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Guia definitivo do Business Model Canvas 2 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Guia definitivo do Business Model Canvas, do O Analista de Modelos de Negócios analistamodelosdenegocios.com.br Nenhuma parte deste e-book, sem autorização prévia por escrito, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros. Autor: Daniel Pereira www.analistamodelosdenegocios.com.br www.analistamodelosdenegocios.com.br/wp-content/uploads/2019/06/BMC_Aula02_Canvas.pdf https://analistamodelosdenegocios.com.br Apresentação Olá, meu nome é Daniel Pereira. E aqui estou, mais uma vez. São nove horas da noite, meu filho está dormindo e minha mulher assistindo novela no sofá ao meu lado, enquanto eu analiso mais um Modelo de Negócio em meu laptop. Estou com mais de uma dúzia de abas abertas no meu navegador, com sites que variam entre Wikipédia, Quora, blogs desconhecidos a até mesmo artigos do Wall Street Journal. Tudo na tentativa de entender todos os detalhes de como funciona mais um Modelo de Negócio que tenho em minha lista para analisar. Assim como eu, você provavelmente já ouviu falar sobre diferentes nomes/tipos de Modelos de Negócios e talvez até tenha uma ideia de como eles funcionam. Mas será que você saberia identificar todas as nuances? Eu mesmo sempre me faço essa pergunta. O processo de análise de Modelos de Negócios é muito divertido e, apesar de exigir várias horas de pesquisa, é algo pelo qual sou apaixonado já faz muitos anos. Tudo começou em 2005 quando eu trabalhava na IBM e tive acesso a um estudo então recentemente publicado pela divisão de consultoria da empresa. O estudo feito com base na entrevista dos principais CEOs do mundo apontava que inovação em Modelo de Negócios era a principal prioridade da maioria deles. Meu emprego anterior foi como consultor de Planos de Negócios na incubadora de uma universidade do Rio de Janeiro, a PUC-Rio. Analisar e planejar negócios já era uma paixão antiga, meu trabalho como consultor na incubadora começou em 2002 e ao longo de 2 anos me fez ajudar mais de 300 negócios a serem planejados. https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ Mas o termo Modelo de Negócios era comumente usado durante o desenvolvimento desses planos de forma vaga e com aplicações diferentes. Sua definição correta sempre me intrigou. Então eu fiz exatamente o que muitos fariam depois de ler sobre a prioridade dos maiores CEOs do mundo: eu pesquisei sobre Modelos de Negócios no Google. Infelizmente, em português não encontrei nada interessante. Mas ao pesquisar o termo em inglês (business model) me deparei com um blog interessante, mas relativamente recente, de um consultor suíço chamado Alexander Osterwalder. Na época, Alex escrevia sobre a evolução de sua pesquisa de doutorado em que se propôs a criar uma descrição e formato único para Modelos de Negócios. Para isso, ele estava usando a plataforma blogger e desenhando as primeiras versões do que viria a ser o Business Model Canvas com auxílio da ferramenta de organograma do PowerPoint. http://business-model-design.blogspot.com Bussiness model template INFRASTRUCTURE OFFER FINANCE COSTUMER CORE CAPABILITIES PARTNER NETWORK VALUE CONFIGURATION COSTUMER RELATIONSHIP DISTRIBUITION CHANNEL REVENUE STREAMS TARGET CUSTOMER COST STRUCTURE VALUE PROPOSITION http://alexosterwalder.com/ Bem, você já deve saber aonde esse simples blog foi parar alguns anos mais tarde. E se não souber, aconselho que você comece lendo o livro Business Model Generation, de Osterwalder, disponível em português nas principais livrarias. Ou seja, são mais de 10 anos brincando com Business Model Canvas para analisar Modelos de Negócios por diversão, aprendizado e, muitas vezes, apenas para mim mesmo. Com mais de 10 anos de experiência no mercado de startups e incubadoras, sou um especialista em Modelos de Negócios, mentor e empreendedor persistente. Então, achei que era hora de parar de postergar e finalmente colocar o site O Analista de Modelos de Negócios no ar e compartilhar as minhas mais de 300 análises (e crescendo). Do site, nasceu também este livro, o Guia Definitivo do Business Model Canvas. Espero que você goste! Boa leitura! Daniel Pereira Daniel é maluco por negócios e não consegue deixar de usar o Business Model Canvas para analisar os mais diversos tipos de Modelos de Negócios. Ele é o Analista de Modelos de Negócios. Dentre suas principais empresas e projetos estão o e-book O Analista de Modelos de Negócios, a empresa LUZ Planilhas em Excel, o programa de aceleração de startups Open Acceleration Program, e o Manifesto Geração Empreendedora. https://analistamodelosdenegocios.com.br/business-model-generation-livro/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/downloads/ebook-o-analista-de-modelos-de-negocios/ https://luz.vc/ https://luz.vc/ http://openaccelerationprogram.com/ http://geracaoempreendedora.com.br/ Sumário Capítulo 1: O que é o Business Model Canvas?.............................................................................................7 1.1 O Business Model Canvas.......................................................................................................................10 1.2 Os 9 blocos do Business Model Canvas: overview..............................................................12 Capítulo 2: Analisando os blocos do Business Model Canvas..........................................................21 2.1 Segmento de Clientes........................................................................................................................... 22 2.2 Proposta de Valor.......................................................................................................................................34 2.3 Canais de Distribuição.............................................................................................................................41 2.4 Relacionamento..........................................................................................................................................48 2.5 Fontes de Receita.......................................................................................................................................57 2.6 Recursos-chave..........................................................................................................................................64 2.7 Atividades-chave........................................................................................................................................70 2.8 Parcerias-chave...........................................................................................................................................78 2.9 Estrutura de Custos...................................................................................................................................84 Capítulo 3: Como avaliar o seu Business Model Canvas.......................................................................91 3.1 Maneiras de avaliar seu Modelo de Negócios......................................................................93 3.2 Sete perguntas de Alexander Osterwalder............................................................................97 Capítulo 4: Exemplos de Modelos de Negócios com o Business Model Canvas.............99 4.1 Modelo de Negócio do WhatsApp.............................................................................................100 4.2 Modelo de Negócio do Tinder.......................................................................................................106 4.3 Modelo de Negócio da Disney......................................................................................................1104.4 Modelo de Negócio do Uber.........................................................................................................113 4.5 Modelo de Negócio da Netflix.......................................................................................................116 CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 7 www.analistamodelosdenegocios.com.br Capítulo 1 O que é o Business Model Canvas www.analistamodelosdenegocios.com.br 8 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Por muitos anos o termo Modelo de Negócios foi usado sem um consenso em sua definição. Muitos autores o mencionavam sem explicitar do que exatamente falavam. E foi exatamente pensando nisso que o consultor suíço Alexander Osterwalder começou a desenvolver sua tese de doutorado que daria origem ao Business Model Canvas. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ http://alexosterwalder.com/ CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 9 www.analistamodelosdenegocios.com.br Osterwalder percebeu que definir o termo não seria suficiente. Era necessário criar algo que incentivasse a inovação, a prototipação e a criação colaborativa. Utilizando-se, assim, de conceitos do design thinking, Osterwalder começou com um simples gráfico feito em PowerPoint e que, anos mais tarde, se tornaria uma bela tela separada em nove blocos. Essa tela foi responsável por criar uma revolução na maneira como empreendedores e empresas passaram a pensar em novos negócios ou novos produtos. Tamanho foi o impacto do que Osterwalder desenvolveu que seu próprio livro foi intitulado Business Model Generation (Geração Modelo de Negócios). E, de fato, criou toda uma nova geração de empreendedores! Alexander Osterwalder é um empreendedor e teórico da área de Negócios. É PhD em Gerenciamento de Sistemas da Informação pela University of Lausanne. Em sua tese, Alexander procurou diferentes definições do termo escritas por autores acadêmicos, as comparou e criou a sua própria definição. Você pode acessar sua tese completa em “The Business Model Ontology – A proposition in a design science approach”. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/business-model-generation-livro/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Osterwalder_PhD_Business_Model_Ontology.pdf 10 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.1 O Business Model Canvas À primeira vista o Business Model Canvas parece um simples diagrama. A facilidade de análise que ele traz só passa a ser realmente compreendida à medida que começarmos a visualizar exemplos e a utilizá-lo em nosso dia-a-dia. Considero imprescindível dizer que o canvas foi desenvolvido em conjunto com mais de 200 consultores de todo o mundo. Sim, o processo de criação foi colaborativo! Osterwalder aproveitou a tendência de co-criação das redes sociais, criou engajamento ao redor de uma nova teoria de administração e chamou outros respeitados consultores e empresários do mercado para se sentirem donos e ajudarem a espalhar o canvas. Recursos-chave Fontes de receita Estrutura de custos Canais Segmento de clientes Proposta de valor RelacionamentoAtividades-chave Parcerias-chave www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 11 www.analistamodelosdenegocios.com.br Um Business Model Canvas permite que todo o negócio seja visualizado em uma única página (ou slide). Isso significa que não é mais necessário percorrer um documento cheio de texto e alguns números, passando página por página para compreender as diferentes estratégias definidas. Outro excelente aspecto é que o Business Model Canvas permite que você visualize o “encaixe estratégico” que existe entre diferentes áreas. Documentos apenas em texto não permitem esse tipo de análise. Com menos texto, criar em conjunto com outras pessoas se torna um processo divertido e intuitivo. Basta pegar uma caneta e alguns post-its para sair rabiscando e jogando suas ideias no canvas. É esta facilidade de prototipação que permite que novos negócios sejam analisados mais rapidamente e em várias versões diferentes, como veremos ao longo deste livro. www.analistamodelosdenegocios.com.br 12 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.2 Os blocos do Business Model Canvas: overview Como adiantei, o Business Model Canvas é dividido em 9 blocos. Neste capítulo, apresentarei um overview de cada um deles, para que, no Capítulo 2, eles sejam aprofundados. 1.2.1 Segmento de Clientes O primeiro passo do preenchimento do Business Model Canvas é o bloco de Segmentos de clientes. Precisamos destacar dois aspectos importantes que justificam isso: A palavra “segmento” implica se tratar da escolha de uma fatia do mercado. Em outras palavras, é necessário que você defina um nicho de clientes. A famosa afirmativa “quem vende para todo mundo, não vende para ninguém” é levada a sério no Business Model Canvas. Segmento de clientes www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 13 www.analistamodelosdenegocios.com.br Um negócio deve ser desenvolvido a partir da perspectiva do cliente. De nada adianta ter uma boa ideia se você não a enxerga por meio dos olhos de quem vai pagar pelo produto/serviço que você irá entregar. 1.2.2 Proposta de Valor O segundo passo é definir a Proposta de Valor do seu negócio. Entenda que “valor” nesse caso significa “benefício”. Portanto, é fundamental que você saiba explicitar quais são estes benefícios que seus produtos (ou serviços) entregam para os seus clientes. Por exemplo, se o seu produto é um sistema financeiro, sua Proposta de Valor deverá ser “seu financeiro redondo em apenas 30 minutos por semana”. É claro que isso vai depender de seu sistema. Você pode ter inúmeros benefícios, mas tente resumi-lo em uma única frase. Essa reflexão também é fundamental para que você analise seus diferenciais frente a seus concorrentes. Proposta de valor www.analistamodelosdenegocios.com.br 14 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.2.3 Canais Canais descrevem quais os caminhos pelos quais a empresa comunica e entrega valor para o cliente. Podemos dizer que pela perspectiva do antigo marketing (os 4 Ps), o bloco Canais representa o “P” de Praça e o “P” de Promoção. Os canais podem ser de comunicação, vendas e distribuição do produto. Ou seja, qualquer tipo de interface da empresa com o cliente. Servem para que o segmento definido possa tomar conhecimento e avaliar a proposição de valor do produto, efetuar a compra e uso dele. Perceba que este bloco demonstra graficamente a importância do encaixe estratégico em um Business Model Canvas. Canais www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 15 www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.2.4 Relacionamento O bloco Relacionamento descreve estratégias que evitam que seus clientes corram para o concorrente por questões como “preço mais baixo”. Definir boas estratégias de relacionamento é difícil, porém fundamental para a retenção de clientes. Muitas startups adotam um relacionamento baseado em “autoatendimento”, pelo qual o cliente resolve quase tudo sozinho. No entanto, algumas empresas já perceberam que investir em um alto nível de atendimento garante destaque e maior lucratividade. Relacionamento www.analistamodelosdenegocios.com.br 16 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.2.5 Fontes de Receita Para fechar o lado direito do Business Model Canvas, o bloco Fontes de Receita determina a maneira como o cliente pagará pelos benefícios recebidos. Há uma série de modelos de receita que podem ser adotados. Alguns exemplossão: venda de produtos, assinatura, aluguel, licença, leilão etc. O fluxo de receitas é atualmente uma das grandes fontes de inovação. Por exemplo, inúmeras empresas estão transformando seus mercados ao cobrar por assinatura em vez de por diária e alguns restaurantes passaram a cobrar por tempo de permanência no lugar de cobrar por prato ou por quilo. Fontes de receita www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/assinatura/ CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 17 www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.2.6 Recursos-chave O primeiro bloco do lado esquerdo é o Recursos-chave, que são os ativos fundamentais para fazer o negócio funcionar. Aliás, todo o lado esquerdo está relacionado à parte operacional do negócio. Esse bloco deve ser limitado a descrever o que realmente importa dentro dos ativos de sua empresa. Por exemplo, em uma siderúrgica os Recursos-chave são o forno (caldeira) e o laminador. Alguns exemplos de recursos são: ativos físicos, como máquinas ou instalações, intelectuais, como patentes, e sua equipe, como programadores ou time de atendimento. Recursos-chave www.analistamodelosdenegocios.com.br 18 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.2.7 Atividades-chave De forma complementar ao Recursos-chave, as Atividades-chave devem tratar das atividades mais importantes que a empresa deve constantemente para que o negócio seja bem-sucedido. Se uma empresa possui uma plataforma web como Recurso- -chave, muito provavelmente terá como Atividade-chave a manutenção dessa plataforma. Alguns exemplos de atividades são: produção de bens, resolução de problemas, gestão de plataformas, vendas consultivas, desenvolvimento de produtos. Atividades-chave www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 19 www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.2.8 Parcerias-chave O bloco Parcerias-chave refere-se primordialmente a terceirizações (fornecedores). Como dito anteriormente, o lado esquerdo trata de quesitos operacionais, portanto o bloco parcerias lista outras empresas que ajudam seu negócio a entregar sua Proposta de Valor. Qualquer tipo de tarefa ou matéria-prima essencial fornecida por outra empresa e que garante o funcionamento do negócio deve ser listada neste bloco. Parcerias-chave www.analistamodelosdenegocios.com.br 20 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 1.2.9 Estrutura de Custos O último bloco do modelo descreve todos os principais custos que têm peso no financeiro e são derivados da operacionalização do negócio. Eles serão provavelmente oriundos dos blocos Recursos, Atividades e Parcerias-chave. Porém, também será possível que custos de canais sejam considerados, como uma comissão de vendedores. Estrutura de custos www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 21 www.analistamodelosdenegocios.com.br Capítulo 2 Analisando os blocos do Business Model Canvas www.analistamodelosdenegocios.com.br 22 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br ! Agora que já temos uma visão mais geral sobre a estrutura do Business Model Canvas, vamos entrar mais a fundo nos seus 9 blocos de construção para entender exatamente como cada um pode ser preenchido. 2.1 Segmento de Clientes O Segmento de Clientes é o primeiro e mais importante bloco de construção do Business Model Canvas. Vamos explorar a fundo o que é o Segmento de Clientes e porque fazer a segmentação pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso do seu negócio. Nenhuma empresa será bem-sucedida sem clientes. Se não existe público que compre um produto ou serviço, a organização responsável pode fechar suas portas, pois ela não efetuará vendas e, portanto, não haverá como sobreviver no mercado. Por isso, o cliente é o foco de qualquer negócio. A fim de satisfazer as necessidades e interesses desses clientes, é importante que a empresa ou organização seja capaz de segmentá-los em grupos por similaridade. Ou seja, esses grupos de pessoas terão objetivos e interesses em comum, comportamentos e necessidades semelhantes, além de um perfil financeiro e social parecido. Dessa forma, fica mais fácil que a companhia visualize e alcance cada tipo de público. Segmento de clientes www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 23 www.analistamodelosdenegocios.com.br Vamos entender, então, como segmentar os públicos e qual a relevância desse procedimento. 2.1.1 O que é um Segmento de Cliente Um Segmento de Clientes é, simplificadamente, o conjunto de clientes ou empresas para os quais você pretende vender seus produtos ou serviços. Trata-se do primeiro e talvez o mais importante passo para desenhar o seu Modelo de Negócios, já que acertar na definição desse bloco é a chave para o seu sucesso. Os clientes podem ser segmentados em grupos distintos com base nas necessidades, comportamentos, perfil social e demográfico, interesses e motivações, entre outras similaridades que compartilham. Uma organização pode optar por segmentar um único grupo ou vários grupos por meio de seus produtos e serviços. Assim que a empresa segmenta e seleciona os grupos de clientes aos quais pretender servir, ela será capaz de criar uma Proposta de Valor e empregar um Modelo de Negócios mais adequado para atender às necessidades do segmento escolhido. A organização pode categorizar os consumidores em grupos distintos se eles tiverem as seguintes características: www.analistamodelosdenegocios.com.br 24 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br uma necessidade específica que justifica a criação de um produto para atender a essa necessidade; um canal de distribuição a ser alcançado; relacionamentos de diferentes tipos; diferença no nível de lucratividade que cada grupo representa para a organização; se cada grupo de consumidores for forte o suficiente para pagar por uma versão diferente do produto ou serviço, adaptada às suas preferências. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 25 www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.1.2 Como segmentar clientes Os clientes podem ser segmentados através de diferentes perfis, por exemplo: Demográfico: estabelece a comunidade consumidora por características como idade, etnia, religião, gênero, nível educacional, renda, entre outros. Geográfico: define o público por área, seja um país, cidade, região e até pela diferenciação entre zona rural e zona urbana. Psicográfico: agrupa os clientes de mesmo status social, estilo de vida, traços de personalidade, comportamento e consumo, além dos benefícios desejados. +18 www.analistamodelosdenegocios.com.br 26 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Existem diversas de maneiras de criar Segmentos de Clientes. O que você deve ter em mente ao estabelecer seus critérios é que se o critério estabelecido não ajudar você a identificar melhor o cliente, será apenas perda de tempo. Ao determinar seus segmentos de clientes, leve em consideração o seguinte: Profundidade da dor: Quanto maior a dor (necessidade), maior a chance de o cliente estar aberto à sua solução. Orçamento: Os clientes estão dispostos a pagar pela sua solução? Quantos? Quanto maior a dor (necessidade), mais os clientes estão dispostos a gastar. Alcance: Como você está atingindo seus clientes? É muito caro entregar pessoalmente? É mais eficaz? Tamanho do mercado: Que parte do mercado você precisa atender? Essa participação de mercado representa mais de 10% do tamanho do seu mercado? Isso é seguro? Valor: Como você se sente servindo esse segmento? Esses clientes correspondem à missãoda sua empresa? www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 27 www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.1.3 Tipos de Segmentos de Clientes Quando falamos de Segmento de Clientes, existem diferentes tipos mais comuns que podem ser objetivados por um negócio: Vejamos cada um deles a seguir. Mercado de Massa Os Modelos de Negócios voltados ao Mercado de Massa, na verdade, optam por não realizar a segmentação de clientes. Seus produtos e serviços são atraentes ou atendem às necessidades de uma ampla parcela da população e não discriminam entre os diferentes segmentos de clientes. Nesse caso, as proposições de valor, os Canais de Distribuição e os relacionamentos com os clientes são destinados a muitas pessoas que têm um problema ou necessidade comum. Mercado de Massa Mercado Segmentado Nichos de Mercado Mercado Diversificado Mercado Multilateral www.analistamodelosdenegocios.com.br 28 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br É o caso, por exemplo, de fabricantes de eletrônicos ou eletrodomésticos, que não costumam fazer diferenciação entre os produtos. Uma geladeira ou uma televisão costumam atender a diferentes pessoas igualmente, já que, por mais distinto que seja o público, a necessidade a ser satisfeita é a mesma. Nicho de Mercado Esses Modelos de Negócios destinam-se a segmentos de clientes mais reduzidos, já que são específicos e especializados, com características e necessidades bastante particulares. Trata-se de um segmento que espera um produto ou serviço altamente personalizado, praticamente feito sob medida. Nesse caso, as Propostas de Valor, os Canais de Distribuição e os Relacionamentos com os Clientes são estritamente definidos segundo as preferências desse segmento específico de clientes. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 29 www.analistamodelosdenegocios.com.br É o que acontece em Modelos de Negócios em que um fornecedor depende de um comércio ou distribuição. Como um fabricante de autopeças, por exemplo, que depende dos fabricantes de automóveis para que seu negócio possa existir e se manter. Mercado Segmentado Nesse Modelo de Negócios, a organização desenvolve produtos e serviços para diferentes segmentos com variações muito sutis no que tange a suas necessidades e interesses. Para tanto, são criadas diversas Propostas de valor, Canais de distribuição e Relacionamentos com clientes de acordo com essas mínimas diferenças. www.analistamodelosdenegocios.com.br 30 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br É o caso de um banco, por exemplo, que ofereça produtos e serviços distintos para clientes com renda superior a 100 mil reais e outros com renda superior a 500 mil. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 31 www.analistamodelosdenegocios.com.br Mercado Diversificado Diferentemente do Segmentado, esse Modelo de Negócios opta por atender clientes com necessidades e exigências completamente divergentes. Por variadas razões, a empresa acha que vale a pena desenvolver produtos e serviços que satisfazem clientes distintos, que não compartilham muitas semelhanças. É o caso, por exemplo, de empresas que atendem tanto consumidores pessoa física quanto clientes corporativos. www.analistamodelosdenegocios.com.br 32 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Mercado Multilateral Esses Modelos de Negócios servem dois ou mais segmentos de clientes. Tais segmentos costumam ser interdependentes, ou seja, para que o negócio funcione, é necessário satisfazer aos dois lados. É o que acontece, por exemplo, com as companhias de cartões de crédito, que precisam tanto ser escolhidas por uma ampla gama de consumidores, bem como ser aceita em uma grande variedade de estabelecimentos. Tanto os proprietários dos cartões quanto os comerciantes são clientes desses Modelos de Negócios. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-de-negocio-de-empresas-de-cartao-de-credito/ CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 33 www.analistamodelosdenegocios.com.br O Modelo de Negócio é, portanto, capaz de definir um ou diversos segmentos de clientes, de tamanhos diferentes. Dessa forma, a empresa será capaz de analisar cada grupo segmentado e decidir qual – ou quais – serão alvo de seu interesse e quais poderão ser ignorados, ficando fora de sua linha de atuação. Os Segmentos de clientes são, como já dito, o primeiro passo a ser elaborado dentro do Business Model Canvas. Dessa forma, todo o Modelo de Negócio será projetado tendo um público-alvo definido, adequando-se a suas necessidades, objetivos e preferências. Estabelecido esse primeiro bloco, será hora de passar aos seguintes. Para facilitar a compreensão sobre quem é o seu cliente, você também pode utilizar o Mapa da Empatia. Se quiser saber mais sobre o Mapa da Empatia, acesse: Mapa da Empatia: o que é?. Você também pode fazer o download do mapa em branco e preenchê-lo em PDF ou PPT. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/mapa-de-empatia-o-que-e/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/downloads/mapa-de-empatia-em-pdf-em-ppt/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/downloads/mapa-de-empatia-em-pdf-em-ppt/ 34 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.2 Proposta de Valor Desenvolver a sua Proposta de Valor deve ser sempre o segundo passo ao desenhar um Modelo de Negócios. Esse bloco vem após o Segmento de Clientes, exatamente porque ele depende da definição de um ou mais conjuntos de clientes para fazer sentido. Isso porque a Proposta de Valor trata dos produtos e serviços que sua empresa oferece para criar valor para o seu cliente. Esse “valor” pode ser quantitativo, redução de um custo ou a tempo de entrega de um serviço, bem como qualitativo, como um design inovador ou uma experiência marcante, por exemplo. A Proposta de Valor será o fator preponderante para que o cliente escolha uma empresa ou marca em detrimento de outra. Vamos conhecer um pouco mais sobre o assunto, para garantir que o seu consumidor eleja você. Proposta de valor www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 35 www.analistamodelosdenegocios.com.br ! 2.2.1 O que é uma Proposta de Valor? A Proposta de Valor é, em termos simples, uma combinação exclusiva de produtos e serviços que oferecem valor ao cliente. Isto é, trata-se da solução de um problema do consumidor, de maneira satisfatória. Esse problema pode ser uma necessidade do cliente imediata ou recorrente, identificável, e que precisa ser sanada; mas também pode ser uma nova necessidade que o cliente sequer sabia que tinha. A Proposta de Valor se torna, portanto, o motivo que impulsiona uma pessoa a adquirir determinado produto ou serviço, optando por um nome dentre toda a concorrência. Um mesmo produto ou serviço pode ter uma ou mais Propostas de valor. Cada uma delas engloba um conjunto de benefícios desenvolvidos em prol dos segmentos de clientes identificados previamente. Algumas Propostas de valor envolvem uma oferta inovadora, diferente do que já existe no mercado. Outras são similares a ofertas já existentes, porém com atributos novos e/ou agregados. Que características, então, devem ser observadas a fim de desenvolver uma Proposta de Valor única, que seja capaz de atrair seu cliente? www.analistamodelosdenegocios.com.br 36 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.2.2 Elementos para a criação de valor Novidade: algumas propostas de valor são baseadas no fator inovação ou novidade. É um elementobastante comum na área de eletrônicos e tecnologia. São, em geral, propostas que satisfazem uma necessidade que os clientes nem sabiam que tinham, já que não existiam produtos similares ou com os mesmos atributos no mercado. Desempenho: é o elemento utilizado nos upgrades de produtos ou serviços. Trata-se de uma maneira de criar um novo valor para um produto já tradicional, melhorando suas características e/ou performance geral. É o que acontece com smartphones cada vez mais rápidos e com mais predicados. Personalização: cada dia mais, os conceitos de customização, autoexpressão e individualização têm ganhado espaço no marketing. Isso porque os clientes estão buscando expressar sua própria personalidade através de suas aquisições. Seria uma forma de comunicar seus valores e interesses. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 37 www.analistamodelosdenegocios.com.br Dessa maneira, a adequação de produtos de serviços a necessidades particulares e específicas de cada Segmento de Clientes tem gerado valor ao consumidor. Ainda que isso signifique produtos com preço maior, muitos consumidores aceitam pagar mais para ter sua “marca pessoal” em sua compra. Status: muitos consumidores demonstram lealdade por uma determinada marca. Isso pode acontecer devido ao design ou qualidade superior do produto, mas também é o caso da opção pelo status que a marca empresta ao proprietário. É uma forma de o consumidor se sentir superior, no controle, destacado da multidão de marcas “comuns”. Trata-se de um elemento bastante usado pela indústria de eletrônicos e da moda. Preço: um dos elementos mais usados para Proposta de Valor é o preço. Bastante aplicado por novos entrantes no mercado, representa a oferta de um produto ou serviço mais barato que os similares já existentes. É uma maneira que costuma satisfazer o Segmento de Clientes que se interessa por tal fator. Porém, é importante adaptar todo o seu Modelo de Negócios de acordo com essa proposta, de forma a não o inviabilizar. Redução de custo: é outra forma de gerar valor que toca no “bolso” do cliente. É baseada na oferta de melhoria da experiência do consumidor reduzindo seus custos. Também é um forte argumento da indústria de tecnologia, especialmente de aplicativos e sistemas que oferecem versões simplificadas ou que podem ser vendidas em módulos, por exemplo. Assim, o cliente não precisa investir em sistemas mais caros, com atributos que nunca irá utilizar. www.analistamodelosdenegocios.com.br 38 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Redução de risco: esse elemento está associado ao Segmento de cliente que busca tranquilidade com sua compra. Quanto menor o risco envolvido, maior valor gerado. O objetivo aqui é fazer com que os consumidores se sintam seguros com a solução adquirida. É o elemento escolhido, por exemplo, pelo cliente que opta por comprar um produto com garantia estendida. Na mente do comprador, o risco está reduzido porque a garantia diminui a chance de perturbação e gastos com defeitos e reparos. Acessibilidade: o foco aqui é tornar produtos e serviços acessíveis a novos Segmentos de clientes. Surge da inovação de Modelos de Negócios, do desenvolvimento de novas tecnologias ou ainda da soma de ambos. Conveniência/Usabilidade: nesse caso, a Proposta de Valor envolve destacar a facilidade de uso, isto é, deixar produtos mais convenientes e/ou intuitivos. É o mote de produtos como Netflix e Spotify, por exemplo, que transformaram a indústria do entretenimento. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 39 www.analistamodelosdenegocios.com.br ! 2.2.3 Desenhando uma Proposta de Valor Ao desenhar uma Proposta de Valor, precisamos levar em conta a evolução da tecnologia, dos negócios e mesmo dos problemas e interesses de nosso público consumidor. Em resumo, precisamos observar se o produto ou serviço que queremos ofertar realmente é relevante no mercado, especialmente para os nossos segmentos de clientes previamente identificados. A Proposta de Valor deve ser projetada, portanto, por meio da análise dos segmentos de clientes, com suas dores e necessidades, bem como seus interesses e preferências. www.analistamodelosdenegocios.com.br 40 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Uma proposta eficaz alcança uma correspondência entre o perfil de cliente e os elementos de valor agregados. Trata-se, no fim das contas, de entender e responder às necessidades e desejos do seu público-alvo. Uma Proposta de Valor sólida é uma maneira segura e promissora de encaminhar seu Modelo de Negócios em direção aos próximos sete blocos. Quer desenhar uma Proposta de Valor campeã? Baixe gratuitamente o Canvas da Proposta de Valor clicando no link. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/canvas-da-proposta-de-valor/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/canvas-da-proposta-de-valor/ CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 41 www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.3 Canais de Distribuição Ao projetar seu Modelo de Negócios, seu primeiro passo será definir os Segmentos de Clientes e, em seguida, as Propostas de Valor condizentes com esse público-alvo. Finalizada essa etapa, está na hora de estabelecer os Canais de Distribuição, ou seja, os meios pelos quais a empresa entregará sua(s) proposta(s) de valor para cada Segmento de Clientes. Os Canais de Distribuição serão, portanto, a maneira escolhida pela organização para alcançar e se comunicar com seus consumidores. Trata-se, em resumo, da interface entre a empresa e o público. Encontrar os canais certos para alcançar os clientes é imprescindível para que sua Proposta de valor possa chegar ao mercado. Mas, afinal, para que serve esse bloco? Canais www.analistamodelosdenegocios.com.br 42 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.3.1 Definição e importância dos Canais de Distribuição Os Canais de Distribuição estabelecem como uma organização se comunica com seus segmentos de clientes pré-identificados e são o caminho para entregar as Propostas de valor que tem para ofertar. São, portanto, ponto essencial na experiência do cliente. Os canais podem ser os mais variados e, frequentemente, utilizam-se canais diferentes para Segmentos de clientes distintos. Se antes da década de 1990 os canais de limitavam às lojas que vendiam os produtos, hoje, graças à internet, a realidade é bem mais promissora. Como ponto de contato entre empresa e público, os canais servem a diversas funções, as quais incluem: Ampliação do conhecimento sobre produtos e serviços oferecidos pela empresa por parte da clientela; Entrega da(s) Proposta(s) de Valor desenvolvidas pela companhia. Auxílio aos clientes na avaliação da(s) Proposta(s) de Valor entregue(s) pela empresa; Aquisição de produtos e serviços específicos pelos consumidores; Suporte após a compra efetuada. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 43 www.analistamodelosdenegocios.com.br 1. Conhecimento 2. Avaliação 5. Pós-venda Como fornecemos apoio pós-venda aos clientes? Como entregamos uma proposta de valor aos clientes? Como permitimos aos clientes comprar produtos e serviços específicos? Como ajudamos aos clientes a avaliarem a Proposta de Valor da nossa organização? Como aumentamos o conhecimento sobre nossos produtos e serviços? 3. Compra 4. Entrega 2.3.2 Fases do Canal de Distribuição São cinco as fases do Canal de Distribuição: conscientização, avaliação, compra, entrega e pós-venda. Conscientização: é a etapa da publicidade, quando o cliente fica sabendo sobre a sua Proposta de Valor.Avaliação: é o momento em que o cliente irá avaliar seu produto, lendo a respeito, olhando, testando. É quando ele formará uma opinião sobre a Proposta de Valor, para verificar se opta por você ou pela concorrência. Compra: envolve o processo de compra e venda propriamente dito. Entrega: trata-se do atendimento, de como o produto chega no cliente. Pós-venda: é o suporte oferecido após a aquisição do produto ou serviço. É a fase que fideliza o cliente e cria “defensores” de sua marca. Em resumo, podemos dizer que: www.analistamodelosdenegocios.com.br 44 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.3.3 Tipos de Canais de Distribuição A organização pode buscar seus clientes por meio de canais próprios, em parceria ou ambos. Os canais próprios dividem-se em diretos, quando o fabricante vende diretamente para o consumidor (equipe de vendas própria ou um site, por exemplo, modelo conhecido como D2C) e indiretos, como lojas de revenda da marca. Os canais em parceria são aqueles que incluem terceiros que atuam em conjunto, como distribuidoras, representantes e sites de outrem. Veja alguns exemplos de canais próprios de distribuição: Venda pessoal: bastante conveniente para o cliente, porque oferece demonstração pessoal e entrega em domicílio. Envolve um custo baixo e cria um relacionamento forte com o consumidor, garantindo margens interessantes. No entanto, fica inviável para grandes organizações, porque limita o alcance, a menos que envolva custos exorbitantes. Internet: é a alternativa para a venda pessoal, já que também representa um custo baixo, mas é capaz de atingir uma ampla base de clientes. As conveniências são semelhantes às da venda pessoal, como acesso imediato, facilidade de uso e até mesmo customização. Além disso, está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Por fim, ainda oferece a possibilidade de feedback do consumidor. Por outro lado, trata-se de um canal impessoal, sem contato humano. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-de-negocio-direct-to-consumer-d2c/ CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 45 www.analistamodelosdenegocios.com.br Nesse caso, o pós-venda pode sair prejudicado, reduzindo a chance de fidelização e vínculo com o cliente. Telefone: outra maneira barata de fazer contato direto com o cliente e uma forma eficaz de alcançar consumidores em áreas remotas. Entretanto, o telemarketing vem se transformando em uma ferramenta malvista, considerada intrusiva e perturbadora. Correio tradicional e eletrônico: barato e facilmente personalizável de acordo com cada Segmento de Clientes. Cria uma imagem da marca e comunica inovações e novidades. No entanto, é bem comum que os usuários deletem os e-mails ou joguem fora o material impresso antes de examinarem seu conteúdo. Por isso, o ROI acaba bastante baixo. Já a distribuição indireta ou em parceria costuma ser realizada por meio de varejistas, agentes, corretores, representantes e distribuidores. Analise: Varejistas: possuem infraestruturas já estabelecidas, seja através de lojas ou páginas da web, com forte estratégia de marketing, que podem reforçar a sua publicidade. Também oferecem suporte e pós- venda ao consumidor. Entretanto, incluem margens menores e perda de controle sobre o relacionamento com o cliente. Representantes: agentes, corretores e representantes em geral estabelecem bons relacionamentos pessoas com a clientela. Possuem uma ampla rede de atuação, com baixo custo, e se responsabilizam pela divulgação do produto. Mas um mesmo representante pode vender marcas concorrentes, diminuindo o controle sobre a sua imagem e relacionamento com o público. Além disso, trata-se de um canal bastante sensível à variação de preços. Distribuidores: possuem uma base de clientes ampla e focada, assumem o risco de estoque e são treinados tecnicamente. No entanto, também trabalham com marcas concorrentes e têm influência sobre www.analistamodelosdenegocios.com.br https://pt.wikipedia.org/wiki/Retorno_sobre_investimento 46 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br o preço final do produto; você mais uma vez não tem controle sobre o relacionamento com o cliente. Por fim, também envolvem um investimento adicional. Para selecionar um Canal de distribuição, observe os 5 elementos a seguir: A quantidade de Segmentos de clientes pré-definida e/ou o tamanho do mercado a ser segmentado. A relação custo-benefício oferecida pelo canal de distribuição (investimento vs. rentabilidade). A padronização ou não do produto. Um produto standard pode ser vendido por canais externos porque alcançam mais de um Segmento de Clientes, mas um produto que exige customização demanda contato direto com o cliente. O controle requerido sobre um canal, como no caso de um distribuidor que também tem apelo para a concorrência, por exemplo. O tempo que levará para que se estabeleça um bom relacionamento com o Canal de distribuição, bem como a duração e “prazo de validade” dessa relação. Em resumo, a desvantagem dos canais de parceria é que eles costumam trazer lucros menores. No entanto, permitem uma expansão mais rápida e um alcance ampliado. Os canais próprios, por sua vez, oferecem lucros maiores, mas também demandam maior investimento inicial, de tempo e capital. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 47 www.analistamodelosdenegocios.com.br O segredo é, portanto, equilibrar os diferentes tipos de canais, para melhorar a experiência dos clientes e garantir maior retorno em vendas. Escolhidos os Canais de distribuição, será chegada a hora de passar para o bloco seguinte, o de Relacionamento. Equilíbrio Equilíbrio entre os canais Experiência ótima para o consumidor Maximização dos lucros ! www.analistamodelosdenegocios.com.br 48 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.4 Relacionamento O bloco Relacionamento é intrinsicamente dependente do primeiro bloco desenvolvido, o de Segmentos de Clientes. Isso porque esse componente trata exatamente do tipo de relação que a empresa irá estabelecer com cada um dos segmentos previamente definidos. Essa construção irá determinar a natureza de cada um dos relacionamentos e causará um grande impacto na experiência geral do cliente e, consequentemente, em seu grau de satisfação e fidelização com a marca. Acompanhe a função e a importância do Relacionamento no desenvolvimento do Modelo de Negócios. Relacionamento www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 49 www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.4.1 Motivações para o Relacionamento As relações com cada Segmento de Clientes podem variar bastante, incluindo versões pessoais e automatizadas. No entanto, em resumo, elas podem ser guiadas por três motivações principais: a conquista do cliente, a retenção do cliente e a ampliação da marca. Veremos cada uma delas a seguir. Conquista do cliente A aquisição de um novo cliente envolve persuadir essa pessoa a escolher o seu produto ou marca em detrimento de outras empresas disponíveis no mercado. As estratégias empregadas nesse estágio são avaliadas medindo-se o custo de conquista em relação ao valor que o consumidor oferece à organização. www.analistamodelosdenegocios.com.br 50 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br As táticas mais frequentemente empregadas incluem: Marketing de Conteúdo: é uma alternativa bastante útil, especialmente para empreendedores com recursos limitados. Extremamente eficaz, mas exige conhecimento e inteligência no uso. Está baseado na aplicação do que chamamos de Search Engine Optimization,o famoso SEO, que melhora a classificação de uma página ou site nos mecanismos de busca, de acordo com a qualidade do conteúdo oferecido. E-mail marketing: funciona principalmente se associado com o marketing de conteúdo e SEO. Ao se inscrever para receber informações de sua empresa, você ganha acesso a um cliente potencial, sem precisar investir em uma equipe de vendas, por exemplo. Social Media Marketing: as mídias sociais ganharam amplo espaço no marketing, abocanhando boa parte do público da televisão ou mídia impressa, por exemplo. Entretanto, o trabalho de marketing realizado nesse veículo não pode se restringir a divulgação e promoção de produtos. Trata-se, no fim das contas, de um espaço “social”, portanto, exige foco em relacionamento propriamente dito, não somente “exposição”. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 51 www.analistamodelosdenegocios.com.br Retenção do cliente Trata-se do relacionamento de longo prazo entre a empresa – ou a marca – e o cliente. Abrange as estratégias empregadas na fidelização do consumidor, que fará com que um cliente traga outro ou consuma mais de uma vez. www.analistamodelosdenegocios.com.br 52 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Veja algumas técnicas aplicadas: Defender um ponto de vista: os clientes costumam ser mais leais a marcas com cujas vozes se identificam. A marca representa uma ideia, a qual eles gostam de imitar. Selecione uma ideia coerente com o que sua marca defende. Invocar o ego: os clientes tendem a querer um produto que reflita qualidades positivas suas. Se a sua marca melhorar sua posição social, por exemplo, será mais atraente ao consumidor. Para isso, você precisa descobrir os desejos de seu cliente, para ser capaz de conectar- -se com ele e mostrar como seu produto é a extensão dele mesmo. Aí reside um dos motivos de caprichar na segmentação de clientes. Reduzir a dor: se o seu produto de fato resolve um problema para o consumidor, você tenderá a mantê-lo como cliente por mais tempo. E também haverá uma chance maior de esse cliente “vender” sua marca a outros que apresentam a mesma dor. Oferecer benefícios extras: é uma maneira de impressionar o cliente e o fidelizar. Oferecer descontos, brindes, devolução gratuita são exemplos de benefícios de baixo custo para a empresa e muito bem-vistos pelos consumidores. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 53 www.analistamodelosdenegocios.com.br Tornar pessoal: fornecer serviços personalizados aumenta suas chances de fidelização. O mesmo ocorre quando um funcionário gasta seu tempo com o cliente. Em ambos os casos, o consumidor se sente “especial” e cria um vínculo com a marca, porque constata que a empresa o conhece. Mais do que isso, o ser humano é competitivo por natureza. Se você transformar seu consumidor em um cliente VIP, com alguma vantagem sobre os demais, você terá uma garantia maior de seu interesse. Manter a qualidade: diferentemente do que muitas marcas pensam, o consumidor continua preferindo qualidade em detrimento de quantidade ou velocidade. Sustentar a qualidade de seu produto ou serviço sempre será a maneira mais bem-sucedida de valorizar e reter seu cliente. Escolher o canal de comunicação: outro motivo por que os blocos anteriores a este, como Segmento de Clientes e Canais de distribuição são essenciais. É importante conhecer o seu consumidor e saber qual é o seu canal favorito de comunicação. Utilizando o canal correto, você tem maior presença na mente de seu cliente. Ampliação das vendas O foco aqui é convencer o cliente a comprar mais produtos de sua empresa. Não apenas voltar a comprar de você em outra ocasião, mas comprar mais www.analistamodelosdenegocios.com.br 54 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br coisas no mesmo momento, que façam sentido juntas. É como oferecer o combo de refrigerante e fritas com o lanche ou uma capa ou película na aquisição do aparelho celular. Para ampliar as vendas com sucesso, você precisa conhecer muito bem seus segmentos de clientes, incluindo suas preferências, aspirações sociais, demandas e medos. Assim, você conseguirá saber o que interessa a seu público consumidor. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 55 www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.4.2 Categorias de Relacionamento Há diversas categorias de Relacionamento, mas podemos destacar aqui seis principais, que englobam a maioria. Elas podem atuar individualmente ou coexistir dentro do bloco. São elas: assistência pessoal, assistência pessoal dedicada, self-service, serviços automatizados e co-criação. Assistência pessoal: está baseada na interação humana, isto é, na comunicação entre o cliente e um representante, que o auxilia até que o processo de compra esteja completo. Acontece no ponto de venda, mas também por telefone ou e-mail, por exemplo. Assistência pessoal dedicada: é quando você oferece uma assistência pessoal individualizada, ou seja, você dedica um representante específico para um cliente em particular. Trata-se de um relacionamento mais profundo, geralmente por um período mais longo. Um bom exemplo é quando gerentes mantêm relações mais personalizadas com clientes de maior poder aquisitivo. Self-service: não há um relacionamento pessoal entre a empresa e o cliente. A companhia apenas oferece as ferramentas e recursos para o cliente se servir. Trata-se de uma boa medida de redução de custos, inclusive no preço final do produto. Serviços automatizados: trata-se de uma espécie de self-service, porém mais sofisticado, já que conta com maquinário e processos automatizados. Costumam ser bastante personalizados e criam perfis de clientes baseados no seu comportamento online e compras efetuadas. É como uma mescla da assistência pessoal e do self-service. www.analistamodelosdenegocios.com.br 56 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Comunidades: são uma forma de a empresa se envolver com seus clientes – correntes e potenciais – promovendo conexões entre as pessoas por meio das mídias sociais. A marca cria um relacionamento próximo com os consumidores, mas, mais do que isso, fomenta que se formem laços entre eles mesmos. Dessa forma, os usuários trocam conhecimento e ajudam a resolver problemas uns dos outros, tornando-se parte de “algo maior”. Co-criação: é quando a empresa envolve o cliente na criação do produto. Os consumidores podem opinar, escrever a respeito, ajudar no design e colaborar em novos projetos. Um dos maiores exemplos de co-criação é a plataforma YouTube, cujo conteúdo depende inteiramente de seus usuários. Observe que não é atoa que o Relacionamento é um dos blocos centrais do Modelo de Negócio. Ele pode significar o sucesso ou a ruína de seu empreendimento. Portanto, capriche nos blocos anteriores, para desenvolver esse processo de forma bem-sucedida e, assim, poder passar para os blocos seguintes com maior segurança e desenvoltura. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 57 www.analistamodelosdenegocios.com.br ! 2.5 Fontes de Receita No Business Model Canvas, o componente Fontes de Receita engloba o dinheiro que a empresa gera em cima de cada Segmento de Clientes previamente definido. Mas isso não significa o “lucro” ganho e, sim, o fluxo de receita envolvido. Como você já deve ter percebido, o coração do Modelo de Negócios é o Cliente. Por isso, o primeiro bloco de tudo é a definição dos Segmentos de Clientes. A partir daí, são desenvolvidas as Propostas de Valor adequadas para cada segmento, são escolhidos os Canais de Distribuiçãopara alcançá-los, além das estratégias que serão empregadas para o Relacionamento com os clientes. Agora, a organização precisa descobrir quanto seu público-alvo está disposto a pagar por seu produto ou serviço. Dessa forma, poderá definir quais serão as Fontes de Receita para cada Segmento de Clientes. Cada fonte terá seus mecanismos de precificação e seus ciclos de vida. O objetivo será verificar se essas fontes serão lucrativas ou não. De nada adianta desenvolver um novo produto cujo projeto e produção custarão mais do que aquilo que o público está disposto a pagar. Vamos descobrir, então, como avaliar se um produto ou serviço merece a atenção de sua marca. Fontes de receita www.analistamodelosdenegocios.com.br 58 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.5.1 Como escolher suas Fontes de Receita A melhor forma de compreender o fluxo das Fontes de Receita em seu negócio é fazê-lo através de previsões. Mas isso é um exercício que deve ser realizado durante toda a vida de seu empreendimento. Isso porque, à medida que o mercado e a indústria evoluem, suas Fontes de Receita podem mudar. Observe os fatores mais importantes a considerar ao decidir sobre as Fontes de Receita que sua organização seguirá: Escolha a fonte mais realista: antes de qualquer coisa, opte pela fonte mais adequada para sua empresa, pois sua decisão estará intimamente ligada à direção de seus esforços de produção. Amplie seu valor: sua fonte de receita também deve aumentar o valor de sua organização. Ou seja, destacar o que diferencia sua marca e no que ela é única sobre as demais. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 59 www.analistamodelosdenegocios.com.br Atraia os investidores certos: sua fonte de receita também determinará o perfil de investidores que irá se interessar pelo seu negócio. Portanto, observe as tendências de mercado, de forma a atrair investidores de longo prazo que combinem com seu empreendimento, não somente oportunistas imediatos que querem ganhar dinheiro rapidamente. Seja flexível: isso não significa que você precisa alterar toda a estrutura de seus negócios. Mas você precisa verificar constantemente se a fonte de receita escolhida está funcionando e ajustar, se necessário. www.analistamodelosdenegocios.com.br 60 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.5.2 Maneiras de gerar Fontes de Receita Um Modelo de Negócios inclui, essencialmente, dois tipos de Fontes de receita: receitas resultantes de transações de pagamento único e de pagamento recorrente, devido à repetição do serviço ou suporte pós-venda. Algumas opções de se gerar Fontes de Receita envolvem: Vendas de recursos: é a fonte de renda mais comum, resultado da venda de um produto físico, que passa a pertencer ao cliente. Taxa de uso: essa fonte de receita contempla a frequência de uso de um determinado serviço. Quanto maior o uso, maior o valor pago pelo cliente. É o que acontece com os minutos de uma empresa de telefonia ou com as diárias de um hotel, por exemplo. Taxa de assinatura: essa fonte de receita corresponde à venda do acesso contínuo a um determinado serviço. É o modelo das mensalidades de uma academia ou da licença de acesso ao um site de notícias, por exemplo. PA GA R www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 61 www.analistamodelosdenegocios.com.br + Empréstimo, aluguel ou leasing: por essa fonte de receita, o cliente tem direito ao acesso temporário a um recurso em particular, por um tempo determinado. Licenciamento: aqui, os clientes têm permissão de usar uma propriedade intelectual protegida, com fins lucrativos, pagando uma taxa. É bastante comum nas áreas de mídia e tecnologia. Taxa de corretagem: essa fonte de receita prevê um percentual do valor de um serviço executado, pela intermediação entre as partes. É o que acontece com corretores de seguros ou imóveis e com as operadoras de cartão de crédito, os quais recebem comissão sobre as transações que intermediam. Anúncios: como diz o nome, a fonte de receita envolve anunciar uma marca, produto ou serviço. Bastante comum na mídia, em eventos e em softwares e aplicativos. Para uma lista completa dos modelos de receita que podem ser adotados por sua empresa, veja esse post sobre 12 Formas de Ganhar Dinheiro. www.analistamodelosdenegocios.com.br http://blog.luz.vc/tendencias/as-12-formas-de-ganhar-dinheiro/ www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.5.3 Mecanismos de precificação Cada Fonte de receita pode ter mecanismos distintos de precificação. Trata-se de uma ferramenta com o objetivo de combinar compradores com vendedores. O mecanismo escolhido terá impacto direto na renda gerada. Há dois tipos de mecanismos de precificação, os preços fixos e os dinâmicos: No sistema de preço fixo, o preço se mantém uniforme porque o valor da matéria-prima e dos processos variam pouco: Preço de lista: é o preço informado pelo fabricante do produto ou pelo fornecedor do serviço. Dependente da característica do produto: o preço depende da quantidade ou qualidade das Propostas de valor apresentadas. Dependente dos Segmentos de clientes: o preço leva em conta as características de cada Segmento de cliente. Dependente de volume: o preço varia com o volume adquirido. Quanto maior a quantidade comprada, menor o preço unitário. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 63 www.analistamodelosdenegocios.com.br Já no sistema de preço dinâmico, o preço varia de acordo com as condições do mercado: Negociação (barganha): o preço é negociado entre as partes, e o resultado depende muito de quem tem mais poder na negociação (ou maior habilidade para tal). Gerenciamento de produção: o preço depende do estoque e do momento da compra. O produto ou serviço tem tempo ou recursos esgotáveis. Mercado em tempo real: conhecido como lei da oferta e da procura. O preço flutua com base em quantos clientes querem comprar e quanto está disponível para venda. Leilão: o preço final depende da percepção de valor que os clientes têm do produto. Em geral envolve lance inicial e competição entre os compradores. Para construir o bloco de Fontes de receita, é importante que a empresa se pergunte que benefícios incentivam os clientes a pagar mais, a que preços eles estão adquirindo benefícios similares atualmente, que modo de pagamento eles preferem e que parcela da receita total da organização cada fonte representa. Após a definição das Fontes de Receita, a companhia será capaz de definir quais serão os Recursos-chave para seu empreendimento, dando sequência, portanto, ao desenvolvimento de seu Modelo de Negócios. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-de-leilao/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ 64 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.6 Recursos-chave O bloco Recursos-chave apresenta os insumos mais importantes, ou seja, tudo aquilo que é imprescindível para que o Modelo de Negócios que está sendo desenhado venha a funcionar. Serão esses recursos que possibilitarão o sucesso de todos os blocos previamente estudados. Isto é, são eles que irão permitir à empresa oferecer uma Proposta de Valor, criar Relacionamento com os Segmentos de Clientes definidos e obter lucro por meio das Fontes de Receita e dos Canais de Distribuição escolhidos. Recursos-chave www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 65 www.analistamodelosdenegocios.com.brTrata-se dos principais ativos que a empresa requer para entregar o produto ao cliente e, geralmente, são diferentes dos utilizados por seus concorrentes. Eles definem, portanto, que tipo de materiais, equipamentos e recursos humanos você precisará para dar vida a sua Proposta de Valor. Vamos aprofundar isso tudo um pouco mais? 2.6.1 Tipos de Recurso-chave Os Recursos-chave podem ser físicos, financeiros, intelectuais ou relacionados à sua equipe, e a empresa pode optar por comprá-los, alugá-los ou adquiri-los de parceiros: Físicos: são os insumos e estruturas tangíveis de que a empresa precisa para criar sua Proposta de Valor, tais com edifícios, veículos, máquinas, equipamentos, pontos de venda, redes de distribuição, entre outros. Intelectuais: são os recursos intangíveis, que incluem marcas, patentes, direitos autorais, conhecimentos particulares, bancos de dados. São recursos que demandam muito tempo e trabalho para serem desenvolvidos. Porém, uma vez concluídos, oferecem valor substancial à organização – é só você pensar na força que algumas marcas têm no mercado. Nos últimos vinte anos, as empresas perceberam a importância dos recursos intelectuais, o que se nota pelo aumento no número de patentes e registros, por exemplo. Equipe: as pessoas costumam ser os ativos mais importantes – e, por vezes, os mais negligenciados – em uma organização. Especialmente em negócios que exigem amplo conhecimento, criatividade ou contato humano, como nas áreas de atendimento, ciências, publicidade ou vendas. Financeiros: recursos ou garantias financeiras abrangem dinheiro, linhas de crédito e plano de ações para funcionários. Algumas dependerão mais desse tipo de recurso e, portanto, esse serão os mais fortes na organização, que é o caso dos bancos, por exemplo. www.analistamodelosdenegocios.com.br 66 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br ! 2.6.2 Recursos-chave e Proposta de Valor A qualidade e a natureza dos Recursos-chave de um Modelo de Negócios determinarão como a Proposta de Valor será cumprida. Na verdade, nada é um Recurso-chave em si, até que esteja servindo a um aspecto particular de sua Proposta de Valor. Em geral, os Modelos de Negócios separam as empresas em três tipos: negócios impulsionados pelo produto, negócios direcionados pelo escopo e negócios direcionados pela infraestrutura. Observe cada um deles: Negócios impulsionados pelo produto Essas focam todas as suas funções na criação e venda de um produto, o qual precisa ter características únicas e um Segmento de Clientes disposto a comprá-lo. Os principais recursos para esses negócios costumam ser intelectuais e humanos, já que as organizações precisam ter propriedade intelectual e experiência em seu nicho específico. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 67 www.analistamodelosdenegocios.com.br Negócios direcionados pelo escopo Dedicam-se a oferecer uma Proposta de Valor a um determinado Segmento de Clientes. É o caso, por exemplo, de uma empresa que se especialize em ser o fornecedor de TI para todos os escritórios de advocacia dentro de uma área. Dentre os recursos principais requeridos para tal empreendimento, estão uma inteligência bem desenvolvida sobre o Segmento de Clientes-alvo, um conjunto estabelecido de processos e, em alguns casos, infraestrutura especializada. Negócios dirigidos pela infraestrutura São aqueles que alcançam seu lucro por meio do aproveitamento de sua infraestrutura. É o caso do setor de telecomunicações, por exemplo, que precisará fazer um investimento inicial pesado em infraestrutura, para, após, colher as recompensas por anos com apenas pequenos investimentos para manter seus sistemas atualizados. ? www.analistamodelosdenegocios.com.br 68 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Também é o Modelo de Negócios dos varejistas, que dependem principalmente de sua infraestrutura estabelecida para sustentar sua rentabilidade no longo prazo. Muitos empreendedores, ao avaliarem quais devem ser os principais recursos para seus negócios, não conseguem pensar estrategicamente. Ao contrário, acabam por criar recursos genéricos que seriam comuns em qualquer empresa do setor em que estão operando. Ao invés disso, é fundamental que se faça uma avaliação de cada um dos principais recursos disponíveis e verificar quais são essenciais para o sucesso ou a ruína de seu negócio. Por exemplo, uma equipe talentosa é uma necessidade para a maioria das empresas. Mas será que deve ser o bloco em cima do qual você baseará todo o seu negócio? Além disso, os Recursos-chave devem ser diretamente proporcionais ao número e o tipo de Atividades-chave com as quais a sua empresa estiver envolvida. E a qualidade deles afetará a sustentabilidade e a lucratividade de toda a organização. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 69 www.analistamodelosdenegocios.com.br Por exemplo, se a empresa dobrar as vendas e começar a crescer além das expectativas, você só terá capacidade e habilidade para lidar com essa situação se tiver plena consciência de quais são os principais recursos envolvidos, de forma a aumentar a demanda de forma coerente. Assim, você consegue saber se os seus recursos atuais atendem ao novo cenário ou há necessidade de novos investimentos. A importância do estudo acerca dos Recursos-chave diz respeito justamente em estar preparado para os cenários que o mercado apresentar. Tendo reconhecido que recursos estão diretamente ligados à sua Proposta de Valor e a seus Clientes, você poderá passar ao bloco seguinte do Business Model Canvas, a fim de entender quais são as Atividades-chave de sua organização. www.analistamodelosdenegocios.com.br 70 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.7 Atividades-chave Se o componente imediatamente anterior do Modelo de Negócios são os Recursos-chave, que preveem os insumos mais importantes para dar vida a seu empreendimento, as Atividades-chave incluem as ações imprescindíveis para que o negócio funcione. Trata-se, basicamente, das tarefas essenciais que a empresa precisa executar para atingir seu objetivo comercial, isto é, atender a Proposta de Valor, alcançar seus Segmentos de Clientes, sustentar um Relacionamento com os Clientes, para, por fim, criar Fontes de Receita de longo prazo. As Atividades-Chave variam de acordo com o Modelo de Negócios da organização. Uma empresa voltada para o produto, por exemplo, inclui a pesquisa entre as atividades soberanas. Já uma companhia cuja renda se baseia em contratos de terceiros precisa priorizar o gerenciamento de canais. Mas como definir as Atividades-Chave de seu Modelo de Negócios de maneira funcional e bem-sucedida? Atividades-chave www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 71 www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.7.1 Categorias das Atividades-chave São três as principais categorias de Atividades-chave: produção, resolução de problemas e plataforma/rede. Produção: abrange todas as ações relacionadas a desenvolvimento, fabricação e entrega de produtos. Geralmente, envolve quantidades significativas de um produto. Trata-se da atividade preponderante nos Modelos de Negócios voltados à manufatura. Resolução de Problemas: é a atividade principal de organizações que buscam soluções exclusivas para problemas específicos. Hospitais, consultorias e boa parte das prestadoras de serviço são bons exemplos. Trata-se de empreendimentos que envolvem bastante gerenciamento de conhecimento, além de foco na aprendizagem e treinamento contínuos. Plataforma/rede: redes, plataformasde combinação, softwares e marcas podem funcionar como plataformas. A empresa desenvolve a plataforma e trabalha continuamente para mantê-la em funcionamento, por meio da gestão e promoção da plataforma, além do fornecimento de serviços de acordo. www.analistamodelosdenegocios.com.br 72 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.7.2 Atividades típicas O foco do bloco Atividades-chave é, no fim das contas, criar uma ponte entre as Propostas de Valor e as necessidades dos Segmentos de Clientes. Observe algumas das Atividades-chave típicas praticadas pela maioria das organizações: Pesquisa e Desenvolvimento Colabora com todas as outras áreas a empresa, de produção a vendas, passando pelo marketing. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 73 www.analistamodelosdenegocios.com.br Dentre suas funções típicas estão: Pesquisa de novos produtos: antes que um produto entre em linha de produção, ele passa pelo departamento de pesquisa e desenvolvimento, que irá avaliar design, custos e tempo de produção. Desenvolvimento de novos produtos: a primeira fase de pesquisa conduz ao desenvolvimento do novo produto, de acordo com os resultados alcançados na avaliação inicial. Atualizações de produtos existentes: além dos produtos novos, também é importante que se faça um exame dos produtos já existentes e de como está o seu alinhamento com as necessidades do mercado. Novas exigências do público ou alterações no âmbito industrial podem sugerir a necessidade de atualização dos produtos correntes. Além disso, também podem aparecer falhas que precisam ser resolvidas. Verificações de qualidade: o departamento de pesquisa e desenvolvimento também é incumbido de fazer auditorias e checagem da qualidade, a fim de certificar-se de que o produto esteja de acordo com os padrões estabelecidos pela companhia. Inovação: por fim, o departamento também é responsável por observar e perceber inovações e tendências no mercado, de forma a garantir que a empresa e os produtos estejam em conformidade com os cenários. www.analistamodelosdenegocios.com.br 74 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Produção Trata-se de uma das áreas mais abrangentes e, portanto, envolve inúmeras atividades típicas que podem vir a se tornarem Atividades-chave. A área de Produção abrange atividades como: Seleção de produto e design: para começar, precisa-se escolher um produto a ser comercializado, bem como o design dele. Essa combinação faz parte da Proposta de Valor da empresa e pode ser responsável pelo sucesso ou ruína do empreendimento. Seleção do Processo de Produção: decidido o produto, é necessário eleger o processo de produção que a organização utilizará, incluindo tecnologia, maquinário e sistemas adequados. Seleção da capacidade de produção correta: é necessário que a organização tenha conhecimento da demanda esperada do produto, a fim de determinar a capacidade de produção de acordo. Tanto a escassez quanto o excedente do produto podem causar problemas. A análise do ponto de equilíbrio é a ferramenta mais popular dentre os gerentes de produção para prever a capacidade. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 75 www.analistamodelosdenegocios.com.br Planejamento da produção: o objetivo aqui é criar um fluxo saudável, sustentável e econômico. Inclui um agendamento, com calendário específico das atividades, dentro de horários pré-estabelecidos. Controle de Produção: trata-se da responsabilidade em monitorar e controlar todos os processos da produção, corrigindo eventuais desvios para garantir a produção planejada. Qualidade e controle de custos: envolve melhorar continuamente o produto ao mesmo tempo em que se tenta reduzir os custos, para alcançar um preço competitivo no mercado. Controle de estoque: o controle de estoque é fundamental para um negócio impulsionado pela produção. O foco é evitar tanto o overstocking, ou seja, um excesso de materiais que acabarão sendo desperdiçados, quanto o understocking, que pode atrasar a produção e resultar em atrasos nas entregas. Manutenção e Substituição de Máquinas: inclui tudo que diz respeito a manter equipamentos e maquinário funcionando em perfeitas condições para que não haja interrupções na cadeia produtiva. www.analistamodelosdenegocios.com.br 76 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Marketing É o departamento responsável pelo crescimento e pelas Propostas de Valor da empresa. Dentre suas funções, que podem se tornar Atividades-chave, estão: Estratégia: abrange a elaboração e implementação das estratégias de marketing baseadas nas metas e missões da organização. Pesquisa de mercado: objetiva conhecer plenamente o mercado, bem como pontos fortes e fracos do produto, observando o público-alvo e os concorrentes em potencial. Desenvolvimento de produtos: aqui o marketing trabalha junto com a equipe de desenvolvimento. Nesse caso, há a identificação de lacunas no mercado que poderão ser preenchidas com a criação de um novo produto que atenda essa necessidade. Comunicações: engloba toda a comunicação referente ao produto no mercado, incluindo comunicados de imprensa, anúncios e e-mails. Suporte de vendas: é quando o marketing trabalha junto da equipe de vendas, fornecendo leads de clientes e materiais promocionais. Eventos: envolve a organização e execução de eventos, tais como seminários, lançamentos de produtos, exposições, entre outros, para os quais são convidados os clientes-chave e/ou potenciais. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 77 www.analistamodelosdenegocios.com.br ! Vendas e Atendimento ao Cliente Vendas e atendimento têm papel chave na experiência do cliente. São os grandes responsáveis pela fidelização do consumidor, que se tornará um defensor e divulgador da sua marca. Além de serem a equipe “de frente” da empresa, também são eles que atendem às reclamações dos clientes e têm o poder e as ferramentas para contornar a situação e buscar a satisfação do consumidor. Ainda, podem executar algumas tarefas consideradas administrativas, como registro e controle de contas de clientes, com inclusão de novos e alterações de antigos. Para estabelecer as Atividades-chave de seu negócio, é importante que você faça um exame dos componentes relacionados, sendo capaz de apontar que atividades são fundamentais para entregar as Propostas de Valor, para manter um bom Relacionamento com o cliente, para aproveitar os Canais de Distribuição e para gerar Fontes de Receita. E, claro, trata-se de um bloco que precisa ser constantemente revisado, pois, à medida que o negócio evolui, pode haver necessidade de incluir outras ações entre as Atividades-chave. www.analistamodelosdenegocios.com.br 78 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.8 Parcerias-chave O penúltimo bloco, Parcerias-Chave, trata da rede de parceiros que colocam o Modelo de Negócios em funcionamento. Uma parceria ocorre quando duas entidades comerciais formam uma espécie de relacionamento. Esse relacionamento pode ser de maior liberdade, quando cada lado da aliança pode formar novas parcerias, ou de exclusividade, limitado a uma única parceria e nenhum outro relacionamento concomitante. As parcerias são desenvolvidas por diversas razões, desde otimizar seus Modelos de Negócios, reduzir riscos ou adquirir recursos. Elas têm-se tornado peça fundamental entre os demais componentes. Parcerias-chave www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ CAPÍTULO 2: ANALISANDOOS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 79 www.analistamodelosdenegocios.com.br Vamos conhecer um pouco mais a respeito das Parcerias-chave. 2.8.1 Tipos de Parceria São quatro os principais tipos de Parceria-chave: alianças estratégicas, coopetição, joint-ventures e relação comprador-fornecedor. Alianças estratégicas: acontecem entre empresas que não são concorrentes, em um acordo que beneficia ambos os lados. Coopetição: acontece entre empresas concorrentes. Ajuda a dividir o risco que ambas estão correndo, ao tentar fazer algo novo no mercado, e pode garantir algum suprimento que ambas precisem. Joint-ventures: o foco aqui é desenvolver um novo negócio, devido ao nascimento de um novo mercado ou do acesso a uma nova área, geograficamente falando. Relação Comprador-Fornecedor: é o tipo mais comum de parceria e visa a garantir suprimentos confiáveis. Um lado fica com um fornecedor de qualidade e o outro, um comprador confirmado e recorrente. www.analistamodelosdenegocios.com.br 80 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.8.2 Motivações de Parceria Apesar de bastante comuns, as parcerias nem sem são simples. Envolvem muita negociação e, acima disso, confiança. No entanto, há diversas motivações que fomentam o desenvolvimento de parcerias. Em geral, elas podem ser divididas em três grandes guarda-chuvas: Otimização e economia de escala É praticamente impossível que uma empresa tenha todos os recursos e seja capaz de executar sozinha todas as atividades das quais o seu negócio depende. Assim, existem as parcerias de otimização e economia de escala para reduzir custo, por meio da terceirização e do compartilhamento de infraestrutura. Redução de risco e incerteza Em um ambiente competitivo e suscetível a mudanças, é fundamental reduzir riscos – e as parcerias podem ser capazes disso. Isso acontece inclusive entre concorrentes, que podem se unir para criar algo novo e/ou se proteger das incertezas do mercado. Foi o caso, por exemplo, do desenvolvimento da tecnologia Blu-Ray, quando uma parceria estratégica entre algumas das principais empresas de eletrônicos e informática do mundo foi criada para compartilhar o risco de trazer tal advento ao mercado. Aquisição de recursos e atividades particulares Às vezes, a empresa – especialmente um novo negócio – precisa de recursos, conhecimentos e/ou licenças, que exigem altos investimentos de tempo e/ou dinheiro. Por isso, ela acaba por formar uma parceria com outra organização que já tem os processos, informações ou estruturas consolidadas para tal. Muitas novas empresas optam por dar início a suas operações formando parcerias que lhes dão acesso aos recursos ou processos necessários, mas que ainda não são capazes de possuir. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 81 www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.8.3 Observações ao se formar parcerias Ao avaliar as várias Parcerias-chave de que o seu negócio possa dispor, examine o aproveitamento de cada uma com base nas seguintes questões: Quais parcerias são essenciais para o nosso negócio? Quem são nossos fornecedores principais? Quais de nossos fornecedores e parceiros estão adquirindo nossos principais recursos? Que tipo de parceria atenderia às nossas necessidades? Qual é a cadeia de suprimentos onde eu deveria estar localizado? Tendo definido as Parcerias-chave que seu negócio exige, então observe os fatores abaixo, para que tais parcerias sejam desenvolvidas de maneira sustentável e beneficial: Acordos de Parceria Corretos e Sustentáveis: Não importa se sua parceria será com outra empresa ou com um indivíduo. É preponderante que os acordos sejam claros e ofereçam benefícios a ambas as partes. É importante que, para tanto, sejam elaborados junto com a assessoria jurídica. Expectativas definidas: A fim de alcançar o tipo de acordo acima, é essencial que cada empreendedor compartilhe abertamente suas expectativas referentes à parceria que está para se formar, de maneira a evitar conflitos mais adiante. www.analistamodelosdenegocios.com.br 82 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Impacto sobre seus clientes: o objetivo maior, ao formar uma parceria, é preencher uma lacuna na Proposta de Valor ou nos Recursos-chave. Avalie também como essa parceria será vista pelos seus Segmentos de Clientes. Seleção e suspensão de parcerias: Algumas parcerias parecem interessantes e lucrativas no início, mas acabam não sendo bem-sucedidas. No caso de uma parceria se tornar prejudicial ou mesmo irrelevante, encerra-a o quanto antes. O bloco Parcerias-chave se refere, em resumo, à rede de fornecedores e parceiros que tornam seu Modelo de Negócios não só viável, mas eficiente. As razões para se optar por uma parceria são inúmeras, e algumas delas são fundamentais para o sucesso – ou o fracasso – de seu negócio. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 83 www.analistamodelosdenegocios.com.br ! Você pode otimizar o emprego de recursos, criar fluxos de suprimentos e reduzir riscos ao assumir um parceiro, especialmente se você está começando um novo negócio ou mesmo se aventurando por novas aplicações no mercado. No entanto, embora sua organização possa fazer diversas parcerias de sucesso, com vários outros empreendedores e por inúmeros motivos, é importante lembrar que nem todos os relacionamentos são positivos para seu negócio. Por isso, a necessidade de avaliar com antecedência e cuidado antes de firmar quaisquer acordos. E, como acontece em praticamente todos os sete blocos anteriores, as Parcerias- -chave podem mudar ao longo do ciclo de vida de uma empresa e de acordo com as variações do mercado. Mantenha-se sempre de olho no Modelo de Negócios, revisando-o e o atualizando sempre que preciso. www.analistamodelosdenegocios.com.br 84 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.9 Estrutura de Custos A Estrutura de Custo é o último – mas não menos importante – componente do Business Model Canvas. Ela reúne os custos mais importantes envolvidos em toda a operação, desde o início. Trata-se do bloco final, exatamente porque precisamos ter todos os componentes anteriores já definidos para podermos estimar os custos de cada um. Isso porque criar uma Proposta de Valor, manter um Relacionamento com Clientes e desenvolver Fontes de Receita gera determinados custos, da mesma forma que os Recursos, Atividades e Parcerias-chave demandam suas próprias despesas. Alguns Modelos de Negócios, no entanto, são bem mais direcionados pelos custos do que outros. Outros, são mais direcionados pelo valor gerado. Então, vamos conhecer a função e a importância da Estrutura de Custo para o seu Modelo de Negócios. Estrutura de custos www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 85 www.analistamodelosdenegocios.com.br ! 2.9.1 Negócios direcionados pelo Custo vs. Negócios direcionados pelo Valor Os Modelos de Negócios direcionados pelo custo focam em minimizar quaisquer custos, sempre que possível. Buscam, assim, criar e manter uma estrutura mais barata, por meio de Propostas de Valor de preços menores, utilizando processos de automação e terceirização sempre que possível. O objetivo é ter menos despesas para gerar um produto final mais acessível. Porém, vale lembrar que um negócio somente deve reduzir seus próprios custos com base em suas despesas internas e, nunca, em resposta ao que a sua concorrência estiver fazendo. Quem opta por guerra de preços pode enfrentar a ruína no mercado. Isso porque, se a empresa não for capaz de gerenciar custos criando uma eficiência operacional, o preço baixo pode se tornar insustentável. www.analistamodelosdenegocios.com.br86 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Por outro lado, os Modelos de Negócios direcionados pelo valor preocupam-se menos com os custos da operação e concentram-se na criação de Propostas de Valor. Essas propostas de valor costumam ter alto nível de personalização, desenvolvida de acordo com as preferências dos clientes. É o caso de hotéis de luxo, por exemplo, que se esforçam a fim de criar uma experiência pela qual os clientes estejam dispostos a pagar caro. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 87 www.analistamodelosdenegocios.com.br As estruturas de custo são compostas pelos seguintes elementos: Custos fixos: nessas estruturas, as despesas do negócio são sempre as mesmas, independentemente do tamanho da produção. Os custos são limitados pelo tempo, como é o caso de salários e aluguéis. E as propostas de valor focam em preço baixo, automação máxima e terceirização extensiva. Custos variáveis: nessas estruturas, os custos dependem muito do volume de produção. Se você não produz em um mês específico, por exemplo, não existem custos variáveis. São custos, portanto, sensíveis à demanda e difíceis de serem previstos, já que aumentam proporcionalmente à elevação de trabalho bem como de capital. Envolvem as despesas com serviços e matéria-prima. Economias de escala: aqui, quanto maior o volume da produção, menor o custo total por unidade. A maioria das grandes empresas com alta cota de produção caracteriza-se por essa estrutura de custo. Isso acontece porque os custos totais são divididos pela quantidade de artigos produzidos. Então, o custo médio por unidade fica menor. É por isso que, geralmente, uma empresa maior tem um custo unitário inferior a uma empresa de pequeno porte. E essa economia normalmente é transferida ao consumidor final, que consegue pagar um preço menor no mercado. Economias de escopo: nessa estrutura, os custos são reduzidos quando a empresa investe em mercados variados ou em um maior escopo de operações. Isso porque os diferentes produtos compartilham recursos e processos. Por exemplo, a empresa já tem uma infraestrutura em funcionamento, com departamentos de Marketing, Finanças e RH, e pode usufruir da mesma organização e apenas ampliar o escopo, economizando. www.analistamodelosdenegocios.com.br 88 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Economias de escopo oferecem diversas vantagens, como flexibilidade no design e mix do produto, maior taxa de resposta e em menor tempo a mudanças no mercado, redução no desperdício, previsão mais precisa de mudanças e ciclos, utilização mais eficiente de softwares e hardwares. Em resumo, há menos risco em um negócio que vende mais de um produto e/ou segmenta vários mercados, visto que, mesmo que o mercado vacile, a empresa terá mais alternativas para sustentar-se enquanto reajusta sua estratégia. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 2: ANALISANDO OS BLOCOS DO BUSINESS MODEL CANVAS 89 www.analistamodelosdenegocios.com.br 2.9.2 O que se perguntar ao criar uma Estrutura de Custo Ao fazer uma análise completa de seu Modelo de Negócio, chegará o momento em que você precisa estabelecer sua própria Estrutura de Custo, que combine satisfatoriamente com cada um dos blocos anteriores. Para ajudá-lo nessa jornada, você pode se fazer as seguintes perguntas a respeito de seu empreendimento: Quais são os custos basais que derivam de meu Modelo de Negócio? Quais Recursos-chave podem representar uma despesa polpuda para o negócio? Que Atividades-chave podem exigir altos custos para o negócio? De que forma suas Atividades-chave geram custos? Essas mesmas Atividades-chave correspondem às Propostas de Valor escolhidas? Quando você reconfigura seu Modelo de Negócio, os custos continuam fixos ou se tornam variáveis? O seu negócio é mais orientado por custo ou valor? É importante destacar que 90% dos novos negócios falham nos primeiros três anos de vida, pois não foram capazes de compreender os custos necessários para desenvolver suas Propostas de Valor. No entanto, quando um empreendedor for capaz de definir com apuro seus principais Recursos, Atividades e Parcerias-chave, os custos tornam-se mais fáceis de calcular. www.analistamodelosdenegocios.com.br 90 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br E, por fim, tenha em mente que sua Estrutura de Custos deve ser reavaliada de tempos em tempos, em comparação com os demais blocos. Essa será a única forma de garantir a sustentabilidade de seu negócio a longo prazo. O Business Model Canvas é uma ferramenta que rapidamente conquistou o mundo empresarial pela sua simplicidade e praticidade. Qualquer um consegue rapidamente compreendê-lo e utilizá-lo na prototipação de suas ideias, projetos e/ou negócios. Você pode baixar gratuitamente as ferramentas abaixo para criar o seu próprio Business Model Canvas agora mesmo: canvas em pdf, canvas em PPT, e-book de Análises de Modelos Canvas. Você pode também se interessar pelo Canvas da Proposta de Valor, que é uma ferramenta complementar ao Business Model Canvas. Depois de desenhar o seu próprio canvas, avance para o próximo capítulo, no qual veremos como avaliar o seu Business Model Canvas depois de criado. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/wp-content/uploads/2019/06/BMC_Aula02_Canvas.pdf https://analistamodelosdenegocios.com.br/downloads/canvas-em-ppt/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/downloads/ebook-o-analista-de-modelos-de-negocios/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/canvas-da-proposta-de-valor/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/canvas-da-proposta-de-valor/ CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 91 www.analistamodelosdenegocios.com.br Capítulo 3 Como avaliar o seu Business Model Canvas www.analistamodelosdenegocios.com.br 92 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br ! Então você resolveu desenhar o canvas de seu Modelo de Negócio, seja porque estava começando uma empresa, seja porque queria reavaliar seu empreendimento ou seu produto. Muito bem, agora você tem uma ferramenta simples, clara e extremamente eficaz para o desenvolvimento de seu negócio. Porém, não se engane pensando que o seu canvas terminou aí. É de suma importância que você mantenha seu Modelo de Negócio atualizado. Isso significa que você precisa avaliá-lo regularmente, de forma a mantê-lo alinhado com as forças e diretrizes de seu mercado. O mercado está sempre em transformação e, por isso, pode ser necessário que você reformule seu Modelo de Negócios. Mas, agora, como avaliar seu canvas? www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/como-criar-um-modelo-de-negocio-com-o-canvas/ CAPÍTULO 3: COMO AVALIAR O SEU BUSINESS MODEL CANVAS 93 www.analistamodelosdenegocios.com.br 3.1 Maneiras de avaliar seu Modelo de Negócio Há formas diferentes de avaliar seu canvas. Abaixo, conheça algumas das mais indicadas: 3.1.1 Business Model Canvas + SWOT Com esse processo, você faz uma avaliação dupla de seu canvas, usando uma matriz SWOT. Você irá fazer uma SWOT para o Modelo de Negócio inteiro e, após uma SWOT para cada bloco do canvas. S W O T SWOT STRENGHT OPPORTUNITIES WEAKNESS THREATS FORÇA OPORTUNIDADES FRAQUEZA AMEAÇAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 94 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 3.1.2 Critérios de Morris, Schindehutte, Richardson e Allen Para esses estudiosos, os principais critérios a serem avaliados em seu Modelo de Negócios são: Vantagem competitiva: tudo aquilo que torna o negócio melhor do que os concorrentes. Rede de valor: todas as pessoas que têm interesse em seu negócio de alguma forma,seja, parceiros, fornecedores ou outros participantes. Segmento de Clientes: saber para quem você vende. Proposta de Valor: o elemento único que você oferece aos clientes e que o diferencia da concorrência. Regras e processos internos: toda a sistemática que mantém a empresa funcionando diariamente. Elementos de custo: todos os fatores que representam despesas para a empresa, desde a criação do produto até a venda ao consumidor. Finalidade geral da organização: planos e prioridades para o futuro, considerando receita e preço, inclusive. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 3: COMO AVALIAR O SEU BUSINESS MODEL CANVAS 95 www.analistamodelosdenegocios.com.br + Os estudiosos Morris, Schindehutte, Richardson e Allen publicaram no Journal of Small Business Strategy, em 2006, o artigo “Is the Business Model a useful strategic concept? Conceptual, theoretical, and empirical insights”, no qual demonstram essa metodologia de análise. 3.1.3 Quadro NICE de Amit & Zott Amit e Zott resumiram sua avaliação em quatro critérios, destinados especialmente para e-bussiness, mas podem ser aplicados em qualquer negócio. São estes: Novidade: é a capacidade de renovação da empresa, qualquer nova abordagem para o negócio. Bloqueio: capacidade de criar clientes fiéis e parcerias longevas, ambos que não serão perdidos para a concorrência. Complementaridade: refere-se a quanto um produto da empresa complementa o outro, isto é, qual a chance de um consumidor comprar um artigo e sentir a necessidade de comprar outro para deixar sua aquisição completa. Eficiência: envolve a eficiência das transações, ou seja, quanto mais vendas, menor o custo individual por operação, para o negócio. www.analistamodelosdenegocios.com.br http://businessmodels.eu/images/banners/Articles/Morris_Schindehutte_Allen_Richardson.pdf http://businessmodels.eu/images/banners/Articles/Morris_Schindehutte_Allen_Richardson.pdf 96 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br + Em 2001, Amit e Zott publicaram no Strategic Management Journal o artigo “Value Creation in E-Business”, no qual analisam a criação de valor em e-business e concluem estar relacionadas a, principalmente, essas quatro dimensões. 3.1.4 Quatro indicadores de desempenho Hamel Hamel também selecionou quatro critérios para avaliação do potencial de seus negócios. São eles: Eficiência: refere-se ao grau de eficiência em entregar sua Proposta de Valor ao Segmento de Clientes determinado pelo negócio. Exclusividade: quão exclusivo e inovador é o negócio dentro de seu mercado de atuação. Ajuste: de que maneira e com que grau de eficiência os nove blocos de seu canvas se unem e se complementam. Propulsores de Lucro: como e quanto a empresa emprega impulsionadores de lucro para jogá-lo acima da média do mercado. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://www.uazuay.edu.ec/bibliotecas/e-business/Value_Creation_in_E-Business.pdf CAPÍTULO 3: COMO AVALIAR O SEU BUSINESS MODEL CANVAS 97 www.analistamodelosdenegocios.com.br Você também pode avaliar seu canvas fazendo a si mesmo as sete perguntas indicadas por Osterwalder: 1. Seus custos de comutação são um impedimento para a rotatividade de clientes? Você precisa entender qual é o custo ou o esforço que um cliente seu precisa ter para trocar seu produto por um similar. Quanto mais complicado for para seu consumidor encontrar um substituto para sua marca, produto ou serviço, mais forte é o seu negócio. 2. Quão escalável é o seu Modelo de Negócio? Defina a capacidade de dimensionamento de seu negócio, isto é, até que ponto você pode aumentar o tamanho de sua operação sem impactar nos resultados. 3. O seu Modelo de Negócio produz receitas recorrentes? Receitas recorrentes são aquelas que você consegue através de clientes fiéis e regulares, que compram de sua empresa de novo, sem que você precise investir nenhum capital a mais. Ou seja, se o seu consumidor volta até você para novas aquisições e com que periodicidade. 4. Você ganha antes de gastar? Essa é uma métrica bem simples e óbvia: quanto mais você ganhar antes de precisar gastar no produto, melhor. Um bom exemplo disso é a Dell, que começou a montar os computadores somente após ter o pedido de compra registrado. 5. Quanto você consegue que outros façam o trabalho? Trata-se de uma qualidade bastante exclusiva. Envolve todos os custos que podem ser poupados ao deixar que ou outros – geralmente o próprio consumidor – façam parte do seu trabalho. É o caso, por exemplo, de empresas que vendem um produto desmontado, cuja montagem será realizada pelo próprio comprador, reduzindo a mão-de-obra empregada no negócio. 3.2 Sete perguntas de Alexander Osterwalder www.analistamodelosdenegocios.com.br 98 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 6. O seu Modelo de Negócio oferece proteção embutida da concorrência? Em resumo, refere-se à sua capacidade de não ser totalmente copiado pelos concorrentes. É quando seu Modelo de Negócio envolve recursos e padrões tão exclusivos que criam uma vantagem competitiva permanente frente aos demais. 7. O seu Modelo de Negócio é baseado em uma Estrutura de Custos que muda o jogo? Trata-se, em suma, de gastar de maneira inteligente. Avalie se o seu negócio consegue ir além da simples metodologia de “cortar custos”, e criar uma Estrutura de Custos diferente das vigentes no mercado. Um bom exemplo disso é o Skype, que criou uma maneira de se fazer chamadas com uma Estrutura de Custos completamente diferente das companhias telefônicas. Enquanto os serviços de telefonia operam em rede e precisam de um alto investimento em infraestrutura, o Skype opera um software e investe apenas em uma equipe de trabalho. Todos os métodos de avaliação listados aqui podem ser usados para avaliar seu canvas e, consequentemente, seu Modelo de Negócio. Teste as diferentes metodologias para verificar qual funciona melhor para você e sua equipe de trabalho. Apenas nunca se esqueça de que seu Modelo de Negócio precisa ser avaliado e reavaliado com regularidade. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 99 www.analistamodelosdenegocios.com.br Capítulo 4 Exemplos de Modelos de Negócios com o Business Model Canvas www.analistamodelosdenegocios.com.br 100 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Neste capítulo você verá cinco exemplos de Modelos de Negócios de empresas inovadoras e bem-sucedidas, que se consolidaram rapidamente no mercado. Como elas fizeram isso? De que forma ganham dinheiro? Quais são suas Atividades, Recursos e Parcerias-chave? Veja a seguir. 4.1. Modelo de Negócio do WhatsApp O Modelo de Negócio do WhatsApp é do tipo plataforma multilateral, pois ele atende dois grupos de clientes distintos: pessoas físicas e pessoas jurídicas. Criado essencialmente para ser um app de troca de mensagens, a plataforma do WhatsApp passou a ser também um grande canal de atendimento de empresas. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-plataforma-multilateral/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-plataforma-multilateral/ CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 101 www.analistamodelosdenegocios.com.br O WhatsApp é hoje o aplicativo de mensagens instantâneas mais usado em todo o mundo. No entanto, trata-se de um serviço gratuito, sem taxa de assinatura e sem anúncios. A pergunta que não quer calar é: como o WhatsApp ganha dinheiro? Para saber disso, vamos conhecer um pouco mais desse Modelo de Negócio tão diferente de tudo que se vê em matéria de tecnologia e internet! 4.1.1 Um breve histórico do WhatsApp O WhatsApp nasceu em 2009 – sim, ele já tem 10 anos! – das mentes de Jan Koum e Brian Action. A ideia inicial era ser um aplicativode atualização de status, por isso o trocadilho com a expressão “What’s up?”, algo como “E aí?” ou “Quais são as novidades?”, em inglês. Logo em seguida, sua versão 2.0 já se transformou em um app de mensagens instantâneas, como se manteve consagrado. Uma espécie de SMS gratuito, que se utiliza da conexão via internet. Em fevereiro de 2014, o WhatsApp foi comprado pelo Facebook, por cerca de 19 bilhões de dólares e seus fundadores entraram para o conselho da organização liderada por Mark Zuckerberg. Entretanto, pouco tempo mais tarde, ambos saíram da companhia, por desentendimentos com o dono da rede social. Até o presente momento, o WhatsApp conta com mais de 1,5 bilhão de usuários em todo o globo. Inicialmente a primeira e única fonte de renda do WhatsApp foram os financiamentos de investidores. A primeira rodada foram 250 mil dólares de cinco amigos ex-Yahoo, e as segunda e terceira vieram da Sequoia Capital, totalizando 60 milhões de dólares. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://www.whatsapp.com/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Jan_Koum https://pt.wikipedia.org/wiki/Jan_Koum https://facebook.com/ https://www.sequoiacap.com/ 102 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br A estratégia pensada era cobrar 1 dólar por assinatura anual, depois do primeiro ano de uso gratuito. Mas, em janeiro de 2016, já nas mãos do Facebook, o modelo de assinaturas terminou. Então, esse não era mais o Modelo de Negócio da companhia. 4.1.2 Como o WhatsApp ganha dinheiro? Uma coisa é certa: a receita do aplicativo não vem de anúncios. Essa regra foi estabelecida pelos fundadores desde o início e se mantém firme – ainda que o pessoal de Zuckerberg não seja fiel à regra por simples ideologia, mas, certamente, por receio de destruir um Modelo de Negócio consagrado. Koum e Acton disseram desde o início que não fariam mais uma plataforma de anúncios e, sim, um serviço que as pessoas iriam querer devido à funcionalidade, e que poderiam cobrar pela conveniência oferecida, evitando a publicidade. Mas, então, como o Modelo de Negócio do WhatsApp ganha dinheiro? Quem detém essa resposta é o Facebook. A companhia de Zuckerberg definiu um novo Modelo de Negócio para o app, ao lançar o WhatsApp Business. A funcionalidade, aqui, é criar perfis de negócios que se tornarão empresas verificadas no app. Isso significa que essas empresas podem linkar seu perfil entre WhatsApp e Facebook, com alguns botões funcionais entre eles, além de configurar respostas automáticas, vincular número de telefone fixo e integrar a WhatsApp Business API. Essa nova plataforma permite que as empresas integrem seus sistemas para entrar em contato com os clientes por meio de notificações e envio de mensagens. E a receita viria justamente desse modo de comunicação: a capacidade de enviar mensagens. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://www.whatsapp.com/business/?lang=pt_br https://www.whatsapp.com/business/api https://www.whatsapp.com/business/api CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 103 www.analistamodelosdenegocios.com.br As empresas só podem responder às pessoas que entrarem em contato com elas primeiro, mas a API permite que os envios de mensagens, lembretes de compromissos, convites e outras formas de comunicação interessantes às organizações sejam automaticamente programadas. Contudo, o WhatsApp cobra pelas respostas lentas. O que isso significa? Que as mensagens enviadas aos clientes dentro das primeiras 24 horas de comunicação são isentas de tarifas. Porém, todas as mensagens enviadas após esse período serão cobradas. E as cobranças variam de país a país. E se você está pensando que esse Modelo de Negócio está fadado ao fracasso porque basta que as companhias respondam dentro das 24 horas iniciais, pense no volume de clientes que companhias aéreas e bancos precisam responder todos os dias. Vale lembrar que esse Modelo de Negócio não infringe a regra inicial contra anúncios, porque as empresas não podem entrar em contato com clientes potenciais, apenas responder aos contatos originais. Nesse sentido, o Facebook defende que o usuário usará o WhatsApp para se comunicar com empresas e organizações que ele mesmo deseja ouvir, e não o contrário. 4.1.3 Estratégias de ganhos de receita futuros Mas Mark Zuckerberg e companhia, claro, não estão interessados em parar aí e continuam buscando formas de capitalizar seus bilhões de usuários. Dessa forma, o WhatsApp introduziu uma opção de pagamento P2P dentro do app. Essa funcionalidade começou somente para usuário indianos. A ideia é tornar-se a aplicação favorita para envio de dinheiro nesse mercado – o maior da empresa. Então, seria “dinheiro” realmente a receita do WhatsApp? www.analistamodelosdenegocios.com.br 104 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br É claro que, quando falamos sobre Facebook e usuários, sempre fica aquela dúvida sobre o interesse nos dados e informações das pessoas que se utilizam da rede. Até porque o histórico da empresa nos deixou com esse amargor. Então, como não pensar no 1,5 bilhão de adeptos ao WhatsApp? Especialistas em redes e tecnologia especulam que a lógica por trás dessa aquisição milionária é justamente o acesso a dados comportamentais e informações pessoais dos usuários do app, compartilhados através de cerca de 60 bilhões de mensagens diárias. Todas salvas nos servidores do Facebook. Embora Zuckerberg tenha confirmado que esses dados jamais serão utilizados em prol da segmentação de clientes para os anúncios do Facebook, a confiança fica a cargo de cada um dos usuários – especialmente daqueles que permitem que o app compartilhe informações com o Facebook. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 105 www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.1.4 Business Model Canvas do WhatsApp Veja abaixo como é o Business Model Canvas do WhatsApp. Segmento de clientes Proposta de valor Canais Relacionamento Fontes de receita Recursos-chave Atividades-chaveParcerias-chave Estrutura de custos Canal de atendimento com 1.5 bilhão de usuários Valor por serviços de atendimento e recursos da API Usuários de smartphones Troca de mensagens instantâneas sem pagar por pacotes de SMS Empresas Plataforma WhatsApp Facebook Gratuito Desenvolvimento e manutenção da plataforma Base de usuários Equipe de desenvolvimento Aplicativo móvel do WhatsApp e WhatsApp Web WhatsApp Business App + API Autoatendimento Custo de manutenção e desenvolvimento da plataforma www.analistamodelosdenegocios.com.br 106 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.2 Modelo de Negócio do Tinder O Modelo de Negócio do Tinder é, em sua essência, uma mistura dos tipos Freemium e Assinatura, pois seu principal serviço é oferecido gratuitamente, mas com uma oferta adicional de funcionalidades premium cobradas por meio de uma mensalidade. Deslize o dedo, faça um match, flerte e marque um encontro. O Tinder é tão simples, mas tão eficaz, que a empresa é hoje uma das startups de mais rápido crescimento de todos os tempos. Mas foram 2 anos inteiros sem ganhar dinheiro até a empresa lançar o Tinder Plus, sua oferta premium. Vamos entender com detalhes essa trajetória e sucesso do seu Modelo de Negócio. 4.2.1 O que é o Tinder? Lançado em 2012, o Tinder é um aplicativo móvel de busca social baseado em localização (usando o Facebook Connect) que facilita a comunicação entre usuários interessados mutuamente em seus perfis, permitindo que usuários correspondidos conversem e marquem encontros sexuais. O aplicativo ficou conhecido por ser um aplicativo de namoro mais direto ao ponto. No Tinder o que dita as regras é o gosto pela aparência do usuário, facilidade de seencontrar (por causa da localização geográfica e proximidade dos grupos sociais) e o objetivo embutido de que, se o match rolar, também vai rolar sexo. O Tinder é de propriedade da InterActiveCorp (IAC), uma empresa norte-americana de Internet e mídia, pertencente a Match Group, que também possui mais de 150 marcas e produtos, incluindo ask.com, Vimeo, Investopedia, Match e OkCupid. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-freemium/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/assinatura/ CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 107 www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.2.2 Como o Tinder funciona? O Tinder é um aplicativo de busca social baseado no local que sugere diferentes usuários para uma pessoa com base em sua localização e interesses. Os usuários criam um perfil Tinder fazendo login no Facebook. Imagens de perfil, trabalho e faculdade, interesses e outras informações básicas são importadas do Facebook. Esses perfis desempenham um papel muito importante no Modelo de Negócio Tinder. Para entender o Tinder é importante conhecer suas principais funcionalidades: Swipe O swipe (deslizar o dedo) é fundamental na experiência do Tinder. Uma lista de possíveis correspondências com base na localização geográfica, número de amigos em comum e interesses comuns são sugeridos para um usuário. O usuário é solicitado a deslizar para a direita para gostar e para esquerda para não gostar do perfil sugerido e continuar a pesquisa. O Tinder foi o pioneiro a usar esse recurso. Match Os usuários são correspondidos se ambos tiverem gostado um do outro (isso é conhecido como “match”). Um match é um pré-requisito para iniciar um bate-papo. Super Like Introduzido em 1 de outubro de 2015, o recurso Super Like permite que os usuários, em vez de indicar anonimamente que estão interessados em alguém passando o dedo para a direita, possam “Super Gostar” deles, notificando-os de que estão interessados neles. Os usuários têm três vezes mais chances de encontrar uma correspondência usando o recurso. www.analistamodelosdenegocios.com.br 108 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.2.3 Como o Tinder ganha dinheiro? O Tinder oferece gratuitamente seu principal serviço de conectar usuários a estranhos que eles normalmente não conheceriam, em vez de se conectar com pessoas que um usuário já conhecia, para gerar encontros com altas chances de terminar em sexo. Contudo, há algumas opções premium dentro do aplicativo. Tinder Plus Introduzido dois anos após a criação do aplicativo, o Tinder Plus permite que os usuários tenham acesso a recursos especiais, como swipes ilimitados, passaporte (use o Tinder em qualquer lugar do mundo), mais de um Super Like por dia, 1 Boost todo mês. Tinder Gold O Tinder Gold é uma extensão do Tinder Plus: um serviço pago exclusivo que fornece todos os recursos do Tinder Plus, juntamente com o novo recurso do Likes You, que permite que você veja quantos likes você tem, mostra as pessoas que gostaram de você em um formato de grade e permite que você dê um like, dislike ou verifique o perfil da pessoa sem perder tempo em passar o dedo para o lado. Perfis Patrocinados O Tinder camuflou de forma inteligente a venda de anúncios patrocinados para sua interface usual, para torná-lo menos intrusivo. Chatbots são geralmente usados para essa finalidade. Preços O preço dos serviços premium do Tinder varia desde R$ 25,90 a até a R$ 154,99. Os valores variam conforme idade, plataforma e outros critérios não divulgados. www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 109 www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.2.4 Projeções de Receitas do Tinder (dados de 2018) As tendências de namoro online estão mudando e o número de usuários do Tinder segue subindo. Os jovens aparentemente estão felizes em pagar pelo namoro online, principalmente em um app que vai mais direto ao ponto. O Tinder adicionou quase 300.000 novos assinantes no segundo trimestre de 2018 e agora tem quase 3,8 milhões no total. Em 2018, a expectativa era de que o Tinder gerasse mais de US $800 milhões de receita até o final do ano. 4.2.5 O Business Model Canvas do Tinder Veja abaixo como é o Business Model Canvas do Tinder. Segmento de clientes Proposta de valor Canais Relacionamento Fontes de receita Recursos-chave Atividades-chaveParcerias-chave Estrutura de custos Faça mais matchs, flerte mais, garanta mais sexo Mensalidades que variam de R$25,90 a R$154,99 Jovens entre 18 e 29 anos Deslize o dedo, faça um match e marque um encontro sexual Jovens entre 18 e 29 anos que querem mais Facebook Gratuito Perfil online Aplicativo móvel do Tinder Desenvolvimento e manutenção da plataforma Plataforma social própria de namoro Custo de manutenção e desenvolvimento da plataforma www.analistamodelosdenegocios.com.br 110 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.3 Modelo de Negócio da Disney O Modelo de Negócio da Disney é baseado no modelo de licenciamento pois suas produções cinematográficas são, no fundo, marcas (ou propriedades intelectuais) que geram diversas Fontes de Receitas através de taxas de uso, distribuição e licenciamento. A Disney é conhecida em todo o mundo por ser o nome por trás de vários filmes de sucesso. Mas, o que muitos não sabem, é que a empresa é muito mais do que filmes e seu Modelo de Negócio é o grande diferencial responsável pelo seu sucesso. 4.3.1 Como a Disney ganha dinheiro? Quando a Disney lança um filme de sucesso, a empresa obviamente lucra com essa produção. A Disney tem uma tendência de criar “franquias” a partir de seus filmes de sucesso, o que significa que múltiplos filmes serão feitos a partir dessa mesma franquia ao longo do tempo. Por exemplo, a Disney já mapeou seus planos para um novo Star Wars até 2020 e agora já está planejando filmes para 2021 e além. A indústria de filmes geralmente possui um alto grau de alavancagem operacional, o que significa que seus custos tendem a ser mais estáveis do que suas receitas. Por esse motivo, estúdios podem ter grande lucro em caso de sucesso de um filme ou grande prejuízo se não forem tão bem. A Disney é campeã em acertar a mão em seus filmes, entregando sempre o que expectadores desejam, o que produziu em nos últimos anos uma margem operacional de 27% de suas receitas. Para isso, a Disney fez uma série de grandes aquisições nos últimos anos, incluindo a compra da Pixar por 7,4 bilhões em 2006, Marvel por 4,24 bilhões em 2009 e LucasFilm (dona do Star Wars) por 4,05 bilhões em 2012. De acordo com o seu CEO Bob Iger, a empresa laçou 29 filmes desde então e a média de bilheteria desses filmes é pouco abaixo de 800 milhões de dólares (o que resulta em 23 bilhões de receita só com a bilheteria em cinemas!). www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-de-negocio-de-licenciamento/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-de-negocio-de-licenciamento/ CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 111 www.analistamodelosdenegocios.com.br Todas essas aquisições já se pagaram e a Disney já tem retorno expressivo sobre elas. Foi graças a sua habilidade única de lucrar com suas aquisições que a empresa transformou esses filmes em uma máquina muito maior de receita. Mas, como isso acontece? A Disney cria marcas ao redor dos personagens, que são suas propriedades intelectuais, monetizando essas marcas via múltiplos formatos e plataformas ao mesmo tempo. Um filme de sucesso significa oportunidades adicionais em áreas como brinquedos, merchandising (camisetas, casacos, posters), shows ao vivo (Disney on Ice), vídeo games, parques de diversões, entre outros. Olucro do seu departamento de produtos para consumidores dobrou nos últimos quatro anos, um resultado direto de blockbusters como Frozen e produções como Marvel e Star Wars. O rumor sobre aquisição da Netflix pela Disney recentemente foi por água abaixo. O que seria uma aquisição se tornou uma briga em que a Disney começou a retirar todas as suas produções da plataforma da Netflix e na semana passada anunciou o lançamento do seu próprio serviço de streaming, o Disney Life. Com isso ela verticaliza parte de seu negócio, passando a morder uma fatia maior desse mercado. Contudo, a plataforma é muito recente para ter seus resultados analisados no Modelo de Negócios. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://disneylife.com/ 112 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.3.2 Business Model Canvas da Disney Veja abaixo como é o Business Model Canvas da Disney. Segmento de clientes Proposta de valor Canais Relacionamento Fontes de receita Recursos-chave Atividades-chaveParcerias-chave Estrutura de custos Direitos de exibição de filmes Licenciamento de personagens/ marcas Taxas de distribuição Taxas de licenciamento Adultos e crianças Filmes e parques temáticos que nos fazem sonhar Cinemas e Plataformas de distribuição online Fabricantes de produtos (brinquedos, livros, merchandising) Propriedade intelectual (filmes, marcas, franquias) Escritório de licenciamento, marcas e patentes Fabricantes chineses (brinquedos) Gráficas Ingressos Criação e manutenção de marcas Comercial Produção de filmes e personagens Parques temáticos Parques Temáticos Distribuidoras de filmes Marca Comunidade Equipe de criativos www.analistamodelosdenegocios.com.br CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 113 www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.4 Modelo de Negócio do Uber O Modelo de Negócio do Uber é do tipo Plataforma Multilateral por conectar motoristas a pessoas que precisam de transporte privado sob demanda. Dessa forma, a empresa oferece uma rede de transportes formada por um conjunto de motoristas e passageiros conectados pelo seu aplicativo móvel. Criado em 2009, o Uber nasceu da visão de seus fundadores, Travis Kalanick e Garret Camp, que imaginaram um serviço em que seria possível chamar um carro com motorista particular com apenas um toque na tela do celular. Desde os primeiros dias, a empresa esteve envolvida em confusões juntos a secretaria de transportes de diversas cidades que questionavam a legalidade de suas atividades. Apesar das dificuldades, a empresa superou os obstáculos jurídicos com o apoio de uma grande massa de usuários satisfeitos com um serviço de qualidade muito superior em comparação aos táxis convencionais. Desde então, a empresa expandiu para 130 cidades, em 58 países diferentes, e criou uma série de serviços derivados de sua oferta principal, como o UberX, Uber Pool, entre outras. O Uber é considerado uma das Startups Unicorns pelo seu valor de mercado de 68 bilhões de dólares. O que a torna mais valiosa do que gigantes do setor automobilístico como Chevrolet, Ford e Honda. Aqui entre nós, este é um valor de mercado exagerado e difícil de conseguir comprovar. Mas ainda assim, não deixa de demonstrar a popularidade e força que a empresa possui no mercado empresarial. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-plataforma-multilateral/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-plataforma-multilateral/ https://www.uber.com/br/pt-br/ 114 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.4.1 Como o Uber ganha dinheiro? O Uber ganha dinheiro cobrando uma comissão de 20% sobre o valor da corrida. Ou seja, em uma corrida de R$ 50,00, o motorista fica com R$ 40,00 e o Uber com R$ 10,00. Mas existem mais dois pontos interessantes sobre como o Uber ganha dinheiro: O primeiro é que, inicialmente, ele não permitia que pagamentos sejam feitos diretamente aos motoristas. Clientes pagavam pela corrida através de um cartão de crédito cadastrado no aplicativo. Cabia ao Uber processar o pagamento e transferir o dinheiro ao motorista. Isso garantia comodidade aos passageiros e aos motoristas, que não precisavam ter troco. Isso também evitava problemas jurídicos. Essa situação mudou no Brasil, onde atualmente é possível pagar em dinheiro, mas com base no valor calculado pelo aplicativo. Outro ponto é que o Uber possui um sistema de tarifa variável na qual incide um multiplicador com base na oferta e demanda. Isso faz com que em um momento de alta demanda, como na hora do rush ou em dias chuvosos, a tarifa do Uber possa ficar de 1,5 a até 30 (ou mais) vezes mais cara. Alguns motoristas aprenderam como manipular esse preço dinâmico, mas a Uber já está fazendo ajustes para punir e evitar essa prática. Outras empresas que adotam Modelos de Negócio semelhantes ao do Uber são o Lyft, a Zaznu, o 99 Taxis e o Vai Moto. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/como-usuarios-pagam-pelo-uber-ao-redor-do-mundo/ https://www.lyft.com/ http://www.zaznu.co/ http://www.99taxis.com/ https://www.vaimoto.com.br/ CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 115 www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.4.2 O Business Model Canvas do Uber Veja abaixo como é o Business Model Canvas do Uber. Segmento de clientes Proposta de valor Canais Relacionamento Fontes de receita Recursos-chave Atividades-chaveParcerias-chave Estrutura de custos Ganhe dinheiro transportando passageiros sob demanda 20% do valor de cada corrida Preços por corrida com base em sistema de tarifas variáveis Passageiros Suporte Transporte privado a um toque de distância Motoristas Waze Marketing e suporte Equipe Plataforma tecnológica Aplicativo móvel Mídias sociais Plataforma digital Motoristas cadastrados Marketing e suporte Seleção de motoristas www.analistamodelosdenegocios.com.br 116 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.5 Modelo de Negócio da Netflix O Modelo de Negócio da Netflix é do tipo All You Can Eat por oferecer conteúdo em vídeo (filmes, séries, shows, documentários) ilimitado por um valor fixo mensal. O modelo também é conhecido como Aluguel Sob-Demanda, Rent on-Demand ou Video on-Demand. Criada em 1998, a Netflix revolucionou a indústria de locadoras de vídeos no mundo todo. Um mercado até então dominado pela BlockBuster que, apesar de suas enormes lojas e grande variedade de vídeos, se mantinha presa ao tradicional modelo de pagamento por diárias. A grande fraqueza desse modelo era a falta de conveniência do deslocamento às lojas físicas e o modelo punitivo de multas pelo atraso na devolução dos vídeos. Os fundadores da Netflix, Marc Randolph e Reed Hastings, atentos a esses problemas, resolveram criar um modelo de aluguel de DVDs por correios por assinatura. Neste primeiro Modelo de Negócio da Netflix, clientes pagavam um valor fixo mensal e podiam ter até um DVD por vez em sua posse para assistir quando e como quisessem. Para alugar um novo DVD era necessário devolver o que já estava alugado. Nele, não existiam multas por atraso e nem necessidade de se deslocar até as lojas. Tudo era feito pelo site da empresa e pelos correios, que traziam e buscavam os DVDs alugados. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/o-que-e-um-modelo-de-negocio/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-all-you-can-eat/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-all-you-can-eat/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/assinatura/ CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 117 www.analistamodelosdenegocios.com.brA empresa conseguia ter lucro se os clientes alugassem até 7 DVDs por mês, e a média dos clientes ficava entre 3 e 4 DVDs. Atentos novamente as mudanças tecnológicas do mercado, como o avanço da velocidade de conexão e de eletrônicos conectados à internet (como Smart TVs), seus fundadores migraram o serviço para o streaming online, migrando a Netflix para um novo Modelo de Negócio. Dessa forma, os clientes passaram a poder assistir quantos filmes quisessem no exato momento em que desejassem (on-demand) pelo mesmo custo mensal cobrado anteriormente. A mudança foi um sucesso, conforme o gráfico abaixo da Bloomberg, e rapidamente eliminou de vez a operação de DVDs. O novo modelo trouxe inúmeros benefícios. A empresa reduziu custos (correios, compra e reposição de DVDs), ganhou escalabilidade e passou a ter fácil atuação global, rapidamente expandindo pelos cinco continentes. Em 2016, a Netflix anunciou ter ultrapassado a marca de 80 milhões de assinantes e presença em 190 países. www.analistamodelosdenegocios.com.br 118 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.5.1 Como a Netflix ganha dinheiro? A Netflix ganha dinheiro cobrando mensalidades. A mais barata é a mensalidade de R$ 20,00 pelo plano básico, que é o mais simples. Existem ainda outros dois planos: padrão e premium que custam R$ 25,00 e R$ 30,00, respectivamente. O plano básico permite que uma pessoa assista aos filmes e séries de TV da Netflix em definição padrão (SD). O plano padrão permite que duas pessoas assistam ao mesmo tempo aos filmes e séries de TV da Netflix e, quando disponível, em alta definição (HD). Já o plano premium permite que até quatro pessoas assistam ao mesmo tempo aos filmes e séries de TV da Netflix e, quando disponíveis, em alta definição (HD) e ultra alta definição (Ultra HD). Para ganhar dinheiro, a Netflix mantém seus custos operacionais abaixo das receitas com suas mensalidades. Os valores baixos servem para vender em maior escala e atender um maior número de pessoas e classes sociais. Graças ao seu modelo online via streaming a empresa se beneficia de economias de escala. Em 2015, a Netflix teve receitas de 1,74 bilhões de dólares e lucro de 74 milhões de dólares. Outras Empresas que Adotam Modelos Semelhantes ao Modelo de Negócio da Netflix são a Audible, o Spotify e a HBO Go. www.analistamodelosdenegocios.com.br http://www.audible.com/ https://analistamodelosdenegocios.com.br/modelo-de-negocio-spotify/ http://www.hbogo.com.br/ CAPÍTULO 4: EXEMPLOS DE MODELOS DE NEGÓCIOS COM O BUSINESS MODEL CANVAS 119 www.analistamodelosdenegocios.com.br 4.5.2 O Business Model Canvas da Netflix Veja abaixo como é o modelo canvas da Netflix. Segmento de clientes Proposta de valor Canais Relacionamento Fontes de receita Recursos-chave Atividades-chaveParcerias-chave Estrutura de custos Mensalidade Pessoas que gostam de entretenimento televisivo Assista vídeos sob demanda onde e como quiser, sem multas e nem custos adicionais Produtoras e distribuidoras de vídeos Custo de manutenção da plataforma Direitos autorais Recomendações personalizadas Website Consoles parceiros (PS3, Blu-Rays, Smart TVs, Apple Tv e outros) Plataforma digital Filmes em formato digital Desenvolvimento e manutenção da plataforma Marketing www.analistamodelosdenegocios.com.br 120 GUIA DEFINITIVO DO BUSINESS MODEL CANVAS www.analistamodelosdenegocios.com.br Fechamento É grande o número de pessoas que dizem conhecer o Business Model Canvas nos dias de hoje. E de fato, conhecem, mas de maneira apenas superficial. São poucos os profissionais que conhecem com profundidade seus blocos de construção, seus tipos, as possíveis estratégias que podem ser adotadas e as diferentes formas de interação entre eles. Ao ler esse guia você cumpriu um importante passo na capacidade de análise e desenvolvimento de Modelos de Negócios com o Business Model Canvas. Espero que ele seja um diferencial em sua vida profissional. Ao longo deste livro você passou por vários conceitos interessantes, como startups, Modelo de Negócio, Mapa da Empatia, Plataforma Multilateral, All you can eat, ROI, Direct to Consumer, dentre muitos outros. Há ainda inúmeros desdobramentos e aprofundamentos possíveis para os conteúdos vistos neste livro. Caso deseje expandir ainda mais seus conhecimentos sobre Modelos de Negócios, startups e o Business Model Canvas, acesse o site O Analista de Modelo de Negócios e confira também os cursos e outros e-books disponíveis. www.analistamodelosdenegocios.com.br https://analistamodelosdenegocios.com.br/ CAPÍTULO 1: O QUE É O BUSINESS MODEL CANVAS 121 www.analistamodelosdenegocios.com.br [aquela página de fechamento com a marca do Analista] www.analistamodelosdenegocios.com.br _GoBack