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CESTODA 
Helmintos, popularmente conhecidos como 
vermes, são os metazoários, logo não são 
seres unicelulares, são animais com tecidos 
que são modificados para exercer 
determinada função. 
Antes NEMATODA, era uma classe, mas hoje 
é um filo, já que há muitas diferenças entre 
si. 
 CLASSE CESTODA 
o Pertencente ao filo Platelminto. 
o Todos os parasitas são 
hermafroditas. 
o Possuem tamanhos variados (vermes 
que tem cerca de milímetros à 
vermes que chegam a metros). 
o Apresentam o corpo achatado 
dorsoventralmente (parece uma fita) 
o São providos de órgãos de adesão na 
extremidade anterior – não possuem 
cabeça, mas como é a região que eles 
se fixam, adotou como região 
anterior. 
 
Todo cestodeo tem seu corpo dividido em: 
Estróbilo – é o corpo todo, esse corpo é 
segmentado pelas proglotes. 
Escólex – é a região anterior, provido de 
órgãos de fixação variados. 
Colo é a zona de crescimento. (como se fosse 
o pescoço, não é segmentada) 
A partir do momento que começa a 
segmentação, começa-se o estróbilo, onde 
temos as proglotes. 
 
Em ‘a’ temos o 
escólex. 
Em ‘b’ é a região do 
colo. 
Em ‘c’, quando 
começa a ver as 
divisões é o 
estróbilo, que é 
dividido em 
proglotes. 
Existem três tipos 
de proglotes: 
A proglotes que 
fica mais próxima do colo, são as proglotes 
mais jovens. 
Depois as proglotes vão amadurecendo e aí 
começam a apresentar aparelhos 
reprodutivos, assim são as proglotes 
maduras. Região ‘d’, na figura. 
Quando ocorre a reprodução sexuada, o 
gameta feminino fica fecundado, chama-se 
de proglotes grávidas, as quais estão cheias 
de ovos. 
LARVAS DOS CESTODEOS 
As larvas dão origem a um verme adulto e 
essas larvas dependendo da morfologia 
recebem nomes diferentes. 
 
A) Procercóide é sólida e com acúleos 
num apêndice. Esta ainda pode se 
transformar em plerocercóide. 
B) Plerocercoide (espargano) é sólida. 
C) Cisticercóide com o escólex 
invaginado e acúleos no apêndice. 
D) Cisticerco uma vesícula bem 
desenvolvida e o escólex invaginado. 
G) Hidátide com escólex invaginados a 
partir de vesículas prolígeras geradas na 
parede do cisto. Cada escólex vai dar 
origem a um verme adulto. 
Geralmente quem tem as larvas é hospedeiro 
intermediário, onde ocorre a fase assexuada. 
Já quem tem vermes adultos é o hospedeiro 
definitivo, onde tem a fase sexuada. 
DIPHYLLOBOTHRIUM LATUM – DIFILOBOTRÍASE E 
ESPARGANOSE 
Conhecido como a taenia dos peixes, antes não era tão 
comum aqui no Brasil, pois não tinha o habito de comer 
peixe cru, mas agora é mais comum. 
 
Apresenta duas botrias rasas e alongadas na região do 
escólex, que são fendas. 
MORFOLOGIA 
Esse verme adulto pode viver de 10 a 30 anos, sendo 
que vamos ter o corpo dividido, pela região anterior, 
seguido pelo colo e depois as proglotes. 
Na região do escolex temos as fendas laterais. 
Pode variar de 3 metros a 10 metros de comprimento. 
De 3000 a 4000 proglotes. 
Vivem no intestino delgado, pois a taenia não tem um 
aparelho digestivo, logo ela absorve os nutrientes do meio 
e assim fica mais fácil absorver no intestino delgado, 
absrovem os nutrientes já processados pela membrana 
das proglotes. 
Ela compete por alimentos na região do intestino. 
 
Uma taenia pode pôr cerca de 1.000.000 de ovos por 
dia. Esses ovos são não embrionados, a embriogênese 
ocorre no meio externo. 
 
Opérculo - PARECE UMA 
TAMPINHA 
Quando os ovos embrionam dão origem às larvas, esses 
ovos saem pelos opérculos 
A proglotes gravida tem uma região ovopositora, logo 
conseguem expulsar os ovos, sem precisar perder a 
proglotes. Logo pode-se observar diversos ovos nas 
fezes de uma pessoa, sem necessariamente ver uma 
proglotes. 
 
DIFILOBOTRÍASE 
A difilobotríase aumenta com os costumes alimentares. 
CICLO BIOLÓGICO 
 
1 – Os ovos são liberados ativamente nas fezes. Ela libera 
os ovos no intestino delgado, onde está sendo produzido 
o bolo fecal, que vai ser expelido para o meio exterior. 
Essas fezes precisam entrar em contato com água, pode 
ser agua salgada ou qualquer tipo de agua. Esse ovo vai 
se embrionar na agua, dando origem a uma larva, que é 
o coracídeo. 
2 – Eclosão do coracídeo, essa larva vai sair de dentro 
do ovo. 
3 – Na água existem diversos micro crustáceos, que vão 
se alimentar com essas larvas, que é o coracídeo. 
4 – Dentro do micro crustáceo, o coracídeo vai dar 
origem a primeira larva da gente, a procercóide, cada 
coracídeo gera um procercóide. 
5 – Esses mini crustáceo serve como base de 
alimentação de outros animais, como os peixes, logo 
quando o peixe come os mini crustáceos, se contamina. 
6 – Dentro do peixe a larva procercóide vão gerar 
plerocercóide ou espargano, esses peixes podem 
acumular muita larva na musculatura. Um peixe muito 
comum que tem essas larvas é o salmão. 
7 – Infecta vertebrados, muito comum em ursos, quando 
os animais comem os peixes infectados, essas larvas 
plerocercoides, ela se fixa no intestino delgado através 
do escólex e vai começar o crescimento dela 
8 - Adulto – intestino delgado, libera ovos imaturas, em 
cerca de 2 a 6 semanas, após a contaminação já pode 
se observar ovos nas fezes. 
 
Peixes adultos vão acumulando esparganos ou 
plerocercoides ao longo do tempo. 
Os mini crustáceos são esses: 
 
 
RELAÇÃO PARASITO HOSPEDEIRO: 
Infectividade: ingestão de peixe cru que contenham larvas 
plerocercóides (esparganos). 
Parasitologia e sintomatologia: 
Assintomático 
Dor epigástrica 
Náusea 
Vômito 
Anemia deficiência B12 – Esse verme compete com o 
hospedeiro pela absorção de vitamina B12. Nós não 
conseguimos absorver essa vitamina sozinha, precisamos 
de uma proteína que é o fator intrínseco, esse fator se 
liga à vitaminaB12 e nós só conseguimos absorver esse 
complexo. 
Esse parasito produz um fator intrínseco que se liga mais 
rapidamente a vitamina B12, então ele absorve quase 
80% da vitamina B12 ingerida. 
 
DIAGNÓSTICO: 
Parasitológico, onde observa-se ovos nas fezes, a 
proglotes é muito rara. 
TRATAMENTO: 
Anti-helmínticos como  Praziquantel; Niclosamida 
Em conciliação do suplemento de vitamina B12. 
 
EPIDEMIOLOGIA: 
Migração de pessoas infectadas, de outras regiões do 
globo, muitas vezes pela falta de saneamento, logo polui 
as águas com dejetos humanos. 
Hábitos alimentares - comida japonesa, peruana. 
Cerca de 9 milhões de pessoas infectadas. 
 
CONTROLE: 
Fazer tratamento de todos os casos 
Educação sanitária 
Cozimento do peixe - – caso o peixe seja cozido antes de 
ser servido, mata a larva. 
Inspeção do pescado 
Congelamento do pescado – caso o peixe seja congelado 
antes de ser servido, mata a larva. 
 
ESPARGANOSE 
Doença rara. 
O humano faz o papel dos mini crustáceos, um 
mergulhador que ingere agua com coracídeos e que pode 
evoluir para procercóide. Mas não sabe-se a prevalência 
disso.

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