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__________________________________________________________________________________1 Dosagem racional do concreto – Método IPT/EPUSP – Lista de Exercícios Pós-Graduação em Tecnologia do Concreto Dosagem dos Concretos Convencionais Prof. Cesar Henrique Sato Daher EXERCÍCIOS DE DOSAGEM – MÉTODO IPT/EPUSP 1. Ao se iniciar determinado estudo da fase experimental do método de dosagem IPT/EPUSP, foram encontrados para o traço normal (m=5), os seguintes parâmetros: - Teor de argamassa seca ideal (α): 55%; - Relação água/cimento (a/c) para um abatimento de S50 mm: 0,59; Sabendo-se ainda que a relação ideal em massa seca, entre os agregados graúdos a serem empregados é de 30% / 70% [pA(%) / pB(%)] e que devem ser consideradas perdas de argamassa no processo de mistura/transporte do concreto de 3%, pede- se: - Determinar os traços normal, rico (m=3,5) e pobre (m=6,5) a serem rodados expressos na forma TUMS (traço unitário em massa seca). Resposta: 2. Sabendo-se que no exercício anterior o teor de ar aprisionado estimado (est.) em função da dimensão máxima entre as britas adotadas, é de 2,0%, e as massas específicas dos materiais utilizados são as seguintes: Material (kg/dm³) Cimento 3,10 Ag. Miúdo 2,58 Ag. Graúdo do tipo “A” 2,74 Ag. Graúdo do tipo “B” 2,76 Determinar as massas de materiais, em estado seco (em estufa), e respectiva massa de água, necessárias para moldar 06 corpos-de-prova cilíndricos e realizar o ensaio de abatimento (slump test), para cada um dos 03 traços calculados no exercício anterior (considerar um acréscimo de 10% no volume calculado). Resposta: 1 a pA pB (a/c) Rico 3,5 1 1,610 0,567 1,323 0,442 Normal 5,0 1 2,480 0,756 1,764 0,590 Pobre 6,5 1 3,350 0,945 2,205 0,737 Traço m Traço Unitário em Massa Seca (TUMS) Cimento Ag. Miúdo Ag. Graúdo A Ag. Graúdo B Rico 472,313 0,0164164 7,754 12,484 4,397 10,259 3,427 Normal 351,398 0,0164164 5,769 14,307 4,361 10,177 3,404 Pobre 279,853 0,0164164 4,594 15,39 4,341 10,13 3,386 Traço C (kg/m³) VCONC.(m³) Massas de materiais (kg) secos Massa de água (kg) __________________________________________________________________________________2 Dosagem racional do concreto – Método IPT/EPUSP – Lista de Exercícios Pós-Graduação em Tecnologia do Concreto Dosagem dos Concretos Convencionais Prof. Cesar Henrique Sato Daher 3. Conhecendo-se os coeficientes da equação de Abrams (k1,28=134,983 e k2,28=15,395), para a determinação da correlação entre as resistências de concretos confeccionados com determinados materiais, aos 28 dias de idade e relações água/cimento, bem como o desvio padrão de produção e controle do concreto (sd=3,0 MPa), pede-se: a. Determinar a relação água/cimento que produzirá um concreto com resistência característica à compressão (fck) = 35MPa; b. Determinar a relação água/cimento que produzirá um concreto com resistência característica à compressão (fck) = 45 MPa; c. Determinar a relação água/cimento que produzirá um concreto com resistência característica à compressão (fck) = 20 MPa; Respostas: a) 0,45; b) 0,36; c) 0,62. 4. Visando determinar as equações de Abrams para concretos confeccionados com determinados materiais, determinada empresa de tecnologia realizou estudos laboratoriais obtendo os seguintes resultados: Traço Relação a/c Resistência média obtida (MPa) - fCJ j = 3 dias j = 7 dias j = 28 dias j = 63 dias Rico (1 : 3,5) 0,45 9,7 29,0 48,3 59,7 Padrão (1 : 5,0) 0,50 8,6 25,6 42,6 52,7 Pobre (1 : 6,5) 0,65 5,9 17,6 29,4 36,2 Pede-se determinar os valores de k1,J e k2,J para as idades de 3, 7, 28 e 63 dias. Respostas: k1,3= 29,5 e k2,3 = 11,8; k1,7= 89,2 e k2,7 = 12,1; k1,28= 148 e k2,28 = 12; k1,63= 183,9 e k2,63 = 12,2. 5. Com base nos resultados do exercício anterior, pede-se determinar a relação água/cimento um concreto que atenda as seguintes resistências médias (fCJ): 9,0 MPa aos 3 dias de idade e 18,5 MPa aos 7 dias 31 MPa aos 28 dias e 58,5 MPa aos 63 dias de idade. Resposta: a/c = 0,458. __________________________________________________________________________________3 Dosagem racional do concreto – Método IPT/EPUSP – Lista de Exercícios Pós-Graduação em Tecnologia do Concreto Dosagem dos Concretos Convencionais Prof. Cesar Henrique Sato Daher 6. Determinado estudo de laboratório foi realizado para a obtenção das equações básicas de dosagem de concretos confeccionados com determinados materiais, em uma central dosadora de concreto. Os resultados obtidos no estudo apresentam-se abaixo: Traço Relação (a/c) Resistência média obtida (MPa) - fCJ Abatimento (mm) j = 3 dias j = 7 dias j = 28 dias Rico (1 : 3,5) 0,45 180 15,0 35,0 43,4 Normal (1 : 5,0) 0,60 185 12,0 30,8 37,5 Pobre (1 : 6,5) 0,75 180 7,0 21,5 24,4 Obs.: Estudo principal para o abatimento de S160 Traço Relação (a/c) Abat. (mm) Estudo adicional para o abatimento S220 Rico (1 : 3,5) 0,59 235 Normal (1 : 5,0) 0,72 230 Pobre (1 : 6,5) 0,85 235 Traço Relação a/c Abat. (mm) Estudo adicional para o abatimento de S100mm Rico (1 : 3,5) 0,36 135 Normal (1 : 5,0) 0,44 130 Pobre (1 : 6,5) 0,52 130 Características dos materiais a serem empregados Material2 Cimento Areia Brita 9,5/25 Brita 19/31,5 (kg/dm³) 2,96 2,58 2,71 2,72 MUS (kg/dm³) 1,18 1,49 1,45 1,42 Características complementares Teor ideal de argamassa incluindo perdas – αIDP (%) 60% Teor de brita graduação 9,5/25 em relação à massa total de agregados graúdos - %pA 45% Teor de brita graduação 19/31,5 em relação à massa total de agregados graúdos - %pB 55% Teor de ar aprisionado – (%) 1,5% Desvio padrão das operações de ensaio e controle 3,5 MPa __________________________________________________________________________________4 Dosagem racional do concreto – Método IPT/EPUSP – Lista de Exercícios Pós-Graduação em Tecnologia do Concreto Dosagem dos Concretos Convencionais Prof. Cesar Henrique Sato Daher Com base no estudo de laboratório acima, pede-se: a) determinar as equações de Abrams para as idades de 03, 07 e 28 dias de idade; b) determinar as equações de Lyse para os abatimentos de 5010 mm, 8010 mm e 10020 mm; c) obter os consumos de cimento dos traços auxiliares (rico, padrão e pobre), para cada estudo de abatimento e determinar as respectivas equações de Molinari; d) traçar o diagrama de dosagem do estudo completo; e) obter o traço unitário em massa seca e os consumos de materiais (em kg por m³ de concreto), para os seguintes concretos: i. fc3 = 13,5 MPa; fck = 40 MPa; abatimento 5010 mm; concreto protendido; classe de agressividade III; ii. fc7 = 22,5 MPa; fck = 25 MPa; abatimento 10010 mm; concreto armado; concreto armado; classe de agressividade IV; iii. fc7 = 27,2 MPa; fck = 30 MPa; abatimento 8010 mm; concreto protendido; classe de agressividade II; iv. fc7 = 22,5 MPa; fck = 35 MPa; abatimento 5010 mm; concreto armado; classe de agressividade IV. Respostas: a) Resolução pela HP: 103,1 fc log695,1 )/( 33 − =ca ; 705,0 fc log878,1 / 77 − =ca ; 834,0 fc log033,2 / 2828 − =ca Resolução pelas equações: 951,0 fc log604,1 )/( 33 − =ca ; 594,0 fc log811,1 )/( 77 − =ca ; 697,0 fc log951,1 )/( 2828 − =ca b) camS /.75,1825,3100 +−= ; camS /.101160 +−= ; camS /.538,11307,3220 +−= c) Abatimento (mm) Consumo de Cimento – CT (kg/m³) Traço Rico Traço Normal Traço Pobre 80±10 466,910 348,129 277,527 100±10 437,852 333,965 269,922 50±10 487,716 368,996 296,758 Equações: 160 160 .487,0437,0 1000 S S m C + = ; 220 220 .474,0624,0 1000 S S m C + = ; 100 100 .440,0510,0 1000 S S m C + = HP: 160 160 .487,0437,0 1000 S S m C + = ; 220 220 .474,0626,0 1000 S S m C + = ; 100 100 .440,0511,0 1000 S S m C + = __________________________________________________________________________________5Dosagem racional do concreto – Método IPT/EPUSP – Lista de Exercícios Pós-Graduação em Tecnologia do Concreto Dosagem dos Concretos Convencionais Prof. Cesar Henrique Sato Daher d) e) Observação: nota-se que o traço desenvolvido no item (ii), extrapola o estudo, ou seja, o valor da relação agregados/cimento em massa seca (m) é inferior a 3,5. Ou seja, trata-se de um traço muito rico, sendo necessário inicialmente um ajuste em seu teor de argamassa. Para uma primeira aproximação pode-se trabalhar com a equação 14.4(%)(%), −+= MRIDPMRIDP m , o que resultaria em um teor ideal de argamassa, incluindo perdas, de aproximadamente 54%. O traço unitário em massa seca (TUMS)MR , ficaria igual a 1 : 0,558 : 0,597 : 0,730 : 0,45 (CT=659,836kg/m³), necessitando ainda uma avaliação experimental para verificação da sua consistência com eventuais ajustes que se façam necessários, determinação do consumo de cimento e respectiva comprovação da resistência. Deve-se lembrar ainda que traços muito ricos em cimento são anti-econômicos e não possuem grande estabilidade dimensional (retração excessiva), além de poderem gerar fissuração térmica dependendo da geometria das peças a serem concretadas. Sendo assim, uma boa alternativa é a utilização de aditivos, visando à redução significativa do consumo de cimento. 1 a pA pB (a/c)adot. C (kg/m³) Por 1 2,375 1,013 1,237 0,42 392,927 Equações 1 2,713 1,114 1,361 0,45 357,946 HP 1 a pA pB (a/c)adot. C (kg/m³) Por 1 0,731 0,519 0,635 0,45 658,983 Equações 1 0,730 0,519 0,635 0,45 658,321 HP 1 a pA pB (a/c)adot. C (kg/m³) Por 1 2,300 0,990 1,210 0,55 380,445 Equações 1 2,300 0,990 1,210 0,55 380,445 HP 1 a pA pB (a/c)adot. C (kg/m³) Por 1 2,713 1,114 1,361 0,45 358,074 Equações 1 2,713 1,114 1,361 0,45 357,946 HP i. ii. iii. iv. __________________________________________________________________________________6 Dosagem racional do concreto – Método IPT/EPUSP – Lista de Exercícios Pós-Graduação em Tecnologia do Concreto Dosagem dos Concretos Convencionais Prof. Cesar Henrique Sato Daher 7. Para o mesmo estudo de laboratório do exercício anterior, foi realizado um estudo complementar, com o emprego de aditivos redutores de água, visando a redução do consumo de cimento dos concretos produzidos pela central dosadora. Os resultados obtidos no estudo apresentam-se a seguir: Traço Relação (a/c) Resistência média obtida (MPa) - fCJ Abatimento (mm) j = 3 dias j = 7 dias j = 28 dias Rico (1 : 3,5) 0,405 185 17,5 39,9 52,0 Normal (1 : 5,0) 0,540 180 12,4 32,1 40,2 Pobre (1 : 6,5) 0,675 180 8,8 25,7 31,0 Todos os traços foram executados com o emprego de aditivo redutor de água ( = 1,18 kg/dm³), do tipo polifuncional, em teor de 0,7% (massa de aditivo / massa de cimento). Obs.: Estudo principal para o abatimento S160 Traço Relação (a/c) Abat. (mm) Estudo adicional para o abatimento S225 Rico (1 : 3,5) 0,53 230 Normal (1 : 5,0) 0,65 220 Pobre (1 : 6,5) 0,77 235 Todos os traços foram executados com o emprego de aditivo redutor de água ( = 1,18 kg/dm³), do tipo polifuncional, em teor de 0,7% (massa de aditivo / massa de cimento). Traço Relação a/c Abat. (mm) Estudo adicional para o abatimento de S100 Rico (1 : 3,5) 0,32 140 Normal (1 : 5,0) 0,40 145 Pobre (1 : 6,5) 0,47 140 Todos os traços foram executados com o emprego de aditivo redutor de água ( = 1,18 kg/dm³), do tipo polifuncional, em teor de 0,7% (massa de aditivo / massa de cimento). Observação: devido a introdução do aditivo plastificante à mistura, houve uma melhora na coesão do concreto, propiciando uma redução no teor ideal de argamassa (αIDP) de 2%. Com base no novo estudo de laboratório, pede-se: a) determinar as equações de Abrams para as idades de 03, 07 e 28 dias de idade; b) determinar as equações de Lyse para os abatimentos de 5010 mm, 8010 mm e 10020 mm; c) obter os consumos de cimento dos traços auxiliares (rico, padrão e pobre), para cada estudo de abatimento e determinar as respectivas equações de Molinari; __________________________________________________________________________________7 Dosagem racional do concreto – Método IPT/EPUSP – Lista de Exercícios Pós-Graduação em Tecnologia do Concreto Dosagem dos Concretos Convencionais Prof. Cesar Henrique Sato Daher d) traçar o diagrama de dosagem do estudo completo; e) obter o traço unitário em massa seca e os consumos de materiais (em kg por m³ de concreto), para os mesmos traços do exercício anterior. Respostas: a) Resolução pela HP: 957,0 fc log628,1 )c/a( 33 − = ; 591,0 fc log831,1 c/a 77 − = ; 701,0 fc log974,1 c/a 2828 − = Resolução pelas equações: 107,1 fc log691,1 )c/a( 33 − = ; 705,0 fc log886,1 )c/a( 77 − = ; 831,0 fc log053,2 )c/a( 2828 − = b) Resolução pela HP: camS /.97,19922,2100 +−= ; camS /.11,111160 +−= ; camS /.5,12125,3220 +−= Resolução pelas equações: camS /.565,19761,2100 +−= ; camS /.11,111160 +−= ; camS /.5,12125,3220 +−= c) Abatimento (mm) Consumo de Cimento – CT (kg/m³) Traço Rico Traço Normal Traço Pobre 80±10 476,119 355,208 283,271 100±10 448,991 341,656 275,738 50±10 496,520 374,095 301,018 HP: 160 160 .477,0432,0 1000 S S m C + = ; 220 220 .466,0595,0 1000 S S m C + = ; 100 100 .437,0487,0 1000 S S m C + = Equações: 160 160 .477,0430,0 1000 S S m C + = ; 220 220 .566,0597,0 1000 S S m C + = ; 100 100 .436,0490,0 1000 S S m C + = __________________________________________________________________________________8 Dosagem racional do concreto – Método IPT/EPUSP – Lista de Exercícios Pós-Graduação em Tecnologia do Concreto Dosagem dos Concretos Convencionais Prof. Cesar Henrique Sato Daher d) e) Observação: novamente nota-se que o traço desenvolvido no item (ii), extrapola o estudo, ou seja, o valor da relação agregados/cimento em massa seca (m) é inferior a 3,5. Ou seja, trata-se de um traço muito rico, sendo necessário inicialmente um ajuste em seu teor de argamassa. Para uma primeira aproximação pode-se trabalhar com a equação 14.4(%)(%), −+= MRIDPMRIDP m , o que resultaria em um teor ideal de argamassa, incluindo perdas, de aproximadamente 54%. O traço unitário em massa seca (TUMS)MR , ficaria igual a 1 : 0,960 : 0,693 : 0,847 : 0,45 : 0,007 (CT=567,537kg/m³), necessitando ainda uma avaliação experimental para verificação da sua consistência com eventuais ajustes que se façam necessários, determinação do consumo de cimento e respectiva comprovação da resistência. Reforça-se aqui que traços muito ricos em cimento são anti-econômicos e não possuem grande estabilidade dimensional (retração excessiva), além de poderem gerar fissuração térmica dependendo da geometria das peças a serem concretadas. Mesmo o emprego de aditivo plastificante não foi suficiente, apesar da redução do consumo de cimento em torno de 14% (92,299 kg) em comparação com o traço sem aditivos. Deve-se buscar o emprego de aditivos superplastificantes ou a base de policarboxilatos visando uma redução mais efetiva no consumo do cimento. 1 a pA pB (a/c)adot. ad C (kg/m³) Por 1 3,226 1,268 1,549 0,45 0,007 320,026 Equações 1 3,239 1,272 1,554 0,45 0,007 318,735 HP 1 a pA pB (a/c)adot. ad C (kg/m³) Por 1 1,100 0,630 0,770 0,45 0,007 567,537 Equações 1 1,100 0,630 0,770 0,45 0,007 568,182 HP 1 a pA pB (a/c)adot. ad C (kg/m³) Por 1 2,667 1,100 1,344 0,55 0,007 348,681 Equações 1 2,667 1,100 1,344 0,55 0,007 348,438 HP 1 a pA pB (a/c)adot. ad C (kg/m³) Por 1 3,226 1,268 1,549 0,45 0,007 320,026 Equações 1 3,239 1,272 1,554 0,45 0,007 318,735 HP ii. iii. iv. i.