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S ISTEMA DE E NSINO A DISTÂNCIA 
PEDAGOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MACEIÓ- AL 
2021 
 
 
Cidade 
Ano 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO 3 
1 TEMA 5 
2 JUSTIFICATIVA 6 
3 PARTICIPANTES 8 
4 OBJETIVOS 9 
5 PROBLEMATIZAÇÃO 10 
6 REFERENCIAL TEÓRICO 12 
7 METODOLOGIA 18 
8 CRONOGRAMA 19 
9 RECURSOS 20 
10 AVALIAÇÃO 21 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 22 
REFERÊNCIAS 24 
 
 
3 
 
INTRODUÇÃO 
 
O presente trabalho tem como objeto de Estudo da Importância do Lúdico 
através dos jogos e brincadeiras na Educação Infantil para aprendizagem dos 
alunos. 
Para tal foi realizada uma pesquisa bibliográfica do tema através de livros, 
revistas, artigos, internet entre outros. Assim foi realizado uma pesquisa teórica 
objetivando a compreensão do conceito lúdico dos jogos e brincadeiras procurando 
diagnosticar como os mesmos podem auxiliar na aprendizagem das crianças da 
educação infantil. 
Nesta perspectiva a problemática trabalhada foi o lúdico na educação infantil e 
a importância dos jogos e brincadeiras para a aprendizagem do aluno. O lúdico 
promove na educação infantil uma prática educacional de conhecimento de mundo, 
oralidade, pensamento e sentido. 
Fantacholi ([s/d], p. 5), explica que por meio da ludicidade a criança começa a 
expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, 
exercendo sua liderança, e sendo liderados e compartilhando sua alegria de brincar. 
O lúdico é um recurso metodológico de suma importância para auxiliar a 
aprendizagem das crianças da educação infantil. Os jogos ensinam os conteúdos 
através de regras, pois possibilita a exploração do ambiente a sua volta, os jogos 
proporcionam aprendizagem de maneira prazerosa e significativa assim agrega 
conhecimentos. 
Segundo Carvalho (1992, p.14), os jogos na vida da criança são de 
fundamental importância, pois quando brinca, explora e manuseia tudo aquilo que 
está à sua volta, através de esforços físicos se mentais e sem se sentir coagida pelo 
adulto, começa a ter sentimentos de liberdade. 
O jogo é um instrumento pedagógico muito significativo. No contexto cultural e 
biológico é uma atividade livre, alegre que engloba uma significação. É de grande 
valor social, oferecendo inúmeras possibilidades educacionais, pois favorece o 
desenvolvimento corporal, estimula a vida psíquica e a inteligência, contribui para a 
adaptação ao grupo, preparando a criança para viver em sociedade, participando e 
questionando os pressupostos das relações sociais tais como estão postos. 
4 
 
(KISHIMOTO, 1996 p. 26). 
Assim como os jogos, as brincadeiras são de suma importância para o 
desenvolvimento da criança na educação infantil, pois através da mesma a criança 
aprende a respeitar regras e favorece a autonomia da criança. 
Os jogos e as brincadeiras são fontes inesgotáveis de interação lúdica e 
afetiva. Para uma aprendizagem eficaz é preciso que o aluno construa o 
conhecimento, assimile os conteúdos. E o jogo é um excelente recurso para facilitar 
a aprendizagem (FANTACHOLI [s/d p.6). 
Segundo Violada (2011, p. 1), as brincadeiras e os jogos são sem dúvida a 
forma mais natural de despertar na criança a atenção para uma atividade. Os jogos 
devem ser apresentados gradativamente: por meio do simples brincar, aprimorar a 
observação, comparação, imaginação e reflexão. 
Tanto os jogos como as brincadeiras ensinam regras, despertam a atenção, 
desenvolvem as características pessoais, sociais e culturais da criança e também 
colaboram para a saúde mental facilitando a socialização, comunicação e expressão 
das crianças. Porém para que os jogos e brincadeiras tenham sucesso na sua 
aplicação é necessária a mediação do professor que precisa planejar suas 
atividades com objetivos pré-estabelecidos a serem alcançados. 
Ao utilizar jogos e brincadeiras o professor introduz o lúdico no ensino 
aprendizagem para o aluno da educação infantil, isto contribui para conhecimento da 
criança. 
A partir da problemática levantada o objetivo geral foi refletir sobre a 
importância dos jogos e das brincadeiras, numa perspectiva lúdica, no processo de 
ensino aprendizagem do aluno da educação infantil. Para tanto, os objetivos 
específicos foram: Realizar um estudo bibliográfico sobre a importância dos jogos e 
brincadeiras numa perspectiva lúdica, para a educação infantil; Identificar os 
benefícios das atividades lúdicas na educação infantil. 
Assim, se o lúdico através dos jogos e as brincadeiras forem mediados pelo 
professor, são ferramentas que proporcionam a aprendizagem para os alunos da 
educação infantil. 
 
5 
 
1 TEMA 
 
O que me motivou a escolher este tema foi presenciar situações em que 
professores cansados e desmotivados não fazem certas rotinas, que parecem 
bobas, mas que para as crianças é de grande importância, por ser uma maneira 
agradável de lidar com crianças, portanto, buscamos com este tema mostrar a 
importância que os jogos e brincadeiras têm no cotidiano das crianças, também 
porque acreditamos que a Educação Infantil é base para todas as etapas do 
processo educacional, formando assim, cidadãos críticos, reflexivos, capazes de agir 
e resolver situações problemas durante todo processo de ensino. “A compreensão 
das brincadeiras e recuperação do sentido lúdico de cada povo depende do modo 
de vida de cada agrupamento humano, em seu tempo e seu espaço” (KISHIMOTO, 
2004, p. 63). 
O interesse pelo tema “A importância dos jogos e brincadeiras na Educação 
Infantil”, partiu da prática educacional com crianças na faixa etária de 3 a 5 anos. Na 
prática, observamos que as crianças aprendiam com mais facilidade através dos 
jogos e brincadeiras. Por esse motivo, o trabalho com jogos e brincadeiras tornou-se 
de grande relevância na medida em que toda dinâmica e estrutura estão presentes 
nos períodos de desenvolvimento e socialização da criança. Considera-se que os 
jogos e brincadeiras são tidos como fundamentação social e cultural, bem como a 
forma de atividade, o sujeito entre no mundo das regras. É através dos jogos ebrincadeiras que as crianças, utilizando-se de um processo imaginário, pois o brincar 
faz parte da natureza infantil. 
Acreditamos que quando brincamos com a criança não perdemos tempo e sim o 
ganhamos, pois é a melhor forma de iniciar a interação e formação dos seres 
humanos. Ao desejarmos auxiliar no desenvolvimento pleno das crianças 
utilizando-se dos jogos e brincadeiras, essa pesquisa foi inserida na área da 
psicomotricidade voltada para a educação 12 infantil no pré II, com crianças de faixa 
etária de 5 (cinco) anos, está relacionado ao papel que o lúdico desempenha ao ser 
aplicado nos processos de aprendizagem. Portanto, espera-se que os educadores 
possam, partindo dessa pesquisa elaborada, levantarem informações que levem à 
concretização do seu trabalho. 
6 
 
2 JUSTIFICATIVA 
 
O trabalho sobre o lúdico na Educação Infantil objetiva investigar como as 
atividades lúdicas contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem. A atividade 
lúdica desenvolve na criança várias habilidades como a atenção, memorização, 
imaginação, enfim, todos os aspectos básicos para o processo da aprendizagem, 
que está em formação. 
É possível observar que os jogos e brincadeiras têm um papel importante e 
motivador no aprendizado das crianças do pré II, por ser uma atividade livre ou 
dirigida. Entende-se que o brincar é importante na educação infantil porque se faz a 
base para as demais etapas do processo educacional, que esta é a fase do brincar, 
do desenvolver a criatividade, a imaginação, do aprendizado de regras. Diante disso, 
é necessário que a escola tenha profissionais que defendam esse propósito 
brincando também se aprende. 
A principal importância relacionada às práticas pedagógicas nas salas de aula 
que envolve os jogos e brincadeiras é levar a criança a sentir prazer em aprender e 
ir à escola, e assim desenvolver o raciocínio lógico, social e cognitivo. Sabemos que, 
na educação infantil, as brincadeiras e os jogos lúdicos facilitam o desenvolvimento 
da aprendizagem fazendo com que o aprendizado ocorra de forma prazerosa e 
estimulante, por fim o principal contexto deste projeto foi desenvolver nas crianças e 
adultos um só propósito de “educar brincando”. 
Sendo a educação infantil a base da formação sócio educacional de todos os 
cidadãos, o lúdico se constitui num recurso pedagógico eficaz que envolve o aluno 
nas atividades, permitindo à criança se desenvolver cognitivamente. 
Valorizando o trabalho com jogos e brinquedos, os professores terão uma 
ferramenta indispensável para o trabalho cotidiano na aprendizagem de seus alunos. 
O fato da Educação Infantil ser uma fase que se aprende brincando, não quer dizer 
que seja apenas um “passatempo”. Na educação infantil as brincadeiras e os jogos 
facilitam a aprendizagem da criança, fazendo com que o conhecimento aconteça de 
forma prazerosa. Justamente, por que a aprendizagem depende muito do vínculo 
criado entre professor e alunos. Em uma relação de segurança e cumplicidade, a 
7 
 
aprendizagem acontece de forma mais eficiente, prazerosa e duradoura. 
Segundo Kishimoto (2001, p. 51, apud SOUZA; SILVA, 2000), “O brincar infantil 
não é apenas uma brincadeira superficial e desprezível, pois no verdadeiro e 
profundo brincar, acordam e avivam as forças da fantasia, que por sua vez, chegará 
a ter uma ação prazerosa sobre o cérebro”. 
Kishimoto (1999) “sugere uma maneira de possibilitar tal articulação é 
possível na medida em que o professor ao propor uma atividade lúdica as 
crianças com vista a estimular certos tipos de aprendizagem, preserve as 
condições para a expressão do jogo, ou seja, a ação intencional da criança 
para brincar. A autora acredita que o professor está potencializando as 
situações de aprendizagem, maximizando a construção de conhecimento ao 
introduzir a dimensão do prazer e instigando a capacidade de iniciação e 
ação ativa da criança”. (Sommerhalder, 2011, p. 56). 
 
Conforme Friedmann (2012, p. 43), ”a observação de como as crianças 
brincam e de como se relacionam com as outras, com os objetos e com o mundo a 
sua volta deve ser à base do trabalho do educador: a partir das realidades 
lúdico-culturais podemos “desenhar” conforme os estágios de desenvolvimento e 
dos repertórios específicos, propostas adequadas a cada grupo e a cada criança”. 
Kishimoto (1993, p. 106) afirma que: 
A criança procura o jogo como necessidade e não como distração (...). É 
pelo jogo que a criança se revela. As suas inclinações boas ou más. A sua 
vocação, as suas habilidades, o seu caráter, tudo que ela traz latente no seu 
eu em formação, torna-se visível pelo jogo e pelos brinquedos, que ela 
executa. 
Apresentadas essas informações sobre os papéis dos jogos e brincadeiras na 
sociedade escolar infantil, discutindo sua importância para o desenvolvimento da 
criança, interessa-nos compreender o papel da criança no processo da 
alfabetização, utilizando os jogos lúdicos e brincadeiras para aquisição do 
conhecimento. 
8 
 
3 PARTICIPANTES 
 
O projeto de ensino sobre a importância da ludicidade na educação infantil: 
jogos e brincadeiras propõe a inserção de acadêmicas do curso de Pedagogia da 
UNOPAR no ambiente de educação infantil para conhecer a escola, as crianças, as 
necessidades comuns às suas faixas etárias e seus processos de desenvolvimento 
integral. A inserção e o trabalho com elas, no momento da intervenção, a partir da 
ludicidade, oportunizam o contato íntimo com as questões postas no cotidiano da 
escola, conhecimentos necessários à constituição do ser professor. 
A escolha deste público deveu-se ao fato de que é nessa faixa etária (além da 
Educação Infantil) que há um maior número de professores trabalhando com o 
lúdico. Em séries mais avançadas o lúdico ainda se faz presente, mas não com uma 
frequência tão elevada. 
Portanto, é preciso que o educador tenha um suporte teórico e acima de tudo 
acredite que os jogos e as brincadeiras são ferramentas indispensáveis no processo 
de alfabetização, possibilitando a aquisição dos conhecimentos de forma prazerosa. 
Necessita-se proporcionarmomentos de estudos com os professores voltados para 
esta temática, buscando oferecer diretrizes para que o trabalho a ser desenvolvido 
incorpore uma proposta metodológica onde o lúdico seja contemplado nas ações do 
PPP da escola e ocupe um espaço de relevância no processo de ensino e 
aprendizagem. 
 
 
9 
 
4 OBJETIVOS 
 
GERAL: 
 
Demonstrar a importância da inserção dos jogos e brincadeiras na educação infantil, 
despertando o lúdico como um modelo prático de vivência, visando uma melhor 
prática no desenvolvimento da criança. 
 
ESPECÍFICO: 
 
● Analisar a importância do brincar na educação infantil com o intuito do 
educador se voltar para esse trabalho. 
● Perceber as possibilidades e os limites das crianças a partir de trabalhos que 
mobilizem a prática desenvolvida no dia a dia de cada um deles; 
● Apresentar o lúdico como ferramenta de aprendizagem; 
● Esclarecer a importância do brincar. 
 
10 
 
5 PROBLEMATIZAÇÃO 
 
Este estudo se pauta no diálogo e análise do lúdico no processo de ensino e 
aprendizagem da educação infantil, tendo em conta as diferentes possibilidades e as 
múltiplas implicaturas que o brincar traz à educação. De acordo com a realidade do 
contexto social e histórico, o lúdico é algo significativo para a criança testar suas 
capacidades de construir seus conhecimentos, e já o faz naturalmente. 
Deste ponto de vista, através do lúdico, é possível se adaptar os conteúdos da 
educação formal no sentido de partir do próprio universo infantil, para depois abarcar 
o conhecimento sistematizado. 
O brincar é uma das formas que a criança utiliza para, gradualmente, ir 
assimilando crenças, costumes, regras e hábitos no meio no qual está envolvida. 
Contudo, as atividades lúdicas possibilitam à criança ter mais facilidade na 
aprendizagem, pois ela irá produzir com entusiasmo as atividades competitivas e 
colaborativas. 
Com fascinação e muita atenção a criança aprende, pois a educação lúdica 
não é só um passatempo ou diversão. Desse modo, os jogos e brincadeiras vêm 
colaborando de alguma forma para o crescimento global das crianças, através de 
seu desenvolvimento motor, emocional e cognitivo. A criança por sua vez necessita 
da estabilidade emocional para compreender a aprendizagem, portanto o lúdico 
estimula e enriquece nosso objetivo enquanto educador, na condição de cientista do 
processo de ensinagem e aprendizagem. 
Além disso, nos dias atuais não vemos mais isso acontecer no âmbito familiar, 
pois ninguém mais tem tempo para brincar com seus filhos, o que se vê é cada vez 
mais um número maior de escolinhas de esportes, escolas de línguas, de 
computação, de danças, entre outras. Não há mais como ausentar o lúdico do 
processo pedagógico, pois ele é o agente de um ambiente motivador e coerente. Ao 
separar as crianças do ambiente lúdico estão automaticamente ignorando seus 
próprios conhecimentos, pois quando a criança entra na escola ela já possui muitas 
experiências que lhes foram proporcionadas através das brincadeiras e do jogo. 
Não devemos negar que a escola tenha também o seu lado sério, o problema é 
a forma pela qual ela interage com as crianças. O fato de apresentar-se séria não 
11 
 
quer dizer que ela deva ser rigorosa e castradora, mas que ela consiga cruzar no 
mundo infantil para, a partir daí, poder desempenhar a sua real função de formadora 
afetiva e intelectual. É necessário que a mesma reconheça a seriedade na busca do 
conhecimento, resgatando o lúdico, o prazer do estudo, sem, contudo, reduzir a 
aprendizagem ao que é apenas prazeroso em si mesmo. 
Como nos diz Santo Agostinho (apud Santos, 1997, p. 45): "o lúdico é 
eminentemente educativo no sentido em que constitui a força impulsora de nossa 
curiosidade a respeito do mundo e da vida, o princípio de toda descoberta e toda 
criação". 
 
 
12 
 
6 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
6.1 O LÚDICO COMO MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA NO PROCESSO 
DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA/NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
A ludicidade é um fator que está muito presente nas escolas de Educação 
Infantil. É inevitável falar de educação infantil sem citar a ludicidade, pois tanto os 
jogos quanto as brincadeiras, são parte fundamental para a aprendizagem e 
desenvolvimento da mesma. Mesmo sendo um direito da criança uma educação de 
qualidade, sabemos que nem toda criança tem acesso a uma educação que faça a 
diferença em sua infância. 
Com a mediação do professor, as crianças se sentem mais motivadas a criar 
as suas brincadeiras, se sentem seguras com a presença do adulto por perto. 
Partindo desta ideia de educação motivadora e criativa, podemos citar o método 
Paulo Freire, que pode ser utilizado em salas de aula para melhor realização das 
aulas de forma lúdica.. 
Freire (1987, p. 07), argumenta que: 
O método Paulo Freire não ensina a repetir palavras, não se restringe a 
capacidade de pensá-las segundo as exigências lógicas do discurso 
abstrato; simplesmente coloca o alfabetizando em condições de poder e 
re-existenciar criticamente as palavras de seu mundo, para, na oportunidade 
devida, saber e poder dizer a sua palavra. 
Desse modo, os mediadores (educadores/as) da educação infantil, devem 
prezar pelo ensino de forma criativa, e a partir das atividades propostas, incentivar o 
desenvolvimento da criticidade a partir da sua realidade, criando e recriando o seu 
mundo. 
Dando essa autonomia à criança, ela pode se tornar capaz de entender e 
intervir sobre as suas vivências, ou seja, na realidade em que está inserida, 
tornando-se “sujeitos de sua própria história”, como nos diz Freire. 
Quando o educador e o educando possuem autonomia no processo educativo 
que é dialógico, dentro e fora da sala de aula, a inter-relação entre esses sujeitos se 
faz de forma coletiva, adquirindo não apenas um saber, mas saberes, que foram 
construídos com a interação entre ambos. Freire (2011. p. 25), nos adverte: 
13 
 
É neste sentido que ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos, 
nem formar é ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a 
um corpo indecisoe acomodado. Não há docência sem discência, as duas 
se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se 
reduzem à condição de objeto um do outro. 
 
 Partindo desta ideia, podemos perceber a relevância do diálogo entre 
educador e educando, para que o ensino-aprendizagem seja realizado de maneira 
efetiva e afetiva, fugindo de métodos tradicionais em que o professor é o detentor do 
saber. 
Não é somente porque as crianças são ainda pequenas que o seu saber não 
deve ser valorizado, pois mesmo ainda pequeninas, elas já trazem em sua bagagem 
muitos conhecimentos não sistematizados, que cabe ao educador valorizar e saber 
como trabalhar com a visão de mundo de cada um, a criança se sente importante 
quando se dá valor ao que ela já sabe, sem ignorar seu conhecimento. 
 
6.2 A CRIANÇA E O BRINCAR 
 
Trabalhando com o lúdico no processo de aprendizagem dos alunos, se tem 
um melhor êxito, pois os alunos se sentem mais motivados e se tornam mais 
criativos em suas atividades. O professor deve ter em mãos ferramentas 
necessárias para a aprendizagem dos alunos e para sua prática pedagógica, e o 
lúdico é essa grande ferramenta para a efetivação deste processo. De acordo com 
Leal (2011, p. 08): 
É possível dizer que o lúdico é uma ferramenta pedagógica que os 
professores podem utilizar em sala de aula como técnicas metodológicas na 
aprendizagem, visto que através da ludicidade os alunos poderão aprender 
de forma mais prazerosa, concreta e, consequentemente, mais significativa, 
culminando em uma educação de qualidade. 
A ludicidade para a criança é uma necessidade, pois ela contribui com diversos 
fatores em sua educação, e é uma forma de ampliar os seus conhecimentos e 
habilidades. 
14 
 
O professor é um importante mediador do ensino dos educandos, e deve estar 
atento ao interesse de aprender das crianças, buscando formas inovadoras que 
enriqueçam o conhecimento dos alunos, causando neles o desejo insaciável de 
aprender mais, e de forma lúdica. 
A criança, brincando e interagindo com outras crianças se diverte e aprende as 
regras dos jogos. Segundo Vygotsky (1987, p. 35): 
O brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e 
realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, 
de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de 
construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. 
Em tempos antigos, a brincadeira era vista como algo sem muita importância, 
mas hoje vemos a sua relevância na vida das crianças, pois ela favorece o 
desenvolvimento, e é usada como suporte da aprendizagem, visando a socialização 
e interação entre as crianças. 
A brincadeira é uma importante forma de comunicação e tem diversas funções 
no desenvolvimento integral, pois com ela a criança exprime seu sentimento, cria 
novas experiências, se relaciona e interage com outras crianças. 
A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança, 
possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, 
integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em uma 
produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca, 
criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte 
compromisso de transformação e modificação do meio (ALMEIDA, 1995, p. 
41). 
O lúdico, atualmente, é pensado para ser utilizado dentro da sala de aula com 
o objetivo de dar ao aluno motivação no processo de ensino-aprendizagem. Também 
prepara a criança para o processo de adaptação ao meio escolar, sabendo que o 
mesmo é um espaço diferente para a criança e tudo pode gerar uma certa 
estranheza, se não houver o lúdico para incentivar essa aprendizagem e interação 
com o meio. 
 
15 
 
Com relação a prática dos professores em sala de aula, podemos perceber o 
quanto, atualmente, muitos professores sabem da importância de trabalhar o lúdico 
em sala de aula, e procuram trabalhar metodologicamente um ensino que desperte 
emoção e prazer ao aprender. Para que se alcance uma educação de qualidade, 
que seja efetivada com sucesso, deve haver ludicidade em todo o momento do 
ensino aprendizagem da criança, nos diferentes espaços da escola e fora dela 
também, para que se possa sair do tradicionalismo. Porém há ainda professores que 
não sabem da importância, ou sabem e não trabalham, mas é claro que não 
podemos generalizar esta situação, pois depende da realidade de cada escola onde 
está inserida. 
Segundo Libâneo (1992, p. 01): 
Uma boa parte dos professores, provavelmente a maioria, baseia sua 
prática em prescrições pedagógicas que viraram senso comum, 
incorporadas quando de sua, passagem pela escola ou transmitidas pelos 
colegas mais velhos; entretanto, essa prática contém pressupostos teóricos 
implícitos. 
Pensando nesta realidade, podemos inferir que mesmo que alguns professores 
sabem da importância da ludicidade, há muitos professores que não se atualizam 
para trabalhar o que é novo dentro da sala de aula, como por exemplo, trabalhar o 
lúdico, com as crianças, ensinando o que aprenderam no passado, e não 
aperfeiçoando sua tendência pedagógica. Com esta prática adotada por alguns 
professores, não é somente o aluno que deixa aprender algo novo, mas o professor 
também. 
O professor que busca conhecimento, e um conhecimento que seja novo e 
dinâmico, ele também ganha, pois aprende formas diferentes de ensinar, e o aluno 
aprende melhor, as crianças despertam mais interesse, e as aulas ficam mais 
divertidas. 
Carneiro (1995, p. 66) ressalta que “todas as pessoas têm uma cultura lúdica, 
que é um conjunto de significações sobre o lúdico”. Ou seja, cada criança carrega 
em si formas de vivenciar a interação com o outro, contando com um jeito diferente 
16 
 
de se relacionar, inventando ou participando de brincadeiras que somente elas, em 
seu universo, compreendem efetivamente. 
Por sua vez, Kishimoto (2010, p. 01) enfatiza que: 
Ao brincar, a criança experimenta o poder de explorar o mundo dos objetos,das pessoas, da natureza e da cultura, para compreendê-la, e expressá-la 
por meio de variadas linguagens. Mas é no plano da imaginação que o 
brincar se destaca pela mobilização dos significados. Enfim, sua 
importância se relaciona com a cultura da infância, que coloca a brincadeira 
como ferramenta para a criança se expressar, aprender e se desenvolver. 
Através do contato da criança com o lúdico, ela aperfeiçoa a sua capacidade 
de imaginação para brincar e aprender, pois de cada brincadeira que a criança 
participa, ela explora o seu mundo e adquire conhecimentos, pois nenhuma 
brincadeira deve ser vista como um simples “passatempo”. 
O conhecimento e a aprendizagem através de brincadeiras são considerados 
uma via de mão dupla, pois não somente o aluno aprende e o professor ensina, há o 
aprendizado do saber da criança por parte do professor ou mediador: esses saberes 
são compartilhados entre si. 
 
6.3 O DESENVOLVIMENTO AFETIVO, COGNITIVO E SOCIAL DA CRIANÇA 
 
Ao brincar, a criança estabelece diferentes funções e sentidos para suas 
brincadeiras, um objeto por mais simples que seja, ela pode transformar em um 
interessante brinquedo, que será mais uma ferramenta para suas brincadeiras no 
seu mundo subjetivo. Com isso temos diferentes reflexões a respeito do universo 
infantil, e o modo como elas se posicionam a este universo. 
No decorrer do desenvolvimento de uma criança estão envolvidos diferentes 
situações e aprendizagens, experiências com suas brincadeiras, e as estimulações 
do meio que vive, lhe proporciona para uma melhor relação e interação com o outro 
e com os objetos explorados em suas diversões, essas experiências lhe faz crescer 
e aprender em um ambiente saudável e favorável para seu desenvolvimento. 
Para que a criança possa interagir com suas mudanças internas e externas, é 
17 
 
importante que ela tenha um espaço para desenvolver, que seja relativo ao tempo 
de interiorizar suas mudanças psicológicas, fisiológicas e afetivas que é pertencente 
ao seu universo infantil. Neste período também é importante que a criança 
compreenda a sua realidade na qual está inserida, pois esta realidade para ela é 
objetiva, e possibilita o entendimento do “mundo” que a rodeia. 
Conforme o desenvolvimento e crescimento da interação da criança com 
outras pessoas, e vivenciando experiências cada vez mais novas, ela vai se 
tornando independente, e não mais como era quando nasceu, totalmente 
dependente e, essa transformação se dá por dentro e por fora. Conhecer o 
desenvolvimento da criança é bem amplo, mas é importante buscar a reflexão, 
através de influências no desenvolvimento humano, na área do psicossocial, do 
sociocultural, do psicossexual, do internacional, do aspecto ambiental e biológico. 
As transformações ocorridas na vida da criança são realizadas por diferentes 
agentes, tanto o biológico quanto o sociocultural, ou seja, esses dois agentes são 
responsáveis pelo desenvolvimento psicológico do ser humano, um por si só não 
consegue realizar esse processo sozinho, pois as suas características individuais 
também estão ligadas ao meio social em que convive. As crianças quando se juntam 
a algum grupinho de amigos, estabelecem uma relação social de pertencimento, o 
que contribui para o desenvolvimento enquanto criança. 
Dessa forma, podemos considerar que as autoras, se remetem à expressão 
“aptidão da espécie”, como o processo de desenvolvimento do ser humano, que tem 
responsabilidade com as características da espécie humana que cada ser possui e 
que se relaciona ao meio sócio-histórico. Sendo assim, não existem características 
biológicas herdadas de pai para filhos, e sim a interação do biológico com o social, 
não sendo possível tratar esses aspectos separadamente, uma vez que ambos são 
responsáveis pelo comportamento da criança. Trata-se da articulação dos dois, a 
hereditariedade e a cultura na qual ela se insere, se relacionando com o meio em 
que vive. 
Portanto, é importante que os educadores compreendam a criança na sua 
totalidade, nas suas características específicas, na sua cultura, no momento 
histórico que está envolvida e sua relação com tudo o que o cerca. 
18 
 
7 METODOLOGIA 
 
 
A pesquisa se caracterizou como pesquisa de campo do tipo qualitativa. De 
acordo com Lakatos e Marconi (1991, p.186): 
Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de obter informações 
e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma 
resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou ainda, descobrir 
novos fenômenos ou as relações entre eles. 
A pesquisa empírica, ou de campo buscou descobrir as contribuições da 
ludicidade na sala de aula em turmas da educação infantil, investigou-se nas coletas 
dos dados in loco. Com observações e questionamentos voltados para o tema 
abordado. Segundo Brennand (2012, p. 169): 
A pesquisa empírica investe na coleta de dados in loco, isto é, em um lugar 
específico. No entanto, isso não significa que a pesquisa não precisará construir uma 
fundamentação teórica. Ao contrário, a pesquisa empírica depende diretamente dos 
aportes teóricos tanto para construir os instrumentos de coleta quanto para organizar e 
analisar as informações. 
Destacou-se o registro preciso e detalhado das ações pedagógicas no ambiente 
escolar, possibilitando, fazer uma análise sobre o uso da ludicidade em sala de aula. 
 
19 
 
8 CRONOGRAMA 
 
 
Fonte: Criação do autor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades/ meses Julho Agosto Setembro Outubro 
Escolha do tema e Pesquisa 
Bibliográfica 
X 
Estruturação do Projeto X 
Coleta de Dados X 
Relatório final X 
Revisão/ correção do texto X 
Entrega do Projeto de Ensino X 
20 
 
9 RECURSOS 
 
 
Para melhor compreendermos o objeto de estudo em questão, representado 
nos jogos, brinquedos e brincadeiras enquanto recursos de aprendizagem na 
Educação Infantil, a revisão bibliográfica adotada resultante da pesquisa 
bibliográfica, permitiu-nos uma abordagem qualitativa destes elementos 
conceituais,além de do favorecimento de uma melhor reflexão sobre tais 
fenômenos lúdicos tal como eles se apresentam. Para Ludke e André (1986, p.18), 
a pesquisa qualitativa é a que “se desenvolve em uma situação natural, é rica em 
dados descritivos, tem um plano aberto, flexível, e focaliza a realidade de forma 
complexa e contextualizada”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
10 AVALIAÇÃO 
 
 
Neste projeto de ensino a principal característica da avaliação educacional é o 
caráter formativo, que se dá mediante a observação e o registro do educador sobre 
os processos de aprendizagem e desenvolvimento das ações desenvolvidas com as 
crianças, bem como da qualidade das interações estabelecidas entre criança e 
criança e criança – adulto. 
A ludicidade é importante ferramenta para avaliação da aprendizagem dos 
estudantes, pois de forma descontraída sabemos quem realmente conseguiu 
alcançar esse objetivo. Além disso, o trabalho em grupo favorece maior 
aprendizagem e este momento propicia uma aprendizagem significativa para as 
crianças. Uma situação prazerosa com certeza ficará marcada em suas memórias, o 
que facilitará assimilar tal conhecimento. 
Diante de todo esse projeto foi discutido a importância das brincadeiras e jogos 
como uma forma lúdica de ensino e como esse método contribui eficazmente para a 
aprendizagem infantil, e assim diante de todo esse processo percorrido desse 
trabalho pude, expor argumentos e abrir caminhos para se discutir esses métodos 
de ensino e entender como é emergente pensar em alternativas metodológicas para 
a realização de práticas pedagógicas colaborativas inovadoras, assim como não ter 
medo de enfrentar novos desafios dentro de sala de aula e é nessa perspectiva, que 
é evidente a necessidade urgente que se dinamizam os novos espaços e técnicas 
de aprendizagem e de produção de conhecimento no contexto escolar, nós 
educadores precisamos considerar e buscar novas dimensões didáticas e 
pedagógicas e incorporar ao ensino das crianças, e o brincar na educação infantil 
dentro dessas novas didáticas é uma ferramenta que complementa essas novas 
alternativas metodológicas de ensino inovador. 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
A proposta desse projeto de ensino foi apresentar e discutir a importância do 
lúdico como uma forma de ensino na educação infantil, usando os jogos e 
brincadeiras como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento e 
aprendizagem das crianças, onde a mesma foi feita através de pesquisas e estudos 
de autores e estudiosos que abordam o assunto, o presente trabalho veio a mim 
enriquecer grandemente em relação ao assunto, e todo conteúdo abordado 
propiciou a construção de conhecimentos que auxiliaram a compreender melhor o 
aluno como uma pessoa completa, a analisar criticamente as concepções e práticas 
de ensino e aprendizagem, e organizar alternativas metodológicas para conduzir 
com qualidade o ensino infantil. 
Assim, constata-se que a ludicidade tem contribuído de forma satisfatória para 
a melhoria da aprendizagem das crianças da instituição. De forma dinâmica e 
criativa os educadores têm conduzido suas ações lúdicas, valorizando-as, com 
grande relevância no processo de ensino e aprendizagem, contribuindo para 
desenvolvimento de habilidades e potencialidades, priorizando o processo de 
alfabetização das crianças matriculadas na instituição. 
A brincadeira é um método de ensino aprendizagem presente na vida social da 
criança e funciona como elo entre professor e aluno, pois ao brincar descobrem o 
mundo e aprendem a se comunicar no contexto social em que vivem. 
As brincadeiras são de fundamental importância para os alunos da educação 
infantil, pois contribuem para o desenvolvimento da saúde física, emocional e 
intelectual da criança. 
Em virtude do exposto acima se pode dizer que o lúdico na educação infantil é 
um poderoso aliado metodológico do professor que ensina brincando sem 
imposições e cobranças tornando a aprendizagem um prazer. 
Assim percebe-se que o lúdico é muito importante para aprendizagem das 
crianças da educação infantil, pois desperta também a imaginação, criatividade, e 
interesse através do entusiasmo de cada um para desenvolver a atividade proposta 
23 
 
pela professora. 
Enfim esse artigo não só contribuiu como me fez ter um novo pensamento 
crítico construtivo e inovador dentro da educação infantil, e assim abrir uma reflexão 
para novos pensamentos e estudos do tema abordado e assim cada vez mais 
buscar avançar em busca de novos rumos e conhecimentos para que possa 
contribuir para o ensino e aprendizagem. 
 
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REFERÊNCIAS 
 
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Paulo: Loyola, 1995. 
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Revista da Associação Nacional de Educação, ano 13, nº 21, Cortez Editores, 1995. 
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Brinquedos e Brincadeiras – Um Olhar Psicopedagógico. Disponível em: 
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FERREIRA, Juliana de Freitas ; SILVA Juliana Aguirre da ; RESCHKE, Maria Janine 
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FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática 
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FRIEDMANN, Adriana. Brincar, crescer e aprender: o resgate do jogo infantil. 
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KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, brinquedo, brincadeira e a Educação . 3. ed. 
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LEAL, Florência de Lima. A importância do lúdico na educação infantil . 2011.42 
fls. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura Plena em Pedagogia). 
Universidade Federal do Piauí, Picos (PI), 2011. 
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em: Acesso em 08 de abril de 2017. 
VYGOTSKY, Lev Semyonovich. Imaginação e criatividade na infância . 1. ed. São 
Paulo: Martins Fontes, 2014.

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