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Um menino de 6 anos é levado à Unidade de Pronto Atendimento com quadro de febre (38,5 °C), cefaleia holocraniana e três episódios de vômitos iniciados há 18 horas. Ao exame físico, o paciente apresenta-se em bom estado geral, orientado, sem déficits motores ou convulsões. Observa-se presença de rigidez de nuca, com sinais de Brudzinski e Kerning positivos. Não há petéquias ou sufusões hemorrágicas na pele. Foi realizada punção lombar, e o laudo do líquido cefalorraquidiano (LCR) revelou: Aspecto: Límpido e incolor. Citometria: 120 células/mm³ (predomínio de 85% de linfomononucleares). Glicose: 62 mg/dL (Glicemia sérica: 95 mg/dL). Proteínas: 45 mg/dL (Valor de referência: até 40 mg/dL). Bacterioscopia (Gram): Ausência de microrganismos.
Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde?
(A) Meningite Bacteriana Aguda; iniciar imediatamente Ceftriaxona intravenosa, visto que o predomínio de linfócitos pode ocorrer na fase inicial de infecções por Streptococcus pneumoniae.
(B) Meningite Viral; o quadro clínico e o líquor são sugestivos de etiologia viral (provavelmente por Enterovírus), sendo a conduta baseada em suporte, analgesia e observação clínica.
(C) Meningite Tuberculosa; devido à pleocitose linfocitária e hiperproteinorraquia leve, devendo-se iniciar o esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) associado a corticoide.
(D) Meningoencefalite Herpética; iniciar Aciclovir intravenoso imediatamente, pois a presença de sinais meníngeos e pleocitose com glicose normal é patognomônica de infecção pelo vírus Herpes Simplex tipo 1.
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Vamos analisar o caso passo a passo: - Criança de 6 anos com febre, cefaleia, vômitos, rigidez de nuca e sinais de Brudzinski e Kernig positivos → quadro sugestivo de meningite. - Líquor: límpido, 120 células/mm³ com predomínio de linfomononucleares (85%), glicose normal (62 mg/dL com glicemia 95 mg/dL), proteínas levemente elevadas (45 mg/dL), bacterioscopia negativa. - Ausência de petéquias ou sinais hemorrágicos → menos provável meningite meningocócica grave. - Predomínio de linfócitos e glicose normal no líquor indicam meningite viral, pois meningite bacteriana geralmente apresenta predomínio de neutrófilos, glicose baixa e proteínas muito elevadas. Analisando as alternativas: (A) Meningite bacteriana aguda: não compatível com líquor (predomínio de linfócitos e glicose normal), além da bacterioscopia negativa. (B) Meningite viral: compatível com quadro clínico e líquor, conduta é suporte, analgesia e observação. (C) Meningite tuberculosa: geralmente apresenta líquor com glicose baixa, proteínas muito elevadas e quadro mais insidioso. (D) Meningoencefalite herpética: quadro clínico e líquor não são patognomônicos, além de geralmente apresentar alterações neurológicas mais graves. Portanto, a resposta correta é: (B) Meningite Viral; o quadro clínico e o líquor são sugestivos de etiologia viral (provavelmente por Enterovírus), sendo a conduta baseada em suporte, analgesia e observação clínica.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

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