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PDCA FERRAMENTAS DA QUALIDADE Nós produzimos Minério de Excelência EMERGÊNCIA Mantenha a CALMA e respeite as orientações dos Brigadistas Siga até o PONTO de ENCONTRO mais próximo RAMAL: Casa de Pedra: 3749-1800 RÁDIO DE COMUNICAÇÃO: Botão Laranja Comunicação Interna e Externa LINHA VERDE: 0800 282 4440 MINÉRIO DE EXCELÊNCIA - Diretrizes Básicas Produzir e carregar Minério de Ferro no âmbito da CSN Mineração. Nosso Minério de Ferro, Minério de Excelência, deverá ser produzido e carregado: • Com Zero Acidente; • Com Custo Competitivo; • Com Qualidade e Quantidade compromissadas com os Clientes; • Sem Contaminação de qualquer espécie, sem Poeira e sem Assoreamento dos cursos d’agua; • Com alta Produtividade. O faremos de forma a estimular a Realização das Pessoas através de um ambiente saudável, organizado e limpo, do trabalho em Equipe, da Inovação, da Criatividade, da Melhoria Contínua e em Harmonia com as Comunidades aonde estamos inseridos. APRESENTAÇÃO DOS PARTICIPANTES • Nome •Área •Curso • Objetivo pretendido no curso OBJETIVO Conhecer e saber aplicar metodologia do PDCA. CONCEITO Conhecido como “Ciclo de Deming”, o PDCA é uma das primeiras ferramentas de gestão da qualidade (ou ferramentas gerenciais) e permite o controle do processo. O PDCA foi criado na década de 20 por Walter A. Shewart, mas foi William Edward Deming, o “guru do gerenciamento da qualidade”, quem disseminou seu uso no mundo todo. O CICLO DO PDCA O PDCA NO SISTEMA TAYLOR E TQC A IMPORTÂNCIA DO MÉTODO MÉTODO PARA ANÁLISE E SOLUÇÃO DE PROBLEMAS • 1 Identificar o problema e reconhecer a sua importância; • 2 Observar o problema – Investigar as causas do problema; • 3 Analisar as causas do problema – Descobrir as causas fundamentais; • 4 Plano de ação para bloquear as causas fundamentais; P • 5 Executar a ação corretiva e bloquear as causas fundamentais;D • 6 Verificar se o bloqueio foi efetivo; • (se o bloqueio não foi efetivo, retornar ao passo 2)C A • 7 Padronizar a solução implementada • 8 Prevenir contra o reaparecimento; • 9 Conclusão – Recapitular o processo de PDCA para trabalho futuro. É o resultado indesejável de um processo É a origem do fato Quando temos dor de cabeça tomamos: Analgésico Com isso atacamos o problema, a dor de cabeça, e não as causas. Que podem ser: coluna, fígado, respiração, resfriado, etc... Não solucionamos as causas do problema e por isso a dor de cabeça retorna. EXEMPLO CONHECENDO O CICLO DO PDCA P – PLAN (Planejar) Antes da execução de qualquer processo as atividades devem ser planejadas, com as definições de onde se quer chegar (meta) e do caminho a seguir (método). O QUE É META? É a definição de um objetivo a ser alcançado, determinando-se um valor e um prazo para se chegar a este objetivo. São componentes da meta: Objetivo + Valor + Prazo Exemplo: Reduzir as ocorrências de falhas em máquinas de chave em 10% até dezembro de 2012. OBJETIVO Deve ser definido sob os resultados que se é responsável. Definindo o objetivo: • Problema: elevado tempo de paradas; • Indicador: horas paradas; • Sentido desejado: reduzir. Resultados positivos: Satisfação, produtividade, eficiência. Resultados negativos: sucata, acidentes, paradas, perda de produção. Objetivo = indicador + sentido desejado DEFINIÇÃO DO VALOR DA META Deve ser definido com base em valores históricos do indicador ou planejamento da área. D – DO (Executar) É a execução do processo com o cuidado do registro de dados que permitam o seu controle posterior. Nesta fase é essencial o treinamento. C – CHECK (Verificar) Fase de monitoramento e avaliação, onde os resultados da execução são comparados com o planejamento (metas e métodos) e registrados os desvios encontrados (problemas) . A – ACTION (Atuar Corretivamente) Definição de soluções para os problemas encontrados com contínuo aperfeiçoamento do processo. DO - EFICIENCIA CHECK - EFICÁCIA ACTION - EFETIVIDADE APLICANDO O CICLO DO PDCA Etapa 1 - Definindo o Problema Caracterizar corretamente o problema (5W1H) : O que – Onde – Quando – Quem - Qual a tendência – Como Quando: relacionado ao processo. Ex.: Durante a partida, etc Quem: existe algum problema relacionado à competência envolvida? Treinamento? Existe dependência com fator humano? Padrão obedecido? Qual: qual a tendência? qual a freqüência da repetição? Como: não é porquê? Como aconteceu o problema? Descreva a cena do crime. O objetivo é levantar fatos. Levantar todas as informações disponíveis (estudos anteriores, histórico de dados, manuais, etc.). C D A Clarificação Fenômeno Data da análise: Participantes da análise: O que aconteceu? Como aconteceu? Onde aconteceu? Quando aconteceu? Quem estav a env olv ido? Há freqüência de repetição? CD A Etapa 2 - Investigar as causas do problema através das Ferramentas da Qualidade O uso das ferramentas tem o objetivo de facilitar a execução das funções, além de dar agilidade e evitar desperdício de tempo. 1. Aplicar ferramentas de análise para chegar às causas raízes do problema; 2. Levantar e considerar todas as hipóteses – Não descartar nenhuma idéia nesta fase; 3. Verificação das hipóteses levantadas; 4. Definir ações para corrigir o problema. C D A Atenção para análise dos problemas 1. Levantar minuciosamente todas as inconveniências; 2. Analisar o que individualmente tem pequena influência, mas grande efeito multiplicador quando combinadas; 3. Realizar as disposições imediatas (medidas de contenção, “Ver e Agir”); 4. Estabelecer controle rigoroso das disposições pendentes; 5. Aplicar abordagem de simplificação; 6. Reverter atitude de tolerância a pequenos problemas. C D A Etapa 3: Planejar Ações 1. Elaborar plano para implantar ações; 2. Observar prazo limite de conclusão das etapas; 3. Contemplar eventuais inconveniências pendentes; 4. Dividir atividades entre componentes do grupo e envolver outras pessoas. 1. 5W 1H 2. What? O que será feito 3. When? Quando será feito? 4. Where? Onde será feito 5. Why? Por que será feito? 6. Who? Quem o fará? 7. How? Como será feito? 8. How much? Quanto custará? C D A Implantar Ações 1. Executar plano; 2. Acompanhar diariamente o avanço das ações realizadas em relação ao previsto; 3. Esclarecer motivo das mudanças, ações que estão sendo implantadas para garantir sua efetividade; 4. Comprovar a implantação de cada melhoria, ou correção do problema. C PA Verificar Resultados 1. Confirmar resultado; 2. Se necessário, conduzir teste de aceitação; 3. Caso metas não atingidas, retornar etapa 2 do Plan e aprofundar a análise. PA D Padronizar - agir 1. Tratar os desvios encontrados; 2. Verificar a eficácia e eficiência das ações aplicadas; 3. Padronizar as ações bem sucedidas; 4. Se necessário retornar a etapa de planejamento; 5. Garantir medidas para prevenir recorrência do problema e efetividade dos resultados de longo prazo; 6. Estabelecer padrões e incluir pontos chaves em rotinas de inspeção e verificação; 7. Revisar os procedimentos. 8. Se necessário flexibilidade e rever as metas. P C D O que são as ferramentas da qualidade? São técnicas que utilizamos com a finalidade de definir, mensurar, analisar e propor soluções para os problemas que interferem no bom desempenho dos processos de trabalho. FERRAMENTAS DA QUALIDADE O uso das ferramentas é difícil? Não é difícil, porém, devemos tomar cuidado na hora de escolher a ferramenta adequada para estudar um determinado problema. POR QUE UTILIZAR AS FERRAMENTAS DA QUALIDADE... • identificar os problemas prioritários; • observar e coletar dados; • analisar e buscar causas-raízes; • planejar e implementar as ações; • verificar os resultados. Aplicação frequente Aplicação eventual LEGENDA O CICLO DO PDCA Etapas do ciclo do PDCA Ferramentas da Qualidade P D C A 1 – Fluxograma 2 – Brainstorming 3 – Causa-Efeito4 – Coleta de dados 5 – Gráficos 6 – Análise de Pareto 7 – Histograma 8 – Gráfico de dispersão Finalidade Ferramentas Amostragem e estratificação Folha de verificação Histograma, medidas de locação e variância Gráfico de pareto Gráfico de tendência, gráfico de controle Mapeamento de processo Brainstorming Matriz de priorização Brainstorming Estratificação Diagrama espinha de peixe Diagrama de afinidades Diagrama de relações Relatório das três gerações (passado, presente, futuro) Diagrama árvore Diagrama de processo decisório 5W1H Amostragem e estratificação Folha de verificação Histograma, medidas de locação e variância Gráfico de pareto Gráfico de tendência, gráfico de controle Identificação e priorização de problemas Análise e busca de causas-raízes Elaboração e implementação de soluções Verificação de resultados FERRAMENTAS PARA O CONTROLE E MELHORIA DA QUALIDADE Identificar o problema Identificar as causas Agir para eliminar as causas Verificar o resultado Padronizar Estabelecer controle Meta de melhoria Ferramentas da Qualidade - Braisntorming - 5 Porquês; - matrizes GUT (Gravidade x Urgência x Tendência) -5W2H (o quê, por quê, onde, quando, quem, como, quanto custa); FERRAMENTAS PARA O CONTROLE E MELHORIA DA QUALIDADE •É uma técnica de ideias em grupo que envolve a contribuição espontânea de todos os participantes. • Soluções criativas e inovadoras para os problemas, rompendo com paradigmas estabelecidos, são alcançadas com a utilização de Brainstorming. • O clima de envolvimento e motivação assegura melhor qualidade nas decisões tomadas pelo grupo, maior comprometimento com a ação e um sentimento de responsabilidade compartilhado por todos. • É usado para gerar um grande número de ideias em curto período de tempo. BRAINSTORMING • Pode ser aplicado em qualquer etapa do processo de solução de problemas, sendo fundamental na identificação e na seleção das questões a serem tratadas e na geração de possíveis soluções. • Focaliza a atenção do usuário no aspecto mais importante do problema. • Exercita o raciocínio para englobar vários ângulos de uma situação ou de sua melhoria. Serve com “lubrificante” num processo de solução de problemas, especialmente se: 1. as causas do problema são difíceis de identificar; 2. a direção a seguir ou opções para a solução do problema não são aparentes. Tipos de Brainstorming • Estruturado: Nessa forma, todas as pessoas do grupo devem dar uma ideia a cada rodada ou “passar” até que chegue sua próxima vez. Isso geralmente obriga até mesmo o tímido a participar, mas pode também criar certa pressão sobre a pessoa. • Não-estruturado: Nessa forma, os membros do grupo simplesmente dão as ideias conforme elas surgem em suas mentes. Isso tende a criar uma atmosfera mais relaxada, mas também há o risco de dominação pelos participantes mais extrovertidos. Regras do Brainstorming 1. Enfatizar a quantidade e não a qualidade das ideias; 2. Evitar críticas, avaliações ou julgamentos sobre as ideias; 3. Apresentar as ideias tais como elas surgem na cabeça, sem rodeios, elaborações ou maiores considerações. Não deve haver medo de “dizer bobagem”. As ideias consideradas “loucas” podem oferecer conexões para outras mais criativas; 4. Estimular todas as ideias, por mais “malucas” que possam parecer; 5. “Pegar carona” nas ideias dos outros, criando a partir delas; 6. Escrever as palavras do participante. Não interpretá-las. 5 PORQUÊS • É uma técnica para encontrar a causa raiz de um defeito ou problema. Esta ferramenta é muito usada na área de qualidade, mas na prática se aplica em qualquer área, e inclusive pode ser muito útil em seu dia a dia. • O princípio é muito simples: ao encontrar um problema, você deve realizar 5 interações perguntando o porquê daquele problema, sempre questionando a causa anterior. Exemplo Problema: Os clientes estão reclamando muito dos atrasos nas entregas. Porque há atrasos? Porque o produto nunca sai da fábrica no momento que deveria. Porque o produto não sai quando deveria? Porque as ordens de produção estão atrasando. Porque estas ordens atrasam? Porque o cálculo das horas de produção sempre fica menor do que a realidade. Porque o cálculo das horas está errado? Porque estamos usando um software ultrapassado. Porque estamos usando este software? Porque o engenheiro responsável ainda não recebeu treinamento no software mais atual. • Ferramenta muito utilizada para priorizar os problemas que devem ser atacados pela gestão, bem como para analisar a prioridade que certas atividades devem ser realizadas e/ou desenvolvidas, em situações como: solução de problemas, estratégias, desenvolvimento de projetos, tomada de decisões • A grande vantagem em se utilizar a Matriz GUT é que ela auxilia o gestor a avaliar de forma quantitativa os problemas da empresa, tornando possível priorizar as ações corretivas e preventivas para o extermínio total ou parcial do problema. MATRIZ GUT Como montar a Matriz GUT •Primeiro passo Listar todos os problemas relacionados às atividades que você terá que realizar em seu departamento. Montando uma matriz simples, contemplando os aspectos GUT e os problemas a serem analisados. •Segundo passo Atribuir uma nota para cada problema listado, dentro dos três aspectos principais que serão analisados: Gravidade, Urgência e Tendência. Gravidade: Representa o impacto do problema analisado caso ele venha a acontecer. É analisado sobre alguns aspectos, como: tarefas, pessoas, resultados, processos, organizações etc. Analisando sempre seus efeitos a médio e longo prazo, caso o problema em questão não seja resolvido; Urgência: Representa o prazo, o tempo disponível ou necessário para resolver um determinado problema analisado. Quanto maior a urgência, menor será o tempo disponível para resolver esse problema. É recomendado que seja feita a seguinte pergunta: “A resolução deste problema pode esperar ou deve ser realizada imediatamente?”; Tendência: Representa o potencial de crescimento do problema, a probabilidade do problema se tornar maior com o passar do tempo. É a avaliação da tendência de crescimento, redução ou desaparecimento do problema. Recomenda-se fazer a seguinte pergunta: ”Se eu não resolver esse problema agora, ele vai piorar pouco a pouco ou vai piorar bruscamente?”. As notas devem ser atribuídas seguindo a seguinte escala crescente: nota 5 para os maiores valores e 1 para os menores valores. Ou seja, um problema extremamente grave, urgentíssimo e com altíssima tendência a piorar com o tempo receberia uma pontuação da seguinte maneira: Gravidade = 5 | Urgência = 5 | Tendência = 5 • Ao final da atribuição de notas para os problemas, seguindo os aspectos GUT, faz-se necessário produzir um número que será o resultado de toda a análise e que definirá qual o grau de prioridade daquele problema. • Para muitos, o fato de simplesmente atribuir notas para os problemas pode parecer algo um pouco subjetivo, baseado apenas no “achismo”. Por este motivo, recomenda-se que, no momento de atribuir as notas, você pense nos fatores da seguinte maneira: NOTA GRAVIDADE URGÊNCIA TENDÊNCIA (“Se nada for feito...”) 5 Extremamente grave Precisa de ação imediata ... irá piorar rapidamente 4 Muito grave É urgente ... irá piorar em pouco tempo 3 Grave O mais rápido possível ... irá piorar 2 Pouco grave Pouco urgente ... irá piorar a longo prazo 1 Sem gravidade Pode esperar ... não irá mudar Exemplo Oficina de usinagem de peças para equipamentos de mineração Situação: elevado número de problemas crônicos a serem solucionados. Dúvida: Como priorizar os problemas? Utilizando a matriz GUT Critérios Gravidade G Urgência U Tendência T Total GxUxTOcorrências Consumo excessivo de baterias 3 5 3 45 Vazamento de óleo na proteção do eixo pivô 5 5 3 75 Alta quantidade de resíduos contaminado 5 5 3 75 Vazamento de óleo notanque hidráulico 3 5 3 45 Vazamento de água do radiador 3 5 3 45 Vazamento de óleo no comando final 5 5 5 125 As setes Ferramentas da Qualidade 1 – estratificação; 2 – folha de verificação; 3 – gráfico de Pareto; 4 – diagrama de causa e efeito; 5 – histograma; 6 – diagrama de dispersão; 7 – gráfico de controle. FERRAMENTAS PARA O CONTROLE E MELHORIA DA QUALIDADE ESTRATIFICAÇÃO • A estratificação consiste na divisão de um grupo em diversos subgrupos, com base em características distintivas ou de estratificação. • As principais causa de variação que atuam nos processos produtivos constituem possíveis fatores de estratificação de um conjunto de dados: equipamentos, insumos, pessoas, métodos, medidas e condições ambientais. • Com a estratificação dos dados, objetiva-se identificar como a variação de cada um desse fatores interferem no resultado do processo ou problema que se deseja investigar. Ex: tempo, turno de produção, local, matéria-prima, operador. Você quer saber como está a aceitação de seu produto? Se o produto tem defeito? Verifique as vendas... Verifique os defeito... O que é a estratificação? Se os elementos são diferentes... Separe-os em estratos... E observe cada estrato por vez... Depois, compare os resultados e tire as conclusões... FOLHA DE VERIFICAÇÃO • É utilizada para planejar a coleta de dados a partir de necessidades de análise futuras. • Registram os dados dos itens a serem verificados, permitindo uma rápida percepção da realidade e uma imediata interpretação da situação, ajudando a diminuir erros e confusões . • As folhas de verificação podem apresentar-se de vários tipos para: ▪ Distribuição do Processo de Produção; ▪ Verificação de Itens Defeituosos; ▪ Localização de Defeito; ▪ Causas de Defeitos; Utilização das folhas Essas folhas de verificação são ferramentas que questionam o processo e são relevantes para alcançar a qualidade. São usadas para: • Tornar os dados fáceis de obter e de utilizar-se. • Dispor os dados de uma forma mais organizada. • Verificar a distribuição do processo de produção: coleta de dados de amostra da produção. • Verificar itens defeituosos: saber o tipo de defeito e sua percentagem. • Verificar a localização de defeito: mostrar o local e a forma de ocorrência dos defeitos. • Verificar as causas dos defeitos. • Fazer uma comparação dos limites de especificação. • Investigar aspectos do defeito: trinca, mancha, e outros. • Obter dados da amostra da produção. • Determinar o turno, dia, hora, mês e ano, período em que ocorre o problema. • Criar várias ferramentas, tais como: diagrama de Pareto, diagrama de dispersão, diagrama de controle, histograma, etc . Como fazer folha de verificação • Elaborar um tipo de folha de verificação de forma estruturada adequada a ser analisada, que permite um fácil preenchimento. • Definir a quantidade e o tamanho da amostra dos dados. • Definir onde será feita a coleta dos dados • Determinar a freqüência com que serão coletados os dados (diário, semanal , ou mensal). • Escolher quem deverá coletar os dados. • Através da folha de verificação realizar a coleta dentro do planejado. Vantagens • A obtenção do fato é registrado no momento que ocorre; • Essa situação facilita a identificação da causa junto ao problema; • A atividade é muito simples de aplicar. Modelo de Folha de Verificação DIAGRAMA DE PARETO • É um diagrama que apresenta os itens e a classe na ordem dos números de ocorrências, apresentando a soma total acumulada. • Permite-nos visualizar diversos elementos de um problema auxiliando na determinação da sua prioridade. • É representado por barras dispostas em ordem decrescente, com a causa principal vista do lado esquerdo do diagrama, e as causas menores são mostradas em ordem decrescente ao lado direito. • Se essas causas forem identificadas e corrigidas, torna-se possível à eliminação de quase todas as perdas. É uma questão de prioridade. • O princípio de Pareto é conhecido pela proporção “80/20”. “ È comum que 80% dos problemas resultem de cerca de apenas 20% das causas potenciais” . “Dito de outra forma, 20% dos nossos problemas causam 80% das dores de cabeça”. Quando usar o diagrama de pareto • Para identificar os problemas; • achar as causas que atuam em um defeito; •descobrir problemas e causas; problema (erro, falhas, gastos, retrabalhos, etc. ) causas (operador, equipamento, matéria-prima, etc.); • melhor visualização da ação; • priorizar a ação; • confirmar os resultados de melhoria; • verificar a situação antes e depois do problema, devido às mudanças efetuadas no processo; • Detalhar as causas maiores em partes específicas, eliminando a causa; • Estratificar a ação; • Identificar os itens que são responsáveis pelos maiores impactos; • Definir as melhorias de um projeto, tais como: principais fontes de custo e causas que afetam um processo na escolha do projeto, em função de número de não conformidade, e outros. Como fazer o Diagrama de Pareto? 1 – Colete dados sobre as reclamações: • Selecionar o método e o período para coletar os dados; • coletar os dados de acordo com sua causa e assunto. • estabelecer um período de tempo para coletar dados, tais como: horas, dias, semanas, meses, etc) 2 – organize as reclamações por categoria; 3 – conte o número de reclamações em cada categoria; 4 – reescreva as categorias por ordem de frequência; 5 – junte as categorias com menor frequência sob nome “outro”; 6 – faça uma tabela; 7 – faça um gráfico: • Traçar dois eixos, um vertical e um horizontal de mesmo comprimento. • No eixo vertical da direita, fazer uma escala de 0% a 100%, e na esquerda uma escala de 0% até o valor total Agora é só olhar o Diagrama de Pareto... Do que os clientes mais reclamam? Demora na entrega! O fabricante concorda... E faz outra pergunta... Para responder a pergunta, será necessário estudar os custos... Será necessário fazer outro Diagrama de Pareto... Calcule o custo de cada reclamação... E faça o Diagrama de Pareto... Qual a reclamação que custa mais caro? Substituição da peça! Compare os dois gráficos. O que entendemos com esta comparação? “ Os problemas mais frequentes nem sempre são os mais caros.” Relação com outras ferramentas Folha de verificação: é extremamente necessária na obtenção de dados para a formação do Diagrama de Pareto. Brainstorming: é usado após o Diagrama de Pareto, para identificar aqueles itens que são responsáveis pelo maior impacto. Diagrama de causa e efeito: após priorizar a causa do problema, através do diagrama de Pareto, faz-se um diagrama de causa e efeito do problema. DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO (ISHIKAWA / ESPINHA DE PEIXE) • É uma representação gráfica que permite a organização das informações possibilitando a identificação das possíveis causas de um determinado problema ou efeito. • Mostra-nos as causas principais de uma ação, as quais dirigem para as sub-causas, levando ao resultado final. • O diagrama funciona como um “veículo para produzir com o máximo de foco possível, uma lista de todas as causas conhecidas ou presumíveis, que potencialmente contribuem para o efeito observado.” • O diagrama pode não identificar causas, mas nenhuma outra ferramenta organiza tão bem a busca. O que determina a má qualidade? 6 grandes causas devem ser sempre investigadas? 1 – Mão de obra; 2 – Método; 3 – Materiais; 4 – Máquinas; 5 – Meio ambiente; 6 – Medidas. Para conhecer melhor esta ferramenta, vamos ver como é feito um Diagrama de Causa e Efeito. Como construir o diagrama 1 – Escreva a direita o que você procura: um efeito , um problema. • Defina o problema a ser estudado; • Procure conhecer e entender o processo; • Reúna um grupo para discutir o problema; • Aplique os resultados do brainstorming; • Para cada causa questione “Por que isto acontece?” até 5 vezes, relacionando as respostas com a causa principal. 2 –Escreva a esquerda as 6 grandes causa. • Matéria-prima: dimensão, embalagem, estocagem, propriedades químicas e físicas, amostras. • Mão-de-obra: treinamento, qualificação, motivação, atenção, dedicação, comprometimento. • Máquinas: equipamentos, dispositivos, ferramentas, transporte. • Medição: Controle, calibração, critério de aceitação. • Meio ambiente: espaço, temperatura, poeiras, vibração. 3 – Faça ramificações nas grandes causas, identificando as causas específicas. 4- Analise o diagrama construído: a. Identifique as causas que aparecem repetidamente; b. Obtenha consenso do grupo, ou utilize a técnica de votação; c. Colete e analise os dados para determinar a frequência relativa das causas mais prováveis e selecionar as causas de maior importância. Exemplo Em uma empresa de mecânica, há muita perda na oficina, no processo de fabricação de peças mecânicas (usinagem). Resolveu-se fazer um estudo para identificar as possíveis causas das perdas. Relação com outras ferramentas Brainstorming: para coletar sugestões sob diversos pontos de vista, a fim de encontrar a causa do problema. Folha de Verificação: para registrar as idéias sugeridas no Brainstorming e aplicar no diagrama da causa e efeito. Diagrama de Pareto: para revelar quais as causas são as mais dominantes. Gráfico de Controle: pode ser usado quando este detecta um obstáculo, mas não é capaz de propor uma solução. Neste caso então se utiliza o diagrama de causa e efeitos. Histograma: através dos dados obtidos do histograma, pode-se usar o diagrama de causa e efeito para atacar a causa mais provável. HISTOGRAMA • São gráficos de barras que mostram a variação sobre uma faixa específica. • É uma ferramenta que nos possibilita conhecer as características de um processo ou um lote de produto permitindo uma visão geral da variação de um conjunto de dados. • A maneira como esses dados se distribuem contribui de uma forma decisiva na identificação dos dados. Eles descrevem a frequência com que variam os processos e a forma de distribuição dos dados como um todo. Quando usar o histograma São várias as aplicações dos histogramas, tais como: • verificar o número de produto não conforme; • determinar a dispersão dos valores de medidas em peças; • em processos que necessitam ações corretivas; • para encontrar e mostrar através de gráfico o número de unidade por cada categoria. Como fazer um histograma Veja o tempo de espera na fila de um supermercado. Como se estuda a variação deste tempo? Primeiro colete os dados. Depois faça uma tabela de distribuição de frequências. Para isso: 1 – Conte o número (n) de dados coletados. No exemplo: n = 60 2 – Calcule a amplitude (R), isto é, a diferença entre o maior e o menor dado. No exemplo: R = 34,5 – 0,5 R = 34 3 – Escolha o número (R) de classes. 3 – Escolha o número (R) de classes. 4 – Ache os intervalos de classe pela fórmula: R/R Mas arredonde para o inteiro mais próximo. No exemplo: R/R = 34/7 = 4,8 (5) 5 – Determine os extremos da 1ª classe. Tome o menor número: 0,5 Arredonde para baixo: 0 No exemplo, n=60 Faça R=7 Esse é o extremo inferior Agora some um intervalo de classe ao extremo inferior: Extremo inferior: 0 Intervalo: 5 0+5 = 5 6 – Defina a 1ª classe de extremo a extremo . No exemplo: 1ª classe: 0 5 Esse é o extremo superior 7 – Defina as demais classes de maneira similar. 8 – Conte o número de elementos em cada classe. 9 – Faça a tabela 10 – Construindo o gráfico. O que mostra o histograma? • Espera-se entre 0 e 35 minutos. • É mais provável esperar entre 5 e 10 minutos. • É pouco provável esperar mais do que 20 minutos. Quatro dicas para interpretação do histograma 1 – Veja o espalhamento: quanto mais espalhado é o histograma, mais variável é o processo. 2 – Se existem especificações, o histograma deve ficar dentro dos limites especificados. 3 – Veja se o histograma está centrado na média do processo. Se não estiver, o processo precisa de ajuste. 4 – Não devem existir “picos gêmeos”. Se isto acontecer, procure o problema. DIAGRAMA DE DISPERSÃO • São gráficos que permitem a identificação entre causas e efeitos, para avaliar o relacionamento entre variáveis . • O diagrama de dispersão é a etapa seguinte do diagrama de causa e efeito, pois verifica-se se há uma possível relação entre as causas, isto é, nos mostra se existe uma relação, e em que intensidade . Quando usar um diagrama de dispersão • Para visualizar uma variável com outra e o que acontece se uma se alterar. • Para verificar se as duas variáveis estão relacionadas, ou se há uma possível relação de causa e efeito. • Para visualizar a intensidade do relacionamento entre as duas variáveis, e comparar a relação entre os dois efeitos. Tipos de correlação Dicas úteis 1 - Para desenhar um diagrama de dispersão, colete de 50 a 100 pares de valores x e y. 2 – Para julgar a correlação observe a direção e a dispersão dos pontos. 3 – Uma correlação negativa é tão importante quanto uma correlação positiva. 4 – O diagrama de dispersão mostra correlação entre variáveis, mas não prova relação de causa e efeito. GRÁFICOS DE CONTROLE • São gráficos para examinar se o processo está ou não sob controle. • Sintetiza um amplo conjunto de dados, usando métodos estatísticos para observar as mudanças dentro do processo, baseado em dados de amostragem. • Pode nos informar em determinado tempo como o processo está se comportando, se ele está dentro dos limites preestabelecidos, sinalizando assim a necessidade de procurar a causa da variação, mas não nos mostrando como eliminá-la. Quando usar um gráfico de controle • Para verificar se o processo está sob controle, ou seja, dentro dos limites preestabelecidos. • Para controlar a variabilidade do processo, ou grau de não conformidade. Como fazer um gráfico de controle • Coletar dados. • Calcular os parâmetros estatísticos de cada tipo de gráfico . • Desenhar as linhas de controle. • Plotar as médias das amostras no gráfico. • Verificar se os pontos estão fora ou dentro dos limites de controle. 56,00 58,00 60,00 62,00 64,00 66,00 68,00 70,00 72,00 Fe X Média LSC LIC Média Fe a) Processo sob controle b) Processo Fora de Controle c) Processo com tendências de ruptura • Técnica utilizada para o planejamento das ações. • Esse quadro é uma ferramenta utilizada para planejar a implementação de uma solução, sendo elaborado em resposta as questões a seguir: • O QUE: Qual ação vai ser desenvolvida? • QUANDO: Quando a ação será realizada? • POR QUE: Por que foi definida esta solução (resultado esperado)? • ONDE: Onde a ação será desenvolvida (abrangência)? • COMO: Como a ação vai ser implementada (passos da ação)? • QUEM: Quem será o responsável pela sua implantação? • QUANTO CUSTA: Quanto vai custar? 5W2H • Utilizando esse quadro você visualiza a solução adequada de um problema, com possibilidades de acompanhamento da execução de uma ação. • Lembre-se: Quando for usar o quadro, defina qual a ação a ser implementada. (Destacar) What? O que? O que dever ser feito? When? Quando? Quando deve ser feito? Where? Onde? Onde deve ser feito? Why? Por que? Por que é necessário fazer? Who? Quem? Quem é a equipe responsável? How? Como? Como vai ser feito? How much? Custo? Quanto vai custar? Plano de ação - 5W2H DICAS 1 - As ferramentas não devem ser usadas de uma só vez. 2 - Lembre-se que primeiro é preciso identificar o problema. 3 – Identificando o problema, você pensa na estratégia. 4 – As ferramentas são um meio, nunca um fim. OBRIGADA Angelica Dias Gonçalves Coordenação de Transporte - GGCAP angelica.goncalves@csn.com.br 3749-1501 mailto:angelica.goncalves@csn.com.br