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Doença Sinonímia Acometidos Agente Local de lesão Transmissão Sinais Diagnóstico Tratamento Prof. e controle Parvovirose canina - Cães jovens, até 1 ano das raças Rottweiler, Dorberman pinscher, Labrador, Pastor alemão, Sepringer Spaniel, Pitbull e Yorkshire Parvorírus canino tipo 2 PVC-2a, PVC-2b e PVC- 2c DNA vírus não envelopado Criptas intestinais = hemorragia Forma entérica: diarreia hemorrágica, apatia, vômitos, anemia, itussuscepção, hipertermia inicial seguida de hipotermia devido a hipovolemia, pneumonia oportunista e sindrome da resposta inflamatória sistêmica. Forma cardíaca: em filhotes de ate 12 semanas por infecção intrauterina ou orofecal, vírus se replica no musculo cardíaco em crescimento. Leucopenia por linfopenia, anemia e desidratação, cultivo viral, ELISA, PCR, hemaglutina e inibição da hemaglutinação. Diagnóstico diferêncial por exclusão de isosporose, coronavirose e parasitoses como ancilostomose. De suporte Desinfecção dos locais, passeio com os filhotes no mínimo 15 dias após as doses da vacina. Cinomose - Canídeos, mustelídeos, felídeos, ursídeos, suídeos, mamíferos marinhos e primatas não humanos. Caninos idosos tem mais chnace de desenvolver diretamente a fase neurológica da doença Vírus da cinomose canina (VCC) RNA vírus de fita simples e envelopado Epitélio, sistema imune e sistema nervoso central Direta por aerossois, gotículas, transplacentária, fezes e urina Digestórios, respiratórios e/ou neurológicos, nos tegumentos, dentários. Febre, anorexia, rinite, conjuntivite, descarga nasal e ocular, tosse, pneumonia, broncopneumonia, vômitos, diarreia mucosa talvez sanguinolenta, ceratoconjuntivite seca, hiperqueratose de conxins, cegueira, paresia, artrose, hiperestesia, rigidez cervical convulsões, mioclonias, andar em círculos, pressionar a cabeça. Idosos Corpúsculo de Lentz, anemia, leucopenia por linfopenia, neutrofilia, imunocromatografia de fluxo lateral, isolamento viral, RT-PCR, imunohistoquímica. De suporte quando o vírus já se encontra no sistema nervoso. Quando em viremia, pode-se ser administrado soro hiperimune e terapias antivirais. Acupultura e fisoterapia são recomendados para as sequelas. Vacinação e higienização. Hepatite infecciosa canina - Adenovírus canino tipo 1 CAV-1 DNA vírus não envelopado Se replica primariamente nas tonsilas, linfonodos, circulação, todas as células, principalmente hepatócitos = necrose hepática, e células endoteliais da córnea, glomérulos Direta por fezes, urina, secreções respiratórias. Tonsilite, aumento de volume e congestão das tonsilas, latidos frequentes, dor abdominal, anorexia, apatia, mucosas hipocoradas e ictéricas, diarreia hemorrágica, sinais neurológicos, vômito, petéquias e equimoses nas mucosas e pele, febre, ascite, edemas de cabeça e pescoço Isolamento viral, ELISA, PCR, imunofluorescência, corpúsculos de inclusão nos hepatócitos, exclusão de intoxicação, trauma, homaparasitoses, parvovirose, leptospirose e doenças cardiológicas congênitas De suporte Vacinação Raiva Hidrofobia, doença do cachorro louco Mamíferos em geral, quanto mais acetilcolina melhor Vírus rábico AgV-1, AgV-2 e AgV-3 RNA vírus de fia simples envelopados Se dissemina pelos músculos de forma centrípeta até chegar nas junções neuromusculares onde fica encubado, segue para os neurônios e depois se dissemina centrifugamente ate chegar nas glândulas salivares, fígado, pele pulmões ... Direta pela saliva inoculada por mordida, quando em período de excreção viral. Tudo que é sinal neurológico. Fase de excitação = furiosa e Fase de paralisia = morte Corpúsculo de Negri, aumento de proteínas no líquor, no histopatológico tem-se infliltrações linfocitárias, gliose, neurodegeneração, imunofluorescência direta e indireta, cultivo celular, inoculação em camundongos, imunohistoquímica, PCR e ELISA, soroneutralização. Não é feito em animais. Protocolo de Milwaukee em humanos Vacinação, isolameno de animais suspeitos por 10 a 14 dias dependendo se são cães e gatos ou grandes animais. Controle da população de morcegos, educação em saúde. Herpesvirose canina - Cães adultos (assintomático ou leve) neonatos aguda e fatal (necrose multifocal, principalmente hepática) Herpesvírus canino tipo 1 CAHV-1 ou CHV-1 DNA vírus fita dupla envelopado Se dissemina pelo organismo pelos linfócitos e neurônios, causando queda na imunidade. EM neonatos provoca vasculite. Direta por secreções nasais ou vaginais, ou durante o parto Subclínico em adultos, podem apresentar sinais respiratórios devido a infecções secundárias oportunizadas pela falha imune. Infecções oculares e genitais com abortamentos e infertilidade. Nos filhotes síndrome do definhamento neonatal, necrose hepática, vasculite necrótica difusa, hemorragias. Isolamento, imonofluorescência indireta, ELISA, PCR. Achado de corpúsculos de inclusão intranucleares. Lesões anatomopatológicas como efusões pleurais e peritoneais, petéquias, equimoses, hepato e esplenomegalia, necrose hepática, dos pulmões, coração, rins, baço, intestino, pâncreas e adrenais. De suporte aos quadros respiratórios e reprodutivos em adultos, nos neonatos são feitas terapias antivirais enquanto os vírus ainda não chegaram aos neurônios, geralmente não responsiva. Quarentena, retirada de animais soropositivos da reprodução, e segregação, adequada ambiência. Herpesvirose felina Rinotraqueíte infecciosa felina Felinos Herpesvírus felino associado ao calicivírus felino Necrose multifocal do epitélio respiratório. Direta por secreções nasais. Rinotraqueíte, conjuntivite, pneumonia. Isolamento viral, imunofluorescência direta, PCR. De suporte, fluidoterapia e antiinflamatórios não esteroidais. Vacinação, quarentena, desinfecção dos locais e fômites, adequada ambiência. Imunodeficiência viral felina FIV, aids felina Felídeos, machos não castrados, com acesso à rua Vírus da imunodeficiência felina FIV Retrovírus fita dupla envelopado Replicação nos órgãos linfoides, ataque aos LTCD4 = menos citocinas Direta por inoculação do vírus pela saliva ou sangue, lambeduras, mordeduras, transplacentária, transfusão, durante o parto, leite/colostro. Fase aguda: duração variada com febre, perda de peso, linfadenomengalia. Fase terminal: infecções secundárias recorrentes, definhamento do animal, mielossupressão, deposição de imunocomplexos, vasculite, glomerulonefrite imunomediada, azotemia, halitose, úlceras, estomatite, quadros neurológicos, neoplasias, morte Fase aguda: linfopenia e neutropenia, sorologia pareada. Fase terminal: anemia, trombocitopenia, linfopenia, neutropenia, azotemia, hiperproteínemia, ELISA, westtern blotting, PCR. De suporte Castração e segregação dos animais, existe vacina nos EUA Leucemia viral fenila FeLV Felídeos, jovens não castrados e com acesso à rua Vírus da leucemia felina FeLV Retrovírus fita simples, família ocornavírus Se replica nas tonsilas e se dissemina para o organismo e, depois de 3 semanas infecta a medula óssea Direta por saliva e sangue, transplacentária, leite/colostro Varia de acordo com as infecções secundárias e pelo vírus ser pancitotrópico. Neoplasias e mielossupressão que oportuniza infecções secundárias Sorologia pareada, PCR, RT-PCR, ELISA, imunofluorescência. De suporte Castração, segregação dos animais, vacinação, Peritonite infecciosa felina PIF, vasculite coronaviral felina Felídeos, domésticos, jovens, idosos, em aglomerações, Bengal, Persa, Sagrado da Bismânia Vírus da peritonite infecciosa felina FIPV RNA vírus fita simples envelopado Forma efusiva: vasculite imunomediada.Forma não efusiva: inflamação piogranulomatosa tecidual Dierta por fezes, secreções orofaríngeas, lambeduras, uso coletivo de fômites Forma efusiva: hidrotórax/hidroperitôneo, dispneia, febre não responsiva a antimicrobianos, diarreia crônica, desidração e mucosas hipocoradas. Análise dos líquidos cavitáros, anemia, leucocitose por neutrofilia, linfopenia e trombocitopenia, hiperproteínemia, hipergamaglobulinemia, análise de líquor com infiltrados neutrofílicos, linfócitos e macrófagos, ultrassonografia e radiografia, RT-PCR, imunofluorescência direta eimunohistoquímica, exclusão de toxoplasmose, infecções fúngicas e FIV FeLV De suporte Segregação dos animais infectados, desinfecção de tudo que pode ser fômite, diminuição da densidade de animais em abrigos e gatis. Traqueobronquite infecciosa canina Tosse dos canis Cães jovens, expostos a aglomerações Vírus da parainfluenza canina, Bordetella bronchiseptica, adenovírus canino tipo 2 Mucosas oronasal, tonsilas, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos Direta pelas secreções respiratórias Não complicada: viral apenas, tosse seca e prolongada, ânsias, reflexo de engasgo, secreção traqueal mucosa, rinite e conjutivite leves. Complicada: infecção bacteriana secundária, broncopneumonia, dispneia, hiporexia, febre, letargia, morte Excluíndo-se erliquiose e cinomose, radiografia, exame de lavado traqueal, cultivo celular. Não complicada é autolimitante. Complicada: antivirais e antimicrobianos, antinflamatórios, expectorantes e em último caso antitussígenos. Vacinação, diminuição da densidade populacional em abrigos e canis, quarentena de animais a serem inseridos, desinfecção dos ambientes. Erliquiose canina Doença do carrapato, erliquiose monocítica canina, riquetsiose canina, tifo canino, pancitopenia tropical canina, tick borne disease Cães Bactérias do gênero Ehrlichia transmitidas por carrapatos, principalemente Rhipicephalus sanguineus. Agem contra monócitos, granulócitos e plaquetas provocando trombocitopenia e leucopenia. Por carrapatos ou iatrogênica, não ocrre de um animal para outro de forma direta. Hemorragia, epistaxe, linfadenomegalia, esplenomegalia, trombocitopenia e pancitopenia, petéquias equimoses hematúria, edema, melena, insuficiência hepato-renal, etc. Histórico de infestação por carrapatos, cultivo celular, hemograma com severa trombocitopenia e leucopenia, mórulas de erliquias nos monócitos, ELISA, PCR, western blotting, imunofluorescência indireta. Antimicrobianos, corticoides para tratar as vasculites, suporte com transfusões, estimulantes hematopoiéticos e imunomoduladores. Controle do carrapato, retirada antes de 8h de repasto. Leptospirose canina Doença do rato Cães Bactérias Leptospira interrogans. Endotélio, pulmões, coração, rins, sistema nervoso central, fígado, intestino, anemia hemolítica. Direta por contato com urina ou sangue infectados. Icterícia, anemia hemolítica, urina cor de coca cola, síndrome hemorrágica pulmonar, pneumonia, petéquias, sufusões, ulveíte, conjuntivite, epistaxe. Com a evolução da insuficiência renal estomatites, halitose, uremia, etc. Microscopia de campo escuro, cultivo em meios líquidos ou semissólidos, PCR, soroaglutinação microscópica, ELISA, aglutinação em látex, imunofluorescência indireta ou direta, coloração por prata. Penicilinas, estreptomicina, cefalosporinas, auxílio com fluídoterapia, corticoides, antieméticos, transfusão sanguínea e diuréticos. Controle e combate a roedores, desinfecção dos ambientes e fômites, quarentena por pelo menos 2 semanas. Brucelose canina - Cães Bactérias do gênero Brucella. Células fagocíticase epiteliais da placenta, tecido respiratórios, neurônios. Direta por acasalamentos e sêmen. Linfadenopatia, abortamentos tardios, descargas vaginais amarronzadas ou acizentadas, maceração fetal, epididimite, protatite, glomerulonefrite e artrite e ulveíte (3 últimos por cronicidade da doença). Histórico de animal não castrado, acesso a rua, em maturidade sexual, isolamento, coloraçãopor ZNM, PCR, ELISA, imunofluorescência indireta, imunodifusão em gel de agarose. Tetraciclinas e seus rerivados. Sem vacinas em pequenos, quarentena 30 dias, testar todos os animais e segregar os poditivos, tirá-los da reprodução e tratá-los, depois de 30 dias reteste. Botulismo - Zoonose Bactérias Clostridium botulinum. Junções neuromusculares, impede a liberação de acetilcolina Ingestão da toxina botulínica. Paralisia flácida ascendente com paralisia respiratória. Epidemiológico acesso à rua, contato com lixo/água, ossos carne crua. Coloração de gram, dosagem de toxina botulinica, bioprova, cultivo, PCR, imunofluorescência indireta ou direta, imunohistoquímica, ELISA, método de neutralização. Penicilina e carbapenêmicos, debridação e limoeza das feridas, antiinflamatórios, analgésicos, soro antitóxico, fisioterapia, acupuntura. Sem vacinas para pequenos, evitar contato dos animais com lixo, limpeza dos ferimentos, oferecer apenas ração. Tétano - Zoonose Bactérias Clostridium tetani. Junções neuromusculares, impede a liberação de glicina, concentrando acetilcolina nas fendas. Inoculação das bactérias em feridas com produção de toxina, toxiinfecção. Paralisia espástica dolorosa, riso sardônico, paralisia respiratória. Borreliose canina Doença de Lyme Zoonose Bactérias do gênero Borrelia, transmitidas por carrapatos Ixodes, Dermacentor e Amblyomma. Lesões em articulações, nervos, cérebro, olhos, coração, deposição de imunocomplexos com artrite progressiva, ulveíte, glomerulonefrite. Por carrapatos com pelo menos 48h de fixação, iatrogênica como transfusões, transplantes e uso de agulhas contaminadas, não contagiosa. Síndromes musculoesqueléticas progressivas, artropatias principalmente nas articulações társicas e cárpicas, distúrbios cardíacos, meningite, anemia progressiva. Isolamento bacteriano, coloração panótico ou giemsa, microscopia de campo escuro, colorações a base de prata, PCR, ELISA, western blotting, imunofluorescência indireta. Tetaciclinas e penicilinas, antiiflamatórios + protetores gástricos, fluidoterapia, fisioterapia. Sem vacinas na américa do sul, controle do carrapato, retirada dos carrapatos pelo aparelho bucal. Malasseziose - Zoonose Fungos do gênero Malassezia. Micoses superficiais com lesões alopecicas e eritêmatosas, otites. Contato. Lesões similares a sarna com ou sem prurido, coloração mais escura e pele mais grossa, alopécicas e eritêmicas. Otites com produção de exudato escuro e fétido, cheira a ranço, tanto a pele quanto o exudato. Cultivo, teste direto dos pelos/pele das lesões, preferencialmente bordos das lesões. Lâmpada de Wood, biópsia, histopatológico. Banhos com clorexidina, uso tópico de cetoconazol e tioconazol, uso oral e cetoconazol e itraconazol. Fornecer boas condições de saúde, nutrição, etc para garantir boa resposta imune. Higienização de fômites que entrem em contato com pelos/pele dos animais, tosar animais para melhor recuperação. Dermatofitoses - Zoonose Fungos Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton. Micoses mais produndas afetando pelos, penas, cornos, cascos e unhas também. Contato. Lesões circulares alopécicas, eritêmatosas, crostosas, principalmente na região da cabeça, focinho, olhos. Cultivo, teste direto dos pelos/pele das lesões, preferencialmente bordos das lesões. Lâmpada de Wood, biópsia, histopatológico. Banhos com clorexidina, uso tópico de cetoconazol e tioconazol, uso oral e cetoconazol e itraconazol. Fornecer boas condições de saúde, nutrição, etc para garantir boa resposta imune. Higienização de fômites que entrem em contato com pelos/pele dos animais, tosar animais para melhor recuperação. Esporotricose - Zoonose Fungossaprófitas do solo Micoses de tecido cutâneo ou subcutâneo, afetando pele e vasos linfáticos superficiais. Inoculação dos fungos do solo em feridas, suscetíveis jardineiros, pessoas que mexem no solo. Lesões circulares semelhantes a leishmaniose cutânea.