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Profa. Amanda Aires www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 40 
 
Curso Completo de Economia Brasileira para o BNDES 
 Profissional Básico: Economista 
Profa. Amanda Aires 
Teoria e Questões Comentadas – AULA 01 
Aula 00: Reformas estruturais no início do governo militar: PAEG 
e reforma do sistema financeiro. Milagre econômico (1968-1973). 
Sumário Página 
O Plano de Ação Econômica do Governo 11 
Inflação e crescimento 17 
O Milagre Econômico 28 
Exercícios Resolvidos 33 
 
 Olá meus queridos, tudo certinho? 
Na aula de hoje, nós vamos analisar a primeira parte do regime 
militar que vai de 1964 a 1974. Dez anos em que nós vivemos 
períodos de forte crescimento econômico e baixíssima liberdade de 
expressão e imprensa. Ainda nesse período, tivemos várias reformas 
institucionais a fim de modificar a estrutura existente no país. É 
durante os governos dos presidentes Castelo Branco, Costa e Silva e 
Médici que vivenciamos tudo isso. 
Vamos compreender um pouco mais sobre esse período tão específico 
na nossa economia? 
Mas antes de começar, vamos resolver as questões propostas da aula 
passada como uma forma de revisão? 
 
 Exercício 01 
(BNDES, Profissional Básico: Economia, 2008) Assinale, entre 
as opções abaixo, a que NÃO corresponde a uma das 
principais características da política de industrialização 
brasileira no Pós-Guerra. 
(A) Fornecimento de crédito a longo prazo para 
implantação de novos projetos. 
(B) Proteção à indústria nacional, mediante tarifas de 
importação e barreiras não tarifárias. 
(C) Participação direta do Estado no suprimento da infra-
estrutura (energia, transporte). 
 
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Teoria e Questões Comentadas – AULA 01 
(D) Participação direta do Estado na produção em alguns 
setores tidos como prioritários (siderurgia, mineração, 
petróleo). 
(E) Intensa preocupação de atender o consumidor 
doméstico com produtos de qualidade e baratos. 
Vamos ver item a item para ficar 100% claro. Veja que a questão 
pede para o que não atende, hein?! O “não” está bem tímido, mas 
merece muita atenção. 
Vamos por partes. A alternativa (A) afirma que houve um 
fornecimento de crédito de longo prazo para a implantação de 
novos projetos. De fato, para que os projetos industriais pudessem 
ser implantados, houve a necessidade de tomar crédito. 
Considerando ainda que as indústrias só passam a dar retorno depois 
de algum período de maturamento, o crédito deveria ter, 
necessariamente, uma natureza de longo prazo. Dessa forma, a 
alternativa é correta. 
Na alternativa seguinte, a questão afirma que houve a Proteção à 
indústria nacional, mediante tarifas de importação e barreiras 
não tarifárias. Ora, pelo que nós vimos, de fato, durante o PSI, o 
governo implantou diversos tipos de restrições à importação. Com 
isso, conseguia garantir a competitividade das empresas nacionais, o 
que fortalecia, em última instância, gerava a proteção à indústria 
nacional. Logo,a alternativa também é correta. 
A letra (C) afirma que houve uma Participação direta do Estado 
no suprimento da infra-estrutura (energia, transporte). Para 
ver a veracidade dessa alternativa, basta pensar no Plano de Metas 
ou no Plano Salte. Quais eram os objetivos desses planos? 
Certamente, objetivos ligados à infraestutura! Logo, essa alternativa 
é verdadeiríssima: A infraestrutura necessária ao processo de 
industrialização cabia, necessariamente, ao governo brasileiro. 
Faltam apenas as alternativas (D) e (E). A letra (D) diz que 
Participação direta do Estado na produção em alguns setores 
tidos como prioritários (siderurgia, mineração, petróleo). 
Verdade também! Basta lembrar que nesse período foram criadas 
diversas estatais pelo governo como a Petrobrás. 
Logo, a resposta dessa questão é a letra (E). Contrariamente ao que 
afirma a alternativa, não houve a preocupação em fornecer produtos 
de qualidade e baratos. Como a indústria era protegida, não houve 
tamanha preocupação com o mercado interno. 
GABARITO: (E) 
 
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Teoria e Questões Comentadas – AULA 01 
 
Exercício 02 
(EPE, Economia da Energia, 2006) A política de valorização do 
café no Brasil, iniciada em 1906 no Convênio de Taubaté e 
recorrentemente utilizada para evitar quedas significativas no 
preço internacional do produto, apresentava como principais 
determinantes a(o): 
(A) retenção de parcela da produção doméstica para 
reduzir as exportações do produto, prática possibilitada 
pela participação brasileira no mercado internacional do 
café e por sua baixa elasticidade-preço. 
(B) retenção da produção de café por alguns anos, 
eliminando as exportações, em decorrência das graves 
crises internacionais que afetavam a demanda externa do 
produto, como ocorreu na década de 30 (do século XX). 
(C) punição de produtores de café que ultrapassassem as 
cotas de produção pré-determinadas pelo governo 
central, visando à manutenção dos preços internacionais 
do produto. 
(D) busca de maior diversificação produtiva nas áreas de 
plantio do café, evitando a forte dependência dos 
produtores em relação a um único item. 
(E) impedimento do plantio de novas áreas para a 
produção de café, determinando uma drástica redução 
estrutural da oferta internacional de café. 
Para ficar diferente, vamos responder essa da última para a primeira: 
A letra (E) afirma que impedimento do plantio de novas áreas 
para a produção de café, determinando uma drástica redução 
estrutural da oferta internacional de café. Ora, durante esse 
período não houve uma redução da produção de café, muito menos 
um impedimento do plantio. Lembre que durante a crise de 1929 
houve um processo de super produção, logo, é impossível que em 
1906 houvesse qualquer tipo de restrição à produção desse bem. 
A letra (D), por sua vez, diz que busca de maior diversificação 
produtiva nas áreas de plantio do café, evitando a forte 
dependência dos produtores em relação a um único item. Muito 
pelo contrário! Antes da industrialização, o café, era, de longe, o 
produto mais rentável a ser produzido no Brasil. Assim, os 
 
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empresários destinavam todos os seus esforços para a produção de 
café, não para a produção de outros tipos de bens. 
A letra (C) é bem parecida com a letra (E). Vejamos: punição de 
produtores de café que ultrapassassem as cotas de produção 
pré-determinadas pelo governo central, visando à manutenção 
dos preços internacionais do produto. Punição? 
Claro que não! 
Lembre que estamos na época da república do Café com Leite e, 
assim, há um incentivo à produção, nunca uma restrição. Dessa 
forma, assim como as demais questões, a letra (C) também é 
incorreta. 
A letra (B) afirma que retenção da produção de café por alguns 
anos, eliminando as exportações, em decorrência das graves 
crises internacionais que afetavam a demanda externa do 
produto, como ocorreu na década de 30 (do século XX). 
Eliminação das exportações?! Nada disso! Houve, de fato, uma 
redução das exportações, mas não uma eliminação! Note que a 
questão estaria toda certinha, não fosse essa palavra! 
Nesse caso, vale um conselho: leia com cuidado! Muitas vezes a 
questão tem um detalhe mínimo que leva a alternativa para o erro! 
Eis aí o caso! 
Finalmente, a letra (A) é alternativa correta que afirma que houve 
uma retenção de parcela da produçãodoméstica para reduzir 
as exportações do produto, prática possibilitada pela 
participação brasileira no mercado internacional do café e por 
sua baixa elasticidade-preço. Exatamente! Lembra que o governo 
passou a reduzir as exportações a fim de elevar o preço do produto 
no mercado internacional. Com essa prática, o governo objetivava 
elevar, pelo menos um pouco, o nível de preços do café que 
prevalecia internacionalmente. 
GABARITO: (A) 
 
Exercício 03 
(EPE, Economia da Energia, 2006) O Plano de Metas (1956-
1961) marcou uma importante transformação produtiva 
brasileira, visando a maior integração da estrutura industrial 
no País. Para sua montagem, foi fundamental a identificação 
de pontos de estrangulamento que representavam setores: 
(A) cuja oferta não era capaz de responder rapidamente a 
uma elevação de demanda. 
 
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(B) cuja expansão era inviável e que deveriam ter 
prioridade nas importações. 
(C) periféricos da indústria e com baixa capacidade de 
geração de emprego. 
(D) capazes de gerar grande demanda para outras 
atividades produtivas. 
(E) compostos por empresas de baixos níveis de 
produtividade e sofisticação tecnológica. 
Opa! Pontos de estrangulamento! 
Vimos essa definição no fórum de dúvidas, lembram? 
Vamos reforçar aqui: 
Toda vez que pensarmos em plano de metas, vamos lembrar o 
governo implementou diversos investimentos setoriais que serviam 
para atacar pontos de estrangulamento, outros investimentos era 
realizados para gerar pontos de germinação. 
Mas o que seriam esses pontos? 
Pontos de Estrangulamento: Áreas de demanda insatisfeita em 
função das caracterísiticas desequilibradas do desenvolvimento 
econômico. 
Pontos de Germinação: áreas que geram demanda derivada. 
Nesse sentido, os pontos de estrangulamento eram setores em que 
seria necessário investir para que fosse possível proporcionar, de 
fato, o desenvolvimento. Seriam como os gargalos que existem 
dentro da estrutura produtiva do país. 
Com essa definição na cabeça, vemos que a letra correta é a 
alternativa (A) que afirma que esses são pontos cuja oferta não era 
capaz de responder rapidamente a uma elevação de demanda. 
Nesse quadro, merece destaque, por exemplo, a infraestrutura já 
debatida nas questões anteriores. Como a oferta não crescia 
rapidamente para responder à demanda proveniente do setor 
automobilístico, por exemplo, era caracterizada como um ponto de 
estrangulamento para o crescimento da economia! 
Compreendido? 
Vamos ver mais: 
A letra (B) é incorreta já que não se definem essas áreas como 
espaços cuja expansão era inviável e que deveriam ter 
 
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prioridade nas importações. Como nós já vimos, era possível 
haver a expansão dos pontos de estrangulamento. O problema é que 
essa expansão deveria ser realizada pelo setor público através das 
políticas governamentais já que ela exigia muitos investimentos e era 
de prazo demorado. Além disso, veja que esses pontos não são 
prioridade nas importações, até porque não é possível importar 
estradas, concordam? 
As letras (C), (D) e (E), assim como a letra (B), não estão de acordo 
com a definição dos pontos. A letra (C) afirma que periféricos da 
indústria e com baixa capacidade de geração de emprego. Veja 
que esses pontos, por definição não são pontos periférios, muito 
menos com baixa capacidade de geração de empregos. Lembre 
sempre que quando se falar em obras públicas, estaremos falando, 
necessariamente, em setores de alta capacidade de geração de 
empregos. 
Em seguida, a letra (D) afirma que esses pontos são capazes de 
gerar grande demanda para outras atividades produtivas. Essa 
seria, talvez, a questão que geraria maiores dificuldades. Vamos 
entender porque ela está incorreta: veja que os pontos de 
estrangulamento não são capazes de gerar demanda para atividades. 
Pelo contrário, é a redução desses pontos de estrangulamento que 
viabiliza outras atividades produtivas. Dessa forma, a questão não 
pode estar correta. 
Finalmente, a letra (E) afirma que pontos de estrangulamento são 
compostos por empresas de baixos níveis de produtividade e 
sofisticação tecnológica, o que não tem nada a ver com a definição 
que nós vimos, não é? 
GABARITO: (A) 
 
Exercício 04 
(EPE, Economia da Energia, 2006) As proposições abaixo 
dizem respeito ao Plano de Metas (1956-1961). 
I - Entre as técnicas de planejamento utilizadas no Plano de 
Metas destacaram-se a identificação de pontos de 
estrangulamento e pontos de germinação. 
II - A elevação da produção de petróleo no País foi um fator 
essencial para o sucesso do Plano de Metas. 
III - A política de valorização do café foi um dos pontos mais 
importantes para viabilizar a implementação do Plano de 
Metas. 
 
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É(São) correta(s) apenas a(s) proposição(ões): 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III. 
(D) I e II. 
(E) I e III. 
Vamos ver ponto a ponto? 
O item I está, de cara, correto pelo que acabamos de ver na questão 
anterior. Quando se falar em planos de metas, eu terei que lembrar 
que esse plano é responsável, sim, pela identificação desses dois 
tipos de pontos que foram, em última instância necessários para 
viabilizar o processo de industrialização no Brasil. 
O item II fala sobre a produção de petróleo no país como fator para o 
sucesso do Plano de Metas. Ora, o fator essencial para o sucesso do 
plano foi o investimento em infraestrutura, não a produção de 
petróleo. Na verdade, o petróleo passará a ser importante na aula de 
hoje, quando falaremos dos governos militares. 
Finalmente, o item III fala sobre a política de valorização do café no 
Plano de Metas! 
Claro que não! Essa política foi importante no governo de Getúlio 
Vargas, não nos demais governos. A partir de 1945, nós passamos a 
dar menos importância ao café e muito mais importância à indústria 
que, nesse tempo, já começava a ser mais rentável que o café. 
GABARITO: (A) 
 
Exercício 05 
(Petrobrás, Economista Junior, 2005) Dentre as principais 
medidas do Plano de Metas, no governo Juscelino Kubitschek, 
destaca-se a: 
(A) criação de comissões setoriais, como o GEIA. 
(B) criação da Petrobras, para expandir a exploração de 
petróleo no país. 
(C) imposição de uma política salarial concentradora de 
renda. 
 
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(D) realização de reformas tributária e administrativa. 
(E) aplicação de políticas ortodoxas de combate à 
inflação. 
Vamos lá, da última para a primeira! 
A letra (E) afirma que houve a aplicação de políticas ortodoxas de 
combate à inflação, o que não foi verdade. Para que você se situe, 
essas políticas só começarão a acontecer, ainda em caráter híbrido, 
durante o governo Sarney, nos planos Bresser e Verão. Como 
políticas de fato de governo, apenas no Plano Real, no governo 
Itamar Franco. 
A letra (D) afirma que JK realizou as reformas tributária e 
administrativa, o que também não é verdade. De fato, essas 
reformas foram realizadas, mas alguns anos depois, quando o 
Governo militar implantou o PAEG (Programa de AçãoEconômica do 
Governo) entre 1964 e 1968. Antes disso, nada tinha sido 
reorganizado. 
A alternativa (C) afirma que JK realizou a imposição de uma 
política salarial concentradora de renda. Não houve uma política 
nesse sentido. O máximo que se pode dizer é que durante o segundo 
governo de Getúlio Vargas, houve um aumento salarial realizado pelo 
presidente com fins muito mais políticos que de concentração de 
renda. Logo, a letra (C) também é incorreta. 
Em sequência, a letra (B) é incorreta por afirmar que JK criou a 
Petrobrás. Ora a Petrobrás foi criada em 3 de outubro de 1953, 
ainda, também, durante o segundo governo de Getúlio Vargas. 
Finalmente, a letra (A) é a alternativa correta. A criação do GEIA 
(Grupo Executivo da Indústria Automobilística) foi realizado por JK a 
fim de incentivar a entrada dessa indústria no país. 
GABARITO: (A) 
 
Exercício 06 
(Petrobrás, Economista Pleno, 2005) Sobre a economia 
brasileira, considere as afirmações abaixo. 
I - O Plano de Metas teve por objetivo primordial aprimorar as 
medidas de combate à inflação no Brasil. 
II - Entre as principais ações estabelecidas no Plano de Metas 
estava a política de reserva de mercado. 
 
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III - Atacar os pontos de estrangulamento e constituir pontos 
de germinação eram objetivos primordiais do Plano de Metas. 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões): 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
Novamente, mais uma questão que envolve o Plano de Metas do 
governo JK: 
O item I, aviso logo, que não é verdadeiro. A razão para isso é 
simples: o plano de metas teria sido maravilhoso, não fosse um 
absurdo erro causado na gestão do plano: o financiamento. Quando 
o presidente JK decidiu andar com o Plano de Metas, ele não se 
preocupou em saber como esse plano seria financiado. Assim, já na 
conclusão do plano, por não ter como pagar os gastos, JK emitiu 
moeda (siiimmm... ele mandou a Casa da Moeda imprimir!) e, como 
isso, houve uma forte aceleração inflacionária no período. Assim, a 
alternativa não pode ser verdadeira. 
Em seguida, o item II afirma que o Plano de Metas realizou a política 
de reserva de mercado. De fato, para que as empresas pudessem se 
instalar no Brasil, elas solicitavam ao govenro brasileiro que ele 
instalasse uma reserva para que outras empresas do mesmo 
segmento não concorrecem. Com esse tipo de política, o governo 
tornava interessante a instalação de determinadas indústrias, como a 
automobilística. 
Finalmente, o item III não tem nem o que pensar, não é? De fato, o 
governo buscou reduzir os pontos de estrangulamento e criou os 
pontos de germinação, como nós vimos em praticamente todas as 
questões anteriores. 
GABARITO: (D) 
 
Exercício 07 
(IBGE, Análise Socioeconômica, 2010) Os estudiosos da 
história econômica do Brasil afirmam que a política de 
industrialização pela substituição de importações já esgotara 
suas possibilidades de motivar o investimento e o crescimento 
 
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(A) antes do governo de Juscelino Kubitschek. 
(B) no início dos governos militares da década de 1960. 
(C) antes da crise de aumento do preço do petróleo em 
1973. 
(D) antes da crise da dívida externa no final da década de 
1980. 
(E) no início do governo de Fernando Henrique Cardoso. 
Essa questão aqui foi a que gerou mais dúvidas no fórum, por isso, 
vou atacar direto na resposta correta. 
Raciocina comigo: o PSI foi dos anos 1930 até, aproximadamente, 
1980, quando ele perde força devido às duas crises do petróleo. 
Nesse sentido, as alternativas (A), (B) e (C) não podem ser corretas 
porque estariam dentro do período. Sobram apenas as letras (D) e 
(E). Aí, aqui, cabe um raciociniozinho: como o PSI acabou em 1980, 
mais ou menos, isso não quer dizer que os efeitos do PSI tenham 
acabado também nesse período, muita coisa acabou sendo 
concretizada no futuro (imagine a instalação de uma fábrica). Assim, 
eu não posso dizer que assim que o PSI acabou, os seus efeitos 
também cessaram em simultaneamente. Dessa forma, não se pode 
dizer que não há efeitos do PSI nos anos 1980. Logo, a única coisa 
que eu posso afirmar, com certeza, é que durante o governo FHC não 
houve qualquer herança do PSI. 
Compreendido? 
GABARITO: (E) 
Vamos voltar ao trabalho?! 
 
 
 
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O PLANO DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO 
Nós terminamos a aula passada falando sobre o governo de JK e o 
seu Plano de Metas. Embora tenhamos visto ainda mais alguns 
pontos dos demais governos, chegando, inclusive, ao governo militar, 
hoje vamos dar uma volta para rever, com detalhes o governo 
militar. Quais suas características, seus objetivos e porque nós 
precisaremos lembrar sempre desse período quando se falar na 
economia recente. 
Vamos ver? 
 
Só para que você entenda, nós já vimos a maior parte do governo 
brasileiro, indo dos anos 1930 (ou um pouco antes disso) para o ano 
1960, com o plano de Metas (as linhas pretas demarcam esses 
períodos: antes da crise de 1929, o governo Getúlio Vargas e o 
governo JK). Hoje, veremos a linha vermelinha, com o governo 
militar. 
Mas, antes de falar do governo militar propriamente dito, precisamos 
falar sobre a crise dos anos 1960, período que antecedeu o regime 
militar. 
Já no finalzinho dos anos 1960, houve, no Brasil, uma forte reversão 
da situação econômica nacional. Nesse período existiu uma forte 
queda nos investimentos, o que levou a uma retração da renda. 
Ainda como resultado do Plano de Metas, como JK não encontrou 
uma fonte conveniente de financiamento do seu plano e optou pela 
 
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emissão de moeda, houve, no Brasil, um perído de forte aceleração 
inflacionária. 
A tabela abaixo, retirada do livro de Economia Brasileira 
Contemporânea do A. Gremaud, mostra um retrato da economia 
brasileira no período. 
 
É importante que você observe que, nesse período, a inflação chegou 
a casa de 91,8% a.a., uma taxa extremamente alta de inflação para 
um país que praticamente não cresceu. 
É dentro desse cenário de inflação e estagnação econômica que os 
militares realizam o golpe ou revolução que aconteceu, como nós já 
vimos, em 1 de abril de 1964. 
Então, é de uma forma bastante autoritária que nós damos início a 
um período bastante singular da economia brasileira, que modificará, 
para sempre a nossa estrutura nacional. 
Para começar, o primeiro presidente da era militar no Brasil, Castelo 
Branco, lançou o PLANO DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO – 
PAEG. Um plano de reestruturação que possuia duas linhas de 
atuação: 
 Políticas conjunturais de combate à inflação 
 Reformas estruturais 
Ora, os militares, quando entraram no poder observaram que, para 
poder justificar a sua presença nele, era preciso fazer a economia 
crescer. Mas, para crescer, eles observaram que era necessário 
organizar a casa antes de fazer a produção aumentar. O PAEG vem 
justamente para fazer essa reorganização. 
O primeiro ponto observado pelos militares é que não é possível 
crescercom inflação. Dessa forma, o governo passou a analisar quais 
eram ações que poderiam estar influenciando nesse processo de 
subida de preços. Nesse sentido, alguns pontos foram encontrados: 
i. Déficit público 
ii. Politica salarial frouxa 
 
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iii. Falta de controle sobre a expansão do crédito 
Para reduzir esse processo inflacionário, o governo passou a adotar 
diversas políticas que pudessem estabilizar os preços. As principais 
medidas estabilizadoras do PAEG são as seguintes: 
a. Redução do déficit público 
b. Restrição do crédito e do aperto monetário 
c. Política salarial 
Para reduzir o déficit público (gerado pelas diversas políticas que 
tinham o governo como promotor da industrialização), o governo 
passou a adotar novas formas de financiamento e aumentou as 
tarifas públicas. Com essa política, o governo fez com que houvesse 
uma redução dos gastos que leva a uma redução da renda, que 
implica uma redução do consumo, que induz, finalmente, a uma 
retração nos preços e diminuição da inflação. 
No que diz respeito à restrição de crédito, o governo aumentou as 
taxas de juros e melhorou os mecanismos de controle. Com isso, 
essa retração reduziu o nível de endividamento das famílias e, assim, 
o nível de consumo. Finalmente, a fim de reduzir os custos das 
empresas com salários, o governo, através da Circular 10, gerou o 
arrocho salarial. 
Além dessas resoluções, os militares necessitavam desenvolver um 
processo que pudesse controlar e criar uma forma de conviver com o 
já alto processo de inflação. A solução encontrada para isso foi a 
correção monetária. 
Essa correção monetária era uma forma “amigável” de conviver com 
a inflação. O raciocínio era o seguinte: como a inflação eleva os 
preços dos bens de consumo, isso faz com que a população fique 
mais pobre. A solução para essa “pobreza” era fazer com que os 
salários fossem reajustados de acordo com a inflação nos bens e 
serivços. Assim, se os preços aumentam 10% e o meu salário 
também aumenta 10%, eu não sinto a inflação, logo essa inflação 
não existe. 
Aliás, falando em inflação, cabe aqui uma quadro que explica, 
rapidamente os tipos de inflação. Nós usaremos isso durante todo o 
curso de economia brasileira. 
Exercícios?! 
8. (EPE, Analista Economia de Energia, 2007) Em 1964 o 
governo brasileiro começou a implementar um novo programa 
econômico conhecido como PAEG, visando, entre outros 
objetivos, a: 
 
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(A) conter paulatinamente o processo inflacionário 
brasileiro. 
(B) conter a entrada de investimentos externos 
especulativos. 
(C) promover aumentos salariais e a redistribuição de 
renda no Brasil. 
(D) reorganizar o mercado financeiro brasileiro e eliminar 
a correção monetária. 
(E) aumentar substancialmente o comércio externo 
brasileiro com os países do Mercado Comum Europeu. 
Vamos lá. 
Quando o governo militar instaurou o PAEG (Plano de Ação 
Econômica do Governo), tinha como objetivo reorganizar a estrutura 
nacional e criar um processo de redução da inflação que ficou 
conhecido como correção monetária. Nesse sentido, podemos dizer 
que a letra corrreta que responde a questão é a letra (A) que aponta 
a contenção da inflação como um dos objetivos da política do 
governo. 
Vamos ver porque as demais estão incorretas? 
A letra (B) não pode ser correta porque o governo militar não conteve 
a entrada de investimentos externos especulativos. Na verdade, 
durante o regime militar houve um aumento do fluxo de capitais 
estrangeiros para o Brasil, o que levou a um aumento, inclusive com 
o aumento da dívida externa. 
A letra (C) também é incorreta. E para que você compreenda porque 
ela é incorreta, você vai ter que lembrar de uma coisa quando ouvir 
falar em regimie militar: 
A teoria do bolo de Delfim Netto. Já ouviu falar sobre ela? 
 
 
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A teoria do bolo recebeu essa 
denominação por afirmar que em 
uma economia, era primeiro 
preciso fazer crescer o PIB para 
depois repartir os ganhos. De fato, 
há bastante nexo nessa explicação: 
para que uma economia cresça, é 
preciso que existam investimentos 
e esses só são possíveis quando as 
empresas geram algum nível de 
lucratividade que só acontece 
quando elas têm poder de 
monopólio. Logo, para que esses 
investimentos existam, de fato, era 
preciso colocar o dinheiro na mão 
dos proprietários, em detrimento 
aos trabalhadores. Foi o que Delfim 
chamou de crescer o bolo. O 
problema, no Brasil, esteve ligado 
ao processo de distribuição. 
 
 
A letra (D) tem uma pegadinha bem interessante: de fato, houve 
uma reorganização do mercado financeiro brasileiro (com a criação 
do Banco Central, do Conselho Monetário Nacional, etc), mas não 
houve a eliminação da correção monetária. De fato, nesse período, 
houve a criação da correção. Como nós já vimos, foi uma forma do 
país aprender a conviver de forma pacífica com o processo 
inflacionário. 
Finalmente, a letra (E) é falsa porque não houve um aumento 
substancial do comérioc externo entre o Brasil eo o Mercado Comum 
do Sul. Na verdade, esse Mercado Comum foi criado apenas em 
1994, quando Collor estava no poder. 
GABARITO: (A) 
 
9. (BNDES, Profissional Básico: Economia, 2008) O PAEG 
(Plano de Ação Econômica do Governo) e as reformas 
implementadas em 1964 e nos anos imediatamente 
subseqüentes, no Brasil, 
(A) aumentaram substancialmente os salários. 
 
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(B) aumentaram as restrições à entrada de capitais 
externos. 
(C) diminuíram a carga fiscal dos contribuintes. 
(D) criaram o Banco Central do Brasil. 
(E) eliminaram a correção monetária no país. 
Essa aí não tem nem o que pensar, não é mesmo? 
Falou-se em reformas promovidas pelo PAEG e você vai 
lembrar,direto, da criação do Banco Central (as bancas, de uma 
forma geral, adoram esse evento). 
Vamos dar um tour pelas outras alternativas para ver o que está 
errado nelas. A letra (A) é errada pelo que nós já vimos: não há 
política governamental de aumento de salários nessa época, a 
exceção do aumento salarial dado por Getúlio Vargas no seu segundo 
mandato que acabou gerando o processo de deposição do cargo. Nos 
demais casos, não houve política governamental de aumento de 
salários. 
A letra (B), pelo que nós vimos acima, também não é verdadeira já 
que não houve restrições à entrada de capital estrangeiro no Brasil. 
Você precisa lembrar que quando se falar em regime militar, 
estaremos conversando sobre endividamento externo no Brasil, logo, 
era preciso entrar capital estrangeiro para financiar as nossas contas. 
Em seguida, a letra (C) também é errada porque não houve uma 
redução da carga tributária dos contribuintes. Lembre que nessa 
época houve também a reforma tributária que criou uma série de 
tributos nacionais, estaduais e municipais. 
Finalmente, a letra (E) é incorreta porque a correção monetária foi 
criada nessa época, e não extinta. 
GABARITO: (D) 
 
10. (Petrobrás, Economista Junior, 2005) O Plano de Ação 
Econômica do Governo (PAEG), iniciadono governo do 
Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, tinha como 
objetivo fundamental o combate à inflação. Os gestores do 
Plano defenderam o diagnóstico de inflação: 
(A) de custos. 
(B) estrutural, setorialmente localizada. 
 
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(C) inercial, determinada por elevação do dólar. 
(D) causada por excesso de demanda. 
(E) determinada por preços de commodities. 
Essa aqui vale sempre uma diferenciação: quando se falar em PAEG, 
estaremos falando, necessariamente, em inflação de demanda, o que 
é comprovado pela letra (D). No período imediatamente seguinte, no 
Milagre Econômico, a inflação foi diagnosticada como de oferta ou de 
custos. Somente durante a redemocratização é que a inflação foi 
diagnosticada como inercial (isso será visto na aula de hoje). 
Logo, não tem nem o que pensar, falou-se em inflação durante o 
início do regime militar, esta será relacionada, necessariamente, aos 
excessos de demanda. 
GABARITO: (D) 
*** 
INFLAÇÃO E CRESCIMENTO ECONÔMICO 
 
 
 
INFLAÇÃO 
A inflação pode ser definida como o processo persistente de 
aumento do nível geral de preços, resultando assim em uma 
perda do poder aquisitivo da moeda. 
Então, quando se falar em aumento generalizado do nível de preços, 
estaremos falando, necessariamente, da sempre preocupante 
inflação. E por que essa mocinha é tão preocupante? Explico. 
 
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Primeiro, porque ela gera um efeito sobre a distribuição de renda 
da economia: A inflação provoca uma redução do poder aquisitivo 
dos segmentos da população que dependem de rendimentos 
fixos, com prazo legal de reajuste (os assalariados). Aqueles com 
renda livre, como empresas e especuladores são favorecidos pelo 
processo inflacionário. 
O segundo efeito da inflação incide sobre a alocação de recursos: O 
processo inflacionário tende a modificar o perfil de 
investimentos dos agentes da economia. Os investidores 
resistem em alocar seus recursos em projetos de longa maturação, 
preferindo os de curto prazo. 
Quando esse segundo efeito se torna muito forte (nos casos de 
hiperinflação), os investidores não aplicam seus recursos em 
investimentos que podem gerar o crescimento econômico (e 
deslocar a nossa curva de possibilidade de produção), preferindo, 
como vimos acima, os investimentos financeiros, que possuem um 
prazo de maturação menor. Assim, além de nos deixar mais pobres, a 
inflação ainda condena o ritmo de crescimento da economia! 
Finalmente, o último efeito é sobre o balanço de pagamentos: Se a 
elevação de preços internos se dá em ritmo superior aos 
aumentos de preços internacionais, os produtos produzidos 
dentro do país tornam-se mais caros que os produzidos 
externamente. Isso pode gerar dificuldades de exportação e estimular 
as importações, prejudicando os resultados da balança comercial. 
Pelos três motivos citados acima, é possível observar que a inflação 
deve ser evitada! Isso não quer dizer que devemos ter um 
processo de deflação, mas um processo de estabilidade de 
preços. Assim, nem alto demais, nem baixo demais! 
 
Mas, de onde vem esse aumento de preço, na seção abaixo 
estudaremos os três tipos de inflação. 
 
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Tipos de inflação 
Inflação de demanda 
Acontece inflação de demanda quando há um excesso de demanda 
agregada em relação à produção disponível de bens e serviços 
(oferta agregada). Pode ser entendida como “dinheiro demais à 
procura de poucos bens”. 
Como comprimir a demanda agregada? Reduzindo o grau de 
investimento dos agentes econômicos ou através do Governo, 
aumentando imposto e/ou reduzindo seus gastos. Pelo que 
podemos ver, quando o governo gasta demais (através da política 
fiscal expansionista), ele gera, no curto prazo, aumento da 
renda, mass... pode gerar também aumento da inflação. 
Foi exatamente isso que aconteceu no governo Lula, como nós vimos 
na aula passada. Como o governo gastou demais em 2010, Dilma 
teve que sair cortando todos os gastos para poder colocar a danada 
da inflação dentro da meta (que hoje é de 4,5%, podendo ser 2% 
para cima ou 2% para baixo). 
Inflação de Custos 
Como o próprio nome diz, ela está ligada diretamente aos custos 
das empresas. Existem muitos fatores que fazem o preço aumentar 
do lado da oferta. Abaixo, vemos alguns deles: 
 
 Quedas de produção (ou choques de oferta): Ocorrem 
quando as empresas reduzem, significativamente, seus 
volumes de produção, devido a greves, falta de matérias-
primas ou quebras de safras; 
 Aumento nos preços de produtos importados: Os custos 
de produção das empresas aumentam e estas repassam esta 
elevação para os preços do produto final; 
 Aumentos excessivos de salários: Por iniciativa do governo 
ou decorrente da capacidade de negociação dos sindicatos dos 
trabalhadores. Se além da inflação e dos índices reais de 
produtividade eleva os custos de produção e pressiona os 
preços para cima; 
 Atuação dos oligopólios: Através da “inflação administrada”, 
quando as empresas aumentam seus preços visando um lucro 
maior. Se seus produtos são insumos para a produção de 
outras empresas gera-se a chamada “espiral inflacionária”. 
 
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Por fim, para terminar de falar sobre inflação, vamos ver a mais 
complicada de todas, a inflação inercial. 
Inflação Inercial 
Lembra de inércia da física? Segundo eu me lembro (eu era péssima 
em física), a inércia diz que um corpo em repouso, tende a ficar 
em repouso se nenhuma força for aplicada sobre ele. Além disso, 
um corpo em movimento uniforme tende a ficar nesse 
movimento se nenhuma força for implementada sobre ele! (físicos 
de plantão, ajudem para ver se tá certinho!) 
Ocorre inflação inercial quando os agentes econômicos adaptam 
suas expectativas a uma dada taxa de inflação. A taxa de 
inflação passa a ser incorporada por diferentes instituições no 
desenvolver de suas atividades. 
Ou seja, a inflação inercial acontece quando os preços sobem hoje 
porque eles, simplesmente, subiram ontem! Simples assim! E por que 
eles subiram ontem? Porque já subiram antes de ontem. Ou seja, 
eles não vão parar de subir até que uma “força” consiga parar. E 
para encontrar essa força para parar, é um problema, viu! 
Só para você ter uma idéia, como veremos mais na frente, o Brasil 
lutou durante praticamente 10 anos contra essa danada para poder, 
finalmente, controla-la! 
 
Exercícios? 
 
 
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Exercício 11 
(AUDITOR FISCAL SEFAZ RJ 2011 FGV) A inflação acumulada 
nos últimos doze meses encontra-se no mês de abril de 2011 
acima da meta de inflação adotada no país. Para trazer de 
volta a inflação para a meta, a melhor combinação de políticas 
monetária e fiscal é, respectivamente, 
 
a) elevação da Selic e dos gastos do governo. 
b) redução da Selic e dos gastos do governo. 
c) elevação da Selic e contração dos gastosdo governo. 
d) redução dos gastos do governo e da Selic. 
e) redução dos gastos do governo e elevação da Selic. 
 
E vamos ao trabalho! 
Essa é, disparado, uma das questões que eu mais gosto por razões 
simples de se compreender: 
1. Fala sobre um fato recente da economia brasileira 
2. Fala sobre três assuntos presentes no nosso edital: inflação, 
política fiscal e política monetária. 
Assim, considerando esses dois fatos, você pode notar que essa seria 
uma boa candidata a aparecer na prova do dia 6, não é? 
Então massacrá-la! 
Primeira coisa a se observar ainda no enunciado. Ele fala de inflação 
e a associa às políticas fiscal e monetária! Logo, é possível dizer 
que se trata de uma inflação de demanda: como o governo aqueceu a 
economia (seja por aumento da oferta de moeda, seja por aumento 
dos gastos ou redução de tributos), isso influenciou o consumo das 
famílias. Contudo, no curto prazo, a produção das empresas não 
responde a esse aumento da demanda, levando a um aumento de 
preços! (lei da demanda e da oferta: o que está acontecendo aqui é 
simplesmente um deslocamento da curva de demanda para cima e 
para a direita para todos os bens, o que leva a um aumento 
generalizado no nível de preços, caracterizando a inflação! Lembra 
que se o preço de apenas um bem aumentar, isso não caracteriza 
inflação. A inflação ocorre quando há o aumento generalizado do 
nível de preços). 
 
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Ainda no enunciado, nós temos que esse aumento levou a economia 
a um nível de aquecimento tão alto que colocou a inflação fora da 
meta estabelecida pelo governo (máximo de 6,5% a.a.). Para 
resolver esse problema, o que o governo deve fazer? 
Antes de pensar nas políticas, temos que pensar no resultado e 
depois voltar para as políticas! Veja, os preços estão aumentando 
porque as pessoas estão comprando mais! O que precisamos fazer? 
Precisamos fazê-las comprar menos! Como faremos isso? Reduzindo 
a renda delas! 
Ora, falou-se em redução de renda?? 
Quando se falar em redução de renda, estaremos falando, 
necessariamente de políticas retracionistas! 
Logo, para que o governo possa reduzir a inflação, ele terá que 
adotar políticas fiscal e monetária retracionistas! 
Agora vamos olhar, calmamente, as alternativas: 
A alternativa (A) diz que o governo dele fazer uma elevação da 
Selic e dos gastos do governo. Ora, se o governo fizer um 
aumento da selic (a taxa básica de juros da economia, através de 
uma política monetária retracionista via um dos seus instrumentos – 
operação em mercado aberto, taxa de redesconto ou encaixes 
compulsórios), isso deverá gerar, sim, uma redução na renda da 
economia, já que com juros mais altos, as pessoas irão comprar 
menos para depositar mais moedas em aplicações financeiras. Então, 
até aqui, tudo certo! De fato, um aumento da taxa selic leva a uma 
redução da renda da economia, o que freia a inflação. Contudo, a 
questão está errada por considerar que o governo deve aumentar os 
seus gastos. Como vimos, o aumento dos gastos do governo 
implicam em aumento da renda e aquecimento do mercado de bens e 
serviços, levando a uma pressão inflacionária! 
Logo, a alternativa (A) não pode ser verdadeira. 
Continuando, a letra (B) diz que o governo deve fazer uma redução 
da Selic e dos gastos do governo. Aqui é justamente o inverso do 
que vimos na alternativa (A). Se a primeira alternativa peca quando 
fala em aumento dos gastos do governo, a questão atual erra quando 
diz que o governo deve fazer uma redução da Selic. Como vimos, 
 
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para que o governo possa reduzir a renda da economia e, assim, 
reduzir a inflação, ele terá que aumentar a taxa de juros, não o 
contrário! 
Assim como a anterior, a alternativa também não é verdadeira! 
Continuando... 
A letra (C) afirma que deverá existir uma elevação da Selic e 
contração dos gastos do governo. Finalmente, a resposta correta! 
 
Como nós vimos acima, para que o governo possa reduzir a inflação, 
ele precisa adotar a combinação das políticas fiscal e monetária 
retracionistas! Ou seja, reduzir gastos, aumentar tributos e ainda 
aumentar a taxa de juros! 
Assim, alternativa correta: (C). Vamos ver porque as demais estão 
incorretas? 
A letra (D) diz que deverá existir uma redução dos gastos do 
governo e da Selic. Ora, essa alternativa é exatamente igual a letra 
(B)!! apenas com outras palavras! Logo, assim como a anterior, essa 
aqui também está incorreta! 
 
Por fim, a letra (E) afirma que deverá existir uma redução dos 
gastos do governo e elevação da Selic! Pois é, exatamente igual a 
alternativa correta, a letra (C)! 
Logo, não tem nem o que pensar. Nessa prova, aqui, temos duas 
alternativas corretas, as letras (C) e (E)!! 
Carimbinho? 
 
 
 
 
GABARITO OFICIAL: (C) 
 
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Exercício 12 
(ANALISTA DE ECONOMIA –PERITO MPU, 2010, CESPE) A 
respeito do desenvolvimento brasileiro no pós-guerra, julgue 
os itens a seguir. 
 
[111] Inflação inercial, que é um tipo de inflação de demanda, 
surgiu no Brasil nos anos 1970 como um padrão auto-
reprodutor das elevações de preços e salários. 
Vamos ao trabalho! Essa aqui é muuiiito boa e cabe até um gatinho 
do “como assim?” 
Bem, pelo que nós já vimos até agora, fica bem claro que a questão é 
incorreta. A explicação para isso é que a inflação inercial não é um 
tipo de inflação de demanda, mas uma inflação específica! Assim, a 
questão, já com esse erro conceitual está errada. 
Continuando a questão, contudo, podemos ver todo o resto está 
correto. De fato, a inflação inercial se retroalimenta, provocando um 
efeito em espiral! 
Assim: 
 
GABARITO: FALSO 
*** 
 
 
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Continuando no regime militar.... 
O problema é que a correção monetária resolvia o problema 
parcialmente já que com o aumento dos salários, haveria um 
aumento nos custos o que gera, em última análise, um aumento nos 
preços dos bens. Assim, nós podemos ver, de agora, que a correção 
monetária gera uma redução na inflação no curto prazo. Além disso, 
essa redução terá um preço que deverá ser pago em algum ponto no 
tempo. A tabela abaixo, tirada do mesmo livro mostra como a 
redução foi desacelerada: 
 
Resolvido, pelo menos por enquanto, o problema da inflação, os 
militares observaram que era preciso organizar o Brasil para que nós 
pudéssemos ter, finalmente, um grande processo de crescimento. 
Para fazer isso, o PAEG desenvolveu três reformas institucionais: 
A. Reforma tributária 
B. Reforma monetário-financeira 
C. Reforma do setor externo 
 
REFORMA TRIBUTÁRIA 
Quando entraram no governo, os militares observaram que o nosso 
sistema triburtário era extremamente defasado para a nossa 
realidade naquela época. Sabendo disso, implementaram as 
seguintes medidas para torná-lo mais eficiente: 
Transformaram os impostos em cascata (em que você acaba 
pagando um “imposto em cima do outro”) em impostos de valor 
adicionado, como o IPI e o ICM (que mais tarde seria chamado de 
ICMS) 
Redefiniram o espaço tributário entre as diversas esferasdo 
governo. Assim, caberia a união o valor arrecadado com o IPI, o 
Imposto de Renda, os impostos únicos, o imposto sobre a 
 
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exportação, o imposto sobre a importação e o ITR. À Unidade 
Federativa, caberia o ICM e ao município caberia o ISS e o IPTU. 
Foi anda na mão dos militares que foi criado o Fundo de Participação 
dos Estados e dos Municípios. 
Além desses impostos, o governo estabeleceu ainda vários fundos 
parafiscais. Entre os mais importantes, nós vamos destacar o PIS e o 
FGTS. Para o caso desse último, a criação dele merece destaque. 
Como até antes do regime militar havia uma lei que dizia que se o 
trabalhador tivesse mais de 20 anos como funcionário de 
determinada empresa não poderia ser demitido, isso acabava 
engessando o mercado de trabalho. Para tirar esse benefício do 
trabalhador sem prejudicá-lo demais, os militares desenvolveram o 
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Com isso, caso o 
trabalhador fosse demitido, ele não seria tão prejudicado a ponto de 
ficar sem nenhum recurso financeiro e com a idade avançada. Assim, 
o FGTS surge também como uma possibilidade de dar dinamismo no 
mercado de trabalho. 
Como principais consequências da reforma tributária promovida pelos 
militares, nós tivemos um aumento na arrecadação, o que possibilitou 
que o governo tivesse mais uma forma de financiar os seus gastos 
que impulsionariam, por fim, o crescimento econômico. 
 
REFORMA MONETÁRIO – FINANCEIRA 
Até 1964, o sistema financeiro brasileiro era hiper confuso. Nesse 
período, a autoridade monetária era exercida por quatro instituições 
diferentes: a SUMOC (Superintendência da Moeda e do Crédito), pelo 
Conselho da SUMOC, pelo Tesouro Nacional e pelo Banco do Brasil. 
Observando tamanha dispersão de autoriade no sistema financeiro e 
notando ainda a existência de uma maior complexidade nesse sitema 
no Brasil, o PAEG desenvolveu uma reforma que tinha como objetivo 
criar condições de condução independente da política 
monetária e direcionar os recursos da atividade econômica. 
Para fazer isso, o governo militar criou quatro grandes medidas: 
1. Instituição das Obrigações reajustáveis do Tesouro 
Nacional 
Com essa medida, o governo tornava os títulos públicos novos 
instrumentos de financiamento, evitando, assim, o financiamento 
público via emissão de moeda. Como os títulos não estavam 
indexados anteriormente (indexados = reajustados por um índice que 
nesse caso é o índice de preços), não eram interessantes de ser 
 
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comprados pelos investidores. Com o reajuste via índice de preços, 
esses títulos passam a ser mais interessantes para a compra. 
2. Criação do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional 
Siimmm... somente agora nós criamos o Banco Central e o CMN. No 
apagar das luzes de 1964 (31.12) foram criadas as duas instituições 
mais importantes do sistema financeiro brasileiro. Deve-se notar que 
cabe ao CMN a normatização do sistema financeiro e cabe ao banco 
central a execução da política monetária e a fiscalização do sistema 
financeiro. 
3. Criação do Sistema Financeiro de Habitação e do Banco 
Nacional de Habitação 
A criação desses dois agentes do sistema financeiro está ligada, 
diretamente, à restrição de crédito necessária para a redução da 
inflação. Assim, como o financiamento para a habitação ficou mais 
escasso, o governo objetivou, com essa criação, reduzir o déficit 
habitacional. 
4. Reforma no sistema financeiro e do mercado de capitais 
Finalmente, com o objetivo de melhorar o acesso ao crédito para o 
investimento das empresas, foi criado o mercado de 
capitais, que tinha como objetivo direcionar o crédito para as 
empresas. Além disso, o sistema financeiro como um todo foi 
reestruturado. Nessa estruturação, os agentes financeiros foram 
caracterizados pela sua especialização, o que ia de acordo com o 
modelo do sistema financeiro norte americano. 
Com esses quatro pontos, o governo conseguiu estruturar o sistema 
fianceiro. Faltava agora reorganizar o setor externo para aprontar a 
economia para a decolagem. 
 
REFORMA DO SETOR EXTERNO 
A última reforma promovida pelo governo brasileiro foi ligada ao 
setor externo. Como o setor externo ficou esquecido por muito tempo 
e como o governo queria retirar recursos para investir também do 
exterior, ele adotou algumas políticas de incentivos. 
Para a melhora no comércio externo, o governo criou incentivos 
fiscais para a exportação e modernizou os órgãos ligados ao comércio 
internacional. Do lado da importação, o governo retirou os limites 
quantitativos que existiam e adotou, para proteger a nossa indústria 
um sistema de minidesvalorizações cambiais. Finalmente, no que diz 
 
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respeito à atração do capital estrangeiro, houve uma renegociação da 
dívida externa e o acordo de garantias para o capital estrangeiro. 
Com as reformas consolidadas, nós pudemos preparar a nossa 
economia para decolar junto com o período seguinte, carinhosamente 
chamando de “Milagre Econômico”. 
 
O MILAGRE ECONÔMICO 
Entre os anos de 1968 e 1973, o Brasil experimentou as maiores 
taxas de crescimento do produto nacional na história recente: taxas 
de crescimento acima de 10% a.a. 
Esse desempenho decorreu de alguns fatores que vale a pena 
mencionar: 
As reformas institucionais anteriores, 
A capacidade ociosa da indústria; 
O crescimento da economia mundial; 
Mudança do diagnóstico da inflação: passou-se a acreditar que a 
inflação estava ligada aos custos. Assim, o governo tirou a mão do 
bolso e passou a gastar via políticas monetária, fiscal e creditícia. 
 
As principais fontes de crescimento da economia brasileira que 
possibilitaram o crescimento foram a retomada do investimento 
público (siimm... governo gastando de novo!) em infraestrutura e das 
empresas privadas. Além disso, houve ainda um aumento da 
demanda por bens duráveis e por bens produzidos pela construção 
civil. Por fim, nós vivíamos ainda um processo de forte exportação. 
Assim, sob o governo Médici, o mais autoritário de todos os governos, 
nós tivemos os maiores indícios do milagre econômico. 
Um ponto importante nesse período é o plano econômico que 
governava as políticas do governo. Embora normalmente não seja 
dito pela maioria dos livros, foi nesse período que nós tivemos a 
implantação do I PND: Plano Nacional de Desenvolvimento. 
Mas, o milagre não se resumiu a flores. Foi também nesse período 
que nós engrossamos o nosso endividamento externo: com um 
crescimento de US$ 9 bilhões de dólares. 
O problema é que o milagre demorou pouco... com o fim dos anos de 
ouro no Brasil, nós passamos por problemas de ordem interna e 
externa. Agora, nós já não conseguíamos mais crescer como antes. 
 
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Além do problema econômico, temos um problema de legitimidade 
política: sem crescer, não há mais a justificativa de manter os 
militares no poder. É isso que nós veremos no ponto seguinte. 
Exercícios? 
 
13. (Petrobrás, Economista Junior, 2005) O período conhecido 
como “MilagreEconômico” (1968-1973) foi marcado por uma 
forte expansão do nível de atividade no Brasil e em vários 
outros países em desenvolvimento. No plano internacional, 
qual fator contribuiu para esse crescimento? 
(A) Grande aumento da liquidez no mercado financeiro 
internacional, representado pelos eurodólares. 
(B) Ajuda americana através do Plano Marshall e de 
outras formas de transferências unilaterais. 
(C) Forte expansão das exportações de produtos 
manufaturados e semimanufaturados para a Europa e os 
Estados Unidos. 
(D) Surgimento dos petrodólares, com influência na 
composição dos novos empréstimos externos. 
(E) Aquecimento da demanda mundial por commodities, 
resultante do grande crescimento da economia chinesa. 
Esse aqui é bem interessante. E dá para sair cancelando uma série de 
alternativas. Vejamos: 
A letra (B) fala do Plano Marshall. Aqui, com um pouquinho de 
esforço para lembrar da aula de história geral, você vai recordar que 
esse plano foi criado depois da segunda guerra mundial para 
reconstruir a Europa abalada pela guerra. Isso foi nos idos dos anos 
1940, muito longe da nossa realidade entre os anos de 1968 e 1973. 
Assim, a alternativa não pode ser verdadeira. 
Pulando a letra (C) e indo direto para a letra (D), vemos que os 
petrodólares só surgem depois do primeiro choque do petróleo, em 
1973, logo, essa alternativa também não pode ser correta. 
A letra (E) também não é verdadeira porque, a essa época, a 
economia Chinesa era de base socialista e, nesse regime, não se 
comunicava com o resto das economias de mercado. 
Sobraram apenas as alternativas (A) e (C). Analisando a últimva 
vemos que não houve, do nosso lado, uma exportação de produtos 
 
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manufaturados e semimanufaturados. Lembre que nós ainda 
estávamos em processo de industrialização via substituição de 
importações e, embora tivéssemos um parque industrial bem 
considerável nesse período, nós ainda não tínhamos competitividade 
suficiente para fazer frente às produções americanas e européias. 
Dessa forma, fica como alternativa correta a letra (A). De fato, o 
nosso milagre foi financiado, em grande medida, pelos eurodólares. 
GABARITO: (A) 
 
14. (Petrobrás, Economista Pleno, 2005) A crise econômica 
brasileira na década de 60 do século passado combinou baixo 
crescimento e alta das taxas de inflação. O Plano Trienal e o 
Plano de Ação econômica do Governo (PAEG) visavam, 
fundamentalmente, criar mecanismos de estabilização de 
preços e retomada das condições de crescimento da economia 
brasileira. Como principal diferença entre esses planos, no que 
se refere ao diagnóstico da inflação do período, é correto 
afirmar que o Plano Trienal: 
(A) assumia um diagnóstico estruturalista, enquanto o 
PAEG apontava para o combate a uma inflação de 
demanda. 
(B) assumia um diagnóstico de inflação de custos, 
enquanto o PAEG apontava para o combate a uma 
inflação de demanda. 
(C) fazia um combate de longo prazo à inflação, enquanto 
o PAEG assumia uma inflação de custos. 
(D) destacava um diagnóstico estruturalista, enquanto o 
PAEG apontava para o combate a uma inflação de custos 
associada à retração do nível de atividade. 
(E) supunha uma redução da inflação a partir de reformas 
estruturais, enquanto o PAEG assumia a necessidade de 
forte expansão da economia. 
Para responder essa questão, você precisa lembrar que, para o PAEG, 
a inflação era gerada por um excesso da demanda. Assim, apenas 
analisando isso, vemos que as letras (C), (D) e (E) não podem ser 
verdadeiras. 
Sobram apenas as alternativas (A) e (B). Nesse caso, para fazer o 
critério de desempate, você terá que saber que, segundo o Plano 
 
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Trienal do governo de João Goulart, a inflação era estrutural, ou seja, 
só seria possível extinguir a inflação se o governo promovesse 
diversas reformas na estrutura da economia. 
GABARITO: (A) 
 
15. (Termorio, Economista Junior, 2009) No período de 1968 a 
1973, conhecido como fase do “milagre”, a economia 
brasileira apresentou taxas elevadas de crescimento real do 
PIB, mas a tendência de aumento da inflação foi contida. Para 
tal, um fator importante foi a(o) 
(A) capacidade ociosa da economia. 
(B) contenção da demanda via política monetária 
expansiva. 
(C) redistribuição da renda para as classes de menor 
poder aquisitivo. 
(D) desvalorização cambial da moeda brasileira. 
(E) crescimento vigoroso das exportações no período. 
Essoe aqui é muito interessante e eu vou responder logo “de cara”. A 
alternativa correta é a letra (A). O milagre só conseguiu taxas de 
crescimento tão expressivas porque havia muita capacidade ociosa 
criada nos períodos anteriores e que foram sendo absorvidas apenas 
nesse período. 
Veja que é impossível um país crescer tanto em tão pouco tempo se 
não houver uma boa capacidade ociosa a ser ocupada. E foi 
justamente esse fator que nos ajudou no período do milagre. 
A letra (B), por sua vez, está errada já que não houve qualquer 
contenção da demanda. Como a oferta foi diagnosticada como de 
custos, o governo não sentiu qualquer necessidade de fazer políticas 
de restrição de demanda. 
A letra (C) pode ser respondida lembrando da teoria do bolo, não é? 
A letra (D) é verdade, contudo, não foi um fator importante para o 
período do milagre. Assim, veja que uma alternativa ser verdadeira 
para o período não implicará ser a resposta da questão, ok? 
Finalmente, a letra (E) é falsa já que não houve um crescimento 
vigoroso das exportações nesse período. 
GABARITO: (A) 
 
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16. (IBGE, Análise Socioeconômica, 2010) Durante o período 
de 1968 até 1973, a economia brasileira apresentou taxas de 
crescimento real do PIB bem elevadas, taxas de inflação 
diminuindo, redução e eliminação de deficit no balanço de 
pagamentos. Tal evolução se tornou possível por causa de 
vários fatores, dentre os quais NÃO se encontra o(a) 
(A) quadro de ampla liquidez no mercado financeiro 
internacional. 
(B) política deliberada de captação de recursos externos 
para financiar o balanço de pagamentos. 
(C) política de minidesvalorizações cambiais, de acordo 
com a inflação, evitando variações bruscas no câmbio 
real. 
(D) redistribuição de renda para os pobres, expandindo 
rapidamente a demanda interna. 
(E) existência de capacidade ociosa na economia. 
Essa aqui, como pede a alternativa errada, vamos direto nela! 
Você acha que o governo olhou para as pessoas mais pobres? (teoria 
do bolo, teoria do bolo...) A resposta é: NÃO! O governo militar não 
se interessou em fazer a redistribuião de renda para os mais pobres. 
Assim, a letra que responde essa questão é a alternativa (D)! 
GABARITO: (D) 
 
Entendido? 
 
*** 
Pessoal, 
 
Terminamos aqui a nossa aula 01! Espero que tenham gostado! A 
gente se encontra amanhã para falar da segunda parte do governo 
militar. 
A gente se encontra em breve 
Até lá! 
Amanda 
 
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Exercícios Resolvidos 
Exercício 01 
(BNDES, Profissional Básico: Economia, 2008) Assinale,entre 
as opções abaixo, a que NÃO corresponde a uma das 
principais características da política de industrialização 
brasileira no Pós-Guerra. 
(A) Fornecimento de crédito a longo prazo para 
implantação de novos projetos. 
(B) Proteção à indústria nacional, mediante tarifas de 
importação e barreiras não tarifárias. 
(C) Participação direta do Estado no suprimento da infra-
estrutura (energia, transporte). 
(D) Participação direta do Estado na produção em alguns 
setores tidos como prioritários (siderurgia, mineração, 
petróleo). 
(E) Intensa preocupação de atender o consumidor 
doméstico com produtos de qualidade e baratos. 
 
Exercício 02 
(EPE, Economia da Energia, 2006) A política de valorização do 
café no Brasil, iniciada em 1906 no Convênio de Taubaté e 
recorrentemente utilizada para evitar quedas significativas no 
preço internacional do produto, apresentava como principais 
determinantes a(o): 
(A) retenção de parcela da produção doméstica para 
reduzir as exportações do produto, prática possibilitada 
pela participação brasileira no mercado internacional do 
café e por sua baixa elasticidade-preço. 
(B) retenção da produção de café por alguns anos, 
eliminando as exportações, em decorrência das graves 
crises internacionais que afetavam a demanda externa do 
produto, como ocorreu na década de 30 (do século XX). 
(C) punição de produtores de café que ultrapassassem as 
cotas de produção pré-determinadas pelo governo 
central, visando à manutenção dos preços internacionais 
do produto. 
 
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(D) busca de maior diversificação produtiva nas áreas de 
plantio do café, evitando a forte dependência dos 
produtores em relação a um único item. 
(E) impedimento do plantio de novas áreas para a 
produção de café, determinando uma drástica redução 
estrutural da oferta internacional de café. 
 
Exercício 03 
(EPE, Economia da Energia, 2006) O Plano de Metas (1956-
1961) marcou uma importante transformação produtiva 
brasileira, visando a maior integração da estrutura industrial 
no País. Para sua montagem, foi fundamental a identificação 
de pontos de estrangulamento que representavam setores: 
(A) cuja oferta não era capaz de responder rapidamente a 
uma elevação de demanda. 
(B) cuja expansão era inviável e que deveriam ter 
prioridade nas importações. 
(C) periféricos da indústria e com baixa capacidade de 
geração de emprego. 
(D) capazes de gerar grande demanda para outras 
atividades produtivas. 
(E) compostos por empresas de baixos níveis de 
produtividade e sofisticação tecnológica. 
 
Exercício 04 
(EPE, Economia da Energia, 2006) As proposições abaixo 
dizem respeito ao Plano de Metas (1956-1961). 
I - Entre as técnicas de planejamento utilizadas no Plano de 
Metas destacaram-se a identificação de pontos de 
estrangulamento e pontos de germinação. 
II - A elevação da produção de petróleo no País foi um fator 
essencial para o sucesso do Plano de Metas. 
III - A política de valorização do café foi um dos pontos mais 
importantes para viabilizar a implementação do Plano de 
Metas. 
 
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É(São) correta(s) apenas a(s) proposição(ões): 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III. 
(D) I e II. 
(E) I e III. 
 
Exercício 05 
(Petrobrás, Economista Junior, 2005) Dentre as principais 
medidas do Plano de Metas, no governo Juscelino Kubitschek, 
destaca-se a: 
(A) criação de comissões setoriais, como o GEIA. 
(B) criação da Petrobras, para expandir a exploração de 
petróleo no país. 
(C) imposição de uma política salarial concentradora de 
renda. 
(D) realização de reformas tributária e administrativa. 
(E) aplicação de políticas ortodoxas de combate à 
inflação. 
 
Exercício 06 
(Petrobrás, Economista Pleno, 2005) Sobre a economia 
brasileira, considere as afirmações abaixo. 
I - O Plano de Metas teve por objetivo primordial aprimorar as 
medidas de combate à inflação no Brasil. 
II - Entre as principais ações estabelecidas no Plano de Metas 
estava a política de reserva de mercado. 
III - Atacar os pontos de estrangulamento e constituir pontos 
de germinação eram objetivos primordiais do Plano de Metas. 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões): 
(A) I, apenas. 
 
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(B) II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
 
Exercício 07 
(IBGE, Análise Socioeconômica, 2010) Os estudiosos da 
história econômica do Brasil afirmam que a política de 
industrialização pela substituição de importações já esgotara 
suas possibilidades de motivar o investimento e o crescimento 
(A) antes do governo de Juscelino Kubitschek. 
(B) no início dos governos militares da década de 1960. 
(C) antes da crise de aumento do preço do petróleo em 
1973. 
(D) antes da crise da dívida externa no final da década de 
1980. 
(E) no início do governo de Fernando Henrique Cardoso. 
 
8. (EPE, Analista Economia de Energia, 2007) Em 1964 o 
governo brasileiro começou a implementar um novo programa 
econômico conhecido como PAEG, visando, entre outros 
objetivos, a: 
(A) conter paulatinamente o processo inflacionário 
brasileiro. 
(B) conter a entrada de investimentos externos 
especulativos. 
(C) promover aumentos salariais e a redistribuição de 
renda no Brasil. 
(D) reorganizar o mercado financeiro brasileiro e eliminar 
a correção monetária. 
(E) aumentar substancialmente o comércio externo 
brasileiro com os países do Mercado Comum Europeu. 
 
 
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9. (BNDES, Profissional Básico: Economia, 2008) O PAEG 
(Plano de Ação Econômica do Governo) e as reformas 
implementadas em 1964 e nos anos imediatamente 
subseqüentes, no Brasil, 
(A) aumentaram substancialmente os salários. 
(B) aumentaram as restrições à entrada de capitais 
externos. 
(C) diminuíram a carga fiscal dos contribuintes. 
(D) criaram o Banco Central do Brasil. 
(E) eliminaram a correção monetária no país. 
 
10. (Petrobrás, Economista Junior, 2005) O Plano de Ação 
Econômica do Governo (PAEG), iniciado no governo do 
Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, tinha como 
objetivo fundamental o combate à inflação. Os gestores do 
Plano defenderam o diagnóstico de inflação: 
(A) de custos. 
(B) estrutural, setorialmente localizada. 
(C) inercial, determinada por elevação do dólar. 
(D) causada por excesso de demanda. 
(E) determinada por preços de commodities. 
 
Exercício 11 
(AUDITOR FISCAL SEFAZ RJ 2011 FGV) A inflação acumulada 
nos últimos doze meses encontra-se no mês de abril de 2011 
acima da meta de inflação adotada no país. Para trazer de 
volta a inflação para a meta, a melhor combinação de políticas 
monetária e fiscal é, respectivamente, 
 
a) elevação da Selic e dos gastos do governo. 
b) redução da Selic e dos gastos do governo. 
c) elevação da Selic e contração dos gastos do governo. 
d) redução dos gastos do governo e da Selic. 
 
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e) redução dos gastos do governo e elevação da Selic. 
 
Exercício 12 
(ANALISTA DE ECONOMIA –PERITO MPU, 2010, CESPE) A 
respeito do desenvolvimento brasileiro no pós-guerra, julgue 
os itens a seguir. 
 
[111] Inflação inercial, que é um tipo de inflação de demanda, 
surgiu no Brasil nos anos 1970 como um padrão auto-
reprodutor das elevações de preços e salários. 
 
13. (Petrobrás, Economista Junior, 2005) O período conhecido 
como “Milagre Econômico” (1968-1973) foi marcado por uma 
forte expansão do nível de atividade no Brasil e em vários 
outros países em desenvolvimento. No plano internacional, 
qual fator contribuiu para esse crescimento? 
(A) Grande aumento da liquidez no mercado financeiro 
internacional, representado pelos eurodólares. 
(B) Ajuda americana através do Plano Marshall e de 
outras formas de transferências unilaterais. 
(C) Forte expansão das exportações de produtos 
manufaturados e semimanufaturados para a Europa e os 
Estados Unidos. 
(D) Surgimento dos petrodólares, com influência na 
composição dos novos empréstimos externos. 
(E) Aquecimento da demanda mundial por commodities, 
resultante do grande crescimento da economia chinesa. 
 
14. (Petrobrás, Economista Pleno, 2005) A crise econômica 
brasileira na década de 60 do século passado combinou baixo 
crescimento e alta das taxas de inflação. O Plano Trienal e o 
Plano de Ação econômica do Governo (PAEG) visavam, 
fundamentalmente, criar mecanismos de estabilização de 
preços e retomada das condições de crescimento da economia 
brasileira. Como principal diferença entre esses planos, no que 
se refere ao diagnóstico da inflação do período, é correto 
afirmar que o Plano Trienal: 
 
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(A) assumia um diagnóstico estruturalista, enquanto o 
PAEG apontava para o combate a uma inflação de 
demanda. 
(B) assumia um diagnóstico de inflação de custos, 
enquanto o PAEG apontava para o combate a uma 
inflação de demanda. 
(C) fazia um combate de longo prazo à inflação, enquanto 
o PAEG assumia uma inflação de custos. 
(D) destacava um diagnóstico estruturalista, enquanto o 
PAEG apontava para o combate a uma inflação de custos 
associada à retração do nível de atividade. 
(E) supunha uma redução da inflação a partir de reformas 
estruturais, enquanto o PAEG assumia a necessidade de 
forte expansão da economia. 
 
15. (Termorio, Economista Junior, 2009) No período de 1968 a 
1973, conhecido como fase do “milagre”, a economia 
brasileira apresentou taxas elevadas de crescimento real do 
PIB, mas a tendência de aumento da inflação foi contida. Para 
tal, um fator importante foi a(o) 
(A) capacidade ociosa da economia. 
(B) contenção da demanda via política monetária 
expansiva. 
(C) redistribuição da renda para as classes de menor 
poder aquisitivo. 
(D) desvalorização cambial da moeda brasileira. 
(E) crescimento vigoroso das exportações no período. 
 
16. (IBGE, Análise Socioeconômica, 2010) Durante o período 
de 1968 até 1973, a economia brasileira apresentou taxas de 
crescimento real do PIB bem elevadas, taxas de inflação 
diminuindo, redução e eliminação de deficit no balanço de 
pagamentos. Tal evolução se tornou possível por causa de 
vários fatores, dentre os quais NÃO se encontra o(a) 
(A) quadro de ampla liquidez no mercado financeiro 
internacional. 
 
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(B) política deliberada de captação de recursos externos 
para financiar o balanço de pagamentos. 
(C) política de minidesvalorizações cambiais, de acordo 
com a inflação, evitando variações bruscas no câmbio 
real. 
(D) redistribuição de renda para os pobres, expandindo 
rapidamente a demanda interna. 
(E) existência de capacidade ociosa na economia. 
 
 
GABARITO: 
1 E 9 D 
2 A 10 D 
3 A 11 C 
4 A 12 FALSO 
5 A 13 A 
6 D 14 A 
7 E 15 A 
8 A 16 D

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