-
rente. Podemos avaliar a ocorrência de desfechos 
favoráveis, como descrito acima, ou o quanto tive-
mos de redução no risco de ocorrência de algum 
desfecho desfavorável, como óbito, sequela ou 
simplesmente manutenção da doença. Por isso, 
em algumas fontes, você verá esse cálculo sendo 
apresentado como o risco do desfecho desfavorável 
no grupo controle – risco no grupo intervenção. No 
exemplo que demos anteriormente, por exemplo, 
teríamos:
 u Risco de manutenção da doença no grupo con-
trole (N) = 80%
 u Risco de manutenção da doença no grupo inter-
venção (A) = 50%
 u Redução do Risco Absoluto = 80%-50% = 30%
Percebeu como acaba nos guiando ao mesmo 
valor? Por isso, o mais importante é compreender 
o que você está querendo avaliar, já que a fórmula 
é bastante simples.
 DICA  Quanto menor o NNT, melhor.
Não fuja das questões sobre NNT. Só res-
pondendo essas questões e vendo como as 
situações mudam a depender do desfecho 
avaliado você vai se preparar para todas as 
possibilidades.
9. OUTRAS MEDIDAS DE 
ASSOCIAÇÃO
 u Risco Atribuível ao Fator = Risco nos expostos – 
risco nos não expostos.
Muito parecido com a redução do risco absoluto, 
porém aplicável a estudos observacionais. Podemos 
saber exatamente qual a importância que aquele 
fator de risco tem para a ocorrência do desfecho.
10. ERROS E VIESES
 BASES DA MEDICINA
Existem erros aleatórios e erros sistemáticos (vieses).
Erros aleatórios são aqueles de precisão. Eles não podemser eliminados ou corrigidos, apenas reduzidos. Se jogar-
mos uma moeda para cima, esperamos que ela caia 50% 
das vezes em cara e 50% em coroa. Se jogarmos apenas 
10 vezes, porém, pode acontecer de cair 80% em cara. 
Isso se deve ao erro aleatório. Se jogarmos 1000 vezes, 
provavelmente a proporção observada seja mais próxima 
dos 50% que esperamos. Uma forma de minimizar o erro 
aleatório, portanto, é aumentar a população estudada, ou 
o “n” do estudo.
O erro sistemático é a parcela “previsível” do erro. 
São os erros que decorrem de algum problema na 
metodologia. São chamados vieses. Os principais 
vieses são:
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 u Viés de seleção: viés decorrente dos procedimen-
tos utilizados para selecionar os participantes 
do estudo. Queremos, por exemplo, comparar 
dois grupos. Se escolhermos grupos muito dife-
rentes, caso o estudo mostre alguma diferença 
no desfecho, não poderemos afirmar que essa 
diferença se deu por conta do fator de risco ana-
lisado. Pode ter sido, simplesmente, porque um 
grupo tinha muito mais pessoas de uma deter-
minada faixa etária, ou expostos a um fator de 
confusão, do que o outro.
 u Viés de informação: viés decorrente de erros na 
coleta de informações dos participantes. Lembra 
que nos estudos de caso-controle, por exemplo, 
precisamos analisar o passado médico do pa-
ciente à procura da presença de fatores de risco? 
Muitas vezes os pacientes doentes têm melhor 
memória que os saudáveis sobre eventos e ex-
periências relacionados com a exposição (viés 
de recordação), ou os pesquisadores apresentam 
uma tendência a uma investigação mais detalha-
da do desfecho em pacientes expostos ao fator 
de risco (viés de verificação).
 u Viés de publicação: viés decorrente da preferên-
cia pela publicação de estudos que detectam as-
sociações em oposição aos que não detectam. 
Construímos nossas “verdades” em medicina 
a partir dos estudos publicados. Comparamos 
esses estudos para termos os melhores graus 
de recomendação. Acontece que indústrias far-
macêuticas e pesquisadores muitas vezes dei-
xam de publicar seus estudos caso eles sejam 
inconclusivos. Assim, se um estudo concluiu que 
o medicamento A realmente serve para a doença 
X e outro concluiu que simplesmente não faz di-
ferença tomar ou não o medicamento, o primeiro 
estudo acaba sendo publicado e o segundo não.
 u Fator de confusão: fatores que não são objetos 
dos estudos, mas que podem exercer influência 
sobre os fatores ou desfechos avaliados.
11. ESTRATÉGIAS PARA 
REDUZIR VIESES
11 .1 . CEGAMENTO
Em ensaios clínicos, muitas vezes o efeito placebo 
está presente. Indivíduos relatam melhora nos sin-
tomas ou apresentam evolução favorável simples-
mente por acreditarem que estão sendo tratados. 
Por isso, é importante que os participantes não 
saibam se fazem parte do grupo de intervenção 
ou do grupo controle, para que esse efeito esteja 
presente nos dois grupos e isso não torne a amostra 
enviesada.
Há estudos em que o cegamento é impossível, 
como aqueles que comparam a eficácia de uma 
intervenção cirúrgica com o tratamento clínico. 
Quando possível, podemos classificar os estudos 
a partir do grau de cegamento empregado.
11 .1 .1 . Simples-cego
Nesses estudos, o paciente não sabe de que grupo 
ele faz parte.
11 .1 .2 . Duplo-cego
Além do paciente, o avaliador também não sabe, 
evitando que seu julgamento interfira no estudo.
11 .1 .3 . Triplo-cego
Os outros profissionais envolvidos, como aqueles 
que analisam exames de imagem, também não 
sabem a que grupo cada paciente pertence.
11 .2 . ALEATORIZAÇÃO
Os pacientes são alocados em diferentes grupos de 
forma aleatória. Isso evita que o pesquisador “crie” 
grupos controle e de intervenção distintos.
11 .3 . PAREAMENTO
Trata-se de uma forma de distribuir variáveis entre 
os grupos, “forçando” os grupos a serem parecidos 
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no que diz respeito à idade, ao sexo ou a qualquer 
outra variável. Para realizar o pareamento, devemos 
escolher variáveis que possam exercer alguma 
influência no resultado. Após o pareamento, essas 
variáveis não poderão fazer parte da comparação 
entre os grupos.
12. RESUMÃO DOS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS
Tabela 4. Principais desenhos de estudo.
Desenho de 
Estudo Características Medida de Associação Observações
Ecológico Agregado, Observacional, Transversal • Avaliação de Frequências
• Não estabelecem causa-
lidade
• Falácia ecológica
Coorte Individual, Observacional, Longitudinal, Prospectivo, Analítico • Risco Relativo
• Determina risco
• Coorte histórica
Caso-controle Individual, Observacional, Longitudinal, Retrospectivo, Analítico • Odds-ratio
• Apenas estima risco
• Odds-ratio pode estar pre-
sente em outros estudos
Ensaio Clínico Individual, Intervenção, Longitudinal, Analítico
• Redução do Risco Relativo 
(Eficácia)
• Número Necessário ao Tra-
tamento
• Cuidado com o Número Ne-
cessário ao Dano
Fonte: O autor.
Tabela 5. Diferenças entre caso-controle e coorte.
Estudo Caso-Controle Estudo de Coorte
Baixo custo Custo alto
Curto intervalo de tempo Longo intervalo de tempo
Um desfecho: múltiplos fatores de risco Um fator de risco: vários desfechos
Divide os grupos segundo o desfecho Divide os grupos segundo a exposição
Fonte: O autor.
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Mapa mental. Estudos epidemiológicos
Estudos epidemiológicos
Características
Distribuição dos indivíduos
Papel do pesquisador
Direcionamento de variáveis
Objetivo do estudo
Análise temporal
Individual
Observacional
Prospectivo
Agregado
Intervenção
Retrospectivo
Descritivo
Transversal
Analítico
Longitudinal
Desenho do estudo
Relatos/séries de caso
Ecológico
Coorte
Caso-controle
Ensaio clínico
continua…
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Mapa mental. Estudos epidemiológicos (continuação)
Variáveis
Independente
Dependente
Estratégias
Cegamento
Aleatorização
Pareamento
Erros e vieses
Falácia ecológica Razão de prevalências
Viés de seleção Risco relativo
Viés de informação Odds ratio
Viés de publicação Redução do risco relativo
Fator de confusão Redução do risco absoluto
Número necessário 
ao tratamento
Medidas de 
associação
…continuação
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REFERÊNCIAS
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miologia e estatística para a leitura de ensaios clínicos 
controlados. Rev Bras Psiquiatr. 2005; 27(2): 146-51.
2. Aragão J. Introdução aos estudos quantitativos utilizados 
em pesquisas científicas. Rev práxis. 2013; 3(6): 59-62.
3. Rouquayrol MZ, Almeida Filho N. Epidemiologia e saúde. 
6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2006.
4. Szumilas M. Explicando razões de chances. J Acad Can 
Psiq Infan Adol. 2010; 19(3): 227.
5. Bedaque HP, Bezerra ELM. Descomplicando MBE: uma 
abordagem prática da medicina Baseada em evidências. 
Natal: Editora Caule de Papiro; 2018.
6. Gordis L. Epidemiology. 5th ed. Baltimore: Elsevier; 2014.
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QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(UNESP – SP – 2019) Um estudo conduzido pelo Corpo 
de Bombeiros no Estado de São Paulo mostrou que 
nas cidades com maior concentração de casas com 
piscinas, também era maior a ocorrência de afoga-
mentos. Outros estudos realizados posteriormen-
te, observacionais e de base individual, mostraram 
que nas cidades com maior concentração de casas 
com piscinas, a maior incidência de afogamentos 
ocorreu em rios ou mar. É provável que no primeiro 
estudo tenha ocorrido:
	⮦ faláciaecológica.
	⮧ viés de seleção.
	⮨ viés de informação.
	⮩ viés de confundimento.
Questão 2
(PSU – MG – 2020) O número de pacientes que necessi-
tam de tratamento (NNT) para se evitar um evento 
adverso é uma das maneiras de se expressar os 
resultados de ensaios clínicos. Considerando que 
a taxa de mortalidade em um grupo não tratado é 
de 17% e a taxa de mortalidade no grupo tratado é 
de 12%, o NNT para prevenir uma morte é de:
	⮦ 5.
	⮧ 20.
	⮨ 29.
	⮩ 14.
	⮪ 2.
Questão 3
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO – SP – 2021) Algumas 
publicações “pre-print” iniciais sugeriam um efeito 
da hidroxicloroquina na redução da mortalidade pela 
covid-19 em pacientes internados, porém alguns 
desses estudos apresentavam diferentes vieses. 
Três deles foram: 1) Os pacientes não foram alea-
torizados em grupo intervenção e controle; 2) A 
utilização concomitante de antivirais e a idade dos 
pacientes não foram controladas na análise de efei-
to do medicamento; e 3) Os exames diagnósticos 
para selecionar os casos foram diferentes entre os 
sujeitos investigados. Qual alternativa categoriza, 
respectivamente, os três vieses acima identificados?
	⮦ 1) Viés de seleção; 2) Viés de confusão; 3) Viés 
de informação ou aferição.
	⮧ 1) Viés de informação ou aferição; 2) Viés de 
acompanhamento; 3) Viés de desenho.
	⮨ 1) Viés de informação ou aferição; 2) Viés de 
similaridade; 3) Viés de seleção.
	⮩ 1) Viés de confusão; 2) Viés de informação ou 
aferição; 3) Viés de seleção.
Questão 4
(SANTA CASA DE MISERICORDIA DE SÃO PAULO – SP – 2021) Em 
31 dezembro de 2019, Peng Yinhyua e outros médi-
cos de Wuhan reportaram ao governo chinês e à Or-
ganização Mundial de Saúde (OMS) sobre uma nova 
pneumonia e, em janeiro de 2020, foi identificado o 
genoma do então chamado 2019-nCoV. Em janeiro, 
um grupo de médicos fez um trabalho para verifi-
car a frequência do novo vírus em pacientes com 
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e sem pneumonia no hospital municipal de Wuhan. 
Quanto a esse tema, assinale a alternativa correta.
	⮦ A medida de associação desse estudo é a pre-
valência.
	⮧ Para obter a medida de frequência nesse caso, 
o estudo com mais custo-efetividade é a coor-
te hospitalar.
	⮨ Um estudo transversal não é capaz de responder 
adequadamente à pergunta proposta.
	⮩ Trata-se de um estudo que demanda um longo 
período de observação.
	⮪ Esse estudo é limitado por não comprovar a 
causalidade.
Questão 5
(UNIFESP – SP – 2020) Pesquisadores brasileiros identifi-
caram a infecção pelo vírus Zika durante a gestação 
como um fator de risco importante para microcefa-
lia em recém-nascidos. Eles deram seguimento ao 
estudo avaliando o prognóstico dos recém-nascidos 
com microcefalia segundo a gravidade do quadro 
clínico. Tal seguimento caracteriza um tipo de estudo 
epidemiológico que tem como características ser:
	⮦ individual, observacional, prospectivo e analítico.
	⮧ individual, não experimental, retrospectivo e 
descritivo.
	⮨ individual, experimental, prospectivo e analítico.
	⮩ agregado, experimental, retrospectivo e des-
critivo.
	⮪ agregado, observacional, prospectivo e descritivo.
Questão 6
(SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO – SP – 2021) 
Para determinar a eficácia de uma vacina, 30.000 
voluntários foram randomizados em dois grupos, 
em que 20.000 pacientes receberam a vacina e 
10.000 receberam um placebo. Após a abertura do 
estudo, dos cem infectados, apenas 20% tomaram 
a vacina. Com base nessa situação hipotética, as-
sinale a alternativa que apresenta o valor correto 
da eficácia da vacina.
	⮦ 70%.
	⮧ 80%.
	⮨ 87,50%.
	⮩ 90%.
	⮪ 97,50%.
Questão 7
(PSU – MG – 2020) Em 2015 iniciou-se uma pesquisa 
com o objetivo de estudar a sobrevida de pacientes 
com carcinomas de mama diagnosticados em um 
hospital local, segundo o tipo de tratamento rece-
bido, no período compreendido entre 2010 e 2014. 
O delineamento ADEQUADO desse estudo:
	⮦ Casos e controle.
	⮧ Coorte.
	⮨ Ensaio Clínico.
	⮩ Série de casos.
Questão 8
(SANTA CASA – SP – 2019) Em uma população de qui-
nhentos indivíduos, duzentos tabagistas e trezentos 
não tabagistas, seguidos por vinte anos, foram ob-
servados os seguintes resultados: trinta indivíduos 
tabagistas desenvolveram neoplasia de pulmão e 
vinte indivíduos não tabagistas também desenvol-
veram a doença. Com base nesse caso hipotético, 
assinale a alternativa que apresenta o valor da me-
dida de associação mais apropriada para o estudo.
	⮦ I= 0,06
	⮧ RR 2,25
	⮨ OR 2,25
	⮩ OR – 0,01
	⮪ P 0,1
Questão 9
(FMABC – SP – 2019) O estudo intitulado “Coffee con-
sumption and incidence of lung cancer in the NIH-
-AARP Diet and HealthStudy”, publicado na revista 
International Journal of Epidemiology no ano de 
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Estudos epidemiológicos Epidemiologia
48
2016, identificou que o consumo de café foi positi-
vamente associado ao câncer de pulmão, embora a 
associação tenha sido substancialmente atenuada 
após ajuste para o hábito de fumar. A partir desse 
resultado, pode-se inferir que o hábito de fumar é 
considerado como:
	⮦ Fator de confusão.
	⮧ Erro aleatório.
	⮨ Erro sistemático.
	⮩ Viés de seleção.
Questão 10
(SANTA CASA DE MISERICORDIA DE SÃO PAULO – SP – 2021) Na 
maternidade de um hospital terciário, para verificar 
se o uso de um medicamento estaria relacionado 
com a malformação fetal, foram avaliadas todas as 
gestantes que entraram em trabalho de parto en-
tre 15 de janeiro de 2018 e 20 dezembro de 2020. 
Foram levantados os prontuários das pacientes e 
foi aplicado a elas um questionário acerca do uso 
da medicação durante a gestação. No final do pe-
ríodo, foram analisadas 4.137 pacientes, das quais 
mil trezentas e setenta e quatro utilizaram a medi-
cação. Das trezentas e cinquenta e sete cujos fetos 
apresentaram algum tipo de malformação, 70% uti-
lizaram o medicamento estudado. Com base nesse 
caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta 
o tipo de estudo descrito.
	⮦ Caso-controle.
	⮧ Coorte retrospectiva.
	⮨ Ensaio clínico.
	⮩ Coorte prospectiva.
	⮪ Transversal.
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Estudos epidemiológicos Cap . 1
49
GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade: 
Comentário: Esse é um estudo agregado, sem inter-
venção do pesquisador e transversal. Trata-se de 
um estudo ecológico. De um lado, sabemos que 
na cidade há muitas piscinas. De outro, sabemos 
que há muitos afogamentos. Podemos inferir que 
maior número de piscinas é fator de risco para afo-
gamento? Não! Nem sabemos se os afogamentos 
estão acontecendo nas piscinas. Não sabemos se 
as pessoas que estão se afogando são aquelas que 
têm piscinas. Qualquer conclusão acerca dos indiví-
duos em um estudo agregado é um erro, chamado 
falácia ecológica. Sabemos que em nenhum lugar 
da questão temos a afirmação de que houve essa 
conclusão precipitada por parte do primeiro estu-
do. Lembre-se sempre: não brigue com a questão. 
Se a pergunta não está perfeita, escolha a melhor 
entre as respostas.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 2 dificuldade:  
Comentário: Calculamos o NNT da seguinte forma: 
1/Redução Absoluta do Risco (RAR).
Calculamos o RAR da seguinte forma: Risco no 
grupo controle – Risco no grupo intervenção.
Nesse caso, 17% – 12%, ou 0,17 – 0,12.
RAR = 0,05.
NNT = 1/0,05 = 20
 ✔ resposta: ⮧
Questão 3 dificuldade:  
Comentário: Essa questão, na verdade, é fácil, mas 
trata-se de um tema muitas vezes negligenciado 
pelos alunos. Vamos ver o que está acontecendo 
em cada uma das situações descritas:
1. Os grupos não foram muito bem selecionados, já 
que estamos testando o efeito de um medicamento 
mas não houve aleatorização em grupos de interven-
ção e controle. Se o problema está na seleção dos 
indivíduos, estamos diante de um viés de seleção.
2. Para sabermos se esse medicamento tem efeito 
ou não, precisamos “tirar do caminho” outros fato-
res que possamconfundir os resultados. Se os 
indivíduos estão usando outros medicamentos, ou 
se não controlamos direito a idade dos pacientes, 
ou seja, permitimos que os grupos fossem muito 
diferentes quanto à idade, então temos alguns 
fatores de confusão nessa análise. Assim, o viés 
é de confusão.
3. Por fim, utilizamos exames diagnósticos distintos 
para analisar os pacientes. A forma de aferir os 
participantes torna-se um problema, já que não é 
uniforme. Temos, portanto, o viés de aferição, que 
é um tipo de viés de informação.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 4 dificuldade: 
Comentário: Trata-se de uma questão de estudos 
epidemiológicos. Sempre devemos seguir o passo 
a passo para responder esse tipo de questão. Pri-
meiro, entender o estudo. Basicamente, estamos 
querendo saber qual a porcentagem de pessoas 
com o vírus da covid-19 entre aquelas com pneu-
monia e entre aquelas sem pneumonia em um hos-
pital de Wuhan. Depois, precisamos verificar qual a 
variável independente e qual a dependente. Neste 
caso, não temos como saber, já que as duas variá-
veis (pneumonia e presença do vírus) estão sendo 
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Estudos epidemiológicos Epidemiologia
50
analisadas ao mesmo tempo. Por isso, não temos 
como saber qual variável veio antes. Por fim, deve-
mos observar as características do estudo. Temos 
um estudo transversal, individual, que se propõe a 
estabelecer associação entre variáveis enquanto 
compara grupos, portanto, provavelmente analítico.
Alternativa A: INCORRETA. Prevalência é uma medida 
de ocorrência, assim como incidência. A medida de 
associação que pode ser utilizada em um estudo é 
a razão de prevalências.
Alternativa B: INCORRETA. O estudo em questão é 
transversal, e a coorte é longitudinal. Mesmo assim, 
se fôssemos escolher um estudo mais custo-efeti-
vo, a coorte não seria o estudo escolhido, já que se 
trata de um estudo mais longo e caro, geralmente.
Alternativa C: INCORRETA. Como só queremos saber 
a frequência do vírus, e não necessariamente esta-
belecer causalidade, poderíamos usar um estudo 
transversal sim.
Alternativa D: INCORRETA. O enunciado apresenta 
um estudo transversal, que não requer um longo 
período de observação.
Alternativa E: CORRETA. Estudos transversais não 
são capazes de estabelecer causalidade.
 ✔ resposta: ⮪
Questão 5 dificuldade:  
Comentário: O primeiro passo é identificar qual a va-
riável dependente e qual a variável independente. 
Muitos podem pensar que a variável independen-
te, ou o fator de risco, é a infecção pelo vírus Zika 
durante a gestação e que a variável dependente é 
a microcefalia no recém-nascido. Olhe com mais 
atenção. Os pesquisadores deram seguimento ao 
estudo, relacionando gravidade da microcefalia ao 
prognóstico. Nesse caso, temos que a microcefalia 
é a variável independente e o prognóstico desses 
recém-nascidos é a variável dependente. Vamos 
às características? Os pesquisadores sabiam qual 
era a gravidade do quadro de cada um dos recém-
-nascidos estudados. Sabiam, portanto, quem tinha 
o quê (Individual). Não realizaram nenhum tipo de 
intervenção, atendo-se apenas a observar o que 
ocorreria com cada recém-nascido (Observacional). 
Trata-se de um estudo para avaliar prognóstico. Ou 
seja, observarão quais os possíveis desfechos para 
cada gravidade do quadro de microcefalia. A mi-
crocefalia é o fator de risco e o prognóstico o des-
fecho a ser avaliado (Prospectivo). Não podemos 
garantir que se trate de um estudo analítico, visto 
que isso não foi descrito no enunciado. Mesmo as-
sim, tudo indica que a questão esteja retratando um 
estudo de coorte, que é, sim, um estudo analítico. 
De qualquer forma, apenas uma alternativa traz as 
seguintes características: individual, observacional 
e prospectivo.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 6 dificuldade:  
Comentário: A eficácia de uma vacina ou de um me-
dicamento em um ensaio clínico é adquirida pela 
Redução do Risco Relativo (RRR), que é igual a 1 – 
RR (Risco Relativo). Temos que calcular, portanto, 
o Risco Relativo.
RR = Incidência nos expostos / Incidência nos não 
expostos.
Neste caso, a incidência nos expostos à vacina foi 
de 20/20000 = 0,1%.
A incidência nos não expostos foi de 80/10000 = 
0,8%.
RR = 0,1% / 0,8% = 0,125 = 12,5%.
RRR = 1-0,125 = 0,875 = 87,5%.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 7 dificuldade: 
Comentário: Primeiro, vamos entender o que o estu-
do está fazendo. Pacientes com câncer de mama 
receberam tratamentos distintos entre 2010 e 2014. 
O estudo ainda não havia acontecido nesse mo-
mento. Em 2015, vão começar a acompanhar esses 
pacientes para analisar a sobrevida e poder com-
parar os tratamentos, para saber qual tem melhor 
desfecho. Primeiro: o tratamento não foi dado pelo 
pesquisador. A pesquisa começa depois que o tra-
tamento já foi instituído. O que queremos saber é: 
algum deles é superior no que diz respeito à sobre-
vida? O tratamento serve de variável independen-
te, como se fosse um “fator de risco”, enquanto a 
sobrevida é a variável dependente, ou o desfecho. 
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Estudos epidemiológicos Cap . 1
51
Não há, portanto, intervenção. É um estudo ob-
servacional (esta provavelmente é a maior dúvida 
nesta questão; não é um ensaio clínico). Vamos 
partir do tratamento prévio (fator de risco) para a 
sobrevida (desfecho), sendo, portanto, um estudo 
prospectivo. Não é caso-controle. Ao final, vamos 
comparar os desfechos, realizando uma análise de 
qual tratamento leva à maior sobrevida. Já que é 
analítico, não é uma série de casos. Qual estudo é 
observacional, analítico, longitudinal e prospectivo?
 ✔ resposta: ⮧
Questão 8 dificuldade:  
Comentário: Primeiro, qual o desenho do estudo? Os 
pacientes foram seguidos por 20 anos. Longitudi-
nal. Partiram do tabagismo (risco) para o câncer 
de pulmão (desfecho). Prospectivo. Não há inter-
venção do pesquisador. Observacional. Até agora, 
tudo nos faz pensar em coorte. A questão solicita 
o valor da medida de associação. Qual a medida 
de associação para estudos de coorte? É o Risco 
Relativo. Só com isso, já sabemos que a resposta 
certa é a letra B. Mesmo assim, vamos calcular?
Tabagistas: 200. Desses, 30 desenvolveram câncer. 
Incidência do câncer em tabagistas = 15%.
Não tabagistas: 300. Desses, 20 desenvolveram 
câncer. Incidência nos não tabagistas = 6,67%.
Incidência dos expostos/incidência dos não expos-
tos = 15/6,67 = 2,25.
RR = 2,25
 ✔ resposta: ⮧
Questão 9 dificuldade: 
Comentário: Qual o problema nesse estudo? Encon-
trou-se associação entre beber café e câncer de 
pulmão. Acontece que o hábito de fumar está asso-
ciado ao consumo de café e ao câncer de pulmão, 
assim, influencia tanto a exposição quanto o desfe-
cho estudados. Ou seja, o cigarro está confundindo 
nossa interpretação. Será que o café é realmente 
um fator de risco para o câncer de pulmão? Será 
que, em vez disso, o café simplesmente se associa 
ao hábito de fumar e é o cigarro o verdadeiro fator 
de risco? Podemos perceber como o tabagismo 
é uma variável que confunde nossa análise. Um 
fator de confusão é exatamente isto: uma terceira 
variável, que não faz parte da nossa análise direta, 
associada tanto à variável independente (fator de 
risco) quanto à dependente (desfecho).
 ✔ resposta: ⮦
Questão 10 dificuldade:  
Comentário: Em primeiro lugar, vamos evitar falar em 
coorte retrospectiva. Devemos chamar tal desenho 
de estudo de coorte histórica, visto que as coortes 
são sempre prospectivas. Acontece que algumas 
provas insistem em usar o termo, então você deve 
conhecê-lo. Vamos avaliar este enunciado com o 
passo a passo para toda questão de estudos epide-
miológicos. Em primeiro lugar, temos que entender 
o estudo. Dividiram gestantes em dois grupos: aque-
las que usaram determinado medicamento durante 
a gestação e aquelas que não utilizaram. Depois, 
viram quais tiveram fetos com malformação. A as-
sociação que o estudo quer avaliar é entreo uso da 
medicação (variável independente) e o surgimento 
de malformação (variável dependente). Trata-se, 
portanto, de um estudo observacional, individual, 
longitudinal, prospectivo e analítico.
Alternativa A: INCORRETA. Estamos partindo do fator 
de risco (uso da medicação) para o desfecho (mal-
formação), mesmo estando tudo no passado. Como 
sabemos disso? Os grupos são divididos conforme 
a exposição ao fator de risco, e não conforme o 
surgimento do desfecho.
Alternativa B: CORRETA.
Alternativa C: INCORRETA. O medicamento não foi 
fornecido pelo pesquisador. As gestantes foram di-
vididas entre aquelas que o usaram ou não. Trata-se 
de um estudo observacional, mesmo analisando o 
efeito de um medicamento.
Alternativa D: INCORRETA. Toda coorte é prospectiva, 
mas realmente estamos olhando para a exposição 
no passado. Trata-se de uma coorte histórica, tam-
bém chamada de retrospectiva. Não brigue com a 
questão.
Alternativa E: INCORRETA. Não é transversal. Temos 
informações sobre momentos distintos.
 ✔ resposta: ⮧
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53
Capítulo 
2
MEDICINA BASEADA EM 
EVIDÊNCIAS E BIOESTATÍSTICA
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u Medicina Baseada em Evidências significa o uso consciente da melhor evidência disponível para a tomada 
de decisão no âmbito da medicina.
 u As revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados apresentam nível 1A de evidência.
 u As revisões sistemáticas são investigações científicas, com metodologia definida por protocolo, que ava-
liam estudos originais como seu objeto de estudo, sintetizando resultados de estudos primários.
 u Para decidirmos se devemos confiar no resultado apresentado por determinado estudo precisamos, 
sempre, avaliar o intervalo de confiança.
 u A média é muito afetada por valores extremos. A mediana não é afetada por valores extremos. Uma amostra 
pode ter nenhuma, uma ou mais de uma moda.
1. MEDICINA BASEADA 
EM EVIDÊNCIAS
 BASES DA MEDICINA
De forma abrangente, compreendemos a medicina ba-
seada em evidências (MBE) como o uso consciente da 
melhor evidência disponível para a tomada de decisão 
no âmbito da medicina. A MBE representa um novo pa-
radigma da medicina, visto que põe, de forma objetiva, 
as evidências adquiridas por estudos científicos em 
um patamar diferente da experiência do médico a nível 
individual. Isso não significa que a MBE menospreza ou 
nega o valor da experiência do médico. Seu objetivo é 
coibir práticas que não estejam embasadas em dados e 
estimular aquelas que estão.
Existe um modelo descrito para a aquisição de evidências 
dividido em passos. Esses passos demonstram o cami-
nho que deve ser percorrido para que lidemos de forma 
embasada cientificamente com as situações clínicas da 
nossa prática. São eles:
 W 1. Analisar a situação clínica e formular uma pergunta 
para a pesquisa;
 W 2. A busca de evidências através da literatura científica;
 W 3. Avaliar criticamente a literatura para selecionar a 
melhor evidência encontrada;
 W 4. Aplicar a evidência no cuidado ao paciente;
 W 5. Avaliar o desfecho.
Para a avaliação do desfecho é importante que 
você tenha conhecimento de 3 conceitos: eficácia, 
eficiência e efetividade. Para isso, vamos usar o 
exemplo da vacina para covid-19.
 u Eficácia: vacina demonstrou resultados melho-
res que o placebo no estudo, ou seja, dentro das 
condições ideais e controladas do ensaio clínico.
 u Efetividade: vacina manteve resultados positi-
vos na população mesmo fora dos “muros” de 
um ensaio clínico, provando que no mundo real, 
longe do controle dos pesquisadores, ela tam-
bém traz benefícios.
 u Eficiência: vale a pena, pelo custo da vacina, uti-
lizá-la em vez de outras disponíveis.
importância/prevalência
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Medicina baseada em evidências e bioestatística Estatística
54
 DIA A DIA MÉDICO
Não entendeu a questão da eficiência? Vamos lhe dar 
um exemplo mais palpável. Imagine que a warfarina é 
capaz de prevenir 75% dos eventos trombóticos que 
aconteceriam em pacientes sem nenhum medicamento, 
enquanto a rivaroxabana é capaz de prevenir 85%. O custo 
da rivaroxabana, entretanto, é 20x maior. Vale a pena para 
o sistema de saúde disponibilizar a rivaroxabana em vez 
da warfarina? A relação custo-benefício é melhor com 
que medicamento? Esta é a discussão que envolve o 
conceito da efetividade.
Obs: todos os valores apresentados no exemplo acima 
são hipotéticos.
Às vezes não é o custo direto do medicamento que importa, 
mas questões logísticas. Inicialmente recomendava-se o 
armazenamento da vacina da Pfizer para covid-19 a −70ºC, 
enquanto outras vacinas, como a Coronavac, podiam ser 
armazenadas em geladeiras comuns. Podemos perceber, 
através deste exemplo, como a eficiência acaba conside-
rando outras variáveis além da eficácia.
 DICA  Difícil de lembrar das 3? Sobre efi-
cácia vimos muitas discussões no que diz 
respeito às vacinas e já sabemos que tem 
a ver com os números encontrados nos 
estudos. Efetividade podemos chamar de 
“EfetiVERDADE”, já que se trata dos valores 
obtidos no mundo real. Eficiência, por ou-
tro lado, não tem só a ver com ciência, já 
que precisamos levar outras variáveis em 
consideração.
A partir desses três conceitos podemos compreen-
der outros dois que às vezes aparecem em alguns 
enunciados de provas:
 u Validade interna: extensão em que os resultados 
observados representam uma verdade para a 
população sendo estudada e, portanto, não se 
devem a erros metodológicos.
 u Validade externa: refere-se à extensão em que 
os resultados de um estudo são aplicáveis aos 
pacientes em nossa prática diária.
1 .1 . HIPÓTESE NULA X HIPÓTESE 
ALTERNATIVA
Outros conceitos que às vezes são apresentados 
nas questões são os seguintes:
 u Hipótese nula: trata-se da hipótese de que não 
existe diferença entre os grupos estudados.
Vamos considerar o exemplo de um estudo que 
avalia a eficácia de um novo medicamento. A hi-
pótese nula significa considerar que o medica-
mento e o placebo apresentariam os mesmos 
resultados. Ou seja, não haveria diferença alguma 
entre estar sendo tratado com o medicamento 
novo ou com o placebo. O benefício seria inexis-
tente, ou nulo.
 u Hipótese alternativa: trata-se da hipótese de que 
existe diferença no desfecho entre os dois grupos.
Ou seja, o uso do medicamento interferiu, de alguma 
forma, no desfecho.
1 .2 . ERRO ALFA X ERRO BETA
A partir da hipótese nula surgem dois tipos de 
erros possíveis. Já falamos sobre erros e vieses 
no capítulo “Estudos Epidemiológicos”, mas apre-
sentaremos outra abordagem agora.
 u Erro alfa (tipo I): probabilidade de rejeitar a hi-
pótese nula quando essa é verdadeira. Ou seja, 
consideramos que há diferenças de desfecho 
entre os grupos quando na realidade essa dife-
rença não existe. De uma fora bem simples, o erro 
alfa ocorre quando os pesquisadores encontram 
diferenças entre os grupos, mesmo a hipótese 
nula estando certa.
Essa probabilidade é considerada aceitável quan-
do inferior a 5%. Por isso, em muitos estudos fa-
lamos de um nível de confiança = 95%
 W Nível de confiança = 1 – erro alfa
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Medicina baseada em evidências e bioestatística Cap . 2
55
 DIA A DIA MÉDICO
Sabe aquele valor de “p” que vemos nos estudos? Ele 
reflete o erro alfa. Um valor de p < 0,05 significa que a 
probabilidade de o estudo estar errado quando considera 
desfechos diferentes entre os grupos é menor que 5%. 
Consideramos, a partir disso, que o nível de confiança 
é aceitável e há relevância estatística no que o estudo 
está concluindo.
 u Erro beta (tipo II): Probabilidade de aceitar a hi-
pótese nula quando esta é falsa. Ou seja, con-
sideramos que não houve desfecho diferente 
entre os grupos no estudo, mas na realidade há 
diferença, sim, sónão foi detectada pelo estudo 
em questão.
Essa probabilidade é considerada aceitável quan-
do inferior a 10%-20%. O poder do teste reflete 
sua capacidade de determinar que não há dife-
rença entre os grupos quando essa diferença 
realmente não existe.
 W Poder do teste = 1 – erro beta.
1 .3 . NÍVEIS DE EVIDÊNCIA E GRAUS 
DE RECOMENDAÇÃO
Essa é a parte mais importante de todo o capítulo. 
Considerando todos os possíveis erros, hipóteses 
e, principalmente, desenhos de estudos, há uma 
hierarquia das evidências. Vamos dar dois exemplos 
de estudos para você:
1. Uma médica descreveu dois casos que ela aten-
deu. Um paciente fez uso de aspirina a partir dos 
60 anos e o outro não, ambos sem comorbidades. 
O primeiro paciente faleceu aos 94 anos de cho-
que séptico após uma pneumonia, enquanto o 
segundo morreu aos 72 de choque cardiogênico 
após um IAM.
2. Um grupo de pesquisadores acompanhou 8 mil 
pacientes com mais de 60 anos por 20 anos. 4 
mil deles utilizavam aspirina como prevenção 
primária e 4 mil não utilizavam. Ao final, obser-
vou-se que não houve diferença estatística nos 
desfechos cardio e cerebrovasculares, como AVC 
e IAM. Por outro lado, o grupo que utilizou aspirina 
cursou com mais episódios de sangramentos 
graves, casos de neoplasias e mortalidade geral 
mais precoce.
E então você utiliza a aspirina como prevenção 
primária ou não? Para você, faz mais sentido seguir 
a evidência apresentada pelo primeiro estudo, que 
descreveu o caso de dois pacientes, ou o segundo, 
que avaliou 8 mil indivíduos por 20 anos?
Nesse exemplo, fica claro que o segundo estudo 
apresenta evidência mais robusta do que o pri-
meiro. Acontece que nem sempre é tão claro assim. 
Estudos de caso-controle ou de coorte são mais 
confiáveis? Uma série de casos que demonstrem 
resultados muito gritantes não merece “passar na 
frente” de alguns estudos com metodologia mais 
criteriosa?
 DIA A DIA MÉDICO
Principalmente após a pandemia da covid-19 vimos muitas 
pessoas defendendo ou desencorajando condutas na 
medicina se valendo de “estudos científicos” de metodo-
logias frágeis e qualidade duvidosa. Conhecer os dese-
nhos de estudo, suas limitações e os níveis de evidência 
oferecidos pelos diferentes desenhos já é um grande 
passo para que você seja capaz de avaliar evidências de 
modo crítico e responsável.
1 .3 .1 . Níveis de evidência
Por isso surgiram os “níveis de evidência”. Basi-
camente, se trata de uma tabela que demonstra a 
hierarquia das evidências apresentadas por cada 
tipo de estudo.
Tabela 1. Classificação das evidências científicas 
nas revisões sistemáticas de literatura.
Qualidade Tipo de evidência
1
• A: revisão sistemática de ECRs
• B: ECR individual com IC estreito
• C: série de casos “tudo ou nada”
2
• A: revisão sistemática de estudos de 
coorte
• B: estudo de coorte individual. ECR com 
dropouts > 20%
• C: estudos ecológicos
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Medicina baseada em evidências e bioestatística Estatística
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Qualidade Tipo de evidência
3
• A: revisão sistemática de caso-controle
• B: caso-controle individual
4 • Séries de casos
5 • Opinião do especialista
ECR: ensaio clínico randomizado.
Fonte: Oxford centre for evidence-based medicine, 2020.
 DIA A DIA MÉDICO
Quando você observar orientações conflitantes na lite-
ratura, é importante ter essa hierarquia em mente. Por 
exemplo: quando um estudo de caso-controle concluir que 
determinado medicamento é um fator de proteção para 
uma doença enquanto um ensaio clínico randomizado con-
cluir o contrário, você deve seguir as recomendações do 
ensaio clínico. Com a pandemia da covid-19 vimos novas 
evidências sendo construídas quase que diariamente. 
Além de saber quais são as conclusões dos estudos, é 
essencial conhecer a metodologia por trás deles. Assim, 
não há por que ficar discutindo condutas descritas a 
partir de revisões sistemáticas de caso-controle se um 
ensaio clínico randomizado com IC estreito já tiver sido 
realizado. Além disso, nem sempre uma “descoberta” é 
suficiente para revolucionar a forma que lidamos com 
uma doença, porque essa nova informação talvez não 
carregue consigo o nível de evidência suficiente para isso.
1 .3 .2 . Graus de recomendação
A partir desses níveis de evidência surgem os graus 
de recomendação:
 u A = Conduta apresenta benefício comprovado;
 W Nível de evidência 1
 u B = Conduta provavelmente apresenta benefício, 
devendo ser estimulada;
 W Níveis de evidência 2 e 3
 u C = Benefício incerto;
 W Nível de evidência 4
 u D = Conduta não deve ser realizada porque não 
há evidência confiável;
 W Nível de evidência 5
Há variações para os níveis de evidência e graus de 
recomendação. Estamos demonstrando a divisão 
utilizada pelo Oxford Centre for Evidence-Based 
Medicine, que é a mais cobrada em provas.
 DIA A DIA MÉDICO
Quando lemos uma diretriz ou um guideline geralmente 
pulamos as primeiras páginas que falam de metodolo-
gia. Não faça isso. Cada guideline deve trazer consigo a 
divisão que utilizou sobre níveis de evidência e graus de 
recomendação. Por vezes você verá letras sendo usadas 
para níveis de evidência enquanto números representarão 
os graus de recomendação. É essencial sempre dar uma 
olhada nessas informações iniciais para que você saiba 
quais condutas apresentadas por aquele documento estão 
mais fortemente respaldadas em evidências.
1 .4 . REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE
A revisão sistemática de ensaios clínicos rando-
mizados é apresentada como a principal fonte de 
evidência possível. Não discutimos revisões siste-
máticas no capítulo de Estudos Epidemiológicos. 
Discutiremos agora.
1 .4 .1 . Revisão sistemática
Definição: investigações científicas com metodo-
logia definida por protocolo que avalia estudos 
originais como seu objeto de estudo, sintetizando 
resultados de estudos primários.
Em um estudo epidemiológico primário, como coorte 
ou ensaio clínico, nós estudamos pessoas e popula-
ções. Em uma revisão sistemática, nós estudamos 
esses estudos. Compilamos, por exemplo, várias 
coortes que analisam o mesmo tema, avaliando a 
“soma” dos seus resultados.
1 .4 .2 . Metanálise
Definição: síntese estatística de dados colhidos no 
maior número possível de estudos, com o objetivo de 
sumarizar a informação. Métodos estatísticos são 
utilizados para compilar os resultados de diversos 
estudos em uma única medida. Basicamente, uma 
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metanálise realiza uma análise estatística complexa 
para tirar de vários estudos uma conclusão uniforme.
Os resultados da metanálise podem ser vistos em 
uma representação gráfica chamada forest plot. 
O que mais importa para a sua prova é conseguir 
identificar essa conclusão a partir do forest plot.
 DICA  Metanálise não é um desenho de 
estudo, mas a síntese estatística utilizada 
em revisões sistemáticas.
Tabela 2. Exemplo de forest plot.
Fonte: Castro AA, 2020.
Nesse exemplo, estamos avaliando estudos que 
compararam a mortalidade neonatal por determi-
nada complicação em pacientes que fizeram uso de 
corticosteroides versus pacientes que fizeram uso 
de placebo ou de nenhum tratamento. A primeira 
coluna corresponde à identificação dos estudos 
que foram avaliados. A segunda coluna demonstra 
a mortalidade nos grupos expostos à intervenção 
avaliada (Expt) – no caso, o corticoide. A terceira 
coluna mostra a mortalidade nos grupos controle 
(Ctrl), ou seja, nos grupos que fizeram uso de pla-
cebo ou de nenhum tratamento. O gráfico ao lado 
representa o hazard ratio de cada estudo (análise 
estatística utilizada), demonstrando intervalos de 
confiança.
A linha vertical traçada à direita representa o hazard 
ratio = 1. Lembra quando falamos que um risco 
relativo = 1 significava não haver associação entre 
o fator e o desfecho? Pois bem, os pequenos qua-
drados que vemos são os resultadosdos estudos 
individualmente. Quando o quadrado está em cima 
da linha vertical, isso quer dizer que não houve 
associação entre o fator estudado e o desfecho 
avaliado naquele estudo.
E essa linha horizontal que cruza o quadrado? Esse 
é o intervalo de confiança. Para considerarmos que 
um estudo realmente teve êxito em demonstrar 
uma associação estatisticamente relevante entre 
fator e desfecho, o intervalo de confiança não pode 
conter o número 1 nele – ou seja, a linha horizontal 
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não pode cruzar a linha vertical. Discutiremos um 
pouco mais sobre o intervalo de confiança adiante.
Resultados: observe que nos estudos 1, 6, 7 e 8 o 
intervalo de confiança não cruza a linha vertical. 
Esses estudos, portanto, demonstraram associação 
entre o uso do corticoide e a mortalidade. Como 
todos eles contêm valores abaixo de 1, eles concluí-
ram que o corticoide é fator protetor de mortalidade 
no agravo estudado.
A conclusão da metanálise se resume àquele 
losango embaixo de todos os quadrados. Esse 
losango corresponde ao compilado gráfico de todos 
os estudos avaliados. Se o losango está à esquerda 
(<1), a metanálise concluiu que o fator avaliado é um 
fator de proteção comprovado. Se estiver à direita 
(>1), trata-se de um fator de risco. Se o losango 
tocar a linha vertical, isso significa que a metanálise 
concluiu que o fator não interfere de forma relevante 
no desfecho.
A metanálise apresentada, portanto, concluiu que 
o corticoide reduz mortalidade no agravo avaliado, 
devendo ser utilizado.
1 .4 .3 . Intervalo de confiança
De onde sai a noção de intervalo de confiança? 
Quando realizamos um estudo científico, chegamos 
a uma determinada conclusão. É possível que essa 
conclusão represente o que realmente acontece 
na vida real, mas é possível também que esteja 
equivocada.
Vamos dar um exemplo. Se jogarmos uma moeda 
para cima, qual a chance de cair com cara para cima? 
Sabemos que é 50%. Entretanto, as “verdades” na 
medicina necessitam ser descobertas ainda, então 
precisamos realizar experimentos. Decidimos jogar 
a moeda 10 vezes. No nosso experimento, a moeda 
cai 80% das vezes com cara para cima. Concluímos, 
assim, que a chance de cair em cara é de 80%.
O que podemos fazer para aumentar a eficácia do 
nosso experimento é repeti-lo. Jogamos, então, a 
moeda mais 10 vezes para cima, tendo ela caído 
em coroa 70% das vezes. Qual nossa conclusão até 
o momento? Concluímos que uma moeda jogada 
para cima 10 vezes pode variar entre os seguintes 
resultados: 70% coroa e 80% cara. Repetimos o 
mesmo experimento (jogar a moeda 10 vezes para 
cima) outras 98 vezes, obtendo resultados entre 
90% cara e 80% coroa. Consigo, assim, concluir 
que há mais chance de cair em cara do que em 
coroa? A resposta é não. Meu experimento inicial 
demonstrou uma chance de 80% de cair em cara. 
Acontece que, após repetir o estudo 100 vezes, 
observei que a variação dos resultados possíveis 
era muito grande (entre 90% cara e 80% coroa). Essa 
variação é o meu intervalo de confiança. Se todo o 
meu intervalo variasse entre 60% cara e 90% cara, 
eu poderia concluir que há uma chance aumentada 
de a moeda cair em cara. Acontece que quando 
essa variação começa a pender para mais de uma 
conclusão, no caso chance aumentada de cair em 
coroa e em cara, o meu estudo torna-se inconclusivo.
O problema é que alguns estudos demoram décadas 
para serem concluídos, não podendo ser repeti-
dos com tanta facilidade quanto o experimento da 
moeda. Por isso, existem modelos estatísticos que 
fazem essa repetição para nós.
O intervalo de confiança representa todos os resul-
tados do estudo após essa “repetição estatística” 
ser efetuada.
 BASES DA MEDICINA
Essa forma de explicar o intervalo de confiança como 
uma repetição estatística de um estudo é puramente 
didática. Na realidade, o intervalo de confiança é obtido 
através de fórmulas complexas que relacionam o tamanho 
da amostra avaliada, o desvio padrão dos valores nessa 
amostra, constantes estatísticas e nível de confiança 
esperado (geralmente 95%). Além disso, as fórmulas 
variam conforme a variável a que é aplicado o intervalo 
de confiança, como média, proporção, medida de asso-
ciação etc. Para responder às questões de prova, não 
é necessário conhecer essas fórmulas, então pode se 
tranquilizar que não vamos lhe fazer ficar memorizando 
fórmula difícil.
Um exemplo: estudamos 1000 pacientes fumantes 
e 1000 paciente não fumantes avaliando o risco de 
desenvolverem câncer de pulmão após 30 anos. 
Concluímos que fumar aumenta o risco de câncer 
de pulmão em 20 vezes. Replicamos esse estudo 
estatisticamente e chegamos à conclusão de que 
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em algumas dessas replicações esse risco foi de 
apenas 8 vezes, enquanto em outras chegou a 50 
vezes. Segundo o intervalo de confiança, portanto, 
fumar aumenta a chance de adquirir câncer de 
pulmão entre 8 e 50 vezes.
Algumas observações sobre o intervalo de confiança 
são importantes:
 u O intervalo de confiança não pode passar pelo 
número 1. 1 significa ausência de relação. O grupo 
controle e o grupo avaliado tiveram os mesmos 
desfechos. Dentro de um intervalo de confiança 
não podemos ter replicações do meu estudo di-
zendo, ao mesmo tempo, que um fator é de ris-
co e de proteção, ou que não exerce influência. 
Assim, um intervalo de confiança só demonstra 
relevância estatística se ele estiver todo abaixo 
de 1 ou todo acima.
 u Quanto mais estreito o intervalo de confiança, 
mais confiável é o estudo. Você confiaria mais 
em um estudo que conclui que o risco de adquirir 
câncer de pulmão é entre 8-50 vezes maior no 
fumante ou um que conclui que é 18-22 vezes 
maior? A representatividade da amostra avaliada 
está diretamente relacionada ao intervalo de con-
fiança. Quanto maior a amostra, provavelmente 
menor será o intervalo.
Compreender o conceito e saber interpretar o inter-
valo de confiança são conhecimentos e habilidades 
muito importantes para a sua prova. Para além da 
prova, estar treinado(a) nessa identificação dos inter-
valos de confiança, permite olhar para as tabelas de 
resultados de um estudo epidemiológico específico 
e já ter uma noção de quais foram as conclusões. 
Assim, você adquire a capacidade de aprender e 
fixar evidências científicas em muito menos tempo.
2. BIOESTATÍSTICA
Não vamos falar sobre todos os testes estatísticos 
que você tentou estudar quando estava fazendo 
seu TCC na faculdade. Aqui o nosso foco será o 
que realmente cai na sua prova. Para sua sorte, as 
provas têm o hábito de cobrar conceitos bastante 
iniciais de bioestatística.
2 .1 . MEDIDAS DE AÇÃO CENTRAL
 u Média = média aritmética dos valores encontrados.
 W A média é muito afetada por valores extremos.
 u Mediana = medida que está no centro da amostra.
 W A mediana não é afetada por valores extremos
 u Moda = valor que mais aparece na amostra.
 W Uma amostra pode ter mais do que uma moda. 
Se nenhum valor se repetir, não há moda.
2 .2 . MEDIDAS DE DISPERSÃO
 u Variância = mostra o quão distante cada valor 
está do valor central.
 u Desvio Padrão = raiz quadrada da variância.
 W Indica o quanto o conjunto é uniforme.
 W Um desvio padrão baixo indica que os dados 
são mais próximos da média.
2 .3 . DISTRIBUIÇÃO NORMAL
 BASES DA MEDICINA
Entendemos por distribuição o espalhamento das variáveis 
por um gráfico cartesiano (eixo x e eixo y).
Para considerarmos que os valores em uma população 
estudada representam uma distribuição normal, alguns 
critérios devem ser preenchidos:
 W A distribuição deve ser simétrica em torno da média;
 W Média = Mediana = Moda;
 W (σ = um desvio padrão) σ = engloba 68% da amostra; 
2σ = 95%; 3σ = 99,7%;
 W Ou seja, um desvio-padrão para cada lado a partir 
da média inclui68% da amostra. 2 desvios-padrão 
incluem 95% da amostra. 3 desvios-padrão incluem 
99,7% da amostra.
A Curva de Gauss é a representação gráfica de 
uma distribuição normal. Observe na figura a seguir 
como os desvios-padrão representam determinada 
porcentagem da amostra.
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Imagem 1. Distribuição normal.
Fonte: UFSC.
Além disso, na figura abaixo, podemos observar 
como, numa distribuição normal, média, moda e 
mediana são iguais, algo que não ocorre no segundo 
exemplo.
Imagem 2. Demonstração esquemática de 
uma distribuição normal e anormal com 
marcação da média, moda e mediana.
Fonte: Bedaque HP, Bezerra ELM, 2018.
 DIA A DIA MÉDICO
Qual a aplicação da curva de Gauss e da distribuição 
normal? O teorema do limite central afirma que quando 
o tamanho de uma amostra aumenta, a sua distribuição 
amostral aproxima-se cada vez mais de uma distribuição 
normal. Ou seja, se você não sabe ao certo se a amostra 
que está estudando é representativa o suficiente da popu-
lação para a qual quer extrapolar os resultados, você deve 
observar qual a representação gráfica da sua amostra. Se 
ela diferir muito da curva de Gauss, provavelmente sua 
amostra ainda é muito pequena.
2 .4 . VARIÁVEIS QUANTITATIVAS 
E QUALITATIVAS
Os últimos conceitos que queremos introduzir nesse 
capítulo são os conceitos de variáveis quantitativas 
e qualitativas.
 u Variáveis quantitativas
São quantidades, simples assim. Números que 
representam alguma quantidade.
 u Contínuas: incluem valores fracionários.
Ex: peso, temperatura.
 u Descontínuas (ou discretas): não incluem valo-
res fracionários.
Ex: frequência cardíaca.
 u Variáveis qualitativas (categóricas)
Não são quantidades, são características.
 u Ordinais: há ordem entre as categorias.
Ex: escolaridade.
 u Nominais: não há ordem entre as categorias.
Ex: sexo.
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Mapa mental. Medicina baseada em evidências e bioestatística
Medicina baseada em 
evidências e bioestatística
Níveis de evidência
Nível III
Nível IV
Nível V
Nível I
Nível II
Revisão sistemática 
de caso-controleErro alfa
Erro beta
Relatos/Séries de casos
Opinião de especialista
Caso controle individualValor p
Poder do teste
Nível de confiança
Revisão sistemática do ECR
Revisão sistemática de coorte
ECR individual
Coorte individual
Séries de casos “tudo ou nada”
Ecológicos
Conceitos importantes
Hipótese nula
Hipótese alternativa
continua…
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Mapa mental. Medicina baseada em evidências e bioestatística (continuação)
Variáveis Medidas de ação central
Intervalo de 
confiança
Graus de 
recomendação
…continuação
Ordinais Benefício comprovado
Benefício provável
Benefício incerto
Não há evidência
Contínuas
Nominais
Discretas/
Descontínuas
Categóricas/qualitativas A
B
C
D
Média > 1 = fator de risco
Moda < 1 = fator de proteção
Mediana 1 = ausência de associação
Quantitativas ebertegoncalvestem
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REFERÊNCIAS
1. Oxford centre for evidence-based medicine. The centre 
for evidence-based medicine [Internet]. Oxford: University 
of Oxford; 2020. Disponível em: https://www.cebm.net/
2. Castro AA. Revisão Sistemática com ou sem metanálise. 
Curso online [Internet]. [acesso em 2020]. Disponível 
em: https://aprender.ead.unb.br/pluginfile.php/116366/
mod_resource/content/5/Destaques_Apostila_Revisao_ 
Sistematica.pdf
3. Bedaque HP, Bezerra ELM. Descomplicando MBE: uma 
abordagem prática da medicina baseada em evidências. 
Natal: Editora Caule de Papiro; 2018.
4. Patino CM, Ferreira JC. Internal and external validity: can 
you apply research study results to your patients? J Bras 
Pneumol. 2018;44(3):183.
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QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(SANTA CASA – SP – 2019) Um médico de família esta-
va em dúvida sobre a indicação de estatinas para 
pacientes com hipercolesterolemia, sem even-
tos cardiovasculares prévios, e resolveu buscar 
evidências que respondessem à sua pergunta. 
Nessa situação hipotética, o melhor estudo que 
o médico poderá utilizar para a tomada de deci-
são, considerando o delineamento e o desfecho 
analisados, é o(a)
	⮦ Ensaio clínico randomizado que avaliou o impac-
to da redução do LDL colesterol.
	⮧ Metanálise de ensaios clínicos randomizados que 
avaliou a redução de eventos cardiovasculares.
	⮨ Estudo experimental, tipo antes e depois, que 
avaliou a melhora nos níveis lipídicos e a ocor-
rência de infarto agudo do miocárdio.
	⮩ Diretriz clínica que avaliou o impacto na melhora 
dos níveis de HDL colesterol.
	⮪ Estudo de coorte que avaliou a incidência de 
eventos cardiovasculares.
Questão 2
(UNICAMP – SP – 2019) Um estudo experimental foi 
conduzido para comparar a efetividade de duas 
drogas em relação a placebo. Dados sociodemo-
gráficos e clínicos foram considerados na análise 
multivariada.
Tabela. Resultados de estimadores de recuperação 
clínica da doença nos três grupos, em análise univariada 
e multivariada (regressão logística), ajustados 
pelas variáveis sociodemográficas e clínicas.
Tratamento
Análise 
univariada
Análise 
multivariada
Odds 
Ratio IC (95%)
Odds 
Ratio IC (95%)
Droga 1 1,4 0,83-5,01 1,84 0,78-4,8
Droga 2 1,9 0,91-4,2 2,1 0,89-3,2
Placebo 1 1
IC – intervalo de Confiança
Assinale alternativa correta:
	⮦ A droga 2 deve ser priorizada em relação à droga 
1 na recuperação clínica.
	⮧ As drogas apresentaram efeito semelhante ao 
placebo para a recuperação clínica do paciente.
	⮨ A droga 1 apresentou melhor efeito na recupe-
ração clínica em qualquer condição sociodemo-
gráfica e clínica
	⮩ As drogas apresentaram resultados positivos 
para a recuperação clínica em relação ao placebo.
Questão 3
(USP – SP – 2020) No sentido de quantificar a associação 
entre consumo de laticínios, doença cardiovascular 
e óbito foi realizado um estudo multicêntrico, que 
acompanhou por 15 anos grupo de 136.000 indi-
víduos entre 35 e 70 anos de idade, em 21 países. 
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Os participantes foram divididos entre os que não 
consumiram laticínios e aqueles que os consumi-
ram. Os dados que seguem resumem os principais 
resultados do estudo.
Tabela X. Associação entre consumo diário 
de laticínios (CDL) e eventos clínicos.
Evento
CDL HR*
IC 95%*
Não** Sim
Mortalidade total 1 0,83 0,72 – 0,96
Mortalidade não 
cardiovascular 1 0,86 0,72 – 1,02
Mortalidade 
cardiovascular 1 0,77 0,58 – 1,01
Doença cardiovascular 
grave 1 0,78 0,67 – 0,90
Infarto do miocárdio 1 0,89 0,71 – 1,11
Acidente vascular 
cerebral 1 0,66 0,53 – 0,82
Insuficiência cardíaca 1 1,06 0,71 – 1,57
* = Hazard ratio; ** = grupo de referência para HR; *** = intervalo 
de 95% de confiança.
Fonte: Lancet 2018; 392: 2288-97
Qual é a alternativa correta quanto ao consumo de 
laticínios?
	⮦ Aumentou o risco de óbito
	⮧ Aumentou o risco de insuficiência cardíaca
	⮨ Reduziu o risco de doença cardiovascular grave
	⮩ Diminuiu o risco de infarto do miocárdio
Questão 4
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – SC – 2021) 
Quando comparamos os níveis de colesterol sé-
rico em duas amostras de pacientes sedentários 
e fisicamente ativos, o valor-p associado ao teste 
estatístico utilizado indica:
	⮦ Se os dados são reais ou fruto de algum proce-
dimento amostral falho.
	⮧ Se os dados utilizados provêm de uma amostra 
representativa ou não-probabilísticada popula-
ção de referência.
	⮨ O intervalo de valores onde está a verdadeira 
média populacional, desde que os dados tenham 
distribuição normal.
	⮩ Se os resultados podem ser empregados na 
prática clínica ou se estão afetados por viés 
metodológico.
	⮪ A probabilidade de que a diferença observada 
entre os grupos seja devida à variação ou erro 
amostral.
Questão 5
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO – SP – 2021) Para 
verificar se o fato de mulheres adultas terem sido 
amamentadas pelas mães está associado ao cân-
cer de mama, foi realizado um estudo do tipo coorte 
retrospectiva. Ao final do estudo observou-se que o 
risco relativo (RR) de desenvolver câncer de mama 
entre mulheres amamentadas pela mãe com refe-
rência às não amamentadas foi de 0,69 (IC95%: 0,53; 
0,90). Com esse resultado, ao nível de significância 
de 5%, pode-se concluir que:
	⮦ houve associação significativa entre ter sido 
amamentada e câncer de mama, sendo que ter 
sido amamentada pela mãe diminuiu o risco de 
câncer de mama em 69%.
	⮧ não houve associação significativa entre ter sido 
amamentada e câncer de mama, pois RR=0,69 
é menor que o valor limite 1,0.
	⮨ não houve associação significativa entre ter sido 
amamentada e câncer de mama, pois o valor 
RR=1,0 não está contido no IC95%.
	⮩ houve associação significativa entre ter sido 
amamentada e câncer de mama, sendo que ter 
sido amamentada pela mãe diminuiu o risco de 
câncer de mama em 31%.
Questão 6
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO – SP – 2018) Conside-
re as quatro afirmações abaixo:
I. A média aritmética é muito afetada por valores 
extremos.
II. A mediana é pouco afetada por valores extremos.
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III. Pode haver nenhuma, uma, ou mais que uma 
moda.
IV. O desvio-padrão é a raiz quadrada da variância.
Pode-se dizer que:
	⮦ Apenas três são corretas.
	⮧ Apenas duas são corretas.
	⮨ Apenas uma é correta.
	⮩ As quatro são corretas.
Questão 7
(ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO RIO GRANDE DO SUL – RS – 2018) 
Analise as seguintes assertivas em relação à dis-
tribuição normal e seus elementos característicos 
e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Tem um eixo de simetria;
( ) A média aritmética, a mediana e a moda coin-
cidem no mesmo valor pelo qual passa o eixo 
de simetria;
( ) A distância entre o eixo de simetria e os pontos 
de inflexão da curva equivalem ao desvio-padrão;
( ) É assintótica ao eixo “x” (abscissas), isto é, seus 
extremos se aproximam cada vez mais do eixo 
horizontal, sem nunca tocá-lo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, 
de cima para baixo, é:
	⮦ F – F – F – F.
	⮧ V – F – V – V.
	⮨ V – V – F – V.
	⮩ F – V – V – F.
	⮪ V – V – V – V.
Questão 8
(INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA AO SERVIDOR PÚBLICO ES-
TADUAL – SP – 2021) O número de filhos, o peso e a idade 
de um indivíduo são, respectivamente, exemplos de
	⮦ variável contínua, variável discreta e variável 
discreta.
	⮧ variável contínua, variável contínua e variável 
contínua.
	⮨ variável discreta, variável contínua e variável 
discreta.
	⮩ variável discreta, variável contínua e variável 
contínua.
	⮪ variável discreta, variável discreta e variável con-
tínua.
Questão 9
(SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO – SP – 2020) Uma 
paciente foi à consulta, com o médico de família, 
para seguimento da hipertensão, que está descon-
trolada. Relatou que não faz o uso da medicação 
por causa dos efeitos colaterais e questionou se 
haveria alguma alternativa para o tratamento. O mé-
dico informou que outra medicação teve resulta-
dos parecidos nos estudos clínicos, mas que ela 
não está na lista do Rename por ter um custo um 
pouco mais alto. Eficácia, efetividade e eficiência 
são termos que podem passar por sinônimos para 
o público leigo, mas possuem significados diferen-
tes para especialistas em pesquisas clínicas. Com 
base nesse caso hipotético, assinale a alternativa 
que apresenta os conceitos na ordem em que apa-
recem no texto.
	⮦ eficiência, eficácia e efetividade
	⮧ efetividade, eficácia e eficiência
	⮨ eficácia, efetividade e eficiência
	⮩ efetividade, eficiência e eficácia
	⮪ eficiência, efetividade e eficácia
Questão 10
(SELEÇÃO UNIFICADA PARA RESIDÊNCIA MÉDICA DO CEARÁ – CE 
– 2021) Uma médica iniciou, em fevereiro de 2020, 
sua atuação como plantonista de um hospital que 
era referência para o tratamento de pacientes com 
covid-19. Após atender os primeiros pacientes, re-
solveu ler um artigo para ter mais segurança no 
manejo clínico destes. Considerando os princípios 
da Medicina Baseada em Evidências (MBE) e os 
dados de um estudo transversal apresentados na 
tabela, qual a interpretação mais adequada para 
este artigo?
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Medicina baseada em evidências e bioestatística Cap . 2
67
Aspectos 
Gerais
Desfecho
RP IC p-valorAlta Óbito
Nº % Nº %
Idade
< 60 anos 25 73,5 9 26,5 1
1,42
—
1,14-1,79
0,015
= 60 anos 165 51,6 155 48,4
Tomou azitromicina
Sim 187 57,9 136 42,1 1
4,63
—
1,84-11,64
0,000
Não 4 12,5 28 87,5
Fez tomografia
Sim 21 33,3 42 66,7 1
1,10
—
0,66-1,85
0,501
Não 19 30,2 44 69,8
Sexo
Feminino 136 65,7 68 33,3 1
1,84
—
1,46-2,32
0,000
Masculino 54 36,2 95 63,8
Dados fictícios
	⮦ A não realização de tomografia foi mais asso-
ciada à evolução para óbito e a associação apre-
sentou significância estatística.
	⮧ Ter idade menor que 60 anos foi associado a 
maior chance de evoluir para o óbito por covid-19, 
mas não teve significância estatística.
	⮨ Pacientes do sexo masculino morreram mais 
que do sexo feminino e esse achado teve signi-
ficância estatística.
	⮩ O uso de azitromicina foi mais prevalente entre os 
pacientes que evoluíram para óbito e um estudo 
transversal é o mais adequado para respaldar a 
tomada de decisão para uma conduta clínica.
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Medicina baseada em evidências e bioestatística Estatística
68
GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade:  
Comentário: Quando consideramos os estudos epi-
demiológicos e os níveis de evidência, os estudos 
que apresentam nível de evidência mais elevado são 
as revisões sistemáticas de ensaios clínicos rando-
mizados. A metanálise é uma técnica estatística 
utilizada em estudos de revisão sistemática. Além 
disso, o desfecho que buscamos não é, necessa-
riamente, a redução do LDL, mas a ocorrência de 
eventos cardiovasculares e mortalidade. A letra B, 
portanto, é a alternativa correta.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 2 dificuldade:  
Comentário: Quando avaliamos os intervalos de con-
fiança dos dois estudos, percebemos que ambos 
começam com um valor abaixo de 1 e terminam 
com um valor acima (0,78 – 4,8 e 0,89 – 3,2). Isso 
significa que os medicamentos se apresentaram 
como fatores de risco e de proteção, ou seja, me-
lhoraram e pioraram a situação ao mesmo tempo. 
Por isso, devemos concluir que nenhum dos dois 
medicamentos apresentou um desfecho estatistica-
mente distinto daquele apresentado pelo placebo.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 3 dificuldade:   
Comentário: Vamos analisar cada uma das alterna-
tivas.
Alternativa A: INCORRETA. Quando avaliamos o inter-
valo de confiança do desfecho “mortalidade total” 
(0,72 – 0,96), percebemos que todos os valores estão 
abaixo de 1; ou seja, demonstram que o consumo 
de laticínios reduz esse desfecho, não aumenta.
Alternativa B: INCORRETA. Quando avaliamos o in-
tervalo de confiança do desfecho “insuficiência 
cardíaca” (0,71 – 1,57), percebemos que há valores 
abaixo e acima de 1; ou seja, não há conclusão pos-
sível sobre a associação do consumo de laticínios 
com esse desfecho.
Alternativa C: CORRETA.
Alternativa D: INCORRETA. Quando avaliamos o inter-
valo de confiança do desfecho “infarto do miocár-
dio” (0,71 – 1,11), percebemos que há valores abaixo 
e acima de 1, ou seja, não há conclusão possível 
sobre a associaçãodo consumo de laticínios com 
esse desfecho.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 4 dificuldade: 
Comentário: Fácil? Como que alguém diz que essa 
questão é fácil? O comentário é grande, mas vai 
valer à pena.
Vemos tanto o valor “p” nos estudos, esperamos que 
ele esteja abaixo de 0,05 e, se estiver, confiamos 
cegamente na conclusão do estudo, não é mesmo? 
Cuidado! Você não pode continuar lendo estudos 
epidemiológicos dessa maneira. O valor “p” corres-
ponde ao nível de confiança de um determinado 
resultado estatístico.
Vamos explicar desde o começo. Os estudos con-
cluem alguma coisa. Eles podem concluir, por exem-
plo, que um medicamento não serve para covid, ou 
que determinado comportamento é fator de risco 
para câncer.
No primeiro exemplo, o estudo chegou à conclusão 
de que determinado medicamento não serve para 
covid porque comparou dois grupos, um em uso do 
medicamento e o outro sem usar, e percebeu que 
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Medicina baseada em evidências e bioestatística Cap . 2
69
não houve diferença no que diz respeito ao desfe-
cho avaliado. Em resumo, concluiu que a diferença 
entre os grupos era inexistente, ou nula. Nesse caso, 
o estudo confirmou a hipótese nula. Esse tipo de 
estudo está sujeito a um erro chamado erro tipo II, 
ou erro beta. Esse é o erro que acontece quando 
nós aceitamos a hipótese nula quando na verdade 
existe diferença no mundo real, mas nosso estudo 
não foi capaz de detectá-la.
No segundo exemplo, o estudo concluiu que o taba-
gismo, por exemplo, é fator de risco para câncer de 
pulmão. Para isso, os pesquisadores separaram dois 
grupos, um exposto ao fator e o outro não exposto, 
e perceberam que o grupo exposto desenvolvia a 
doença numa proporção muito maior. Ou seja, a 
diferença entre os grupos realmente foi observada, 
não sendo nula. Quando um estudo rejeita a hipó-
tese nula dizemos que ele confirmou a hipótese 
alternativa. Esse segundo tipo de estudo, que rejeita 
a hipótese nula, está sujeito a um erro chamado 
erro tipo I, ou erro alfa. Esse é o erro que acontece 
quando rejeitamos a hipótese nula, concluindo que 
há diferença entre os grupos, mas no mundo real 
essa diferença não existe.
Temos como saber se o nosso estudo está certo ou 
errado? Não. O estudo é exatamente a forma mais 
confiável que temos de “alcançar” o que está lá fora, 
no mundo real. É a melhor versão da realidade que 
temos na medicina. Acontece que há cálculos esta-
tísticos que nos permitem dizer o quanto podemos 
confiar na nossa conclusão, em porcentagens. No 
caso do segundo exemplo, esse cálculo é feito da 
seguinte forma:
•  Primeiro calculamos qual a chance de termos 
cometido o erro alfa: 5%, 10% ou 15% por exemplo. 
Essa chance, ou probabilidade, recebe o apelido 
de “p”. Aceitamos uma chance de estarmos erra-
dos de 5% ou menos, por isso procuramos pelo 
p < 0,05.
•  Depois calculamos o quanto nossa conclusão é 
confiável, ou o nível de confiança = 1 – erro alfa. 
Se o “p” for menor que 5%, teremos um nível de 
confiança de 95% ou mais.
Concluindo, o valor de “p” me diz qual a chance 
de uma diferença observada entre grupos no meu 
estudo estar errada, ou seja, ser devida a uma 
variação ou erro amostral. Depois da revisão ficou 
fácil, não?
 ✔ resposta: ⮪
Questão 5 dificuldade:  
Comentário: O estudo em questão concluiu que o 
Risco Relativo de desenvolver câncer de mama 
entre mulheres que foram amamentadas pela mãe, 
com relação às não amamentadas, foi de 0,69. Ou 
seja, o risco de desenvolver câncer, se a mulher foi 
amamentada, é igual a 69% do risco de desenvolver 
câncer de mama de uma mulher não amamentada. 
O intervalo de confiança foi de 0,53 – 0,90. Nesse 
caso, o intervalo de confiança confirmou que a 
amamentação é um fator de proteção.
Alternativa A: INCORRETA. A redução foi de 31%, to-
talizando 69%. Não foi uma redução de 69% (que 
indicaria um RR de 0,31).
Alternativa B: INCORRETA. Houve associação signi-
ficativa, sim. O intervalo de confiança mostrou ser 
fator de proteção e o enunciado disse que havia 
nível de significância.
Alternativa C: INCORRETA. Ver alternativa B.
Alternativa D: CORRETA. Ver alternativa A.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 6 dificuldade:   
Comentário: A média aritmética é muito afetada por 
valores extremos por ser a soma total dos valores 
dividida pelo número de valores considerados. 
A mediana é o valor que está entre os 50% maio-
res e os 50% menores. A mediana, portanto, não é 
afetada por valores extremos. Logo, a afirmação 
de que é pouco afetada está incorreta, pois ela não 
é em nada afetada. A moda é o número que mais 
se repete num grupo de números, podendo haver 
mais do que uma moda ou nenhuma, caso nenhum 
número se repita. O desvio-padrão é, de fato, a raiz 
quadrada da variância. Dessa forma, a primeira, a 
terceira e a quarta afirmativas estão corretas, mas 
a segunda está errada. Existem, então, três afirma-
tivas corretas.
 ✔ resposta: ⮦
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Medicina baseada em evidências e bioestatística Estatística
70
Questão 7 dificuldade:   
Comentário: A distribuição normal (Paramétrica/
Gaussiana) é caracterizada por uma curva simétrica 
em forma de sino, que pode ser definida por apenas 
duas medidas, a média e o desvio padrão (DP), de 
forma que a média dita o centro da curva e o des-
vio padrão o quão concentrada ou dispersa ela é.
Assertiva I: VERDADEIRA. A distribuição normal é por 
definição simétrica.
Assertiva II: VERDADEIRA. Em qualquer distribuição 
simétrica, a moda, a mediana e a média vão coin-
cidir, visto que os valores extremos de cada lado 
estão em simetria, não causando desvios.
Assertiva III: VERDADEIRA. A média e o DP definem 
o traçado da distribuição normal, de forma que os 
pontos a 01 DP de distância da média são onde 
a curva deixa de ser côncava e se torna convexa.
Assertiva IV: VERDADEIRA. Quando você observa as 
caudas (os extremos) de uma curva normal, per-
cebe que elas vão se aproximando cada vez mais 
do eixo x, chegando bem perto, mas sem tocá-lo.
 ✔ resposta: ⮪
Questão 8 dificuldade:  
Comentário: Questão sobre bioestatística básica, 
envolvendo os diferentes tipos de variáveis. Temos 
variáveis quantitativas, que descrevem quantida-
des, ou seja, números. Essas podem ser discretas 
(apenas números inteiros) ou contínuas (incluem 
valores fracionários).
O número de filhos é uma variável discreta, ou 
descontínua, enquanto peso e idade podem ser 
descritos em frações, sendo considerados variáveis 
contínuas.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 9 dificuldade: 
Comentário: Primeiro, vamos definir cada um des-
ses conceitos.
Eficácia = Resultados demonstrados dentro de 
condições ideais, como ensaios clínicos.
Efetividade = Resultados obtidos no mundo real, 
fora dos “muros” de um ensaio clínico.
Eficiência = Avaliação sobre o custo-benefício.
No texto, vemos os efeitos colaterais atrapalhando 
o uso de uma medicação. Portanto, observamos 
sua atuação no mundo real (efetividade). Depois, 
o médico fala dos resultados de outra medicação 
em ensaios clínicos (eficácia), mas aponta para o 
custo alto do medicamento (eficiência). Portanto, 
a ordem correta é efetividade, eficácia e eficiência.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 10 dificuldade:   
Comentário: Questão sobre análise de resultados de 
estudos científicos. Vamos às alternativas.
Alternativa A: INCORRETA. O intervalo de confiança 
demonstra que não há associação identificada en-
tre a não realização da TC e a evolução para óbito.
Alternativa B: INCORRETA. Pelo contrário, temos maior 
mortalidade nos pacientes acima de 60 anos.
Alternativa C: CORRETA. Sim, temos maior proporção 
de óbitos no grupo masculino. O intervalo de con-
fiança está todo acima do número 1 e o valor de p 
está descrito como sendo 0,000.
Alternativa D: INCORRETA. Observe como temos um 
intervalo de confiança amplo, o que provavelmente 
se dá pelo valor baixo de pessoas avaliadas que não 
fizeram uso do medicamento.De qualquer forma, 
a tabela está mostrando que o uso de azitromicina 
foi mais prevalente entre aqueles que tiveram alta, 
não entre os que evoluíram para óbito. Você pode 
olhar esse estudo, com o intervalo de confiança 
todo acima do número 1 e o valor de p = 0,000, e 
se perguntar se esse estudo comprova que azitro-
micina reduz mortalidade na covid-19. A resposta 
é não. Estudos transversais não determinam cau-
salidade, sendo inadequados para respaldar a to-
mada de decisão.
 ✔ resposta: ⮨
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71
Capítulo 
3TESTES DIAGNÓSTICOS
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u Sensibilidade é a capacidade de detectar os verdadeiro-positivos.
 u Especificidade é a capacidade de detectar os verdadeiro-negativos.
 u Sensibilidade e especificidade são características inerentes aos testes, não variando conforme a preva-
lência da doença.
 u Os valores preditivos variam conforme a prevalência da doença.
 u Em uma curva ROC, a área abaixo da curva corresponde à acurácia do teste diagnóstico.
 BASES DA MEDICINA
Quando falamos em testes diagnósticos, imediatamente 
pensamos em exames complementares. Essa associação, 
entretanto, não está 100% correta. A aferição da pressão 
arterial de um paciente ou a queixa de dor torácica com 
irradiação para mandíbula podem ser considerados testes 
diagnósticos. Por isso, devemos entender que informações 
adquiridas na anamnese e achados do exame físico têm 
sensibilidade, especificidade, acurácia, valores preditivos 
e razões de verossimilhança, assim como os exames 
complementares.
Como avaliamos essas características de um teste diag-
nóstico? Via de regra, comparamos com o que é conside-
rado “padrão-ouro”. O padrão-ouro é o teste diagnóstico 
que apresenta os melhores resultados, ou seja, que mais 
acerta o diagnóstico dentre todos os testes disponíveis. 
Geralmente, trata-se da avaliação anatomopatológica. 
Vamos dar um exemplo:
O paciente com câncer de pâncreas pode apresentar 
icterícia ao exame físico. Esse achado não é o suficiente, 
entretanto, para firmarmos o diagnóstico da doença. Por 
isso, solicitamos exames de imagem, como a tomogra-
fia, que, caso alterada, reforça a suspeita diagnóstica. 
Como sabemos que determinado achado à tomografia 
de abdome nos permite suspeitar, com segurança, sobre 
a presença de câncer de pâncreas? Através de estudos 
anatomopatológicos de biópsias pancreáticas, podemos 
comparar as alterações microscópicas no pâncreas com 
os achados tomográficos, e estabelecemos quais as 
características que detêm associação satisfatoriamente 
acurada com a presença da doença.
Em resumo, icterícia, tomografia e biópsia pancreática 
são todos testes diagnósticos. A biópsia é considerada o 
“padrão-ouro”, mas a tomografia tem valor preditivo bom 
o suficiente para ser usada como teste de rotina para a 
investigação diagnóstica da doença. Sempre que consi-
derarmos, neste capítulo, que um paciente é doente ou 
não doente, estamos utilizando os dados obtidos através 
do “padrão-ouro”. Ou seja, se dissermos que um paciente 
com imagem sugestiva na tomografia não tem câncer de 
pâncreas, e considerarmos o resultado falso-positivo, você 
deve entender que, caso esse paciente tivesse realizado 
uma biópsia pancreática, sua análise anatomopatoló-
gica demonstraria um pâncreas sem alterações, mesmo 
havendo exame de imagem sugestivo.
 DIA A DIA MÉDICO
Raramente, na nossa prática clínica, nós paramos e 
pesquisamos a sensibilidade e a especificidade de todas 
as queixas que os pacientes apresentam, achados que 
encontramos no exame físico e exames complementares 
que solicitamos. O conhecimento do tema deve, entre-
tanto, mudar um pouco a forma como lidamos com os 
testes diagnósticos.
importância/prevalência
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Testes diagnósticos Estatística
72
Mais uma vez, traremos um exemplo.
 W Uma paciente de 29 anos, sem queixas, vem para a 
consulta solicitando exames de rotina. Você solicita 
um “check-up” cheio de exames laboratoriais que deixa 
sua paciente satisfeita. Algumas semanas depois, a 
paciente retorna com os resultados, e um em particular 
chama a sua atenção:
 W Glicemia de jejum = 131 mg/dL
Como devemos interpretar esse resultado? O conheci-
mento sobre as características do teste é fundamental. 
A glicemia de jejum apresenta sensibilidade de 90,7% e 
especificidade de 83,5%. Esses conceitos serão apresen-
tados posteriormente, não se assuste. Outra informação 
que você precisa ter para interpretar corretamente esse 
exame diz respeito à prevalência da doença. Um estudo 
realizado em 2008 no Rio de Janeiro demonstrou preva-
lência de diabetes mellitus na faixa etária entre 20-39 
anos de 1,5%. Vamos montar uma tabela de contingência 
2x2 para esse caso.
Tabela 1. Contingência 2x2.
Doente Não doente Total
Positivo 14 163 177
Negativo 1 822 823
Total 15 985 1000
Fonte: Autor.
Ao final do capítulo, você saberá montar essa tabela e 
revisitaremos esse exemplo.
O que essa tabela mostra? Já que a prevalência é de 1,5%, 
para cada 1000 pacientes nessa faixa etária, apenas 15 
terão a doença, enquanto 985 não a terão. Com uma 
sensibilidade de 90%, a glicemia de jejum estará alterada 
em 13 ou 14 desses 15 pacientes. Acontece que, por ter 
uma especificidade de 83,5%, a glicemia também estará 
alterada em 163 dos 985 pacientes que não têm a doença. 
Por isso, para cada 177 resultados positivos, apenas 14 
realmente serão de pacientes doentes.
O que tudo isso quer dizer? A chance de aquela glicemia de 
jejum de 131 mg/dL realmente estar indicando que a sua 
paciente de 29 anos tem diabetes é de menos de 8%. Ou 
seja, a chance de se tratar de um resultado falso-positivo 
é de mais de 92%. Você simplesmente não deve acreditar 
no resultado. Por que, então, solicitar esse exame para es-
sa paciente?
Uma glicemia de jejum deve ser solicitada, portanto, para 
populações específicas. Alguns exemplos são:
 W Hipertensos
 W Pacientes com sintomas clássicos de diabetes
 W Pacientes assintomáticos acima de 45 anos
Além disso, para melhorar a acurácia do diagnóstico, 
geralmente necessitamos de duas dosagens para con-
firmação diagnóstica.
O conhecimento sobre sensibilidade, especificidade 
e prevalência nos mostra que temos que respeitar as 
indicações corretas para a realização de cada teste 
diagnóstico. Você precisa saber se aquele teste deve ser 
realizado no seu paciente e com que propósito – confirmar 
ou descartar a doença –, para não definir sua conduta 
com base em um resultado pouco confiável.
1. INTRODUÇÃO
Todo teste diagnóstico pode apresentar dois resul-
tados: positivo e negativo.
Todo paciente pode se encaixar em duas situações: 
doente ou não doente.
Assim, um paciente doente pode apresentar um 
teste positivo (verdadeiro-positivo) ou negativo 
(falso-negativo), enquanto um paciente não doente 
pode apresentar um teste positivo (falso-positivo) ou 
negativo (verdadeiro-negativo). Essas possibilidades 
estão apresentadas na tabela abaixo.
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Testes diagnósticos Cap . 3
73
Tabela 2. Tabela de Contingência 2x2.
Resultado do teste 
diagnóstico Doentes Não doentes Total
Positivo a b a + b
Negativo c d c + d
Total a + c b + d a + b + c + d
a = verdadeiro-positivo; b = falso-positivo; c = falso-negativo; d = verdadeiro-negativo.
Fonte: Autor.
2. SENSIBILIDADE E 
ESPECIFICIDADE
Sensibilidade e especificidade são características 
do teste diagnóstico. Um teste com sensibilidade 
de 80%, por exemplo, apresentará a mesma sen-
sibilidade independentemente da população em 
que o teste seja realizado. Ou seja, a prevalência 
da doença não altera essas duas características.
2 .1 . SENSIBILIDADE
 u Definição: capacidade de detectar os verdadei-
ro-positivos entre os doentes.
Em outras palavras, sensibilidade é a proporção 
de acertos entre os doentes. Ou seja, sensibilidade 
significaa probabilidade de um indivíduo doente ter 
o teste positivo. Vamos olhar a tabela?
Tabela 3. Sensibilidade.
Teste
Doença
Total
Presente Ausente
Positivo Verdadeiro-Positivo (a) Falso-Positivo (b) Total de positivos
Negativo Falso-Negativo (c) Verdadeiro-Negativo (d) Total de negativos
Total Total de Doentes Total de Não Doentes Total de Pacientes
Fonte: O autor.
Quando falamos em sensibilidade, olhamos apenas 
para os pacientes doentes. Quando o teste acerta 
nesse grupo, temos os verdadeiro-positivos. Quando 
o teste erra, temos os falso-negativos.
Um teste muito sensível vai ter uma proporção alta 
de verdadeiro-positivos e baixa de falso-negativos. 
Só isso. Os outros valores (falso-positivo e verdadei-
ro-negativo) não fazem parte da análise dos doentes.
 DICA  Sempre que falamos de sensibili-
dade, estamos avaliando apenas a popu-
lação doente.
Vamos tentar analisar através do exemplo que 
trouxemos no início do capítulo. A glicemia em 
jejum tem uma sensibilidade de 90,7%. Com essa 
sensibilidade, se na nossa população houver 1000 
pacientes diabéticos, 907 desses apresentarão 
exame alterado.
Observe que estamos avaliando apenas os pacientes 
doentes. Quando falamos de sensibilidade, olha-
mos para os pacientes que têm a doença e vemos 
quantas vezes o teste diagnóstico é capaz de dar 
positivo nessas pessoas.
Dizemos que um paciente é diabético a partir de uma 
glicemia em jejum de 126 mg/dL. O que você acha 
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Testes diagnósticos Estatística
74
que aconteceria se aumentássemos esse ponto 
de corte para 151 mg/dL? Todos os pacientes com 
exame entre 126 e 150 mg/dL, que anteriormente 
eram tidos como diabéticos passam a não ser 
mais. Assim, teremos menos resultados positivos 
entre todos os pacientes doentes. A porcentagem 
de doentes com teste positivo cai. A sensibilidade 
diminui.
Imagine que, ao invés de 150, reduzíssemos o ponto 
de corte para 100 mg/dL. Agora, todos aqueles 
pacientes doentes, mas que eram considerados 
pré-diabéticos, passam a receber o diagnóstico da 
doença. Assim, aumentamos o número de resul-
tados positivos entre todos os pacientes doentes. 
A porcentagem de doentes com teste positivo é 
maior. A sensibilidade aumenta.
Concluímos que:
 u O aumento do ponto de corte de um teste diag-
nóstico leva à redução da sensibilidade.
 u A redução do ponto de corte leva ao aumento da 
sensibilidade.
2 .2 . ESPECIFICIDADE
 u Definição: capacidade de detectar os verdadei-
ro-negativos entre os não doentes.
Em outras palavras, especificidade é a proporção 
de acertos entre os não doentes. Ou seja, especi-
ficidade significa a probabilidade de um indivíduo 
não doente ter o teste negativo. Vamos à tabela.
Tabela 4. Especificidade.
Teste
Doença
Presente Ausente Total
Positivo Verdadeiro-Positivo (a) Falso-Positivo (b) Total de Positivos
Negativo Falso-Negativo (c) Verdadeiro-Negativo (d) Total de Negativos
Total Total de Doentes Total de Não Doentes Total de Pacientes
Fonte: o autor.
Quando falamos em especificidade, olhamos ape-
nas para os pacientes não doentes. Quando o teste 
acerta nesse grupo, temos os verdadeiro-negativos. 
Quando o teste erra, temos os falso-positivos.
Um teste muito específico vai ter uma proporção 
alta de verdadeiro-negativos e baixa de falso-positi-
vos. Só isso. Os outros valores (verdadeiro-positivo 
e falso-negativo) não fazem parte da análise dos 
não doentes.
 DICA  Sempre que falamos de especifici-
dade, estamos avaliando apenas a popula-
ção não doente.
Vamos, mais uma vez, analisar essa característica 
usando o exemplo do início do capítulo. A glicemia 
em jejum tem uma especificidade de 83,5%. Se, 
na nossa população, houver 1000 pacientes sem 
diabetes, 835 desses apresentarão teste normal, 
enquanto 165 apresentarão alteração do exame.
Observe que estamos avaliando apenas os pacientes 
não doentes. Quando falamos de especificidade, 
olhamos para os pacientes que não têm a doença 
e vemos quantas vezes o teste diagnóstico é capaz 
de dar negativo nessas pessoas.
Se aumentarmos o ponto de corte para os mes-
mos 151 mg/dL discutidos anteriormente, alguns 
dos 165 pacientes não doentes que apresentavam 
resultado falso-positivo vão deixar de apresentar. 
Assim, teremos um número maior de pacientes não 
doentes com o resultado negativo.
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Testes diagnósticos Cap . 3
75
Por outro lado, se reduzirmos o ponto de corte para 
100 mg/dL, teremos mais pacientes não doentes 
com teste positivo.
Concluímos que:
 u O aumento do ponto de corte de um teste diag-
nóstico eleva sua especificidade.
 u A redução do ponto de corte reduz a especifi-
cidade.
2 .3 . SENSIBILIDADE X ESPECIFICIDADE
Para a prova, é muito comum pensarmos que quando 
elevamos a sensibilidade de um teste diagnóstico, 
reduzimos sua especificidade e vice-versa. Como 
dissemos, um teste muito sensível vai ter uma 
proporção alta de verdadeiro-positivos e baixa de 
falso-negativos. Nada além disso. Acontece que, 
como a elevação da sensibilidade leva a uma redu-
ção da especificidade, muitas questões consideram 
que um teste muito sensível é, automaticamente, 
pouco específico. Um teste pouco específico tem 
uma proporção baixa de verdadeiro-negativos e 
alta de falso-positivos. Por isso há questões que 
consideram que um teste muito sensível gera muitos 
falso-positivos, já que indiretamente conclui-se que 
o teste é pouco específico.
Essa noção não está completamente correta. 
O doppler, por exemplo, tem sensibilidade de vir-
tualmente 100% e especificidade de 98% para o 
diagnóstico de TVP proximal. Essa alta sensibilidade 
resultará em muitos falso-positivos? Não. A especifi-
cidade de 98% garante que apenas 2% dos pacientes 
não doentes tenham resultados falso-positivos. 
Como visto nas tabelas acima, a sensibilidade só 
interfere nas proporções de verdadeiro-positivos 
e falso-negativos, enquanto a especificidade só 
interfere nas proporções de verdadeiro-negativos e 
falso-positivos. Testes diagnósticos podem ser ruins, 
com valores baixos tanto de sensibilidade quanto 
de especificidade, ou muito bons, com sensibilidade 
e especificidade elevadas.
 DICA  Como nos livramos dessa armadi-
lha? Se a questão está lhe perguntando o 
que acontece a partir de um teste com alta 
sensibilidade, por exemplo, primeiro avalie 
as alternativas que falam sobre verdadeiro-
-positivos e falso-negativos, que são valo-
res diretamente influenciados pela sensibi-
lidade. Se não houver nenhuma alternativa 
correta sobre essas características, é pos-
sível que a questão esteja considerando 
que um teste muito sensível é, automatica-
mente, pouco específico, e a resposta será 
alguma característica de um teste pouco 
específico. Quando falamos que um teste 
muito sensível apresenta muitos falso-po-
sitivos, há provas que consideram essa 
afirmação falsa, e provas que a consideram 
verdadeira. Tudo depende da presença, ou 
não, de uma alternativa mais correta.
Vamos apresentar algumas afirmações sobre testes 
sensíveis e específicos.
Sobre testes com alta sensibilidade:
 u Apresentam alta proporção de verdadeiro-po-
sitivos.
 u Apresentam baixa proporção de falso-negativos.
 u Geralmente são indicados para triagem/rastrea-
mento de doenças.
 u Podem apresentar alta proporção de falso-posi-
tivos (caso haja baixa especificidade).
Sobre testes com alta especificidade:
 u Apresentam alta proporção de verdadeiro-ne-
gativos.
 u Apresentam baixa proporção de falso-positivos.
 u Geralmente são indicados para confirmação 
diagnóstica.
 u Podem apresentar alta proporção de falso-ne-
gativos (caso haja baixa sensibilidade).
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3. TABELA DE CONTINGÊNCIA 2X2
É agora que tudo toma forma. Sabe aquela tabela 
que montamos no início do capítulo com o exemplo 
da nossa paciente de 29 anos?Você precisa apren-
der a montar essa tabela. Nas provas, é importante 
usar as informações fornecidas pelo enunciado da 
questão para tentar preencher uma tabela de contin-
gência 2x2. É nessa tabela que você vai representar 
as informações de prevalência (ou probabilidade 
pré-teste), sensibilidade e especificidade.
Tabela 5. Desenho da tabela.
Doentes Não Doentes Total
Positivo
Negativo
Total
Fonte: Autor.
Na coluna à esquerda (Doentes), você irá dividir 
os pacientes doentes entre aqueles que apresen-
taram teste positivo e aqueles que apresentaram 
teste negativo. Na coluna da direita (Não Doentes), 
você fará o mesmo com os pacientes não doen-
tes. Na linha de cima (Positivo), você irá dividir os 
pacientes que tiveram teste diagnóstico positivo 
entre aqueles que efetivamente têm a doença e 
aqueles que não têm. Na linha de baixo (Negativo) 
você fará o mesmo com os pacientes que tiveram 
teste negativo.
Como você saberá quantos pacientes têm a doença 
se o teste pode positivar em pacientes não doentes 
e negativar em pacientes doentes? Geralmente, a 
questão irá trazer os dados de prevalência. Por 
exemplo, se o enunciado lhe informa que 1000 
pacientes foram testados e que a prevalência da 
doença na população estudada é de 15%, você vai 
começar a montar sua tabela da seguinte forma:
Tabela 6. Exemplo.
Doentes Não Doentes Total
Positivo
Negativo
Total 150 850 1000
Fonte: Autor.
A partir daí, tudo fica mais fácil. Os dados de sen-
sibilidade e/ou especificidade precisam ser esta-
belecidos pela questão. Digamos que o teste que 
estamos avaliando apresenta sensibilidade de 86% 
e especificidade de 94%. Sua tabela será preenchida 
assim:
Tabela 7. Exemplo.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 129 51
Negativo 21 799
Total 150 850 1000
Fonte: Autor.
Pronto, agora você tem a informação sobre o número 
total de pacientes com testes positivos e negativos. 
É hora de finalizar a sua tabela.
Tabela 8. Exemplo.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 129 51 180
Negativo 21 799 820
Total 150 850 1000
Fonte: Autor.
Você acabou de montar uma tabela de contingência 
2x2 de um teste diagnóstico com sensibilidade de 
86% e especificidade de 94%, aplicado em uma 
população de 1000 pessoas que apresenta uma 
prevalência de 15% para a doença investigada.
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77
A questão pode solicitar que você realize o caminho 
inverso, fornecendo uma tabela e questionando 
quais são os valores de sensibilidade e especifi-
cidade.
Você lembra termos citado que, quando falamos 
de sensibilidade, olhamos para a porcentagem 
de acertos entre os pacientes doentes e, quando 
falamos de especificidade, fazemos o mesmo com 
os pacientes não doentes?
Tabela 9. Exemplo.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 129 51 180
Negativo 21 799 820
Total 150 850 1000
Sensibilidade = 129/150 = 86%
Especificidade = 799/850 = 94%
Fonte: Autor.
Lembra que, no exemplo apresentado no início do 
capítulo, olhamos para todos os resultados posi-
tivos para ver qual a confiabilidade de um teste 
positivo naquela situação? Pois bem, aqui podemos 
observar que, dos 180 testes positivos, 129 estão 
corretos (verdadeiro-positivos) e 51 estão incorretos 
(falso-positivos). Se olharmos para os resultados 
negativos, veremos que 799 estão corretos (verda-
deiro-negativos) e 21 incorretos (falsos-negativos).
Ou seja, um teste positivo está correto 71,6% das 
vezes (129/180), enquanto um teste negativo acerta 
97,4% das vezes (799/820).
Algo muito estranho está acontecendo aqui. O teste 
tem especificidade maior que a sensibilidade, mas 
parece ser melhor para descartar a doença do que 
para confirmá-la. Isso se dá por conta da baixa 
prevalência da doença na população. Vamos trazer 
três situações distintas:
 u Uma em que há aumento da prevalência da doença.
 u Uma em que há aumento da sensibilidade do teste.
 u Uma em que há aumento da especificidade do 
teste.
Tabela 10. Aumento da prevalência de 15% para 50%.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 430 30 460
Negativo 70 470 540
Total 500 500 1000
Fonte: Autor.
Agora, a confiabilidade do teste positivo é de 93,5% 
(430/460), enquanto a confiabilidade do teste nega-
tivo é de 87% (470/540). Percebe que, ao igualarmos 
a prevalência de doentes e não doentes, o teste 
tornou-se melhor para confirmar a doença do que 
para descartá-la? Isso é o esperado, visto que a espe-
cificidade do teste é superior à sua sensibilidade.
Tabela 11. Aumento da sensibilidade de 86% 
para 98%. Prevalência mantida em 15%.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 147 51 198
Negativo 3 799 802
Total 150 850 1000
Fonte: Autor.
Agora, a confiabilidade do teste positivo é de 94,2 
% (147/198), enquanto a confiabilidade do teste 
negativo é de 99,6% (799/802). Assim, fica evidente 
que, ao aumentarmos a sensibilidade de um teste, 
este aumenta bastante sua confiabilidade para 
descartar uma doença.
Tabela 12. Aumento da especificidade de 94% 
para 100%. Prevalência mantida em 15%.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 129 0 129
Negativo 21 850 871
Sensibilidade Especificidade
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Doentes Não Doentes Total
Total 150 850 1000
Fonte: Autor.
Agora, a confiabilidade do teste positivo subiu de 
86% para 100% (129/129), enquanto a confiabilidade 
do teste negativo é de 97,6% (850/871). Assim, fica 
evidente que, ao aumentarmos a especificidade 
de um teste, este aumenta sua confiabilidade para 
confirmar uma doença.
Todo esse tempo, quando citamos a confiabilidade 
do teste positivo ou negativo, estivemos olhando 
para os valores preditivos positivo e negativo do 
teste em questão. A tabela abaixo demonstra que, 
quando avaliamos apenas as colunas, podemos 
calcular a sensibilidade e a especificidade do teste, 
porém quando olhamos para as linhas, estamos 
calculando o valor preditivo positivo (VPP) e o valor 
preditivo negativo (VPN).
Tabela 13. Tabela de Contingência 2x2.
Teste Diagnóstico Doente Não Doente Total
Positivo A B A+B VPP
Negativo C D C+D VPN
Total A+C B+D A+B+C+D
Sensibilidade Especificidade
Fonte: autor.
Os valores preditivos demonstram a taxa de acertos, 
ou a confiabilidade, dos resultados obtidos através 
do teste diagnóstico.
4. VALORES PREDITIVOS
4 .1 . VALOR PREDITIVO POSITIVO (VPP)
 u Definição: Proporção de verdadeiro-positivos 
entre os positivos.
Em outras palavras, Valor Preditivo Positivo é a 
proporção de acertos entre todos os resultados 
positivos. Ou seja, VPP significa a probabilidade 
de um teste positivo realmente pertencer a um 
indivíduo doente. Vamos olhar a tabela.
Tabela 14. Valor preditivo positivo.
Interpretações possíveis para o resultado de um teste diagnóstico
Teste
Doença
Total
Presente Ausente
Positivo Verdadeiro-Positivo (a) Falso-Positivo (b) Total de positivos
Negativo Falso-Negativo (c) Verdadeiro-Negativo (d) Total de negativos
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Interpretações possíveis para o resultado de um teste diagnóstico
Teste
Doença
Total
Presente Ausente
Total Total de Doentes Total de Não Doentes Total de Pacientes
Fonte: Autor.
Quando falamos em valor preditivo positivo, olha-
mos apenas para os nossos resultados positivos. 
Quando o teste acerta nesse grupo, temos os ver-
dadeiro-positivos. Quando o teste erra, temos os 
falso-positivos.
Um teste com alto VPP vai ter uma proporção alta 
de verdadeiro-positivos e baixa de falso-positivos.
VPP = A / A+B
 DICA  Sempre que falamos de valor pre-
ditivo positivo, estamos avaliando apenas 
os resultados positivos. Cuidado para não 
confundir isso com avaliar apenas os doen-
tes, o que seria a sensibilidade.
4 .2 . VALOR PREDITIVO NEGATIVO (VPN)
 u Definição: Proporção de verdadeiro-negativos 
entre os negativos.
Em outras palavras, Valor Preditivo Negativo é a 
proporçãode acertos entre todos os resultados 
negativos. Ou seja, VPN significa a probabilidade 
de um teste negativo realmente pertencer a um 
indivíduo não doente. Vamos olhar a tabela.
Tabela 15. Valor preditivo negativo.
Interpretações possíveis para o resultado de um teste diagnóstico
Teste
Doença
Total
Presente Ausente
Positivo Verdadeiro-Positivo (a) Falso-Positivo (b) Total de Positivos
Negativo Falso-Negativo (c) Verdadeiro-Negativo (d) Total de Negativos
Total Total de Doentes Total de Não Doentes Total de Pacientes
Fonte: Autor.
Quando falamos em valor preditivo negativo, olha-
mos apenas para os nossos resultados negativos. 
Quando o teste acerta nesse grupo, temos os ver-
dadeiro-negativos. Quando o teste erra, temos os 
falso-negativos.
Um teste com alto VPN vai ter uma proporção alta 
de verdadeiro-negativos e baixa de falso-negativos.
VPN = D / C+D
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 DICA  Sempre que falamos de valor pre-
ditivo negativo, estamos avaliando apenas 
os resultados negativos. Cuidado para não 
confundir isso com avaliar apenas os não-
-doentes, que seria a especificidade.
5. VALORES PREDITIVOS 
E ACURÁCIA
No nosso primeiro exemplo (a paciente de 29 anos 
com glicemia em jejum alterada), dissemos que não 
deveríamos confiar no resultado daquele exame, 
visto que a taxa de verdadeiro-positivos entre os 
resultados positivos de pacientes menores de 39 
anos era de menos de 8%. Isso quer dizer que o 
valor preditivo positivo da glicemia em jejum para 
essa população é de menos de 8%.
Vimos, no exemplo seguinte (teste hipotético com 
86% de sensibilidade e 94% de especificidade), que, 
dos 820 pacientes com teste negativo, 799 não 
tinham a doença, o que configurava uma taxa de 
acerto de 97,4% dos resultados negativos. Esse era 
o valor preditivo negativo do nosso teste. Quando 
mudamos a prevalência de 15% para 50%, entretanto, 
os valores preditivos mudaram.
Traremos, novamente, essas tabelas para que você 
possa observar essas mudanças.
Tabela 16. Prevalência de 15%, sensibilidade 
de 86% e especificidade de 94%.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 129 51 180
Negativo 21 799 820
Total 150 850 1000
Valor preditivo positivo = 129/180 = 71,6%
Valor preditivo negativo = 799/820 = 97,4%
Acurácia = 92,8%
Fonte: Autor.
Tabela 17. Prevalência de 50%, sensibilidade 
de 86% e especificidade de 94%.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 430 30 460
Negativo 70 470 540
Total 500 500 1000
Valor preditivo positivo = 430/460 = 93,5%
Valor preditivo negativo = 470/540 = 87%
Acurácia = 90%
Fonte: Autor.
Os valores preditivos variam conforme a prevalência. 
Com o aumento da prevalência, vemos um aumento 
do VPP e uma redução do VPN.
Quando alteramos a sensibilidade e a especifici-
dade, vemos, novamente, os valores de VPP e VPN 
sofrendo alterações:
Tabela 18. Prevalência de 15%, sensibilidade 
de 98% e especificidade de 94%.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 147 51 198
Negativo 03 799 802
Total 150 850 1000
Valor preditivo positivo = 147/198 = 74,2%
Valor preditivo negativo = 799/820 = 99,6%
Acurácia = 94,6%
Fonte: Autor.
Tabela 19. Prevalência de 15%, sensibilidade 
de 86% e especificidade de 100%.
Doentes Não Doentes Total
Positivo 129 0 129
Negativo 21 850 871
Total 150 850 1000
Valor preditivo positivo = 129/129 = 100%
Valor preditivo negativo = 850/871 = 97,6%
Acurácia = 97,9%
Fonte: Autor.
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Através desses exemplos, podemos concluir que:
a) VALOR PREDITIVO POSITIVO (VPP)
Definição: Proporção de verdadeiro-positivos 
entre os positivos.
 W VPP = A/A+B
 W Maior prevalência → Maior VPP
 W Maior especificidade → Maior VPP
b) VALOR PREDITIVO NEGATIVO (VPN)
Definição: Proporção de verdadeiro-negativos 
entre os negativos
 W VPN = D/C+D
 W Maior prevalência → Menor VPN
 W Maior sensibilidade → Maior VPN
c) ACURÁCIA
Definição: Proporção de acertos do teste diag-
nóstico
 W Acurácia = A+D/A+B+C+D
 W Melhor relação entre Sensibilidade e Especi-
ficidade → Maior acurácia
 W Maior VPP → Maior acurácia
 W Maior VPN → Maior acurácia
Em resumo:
 u Para calcular sensibilidade → Acerto entre os 
doentes (coluna da esquerda)
 u Para calcular especificidade → Acerto entre os 
não doentes (coluna da direita)
 u Para calcular VPP → Acerto entre os positivos 
(linha de cima)
 u Para calcular VPN → Acerto entre os negativos 
(linha de baixo)
 u Para calcular Acurácia → Acerto geral do teste
6. RAZÃO DE VEROSSIMILHANÇA
A Razão de Verossimilhança (RV) demonstra o quão 
útil um teste diagnóstico é para mudar a probabili-
dade de um indivíduo ter a doença em comparação 
com a probabilidade pré-teste. Diferentemente 
do valor preditivo, que depende da prevalência da 
doença e dá resultados em proporções de valo-
res, a razão de verossimilhança é melhor aplicada 
a indivíduos e realmente nos oferece resultados 
como chances. Neste caso, chance de o paciente 
efetivamente apresentar a doença ou efetivamente 
não a ter. As provas geralmente cobram o conceito 
da RV, mas também vamos lhe ensinar a calculá-la.
 u Razão de Verossimilhança Positiva (RV+) é a pro-
babilidade de um resultado positivo em pacientes 
com a doença dividida pela probabilidade de um 
resultado positivo em pacientes sem a doença.
 W RV+ = verdadeiro-positivos / falso-positivos 
ou sensibilidade / 1-especificidade
 W Quanto mais alta a RV+, melhor. Valores aci-
ma de 10 causam mudanças importantes na 
probabilidade pós-teste.
 u Razão de Verossimilhança Negativa (RV-) é a pro-
babilidade de um resultado negativo em pacientes 
sem a doença dividida pela probabilidade de um 
resultado negativo em pacientes com a doença.
 W RV− = falso-negativos / verdadeiro-negativos 
ou 1-sensibilidade / especificidade
 W Quanto mais baixa a RV-, melhor. Valores abai-
xo de 0,1 causam mudanças importantes na 
probabilidade pós-teste
7. CURVA ROC
A Curva ROC é uma representação gráfica da sen-
sibilidade, especificidade e acurácia de um teste 
diagnóstico.
 u Eixo vertical: sensibilidade
 u Quanto mais alto, maior a sensibilidade
 u Eixo horizontal: falso-positivos (1-especificidade)
 u Quanto mais à direita, menor a especificidade. 
Assim, quanto mais à esquerda, maior a espe-
cificidade.
 u Área sob a curva: acurácia
 u Todos os possíveis pontos de corte de um teste 
diagnóstico geram uma curva. O ponto que traz 
melhor relação sensibilidade X especificidade 
será aquele com melhor acurácia. Ele deve ser 
o ponto de corte escolhido (glicemia em jejum 
– 126 mg/dL, por exemplo).
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Na curva ROC fica evidente que o aumento da sensi-
bilidade geralmente vem acompanhado de redução 
da especificidade, e vice-versa. A melhor relação 
entre essas duas características se encontra no 
ponto mais próximo ao canto superior esquerdo 
do gráfico.
Gráfico 1. Exemplo de curva ROC.
Fonte: Moraes.1
Observe que um teste representado por uma linha 
cortando o gráfico pela metade, sem gerar nenhuma 
curva, é considerado um teste inútil. Isso significa 
que o teste apresenta acurácia de 50%, o que é o 
mesmo que jogar uma moeda para cima, ou decidir 
ao acaso. Não há motivo para considerar a aplicação 
de um teste diagnóstico com acurácia semelhante 
ao acaso.
O teste perfeito é aquele que consegue incluir todo o 
gráfico abaixo da sua curva. Infelizmente, essa não 
é a realidade. Os testes que apresentem acurácia 
entre 50-100% já se apresentam como alternativas 
melhores do que o acaso, senso considerados testes 
úteis, ou adequados.
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83
Mapa mental. Testes diagnósticos
Testes diagnósticos
Curva ROC
Eixo vertical = 
sensibilidade
Eixo horizontal = 
1-especificidade
Área sob a curva = 
acuráciaRazão de 
verossimilhança
Especificidade
Utilidade do teste para 
mudar probabilidade
RV+ = Sensibilidade / 
1-espeficidade
RV− = 1-sensibilidade / 
Especificidade
Acurácia
Valor preditivo 
positivo 
Proporção de acertos 
do teste diagnóstico
A+D/A+B+C+D
Verdadeiro-positivo
Proporção de acertos 
entre os negativos
Proporção de acertos 
entre os positivos
Falso-positivo
D/C+DA/A+B
Verdadeiro-negativos
Aumento de prevalência 
reduz VPN
Aumento de prevalência 
eleva VPP
Falso-negativos
Tabela de 
contingência 2x2
Valor preditivo 
negativo Sensibilidade
Capacidade de detectar 
verdadeiro-positivos
Capacidade de detectar 
verdadeiro-negativos
A/A+C D/B+D
Olhamos para os doentes Olhamos para os não doentes
Teste muito sensível Teste muito específico
Muitos 
verdadeiro-positivos
Muitos 
verdadeiro-negativos
Poucos 
falso-negativos
Poucos 
falso-positivos
Bom para triagem/
rastreamento
Bom para confirmação 
diagnóstica
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REFERÊNCIAS
1. Moraes SL. Instituto de Medicina Tropical, Universidade 
de São Paulo; 2012.
2. Manrahan EJ, Madupu G. Appleton & Lange’s review 
of epidemiology and biostatistics for the USMLE. East 
Norwalk: Appleton & Lange; 1994.
3. Benseñor IM, Atta JÁ, Martins MA. Semiologia clínica. 
São Paulo: Sarvier; 2002.
4. Guyatt GH, Oxman AD, Ali M, Willan A, Mcllroy W, Patterson 
C. Laboratory diagnosis of iron-deficiency anemia: an 
overview. J Gen Intern Med. 1992; 7(2):145-53.
5. Gusso G, Lopes JMC. Tratado de medicina de família e 
comunidade princípios, formação e prática. Porto Alegre: 
Artmed; 2012.
6. Ferreira Juliana Carvalho, Patino Cecilia Maria. Entendendo 
os testes diagnósticos. Parte 3. J. bras. pneumol. [Inter-
net]. 2018 Feb [cited 2020 Nov 01]; 44(1):4-4. Available 
from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttex-
t&pid=S1806-37132018000100004&lng=en. https://doi.
org/10.1590/s1806-37562018000000017.
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Testes diagnósticos Cap . 3
85
QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(IAMSPE – SP – 2021) Com relação aos testes utilizados 
no diagnóstico clínico de uma doença, assinale a 
alternativa correta.
	⮦ Os testes sensíveis são necessários para o diag-
nóstico de doenças leves.
	⮧ Os testes sensíveis dão poucos resultados fal-
so-positivos.
	⮨ Os testes específicos dão muitos resultados 
falso-positivos.
	⮩ Os testes específicos dão poucos resultados 
falso-positivos.
	⮪ O valor preditivo negativo é mais útil para o re-
sultado positivo.
Questão 2
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE – SE – 2018) Correlacio-
ne a primeira coluna com a segunda:
1. Sensibilidade;
2. Especificidade;
( ) Se for alta em um teste, este pos-
suirá poucos resultados Falso-
-Positivos;
( ) Se for alta em um teste, este deverá 
ser utilizado em rastreios;
( ) Se for alta em um teste, este deverá 
ser utilizado para confirmação 
diagnóstica;
( ) Se for alta em um teste, este pos-
suirá poucos Falso-Negativos.
	⮦ 2 – 1 – 2 – 1
	⮧ 1 – 2 – 1 – 2
	⮨ 1 – 1 – 2 – 2
	⮩ 2 – 2 – 1 – 1
Questão 3
(PSU – MG – 2020) Foi realizado um estudo para avaliar 
a capacidade dos clínicos em diagnosticar infec-
ção estreptocócica, utilizando-se de 149 pacientes 
com “dor de garganta” que procuraram o serviço 
de emergência aos resultados de culturas orofa-
ríngeas para Streotococcus do grupo A. Dos 37 
pacientes que apresentaram cultura orofaríngea 
positiva, 27 foram diagnosticados pelos médicos 
como tendo faringite estreptocócica. Entre os 112 
pacientes que apresentaram cultura negativa, os 
médicos diagnosticaram que 35 deles apresenta-
vam a doença. Em relação a esse estudo, assinale 
a alternativa CORRETA.
	⮦ A prevalência da doença no grupo e a especifi-
cidade do exame clínico são respectivamente 
33% e 44%
	⮧ Ao afastar a doença entre os examinados, os 
médicos acertaram em 73%
	⮨ O diagnóstico clínico da faringite estreptocócica 
estava correto em 73% dos pacientes examinados
	⮩ O percentual de falsos positivos do exame clíni-
co dos médicos é de 56%
Questão 4
(UNICAMP – SP – 2019) Um teste sorológico para iden-
tificar a infecção por, pelo menos, um sorovar de 
leptospira foi aplicado em 1.000 trabalhadores da 
área de saneamento de um município. Foram en-
contrados 100 indivíduos com resultado positivo. 
Considere que a prevalência esperada nesta popu-
lação é de 10% e a sensibilidade do teste é de 95%. 
O VALOR PREDITIVO POSITIVO (VPP) É:
	⮦ 10%
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Testes diagnósticos Estatística
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	⮧ 95%
	⮨ 30%
	⮩ 100%
Questão 5
(SUS – SP – 2019) Considere a seguinte tabela sobre re-
sultados de um teste diagnóstico para uma doença: 
O valor preditivo positivo do teste é:
Resultado
Doença
Total
Presente Ausente
Positivo 20 180 200
Negativo 1 199 200
Total 21 379 400
	⮦ 52,5%
	⮧ 10%
	⮨ 5,3%
	⮩ 99,5%
	⮪ 95,2%
Questão 6
(SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE GOIÁS – GO) Pesquisa-
dores que tratam de doenças pulmonares em uma 
clínica especializada sugeriram um novo teste para 
detectar câncer no pulmão. Os resultados do estu-
do são descritos a seguir. Considerando os dados, 
a probabilidade de um paciente, atendido nessa 
clínica e que não tenha câncer no pulmão, ter um 
resultado positivo no teste e o valor da predição 
negativa são, respectivamente,
Câncer 
pulmonar
Teste 
positivo
Teste 
negativo Total
Presente 180 34 214
Ausente 78 4158 4236
Total 258 4192 4450
	⮦ 0,841 e 0,981.
	⮧ 0,018 e 0,981.
	⮨ 0,841 e 0,092.
	⮩ 0,018 e 0,992.
Questão 7
(SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE – DF – 2021) Uma pacien-
te de 59 anos de idade, hipertensa e tabagista há 
30 anos, em uso de hidroclorotiazida 25 mg, com 
controles pressóricos adequados, compareceu à 
consulta sem queixas, apresentando exames de ro-
tina com glicemia de jejum = 130 mg/dL e HbA1c = 
6,8%. Os demais exames não mostraram alterações 
significativas. Ela deseja informações a respeito da 
mamografia, pois não a realiza há anos. Com base 
nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. O exame de 
mamografia está indicado para a paciente e é útil 
para rastreio, pois demonstra alta especificidade.
	⮦ CERTO
	⮧ ERRADO
Questão 8
(UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – SP – 2021) Considere que 
um determinado teste diagnóstico de uma infecção 
está sendo utilizado em uma cidade onde sua preva-
lência é 10%. O que se espera dos valores preditivos 
positivo (VPP), negativo (VPN) e da especificidade 
(E) desse teste, se o mesmo for aplicado em outra 
cidade onde a prevalência da infecção é 20%?
	⮦ Diminuirá; aumentará; aumentará.
	⮧ Diminuirá; aumentara; será mantida.
	⮨ Aumentará; aumentará; diminuirá.
	⮩ Aumentará; diminuirá; será mantida.
Questão 9
(IAMSPE – SP – 2021) A prevalência de uma determi-
nada doença em uma população é de 20%. Sendo 
assim, um teste de diagnóstico, com sensibilidade 
de 80% e especificidade de 70%, foi desenvolvido. 
Com base nessa situação hipotética, assinale a al-
ternativa que apresenta, correta e respectivamente, 
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Testes diagnósticos Cap . 3
87
o valor preditivo positivo (VPP) e o valor preditivo 
negativo (VPN).
	⮦ 30% e 60%.
	⮧ 38% e 70%.
	⮨ 40% e 93%.
	⮩ 50% e 90%.
	⮪ 53% e 87%.
Questão 10
(SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE GOIÁS – GO – 2018) A curva 
ROC (Receiver Operating Characteristic) é utilizada, 
na avaliação de um teste diagnóstico, para decidir:
	⮦ Sua reprodutibilidade
	⮧ Seu ponto de corte.
	⮨ Seu indicador de KAPPA.
	⮩ Sua probabilidade pré-teste.
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Testes diagnósticos Estatística
88
GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade: 
Comentário: Sensibilidade é a capacidade de identifi-
car os verdadeiro-positivos. Ou seja, se um paciente 
for doente, a chance é grande de um teste muito 
sensíveldar positivo. Especificidade é a capacida-
de de detectar os verdadeiro-negativos. Ou seja, se 
um paciente não for doente, a chance é grande de 
um teste muito específico dar negativo.
Alternativa A: INCORRETA. A gravidade da doença 
não interfere tanto no teste que deve ser realizado. 
O principal é sabermos se queremos descartar a 
doença ou confirmá-la.
Alternativa B: INCORRETA. Os testes muito sensíveis 
dão muitos resultados verdadeiro-positivos e poucos 
falso-negativos. Nada além disso. Como a alta sen-
sibilidade muitas vezes vem acompanhada de baixa 
especificidade, pode haver muitos falso-positivos.
Alternativa C: INCORRETA. Os testes muito especí-
ficos dão muitos resultados verdadeiro-negativos 
e poucos falso-positivos. Nada além disso. Como 
a alta especificidade muitas vezes vem acompa-
nhada de baixa sensibilidade, pode haver muitos 
falso-negativos.
Alternativa D: CORRETA.
Alternativa E: INCORRETA. O valor preditivo negativo 
nos diz o quanto devemos confiar num teste quan-
do ele dá negativo. É o valor preditivo positivo que 
é útil para o resultado positivo.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 2 dificuldade: 
Comentário: Vamos analisar cada uma das afirmações:
•  Se for alta em um teste, este possuirá poucos 
resultados falso-positivos – Especificidade. 
A Especificidade avalia os pacientes não doentes. 
Podemos ter verdadeiro-negativos ou falso-po-
sitivos. Quanto mais específico é um teste, mais 
ele acerta dentre os não doentes. Ou seja, mais 
verdadeiro-negativos e menos falso-positivos.
•  Se for alta em um teste, este deverá ser utilizado 
em rastreios – Sensibilidade. Quanto mais sensí-
vel, menor o número de falso-negativos. Isso é o 
que precisamos para um teste de rastreio.
•  Se for alta em um teste, este deverá ser utilizado 
para confirmação diagnóstica – Especificidade. 
Utilizamos testes com alta especificidade para 
confirmação diagnóstica.
•  Se for alta em um teste, este possuirá poucos 
falso-negativos – Sensibilidade. A sensibilidade 
diz respeito aos pacientes doentes. Podemos ter 
verdadeiro-positivos ou falso-negativos. Quanto 
maior a sensibilidade, maior a proporção de ver-
dadeiro-positivos e menor a de falso-negativos.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 3 dificuldade:   
Comentário: Vamos fazer a tabela de contingência 
2x2 e analisar cada uma das alternativas:
Doentes Não Doentes Total
Positivo 27 35 62
Negativo 10 77 87
Total 37 112 149
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Testes diagnósticos Cap . 3
89
Não entendeu a tabela? O teste diagnóstico que 
está sendo avaliado é o exame clínico. A cultura 
orofaríngea é o “padrão-ouro” que determina quem 
é doente e quem não é.
O mais importante nesta questão é identificar que o 
exame clínico é o teste diagnóstico sendo avaliado, 
não a cultura de orofaringe.
Alternativa A: INCORRETA. Prevalência = 37/149 = 
25%. Especificidade = 77/112 = 69%.
Alternativa B: INCORRETA. Ao afastar (negativo) os 
médicos acertaram 77 vezes de 87 = 89%.
Alternativa C: INCORRETA. Diagnóstico correto são os 
verdadeiro-positivos e negativos = 27 + 77 = 104. 
Total de pacientes de 149. Acurácia = 104/149 = 70%.
Alternativa D: CORRETA. Temos 35 falso-positivos 
em um total de 62 positivos = 56%.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 4 dificuldade:  
Comentário: Para responder a esta questão, preci-
samos fazer a tabela de contingência 2x2:
Doentes Não Doentes Total
Positivo 95 5 100
Negativo 5 895 900
Total 100 900 1000
O valor preditivo positivo é o total de verdadeiro-
-positivos sobre o total de positivos: 95/100 = 95%.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 5 dificuldade: 
Comentário: Valor preditivo positivo é o número de 
verdadeiro-positivos sobre o número total de posi-
tivos. Neste caso, 20/200 = 10%.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 6 dificuldade:  
Comentário: Normalmente, quando montamos uma 
tabela de contingência 2x2 colocamos as colunas 
separadas entre “doente” e “não-doente” e as linhas 
em “teste positivo” e “teste negativo”. Nesta ques-
tão, a tabela está ao contrário. Se você conhecer 
os conceitos, entretanto, dá para responder sem 
problemas.
A questão está pedindo a probabilidade de um 
paciente sem câncer de pulmão ter o resultado 
positivo, ou seja, 78/4236, e o valor preditivo nega-
tivo, ou seja, 4158/4192.
Vamos às contas:
78/4236 = 0,018
4158/4192 = 0,992
 ✔ resposta: ⮩
Questão 7 dificuldade:  
Comentário: A mamografia deve ser realizada entre 
50 e 69 anos (há algumas indicações específicas 
para realização mais precoce). Sua periodicidade é 
bianual. Para essa paciente, o exame é indicado e 
é útil para rastreio. Acontece que os testes de ras-
treio, geralmente, apresentam alta sensibilidade, 
não especificidade. Lembre-se que para triagem e 
rastreio buscamos testes com alta sensibilidade, 
enquanto para confirmação diagnóstica buscamos 
testes com alta especificidade.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 8 dificuldade: 
Comentário: Questão abordando conceitos sobre tes-
tes diagnósticos. Importante lembrar que sensibili-
dade e especificidade são características inerentes 
ao teste, logo não se alteram com a prevalência da 
doença. Já os valores preditivos são influenciados 
pela probabilidade pré-teste, semelhante à preva-
lência, podendo então ser alterados. Uma maior 
prevalência de uma determinada doença aumenta 
o valor preditivo positivo e diminui o valor prediti-
vo negativo, afinal, se há uma maior prevalência a 
chance de encontrarmos verdadeiros doentes é 
maior. Assim, com o aumento da prevalência de 
10% para 20%, teremos aumento do VPP, redução 
do VPN e a Especificidade será mantida.
 ✔ resposta: ⮩
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Testes diagnósticos Estatística
90
Questão 9 dificuldade:  
Comentário: A questão nos fornece alguns dados, 
como prevalência da doença, sensibilidade e espe-
cificidade do teste diagnóstico. Podemos montar 
uma tabela de contingência 2x2 com esses dados. 
Vamos supor que temos uma população total de 
1000 pessoas. Com 20% de prevalência, são 200 
doentes e 800 não doentes. Dos 200 doentes, 80% 
(160) têm teste positivo, já que é essa a sensibilidade. 
Dos 800 não doentes, 70% (560) têm teste negativo, 
já que é essa a especificidade. Após completarmos 
a tabela, temos estes valores.
Doentes Não doentes Total
Positivos 160 240 400
Negativos 40 560 600
Total 200 800 1000
O valor preditivo positivo (VPP) é o número de ver-
dadeiro-positivos (160) dividido pelo número total 
de positivos (400). VPP = 160/400 = 40%.
O valor preditivo negativo (VPN) é o número de 
verdadeiro-negativos (560) dividido pelo número 
total de negativos (600). VPN = 560/600 = 93,3%.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 10 dificuldade:  
Comentário: A curva ROC é um instrumento utilizado 
para comparar os métodos diagnósticos, represen-
tando graficamente sua capacidade de discriminar 
entre doentes e não doentes, pelos seus pares de 
Sensibilidade e Especificidade obtidos ao se ajustar 
o ponto de corte do teste. O ponto da curva mais 
próximo do extremo superior esquerdo do gráfico 
é o que tende a gerar uma melhor relação de Sen-
sibilidade vs. Especificidade, e, portanto, é prefe-
rencialmente utilizado.
 ✔ resposta: ⮧
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Capítulo 
4
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA 
E NÍVEIS DE PREVENÇÃO
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u Entender as diferenças entre o período pré-patogênico e o período patogênico;
 u Definir corretamente prevenção primária, secundária, terciária e quaternária;
 u Diferenciar rastreamento e diagnóstico precoce.
1. HISTÓRICO
 BASES DA MEDICINA
Na Antiguidade, acreditava-se que a saúde era dádiva e a 
doença castigo dos deuses. Por volta do ano de 400 a.C., 
Hipócrates, em sua obra Os ares e os lugares, relaciona 
os locais da moradia, a procedência da água para beber 
e até os ventos com o processo saúde-doença. Séculos 
mais tarde, a teoria miasmática toma lugar, consistindo 
na transmissão das doenças pela inspiraçãode gases de 
animais e dejetos em decomposição. No século XIX, com 
a evolução de técnicas científicas, a teoria microbiana 
passa a ter predominância, e na atualidade temos o pre-
domínio da multicausalidade, em que as doenças podem 
ser causadas por diversos fatores que serão esclarecidos 
ao longo desse capítulo.
2. PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
Primeiro de tudo, o que é saúde? Já foi definida 
no passado como “estado de ausência de doen-
ças”, porém foi redefinida em 1948 pela OMS como 
“estado de completo bem-estar físico, mental e 
social”, passando de uma visão apenas biomédica 
da saúde para uma visão abrangente e não estática 
do processo saúde-doença.
 BASES DA MEDICINA
No Brasil, através da Lei Orgânica de Saúde nº 8080, a 
definição de saúde vai ainda mais além da apresentada 
pela OMS, incluindo e explicitando os diversos fatores 
determinantes e condicionantes desse processo. A lei diz:
“A saúde tem como fatores determinantes e condicionan-
tes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento 
básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o 
transporte, o lazer, o acesso a bens e serviços essenciais; 
os níveis de saúde da população expressam a organização 
social e econômica do país”.
Agora você consegue compreender como esse 
processo saúde-doença é complexo e engloba 
dimensões biológicas, psicológicas, socioculturais, 
econômicas, ambientais e políticas. Essa multidimen-
sionalidade está relacionada com a organização e 
gestão das ações e serviços de saúde, de forma que 
possam corroborar ainda mais com as necessidades 
de determinada população em determinado território.
3. HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
A história natural da doença foi definida pelos pes-
quisadores Leavell & Clark, os “pais” da medicina 
preventiva, como:
importância/prevalência
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História natural da doença e níveis de prevenção Epidemiologia
92
“Todas as interrelações do agente, do hospedeiro e 
do meio ambiente que afetam o processo global e 
seu desenvolvimento, desde as primeiras forças que 
criam o estímulo patológico no meio ambiente ou 
em qualquer lugar (pré-patogênese), passando pela 
resposta do homem ao estímulo, até as alterações 
que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou 
morte (patogênese).”
De forma resumida, a história natural da doença 
se refere à evolução de uma doença no indivíduo 
através do tempo, na ausência de intervenção. Ou 
seja, como se comporta uma determinada doença, 
uma pneumonia, por exemplo, se nós não fizermos 
nada a respeito e simplesmente observarmos? Qual 
seria o curso natural do adoecimento?
Antes mesmo da pessoa adoecer, já há fatores que 
interferem no adoecimento: exposição a fatores de 
risco, predisposição genética, determinantes sociais. 
Tudo isso pode estar protegendo ou expondo o 
indivíduo. Depois, no exemplo dado da pneumonia, 
o agente etiológico infecta a pessoa. Há um período 
sem sintomas, até que eles começam a aparecer. 
Depois disso, a pessoa pode adquirir imunidade e 
se curar, pode ficar com algum tipo de comprome-
timento por um longo período (até pelo resto da 
vida) ou pode falecer. Essas são as possibilidades 
expostas no modelo que apresentaremos a seguir:
Imagem 1. Possíveis desfechos na 
história natural da doença.
Pré-Patogênese Patogênese
Indivíduo Suscetível
Doença 
Subclínica Recuperação
Doença 
Manifesta
Imunidade
Incapacidade
Morte
Fonte: Autoria própria.
3 .1 . PERÍODO PRÉ-PATOGÊNICO
Ainda não há doença. Há, entretanto, determinantes 
que potencializam o surgimento da doença, como, 
por exemplo, fatores de risco de diversas naturezas 
que tornam o indivíduo suscetível ao adoecimento.
Os pesquisadores Leavell & Clark estabelecem 
a causalidade das doenças a partir das relações 
entre: agente, hospedeiro e meio ambiente (tríade 
ecológica).
O agente etiológico existe. O meio permite ao indi-
víduo que ele adoeça. O indivíduo apresenta fatores 
próprios que permitem seu adoecimento. Há um 
contrabalanço com fatores de proteção. A obser-
vância desses fatores de risco e de proteção con-
figura o período pré-patogênico. Para prevenir o 
surgimento da doença, deve-se atuar promovendo 
saúde através de hábitos de vida mais saudáveis, 
por exemplo, e realizando algum tipo de proteção 
específica, como vacinação. Então, já adiantando: 
as ações de prevenção no período pré-patogênico 
são consideradas ações de prevenção primária. 
Promoção de saúde e proteção específica são as 
principais formas de prevenção possíveis nesse 
período.
3 .2 . PERÍODO PATOGÊNICO
No período patogênico a doença já existe. Podemos 
dividir esse período em 2 grandes fases:
 u 1. Adoecimento:
 W a. Doença subclínica: já há adoecimento, mas 
sinais e sintomas ainda não são perceptíveis. 
Por exemplo: o agente etiológico já infectou o 
paciente, mas ainda não produziu sintomas. 
Vamos refletir sobre como podemos detectar 
pessoas nessa fase. Outro spoiler: a preven-
ção secundária.
 W b. Doença manifesta: já existe sintomatologia.
 u 2. Desfecho:
 W a. Recuperação: o paciente se recupera dos 
sintomas e da doença sem sequelas.
 W b. Imunidade: no que diz respeito a doenças 
infecciosas, o paciente pode adquirir imunida-
de para com o agente etiológico.
 W c. Incapacidade: a doença não leva o pacien-
te a óbito, mas deixa algum tipo de sequela 
importante.
 W d. Morte: paciente não se recupera e evolui 
a óbito.
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História natural da doença e níveis de prevenção Cap . 4
93
Podemos considerar a doença subclínica como 
um período pré-clínico, a doença manifesta como 
um período clínico (patologia precoce ou doença 
avançada) e as demais como possibilidades de 
desfecho.
Podemos associar esses marcos do período pato-
gênico a níveis de prevenção (veja a figura abaixo). 
Quando atuamos na doença subclínica, buscando 
o diagnóstico precoce antes que a doença se mani-
feste em estágios avançados, estamos falando de 
prevenção secundária. Quando atuamos no des-
fecho, buscando, principalmente, a prevenção de 
incapacidade ou a reabilitação do paciente, estamos 
exercendo ações de prevenção terciária. Confuso? 
Vamos esclarecer esses níveis de prevenção de 
forma mais detalhada.
Figura 2. Esquema com o modelo teórico de história natural da doença e níveis de prevenção.
Fonte: Universidade de São Paulo, Disciplina de Epidemiologia.
4. NÍVEIS DE PREVENÇÃO 
EM SAÚDE
Prevenir significa evitar o desenvolvimento de um 
estado patológico. O modelo de Leavell & Clark, 
aquele proposto para explicar a história natural das 
doenças, é o que apresenta os 3 níveis de prevenção 
citados anteriormente e que vamos descrever com 
mais detalhes a partir de agora.
4 .1 . PREVENÇÃO PRIMÁRIA
 u A doença ainda não existe.
 u Objetivo: evitar que doença apareça.
 u Atua no fator de risco.
Essas são as características mais importantes da 
prevenção primária. Se houver doença já estabe-
lecida, não estaremos mais falando de prevenção 
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História natural da doença e níveis de prevenção Epidemiologia
94
primária. As medidas de prevenção primária podem 
ser separadas em medidas de promoção a saúde 
e de proteção específica.
 DICA  O exemplo mais comum de pre-
venção primária cobrado em provas é a 
vacinação.
 u Medidas de promoção a saúde são ações que 
visam melhorias nas condições de vida dos indiví-
duos, famílias e comunidades. Alguns exemplos: 
saneamento básico, coleta de lixo, controle da 
qualidade do ar, nutrição adequada, lazer, cultu-
ra, proteção dos direitos humanos.
 u Já a proteção específica consiste em medidas 
dirigidas a grupos específicos dos processos 
saúde-doença como, por exemplo, vacinação, 
fluoração da água para combate da cárie, adição 
de iodo no sal para combate do bócio, camisinhas 
para prevenção de DST e medidas de proteção 
contra criadouros de Aedes.
 DICA  Não confundamedidas de promo-
ção da saúde com proteção específica na 
sua prova. Tudo que é direcionado a um 
problema definido corresponde a medidas 
de proteção específica e não a promoção 
da saúde.
4 .2 . PREVENÇÃO SECUNDÁRIA
 u Doença já existe, mas ainda não avançou.
 u Objetivo: impedir evolução desfavorável, detec-
ção de problema de saúde em estágio inicial.
 u Atua no diagnóstico precoce/rastreamento.
Essas são as características mais importantes da 
prevenção secundária. Se já há doença, mas você 
a está descobrindo em estágios iniciais, possibili-
tando um tratamento precoce, trata-se de prevenção 
secundária. Se ainda não houver doença ou já houver 
estágios avançados com sequelas e incapacidade, 
não tem como ser prevenção secundária.
Exemplos: diagnóstico precoce, rastreamentos 
(sangue oculto nas fezes, citopatológico de colo de 
útero, mamografia, dosagem de colesterol), aferição 
de pressão arterial e glicemia de jejum, aplicação 
de questionários visando diagnóstico.
 DICA  O exemplo mais cobrado na prova 
é o rastreamento. Então, vamos falar um 
pouco sobre ele. Lembrando que no capí-
tulo de Vigilância em Saúde ele será mais 
aprofundado.
4 .2 .1 . Rastreamento
Consiste na realização de testes ou exames diagnós-
ticos em populações ou pessoas assintomáticas, 
com a finalidade de detecção precoce – ou seja, 
visa detectar indivíduos com doença, mas que não 
apresentam nenhum sintoma.
Pode ser oportunístico, sendo realizado quando 
a pessoa procura o serviço de saúde por algum 
outro motivo e o profissional de saúde aproveita 
o momento para rastrear alguma doença ou fator 
de risco. Exemplo: você atende uma mulher de 30 
anos com quadro de dor de garganta e aproveita 
para realizar orientações e educação sobre saúde 
sexual (prevenção primária) e realiza o exame pre-
ventivo do colo uterino (prevenção secundária) na 
mesma consulta.
Sabe aquele ditado “prevenir é melhor que reme-
diar”? Cuidado! Esse “ato” é uma das principais 
causas de iatrogenias. Então, quando rastrear uma 
doença? Para a implantação de um programa de 
rastreamento, o problema clínico deve atender aos 
seguintes critérios:
 u O problema deve ser relevante na população, le-
vando em consideração os conceitos de magni-
tude, transcendência e vulnerabilidade;
 u A história natural da doença ou do problema clí-
nico deve ser bem conhecida;
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História natural da doença e níveis de prevenção Cap . 4
95
 u Deve existir estágio pré-clínico bem definido, 
durante o qual a pessoa possa ser detectada;
 u O benefício da detecção e do tratamento precoce 
com o rastreamento deve ser maior do que se 
a condição fosse tratada no momento habitual 
do diagnóstico;
 u O custo do rastreamento e tratamento deve ser 
razoável e compatível com o orçamento do sis-
tema.
4 .2 .2 . Detecção precoce
Ações destinadas a identificar a doença em está-
gio inicial a partir de sintomas e/ou sinais clínicos. 
A diferença do rastreamento consiste na presença 
de sinais ou sintomas, mesmo que discretos.
 DICA  Um mesmo exame pode ser tan-
to para rastreamento ou para diagnósti-
co; atente ao enunciado: se paciente está 
ASSINTOMÁTICA será rastreamento e se 
houver qualquer indício de sintoma será um 
teste diagnóstico. Ex: mamografia.
4 .3 . PREVENÇÃO TERCIÁRIA
 u Doença e prejuízos já estabelecidos.
 u Objetivo: fazer com que limitações impostas 
pela doença prejudiquem o mínimo a qualidade 
de vida do paciente.
 u Atua na reabilitação e/ou reintegração do pacien-
te e prevenção de complicações.
Essas são as características mais importantes 
da prevenção terciária. Já existe a doença e já 
existe prejuízo causado pela evolução natural dessa 
doença. O foco agora é fazer com que o indivíduo, 
já prejudicado, sinta o menor impacto possível na 
sua qualidade de vida, seja impedindo a progressão 
ou tentando reabilitar um dano já instituído.
Exemplos: fisioterapia pós-AVC, betabloqueador 
pós-IAM, controle glicêmico no paciente com diabe-
tes mellitus, colocação de prótese após amputação, 
apoio de caráter psicoemocional após traumas, 
apoio de caráter social, como readaptação ao tra-
balho.
 DICA  A grande palavra da prevenção ter-
ciária na sua prova é a reabilitação. Fisio-
terapia após AVC ou acidente é o exemplo 
mais cobrado.
4 .4 . PREVENÇÃO QUATERNÁRIA
 u Prejuízos causados pela atuação médica.
 u Objetivo: reduzir iatrogenias.
Antes de discutirmos a prevenção quaternária, que 
vem caindo cada vez mais nas provas, precisamos 
entender o problema que fez com que esse novo 
tipo de prevenção passasse a ser discutido. Muitas 
vezes, solicitamos exames de forma desnecessária. 
Sabe aquele checkup em paciente de 20 e poucos 
anos? Ou então o diagnóstico que deveria ser clínico, 
mas no qual expomos o paciente à radiação de uma 
tomografia só para ter certeza? Aquele “prevenir é 
melhor que remediar”?
Além dessa “prevenção” desnecessária e sem emba-
samento científico, existe a intervenção excessiva. 
Um exemplo é o paciente para o qual deveríamos 
ter discutido cuidados paliativos – ou pior, que está 
em cuidados paliativos – mas que continuamos 
furando para colher gasometrias, ou mandamos 
para UTI, realizamos acesso central etc.
Existe também o problema de discutir o que é fisio-
lógico como patológico. Precisamos medicar, por 
exemplo, todo problema de origem psicológica? 
Será que estamos tratando fatores de risco como 
se fossem doenças e “inventando” tratamentos 
medicamentosos para tudo? Essa foi a discussão 
que fez a prevenção quaternária surgir.
Vamos resumir alguns desses problemas para vocês:
 u Excesso de intervenção diagnóstica.
 u Excesso de intervenção terapêutica.
 u Excesso de programas de rastreamento.
 u Medicalização de fatores de risco.
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96
Objetivo: Prevenção de iatrogenia.
Exemplos: cuidados paliativos, ortotanásia, revisar 
medicamentos em uso pelo paciente, evitar inter-
venções desnecessárias, evitar supermedicaliza-
ção, evitar polifarmácia, coordenação do cuidado, 
abordagem centrada na pessoa.
 DICA  Muitas questões de prevenção qua-
ternária têm trazido o tema da medicaliza-
ção que nada mais é do que tornar situa-
ções corriqueiras em doenças, como luto 
após a perda de um ente querido. Atente ao 
enunciado para não cair nas “pegadinhas” 
do normal vs. patológico.
5. NOVOS TERMOS
Você pode se deparar com os termos de prevenção 
primordial e prevenção quinquenária.
5 .1 . PREVENÇÃO PRIMORDIAL
Esse nível de prevenção é voltado para evitar o 
surgimento de fatores de risco para determinadas 
doenças, ou seja, é uma medida anterior à preven-
ção primária. Aqui atuamos em fatores de estilo de 
vida, sociais, econômicos e culturais que podem se 
tornar fatores de risco para surgimento de algum 
problema. Vamos exemplificar para ficar mais claro.
 u Cessação do tabagismo: medida de prevenção 
primária que visa atuar interrompendo um fator 
de risco já existente.
 u Educação sobre o tabagismo e seus riscos para 
adolescentes: medida de prevenção primordial 
que visa evitar o surgimento do tabagismo.
 DICA  Como é um termo novo e pouco 
utilizado, se sua prova apresentar esse 
conceito de evitar o fator de risco, mas 
não houver a alternativa de prevenção pri-
mordial e houver o de prevenção primária, 
assinale a prevenção primária.
5 .2 . PREVENÇÃO QUINQUENÁRIA
Descrita pelo médico de família e comunidade por-
tuguês José Agostino Santos em 2014, é definida 
como “Prevenindo o dano no paciente, atuando 
no médico”.
Consiste num conjunto de medidas preventivas 
para a proteção dos pacientes, porém com foco no 
cuidador, ou seja, em nós médicos. Apesar de des-
crita em 2014, tem se popularizado a partir de 2020, 
desde o início da pandemia de covid-19, devido ao 
desgaste e à sobrecarga dos profissionais de saúde.
A reflexão que deve ficar é: uma pessoaque não 
está sendo cuidada consegue prestar um serviço 
de qualidade?
Um profissional com sono, trabalhando 36 hs, sem 
almoçar, tende a “render” bem menos que um profis-
sional descansado e alimentado, além de cometer 
menos erros e estar sob menor estresse.
Aqui incluímos também a disponibilidade de recur-
sos básicos nos serviços de saúde e ainda a agenda 
sobrecarregada de pacientes, gestão e possibilidade 
do profissional exercer suas ideias, reconhecer-se 
e ser reconhecido em seu ambiente de trabalho.
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Mapa mental 1. História natural das doenças
História natural das doenças
Patogênese
Período clínico
Sintomático
Período subclínico
Assintomático
Pré-patogênese
Indivíduo suscetível
Recuperação
Imunidade
Incapacidade
Óbito
Desfechos
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Mapa mental 2. Níveis de prevenção em saúde
Níveis de prevenção em saúde
Prevenção 
primordial
Impedir o surgimento 
do fator de risco Atuar nos fatores de risco
Prevenção 
primária
Prevenção 
secundária
Rastreamento
Detecção precoce
Prevenção 
quaternária
Iatrogenias Profissionais de saúde
Prevenção 
quinquenária
Prevenção 
terciária
Reabilitação
Impedir complicações 
Proteção específica
Promoção da saúde
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99
REFERÊNCIAS
1. Gusso G, Lopes JMC, Dias LC. Tratado de medicina de 
família e comunidade: princípios, formação e prática. 2. 
ed. Porto Alegre: Artmed; 2019.
2. Organização Pan-Americana de Saúde. Módulo de prin-
cípios de epidemiologia para o controle de enfermidades 
(MOPECE). Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 
Ministério da Saúde; 2010.
3. Ministério da Saúde. Cadernos atenção primária. Brasília: 
Ministério da Saúde; 2013, vol. II.
4. Puttini RF, Pereira Junior A, Oliveira LR. Modelos expli-
cativos em saúde coletiva: abordagem biopsicossocial 
e auto-organização. Physis Rev Saúde Coletiva. 2010; 
20(3):753–67.
5. Cruz MM. Concepção de saúde-doença e o cuidado em 
saúde. Qualif dos Gestores do SUS [Internet]. 2012;21–33.
6. Demarzo MMP. Reorganização dos sistemas de saúde: 
promoção da saúde e atenção primária à saúde. São 
Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2011.
7. Ministério da Saúde. Política nacional de promoção da 
saúde. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2010.
8. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem. 
Disciplina de Epidemiologia. Bases conceituais da epi-
demiologia, antecedentes e aplicação. 2014.
9. Organização Pan-Americana da Saúde. Organização 
Mundial da Saúde-Representação Brasil. Módulos de 
Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermi-
dades. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 
Ministério da Saúde; 2010.
10. Santos JA. Resgate das relações abusivas em que nos 
encontramos: uma questão de prevenção quinquenária. 
Rev Bras Med Fam Comunidade. 2019;14(41): 847.
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100
QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(USP – SP – 2019) Qual a alternativa lista ordenadamen-
te estratégias de prevenção primária, secundária, 
terciária, quanto à violência contra as mulheres?
	⮦ Suporte longitudinal e integral às vítimas; enca-
minhamento para serviços de apoio de outros 
setores; criação de banco de dados provenientes 
dos atendimentos para compreender melhor o 
problema de saúde
	⮧ Conhecimento sobre a rede de serviços de saúde 
de referência sobre violência; acolhimento em 
serviços como a delegacia de defesa da mulher, 
incremento do arcabouço legal que permita o 
enfrentamento coletivo do problema.
	⮨ Oferta de psicologia breve; orientação jurídica; 
suporte da rede de serviços de saúde disponí-
vel no território
	⮩ Educação para o respeito a direitos iguais entre 
homens e mulheres; busca ativa dos casos de 
violência; psicoterapia para lidar com as conse-
quências do trauma.
Questão 2
(SUS – 2019) Uma ação de prevenção
	⮦ Secundária aborda alimentação saudável em 
gestantes que estão sob risco de desnutrição.
	⮧ Quaternária é feita em um paciente em risco de 
supermedicalização, para protegê-lo de uma 
nova intervenção médica.
	⮨ Básica é realizada por rastreamento de câncer 
do colo de útero por exame de Papanicolau.
	⮩ Terciária é realizada em uma criança que recebeu 
as vacinas de acordo com o Calendário Nacional 
de Vacinação para sua imunização adequada.
	⮪ Primária é feita em um paciente em fase pós-
-operatória que necessita de fisioterapia para 
reabilitação funcional.
Questão 3
(SANTA CASA – SP – 2019) Assinale a alternativa que apre-
senta o conceito de “medicalização” no âmbito da 
prevenção quaternária.
	⮦ Uso racional de medicamentos e desestímulo à 
prática de automedicação pela população
	⮧ Concentração do trabalho médico na prescrição 
correta de medicamentos
	⮨ Introdução otimizada de medicamentos em pa-
cientes com doenças crônicas em tratamento 
não medicamentoso
	⮩ Centralização da assistência integral à saúde na 
figura do profissional médico
	⮪ Processo pelo qual problemas não médicos são 
definidos ou tratados como problemas médicos
Questão 4
(UNIVERSIDADE DE RIO VERDE – GO – 2018) Sobre os níveis 
de Prevenção na Atenção Primária à Saúde, é in-
correto afirmar que:
	⮦ A Prevenção Secundária é aquela que tem como 
finalidade a detecção de um problema de saúde 
em um indivíduo ou em uma população numa 
fase precoce.
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101
	⮧ A Prevenção Terciária está relacionada com a 
reabilitação, reintegração precoce e potencia-
lização da capacidade funcional remanescente 
dos indivíduos.
	⮨ A Prevenção Quaternária não está relacionada ao 
risco de doença e sim ao risco de adoecimento 
iatrogênico, ao excessivo intervencionismo diag-
nóstico e terapêutico desnecessário.
	⮩ A Medicalização para estado de pré-doença e 
de fatores de risco está relacionada à Preven-
ção Primária.
Questão 5
(SUS – 2019) São exemplos de prevenção: primária, 
secundária e terciária, respectivamente:
	⮦ Dieta com baixo teor de gordura saturada, uso 
de capacete em motociclistas, fisioterapia em 
paciente que sobreviveu a acidente vascular 
cerebral.
	⮧ Imunização contra febre amarela, imunização 
contra sarampo na infância, imunização contra 
gripe em idosos.
	⮨ Uso de máscaras contra poeiras por trabalha-
dores de fábricas, teste de sangue oculto nas 
fezes, medida de pressão arterial.
	⮩ Uso de cloro e flúor no tratamento da água, uso de 
tampões de ouvido em fábricas, exames de ma-
mografia para rastreamento de câncer de mama.
	⮪ Administração de ácido fólico para gestantes, 
determinação do nível de colesterol sérico, uso 
de betabloqueadores para reduzir o risco de 
mortalidade em pacientes que sobreviveram a 
um enfarto de miocárdio.
Questão 6
(HIAE – 2019) O exame de Papanicolau, a reabilitação 
de acidente vascular cerebral, a vacinação, a prática 
de atividade física e os cuidados paliativos em on-
cologia representam, respectivamente, prevenção
	⮦ Quaternária, quaternária, secundária, primária 
e terciária.
	⮧ Primária, quaternária, secundária, primária e 
quaternária.
	⮨ Secundária, terciária, primária, primária e qua-
ternária.
	⮩ Primária, secundária, terciária, quaternária e 
primária.
	⮪ Terciária, quaternária, primária, quaternária e 
primária.
Questão 7
(FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP – 
2019) Sobre os níveis de prevenção de acordo com 
Leavell & Clark e de acordo com Jamoulle, assinale 
a correta:
	⮦ Prevenção quaternária é a detecção de indiví-
duos em risco de intervenções, diagnósticas 
e/ou terapêuticasexcessivas para protegê-los 
de novas intervenções médicas inapropriadas e 
sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis.
	⮧ Prevenção primária é a ação realizada para 
detectar um problema de saúde em estágio 
inicial, muitas vezes em estágio subclínico, no 
indivíduo ou na população, facilitando o diag-
nóstico definitivo, o tratamento e reduzindo 
ou prevenindo sua disseminação e os efeitos 
de longo prazo (ex.: rastreamento, diagnósti-
co precoce).
	⮨ Prevenção secundária é a ação implementada 
para reduzir em um indivíduo ou população os 
prejuízos funcionais consequentes de um pro-
blema agudo ou crônico, incluindo reabilitação 
(ex.: prevenir complicações do diabetes, reabi-
litar paciente pós-infarto – IAM – ou acidente 
vascular cerebral).
	⮩ Prevenção terciária é a ação tomada para remo-
ver causas e fatores de risco de um problema 
de saúde individual ou populacional antes do 
desenvolvimento de uma condição clínica. In-
clui promoção da saúde e proteção específica 
(ex.: imunização, orientação de atividade física 
para diminuir chance de desenvolvimento de 
obesidade)
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Questão 8
(SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE – DF – 2021) Acerca dos 
estudos epidemiológicos, da bioética e da bioesta-
tística, julgue os itens a seguir.
111. A prevenção terciária é voltada para a redução 
do progresso e das complicações de uma doença.
	⮦ CERTO
	⮧ ERRADO
Questão 9
(ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO PARANÁ – PR – 2021) Realização 
de mamografia e imunização são, respectivamente, 
níveis de prevenção
	⮦ terciária e secundária.
	⮧ primária e secundária.
	⮨ secundária e terciária.
	⮩ secundária e primária.
	⮪ terciária e primária.
Questão 10
(UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – RJ – 2021) As 
intervenções preventivas para as doenças crônicas 
podem ter uma estratégia clínica ou comunitária, 
quando dirigidas diretamente aos indivíduos ou às 
comunidades/populações, respectivamente. São 
exemplos de ações preventivas a nível secundá-
rio o(a):
	⮦ dosagem de glicemia de jejum em paciente obe-
so, mas assintomático
	⮧ facilidade de transporte, lazer e trabalho para 
pessoas com amputação
	⮨ estímulo à prática de atividades físicas na Aca-
demia Carioca em pessoa de risco
	⮩ uso de sinvastatina para evitar doença cardio-
vascular em paciente com pré-diabetes
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GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade: 
Comentário: Analisar cada uma das alternativas.
Alternativa A: INCORRETA. Suporte às vítimas pressu-
põe que já há vítimas, ou seja, a violência já ocorreu. 
Não se trata, portanto, de prevenção primária. Já 
descartamos a alternativa A desde o início.
Alternativa B: INCORRETA. Conhecer a rede de saúde 
previne a violência de ocorrer? Não! A mulher que 
sofre a violência, caso tenha conhecimento sobre a 
rede de serviços, poderá encontrar ajuda especia-
lizada de forma mais precoce. Trata-se de algo se-
melhante ao diagnóstico precoce. Não é prevenção 
primária, logo, descartamos a segunda alternativa 
também desde o início.
Alternativa C: INCORRETA. Psicologia breve previne 
a violência de ocorrer? Não: ela ajuda após o ocor-
rido. Não se trata, portanto, de prevenção primária.
Alternativa D: CORRETA. Educação sobre os direitos 
iguais pode tornar a sociedade mais tolerante e 
menos violenta, podendo, sim, prevenir a violência 
de ocorrer. Trata-se de prevenção primária. Busca 
ativa dos casos permite que se faça um “diagnós-
tico precoce” da situação, sendo uma ação de pre-
venção secundária. A psicoterapia para lidar com 
os traumas evita complicações e fornece melhores 
condições para a recuperação do ocorrido, sendo, 
portanto, uma medida de prevenção terciária. Temos 
as três na ordem solicitada pela questão..
 ✔ resposta: ⮩
Questão 2 dificuldade: 
Comentário: Vamos analisar cada uma das alterna-
tivas.
Alternativa A: INCORRETA. Alimentação saudável evita 
que a doença ocorra. Prevenção primária.
Alternativa B: CORRETA. Proteção de intervenções 
desnecessárias e supermedicalização evita iatro-
genia. Prevenção quaternária.
Alternativa C: INCORRETA. Rastreamento permite 
diagnóstico precoce. Prevenção secundária.
Alternativa D: INCORRETA. Imunização evita que a 
doença ocorra. Prevenção primária.
Alternativa E: INCORRETA. Fisioterapia permite a rea-
bilitação do paciente. Prevenção terciária.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 3 dificuldade:  
Comentário: Consideramos medicalização o pro-
cesso pelo qual aspectos do modo de vida do ser 
humano são apropriados pela medicina – ou seja, 
como problemas não médicos são definidos e tra-
tados como problemas médicos.
 ✔ resposta: ⮪
Questão 4 dificuldade:  
Alternativa A: CORRETA.
Alternativa B: CORRETA.
Alternativa C: CORRETA.
Alternativa D: INCORRETA. A medicalização é a trans-
formação de situações normais da existência huma-
na em objetos de abordagem médica, requerendo 
diagnóstico e intervenções desnecessárias.
 ✔ resposta: ⮩
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104
Questão 5 dificuldade:  
Comentário: Administrar ácido fólico é para não haver 
problema de fechamento de tubo neural. Ou seja, o 
problema ainda não existe. Dosagem de colesterol 
é para descobrir quem tem colesterol alto; isto é, 
o problema existe não se quer que vire algo ruim, 
quer-se descobrir cedo e intervir. O betabloqueador 
é para quem já teve o problema e para prevenir com-
plicações decorrentes do remodelamento cardíaco.
 ✔ resposta: ⮪
Questão 6 dificuldade:  
Comentário: Papanicolau, o problema já existe e 
queremos o diagnóstico precoce. Reabilitação é 
a palavra da terciária. Vacina e atividade física, a 
doença ainda não existe. Cuidado paliativo evita 
intervenção desnecessária.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 7 dificuldade:  
Comentário: Questão que aborda os conceitos bási-
cos da história natural da doença que explicamos 
neste capítulo. Primeiro, não se assuste quando ver 
nomes de autores no enunciado, ao bater os olhos 
nas alternativas você já iria detectar que estamos 
falando do conceito de história natural e níveis de 
prevenção. Vamos às alternativas:
	⮦ Perfeita. Existe melhor definição pra prevenção 
quaternária do que essa?
	⮧ Incorreta. Ação para detectar problema de saú-
de em estágio inicial é prevenção secundária.
	⮨ Incorreta. A ação descrita define a prevenção 
terciária.
	⮩ Incorreta. A ação descrita define a prevenção 
primária.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 8 dificuldade:   
Comentário: Geralmente as questões sobre níveis de 
prevenção são bastante simples. Há, entretanto, uma 
linha tênue entre o final da prevenção secundária e 
o início da prevenção terciária. Vamos lá:
•  Prevenção Primária: Doença ainda não existe. 
Podemos atuar com promoção à saúde ou pre-
venção específica.
•  Prevenção secundária: Já estamos no período 
patogênico, seja na fase pré-clínica ou em está-
gios mais iniciais da fase clínica. Podemos atuar 
com diagnóstico precoce, tratamento imediato e 
limitação do dano.
•  Prevenção terciária: Doença já se encontra em 
estágios avançados. O objetivo nesse momento 
é reabilitar o paciente.
Temos uma pergunta sobre redução do progresso e 
das complicações de uma doença. Podemos estar 
falando de prevenção secundária, visto que o tra-
tamento imediato e a limitação do dano poderiam 
reduzir progresso e complicações de uma doença. 
Acontece que o enunciado não está perguntando 
qual o nível de prevenção que detém esses objeti-
vos. O que a questão está querendo saber é se a 
prevenção terciária é ou não voltada para a redução 
do progresso e das complicações de uma doença. 
Nesse caso, podemos afirmar que sim, visto que 
controlar doenças em fases mais avançadas e rea-
bilitar esses pacientes são medidas deprevenção 
terciária que apresentam esses objetivos.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 9 dificuldade: 
Comentário: Vamos relembrar os níveis de prevenção 
em saúde? Prevenção primária consiste em atuar no 
fator de risco, impedindo o surgimento da doença. 
Prevenção secundária consiste na detecção preco-
ce e rastreamento de doenças em estágio inicial. 
Prevenção terciária consiste na reabilitação e pre-
venção de complicações em indivíduo já adoecido. 
Prevenção quaternária consiste na prevenção de 
iatrogenias e intervenções desnecessárias.
Mamografia é um exame de rastreamento, logo, 
prevenção secundária e imunização consite na pro-
teção específica de uma doença, logo, atua no risco 
de adoecer, sendo considerada prevenção primária.
 ✔ resposta: ⮩
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Questão 10 dificuldade: 
Comentário: Para responder vamos rapidamente re-
lembrar os níveis de prevenção em saúde. Prevenção 
primária visa atuar no fator de risco para evitar doen-
ça; prevenção secundária consiste no diagnóstico 
precoce e rastreamento de doenças para detecção 
em estágio inicial; prevenção terciária consiste na 
reabilitação e prevenção de complicações no indiví-
duo ja doente e prevenção quaternária consiste em 
evitar iatrogenias e intervenções desnecessárias.
Alternativa A: Correta. É recomendado como ras-
treamento a avaliação de glicemia de jejum em 
pacientes obesos.
Alternativa B: Incorreta. Transporte e lazer para pes-
soas deficientes soa como reabilitação, logo, ter-
ciária.
Alternativa C: Incorreta. Estímulo a prática de ativi-
dades físicas visa combater o sedentarismo que é 
fator de risco para determinadas doenças.
Alternativa D: Incorreta. Sinvastatina é recomenda-
da como prevenção de EVENTO secundário após 
EVENTO cardiovascular primário, e neste caso seria 
prevenção terciária (prevenção de complicações no 
indivíduo doente); mas em paciente em pré diabetes 
(e diabético) o uso de estatina não é recomendado, 
logo, estamos evitando uma iatrogenia, então pre-
venção quaternária.
 ✔ resposta: ⮦
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Fixe seus conhecimentos!
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FIXE SEU CONHECIMENTO COM FLUXOGRAMAS
Use esse espaço para construir fluxogramas e fixar seu conhecimento!
FIXE SEU CONHECIMENTO COM MAPAS MENTAIS
Use esse espaço para construir mapas mentais e fixar seu conhecimento!
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107
Capítulo 
5ENDEMIA E EPIDEMIA
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u Conhecer os seguintes termos: virulência, infectividade, patogenicidade, resistência, entre outros.
 u Saber os fatores desencadeantes de epidemias.
 u Saber diferenciar os modos de transmissão de uma doença.
 u Saber conceituar endemia, epidemia e pandemia.
 u Compreender o nível endêmico e o diagrama de controle.
 u Distinguir os tipos de epidemias.
 u Saber investigar um surto epidêmico.
1. CONCEITOS INICIAIS
 u INFECTIVIDADE: É a capacidade de o agente 
etiológico alojar-se e multiplicar-se no organis-
mo do hospedeiro e transmitir-se deste para um 
novo hospedeiro. Infectividade só tem a ver com 
a infecção, ou seja, a presença do agente etioló-
gico. Um agente com alta infectividade é aquele 
que tem grande capacidade de infectar, não de 
causar doença.
 u PATOGENICIDADE: É a capacidade de um agen-
te biológico causar doença em um hospedeiro 
susceptível. Estamos falando em doença. Pato-
genicidade tem a ver com a capacidade de gerar 
sinais e sintomas.
 u VIRULÊNCIA: É o grau de patogenicidade de um 
agente infeccioso, que se expressa pela gravidade 
da doença, especialmente pela letalidade e pela 
proporção de casos com sequelas.
 u IMUNOGENICIDADE OU PODER IMUNOGÊNICO: 
É a capacidade do agente biológico de estimular 
a resposta imune no hospedeiro; conforme as 
características desse agente, a imunidade obti-
da pode ser de curta ou longa duração e de grau 
elevado ou baixo.
 u IMUNIDADE: É a resistência usualmente associada 
à presença de anticorpos específicos (imunidade 
humoral), que tem o efeito de inibir microrganis-
mos específicos ou suas toxinas responsáveis 
por doenças infecciosas particulares.
 u RESISTÊNCIA: É o conjunto de mecanismos espe-
cíficos e inespecíficos do organismo que servem 
de defesa contra a invasão ou multiplicação de 
agentes infecciosos, ou contra os efeitos nocivos 
de seus produtos tóxicos.
 BASES DA MEDICINA
Os mecanismos específicos constituem a imunidade 
humoral, e os inespecíficos abrangem os desempenhados 
por vários mecanismos, entre eles: pele, mucosa, ácido 
gástrico, cílios do trato respiratório, reflexo da tosse, 
imunidade celular.
importância/prevalência
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Endemia e epidemia Epidemiologia
108
 u SUSCETIBILIDADE: Situação de uma pessoa ou 
animal que se caracteriza pela ausência de resis-
tência suficiente contra um determinado agente 
patogênico, que proteja da enfermidade, na even-
tualidade de entrar em contato com esse agente.
 u LETALIDADE: Letalidade é a proporção entre o 
número de mortes por uma doença e o número 
total de doentes que sofrem dessa doença, ao 
longo de um determinado tempo.
 u PERÍODO DE LATÊNCIA: Intervalo de tempo que 
transcorre desde que se produz a infecção até 
que a pessoa se torne infecciosa.
 u PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Intervalo de tempo 
que transcorre entre a exposição a um agente 
infeccioso e o surgimento do primeiro sinal ou 
sintoma da doença.
 u PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: Intervalo de 
tempo durante o qual o agente infeccioso pode 
ser transferido direta ou indiretamente de uma 
pessoa infectada a outra pessoa, de um animal 
infectado ao ser humano ou de um ser humano 
infectado a um animal, inclusive artrópodes.
 u PERÍODO PRODRÔMICO: Intervalo de tempo entre 
o surgimento de sinais e sintomas inespecíficos 
até o início de um quadro clínico mais específi-
co, com o qual o diagnóstico clínico possa ser 
estabelecido.
 DIA A DIA MÉDICO
Para facilitar nossa compreensão na prática, podemos 
associar aos períodos descritos à História Natural da 
Doença.
Fluxograma 1. Correlação da história natural da doença com processos infecciosos.
História natural da doença
Período de latência
Período de incubação
Exposição
Suscetível
Mudanças patológicas
Doença subclínica
Sinais e sintomas
Doença clínica Recuperação,
deficiência,
imunidade,
estado do portador
ou óbito
Período infeccioso
Período sintomático
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Endemia e epidemia Cap . 5
109
2. FATORES DETERMINANTES
O que faz surgir endemias e epidemias? Algum 
desequilíbrio em algum fator determinante, certo? 
Vamos revisar os determinantes que podem con-
tribuir para o surgimento de doenças que podem 
ser cobradas em algumas provas.
Epidemias e endemias têm como fatores determi-
nantes e condicionantes diversas situações eco-
nômicas, culturais, ecológicas, psicossociais e 
biológicas. A compreensão desses determinantes 
é importante para o planejamento de ações de 
prevenção e controle dos agravos com potencial 
endêmico e epidêmico.
 u Determinantes econômicos: Miséria, privações 
resultando em habitações precárias, falta de sa-
neamento básico e de água tratada e ocupação 
do território de forma desordenada.
 u Determinantes culturais: Hábito de defecar próxi-
mo de mananciais, hábitos alimentares de risco, 
como ingestão de peixe cru ou ostras.
 u Determinantes ecológicos: Poluição atmosférica, 
condições climáticas e ambientais favoráveis à 
proliferação de vetores.
 u Determinantes psicossociais: Estresse, uso de 
drogas, ausência de atividades e locais para lazer.
 u Determinantes biológicos: Indivíduos suscetíveis, 
mutação do agente infeccioso, transmissibilida-
de do agente.
3. HOSPEDEIRO
Hospedeiro consiste na pessoa ou animal que pro-
porciona um local adequadopara que um agente 
infeccioso cresça e se multiplique em condições 
naturais. O agente infeccioso pode entrar em con-
tato com o sistema do hospedeiro através de várias 
entradas, como pele, mucosa, trato respiratório e 
intestinal.
 u Reservatório: hábitat de um agente infeccioso 
no qual este vive, cresce e se multiplica. É indis-
pensável para a perpetuação do agente.
 u Vetor: considerado a fonte responsável pela 
transmissão do agente infeccioso.
Doenças com reservatório animal são chamadas 
de zoonoses.
Como já citamos no início do capítulo, o período de 
incubação é o tempo da entrada do agente infec-
cioso até o surgimento dos primeiros sinais/sinto-
mas, e período de transmissibilidade é o período da 
eliminação do agente pelo hospedeiro, permitindo 
sua transmissão.
O período prodrômico abrange o intervalo entre os 
primeiros sintomas da doença e o início dos sinais 
e sintomas que lhe são característicos e que per-
mitem a atribuição de um diagnóstico.
4. MODOS DE TRANSMISSÃO
A transmissão das doenças infecciosas ocorre 
como resultado da interação entre o agente, o meio 
ambiente e o hospedeiro. Segundo essas interações, 
podemos classificar os modos de transmissão da 
seguinte maneira:
4 .1 . TRANSMISSÃO DIRETA
 u Definição: transferência direta do agente etiológi-
co por uma porta de entrada para que se possa 
efetuar a infecção. Também denominada trans-
missão “pessoa a pessoa”.
 u Imediata: sem contato com o meio ambiente.
 W Ex.: Infecções sexualmente transmissíveis, 
doenças transmitidas pelo toque.
 u Mediata: há contato prévio com o meio ambiente.
 W Ex.: Dispersão de gotículas ou aerossóis (tos-
sir, falar, espirrar).
 DICA  No momento atual, não podemos 
deixar de falar sobre a doença pelo novo 
coronavírus (covid-19), cuja principal via de 
transmissão é respiratória, o que caracteri-
za uma transmissão direta mediata.
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Endemia e epidemia Epidemiologia
110
Desde o início da Pandemia ouvimos muito os 
termos quarentena e isolamento.
Quarentena consiste num método de dispersão das 
doenças transmissíveis e refere-se ao isolamento de 
indivíduos sadios pelo período máximo de incubação 
da doença. Já o isolamento consiste na segregação 
dos doentes para que não transmitam a doença.
 DICA  Quarentena = indivíduo SADIO. Iso-
lamento = indivíduo infectado.
4 .2 . TRANSMISSÃO INDIRETA
 u Definição: mediante veículos ou vetores.
 W Ex.: transmissão por vetores animais, fômites.
4 .2 .1 . Sobre os vetores
Inseto ou qualquer portador vivo que transporta um 
agente infeccioso. O agente pode ou não se desen-
volver, propagar ou multiplicar dentro do vetor. Os 
vetores podem ser classificados como mecânicos 
ou biológicos.
 u Mecânicos: simples traslado do agente infeccioso 
por um inseto (por exemplo, por contaminação 
de suas patas ou pela passagem por seu trato 
intestinal), sem haver multiplicação ou desenvol-
vimento cíclico do microrganismo.
 u Biológicos: o agente deve propagar-se e/ou de-
senvolver-se ciclicamente no vetor antes que pos-
sa transmitir a forma infectante ao ser humano.
5. CLASSIFICAÇÃO DOS CASOS
Quando falamos de doenças infecciosas, podemos 
classificar os pacientes conforme algumas carac-
terísticas acerca do quadro clínico e da origem da 
infecção.
 u CASO ÍNDICE: primeiro caso diagnosticado em 
um surto ou epidemia, provável fonte de conta-
minação ou infecção.
 u CASO ALÓCTONE: Caso “importado”, ou seja, 
não adquirido na própria localidade (exemplo: 
viajantes).
 u CASO AUTÓCTONE: Caso oriundo da própria 
localidade.
 DIA A DIA MÉDICO
Com relação à covid-19, inicialmente tínhamos apenas 
casos alóctones. Pacientes adoeciam porque tiveram 
contato com o vírus fora do Brasil e apresentaram o 
quadro clínico posteriormente. Depois, passamos a ter 
pacientes se infectando em território nacional, ou casos 
autóctones. Após essa comprovação, consideramos que 
havia transmissão comunitária.
 u CASO SUSPEITO: Obviamente, um caso é sus-
peito quando não há confirmação, por exemplo, 
laboratorial, da doença, mas há quadro clínico e/
ou características epidemiológicas sugestivos.
 DIA A DIA MÉDICO
Diversas doenças devem ser notificadas à vigilância 
durante a suspeita clínica e epidemiológica, antes mesmo 
da confirmação. É o caso do novo coronavírus. Na prática, 
sempre esquecemos, mas isso pode nos gerar repercus-
sões éticas, pois é nosso DEVER!
 u CASO CONFIRMADO: Há confirmação da pre-
sença do agente etiológico.
 DIA A DIA MÉDICO
Para cada doença, temos critérios distintos do que con-
sideramos um caso suspeito. No caso da covid-19, por 
exemplo, vimos esses critérios evoluírem rapidamente. 
Inicialmente, eram apenas pacientes que viajaram para 
a China ou que tiveram contato com pessoa que tivesse 
viajado para a China. Rapidamente outros países foram 
incluídos nessa lista, assim como estados no Brasil. 
Após constatarmos transmissão comunitária em todo o 
território nacional, passamos a considerar basicamente 
toda síndrome gripal como caso suspeito.
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Endemia e epidemia Cap . 5
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6. CONTROLE DAS DOENÇAS
Falamos da classificação e das formas de transmis-
são, mas ainda não falamos sobre o controle. Pode-
mos controlar, eliminar ou erradicar uma doença.
 u Controle: reduzir ou regular a incidência/preva-
lência de uma doença.
 u Eliminação: redução da incidência a zero em de-
terminada localidade, geralmente país ou conti-
nente. A doença continua existindo em outro lo-
cal. Por isso, medidas de controle são mantidas.
 u Erradicação: redução da incidência a zero em 
todos os continentes. A manutenção dessa inci-
dência zero independe, portanto, da continuidade 
da aplicação das medidas de prevenção.
7. ENDEMIA, EPIDEMIA E PANDEMIA
7 .1 . ENDEMIA
Presença regular e constante de uma doença em 
determinado território. É o comportamento esperado 
de um agravo, “comportamento normal”. Pode-se 
tornar epidêmica (você entenderá melhor mais 
adiante) se houver alguma mudança nas condições 
do hospedeiro, agente ou ambiente.
7 .1 .1 . O nível endêmico
Para avaliarmos o nível endêmico de uma doença, 
precisamos de um diagrama de controle que con-
siste na representação gráfica da distribuição men-
sal média dos casos e seus desvios padronizados, 
estimando um intervalo de ocorrência regular.
Precisamos verificar a distribuição do número de 
casos/incidência da doença registrado mensalmente 
ou semanalmente por um período de 10 anos.
Para se estimar os limites superior e inferior do 
nosso diagrama endêmico, devemos estabelecer 
um intervalo de confiança de 95% em torno da 
média dos casos. Esse IC de 95% corresponde a 
1,96 unidade de desvio padrão.
Sintetizando então os passos da elaboração do 
nosso diagrama de controle:
1. Calcular a incidência média do período estudado 
(mensal, semanal)
2. Calcular o desvio padrão
3. Estipular o intervalo de confiança
Ao colocarmos num gráfico, teremos então 3 linhas, 
sendo a do meio correspondente à média dos casos, 
o limite superior, endêmico, e o limite inferior, endê-
mico. Já adianto que essas faixas são essenciais 
para detecção de um comportamento anormal (não 
esperado da doença) se “transformando” numa 
epidemia.
Observe os gráficos a seguir:
Figura 2. Exemplo de diagrama de controle.
Fonte: Ministério da Saúde – Guia de Vigilância Epidemiológica.
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Endemia e epidemia Epidemiologia
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Figura 3. Exemplo de diagrama de controle que ultrapassou o limite superior, se tornando uma epidemia.
Fonte: Moura.6
Para termos comportamento epidêmico, a doença 
precisa apresentar um número de casos maior 
do que 2 desvios padrão do seu comportamento 
endêmico, como demonstrado na figura a seguir:
Figura 4. Diagrama de controle demonstrando epidemia.
Fonte: Waldman.9
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Então, para sintetizar:
Quadro 1. Síntese dos termos utilizados até agora.
Faixa endêmica Comportamento esperado da doença verificado no passado.
Frequência média
Média aritmética das incidências 
ocorridas no tempo e espaço es-
tudados.
Desvio padrão Medida da dispersão/variabilidade em torno da média.
Frequência máxima 
e mínima esperadas
Determinada pelo cálculo do des-
vio padrão. Determina os LIMITES 
SUPERIOR e INFERIOR da faixa 
endêmica.
Nível de incidência O que foi realmente observado na doença.
Nível endêmico
Incidência cujos valores se situam 
ABAIXO do limite superior da faixa 
endêmica.
Nível epidêmico
Valores de incidência ultrapassam 
o limite superior da faixa endê-
mica.
Fonte: Autoria própria.
7 .2 . EPIDEMIA
Elevação progressivamente crescente, inesperada 
e descontrolada dos coeficientes de incidência 
de determinado agravo. Nos gráficos explorados 
anteriormente neste capítulo, temos uma EPIDEMIA 
quando se ultrapassa o limite superior endêmico, 
ou limiar epidêmico, do diagrama de controle.
Se estivermos analisando doenças inexistentes ou 
erradicadas (ex.: a covid-19 e o Sarampo, respecti-
vamente), o coeficiente de incidência que fixa seu 
limiar epidêmico é igual a ZERO; logo, apenas um 
caso poderá ser considerado uma epidemia.
7 .2 .1 . Mecanismos desencadeantes 
das epidemias
 u Importação e incorporação de casos alóctones 
(Ex.: covid-19).
 u Contato acidental com agentes infecciosos, to-
xinas ou produtos químicos.
 u Doença do hospedeiro favorece a dispersão do 
agente patogênico, como espirro, resfriado, tos-
se, saliva, mordida.
 u Intencional: bioterrorismo.
7 .2 .2 . Curva epidêmica
A elevação dos coeficientes de incidência da doença 
epidêmica gera uma curva, a chamada curva epidê-
mica. Essa curva traz informações importantes a 
respeito do comportamento de determinada doença.
 u Progressão: período que corresponde à fase 
inicial do processo de elevação do número de 
casos até a incidência máxima.
 u Regressão: última fase na evolução de uma epi-
demia, representando a redução do número de 
casos após a incidência máxima.
 u Incidência máxima: o famoso “pico” da epidemia. 
Corresponde ao momento com maior número de 
casos novos da doença por intervalo de tempo.
 u Egressão: todo o intervalo que envolve a elevação 
(progressão), a incidência máxima e a redução 
de casos (regressão). Ou seja, a egressão se ca-
racteriza a partir do momento em que o número 
de casos cruzou o limiar epidêmico até o retorno 
ao comportamento endêmico.
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Endemia e epidemia Epidemiologia
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Figura 5. Curva epidêmica.
Fonte: Gonçalves.10
Figura 6. Curva epidêmica do covid-19 no Brasil.
Fonte: Ministério da Saúde.4
Na pandemia de covid-19, ouvimos muito falar em “achatar” a curva, que consiste em diminuir a fase de 
progressão da doença.
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Endemia e epidemia Cap . 5
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7 .3 . TIPOS DE EPIDEMIA
 u Epidemia explosiva: apresenta uma progressão 
muito acelerada, refletindo alta velocidade de 
propagação.
 u Epidemia lenta: muito tempo é decorrido para 
que se alcance a incidência máxima, refletindo 
baixa velocidade de propagação.
 u Epidemia progressiva ou propagada: transmissão 
pessoa a pessoa, ou seja, transmissão direta, o 
que confere uma transmissão sustentada e com 
crescimento mais linear.
 u Epidemia de fonte comum: fator extrínseco vei-
culado por alimento ou água contaminados, por 
exemplo, conferindo um crescimento abrupto.
7 .3 .1 . Surto epidêmico
Podemos caracterizar como uma ocorrência epidê-
mica em local restrito, como escola, rua ou bairro, 
serviço de saúde.
7 .3 .2 . Pandemia
 u Definição: Epidemia de grandes proporções, 
que se espalha a vários países, em mais de dois 
continentes.
 DICA  Não devemos definir endemia e epi-
demia com base no número de casos. Po-
demos ter a dengue com milhares de casos 
apresentando comportamento endêmico e 
a raiva humana com centenas apresentan-
do comportamento epidêmico. Lembre-se 
sempre dos conceitos. Em nenhum mo-
mento falamos em quantidade de casos.
 DIA A DIA MÉDICO
Em março de 2020, foi decretada a Pandemia pelo novo 
Coronavírus.
8. INVESTIGAÇÃO 
EPIDEMIOLÓGICA
A investigação epidemiológica visa obter informa-
ções complementares sobre os casos de determi-
nado agravo com a finalidade de se estabelecerem 
as fontes e os mecanismos de transmissão, bem 
como identificar grupos de maior risco para esta-
belecer as medidas de controle.
Implica o exame do doente e de seus contatos, com 
detalhamento da história clínica, de dados epide-
miológicos, coleta de amostras, busca de casos 
adicionais, identificação dos agentes infecciosos, 
determinação de seu modo de transmissão ou de 
ação, busca de locais contaminados ou de vetores.
Realizada tanto para doenças comuns quanto para 
doenças novas.
 BASES DA MEDICINA
Agravo inusitado: caracterização de uma doença desco-
nhecida, assim como seus agentes, fontes e/ou modos 
de transmissão e medidas de controle → requer investi-
gação exaustiva pelo potencial risco que apresenta para 
a população.
Durante a investigação de campo, é importante 
detectar e controlar o agravo o mais rápido possível, 
ainda em seus estágios iniciais, a fim de impedir 
a ocorrência de novos casos. Deve-se identificar 
a fonte de infecção e o modo de transmissão, os 
grupos expostos a maior risco e fatores de risco, 
confirmar o número de casos humanos e óbitos, os 
resultados das descrições clínicas e diagnóstico por 
laboratório, determinar as principais características 
epidemiológicas e outras condições que afetem 
a propagação da doença e as medidas de saúde 
empregadas.
De modo geral, quando há suspeita de doença 
transmissível e de notificação compulsória, o pro-
fissional da vigilância epidemiológica deve buscar 
responder a várias questões essenciais para orientar 
a investigação e as medidas de controle.
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Quadro 2. Questões que direcionam a 
investigação epidemiológica.
Questões a serem respondidas
Trata-se realmente de casos 
da doença sob suspeita? Confirmação do diagnóstico
Quais são os principais atri-
butos individuais dos casos?
Identificação de caracterís-
ticas biológicas, ambientais 
e sociais
A partir de que ou de quem 
foi contraída a doença? Fonte de infecção
Outras pessoas podem ter 
sido infectadas/afetadas a 
partir da mesma fonte de 
infecção?
Determinação de novos ca-
sos/contatos/comunicantes
Que fatores determinaram a 
ocorrência da doença ou po-
dem contribuir para que os 
casos transmitam a doença 
a outras pessoas?
Identificação de fatores de 
risco
Durante quanto tempo os 
doentes podem transmitir 
a doença?
Determinação do período de 
transmissibilidade
Como os casos se encon-
tram distribuídos no espaço 
e no tempo?
Determinação de agregação 
ou relação espacial e/ou 
temporal dos casos
Como evitar que a doença 
atinja outras pessoas ou se 
dissemine na população?
Medidas de controle
Fonte: Ministério da Saúde.2
8 .1 . ETAPAS DE INVESTIGAÇÃO DE SURTOS
8 .1 .1 . Etapa 1 – confirmação do 
diagnóstico de uma doença
Quando da ocorrência de uma epidemia, torna-se 
necessário verificar se a suspeita diagnóstica ini-
cial se enquadra na definição de caso suspeito ou 
confirmado da doença em questão. No início da 
investigação, emprega-se uma definição de caso 
mais sensível, que abrange casos confirmados e 
prováveis (e até mesmo os possíveis).
8 .1 .2 . Etapa 2 – confirmação da 
existência de epidemia ou surto
O processo da confirmação de uma epidemia ou 
surto envolve o estabelecimento do diagnóstico da 
doença e do estado epidêmico. Considerando que 
frequência inusitada, tempo e lugar são aspectos 
fundamentais para estabelecer de modo fidedigno 
um estado epidêmico, torna-se imprescindívelo 
conhecimento da frequência habitual (nível endê-
mico) desses casos, naquele lugar e naquele período.
A confirmação é feita com base na comparação 
entre os coeficientes de incidência da doença no 
momento da ocorrência do evento investigado e 
aqueles usualmente verificados na mesma popu-
lação.
8 .1 .3 . Etapa 3 – caracterização 
de uma epidemia
Organizar as informações de forma a permitir a 
análise de algumas características e responder a 
algumas questões relativas à distribuição no tempo, 
lugar e pessoa:
 u Tempo: Respondido pela curva epidêmica.
 W Qual o provável período de exposição?
 W Qual o provável período de duração?
 u Lugar:
 W Qual a distribuição geográfica predominante?
 W Bairro de residência? Escola? Local de trabalho?
 u Pessoas:
 W Quais os grupos etários e sexo mais atingidos?
 W Quais são os grupos, segundo sexo e idade, 
expostos a maior risco de adoecer?
 W Que outras características distinguem os indi-
víduos afetados da população geral?
8 .1 .4 . Etapa 4 – formulação de 
hipóteses preliminares
Embora, na realidade, o desenvolvimento de hipóte-
ses se dê desde o momento em que se tem conhe-
cimento da epidemia, ao se dispor das informações 
relativas a pessoa, tempo e lugar, torna-se possível 
a formulação de hipóteses mais consistentes e 
precisas.
As hipóteses devem ser testáveis, uma vez que a 
avaliação constitui uma das etapas de uma inves-
tigação epidemiológica. Hipóteses provisórias são 
elaboradas com base nas informações obtidas 
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Endemia e epidemia Cap . 5
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anteriormente e na análise da curva epidêmica. Pela 
curva dá para perceber se o período de exposição 
foi curto ou longo, se está em ascensão ou declínio, 
se tem períodos de remissão etc.
8 .1 .5 . Etapa 5 – análises parciais
Deve-se proceder à análise com periodicidade de 
acordo com a magnitude da gravidade do evento 
(diária, semanal e mensal).
8 .1 .6 . Etapa 6 – busca ativa de casos
Objetivo de reconhecer e investigar casos similares 
no espaço geográfico onde houver suspeita da 
existência de contato e/ou fonte de contágio ativa.
8 .1 .7 . Etapa 7 – busca de dados adicionais
Quando necessário, pode-se conduzir uma investi-
gação mais minuciosa de todos os casos, visando 
esclarecer e fortalecer as hipóteses iniciais.
8 .1 .8 . Etapa 8 – análise final
Os dados coletados são consolidados em tabelas, 
gráficos, mapas de área de estudos, fluxos e outros. 
Essa disposição fornecerá uma visão global do 
evento, permitindo a avaliação de acordo com as 
variáveis de tempo, espaço e pessoas e relação 
causal.
8 .1 .9 . Etapa 9 – medidas de controle
Logo após a identificação das fontes de infecção, 
do modo de transmissão e da população exposta 
a elevado risco de infecção, deverão ser reco-
mendadas as medidas adequadas de controle 
e elaborado um relatório circunstanciado a ser 
amplamente divulgado a todos os profissionais 
de saúde.
Na realidade, quando se conhece a fonte de um 
surto, as medidas devem ser imediatamente imple-
mentadas, pois este é o objetivo primordial das 
investigações. As medidas devem ser direciona-
das para qualquer elo da cadeia, ainda que seja 
o agente.
8 .1 .10 . Etapa 10 – relatório final
Os dados da investigação deverão ser sumarizados 
em um relatório que contenha a descrição de todas 
as etapas da investigação, as principais conclusões 
e recomendações, das quais se destacam:
 u Situação epidemiológica atual do agravo.
 u Causa da ocorrência.
 u Medidas de prevenção implementadas.
 u Orientações e recomendações, a médio e longo 
prazos, a serem instituídas.
9. ORGANIZAÇÃO ASSISTENCIAL 
E ELABORAÇÃO DO PLANO 
DE CONTINGÊNCIA EM 
SITUAÇÕES DE EPIDEMIA
Quando as ações de vigilância, promoção e pre-
venção não são efetivas e as situações epidêmicas 
ocorrem, o sistema de saúde deve se organizar para 
atender os enfermos. O fluxo assistencial a ser 
proposto deve, sempre que possível, ter a atenção 
primária como porta de entrada preferencial, e as uni-
dades de referência (pronto-atendimento, hospital, 
UTI) devem também ser definidas como referência 
e contrarreferência aos pontos de atenção.
Um plano de contingência assistencial deve ser 
elaborado pelo gestor com participação dos diferen-
tes níveis de atenção e contemplando os diversos 
cenários epidêmicos. Esse plano deve conter:
1. Dimensão da situação epidêmica com base em 
diferentes cenários.
2. Identificação da capacidade operacional (recursos 
humanos, insumos) das unidades assistenciais 
nos diferentes níveis de atenção que serão utili-
zadas no atendimento de usuários com suspeita 
do agravo em questão.
3. Previsão da ampliação da capacidade operacional 
das unidades assistenciais em cenários de média 
e alta incidências.
4. Estimativa do custo das atividades assistenciais 
para cada cenário.
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10. A PANDEMIA DE 
CORONAVÍRUS NO BRASIL
Em 20 de março de 2020, foi declarada a transmis-
são comunitária da doença pelo novo coronavírus 
(covid-19) em todo o território nacional. Até o final 
da 28ª semana epidemiológica de 2021 foram con-
firmados 189.997.805 casos de covid-19 no mundo, 
sendo os EUA o país com o maior número de casos, 
seguido pela Índia e pelo Brasil. Em número de 
óbitos o Brasil está em segundo lugar, perdendo 
apenas para os EUA.
10 .1 . DADOS EPIDEMIOLÓGICOS
O coeficiente de incidência bruto da doença no 
mundo, até a 28ª semana de 2021, foi de 24.374,9 
para cada milhão de habitantes.
Em relação ao coeficiente de mortalidade (óbitos 
por 1 milhão de habitantes), o mundo apresentou 
uma taxa de 523m7 óbitos/1 milhão de habitantes.
Como o tema é nossa grande aposta para os con-
cursos, segue gráfico com o número de casos e 
incidência por estado até o momento da redação 
deste capítulo. Lembre-se de que essas informações 
são bem dinâmicas e vale a pena dar uma conferida 
no último boletim epidemiológico divulgado antes 
da prova.
Figura 1. Casos de covid confirmados no mundo.
Fonte: Ministério da Saúde.11
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Endemia e epidemia Cap . 5
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Figura 2. Óbitos de covid confirmados.
Fonte: Ministério da Saúde.11
Figura 3. Evolução do número de óbitos confirmados por covid segundo países com maior número de óbitos.
Fonte: Ministério da Saúde.11
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Figura 4. Casos de covid por estado.
Fonte: Ministério da Saúde.11
10 .2 . VARIANTES
O vírus SARS-CoV-2 tem sofrido mutações levando 
a novas variantes; quando as mutações ocasionam 
alterações relevantes clínico-epidemiológicas, como 
maior gravidade ou maior potencial de infectividade, 
essa variante é classificada como VOC, do inglês 
“variant of concern”, e em português, variante preo-
cupante.
A vigilância se mantém atenta à detecção dessas 
variantes genômicas através de analises frequentes 
de amostras confirmadas de covid nos laboratórios 
de referência.
As principais variantes:
Figura 5. Principais VOC da covid.
Fonte: Ministério da Saúde.11
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Endemia e epidemia Cap . 5
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Mapa mental. Endemias e epidemias
Endemias e epidemias
Epidemia
Elevação progressiva, 
crescente e inesperada 
de um agravo
Endemia
Presença regular e 
constante de uma 
determinada doença em 
determinado território
Curva epidêmica
Nível endêmico
Indireta
Tipos de epidemias
Dimensão
Transmissão
Direta Índice
Alóctone
Autóctone
Casos
Progressão
Primeiro caso 
diagnosticado
Caso importado
Caso oriundo da 
própria localidade
Diagrama de 
controle
Mecânicos: 
translado
Biológicos: 
agente se 
desenvolve dentro 
do vetor para que 
seja infectante 
ao ser humano
• Distribuição média 
dos casos
• 1,96 unidade de 
desviopadrão
Mediante veículos 
ou vetores
Mediata: 
há contato prévio 
com meio ambiente
Imediata: 
sem contato com 
meio ambiente
Explosiva
Surto Local restrito
Incidência máxima
Lenta
Pandemia > 2 continentes ao mesmo tempo
Regressão
Progressiva
De fonte comum
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Endemia e epidemia Epidemiologia
122
REFERÊNCIAS
1. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Módu-
los de Princípios de Epidemiologia para o Controle de 
Enfermidades. Módulo 2: Saúde e doença na população. 
Brasília: OPAS, Ministério da Saúde; 2010.
2. Ministério da Saúde (BR). Guia de Vigilância em Saúde: 
volume único [recurso eletrônico]. 3. ed. Brasília: Ministério 
da Saúde; 2019.
3. Rouquayrol MZ, Silva MGC. Rouquayrol epidemiologia & 
saúde. 7. ed. Rio de Janeiro: MedBook; 2013.
4. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em 
Saúde. Doença pelo Coronavírus Covid-19. Brasília: Minis-
tério da Saúde; 2019.
5. Ministério da Saúde (BR). Covid-19. Boletim Epidemioló-
gico Especial. Semana Epidemiológica 33 (09 a 16/08). 
Ministério da Saúde. [Internet]; 2020. [acesso em 20 
ago. 2020]. Disponível em: https://antigo.saude.gov.br/
images/pdf/2020/August/19/Boletim-epidemiologico-
-COVID-27.pdf.
6. Moura AS, Rocha RL. Endemias e epidemias: dengue, 
leishmaniose, febre amarela, influenza, febre maculosa 
e leptospirose. Belo Horizonte: Nescon/UFMG; 2012.
7. Machado Jr AB. As doenças cardiovasculares matam 
uma pessoa a cada 90 segundos no Brasil. Por que não 
são consideradas uma epidemia? Brazilian Journal of 
Cardiovascular Surgery Blog. [Internet]; 202. [acesso 
em 6 set 2020]. Disponível em: https://blog.bjcvs.org/
single-post/2020/04/09/as-doencas-cardiovasculares-
-matam-uma-pessoa-a-cada-90-segundos-no-brasil-por-
-que-nao-sao-consideradas-uma-epidemia/.
8. Luna EJA, Silva Jr. JB. Doenças transmissíveis, endemias, 
epidemias e pandemias. In: FIOCRUZ. A saúde no Brasil 
em 2030: população e perfil sanitário. Rio de Janeiro: 
Fiocruz/Ipea/Ministério da Saúde/Secretaria de Assuntos 
Estratégicos da Presidência da República; 2013. Vol. 2. 
p. 123-76.
9. Waldman EA, Saro APS. Departamento de Epidemiologia 
[Internet]; 2020. [acesso em 06 set 2020]. Disponível em: 
edisciplinas.usp.br.
10. Gonçalves MW. Processo Endêmico e Epidêmico. Pontifí-
cia Universidade Católica de Goiás. Slides de PowerPoint. 
[Internet]; 2020. [acesso em 05 set 2020]. Disponível em: 
http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/
arquivosUpload/18497/material/Aula%2008.%20Epide-
mia%20e%20Endemia.pdf.
11. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 
Boletim Epidemiológico Especial 72. Doença pelo Novo 
Coronavírus – Covid-19. Semana epidemiológica 28 – 11 
a 17/07/2021.
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Endemia e epidemia Cap . 5
123
QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO – SP – 2016) Correlacio-
ne as colunas e assinale a opção com a sequência 
correta.
I. Endemia;
II. Epidemia;
III. Pandemia;
IV. Surto;
V. Sazonalidade.
( ) Ocorrência que ultrapassa a fronteira de países 
ou continentes.
( ) Presença regular e constante de doença em 
determinado território.
( ) Aumento do número de casos em espaço e 
tempo delimitados.
( ) Aumento excessivo do número esperado de 
casos de uma doença em determinada região.
( ) Propriedade que as doenças têm de aumentar 
ou diminuir o seu número de casos conforme 
estação do ano.
	⮦ III – I – IV – II – V.
	⮧ I – II – III – IV – V
	⮨ III – I – II – IV – V
	⮩ I – III – II – IV – V
	⮪ II – III – I – V – IV
Questão 2
(INSTITUTO NACIONAL DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA – 2016) 
É crucial, em vigilância epidemiológica, caracterizar 
o nível “esperado” de incidência de uma doença em 
uma região para definição de uma epidemia. Uma 
maneira de definir essa incidência é a elaboração 
de um diagrama de controle de casos. Assinale a 
alternativa que completa corretamente a frase: Uma 
epidemia é caracterizada quando o número de ca-
sos em determinado período de tempo é…
	⮦ O dobro do ocorrido no período imediatamente 
anterior.
	⮧ O dobro do ocorrido no mesmo período do ano 
anterior.
	⮨ Maior que a média dos casos dos 10 anos não 
epidêmicos anteriores.
	⮩ Maior que a média dos casos dos 10 anos não 
epidêmicos anteriores mais um desvio padrão.
	⮪ Maior que a média dos casos dos 10 anos não 
epidêmicos anteriores mais dois desvios padrão.
Questão 3
(HOSPITAL ESTADUAL DR JAYME DOS SANTOS NEVES – 2017) A 
Patogenicidade é definida pela capacidade:
	⮦ De um agente etiológico produzir casos graves 
ou fatais.
	⮧ De um agente infeccioso produzir sintomas em 
maior ou menor proporção dentre os hospedei-
ros infectados.
	⮨ Que têm certos organismos de penetrar e se 
desenvolver ou de se multiplicar no novo hos-
pedeiro.
	⮩ Que tem o agente etiológico para induzir imuni-
dade no hospedeiro.
	⮪ Que tem o parasita de se difundir através de te-
cidos, órgãos e sistemas anatomofisiológicos 
do hospedeiro.
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Endemia e epidemia Epidemiologia
124
Questão 4
(SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO – 2017) Em 
2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) de-
clarou a gripe suína uma pandemia. Assinale a al-
ternativa correta.
	⮦ Tem-se tornado frequente a OMS declarar pan-
demias nos últimos 10 anos.
	⮧ A decisão da OMS foi devida à gravidade da 
doença.
	⮨ A declaração da OMS deu-se devido ao processo 
de difusão do vírus H1N1.
	⮩ Os casos no Brasil tiveram grande influência no 
reconhecimento da pandemia.
	⮪ A pandemia foi considerada encerrada quando 
os casos de morte cessaram.
Questão 5
(FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNICAMP – 2018) O 
conceito de epizootias, como a de febre amarela 
no Brasil, pode ser definido como:
	⮦ Transmissão endêmica na população, associada 
a vetores artrópodes silvestres.
	⮧ Aumento de casos de febre amarela em huma-
nos que se infectaram nas matas.
	⮨ Aumento de casos em animais de forma não 
usual.
	⮩ Doença em animais silvestres com potencial de 
circulação em humanos.
Questão 6
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE – 2018) Em re-
lação à distribuição das doenças no tempo e lugar, 
é certo que:
	⮦ O surgimento de um único caso autóctone de 
uma determinada doença em uma região onde 
nunca tenha ocorrido representa uma epidemia.
	⮧ O surgimento de um único caso alóctone de 
uma determinada doença em uma região onde 
nunca tenha corrido representa uma epidemia.
	⮨ Endemia refere-se à presença usual de uma 
doença, dentro dos limites esperados, em uma 
determinada área geográfica, por um período 
de tempo limitado.
	⮩ Surto é uma ocorrência endêmica, onde todos 
os casos estão relacionados entre si, atingindo 
uma área geográfica pequena e delimitada.
	⮪ Pode-se definir epidemia como sendo a elevação 
brusca, temporária e significativamente acima 
do esperado da prevalência de uma determina-
da doença.
Questão 7
(INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL – 2018) 
Em 11 de novembro de 2015, o Ministério da Saúde 
decretou a epidemia do vírus zika como Situação 
de Emergência em Saúde Pública de Importância 
Nacional. O coeficiente que se eleva durante um 
surto epidêmico de uma doença aguda é a:
	⮦ Letalidade.
	⮧ Mortalidade.
	⮨ Incidência.
	⮩ Virulência.
	⮪ Frequência.
Questão 8
(PSU – MG – 2019) Assinale a alternativa que apresen-
ta corretamente a última fase na evolução de uma 
epidemia.
	⮦ Egressão
	⮧ Estabilização
	⮨ Progressão
	⮩ Regressão
Questão 9
(SMS/SP – 2019) Conceitua-se epidemia, para fins de 
vigilância epidemiológica, como a ocorrência de:
	⮦ Um número de casos de uma doença acima do 
esperado, para um determinado período e local.
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Endemia e epidemia Cap . 5
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	⮧ Um grande número de casos confirmados de uma 
doença em um determinado local de um país.
	⮨ Um grande número de casos de uma doença 
por um períodode pelo menos três meses con-
secutivos.
	⮩ Um grande número de casos de uma doença 
por um período de pelo menos seis meses con-
secutivos.
	⮪ Casos de uma doença que atingem toda a po-
pulação de um local com abrangência definida.
Questão 10
(PSU/MG – 2020) Ao processo contínuo e sistêmico de 
coleta, consolidação, análise e disseminação de da-
dos sobre eventos relacionados à saúde, visando 
ao planejamento e à implementação de medidas 
de saúde pública, dá-se o nome de:
	⮦ Comunicação em saúde
	⮧ Educação permanente em saúde
	⮨ Integralidade em saúde
	⮩ Vigilância em saúde
Questão 11
(HOSPITAL DE CLÍNICAS PORTO ALEGRE – RS – 2021) No Rio 
Grande do Sul, a pandemia da covid-19 teve seu pri-
meiro caso confirmado em 10 de março de 2020 e 
o primeiro óbito em 24 do mesmo mês. Conforme 
o site do Ministério da Saúde (https://covid.saude.
gov.br), as informações atualizadas sobre a doença 
no Estado em 21 de abril eram: – número de casos 
confirmados: 904 – número de óbitos: 27. Consi-
derando que a população estimada do Rio Grande 
do Sul, no mês de abril de 2020, era de cerca de 
11.500.000 habitantes, quais as taxas de incidência 
e de letalidade aproximadamente naquele momento?
	⮦ 78,6/1.000 –29,8%
	⮧ 7,86/100.000 –2,98%
	⮨ 2,3/100.000 –2,98/1.000
	⮩ 0,23/100.000 –2,98%
Questão 12
(HOSPITAL INFANTIL SABARÁ – SP – 2021) Estudo feito pelo 
Observatório de Conflitos Fundiários do Instituto 
das Cidades da UNIFESP estabeleceu uma rela-
ção entre faixa de renda, local de moradia e uso de 
transporte público com a mortalidade por covid-19. 
O estudo concluiu que pessoas mais pobres, que 
necessitam se deslocar pela cidade usando trans-
porte público, têm um risco maior de falecerem 
por covid-19. O conhecimento dos determinantes 
e condicionantes de uma doença descritos tratam 
de qual tipo de vigilância?
	⮦ Ambiental.
	⮧ Epidemiológica.
	⮨ Sanitária.
	⮩ Nenhum.
	⮪ Toxicológica.
Questão 13
(SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE GOIÁS – GO – 2021) Com 
relação à covid-19, de acordo com a publicação de 
5 de agosto de 2020 do Ministério da Saúde, intitu-
lada Guia de Vigilância Epidemiológica, Emergên-
cia de Saúde Pública de Importância Nacional pela 
Doença pelo Coronavírus 2019,
	⮦ o período de incubação é estimado entre um a 
21 dias, com mediana de nove e dez dias.
	⮧ a definição de contato se refere a qualquer pes-
soa que esteve em contato próximo a um caso 
confirmado de covid-19 durante o seu período de 
transmissibilidade, ou seja, entre dois dias antes 
e dez dias após a data de início dos sinais e/ou 
sintomas do caso confirmado.
	⮨ para indivíduos com quadro de síndrome gripal 
com confirmação por qualquer um dos critérios 
para covid-19, recomenda-se o isolamento, sus-
pendendo-o após 14 dias do início dos sintomas, 
desde que passe 48 horas de resolução de fe-
bre sem uso de medicamentos antitérmicos e 
remissão dos sintomas respiratórios.
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Endemia e epidemia Epidemiologia
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	⮩ para indivíduos com quadro de síndrome respira-
tória aguda grave com confirmação por qualquer 
um dos critérios para covid-19, recomenda-se o 
isolamento, suspendendo-o após 21 dias do iní-
cio dos sintomas ou após 14 dias com resultado 
RT-PCR negativo, desde que passe 24 horas de 
resolução de febre sem uso de medicamentos 
antitérmicos e remissão dos sintomas respira-
tórios, mediante avaliação médica.
Questão 14
(SECRETÁRIA DE ESTADO DE SAÚDE DE SÃO PAULO – SP – 2021) 
O conhecimento atual sobre o SARS-CoV-2 permi-
te afirmar que
	⮦ a forma de transmissão mais importante é o 
contato com superfícies contaminadas.
	⮧ a transmissão por aerossóis se dá principalmente 
em ambientes fechados e mal ventilados.
	⮨ o uso de máscara protege integralmente as 
pessoas.
	⮩ a transmissibilidade independe da umidade re-
lativa do ar de um determinado ambiente.
	⮪ uma de suas características é a de provocar a 
covid-19, uma das doenças com maior taxa de 
letalidade que se conhece.
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Endemia e epidemia Cap . 5
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GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade:  
Comentário: Questão direta e conceitual sobre ende-
mias e epidemias, não há muito que ser discutido.
III – Pandemia: Ocorrência que ultrapassa a fronteira 
de países ou continentes.
I – Endemia: Presença regular e constante de doença 
em determinado território.
IV – Surto: Aumento do número de casos em espaço 
e tempo delimitados.
II – Epidemia: Aumento excessivo do número espe-
rado de casos de uma doença em determinada 
região.
V – Sazonalidade: Propriedade que as doenças têm 
de aumentar ou diminuir o seu número de casos 
conforme estação do ano.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 2 dificuldade: 
Comentário: Questão direta e conceitual sobre o uso 
do diagrama de controle. Esse gráfico serve para 
o acompanhamento da evolução da incidência ao 
longo do tempo.
Considerando o período dos últimos 10 anos, cal-
culam-se a média e o desvio padrão da incidência 
desse período, para estabelecer um limite a 1,96 
desvios padrão de distância da média (faixa que 
engloba 95% da distribuição). Esse limite se chama 
limiar endêmico e, caso a incidência fique acima 
dele, caracteriza-se uma epidemia.
A resposta dada pela banca foi a alternativa D. 
Porém, pelo que acabamos de explicar, a melhor 
resposta seria a alternativa E.
 ✔ resposta: ⮪
Questão 3 dificuldade:  
Comentário: Questão direta e conceitual. Patoge-
nicidade é a capacidade do agente infeccioso em 
causar uma doença em um hospedeiro suscetível.
Alternativa A: INCORRETA. Esta é a virulência.
Alternativa B: CORRETA.
Alternativa C: INCORRETA. Esta é a infectividade.
Alternativa D: INCORRETA. Está é a Imunogenicidade.
Alternativa E: INCORRETA. Este é o Poder Invasivo.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 4 dificuldade: 
Alternativa A: INCORRETA. Esta foi a única pande-
mia declarada pela OMS nos 10 anos anteriores 
ao concurso.
Alternativa B: INCORRETA. Uma doença não precisa 
ser necessariamente grave para ser considerada 
pandemia.
Alternativa C: CORRETA. Quando a OMS declarou a 
pandemia, já havia cerca de 30.000 casos confir-
mados em 74 países.
Alternativa D: INCORRETA. Vide alternativa C.
Alternativa E: INCORRETA. O fim da pandemia não 
significa que o H1N1 foi eliminado e nem que dei-
xou de causar mortes.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 5 dificuldade:  
Comentário: Questão específica. Você já ouviu falar 
em Epizootias? Nada mais é do que uma EPIDEMIA; 
entretanto, em ANIMAIS.
 ✔ resposta: ⮨
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Endemia e epidemia Epidemiologia
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Questão 6 dificuldade:  
Alternativa A: CORRETA. Se nenhum caso da doen-
ça era esperado, a presença de um único caso da 
doença, transmitido dentro do território, já pode ser 
considerado uma epidemia.
Alternativa B: INCORRETA. Um caso é alóctone quan-
do a transmissão ocorreu em um local diferente de 
onde foi detectado. Então, ainda não ocorreu trans-
missão da doença dentro do território.
Alternativa C: INCORRETA. A alternativa faz um jogo 
de palavras para confundir você: “por um período 
de tempo limitado” está errado; poderia estar cor-
reto se escrito como “EM um período de tempo” ou 
“PARA um período de tempo”.
Alternativa D: INCORRETA. Surto é uma ocorrência 
epidêmica.
Alternativa E: INCORRETA. Epidemia é uma elevação 
brusca da incidência do número de casos, não da 
prevalência.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 7 dificuldade:  
Comentário: Epidemia é a elevação súbita do NÚME-
RO DE CASOS de uma doença acima do esperado 
em um determinado local e intervalo de tempo.
Alternativa A: INCORRETA. Letalidade é a proporção 
de mortes causadas pela doença dentre o total de 
doentes.
Alternativa B: INCORRETA. Mortalidade é a propor-
ção de mortes causadas pela doença dentro da 
população.
Alternativa C: CORRETA. Incidência é o número de 
casos novos da doença.
Alternativa D: INCORRETA. Virulência é a gravidade 
da doença, dada por sua letalidadee proporção 
de sequelas.
Alternativa E: INCORRETA. Frequência é uma medida 
de ocorrência de determinado evento em determi-
nada situação.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 8 dificuldade: 
Comentário: Questão que remete à curva epidêmi-
ca e deseja saber qual a última fase na evolução 
da uma epidemia. A resposta é a regressão; logo, 
alternativa D.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 9 dificuldade: 
Comentário: Questão que aborda os conceitos de 
epidemia. Vamos discutir as alternativas?
Alternativa A: CORRETA. Corresponde à definição de 
epidemia quando o número de casos ultrapassa o 
esperado (atinge o limiar epidêmico).
Alternativa B: INCORRETA. Devemos sempre corre-
lacionar com o nível habitual da doença neste de-
terminado local.
Alternativa C: INCORRETA. Idem ao motivo anterior.
Alternativa D: INCORRETA. Se não correlacionarmos 
com o habitual nunca saberemos se o agravo é uma 
endemia ou epidemia.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 10 dificuldade: 
Comentário: Questão meramente conceitual. O enun-
ciado apresenta a própria definição de vigilância 
em saúde.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 11 dificuldade: 
Comentário: Questão sobre indicadores de saúde. 
Assustamos um pouco quando olhamos as por-
centagens nas alternativas, mas os cálculos nessa 
questão são bem tranquilos. Primeiro vamos relem-
brar os conceitos solicitados na questão: incidência 
e letalidade. Incidência corresponde ao número de 
casos novos de determinada doença (no caso da 
questão a covid-19) sobre uma população em de-
terminado tempo. Letalidade corresponde ao nú-
mero de óbitos provocado por determinada doença. 
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Endemia e epidemia Cap . 5
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Juntando agora as informações do enunciado com 
os conceitos apresentados, vamos aos cálculos:
•  Número de CASOS CONFIRMADOS: 904;
•  Número de ÓBITOS: 27;
•  População estimada: 11500000. O cálculo fica 
então:
•  Incidência: 904/11500000 = 0,0000786087, 
podendo ser reajustado para 7,86/100000 habi-
tantes. – Letalidade: 27 (óbitos)/904 (confirmados) 
= 0,029, podendo ser reajustado para 2,98%.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 12 dificuldade: 
Comentário: Questão sobre vigilância em saúde. 
Vamos revisar os principais tipos de vigilância? A 
vigilância epidemiológica reconhece as principais 
doenças de notificação compulsória e investiga epi-
demias que ocorrem em territórios específicos. Além 
disso, age no controle dessas doenças específicas. 
A vigilância ambiental se dedica às interferências 
dos ambientes físico, psicológico e social na saúde, 
por exemplo, controle da água de consumo huma-
no, o controle de resíduos e o controle de vetores 
de transmissão de doenças. As ações de vigilân-
cia sanitária dirigem-se, geralmente, ao controle 
de bens, produtos e serviços que oferecem riscos 
à saúde da população, como alimentos, produtos 
de limpeza, cosméticos e medicamentos. Realizam 
também a fiscalização de serviços de interesse da 
saúde, como escolas, hospitais, clubes, academias, 
parques e centros comerciais, e ainda inspecionam 
os processos produtivos que podem pôr em riscos 
e causar danos ao trabalhador e ao meio ambiente.
Alternativa A: INCORRETA. A obtenção de informa-
ções a respeito de determinantes e condicionantes 
de uma doença integra a vigilância epidemiológica.
Alternativa B: CORRETA.
Alternativa C: INCORRETA. Não se fala dos bens dis-
tribuídos a população ou controle dos estabeleci-
mento com intenção de avaliar adesão as medidas 
de prevenção, etc.
Alternativa D: INCORRETA. Conhecer sobre uma doen-
ça não faz parte de nenhuma vigilância?
Alternativa E: INCORRETA. A toxicovigilância faz parte 
da vigilância sanitária.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 13 dificuldade:   
Comentário: De forma geral, essa questão não deve 
ter sido tão difícil no momento de sua formulação. 
O que dificulta as questões sobre covid é que temos 
que saber exatamente quais eram as recomenda-
ções no documento em que a questão se baseia. 
Tivemos diferentes definições do que consideraría-
mos caso suspeito ao longo da evolução da pande-
mia, por exemplo. Por isso, teremos que nos ater ao 
que esse documento específico orienta.
Alternativa A: INCORRETA. O período de incubação 
é estimado entre 1 a 14 dias, com mediana de 5 
a 6 dias.
Alternativa B: CORRETA.
Alternativa C: INCORRETA. Para indivíduos com qua-
dro de síndrome gripal com confirmação por qual-
quer um dos critérios para covid-19, recomenda-se 
o isolamento, suspendendo-o após 10 dias (não 14 
dias) do início dos sintomas, desde que passe 24 
horas (não 48 horas) de resolução de febre sem 
uso de medicamentos antitérmicos e remissão dos 
sintomas respiratórios.
Alternativa D: INCORRETA. Para indivíduos com quadro 
de síndrome respiratória aguda grave com confir-
mação por qualquer um dos critérios para covid-19, 
recomenda-se o isolamento, suspendendo-o após 
20 dias (não 21 dias) do início dos sintomas ou 
após 10 dias (não 14 dias) com resultado RT-PCR 
negativo, desde que passe 24 horas de resolução 
de febre sem uso de medicamentos antitérmicos 
e remissão dos sintomas respiratórios, mediante 
avaliação médica.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 14 dificuldade:  
Comentário: Questões que envolvem covid-19 reque-
rem que estejamos sempre atualizados. Vamos ver 
cada uma das alternativas:
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Endemia e epidemia Epidemiologia
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Alternativa A: INCORRETA. A transmissão por conta-
to com superfícies contaminadas é possível, mas 
já sabemos que configura risco muito menor se 
comparado com a via respiratória.
Alternativa B: CORRETA. No início da pandemia não 
havia certeza se a covid-19 era transmitida apenas 
por gotículas ou por aerossóis. A OMS já reconheceu 
que a transmissão por aerossóis existe, o que torna 
ainda mais perigosa a interação de pessoas sem 
máscara em ambientes fechados e mal ventilados.
Alternativa C: INCORRETA. Nenhuma forma de pre-
venção confere proteção integral contra a infecção.
Alternativa D: INCORRETA. Algumas pesquisas apon-
tam que a umidade do ar interfere, sim, na trans-
missão da covid-19.
Alternativa E: INCORRETA. Temos uma mortalidade 
muito alta pela covid-19, mas sua letalidade não é 
uma das mais altas que se conhece.
 ✔ resposta: ⮧
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Capítulo 
6
HISTÓRIA DO SUS E LEIS 
ORGÂNICAS DA SAÚDE
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u A saúde no Brasil, antes do SUS, era centralizada, privatista, curativista, hospitalocêntrica e excludente.
 u A Reforma Sanitária e a VIII Conferência Nacional de Saúde de 1986 nortearam os princípios que incor-
porariam o SUS.
 u Os princípios doutrinários do SUS são universalidade, integralidade e equidade.
 u A Lei nº 8.080 dispõe sobre o funcionamento do SUS e as competências das diferentes esferas (federal, 
estaduais e municipais).
 u A Lei nº 8.142 dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e a transferência de recursos.
1. INTRODUÇÃO
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores 
e mais complexos sistemas de saúde pública do 
mundo. Quando falamos em SUS, estamos falando 
sobre um rol gigantesco de serviços, mas também 
nos referimos a seus princípios e diretrizes, além 
de todas as estruturas físicas e administrativas que 
compõem o sistema.
Em muitas provas, as questões sobre o SUS são 
geralmente mais comuns na parte referente à medi-
cina preventiva. Muitos aspectos do sistema podem 
ser cobrados: legislação, financiamento, atenção pri-
mária e, por vezes, a história da assistência médica 
e dos serviços de saúde no Brasil.
As questões específicas sobre a história do SUS 
são pouco comuns, mas o conhecimento do tema é 
essencial para a prova e para a vida. Conhecendo os 
modelos de assistência à saúde anteriores ao esta-
belecimento do SUS, você vai poder compreender de 
onde vêm os princípios do SUS e por que o sistema 
funciona da forma que funciona. Essa compreensão 
auxilia muito naquelas questões um pouco maissubjetivas, que parecem não se encaixar perfeita-
mente em nenhum dos temas que você estudou 
separadamente.
2. A HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA
Hoje o SUS está disponível para todas as pessoas no 
Brasil. Podemos, ainda, apontar muitos problemas 
no sistema, mas sabemos que ele está lá, gratuito 
e universal. Será que a saúde no Brasil sempre teve 
um equivalente ao SUS?
Vamos fazer um apanhado histórico, desde o “des-
cobrimento” do Brasil até a Constituição de 1988, 
revisando a evolução da assistência à saúde no país 
e destacando alguns dos seus principais marcos 
históricos.
importância/prevalência
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132
 DICA  Não há necessidade de tentar me-
morizar todos esses marcos históricos. 
O  importante é seguir com sua leitura e 
aprender como era a assistência à saúde 
no Brasil antes do SUS, para assim com-
preender de onde saíram os princípios que 
norteiam o sistema.
2 .1 . DESCOBRIMENTO AO IMPÉRIO
Como eram as condições de saúde da época?
 u falta de saneamento básico
 u mortes por doenças infectocontagiosas.
Como era a assistência à saúde?
 u curandeirismo
 u medicina liberal (tinha acesso aos cuidados mé-
dicos quem podia pagar a consulta do médico 
particular)
 u medicamentos importados.
Os problemas de saúde eram muitos e o cuidado, 
muito pouco. A maioria da população, que ainda 
era composta por escravos, povos indígenas e 
portugueses, não tinha assistência médica. Quando 
tinha, ficava basicamente à mercê do curandei-
rismo, reflexo da cultura indígena e dos jesuítas. 
Os medicamentos eram produzidos em Portugal 
e vinham de navio, o que fazia com que os preços 
fossem muito altos.
2 .2 . REPÚBLICA VELHA
Condições de saúde:
 u mortes por doenças infectocontagiosas:
 W febre amarela, tuberculose, varíola, peste, có-
lera, malária
 u pouco saneamento básico
 u aglomerações urbanas
 u crescimento da indústria.
A vacinação para doenças como febre amarela e 
varíola tornou-se obrigatória, o que gerou revolta 
entre a população do Rio de Janeiro, a famosa 
Revolta da Vacina. Oswaldo Cruz, idealizador do 
projeto que gerou essa obrigatoriedade, era o diretor 
geral de Saúde Pública. Percebeu que não falamos 
ministro da Saúde? Pois bem, não havia ainda Minis-
tério da Saúde.
Além disso, a indústria estava ganhando força e 
começávamos a ter aglomerações em centros 
urbanos. As demandas da população, portanto, 
passaram a ser outras. Surgiram as primeiras greves 
e reivindicações sobre legislações trabalhistas e 
previdenciárias. Assim surgem as Caixas de Apo-
sentadorias e Pensões.
2 .2 .1 . Caixas de Aposentadorias 
e Pensões (CAPS)
De forma didática, como funcionavam essas cai-
xas? O trabalhador recebia seu salário, separava 
uma parte e “depositava” nessas caixas. Nelas, 
havia dinheiro de muitos trabalhadores da mesma 
empresa ou instituição. Caso algum trabalhador 
precisasse desse dinheiro para cuidados médicos, 
pegava dessa caixa e pagava pela assistência. Ou 
seja, a assistência médica continuava sendo apenas 
liberal. Além disso, era excludente, já que só tinha 
acesso à Caixa quem era trabalhador da empresa 
e realizava a contribuição.
Sobre as CAPS, destacamos as seguintes carac-
terísticas:
 u implementadas pela Lei Eloy Chaves (1923)
 u primeiras categorias: portuários e marítimos
 u custeavam serviços funerários, urgências e me-
dicamentos
 u forneciam assistência para acidentes de trabalho.
 DICA  Cuidado para não confundir Caixas 
de Aposentadorias e Pensões com Centro 
de Atenção Psicossocial, visto que a sigla 
para ambos é CAPS.
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133
 BASES DA MEDICINA
Além das CAPS e da medicina liberal, as Santas Casas 
forneciam alguma assistência aos mais necessitados, 
porém em uma abrangência muito menor do que o SUS 
oferece hoje.
E o Estado? Basicamente se preocupava com algu-
mas medidas de saneamento e vacinação.
2 .3 . ERA VARGAS
Esse período foi marcado por maior centralização 
política. As CAPS viraram os Institutos de Aposen-
tadorias e Pensões (IAPS)
2 .3 .1 . Institutos de Aposentadorias 
e Pensões (IAPS)
As Caixas se expandiram. Deixaram de atender 
apenas a empresas específicas e então havia gran-
des caixas de categorias inteiras de trabalhadores. 
Tornaram-se autarquias federais controladas pelo 
Estado, mas tratava-se, ainda, do mesmo tipo de 
assistência dada anteriormente.
Sobre os IAPS, destacamos as seguintes caracte-
rísticas:
 u podemos compreender os IAPS como CAPS 
que se “juntaram” a partir das categorias de tra-
balhadores
 u representavam categorias de trabalhadores (ban-
cários e comerciários, por exemplo)
 u tornaram-se autarquias federais
 u começaram a construir hospitais que ainda pres-
tavam assistência, apenas, à categoria a que 
aquele determinado instituto servia.
 BASES DA MEDICINA
E a Saúde Pública?
 W Combate a doenças transmissíveis
 W Medicina excludente.
 W Criação do Ministério da Saúde em 1953
2 .4 . DITADURA MILITAR
Os IAPS se “unificaram”, tornando-se o Instituto 
Nacional de Previdência Social (INPS).
2 .4 .1 . Instituto Nacional de 
Previdência Social
O INPS foi criado a partir da reforma previdenciária. 
Apenas os trabalhadores formais contemplados 
pelos antigos IAPS tinham acesso à assistência 
fornecida pelo INPS. Outros trabalhadores até pode-
riam adquirir essa assistência, mas precisariam 
contribuir por fora com um valor superior àquele 
cobrado comumente.
Sobre o INPS:
 u prestava uma assistência ainda excludente
 u oferecia uma rede de assistência insuficiente
 u financiava o setor privado:
 W fornecia verba pública para expansão do se-
tor privado
 W comprava serviços do mesmo setor privado
 u recursos eram usados para outros fins, como a 
ponte Rio-Niterói.
 u foram descobertas muitas fraudes no uso do 
dinheiro.
O dinheiro estava sendo mal investido, o que fez 
com o que INPS ficasse sem verba. Surgiu então o 
Instituto Nacional da Assistência Médica e Previ-
dência Social (INAMPS).
2 .4 .2 . Instituto Nacional da Assistência 
Médica e Previdência Social (INAMPS)
O INAMPS ainda utilizava o setor privado como rede 
de assistência, mas havia um pagamento máximo 
para os serviços médicos prestados. O Estado 
contratava um pacote de serviços: um número X 
de radiografias, consultas clínicas, cirurgias de 
apendicite etc. Cada serviço tinha um determinado 
código. Após algum tempo, muitas fraudes foram 
observadas nesses códigos. Ou seja, se reclama-
mos de corrupção e fraude envolvendo o Sistema 
de Saúde atualmente, é bom que saibamos que isso 
não é exclusividade da nossa época.
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134
Por fim, como era o modelo de assistência à saúde 
ao final da ditadura militar:
 u excludente
 u privatista
 u hospitalocêntrico
 u curativista
 u centralizado.
2 .5 . REFORMA SANITÁRIA
A Reforma Sanitária foi um movimento ocorrido na 
década de 1970 que envolveu, além de profissio-
nais da área de saúde, ampla participação popular. 
O movimento reivindicava algumas mudanças no 
modelo assistencial, como podemos ver abaixo:
 u excludente → universal
 W Todos deveriam ter acesso à assistência.
 u privatista → participação social
 W Os usuários deveriam participar da elaboração 
e fiscalização dos programas e atividades.
 u curativista → preventiva
 W Deveríamos passar a nos preocupar com a 
prevenção de doenças e promoção de saúde.
 u centralizado → descentralização
 W Cada município deveria ter a capacidade de 
gerir a assistência à saúde conforme suas 
prioridades.
2 .6 . VIII CONFERÊNCIA 
NACIONAL DE SAÚDE
O principal marco desse movimento foi a VIII Con-
ferência Nacional de Saúde de 1986. Sobre essa 
conferência:
 u houve participação de usuários, não só de pro-
fissionaisu formulou-se um novo modelo de sistema de saú-
de, com as seguintes características:
 W saúde deve ser entendida como dever do Es-
tado e direito do cidadão
 W o financiamento deve ser setorial
 W o sistema a ser formulado deve ser nacional 
→ Sistema Nacional de Saúde
 u Discutiu-se a necessidade de reformar a legisla-
ção vigente e o próprio conceito de saúde.
2 .7 . CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
 u Estabeleceu a saúde como direito social:
 W direito de todos e dever do Estado
 u implementou um sistema de saúde nacional, 
único e organizado
 u formulou os princípios, o modelo de financiamen-
to e de gestão desse sistema.
A Constituição estabeleceu que teríamos um sis-
tema unificado e nacional de saúde. O Sistema Único 
de Saúde, entretanto, só foi efetivamente fundado 
e operacionalizado pela Lei nº 8.080, em 1990, que 
veremos adiante.
O SUS já estava previsto na Constituição, mas a 
forma como esse sistema funcionaria ainda preci-
sava ser mais bem discutida e implementada. Os 
próximos grandes marcos no desenvolvimento do 
SUS foram as Leis Orgânicas da Saúde.
 DICA  Consideramos, portanto, a imple-
mentação das Leis Orgânicas da Saúde 
como o marco do “nascimento” do SUS.
3. AS LEIS ORGÂNICAS DA SAÚDE
3 .1 . LEI Nº 8 .080/1990
Podemos afirmar que o SUS foi efetivamente criado 
a partir da Lei nº 8080, em 1990. O início dessa lei 
reforça o que já tinha sido apresentado na Consti-
tuição de 1988:
“A saúde é um direito fundamental do ser humano, 
devendo o Estado prover as condições indispensá-
veis ao seu pleno exercício”.
Do que trata essa lei?
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“Dispõe sobre as condições para a promoção, pro-
teção e recuperação da saúde, a organização dos 
serviços correspondentes e dá outras providências”.
Em resumo, ela estabelece os seguintes deveres 
do Estado:
 u reduzir riscos de agravos
 u estabelecer condições para acesso universal, 
promoção, proteção e recuperação
 u não exclui deveres de outros agentes (família, 
empresas, sociedade etc.).
Determina, também, alguns objetivos do SUS:
 u identificar fatores determinantes e condicionan-
tes de saúde
 u formular políticas
 u dar assistência (promoção, proteção e recupe-
ração).
Estão incluídos no campo de atuação do Sistema 
a execução de ações de:
 u vigilância sanitária
 u vigilância epidemiológica
 u saúde do trabalhador
 u assistência terapêutica
 u orientação alimentar
 u proteção do meio ambiente
 u desenvolvimento científico.
Um dos pontos mais importantes da Lei nº 8.080 
é a instituição dos Princípios do SUS.
3 .1 .1 . Princípios do SUS
1. Universalidade: todos têm acesso aos serviços 
em qualquer nível de assistência.
2. Integralidade: conjunto articulado de ações e 
serviços curativos e preventivos, individuais e 
coletivos. Basicamente, deve considerar todos 
os aspectos que podem influenciar a saúde de 
um indivíduo.
3. Autonomia: as pessoas têm autonomia na defesa 
de sua integridade física e moral.
4. Igualdade: assistência sem preconceitos ou 
privilégios.
5. Direito à informação: as pessoas têm direito à 
informação sobre sua saúde.
6. Divulgação de informações: a sociedade tem 
o direito de saber sobre políticas e serviços do 
sistema.
7. Utilização da epidemiologia para estabelecer 
prioridades: são os dados da própria população 
que devem guiar as ações.
8. Participação da comunidade: usuários devem 
participar das decisões (mais bem explorado 
na Lei nº 8.142).
9. Descentralização: esferas estaduais e municipais 
atuam ativamente.
10. Integração saúde-ambiente-saneamento.
11. Conjugação de recursos: conjugação entre esfe-
ras do poder de recursos tecnológicos, financei-
ros, humanos etc.
12. Resolubilidade.
13. Evitar duplicidade de meios: evitar meios dife-
rentes para alcançar a mesma finalidade.
14. Atendimento específico para mulheres e vítimas 
de violência.
E a famosa equidade? O princípio da equidade foi 
discutido posteriormente, não tendo sido citado na 
Lei nº 8.080. Por equidade, entende-se a necessidade 
de tratar os diferentes de forma diferente. O obje-
tivo deste princípio é a redução das desigualdades, 
reconhecendo as diferenças nas condições de vida 
e de saúde das pessoas, devendo o sistema ser 
capaz de atender à diversidade.
Como são organizados os princípios do SUS?
3.1.1.1. Princípios doutrinários
 u universalidade
 u integralidade
 u equidade
3 .1 .2 . Princípios organizativos
 u participação social
 u resolubilidade
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 u complementariedade do setor privado
 u descentralização
 u regionalização
 u hierarquização.
Essa organização dos princípios também não foi 
introduzida na Lei nº 8.080.
Por hierarquização entende-se a divisão da assis-
tência em níveis de atenção: atenção primária, 
secundária e terciária.
Por regionalização entende-se a garantia do direito 
à saúde da população, reduzindo as desigualdades 
sociais e territoriais por meio da identificação e 
reconhecimento das regiões de saúde.
3 .1 .3 . Da organização, direção e gestão
Outras atribuições da Lei nº 8.080 dizem respeito 
à organização do SUS, tais como:
 u determinou os responsáveis em cada esfera:
 W União → Ministério da Saúde
 W Estados → secretarias estaduais de saúde
 W Municípios → secretarias municipais de saúde.
 u Iniciou a discussão sobre os consórcios entre 
municípios (municípios trocando serviços ou se 
utilizando de uma rede de assistência interligada).
 u Iniciou discussão sobre comissões e conselhos de 
saúde (haverá mais detalhamento na Lei nº 8.142).
3 .1 .4 . Da competência e das atribuições
3.1.4.1. Comuns (união, estados e municípios)
 u controle e avaliação da qualidade da assistência
 u gestão de recursos
 u saúde do trabalhador
 u proteção ao meio ambiente
 u implementação do Sistema Nacional de Sangue, 
hemocomponentes e hemoderivados
 u estabelecimento e cumprimento dos padrões 
éticos
 u fomento ao ensino e à pesquisa.
3.1.4.2. União
 u formular políticas sobre meio ambiente, sanea-
mento, alimentação e trabalho
 u definir e coordenar os sistemas de saúde
 u definir normas sobre meio ambiente, trabalho, 
vigilância epidemiológica e sanitária, qualidade 
de serviços, produtos e profissionais
 u estabelecer critérios de avaliação
 u promover a descentralização
 u elaborar planejamentos futuros
 u executar vigilância em portos, aeroportos e 
fronteiras
 u A União pode executar ações de vigilância em 
circunstâncias especiais (covid-19, por exemplo).
 DICA  A União basicamente ELABORA e 
DEFINE. A União executa poucas ações. 
Lembre-se, entretanto, que a vigilância de 
portos, aeroportos e fronteiras é realizada 
pela União através da Anvisa.
3.1.4.3. Estados
 u descentralização para municípios
 u apoio técnico e financeiro aos municípios
 u coordenar ações de vigilância epidemiológica 
e sanitária, alimentação e saúde do trabalhador
 u gerir sistemas públicos de alta complexidade
 u coordenar rede de laboratórios e hemocentros
 u formular e estabelecer normas em caráter su-
plementar.
 DICA  Estados, basicamente, AUXILIAM 
e COORDENAM.
3.1.4.4. Municípios
 u gerir e executar os serviços públicos de saúde
 u participar do planejamento de ações
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 u executar serviços de vigilância, saneamento, 
saúde do trabalhador, alimentação, nutrição e 
atenção primária
 u executar políticas de insumos.
 u controlar e fiscalizar o serviço privado.
 DICA  Municípios PARTICIPAM e EXE-
CUTAM.
Vale ler a Lei nº 8.080 na íntegra. Podemos 
aprender muito sobre o funcionamento do 
SUS a partir da leitura dessa lei.
3 .2 . LEI Nº 8 .142/1990
A Lei nº 8.142 de 1990 “Dispõe sobre a participação 
da comunidade na gestão do SUSe sobre as transfe-
rências intergovernamentais de recursos financeiros 
na área da saúde e dá outras providências”.
Ou seja, os dois principais pontos dessa lei são:
 u participação da comunidade
 u transferência de recursos.
Sobre participação na comunidade:
Art. 1º: O SUS contará com:
 u Conselho de Saúde
 u Conferências de Saúde.
Sobre a Lei nº 8.142 é essencial lembrar que ela 
regulamentou a PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE, 
principalmente a partir dos CONSELHOS DE SAÚDE 
e das CONFERÊNCIAS DE SAÚDE.
3 .2 .1 . As Conferências de Saúde
 u reúnem-se a cada quatro anos.
 u contam com representação de vários segmentos.
 W 50% dos representantes são usuários do sis-
tema de saúde.
 u avaliam a situação de saúde
 u propõem e formulam políticas de saúde
 u são convocadas pelo poder executivo
 W extraordinariamente podem ser convocadas 
pelos Conselhos de Saúde.
Essa participação de 50% dos usuários é o que 
chamamos de representação paritária de usuários, 
ou da comunidade.
Temos conferências nos níveis municipal, estadual 
e nacional.
3 .2 .2 . Os Conselhos de Saúde
 u contam com representação de vários segmentos
 W 50% são usuários do sistema de saúde.
 u reúnem-se mensalmente
 u formulam estratégias
 u controlam a execução das políticas de saúde.
 u têm caráter permanente e deliberativo
Temos conselhos nos níveis local, municipal, esta-
dual e nacional.
3.2.2.1. O Conselho Nacional de Saúde
 u representação:
 W CONASS = Conselho Nacional de Secretários 
de Saúde.
 W CONASEMS = Conselho Nacional de Secretá-
rios Municipais de Saúde.
 W 50% de usuários.
3 .2 .3 . Fundo Nacional de Saúde
Além da participação popular, a Lei nº 8.142 dispõe 
sobre algumas regulamentações dos recursos 
destinados ao SUS. O Fundo Nacional de Saúde, 
por exemplo, foi implementado a partir dessa lei. 
É nesse fundo que fica o dinheiro que deve ser 
usado para:
 u despesas de custeio e capital do Ministério da 
Saúde
 u investimentos previstos em lei orçamentária
 u investimentos previstos no Plano Quinquenal 
(plano de governo de Fernando Collor)
 u cobertura de ações e serviços de saúde a serem 
implementados por municípios, Estados e DF.
 W Repasse regular e automático
 W 70% do total deve ser destinado aos municípios
 W municípios podem estabelecer consórcios.
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Critérios para repasse desse valor:
 u perfil demográfico e epidemiológico da população
 u características da rede de saúde na área
 u desempenho técnico, econômico e financeiro no 
período anterior.
Para receberem esses recursos, os Estados, muni-
cípios e DF devem ter, entre outros:
 u fundo de saúde
 u conselho de saúde
 u plano para a saúde na localidade
 u relatórios de gestão.
4. SISTEMA DE SAÚDE 
SUPLEMENTAR
O setor de saúde suplementar é composto por 
operadoras de planos privados de assistência à 
saúde, por uma rede de prestadores de serviços 
(hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios) e 
pelos beneficiários de planos de saúde. Entende-se 
que cabe ao setor privado organizar-se de forma 
complementar ao público. Logo, a saúde suplemen-
tar não é desvinculada do entendimento global do 
funcionamento do SUS.
Em 2020, havia quase 50 milhões de beneficiários 
de planos privados de assistência médica no Brasil.
4 .1 . LEI Nº 8 .080 – EM RELAÇÃO 
AOS SERVIÇOS PRIVADOS DE 
ASSISTÊNCIA À SAÚDE
4 .1 .1 . Do funcionamento
Art. 20. Os serviços privados de assistência à saúde 
caracterizam-se pela atuação, por iniciativa própria, 
de profissionais liberais, legalmente habilitados, e de 
pessoas jurídicas de direito privado na promoção, 
proteção e recuperação da saúde.
Art. 21. A assistência à saúde é livre à iniciativa 
privada.
Art. 22. Na prestação de serviços privados de 
assistência à saúde, serão observados os princí-
pios éticos e as normas expedidas pelo órgão de 
direção do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto 
às condições para seu funcionamento.
Art. 23. É vedada a participação direta ou indireta de 
empresas ou de capitais estrangeiros na assistência 
à saúde, salvo através de doações de organismos 
internacionais vinculados à Organização das Nações 
Unidas, de entidades de cooperação técnica e de 
financiamento e empréstimos.
§ 1º. Em qualquer caso é obrigatória a autorização 
do órgão de direção nacional do Sistema Único de 
Saúde (SUS), submetendo-se a seu controle as ati-
vidades que forem desenvolvidas e os instrumentos 
que forem firmados.
§ 2º. Excetuam-se do disposto neste artigo os ser-
viços de saúde mantidos, em finalidade lucrativa, 
por empresas, para atendimento de seus empre-
gados e dependentes, sem qualquer ônus para a 
seguridade social.
4 .1 .2 . Da participação complementar
Art. 24. Quando as suas disponibilidades forem 
insuficientes para garantir a cobertura assistencial 
à população de uma determinada área, o Sistema 
Único de Saúde (SUS) poderá recorrer aos serviços 
ofertados pela iniciativa privada.
Parágrafo único. A participação complementar 
dos serviços privados será formalizada mediante 
contrato ou convênio, observadas, a respeito, as 
normas de direito público.
Art. 25. Na hipótese do artigo anterior, as entidades 
filantrópicas e as sem fins lucrativos terão prefe-
rência para participar do Sistema Único de Saúde.
A crise na saúde decorrente da pandemia provocada 
pela covid-19 trouxe um exemplo do SUS recorrendo 
aos serviços ofertados pela iniciativa privada. Alguns 
Estados precisaram formalizar contratos com hos-
pitais privados para utilizar os leitos de UTI para 
atender à população.
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4 .2 . MARCOS REGULATÓRIOS
4 .2 .1 . Lei nº 9 .656/1998
Na década de 1990 o setor suplementar cresceu 
desordenadamente. Isso levou à aprovação da Lei 
nº 9.656/98, que dispõe sobre a regulamentação dos 
planos e seguros privados de assistência à saúde.
4 .2 .2 . Lei nº 9 .961/2000
Criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar 
(ANS), autarquia vinculada ao Ministério da Saúde 
para defender o interesse público na assistência à 
saúde suplementar.
4.2.2.1. Algumas das competências 
da ANS são
 u definição e regulamentação da conceituação 
de doenças e lesões preexistentes, para fins de 
planos e seguros de saúde
 u definição de rol de procedimentos de cobertura 
mínima obrigatória
 u criação de regras para a manutenção do plano 
de saúde para aposentados e demitidos
 u definição de regras para ressarcimento ao SUS, 
dos eventos cobertos pelos produtos comercia-
lizados que foram financiados pelo SUS
 u obrigação de as operadoras prorrogarem auto-
maticamente os contratos e planos de saúde, 
sem cobrança de taxas
 u definição de faixas etárias para fins de reajuste, 
regulamentando preços em função da idade. 
Configurou-se de forma inequívoca a política de 
solidariedade na distribuição de receitas, não só ́
entre doentes e sadios, mas também entre as 
diversas faixas etárias conhecida como “pacto 
intergeracional”
 u definição do atendimento às urgências e emer-
gências
 u regulamentação do atendimento em urgências 
e emergências para os planos e seguros das di-
versas segmentações
 u regulamentação dos reajustes nos preços dos 
planos de saúde.
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Mapa mental. História do SUS e leis orgânicas da saúde
História do SUS e leis orgânicas da saúde
Lei nº 8.080 Lei nº 8.142
Princípios do SUS
Doutrinários
Organizativos
Universalidade
Descentralização
Igualdade
Integridade
Hierarquização
Participação Social
Equidade
Regionalização
Resolubilidade
Complementaridade 
do setor privado
Atribuições
Ministério da Saúde
Secretarias Estaduais 
Secretarias Municipais
Elaborar e Definir
Auxiliar e Coordenar
Participar e Executar
Reuniãomensal
Reunião a cada 4 anos
50% de usuários
50% de usuários
Controlar execução 
de políticas 
Formular políticas
Formular estratégias
Avaliar situação 
de saúde 
Conselhos de Saúde
Conferências de Saúde
Participação Comunitária Transferências de recursos
Regular e automático
Fundos de saúde
continua…
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História do SUS e leis orgânicas da saúde Cap . 6
141
Mapa mental. História do SUS e leis orgânicas da saúde (continuação)
História do SUS Saúde suplementar
Caixa de Aposentadorias e Pensões Assistência livre à iniciativa privada
Instituto de Aposentadorias e Pensões
Instituto Nacional de 
Previdência Social
Participação complementar
Agência Nacional de Saúde 
Suplementar (ANS)
Instituto Nacional de Assistência 
Médica e Previdência Social
Saúde pré-SUS
Reforma Sanitária
VIII Conferência Nacional de 1986
Curativista
Filantrópico > Sem fim lucrativo 
> Com fim lucrativo
Excludente
Privativa
Hospitalocêntrica
Centralizada
…continuação
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História do SUS e leis orgânicas da saúde Saúde coletiva
142
REFERÊNCIAS
1. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para 
assuntos jurídicos. Fernando Collor. Lei nº 8.080, de 19 
de setembro de 1990.
2. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para 
assuntos jurídicos. Fernando Collor. Lei nº 8.142, de 28 
de dezembro de 1990.
3. Chagas J, Torres R. Oitava Conferência Nacional de Saúde: 
o SUS ganha forma. EPSJV/Fiocruz, 2008.
4. Menicucci TM. História da reforma sanitária brasileira e 
do Sistema Único de Saúde: mudanças, continuidades e 
agenda atual. História, Ciências e Saúde, 2014.
5. Souza RR. O Sistema Público de Saúde Brasileiro. Minis-
tério da Saúde, Brasil, 2002.
6. Santos NR. SUS 30 anos: o início, a caminhada e o rumo. 
Ciência Saúde Coletiva, 2018.
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História do SUS e leis orgânicas da saúde Cap . 6
143
QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – SP – 2018) A Lei nº 8.142 de 
1990 define a organização das instâncias de con-
trole social que devem ser instituídas pelo Sistema 
Único de Saúde nas diferentes esferas de governo.
Dentre as alternativas abaixo, qual está correta 
sobre a forma de organização dessas instâncias?
	⮦ A Conferência de Saúde deve se reunir a cada 
dois anos com a representação dos vários seg-
mentos sociais, para avaliar a situação de saú-
de, deliberar e constituir a política de saúde nos 
níveis correspondentes.
	⮧ O controle social relacionado ao SUS é centrado 
nas ouvidorias, responsáveis pelas sugestões e 
críticas de usuários nos serviços. Elas têm papel 
estratégico na participação efetiva da população, 
por constituir um canal de comunicação acessível.
	⮨ Os Conselhos de Saúde são órgãos permanen-
tes e deliberativos e se organizam em colegia-
dos compostos por representantes do governo, 
prestadores de serviço, profissionais de saúde 
e usuários. Atuam na formulação de estratégias 
e no controle da execução da política de saúde.
	⮩ Os Conselhos de Saúde são instâncias de con-
trole social ligado ao legislativo de cada esfera 
de governo. Têm o papel de regular o acesso da 
população aos serviços, participar ativamente da 
gestão do sistema de saúde e analisar a política 
nos aspectos econômicos e financeiros.
Questão 2
(UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – SP – 2021) Uma paciente 
HIV-positiva está em tratamento e tem um plano 
de saúde oferecido pela empresa na qual trabalha. 
Ela é acompanhada por infectologista em consul-
tório particular e realiza exames cobertos por seu 
convênio médico. Todos os meses, a paciente re-
tira gratuitamente medicamentos antirretrovirais 
dispensados por serviço público de referência do 
Sistema Único de Saúde (SUS).
Qual é o princípio do SUS que garante às pessoas 
o acesso a esses medicamentos?
	⮦ equidade
	⮧ ressarcimento
	⮨ universalidade
	⮩ hierarquização.
Questão 3
(UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – SP – 2019) Assinale a alter-
nativa que corresponde a uma diretriz organizativa 
e constitucional do SUS:
	⮦ descentralização com direção única em cada 
esfera de governo
	⮧ atendimento universal, com garantia de acesso 
a toda a população
	⮨ atendimento integral, com atividades preventivas, 
sem prejuízo dos serviços assistenciais
	⮩ equidade da atenção, compondo setor público 
e privado.
Questão 4
(SECRETARIA DE ESTADO DE SÃO PAULO – SP – 2021) Os con-
selhos de saúde do SUS:
	⮦ têm 50% dos membros indicados pelos gestores 
e 50% por setores da sociedade
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144
	⮧ têm caráter deliberativo
	⮨ têm rodízio na presidência de quatro em quatro 
meses
	⮩ têm, obrigatoriamente, a participação de sindi-
catos de hospitais
	⮪ foram extintos em 2019.
Questão 5
(UNIFESP – SP – 2020) Com base nos preceitos que re-
gulamentam a saúde na Constituição Federal de 
1988, assinale a alternativa correta:
	⮦ Em caso de acidentes de trabalho, o acesso às 
ações de saúde para a recuperação é condicio-
nado à contribuição para a seguridade social.
	⮧ Desempregados e imigrantes têm acesso so-
mente aos serviços filantrópicos conveniados 
com o Sistema Único de Saúde.
	⮨ Todos os imigrantes domiciliados no Brasil têm 
direito à assistência à saúde por meio do Siste-
ma Único de Saúde.
	⮩ A responsabilidade do Estado é circunscrita à 
atenção à saúde das populações carentes.
	⮪ Estrangeiros (turistas ou visitantes a trabalho) 
não podem ter assistência à saúde por meio do 
Sistema Único de Saúde.
Questão 6
(UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – SP – 2021) Nos ter-
mos da Lei nº 8.142, de 28/12/1990, os conselhos 
de saúde devem ter:
	⮦ atuação na formulação de estratégias da política 
de saúde, excluídos os aspectos econômicos e 
financeiros
	⮧ caráter permanente e consultivo
	⮨ composição paritária entre representantes do 
governo e profissionais de saúde
	⮩ decisões homologadas pelo chefe do poder le-
galmente constituído em cada esfera do governo.
Questão 7
(SECRETARIA DO ESTADO DE SAÚDE – DF – 2021) O rastreio e o 
diagnóstico precoce de neoplasias fazem parte do 
atendimento na rede de atenção primária. Conside-
rando isso, suponha que uma mulher de 53 anos de 
idade procure uma unidade básica de saúde para 
realização de exames de rotina e o médico da aten-
ção primária perceba, na face dela, uma pequena 
lesão papulosa, de cor rósea, aspecto “perolado”, 
com finos vasos em sua superfície. Ao ser questio-
nada, a paciente informa que essa lesão apresenta 
crescimento lento e progressivo.
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. O aten-
dimento realizado, que leva em conta a prevenção, a 
cura e a reabilitação de doenças, respeita o princípio 
da integralidade do Sistema Único de Saúde.
	⮦ CERTO
	⮧ ERRADO
Questão 8
(CASA DE SAÚDE NOSSA SENHORA DO CARMO – RJ – 2015) Uma 
característica marcante do período pré-SUS foi a 
existência de Caixas de Aposentadorias e Pensões 
(CAPS).
Comparando esse momento com o momento atual, 
pós-constituição do SUS é possível afirmar:
	⮦ A assistência à saúde no período anterior ao SUS 
se concentrava nos hospitais e cada categoria 
profissional possuía seu instituto de referência.
	⮧ A garantia do acesso universal ao usuário man-
teve-se ao longo do tempo, diferindo apenas o 
tipo de oferta de serviço de saúde.
	⮨ As medidas de prevenção à saúde não estavam 
incluídas no período anterior à constituição das 
Caixas de Aposentadoria e Pensões.
	⮩ A integralidade era uma preocupação já existente 
desde o período das Caixas de Aposentadorias 
e Pensões, mas sua materialização se dava no 
contexto hospitalar.
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Questão 9
(SES – PE –2018) Um conjunto articulado e contínuo das 
ações e serviços preventivos, curativos, individuais 
e coletivos, exigidos para cada caso em todos os 
níveis de complexidade do sistema, é um princípio 
do SUS conhecido como:
	⮦ universalidade
	⮧ integralidade
	⮨ igualdade
	⮩ equidade.
	⮪ descentralização.
Questão 10
(INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA AO SERVIDOR PÚBLICO ES-
TADUAL – SP – 2021) A regulamentação e a coordenação 
do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica 
no Brasil são de responsabilidade:
	⮦ direta do Ministério da Saúde
	⮧ direta do Ministério da Saúde e das secretarias 
estaduais de saúde
	⮨ direta da Agência Nacional de Vigilância Sani-
tária (Anvisa)
	⮩ indireta do Ministério da Saúde
	⮪ indireta da Anvisa.
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GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade:  
Alternativa A: INCORRETA. A Conferência de Saúde 
se reúne a cada quatro anos.
Alternativa B: INCORRETA. O controle social no SUS 
é centrado nos Conselhos de Saúde.
Alternativa C: CORRETA.
Alternativa D: INCORRETA. Os Conselhos de Saúde 
não estão ligados ao Legislativo.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 2 dificuldade: 
Comentário: Questão tranquila sobre os princípios 
do SUS. Traz o caso de uma paciente HIV positiva 
que faz seu acompanhamento com médico parti-
cular, porém faz uso dos antirretrovirais disponíveis 
pelo SUS. Que princípio representa esse acesso a 
todas as pessoas, independentemente de ter ou 
não convênio? A universalidade.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 3 dificuldade:  
Comentário: Universalidade, integralidade e equida-
de são os princípios fundamentais, ou doutrinários. 
As alternativas B, C e D, portanto, estão incorretas. 
A descentralização é um dos princípios organiza-
tivos do SUS.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 4 dificuldade: 
Comentário: A Lei nº 8.142, de 1990, estabelece os 
conselhos de saúde e descreve essa instância 
colegiada da seguinte maneira: “O Conselho de 
Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão 
colegiado composto por representantes do gover-
no, prestadores de serviço, profissionais de saúde 
e usuários, atua na formulação de estratégias e 
no controle da execução da política de saúde na 
instância correspondente, inclusive nos aspectos 
econômicos e financeiros, cujas decisões serão ho-
mologadas pelo chefe do poder legalmente consti-
tuído em cada esfera do governo”.
Alternativa A: INCORRETA. 50% dos representantes 
são usuários dos serviços de saúde.
Alternativa B: CORRETA.
Alternativa C: INCORRETA. Os mandatos da presidên-
cia não duram quatro meses.
Alternativa D: INCORRETA. Sindicatos de hospitais 
podem participar como prestadores de serviços, 
mas não há essa obrigatoriedade.
Alternativa E: INCORRETA. Os conselhos de saúde 
não foram extintos.
 ✔ resposta: ⮧
Questão 5 dificuldade:  
Alternativa A: INCORRETA. O acesso é universal, não 
sendo condicionado à contribuição para a seguri-
dade social.
Alternativa B: INCORRETA. O acesso é universal, abran-
gendo desempregados e imigrantes, que podem ser 
atendidos em toda a rede do SUS.
Alternativa C: CORRETA. Não são apenas os imi-
grantes domiciliados no Brasil que têm direito à 
assistência pelo SUS, mas não é isso que a alter-
nativa está dizendo. É correto afirmar que todos 
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os imigrantes domiciliados no Brasil têm direito à 
assistência pelo SUS.
Alternativa D: INCORRETA. Todos têm acesso ao SUS, 
não sendo a responsabilidade do Estado circuns-
crita, ou limitada, aos mais carentes.
Alternativa E: INCORRETA. Estrangeiros podem ter 
assistência pelo SUS.
 ✔ resposta: ⮨
Questão 6 dificuldade:  
Comentário: A Lei nº 8.142, de 1990, estabelece os 
conselhos de saúde e descreve essa instância co-
legiada da seguinte maneira: “O Conselho de Saú-
de, em caráter permanente e deliberativo, órgão 
colegiado composto por representantes do gover-
no, prestadores de serviço, profissionais de saúde 
e usuários, atua na formulação de estratégias e 
no controle da execução da política de saúde na 
instância correspondente, inclusive nos aspectos 
econômicos e financeiros, cujas decisões serão ho-
mologadas pelo chefe do poder legalmente consti-
tuído em cada esfera do governo”.
Alternativa A: INCORRETA. Os aspectos econômico 
e financeiro também são analisados pelos Conse-
lhos de Saúde.
Alternativa B: INCORRETA. Os conselhos de saúde têm 
caráter permanente e deliberativo, não consultivo.
Alternativa C: INCORRETA. A composição paritária 
é de usuários, ou seja, 50% dos participantes dos 
conselhos de saúde são usuários do sistema.
Alternativa D: CORRETA.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 7 dificuldade: 
Comentário: Podemos entender o princípio da inte-
gralidade como o “conjunto articulado de ações e 
serviços curativos e preventivos, individuais e co-
letivos”. Ou seja, é esse o princípio que nos orienta 
acerca da assistência voltada à prevenção, à cura 
e à reabilitação dos pacientes.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 8 dificuldade:  
Comentário: No período pré-SUS, a medicina era 
excludente. Especificamente durante o início do 
século XX, em que o modelo de saúde envolvia as 
Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPS), tra-
balhadores formais de determinadas categorias 
contribuíam com parte do seu salário para essas 
Caixas. Caso houvesse necessidade de algum in-
ternamento ou consulta, o valor seria pago a partir 
do montante disponível.
Alternativa A: CORRETA.
Alternativa B: INCORRETA. Não havia garantia de 
acesso universal.
Alternativa C: INCORRETA. As medidas de preven-
ção também não estavam incluídas após a consti-
tuição das CAPS. Essa alternativa ficou ambígua, 
mas não se trata da melhor dentre as alternativas 
apresentadas.
Alternativa D: INCORRETA. Não havia a preocupação 
com a integralidade.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 9 dificuldade: 
Comentário: A questão nos traz uma ótima definição 
do conceito de integralidade, que nada mais é do 
que tratar o indivíduo como um todo, desde a pre-
venção até a cura e reabilitação.
Alternativa A: INCORRETA. Universalidade: o paciente 
tem acesso universal ao SUS, ou seja, todos serão 
atendidos.
Alternativa B: CORRETA.
Alternativa C: INCORRETA. O princípio da igualdade 
prega por uma assistência à saúde prestada sem 
preconceitos ou privilégios de qualquer espécie.
Alternativa D: INCORRETA. Equidade significa tratar 
os diferentes de forma diferente, priorizando sem-
pre os que mais necessitam.
Alternativa E: INCORRETA. Por descentralização en-
tendemos a atuação ativa das esferas estaduais e 
municipais.
 ✔ resposta: ⮧
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História do SUS e leis orgânicas da saúde Saúde coletiva
148
Questão 10 dificuldade:   
Comentário: Temos que ler a Lei nº 8.080 com cuida-
do. Sugerimos realmente ler a lei na íntegra. Muitas 
respostas sobre funcionamento do SUS e atribuições 
dos órgãos competentes estão nessa lei.
A Lei nº 8.080, em seu artigo 16, estabelece algu-
mas das competências da direção nacional do 
SUS, ou seja, do Ministério da Saúde. Entre essas 
atribuições está:
“III – definir e coordenar os sistemas: c) de vigilância 
epidemiológica.” Ou seja, a coordenação do Sistema 
Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE) é de 
responsabilidade direta do Ministério da Saúde.
De qualquer forma, este tipo de questão não é 
comum sobre o assunto. Algumas vezes as provas 
cobram um detalhe como esse, mas o mais comum 
é realmente vermos questões sobre os princípios 
do SUS e o funcionamento dos conselhos e das 
conferências de saúde.
 ✔ resposta: ⮦
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149
Capítulo 
7
FINANCIAMENTO E 
FUNCIONAMENTO DO SUS
O QUE VOCÊ PRECISA SABER?
 u Bloco de custeio (manutenção) tem como finalidade manutenção dos serviços e ações já vigentes.
 u Bloco deinvestimentos (estruturação) tem como finalidade aquisição de equipamentos e realização de obras.
 u A lei complementar 141 (antes chamada Emenda Constitucional 29) estabeleceu que os gastos da União 
com saúde seriam iguais aos do ano anterior acrescidos da variação do PIB.
 u A NOB 91 forneceu instruções para o retorno temporário a uma gestão centralizada na esfera federal.
 u A NOB 93 regulou o processo de descentralização e regulamentou as comissões intergestores.
 u A NOB 96 instituiu o piso da atenção básica e os modelos de gestão municipal da atenção básica.
1. FINANCIAMENTO DO SUS
 DIA A DIA MÉDICO
Por que é importante, para um médico, compreender 
como se dá a aplicação de recursos no SUS? Falamos 
no capítulo “História do SUS e Leis Orgânicas da Saúde” 
sobre os Conselhos de Saúde e sua função no controle da 
execução de políticas. Você pode vir a fazer parte de um 
desses Conselhos, já que eles contam com a participação 
de profissionais das mais diversas áreas de atuação no 
SUS. Além disso, aos profissionais que atuam na Atenção 
Primária é essencial avaliar a situação da comunidade, 
inclusive auxiliando a pressionar o poder público a investir 
melhor os recursos na área da saúde. Conhecer o SUS 
nos torna médicos melhores de muitas formas distintas, 
principalmente fora do consultório.
1 .1 . CONSTITUIÇÃO DE 1988
Já na Constituição Federal de 1988 há informações 
acerca do financiamento do SUS:
Art. 198, § 1º: “O sistema único de saúde será finan-
ciado, nos termos do art. 195, com recursos do 
orçamento da seguridade social, da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além 
de outras fontes”.
1 .2 . FONTES DE RECURSOS
De onde vêm os valores que são aplicados no SUS? 
Algumas das principais fontes são descritas a seguir:
CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação 
Financeira): imposto sobre transações econômicas 
que era destinado à saúde. Esse imposto não existe 
mais, mas constantemente há discussões sobre o 
retorno de algum imposto nesses moldes.
importância/prevalência
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Financiamento e funcionamento do SUS Saúde coletiva
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COFINS (Contribuição para o Financiamento da 
Seguridade Social): contribuição sobre o fatura-
mento das empresas.
CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): 
contribuição sobre o lucro líquido das empresas.
Seguridade Social: contribuição para aposentado-
rias e pensões.
1 .3 . APLICAÇÃO DOS RECURSOS
 BASES DA MEDICINA
Para você entender a dinâmica atual de aplicação dos 
recursos, é importante saber como esse processo fun-
cionava anteriormente e por que precisou ser alterado. 
Por isso, apresentaremos, de forma simples e didática, 
a evolução das práticas que envolviam a aplicação dos 
recursos em saúde. Primeiro, prefeitos puderam alocar 
os recursos da forma que bem entendiam. Assim, valores 
que deveriam ser destinados à assistência à saúde eram 
empregados em obras de saneamento básico, limpeza 
urbana e pagamento de aposentadorias e pensões, por 
exemplo, visto que se tratava de condicionantes e deter-
minantes de saúde. Além disso, por vezes obras eram 
feitas e novas unidades de saúde inauguradas sem que 
a devida manutenção fosse dada às estruturas que já 
funcionavam.
Decidiram, então, reduzir a autonomia dos gestores que 
efetivamente aplicavam os recursos, principalmente a 
nível municipal. O recurso repassado de forma automá-
tica já vinha destinado para determinado fim. Assim, o 
dinheiro que deveria ser gasto com medicamentos já 
chegava comprometido com esse fim. Vários “blocos” 
diferentes de recursos existiam, cada um voltado para 
sua função específica. Como fica, então, o princípio da 
descentralização? Não podemos permitir que haja des-
vio de finalidade com a verba destinada à saúde, mas 
também não podemos retirar por completo a capacidade 
do município de decidir sobre a aplicação dos recursos.
Várias emendas e leis diferentes foram criadas ao 
longo do tempo para ir regulamentando e ajustando 
a utilização da verba do SUS. Vamos focar naquilo 
que se mantém em vigor e no que, mesmo não 
estando em vigor, ainda pode cair nas provas.
1 .3 .1 . Portaria nº 3 .992/2017
Estabeleceu os seguintes blocos de recursos:
 u Bloco de custeio
 u Bloco de investimento
A divisão da alocação dos recursos em apenas dois 
blocos conferiu aos municípios maior liberdade.
 DICA  Em 2020, o Ministério da Saúde 
publicou uma portaria que impôs algumas 
alterações a esses blocos, inclusive mu-
dando seus nomes. Discutiremos, primei-
ro, a Portaria nº 3.992 de 2017 para depois 
apresentarmos quais foram as mudanças.
Para que servia cada um desses blocos?
1.3.1.1. Bloco de custeio
 u Manutenção das ações e serviços já vigentes.
 u Funcionamento dos órgãos e estabelecimentos 
onde tais serviços ocorrem.
 u É vedado usar recursos desse bloco para:
 W Servidores;
 W Gratificações;
 W Assessorias ou consultorias;
 W Obras.
É importante observar, ao final deste capítulo, algu-
mas novidades envolvendo o financiamento da 
Atenção Primária que dizem respeito, principalmente, 
ao bloco de custeio.
1.3.1.2. Bloco de investimentos
 u Aquisição de equipamentos.
 u Obras.
 u É vedado usar os recursos desse bloco para:
 W Órgãos e unidades voltados para atividades 
administrativas.
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Financiamento e funcionamento do SUS Cap . 7
151
Figura 1. Como eram o financiamento e a transferência dos recursos federais 
para ações e serviços públicos de saúde antes de 2017.
Bloco de
Média e Alta
Complexidade
Ambulatorial
e Hospitalar
Bloco de
Atenção
Básica
Bloco de
Vigilância
em Saúde
Bloco de
Assistência
Farmacêutica
Bloco
Gestão
do SUS
Bloco de
Investimento
Incentivos
Básico da
Assistência
Farmacêutica
Gestão do SUS
Implantação
de Ações e
Piso Fixo de Vigilância
Sanitária – PFVISA
Piso Variável de Vigilância
Sanitária – PVVISA
Serviços de Saúde
Piso Fixo
Piso Variável
Limite Financeiro
da Média e Alta
Complexidade Ambul.
e Hospitar – MAC
ACE, incentivos pontuais 
para ações da VISA, 
Programa de 
de vigilância, Piso Fixo 
vigilância sanitária, 
aperfeiçoamento do SUS
– Construção, Unidades Básicas de 
Saúde – UBS, Estruturação de 
Unidades de Atenção Especializada
Ampliação do Âmbito do 
de UBS, Implantação de 
Unidades Básicas de Saúde, 
Aquisição de Equipamentos 
e Material Permanente, 
Implantação de Ações e 
Serviços de Saúde
 em Saúde, Estruturação da Rede
 de Serviços de Atenção Básica de
Saúde, Programa de Financiame-
nto das Ações de Alimentação e 
Nutrição (FAN), Incentivo para 
Construção de Polos de
Academia da Saúde – Básica (PI)
da Assistência 
Farmacêutica 
(Qualifar-SUS), Assistência 
Farmacêutica Básica 
(Parcelas) Apoio ao Uso de 
Plantas Medicinais e 
Fitoterápicos no SUS
ACS, ESF, NASF, 
Saúde na
ESB, PMAQ, 
Escola, 
de PAB
Incremento
Cu
st
ei
o
Teto MAC, Teto Brasil
Sem Miséria,Teto 
Saúde Mental,Teto 
Rede Cegonha, 
Incremento MAC
In
ve
st
im
en
to
Fonte: Confederação Nacional de Municípios.11
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Financiamento e funcionamento do SUS Saúde coletiva
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1 .4 . PORTARIA Nº 828, DE 17 
DE ABRIL DE 2020
A Portaria nº 828, de 17 de abril de 2020, imple-
mentou algumas mudanças no financiamento que 
discutimos até este momento. Três mudanças são 
efetivamente propostas dentro do que já foi discu-
tido. São elas:
1. O Bloco de Custeio passa a se chamar Bloco de 
Manutenção.
2. O Bloco de Investimentos passa a se chamar 
Bloco de Estruturação
3. A verba destinada ao Bloco de Manutenção passa 
a poder ser utilizada para “obras de construções 
novas bem como de ampliações de imóveis já 
existentes, ainda que utilizados para a realização 
de ações e/ou serviços de saúde.”
1 .5 . O FINANCIAMENTO NA 
ATENÇÃO BÁSICA
 DICA  O modelo de financiamento que 
está em vigor é o “Previne Brasil”,que apre-
sentaremos em breve. Acontece que alguns 
marcos do financiamento da Atenção Bási-
ca, mesmo alguns já extintos, ainda apare-
cem por vezes nas provas, principalmente 
os “pisos da atenção básica”, ou PAB.
1 .5 .1 . Piso da Atenção Básica fixo (PAB fixo)
 u Valor baseado per capita (valor fixo para cada 
pessoa do município).
 u Outras variáveis sociais (esse valor vai depender 
de condicionantes sociais do município).
1 .5 .2 . Piso da Atenção Básica 
variável (PAB variável)
 u Valor destinado para estratégias específicas.
1 .5 .3 . Piso da Atenção Básica 
ampliado (PAB ampliado)
 u Procedimentos mais específicos.
 u Não existe mais.
1 .5 .4 . Previne Brasil
Em 12 de novembro de 2019, a Portaria nº 2.979 
do Ministério da Saúde instituiu o programa Pre-
vine Brasil, que estabelece um novo modelo de 
financiamento de custeio da Atenção Primária à 
Saúde. Traremos algumas das principais mudanças 
implementadas por essa portaria ao financiamento 
da atenção básica, apresentando seus artigos mais 
relevantes e, quando necessário, nossos comen-
tários.
1.5.4.1. Portaria nº 2.979, 12 de 
novembro de 2019
Art. 9º O financiamento federal de custeio da Aten-
ção Primária à Saúde (APS) será constituído por:
I – capitação ponderada;
II – pagamento por desempenho; e
III – incentivo para ações estratégicas.
 DICA  Como o número de questões de 
prova sobre esse assunto é baixo, trouxe-
mos muitos detalhes que ainda não vimos 
sendo cobrados. Via de regra, as provas 
estão querendo que você saiba que há um 
novo modelo de financiamento chamado 
“Previne Brasil” e que tenha uma noção bá-
sica do que significa cada um desses três 
principais pontos.
1.5.4.1.1. Da capitação ponderada
Art. 10º. O cálculo para a definição dos incentivos 
financeiros da capitação ponderada deverá con-
siderar:
I – a população cadastrada na equipe de Saúde da 
Família (eSF) e equipe de Atenção Primária (eAP) no 
Sistema de Informação em Saúde para a Atenção 
Básica (SISAB);
II – a vulnerabilidade socioeconômica da população 
cadastrada na eSF e na eAP;
III – o perfil demográfico por faixa etária da popu-
lação cadastrada na eSF e na eAP; e
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153
IV – a classificação geográfica definida pelo Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ou seja, o modelo de capitação ponderada apre-
sentado por esse programa condiciona o valor 
repassado à parcela da população que já se encontra 
cadastrada e/ou em atendimento nas unidades de 
saúde da Atenção Primária (APS).
Parágrafo único. O cálculo de que trata o caput será 
baseado no quantitativo da população cadastrada 
por eSF e eAP, com atribuição de peso por pes-
soa, considerando os critérios de vulnerabilidade 
socioeconômica, perfil demográfico e classificação 
geográfica.
O valor repassado não será definido exclusivamente 
com base na população em acompanhamento na 
APS. Alguns critérios farão com que cada pessoa 
possa receber um “peso” diferente, gerando um 
acréscimo nesse valor repassado.
Terão peso de 1,3 (um e três décimos) as pessoas 
com critérios de vulnerabilidade socioeconômica, 
como os beneficiários:
I – do Programa Bolsa Família (PBF);
II – do Benefício de Prestação Continuada (BPC); ou
III – de benefício previdenciário no valor de até dois 
salários mínimos.
O mesmo peso de 1,3 será dado para pessoas com 
menos de 5 anos ou mais de 65 anos.
De acordo com a classificação geográfica, as pes-
soas podem receber peso de 1 (um), 1,45 (um e 
quarenta e cinco décimos) ou 2 (dois), conforme 
demonstrado abaixo:
I – município urbano: peso 1 (um);
II – município intermediário adjacente: peso 1,45 
(um e quarenta e cinco décimos);
III – município rural adjacente: peso 1,45 (um e 
quarenta e cinco décimos);
IV – município intermediário remoto: peso 2 (dois); e
V – município rural remoto: peso 2 (dois).
1.5.4.1.2. Do pagamento por desempenho
Os critérios específicos de desempenho que estarão 
atrelados ao repasse de recursos para a Atenção 
Primária não estão apresentados nessa portaria. 
Estabelece-se, entretanto, que os indicadores e as 
metas para o pagamento por desempenho devem 
ser pactuados na Comissão Intergestores Tripartite.
O artigo seguinte, por sua vez, deixa claro que “Cabe 
ao Ministério da Saúde a realização do cálculo dos 
indicadores para a transferência do incentivo de 
pagamento por desempenho”.
1.5.4.1.3. Incentivo para ações estratégicas
Os seguintes programas, ações e estratégias pode-
rão ser contemplados por esse incentivo:
I – Programa Saúde na Hora;
II – Equipe de Saúde Bucal (eSB);
III – Unidade Odontológica Móvel (UOM);
IV – Centro de Especialidades Odontológicas (CEO);
V – Laboratório Regional de Prótese Dentária (LRPD);
VI – Equipe de Consultório na Rua (eCR);
VII – Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF);
VIII – Equipe de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR);
IX – Microscopista;
X – Equipe de Atenção Básica Prisional (eABP);
XI – Custeio para o ente federativo responsável pela 
gestão das ações de Atenção Integral à Saúde dos 
Adolescentes em Situação de Privação de Liberdade;
XII – Programa Saúde na Escola (PSE);
XIII – Programa Academia da Saúde;
XIV – Programas de apoio à informatização da APS;
XV – Incentivo aos municípios com residência 
médica e multiprofissional;
XVI – Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde 
(ACS); e
XVII – outros que venham a ser instituídos por meio 
de ato normativo específico.
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154
1.5.4.1.4. Da suspensão da transferência 
dos incentivos financeiros
Art. 12-I. No caso de irregularidades, o incentivo 
financeiro da capitação ponderada será suspenso, 
de acordo com o disposto na PNAB.
Há o estabelecimento de uma graduação da por-
centagem do incentivo que poderá ser suspenso, 
podendo variar de 25% a 100% do valor da capitação 
ponderada, a depender da gravidade da irregulari-
dade apresentada.
 DICA  A seguir, apresentaremos 3 marcos 
legais que são mais classicamente cobra-
dos em provas, com foco somente nas in-
formações importantes para as questões.
1 .6 . EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 29/2000
A Emenda Constitucional nº 29 estabeleceu o 
seguinte:
 u Percentuais mínimos para cada esfera de gover-
no no que diz respeito à alocação de recursos 
para a saúde.
 u O valor de responsabilidade da União iria aumen-
tar junto com a variação do PIB.
 u O valor de responsabilidade dos Estados e Mu-
nicípios iria variar conforme uma tabela prees-
tabelecida.
1 .7 . LEI COMPLEMENTAR Nº 141/2012
Os percentuais estabelecidos pela Emenda 29 nunca 
foram efetivamente postos em prática. A Lei nº 141 
veio para, finalmente, iniciar esse modelo.
O que a lei estabelecia:
 u União teria de investir em saúde o mesmo valor 
do ano anterior + variação do PIB.
 u Estados aumentam sua proporção de gastos com 
saúde por 5 anos até atingirem 12%.
 u Municípios aumentam sua proporção de gastos 
com saúde por 5 anos até 15%.
Essa lei também estabeleceu que deixam de ser 
considerados como despesas com a saúde os 
seguintes:
 u Pagamento de aposentadorias e pensões;
 u Assistência à saúde que não seja universal;
 u Saneamento básico;
 u Limpeza urbana;
 u Obras de infraestrutura;
 u Ações de assistência social;
 u Preservação do meio ambiente.
1 .8 . EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 95/2016
A Lei nº 141 estabeleceu que o valor de responsabi-
lidade da União deveria variar conforme o PIB. A EC 
nº 95 trouxe uma proposta diferente, alterando as 
regras sobre o repasse da União, que seguiriam o 
seguinte:
 u Valor investido no ano anterior + variação do 
IPCA (inflação).
2. FUNCIONAMENTO DO SUS
 BASES DA MEDICINA
O SUS foi idealizado pela Reforma Sanitária, discutido na 
VIII Conferência Nacional de Saúde e implementado na 
Constituição de 1988. Após a Constituição, entretanto, 
o SUS ainda não era o sistemaque conhecemos hoje. 
Muitos consideram a Lei nº 8080/1990 como o marco do 
“nascimento” efetivo do SUS, mas a realidade é que o SUS 
vem em constante desenvolvimento até os dias atuais. 
Vimos como muitas características do financiamento do 
sistema vêm se alterando até hoje. Com o funcionamento 
do SUS não é diferente.
Nessa sessão iremos focar em alguns marcos 
legais que fizeram com que o SUS funcionasse da 
forma que ele funciona hoje. Começaremos pelas 
Normas Operacionais, que são leis criadas após as 
Leis Orgânicas da Saúde (LOS) para ajudar a acertar 
e adequar o funcionamento do SUS frente às difi-
culdades e incertezas desse recém-criado sistema.
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2 .1 . NORMA OPERACIONAL 
BÁSICA 91 (NOB 91)
A NOB 91 fornece instruções para implantação do 
SUS:
 u Gestão centralizada na esfera federal
 u Municípios apenas como prestadores de ser-
viços. Para acompanhar os atendimentos, são 
criados os seguintes:
 W Autorização de Internação Hospitalar (AIH);
 W Sistema de Informação Hospitalar (SIH);
 W Unidade de Cobertura Ambulatorial (UCA).
 u Estados e Municípios recebem o prazo de 120 
dias para criarem os Fundos de Saúde.
Houve um planejamento, a partir da NOB 91, para 
que a municipalização se efetivasse sem maiores 
dificuldades:
 u 4 etapas para municipalização
 W Cobertura Ambulatorial
 W Critérios para repasse de recursos
 W Formação de consórcios
 W Criação do Sistema de Informações Ambula-
toriais administrado pelo INAMPS
Como assim, gestão centralizada na esfera federal? 
Administração de sistemas e recursos pelo INAMPS? 
Uma das grandes revoluções com a criação do SUS 
não foi, exatamente, a descentralização? O pensa-
mento está correto. Acontece que os municípios 
ainda não estavam preparados para assumir a 
gestão sobre a saúde. A NOB 91 deve ser entendida 
como um passo atrás que foi dado, apenas 1 ano 
após as LOS, para que os municípios pudessem 
se preparar adequadamente para assumirem suas 
responsabilidades.
 DICA  Sobre a NOB 91, o principal é lem-
brar que houve esse passo atrás, centrali-
zando novamente a gestão da saúde pú-
blica.
2 .2 . NORMA OPERACIONAL 
BÁSICA 93 (NOB 93)
A municipalização é efetivada a partir da NOB 93, 
que tem como características:
 u Regulação do processo de descentralização
 W Município deixa de ser prestador de serviço e 
passa a ser gestor.
 u Criação da Comissão Intergestores Tripartite
 W Ministério da Saúde, CONASS E CONASEMS.
 u Criação da Comissão Intergestores Bipartite
 W Secretaria Estadual de Saúde e Secretarias 
Municipais de Saúde.
 u Transmissão de recursos passa a considerar:
 W Fator de Apoio ao Estado;
 W Fator de Apoio ao Município;
 W Sistemas e documentos de informação: AIH, 
APAC, SIA-SUS.
CONASS = Conselho Nacional de Secretários de 
Saúde.
CONASEMS = Conselho Nacional de Secretarias 
Municipais de Saúde.
As Comissões Intergestores são espaços intergo-
vernamentais, políticos e técnicos em que ocorrem 
o planejamento, a negociação e a implementação 
de políticas de saúde pública. As decisões se dão 
por consenso. Essas comissões visam assegurar a 
gestão compartilhada entre as esferas de governo 
para evitar duplicidade ou omissão na execução de 
ações. A comissão tripartite é do âmbito federal, 
incluindo estados e municípios. A comissão bipartite 
é do âmbito estadual, incluindo municípios.
 DICA  Sobre a NOB 93, o principal é lem-
brar da criação das Comissões Interges-
tores.
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2 .3 . NORMA OPERACIONAL 
BÁSICA 96 (NOB 96)
A NOB 96 tem como objetivo consolidar o pleno 
exercício da função de gestor do município. Esta-
belece que o município pode decidir que tipo de 
gestão pretende fazer:
 u Gestão plena da Atenção Básica ou
 u Gestão plena do Sistema Municipal (incluindo 
outros níveis de atenção)
Se não aderir a nenhum modelo, mantém-se como 
prestador de serviço.
Outras atribuições dessa norma são:
 u Aumentar a transferência regular e automática
 W Institui o Piso da Atenção Básica
 u Incentivo ao Programa de Saúde da Família e de 
Agentes Comunitários de Saúde
 u Incorporar ações de vigilância sanitária, epide-
miológica e controle de doenças
 u Programação Pactuada Integrada
 W Diferentes gestores e esferas
 W Garantia de acesso ao sistema de saúde
 DICA  Sobre a NOB 96, o principal é lem-
brar da instituição do Piso da Atenção Bá-
sica.
Além das Normas Operacionais Básicas, consi-
deradas como os principais marcos legais para o 
regulamento do SUS após as Leis nº 8080 e nº 8142, 
há outras normas, chamadas Normas Operacionais 
de Assistência à Saúde (NOAS), que também mere-
cem destaque.
2 .4 . NORMA OPERACIONAL 
DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE 
2001 (NOAS 2001)
 u Conclui descentralização com 100% dos muni-
cípios habilitados.
 u Define o modelo de financiamento para serviços 
de média e alta complexidade.
 u Define processo de regionalização da assistência.
2 .5 . NORMA OPERACIONAL 
DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE 
2002 (NOAS 2002)
 u Elabora o Plano Diretor de Regionalização (PDR).
 u Cria estratégias para ampliação da Atenção Básica
 W Aumento do PAB;
 W Criação do PAB ampliado;
 W Determina áreas de atuação estratégica.
Além das Normais Operacionais, a prova por vezes 
cobra os pontos discutidos no Pacto da Saúde de 
2006 e aqueles apresentados no Pacto pela Vida, 
de 2008.
2 .6 . PACTO DA SAÚDE 2006
O Pacto da Saúde de 2006 trouxe novas prioridades 
aos agentes do SUS. São essas:
2.6.4.1. Pacto em Defesa do SUS
 u Implementar projeto permanente de mobiliza-
ção social.
 u Elaborar e divulgar a carta dos direitos dos usuá-
rios do SUS.
2.6.4.2. Pacto pela Vida
 u Saúde do idoso;
 u Controle do câncer de colo de útero e de mama;
 u Redução da mortalidade infantil e materna;
 u Fortalecimento da capacidade de respostas às 
doenças emergentes e endemias;
 u Promoção da saúde e fortalecimento da aten-
ção primária.
2.6.4.3. Pacto de Gestão do SUS
 u Desburocratização dos processos normativos;
 u Estruturação das regiões sanitárias;
 u Fortalecimento das Comissões Intergestores 
Bipartites.
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2 .7 . PACTO PELA VIDA (2008)
Em 2008, novas prioridades foram discutidas, tais 
como:
 u Promoção da Saúde;
 u Fortalecimento da Atenção Básica;
 u Saúde do Trabalhador;
 u Saúde mental;
 u Fortalecimento da capacidade de resposta do 
sistema de saúde às pessoas com deficiência;
 u Atenção integral às pessoas em situação ou ris-
co de violência;
 u Saúde do homem.
 DICA  Na maioria das provas, vemos que 
as Normas Operacionais Básicas são, ge-
ralmente, mais cobradas do que as NOAS 
ou os Pactos. Vale a pena revisar os pon-
tos em negrito em cada uma das três NOBs 
que discutimos.
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Mapa mental. Financiamento do SUS
Financiamento do SUS
PAB fixo CPMF
PAB variável COFINS
PAB ampliado CSLL
Seguridade Social
Capitação Ponderada
Pagamento por 
desempenho
Incentivo para ações 
estratégicas
Previne BrasilAtenção Básica Fontes de recursos
EC nº 95 de 2016
União
Variação do IPCA
Aquisição de 
equipamentos
Obras
Vedado
Bloco de 
Investimento/
Estruturação
Atividades 
administrativas
Funcionamento 
dos órgãos onde 
serviços ocorrem
Vedados
Bloco de Custeio/
Manutenção
Servidores
Gratificações
Assessorias ou 
consultorias
EC nº 29 de 2000 
ou Lei 
Complementar 
nº 141
União
Estados e DF
Municípios
Variação do PIB
12%
15%
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Mapa mental. Funcionamento do SUS
Funcionamento do SUS
Pacto da Saúde 2006 Pactopela vida 2008
NOB 93NOB 91 NOB 96 NOAS 2001/2002
Pacto em Defesa do SUS Promoção da saúde
Gestão 
centralizada na 
esfera federal
Institui o Piso da 
Atenção Básica
Conclui 
descentralização
Criação de 
Comissões 
Intergestores
Municípios como 
prestadores 
de serviços
Modelos de gestão 
municipal da 
atenção básica
Cria estratégias 
para ampliação da 
Atenção Básica
Regulação do 
processo de 
descentralização
Etapas para 
municipalização
Incentivo ao 
Programa de 
Saúde da Família
Critérios para 
transmissão 
de recursos 
Saúde mental
Saúde do homem
Saúde do trabalhador
Pessoas com deficiência
Pessoas em risco 
de violência
Pacto de Gestão do SUS
Pacto Pela Vida
Mobilização social
Desburocratização
Saúde do idoso 
Doenças emergentes 
e endemias
Redução de 
mortalidade infantil 
e materna
Promoção de saúde 
e fortalecimento da 
atenção primária
Carta de direitos 
dos usuários
Regiões sanitárias
Fortalecimento 
das Comissões 
Intergestores Bipartite
Controle do câncer 
de colo de útero 
e de mama 
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REFERÊNCIAS
1. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro Jamil Haddad. 
Portaria nº 545, de 20 de maio de 1993.
2. Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência 
Social. Ricardo Akel. Resolução nº 258, de 07 de janeiro 
de 1991.
3. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro Adib Jatene. 
Portaria nº 2.203, de 5 de novembro de 1996.
4. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro José Serra. 
Portaria nº 95, de 26 de janeiro de 2001.
5. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro Barjas Negri. 
Portaria nº 373, de 27 de fevereiro de 2002.
6. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro Ricardo Barros. 
Portaria nº 3992, de 28 de dezembro de 2017.
7. Presidência da República, Casa Civil. Subchefia de assun-
tos jurídicos. Mesas da Câmara dos Deputados e do 
Senado Federal. Emenda Constitucional nº 29, de 13 de 
setembro de 2000.
8. Presidência da República, Casa Civil. Subchefia de assun-
tos jurídicos. Mesas da Câmara dos Deputados e do 
Senado Federal. Emenda Constitucional nº 95, de 15 de 
dezembro de 2016.
9. Presidência da República, Casa Civil. Subchefia de assun-
tos jurídicos. Dilma Rousseff. Lei Complementar nº 141, 
de 13 de janeiro de 2012.
10. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro José Agenor 
Álvares da Silva. Portaria nº 399, de 22 de fevereiro de 
2006.
11. Confederação Nacional de Municípios; Conselho Nacio-
nal de Secretarias Municipais de Saúde. Mudanças no 
Financiamento da Saúde. In: Confederação Nacional de 
Municípios. Mudanças no Financiamento da Saúde. [S. 
l.], 2018. Disponível em: https://www.conasems.org.br/
wp-content/uploads/2018/08/Mudan%C3%A7as-no-
-Financiamento-da-Sa%C3%BAde.pdf. Acesso em: 5 
maio 2020.
12. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro Nelson Teich. 
Portaria nº 828, de 17 de abril de 2020.
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QUESTÕES COMENTADAS
Questão 1
(SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE GOIÁS – GO – 2021) Na 
Norma Operacional Básica – SUS 01/1993, foram 
estabelecidas normas e procedimentos regulado-
res do processo de descentralização da gestão das 
ações e serviços de saúde. Dentre essas normas e 
procedimentos,
	⮦ foram criadas as comissões intergestores bi-
partite e tripartite.
	⮧ foi criado o Programa Saúde da Família.
	⮨ foi elaborado o Plano Diretor de Regionalização.
	⮩ foram criados o Pacto pela Vida e o Pacto de 
Gestão.
Questão 2
(UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS – MS – 2016) 
As comissões intergestores têm o objetivo de as-
segurar a gestão compartilhada entre os governos 
municipais, estaduais e federal para evitar a dupli-
cidade ou a omissão na execução de ações e criar 
um espaço onde gestores do sistema técnico de 
saúde possam permanentemente negociar, decidir 
e firmar pactos. Nesse sentido, avalie as afirmações 
a seguir e assinale a alternativa correta:
I. Apenas a Comissão Intergestores Tripartite 
(CIT) é de caráter permanente.
II. A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) é 
do âmbito federal e a Comissão Intergestores 
Bipartite (CIB) é do âmbito estadual.
III. A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) e a 
Comissão Intergestores Bipartite (CIB) são de 
caráter permanente.
	⮦ Somente I é verdadeira.
	⮧ Somente II é verdadeira.
	⮨ Somente I e II são verdadeiras.
	⮩ Somente II e III são verdadeiras.
	⮪ Todas são verdadeiras.
Questão 3
(ASSOCIAÇÃO MÉDICA DO PARANÁ – PR – 2021) No ano 2000 
com a proposta de evitar a chamada “gangorra or-
çamentária” foi aprovada a Emenda Constitucional 
nº 29. A respeito do assunto considere se as seguin-
tes afirmativas são verdadeiras (V) ou falsas (F). i. 
Por meio dessa emenda ficou determinado que a 
União deveria reservar para a saúde pelo menos 10% 
da sua receita bruta. ii. Os estados e o Distrito Fede-
ral se viram obrigados a alocar 12% da sua receita 
na área de saúde. iii. Caberia aos municípios o mí-
nimo de 15% de suas receitas para o financiamento 
da saúde. iv. A Emenda Constitucional nº 29/2000 
foi responsável pela redução dos gastos totais em 
saúde no Brasil. Marque a alternativa correta.
	⮦ V, V, F, V.
	⮧ V, F, F, V.
	⮨ F, V, V, F
	⮩ F, F, F, F.
	⮪ V, V, V, V.
Questão 4
(UNIFESP – SP – 2020) Analise as afirmações abaixo 
sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e indique a 
alternativa correta.
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Financiamento e funcionamento do SUS Saúde coletiva
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	⮦ O SUS é um sistema público e gratuito, mantido 
indiretamente por meio de impostos e contribui-
ções sociais arrecadados de toda a população.
	⮧ Pacientes que têm planos de saúde podem usar 
livremente as UBS, mas serviços de média e alta 
complexidade só podem ser utilizados mediante 
ressarcimento ao SUS.
	⮨ As ações de saúde indígena não são de respon-
sabilidade do SUS, pois são realizadas pela FU-
NAI, vinculada ao Ministério da Justiça.
	⮩ Os gastos públicos com saúde corresponderam 
nos últimos anos a cerca de 9% do PIB, indican-
do que não há subfinanciamento e sim má ges-
tão do SUS.
	⮪ A prestação de serviços de saúde no SUS é feita 
exclusivamente pelos serviços públicos e filan-
trópicos, sendo vedada a participação comple-
mentar da iniciativa privada.
Questão 5
(UNIVERSIDADE DE GURUPI – TO – 2021) Fazem parte do 
pacto pela vida, de 2008, exceto:
	⮦ O controle do câncer de colo de útero e de mama.
	⮧ A atenção à saúde do idoso.
	⮨ A saúde do homem.
	⮩ A priorização da atenção de média e baixa com-
plexidade.
Questão 6
(FUNDAÇÃO JOÃO GOULART – HOSPITAIS MUNICIPAIS – 2018) 
Um sistema de saúde é o produto da cultura de um 
país e do modo como as pessoas estão dispostas 
a financiá-lo para assegurar igualdade e justiça. 
No que se refere ao financiamento do modelo de 
Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, é corre-
to afirmar que:
	⮦ o Piso da Atenção Básica (PAB) variável é cal-
culado per capita e transferido aos municípios 
independentemente das ações realizadas, o que 
gerou uma diminuição da produção dos servi-
ços de saúde.
	⮧ o PAB fixo é calculado de acordo com as in-
formações contidas nas bases de dados dos 
sistemas de informação nacional a cada mês, 
compreendendo um valor para cada ação im-
plementada.
	⮨ a criação do PAB variável fez diminuir o ritmo 
de expansão da estratégica de saúde da famí-
lia, pois os incentivos criados priorizam apenas 
populações específicas como quilombolas e 
indígenas.
	⮩ o PAB passou a garantir os repasses de recur-
sos de forma automática do nível federal para 
o nível municipal, interrompendo o modelo de 
pagamento de procedimentos até então vigente 
para a Atenção Primária à Saúde (APS).
Questão 7
(HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTÔNIO PEDRO – 2018) A COFINS 
(Contribuição para Financiamento da Seguridade 
Social), uma das principais fontes de recursos do 
Orçamento da União para aSaúde, tem origem na:
	⮦ Receita das pessoas jurídicas.
	⮧ Alíquota da renda declarada das pessoas físicas.
	⮨ Movimentação de valores de natureza financeira.
	⮩ Transmissão de créditos de natureza financeira.
	⮪ Alíquota de lucros presumidos.
Questão 8
(FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS – TO – 2018) 
Trouxe as bases para um novo modelo de financia-
mento da atenção primária, ao instituir o Piso de 
Atenção Básica (PAB), operacionalizado em feverei-
ro de 1998, substituindo a modalidade anterior de 
pagamento por procedimentos. Trata-se de:
	⮦ Ações Integradas de Saúde.
	⮧ Programa de Consolidação e Expansão da Saú-
de da Família.
	⮨ Conferência de Alma-Ata.
	⮩ Norma Operacional Básica (NOB) 96.
	⮪ Núcleos de Apoio à Saúde da Família.
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Financiamento e funcionamento do SUS Cap . 7
163
Questão 9
(PREFEITURA MUNICIPAL DE SOROCABA – SP – 2021) O pro-
grama Previne Brasil foi instituído pela Portaria n° 
2.979, de 12 de novembro de 2019 e prevê uma nova 
forma de financiamento da Atenção Primária. Sobre 
ele PODEMOS AFIRMAR QUE:
	⮦ O novo modelo de financiamento altera algumas 
formas de repasse das transferências para os 
municípios, que passam a ser distribuídas com 
base em três critérios: capitação ponderada, 
pagamento por desempenho e incentivo para 
ações estratégicas.
	⮧ O novo modelo de financiamento prevê repasse 
ao município que aderir a alguns programas es-
pecíficos entre eles o Núcleo de Apoio à Saúde 
da Família (NASF).
	⮨ Os programas de Residência em Saúde deixam 
de ser prioridade e não devem mais receber re-
passe federal.
	⮩ O critério de vulnerabilidade social para paga-
mento da capitação ponderada inclui população 
LGBTQIA+ e população negra.
	⮪ As equipes de Estratégia de Saúde da Família 
completas (médico, enfermeira, técnico de en-
fermagem e agente comunitário) seguem sendo 
a única forma de organizar os serviços de Aten-
ção Primária a Saúde.
Questão 10
(HOSPITAL ESTADUAL DR. JAYME SANTOS NEVES – 2020) A 
Norma Operacional Básica do Sistema Único de 
Saúde – NOB – SUS 01/96 teve por finalidade pri-
mordial promover e consolidar o pleno exercício, 
por parte do poder público municipal e do Distrito 
Federal, da função de gestor da atenção à saúde 
dos seus munícipes. Ela definiu como instâncias 
básicas para mediar as relações entre os diferen-
tes gestores do SUS:
	⮦ o Ministério da Saúde e as Secretarias Munici-
pais de Saúde.
	⮧ o Conselho Nacional de Saúde, os Conselhos 
Estaduais de Saúde e os Conselhos Municipais 
de Saúde.
	⮨ o Poder Judiciário e o Ministério Público.
	⮩ os poderes executivos nos três níveis de governo.
	⮪ a Comissão Intergestores Tripartite e a Comis-
são Intergestores Bipartite.
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Financiamento e funcionamento do SUS Saúde coletiva
164
GABARITO E COMENTÁRIOS
Questão 1 dificuldade:  
Comentário: Os dois grandes marcos da Norma Ope-
racional Básica 93 são a regulação do processo de 
descentralização e a regulamentação das comis-
sões intergestores bipartite e tripartite.
Alternativa A: CORRETA.
Alternativa B: INCORRETA. É a NOB 96 que fornece 
incentivo ao Programa Saúde da Família.
Alternativa C: INCORRETA. O Plano Diretor de Regio-
nalização foi elaborado nas Normas Operacionais 
de Assistência à Saúde 2001/2002.
Alternativa D: INCORRETA. O Pacto pela Vida e Pacto 
de Gestão fazem parte do Pacto da Saúde de 2006.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 2 dificuldade:  
Comentário: Vamos analisar cada uma das alterna-
tivas.
Assertiva I: FALSA. As Comissões Intergestores Bi-
partite também são de caráter permanente.
Assertiva II: VERDADEIRA. Correto e conceitual, con-
forme consta na Portaria nº 545/93 (NOB 93).
Assertiva III: VERDADEIRA.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 3 dificuldade:  
Comentário: A Emenda Constitucional nº 29 de 2000, 
que mais tarde teria seus termos aprovados na Lei 
complementar nº 141, estabeleceu os seguintes 
pontos:
•  O valor destinado pela União à saúde deveria ser 
o mesmo do ano anterior acrescido da porcenta-
gem de variação do PIB (Primeira assertiva falsa)
•  Estados e Distrito Federal aumentariam suas 
proporções de gastos com saúde por 5 anos até 
alcançarem 12% (Segunda assertiva verdadeira)
•  Municípios aumentariam suas proporções de 
gastos com saúde por 5 anos até alcançarem 
15% (Terceira assertiva verdadeira).
•  Como haveria aumento das porcentagens de 
repasses, essa medida visava aumentar os gastos 
totais em saúde no Brasil, não reduzir (Quarta 
assertiva falsa)
 ✔ resposta: ⮨
Questão 4 dificuldade:  
Comentário: Vamos analisar cada uma das alter-
nativas.
Alternativa A: CORRETA.
Alternativa B: INCORRETA. A assistência à saúde é 
universal, independentemente do nível de atenção. 
Quando um paciente com plano de saúde é atendi-
do de forma gratuita pelo SUS, o ressarcimento do 
serviço deve ocorrer, segundo a Lei nº 9.565/1998. 
Caso não haja cobertura para o serviço prestado, 
não há necessidade de ressarcimento. Havendo, 
o ressarcimento deve ser realizado. Por isso, não 
podemos afirmar que atendimentos em UBS não 
devem ser ressarcidos enquanto atendimentos em 
média e alta complexidade devem. Tudo depende 
da cobertura contratual.
Alternativa C: INCORRETA. As ações de saúde indíge-
na são de responsabilidade do SUS.
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Financiamento e funcionamento do SUS Cap . 7
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Alternativa D: INCORRETA. Os gastos totais com saúde 
no Brasil beiram os 9% do PIB, mas a maior parte 
desses recursos é direcionada aos gastos priva-
dos. Além disso, há constantes discussões sobre 
o aumento dos percentuais que devem ser desti-
nados ao SUS.
Alternativa E: INCORRETA. Há previsão para o Siste-
ma de Saúde Suplementar, que envolve empresas 
e instituições privadas.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 5 dificuldade:  
Comentário: O Pacto pela Vida de 2008 apresen-
tou novas prioridades após o Pacto pela Saúde de 
2006. Essas novas prioridades foram: promoção 
da saúde, fortalecimento da atenção básica, saúde 
do trabalhador, saúde mental, saúde do homem, 
atenção à saúde do idoso, controle do câncer do 
colo de útero e de mama, entre outros. Não há 
menção à priorização da atenção de média e bai-
xa complexidade.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 6 dificuldade:  
Comentário: Essa questão é de 2018, ou seja, ante-
rior ao Previne Brasil. Mesmo assim, ainda vemos 
algumas questões perguntando sobre como era o 
financiamento da atenção primária nessa época. 
Vamos analisar cada uma das alternativas confor-
me a realidade de 2018:
Alternativa A: INCORRETA. O PAB fixo é calculado per 
capita, não o variável.
Alternativa B: INCORRETA. O PAB fixo é calculado 
per capita.
Alternativa C: INCORRETA. Os incentivos do PAB va-
riável não priorizam populações específicas, mas 
estratégias, como combate a DST e violência con-
tra mulher.
Alternativa D: CORRETA.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 7 dificuldade:  
Comentário: A COFINS é uma fonte de recursos do 
Orçamento da União para a Saúde. Esse imposto 
tem origem no faturamento das empresas, ou seja, 
na receita das pessoas jurídicas.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 8 dificuldade:  
Comentário: O Piso de Atenção Básica (PAB), um 
dos principais itens do modelo de financiamento 
da atenção primária, foi instituído na Norma Ope-
racional Básica de 1996, a NOB 96.
 ✔ resposta: ⮩
Questão 9 dificuldade:  
Comentário: Em 12 de novembro de 2019, a portaria 
nº 2.979 do Ministério da Saúde instituiu o progra-
ma Previne Brasil, que estabelece um novo modelo 
de financiamento de custeio da Atenção Primária à 
Saúde. Sobre esse novo modelo, o principal conhe-
cimento diz respeito aos 3 critérios que constituem 
o financiamento federal de custeio, ou manutenção, 
da Atenção Primária. Esses 3 critérios são: capi-
tação ponderada, pagamento por desempenho e 
incentivo para ações estratégicas.
 ✔ resposta: ⮦
Questão 10 dificuldade:   
Comentário:

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