Prévia do material em texto
BREVE MANUAL DE REDAÇÃO CIENTÍFICA
(ESTILO APA)
Tania Mendes de Oxilia Dávalos
CIUDAD DEL ESTE – PARAGUAI
UNIVERSI CAPÔ NA CI EM
E
Para
ou
DE L PT CH
A REC DU
RA
RADO
É UC Escler
ose
D E POSTG RAD O
u
2012
Breve Manual de Escrita Científica... Ii
BREVE MANUAL DE REDAÇÃO CIENTÍFICA
(ESTILO APA)
TANIA MENDES POR OXILIA DÁVALOS
Professor-pesquisador
PÓS-GRADUAÇÃO
REITORIA
Universidade Nacional do Oriente
Ciudad del Este – Paraguai
2012
Breve Manua130 de Escrita Científica… iii
DADOS DE CATALOGAÇÃO INTERNACIONAL
© Mendes de Oxilia Dávalos, Tânia.
Breve Manual de Redação Científica (Estilo APA). Ciudad del Este
(Paraguai): Escuela de Postgrado/Rectorado/Universidad Nacional del Este,
2012.
Regulamentos orientadores = 119 pp.
Lista de Referências: p. 88
1. Escrita Científica. 2. Trabalhos acadêmico-científicos 3. Tese
ISBN
UNIVERSIDADE NACIONAL DO LESTE
Campus Universitário, km 8 (lado Acaray) Telefones: (595 61) 575-478/81
Calle Universidad Nacional del Este y República del Paraguay Casilla de Correo nº 389
Ciudad del Este – Paraguay www.une.edu.py
Todos os direitos reservados. Este material pode ser parcial ou totalmente reproduzido apenas para
fins pedagógicos, com a condição expressa de citar a fonte e comunicar por escrito à Escola de Pós-
Graduação da Universidade Nacional do Oriente.
Breve Manua130 de Escrita Científica… v
RESUMO
LISTA DE TABELAS........
LISTA DE MODELOS. ............ Xiii
AGRADECIMENTOS................... XV
OGO PRÓL............... ..... XVII
1 – A PRODUÇÃO CIENTÍFICA A......................... ... 1
1.1 – O Desenvolvimento da Competência de Escrita........... algarismo
1.2 – O Estilo Geral de Escrita Científica e Ética.......................... 3
1.3 – O Estilo Didático vs. o Estilo de Relatório..................
1.4 – Outras dificuldades comuns na assunção de
Papel do Editor Científico ........ 5
1.5 – Plágio na Redação de Trabalhos Acadêmico-Científicos................ 6
1.5.1 – Plágio e Ciência........ ..... 7
1.6 – Referências Internas das Fontes Consultadas.................. 8
1.7 – Como fazer referências internas de fontes parafraseadas...... ..... 10
1.7.1 – Referência parcial no final da frase (indireta).................... ..... 10
1.7.2 – Referência parcial incluída como parte da frase (direta)...... ..... 10
1.7.3 – Referência parcial de autor consultado em outro autor.......... 11
1.7.4 – Referência parcial repetida e consecutiva do autor, da obra e da(s)
página(s) consultada.....................
1.7.5 – Referência parcial repetida e consecutiva do autor, mesma obra, mas
Consultado em diferentes páginas................... 13
vi
1.7.6 – Referência de compartilhamento de autor repetida, mas não consecutiva
e trabalho consultado........
1.7.7 – Referência parcial de várias obras do mesmo autor...... ..... 16
1.7.8 – Referência parcial de um autor e de várias obras..................... 16
1.7.9 – Referência parcial de vários autores da mesma obra.................... 16
1.7.10 – Referência parcial de vários autores e diferentes obras............... ... 17
1.7.11 – Referência parcial de diferentes autores com o mesmo sobrenome............
17
1.7.12 – Referência parcial de obras sem autoria indicada......................... 17
1.7.13 – Referência parcial de obras traduzidas ou reeditadas..................... 18 anos
1.7.14 – Referência parcial de trabalho com autor corporativo...................... 18
anos
1.7.15 – Referência parcial de obras com dados incompletos.................... ..... 18
anos
Breve Manual de Escrita Científica...
1.8 – Como fazer e referenciar citações literais de fontes consultadas...... 19 anos
1.8.1 – A localização das citações no texto que é construído............. 20
1.8.2 – Indicação de omissão do texto original na citação textual............ ..... 20
1.8.3 – Indicação de inclusão de texto estrangeiro na citação textual....................
22
1.8.4 – Indicação de inclusão de ênfase na citação textual... 22
1.8.5 – Respeito pelos mesmos erros do texto consultado e citado...... 23
1.9 – Resumo da secção 1........ 24 anos
2 – TIPOS DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA........
Breve Manua130 de Escrita Científica… vii
2.1 – Classificação pela Natureza do Manuscrito.................... 25
2.1.1 – Trabalho de revisão científica ...............
2.1.2 – Trabalho de investigação científica................ 26
2.2 – Classificação por Âmbito do Manuscrito..................... 27
2.2.1 – O relatório científico............... 27
2.2.2 – A revisão ou revisão científica....................
2.2.3 – Comunicação científica........ 27
2.2.4 – O ensaio científico ou artigo............. 28 anos
2.2.5 – O artigo científico.................. 29
2.2.6 – A dissertação........ 29
2.2.7 – A monografia..................... ............................................ 30 anos
2.2.8 – A tese.................... 30 anos
2.3 – Resumo da Secção 2............
3 – OS ASPECTOS FORMAIS GERAIS............. 32 anos
3.1 – Orientação e Tamanho do Papel........... 33 anos
3.2 – Margens do Texto........ 33 anos
3.3 – Alinhamento do Texto........ 33 anos
3.4 – Espaço entre linhas ..... ............................ .................... 33 anos
3.5 – Tipo e tamanho da fonte gráfica............
3.6 – Parágrafos "Grades"........
3.7 – Numeração de Páginas.......................... ..... 34 anos
viii
3.8 – Níveis de Títulos e Legendas: sua Localização e Formato..................... 35
3.9 – A Numeração dos Títulos e Legendas..................... ..... 37 anos
3.10 – Recursos Visuais: Tabelas, Gráficos, Tabelas e Figuras........................... 38 anos
3.11 – Localização e Fontes de Recursos Visuais............
3.12 – Numeração e Titulação de Recursos Visuais.......................... ..... 40 anos
3.13 – Listas de Recursos Visuais ........ 41 anos
3.14 – Uso de abreviaturas........ 41 anos
3.15 – Notas de rodapé........ 41 anos
4 – ESTRUTURA BÁSICA DO TRABALHO ACADÊMICO-CIENTÍFICOOU...............
42 anos
4.1 – As Páginas Preliminares s............... ..... 42 anos
4.1.1 – Capa dura e capa............... 43 anos
4.1.2 – Lomo de la Tapa Dura............................. 44 anos
4.1.3 – Capa ou Capa ................ ..... 44 anos
4.1.4 – Dados de Catalogação Internacional........
4.1.5 – Fé da(s) Errata(s)............ ..... 49 anos
4.1.6 – Ficha de Aprovação............ ..... 50
4.1.7 – Sumário........ 50
4.1.8 – Recurso(s) Visual(is)........... ..... 51 anos
4.1.9 – Dedicatória.................... ..... 51 anos
4.1.10 – Agradecimento(s)........ ...... 52
Breve Manua130 de Escrita Científica… ix
4.1.11 – Resumo..................... ..... 53 anos
4.1.12 – Abstract (resumo em inglês)... ............
4.1.13 – Epígrafe.............................. ..... 55 anos
4.2 – O Corpo da Obra........
4.2.1 – Introdução............ 56 anos
4.2.2 – Desenvolvimento do trabalho.................... ..... 57
4.2.3 – Discussão Final............... 58 anos
4.3 – As páginas finais........4.3.1 – Lista de Referências.......... 59
4.3.1.1 – Referência completa de materiais com um único
Autor................ 61 anos
4.3.1.2 – Referência completa de materiais com múltiplos
Autoria................... 61 anos
4.3.1.3 – Referência completa de materiais com mais de seis
Autores........ .......... 62 anos
4.3.1.4 – Referência de materiais completos com responsabilidade
Intelectual excepcional............... 62 anos
4.3.1.5 – Referência completa de material com autoria corporativa........ 62
anos
Breve Manual de Escrita Científica...
4.3.1.6 – Referência completa de documentos oficiais sem
Autoria em destaque................... ..... 63 anos
4.3.1.7 – Referência completa do trabalho incluído em outra publicação .....
63 anos
4.3.1.8 – Referência completa dos materiais apresentados em tos..... 64
anos
x
4.3.1.9 – Referência completa das Teses consultadas....................................
65 anos
4.3.1.10 – Referência completa de obras disponíveis online
(webografia)........ 65 anos
4.3.1.11 – Referência completa da obra traduzida.............................. 66
anos
4.3.2 – Glossário........ 66 anos
4.3.3 – Apêndice(s)........
4.3.4 – Anexo(s)............. ........................... ..... 68 anos
4.4 – A Estrutura Básica do Trabalho de Revisão Científica.............................. 69
anos
4.4.1 – O quadro de referência da revisão científica.............................. 69 anos
4.5 – A Estrutura Básica do Trabalho de Investigação Científica...............................
4.5.1 – O quadro de referência para a investigação científica....................... 72
anos
4.5.2 – O quadro metodológico da investigação científica......................... 73
anos
4.5.3 – O problema da investigação científicaa.........................
4.5.4 – Os tipos de pesquisa científica ........ 75 anos
4.5.5 – Desenhos de investigação científica............................... 76 anos
4.5.6 – Definição operacional das variáveis investigadas s........................76
4.5.7 – As subsecções do capítulo metodológico....................................... ..... 77
anos
4.5.8 – O local e a hora da investigação.................. 78 anos
4.5.9 – Participantes ou sujeitos da pesquisa........ 78 anos
Breve Manua130 de Escrita Científica… xi
4.5.10 – Utilização da amostra numa investigação..................... 80 anos
4.5.11 – Técnicas e instrumentos de recolha de dados.................... 80 anos
4.5.12 – O procedimento adotado......................... 82 anos
4.5.13 – O tratamento dos dados recolhidos..................... 82 anos
4.5.14 – A apresentação dos resultados da investigação............. 82
4.5.15 – A discussão final........ 83 anos
4.6 – A Estrutura Básica do Trabalho de Tese........... 84 anos
4.7 – Resumo da secção 4........ ..... 84 anos
A TÍTULO DE CONCLUSÃO.... ..... 86 anos
LISTA DE REFERÊNCIA........................ ..... 88 anos
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA........ ..... 90
LISTA DE TABELAS
TABELA N° 1 – Exemplo de referência parcial no final do texto (indireto)............. 10
TABELA N° 2 – Exemplo de referência parcial incluída no texto (direto).................. 11
QUADRO N° 3 – Exemplo de referência parcial indireta do autor consultado em
Outro Autor........ 11
TABELA N° 4 – Exemplo de referência parcial direta de autor consultado em outro
autor........ 12
TABELA N° 5 – Exemplos do uso de "idem" em referências parciais repetidas e
consecutivas de autor, mesma obra e página(s) consultada(s)... 12
xii
TABELA N° 6 – Exemplo do uso de "id." em referências parciais repetidas e consecutivas
do autor, mesma obra e página(s) consultada(s)... 13
TABELA N° 7 – Exemplo do uso de "ibidem" em referência parcial indireta, autor
repetido e consecutivo, mesmo trabalho mas consultado na(s) página(s)
diferente............ 13
TABELA N° 8 – Exemplo do uso de "ibidem" em referência parcial direta, autor repetido
e consecutivo, mesma obra mas consultada na(s) página(s)
diferente............ .. 14 anos
TABELA 9 – Exemplo do uso de "ib". em referência parcial direta, repetida e
autor consecutivo, mesmo trabalho, mas consultado na(s) página(s)
diferente............ 14
TABELA N° 10 – Exemplos do uso de "op.cit". em referências parciais repetidas e não
consecutivas do autor e da obra consultada........................ 15
TABELA N° 11 – Exemplo de referência parcial de várias obras do mesmo autor.... 16
TABELA N° 12 – Exemplo de referência parcial de um autor com várias obras publicadas
no mesmo ano........ 16
TABELA N° 13 – Exemplos de referências parciais de vários autores da mesma obra........
17
TABELA 14 – Exemplos de referências parciais de vários e diferentes autores
Obras.................. 17
Breve Manual de Escrita Científica...
TABELA N° 15 – Exemplo de referência parcial de obra sem autoria indicada............ 18
anos
TABELA N° 16 – Exemplo de referência parcial de obra com autor corporativo..........
18 anos
Breve Manua130 de Escrita Científica… xiii
TABELA N° 17 – Exemplo de omissão de parte inicialdo texto original.................... 21
TABELA N° 18 – Exemplo de omissão de parte intermediária do texto original.............
21
TABELA N° 19 – Exemplo de omissão de parte final do texto original...........................
22
TABELA N° 20 – Exemplo de inclusão de texto estrangeiro na citação textual....................
22
TABELA 21 – Exemplo de referência parcial com menção de erro do texto
original.............. 23
TABELA Nº 22 – Estrutura Geral do Trabalho Acadêmico-Científico............ ...... 43 anos
TABELA Nº 23 – Exemplos de diferentes autores em uma capa...........................
TABELA 24 – Exemplo de uma Ficha Técnica de Catalogação Internacional
(parte de trás da capa) ... ....... 49 anos
TABELA Nº 25 – Exemplo de Página de Dedicatória.................. ..... 52
TABELA Nº 26 – Exemplo de Página(s) de Agradecimento(s)............... ..... 53 anos
TABELA Nº 27 – Exemplo de Resumo Página n................... ..... 54 anos
TABELA Nº 28 – Exemplo de apresentação da organização de uma obra, no final da
Introdução................ ..... 57
TABELA N° 29 – Exemplos de referências completas de obras com uma única
autoria................ 61 anos
TABELA N° 30 – Exemplos de referências completas de materiais com até seis autores....
..... 61 anos
TABELA N° 31 – Exemplos de referência completa de material com mais de seis
autores.... ..... 62 anos
xiv
TABELA N° 32 – Exemplos de referências completas de materiais com responsabilidade
intelectual diferenciada... ..... 62 anos
TABELA N° 33 – Referência completa de autoria corporativa.................. ..... 62 anos
QUADRO 34 – Exemplos de referências completas de documentos oficiaissem
Autoria em destaque............
TABELA 35 – Exemplos de referências completas a trabalhos incluídos em outra
publicação...
TABELA N° 36 – Exemplos de referências completas de materiais apresentados em
eventos os................ ............................................. 65 anos
TABELA N° 37 – Exemplos de referências completas de Teses consultadas s............ .....
65 anos
QUADRO N° 38 – Exemplos de referências completas de obras disponíveis por meios
electrónicos............... ..... ............... 66 anos
TABELA N° 39 – Exemplo de referência completa daobra traduzida................... 66
anos
TABELA Nº 40 – Exemplo de apresentação de Apêndices no Resumo............ ..... 67 anos
QUADRO Nº 41 – Exemplo de apresentação dos Anexos no Resumo...................... 69
anos
Breve Manua130 de Escrita Científica… xvi
LISTA DE MODELOS
MODELO Nº 1 – Qualificação de Três Níveis e respectivo Espaço ........ . ............. 36
MODELO Nº 2 – Dados da Capa ou Capa da Obra ou................... 44 anos
MODELO Nº 3 – Dados no verso da Capa Dura (opcional)..................... ..... 45 anos
MODELO Nº 4 – Capa ou Capa Genérica da obra ou............ 47 anos
MODELO Nº 5 – Capa ou Capa de Tese (graduação e pós-graduação)... ............... 48
anos
MODELO Nº 6 – Folha de Fé de Errata................ 50
MODELO Nº 7 – Ficha de Homologação............... 51 anos
MODELO Nº 8 – Modelo Geral de referência completa do trabalho consultado............
60 anos
MODELO Nº 9 – Estrutura Básica do Trabalho de Revisão Científica..............................
MODELO Nº 10 – Estrutura básica do Capítulo Metodológico o................................. 72
anos
MODELO Nº 11 – Estrutura Básica do Trabalho de Pesquisa Científica............. 73 anos
Breve Manua130 de Escrita Científica… xvii
MODELO Nº 12 – Estrutura Básica da Obra Tesi s................... 85 anos
Breve Manua130 de Escrita Científica… xix
Se não fosse a visão estratégica possuída
pelo Ilustríssimo Diretor de
Pós-graduada, Liz Ovelar, bem como a
Grande Reitor da Universidade
Nacional del Este, Víctor Alfredo Brítez
Chamorro, este Manual não teria sido
elaborado. Por isso, nossa completa gratidão
a ambos.
Breve Manua130 de Escrita Científica… xxi
PREFÁCIO DA PRIMEIRA EDIÇÃO
Atualmente considerada a forma de conhecer o mundo, muito já foi escrito sobre
Ciência, pesquisa científica e sua metodologia: basta que se entre em alguma livraria
especialiçada e se olhe para o número de livros oferecidos no mercado.
No entanto, apesar de todas essas ofertas, a maioria de nossos estudantes
universitários ainda percebe qualquer trabalho acadêmico (especialmente trabalho de
pesquisa) como uma missão "casi imposib e", desde que eles sejam obrigados a fazer mais
do que simplesmente copiar e / ou elaborar um "mosaicoou" de fragmentos de livros ou
artigos cortados e colados; isto é, sempre que algum trabalho pessoal e original é exigido
deles.
Essa taxaé comprovada pelos dados estatísticos tratados pelo Conselho Nacional de
Ciência e Tecnologia do Paraguai (CONACYT-PY, 2003), que já indicavam claramente
(pelo menos desde 2001, ano da primeira medição dos indicadores de Tecnologia e
Tecnologia do país), que cerca de 95% dos graduados universitários, sejam de graduação
ou pós-graduação, eles não se qualificaram! (Duarte Masi, 2007, comunicação pessoal).
E os dados mais atualizados coletados por esse Conselho, referentes a 2008, recém-
divulgados por meio de sua publicação lançada em setembro de 2010, 1são ainda mais
surpreendentes pela tendência de aumento desse índice, revelando que: dos 166.082
estudantes matriculados em universidades paraguaias, apenas 6.993 se formaram, ou seja,
apenas 4,21% se formaram nelas (CONACYT-PY, 2010, p. 41).
Uma possível explicação é que os Projetos de Licenciatura, requisito comum na
maioria das universidades para acessar o bacharelado, acabaram sendo o ano2 que assusta e
faz os alunos correrem... Este, se puder, prefere fazer qualquer outra coisa (dez disciplinas
substitutas ou estágios, por exemplo) ou se contenta por não ter seu tão esperado título no
final, em vez de enfrentar essa tarefa "terrível".
Os Trabalhos de Pós-Graduação não escapam desse mesmo susto, pois, se
compararmos o número de diplomas recebidos com o de alunos que concluíram diferentes
cursos de pós-graduação, pode-se verificar: a grande maioria acaba sem entregar seu
trabalho final de pós-graduaçãoe, consequentemente, acaba sem o diploma correspondente.
Se lembrarmos que esses alunos geralmente têm dois ou três semestres de disciplinas
relacionadas à metodologia científica e à pesquisa, além das "Oficinas de Trabalho de Pós-
Graduação" (ou Pós-Graduação), então surgem algumas questões obrigatórias: como pode
ser que essa situação seja o resultado de sua formação?
O que acontece em nossa realidade "educativa"? É realmente apenas o nosso problema?
1 Estes dados podem ser acedidos através do site da CONACHT: www.conacyt.gov.py.
2 A palavra Adiciona corresponde, em guarani, a demônio ou demônio, de acordo com o Castelhano-Guarani,
Dicionário Guarani-Castelhano de Antonio Guasch (Assunção do Paraguai: CEPAG, 1995, p. 170).
xxii
Breve Manual de Escrita Científica...
A julgar pelos textos de diferentesautores como Ilca Oliveira de A. Vianna (2001),
Mario Bunge (1982, 1983, 2003) e Romero Fernández (2001, 2008), entre outros, esse
problema não ocorre apenas no Paraguai, pois demonstram em seus textos que é um
problema comum a toda a América Latina.
Um exemplo é a análise feita por Ilca Oliveira de A. Vianna (2001) sobre a situação
no Brasil, que lembra o "mosaico" que mencionamos inicialmente:
Ao longo de sua história, a escola brasileira tem treinado alunos repetindo
informações fechadas, prontas e predeterminadas pela autoridade superior do
professor, obrigadas, na maioria das situações, a exercitar sua capacidade de
memorizar uma quantidade de informações. (...)
Essa situação tem gerado a produção de obras "pseudocientíficas" que, na maioria
das situações, se resumem a produções segmentadas, verdadeiras "peças de retalhos",
geralmente cópias mais ou menos organizadas de fragmentos de textos de diferentes
autores, às vezes com raízes contundentes ou mesmo posições opostas e exclusivas.
(pp. 5-6, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Portanto, no Brasil, como no Paraguai, muitas pessoas têm sido (des)formadas, que
assumiram que um trabalho acadêmico nada mais é do que uma cópia do(s) texto(s), que é
"colado" ou justaposto para tornar o número de folhas solicitadas pelo (ir)responsável por
sua "formulação", em um procedimento totalmente acrítico, impensado e completamente
alheio à pessoa que o "percebe", uma vez que seu trabalho se limita a escrever o assunto
em um mecanismo de busca, "escrever" para a impressão do que encontra, perfurar e tapetar
o impresso para entregá-lo ao seu "professor", geralmente sem sequer ler mais do que o título.
Mas é aí que acontece o mais grave de todos: seu "professor" acaba sendo o maior
cúmplice e mantenedor dessa prática perversa, quando aceita aquele tipo de trabalho sem
qualquer avaliação de sua leitura e/ou compreensão, e, pior, muitas vezes sem sequer corrigi-
loou... E, quando você fizer isso, se acontecer de você fazê-lo, quem você está avaliando?
Ao autor do textoou... Não o seu aluno, como deve ser.
Embora lhe possa ser dado o benefício da dúvida, no sentido de que talvez ele esteja
fazendo isso se perceber (por sua própria má formação) que seu desempenho de ensino
igualmente acrítico e impensado está colaborando ativamente para (des)formar a nova
geração de repetidores e multiplicadores dessa prática distorcida, De fato, esse "professor"
está trazendo a nova virada desse círculo vicioso até então interminável.
Na realidade, tal "docente e", no máximo, é responsável pelo "" de macacos, papagaios
e papagaios bem treinados, que desenvolvem a competência de repetir sem entender ... Mas
não formam seres humanos, na medida em que não desenvolvem precisamente a sua maior
capacidade: a razão.
E já sesabe que "o que não se usa, atrofia", sobriedade, criatividade e intelectualidade
incluídas. Portanto, não é de surpreender que, no momento em que se deparam com uma
tarefa que exige, por uma questão de princípio, o uso de pensamentos mais complexos, os
Breve Manua130 de Escrita Científica… xxiii
alunos se assustem e geralmente fracassem porque, como aponta Ilca Oliveira de A. Vianna
(2001), uma verdadeira produção científica:
(...) Exige do aluno habilidades para um raciocínio mais complexo do que a simples
memorização do conhecimento.
Ele deve ser capaz de elaborar hipóteses, previsões, generalizações, deduções,
induções e ou outras obras mentais bem fundamentadas e bem fundamentadase bem
fundamentadas que exijam autonomia, autossuficiência e gosto pela busca, pelo novo,
por enfrentar desafios para superá-los e sentir o prazer da conquista, pela superação de
obstáculos. (p. 5, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
No entanto, como você faz isso se seus próprios professores geralmente não têm essas
mesmas habilidades e muitas vezes fogem dos desafios?
Porque essa é uma realidade visível, que Bunge (1982) aponta há mais de 25 anos,
quando mencionou:
... A promoção àcátedra universitária, de pessoas imaturas para ocupá-la. Com efeito,
em muitas universidades, o corpo docente universitário é composto, em grande parte,
por jovens que não obtiveram um doutoramento ou publicaram trabalhos originais em
revistas especializadas. O resultado é triplo: os professores instantâneos não têm mais
tempo ou desejo de continuar aprendendo, a qualidade do ensino que ensinam é ruim
(e piora com o tempo) e seus alunos se formam ainda mais preparados do que eles. (...
Os aspectos negativos são tantos que, em muitos casos, já não existem universidades
propriamente ditas, mas apenas fábricas de diplomas de pouco valor. É uma
universidade de massas apenas porque lhes abre portas, não porque os educa. Abre-
lhes portas, fazendo-os acreditar que transmitirá conhecimentos que, por sua vez, lhes
permitirão ser úteis à sociedade ou, pelo menos, às suas famílias. Tal "universidade"
engana estudantes e contribuintes. (pp. 92-93)
Então,deixados à própria sorte, os alunos devem realizar uma tarefa para a qual não
foram preparados e para a qual acabam sendo responsabilizados, enquanto a cumplicidade
de tais "professores" permanece camuflada por discursos e práticas institucionais que
encobrem. Na verdade, todo mundo sabe disso, mas ninguém diz isso...
E embora tenham sido feitos esforços para superar essa situação, estes eram mais de
forma do que de substância, como denunciou, de forma bastante contundente e irônica, a
análise apresentada por Romero Fernández (2001) na Conferência A Reforma Universitária
em Debate, realizada em Assunção do Paraguai (pela organização das Universidades
Católicas "Nuestra Señora de Asunción" , Autónoma de Asunción e Nacional de Asunción),
sobre a posição institucional dasuniversidades latino-americanas nos últimos anos, bem
como o papel desempenhado por seus professores e tutores:
Durante várias décadas, as universidades latino-americanas estiveram envolvidas em
uma tendência formalista que buscou ou viu na "engenharia social" e nos "conteúdos
processuais ou metodológicos" a solução imediata para todos os problemas. (...) Tem
havido demasiados cursos de "metodologia de investigação", ministrados
maioritariamente por super-especialistas em metodologia de investigação que nunca
investigaram, e que complicam os alunos atóneos com procedimentos intermináveis e
estéreis que inevitavelmente castrarão a sua futura aptidão para a investigação.
xxiv
Breve Manual de Escrita Científica...
Somente aqueles que se atrevem a ler um artigo de sua especialidade escaparão dessa
teia metodológica, podendo verificar com grande surpresa algo tão óbvio como que
para nadar você não precisa de quinhentas lições de anatomia e dinâmica dos fluidos,
massim de pular na água. (... ) Além disso, não há palavras para expressar o sadismo
com que os supervisores de tese torturam sua tese indefesa [sic], amarrados ao potro
de infinitas metodologias, e que prolongam seus trabalhos vazios por mais tempo do
que o necessáriopara fazer uma nova carreira. Ou as "oficinas de qualidade total" na
educação, que deslumbram aqueles que não são capazes da menor qualidade
simplesmente "dentro da possibilidade"; ou os "projetos de extensão social" que
servem para "cobrir o sol com um dedo", ou os "diversos órgãos de coordenação", que
além de inúteis são propensos a regulamentações e diagnósticos; e um longo etc. de
mentiras institucionalizadas. (pp. 4-5)
Nem a criação oficial de postos de investigação resolve esta situação, como algumas
universidades estão a fazer actualmente, sem nunca oferecer a formação necessária e sem as
gerir de forma correspondente, de modo a que esta não seja mais do que uma nova
distribuição de posições e um verdadeiro início de produção original deconhecimento. Pelo
contrário: o que se vê é a sua assunção por pessoas totalmente despreparadas para ocupá-las,
geridas por burocratas que desconhecem as vicissitudes do trabalho criativo e original e
sobrecarregam esses "investigadores" com exigências de prazos e intermináveis relatórios
administrativos que só servem para tranquilizá-los de que têm o controle do trabalho dos
outros que eles mesmos desconhecem totalmente... Em última análise, não é mais do que
uma nova pseudo-solução, uma nova abordagem puramente formalista, que não se preocupa
com o que deveria ser uma prioridade: a verdadeira formação dos seus recursos humanos.
Portanto, essa tendência formalista referida pela Bunge (1982, 1983, 2003) e Romero
Fernández (2001) só serviu paraaumentar a confusão e reduzir ainda mais a qualidade
acadêmica oferecida por muitas das universidades latino-americanas, sem realmente tocar na
natureza de seus problemas, pois todos acabam envolvidos neles: estudantes, funcionários
públicos, professores e Gestores. Em total concordância com o que afirmou a Bunge (1982,
1983, 2003), a causa desse contexto está relacionada à massificação e politização das
universidades, com a consequente e inadequada formação (geral e em metodologia científica
e rede de ação científica, em particular) ensinada por elas, devido à perda do verdadeiro
significado do que é, Realmente, uma universidade:
Para aqueles que estão empregados em nossa Universidade, este é geralmente um local
de trabalho como qualquer outro, embora mais confortável e melhor protegido do que
um emprego na empresa privada. Para aqueles que estudam nela, a Universidade é uma
máquina que, em troca de algum esforço, concede uma folha de papel que permite
conquistar ou preservar uma posição social. Nem um nem outrosentendem que a
autêntica Universidade moderna é, acima de tudo, um centro de criação e disseminação
de conhecimentos originais, e apenas subsidiariamente uma ferramenta de mobilidade
social, lugar de diversão, campo esportivo ou arena política. (Bunge, 1983, Pág. 1)
Breve Manua130 de Escrita Científica… xxv
Essa análise da Bunge é uma das poucas que chama a atenção para a responsabilidade
de todos os atores educacionais (tanto gestores de instituições de ensino quanto funcionários,
professores e estudantes do Ensino Superior) envolvidos na formação universitária ofertada
e caracteriza esse contexto complexo que enquadra a elaboração dessa "famosa" tese
(graduação ou pós-graduação). Requisito comum para o grau correspondente.
Tão famosa por sua dificuldade, que leva muitos estudantes, no mínimo no pior dos
casos, a abandoná-la; ou, na pior das hipóteses, a pagar por ela, distorcendo ainda mais seu
real senso de promover institucionalmente pelo menos uma oportunidade de experimentar a
elaboração de um trabalho de alto nível pararegular e / ou científico.Porque, para completar
esse contexto, vale ressaltar que não faltam "profissionais" inescrupulosos (que, sim, na
verdade, são profissionais de roubo intelectual de várias formas), verdadeiros criminosos que
se aproveitam dessa situação sem se importar com os danos que causam não só aos
estudantes, mas, em última análise, também ao próprio país. roubando-lhes essa
oportunidade por um preço "aceder", em troca do qual lhes dão uma tese já feita (e
geralmentecopiada de outros, roubando agora, mais uma vez sem qualquer consideração, de
outros autores).
O mais deplorável de tudo é que tal situação é complementada novamente com
aprovação institucional, quando a universidade acaba aceitando, "evaluand ou" e aprovando
aqueles trabalhos sabendo sua origem, pois a universidade puramente mercantilista ou
politizada geralmente não é gerida por verdadeiros educadores, mas por empresários e/ou
políticos mais interessados em conquistas pessoais e empresariais. do que nas conquistas
sociais. Todo mundo sabe, ninguém diz, todo mundo encobre.
Essa situação, denunciada pela primeira vez pela Bunge (1982), foi brilhantemente
resumida por ele: "... A Universidade do Terceiro Mundo está afligida por três grandes males
entre muitos: a preparação insuficiente de seus alunos, a improvisação de seus professores e
a politização de ambos. " (pág. 95)
Com tudo isso, entre outros fatores, muitos desses estudantes pobres, paraguaios,
brasileiros, equatorianos e talvez muitos outros latino-americanos, que nunca foram
preparados para o tipo de trabalho que então é exigido institucionalmente, acabam excluídos
do sistema educacional que, geralmente, lhes custou tanto para completar, mas
intelectualmente pelomenos economicamente.
Nestas condições, se tivermos consciência de que a Universidade é também um elo
importante entre o indivíduo e a sociedade a que pertence (e com a qual deve colaborar!),
verificamos que esta relação está igualmenteempobrecida, uma vez que lhe serão prestados
poucos serviços, quando faltam investigação específica que permita o seu adequado
conhecimento e tratamento, levando a contribuições sociais reais. E a Universidade gerida
por "autoridades" que assumem essas "soluções" e encobrem essas práticas falha
novamente, com consequências muito sérias, uma vez que:
A Universidade e a Ciência são instituições extremamente especializadas e
delicadas, que não serão capazes de cumprir sua missão social – funcionaem benefício
da sociedade – a menos que sejam autênticas, e só o serão se forem governadas por
pessoas competentes. Se competição sem democracia (integral) é tirania, democracia
sem competição é impostura. A Universidade e a Ciência, assim como os serviços
xxvi
públicos, devem ser do povo e para o povo, e para isso é necessário, embora não
suficiente, que não sejam pelo povo. (Bunge, 1982, pp. 97-98)
Breve Manual de Escrita Científica...
Estamos conscientes da complexidade das questões abordadas e absolutamente
convencidos da necessidade de uma profunda mudança nessa mentalidade e realidade, para
que a ciência possa realmente começar a ser feita no Paraguai. E sabemos que isso acontece,
necessariamente, por umamaior e melhor assunção do papel docente e da verdadeira
responsabilidade institucional, promovendo o verdadeiro ensino do método científico por
profissionais que verdadeiramente o dominem e, portanto, que compreendam a importância
do trabalho da cademics, incentivem a sua revalorização como ferramenta pedagógica que
permita a formação progressiva da autonomia intelectual acima mencionada tão necessária
e desejável, e desmistificar, com sua própria prática, seu grau de dificuldade.
Mas estamos convencidos de que, devido à sua grande complexidade, essa mudança
está ocorrendo na medida em que cada um contribui, "para o povo" (como idealizou a Bunge)
o que há de melhor dentro de sua especialidade, cumprindo realmente sua responsabilidade
social por meio detarefas concretas e não apenas com discursos vazios.
Assim, entendemos que este Breve Manual de Escrita Científica é a nossa respeitosa
colaboração para que aconteça: a minha, como professora-pesquisadora responsável pela
redação deste material; e das competentes e comprometidas autoridades institucionais da
Escola de Pós-Graduação e da Reitoria da Universidade Nacional do Oriente, nas pessoas de
Liz Ovelar Flores e Víctor Alfredo Brítez Chamorro (respectivamente), como responsável
por sua publicação, fornecendo nova ferramenta acadêmica a serviço da comunidade
universitária em particular e da sociedade paraguaia em geral.
Uma diferença fundamental desse material, em comparação com a maioria dos
trabalhos sobre o tema, é que ele apresenta não apenas as questões mais genéricas sobre a
forma, mas também paradas para explicar o conteúdo de cada parte de umtrabalho
acadêmico-científico e o mesmo sentido lógico desse tipo peculiar de escrita. E
mencionamos, de modo geral, o "trabalho acadêmico-científico", pois de fato o que
diferencia cada um dos tipos de trabalho não é a lógica envolvida em sua elaboração, mas a
profundidade com que lida com o fenômeno estudado em cada um deles.
Aqui, é oportuno esclarecer que existem vários estilos de escrita científica – como o
estilo da American Psychological Association (APA), o estilo Vancouver ou o estilo Chicago,
para citar apenas alguns dos exemplos mais renomados – que compartilham o propósito de
padronizar a apresentação de artigos científicos para facilitar sua apreciação, reduzindo o
tempo e o esforço gastos em artigos científicos. Além de contribuir para a maior clareza de
sua apresentação.
No entanto, devido ao fato de que todos eles compartilham a estrutura básica da lógica
do método científico, esses estilos são bastante semelhantes entre si, menos na maioria dos
aspectos do estilo de apresentação e mais em sua origem temporária-espaço-profissional.
Como afirma Mario Bunge (1989), "(...) O método geral da ciência é uma única
estrutura metódica subjacente a todas as técnicas e independente do assunto em estudo", de
modo que "... Não há diferença de estratégia entre as ciências; As ciências especiais diferem
Breve Manua130 de Escrita Científica… xxvii
apenas pelas táticas que usam para resolver seus problemas particulares; mas todos eles
compartilham o método científico." (pág. 32)
xxviii
Breve Manual de Escrita Científica...
Mais tarde, ele esclarece novamente que:
(...) O método científico é uma maneira de lidar com problemas intelectuais, não coisas,
instrumentos ou homens; consequentemente, pode ser usado em todos os campos do
conhecimento. (...) A natureza do objeto em estudo dita os possíveis métodos especiais
dosujeito ou campo de pesquisa correspondente (...). A diversidade das ciências é
evidente na medida em que atendemos aos seus objetos e suas técnicas; e ela se dissipa
assim que chegamos ao método geral subjacente a essas técnicas. (Bunge, 1989, p. 38)
Além disso, é importante ressaltar que todos esses estilos se referem diretamente às
regulamentações para a publicação de artigos científicos em periódicos especializados e não à
elaboração de trabalhos acadêmicos, razão pela qual 3todos acabam sendo insuficientes para
padronizar a elaboração de tais trabalhos, o que exige que cada universidade os complemente
com as exigências de sua instituição.
O estilo adotado pela American Psychological Association (APA) foi um dos primeiros a
surgir, da preocupação de editores e administradores de periódicos científicos em criar
indicações claras e padronizadas para a apresentação de manuscritos nas áreas de Antropologia
e Psicologia: o relato desse primeiro trabalho foi publicado na revista Psychological Bulletin
da APA, em fevereiro de 1929, em um artigo de apenas sete páginas (Manual... da APA,
2001/2005). Desde então, suaaceitação e uso por outros ramos da Ciência tem crescido ao
longo dos anos e envolvido novas versões ampliadas e enriquecidas, até que foi composto em
um Manual de estilo de publicações da Associação Americana de Psicologia, atualmente em sua
5ª edição (2001) de mais de 400 páginas, no qual este Breve Manual se baseia.
Embora, no início, alguns professores com pouco conhecimento do método científico
costumassem argumentar que, por ter sido desenvolvido por uma associação de psicólogos,
servia apenas a esses profissionais, seu uso extensivo a tantas especialidades científicas
diferentes, somado ao maior conhecimento tanto do método científico quanto de outros estilos
(muito mais limitados e especializados), tornavam tais alegações totalmente refutadas pela
prática.
Além disso, este material da APA também inclui um capítulo inteiro dedicado à
diferenciação entre o artigo científico e o trabalho acadêmico-científico, que destaca a
responsabilidade da instituição de ensino na regulação de suaspráticas materiais (devidamente
citadas neste trabalho, sempre que merecido).
Portanto, a razão de sua escolha pela Universidade Nacional do Oriente deve-se,
precisamente, ao fato de que este estilo é apresentado em um dos materiais mais completos, de
comprovada adequação, e suficientemente geral para cobrir o leque de suas opções
institucionais, concretizadas em suas diferentes Faculdades.
3 Os trabalhos acadêmicos são entendidos neste trabalho como aqueles elaborados no campo da academia, ou seja,
das entidades que têm como responsabilidade "... o Máxima representação oficial das respectivas disciplinas em
cada nação, a sua promoção e a manutenção e estímulo do espírito de investigação.” (OPEN 7000, 1992, p. 20)
xxix
Breve Manual de Escrita Científica...
Além disso, também possui uma tradução autorizada para o espanhol (México: El Manual
Moderno, 2ª ed., 2005), fato que facilita o acesso direto do leitor hispânico à obra completa.
Assim, espera-se que este Breve Manual de Escrita Científica possa, de alguma forma,
contribuir para uma melhor compreensão do trabalho acadêmico-científico, por meio da
apresentação do significado e das características da Escrita Científica (Capítulo 1), em sua
diversidade de tipos possíveis de trabalho (Capítulo 2), com seuformato geral básico (Ch.
3) e sua estrutura geral e específica para cada tipo de trabalho (Capítulo 4).
É claro que não se pretende, de forma alguma, esgotar todos os aspectos envolvidos ou
substituir por este material a consulta afontes mais completas, muito pelo contrário: espera-se
que este material possa ajudar alguém que está iniciando essa tarefa, servindo então como um
guia genérico dos passos necessários para a elaboração de um trabalho de revisão ou pesquisa
c Científico, que cumpre o rigor do método científico, e eventualmente serve como um meio
para que essas fontes mais completas possam ser alcançadas.
Se servisse pelo menos para produzir um debate saudável sobre o assunto, já cumpriria
seuobjetivo implícito.
Tania Mendes de Oxilia Dávalos Inverno
2012
xxx
Breve Manual de Escrita Científica...
Que este livro seja um antídoto para aqueles
que ficam tontos com o mero pensamento de ter que
aprender alguma coisa, e um guia modesto para
aqueles que desejam dar uma olhada mais de perto
na Coisa Rara [Ciência]. Mas deixe-me lembrá-lo
de que nenhum guia é solicitadoa fazer a jornada
por nós. (Bunge, 1989, p. 16)
Breve Manual de Redação Científica… 1
PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Produzir cientificamente é um processo de
aprendizagem complexo, gradual e
contínuo (... ). (Oliveira de A. Vianna, 2001,
p.2, trad.
Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Atualmente, o prestígio de uma Universidade é medido pela qualidade e volume
de sua produção tornada visível e aceita pela comunidade científica. Portanto, deve-se
lembrar que uma verdadeira produção científica universitária implica não apenas a
elaboração de trabalhos acadêmicos, mas, necessariamente, sua apresentação à
universidade e à comunidade científica como um todo, de forma escrita, completa e
rigorosa.
Além disso, essa apresentação pública nada mais é do que a manifestação escrita
do caminho lógico adotado na elaboração de um trabalho baseado no método científico
– pelo aluno em formação ou pelo cientista pesquisador – que deve necessariamente
refletir as características desse método por meio de um exposição racional, lógica e
concisa dos aspectos que compõem o tipo de estudo realizado, ancorado em uma
realidade teórica ou fática.
Para o trabalho científico, seja qual for o seu tipo, nada mais é do que um relatório
técnico, do qual o autor é um relator especializado que segue certas técnicas de
comunicação científica, onde a originalidade ea criatividade desempenham um papel
importante.
Portanto, a escrita científica implica necessariamente o desenvolvimento e o
domínio de competências igualmente específicas (isto é, conhecimentos, habilidades ou
habilidades e também atitudes) relacionadas à área: você não pode escrever um texto
científico sem conhecer e usar os princípios do método científico, em total respeito pela
ética indispensável de seu trabalho, compreender o seu âmbito e limitações.
E esse desenvolvimento também envolve necessariamente tempo e treinamento;
Como mencionado na epígrafe: é um processo de aprendizagem, ou seja, não é aprendido
por rotina muito menos do dia para a noite (não importa quantas leituras você possa fazer
dele), mas demanda tempo para o desenvolvimento de tais habilidades.
Além disso, é um processo complexo, ou seja, com diversas ligações entre
diferentes aspectos, que é gradualmente dominado, ou seja, passo a passo, de modo
1
Breve Manual de Redação Científica… 2
progressivo, sucessivamente, gradualmente e continuamente, ou seja, você nunca
termina de aprender.
No entanto, praticamente nenhumdesses aspectos é levado em conta durante a
formação oferecida pela maioria de nossas universidades e o ensino relacionado ao
trabalho científico continua a ser ensinado de forma puramente rotineira e geralmente
desarticulado da realidade vivida pelos alunos.
Em nossa opinião (de acordo com os autores mencionados no Prólogo), esse fato está
diretamente relacionado a um ensino insuficiente e/ou inadequado e alheio ao método
científico (inclusive o específico sobre esse método), pois frequentemente ensinado por
pessoas que não o dominam, que combinam sua ignorância com a falta de interesse no
formato correto de tais obras.
Naturalmente, esse desinteresse é o fruto óbvio de sua própria ignorância, isto é, de
sua ignorância do que é o significado próprio de uma obra científica: traduzir no papel o
caminho lógico seguido em sua realização, permitir a verificação pública de seu trabalho,
que é o requisito fundamental do método científico.
Consequentemente, uma das maiores dificuldades encontradas na formação
acadêmica está relacionada, fundamentalmente, à elaboração de trabalhos que respeitem o
procedimento e o formato cientificamente indicados, seja qual for o estilo, para conferir a
validade (científica, vale a redundância) que eles exigem.
Deve-se esclarecer mais uma vez que quase todos os aspectos técnico-formais da
escrita científica já estão padronizados e, em seus aspectos gerais, sãoigualmente válidos
para todos os modelos de estilos de publicação (Vancouver, Chicago, APA, já mencionados
no Prólogo), uma vez que todos esses estilos de escrita científica são baseados no método
científico, e, portanto, só variam em detalhes de menor valor, como já explicado acima (p.
XXII).
Como explica o Manual... da APA (2001/2005):"Estilo não implica algo que é
inerentemente certo ou errado. É simplesmente uma maneira convencional de
apresentarinformações que é projetada para facilitar a comunicação." (pág. 341)
É por isso que estamos convencidos de que, apesar da ampla gama de publicações
relacionadas ao aspecto formal da apresentação de trabalhos científicos, o ensino
meramente livreé insuficiente para a aprendizagem e execução dessa tarefa, e que o
desenvolvimento da competência escrita exige muitas outras condições para o seu
verdadeiro sucesso.
1. 1 – O Desenvolvimento da Competência de Escrita
Bunge (1980) afirmou que, como forma de realização de pesquisas científicas, o
método científico "... Não pode ser apreendido separadamente deste último. O método é
dominado – e talvez também modificado – na medida em que se faz pesquisa original" (p.
34, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Mutatis mutandi, também entendemos que você não pode adquirir as habilidades de
escrita necessárias para a escrita científica de uma forma virtual, puramente teórica, como
algo além de um esforço real de escritae procedimento científico. Em outras palavras, sem
Breve Manual de Redação Científica… 3
usá-los permanentemente em todos os trabalhos acadêmicos: somente escrevendo
cientificamente é que se acaba dominando a escrita científica.
Naturalmente, isto implica, em primeiro lugar, um acompanhamento inevitável e
cuidadoso de um profissional que conquistou esse domínio: um verdadeiro professor ou
tutor, que acompanha passo a passo a elaboração de cada trabalho, ao nível que lhe
corresponde, ao longo daexperiência universitária.
Um verdadeiro profissional que não é apenas um leitor crítico, como muitas vezes
se pensa ser a tarefa de um professor ou tutor, mas alguém realmente comprometido com
a formação de seus alunos, que orienta, orienta, apoia e corrige, transferindo suas próprias
habilidades em uma prática conjunta.
Além disso, e justamente pelas razões atuais descritas no Prólogo (entre elas a
formação ruim, inadequada e/ou ausente na área), é necessário, em segundo lugar,
também desenvolver algumas atitudes (ou virtudes, como Ilca Oliveira de A as chama.
Vianna, 2001, pp. 5-11, para alguns deles), que são os mesmos para a construção das
competências de um verdadeiro pesquisador:
⇒ de abertura para o reconhecimento da própria insuficiência nessa competência
de escrita (ou em relação ao conhecimento, no caso do pesquisador);
⇒ de paciência, especialmente consigo mesmo, diante dessa insuficiência,
reconhecendo o valor do erro (inevitável) para a superação dessa condição;
⇒ de perseverança diante da ocorrência de tais erros ou outras dificuldades
descobertas nesse processo de aprendizagem;
⇒ de coragem para enfrentar os desafios que vos serão apresentados em tal
processo;
⇒ de abertura para o desenvolvimento daconsciência das responsabilidades éticas,
políticas e sociais do trabalho acadêmico-científico.
Em terceiro lugar, é necessário desenvolver conjuntamente a competência na
gestão das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), para que o aluno
possa se beneficiar dos múltiplos recursos técnico-computacionais oferecidos hoje, como
computadores de texto, acesso à internet e gerenciamento de e-mail (especialmente para
comunicar mais facilmente seus análise, ideias e procedimentos, bem como para
comunicar com outros autores ou com os seus próprios orientadores e/ou professores).
1.2 – O Estilo Geral da Escrita Científica e da Ética
Mas de que comunicação se fala? Nãose refere a qualquer comunicação, mas a uma
comunicação científica que exige, reiteramos, o domínio de competências relacionadas
com o trabalho científico. Mario Bunge (1989), ao considerar a Ciência como "... um
estilo de pensamento e ação (...), cujo trabalho é a pesquisa científica e o produto é o
conhecimento (...) " (p. 19), fundamenta essa necessidade de desenvolver várias
habilidades para realmente se tornar Ciência.
Da mesma forma, Medeiros (1999) esclarece essa ideia quando esclarece que:
Breve Manual de Redação Científica… 4
Um primeiro conceito de ciência diz que ela é identificada com um conjunto de
procedimentos que permite a distinção entre aparência e essência de fenômenos
perceptíveis pela inteligência humana. As peculiaridades de seu método
diferenciam a ciênciadas muitas formas de conhecimento humano. (...) A ciência
é, portanto, um campo de conhecimento com técnicas especializadas de verificação,
interpretação e inferência da realidade. (p. 32, tradução de Tânia Mendes de Oxilia
Dávalos)
Então, o trabalho científico aser comunicado é aquele planejado, desenvolvido e
elaborado (de forma absolutamente original e preferencialmente criativa) de acordo com as
normas metodológicas consagradas pela Ciência (Medeiros, 1999, p. 33). Em outras
palavras, como já mencionado no início (p. 1), este trabalho acadêmico-científico nada
mais é do que um relatório ou relatório técnico, através do qual seu autor comunica à
comunidade (universitária e/ou científica), em detalhes, como procedeu para a elaboração
do método, a fim de permitir a verificação pública e independente de sua análise,
Descobertas e/ou reflexões, verificação que é o requisito básico da metodologia científica.
Então, para escrevê-lo,seguem-se os mesmos passos lógicos determinados pelo
método científico para sua realização, também de forma racional, lógica, coerente e crítica
(não crítica4).
Portanto, ao contrário da escrita poética ou da criação literária, que pode apresentar
ambiguidades, julgamentos e opiniões pessoais, aescrita científica tem como requisito
básico a clareza da comunicação que dispensa qualquer gadget e se expressa de forma
direta, com a descrição ordenada, fluida e precisa das ideias desenvolvidas, em estilo
descritivo ou ético (não avaliativo ou discriminatório). como convém a tal relatório (cf.
Manual... da APA, 2001/2005, p. 2.
27-85).
Em outras palavras, sem apresentação de juízos de valor e/ou apreciações pessoais,
uma vez que o papel do cientistaé descrever a realidade ou fenômeno estudado e não ser
um juiz ou pregador, pois, pelo menos idealmente, o que o pesquisador ou escritor científico
expressa são julgamentos racionais e não morais, em consonância com os princípios que
gene do rigoroso código moral da ciência, que, de acordo com o fundador da sociologia
moderna da ciência, Robert K. Merton (1973 apud Bunge, 1996),
... É composto pelos seguintes "imperativos institucionais": (a) universalismo (em
oposição ao particularismo e, especialmente, ao nacionalismo); (b) comunismo ou
propriedade coletiva do conhecimento (em contraste com a propriedade privada de
invenções técnicas); c) Desinteresse ou impessoalidade do produto da investigação
(embora não necessariamente da sua motivação); (d) Ceticismo organizado:
antidogmatismo e encorajamento do exame crítico. (pág. 47)
4 Um esclarecimento pode ser feito aqui, no que diz respeito a uma certa confusão que surgiu. verifica em
relação ao uso dessa palavra, quando se assume, erroneamente, que uma pessoa que aponta os aspectos
negativos de algo é uma pessoa crítica; De fato, em tal caso, você está se referindo a um crítico e não a uma
pessoa crítica, uma vez que que este último é definido como aquele que discrimina e destaca os aspectos
positivos e negativos de algo, sempre preservando a razoabilidade de sua expressão.
Breve Manual de Redação Científica… 5
Então, a introdução de uma avaliação ou ênfase em determinados aspectos ou fatos,
que podem justificar um trabalho deoutra natureza, no caso da escrita científica define o
que é conhecido como viés, o que desqualifica o trabalho acadêmico-científico que o
apresenta, uma vez que caracteriza a apresentação de um distorcido, tendencioso e ,
portanto, incompletae oposta aos objetivos cognitivos perseguidos pela Ciência.
Essa verdadeira traição é o que permite a Bunge (1996) afirmar que "O cientista é
corrompido quando trai esse ethos da ciência, como aconteceu com os cientistas
'patrióticos' durante a Primeira Guerra Mundial e com os cientistas que obedeceram às
ordens do nazismo ou do comunismo, para subordinar a busca da verdade à ideologia
partidária". (pág. 47)
Assim, embora seja verdade que cada escolha feita por qualquer pessoa, incluindo
o pesquisador, é baseada em julgamentos avaliativos, é importante considerar a forma de
escrita, a fim de evitar transformar o texto científico em um texto panfletário, que eles
defendem deoutros interesses não relacionados à busca e descrição da verdade,
distorcendo seu trabalho com julgamentos morais inadequados a esse tipo de formulação.
1.3 – O Estilo Didático vs. o Estilo de Relatório
Além do exposto, cabe esclarecer que o estilo geral de escrita científica, que deve
ser incorporado e utilizado em todos os trabalhos acadêmicos, não se confunde ou se
sobrepõe ao estilo didático, uma vez que ambos têm objetivos diferentese se destinam a
destinatários praticamente diferentes.
Assim, enquanto o relatório científico visa divulgar à comunidade científica,
composta pelos pares do autor, os novos conhecimentos gerados, para sua eventual
refutação, o texto didático visa disseminar conhecimentos já aceitos como tal pela
referida comunidade científica, para pessoas que ainda os ignoram.
Apesar desta diferenciação, existem muitos trabalhos académico-científicos que
cometem o erro grosseiro de confundir ambos os estilos, quando escrevem verdadeiras
"master classes" a destinatários que, pelo menos em princípio, já conhecem os conceitos
e/ou ideias desenvolvidas. Isso é mais grave nos casos de trabalhos de graduação ou pós-
graduação, quando esses destinatários, pelo menos teoricamente, sabem mais do que seus
autores, uma vez que são designados pela academia para avaliar seu trabalho5.
Portanto, um cuidado muito importante é ser claro, em primeiro lugar, quem será o
destinatário do trabalho que está sendo preparado, a fim de escrever um texto adequado
tanto ao seu destinatário quanto ao seu objetivo.
5 Vários exemplos podem ser citados, como os relatórios de pesquisa que preencher o seu capítulo
metodológico com definições sobre “População", “Amostra”, “Técnicas de Coleta de Dados", entre outros,
saindo sem fundamentar absolutamente a escolha que fizeram em seu respectivo trabalho para cada um
deles, como seria; ou aqueles que explicam em detalhes o que um “Referencial Teórico", sem construir
aquele que corresponde ao seu trabalho. Em Nesses casos, as definições geralmente substituem o
fundamento correspondente e adequado da escolha metodológica feita por seu autor.
Breve Manual de Redação Científica… 6
1. 4 – Outras dificuldades comuns em assumir o papel de escritor científico
A partir do exposto, poderíamos resumir em três as outras dificuldades mais
comuns observadas em nossa experiência com o ensino e a escrita científica (além da
confusão entre o estilo didático e o estilo de reportagem), que estão relacionadas à
assunção (totalmente acrítica) de um papel diferente do papel de um cientista. quando o
juízo racional que lhe corresponde é substituído por: (a) um simples juízo sentimental ou
afetivo (no sentido comum dessas palavras); (b) uma sentença de avaliação e (c) uma
sentença normativa.
No primeiro caso, a equipe editorial refere-se aos seus gostos (ou desgostos) em
relação às ideias de outros autores e/ou ao próprio procedimento escolhido, sem qualquer
base razoável: não é incomum encontrar textos expressando "que gostei muito" de tal autor,
tal ideia ou tal procedimento, sem fundar tal gosto (ou antipatia) teoricamente, logicamente
ou racionalmente, O texto permanece como a simples manifestação dos apetites de seu
autor e não de seu processo intelectual, como seria apropriado.
O segundo caso caracteriza-se pela assunção do papel de juiz ou avaliador do texto,
com o uso de expressões como "Concordo com o autor...", "O texto não está completo...",
"O material apresentado é denso e de difícil compreensão..." ou "O texto é claroo..." etc, ,
também se n fundamentar razoavelmente essa decisão de avaliação expressa.
Por fim, o terceiro e mais comum dos casos encontrados, quando a redação se refere
a uma série de regulamentos a serem seguidos, celebrados diretamente a partir da
apresentação dealguma ideia com a qual seu autor está satisfeito, sem raciocínio lógico para
fundamentá-los, mas baseiam-se apenas em sua preferência ou concordância, onde
abundam expressões relacionadas com "dever" e "ter o quê" Deve ser feito...", "Tem
que..." são as expressões mais comuns daqueles que, a partir dos cientistas, passam a
assumir o injustificado (neste caso) papel de pregadores.
Nesses três casos, o raciocínio lógico é substituído pela manifestação direta de seus
desejos, valores e padrões pessoais, que não são apenas apresentados, mas também
generalizados (por uma indução vulgar, segundo a caracterização de Medeiros, 1999, p. 34)
e recomendados de forma totalmente inconsistente e arbitrária, gerando assim o viés acima
mencionado que validaqualquer trabalho científico. É ter cuidado para não cometê-los.
1.5 – Plágio na Escrita de Trabalhos Acadêmico-Científicos
Da mesma forma, é necessário um esforço extremo para evitar cometer o crime de
plágio, na redação de trabalhos acadêmico-científicos: definido como a apropriação
indébita de obras (ou fragmentos delas) pertencentes a outros autores, o plágio é punível
por lei em praticamente todos os países.
No Paraguai, estão previstas sanções penais para os autores deste crime no
Breve Manual de Redação Científica… 7
Lei n.º 1328/98 sobre Direitos de Autor e Direitos Conexos, regulada pelo Decreto n.º
5159/99, com penasque vão desde multas (de cinco a mil salários mínimos) a prisão (de seis
meses a três anos), consoante cada caso.
No entanto, infelizmente, esse é um comportamento comumente utilizado e aceito
como normal em nosso meio, em todos osníveis educacionais, que já está incorporado e
enraizado no patrimônio cultural paraguaio, bem descrito por Alejandro Piera Valdez
(2005):
No Paraguai, o verbo copiar não é apenas conjugado em todas as suas formas como
sinônimo dos verbos criar, idealizar, pensar e inventar, mas também tal uso em seus
mais variados significados adquiriu total aceitação pela sociedade em geral. (...) Não
podemos negar que os valores que administramos são de alguma forma
interrompidos. Aceitamos como normal [grifo nosso]. (pág. 8)
Em sua análise contundente, Piera Valdez (2005) também destaca a permanente
omissão de todos os (ir)responsáveis pela educação, em qualquer de seus níveis, quando
sequer esclarecem a própria noção de plágio e suas implicações, permitindo que a
população em geral não apenas permaneça alheia à questão, mas também ignorante de
seus efeitos e, portanto, cúmplice em sua permanência. Assim:
O adolescente termina a fase do ensino médio e ainda não entende o conceito de
plágio e muito menos suas consequências. Ele assume com total naturalidade que
pode usar a ideia do outro como sua. Alguns chegam atéà universidade sem ter
remediado essa deficiência. (idem)
Atualmente, qualquer professor universitário com longa experiência no Paraguai
pode afirmar que eles não são apenas "paraalguns", como Piera Valdez mencionou, mas
que uma grande maioria dos estudantes universitários comete esse crime, na maioria das
vezes sem consciência de que é e sem consciência de que, em um trabalho científico,
Sempre que um texto é apresentado sem aspas ou sem blocos diferenciados de citações,
o leitor é informado de que tal obra é sua.
Então, sesem dúvida o plágio já é um fator cultural, como promover uma mudança
nessa mentalidade que considera o crime de plágio como normalidade?
Estamos convencidos de que, mais uma vez, a solução está naeducação: quando
você pode entender exatamente o que é o plágio e quais as consequências que ele implica,
especialmente no caso de trabalhos científicos, então você pode reduzir sua ocorrência.
Portanto, tentaremos verificar a relação entre o trabalho científico e sua violação por meio
de plágio.
1.5.1 – Plágio e Ciência
Como já mencionado acima (pp. 1, 4), o trabalho científico baseia-se na criatividade
e originalidade de seu autor para a busca da verdade e da produção real de conhecimento,
a partirdo uso do raciocínio geralmente dedutivo (isto é, inferências que vão do geral -
teórico- ao particular ) e/ou indutivo (quando se parte do fenômeno particular para chegar
a uma lei geral).
Breve Manual de Redação Científica… 8
Assim, como caminho para a busca da verdade, a ciência não pode agir de forma
inconsistente com sua própria definição, ou seja, faltar a verdade em seu processo (por
exemplo, adulterar os dados coletados) ou em sua comunicação social. Com base neste
corolário, esta comunicação deve dar crédito àqueles que a merecem, por qualquer
colaboração obtida (por esta razão os Agradecimentos, embora opcionais, são indicados,
uma vez que há sempre a cooperação de outros).
Agora, que colaboração maior pode ser baseada no raciocínio de outro autor, que
já parou para estudar o assunto em questão? O caminho percorrido, os seus tropeços e
acertos, as suas reflexões, representam uma fonte de conhecimento que, não raro, ajuda
a não cometer os próprios erros ou a avançar ainda mais no conhecimento de algum
fenómeno.
No entanto, muitas pessoas, devido à sua própria ignorância do método científico,
pensam que mencioná-lo é tornar seu próprio texto menos "original", pois não entendem
que a originalidade na escrita científica está relacionada à construção pessoal de um texto
inédito, com a estrutura lógica que reflete seu próprio funcionamento cognitivo e rac.
Caracterizando sua autoria como um recorte específico e único, mesmo quando se baseia
em outros autores. Portanto, não mencioná-los é carecer da verdade (o que contradiz o
próprio princípio da Ciência, sua própria definição) e é se apropriar de seu trabalho
intelectual (isto é: é roubo, por plágio).
Conforme reconhecido e destacado no Manual da APA (2001/2005):
... Existem princípios éticos subjacentes a toda a escrita aprendida. Esses princípios
éticos de longa data são projetados para alcançar dois objetivos:
1. Garantir a precisão do conhecimento científico e acadêmico, e 2.
Proteger os direitos depropriedade intelectual. " (pág. 342)
Mas há outros três aspectos realmente importantes, além dessa confusão quanto à
originalidade de um texto, que são sistematicamente ignorados por aqueles que tendem a
cometer plágio e que, sem que tenham consciênciadisso, invalidam seu próprio trabalho,
pois caracterizam novas contradições lógico-metodológicas desse modo perverso,
distorcido e deplorável de agir.
A primeira está relacionada à natureza cumulativa da própria Ciência: ela se organiza
e reúne todo o conhecimento produzido por ela, ao longo de sua história, que já apresenta
um longo fluxo. Portanto, após tantos séculos de desenvolvimento científico, não citar as
fontes consultadas reduz a cientificidade do trabalho apresentado, e na medida em que,
ignorando a origem desse conhecimento (devido à omissão de suas fontes), não se pode
reforçar que elas tenham sido obtidas através do método científico (que é, precisamente, o
que diferencia a Ciência de outros modos de produção de conhecimento).
Ao mesmo tempo, e este é outro aspecto, expõe a excessiva pretensão de seu autor,
ao insinuar que o que foi apresentado foi produzido absolutamente sozinho, sem qualquer
intervenção de outros estudiosos do assunto, fato que subtrai totalmente a credibilidade de
tal autor ...
Finalmente, e talvez o aspecto negativo mais importante do plágio, está relacionado
ao efeito nocivo produzido por essa prática sobre os mesmos sujeitos que a utilizam: o não
Breve Manual de Redação Científica… 9
desenvolvimento de sua própria intelectualidade, de sua autonomia depensamento, uma vez
que, com ela, "(...) A elaboração de ideias, a criatividade, muito menos a capacidade para
o próprio pensamento não é promovida. Enquanto essas deficiências persistirem, a ideia e
a criatividade dos outros não poderão ser reconhecidas e protegidas" (Piera Valdez, 2005,
p. 8).
Desta forma, nem cidadãos úteis à sociedade nem verdadeiros cientistas, como já
analisado no Prólogo, podem realmente ser formados.
1.6 – Referências Internas das Fontes Consultadas
Como resultado de todo o exposto, surge a necessidade inevitável de referenciar todas
as fontes consultadas para a elaboração de qualquer trabalho que seja apresentado e
divulgado, para que possa ser considerado válido, do ponto de vista da Ciência, uma vez
que isso mostra que se baseia em autores que estudaram previamente o assunto em questão
e que a autoria intelectual é respeitada.
Tais referências, comumente chamadas de citações, podem ser de dois tipos: citações
não literais de ideias/t-rabajos de outro(s) autor(es), isto é, cujas ideias são parafraseadas pela
pessoa que está construindo seu texto (isto é, ele as descreve em suas próprias palavras); ou
podem ser citações literais, representadas por cópias ipsis litteris de fragmentos do texto
original, inclusive no caso de materiais com erros ou de autoria própria publicados
anteriormente.
No caso de uso de qualquer um desses dois tipos, o Manual da APA (2001/2005) é
bastante claro sobre isso: "Seja parafraseando ou citando diretamente um autor, você deve
[negrito adicionado] creditar a fonte (... )" (3.39 Citation of Sources, p. 136), uma vez que os
verdadeiros cientistas nunca "... Eles tomam crédito pelas palavras e ideias dos outros; eles
dão crédito àqueles que o merecem. " (ibidem,
8.05 Ética da Publicação Científica, p. 342)
Além disso, ele reitera essa orientação em outro lugar, por exemplo, quando explica o
uso da linguagem pessoal para apresentar a ideia de outra pessoa, especialmenteem algumas
situações comuns de trabalho científico:
Cada vez que um autor é parafraseado (ou seja, sintetizando uma passagem ou
reorganizando [sic] a ordem de uma frase e alterando algumas das palavras), é
necessário incluir o crédito correspondente no texto. (...) O elemento-chave deste
princípio é que um autor não apresenta o trabalho de outro como seu. Isso pode se
estender tanto às ideias quanto à palavra escrita. Se um autor projeta um estudo a partir
do modelo de um conduzido por outra pessoa, esta última deve receber seu crédito. Se
a justificativa para um estudo for sugerida na seção Discussão do artigo de outra
pessoa, essa pessoa deve receber seu crédito. (Manual... da APA, 2001/2005, pp. 342-
343)
Mas, como forma de manter a leitura fluida e ágil, a comunidade científica concordou
(e todos os diferentes estilos de escrita a respeitam, emborapossam variar, reitera-se, em
aspectos formais de menor importância) em apresentá-los de duas formas distintas: 1ª)
reduzidas, quando incorporadas ao texto (referências internas); e 2ª) completar, compondo
uma das seções finais do trabalho acadêmico-científico ( a Lista de Referências, localizada
Breve Manual de Redação Científica… 10
imediatamente após o desenvolvimento do corpo de trabalho), com a lista completa das
fontes consultadas que dão suporte teórico ao texto.
Dessa forma, as referências internas indicam os dados mínimos que permitem ao leitor,
se desejar, localizar com precisão, naquela lista final, cada fonte aludida no corpo do texto,
acessando ali seusdados completos. E, com isso, o texto do corpo da obra não fica
sobrecarregado deinformações excesivas, o que poderia tornar a leitura mais densa e talvez
desviá-la da ideia que é realmente a principal.
Todos os diferentes estilos de escrita científica concordam com isso: nesta exigência
que as fontes consultadas sejamreferidas, concomitantemente com a sua expressão no texto.
Portanto, ao considerar o que foi visto acima sobre o fator cultural que o plágio adota como
prática comum, parece que não basta reiterar, aqui também, o quanto esse comportamento é
dissonante com o procedimento acadêmico-científico adequado e como é importante
aprender a mudá-lo. Veja que não é tão difícil quanto parece.
1.7 – Como Fazer Referências Internas de Fontes Parafraseadas
Como mencionado (1.6), as referências internas apresentam, imediatamente após a
expressão das ideias de outras pessoas (parafraseadas ou literalmente citadas), os dados
mínimos de cada fonte consultada.
No caso de referências internas de fontes parafrases, ou seja, em que não é feita uma
cópia literal do texto consultado, tais dados indicativos são pelo menos dois: o sobrenome
do autor (apenas o sobrenome) e o ano de publicação do trabalho consultado.
(substituindo o seu título) 6.
Tendo em vista a frequente ocorrência decertos casos específicos de referência das
fontes consultadas e parafraseadas, vale a pena detalhar alguns e exemplificá-los, como
forma de evitar erros em sua elaboração.
1.7.1 – Referência parcial no final da frase (indireta)
Quando o texto que é elaborado não menciona diretamente nele o autor consultado ou
sua obra, embora esta tenha sido a base para a redação atual, ele deve fazê-lo indicando os
dados mínimos referidos (Manual ... da APA, 2001/2005, pp. 214-215), como
exemplificado pela Tabela n° 1, entre parênteses, ao final do parágrafo que lhe corresponde,
pelo respeito à verdade que caracteriza o procedimento efetivamente científico, bem como
para evitar o plágio e garantir a autoria intelectual, como já explicado várias vezes acima
(pp. 6-8), uma vez que a ideia original desenvolvida pertence a outra pessoa.
Tabela 1 – Exemplo de referência parcial no final do texto (indireta)
6 No estilo Vancouver de publicação, o ano é geralmente substituído por uma chamada numérica ordinal. e
crescente, cuja sequência é a utilizada na apresentação dos trabalhos consultados no Lista de Referências
localizado imediatamente após o final do corpo da obra, em vez da ordem alfabética usual de outros estilos.
Breve Manual de Redação Científica… 11
Se violência é uma palavra que se origina da própria raiz do verbo violar, então a violência
pode ser entendida como a violação da natureza do objeto da ação. Em seguida, pode-se inferir
que a violência social atual advém da violação da própria natureza das relações sociais
(Mendes de Oxilia Dá valos, 2011).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundo orientação da APA (2001/2005, pp. 214-215)
1.7.2 – Referência parcial incluída como parte da sentença (direta)
Muitas vezes, o texto é construído incluindo nele a referência direta (ainda que
parcial) do autor consultado; neste caso, como pode ser visto na Tabela 2, esse tipo de
indicação (dos dados já incorporados ao texto) deve ser escrita sem parênteses, mas deve
ser complementada pelos outros dados omitidos escritos entre parênteses, imediatamente
após a sua referência (Manual... da APA, 2001/2005, pp. 214-215).
Tabela 2 – Exemplo de referência parcial incluída na sentença (direta)
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011), se violência é uma palavra que se origina da
própria raiz do verbo violar, então a violência pode ser entendida como a violação da
natureza do objeto da ação. Pode-se então inferir que a presente violação socialsurge da
violação da própria natureza das relações sociais.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundo orientação da APA (2001/2005, pp. 214-215)
1.7.3 – Referência parcial do autor consultado oude outro autor
Não é incomum que o texto de um autor seja acessado por meio de sua referência
no texto de outro autor (que então seria considerado uma fonte secundária); Neste caso
(e mais uma vez pelo respeito pela verdade e para evitar o plágio), ambos os autores, ou
seja, tanto a fonte primária a ser referenciada quanto a fonte secundária, através da qual
a escola primária foi acessada, devem ser indicados, de acordo com cada um dos casos
descritos acima (referência indireta ou direta), com o uso de expressões como "através",
"citado (a) por" ou mesmo pela palavra latina "umpud" (de uso tão extenso que o Manual
... da APA não orienta nem mesmo a escrevê-lo em itálico, pois seria apropriado por ser
uma palavra estrangeira). A Tabela 3 ilustra o primeiro desses casos.
Tabela 3 – Exemplo de referência parcial indireta de autor consultado em outro
autor
Breve Manual de Redação Científica… 12
Uma vez que a origem da palavra violência é considerada como tendo a mesma raiz que
o verbo violar, ela pode ser entendida, consequentemente, como a violação da natureza do
objeto da ação e, por inferência, compreender a violência social presente como
decorrente da violação da natureza das relações sociais (Mendes de Oxilia Dávalos,
2011, citado por Reginato Gama de Carvalho, 2012).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Note-se que, neste caso, o texto original apresentado nos exemplos anteriores não
foi mantido, mas parafraseado, para exemplificar novamente este tipo de caso (de
paráfrase).
Note-se também que a expressão copiada exatamente como estava no original foi
escrita em itálico neste trecho do texto, para indicar ao leitor que essa expressão é do
autor original e não daquele que elaborou aquele fragmento com base em sua ideia. Por
fim, note que o ponto final da sentença está localizado após o parêntese que indica a
origem da ideia apresentada, uma vez que essa indicação faz parte (explicativa) da
sentença construída.
No caso de uma referência direta (parcial), como a ilustrada na Tabela 4, utiliza-se
a mesma lógica mostrada na Tabela 2, mas novamente com um texto parafraseado (pelo
mesmo motivo já descrito acima).
1.7.4 – Referência parcial repetida e consecutiva do autor, da obra e da(s)
página(s) consultada(s)
Na construção de um texto original, não é incomum que ele se refira várias vezes a
um autor e seu próprio trabalho, especialmente em textos acadêmicos que tendem a ter
maior extensão (como dissertações e teses); neste caso, embora o Manual... da APA não a
orientam diretamente, são utilizadas de forma significativamente ampliada no ambiente
acadêmico, para evitar a repetição de informações, palavras e frases latinas como "idem",
"ibidem", "op.cit". (e outros que serão mencionados), use esse qu e justifiquesua inclusão
neste Breve Manual.
Tabela 4 – Exemplo de referência parcial direta de autor consultado em
outro autor
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011, apud Reginato Gama de Carvalho, 2012),
considerando a origem da palavra violência como a mesma raiz do verbo violar, ela pode ser
entendida, como consequência, como a violação da natureza do objeto da ação e, por
inferência, compreender a violência social presente como decorrente da violação da natureza
das relações sociais.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Assim, quando uma referência interna de um autor e de sua obra é imediatamente
seguida por outra referência interna idêntica, ou seja, do mesmo autor, na mesma obra e
na(s) mesma(s) página(s) consultada(s), pode-se utilizar a expressão latina "idem" (que
Breve Manual de Redação Científica… 13
significa "igual", "o mesmo"), conforme ilustrado na Tabela 5, como como evitar a
repetiçãodos dados de referência (diretos ou indiretos).
Tabela n° 5 – Exemplos do uso de "idem" em referências parciais repetidas e
consecutivas de autor, mesma obra e página(s) consultada(s)
REFERÊNCIA INDIRETA
Se violência é uma palavra que se origina da própria raiz do verbo violar, então a
violência pode ser entendida como a violação da natureza do objeto da ação. Em seguida,
pode-se inferir que a violência social atual advém da violação da própria natureza das
relações sociais (Mendes de Oxilia Dávalos, 2011). Portanto, a verdadeira solução da
violência social, mais do que medidas punitivas, estaria baseada no trabalho de
reeducação social, com foco na ampliação da autoconsciência e no vínculo necessário
com os outros (idem).
REFERÊNCIA DIRETA
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011), se violência é uma palavra que se origina da
própria raiz do verbo violar, então a violência pode ser entendida como a violação da
natureza do objeto da ação. Pode-se então inferir que a presente violação social surge da
violação da própria natureza das relações sociais.
Portanto, esse autor (idem) sugere que a verdadeira solução da violência social,
mais do que medidas punitivas, seria baseada no trabalho de reeducação social, com foco
na ampliação da autoconsciência (da verdadeira natureza do eu) e sua necessária
vinculação com a natureza dooutro.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Esta expressão também pode ser usada em sua forma abreviada, como pode ser visto
na Tabela n° 6, indicada por "id.", após uma apresentação inicial em profundidade.
Tabela n° 6 – Exemplo do uso de "id." em referência parcial direta, repetida e
consecutiva de autor, mesma obra e página(s) consultada(s)
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011), se violência é uma palavra que se origina da
própria raiz do verbo violar, então a violência pode ser entendida como a violação da
natureza do objeto da ação. Pode-se, então, inferir que a violência social atual advém da
violação da própria natureza das relações sociais.
Portanto, a verdadeira solução da violência social,mais do que medidas punitivas,
seria baseada no trabalho de reeducação social, com foco na expansão da autoconsciência
(da verdadeira natureza do eu) e sua necessária ligação com a natureza dos outros
(idem).
Assim, esse trabalho educativo permitiria o resgate das condições reais que favorecem
a convivência humana mais harmoniosa e certamente reduziria toda a violência social
(id.).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Breve Manual de Redação Científica… 14
O mesmo vale para uma referência indireta. Mas é importante reiterar que o uso
dessa palavra latina, seja em extenso ou em sua forma abreviada, só é autorizado no caso
de referências consecutivas, nas quais os dados são todosidênticos em ambas as
referências.
1.7.5 – Referência parcial repetida e consecutiva do autor, mesma obra, mas
consultada em página(s) diferente(s)
Quando uma referência interna de um autor e sua obra é imediatamente seguida
por outra referência interna idêntica, isto é, do mesmo autor, na mesma obra, mas na qual
o texto construído se refere a página(s) diferente(s) daquelas indicadas pela referência
anterior, a expressão latina "ibidem" pode ser usada. , mesmo que não se trate de uma
citação literal, novamente como forma de evitar a repetição dos dados de referência
(direta ou indireta), neste caso necessariamente seguida (sempre), como ilustrado na
Tabela 7, da referência à(s) página(s) correspondente(s) aesta nova paráfrase.
Tabela n° 7 – Exemplo do uso de "ibidem" em referência parcial indireta,
repetida e consecutiva de autor, mesma obra, mas
consultada em página(s) diferente(s)
REFERÊNCIA INDIRETA
Se violência é uma palavra que se origina da própria raiz do verbo violar, então a
violência pode ser entendida como a violaçãoda natureza do objeto da ação. Em seguida,
pode-se inferir que a violência social atual advém da violação da própria natureza das
relações sociais (Mendes de Oxilia Dávalos, 2011, p. 37).
Portanto, averdadeira solução da violência social, mais do que medidas punitivas,
estaria baseada no trabalho de reeducação social, com foco na ampliação da
autoconsciência e no vínculo necessário com os outros (ibid., p. 52).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
A Tabela 8 apresenta um exemplo do uso de "ibidem" em uma referência direta,
repetida e consecutiva a um autor, mesma obra, mas consultada em páginas diferentes.
Tabela 8 – Exemplo do uso de "ibid." na referência parcial direta, repetida
e consecutiva do autor, mesma obra, mas consultada em
página(s) diferente(s)
REFERÊNCIA DIRETA
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011, p. 37), se violência é uma palavra que se origina
da própria raiz do verbo violar, então a violência pode ser entendida como a violação da
naturezado objeto da ação. Em seguida, pode-se inferir que a violência social atual vem da
violação da natureza das relações sociais.
Portanto, Mendes de Oxilia Dávalos (ibid., p. 52) sugere que a verdadeira solução da
violência social, mais do que medidas punitivas, estaria baseada no trabalho de reeducação
Breve Manual de Redação Científica… 15
social, com foco na expansão da autoconsciência (da verdadeira natureza do eu) e sua
necessária ligação com a natureza dos outros.
Preparado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Novamente, como ilustrado na Tabela 9, a forma abreviada de "ibid.", que é "ibid.",
pode ser usada depois que essa expressão tiver sido apresentada longamente na primeira
vez que for usada. E, mutatis mutandi, o mesmo vale para a referência indireta.
Tabela n° 9 – Exemplo do uso de "ib." em referência parcial direta, autor
repetido e consecutivo, mesmo trabalho mas consultado em
página(s) diferente(s)
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011, p. 37), se violência é uma palavra que se origina
da própria raiz do verbo violar, então a violência pode ser entendida como a violação da
natureza do objeto de ação. Em seguida, pode-se inferir que a violência social atual vem da
violação da natureza das relações sociais.
Portanto, a verdadeira solução da violência social, mais do que medidas punitivas, estaria
baseada no trabalho de reeducação social, com foco na ampliação da autoconsciência (da
verdadeira natureza do eu) e sua necessária ligação com a natureza dos outros (ibid., p. 52).
Assim, tal trabalho educativo permitiria o resgate dascondições reais que favorecem uma
convivência humana mais harmoniosa e certamente reduziria toda a violência social (ibid.,
p. 55).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Mas, mais uma vez, reitera-se que o uso dessas palavras latinas só é autorizado no
caso de referências consecutivas, em que os dados são todos idênticos em ambas as
referências (caso do uso de "idem") ou apenas o número da página é alterado (caso do uso
de "ibid")).
1.7.6 – Referência parcial repetida e não consecutiva do autor e da obra
Consultado
Com o mesmo objetivo de evitar repetir a referência de um autor e obra já
mencionados, e como ilustrado na Tabela nº 10, a expressão latina "op.cit". (forma
abreviada de opus citatum, ou seja, "obra já citada") em menções posteriores, também
em substituição ao ano já submetido da obra, no caso de menções não consecutivas,
desde que seja a única obra do referido autor utilizada na obra em questão: quando se
trata de Autor com mais de uma obra citada, é sempre necessário mencionar o ano
correspondente, para que possa ser indicado com precisão a qual de suas obras ele está se
referindo.
Tabela n° 10 – Exemplos do uso de "op.cit." em referências parciais repetidas e
não consecutivas de autor e obra consultada
Breve Manual de Redação Científica… 16
REFERÊNCIA INDIRETASe violência é uma palavra que se origina da própria raiz do verbo violar, então a
violência pode ser entendida como a violação da natureza do objeto de ação (Mendes de
Oxilia Dávalos, 2011). Reginato Gama de Carvalho (2012), Fracchia (2012) e Duarte
Brizuela (2012) concordam com essa afirmação, de modo que a inferência do autor de
que a violência social atual advém da violação da própria natureza das relações sociais
não é infundada (Mendes de Oxilia Dávalos, op.cit.).
REFERÊNCIA DIRETA
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011), se violência é uma palavra que se origina da
mesma raiz do verbo violar, então a violência pode ser entendida como a violação da
natureza do objeto da ação). Reginato Gama de Carvalho (2012), Fracchia (2012) e
Duarte Brizuela (2012) concordam com essa afirmação, de modo que a inferência de
Mendes a partir de Oxilia Dávalos (op.cit.) que a presente violência social surge da
volação da própria natureza das relações sociais, não é infundada.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Note-se que, entre as referências ao autor Mendes de Oxilia Dávalos, há referências
a outros autores (Reginato Gama de Carvalho, Fracchia e Duarte Brizuela), o que impede
o uso de idem ou ibidem para a nova referência ao primeiro autor. Note que esta frase
latina sempre acompanha a menção de um autor. Não se pode escrever um texto que
simplesmente o inclua entre parênteses, sem ser acompanhado do sobrenome de algum
autor, uma vez que estaria apenas informando "obra já citada", mas sem especificar a
qual, das muitas que geralmente estão presentes em um texto acadêmico-científico, ela
se refere.
Como é sempre reiterado: precisamente a característica desejável de um texto desta
natureza é uma expressão lógica, objectiva, clara e inequívoca das ideias apresentadas.
Isso implica o uso adequado de todas essas palavras e frases latinas . Se o escritor não se
sentir confiante sobre o seu uso, ele deve simplesmente seguir as orientações já fornecidas
sobre referências diretas ou indiretas.
1.7.7 – Referência parcial de várias obras do mesmo autor
Quando diferentes obras do mesmo autor são mencionadas, como ilustrado na Tabela
n° 11, as referências ao ano de publicação de cada uma delas devem ser ordenadas em ordem
crescente (Manual ... da APA, 2001/2005, p. 218).
Tabela 11 – Exemplo de referência parcial de várias obras do
mesmo autor
A ciência é uma forma de pensar e agir no mundo, por meio da investigação de suas leis
e processos que permite o acúmulo do conhecimento humano (Bunge, 1986,
1989, 2003).
Breve Manual de Redação Científica… 17
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com a orientação da APA (2001/2005, p. 218)
1.7.8 – Referência parcial de um autor e de várias obras
Se forem utilizadas diferentes obras de um autor que foram publicadas no mesmo ano,
elas devem ser diferenciadas com o uso de letras minúsculas, ordenadas de "a" a "z" e
adicionadas imediatamente após o ano em questão, como mostra a Tabela n° 12,tanto em
referências diretas como indiretas do autor. Naturalmente, na Lista de Referência final, eles
serão indicados da mesma forma (Manual... da APA, 2001/2005, p. 218).
Tabela 12 – Exemplo de referência parcial de um autor com vários oumais anos
publicados no mesmo ano
É necessário que a educação sirva, antes de tudo, para formar cidadãos úteis à sociedade
(Freire, 1974a).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundo orientação da APA (2001/2005, p. 218)
1.7.9 – Referência parcial de vários autores da mesma obra
Atualmente, é cada vez mais comum encontrar obras de autoria coletiva, sem
responsabilidade intelectual diferenciada atribuída a algumas delas (como diretor, editor,
coordenador e outros). Para a referência deste tipo de material, conforme ilustrado na Tabela
n° 13, a orientação do Manual ... da APA (2001/2005, p. 215) é referenciar todos os
sobrenomes (de até cinco autores), na primeira vez que são mencionados e somente em
quaisquer referências subsequentes, apenas o primeiro autor mencionado na obra é
referenciado, seguido da expressão latina "et al". (Qu e é a forma abreviada de "e t lá", que
significa "e outros" e porque é abreviado deve ser escrito com o ponto após "al")).
Quando um artigo tiver seis ou mais autores, cite apenas o sobrenome do
primeiro autor, seguido de et al. (grifo nosso) s e com um ponto após "a l") e o ano
para a primeira consulta e também para as subsequentes. (... )
Se duas referências com seis ou mais autores, quando reduzidas, adquirirem a
mesma forma, cite os sobrenomes dos primeiros autores e quantos dos subsequentes
forem necessários para distinguir as duas referências, seguidas de et al.
(Manual... da APA, 2001/2005, pp. 215-216)
Tabela 13 – Exemplos de referências parciais de vários autores de uma mesma
obra
Breve Manual de Redação Científica… 18
1ª REFERÊNCIA INTERNA
Hernández Sampieri, Fernández Collado e Baptista Lucio (2010) enfatizam a
importância de trabalhar em consonância com o rigor científico.
REFERÊNCIA(S) INTERNA(S) SUBSEQUENTE(S)
Além disso, Hernández Sampieri et al. (2010) destacam o valor degarantir esse princípio
no caso do ensino.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com a orientação da APA (2001/2005, pp. 215-
216)
1.7.10 – Referência parcial de vários autores e diferentes obras
Muitas vezes, a construção de partes do texto é baseada em mais de um autor, cada
um com sua obra, que coincidem na ideia que está sendo apresentada. Neste caso, o
apelido de todos eles, cada um seguido do ano das respectivas obras, tal como ilustrado
noquadro n.o 14, deve ser indicado na referência interna correspondente (directa ou
indirecta).
Tabela 14 – Exemplos de referências parciais de vários autores e
diferentes obras
REFERÊNCIA DIRETA
Bunge (1989), Ander-Egg (2003) e Hernández Sampieri, Fernández Collado & Baptista
Lucio (2010) concordam em enfatizar a importância de se trabalhar alinhado com o rigor
científico.
REFERÊNCIA INDIRETA
Muitos autores (Bunge, 1989; Ander-Egg, 2003 e Hernández Sampieri, Fernández
Collado & Baptista Lucio, 2010) concordam em enfatizar a importância de trabalhar
alinhado com o rigor científico.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com a orientação da APA (2001/2005)
1.7.11 – Referência parcial de diferentes autores com o mesmo sobrenome
Se você consultou diferentes autores com o mesmo sobrenome, você deve indicar,
além do sobrenome, a letra inicial do nome (letra maiúscula) seguida de um período,
independentemente de os anos de cada trabalho serem diferentes (Manual ... do APA,
2011/2005, p. 218).
Breve Manual de Redação Científica… 19
1.7.12 – Referência parcial de obras sem autoria indicada
A APA (2001/2005, p. 217) orienta a fazer a referência de obras ou materiais que
não tenham autoria conhecida a partir das duas ou três primeiras palavras do título lo (em
itálico se for uma obra completa), seguida do ano de publicação. A mesma orientação se
aplica a casos de materiais legais, como decisões judiciais, decretos ou legislação.
Quando se trata de um capítulo ou artigo sem autoria, que é incorporado em algum
outro trabalho, aspas duplas devem ser usadas na referência do título, conforme indicado
pelo Manual ... da APA (2001/2005, pp. 217-218).
Quando aparece com a referência clara de "Anônimo", como ilustrado no Código nº
15, é considerado como um sobrenome e, portanto, referido (e alfabetizado no final):
como Anônimo.
Tabela n° 15 – Exemplo de referência parcial de obra sem autoria indicada
Em Ecce Nomen Domini (Anônimo, 1256), é feito o anúncio do nascimento do Rei nascido
da Virgem Maria.
Elaboradopor Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundo orientação da APA (2001/2005, p. 218)
1.7.13 – Referência parcial de obras traduzidas ou republicadas
É muitofrequente, especialmente na América Latina (onde a produção científica é
uma das menores do mundo e sua difusão ainda é muito incipiente), que sejam utilizadas
obras e materiais originalmente produzidos em outras línguas e finalmente traduzidos para
o vernáculo (língua nacional). Nestes casos, deve ser incluído o primeiro ano da publicação
original, seguido de uma barra (ou diagonal) e o ano da obra traduzida que foi consultada
(Manual ... da APA, 2001/2005, p. 252).
Um exemplo desse tipo de referência é justamente a que foi utilizada para referenciar
o Manual de Estilo de Publicações da Associação Americana de Psicologia (2001/2005),
que fundamenta este Breve Manual.
1.7.14 – Referência parcial de obra com autor corporativo
Nos casos em que a autoria de uma obra não é personalizada, mas atribuída a uma
corporação, sua referência é feita, como mostra a Tabela n° 16, com a menção da mesma
na íntegra, na primeira vez, seguida da sigla correspondente entre parênteses ou parênteses,
dependendo do tipo de referência, seguido do ano de publicação entre parênteses;
referências subsequentes já usam diretamente a sigla correspondentee seguidas pelo ano de
publicação (Manual ... da APA, 2001/2005, pp. 216-217).
Tabela n° 16 – Exemplo de referência parcial de obra com autoria corporativa
PRIMEIRA REFERÊNCIA
A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2008) incentivou os países membros a
promoverem campanhas educativas relacionadas à doença.
Breve Manual de Redação Científica… 20
REFERÊNCIA(S) SUBSEQUENTE(s)
A OMS (2008) também incentivou os países membros a assumirem sua responsabilidade
institucional por essas campanhas educativas.
Elaborado por Tania Men des deOxilia Dávalos, de acordo com a orientação da APA (2001/2005, pp.
216-217)
1.7.15 – Referência parcial de obras com dados incompletos
Cada vez mais, as obras contemporâneas geralmente cumprem as informações
completas em sua publicação, embora algumas, eventualmente, omitam alguns dados. Neste
caso, quando a obra consultada omite a informação relativa à data da sua publicação, é
informada por escrito, em substituição do ano, a expressão "s.d." (abreviatura de "sin
fecha", Manual ... da APA, 2001/2005, p. 225, 231-232).
É claro que todas essas orientações mencionadas e exemplificadas nesta seção não
abrangem todos os casos ensinados no Manual da APA (2001/2005), que oferece uma
gama muito mais completa de opções. Portanto, se o caso que se procura acessarnão for
encontrado neste Breve Manual, provavelmente será encontrado no Manual da APA, ao
qual o leitor se refere.
1.8 – Como Fazer e Referenciar Citações Literais de Fontes Consultadas
Em muitas ocasiões, durante a construção de umtexto original, considera-se
importante eventualmente mencionar as ideias de um autor – ou as suas próprias, que já
foram publicadas anteriormente – em suas próprias palavras, ipsis litteris, ou seja, como
esse autor é exigido. Ele pressionou, a fim de demonstrar que seu pensamento não está
sendo distorcido e/ou porque se considera que sua redação é a melhor.
Então, e como na referência parafraseada, é necessário – mais uma vez por respeito
à verdade, já que é diretamente o título de outro, e como forma de evitar o plágio –
mencionar os mesmos dados mínimos (sobrenome e ano); mas, na citação textual, direta
ou indireta, o número da(s) página(s) ou o número do parágrafo em que o fragm
deve necessariamente ser adicionado. ento copiado está na obra consultada. Isso é
especificado no Manual... da APA (2001/2005):
Para uma citação direta no texto, as informações fornecidas variarão dependendo
se sua fonte estava em formato impresso ou eletrônico. Ao citar fontes impressas,
especifique o autor, o ano e o número da página entre parênteses.
Muitas fontes eletrônicas não fornecem números de página (a menos que sejam
reproduções de material impresso em formato PDF). Se os números de parágrafo
estiverem visíveis,use-os em vez de números de página. Use o símbolo ¶ ou a
abreviatura para.
Como disse Myers (2000, ¶5)... (pág. 136)
Breve Manual de Redação Científica… 21
Vale ressaltar que a forma abreviada da palavra "página a", em um trabalho
acadêmico-científico, é representada por "p." (minúscula "p" seguida de um ponto – sem
aspas) e não por "página" (que é usada no meio jornalístico comum, não científico); e
seu plural (ou seja, "páginas") é representado em espanhol por "p p". (dois "p"
minúsculos seguidos de um ponto e não "p.p.", o que é incorreto, além de escrevê-los em
maiúsculas). As citações apresentadasao longo deste Breve Manual são exemplos.
Além disso, o Manual... da APA (2001/2005) também recomenda: "Material
diretamente citado do trabalho de outro autor ou do próprio trabalho publicado
anteriormente, material duplicado de um reagente de teste e instruções literais dadas aos
participantes devem ser reproduzidas palavra por palavra". (p. 133) Em outras palavras:
nos casos mencionados, é preferível usar a citação textual em vez da parafraseada, como
forma de arantizar a exatidão das informações relevantes fornecidas. Além disso, eles
devem ser uma reprodução exata e fiel do texto original, incluindo seus mesmos erros ou
citações dentro da citação transcrita.
Mas, para essa elaboração das citações textuais existem alguns casos específicos
também já padronizados, como o local da citação, omissão, inclusão ou ênfase nas citações,
que são detalhados e exemplificados a seguir, para melhor compreensão.
1.8.1 – A localização das citações no texto que está sendo construído
Embora a forma de referenciar citações textuais seja a mesma explicada para citações
parafraseadas, elas estão localizadas de forma diferente no corpo da obra, dependendo do
tamanho do texto copiado: quando o fragmento não é maior quetrês linhas, ou tem até cerca
de 40 palavras, de acordo com o Manual ... da APA (2001/2005, p. 133), é incorporada
diretamente ao texto, entre aspas, sempre com o número da(s) página(s) indicada(s) entre
parênteses, logo em seguida, enquanto a referência aos demais dados mínimos (sobrenome
e ano) é feita da mesma forma que foi ensinada para referências internas, dependendo se
são referências diretas ou indiretas.
Qualquer citação superior a três linhas (ou 40 palavras) deve ser escrita num parágrafo
separado, sem aspas, com uma margem esquerda diferenciada e correspondente ao recuo
do parágrafo normal do texto, também com o número da(s) página(s) indicada(s) entre
parênteses imediatamente a seguir, enquanto a referência dos outros dados mínimos
(apelido e ano) é feita de acordo com a taxa de referência interna (directa ou indirecta).
Ao longo deste Breve Manual, todas as citações apresentadas respeitaram essa
orientação e ilustram essa orientação.
1.8.2 – Indicação de omissão do texto original na citação textual
É sempre relevante enfatizar o grau de respeito pelo trabalho dos outros que é
característico da escrita científica ou erudita, a ponto de que qualquer parte que seja
adulterada notítulo original deve ser igualmente indicada, através do uso de reticências
(quando algo é ignorado), o uso de colchetes (para incluir algo que não pertence
originalmente ao texto) e itálico ou negrito (quando você quiser enfatizar algum aspecto).
Breve Manual de Redação Científica… 22
Em casos de omissão de qualquer parte do texto original citado textualmente, a
orientação do Manual ... da APA (2001/2005) é o uso de reticências sempre que tal omissão
ocorra dentro de uma frase, restringindo seu uso para o caso de omissão no início ou no
final: "Não use elipses no início ou no final de qualquercitação, a menos que, a fim de
evitar interpretações errôneas, Você precisa enfatizar que a nomeação começa ou termina
no meio da oração. (pág. 135)
Há também uma discussão sobre a localização (ou não) desses pontos deelipse entre
parênteses, em textos em espanhol, uma vez que somente em inglês (idioma em que o
Manual da APA é originalmente escrito) essa omissão é indicada através do uso de quatro
pontos. "O primeiro ponto indica o final da primeira frasee, em seguida, os três pontos de
suspensão são anotados." (Manual... da APA, 2001/2005, p. 135).
Para os fins deste Breve Manual, o uso de reticências sempre foi assumido entre
parênteses, seja no início, no meio ou no final da frase, como forma de evitar a
ambiguidade de interpretação do texto citado, o que geralmente ocorre quando usado sem
parênteses (esses pontos pertencem ou não ao original?). Este pressuposto baseia-se na
mesma orientação do Manual... da APA, que tudo o que contribua para a precisão do
texto e melhore a sua inteligibilidade é desejável e permitido.
Além disso, considerando que, no caso de trabalhos acadêmico-científicos, os
textos construídos são geralmentemuito mais longos do que os artigos de publicação do
que aquele Manual da tutela da APA, considerou-se mais prudente padronizar o uso de
elipses para indicar qualquer omissão feita no texto original.
Assim, quando o início do fragmento original que você deseja apresentar não é de
interesse para a obra em questão, ele pode ser omitido, desde que ignorá-lo não altere o
significado da ideia do autor. Observe o exemplo apresentado na Tabela 17, comparando-
o com oeixo mplo apresentado na Tabela 9.
Tabela 17 – Exemplo de omissão da parte inicial do texto original
(...) a verdadeira solução da violência social, mais do que medidas punitivas, estaria
baseada em trabalhos de reeducação social, com foco na ampliação da autoconsciência
(da verdadeira natureza do eu) e sua necessária vinculação com a natureza dos outros
(Mendes de Oxilia Dávalos, 2011, p. 42).
Assim, tal trabalho educativo permitiria o resgate das condições reais que favorecem
uma convivência humana mais harmoniosa e certamente reduziria toda a violência social (ibid.,
p. 55).
Adaptado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, dadireção da APA (2001/2005, p. 135)
Note-se que a citação apresentada no primeiro parágrafo omitiu o início da frase da
Tabela 9 – "Portanto" – sem que essa omissão comprometa o sentido da ideia apresentada.
Esse é o cuidado básico: não adulterar o sentido da ideia original com a omissão feita,
para não enviesar o texto dos outros.
Já na Tabela n° 18, as reticências são encontradas entre parênteses no meio do
fragmento original que é citado.
Breve Manual de Redação Científica… 23
Tabela 18 – Exemplo de omissão de parte intermediária do texto original
Portanto, a verdadeira solução da violência social (...) Seria baseado no trabalho de
reeducação social, com foco na expansão da autoconsciência ( da verdadeira natureza
do eu) e sua necessária ligação com a natureza dos outros.
(Mendes de Oxilia Dávalos, 2011. p. 52)
Assim, tal trabalho educativo não punitivo permitiria o resgate das condições reais que
favorecem uma convivência humana mais harmoniosa e certamente reduziria toda a
violência social (ibid., p. 55).
Adaptado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, da orientação APA (2001/2005, p. 135)
Isso indica que houve uma omissão por parte do texto original que se encontrava
naquele local, pois não era de interesse da obra em questão e sua omissãonão alterou o
sentido original. Se o texto apresentado na Tabela nº 18 for comparado com o texto da
Tabela nº 17, percebe-se que a parte suprimida é parafraseada ao final do segundo
parágrafo, como um cuidado para não distorcer a ideia original .
Nos casos em que se considera que a parte final de um fragmento de texto consultado
não é de interesse fundamental para o trabalho em preparação, também pode ser ignorada,
como ilustrado no quadro n.o 19, embora com aobrigação moral de indicar essa omissão
através da utilização das reticências escritas entre parênteses e situadas no final do mesmo,
exatamente onde essa omissão começou.
Tabela 19 – Exemplo de omissão de parte final do texto original
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011), a palavra violência origina-se da própria raiz do
verbo violar, razão pela qual a violência pode ser entendida como a violação da natureza do
objeto da ação. Em seguida, esse autor infere que a violência social atual advém da violação
da natureza das relações sociais. "Portanto, a solução real para a violência social, mais do
que medidas punitivas, seria baseada no trabalho de reeducação social (... )" (ibidem, p. 1).
42).
1
Adaptado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, da orientação APA (2001/2005)
1.8.3 – Indicação de inclusão de texto estrangeiro na citação textual
O Manual da APA (2001/2005) orienta claramente como se referir à inclusão de texto
estrangeiro na citação textual: "Use colchetes, não parênteses, para incluir material
(adicional ou explicações) inserido em uma citação por uma pessoa que não seja seu autor
original (... )" (p. 136). A citação apresentadana Tabela nº 20 exemplifica este caso.
Tabela n° 20 – Exemplo de inclusão de texto estrangeiro na citação textual
É preciso, portanto, inovar sua atuação e sua dinâmica [da escola], ressignificar as ações
de seus profissionais, para que possam verdadeiramente educar seus alunos, não para o
Breve Manual de Redação Científica… 24
acúmulo de conhecimento, mas para a construção de novas verdades, para o exercício da
imaginação criativa, da intuição inovadora, para a formação de novas competências e atitudes.
(Oliveira de A. Vianna, 2001, p. 278, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundo orientação da APA (2001/2005, p. 136)
1.8.4 – Indicação de inclusão de ênfase na citação textual
Quando você quiser destacar ou enfatizar algum aspecto da citação original, você
pode fazê-lo, novamente com a condição de que o leitor seja informado do fato. A indicação
do Manual... da APA (2001/2005) a esse respeito menciona apenas o uso de itálico (p.
136); no entanto, o uso de negrito ainda é difundido no campo acadêmico, razão pela qual
foi incluído nesta seção. É importante notar que, em qualquer um desses dois formatos, as
informações correspondentes à alteração do material original são incluídas (entre
colchetes), ou seja: [itálico (ou negrito) adicionado]. A citação de Piera Valdéz (2005), entre
outras apresentadas neste Breve Manual (p.6), serve de exemplo da orientação.
Por fim, deve-se notar, como fica claro nos exemplos dados, que as diretrizes
sobrereferências internas (indiretas ou diretas) e aquelas sobre o uso de elipses ou colchetes
são combinadas, de modo que as orientações de uma não invalidam as das outras.
1.8.5 – Respeito pelos mesmos erros do texto consultado e publicado
Na escrita verdadeiramente científica, verifica-se que o respeito pelo trabalho
alheio é tão absoluto, que é até necessário manter o possível erro (por exemplo, digitação
ou concordância, entre outros) contido no texto original. O Manual da APA (2001/2005)
menciona essa questão em sua seção 3.35, intitulada, muito apropriadamente, Fidelidade:
"As citações textuais devem ser fiéis. (...) A citação deve seguir as palavras, a ortografia
e a pontuação dentro da fonte original, mesmo que esteja incorreta." (pág. 134)
No entanto, sempre que esse erro possa confundir o leitor, ele deve ser indicado no
texto que está sendo construído, inserindo, imediatamente após o erro que é destacado,
como ilustrado na Tabela n° 21, da palavra latina "sic", que significa "para si mesmo"
(isto é, "ele mesmo estava no original"), Escritoem itálico e entre colchetes(idem).
Tabela 21 – Exemplo de referência parcial com menção de
erro do texto original
Para Mendes de Oxilia Dávalos (2011), se violência é uma palavra que se origina da
própria raiz do verbo violar, então a violência pode ser entendida como a violação da
natureza do objeto da ação. Pode-se, então, inferir que a violência social atual advém da
violação da própria natureza das relações sociais.
Portanto, a verdadeira solução da violência social, mais do que medidas punitivas
[sic], seria baseada no trabalho de reeducação social, com foco na expansão da
autoconsciência (da verdadeira natureza do eu) e sua necessária ligação com a
natureza dos outros (ibidem).
Assim, esse trabalho educativo permitiria o resgate das condições reais que favorecem
a convivência humana mais harmoniosa e certamente reduziria toda a violência social (ibid., p.
55).
Breve Manual de Redação Científica… 25
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundo orientação da APA (2001/2005, p. 134)
Dessa forma, o autor do texto atual, que estásendo construído, esclarece ao seu
leitor que o erro existente na citação não lhe é devido, mas também se encontra no original
consultado; e demonstra, com isso, sua atitude absolutamente respeitosa em relação à
autoria alheia, mesmo no que diz respeito aos próprios erros de publicação, como convém
a um verdadeiro cientista. Corrigi-lo é, mais uma vez, demonstrar sua arrogância e
desrespeito pelo trabalho do outro, o que também caracteriza plágio.
Então, e como se pode ver emtodos os casos ensinados, o respeito à autoria do texto
consultado, aplicado até mesmo em relação aos eventuais erros encontrados nos textos
citados, é um dos aspectos que fazem o verdadeiro cientista e o diferenciam do simples
ladrão de ideias.
Assim, fica claro como o plágio e a omissão de referências aos autores consultados
revelam o total desconhecimento da(s) pessoa(s) que o pratica(m), sobre os mesmos
princípios que norteiam o quehacer científico; e o caracterizam como carente de atitude
científica e valores éticos. E seu trabalho, portanto, carece totalmente de validade
científica.
1.9 – Resumo da Secção 1
Todas as seções desenvolvidas nesta Seção nos permitem verificar que a escrita
científica é um tipo técnico de comunicação, que dispensa o uso de agregados
desnecessários, particularmente juízos morais ou de valor, para ser a descrição mais precisa
e sintética, em todos os seus aspectos, da realidade estudada.
Esse tipo de comunicação técnica já possui regras claramente estabelecidas para a
maioria dos casos possíveis, em que prevalece o mais absoluto respeito pela verdade e,
como consequência, pela autoria das obras que fundamentam e justificam o texto que se
constrói, conferindo sua cientificidade.
Além disso, para construir a fluência necessária na exposição das ideias do texto, o
uso adequado de sinais de pontuação desempenha um papel decisivo, que o escritor
científico deve dominar cada vez mais.
Mas, vale lembrar também o alerta encontrado no Manual da APA (2001/2005), para
alcançar essa precisão do texto construído, sem perder a inteligibilidade e o interesse do
leitor por ele:
... Escrever apenas com frases curtas e simples (com um sujeito e seu predicado)
produz uma prosa cortante e chata" (...) Escrever exclusivamente em frases longas e
complexas (compostas por várias frases) traz dificuldades, às vezes resultando em um
texto ininteligível. Variar o comprimento da frase ajuda a mantera compreensão e o
interesse do leitor. (pág. 33)
Por fim, e talvez o mais importante, foi possível verificar que a produção científica
implica sempre não só a elaboração de algum estudo ou investigação, mas também a sua
divulgação à comunidade científica: "... Pode-se dizer que os cientistas precisam escrever
Breve Manual de Redação Científica… 26
para transmitir o resultado de suas atividades, suas pesquisas, seus conhecimentos."
(Medeiros, 1999, p. 184)
E essa escrita científica possui aspectos formais e estruturais que se aplicam, em geral,
a todos os tipos de trabalhos acadêmico-científicos, que variam apenas no nível de
aprofundamento com que abordam seu objeto de estudo, como pode ser visto nas Seções a
seguir.
O que é necessário é que cada um se multiplique
por si mesmo (Pessoa, 2003/2005, p. 23)
Para Medeiros (1999), é considerada como uma publicação científica, além de
livros especializados, "(...) o artigo científico, a comunicação científica, o ensaio, o
relatório [ou relatório], o artigo, a revisão crítica e as dissertações científicas
(monografias, dissertações, teses)." (pág. 184)
Portanto, percebe-se que existem diferentes tipos de trabalhos que compõem a
produção científica, bem como diferentes formas de classificá-los. Com isso, não raro
os nomes atribuídos a essas obras são embaralhados ou utilizados indiscriminadamente
designações atribuídas por sua estrutura com designações atribuídas por sua natureza,
sendo cada vez mais comum a confusão com elas relacionadas. Por isso, não é demais
apresentar, discriminadamente, os tipos mais comuns de trabalhos acadêmico-
científicos, classificando-os pelo tipo de manuscrito elaborado, em termos de amplitude
e abrangência, bem como pela natureza do trabalho.
Como o Manual da APA (2001/2005) refere-se apenas a diretrizes para a
publicação de um dos possíveis tipos de trabalhos acadêmico-científicos (o artigo
científico), autores renomados relacionados à escrita científica dos mesmos foram
utilizados como fontes de consulta, como Sierra Bra vo (2001), Medeiros (1999),
Robert Day (19Santos (2003), Oliveira e Espindola (2003), entre outros.
Mas, em todos os casos e como já mencionado (p. 1), não se pode aceitar como
produção científica aquele trabalho que não foi escrito e divulgado entreseus pares.
2.1 – Classificação pela Natureza do Manuscrito
Existem dois tipos básicos de artigos científicos que podem ser classificados pela
natureza de seu manuscrito, e que geralmente são solicitados durante a formação do
aluno no campo acadêmico: os de revisão científica eos de pesquisa científica.
2
TIPOS DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Breve Manual de Redação Científica… 27
2.1.1 – Trabalho de revisão científica
Entende-se por trabalho de revisão aquele que relata a pesquisa, consulta e
compilação de informações científicas existentes sobre um tópico de interesse; Ou seja,
é aquele que, por meio dabusca e consulta de fontes científicas especializadas, compila
as respostas já conhecidas pela comunidade científica sobre o tema. Ou seja, são aquelas
obras que permitem conhecer "o estado da arte" de algum assunto, ou mar, o
conhecimento já adquirido e aceite pela comunidade científica enquanto tal.
É o trabalho por excelência dos níveis de formação (graduação e pós-graduação), pois
é o que corresponde ao aluno que está empreparação acadêmica: aprender o que já se sabe
sobre determinado assunto ou aspecto.
Comumente, é frequentemente chamado (incorretamente) de "Trabalho Práticoou"
quando, na verdade, é um trabalho puramente teórico, que envolve o uso de raciocínio
lógico para todas as fases de seu processo: detecção de material cientificamente confiável;
consulta desse material; extração e compilação dos aspectos de interesse. Com isso,
constrói-se uma certa perspectiva com a qual esse tema é abordado, conhecida como
Quadro de Referência, que lhe confere um certo referencial, por meio de uma escrita
absolutamente personalizada, embora igualmente científica, ou seja: objetiva, racional e
crítica, que menciona todas as fontes consultadas, como já explicado no capítulo anterior.
Portanto, é melhor chamá-lo por sua própria designação: relatório de revisão científica.
2.1.2 – Trabalho de investigaçãocientífica
Quando há lacunas em determinadas áreas do conhecimento, e nem todas as respostas
sãoconhecidas, há um campo privilegiado de pesquisa, no qual, através do uso do método
científico, essas respostas necessárias serão buscadas. O trabalho que relata essa busca por
novas respostas, por meio do relato detalhado de todos ospassos seguidos para alcançá-las,
é o da pesquisa científica.
Naturalmente, este trabalho implica, necessariamente, além do domínio do método
científico, um trabalho prévio de revisão científica, através do qual se detecta a já
mencionada ausência de respostas ou lacunas no conhecimento de qualquer assunto, que é
a única coisa que justifica a realização de uma investigação. Além de fornecer um marco
para apoiar e enquadrar a pesquisa, delimitando seu escopo, essa revisão também permite
ampliar o horizonte do estudo, estabelecer novas hipóteses e evitarcomentar erros já
identificados em pesquisas anteriores.
Esse é o primeiro passo para a realização de uma investigação: a construção desse
Quadro de Referência, que fornece o estado da arte, com suas teorias, conceitos e
conhecimentos básicos, com os quais osachados obtidos serão contrastados. O próximo
passo é a construção do Referencial Metodológico, que refere, em seções pré-definidas
(conforme detalhado em 4.5), o desenho, o tipo e a abordagem da pesquisa escolhida;
também especifica os objetivos por meio da definição operacional das variáveis estudadas;
descreve a população estudada (e eventual amostra extraída), as técnicas e instrumentos de
Breve Manual de Redação Científica… 28
coleta de dados, o procedimento adotado e o planejamento do tratamento dos dados
coletados, para sua melhor análise e interpretação, fundamentando cada uma dessas
escolhas feitas.
Tudo isso lhe confere um grau de dificuldade maior do que o anterior e, por essa razão,
geralmente é o trabalho geralmente solicitado para a concessão de um diploma como
bacharelado, diploma, mestrado ou doutorado.
2.2 – Classificação por Escopo do Manuscrito
Existem pelo menos oito tipos de manuscritos encontrados na produção
científicaque podem ser classificados por seu escopo e raciocínio lógico especial:
relatórios científicos, comunicações científicas, revisões (ou revisões) científicas,
ensaios ou artigos científicos, artigos científicos, dissertações científicas, monografias
científicas e, finalmente, teses científicas.
2.2.1 – O relatório científico
Também chamado de relatório de estudos empíricos, é assim que eles são
definidos pelo Manual do Manual... da APA (2001/2005):
(...) São relatórios de pesquisa originais. Eles geralmente consistem em diferentes
seções que refletem as fases dentro do processo de pesquisa e são apresentados na
sequência das seguintes etapas:
• Introdução: desenvolvimento do problema sob invençãoe estabelecimento do
objeto do mesmo;
• método: descrição do método utilizado para a realização da pesquisa;
• resultados: relato dos resultados encontrados; e
• Discussão: interpretação e análise das implicações dos resultados. (pp. 4-5)
Como se pode ver, embora em um texto reduzido (de acordo com as exigências
da instituição que o exige), o relatório científico segue uma estrutura pré-definida que
é detalhadano ponto 4.5.
2.2.2 – A revisão ou revisão científica
De acordo com o Manual... da APA (2001/2005), revisões científicas e
... Mesmo as meta-análises são avaliações críticas do material publicado. Ao
organizar, integrar e avaliar material previamente publicado, o autor de um artigo
de revisão considera o avanço da pesquisa atual para o esclarecimento de um
problema. (pág. 5)
Sua redação tem uma estrutura diferente da do relatório científico, devido à
diferença de conteúdoapresentado. Assim, o autor de uma revisão científica: • define
e esclarece o problema;
Breve Manual de Redação Científica… 29
• sintetiza pesquisas anteriores, a fim de informar o leitor sobre o status de uma
investigação em andamento;
• identifica relações, contradições, lacunas e inconsistências na literatura;
• Propõe o próximo passo ou passos para resolver o problema. (Manual... da
APA, 2001/2005, p. 5)
2.2.3 – Comunicação científica
Para Medeiros (1999), "a comunicação científica é definida como informação
apresentada em congressos, simpósios, reuniões, academias, sociedades científicas".
(p. 185, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Geralmente é um texto curto, que descreve brevementeuma investigação e pára na
apresentação dos resultados obtidos ou dos principais achados dessa pesquisa original
realizada.
2.2.4 – O ensaio ou artigo científico
O ensaio científico (mais conhecido hojepor sua designação inglesa de papel) não é
uma tentativa ou tentativa de escrita, como a palavra ensaio pode sugerir, amplamente
utilizada no nível coloquial com esse sentido de tentação, exploração ou sondagem.
O ensaio científico é uma escrita breve, mas pesada,sobre algum assunto
exaustivamente estudado pelo autor, como indica a origem latina dessa palavra: exagium =
peso. Nas palavras de Medeiros (1999), o ensaio científico:
É uma exposição metódica dos estudos realizados e das conclusões originais
alcançadas após um exame minucioso do assunto. (...) Além disso, o ensaio é
problematizador, antidogmático e nele deve se destacar o espírito crítico do autor e
aoriginalidade. (págs. 187, trans. Tania
Mendes de Oxilia Dávalos)
É, geralmente, o tipo de manuscrito que compõe artigos científicos ou comunicações
em congressos e simpósios, com base em uma ampla revisão daliteratura científica
especializada, mas que não permanece apenas na coleta de informações, mas implica a
assunção de uma posição clara por parte de seu autor. Como esclarece Medeiros (1999),
"Em um artigo espera-se (lembre-se que o artigo é um ensaio) o desenvolvimento de um
ponto de vista sobre um tema, uma posição definida e a expressão de pensamentos de forma
original". (p. 192, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Roth (1994, p. 3, citado por Medeiros, 1999) é o autor que melhor compõeos aspectos
que caracterizam e definem o que é um ensaio ou artigo :
(a) uma síntese de suas descobertas sobre um assunto e seu julgamento, avaliação,
interpretação desses achados; (b) uma obra que deve apresentar originalidade em
termosde ideias; (c) um trabalho que deve reconhecer as fontes que foram utilizadas;
(d) um trabalho que demonstre que o pesquisador faz parte da comunidade acadêmica.
(p. 192, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Breve Manual de Redação Científica… 30
Da mesma forma, Roth (1994, p. 4, citado por Medeiros, 1999) é o autor que melhor
recapitula o que um ensaio ou artigo não é:
(a) um resumo de um artigo ou livro (ou outra fonte); (b) ideias de outras pessoas,
repetidas não criticamente; (c) uma série de intimações, independentemente de serem
habilmenteanuladas; d) Opinião pessoal não comprovada e não demonstrada; (e)
copiar o trabalho de outra pessoa sem reconhecê-lo, seja publicado ou inédito,
profissional ou amador: isso é plágio [grifo nosso]. (p. 193, tradução de Tania Mendes
de Oxilia Dávalo (s)
Medeiros (1999) também se refere ao uso cada vez mais extensivo do papel de
designação para esse tipo de produção científica: "No ambiente acadêmico, o papel está
sendo utilizado com um sentido genérico; Pode se referir não apenas à comunicação
científica, mas também ao texto de um simpósio, mesa redonda ou mesmo a um artigo
científico." (p. 193, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
2.2.5 – O artigo científico
De um modo geral, qualquer trabalho científico pode ser apresentado na estrutura
de um artigo científico, para publicação em uma revista especializada, uma vez que "O
artigo científico lida com problemas científicos, embora em extensãorelativamente
pequena. Apresenta os resultados de estudos e pesquisas. " (Medeiros,
1999, p. 184, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Seu conteúdo deve ser atual, inédito e, geralmente, "(... ) são relatórios sobre
estudos empíricos, artigos de revisão ou revisão, artigos teóricos, artigos metodológicos
ou estudos de caso." (Manual... da APA, 2001/2005, p. 4)
Os artigos teóricos "... São documentos em que o autor se apoia na literatura de
pesquisa existente, para avançar a teoria em qualquer área (... )" (Manual... da APA,
2001/2005, p. 5)
Os artigos metodológicos são definidos como aqueles "... trabalhos em que novas
abordagens metodológicas, modificações de métodos existentes,bem como discussões
sobre abordagens quantitativas e análise de dados são apresentadas à comunidade de
pesquisa." (Manual... da APA, 2001/2005, pp. 5-6)
Os estudos de caso "... são artigos em que o autor descreve o material obtido
trabalhando com um indivíduo ou organização, a fim de ilustrar um problema, indicar
alguma maneira de resolvê-lo ou esclarecer a pesquisa ou os elementos teóricos
necessários." (Manual... da APA, 2001/2005, p. 6)
Vale a pena consultar diretamente o Manual da APA (2001/2005, pp. 4-7), para
aprofundar essa diferenciação, brevemente descrita neste capítulo, dos tipos possíveis
de artigos científicos, uma vez que se encontra lá muito mais detalhada.
2.2.6 – A dissertação
Também nativa do latim, a palavra dissertação deriva do verbo latino dissertare,
indicando um texto caracterizado pelo "... ourdenación de ideas sobre un temaditado"
Breve Manual de Redação Científica… 31
(Silva et.al, s.d., pp. 175, 181, citado por Medeiros, 1999, p. 185, trad. Tania Mendes,
da Oxilia Dávalos), e baseia-se também numa extensa revisão científica, que compila
os dados de interesse e, ao mesmo tempo, também os submete a análise crítica e
reflexão.
Para Severino (1996), trata-se de uma comunicação de resultados de uma
investigação e deuma reflexão que trata de um tema único e delimitado.
Note-se que, em algumas instituições, uma revisão aprofundada
a bibliografia sobre assunto específico pode constituir uma dissertação, seguindo
os preceitos preconizados pelo método do trabalho científico, permitindo, ou
mesmo recomendando, uma análise crítica sobre o "estado da arte" do assunto
estudado. (Oliveira e Espindola, 2003, p. 15, tradução de Tania Mendes de Oxilia
Dávalos)
Trata-se, portanto, de um texto teórico-reflexivo mais extenso e profundo que o
ensaio, que coleta, analisa e interpreta informações sobre um único tema bem definido,
demonstrando oconhecimento que seu autor tem dele e também sua capacidade de
sistematizá-lo e analisá-lo.
Geralmente é dividida em dissertação monográfica e dissertação científica, quando
relata cuidadosamente uma investigação realizada (Salomon, 1994, pp. 182-183, citado por
Santos, 2003, p. 131). É um dos termos mais antigos utilizados no ambiente acadêmico para
caracterizar os trabalhos elaborados em seu campo, embora hoje se confunda com a
monografia, de uso mais difundido nos últimos anos.
Assim, para Santos (2003), "seu referencial teórico situa-se entre a monografia e a
tese, considerando que ela é mais profunda e extensa que a primeira e contém um grau de
reflexão e rigor metodológico, propriedades indispensáveis à segunda". (p. 131, trad. Tania
Mendes de Oxilia Dávalos)
No entanto, para Silva et al. (s.d., p. 181, citado por Medeiros, 1999, tradução de Tania
Mendes de Oxilia Dávalos), "... A monografia é um tipo especializado de dissertação" (p.
189), que "... Estude um assunto com originalidade e profundidade, considerando todos os
ângulos e aspectos. Originalidade, aqui, no entanto, não significa novidade total, uma vez
que a ciência é submetida a revisões contínuas. (Medeiros, 1999, p. 189, tradução de Tania
Mendes de Oxilia Dávalos)
2.2.7 – A monografia
Então, partindo dessa concepção de que "a monografia é um tipo especializado de
dissertação", Medeiros (1999) a descreve como:
... Uma dissertação que trata de um determinado assunto, de forma sistemática e
completa. Essa éuma característica essencial. Para Lakatos e Marconi (1995d: 151),
"trata-se de um estudo sobre um tema específico ou particular, com valor
representativo suficiente e que obedece a uma metodologia rigorosa". (págs. 189,
trad. Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Breve Manual de Redação Científica… 32
Assim, a dissertação monográfica também pode ser subdividida em dois tipos: "... o
expositivo e o argumentativo. A primeira relaciona material diverso, organiza, classifica,
expõe e comunica. O segundo tipo reflete sobre ideias, posições, argumenta e apresenta,
dando uma ideia de valor. (Santos, 2003, pp. 131-132, tradução de Tânia)
Mendes de Oxilia Dávalos)
Mas, seja qual for o tipo, é importante notar, como faz Medeiros (1999), que:
As características da monografia são a sistematicidade e a completude, a unidade
temática, a investigação detalhada e exaustiva dos fatos, a profundidade, a
metodologia, a originalidade e a contribuição da pesquisa para a ciência. Embora
alguns autores considerem a extensão sua característica essencial, seu princípio
regulatório básico é a delimitação do tema e o nível de pesquisa. (p. 190, tradução de
Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
2.2.8 – A tese
Originário do grego thésis, o nome da tese indica uma proposição que é mantida pelo
raciocínio baseado em uma realidade observada, que é apresentada para defesa e/ou
refutação.
Quanto à sua apresentação escrita, também é considerada pela maioria dos autores
(como Oliveira e Espindola, 2003; Medeiros, 1999; Santos, 2003, entre outros), como
outro tipo de dissertação especializada, através da qual seu autor:
... Ddevedemonstrar capacidade para fazer avançar a área de estudo a que está
envolvido. (...) Se se espera que a dissertação sistematize o conhecimento, a
tese deseja uma descoberta ou contribuição para a ciência [grifo nosso].
(Medeiros, 1999, p. 192, tr Anúncio. Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Além disso, Sierra Bravo (2001) apresenta uma interessante tabela de diferentes
tipos de teses, que permitem classificá-las por diferentes critérios:
a) Pela sua amplitude, em monografias e panoramas.
b) Por seu alcance temporal, no histórico e no atual.
c) Por causa de sua relação com a prática, em relação à ciência básica ou aplicada.
d) Por sua natureza, em empírico, teórico, metodológico e crítico-avaliativo.
e) Por seu caráter, em descritivo, comparativo, sobre relações em geral, sobre
causas e efeitos e replicação. E de qualquer forma
f) Por suas fontes, nas escolas primárias e secundárias. (pág. 134)
Por todo o exposto, podemos concordar com Medeiros (1999), quando mostra a
semelhança entre os três últimos tipos de trabalhos ea assinatura de que:
... Não há razão para falar de três níveis: monografia, dissertação e tese. O trabalho
de graduação deve ser monográfico, assim como o apresentado para obtenção dos
títulos de mestre e doutorado. Os três tipos de trabalhos são dissertativos, assim
como adefesa de uma tese pode aparecer em todos eles. (págs.
189)
Breve Manual de Redação Científica… 33
2.3 – Resumo da Secção 2
Os trabalhos acadêmico-científicos podem ser diferenciados, por sua natureza, em
trabalhos de revisão científica e de pesquisa científica; e, peloâmbito da sua
apresentação, em ensaios ou artigos científicos, dissertações científicas, monografias
científicas, teses científicas, comunicações científicas, relatórios científicos, revisões
científicas (ou revisões) e, por fim, artigos científicos, todos baseados, na prática, em
revisões científicas feitas e descritas.
No entanto, como toda a produção científica é baseada no método científico, não
é de surpreender queos diferentes tipos em que essa produção pode ser apresentada
compartilhemaspectos formais semelhantes e uma estrutura básica comum, respeitada
por todos os estilos de escrita científica (APA, Vancouver, Chicago, ABNT etc.).
Portanto, conhecê-los e dominá-los é um passo inevitável na construção de uma
verdadeiracompetência de escrita e esse é o tema da Seção 3 a seguir.
Aquilo que se sabe quando ninguém nos questiona, mas
que não se sabe mais quando devemos explicar, é algo
para refletir (e, obviamente, algo que, por alguma razão,
dificilmente se reflete).
Wittgenstein (1979, p. 49, apud Medeiros, 1999, p. 49).
45, trad. Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
A maioria dos aspectos formais dos trabalhos acadêmico-científicos já são
padronizados pela comunidade científica e essa padronização tem o sentido decolaborar
com a maior precisão e inteligibilidade do texto que é construído.
No entanto, os artigos científicos, cuja elaboração é norteada pelos diversos estilos de
escrita científica (como Vancouver, APA, ABNT etc.) são textos diferentes da maioria dos
trabalhos acadêmico-científicos, em sua extensão e em seu objetivo. Tanto que o Manual
de Estilo da APA (2001/2005) – que consideramos o mais completo em orientações e que
abrange o mais amplo espectro de ramos científicos do que os demais – apresenta um
capítulo inteiro dedicado a diferenciar esses tipos de trabalho (Capítulo 6, Material que não
sejam artigos de periódicos científicos), onde elucida sua maior diferença:
O autor de uma tese, dissertação ou ensaio escolar produz ummanuscrito
"final"; O autor de um artigo de revista científica produz um manuscrito "original
para reprodução" (que se tornará um artigo composto em tipografia). As diferenças
entre esses dois tipos de manuscritos ajudam a explicar por que os requisitos para
3
OS ASPECTOS FORMAIS GERAIS
Breve Manual de Redação Científica… 34
teses, dissertações e ensaios escolares não são necessariamente idênticos aos de
manuscritos submetidos para publicação em uma revista científica [negrito
adicionado]. (pág. 315)
Consequentemente, o Manual da APA (2001/2005) destaca a importância de ajustar
os textos acadêmicos à sua finalidade precisa:
Quando os escritores aplicam essas diretrizes de formatação, eles devem estar cientes
de que estão preparando o "final" original. Como o manuscrito não será composto
em tipografia, o original deve ser o mais legível possível. (...) Exceções justas ao
estilo APA para teses e dissertações geralmente fazem sentido e são aconselhadas
se isso for mais útil para a comunicação e melhoriana aparência do documento
final [negrito adicionado]. (pp. 318-319)
As orientações que se seguem baseiam-se, em tudo o que estiver de acordo, na
American Psychological Association Publications Manual de Estilo 5ª ed. (Manual... APA,
2001/2005); mas, além disso, complementam os aspectos que o exigem, dependendo da
diferença nos tipos de trabalho mencionados acima (Seção 2) e com base no que geralmente
é aplicado pelas universidades de maior prestígio.
3.1 – Orientação e Tamanho do Papel
Todo o texto de um trabalho acadêmico-científico adota uma orientação vertical
e é impresso em papel branco, tamanho A4 (21 cm x 29,7 cm), sem cortes ou barbear
na folha, ou qualquer coisa colada a ela, de um lado, com uma exceção: a folha
queapresenta os Dados de Catalogação Internacional (essenciais para Teses e trabalhos
de publicação) é impressa no verso da capa.
Independentemente do tipo de trabalho acadêmico-científico que é construído,
recomenda-se formatar o texto a ser escrito desde o início ( em formato Arquivo/Página,
para programas do Word anteriores a 2007; e em Layout de Página para os de 2007),
como forma de facilitar sua composição.
3.2 – Margens do Texto
A indicação do Manual... da APA (20 01/2005, p. 280) para artigos científicos
submetidos à publicação ("originais para reprodução") é padronizar o texto com
margens uniformes (superior, direita, inferior e esquerda) de 2,54 cm, embora sugira
uma margem esquerda maior até do que o trabalho universitário ("original final"), uma
vez que " A margem esquerda deve ser larga o suficiente para a ligação, geralmente 1,5
polegadas (4 cm). A margem superior na primeira página de um novo capítulo (seção)
pode ser mais larga do queoutras." (pág. 319)
Portanto, a composição do texto dos manuscritos universitários é indicada com
margens superior, direita e inferior de 2,54 cm e 4 cm para a margem esquerda.
3.3 – Alinhamento de Texto
A indicação do Manual da APA (2001/2005) para os manuscritos a serem
publicados é alinhar (justificar) o texto apenas em sua margem esquerda, mantendo a
Breve Manual de Redação Científica… 35
margem direita "denta", como forma de facilitar posteriormente seu processo editorial.
No entanto, mais uma vez a orientação acadêmica se diferencia nesse aspecto, pois, para
melhorar a inteligibilidade dos textos universitários, a mesma APA indica que "(...) As
margens justificadas à direita podem substituir as margens irregulares (neste caso, são
aceites traços no final da linha).". (págs.
318-319), uma vez que é um "final" original que é entregue.
Portanto, ambas as margens (direita e esquerda) do texto do trabalho acadêmico-
científico devem estar alinhadas (justificadas).
3.4 – Espaçamento entre linhas
O texto do trabalho acadêmico-científico deve ser escrito com dois espaços
entrelinhas, conforme orientado pelo Manual da APA (2001/2005):
Espaçe duas vezes todas as linhas do manuscrito. Faça isso após cada linha no
título, títulos, notas de rodapé, citações, referências, legendas de figuras e todas
aspartes das tabelas. Embora você possa aplicar espaçamento triplo ou quádruplo
em circunstâncias especiais, como imediatamente antes e depois de desdobrar uma
equação, nunca use espaçamento único ou um e meio. (pág. 280)
Mais uma vez reitera-se que o ideal é formatar previamente o computador de texto,
através da seleção dessa opção de espaçamento entre linhas (no comando Parágrafo), para
que o texto seja construído já em seu formato final.
3.5 – Tipo e Tamanho da Fonte Gráfica
O texto do trabalho acadêmico-científico (reiteramos: seja qual for o trabalho) deve
ser escrito com fonte Times New Roman ou Courier New, com um tamanho de 12 pontos
(Manual ... da APA, 2001/2005, p. 279). Uma vez que o tipo de fonte é utilizado, entre essas
duas possibilidades, ele é mantido durante toda a obra, ou seja, um ou outro não é utilizado,
indistintamente.
3.6 – Parágrafos "recuados"
Todo o texto do trabalho acadêmico-científico, de acordo com a orientação do Manual
da APA (2001/2005, p. 282), deve começar com um travessão mínimo (em branco) de cinco
caracteres e um máximo de 7, exceto: do Resumo; de quaisquer citações cujo original não
comece com recuo; de títulos e subtítulos; de títulos de tabelas e figuras; e, Por fim, das
notas. "Digite as linhas restantes do manuscrito com uma margem esquerda uniforme."
(pág. 282)
3.7 – Numeração de Páginas
No caso da publicação de um artigo científico, todas as páginas são listadas no canto
superior direito, com figuras árabes crescentes, pois orientam todos os estilos de publicação,
incluindo o do Manual da APA (2001/2005, p. 281). Da mesma forma, todas as páginas de
tal artigo devem apresentar um título com as duas ou três primeiras palavras do título do
mesmo, para evitar possíveis confusões devido à perda de páginas, uma vez que
Breve Manual de Redação Científica… 36
"ocasionalmente, as páginas são separadas durante o processo editorial (... )" (ibidem, p.
282).
No entanto, um trabalho acadêmico-científico, por se tratar de um manuscrito
"final", conforme designado pelo Manual da APA (2001 /2005), será entregue já
devidamentevinculado, o que praticamente anula o risco de perda de páginas. Portanto, não
precisa dessecuidado editorial e evita esse título acima mencionado.
Além disso, um trabalho acadêmico-científico (geralmente mais longo e composto
por mais seções do que um artigo) utiliza algarismos arábicos apenas nas páginas que
compõem o corpo do trabalho (Introdução, Quadro de Referência, Quadro Metodológico,
Resultados e Discussão Final) e nas páginas finais (Lista de Referências). ), pois estas são
as partes que estão sujeitas a uma avaliação cuidadosa pela academia. Se você quiser
numerar as páginas preliminares, para melhor organização, use os algarismos romanos
minúsculos, como foi feito neste Breve Manual.
Mas, seja qual for a numeração utilizada, ela pode (e deve) ser pré-formatada no
computador de texto; com a versão 2007 do Office Word, Windows, ela é alcançada através
do seguinte script: Inserir/Número de Página/Canto superiorou direito, escolhendo o tipo de
número desejado. Para usar a numeração de página dupla (com figuras romanas para
Páginas Preliminares
e árabe para o resto do trabalho), você tem que fazer um salto de seção (dentro do Design
da Página) entre a última página das Páginas Preliminares e a primeira das outras do
trabalho.
3.8 – Níveis de Títulos e Legendas: sua Localização e Formato
Ao mesmo tempo em que apresenta o texto, praticamente todos os tipos de
trabalhos (científicos ou não) utilizam títulos e subtítulos, ou seja, títulos descrevendo
as seções e capítulos que constituem a obra, para melhor organizar o manuscrito.
E, da mesma forma que qualquer outro texto, no caso de trabalhos acadêmicos,
esses títulos e legendas (que são compostos por uma frase curta, de no máximo 12
palavras, que descreve de forma sintética o conteúdo que se segue) devem ser
padronizados, ou seja, escritos ao longo do trabalho da mesma maneira, da primeira à
última página da obra, dependendo do nível a que pertencem.
No total, o Manual da APA (2001/2005, pp. 283-284) define cinco níveis de títulos
e subtítulos, todos com fonte tamanho 12, sendo este último indicadopara casos de
textos mais longos (como manuscritos acadêmicos), e aos quais estão subordinados "...
os quatro níveis completos descritos acima com a introdução de um CABEÇALHO
CENTRADO EM LETRAS DE CAIXA ALTA, como o primeiro nível dacabeça." (p.
284; cf. pp. 130-132).
No entanto, isso não significa que os cinco níveis devam ser sempre usados, mas
que se deve considerar com muito cuidado quantos são necessários para o tipo de
trabalho que está sendo construído; Em outras palavras, é importante usar a criação
desses diferentes níveis com parcimônia, a fim de evitar a construção de um texto muito
fragmentado, cujo significado geral corre o risco de se perder devido a essa subdivisão
excessiva.
Breve Manual de Redação Científica… 37
Geralmente, como consta no mesmo Manual da APA (2001/2005, p. 283), três
ou quatro níveis são geralmente suficientes e isso é indicado no Modelo n°
1, exemplificando um grau de três níveis, com seu respectivo espaçamento. Embora
com um formato ligeiramente modificado ouo sugerido pelo Manual da APA na
descrição de todos os níveis, este formato apresentado naquele Modelo n.º 1 é também
utilizado pelo mesmo, como se pode ver no exemplo que este Manual da APA apresenta
para o caso de artigo com dois níveis de título (p. 284).
Essa modificação se deve, mais uma vez, às diferenças entre um artigo científico
e um trabalho acadêmico-científico, especialmente em termos de sua extensão; e
também para consideração do princípio básico de melhorar a inteligibilidade do texto:
neste caso, está relacionado à não adoção do formato do primeiro nível de qualificação
proposto pelo referido Manual da APA, porque é quase idêntico ao formato do quinto
nível (aqui chamado de título) que, embora possa existirem casos de artigos científicos,
É comum em casos de textos universitários e geralmente adotado pela academia.
Assim, para os fins deste Breve Manual, o título principal (com cerca de 12
palavras) é designado como título, que inicia uma nova seção da obra, em uma página
separada, constituindo o nível de maior importância da obra, representado por: (a) sua
localização centrada; b) A sua redacção diferenciada, com todas as letras maiúsculas
escritas a negrito; e (c) ser seguido por seis espaços em branco (3 Enter), antes do início
do novo texto.
Modelo nº 1 – Grau de Três Níveis e Espaçamento Respectivo
Adaptado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, com base nas orientações da APA (2001/2005, p. 283)
1 . PRIMEIRO NÍVEL DE QUALIFICAÇÃO DAS OBRAS
ACADÊMICOS-CIENTISTAS
Início do texto, com recuo de 5 a 7 espaços ................................................ ..
...................................................................................................................
1.1 – Segundo Nível de Qualificação
Início do texto, com recuo de 5 a 7 espaços ................................................
...................................................................................................................
1.1.1 – Terceiro nível de qualificação
Início do texto, com recuo de 5 a 7 espaços .................................................
...................................................................................................................
Breve Manual de Redação Científica… 38
O subtítulo, como o título de uma subdivisão ou parte do texto correspondente a um
título (que também descreve, em não mais de 12 palavras, o conteúdo que se segue), forma
um nível de importância menor que o do título, que é representado por: (a) sua localização
na margem esquerda, separada por quatro espaços em branco (2 Enter ) do texto acima; b)
A sua redacção diferenciada, com apenas as letras maiúsculas iniciais nas palavras
principais, embora todas escritas numa letrae também a negrito; (c) ser dois espaços em
branco (1 Enter) separados do texto que se segue. Nesse caso, o Manual da APA (2001/2005)
chama a atenção para os seguintes detalhes:
Conjunções, artigos e preposições curtas não são consideradas palavras
principais; No entanto, coloque em maiúsculas todas as palavras de quatro letras ou
mais. Comece a colocar em maiúsculas todos os verbos (incluindo verbos
copulativos), substantivos, adjetivos, advérbios e pronomes. Quando uma palavra é
um termo justaposto – composto por hífen – ambas as palavras são capitalizadas. "
(pág. 112)
Se for necessário um novo título dentro do texto já dividido por um título de segundo
nível, como forma de melhorar ainda mais a organização do manuscrito, como nos casos
anteriores, o nível ainda mais baixo desse subtítulo deve ser indicado, através de sua redação
e localização diferenciadas, caracterizadas por: (a) sua localização na margem esquerda,
também separados por quatro espaços em branco (2 Enter) do texto que o precede, mas com
o recuo correspondente ao do parágrafo; (b) por sua redação em itálico e também em
negrito, com maiúsculas apenas na letra inicial; e (c) também dois espaços em branco (1
Enter) separados do texto que se segue.
Quando, em casos muito justificados, é necessário estabelecer um quarto nível de
qualificação, segue-se o mesmo formato previsto para o subtítulo de terceiro nível,
apenas sem usar os negritos.
Em relação ao espaçamento indicado, a seguinte justificativa é encontrada no
Manual da APA (2001/2005), para o tipo de trabalho universitário exigido: O
espaçamento triplo ou quádruplo sensatopode melhorar a aparência e a legibilidade.
Esse espaçamento é conveniente após os títulos dos capítulos, antes dos subtítulos
importantes, antes das notas de rodapé, bem como antes e depois das tabelas dentro do
tópico. (pág. 320)
Deve-senotar que títulos e legendas não são frases e, portanto, não suportam
pontuação final. Da mesma forma, os títulos e legendas não devem aparecer no final
das páginas da obra sem o texto que lhes corresponde (por isso fazemosparte dela), ou
seja, não devem estar "soltos" ou "órfãos": é tentar evitá-lo.
Também deve ser enfatizado que, de acordo com a Real Academia Espanhola
(RAE), é errado escrever qualquer palavra acentuada sem o respectivo acento, seja
ela avermelhada com letra maiúscula ou minúscula, e isso é particularmente válido para
a escrita de títulos e legendas, apesar do fato de que, no Paraguai, é costume não
acentuar palavras escritas com letras maiúsculas. Portanto, é importante prestar atenção
a esse aspecto, para não cometer esse tipo de erro.
Breve Manual de Redação Científica… 39
Os títulos e legendas utilizados neste Breve Manual de Escrita Científica são
exemplos desses diferentes níveis e formatos de grau, incluindo também sua numeração
correspondente, conforme explicado abaixo.
3.9 – A Numeração de Títulos e Legendas
Todas as seções que abordam aspectos relacionados a todo o trabalho – como
Resumo, Lista de Recursos Gráficos (Exemplos, Modelos, Tabelas, Figuras e/ou
Tabelas), Agradecimentos, Resumo, Resumo, Introdução, Discussão Final, Lista de
Referências , Glossário (quando disponível), Apêndice(s) e Anexo(s) – são
apresentados sem numeração em seus títulos, até porque geralmente são organizados
em um único texto sintético, sem serem subdivididos em seções.
Mas, um trabalho acadêmico-científico geralmente se desenvolve com alguma
profundidade aspectos teórico-conceituais e metodológicos que, apesar de estarem
relacionados ao tema do trabalho, possuem características específicas que não são
justapostas e que, frequentemente, necessitam de sua exposição ordenada em
subdivisões como forma de facilitar e ordenar a expressão de ideias.
Para caracterizar essas partes, tomou-se o termo "capitulo", usado na Idade Média
para indicar uma porção de terra pertencente a um único senhor que, embora ocupada e
trabalhada por outro, não deixou de pertencer à gleba total. Por analogia, as partes do
texto acadêmico que desenvolvem aspectos específicos, permanecendo no trabalho
total, adotaram a designação geral de "capítulos", que são numerados de forma
crescente. Até alguns anos atrás, eles eram numerados comsmos guari romanos (que
alguns ainda usam), embora, hoje, guarismos árabes consecutivos sejam usados.
Consequentemente, as legendas são então numeradas de forma sequencial, com a
numeração do capítulo seguida por um ponto ( indicativo decimal) e outro algarismo arábico
correspondente à sequência, como usado ao longo deste Breve Manual.
A partir do exposto, pode-se ver por que é conceitualmente errado numerar as partes
que cobrem a totalidade da obra.
3.10 – Recursos Visuais: Tabelas, Gráficos, Tabelas e Figuras
Os trabalhos acadêmico-científicos podem utilizar recursos visuais para a
apresentação de dados e informações, pois esses recursos facilitam e/ou animam a leitura,
além de permitir uma visão conjunta dos mesmos, viabilizando sua comparação mais ágil.
Sobre esse aspecto, o Manual da APA (2001/2005, pp. 184-190), no caso de
publicações nos periódicos dessa organização, apenas distingue entre tabelas e figuras
einclui nesta última todos os outros recursos gráficos (gráficos, fotos, mapas, tabelas etc.),
como afirma claramente: "Nos periódicos da APA, qualquer tipo de ilustração que não seja
uma tabela é chamada de figura. (...) Uma figura pode ser um diagrama, gráfico, fotografia,
desenho ou outro tipo de representação. (pág. 184)
No entanto, no nível acadêmico, espera-se que a comunidade universitária os
conheça e saiba diferenciá-los claramente, além de desenvolver e demonstrar a capacidade
ou habilidade para usá-los adequadamente. Essa é a razão pela qual este Breve Manual os
Breve Manual de Redação Científica… 40
designa separadamente, assim como devem ser discriminados nos trabalhos acadêmicos
elaborados em seu campo.
Em seguida, a Tabela é estatisticamente definida como o recurso visual que apresenta
dados numéricos dispostos na forma de uma matriz, enquanto o Gráfico, embora também
apresente dados numéricos, o faz em um sistema de coordenadas que substitui (às vezes,
de longe, por sua característica visual mais plástica ). c-A) A apresentação desses dados
sob a forma de quadros. Portanto, um ou outro recurso é escolhido (nunca ambos sobre os
mesmos dados), tendo sempre como critério a maior inteligibilidade do texto e parcimônia,
de modo a não duplicar as informações ou sobrecarregar otexto.
Atualmente, ambos os recursos podem ser construídos com a ajuda de comandos
específicos de computador de texto, já pré-programados; Mas é importante esclarecer que,
em ambos os casos, quando os dados a serem apresentados forem inferiores a 50, eles devem
ser apresentados em suas frequências absolutas originais e não em porcentagens, para que
as análises a serem realizadas não sejam distorcidas.
As tabelas são definidas como recursos visuais que servem para a apresentação de
dados não numéricos, sendo igualmente úteis para comparar simultaneamente as
informações a serem fornecidas ao texto. Da mesma forma, eles devem ser usados com
parcimônia, como no caso de tabelas e gráficos.
As Figuras são propriamente ilustrações que permitem concentrar, resumir ou
sintetizar dados (numéricos ou não numéricos) de forma visual, como os gráficos
popularmente designados como "bolos", os organogramas, esquemas conceituais etc.
Como os recursos descritos acima, tais projetos também podem ser construídos, hoje,
através de comandos específicos incorporados em computadores de texto.
Todos esses recursos visuais mencionados são os mais utilizados em trabalhos
acadêmico-científicos, embora, eventualmente e dependendo do tipo de texto que está
sendo desenvolvido, outros recursos possam ser necessários, como fotos, mapas, etc.
No que diz respeito à escolha de um recurso visual, como alerta o Manual da APA
(2001/2005):
Considere cuidadosamente se você deve usar uma figura. As tabelas são
frequentemente preferidas para a apresentação de dados quantitativos em
periódicos de arquivo, pois fornecem informações precisas; Normalmente, os
números exigem que o leitor estime queé digno. Por outro lado, as figuras
comunicam de relance um padrão geral de resultados. Eles são especialmente úteis
para descrever uma interação – ou a falta dela – e relacionamentos não lineares.
Além disso, uma figura bem preparada também pode implicarconceitos estruturais
ou pictóricos de forma mais eficiente do que o texto. (pág. 184)
O importante é:
⇒ saber usá-los com moderação, para não criar confusão em vez de esclarecimento
do texto;
⇒ saber que nenhum deles substitui o texto, mas deve ser logicamente
incorporado a ele e devidamente contextualizado, como ilustração ou
verificação das análises realizadas.
Breve Manual de Redação Científica… 41
Portanto, os dados apresentados nesses recursos não devem ser reproduzidos no
texto, mas analisados ou discutidos, pois o Manual também orienta... da APA
(2001/2005), ao sugerir como critérios adequados para a construção desses recursos
visuais o "... sSimplicidade, clareza e contínuod." (p. 184) Pois, para a comunidade
científica, uma "boa figura" é aquele que:
• enriquece o texto, em vez de o duplicar;
• comunica apenas fatos essenciais;
• omite detalhes visualmente perturbadores;
• É fácil de ler – seus elementos (tipo, linhas, etiqueta S, símbolos, etc.)
são grandes o suficiente para serem fáceis de ler na impressão;
• é fácil de entender;
• É consistente e preparado no mesmo estilo que figuras semelhantes (...)
[dentro da tese]; ou seja, os sinais são do mesmo tamanho e tipo, aslinhas
são de igual peso, etc.;
• Foi cuidadosamente planejado e preparado. (Manual... da APA,
2001/2005, pp. 184-185)
3.11 – Localização e Fontes de Recursos Visuais
Seja qual for o recurso visual escolhido, ele deve ser referenciado no texto, para fazer
sentido, e não pode ser algo inserido e não comentado na obra, pois esse recurso ilustra o
texto, mas não o substitui.
Mais uma vez destacando novas diferençasentre artigos científicos e trabalhos
acadêmicos, o Manual da APA (2001/2005) esclarece a localização desses recursos visuais:
Em um manuscrito submetido para publicação, figuras, tabelas e notas de rodapé são
colocadas no final; Em teses e dissertações, esse material geralmente é incorporado
no ponto apropriado dentro do texto, colocação que é conveniente para os leitores.
Tabelas pequenas podem aparecer em uma página com algum texto. Cada tabela
grande e cada figura são colocados em uma página separada, imediatamente após a
página na qual essa tabela ou figura é mencionada pela primeira vez. (pág. 319)
Então, de preferência, cada um deles deve ser apresentado em uma única página; Nos
casos em que isso é impossível, você não pode usar folhas maiores dobradas, mas você deve
repetir na próxima página o mesmo cabeçalho, adicionando após o título, entre parênteses,
"cont". (para indicar que já havia uma parte desse recurso interposto anteriormentee que
esta é a "continuação" do anterior), na sequência da apresentação dos dados em falta.
Quando o recurso visual referido no texto não cabe no espaço da página que faz
referência a ele, o texto é seguido (para não deixar espaços em branco), ocupando toda a
página até sua margem inferior (para respeitar essa margem), e esse recurso é apresentadona
página imediatamente seguinte.
Da mesma forma, imediatamente abaixo de cada um desses recursos, a fonte que os
forneceu deve ser indicada (em texto centralizado e sem negrito): quando eles são uma
Breve Manual de Redação Científica… 42
reprodução de outro trabalho, eles devem se referir a ele com seus dados mínimos
(sobrenome do autor e ano de publicação do trabalho) e mais a(s) página(s) em que tal
recurso está localizado no trabalho original, como no exemplo: "Fonte: Lennon &
MacCartney, 1985, p. 1"; se forem elaborados pelo próprio autor, para aobra específica, ela
será indicada pela expressão "Elaboração própria" ou "Elaborada por Sicrano Beltrano".
Finalmente, é importante saber que todos eles devem ser numerados de forma
correlata, intitulados e listados separadamente, pois sãoensinados continuamente.
3.12 – Numeração e Titulação de Recursos Visuais
Para referir esses recursos no texto com a maior precisão, evitando ambiguidades
indesejadas, eles são numerados de forma correlativa com figuras árabes crescentes e são
intituladoscom frases curtas, mas exatas e claras.
No caso das Tabelas, o Manual da APA (2001/2005, pp. 160, 319) indica colocar sua
numeração e titulação acima desses recursos, enquanto as Figuras devem ser numeradas e
intituladas imediatamente devido à sua representação. No caso dos trabalhos acadêmico-
científicos, que devem usar esses recursos ainda mais precisamente como explicado acima
(cf. p. 38), não apenas as Tabelas, mas também as Tabelas, Exemplos e Modelos, devem
ser igualmente numerados e intitulados acima, enquanto todos os outros recursos
(Gráficos, Figuras, Fotos, Mapas etc.) estarão abaixo.
Mas, em todos os casos, é utilizada a mesma fonte escolhida para o texto (Times
New Roman ou Courier New), centralizada na página e em negrito, com tamanho de
fonte de 8 a 12 pontos para a numeração, o título e seu corpo. E, mais uma vez, é
necessário manter a padronização, como em todos os aspectos do trabalho acadêmico-
científico, para que o tamanho e o tipo de fonteescolhidos para numerar e intitular os
recursos visuais sejam os mesmos para todos eles.
3.13 – Listas de Recursos Visuais
Todos os recursos visuais utilizados no trabalho acadêmico-científico devem ser
listados separadamente (uma lista para cada recurso, incluída após o Resumo do
trabalho), com sua respectiva numeração e título, na ordem de sua aparição no texto e
com a referência da página em que podem ser encontrados no trabalho. Trata-se de um
resumo específico de cada um desses recursos, o que permite sua localização direta no
manuscrito apresentado. A Lista de Tabelas (p. ix), bem como a Lista de Modelos (p.
xiii) deste Breve Manual ilustram esse aspecto formal.
3.14 – O Uso de Abreviaturas
Entidades ou organizações relacionadas ao tema em estudo são frequentemente
mencionadas em um trabalho acadêmico-científico. Como forma de leiturada leitura,
pode-se, imediatamente após sua primeira referência em forma extensiva, incluir, entre
parênteses, as iniciais ou formas abreviadas de tais organizações e, nas referências a
seguir, usar diretamente sua sigla ou iniciais, agora sem os parênteses.
Breve Manual de Redação Científica… 43
Em casos de utilização de mais de 10 formulários abreviados, deve ser
apresentada uma Lista de Abreviaturas após o Resumo e as Listas de Recursos Visuais,
para consulta direta do leitor.
3.15 – Notas de rodapé
Como as referências dos autores que dão base ao texto que é construído estão
atualmente incorporadas a ele, as notas de rodapé (localizadas no final da mesma página
do texto que as referencia, como citado acima) permaneceram como um recurso para a
inclusão de informações complementares, mas não vitais para o desenvolvimento das
ideias em questão (no tamanho da fonte 10). Eles também devem ser usados com
parcimônia, para não distrair o leitor. E, como aconselha o APA Man (2001/2005), "as
notas de rodapé do texto são digitadas na parte inferior da página em que são
referenciadas". (pág. 319)
Dessa forma, formatados e cumpridos esses aspectos formais gerais e comuns a
todos os trabalhos acadêmico-científicos, faz-se necessário discriminar a estrutura
básica de cada um dos tipos de trabalhos possíveis, conforme desenvolvido na Seção 4
e nos trabalhos subsequentes.
ESTRUTURA BÁSICA DO TRABALHO ACADÊMICO-CIENTÍFICO
Já aconteceu como os poetas compõem seus poemas? Eles
não se preocupam em desenhar belas letras, nem se
preocupam quando precisam riscar vários versículos, para
que fiquem melhores. Portanto, pintor, esboce o arranjo dos
membros de suas figuras e preste atenção, em primeiro
lugar, aos movimentos apropriados ao estado de espírito
dascriaturas que compõem sua pintura, e não à beleza e
perfeição de suas partes. (Da Vinci, para pud Gombrich,
1990, p. 77.
Tânia Mendes de Oxilia Dávalos)
Todo trabalho acadêmico-científico tem uma estrutura básica, que é construída e sobre
a qual seu aperfeiçoamento é trabalhado, como Leonardo da Vinci orienta (na epígrafe) para
aconstrução de uma obra de arte. Por que não entender o relatório científico dessa maneira?
Esta estrutura é composta por três partes, designadas pelo Manual da APA
(2001/2005) como Páginas Preliminares, Corpo de Trabalho e Páginas Finais, indicadas na
Tabela nº 22, cujo conteúdo pode variar de acordo com o tipo ou nível do trabalho em
questão (como mostrado nas seções a seguir), mas que qualquer um dos estilos de
publicação (APA, Vancouver, ABNT, Chicago, entre outros) são similarmente ind,
demonstrando sua padronização pela comunidade científica.
4
Breve Manual de Redação Científica… 44
No entanto, como já mencionado (p. 32), nenhum desses estilos é adaptado em sua
totalidade aos trabalhos acadêmico-científicos, uma vez que não se trata de artigos curtos
para publicação, mas de textos já entregues em sua forma final, que se destinama demonstrar
o domínio do aluno sobre um tema ou a verificar sua competência de pesquisa. Isso obriga
cada universidade a definir os requisitos formais necessáriospara o trabalho produzido em
seu campo, desde que as orientações desses modelos não sejam diretamente aplicáveis a
esse tipo de trabalho acadêmico-científico, embora mantenham a estrutura geral.
4.1 – As páginas preliminares
Entende-se por Páginas Preliminares aquelas páginas acessórias que precedem e
introduzem o leitor na leitura do relatório apresentado. Como não são propriamente o
trabalho apresentado, mas um preâmbulo a ele, eles não são numerados com figuras árabes,
como o corpo da obra, mas, sim, eles podem ser numerados com figuras romanas
minúsculas e crescentes, como foi feito neste Breve Manual.
São geralmente constituídos pela Capa Dura ou Capa do trabalho que é apresentado;
a Portadilla ou Capa; Dados de Catalogação Internacional; a Fé de
Errata (quando aplicável); a Ficha de Aprovação; Dedicação; Resumo; Lista de
Tabelas, Modelos e Figuras; Agradecimentos; Prólogo; e, finalmente, o apresentado pelo
Resumo do trabalho apresentado (apresentado nessa ordem), seguido ou não de uma
Epígrafe, embora "Os requisitos para esses aspectos variem entre as instituições"
(Manual ... da APA, 2001/2005, p. 317).
Breve Manual de Redação Científica… 45
Tabela nº 22 – Estrutura Geral do Trabalho Acadêmico-Científico
Adaptado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, do modelo APA (2001/2005)
4.1.1 – Capa dura e Capa
Obrigatório para Teses e Dissertações, a Capa Dura é o revestimento externo (não
numerado) do trabalho que é apresentado, que o reúne ordenadamente e protege.
Geralmente apresenta em sua frente ou capa, como pode ser visto no Modelo nº 2, a
afiliação institucional, o título da obra, o autor da mesma, a cidade e o país e o ano de
sua apresentação, distribuídos em três blocos diferenciados, que são seguidos de uma
folha em branco.
Como o Manual da APA (2001/2005) contém diretrizes para artigos científicos e
não para esse tipo de trabalho acadêmico, ele não apresenta indicações para a elaboração
da capa dura de teses universitárias e o modelo aqui indicado é o comumente utilizado
na maioria dasuniversidades.
Modelo nº 2 – Dados da Capa ou Capa da Obra
UNIVERSIDADE NACIONAL DO LESTE
e> Capa dura ou capa dura ( obrigatório apenas para Tese)
e> Capa ou capa (sempre obrigatória)
e> Dados de Catalogação Internacional (obrigatórios para Tese)
e> Errata (quando necessário)
. ..PAGES e> Folha de Aprovação (obrigatória apenas para Tese)
e> Dedicação (opcional)
PRELIMINARES e> Conteúdo (sempre obrigatório)
e> Listas de Ilustrações (necessárias quando existem)
e> Agradecimentos (opcional)
e> Prólogo (opcional)
e> Resumo (obrigatório), Abstrair ( Obrigatório para Tese)
e> Epígrafe (opcional)
CORPO e> Introdução (sempre obrigatório)
Fazer e> Methodology (obrigatória para a pesquisa) Desenvolvime
nto TRABALHO e> Resultados (relatório de investigação) de Trabalho
e> Discussão final (sempre obrigatória)
e> Lista de Referências (sempre obrigatória)
. ..PAGES e> Glossário (quando disponível)
e> Adendo(s) (obrigatório(s) para a investigação, quando necessário
Include, hair less, o modelo do instrumento de Recolha FIM
de dados)
e> Anexo(s) (facultativo)
Breve Manual de Redação Científica… 46
PÓS-GRADUAÇÃO
(ou FACULDADE DE FILOSOFIA ou a que corresponde)
MESTRADO EM PESQUISA CIENTÍFICA
(ou BACHARELADO EM EDUCAÇÃO ou o que corresponder)
TÍTULO PRINCIPAL DA OBRA
Grau secundário
Autor
Ciudad del Este – Paraguai
2011
Elaborado por Tania Mendes da Oxilia Dávalos, com base nos modelos gerais de várias universidades
Observe que os contornos mostrados no Modelo 2 são para a representação de uma
página e não é uma caixa que, neste tipo de páginae página, não é admissível.
4.1.2 – Lombo de capa dura
Algumas instituições exigem, além de imprimir na frente da Capa Dura, a impressão
dos dados de referência na lombada da mesma. Nesse caso (também não sugerido pelo
Manual da APA, uma vez que os artigos científicos não o possuem), os dados geralmente
registrados nessa posição são os mínimos para a identificação do trabalho, como o autor, o
tipo de trabalho e a afiliação institucional, conforme mostra o Modelo nº 3.
Note-se que a direção do texto é vertical para o nome do autor e título da obra e
horizontal para a sigla da universidade correspondente, e sua redação deve seguir o mesmo
cuidado indicado acima.
Note-se também que, entre o tipo de trabalho e a sigla que identifica a universidade,
há uma caixa de texto vazia (que, precisamente, lhe dá o destaque).
4.1.3 – Capa ou Capa
A capa ou capa é, realmente, aprimeira página obrigatória para todos os trabalhos
científicos, e também apresenta em três blocos os dados mínimos de identificação dos
mesmos, em uma ordem ligeiramente diferente da capa. Isso porque existe, no caso da capa,
um modelo da APA (2001/2005) para sua apresentação em artigos científicos, que é adotado
e seguido também para trabalhos acadêmico-científicos, iniciando essa página com o que é
mais importante: o título do trabalho.
Breve Manual de Redação Científica… 47
O título deve sintetizar a ideia principal da escrita de forma simples e, se
possível, elegante. Deve ser uma afirmação concisa sobre o tema principal e deve
identificar as variáveis reais ou aspectos teóricos sob investigação e a relaçãoentre
eles. (... ) Um título deve ser completamente explicativo por si só. (...)
Normalmente, os títulos são indexados e compilados em inúmeras obras de
referência. Portanto, evite palavras que não sirvam a propósitos úteis; que
aumentam a extensão e podem confundir as pessoas que produzem os índices. (...)
Evite usar abreviaturas em um título: a escrita completa de todos os termos ajudará
a garantir uma indexação precisa e completa do artigo. (Manual... da APA,
2001/2005, p. 8)
Modelo nº 3 – Dados na parte de trás da Capa Dura
(opcional)
A localização do título da obra primeiro (na metade superior da página, cf.
Manual... da APA, 2001/2005, p. 290) é muito significativa, pois indica que, para a
2 ,6 cen
tím
5 ,0 cen
tím
ACRÔNIMO DO UNIVERSIDADE
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, com base em
Modelo de cabelo marinado Universidade de São Paulo ( USP), Brasil
Breve Manual de Redação Científica… 48
ciência, o mais importante é a própria obra, o conhecimento de que esta obra contribui
para o acúmulo de conhecimentos já obtidos, em relação aos quais seu autor adquire
uma importância secundária. Certamente é uma ideia difícil de entender em um mundo
marcado hoje pelo desejo de obter renome e notoriedade de... Destaca-se, mais uma
vez, que o desenvolvimento da humildade é condição para ser cientista e editor
científico. E destaca, mais uma vez, como o plágio é uma distorção completa do trabalho
científico.
O nome do autor e a afiliação institucional comformam o segundo bloco e seguem o
título do trabalho. Esse nome deve ser escrito na íntegra (como aparece no seu documento
de identidade), com "... o primeiro nome e sobrenome, para reduzir a probabilidade de uma
identidade equivocada. " (Manual... da APA, 2001/2005, p. 8) Além disso, quando se trata
de mais de um autor:
Digite os nomes dos autores na ordem de suas contribuições, usando letras maiúsculas
e minúsculas, centralizadas na página, em uma linha com espaçamento duplo ou
abaixo do título. Para nomes com sufixos (por exemplo, Jr. e III), separe o sufixo do
resto do nome com um espaço em vez de uma vírgula.
(Manual... da APA, 2001/2005, p. 290)
A afiliação institucional do autor, ou seja, a menção do campo em que tal obra foi
elaborada – até um máximo de dois por autor e sempre o(s) mais atual(is) – segue a escrita
do nome do autor, também de formacompletae precisa (Manual ... da APA, 2001/2005, p.
8). Nesse caso: "Digite a afiliação institucional, centrada sob o nome do autor, na próxima
linha de espaçamento duplo". (ibidem, p. 290)
No caso de dois ou mais autores da mesma instituição,todos eles são escritos (em uma
linha, de preferência) separados por vírgulas, incluindo, entre os dois últimos, a palavra y.
Quando há vários autores com diferentes afiliações institucionais, os nomes são escritos
separadamente, em ordem de contribuição, cada um com sua respectiva afiliação
institucional imediatamente abaixo, na seguinte linha de espaçamento duplo, conforme
explicado acima e ilustrado na Tabela nº 23, com espaço duplo entre a indicação deum e
outro.
Tabela nº 23 – Exemplos de diferentes autores em capa
TRÊS AUTORES, UMA AFILIAÇÃO
Nidia Glavinich, Adriana Deligdisch e Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Universidade Autônoma de Assunção, município no Paraguai.
TRÊS AUTORES, TRÊS AFILIAÇÕES
Roberto Hernández Sampieri
Universidade de Celaya, México
Carlos Fernández Collado
Universidade de Oviedo, Espanha
Maria del Pilar Baptista Lúcio
Universidade de Anahuac, México
Breve Manual de Redação Científica… 49
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, com base no modelo APA (2001/2005, p. 290)
Por fim, no caso de trabalhos acadêmico-científicos, a capa ou capa apresenta um
último bloco, na parte inferior da página, que indica a cidade, o país e o ano de
apresentação do trabalho, conforme ensinado no Modelo nº 4. Embora essa orientação
coincida com a do Manual da APA (2001/2005), quando afirma que "Todas as
afiliações fora dos EUA devem incluir cidade e estado ou, conforme o caso, província
e país" (p. 290), ela difere na localização dessa informação que, no caso da APA, segue
a afiliação institucional e, Em trabalhos acadêmico-científicos, ele vai em bloco final
separado, como indicado.
Modelo nº 4 – Portadilla ou Capa de trabalho genérica
TÍTULO PRINCIPAL DA OBRA
Grau secundário
Autor
UNIVERSIDADE NACIONAL DO LESTE
PÓS-GRADUAÇÃO
(ou FACULDADE DE FILOSOFIA ou a que corresponde)
MESTRADO EM PESQUISA CIENTÍFICA
(ou BACHARELADO EM EDUCAÇÃO ou o que corresponder)
Assunção do Paraguai
2011
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, com base na orientação da APA (2001/2005, pp. 289-290)
No caso de apresentação de Tese (graduação ou pós-graduação), não é incomum
mencionar, como ensinado no Modelo nº 5, o tipo de trabalho que está sendo
apresentado, colocando-o como um bloco, movido para a direita, entre o título e o nome
do autor. Quando é utilizada, essa informação deve ser ignorada dentro da afiliação
institucional (cf. Tabela nº 23 e Modelo nº 4), para que não seja duplicada.
Breve Manual de Redação Científica… 50
4.1.4 – Dados de Catalogação Internacional
Novamente, como o Manual da APA (2001/2005) orienta a publicação de artigos
científicos, em vez de trabalhos completos, ele não fornece orientação sobre Dados de
Catalogação Internacional.
No entanto, existe um formato internacionalmente aceito (com pequenas
variações de acordo com cada instituição), que considera esta página como obrigatória
para os trabalhos que são publicados (o que inclui teses de graduação ou pós-graduação,
uma vez que suas defesas são públicas) e que a coloca no verso da capa, na qual os
Dados de Catalogação Internacional são impressos no formato de um arquivo
apresentado em caixa, no final dela. (Na verdade, é importação. Deve-se notar que esta
é a única folha do trabalho acadêmico-científico que é impressa em ambos os lados: na
frente, na capa; e no verso, esses dados.)
Modelo nº 5 – Capa ou Capa de Tese (graduação e pós-
graduação)
TÍTULO PRINCIPAL
Grau secundário
Tese apresentada
para obtenção do
título
de Bacharel em ...
(ou Mestre em ... ou mesmo
Doutor em ... ).
Autor
UNIVERSIDADE NACIONAL DO LESTE
PÓS-GRADUAÇÃO
(ou FACULDADE DE FILOSOFIA ou a que corresponde)
Assunção do Paraguai
2011
Elaborado por Tania Mendes da Oxilia Dávalos, com base na orientação geral de várias universidades
Esta caixa, que apresenta os Dados de Catalogação Internacional, é composta por três
blocos de informação, como exemplificado no Quadronnº 24: o primeiro começa com o
nome completo do autor, com inversão, ou seja, começando pelo sobrenome, seguido de
vírgula, espaço e o(s) nome(s); em uma linha separada para um único espaço, Segue-se o
título da mesma, cidade e país (entre parenthesis) em que foi feita, a instituição que a
publica, o ano da sua publicação e o número de páginas que contém.
Breve Manual de Redação Científica… 51
O segundo bloco, separado do anterior por pelo menos o dobro do espaço, indica o
tipo deste trabalho, seguido, se teses, pelo nome do Programa (Licenciatura, Mestrado ou
Doutoramento), o nome da instituição a que tal Programa corresponde e o nome do
orientador/tutor/orientador do mesmo.
O terceiro e último bloco é composto por três a cinco palavras-chave, que são os
indicadores sintéticos dos temas nele abordados.
Algumas universidades, como a Universidade de São Paulo (Biblioteca Prof. Fonseca
Telles, 2006, Brasil), exigem que, na margem superior da mesma página, em vez do título
International Cataloguing Data, haja um texto que autorize a reprodução e/ou divulgação da
obra, "por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde
que a fonte seja citada". (Anexo D, p. 1). 36, trad. Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Tabela nº 24 – Exemplo de Ficha Técnica de Catalogação
Internacional (contracapa)
DADOS DE CATALOGAÇÃO INTERNACIONAL
Perez, Juanita.
O sexo dos anjos: acredita-se na sua existência? Ciudad del
Este (Paraguai): Universidad Nacional del Este. 2011, 234
pp.
Tese ( Programa de Mestrado em Pesquisa Científica –
Escola de Pós-Graduação) da Universidade Nacional do
Oriente. Orientado por Angelo Gabrielli.
1. Sexualidade. 2. Crenças. 3. Representação social.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, baseado no modelo internacional
Para trabalhos que não sejam teses, como este Breve Manual, além dos dados
incluídos na referida caixa, mais um é geralmente adicionado no final: o International
Standard Book Number, representado pela sigla ISBN seguido do número fornecido (a
pedido da entidade editora) pela agência localizada em cada país. como forma de
padronizar, indexar e garantir a propriedade intelectual e patrimonial da obra que é
publicada. A parte de trás da capa deste Pequeno Manual é um exemplo que ilustra essa
folha.
Breve Manual de Redação Científica… 52
4.1.5 – Fé da(s) Errata(s)
Quando, após a entrega de um trabalho acadêmico-científico, se descobre que ele
apresenta algum erro, pode ser incluída, imediatamente após a capa, uma folha
denominada Errata Fé ou apenas Errata, na qual o erro descoberto é reconhecido e a
versão correta do mesmo é indicada, como forma de apresentar uma versão corrigida
antes da divulgação pública do material.
No Modelo nº 6, é possível ver como tal erro é indicado com precisão,
mencionando a página ea linha onde ele ocorreu e, logo abaixo, indicando como deve
ser a versão correta.
É um recurso utilizado, normalmente, nos casos de Tese, antes de sua defesa.
Modelo nº 6 – Folha de Fé da Errata
FE DE ERRATA
Página Onde lê a linha Ler
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, baseado no modelo da ABNT
4.1.6 – Ficha de Homologação
Obrigatória para teses de graduação ou pós-graduação, que estejam sujeitas a defesas
públicas, a Ficha de Aprovação é inserida imediatamente após os Dados de Catalogação
Internacional ou a Folha de Fé da Errata, quando houver.
Novamente, por se tratarde uma folha inexistente na publicação de artigos científicos,
não se orienta pelo Manual da APA, mas geralmente segue a lógica envolvida em seus
modelos e apresenta os dados gerais de identificação do trabalho, do(s) autor(es) e do nível,
Breve Manual de Redação Científica… 53
ao qual se somam os nomes da Comissão de Avaliação do mesmo, como pode ser visto no
Modelo nº 7.
4.1.7 – Índice
O Formulário de Aprovação é seguido pelo que exibe o Resumo (também chamado
de Conteúdo) do trabalho apresentado, ou seja, a(s) folha(s) que mostra todas as seções e
subseções componentes do mesmo (incluindo as Páginas Finais), em suas páginas iniciais
correspondentes7. A redação dos títulos e subtítulos desses títulos segue o mesmo formato
indicado para todos eles, conforme detalhado em 3.8 e 3.9 (cf. pp. 35-38), com recuo de
parágrafo para as seções legendadas. O Resumo apresentado neste Breve Manual (pp. v-viii)
é um exemplo de seu formato.
Modelo nº 7 – Ficha de Homologação
CARGO
Tese apresentada e defendida para obtenção do
título de Bacharel em ... (ou Mestre em ... ou
mesmo Doutor en ... ).
Autor(es)
Conselheiro (ou Tutor ou mesmo Orientador)
UNIVERSIDADE NACIONAL DO LESTE
Aprovado em ... . de .... de 20.. pela Comissão Examinadora da Faculdade
de............... ., em Ciudad del Este (Paraguai).
Prof. Dr. ....
Universidade Nacional do Oriente
Profª. O dr. . Universidade....................................
Profª. Dr.......................................................
Universidade....................................
Adaptado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, das orientações gerais da APA
7 É importante reiterar que apenas o número da página em que a seção ou subseção indicada é iniciada é
mencionado e não todas as páginas que a compõem.
Breve Manual de Redação Científica… 54
4.1.8 – Lista(s) de Recurso(s) Visual(is)
Os recursos visuais comumente utilizados em trabalhos acadêmico-científicos,
como Tabelas, Gráficos, Tabelas, Figuras, Fotos, Mapas, etc., já descritos acima (cf. pp.
38-41), são listados separadamente (com uma lista para cada recurso visual) e cada uma
dessas listas os apresenta na ordem de sua aparição no texto, com sua respectiva
numeração e execução. Spondiente título e página onde eles podem ser encontrados.
Essas Listas, sendo como um resumo de cada recurso visual utilizado na obra, são
apresentadas imediatamente após o Resumo da obra completa, começando pela lista
doprimeiro recurso apresentado na obra, seguida pela que aparece em segundo lugar e
assim por diante.
A Lista de Tabelas e a Lista de Modelos que compõem este Breve Manual são
ilustrações das listas descritas, localizadas imediatamente apóso Resumo (p. ix e p.
xiii, respectivamente).
4.1.9 – Dedicação
Quando o autor de uma obra deseja homenagear alguém, ele geralmente dedica
essa obra a ele, o que significa simbolicamente oferecer que sua produção intelectual.
É um elemento opcional possível de ser utilizado na maioria dostrabalhos
acadêmico-científicos, com exceção de artigos científicos publicados em periódicos
especializados ou em comunicações realizadas em congressos ou simpósios, razão pela
qual não está presente no Manual da APA (2001/2005).
No entanto, é umrecurso frequente no campo acadêmico, especialmente nos trabalhos
de Teses (graduação ou pós-graduação) que são publicados e seu modelo não está isento de
expressões literárias, embora sua localização não seja, uma vez que deve ser inserido
imediatamente após o Hoja de Aprovação.
Atualmente, como pode ser visto na Tabela nº 25, qualquer título é omitido nessa
folha, escrevendo diretamente a referência dedicatória no quadrante inferior direito, com
espaço simples entre linhas e ambas as margens alinhadasduas.
Tabela nº 25 – Exemplo de Página de Dedicação
A todos os anjos, cuja
existência tornou possível esta
obra.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, baseado no formato literário em voga
Breve Manual de Redação Científica… 55
4.1.10 – Reconhecimento(s)
A página que se segue à(s) página(s) que apresenta(m) a(s) Lista(s) de Recurso(s)
Visual(is), quando esta existe, ou, a da Dedicatória (quando apresentada), é, geralmente, a
de Agradecimento(s)8 que, embora seja uma página opcional, é indicada no caso de trabalhos
acadêmico-científicos, como demonstração, mais uma vez, da humildade de seu autor: De
fato, algo é sempre "devido" a alguém que coopera com sua elaboração e essa página é a
que faz justiça a toda colaboração recebida. Mas, mais uma vez, reitera-se que a parcimônia
deve ser o critério para sua elaboração, mencionando apenas aquelas pessoas, entidades ou
grupos que ajudaram diretamente na construção daquele trabalho que é apresentado.
Assim como a página da Dedicatória, a que apresenta Agradecimentos o faz
diretamente no quadrante inferior direito, mencionando os nomes e o tipo de contribuição
(econômica ou não) de cada menção, sem título da página, mas apenas iniciando-a com
alguma referência do tipo: "Agradecemos ...., por ..... . A .... por
...." etc., como mostra a Tabela nº 26.
Tabela nº 26 – Exemplo de Página(s) de Agradecimento
Agradecimentos especiais
são dados ao Prof. Dr. Ángel
Gabrielli, por sua cuidadosa
companhia na elaboração deste
trabalho e suas contribuições
teórico-práticas.
A María La Vera, pela
revisão meticulosa do mesmo.
Elaborado por Tania Mendes de Boiilia Dávalos, baseado no formato literário em voga
Somente quando o número de agradecimentos é muito grande para colocá-lo
nesse quadrante, é que o título central é apresentado como tal e essa página é escrita
como qualquer outro dos trabalhos apresentados, dedicando cada parágrafo a uma
menção.
8 No modelo de Vancouver, sua localização em fNo âmbito do trabalho.
Breve Manual de Redação Científica… 56
4.1.11 – Resumo
A página seguinte à(s) Agradecimento(s) apresenta um resumo completo, mas
conciso, do trabalho apresentado (não mais de 120 palavras, conforme orientado pelo
Manual da APA, 2001/2005, pp. 11, 292), escrito em um único bloco, sem o uso de
recuo de parágrafo, na língua oficial da instituição à qual está filiada (ou seja, em
vernáculo) e é uma página obrigatória para o trabalho de tese. Esse blocoé apresentado
com três a cinco palavras-chave, que são aquelas que indicam o assunto tratado,
conforme ilustrado na Tabela nº 27.
Tanto essa definição quanto a função do Resumo de um trabalho acadêmico-
científico coincidem com a que o Manual da APA (2001/2005) expressa para o resumo
de um artigo científico, ainda que a indexação desse trabalho seja geralmente limitada
ao ambiente universitário, por meio de suas bibliotecas e, ocasionalmente, também de
seu site:
Um resumo é um resumo completo do conteúdo do artigo, que permite aos leitores
reconhecer rapidamente esse conteúdo e, como no título, é usado em serviços de
síntese e informação para indexar e recuperar artigos. (...) Os leitores geralmente
decidem, com base em um resumo, se lerão o artigo inteiro, o que é verdade se o
leitor estiver na frente de um computador ou folheando uma revista científica. O
resumo precisa ser compacto em suas informações, mas também legível, bem
organizado, curto e completo. Além disso, o fato de inserir muitas palavras-chave
em seu resumo aumentará as chances do usuário de encontrá-lo. (pág. 9)
Tabela nº 27 – Exemplo de Página de Resumo
RESUMO
A pesquisa descritiva, transversal e quantitativa, agora relatada,
foi realizada em Ciudad del Este (Paraguai) em 2011, com a
utilização de uma escala do tipo Likert construída e validada pela
pesquisadora, com o objetivo deverificaras crenças de
universitários sobre as dificuldades e facilidades da elaboração de
uma tese de bacharelado. Com base nos resultados obtidos, pode-
se afirmar que as crenças estão relacionadas às dificuldades (como
alto valor econômico, falta de treinamento adequado, falta
de tutores devidamente preparados para o desempenho da tarefa
de aconselhamento, desmotivação etc.) Eles excedem em muito
(em cerca de 80%) as crenças relacionadas às facilidades na
elaboraçãodessa tarefa acadêmica, testando a hipótese a ser
verificada.
Keywords
1. Crenças 2. Elaboração da Tese 3. Dificuldades na Tese
4. Representações sobre Tese de Bacharelado
Breve Manual de Redação Científica… 57
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as diretrizes da APA (2001/2005, pp. 9-11)
Portanto, "Um resumo bem preparado pode ser o parágrafo mais importante (... )"
(idem) de um artigo ou cientista como de um trabalho acadêmico-científico, para divulgar
o referido trabalho e facilitar a busca e revisão do assunto.
O critério de julgamento para considerar bem elaborado o resumo de um trabalho
acadêmico-científico é o mesmo expresso pelo Manual da APA (2001/2005) para um artigo
científico; isto é, quando seu texto é preciso, completo, conciso e específico, não avaliativo
e, finalmente, quando seu textoé coerente e legível (pp. 9-10).
Neste Manual da APA (2001/2005, pp. 9-10), você pode encontrar a definição de cada
um desses aspectos e recomendar sua leitura. Da mesma forma, este Manual (2001/2005,
pp. 10-11) também apresenta uma série de exemplos de resumos para diferentes tipos de
trabalhos científicos, como relatório de estudo empírico, artigo de revisão, artigo
metodológico e estudo de caso, que merecem ser consultados para uma melhor construção
de um Resumo de acordo com o tipo de trabalho apresentado.
4.1.12 – Resumo
Apágina que segue o Vernacular Summary é a que contém sua tradução para o inglês
(Abstract), com o mesmo formato e elementos, ou seja, mantendo as mesmas ideias e
aspectos contemplados no original, sem acrescentar nada de novo. É também uma página
obrigatóriapara o trabalho de tese.
4.1.13 – Título
Elemento opcional, a epígrafe é definida como uma citação que visa resumir a
essência do trabalho apresentado e pode ser localizada em diferentes locais do trabalho
acadêmico-científico, dependendode sua estrutura: a) no início dele após a capa, no
quadrante inferior direito de uma página separada, com ambas as margens alinhadas e
espaço simples; b) imediatamente antes do corpo da obra, também no quadrante direito
de uma página separada, com ambas as margens alinhadas e espaço simples; ou,
finalmente, c) no início de cada seção dessa obra, caso em que é escrito imediatamente
abaixo do título da seção, movido para a direita (após o meio da página), com ambas
as margens alinhadas e espaço simples.
Esta citação, onde quer que se encontre, deve ser minimamente referenciada (ou
seja, com o sobrenome do autor, ano de publicação e a página correspondente na obra
comresultado) imediatamente após sua apresentação na obra e a obra da qual foi
extraída deve constar da Lista Final de Referências.
Neste Breve Manual, a epígrafe inicial foi apresentada perante o corpo da obra e
vários títulos localizados no início de cada seção, que ilustram esse elemento preliminar,
que acaba ilustrando as possíveis páginas preliminares de um trabalho acadêmico-
científico e a partir do qual se inicia o corpo do trabalho.
Breve Manual de Redação Científica… 58
4.2 – O Corpo da Obra
Esta é a seção que realmente descreve e analisa o trabalho em si e, portanto, inicia
uma nova numeração, com figuras árabes consecutivas. Desde os trabalhos
apresentados por Louis Pasteur (1822-1895), para a divulgação deseus experimentos
que revolucionaram a ciência, o Corpo de Trabalho é constituído por uma subestrutura
básica para qualquer trabalho acadêmico-científico, composta minimamente por uma
Introdução; a descrição da Metodologia utilizada e os Resultados obtidos, seguida de
uma Discussão Final. sobre eles (que alguns chamam de Conclusão), resumida como
IMRD (Day, 1990), que é também a adotada pela APA, para a apresentação de relatórios
científicos transformados em artigos científicos, como já citado (cf. p. 27).
No entanto, essas partes, que são adaptadas ao desenho de uma investigação,
excluiriam outros tipos de trabalhos acadêmico-científicos, como os de revisão, típicos
do período de formação, em que o aluno faz contato com o conhecimento que já existe
e é aceito como tal pela comunidade científica, em relação a um determinado assunto;
os de revisão ou comunicação científica. Portanto, aqui esse modelo de Pasteur foi
simplificado, com a indicação mais genérica de Introdução, Desenvolvimento do
Trabalho (em dois capítulos, geralmente, um mais geral e outro mais específico) e
Discussão Final, que são resumidos como IDD, e são descritos abaixo.
4.2.1 – Introdução
A abertura de um trabalho acadêmico-científico é representada pela Introdução a ele
(e não é uma introdução ao assunto, como alguns confundem). É considerado como o início
do trabalho que é apresentado e, portanto, a primeira página da Introdução é a que é
identificadacomo página 1 (com figuras árabes) da obra. Além disso, como a Introdução é
um texto que abrange a totalidade da obra, ela não é numerada como são os capítulos que a
compõem, como já explicado (pp. 37-38), mas rotulada, ao contrário do que indica, para
artigos científicos, de Manual da APA (2001/2005), uma vez que, como reconhecido por
esse mesmo Manual, " O layout de páginas ou seções na maioria das teses e dissertações pode
exigir que a introdução seja rotulada, porque nenhum outro título aparece nessa página. "
(pág. 319)
É a seção mais pessoal, na qual o leitor é informado, em texto discursivo e em modo
sintético, como nasceu aquela obra que tem em mãos, o que pretende (os objetivos da obra)
e como se organiza. Em outras palavras, faz-se uma descrição que contextualizae descreve
brevemente o que este trabalho objetiva.
Vale a pena notar que os objetivos do trabalho acadêmico-científico não se sobrepõem
aos objetivos pessoais, por mais nobres que sejam, embora este seja um erro muitas
vezescontradito nesses trabalhos. Os objetivos do trabalho acadêmico-científico são, sim, a
expressão de metas concretas e alcançáveis com a elaboração exclusiva do trabalho em
questão. Portanto, não pode ser expresso como um objetivo "Melhorar a qualidade da
educação paraguaia", mesmo que esse seja o desejo de seu autor, porque com a mera
elaboração de sua obra não será possível garantir que esse objetivo será alcançado. Assim,
Breve Manual de Redação Científica… 59
os desejos pessoais do autor não devem ser confundidos com os objetivos de um trabalho
acadêmico-científico: estes últimos têm um significado técnico de expressão de metas
concretas e alcançáveis, reiteramos, através da elaboração do estudo em questão.
Deve-se, portanto, ficar claro que, na Introdução, o usuário apresenta ao seu leitor e/ou
à comunidade científica uma questão acadêmica sobre determinado tema que foi
problematizado (ou seja, que gerou perguntas), indicando quais inconsistências ou "lacunas"
no conhecimento foram detectadas na revisão científica realizada, e que questões seu
trabalho buscou elucidar, especificar ou complementar, e com que passos lógicos e
metodológicos o fez. Com isso, demonstra a necessidade e a originalidade de sua obra, que
é a única coisa que a justifica e lhe confererelevância (Alves-Mazzoti e Gewandsznajder,
2001, p.152).
O trabalho de Hernández Sampieri, Fernández Collado e Baptista Lucio (2010) cita as
questões que Laflen (2001) recomenda fazer para a elaboração de uma Introdução: "... Que
tipo de RPfoi trabalhada, como foi trabalhada e por que foi trabalhada de uma certa
maneira?, O que motivou o estudo?, Por que o relatório está escrito? e
O que o leitor deve saber ou entender quando terminar de ler o relatório? " (pág. 351)
No caso do Manual da APA (2001/2005), que orienta a apresentação de artigos
científicos, além do que foi mencionado, sugere-se também incluir na Introdução a descrição
do background relacionado ao tema, ou seja, a descrição dos resultados da revisão científica.
fica feito sobre a literatura especializada sobre o assunto. No entanto, no caso de artigos
acadêmico-científicos, que geralmente são muito mais longos do que esses artigos, esta
revisão é apresentada em um capítulo separado (s) e não na Introdução, comoexplicado na
seção 4.2.2.
Mas, seja qual for o caso, ao final da Introdução é sempre apresentada a
organização deste trabalho, descrevendo brevemente os capítulos que o compõem e
destacando especialmente sua articulação lógica com o objeto de estudo e os objetivos
propostos, que é o que justifica sua inclusão, conforme ilustrado na Tabela nº 28. Em
outras palavras, eles são apresentados de forma igualmente fundamentada, como tudo
o que se trata de um trabalho acadêmico-científico.
Tabela nº 28 – Exemplo de apresentação da
organização de um trabalho, no final
da Introdução
Portanto, como forma de apresentar os referenciais teóricos deste trabalho,
apresenta-se inicialmente a teoria de Berger e Luckmann (1976), segunda (Capítulo 2) da
teoria das representações sociais de Moscovici (2005), que questiona a primeira e avança
na busca de explicações mais profundas para as representações apresentadas pelas pessoas
sobre os temas de Ciência e Tecnologia. Después apresenta a realidade universitária
paraguaia, campo de pesquisa (Capítulo 3); a metodologia utilizada em sua realização
(Capítulo 4); e os principais achados (Capítulo 5), que são analisados e interpretados a
seguir (Discussão Final).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Breve Manual de Redação Científica… 60
Note-se que este texto apresentado na Tabela nº 28 é apenas um exemplo de
como articular essa apresentação final da organização do trabalho; Não é um modelo
a ser copiado, pois a escrita deve ser sempre original e relacionada ao problema em
estudo por cada autor.
4.2.2 – Desenvolvimento do Trabalho
O desenvolvimento de um trabalho acadêmico-científico depende do nível a que
corresponde, embora, em geral, seu desenvolvimento ocorra sempre a partir do mais
geral para o mais específico, como um "funil" intelectual que está especificando cada
vez mais o objeto de estudo.
Os trabalhos de revisão acima definidos (cf. Pp. 25-26), que correspondem
adequadamente ao período de formação (seja em nível de graduação ou pós-graduação),
geralmente presente em dois capítulos (máximo), devidamente numerados e intitulados,
a questão em estudo, começando por descrever os aspectos mais gerais (teorias,
conceituações, autores renomados etc.) relacionados ao assunto (no primeiro capítulo)
e, em seguida, referindo-se ao tratamento que é atualmente dado ao assunto (no segundo
capítulo), como linhasde pesquisa atuais, novas teorias ou conceituações, novos autores
etc., que, posteriormente, devem ser analisados e discutidos na próxima seção
(Discussão Final). Os de revisão crítica ou revisão são semelhantes (como também
explicado acima, p. 30), variando apenas na duração do mesmo, de acordo com os
requisitos da revista científica.
Sua redação deve respeitar os princípios da escrita científica, texto técnico,
conciso, objetivo, ético e não avaliativo, sem " clases magistrales" ou qualquer tipo de
plágio, como já explicado no Capítulo 1 (especialmente nas pp. 1-8).
Os trabalhos de pesquisa e teses (definidos nas pp. 26 e 29, respectivamente) também
começam com a exposição, geralmente também em dois capítulos, desses mesmos aspectos,
reunidos sob o conceito de Quadro de Referência, mas são seguidos pormais dois capítulos
(descritos em 4.5): um, conceitualmente designado pelo Quadro Metodológico. , relata, de
forma completa, detalhada e precisa, o desenho, o tipo, a abordagem e os objetivos adotados
na pesquisa realizada, com a definição operacional das variáveis e a metodologia utilizada
para obter respostas ao problema colocado; e o outro descreve fielmente os dados coletados
e os principais achados gerados por meio dele, que também devem ser analisados na seção
seguinte(Discussão Final). ). Sua redação, assim como os trabalhos de revisão, também
deve respeitar os princípios da escrita científica.
Os artigos e relatórios científicos, assim como as comunicações científicas, seguem a
mesma estrutura, emborade forma resumida e sintética, com o pano de fundo descrito na
Introdução, devido à sua extensão limitada: de 15 a 30 páginas, para a maioria dos periódicos
científicos ou congressos e simpósios.
Como verificado, essa descrição, que geralmente é chamada de Antecedentes do
assunto, está presente em todos os tipos de trabalhos acadêmico-científicos (incluídos ou
não na Introdução, como no caso de artigos e comunicações científicas) sendo a base
inevitável sobre a qual se baseia o desenho de uma pesquisa científica.
Breve Manual de Redação Científica… 61
4.2.3 – Discussão Final
O desenvolvimento do trabalho (mais uma vez: seja ele qual for), é sempre seguido
por uma Discussão Final, como uma nova seção (e, portanto, iniciando uma nova página).
No caso darevisão e revisões científicas, é a seção que apresenta uma análise crítica e
reflexiva do contexto descrito do tema em estudo.
Os trabalhos e teses de pesquisa também apresentam essa análise crítica e reflexiva,
mas não apenas sobre os antecedentes descritos, mas, principalmente, sobre os achados
realizados e seu contraste com os referidos antecedentes.
É assim que esta seção é apresentada no Manual da APA (2001/2005), para artigos
científicos de base de pesquisa:
Depois de apresentar os resultados, você está em posição de avaliar e interpretar suas
implicações, especialmente no que diz respeito à sua hipótese original. É livre para
examinar, interpretar e qualificar os resultados, bem como paratirar inferências a
partir deles. Enfatize quaisquer consequências teóricas dos resultados e a validade de
suas conclusões. (...) Inicie a seção Discussão com uma declaração clara do apoio,
ou falta dele, para suas hipóteses originais. As semelhanças e diferenças entre seus
próprios resultados e o trabalho de outras pessoas devem esclarecer e confirmar as
conclusões que você tira. No entanto, simplesmente não reformule e repita
declarações feitas anteriormente; Cada novoelemento deve contribuir para a sua
posição e
para a compreensão do leitor sobre o problema. Reconheça as limitações e aponte
explicações alternativas para os resultados. (pág. 21)
Finalmente, apesar de todo o exposto, enfatiza-se que, qualquer que seja a obra
em questão e qualquer que seja sua natureza, os critérios e princípios da escrita
científica, bem como sua estrutura básica, são sempre respeitados.
4.3 – As páginas finais
Estas são as páginas que complementam o Corpo da Obra apresentado com as
informações necessárias, embora não suficientes para a sua inclusão no mesmo, uma
vez que poderiam distrair o leitor dos aspectos mais essenciais. Podem ser
representadospor: Lista de referências, glossário, apêndices e anexos.
4.3.1 – Lista de Referências
Já foi mencionado acima (cf. p. 9) que todo trabalho acadêmico-científico sempre
apresenta, imediatamente após o corpo da obra, a lista das obras consultadas que
sustentaram a construção do texto atual, como forma de facilitaro acesso direto às
mesmas fontes consultadas. Isto é guiado pelo Manual da APA (2001/2005):
As referências citadas no texto devem constar dalista de referências; e vice-versa:
cada entrada na lista de referências deve ser citada no texto (... ). O autor deve
garantir que cada fonte referida apareça em ambos os lugares, e que a citação no
texto e a entrada na lista de referências sejam idênticas em sua forma de escrita e
ano. (pp. 223-224)
Breve Manual de Redação Científica… 62
Ou seja, deve haver concordânciaentre o que é referido no texto e a lista no final,
em plena coerência com os princípios da verdade, precisão e objetividade do método
científico. Então
Como um dos propósitos da listagem de referências é facilitar a localização e o uso
de fontes pelos leitores, os dados de origem devem estar corretos e completos. Cada
entrada geralmente contém os seguintes elementos: autor, ano de publicação, título
e dados de publicação; Todas as informações necessárias para a identificaçãoe
pesquisa específicas em bibliotecas. A melhor maneira de garantir que as
informações sejam precisas e completas é verificar cuidadosamente cada referência
em relação à publicação original. Preste especial atenção à ortografia de nomes
próprios e palavras em línguas estrangeiras [negrito adicionado], incluindo
acentos e outros sinais especiais, e à completude de títulos, anos, números de
volume e páginas de revistas científicas. (Manual... da APA, 2001/2005, p. 224)
Ao mesmo tempo, alerte o Manual... da APA (2001/2005) pela responsabilidade
essencial do autor do texto em relação a todas as referências nele incluídas, relacionando
sua precisão com sua credibilidade como redator científico, o que parece essencial
reiterar:
Os autores são responsáveis por todas as informações em suas listas de referência.
Referências que são preparadas com precisão ajudam a estabelecer sua
credibilidade como um pesquisador cuidadoso. Uma referência imprecisa ou
incompleta "permanecerá no texto impresso como um incômodo para futuros
pesquisadores e como um monumento ao descuido do escritor" (Bruner, 1942, p.
68) (p. 224)
Com base neste corolário, a apresentação da lista é normalizada.
Referências: com exceção do estilo Vancouver 9 de publicação (e alguns outros de menor
visibilidade científica), quase todos os estilos de publicação científica (como é o caso do
estilo APA, 2001/2005, que dá base a este Breve Manual, ou mesmo o estilo da Associação
Brasileira de Normas Técnicas -ABNT-, para dar outro exemplo) orientam a elaboração
desta Lista de Referências em estrita ordem alfabética dos sobrenomes dos autores
consultados e referidos (ou seja, não é possível incluir autor que não tenha sido referenciado
no texto construído), como mostra o Modelo Geral n° 1. (Note que a pontuação indicada é
importante na comunicação do trabalho que foi consultado, e deve ser de acordo com uida
para manter a lógica que relaciona as informações fornecidas.)
Modelo nº 8 – Modelo geral de referência completa do trabalho
consultado
Apelido(s) do autor, Nome(s). (Ano de publicação original/consultada).
Inicial(is) Completa (s) Apenas inicial(is) Nome do Tradutor seguido de ponto
(precedido por Trad.),
quando for esse o caso
Breve Manual de Redação Científica… 63
Título da obra consultada. n° da edição. Cidade (País): editora.
Sempre em modo diferenciado A palavra "edição" Apenas o nome,
(negrito ou itálico) Abreviado como ed. sem adicionar "editora"
A primeira linha da referência é sempre escrita diretamente na margem esquerda e um parágrafo
com recuo francês (isto é, com recuo de cerca de 0,9 cm da primeira linha) é usado para linhas
subsequentes (sempre com espaço duplo entre elas), de modo que elas comecem
aproximadamente na direção da quarta letra do sobrenome do primeiro autor e sejam
padronizadas para o resto da Lista . Essa padronização desse recuo francês pode ser formatada
com o programa Windows Office Word com o seguinte script: Parágrafo/Recuo e
Espaço/Recuo/Especial/Francês/Recuo: 0,9 cm).
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, com base nas orientações da APA (2001/2005, p. 224)
Mas, como qualquer modelo, isso indica apenas a estrutura geral que toda referência
completa deve apresentar, sem considerar casos específicos. Por essa razão,
algunsexemplos são mostrados a seguir, com o objetivo de ilustrar a elaboração da
referência completa das fontes consultadas que teoricamente sustentam o texto (referências
internas), com base no estilo da APA, procurando abranger alguns dos casos de maior
ocorrência no desenvolvimento da escrita científica.
9
Como já observado na nota anterior (n° 7), no estilo Vancouver de publicação a Lista de Referências é
apresentada em ordem crescente do número a ser atribuído (entre colchetes) a cada referência interna
(no corpo da obra).
É claro que, como já observado acima (p. 19), esses exemplos ensinados não
esgotam a riqueza que o Manual de Estilo de Publicação da Associação Americana de
Psicologia (2001/2005) apresenta, razão pela qual o leitor é encaminhado para sua
consulta direta para casos não previstos neste Breve Manual.
4.3.1.1 – Referência completa de materiais com um único autor
Quando a obra referenciada no corpo da obra é de um único autor, de acordo com
exemplos apresentados na Tabela nº 29, sua referência é feita de acordo com o modelo
geral indicado (Modelo n° 1).
Tabela n° 29 – Exemplos de referências completas de obras com uma
única autoria
Martínez Miguélez, M. (2008). Epistemologia e Metodologia Qualitativa nas Ciências
Sociais. 1ª ed. México: Trillas.
Breve Manual de Redação Científica… 64
Mendes de Oxilia Dávalos, T. (2008). Guia para a preparação de trabalhos acadêmico-
científicos. 1ª ed. Assunção (Paraguai): Instituto Superior de Educação "Dr. Raúl
Peña".
Elaborado por Tânia Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
É importante notar que, quando o nome da cidade pode gerar confusão – por
exemplo, quando há outra(s) cidade(s) com o mesmo nome, como é o caso da cidade
de Assunção – o nome do país deve ser incluído (entre parênteses), para apresentar a
referência realmente completa e de forma exata e precisa. "No entanto, para maior
clareza, sugere-se [sempre] adicionar o nome do país."
(Manual... da APA. 2001/2005, p. 225)
4.3.1.2 – Referência completa de materiais comautoria múltipla
A indicação da APA, para a referência completa de uma obra com mais de um
autor, é separar os autores por vírgula e juntar os dois últimos com o símbolo "&". Além
disso, para os casos de até seis autores, quando não háresponsabilidade intelectual
pendente (como mostra a Tabela n° 30), a orientação da APA (2001/2005, p. 244, 249)
é a menção completa de todos os sobrenomes e nomes próprios.
Tabela 30 – Exemplos de referências completas de
materiais com atéseus autores
Referência de material com dois autores
Coreia, C. & Lewkowicz, I. (2005). Pedagogia do chato. Escolas desamparadas, famílias
perplexas. 1ª ed., 1ª reimpática. Buenos Aires: Paidós.
Referência de material com três autores
Hernández Sampieri, R.; Fernández Collado, C. & Baptista Lucio, P. (2010). Metodologia
de Pesquisa, 5ª edição, México: Mc Graw-Hill.
Referência de material com quatro autores
Martinez Stark, Ma. M. P.; Villalba Larrosa, N.; M. De Zabrodiec, Ma. C. & Guttandin,
F. (2003). Necessidades e Possibilidades de Desenvolvimento Educacional em Setores
Sem Recursos da Grande Assunção, Assunção (Paraguai): Universidade Católica
"Nuestra Señora de la Asunción"/ Fundación Alda/Universidad "Ramón Llull", s.d.
Elaborado por Tânia Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
4.3.1.3 – Referência completa de materiais com mais de seis autores
De acordo com o índice APA (2001/2005), como mostra a Tabela n° 31, "Quando
houver sete ou mais autores,abreviar o sétimo autor e os autores subsequentes como et al.
[sem itálico e com um período após 'al']" (p.230). A expressão latina et al. É a forma Abr
eviadade et alli, que significa "e outros".
Breve Manual de Redação Científica… 65
Tabela n° 31 – Exemplo de referência completa de
material com mais de seis autores
Prigogine, I.; Morin, E.; Von Foerster, H.; Von Glasersfeld, E.; Foz Keller, E.; Castagnino,
M. et al. (1994). Novos Paradigmas, Cultura e Subjetividade. 1ª ed. Buenos Aires: Paidós.
Elaborado por Tânia Mendes de Oxilia Dávalos,de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
4.3.1.4 – Referência completa de materiais com responsabilidade intelectual
excepcional
Há trabalhos que, apesar de serem escritos por autores diferentes, atribuem a alguns
deles uma responsabilidade intelectual diferente, seja como editor, coordenador,
organizador ou outro. Nesses casos, de acordo com os exemplos apresentados na Tabela
n° 32, apenas o referido com tão destacada responsabilidade intelectual é indicado na Lista
de Referências (Manual ... da APA, 2001/2005, p. 215).
Tabela 32 – Exemplos de referências completas de
materiais com destacada responsabilidade
intelectual
Burón, J. (org.). (2003). Psicologia médico-forense. A investigação do crime. Bilbao (Espanha):
Desclée de Brouwer.
Corsi, J. & Peyrú, G. (coords.) (2003). Violência Social. 1ª ed. Buenos Aires (Argentina):
Ariel.
Mendes de Oxilia Dávalos, T. (org.) (2002). Ciência, Tecnologia e Tecnologia. Reflexões
Críticas. Assunção (Paraguai): Universidade Autônoma de Assunção (UAA).
Elaborado por Tânia Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
4.3.1.5 – Referência completa de material com autoria corporativa
Hoje, praticamente todos os materiais indicam autoria pessoal, especialmente porque,
do ponto de vista legal, os direitos autorais são pessoais e não legais ou institucionais.
No entanto, ainda existem muitos materiais que omitem essas informações de autoria,
incluindo apenas a corporação; Nesses casos, como mostra a Tabela n° 33, as referências
devem ser feitas considerando a referida corporação como autora da obra (Manual... da
APA, 2001/2005, pp. 216-217, 230).
Tabela n° 33 – Exemplo de referência completa de autoria
corporativa
Organização Pan-Americana da Saúde [OPAS], Escritório Regional da OMS para as
Américas [AMRO]/Organização Mundial da Saúde [OMS], Departamento de Saúde
Breve Manual de Redação Científica… 66
Mental e Abuso de Substâncias [MSD]. (2006). Sistema de Saúde Mental no Paraguai.
Assunção (Paraguai): OPAS/OMS-Paraguai.
Elaborado por Tânia Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
4.3.1.6 – Referência completa de documentos oficiais sem autoria proeminente
A referência integral de documentos oficiais que não indicam uma autoria
específica – casos cada vez mais raros, como já apontado na seção anterior (devido ao
fato de que o direito de autorização pertence à pessoa física e não à pessoa jurídica) – é
feita mencionando-se inicialmente o país, seguido pelo órgão oficial, conforme
ilustrado na Tabela n° 34, que representam o autor da obra utilizada.
Tabela 34 – Referências completas de documentos
oficiais sem autoria proeminente
Espanha. Junta de Andaluzia/Federación Andaluza de Municipios y Provincias/Fondo
Social Europea. (2003). Materiais de apoio para técnicos de desenvolvimento local.
Andaluzia: FAMP/Euro Conseil. Resgatado em 17/07/2007 de 2003manualedl.pdf.
Paraguai. Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia – CONACYT. (2010).
Estatísticas e Indicadores de Ciência e Tecnologia do Paraguai 2008. Assunção (Paraná):
CONACYT, Setembro de 2010.
Paraguai. Congresso Nacional (1998). Lei Nacional de Educação, Assunção (Paraguai):
Congresso Nacional.
Elaborado por Tânia Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
Refira-se que esta indicação, exemplificada no Quadro n.º 34, embora não
necessariamente contrária, não corresponde precisamente ao que é sugerido pela APA,
uma vez que esta Associação deve seguir as orientações oficiais do seu país de origem
(Estados Unidos da América), promovidas pelo The Bluebook: a Uniform System of
Citation (Manual ... da APA, 2001/2005, pp. 223, 387-403), que parte do pressuposto
de que a legislação apresentada é nacional, o que nem sempre está em conformidade
com a realidade atual.
Isto porque (e talvez seja a razão mais importante para discordar da utilização
adaptada por este referido Manual), hoje, com o crescente acesso e utilização das novas
tecnologias de informação e comunicação (TIC), não é possível, a priori, supor que a
referência de algum material jurídico/oficial corresponda, única e necessariamente, aos
materiais do país que o publica. Prova disso são os trabalhos cada vez mais comuns de
análise comparativa ou estudos multiculturais, que reúnem materiais jurídicos/oficiais
dos diversos países em estudo.
Portanto, para os fins deste Breve Manual de Redação Científica, considerou-se que
a referência completa de materiais oficiais e/ou legais deve, necessariamente, ser
coerente com o princípio básico de precisão e clareza necessários à escrita científica,
seguindo o modelo geral de referências completas, embora apresentando como verbete
o nome do país.
Breve Manual de Redação Científica… 67
4.3.1.7 – Referência completa de trabalhos incluídos em outra publicação
As obras incluídas em outras publicações (periódicas ou não) devem ser
referenciadas seguindo o modelo geral (Modelo n° 1), mas com o título do artigo ou
capítulo (que não é o título da obra) escrito sem itálico (uma vez que estes são
reservadospara o título da obra que o publica) e indicando necessariamente no final,
entre parênteses, as páginas ocupadas por essas obras (Manual... da APA, 2001/2005,
pp. 231-235).
No caso de um periódico reconhecido, o volume e o número correspondentes são
indicados em modo abreviado imediatamente após o seu título. E se esta publicação
corresponder a uma edição especial, isso também deve ser indicado, comopode ver no
quadro n.º 35, que apresenta alguns exemplos deste tipo de referência.
Tabela 35 – Exemplos de referências completas de obras
incluídas em outra publicação
Bianco, C.; Lugones, G. & Peirano, F. (2003, setembro). Proposta metodológica para
amensuração da Sociedade do Conhecimento no campo dos países latino-americanos.
Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, CTS, 1/1, pp. 109-133.
Bunge, Mario (9 a 10 de setembro de 2000). Usos práticos daemologia epistista. Última Hora,
Correo Semanal, Assunção (Paraguai), pp.12-13.
Conde, F. (1990). Um Ensaio sobre a Articulação de Perspectivas Quantitativas e
Qualitativas em Pesquisa Social. Reyes, 51/90, pp. 91-127.
Mendes de Oxilia Dávalos, T. (2001). Sexualidade: da condição natural à condição humana.
Revista Universitas-2000 (edição especial do Jubileu), Assunção: UCA, pp. 70-84.
Castellano Arroyo, M. (1997). O consentimento informado dos pacientes. Em A.
Polaino-Lorente (dir.ed.). Manual de Bioética Geral. 3ª ed. Madrid: Rialp, pp.
328-339.
Elaborado por Tânia Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
Note-se que, no último exemplo mostrado, uma vez que não é uma obra periódica,
mas um capítulo de um livro, a palavra En é incluída após o título do livro (grifo nosso,
uma vez que não é a obra consultada, mas parte dela), seguida da referência completa da
obra consultada (cujo título, sim, será em itálico porque é o próprio título da obra).
Note-se também que, neste caso, o nome e sobrenome do autor da obra em si não é
invertido, como é feito nas entradas da Lista de Referências, mas é apresentadoa ele na
ordem comum: iniciais do(s) nome(s) seguido do(s) sobrenome(s).
4.3.1.8 – Referência completa do material apresentado em eventos
Como a ideia é apresentar a referência de forma mais completa e precisa, isso se aplica
a qualquer obra utilizada, incluindo palestras, filmes e outros, sempre seguindo o modelo
geral que se adapta à obra em questão. Mas, mais uma vez, reitera-se a importância de
consultar diretamente o Manual da APA (2001/2005), que apresenta uma enorme
Breve Manual de Redação Científica… 68
quantidade e riqueza de possibilidades de trabalhos a serem referenciados, uma vez que este
Breve Manual não pretende esgotá-lo, mas apresentar as situaçõesde maior ocorrência.
Assim, no caso de referências completas de materiais ou trabalhos apresentados em
eventos, como mostra a Tabela n° 36, imediatamente após o(s) sobrenome(s) e inicial(is)
do nome do autor, o ano e o mês do evento são indicados (entre parênteses), seguidos do
título do evento (grifo nosso), a indicação do tipo de participação seguida do título do
evento (este em itálico), cidade, país (entre parênteses) e organizador(es) (Manual ... da
APA, 2001/2005, p. 2.
259).
Tabela 36 – Exemplos de referências completas de materiais
apresentados em eventos
Bunge, M. (2003, maio). Os sete inimigos da pesquisa básica. A galinha dos ovos de ouro:
como criá-la e como matá-la Discurso. Montreal (Canadá): Departamento de
Filosofia, Universidade McGill.
Mendes de Oxilia Dávalos, T. (2002, setembro). 11 de setembro: O xeque-mate da
ciência? Conferência. CONFERÊNCIA INTERNACIONAL "Ciência, cultura e
sociedade: pactos e desafios", Assunção (Paraguai): Conselho Nacional de Ciência e
Tecnologia (CONACYT).
Romero Fernández, L. M. (2001, setembro). Previsão Universitária: Papel dos Centros de
Transferência de Tecnologia e Educação a Distância.
Conferência. Painel-debate A Reforma Universitária em Debate, Assunção
(Paraguai): Universidade Católica "Nuestra Señora de la Asunción", Universidade
Autônoma de Assunção e Universidade Nacional.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundoa APA (2001/2005)
4.3.1.9 – Referência completa da Tese consultada
Da mesma forma que a referência na seção anterior, a palavra "Tesi s" (sem aspas)
é indicada, imediatamente após a referência e o título do autor, conforme ilustrado na
Tabela n° 37, colocando entre parênteses a referência ao nível acadêmico a que
corresponde e, em seguida, a Faculdade, a Universidade, a cidade (quando não faz parte
do nome da Universidade) e o país (Manual ... da APA, 2001/2001, p. 259-261).
Quadro n° 37 – Exemplos de referências completas de teses
consultadas
Canova Cabañas, P. (2000). Estratégias atuais de sobrevivência dos Paî Tavytera: o caso das
comunidades Tavytera e Itá Guazú. Tese. (Licenciatura em Ecologia Humana).
Faculdade de Ciências Agrárias – Universidade Nacional de Assunção, Paraguai.
Zavala Saucedo, M. V. (2008). Prática Docente: Repetição ou Inovação? Um olhar sobre a
prática dos alunos-professores, a sua relação com os paradigmas anteriores e o seu
Breve Manual de Redação Científica… 69
processo formativo. Tese (Mestrado em Educação). Faculdade de Filosofia e Ciências
Humanas. Universidade Católica "Nossa Senhora da Assunção". Paraguai.
Elaborado por Tânia Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
4.3.1.10 – Referência completa de obras disponíveis online (webgrafia)
A referência aobras ou materiais disponíveis na Internet segue o mesmo modelo
geral já indicado (Modelo n° 1), como estrutura lógica de apresentação, embora a
referência à cidade e ao editor do público seja substituída, como mostra a Tabela n° 38,
pela indicação da data de recuperação do material e pela redação completa do endereço
eletrônico através do qual podem ser acessados ( Manual... da APA, 2001/2005, pp.
266-276).
Quadro 38 – Exemplos de referências completas de obras
disponíveis eletronicamente
Jaramillo Zalazar, H. (2009). Formação pós-graduada na Colômbia: mestrados e doutorados.
Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad - CTS, 5: 13, setembro. Página
visitada em 24/10/09, http://www. revistacts.net/files/Volumen %205%20-
%20n%C3%BAmero%2013/ jaramillo.pdf.
Rede Ibero-Americana e Interamericana de Ciência e Tecnologia (RICYT). (2009). O Estado
da Ciência 2008. Recuperado em 24/10/09 de http://www.ricyt.org/interior/
broadcast/pubs/elc2008/State.pdf.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, de acordo com as orientações da APA (2001/2005)
4.3.1.11 – Referência completa de obras traduzidas
Sempre que uma obra que foi traduzida é usada, sua referência completa é feita,
incluindo informações relativas ao ano de sua publicação original e a referência ao tradutor,
indicadapor sua forma abreviada, "Trad". (sem aspas) e outros com responsabilidade
intelectual destacados nele (Manual ... da APA, 2001/2005, pp. 251-252).
Quadro 39 – Exemplo de uma referência completa da obra
traduzida
Day, R. (1998/2005). Como escrever e publicar artigos científicos. 3ª ed. para o espanhol. Trad.
por Miguel Sáenz. Washington (DC): Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Publicação científica e técnica n.° 598.
Gombrich, E.H. (1990, tradução de Jefferson Luiz Camargo). Norma e Forma. 1ª ed. brasileira.
São Paulo: Martins Fontes.
Breve Manual de Redação Científica… 70
Manual de estilo de publicações da Associação Americana de Psicologia 5ª ed. Trad. Marcela
Chávez M. [et al.]. Adaptação gramatical de Mayra Inzunza S., 2ª ed., 4ª reimpressão
(2005). México: O Manual Moderno. Original publicado em 2001.
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundo orientação da APA (2001/2005, p. 251)
Observe que existem várias maneiras de apresentar o ano original de publicação, mas
essa informação nunca é ignorada.
4.3.2 – Glossário
Às vezes, pode ser interessante para o autor de um texto acadêmico-científico
apresentar uma lista (em estrita ordem alfabética) das palavras técnicas e/ou conceitos
utilizados e assumidos na obra, com sua respectiva definiçãoou explicação ao lado, como
se fosse um minidicionário. Isso economiza tempo e espaço em tal trabalho, uma vez que
nesta seção, imediatamente após a Lista de Referências, são apresentados os significados
que o autor está assumindo para aquelas palavras, conceitos ou expressões.
O Glossário é, portanto, uma seção opcional de um trabalho acadêmico-científico,
que deve ser incluído quando realmente for justificado.
4.3.3 – Apêndice(s)
Quando algum outro material complementar preparado pelo próprio autor, que tem
uma relação acessória com o texto que é desenvolvido no corpo, mas que é relevante
para a sua compreensão, é introduzido no trabalho acadêmico-científico, então ele é
incluído nesta seção, após o Glossário (quando existe) ou imediatamente após a Lista
de Referências.
Se for mais de um material, então eles são apresentados, conforme ilustrado na
Tabela nº 40, na ordem em que aparecem no texto, comcapa para cada um, devidamente
intitulados e também identificados com uma letra maiúscula sequencial, incluindo esses
dados no Resumo.
Isto é afirmado no Manual da APA (2001/2005):
Crie os apêndices com espaçamento duplo e inicie cada um em uma página
separada. Digite a palavra Apêndice e as letras maiúsculas de identificação (A, B,
etc., na ordem em que são mencionadas no texto), centralizadas na parte superior
da página. Se existir apenas um apêndice, nou utilizar uma letra de identificação: o
termo apêndice é suficiente. (pág. 293)
Breve Manual de Redação Científica… 71
Tabela nº 40 – Exemplo de apresentação de Apêndices no Resumo
RESUMO
PÁGINA
AGRADECIMENTOS............... Ii
LISTA DE TABELAS...............Iii
LISTAR TABELAS........ .......................... Iv
RESUMO... ............................................................................................... Vii
INTRODUÇÃO............ 1
CAPÍTULO 1 – TÍTULO........ 7
1.1 – LEGENDA................. ... 10
1.2 – LEGENDA.................... 17
CAPÍTULO 2 – TÍTULO................ 21
2.1 – LEGENDA............................ ... ......... .......... 23
2.2 – LEGENDA.................... 38 anos
DISCUSSÃO FINAL................ 47 anos
LISTA DE REFERÊNCIAS............... 57
APÊNDICE A – TÍTULO.... 63 anos
APÊNDICE B – TÍTULO.... 65 anos
APÊNDICE C – TÍTULO............... 67 anos
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, segundo orientação da APA (2001/2005, p. 293)
Nos casos de pesquisas realizadas no campo acadêmico, o Apêndice geralmente
apresenta um modelo do instrumento de coleta de dados, para o conhecimento do leitor;
tabelas elaboradas pelo autor também costumam ser incluídas como forma de apresentar
os resultados obtidos, o que acabaria por tornar o texto principal muito longo (corpo da
obra). Para estes casos, este é orientado pelo Manual da APA (2001/2005):
Se existirem quadros a incluir num apêndice, preceder o cad do número do quadro
do apêndice com uma letra A maiúscula (começando pelo quadro A1) ou, se o
documento incluir mais do que um apêndice com quadros,com a letra maiúscula do
apêndice a que pertence. (...) Caso existam várias tabelas, mas não haja texto, cada
tabela deve ser colocada como um apêndice separado. (pág. 293)
O mesmo raciocínio se aplica à inclusão da(s) figura(s) num apêndice: "Se as figuras
tiverem de ser incluídas num apêndice, numere-as separadamente de quaisquer algarismos
do texto, começando com 1 e precedendo o número com a letra do apêndice a que pertence
a figura." (Manual... da APA, 2001/2005, p. 293)
4.3.4 – Anexo(s)
O Anexo define a inclusão final de materiaisde autoria diferentes daquele que
apresenta o trabalho acadêmico-científico em questão. Pode ser: fotocópia da(s) página(s)
do(s) diário(s); mapa(s); regulamentos legais (geralmente os pouco conhecidos) etc.
Breve Manual de Redação Científica… 72
Como no caso do(s) apêndice(s), ele deve ser intitulado e rotulado no final; se houver
mais de um anexo, cada um deles também é apresentado em páginas separadas, na ordem
de sua aparição no texto, e também incluído no resumo, conforme ilustrado na Tabela nº
41, após a descrição do
Apêndices.
Novamente, como os artigos científicos são textos de tamanho limitado, eles
geralmente não incluem nenhum Anexo, razão pela qual o Manual da APA (2001/2005)
não apresenta nenhuma orientação a esse respeito; no entanto, a mesma lógica orientadora
é seguida, substituindo apenas o uso de letras maiúsculas indicando (caso dos Apêndices)
pelo aumento dos algarismos arábicos. Do mesmo modo, se se tratar de um único anexo,
esta numeração é omitida antesdo título.
No que se refere à numeração das páginas da obra no que se refere aos materiais
inseridos no final (apêndices ou anexos), há que salientar que, na quase maioria dos casos,
é difícil mantê-la. Por esta razão, não é incomum encontrar, em muitos resumos, a referência
a esses materiais, embora sem o número de página correspondente, que é aceito pela
comunidade científica. O que não se pode fazer é incluir o(s) Apêndice(s) e/ ou Anexo(s)
no trabalho acadêmico-científico sem se referir a eles no respectivo Resumo e sem
mencioná-los em vez do texto correspondente ao corpo da obra e sem encaminhar o leitor
para sua consulta.
Também para esses casos de Apêndices e Anexos, ainda vejoo princípio da parcimônia
para ambos, de modo que eles só devem ser construídos se os materiais que ensinam forem
realmente necessários para uma melhor compreensão do trabalho apresentado.
Quadro 41 – Exemplo de apresentação dos anexos no resumo
RESUMO
PÁGINA
AGRADECIMENTOS............... Ii
LISTA DE TABELAS............... Iii
LISTAR TABELAS........ Iv
RESUMO... ........................................................ ....................................... Vii
INTRODUÇÃO............ 1
CAPÍTULO 1 – TÍTULO........ 7
1.1 – LEGENDA................. ... 10
1.2 – LEGENDA.................... 17
CAPÍTULO 2 – TÍTULO................ 21
2.1 – LEGENDA......... 23
2.2 – LEGENDA........... ............... 38 anos
DISCUSSÃO FINAL........ 47 anos
LISTA DE REFERÊNCIAS............... 57
APÊNDICE A – TÍTULO.... 63 anos
APÊNDICE B – TÍTULO............ 65 APÊNDICE C – TÍTULO...............
67 ANEXO 1 – TÍTULOO............... 77 anos
ANEXO 2 – TÍTULO............... 79 anos
Breve Manual de Redação Científica… 73
Adaptado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, com base nas orientações da APA (2001/2005)
Tendo ensinado esses aspectos formo-estruturais gerais dos trabalhos científicos,
vamos então aplicá-los na estrutura específica de alguns dos mais comuns no campo
acadêmico.
4.4 – A Estrutura Básica do Trabalho de Revisão Científica
O trabalho de revisão científica tal como já definido (pp. 25, 57), na sua estrutura
básica ilustrada no Modelo nº 9, evita muitas das Páginas Preliminares que não lhe
correspondem, sendo obrigado apenas a apresentar sempre a Capa ou Capa, o Resumo
e, quando existam, a Lista de Tabelas, Gráficos e/ou Figuras, cada uma no seu lugar
correspondente.
O Corpo de Trabalho é também o menor, consistindo de uma Introdução, o
Desenvolvimento do Tópico geralmente em não mais do que dois capítulos (um mais
geral e outro mais específico), para dar-lhe um Quadro de Referência que é analisado e
questionado na Discussão Final que se segue.
Como Páginas Finais, a Lista de Referências deve ser sempre apresentada, de forma
obrigatória para um trabalho de revisão científica; e, quando apropriado, incluir e
discriminar no Resumo um possível Glossário, e/ou Apêndices e/ou Anexos.
4.4.1 – O quadro de referência da revisão científica
Aqui é importante reiterar que, além do que foi explicado acima (cf. p. 26), o
Quadro de Referência não é um título de um capítulo do trabalho acadêmico-científico,
mas é a expressão conceitual que indica todos os aspectos já descritos que o compõem:
busca, detecção, consulta e compilação de conhecimentos prévios sobre o assunto em
estudo, a fim de orientar e fundamentar a metodologia escolhida nesta pesquisa,
demonstrando que ela se justifica pela ausência ou inconsistênciadas respostas
existentes para o problema colocado.
Modelo nº 9 – Estrutura Básica do Trabalho de Revisão
Científica
Breve Manual de Redação Científica… 74
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
Portanto, seu texto também não é a justaposição de fragmentos de outros textos, "
copiados/pastados" formando mosaicos, como mencionado no Prólogo.
Talvez uma das melhores explicações sobre a Marca de Referência, que ajuda a não
caracterizá-la como título de alguma parte da obra, seja a de Yedigis e Weinbach (2005,
apud Hernández Sampieri et al., 2010), quando a definem como um produto e um processo:
"Um processo de imersão no conhecimento existente e disponível que pode ser vinculado à
nossa abordagem do problema, e um produto (...) que, por sua vez, faz parte de um produto
maior: o relatório de pesquisa (... )" (p. 52).
E a sua apresentação escrita "(...) Trata-se de expor e analisar as teorias,
conceituações, perspectivas teóricas, pesquisas e antecedentes em geral , que são considerados
válidos para o correto enquadramento do estudo (... )" (Rojas,
2002, apud Hernández Sampieri et al., 2010, p. 52). Ou seja, com as informações
relevantes para permitir uma análise adequada do objeto de estudo, em sua relação com o
estado atual do conhecimento sobre o assunto.
Para a sua construção e escrita, este é guiado peloManual... da APA (2001/2005):
Analise a literatura, mas não inclua uma revisão histórica completa. Suponha
que o leitor tenha conhecimento sobre a área sobre a qual você escreve e não exija
um compêndio completo. (...) Cite e refira-se apenas a obras relevantes para o
. ..PAGES
FIM
ANEXO(S), existente quando.
APÊNDICE(S), quando disponível
GLOSSÁRIO quando Existe
LISTA DE REFERÊNCIAS
. ..PAGES
PRELIMINARES
DISCUSSÃO FINAL
CAPÍTULO 2 (mais específico)
CAPÍTULO 1 (mais geral)
QUADRO DE
REFERÊNCIA
INTRODUÇÃO
LISTA DE QUADROS (figuras de e/ou, etc.)
RESUMIR
COLETAR
CORPO DE
TRABALHO
Breve Manual de Redação Científica… 75
tópico específico, e não àquelas que têm apenas significado tangencial ou geral. (...)
Demonstrar a continuidade lógica entre o trabalho anterior e o atual. Desenvolver
o problema de forma ampla e clara o suficiente para ser geralmente entendido por
um público profissional tão amplo quanto possível. Não permita que o propósito da
brevidade o desvie para escrever um relatório inteligível apenas para o especialista.
(pp. 12-13)
Nesse ponto, o Manual da APA (2001/2005) também lembra a ética necessária
envolvida no encaminhamento adequado de todas as fontes consultadas, evitando assim
o plágio:
Uma revisão de trabalhos anteriores fornece uma história adequada e reconhece a
prioridade do trabalho realizado por outros. Éresponsabilidade científica e de
pesquisa do autor citar e dar crédito específico a trabalhos anteriores relevantes.
Isso é essencial para o desenvolvimento de uma ciência cumulativa. (pág. 12)
Isso evidencia a inevitável originalidade de umverdadeiro editor científico, que se
revela no recorte específico que ele faz da realidade estudada, expressa em seu
manuscrito, inclusive no título original (sempre relacionado ao texto construído) de seus
capítulos teóricos.
E mais uma vez nos permite verificar que agir de outra forma é desqualificar seu
autor como um verdadeiro cientista, na medida em que a natureza da Ciência não é
respeitada.
4.5 – A Estrutura Básica do Trabalho de Investigação Científica
O trabalho que apresenta umapesquisa científica como já definida (pp. 26,
58) também óbvio, em sua estrutura básica ilustrada no Modelo nº 10, algumas das
Páginas Preliminares; mas devem apresentar, em modo obrigatório, a Capa ou Capa; o
Resumo; a Lista de Tabelas, Gráficos e/ou Figuras onde existam; Agradecimentos, que
apesar de ser uma página opcional é indicada como já explicado (cf. p. 52) e o Resumo
em vernáculo e inglês (Resumo). Para ser publicado, deve também incluir, no local
correspondente (verso da capa), os Dados de Catalogação Internacional.
O Corpo do Trabalho de Pesquisa, como já explicado acima (cf. pp. 26, 58),
apresenta a Introdução ; o Quadro de Referência, que nos artigos científicos está
incluído na Introdução, como já expresso (cf. p. 56); o Quadro Metodológico, que o
Manual da APA chama de Método (cf. p. 27); os resultados obtidos e a discussão final.
As Páginas Finais são as mesmas descritas para a revisão abaixo, sendo constituídas
pela Lista de Referências; o Glossário (se houver); pelo menos um Apêndice apresentando
o modelo do instrumento de coleta de dados; e, por último, o(s) anexo(s), se for caso disso.
Modelo nº 10 – Estrutura Básica do Trabalho de Investigação
Científica
Breve Manual de Redação Científica… 76
Elaborado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos
4.5.1 – O quadro de referência para a investigação científica
Para esse tipo de trabalho, além do que é exposto para trabalhos de revisão científica
(pp. 26, 69-71), é importante destacar o papel desempenhado pelo Quadro de Referência,
tanto na justificativa da pesquisa realizada quanto no guia para a definição das dimensões
de estudo como de instrumentos de Coleta de dados relevantes e escopo de contraste dos
resultados obtidos, na medida em que promove os elementos conceituais e teóricos
necessários para sua definição operacional, além de permitir a contextualização do trabalho
realizado.
Hernández Sampieri et al. (2010, p. 52) resumem essas funções do Marco de
Referência e destacam seu papel na realização de pesquisas científicas, para:
⇒ evitar erros já cometidos em estudos anteriores;
⇒ colaborar com o estabelecimento dos objetivos a serem alcançados;
Breve Manual de Redação Científica… 77
⇒ ampliar o horizonte do estudo e focalizar o pesquisador para não se desviar da
abordagem original;
⇒ documentam a necessidade de tal estudo;
⇒ orientar a formulação de hipóteses a serem testadas;
⇒ inspirar novas linhas e áreas de pesquisa;
⇒ fornecer um quadro do estudo que permite contrastar e interpretar
adequadamente os resultados obtidos.
Ressalta-se, portanto, a importância daconstrução desse Marco na condução da
pesquisa científica.
4.5.2 – O quadro metodológico da investigação científica
Quanto ao Quadro Metodológico referido no Modelo nº 10 e agora ilustrado no
Modelo nº 11, ele já foi mencionado acima (p. 26) e reitera-se que é o único capítulo
do trabalho acadêmico-científico que tem suas seções básicas previamente definidas.
Modelo nº 11 – Estrutura básica do Capítulo
Metodológico
CAPÍTULO X (número adequado)
METODOLOGIA UTILIZADA (ou outro título similar)
Inicia-se resgatando as informações técnicas incluídas na Introdução
(no primeiro parágrafo), seguidas daquelasrelacionadas à
operacionalização da(s) variável(is).
X.2 – Local e Hora da Pesquisa (descrição detalhada) X.2 –
Participantes ou Unidade(s) de Análise (descrição detalhada)
X.1.1 – População estudada ou Universo estudado ( descrição
detalhada)
X.1.2 – Amostra extraída (quando aplicável, com descrição
detalhada do seu tamanho e características, bem como
dos critérios e métodos da sua extração)
X.3 – Técnica de Coleta de Dados (descrição detalhada)
X.4 – Procedimento adotado (descrição pormenorizada)
X.5 – Tratamento dos Dados Obtidos (descrição detalhada)
Adaptado por Tania Mendes de Oxilia Dávalos, com base nas orientações da APA (2001/2005)
E o Manual... da APA (2001/2005) destaca como "É usual e conveniente dividir
a seção Método em subseções rotuladass" (p. 14), uma vez que garantem a descrição
completa e padronizada (o que permite e facilita a comparação entre os trabalhos) dos
aspectos fundamentais que possibilitarão a verificação pública e independente de seus
achados. Em suas próprias palavras:
Breve Manual de Redação Científica… 78
Tal descrição permite ao leitor avaliar a propriedade do método que você usou, bem
como a confiabilidade e validade dos resultados obtidos. Também possibilita que
pesquisadores experientes repliquem o estudo, se desejarem. (pág. 13)
No entanto, estas secções apresentadas no Modelo nº 11 são ligeiramente diferentes
da estrutura básica prevista no Manual... da APA (2001/2005), para que os artigos
científicos sejam publicados em seus periódicos, e isso acontece, mais uma vez, pela
diferença entre os dois tipos de manuscritos: o artigo científico e o trabalho acadêmico-
científico. Assim, enquanto esse Manual da APA prevê apenas a inclusão de "(...) descrições
de participantes ou assuntos, ferramentas (ou materiais) e procedimento ou." (p. 14), no
campo acadêmico, em que a competência de pesquisa de seu autor é avaliada de forma mais
completa, essas descrições são mais detalhadamente especificadas, com a inclusão do
Local e Tempo de Pesquisa e do Tratamento dos Dados coletados.
De qualquer forma, é claro que este é o capítulo mais técnico do relatório científico,
que explica de forma concisa e clara o que foi feito, onde e quando foi feito, com quemfoi
feito , com o que foi feito e como a pesquisa relatada foi feita.
4.5.3 – O problema da investigação científica
Mesmo como ensinado no Modelo nº 11, verifica-se que este capítulo metodológico
inicia-se com a apresentação dosdados brevemente incluídos na Introdução do trabalho, o
que implica, no caso dos trabalhos de pesquisa, começar com a definição clara do problema
investigado.
Problema, lembrando, signora questão que ainda não tem resposta dentro do conjunto
de conhecimentos científicos da área, e cuja boa abordagem, de acordo com o Manual ... da
APA (2001/2005), implica reflexão prévia sobre os seguintes aspectos:
• Por que o problema é importante?
• Como as hipóteses e o design estão relacionados (...) com o problema?
• Quais as implicações teóricas do estudo e como ele se relaciona com trabalhos
anteriores na área?
• Quais são as proposições teóricas testadas e como foram obtidas?
Uma boa declaração de problema responde a essas perguntas em um ou dois
parágrafos e, ao resumir os argumentos e dados relevantes, fornece ao leitor uma
compreensão clarado que foi feito e por quê. (pág. 12)
Hernández Sampieri et al. (2010) ainda esclarecem que "Na realidade, colocar o
problema nada mais é do que refinar e estruturar mais formalmente a ideia de pesquisa (p.
36), com a clara identificação das variáveis em estudo, sua relevância e seu histórico.
Com isso, o campo de estudo e as questões de pesquisa são delimitados, quando
visivelmente relacionados ao problema em estudo.
4.5.4 – Os tipos de investigação científica
Breve Manual de Redação Científica… 79
A partir dessa descrição, e uma vez que o problema de pesquisa tenha sido
claramente levantado, o tipo de pesquisa escolhida é esclarecido, dentro das diferentes
formas que existem para classificá-las, dependendo do autor consultado.
A forma mais resumida, e que, em nossa opinião, abrange todas as investigações
possíveis, é a sua classificação de acordo com o escopo da pesquisa, como fazem
Hernández Sampieri et al. (2010, pp. 76-89), quando as definem como exploratórias,
descritivas, correlacionales e explicativas.
Essas denominações são claras e já mostram esse escopo de pesquisa: as
exploratórias correspondem às primeiras descrições de algum fenômeno, por meio das
quais são identificadas as variáveis nele envolvidas; as descritivas são aquelas que, a
partir da exploração inicial, melhor caracterizarão essas variáveis envolvidas ou
relacionadas ao objeto de estudo; as correlacionais são aquelas que, A partir de um
banco de dados descritivo suficiente, aplica-se a ferramenta estatística da correlação, a
fim de verificar a relação entre duas ou mais variáveis envolvidas no fenômeno em
estudo; as explicativas, por sua vez, são aquelas que, diante da evidência dessas relações
entre as variáveis, buscam determinar a relação causal que existe entre elas.
Além desses quatro tipos básicos, vale destacar também a Pesquisa-Ação (IA),
que vem assumindo importância crescente nos últimos anos, especialmenteno campo
da educação, embora não tenha origem nele. De fato, esse tipo particular de pesquisa
foi desenvolvido pelo psicólogo social Kurt Lewin, que tentou reduzir a lacuna entre a
população em geral e a ciência, por meio de uma Pesquisa-Ação, ou seja,
(...) uma forma de investigação que pudesse ligar a abordagem experimental das
ciências sociais aos programas de acção social e para que ambos respondessem aos
principais problemas sociais da época (administração de empresas, cuidados a
grupos minoritários, reabilitação de grupos especiais, etc.). Lewin argumentou que,
através da IA, avanços teóricos e mudanças sociais, conhecimento prático e teórico,
poderiam ser alcançados simultaneamente. (Martínez M., 2006, p. 240)
Sua principal diferença com outros tipos de pesquisa é muito bem descrita por
Marta Alcocer (apud Galindo, 1998): seu compromisso metodológico, ideológico e
político, que confere um papel diferente ao pesquisador. Em suas próprias palavras:
Não se trata mais de o pesquisador, o educador, o promotor social desenhar planos
de desenvolvimento ou educação para as pessoas, mas de se aproximar e deixar-se
tocar por elas. O compromisso não é mais com um modelo de desenvolvimento (ou
desenvolvimentismo), mas com as pessoas. Quem são as pessoas?, O que elas
querem?, Como elas pensam?, Como eu, pesquisador, acadêmico, universitário,
posso contribuir para melhorar sua qualidade de vida? (pág. 436)
Para Lewin, não só as respostas aessas perguntas podem ser alcançadas, mas essa
abordagem permite que a própria realidade seja transformada nesse processo, de acordo
com o corolário de que "... O conhecimento da realidade do objeto é em si mesmo um
processo de transformação (... )" (Florián, apud Bernal, 2000, p. 59). Para isso, é
necessário que todos os envolvidos participem conjuntamente da pesquisa em igualdade
de condições, ou seja, quando forem todos pesquisadores, ao mesmo tempo sujeitos e
objetos da pesquisa, com participação em todas as etapas do desenvolvimento da
Breve Manual de Redação Científica… 80
pesquisa, desde a abordagem do problema a ser estudado e a formulação das hipóteses,
até a sua verificação na realidade. Isso implica, portanto, o empoderamento dessa
população, comsuas consequentes mudanças culturais e políticas. Nas palavras de
Sandín (2003, p. 161, apud Hernández Sampieri et al., 2010), o objetivo essencial da
IA é "promover a mudança social, transformar a realidade e conscientizar as pessoas de
seu papel nesse processo de transformação". (pág. 509)
Essa dimensão revolucionária do compromisso político e da metodologia particular,
de pesquisar e intervir ao mesmo tempo, diferencia a IA de outros tipos de pesquisa,
especialmente porque opesquisador é colocado em um nível diferente dos investigados.
No entanto, essa dimensão (revolucionária, reiteramos) é muitas vezes mal
compreendida e, portanto, geralmente ignorada em muitas investigações que, mesmo
quandose autonomeiam "pesquisa-ação", pelo simples fato de não dar um lugar igual e igual
participação a todos os envolvidos, ainda é uma pesquisa comum, que responde a um
paradigma tradicional sobre o trabalho científico, que exclui o objeto de estudo e confere
um lugar privilegiado apenas ao pesquisador.
4.5.5 – Desenhos de investigação científica
No que diz respeito aos possíveis desenhos de pesquisa associados a esses tipos de
pesquisa, ou seja, no que diz respeito às possíveis estratégias utilizadas para obter a resposta
ao problema colocado, após a definição do escopo da pesquisa, Hernández Sampieri et al.
(ibidem, pp. 118-169) definem três tipos de desenhos: experimental, quase-experimental e
não experimental.
Delineamentos experimentais e quase-experimentais são definidos como aqueles em
que a realidade é manipulada, para o estudo das consequências dessa manipulação. Portanto,
são os únicos desenhos que definem e operacionalizam adequadamente uma variável
independente (a manipulada na pesquisa) e outra variável dependente (a consequência ou
efeito dessa manipulação).
Então, descrever variáveis independentes e dependentes em um delineamento não
experimental é, por sua própria definição, um absurdo, uma vez que o delineamento não
experimental, como o próprio nome sugere, é aquele que estuda a realidade como ela é, sem
qualquer manipulação e, consequentemente, sem ação e reação a serem medidas.
4.5.6 – Definição operacional das variáveis investigadas
A abordagem adotada na pesquisa (qualitativa, quantitativa ou mista) também é
mencionada no início do capítulo metodológico e, a partir dessas definições de desenho,
tipo e abordagem, os objetivos de pesquisa acima mencionados são estabelecidos (cf. p. 56)
e as variáveis em estudo são definidas operacionalmente.
Erroneamente, acredita-se que operacionalizaruma variável é limitar-se à sua
definição conceitual; no entanto, a definição conceitual não é o mesmo que uma
definição operacional, que é a que deve ser apresentada neste capítulo (geralmente em
uma caixaou).
Breve Manual de Redação Científica… 81
Por essa razão, cabe esclarecer esse conceito, diante das muitas confusões
observadas em inúmeros trabalhos acadêmico-científicos entregues: operacionalizar
uma variável refere-se ao processo realizado para torná-la observável e mensurável de
alguma forma. Como esclarece Reynolds (1986, p. 52, apud Hernández Sampieri et al.,
2010):
Uma definição operacional é o conjunto de procedimentos que descreve as
atividades que um observador deve realizar para receber impressões sensoriais, que
indicam a existência de um conceito teórico em maior ou menor grau. (...) Em
outras palavras, especifiquequais atividades ou operações precisam ser executadas
para medir uma variável. (...) Assim, a definição operacional da variável
"temperatura" seria o termômetro; "inteligência" seria definida operacionalmente
como as respostas a um determinado teste de inteligência (...) o bem conhecido
Minnesota Multifaceted Personality Inventory (MMPI) é uma definição
operacional do "d pessoal" de adultos e adolescentes alfabetizados. (pág. 111)
Hernández Sampieri et al. (2010, pp. 110-111) apresentam algumas questões
interessantes, com exemplos de definições operacionais de variáveis, às quais
remetemos a parte interessada em aprofundar esse aspecto.
4.5.7 – As subsecções do capítulo metodológico
Uma vez operacionalizadas as variáveis emestudo, finaliza-se esta introdução ao
capítulo metodológico (que deve ser escrita de forma original, ou seja, com nova
redação, sem cópias de qualquer parte da Introdução), e escreve-se a informação
detalhada correspondente às secções (ou subsecções) pré-definidas ensinadas no
Modelo nº 11: Local e hora da pesquisa; Participantes/sujeitos (população do estudo,
amostra escolhida, unidades de análise); Técnicas de coleta de dados; Procedimento
adotado e, por fim, pela descrição do tratamento que foi dispensado aos dados coletados
(Processamento de Dados).
Essa ordem ensinada pode ter alguma variação, dependendo do tipo de estudo
realizado, quando alguns desses elementos são invertidos, para melhor compreensão.
Também pode haver a necessidade de criar novas subseções, dependendo do tipo de
pesquisa apresentada. No entanto, qualquer que seja o número e a ordem de sua
apresentação, reitera-se que todos eles devem ser formalmente fundamentados, ou seja,
com texto explicativo do motivo das eleições descritas.
O Manual... da APA (2001/2005) alerta para a adequação do uso dessas seções
pré-definidas (designadas como subseções), bem como para o estilo de escrita deste
capítulo metodológico, enfocando a necessária parcimônia das informaçõespropiciadas:
Inclua nessas subseções apenas as informações essenciais para a compreensão e
replicação do estudo. Se os detalhes forem insuficientes, deixará o leitor com dúvidas;
Muitos detalhes irão sobrecarregá-lo com informações irrelevantes. (pág. 14)
Breve Manual de Redação Científica… 82
4.5.8 – O Lugar e a Era da Pesquisa
Especialmente em um mundo caracterizado pela globalização, é cada vez mais
apropriado incluir no capítulo metodológico, como ensinado no Modelo 11, a descrição do
local onde a pesquisa foi realizada,ou seja, tornam conveniente delimitar o estudo
geograficamente, a fim de circunscrevê-lo com mais precisão, uma vez que essas condições
atuais impedem que se assuma que foi realizado no país que o patrocinou.
No entanto, essa descrição deve estar de acordo com os aspectos nacionais
essencialmente relacionados ao objeto de estudo e que possam contribuir para a
compreensão dos resultados obtidos, devendo ignorar os dados acessórios ou irrelevantes
para a pesquisa realizada.
Além disso,particularmente no campo acadêmico, que também avaliará a atualidade
desses dados coletados, é necessário mencionar o momento em que foi realizado.
4.5.9 – Participantes ou sujeitos da pesquisa
Da mesma forma que é necessário referenciar as fontes teóricas utilizadas em um
trabalho acadêmico-científico, é essencial referenciar as fontes dos dados empíricos obtidos
por meio da pesquisa científica (as unidades de análise), qualquer que seja o tipo, a
abordagem e o desenho escolhidos para realizá-lo e alcançar, com isso, a resposta ao
problema colocado.
Essas fontes (ou unidades de análise) são aquelas que são referenciadas nesta subseção
do capítulo metodológico, como forma de permitir a avaliação, pela comunidade acadêmica
e/ou científica, da coerência dessas fontes tanto com o problema colocadoquanto com o
tipo, desenho, abordagem e objetivos propostos para aquela pesquisa, conforme o caso,
uma vez que "aquele sobre o qual ou quem vai coletar dados depende da abordagem do
problema a ser investigado e do escopo do estudo". (Hernández Sampieri et al., 2010, p.
172)
Embora pareça óbvio mencionar essa necessária coerência entre todos os aspectos da
pesquisa científica, concordamos com o que foi afirmado por Hernández Sampieri et al.
(2010), uma vez que nossaexperiência mostra como "Na prática isso não parece ser tão
simples para muitos estudantes, que em propostas de pesquisa e tese não alcançam coerência
entre os objetivos da pesquisa e a unidade de análise dela. (...) (pág. 172)
Portanto, vale reiterar que existe uma relação lógica e coerente entre esses elementos,
que deve ser expressa aqui. E complementar com outras de suas funções essenciais,
conforme mencionado no Manual da APA (2001/2005):
A identificaçãode sujeitos e clientes em pesquisa é muito importante para a ciência
(... ), em especial para a avaliação dos resultados (realização de comparações entre
grupos), generalização dos resultados e comparações emrepetições, revisões da
literatura ou análises de dados secundários. (pág. 14)
Em seguida, revela-se a importância de uma descrição adequada, detalhada e completa
das fontes de dados da pesquisa realizada, como forma de garantir suacenticidade e evitar
sua invalidação pública.
Breve Manual de Redação Científica… 83
Nesse sentido, o interessado refere-se ao referido trabalho de Hernández Sampieri et
al. (2010, pp. 172-173), no qual há duas tabelas ilustrando erros e soluções na definição de
diferentesunidades de análise.
Como guia para o uso de pessoas em algumas pesquisas, o Manual da APA (2001/2005)
apresenta as seguintes sugestões:
Quando os participantes do estudo forem seres humanos, informe
osprocedimentos para sua seleção e atribuição, bem como os acordos e pagamentos
efetuados. (Se os estudos de caso forem incluídos, consulte o Apêndice C, Princípio
Ético 5.08, sobre consentimento informado e questões de confidencialidade.) Indicar
as principais características demográficas, como sexo, idade, raça ou etnia e, quando
apropriado e possível, características como status socioeconômico, grau de deficiência
e orientação sexual. Quando uma determinada característica demográfica constitui uma
variável experimentalou é importante para a interpretação dos resultados, descreva o
grupo de uma forma específica – por exemplo, em termos de nacionalidade, nível de
educação, estado de saúde, bem como preferência e uso da língua. (pág. 14)
Quando uma investigação utiliza animais como unidade de análise, estas são as
recomendações do Manual da APA (2001/2005):
(...) Comunicar o género, a espécie e o número de reprodução ou outra identificação
específica, como o nome e a localização do fornecedor, bem como adesignação de
proveniência. Forneça o número de animais, bem como seu sexo, idade, peso e estado
fisiológico. Além disso, especifique todos os detalhes essenciais sobre o seu tratamento
e manejo, para que a pesquisapossa ser replicada com sucesso.
(pág. 15)
Como se pode observar a partir dessas sugestões apresentadas pelo Manual da APA
(2001/2005), todas as características importantes dos participantes, que podem influenciar
ou explicar de alguma forma os dados coletados pela pesquisarealizada, devem ser
claramente apresentadas nesta seção. Além disso, no delineamento experimental:
Forneça o número total de sujeitos e o número de sujeitos atribuídos a cada
condição experimental. Se algum desses sujeitos não terminar o experimento,
indique quantos e explique as razões pelas quais eles não continuaram.
(Manual da APA, 2001/2005, p. 15)
Da mesma forma, nesses dois casos de trabalho experimental com sujeitos vivos, os
cuidados éticos assumidos na condução da pesquisa, como o uso do termo de consentimento
livre e esclarecido ou outros, devem ser esclarecidos.
Mas a ética científica como um todo deve ser respeitada em qualquer trabalho de
pesquisa, como ainda é reiterado.
4.5.10 – Utilização de amostras numa investigação
Breve Manual de Redação Científica… 84
Na maioria das investigações realizadas,verifica-se a dificuldade de trabalhar com
todos os casos que compõem a unidade de análise, ou seja, com a população ou universo
estudado; portanto, a coleta de dados é frequentemente realizada por meio de uma amostra
(o mais representativa possível) de tal universo, extraindo um subgrupo dele.
É claro que trabalhar com uma amostra já delimita o alcance dos dados coletados e as
conclusões que podem ser alcançadas com eles, impedindo sua generalização direta;
Portanto, essas conclusões "... não devem ir além do que a amostra poderia justificar"
(Manual da APA, 2001/2005, p. 14) e devemos ter cuidado com isso.
Da mesma forma, da mesma forma que nas demais seções do capítulo metodológico,
também descreve não apenas a amostra escolhida ou extraída do universo estudado, mas
descreve particularmente o processo de sua extração e os critérios que anortearam.
4.5.11 – Técnicas e instrumentos de recolha de dados
Descrevia a população ou universo estudado e, se existisse, descrevia a amostra
utilizada (ou seja, esclarecia com quem a pesquisa foi feita), descreve a(s) técnica(s)
escolhida(s) para a coleta de dados da pesquisa juntamente com a unidade de análise
definida e detalha os instrumentos utilizados para o efeito (ou seja, com o que a pesquisa foi
feita).
Vale reiterar que as razões para essas escolhas também são fundamentadas,
demonstrando sua adequação para responder à questão gerada (o problema da pesquisa),
em termos de validade e confiabilidade. Como destacado por Hernández Sampieri et al.
(2010), em um resumode seu texto, "Validade e confiabilidade não são assumidas, elas são
testadas. " (págs. (204) Portanto, se é um instrumento de coleta de dados desenvolvido
para essa pesquisa específica ou um instrumento desenvolvido e utilizado nessa pesquisa, a
verificação de sua validade e confiabilidade também deve ser incluída. Esse é um aspecto
muito pouco cuidado por alguns que tomam de ânimo leve a construção de instrumentos de
coleta de dados, como apontam Hernández Sampieri et al. (2010), destacando a
(ir)responsabilidade docente relacionada a esse aspecto:
(...) Alguns professores pedem aos alunos que construam instrumentos de medição
durante a noite ou, quase o mesmo, de semana para semana, o que fala com o POC
ounenhum conhecimento do processo de fabricação de instrumentos de medição. Essa
improvisação quase sempre gera instrumentos inválidos ou confiáveis, que não
deveriam existir na pesquisa. (...) Para construir um instrumento de medição é
necessário conhecer muito bem a variável que se pretende medir, bem como a teoria
que a sustenta." (pág. 205)
Além disso, envolve tempo para sua construção e validação. Portanto, a improvisação
ocupa o primeiro lugar na lista de seis fatores que podem afetar a confiabilidade e a validade
da coleta de dados apresentada por esses autores.
O segundo fator mencionado por eles refere-se ao uso acrítico de instrumentos
desenvolvidos no exterior, mas não validados no contexto em que são utilizados ou cuja
validação se tornou obsoleta devido a mudanças técnicas e/ou culturais. Além disso, também
Breve Manual de Redação Científica… 85
denunciam o recurso comumente utilizado de traduzir um instrumento e considerá-lo como
um processo de validação:
(...) Cultura e tempo. Traduzir um instrumento, mesmo que adaptemos os termos
à nossa linguagem e os contextualizemos, não é validação remota. [negrito
adicionado] (...) Por outro lado, há instrumentos que foram validados em nosso
contexto, mas há muito tempo. Há instrumentos em que até a linguagem soa
"nticuado" para nós. Culturas, grupos e pessoas mudam; e devemos levar isso em conta
ao escolher ou desenvolver um instrumento de medição. (idem)
Os seguintes fatores identificados por eles se referem a:
⇒ a inadequação entre a linguagem ou o formato do instrumento e a população-alvo ;
⇒ o estilo pessoal de cada participante, para sempre tentar dar uma impressão
favorável, ou acenar com a cabeça ou negar tudo, ou mesmo dar respostas
incomuns;
⇒ as condições em que o instrumento de medição se aplica; e, finalmente,
⇒ ausência de padronização no uso do instrumento. (Hernández Sampieri et al., 2010,
pp. 205-206)
Esses seis fatores, também associados aos aspectos mecânicos dos instrumentos de
medição, "... tais como se o instrumento está escrito, as instruções não são legíveis, faltam
páginas, não há espaço adequado para responder ou as instruções não são compreendidas (...
)" (Hernández Sampieri et al., 2010, p. 206), o que também pode influenciar negativamente
a coleta de dados a ponto de comprometê-la, faz com que esses autores alertem para os
cuidados necessários à validade e confiabilidade de todo o processo.
É por isso que o Manual da APA (2001/2005) também adverte:
Se um idioma diferente do espanhol for usado na coleta de informações, o idioma
usado deve ser especificado. Ao traduzir um instrumento para outra língua, deve ser
descrito o método específico de tradução (...) Lembre-se de que a seção Método deve
informar ao leitor com detalhes suficientes o que você fez e como o fez, para que o
leitor tenha a possibilidade de replicar seu estudo. (pág. 16)
Além de todo o exposto, ressalta-se que, ao mensurar diferentes dimensões de um
fenômeno ou problema, também é descrito, nesta subseção, quais partes dos instrumentos ou
ferramentas escolhidas se referem a cada uma delas e remete a (a) lecto r (a) à consulta de
seu modelo, necessariamente incluído em um Apêndice específico (não no texto do
capítulo), que deve ser incluído no Resumo do trabalho, com a correspondente carta de
referência e título.
Por fim, comenta-se que existemcálculos específicos da validade e confiabilidade de
alguns instrumentos de medida, descritos nesse trabalho de Hernández Sampieri et al. (2010,
pp. 207-209), aos quais nos referimos os interessados.
4.5.12 – Procedimento adoptado
Considerando que oprocedimento adotado por um pesquisador pode, de alguma
forma, influenciar ou afetar os dados coletados (e, portanto, enviesar os resultados obtidos),
Breve Manual de Redação Científica… 86
é que esta seção inclui a descrição de todas as etapas seguidas para a coleta dos dados, a fim
de permitir sua avaliação pela comunidade acadêmica e/ou científica.
Em geral, isso é indicado por Hernández Sampieri et al. (2010) na redação desta
subseção que esclarece como a pesquisa foi realizada:
Procedimiento (um resumo de cada etapa no desenvolvimento da pesquisa). (...) Um
experimento descreve como os participantes foram designados para grupos,
instruções, materiais, manipulações experimentais e como o experimento foi. Uma
pesquisa descreve como os sujeitosforam contatados e entrevistados. Isso inclui os
problemas enfrentados e a maneira como eles foram resolvidos. (pág. 352)
Especificamente para estudos experimentais, os únicos contemplados no
Manual da APA (2001/2005):
Inclua instruções para os participantes, formação de grupos e manipulações
experimentais específicas. Descrever randomização, contrabalanceamento e outras
particularidades de função de cont de design. Resumir ou parafrasear instruções, a
menos que sejam incomuns ou constituam manipulação experimental, caso em que
devem ser apresentadas textualmente. (pp. 15-16)
4.5.13 – O tratamento dos dados recolhidos
A última seção do capítulo metodológico relata quais procedimentos foram seguidos
após a coleta dos dados, ou seja, o que foi feito com eles, uma vez coletados: foram tratados
estatisticamente?, com quais recursos e ferramentas?, foram codificados?, comofoi feita a
decodificação?, etc., sempre fundamentando todas as escolhas feitas, como em tudo o
trabalho acadêmico-científico.
É o lugar por excelência para apresentar o planejamento da destinação de tais dados,
em preparação para o capítulo de resultados que finalmente os apresentará.
4.5.14 – Apresentação dos resultados da investigação
Em um relatório de pesquisa são usualmente apresentados, em um capítulo separado,
conforme ensinado no Modelo nº 10, os dados coletados jáanalisados, ou seja, já como
resultados obtidos e não em dados brutos (como foram coletados, que podem, se apropriado
ou necessário, ser apresentados em um Apêndice).
Conforme relatado por Hernández Sampieri et al. (2010), nessa seção ou subseção
que apresenta os resultados, como produto desta análise:
Geralmente a ordem é: a) análise descritiva dos dados, b) análises inferenciais para
responder àsquestões e/ou hipóteses de teste (na mesma ordem em que as hipóteses
ou variáveis foram formuladas). A Associação Americana de Psicologia (2002)
recomenda que a ideia principal que resume os resultados ou achados seja brevemente
descritaprimeiro e, em seguida, os resultados relatados em detalhes. (pág. 352)
Breve Manual de Redação Científica… 87
Nessa ordem, a leitura é acelerada e o leitor pode acompanhar passo a passo a
construção das questões que serão analisadas na próxima seção (Discussão Final), bem
como verificar as bases das eventuais conclusões que serão extraídas de seus resultados.
No entanto, não é incomum encontrar trabalhos acadêmico-científicos que já
interpretam e concluem algo ao apresentar os resultados oucontidos na pesquisa e,
portanto, é importante ressaltar que esse é um erro que deve ser evitado.
Portanto, é relevante apresentar aqui o alerta que Hernández Sampieri et al. (2010)
incluem em seus trabalhos:
(...) Esta seção não inclui conclusõesou sugestões, nem as implicações da pesquisa
são explicadas. Isso é feito na próxima seção.
Na seção de resultados, o pesquisador limita-se a descrever seus achados.
(pág. 352)
As diretrizes incluídas no Manual da APA (2001/2005) coincidem com as
seguintes:
A seção Resultados resume os dados coletados, bem como seu tratamento
estatístico ou qualitativo. Apresente os dados com detalhes suficientes para
justificar as conclusões. Mencione todos os resultados relevantes, incluindo aqueles
que contradizem as hipóteses. Não inclua pontuações individuais ou dados brutos,
exceto, por exemplo, desenhos de caso único ou amostras ilustrativas. Nestasecção,
não é adequado analisar as implicações dos resultados. (pág. 16)
4.5.15 – A Discussão Final
Com os dados analisados, eles podem ser discutidos na última seção do relatório
de pesquisa, que integra, articula econtrasta com todas as demais seções apresentadas
nesse relatório (razão pela qual esta seção não é um capítulo e, consequentemente, não
é numerada como tal).
Para Hernández Sampieri et al. (2010), esta é a seção em que se encontra:
a) tirar conclusões, b) explicarrecomendações para outros estudos (por exemplo,
sugerir novas questões, amostras, instrumentos, linhas de pesquisa, etc.) e indicar o
que se segue e o que deve ser feito, c) generalizar os resultados para a população,
d) avaliar as implicações do estudo, e) estabelece como as questões de pesquisa
foram respondidas, bem como se os objetivos foram ou não atingidos, f) relaciona
os resultados com os estudos existentes (link para o referencial teórico e indica se
nossos resultados coincidem ou não com a literatura anterior, o que sim e o que
não), g) reconhecer as limitações da pesquisa, h) destaca a importância e o
significado de todo o estudo e como ele se encaixa no conhecimento disponível, i)
explicarresultados inesperados e j) quando as hipóteses não foram testadas é
necessário apontar ou pelo menos especular sobre os motivos. E lembre-se de que
não se trata de repetir os resultados, mas de resumir os mais importantes. (pág.
353)
Esta descrição do conteúdo daúltima seção do corpo de um relatório de investigação
é inteiramente consistente com a apresentada pelo Manual da APA (2001/2005), embora
seja mais concisa sobre isso:
Breve Manual de Redação Científica… 88
Comece a seção Discussão com uma exposição clássicado suporte, ou da falta dele,
para suas hipóteses originais. As semelhanças e diferenças entre seus próprios
resultados e o trabalho de outras pessoas devem esclarecer e confirmar as conclusões
que você tira. No entanto, simplesmente nãoreformule e repita afirmações feitas
antes: cada novo elemento expresso deve contribuir para a sua posição e para a
compreensão do leitor sobre o problema. Reconheça as limitações e aponte
explicações alternativas para os resultados.
Pedimos a você, quando justificado e apropriado, que encerre a seção Discussão
com um comentário sobre o significado de suas descobertas. Esta seção de conclusões
pode ser breve ou extensa, desde que o conteúdo seja fundamentado ereservado. (pág.
21)
A partir dessa descrição, o Manual da APA (2001/2005, pp. 21-22) exemplifica alguns
possíveis tópicos a serem incluídos nesta seção e algumas questões norteadoras, às quais
nos referimos aos interessados em aprofundar otema.
4.6 – A Estrutura Básica do Trabalho de Tese
O trabalho de tese é o mais completo de todos os trabalhos acadêmico-científicos, em
termos de sua estrutura básica ensinada no Modelo nº 12, coincidindo com a estrutura geral
dos trabalhos acadêmico-científicos apresentados e descritos acima. 42-68). Além disso, o
conteúdo de cada uma de suas partes é totalmente consistente com tudo o que já foi
explicado acima para cada uma delas.
A diferença observada nesse tipo de trabalho, além de ser a que apresenta todas
asseções e subseções descritas, corresponde a dois aspectos importantes: o primeiro está
relacionado ao nível de aprofundamento da abordagem do assunto; e o segundo, com a
construção e defesa final de uma proposição baseada no raciocínio, como é a sua própria
definição.
Ou seja, uma tese não é apenas um simples relato de uma investigação realizada, que
apenas descreve os achados obtidos, mas um avanço real na construção do conhecimento,
enquadrado pela maior profundidade com que aborda seu objeto de estudo e pela
perspectiva adotada e defendida ao longo do trabalho (por inferências, deduções ou
induções), como também mencionado acima (cf. p. 31), que fornecem a base necessária
para realmente concluir algo sobre arealidade estudada.
Devido a essas características, geralmente é o trabalho necessário para a atribuição de
um diploma, propriamente o de Doutor em alguma área do conhecimento, que real e
efetivamente o habilita para o exercício docente especializado na universidade. Pelo menos,
deveria ser.
Modelo nº 12 – Estrutura Básica do Trabalho de Tese
Breve Manual de Redação Científica… 89
Elaborado por Tania Mendes de OxiliaDávalos
4.7 – Resumo da Secção 4
Como pôde ser verificado, a comunidade científica já possui uma estrutura geral,
válida para praticamente todos os tipos de trabalhos científicos, se não em seu formato,
sim, em termos de sua lógica de apresentação. Essa estrutura contribuipara a divulgação
precisa, objetiva, concisa e clara possível do trabalho realizado pelos membros daquela
comunidade e o padroniza, como forma de reduzir o tempo de leitura e avaliação de
cada trabalho e permitir a melhor comparação entre eles.
Breve Manual de Redação Científica… 90
A TÍTULO DE CONCLUSÃO
No breve passeio que foi feito para melhor compreender a escrita científica,
começamos por apresentar a triste situação que atualmente caracteriza a (des)formação
oferecida pelo Ensino Superior, na maioria das universidades, especialmente em relação à
escrita científica, mencionando algumas das práticas institucionais que distorcem o precioso
propósito da universidade, tais como (a) a contratação de profissionais despreparados para
ocupar seus cargos ( professores "instantâneos", como disse Bunge, 1982, aos quais
poderíamos acrescentar hoje os igualmente instantâneos pesquisadores e os "burocratas"
administrativos, como os chamo), que irresponsavelmente improvisam suas ações; (b) a
gestão educacional politizada que transforma a educação em outra mercadoria a ser vendida
no mercado, a qualquer preço; e (c) o mal-estar dos alunos, que, no final, são deformados
como consequência.
Mostramos também que não é impossívelaprender a lidar com a comunicação
científica, conhecendo sua lógica e estrutura articulada e treinamento nela.
Quanto à mudança desse contexto complexo e desfavorável, para agir e escrever
cientificamente, estamos convencidos de sua possibilidade, desde que:
a instituição de ensino deixa de incentivar e encobrir tais práticas, resgatando e
cumprindo seu papel e missão principais;
os professores assumem eticamente a sua responsabilidade como educadores;
Você pode entender do que se trata e pode ser realmente apoiado nesse processo de
aprendizagem, por pessoas verdadeiramente treinadas.
Como afirma Oliveira de A. Vianna (2001), "Não há como mudar uma realidade
social opressiva e frustrante sem mudar a escola, embora essa mudança não aconteçaapenas
a partir da escola". (p. 278, tradução de Tania Mendes de Oxilia Dávalos)
Porque a instituição de ensino é uma parte importante dessa mudança e tem um papel
privilegiado para que isso aconteça, desde que seja capaz de
(...) Inovar sua atuação e sua dinâmica, ressignificar as ações de seus profissionais,
para que possam verdadeiramente educar seus alunos, não para o acúmulo de
conhecimento, mas para a construção de novas verdades, para o exercício da
imaginação criativa, da intuição inovadora, para a formação de novas habilidades e
atitudes. (idem)
E com isso, recuperar a própria dignidade e a de todos aqueles que nela trabalham e
estudam. Sem apoio institucional, há pouco que o funcionário público, o educador e o aluno
possam fazer , por melhores que sejam.
Ao mesmo tempo, Oliveira de A. Vianna (2001) também chama a atenção para o
desempenho docente, destacando a necessidade de que ele também ressignifique suas
funções e mude sua prática educativa:
É muito importante que você entenda que é exatamente na forma como o trabalho
didático-pedagógico é desenvolvido em sala de aula que as condições serão criadas,
para que a pesquisa se torne realidade nas instituições de ensino.
Breve Manual de Redação Científica… 91
Para isso, é fundamental que a ação docente não se limite à memorização de
conhecimentos já prontos, fechados e predeterminados, mas que estimule sua
discussão, buscando seus vínculos lógicos, identificando suas variáveis, analisando
criticamentesuas consequências, buscando o 'porquê' de afirmações ou negações,
discutindo soluções diferenciadas para uma mesma situação, identificando fatores
positivos ou negativos, facilitadores ou obstáculos, pontos fortes ou fracos e outras
posições (...).
O fundamental está na possibilidade do exercício mental de busca, crítico,
criativo e organizado, das explicações para os problemas a serem estudados,
especialmente na competição pelo uso de um raciocínio mental mais completo. Não
basta verificar fatos, mas explicá-los, relacioná-los a outras situações, discutir
variáveis, hipotetizá-las, prever consequências de possíveis transferências, discutir,
até, "sua utilidade social, política, econômica, humanitária". (ibidem, p. 279)
Em outras palavras, deixando de formar "loros" para formar seres humanos,
pensantes, racionais, cidadãos.
E é assim que as instituições de ensino e todos os seus atores têm três tarefas
fundamentais em suas mãos:
1) que sejam politizados, usando-os para outros fins que não os de sua verdadeira
missão, que é educar;
2) parar de ser cúmplice dessa prática culturalmente aceita lamentável e corrupta
de plagiar e encobrir a improvisação em todos os níveis; e, finalmente,
3ª) Promover a melhoria das competências necessárias ao desenvolvimento
intelectual dos seus alunos.
Só assim podemos fazer nossaspróprias palavras de Ilca Oliveira de A. Vianna
(2001):
Bem-vindo ao mundo das realizações científicas responsáveis, ao grupo de
cientistas e autores honestos, íntegros, com responsabilidade social e política, que
esperam contribuir para a elevação da população (...) de seu rótulo de não-
cidadania (... ). (ibidem, p. 11)
Já começamos a dizer, não ficar em silêncio, não mais encobrir. Quem nos
acompanha?
LISTA DE REFERÊNCIAS
Alcocer, Marta (1998). Pesquisa-ação participativa. In: Jesús Galindo Cáceres, (coord.).
Técnicas de pesquisa em sociedade, cultura e comunicação. 1ª reimpressão. México:
Pearson Education, pp. 433-463.
Breve Manual de Redação Científica… 92
Alves-Mazzotti, A. J. & Gewandsznajder, F. (2001). Método nas ciências naturais e sociais:
pesquisa quantitativa e qualitativa, 2. ed., São Paulo: Pioneira.
Bernal T., C. A. (2000). Metodologia de pesquisa para administração e economia, Santa Fe
de Bogotá: Pearson Educación de Colombia.
Bunge, M. (2003, maio). Os sete inimigos da pesquisa básica. A galinha dos ovos de ouro:
como criá-la e como matá-la Discurso. Montreal (Canadá): Departamento de Filosofia,
Universidade McGill.
. (1996). Ética, Ciência e Tecnologia, ed. corrigido e ampliado, Buenos Aires:
Sul-americano.
. (1989). Pesquisa científica. Barcelona: Ariel.
. (1983). Os sete pecados capitais da nossa Universidade. Resgatado em 15 de outubro de
2008 de www.elpais.com.
. (1982). Ciência e Desenvolvimento. Buenos Aires: Século XX.
. (1980) Epistemologia. Curso de Atualização de São Paulo: EDUSP.
Day, R. (1998/2005). Como escrever e publicar artigos científicos. 3ª ed. para o espanhol.
Tradução de Miguel Sáenz. Washington (DC): Organização Pan-Americana da Saúde
(OPAS). Publicação científica e técnica n.° 598.
Gombrich, E.H. (1990, trad. Jefferson Luiz Camargo). Norma e Formulário. 1ª ed.
Brasileiro. São Paulo: Martins Fontes.
Hernández Sampieri, R.; Fernández Collado, C. & Baptista Lúcio, P. (2010). Metodologia
de Pesquisa, 5ª ed., México: Mc. Graw-Hill.
Manual de Estilo de publicações da Associação Americana de Psicologia 5ª ed. (2001/2005).
Trans. Marcela Chávez M. et al. Adaptação gramatical de Mayra Inzunza S. 2ª ed. 4ª
reimpressão, México: O Manual Moderno.
Martínez M., M. (1997). Pesquisa qualitativa etnográfica em educação: manual teórico-
prático. México: Trillas.
. (2006). Ciência e arte em metodologia qualitativa. 2ª ed. México: Trillas.
Breve Manual de Redação Científica… 93
Medeiros, João Bosco. (1999). REDAÇÃO CIENTÍFICA. A Prática de Fichamentos,Resumos, Resenhas. São Paulo: Atlas.
Oliveira de A. Vianna, I. (2001). Metodologia do Trabalho Científica. Um enfoque didático
da produção científica, São Paulo: E.P.U.
Oliveira, N. M. e Espindola, C. R. (2003). Trabalhos Acadêmicos. Recomendações
Práticas. São Paulo: Centro Estadual de Educação Tecnológica "Paula Souza"
(CEETEPS).
Abra 7000. Dicionário ilustrado. (1992). Buenos Aires: Sopema Argentina.
Paraguai-Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt) (2010). Estatísticas e
Indicadores de Ciência e Tecnologia do Paraguai 2008. Assunção (Paraguai): Conacyt.
. (2003). Indicadores de Ciência e Tecnologia no Paraguai Ano 2001. Suposição
(Paraguai): Conacyt/OEA.
Pessoa, F. (2003/2005). Aforismos e afins. Buenos Aires: Emece – língua franca.
↑ Piera Valdéz, Alejandro (12 de junho de 2005). Direitos de propriedade intelectual e
fator cultural no Paraguai. Em ABC Color. Suplemento Econômico, p.8.
Romero Fernández, L. M. (2001, setembro). Previsão Universitária: Papel dos Centros
de Transferência de Tecnologia e Educação a Distância. Conferência. Painel-debate
A Reforma Universitária em Debate, Assunção (Paragu ay): Universidade Católica
"Nuestra Señora de la Asunción", Universidade Autônoma de Assunção e
Universidade Nacional (orgs.).
Reestruturação da Universidade Latino-Americana: suas raízes e perspectivas.
Página visitada em October 15, 2008, webmaster@acu-adsum.org.
Santos, I. E. dois (2003). Textos selecionados de Métodos e Técnicas de Pesquisa Científica.
TCC – Monografia – Dissertação – Tese. 4ª ed. rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro:
Ímpeto.
Serra Bravo, R. (2001). Teses de Doutoramento e Trabalhos de Investigação Científica. 5ª
ed. Madrid: Thomson.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Breve Manual de Redação Científica… 94
Ander-Egg, E. (2004). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social I. Sobre o conhecimento e o
pensamento científico, 2ª reimpressão, Buenos Aires: Lumen Hvmanitas.
(2003a). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social II. Ciência: seu método e
a expressão do conhecimentoou cientista, Buenos Aires: Lumen Hvmanitas.
(2000). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social III. Como organizar o
trabalho de pesquisa, 2ª reimpressão, Buenos Aires: Lumen Hvmanitas.
(2003b). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social IV. Técnicas para
coleta de dados e informações, 3ª reimpressão, Buenos Aires: Lumen Hvmanitas.
Ander-Egg, E. & Aguilar, M. J. (1993). Como desenvolver um projeto; Guia para a concepção
de projetos Intervenção socioeducativa. Buenos Aires: Magistério do Rio da Prata.
Ávila Acosta, R. B. (1997). Introdução à metodologia de pesquisa: a tese profissional,
aplicações e exemplos. Lima: RA.
Barrio Alonso, C. (2008). Aapropriação social da ciência: novas formas. Revista
Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, CTS, vol. 4, nº 10, janeiro de 2008,
pp. 213-225. Recuperado em 24/10/09 de http://oeibolivia.org/files/
Volume%204%20-%20N%C3%BAmero%2010/doss10.pdf.
Berger, P. & Luckmann, T. (1966/1989). La Construcción Social de la Realidad, 9ª
reimpressão, tradução de Silvia Zuleta, Buenos Aires: Amorrortu.
Bericat, E. (1998). A integração de métodos quantitativos e qualitativos na pesquisa social.
Significado e medida, Barcelona: Ariel.
Bianco, C.; Lugones, G. & Peirano, F. (2003). Proposta metodológica para a mensuração
da Sociedade do Conhecimento no campo dos países latino-americanos. Revista
Iberoamericana de Ciencia, Tecnologíay Sociedad, CTS, vol. 1, nº 1, setembro de 2003,
pp. 109-133. Acessado em 23/08/09, http://www. revistacts.net/
index.php?option=com_content&view=article&id=18:proposal- methodology-for-
the-measurement-of-the-knowledge-society-in-the-field- of-the-countries-of-latin-
america&catid=9: articles&itemid=59.
Bianco, M. & Sutz, J. (2005). As formas coletivas de pesquisa universitária.
Breve Manual de Redação Científica… 95
Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, CTS, vol. 2, nº 6, dezembro
de 2005, pp. 25-44. Acessadoem 24/10/09 http://oeibolivia.org/
files/Volume%202%20-%20N%C3%BAmero%206/art01.pdf.
Bisang, R. & Campi, M. (2009). Um desafio no início do século XXI: a fome, a alta
tecnologia e a desigualdade social. Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnologíay
Sociedad, CTS, vol. 5, nº13, setembro de 2009. Página visitada em 24/10/09, http://
www.oei.es/observatoriocts/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid
=31&Itemid=.
Bisquerra, R. (s.d.). Métodos de Pesquisa Educacional. Guia prático, Barcelona: Ceac
Educação (Manuais).
Brisolla, S. N. (2005). A inserção social da Universidade Estadual de Campinas
(UNICAMP). Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, CTS, vol.
2, nº 4, janeiro de 2005, 97-123. Página visitada em 23/08/09, http://
www.revistacts. net/index.php?option=com_content&view=article&id=92:la-
insercion-social-de- la-universidade-estadual-de-campinas-
unicamp&catid=40:dossier&Itemid=59.
Bunge, M. (2005). Ciência. Seu Método e Filosofia, Buenos Aires:
DEBOLS! LLO.
Corlli, M.A. (s.d.). Incidência das concepções de aprendizagem nas práticas docentes
universitárias. Consultado em 19/06/05 de http://fs-morente.filos.ucm.es/
publicaciones/iberpsicologia/congreso/trabajos/c70/c70.htm.
Díaz Barriga Arceo, F. & Hernández Rojas, G. (2001). Estratégias de ensino para a
aprendizagem significativa, Bogotá (Colômbia): McGraw-Hill Interamericana,
Colección Docente del Siglo XXI.
Eco, U. (1991). COMO UMA TESE É FEITA. Técnicas e procedimentos de pesquisa,
estudo e escrita. 14ª reimpressão, Barcelona: Gedisa.
Fassio, To.; Pascual, L. & Suarez, F. M. (2004). Introdução à Metodologia de Pesquisa.
Aplicada al saber administrativo y al análisis organizacional, 1ª ed., Buenos Aires:
Macchi.
Figueroa, N. & Páez, H. (2008). Pensamento didático do professor universitário. Uma
perspectiva a partir da reflexão sobre sua prática pedagógica. Fundamentos em
Ciências Humanas, Universidade Nacional de San Luis – Argentina, Ano IX –
Número II (18/2008) pp. 111/136. Acessado em 23/02/10 http://fundamentos.unsl.edu. Ar/.
Fiore Ferrari, E. & Leymonié Sáez, J. (2007). Didática Prática para o Ensino Secundário e
Superior, Montevidéu: Grupo Magro.
Breve Manual de Redação Científica… 96
Flores Fahara, M. (2004). Implicações dos paradigmas de pesquisa na prática educativa,
Revista Digital Universitaria, 31 de janeiro de 2004, Vol. 5 Nº 1, ISSN: 1067-6079.
Acessado em 23/02/2010 de http://www.revista.unam.mx/
vol.5/num1/art1/ene_art1.pdf.
Giussani, L. (1990). El Sentido Religioso, 3ª ed., Madrid: Encuentro.
Invernizzi, N. (2004). Participação cidadã em ciência e tecnologia na América Latina: uma
oportunidade de refundar o compromisso social da universidade pública. Revista
Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, CTS, vol. 1, nº 2, Abril 2004.
Retirado em 23/08/09 de http://www.revistacts.net/ index.php?option=
com_content&view=article&id=37:participacion-ciudadana-en- ciencia-y-
tecnologia-en-america-latina-una-oportunidad-para-refundar-el- compromiso-social-
de-la-universidad-publica&catid=13:articulos&Itemid=59.
Kuhn, T. S. (1962/1996). La Estructura de las Revoluciones Científicas, 5ª reimpressão, trans.
de Agustín Contin, Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica de Argentina.
Lévy-Leblond, J.M. (2003). Uma cultura sem cultura. Reflexões críticas sobre o
"cultura científica", Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, CTS,
vol. 1, nº 1, Setembro de 2003. Retirado em 23/08/09 de
http://www.revistacts.net/index.php?option=com_content&view=article&id=20:un
para-cultura-sem-cultura-crítica-reflexões-sobre-a-cultura-científica&cátide=10:
dossiê&Médiade 59.
Martínez M., M. (1997). Pesquisa etnográfica qualitativa em educação: manual teórico-
prático. México: Trillas.
. (2006). Ciência e arte em metodologia qualitativa. 2ª ed. México: Trillas.
Mendes de Oxilia Dávalos, T. (2007). "Reforma universitária: por dentro ou por fora? " em
IRUNDÚ. Revista Científica de Educación y Desarrollo Social, año 3, nº 1, junio 2007,
Assunção do Paraguai: Universidad Autónoma de Assunção (UAA), pp. 113-128.
Mendes De Oxilia Dávalos, T. (org.) (2002). CIÊNCIA, TECNOLOGIA E TECNOLOGIA.
Reflexões Críticas, Assunção (Paraguai): Universidad Autónoma de Asunción (UAA).
Morin, E. (2000). Os sete conhecimentos necessários para a educação do futuro, Buenos Aires:
Nueva Vision/UNESCO.
(1990/1994). Introdução ao Pensamento Complexo, tradução de Marcelo Pakman,
Barcelona: GEDISA.
Breve Manual de Redação Científica… 97
Morin, E.; Ciurana, E. R. & Motta, R. D. (2003). Educando na era planetária, 1ª ed.,
Barcelona: GEDISA.
Organização dos Estados Ibero-Americanos e Interamericanos para a Educação, Ciência e
Tecnologia (OEI) (2005). Indicadores de ciência e tecnologia para o desenvolvimento
social. Conclusões do VI Workshop de Indicadores de Ciência e Tecnologia –
Iberoamericano e Interamericano. Revista Ibero-Americana de
Ciência, Tecnologia e Sociedade, CTS, vol. 2, nº 4, janeiro de 2005. Retirado em
23/08/09 de http://www.revistacts.net/index.php?option=com_content&view=
article&id=95:indicators-of-science-and-technology log-for-the-social-development-
conclusions-of-the-sixth-workshop-of-indicators-of-science-and-technology- ibero-
americano-e-interamericano&catid=41:foro-cts& Itemid=59.
Organização dos Estados Ibero-Americanos e Interamericanos para a Educação, Ciência
e Tecnologia (OEI) (2009). Manual de Lisboa (Disseminação do Conhecimento).
Recuperado em 24/10/09 de http://www.oei.es/observatoriocts/
index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=30&Itemid=.
. (2009). Workshop de Apresentações "Do Indicador ao Instrumento". Acessado em
24/10/09 de http://www.oei.es/observatoriocts/index.php?option=com_docman&
task=cat_ view&gid=28&Itemid=.
. (2009). Percepção dos Jovens sobre a Ciência e a Profissão Científica.
Pesquisa em Buenos Aires-2008. Retirado em 24/10/09 de http://www.oei.es/
observatoriocts/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=24&Itemid
=.
. (2009). Grandes Instalações Científicas na Ibero-América. Acessado em
24/10/09 de http:// www.oei.es/observatoriocts/index.php?option=com_docman&
task=cat_view&gid=29&Itemid=.
Pineda, E. B.; Alvarado, E. L. de. & †Canales, F. H. de. (1994). Metodologia de pesquisa.
Manual para o Desenvolvimento da Força de Trabalho em Saúde, 2ªed., Washington:
OPAS/OMS.
Rede Ibero-Americana e Interamericana de Ciência e Tecnologia (RICYT). (2009). O
Estado da Ciência 2008. Consultado em 24/10/09 de
http://www.ricyt.org/interior/difusion/ pubs/elc2008/State.pdf.
Breve Manual de Redação Científica… 98
. (2009). Recursos Humanos2008. Consultado em 24/10/09, http://www.ricyt.
org/interior/interior.asp? Nível1=1&Nível2=2&Idioma=.
. (2009). Definição de Indicadores Selecionados 2008. Acessado em 24/10/09
de http:// www.ricyt.org/interior/difusion/pubs/elc2008/Anexo.pdf.
Rutherford, J. (2003). Janelas para o mundo da ciência: preparação e oportunidade.
Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad, CTS, vol. 1, nº 1,
Setembro 2003. Recupereou 23/08/09 de http://www.revistacts.net/
index.php?option=com_content&view=article&id=25:windows-to-the-world-of-
the-science-preparation-and-opportunity&catid=10:dossier&Itemid=59.
Sautu, R.; Boniolo, P.; Dalle, P. & Elbert, R. (2005). Manual de Metodologia:
construção do referencial teórico, formulação dos objetivos e formulação da
metodologia, Buenos Aires: CLACSO.
Tamayo e Tamayo, M. (1996). Metodologia formal da pesquisa científica. México:
Limusa.
Taylor, S.J. e Bogdan, R. (1990). Introdução aos Métodos de Pesquisa Qualitativa. Buenos
Aires: Paidós.
Ziman, J. (2003). Ciência e Sociedade Civil. Revista Iberoamericana de Ciencia,
Tecnología y Sociedad, CTS, vol. 1, nº 1, Setembro de 2003. Retirado em 23/08/09
de http://www.revistacts.net/index.php?option=com_content&view=
article&id=23:ciencia-y-sociedad-civil&catid=10:dossier&Itemid=59.