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UniCesumar M.A.P.A – Fundamentos de Genética Humana Nome: Priscila Schveitzer R.A: 22243991-5 Disciplina: Fundamentos de Genética Humana INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE 1. DETERMINE o possível cariótipo desse indivíduo. O cariótipo mais comum na síndrome de Klinefelter é 47, XXY Fontye: https://www.lecturio.com/pt/concepts/sindrome-de-klinefelter/ 2. RELACIONE os sinais e sintomas do indivíduo em questão com base no resultado da cariotipagem e JUSTIFIQUE o motivo do aparecimento do corpúsculo de Barr. O Corpúsculo de Barr também pode ser chamado de cromatina sexual, e este é o nome que se dá ao cromossomo X inativo presente somente em células de fêmeas. Quando um indivíduo do sexo masculino (XY) possui pelo menos um cromossomo X extra adicionado em um cariótipo, diz-se então que este indivíduo apresenta a síndrome de Klinefelter. “A Síndrome de Klinefelter é uma condição genética na qual pelo menos um cromossomo X extra é adicionado ao cariótipo masculino normal (46, XY) [...]” Marqui (2021, p.4) e acomete cerca de 1 em cada 500 homens. Ela faz parte dos distúrbios do desenvolvimento sexual (DDS) que são classificados em três categorias de acordo com o cariótipo do paciente em: 1) DDS - 46,XY; 2) DDS - 46,XX e 3) DDS dos cromossomos sexuais que inclui, além da síndrome de Klinefelter, a síndrome de Turner.(MARQUI, 2021, p.4) ‘[...] O exame de cariótipo é indispensável para confirmação diagnóstica da SK, principalmete se considerarmos a variabilidade fenotípica associada a essa condição genética. (MARQUI, 2021). Assim, é consenso na literatura científica que homens com SK são frequentemente diagnosticados na vida adulta, geralmente por volta dos 30 anos de idade, durante a investigação de infertilidade (MARQUI, 2021). Pessoas do sexo masculino não possuem corpúsculo de Barr, porque ele só tem um cromossomo X. Só vai ter corpúsculo de Barr, quem tiver dois ou mais cromossomos X. Somente pessoas do sexo feminino e/ou homens que apresentem o cromossomo X a mais. 3. DESCREVA outros sinais compatíveis com esse diagnóstico. Pacientes com síndrome de Klinefelter geralmente apresentam alta estatura, pelos faciais e pubianos ausentes ou diminuídos, testículos pequenos e sólidos, nível sérico elevado de hormônio folículo estimulante, ausencia de espermatozóide na ejaculação (azoospermia), problemas de fetilidade. A SK está associada a um risco aumentado de uma variedade de comorbidades, como as alterações metabólicas, cardiovasculares, cerebrovasculares, que resultam na diminuição da expectativa de vida de dois a seis anos, comparados com homens 46,XY. 4. CONSIDERANDO os sinais e sintomas e as consequências da sintomatologia destas síndromes, DESENVOLVA um protocolo de aconselhamento para esse indivíduo. Para ser desenvolvindo um protocolo de atendimento ou aconselhamento, é necessário primeiramente ter em mente o que é um protocolo. “Protocolo é a descrição de uma situação específica de assistência/cuidado, que contém detalhes operacionais e especificações sobre o que se faz, quem faz e como se faz, conduzindo os profissionais nas decisões de assistência para a prevenção, recuperação ou reabilitação da saúde. Pode prever ações de avaliação/diagnóstica ou de cuidado/tratamento, como o uso de intervenções educacionais, de tratamentos com meios físicos, de intervenções emocionais, sociais e farmacológicas [...]”(CAMILA...,2015) Protocolo também pode ser definido como rotinas de ações e cuidados que norteiam um determinado serviço, formando um conjunto de estratégias regulamentadas em evidências científicas para orientarem fluxos, condutas e procedimentos para a saúde. O desenvolvimento e a implementação de protocolos clínicos ajuda a melhorar a qualidade nas decisões clínicas e a uniformizar condutas, diminuindo a mortalidade e morbidade e aumentando a segurança do paciente. Na maioria das vezes, os protocolos são multiprofissionais e interdisciplinares, pois visam ao atendimento integral do ser cuidado. O avanço científico e tecnológico se contrapõe com trabalhos isolados, fragmentados, onde ganha ênfase o trabalho em equipe multiprofissional.(CONSELHO...,2017) Finalidade: Aconselhamento de indivíduos do sexo masculino que possuem diagnósticos recentes e/ou tardios de síndrome de Klinefelter, apresentando orientações e propostas que gerem um impacto positivo na qualidade de vida. Público alvo: indivíduos do sexo masculino que possuem diagnósticos recentes e/ou tardios de síndrome de Klinefelter Princípios éticos e legais: (a ser discutido com cada representante da equipe multidisciplinar, pois cada profissional tem sua conduta regulada por um registro/conselho). https://gestaoemsaude.net/conceitos-sobre-seguranca-do-paciente-nos-servicos-de-saude/ Equipe integrada: endocrinologistas, pediatras, andrologistas, urologistas especialistas em infertilidade, geneticistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais; de acordo com as necessidades do paciente, sempre com o obejtivo de melhorar a qualidade de vida do mesmo. Linha de cuidado: pacientes com SK, precisam de um acompanhamento médico regular, com atenção especial para as comorbidades que dentre elas podem ter um fator de risco que leva ao aumento da mortalidade. Ações dentro da linha de cuidado: a criação destas ações deverá ser discutida e analisada com a equipe que determinará este protocolo. Uma dessas ações, deverá ser a terapia de reposição de testosterona, que ajudará o paciente a aliviar muitas das características associadas a SK, podendo levar a melhora do humor, diminuição da fadiga, aumento da libido, melhora da força muscular, consequentemente ao alívio e prevenção de comorbidades associadas. REFERÊNCIA ANDRUCIOLI DE MATTOS PIMENTA. https://portal.coren-sp.gov.br. Guia para construção de protocolos assistenciais de enferma- gem. São Paulo: COREN - SP, 2015. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/Protocolo- web.pdf. Acesso em: 29 nov. 2022. CAMILA TAKAO LOPES, ADRIANA FRANCISCO AMORIM, FERNANDA AYACHE NISHI, GILCÉRIA TOCHIKA SHIMODA, RODRIGO JENSEN, CIBELE ANDRUCIOLI DE MATTOS PIMENTA. https://portal.coren-sp.gov.br. Guia para construção de protocolos assistenciais de enferma- gem. São Paulo: COREN - SP, 2015. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/Protocolo- web.pdf. Acesso em: 29 nov. 2022 CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SERGIPE. http://se.corens.portalcofen.gov.br/. PROTOCOLOS ASSISTENCIAIS. SERGIPE: COREN - SE, 2017. Disponível em: http://se.corens.portalcofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/MODELO- PROTOCOLOS-ASSISTENCIAIS.pdf. Acesso em: 29 nov. 2022 DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E EVOLUÇÃO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS. https://www.geneticanapratica.ufscar.br/. São Carlos : UFSCAR, sd. Disponível em: https://www.geneticanapratica.ufscar.br/temas/sindrome-de-klinefelter. Acesso em: 30 nov. 2022. MARQUI, A. B. T. D. Síndrome de Klinefelter: uma condição genética com diagnóstico tardio e sub-diagnosticada. Revista de Medicina: FOR OVER A CENTURY PUBLISHING THE FUTURE, São Paulo, v. 100, n. 5, 10 dev. 2021 1679-9836.v100i5pi-iv. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/180899. Acesso em: 30 nov. 2022. MARQUI, Alessandra Bernadete Trovó de. Cariótipos possíveis na síndrome de Klinefelter: uma revisão narrativa. Diagn. tratamento, Minas Gerais, n. 26, p. 4- 11, jan. 2021 Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/06/1247971/rdt_v26n1_4-11.pdf. Acesso em: 30 nov. 2022.