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Biologia
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mucosa e atingem a luz intestinal, quando são eliminados com as fezes. Os ovos abrigam o miracídio, uma larva ciliada 
que eclode buscando um hospedeiro intermediário. 
No caso da esquistossomose, doença causada por esse verme, o hospedeiro intermediário corresponde ao caramujo 
do gênero Biomphalaria, que vive em lagos e lagoas. Ao adentrar o hospedeiro intermediário, o miracídio perde os seus 
cílios e cresce, se transformando em esporocisto, um saco que produz as cercárias, larvas de corpo alongado e uma 
cauda bifurcada.
Saindo do caramujo, as cercárias conseguem penetrar o seu hospedeiro definitivo, o homem. Essa penetração é 
ativa e acontece através da pele, a partir de processos mecânicos e químicos, como a secreção de enzimas que conseguem 
destruir o tegumento do hospedeiro. Essa penetração pode causar coceiras e irritações.
Na pele, a cercária perde a sua cauda e se transforma em esquistossômulo, caindo na circulação e atingindo os 
vasos do sistema porta-hepático, onde se transformam em adultas e reiniciam o ciclo
Fonte: https://www.infoescola.com/doencas/esquistossomose/
Os sintomas da doença envolvem febre, anorexia, diarreias, dor abdominal e hepatoesplenomegalia (aumento do 
baço e do fígado), essa última condição é que trás o nome popular da doença de “barriga d’água”.
Em condições mais graves, a esquistossomose pode resultar em hipertensão portal, provocando uma insuficiência 
hepática que pode levar o hospedeiro a óbito. As medidas profiláticas mais comuns são o tratamento dos doentes, inter-
rompendo o ciclo da doença e o combate aos hospedeiros intermediários (caramujos).
Por ser uma doença de veiculação hídrica, é imprescindível ter em mente a disponibilidade de saneamento bási-
co para se evitar a doença, impedindo que fezes contaminadas atinjam rios e lagoas utilizados pela população, interrom-
pendo o ciclo da doença. Além disso, como a larva penetra ativamente na pele, o ideal é que se caminhe sempre com calça-
dos em superfícies possivelmente contaminadas, além de se evitar entrar em lagos e lagoas possivelmente contaminados.
VOLUME 2 | Ciências da natureza e suas tecnologias
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Multiplataformas: Vídeo 
Schistosoma mansoni macho
6. Teníase e cisticercose: o 
ciclo de vida de Taenia sp.
Chama-se de teníase a doença causada pela inges-
tão de larvas do parasita tênia ou solitária, platelmintos 
do gênero Taenia sp. Esse verme abriga o intestino 
delgado humano, e normalmente somente um parasita 
por vez abriga o corpo do hospedeiro. Já a cisticercose 
corresponde a ingestão de ovos de Taenia solium, que se 
abrigam principalmente nos olhos e no cérebro. São 
duas espécies principais envolvidas nessas doenças: a Tae-
nia solium e a Taenia saginata.
A T. solium corresponde a um verme que pode alcan-
çar até 10 metros, seu corpo dividido em três diferentes 
regiões, sendo elas: 
• Escólex (cabeça): é a porção anterior que tem a função 
de fixar a tênia na superfície interna da parede intestinal 
do seu hospedeiro. É globoso e apresenta um conjunto de 
quatro ventosas e uma dupla coroa de ganchos 
constituídos de quitina.
• Colo (pescoço): corresponde a porção mais afilada que 
liga o escólex ao resto do corpo. Na porção posterior do 
colo, podemos encontrar sulcos transversais que isolam as 
proglótides
• Estróbilo (corpo): É constituído por uma série de mais de 
800 anéis (proglótides). Na parte anterior, podemos observar as 
proglótides imaturas (mais jovens). Na mediana, encontram-se 
os anéis maduros, que fazem parte da reprodução. Na porção 
posterior, encontramos as proglótides grávidas.
Proglótide grávida
VentosasEscólex
Pescoço
Estróbilo
Proglótide 
Poro
genital
Ramos uterinos
contendo ovos
Já a T. saginata apresenta um escólex mais quadrangular, com quatro ventosas e nenhum gancho quitinoso, além 
disso, o estróbilo pode atingir impressionantes 12 metros, contendo até 2 mil anéis.
Biologia
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Ganchos 
VentosasEscólex
Pescoço
Estróbilo
Proglótide 
Poro
genital
Proglótide grávida
Ramos uterinos
contendo ovos
O corpo das duas espécies é revestido por uma cutícula de proteção, além disso, as duas são da classe Cestoda, que 
não possuem sistema digestivo, elas obtêm o seu alimento exclusivamente pela absorção dos nutrientes do sistema 
digestório de seus hospedeiros. Essas espécies também realizam uma respiração anaeróbia, contando com uma cutícula 
para proteger os parasitas do líquido digestivo. Além disso, as duas espécies são hermafroditas. Sendo assim, o processo 
de reprodução sexuada envolve a autofecundação.
Nas proglótides grávidas, as gônadas degeneram e só resta um útero bem desenvolvido contendo ovos. Os anéis grá-
vidos da T. solium são soltos de grupos de 3 a 6, durante ou após a evacuação de seu hospedeiro. A T. saginata elimina os 
seus anéis individualmente, forçando a passagem pelo esfíncter anal, sem que haja necessariamente evacuação.
Os ovos liberados devem ser ingeridos pelos hospedeiros intermediários para completar o seu desenvolvimento, 
como os porcos (T. solium) ou os bois (T. saginata). No corpo do hospedeiro intermediário, os ovos atingem a parede intes-
tinal e caem na circulação, onde atingem a musculatura, se alojando e formando granulações denominadas cisticercos 
(larvas).
Assim, quando o hospedeiro definitivo (homem) ingere carne malpassada, o cisticerco sobrevive e libera um escó-
lex, que já conta com pescoço e, por estrobilização, formará novas proglótides, formando uma nova solitária. 
Quando o homem ocupa o lugar de hospedeiro intermediário, ele desenvolve a cisticercose, nesse caso, o 
homem ingere o ovo presente na água ou em alimentos contaminados.
Quando ingeridos, os ovos são levados pela corrente sanguínea, onde atingem os olhos e o cérebro, causando ce-
gueira e diversas desordens mentais, como a epilepsia, se alojando e terminando o seu desenvolvimento. Em alguns casos, 
podem se fixar na musculatura, causando fraqueza e fortes dores.

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