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PEÇA 1:
Enunciado
Astrud de Moraes, habitante do Município de Florianópolis/ SC, realizou procedimento cirúrgico no nariz com fins meramente estéticos. O profissional contratado, Vinícius Caymmi, é renomadíssimo na área e cobrou valor elevado pela cirurgia. Depois de realizada a mesma, Astrud descobriu que o nariz estava diferente do prometido, com desvio de septo em elevado grau, gerando dificuldades na fala e na respiração.
Com base nesses fatos, Astrud propôs ação condenatória em face de Vinícius, pleiteando o reembolso da cirurgia e indenização por danos morais. Fundamentou a responsabilidade do profissional no art. 14 do CDC. O processo foi autuado sob o n. 7654321-89.8.24.0023 e tramitou perante a 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, SC. A autora alegava que o resultado negativo da cirurgia teria decorrido de imperícia do médico. Em sua contestação, Vinícius disse que o resultado ineficaz da cirurgia decorreu de condições pré-existentes de Astrud, não tendo qualquer relação com imperícia médica. A instrução processual, especialmente a prova pericial, demonstrou que Vinícius utilizou a melhor técnica disponível durante a cirurgia. Mesmo assim, o juiz proferiu sentença favorável a Astrud, condenando Vinícius ao reembolso do valor da cirurgia e ao pagamento de danos morais, lembrando que a responsabilidade do cirurgião plástico, diferentemente dos demais médicos, é de resultado, não de meio. 
Vinícius Caymmi apelou da decisão no último dia do prazo. O TJSC reformou a decisão, aceitando as premissas fáticas adotadas pela sentença, mas dizendo que, como o cirurgião tinha feito todo o possível para evitar o resultado, não deveria ser responsabilizado, por não ter culpa pelo resultado. A decisão foi baseada nos arts. 186 e 927, parágrafo único, do CC, sem qualquer menção ao CDC. 
Astrud opôs embargos de declaração ao acórdão para sanar a omissão relativa à falta de menção ao CDC. Os embargos foram conhecidos e rejeitados, sob o argumento de que a embargante estaria buscando rediscutir o mérito da causa. Houve aplicação de multa no montante de 1% do valor da causa, por entender o TJSC que os embargos foram protelatórios, nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC.
A última decisão foi publicada no dia 12/08/21 (quarta-feira). Considerando que não houve feriado nesse período, redija a peça processual cabível, considerando o protocolo no último dia do prazo legal.
PEÇA 2:
Enunciado
Cássia Silva e Joana Dark, ambas residentes em Florianópolis, celebraram um contrato, em meados de fevereiro de 2021, no qual a Sra. Cássia emprestaria o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) para Joana, que seriam pagos em seis (6) parcelas mensais, a iniciar-se no mês de março de 2021, visando que seu filho voltasse a cursar a graduação.
Neste contrato consta uma cláusula penal prevendo 20% de multa e juros de 1% ao mês em caso de mora, além de correção monetária
Como Cássia e Joana são amigas de longa data, acabaram não colhendo a assinatura de testemunhas no contrato celebrado.
Ocorre que Joana não cumpriu com os seus deveres, tendo realizado até o momento, o pagamento de apenas duas  (2) das prestações avençadas.
Diante da frustração e da impossibilidade de realizar acordo amigável, todos rejeitados, não resta alternativa senão recorrer ao judiciário para que possa reaver os valores que não lhe foram pagos. 
Para tanto, Cássia procurou auxílio jurídico na Defensoria Pública do Estado, para que sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis, para que receba da forma mais célere possível o valor.
Na condição de Defensor Público, elabore a petição inicial adequada para representar a pretensão de Cássia, considerando a propositura da ação no dia.

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