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Conceito de Empreendedorismo 
“A palavra empreendedor origina-se da palavra entrepreneur que é francesa, 
literalmente traduzida, significa Aquele que está entre ou intermediário.” (HISRICH, Robert. 
D., 1986, p.96). A definição de empreendedor evoluiu com o passar do tempo, devido às 
mudanças ocorridas na área econômica mundial tornando-se mais complexa. Desde seu 
início na idade média, o indivíduo que participava ou administrava grandes projetos de 
produção era chamado de empreendedor, porém esta pessoa utilizava os recursos 
fornecidos geralmente pelo governo do país. O empreendedor da idade média era o clérigo 
– a pessoa encarregada de obras arquitetônicas como castelos e fortificações, prédios 
públicos, abadias e catedrais. No século XVII agrega-se mais uma característica ao 
empreendedor, o do risco. Neste período o empreendedor era a pessoa que assumia um 
contrato com o governo, para fornecimento de um produto ou serviço. Como o valor do 
contrato é fixo quaisquer resultados, seja ele lucro ou até mesmo prejuízo, eram do 
empreendedor. 
As primeiras teorias e suas diferenciação 
O escritor Richard Cantillan no ano de 1700, através do fracasso de um 
empreendedor francês chamado Joh’n Law, que ao findar uma empresa comercial – a 
Mississipi Company, Law tentou aumentar o valor das ações da empresa para mais que o 
seu patrimônio. Percebendo essa falha Cantillan desenvolveu uma das primeiras teorias do 
empreendedor. Ele entendeu que o empreendedor era alguém que corria riscos, pois, 
“compram a um preço certo e vendem a um preço incerto, portanto operam em riscos”. 
(BURR e IRWIN, 1985, p. 16-23.). No século XVIII, veio a diferenciação entre o investidor 
de capital e o empreendedor. Uma das causas dessa evolução foi a industrialização, onde 
muitas coisas estavam sendo inventadas, como por exemplo, Eli Whitney com a invenção 
do descaroçador de algodão e Thomas Edison com a eletricidade. Os dois empreenderam 
com seus estudos, porém para colocar em prática, necessitavam de capital, o capital era 
financiado pelos investidores. 
Portanto empreendedor era a pessoa que precisava de capital e o fornecedor do 
capital eram os investidores de risco. Um investidor de risco é um administrador, 
profissional do dinheiro que faz investimentos de riscos com o objetivo de obter altas taxas 
de retorno sobre o investimento. 
 
Surgimento da perspectiva econômica 
No final do século XIX e no início do século XX, a definição do empreendedor passou 
a ser vista por perspectiva econômica. Dito deste modo prevê, o empreendedor organiza e 
opera uma empresa para lucro pessoal. Paga os preços atuais pelos materiais consumidos 
no negócio, pelo uso da terra, pelo serviço de pessoas que emprega e pelo capital de que 
necessita contribuindo com sua própria iniciativa, habilidade e engenhosidade no 
planejamento, organização e administração da empresa. Também assume a possibilidade 
de prejuízo e de lucro em consequência de circunstâncias imprevistas e incontroláveis. O 
resíduo líquido das receitas anuais do empreendimento, após o pagamento de todos os 
custos, é retido pelo empreendedor. (ELY e RESS, 1937, p. 488.). 
Ainda não temos um conceito exclusivo para o empreendedorismo, nesta época não 
houve a distinção entre gerentes e empreendedores. 
Empreendedor inovador 
Em meados do século XX, associam o empreendedor como inovador. A função do 
empreendedor é reformar ou revolucionar o padrão de produção explorando uma invenção 
ou, de modo geral, um método tecnológico não experimentado para produzir um novo bem 
ou um bem antigo de maneira nova, abrindo uma nova fonte de suprimento de materiais ou 
uma nova comercialização para produtos, e organizando um novo setor. (SCHUMPETER, 
1952, p.72.). Nesse período também que o conceito de inovação é integrado à 
característica do empreendedor. De fato, a inovação, o ato de lançar algo novo é uma das 
mais difíceis tarefas para o empreendedor. Exige que o indivíduo tenha uma visão holística 
do ambiente em geral para que possa desenvolver um novo produto, um novo serviço ou 
até mesmo um método para modificar uma nova estrutura organizacional. 
Atualmente 
Na atualidade o conceito se transformou basicamente nos conceitos elaborados 
pelos autores Albert Shapero, Karl Vesper e Robert C. Ronstadt. Em quase todas as 
definições de empreendedorismo, há um consenso de que estamos falando de uma espécie 
de comportamento que inclui: (1) Tomar iniciativa, (2) organizar e reorganizar mecanismos 
sociais e econômicos a fim de transformar recursos e situações para proveito prático, (3) 
aceitar o risco ou o fracasso. (SHAPERO, 1975, p. 187.). Para o economista, um 
empreendedor é aquele que combina recursos, trabalho, materiais e outros ativos para 
tornar seu valor maior do que antes; também é aquele que introduz mudanças, inovações 
e uma nova ordem. Para um psicólogo tal pessoa é geralmente impulsionada por certas 
forças – a necessidade de obter ou conseguir algo, experimentar, realizar ou talvez escapar 
a autoridade dos outros. Para alguns homens de negócios, um empreendedor pode ser um 
aliado, uma fonte de suprimento, um cliente ou alguém que cria riqueza para outros, assim 
como encontrar melhores maneiras de utilizar recursos, reduzir desperdício e produzir 
empregos que outros ficarão satisfeitos em conseguir. (VESPER, 1975, p.2.). O 
empreendedorismo é o processo dinâmico e criar mais riqueza. A riqueza é criada por 
indivíduos que assumem os principais riscos em termos de patrimônio, tempo e/ou 
comprometimento com a carreira ou que provêem valor para algum produto ou serviço pode 
não ser novo ou único, mas o valor deve de algum modo ser infundido pelo empreendedor 
ao receber e localizar as habilidades e os recursos necessários. (RONSTADT, 1984, p. 28.) 
Fonte: “Artigo Empreendedorismo Inovação”, Instituto Baiano de Ensino Superior IBES

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