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S ISTEMA DE E NSINO A DISTÂNCIA PEDAGOGIA MACEIÓ- AL 2021 Cidade Ano SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 TEMA 5 2 JUSTIFICATIVA 6 3 PARTICIPANTES 8 4 OBJETIVOS 9 5 PROBLEMATIZAÇÃO 10 6 REFERENCIAL TEÓRICO 12 7 METODOLOGIA 18 8 CRONOGRAMA 19 9 RECURSOS 20 10 AVALIAÇÃO 21 CONSIDERAÇÕES FINAIS 22 REFERÊNCIAS 24 3 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objeto de Estudo da Importância do Lúdico através dos jogos e brincadeiras na Educação Infantil para aprendizagem dos alunos. Para tal foi realizada uma pesquisa bibliográfica do tema através de livros, revistas, artigos, internet entre outros. Assim foi realizado uma pesquisa teórica objetivando a compreensão do conceito lúdico dos jogos e brincadeiras procurando diagnosticar como os mesmos podem auxiliar na aprendizagem das crianças da educação infantil. Nesta perspectiva a problemática trabalhada foi o lúdico na educação infantil e a importância dos jogos e brincadeiras para a aprendizagem do aluno. O lúdico promove na educação infantil uma prática educacional de conhecimento de mundo, oralidade, pensamento e sentido. Fantacholi ([s/d], p. 5), explica que por meio da ludicidade a criança começa a expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, exercendo sua liderança, e sendo liderados e compartilhando sua alegria de brincar. O lúdico é um recurso metodológico de suma importância para auxiliar a aprendizagem das crianças da educação infantil. Os jogos ensinam os conteúdos através de regras, pois possibilita a exploração do ambiente a sua volta, os jogos proporcionam aprendizagem de maneira prazerosa e significativa assim agrega conhecimentos. Segundo Carvalho (1992, p.14), os jogos na vida da criança são de fundamental importância, pois quando brinca, explora e manuseia tudo aquilo que está à sua volta, através de esforços físicos se mentais e sem se sentir coagida pelo adulto, começa a ter sentimentos de liberdade. O jogo é um instrumento pedagógico muito significativo. No contexto cultural e biológico é uma atividade livre, alegre que engloba uma significação. É de grande valor social, oferecendo inúmeras possibilidades educacionais, pois favorece o desenvolvimento corporal, estimula a vida psíquica e a inteligência, contribui para a adaptação ao grupo, preparando a criança para viver em sociedade, participando e questionando os pressupostos das relações sociais tais como estão postos. 4 (KISHIMOTO, 1996 p. 26). Assim como os jogos, as brincadeiras são de suma importância para o desenvolvimento da criança na educação infantil, pois através da mesma a criança aprende a respeitar regras e favorece a autonomia da criança. Os jogos e as brincadeiras são fontes inesgotáveis de interação lúdica e afetiva. Para uma aprendizagem eficaz é preciso que o aluno construa o conhecimento, assimile os conteúdos. E o jogo é um excelente recurso para facilitar a aprendizagem (FANTACHOLI [s/d p.6). Segundo Violada (2011, p. 1), as brincadeiras e os jogos são sem dúvida a forma mais natural de despertar na criança a atenção para uma atividade. Os jogos devem ser apresentados gradativamente: por meio do simples brincar, aprimorar a observação, comparação, imaginação e reflexão. Tanto os jogos como as brincadeiras ensinam regras, despertam a atenção, desenvolvem as características pessoais, sociais e culturais da criança e também colaboram para a saúde mental facilitando a socialização, comunicação e expressão das crianças. Porém para que os jogos e brincadeiras tenham sucesso na sua aplicação é necessária a mediação do professor que precisa planejar suas atividades com objetivos pré-estabelecidos a serem alcançados. Ao utilizar jogos e brincadeiras o professor introduz o lúdico no ensino aprendizagem para o aluno da educação infantil, isto contribui para conhecimento da criança. A partir da problemática levantada o objetivo geral foi refletir sobre a importância dos jogos e das brincadeiras, numa perspectiva lúdica, no processo de ensino aprendizagem do aluno da educação infantil. Para tanto, os objetivos específicos foram: Realizar um estudo bibliográfico sobre a importância dos jogos e brincadeiras numa perspectiva lúdica, para a educação infantil; Identificar os benefícios das atividades lúdicas na educação infantil. Assim, se o lúdico através dos jogos e as brincadeiras forem mediados pelo professor, são ferramentas que proporcionam a aprendizagem para os alunos da educação infantil. 5 1 TEMA O que me motivou a escolher este tema foi presenciar situações em que professores cansados e desmotivados não fazem certas rotinas, que parecem bobas, mas que para as crianças é de grande importância, por ser uma maneira agradável de lidar com crianças, portanto, buscamos com este tema mostrar a importância que os jogos e brincadeiras têm no cotidiano das crianças, também porque acreditamos que a Educação Infantil é base para todas as etapas do processo educacional, formando assim, cidadãos críticos, reflexivos, capazes de agir e resolver situações problemas durante todo processo de ensino. “A compreensão das brincadeiras e recuperação do sentido lúdico de cada povo depende do modo de vida de cada agrupamento humano, em seu tempo e seu espaço” (KISHIMOTO, 2004, p. 63). O interesse pelo tema “A importância dos jogos e brincadeiras na Educação Infantil”, partiu da prática educacional com crianças na faixa etária de 3 a 5 anos. Na prática, observamos que as crianças aprendiam com mais facilidade através dos jogos e brincadeiras. Por esse motivo, o trabalho com jogos e brincadeiras tornou-se de grande relevância na medida em que toda dinâmica e estrutura estão presentes nos períodos de desenvolvimento e socialização da criança. Considera-se que os jogos e brincadeiras são tidos como fundamentação social e cultural, bem como a forma de atividade, o sujeito entre no mundo das regras. É através dos jogos ebrincadeiras que as crianças, utilizando-se de um processo imaginário, pois o brincar faz parte da natureza infantil. Acreditamos que quando brincamos com a criança não perdemos tempo e sim o ganhamos, pois é a melhor forma de iniciar a interação e formação dos seres humanos. Ao desejarmos auxiliar no desenvolvimento pleno das crianças utilizando-se dos jogos e brincadeiras, essa pesquisa foi inserida na área da psicomotricidade voltada para a educação 12 infantil no pré II, com crianças de faixa etária de 5 (cinco) anos, está relacionado ao papel que o lúdico desempenha ao ser aplicado nos processos de aprendizagem. Portanto, espera-se que os educadores possam, partindo dessa pesquisa elaborada, levantarem informações que levem à concretização do seu trabalho. 6 2 JUSTIFICATIVA O trabalho sobre o lúdico na Educação Infantil objetiva investigar como as atividades lúdicas contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem. A atividade lúdica desenvolve na criança várias habilidades como a atenção, memorização, imaginação, enfim, todos os aspectos básicos para o processo da aprendizagem, que está em formação. É possível observar que os jogos e brincadeiras têm um papel importante e motivador no aprendizado das crianças do pré II, por ser uma atividade livre ou dirigida. Entende-se que o brincar é importante na educação infantil porque se faz a base para as demais etapas do processo educacional, que esta é a fase do brincar, do desenvolver a criatividade, a imaginação, do aprendizado de regras. Diante disso, é necessário que a escola tenha profissionais que defendam esse propósito brincando também se aprende. A principal importância relacionada às práticas pedagógicas nas salas de aula que envolve os jogos e brincadeiras é levar a criança a sentir prazer em aprender e ir à escola, e assim desenvolver o raciocínio lógico, social e cognitivo. Sabemos que, na educação infantil, as brincadeiras e os jogos lúdicos facilitam o desenvolvimento da aprendizagem fazendo com que o aprendizado ocorra de forma prazerosa e estimulante, por fim o principal contexto deste projeto foi desenvolver nas crianças e adultos um só propósito de “educar brincando”. Sendo a educação infantil a base da formação sócio educacional de todos os cidadãos, o lúdico se constitui num recurso pedagógico eficaz que envolve o aluno nas atividades, permitindo à criança se desenvolver cognitivamente. Valorizando o trabalho com jogos e brinquedos, os professores terão uma ferramenta indispensável para o trabalho cotidiano na aprendizagem de seus alunos. O fato da Educação Infantil ser uma fase que se aprende brincando, não quer dizer que seja apenas um “passatempo”. Na educação infantil as brincadeiras e os jogos facilitam a aprendizagem da criança, fazendo com que o conhecimento aconteça de forma prazerosa. Justamente, por que a aprendizagem depende muito do vínculo criado entre professor e alunos. Em uma relação de segurança e cumplicidade, a 7 aprendizagem acontece de forma mais eficiente, prazerosa e duradoura. Segundo Kishimoto (2001, p. 51, apud SOUZA; SILVA, 2000), “O brincar infantil não é apenas uma brincadeira superficial e desprezível, pois no verdadeiro e profundo brincar, acordam e avivam as forças da fantasia, que por sua vez, chegará a ter uma ação prazerosa sobre o cérebro”. Kishimoto (1999) “sugere uma maneira de possibilitar tal articulação é possível na medida em que o professor ao propor uma atividade lúdica as crianças com vista a estimular certos tipos de aprendizagem, preserve as condições para a expressão do jogo, ou seja, a ação intencional da criança para brincar. A autora acredita que o professor está potencializando as situações de aprendizagem, maximizando a construção de conhecimento ao introduzir a dimensão do prazer e instigando a capacidade de iniciação e ação ativa da criança”. (Sommerhalder, 2011, p. 56). Conforme Friedmann (2012, p. 43), ”a observação de como as crianças brincam e de como se relacionam com as outras, com os objetos e com o mundo a sua volta deve ser à base do trabalho do educador: a partir das realidades lúdico-culturais podemos “desenhar” conforme os estágios de desenvolvimento e dos repertórios específicos, propostas adequadas a cada grupo e a cada criança”. Kishimoto (1993, p. 106) afirma que: A criança procura o jogo como necessidade e não como distração (...). É pelo jogo que a criança se revela. As suas inclinações boas ou más. A sua vocação, as suas habilidades, o seu caráter, tudo que ela traz latente no seu eu em formação, torna-se visível pelo jogo e pelos brinquedos, que ela executa. Apresentadas essas informações sobre os papéis dos jogos e brincadeiras na sociedade escolar infantil, discutindo sua importância para o desenvolvimento da criança, interessa-nos compreender o papel da criança no processo da alfabetização, utilizando os jogos lúdicos e brincadeiras para aquisição do conhecimento. 8 3 PARTICIPANTES O projeto de ensino sobre a importância da ludicidade na educação infantil: jogos e brincadeiras propõe a inserção de acadêmicas do curso de Pedagogia da UNOPAR no ambiente de educação infantil para conhecer a escola, as crianças, as necessidades comuns às suas faixas etárias e seus processos de desenvolvimento integral. A inserção e o trabalho com elas, no momento da intervenção, a partir da ludicidade, oportunizam o contato íntimo com as questões postas no cotidiano da escola, conhecimentos necessários à constituição do ser professor. A escolha deste público deveu-se ao fato de que é nessa faixa etária (além da Educação Infantil) que há um maior número de professores trabalhando com o lúdico. Em séries mais avançadas o lúdico ainda se faz presente, mas não com uma frequência tão elevada. Portanto, é preciso que o educador tenha um suporte teórico e acima de tudo acredite que os jogos e as brincadeiras são ferramentas indispensáveis no processo de alfabetização, possibilitando a aquisição dos conhecimentos de forma prazerosa. Necessita-se proporcionarmomentos de estudos com os professores voltados para esta temática, buscando oferecer diretrizes para que o trabalho a ser desenvolvido incorpore uma proposta metodológica onde o lúdico seja contemplado nas ações do PPP da escola e ocupe um espaço de relevância no processo de ensino e aprendizagem. 9 4 OBJETIVOS GERAL: Demonstrar a importância da inserção dos jogos e brincadeiras na educação infantil, despertando o lúdico como um modelo prático de vivência, visando uma melhor prática no desenvolvimento da criança. ESPECÍFICO: ● Analisar a importância do brincar na educação infantil com o intuito do educador se voltar para esse trabalho. ● Perceber as possibilidades e os limites das crianças a partir de trabalhos que mobilizem a prática desenvolvida no dia a dia de cada um deles; ● Apresentar o lúdico como ferramenta de aprendizagem; ● Esclarecer a importância do brincar. 10 5 PROBLEMATIZAÇÃO Este estudo se pauta no diálogo e análise do lúdico no processo de ensino e aprendizagem da educação infantil, tendo em conta as diferentes possibilidades e as múltiplas implicaturas que o brincar traz à educação. De acordo com a realidade do contexto social e histórico, o lúdico é algo significativo para a criança testar suas capacidades de construir seus conhecimentos, e já o faz naturalmente. Deste ponto de vista, através do lúdico, é possível se adaptar os conteúdos da educação formal no sentido de partir do próprio universo infantil, para depois abarcar o conhecimento sistematizado. O brincar é uma das formas que a criança utiliza para, gradualmente, ir assimilando crenças, costumes, regras e hábitos no meio no qual está envolvida. Contudo, as atividades lúdicas possibilitam à criança ter mais facilidade na aprendizagem, pois ela irá produzir com entusiasmo as atividades competitivas e colaborativas. Com fascinação e muita atenção a criança aprende, pois a educação lúdica não é só um passatempo ou diversão. Desse modo, os jogos e brincadeiras vêm colaborando de alguma forma para o crescimento global das crianças, através de seu desenvolvimento motor, emocional e cognitivo. A criança por sua vez necessita da estabilidade emocional para compreender a aprendizagem, portanto o lúdico estimula e enriquece nosso objetivo enquanto educador, na condição de cientista do processo de ensinagem e aprendizagem. Além disso, nos dias atuais não vemos mais isso acontecer no âmbito familiar, pois ninguém mais tem tempo para brincar com seus filhos, o que se vê é cada vez mais um número maior de escolinhas de esportes, escolas de línguas, de computação, de danças, entre outras. Não há mais como ausentar o lúdico do processo pedagógico, pois ele é o agente de um ambiente motivador e coerente. Ao separar as crianças do ambiente lúdico estão automaticamente ignorando seus próprios conhecimentos, pois quando a criança entra na escola ela já possui muitas experiências que lhes foram proporcionadas através das brincadeiras e do jogo. Não devemos negar que a escola tenha também o seu lado sério, o problema é a forma pela qual ela interage com as crianças. O fato de apresentar-se séria não 11 quer dizer que ela deva ser rigorosa e castradora, mas que ela consiga cruzar no mundo infantil para, a partir daí, poder desempenhar a sua real função de formadora afetiva e intelectual. É necessário que a mesma reconheça a seriedade na busca do conhecimento, resgatando o lúdico, o prazer do estudo, sem, contudo, reduzir a aprendizagem ao que é apenas prazeroso em si mesmo. Como nos diz Santo Agostinho (apud Santos, 1997, p. 45): "o lúdico é eminentemente educativo no sentido em que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a respeito do mundo e da vida, o princípio de toda descoberta e toda criação". 12 6 REFERENCIAL TEÓRICO 6.1 O LÚDICO COMO MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA/NA EDUCAÇÃO INFANTIL A ludicidade é um fator que está muito presente nas escolas de Educação Infantil. É inevitável falar de educação infantil sem citar a ludicidade, pois tanto os jogos quanto as brincadeiras, são parte fundamental para a aprendizagem e desenvolvimento da mesma. Mesmo sendo um direito da criança uma educação de qualidade, sabemos que nem toda criança tem acesso a uma educação que faça a diferença em sua infância. Com a mediação do professor, as crianças se sentem mais motivadas a criar as suas brincadeiras, se sentem seguras com a presença do adulto por perto. Partindo desta ideia de educação motivadora e criativa, podemos citar o método Paulo Freire, que pode ser utilizado em salas de aula para melhor realização das aulas de forma lúdica.. Freire (1987, p. 07), argumenta que: O método Paulo Freire não ensina a repetir palavras, não se restringe a capacidade de pensá-las segundo as exigências lógicas do discurso abstrato; simplesmente coloca o alfabetizando em condições de poder e re-existenciar criticamente as palavras de seu mundo, para, na oportunidade devida, saber e poder dizer a sua palavra. Desse modo, os mediadores (educadores/as) da educação infantil, devem prezar pelo ensino de forma criativa, e a partir das atividades propostas, incentivar o desenvolvimento da criticidade a partir da sua realidade, criando e recriando o seu mundo. Dando essa autonomia à criança, ela pode se tornar capaz de entender e intervir sobre as suas vivências, ou seja, na realidade em que está inserida, tornando-se “sujeitos de sua própria história”, como nos diz Freire. Quando o educador e o educando possuem autonomia no processo educativo que é dialógico, dentro e fora da sala de aula, a inter-relação entre esses sujeitos se faz de forma coletiva, adquirindo não apenas um saber, mas saberes, que foram construídos com a interação entre ambos. Freire (2011. p. 25), nos adverte: 13 É neste sentido que ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos, nem formar é ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indecisoe acomodado. Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto um do outro. Partindo desta ideia, podemos perceber a relevância do diálogo entre educador e educando, para que o ensino-aprendizagem seja realizado de maneira efetiva e afetiva, fugindo de métodos tradicionais em que o professor é o detentor do saber. Não é somente porque as crianças são ainda pequenas que o seu saber não deve ser valorizado, pois mesmo ainda pequeninas, elas já trazem em sua bagagem muitos conhecimentos não sistematizados, que cabe ao educador valorizar e saber como trabalhar com a visão de mundo de cada um, a criança se sente importante quando se dá valor ao que ela já sabe, sem ignorar seu conhecimento. 6.2 A CRIANÇA E O BRINCAR Trabalhando com o lúdico no processo de aprendizagem dos alunos, se tem um melhor êxito, pois os alunos se sentem mais motivados e se tornam mais criativos em suas atividades. O professor deve ter em mãos ferramentas necessárias para a aprendizagem dos alunos e para sua prática pedagógica, e o lúdico é essa grande ferramenta para a efetivação deste processo. De acordo com Leal (2011, p. 08): É possível dizer que o lúdico é uma ferramenta pedagógica que os professores podem utilizar em sala de aula como técnicas metodológicas na aprendizagem, visto que através da ludicidade os alunos poderão aprender de forma mais prazerosa, concreta e, consequentemente, mais significativa, culminando em uma educação de qualidade. A ludicidade para a criança é uma necessidade, pois ela contribui com diversos fatores em sua educação, e é uma forma de ampliar os seus conhecimentos e habilidades. 14 O professor é um importante mediador do ensino dos educandos, e deve estar atento ao interesse de aprender das crianças, buscando formas inovadoras que enriqueçam o conhecimento dos alunos, causando neles o desejo insaciável de aprender mais, e de forma lúdica. A criança, brincando e interagindo com outras crianças se diverte e aprende as regras dos jogos. Segundo Vygotsky (1987, p. 35): O brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. Em tempos antigos, a brincadeira era vista como algo sem muita importância, mas hoje vemos a sua relevância na vida das crianças, pois ela favorece o desenvolvimento, e é usada como suporte da aprendizagem, visando a socialização e interação entre as crianças. A brincadeira é uma importante forma de comunicação e tem diversas funções no desenvolvimento integral, pois com ela a criança exprime seu sentimento, cria novas experiências, se relaciona e interage com outras crianças. A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio (ALMEIDA, 1995, p. 41). O lúdico, atualmente, é pensado para ser utilizado dentro da sala de aula com o objetivo de dar ao aluno motivação no processo de ensino-aprendizagem. Também prepara a criança para o processo de adaptação ao meio escolar, sabendo que o mesmo é um espaço diferente para a criança e tudo pode gerar uma certa estranheza, se não houver o lúdico para incentivar essa aprendizagem e interação com o meio. 15 Com relação a prática dos professores em sala de aula, podemos perceber o quanto, atualmente, muitos professores sabem da importância de trabalhar o lúdico em sala de aula, e procuram trabalhar metodologicamente um ensino que desperte emoção e prazer ao aprender. Para que se alcance uma educação de qualidade, que seja efetivada com sucesso, deve haver ludicidade em todo o momento do ensino aprendizagem da criança, nos diferentes espaços da escola e fora dela também, para que se possa sair do tradicionalismo. Porém há ainda professores que não sabem da importância, ou sabem e não trabalham, mas é claro que não podemos generalizar esta situação, pois depende da realidade de cada escola onde está inserida. Segundo Libâneo (1992, p. 01): Uma boa parte dos professores, provavelmente a maioria, baseia sua prática em prescrições pedagógicas que viraram senso comum, incorporadas quando de sua, passagem pela escola ou transmitidas pelos colegas mais velhos; entretanto, essa prática contém pressupostos teóricos implícitos. Pensando nesta realidade, podemos inferir que mesmo que alguns professores sabem da importância da ludicidade, há muitos professores que não se atualizam para trabalhar o que é novo dentro da sala de aula, como por exemplo, trabalhar o lúdico, com as crianças, ensinando o que aprenderam no passado, e não aperfeiçoando sua tendência pedagógica. Com esta prática adotada por alguns professores, não é somente o aluno que deixa aprender algo novo, mas o professor também. O professor que busca conhecimento, e um conhecimento que seja novo e dinâmico, ele também ganha, pois aprende formas diferentes de ensinar, e o aluno aprende melhor, as crianças despertam mais interesse, e as aulas ficam mais divertidas. Carneiro (1995, p. 66) ressalta que “todas as pessoas têm uma cultura lúdica, que é um conjunto de significações sobre o lúdico”. Ou seja, cada criança carrega em si formas de vivenciar a interação com o outro, contando com um jeito diferente 16 de se relacionar, inventando ou participando de brincadeiras que somente elas, em seu universo, compreendem efetivamente. Por sua vez, Kishimoto (2010, p. 01) enfatiza que: Ao brincar, a criança experimenta o poder de explorar o mundo dos objetos,das pessoas, da natureza e da cultura, para compreendê-la, e expressá-la por meio de variadas linguagens. Mas é no plano da imaginação que o brincar se destaca pela mobilização dos significados. Enfim, sua importância se relaciona com a cultura da infância, que coloca a brincadeira como ferramenta para a criança se expressar, aprender e se desenvolver. Através do contato da criança com o lúdico, ela aperfeiçoa a sua capacidade de imaginação para brincar e aprender, pois de cada brincadeira que a criança participa, ela explora o seu mundo e adquire conhecimentos, pois nenhuma brincadeira deve ser vista como um simples “passatempo”. O conhecimento e a aprendizagem através de brincadeiras são considerados uma via de mão dupla, pois não somente o aluno aprende e o professor ensina, há o aprendizado do saber da criança por parte do professor ou mediador: esses saberes são compartilhados entre si. 6.3 O DESENVOLVIMENTO AFETIVO, COGNITIVO E SOCIAL DA CRIANÇA Ao brincar, a criança estabelece diferentes funções e sentidos para suas brincadeiras, um objeto por mais simples que seja, ela pode transformar em um interessante brinquedo, que será mais uma ferramenta para suas brincadeiras no seu mundo subjetivo. Com isso temos diferentes reflexões a respeito do universo infantil, e o modo como elas se posicionam a este universo. No decorrer do desenvolvimento de uma criança estão envolvidos diferentes situações e aprendizagens, experiências com suas brincadeiras, e as estimulações do meio que vive, lhe proporciona para uma melhor relação e interação com o outro e com os objetos explorados em suas diversões, essas experiências lhe faz crescer e aprender em um ambiente saudável e favorável para seu desenvolvimento. Para que a criança possa interagir com suas mudanças internas e externas, é 17 importante que ela tenha um espaço para desenvolver, que seja relativo ao tempo de interiorizar suas mudanças psicológicas, fisiológicas e afetivas que é pertencente ao seu universo infantil. Neste período também é importante que a criança compreenda a sua realidade na qual está inserida, pois esta realidade para ela é objetiva, e possibilita o entendimento do “mundo” que a rodeia. Conforme o desenvolvimento e crescimento da interação da criança com outras pessoas, e vivenciando experiências cada vez mais novas, ela vai se tornando independente, e não mais como era quando nasceu, totalmente dependente e, essa transformação se dá por dentro e por fora. Conhecer o desenvolvimento da criança é bem amplo, mas é importante buscar a reflexão, através de influências no desenvolvimento humano, na área do psicossocial, do sociocultural, do psicossexual, do internacional, do aspecto ambiental e biológico. As transformações ocorridas na vida da criança são realizadas por diferentes agentes, tanto o biológico quanto o sociocultural, ou seja, esses dois agentes são responsáveis pelo desenvolvimento psicológico do ser humano, um por si só não consegue realizar esse processo sozinho, pois as suas características individuais também estão ligadas ao meio social em que convive. As crianças quando se juntam a algum grupinho de amigos, estabelecem uma relação social de pertencimento, o que contribui para o desenvolvimento enquanto criança. Dessa forma, podemos considerar que as autoras, se remetem à expressão “aptidão da espécie”, como o processo de desenvolvimento do ser humano, que tem responsabilidade com as características da espécie humana que cada ser possui e que se relaciona ao meio sócio-histórico. Sendo assim, não existem características biológicas herdadas de pai para filhos, e sim a interação do biológico com o social, não sendo possível tratar esses aspectos separadamente, uma vez que ambos são responsáveis pelo comportamento da criança. Trata-se da articulação dos dois, a hereditariedade e a cultura na qual ela se insere, se relacionando com o meio em que vive. Portanto, é importante que os educadores compreendam a criança na sua totalidade, nas suas características específicas, na sua cultura, no momento histórico que está envolvida e sua relação com tudo o que o cerca. 18 7 METODOLOGIA A pesquisa se caracterizou como pesquisa de campo do tipo qualitativa. De acordo com Lakatos e Marconi (1991, p.186): Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de obter informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. A pesquisa empírica, ou de campo buscou descobrir as contribuições da ludicidade na sala de aula em turmas da educação infantil, investigou-se nas coletas dos dados in loco. Com observações e questionamentos voltados para o tema abordado. Segundo Brennand (2012, p. 169): A pesquisa empírica investe na coleta de dados in loco, isto é, em um lugar específico. No entanto, isso não significa que a pesquisa não precisará construir uma fundamentação teórica. Ao contrário, a pesquisa empírica depende diretamente dos aportes teóricos tanto para construir os instrumentos de coleta quanto para organizar e analisar as informações. Destacou-se o registro preciso e detalhado das ações pedagógicas no ambiente escolar, possibilitando, fazer uma análise sobre o uso da ludicidade em sala de aula. 19 8 CRONOGRAMA Fonte: Criação do autor Atividades/ meses Julho Agosto Setembro Outubro Escolha do tema e Pesquisa Bibliográfica X Estruturação do Projeto X Coleta de Dados X Relatório final X Revisão/ correção do texto X Entrega do Projeto de Ensino X 20 9 RECURSOS Para melhor compreendermos o objeto de estudo em questão, representado nos jogos, brinquedos e brincadeiras enquanto recursos de aprendizagem na Educação Infantil, a revisão bibliográfica adotada resultante da pesquisa bibliográfica, permitiu-nos uma abordagem qualitativa destes elementos conceituais,além de do favorecimento de uma melhor reflexão sobre tais fenômenos lúdicos tal como eles se apresentam. Para Ludke e André (1986, p.18), a pesquisa qualitativa é a que “se desenvolve em uma situação natural, é rica em dados descritivos, tem um plano aberto, flexível, e focaliza a realidade de forma complexa e contextualizada”. 21 10 AVALIAÇÃO Neste projeto de ensino a principal característica da avaliação educacional é o caráter formativo, que se dá mediante a observação e o registro do educador sobre os processos de aprendizagem e desenvolvimento das ações desenvolvidas com as crianças, bem como da qualidade das interações estabelecidas entre criança e criança e criança – adulto. A ludicidade é importante ferramenta para avaliação da aprendizagem dos estudantes, pois de forma descontraída sabemos quem realmente conseguiu alcançar esse objetivo. Além disso, o trabalho em grupo favorece maior aprendizagem e este momento propicia uma aprendizagem significativa para as crianças. Uma situação prazerosa com certeza ficará marcada em suas memórias, o que facilitará assimilar tal conhecimento. Diante de todo esse projeto foi discutido a importância das brincadeiras e jogos como uma forma lúdica de ensino e como esse método contribui eficazmente para a aprendizagem infantil, e assim diante de todo esse processo percorrido desse trabalho pude, expor argumentos e abrir caminhos para se discutir esses métodos de ensino e entender como é emergente pensar em alternativas metodológicas para a realização de práticas pedagógicas colaborativas inovadoras, assim como não ter medo de enfrentar novos desafios dentro de sala de aula e é nessa perspectiva, que é evidente a necessidade urgente que se dinamizam os novos espaços e técnicas de aprendizagem e de produção de conhecimento no contexto escolar, nós educadores precisamos considerar e buscar novas dimensões didáticas e pedagógicas e incorporar ao ensino das crianças, e o brincar na educação infantil dentro dessas novas didáticas é uma ferramenta que complementa essas novas alternativas metodológicas de ensino inovador. 22 CONSIDERAÇÕES FINAIS A proposta desse projeto de ensino foi apresentar e discutir a importância do lúdico como uma forma de ensino na educação infantil, usando os jogos e brincadeiras como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças, onde a mesma foi feita através de pesquisas e estudos de autores e estudiosos que abordam o assunto, o presente trabalho veio a mim enriquecer grandemente em relação ao assunto, e todo conteúdo abordado propiciou a construção de conhecimentos que auxiliaram a compreender melhor o aluno como uma pessoa completa, a analisar criticamente as concepções e práticas de ensino e aprendizagem, e organizar alternativas metodológicas para conduzir com qualidade o ensino infantil. Assim, constata-se que a ludicidade tem contribuído de forma satisfatória para a melhoria da aprendizagem das crianças da instituição. De forma dinâmica e criativa os educadores têm conduzido suas ações lúdicas, valorizando-as, com grande relevância no processo de ensino e aprendizagem, contribuindo para desenvolvimento de habilidades e potencialidades, priorizando o processo de alfabetização das crianças matriculadas na instituição. A brincadeira é um método de ensino aprendizagem presente na vida social da criança e funciona como elo entre professor e aluno, pois ao brincar descobrem o mundo e aprendem a se comunicar no contexto social em que vivem. As brincadeiras são de fundamental importância para os alunos da educação infantil, pois contribuem para o desenvolvimento da saúde física, emocional e intelectual da criança. Em virtude do exposto acima se pode dizer que o lúdico na educação infantil é um poderoso aliado metodológico do professor que ensina brincando sem imposições e cobranças tornando a aprendizagem um prazer. Assim percebe-se que o lúdico é muito importante para aprendizagem das crianças da educação infantil, pois desperta também a imaginação, criatividade, e interesse através do entusiasmo de cada um para desenvolver a atividade proposta 23 pela professora. Enfim esse artigo não só contribuiu como me fez ter um novo pensamento crítico construtivo e inovador dentro da educação infantil, e assim abrir uma reflexão para novos pensamentos e estudos do tema abordado e assim cada vez mais buscar avançar em busca de novos rumos e conhecimentos para que possa contribuir para o ensino e aprendizagem. 24 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Paulo Nunes. Educação Lúdica, Técnicas e Jogos Pedagógicos . São Paulo: Loyola, 1995. CARNEIRO, Maria Ângela Barbato. Aprendendo através da brincadeira . 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