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Concordância verbal 
Prof. Cristhiane Maurício 
Regras gerais 
Regra geral: verbo concorda com o sujeito. 
Caso o sujeito seja composto e esteja depois do 
verbo, este pode concordar com o núcleo mais 
próximo ou com todos os núcleos. 
 
Verbos impessoais não admitem sujeito, assim 
ficam sempre no singular. Por exemplo: 
- HAVER no sentido de existir; 
HAVER e FAZER no sentido de tempo decorrido; 
- Verbos que indicam fenômenos da natureza. 
 
Regras gerais 
Quando o verbo transitivo direto estiver 
acompanhado pela partícula “se”, o verbo 
concordará com o termo a que se refere. 
Exemplos: Alugam-se galpões neste bairro. 
Disponibilizam-se álcool em gel e máscaras neste 
local. 
 
Quando um verbo intransitivo, transitivo indireto 
ou de ligação estiver acompanhado da partícula 
“se”, tal verbo ficará sempre no singular. 
Exemplos: 
Vive-se bem nos países com alto IDH. 
Deve-se obedecer às regras sanitárias durante a 
pandemia. 
Fica-se entediado quando não se pode sair de 
casa. 
Casos especiais com sujeito simples 
Sujeito está relacionado pelo pronome QUE: 
verbo concorda com o antecedente. Ex.: Hoje 
somos nós que decidimos o cardápio. 
Sujeito está relacionado pelo pronome QUEM: 
verbo concorda com o antecedente ou fica na 3ª 
pessoa do singular. Ex.: Fui eu quem descobri a 
vacina para dengue. Ou: Fui eu quem descobriu a 
vacina para dengue. 
Casos especiais com sujeito simples 
Sujeito é nome próprio de lugar: 
-Se precedido de artigo: verbo no plural. Ex.: Os 
Estados Unidos não permitirão entrada de 
refugiados. 
- Se não houver artigo ou se este estiver no 
singular: verbo no singular. Ex.: Montes Claros era 
um feudo daquela família. 
Em título de obra, se o predicativo estiver no 
singular, verbo ser (ou outro) pode ficar no 
singular (concordância ideológica). 
Ex.: Os sertões é um ensaio sociológico e 
histórico. 
Os Lusíadas retrata o período das Grandes 
Navegações. 
 
Casos especiais com sujeito simples 
Expressão partitiva (parte de, uma porção de, 
metade de, a maioria de, a maior parte de, 
grande número de...) seguida de determinante 
no plural: verbo pode ficar no singular ou no 
plural. 
 
Exemplo: A maioria dos alunos participou 
(participaram) da reunião. 
 
Casos especiais com sujeito simples 
Expressão que indica quantidade aproximada 
(cerca de, mais de, menos de, perto de...) 
seguida de numeral e substantivo, o verbo 
concorda com o substantivo. Exemplos: 
Cerca de vinte corpos foram resgatados dos 
escombros. 
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas 
Olimpíadas. 
OBS.: Quando a expressão “mais de um” indicar 
reciprocidade ou for repetida, o verbo fica no 
plural, obrigatoriamente. Exemplos: 
Mais de um parlamentar se ofenderam na sessão. 
 
 
Casos especiais com sujeito simples 
Pronome interrogativo ou indefinido + de nós/de 
vós (quais de nós..., quantos, alguns, poucos, 
muitos, quaisquer, vários), verbo pode concordar 
com o pronome indefinido (3ª pessoa do plural) 
ou com o pronome pessoal. Ex.: Vários de nós 
participaram/participamos das discussões. 
 
OBS.: Se o pronome interrogativo ou indefinido 
estiver no singular, verbo ficará no singular. 
Exemplos: 
Qual de nós sabia de tudo? 
Algum de vós fez isso. 
 
Casos especiais com sujeito composto 
Quando os núcleos forem sinônimos ou 
estabelecerem gradação, verbo pode ficar no 
singular ou plural. Ex.: Um aceno, um gesto, 
uma palavra, um estímulo faria/fariam muito por 
ele. 
 
Sujeito composto unido por “com” ou expressões 
correlativas: verbo fica no plural. Ex.: O 
presidente com o ministro reuniram-se hoje. 
 
Casos especiais com sujeito composto 
Sujeito composto unido por ou/nem: 
- Verbo fica no plural se a declaração contida no 
predicado for atribuída a todos. Exemplos: 
Um sorriso ou uma lágrima o tirariam daquela 
incerteza. 
Nem poder nem dinheiro o corrompiam. 
 
 
- Verbo fica no singular se houver ideia de 
alternância ou exclusão. Exemplos: 
Milão ou Berlim sediará a próxima Olimpíada. 
Nem você nem ele será o novo representante. 
Casos especiais com sujeito composto 
Sujeito seguido de aposto recapitulativo: verbo 
concorda com o elemento resumidor. Exemplo: 
Luxo, riqueza, dinheiro, nada o tentava. 
 
Concordância do 
verbo “ser” 
Tudo, isso, isto ou aquilo 
Tudo, isso, isto ou aquilo (como sujeito) e 
predicativo no plural. Nesse caso, o verbo ser 
concorda, preferencialmente, com o predicativo. 
Exemplos: 
Tudo eram memórias de infância. 
“Eram tudo travessuras de criança.” (Machado de 
Assis) 
Isto não são coisas que você possa dizer. 
 
Mas... O verbo pode aparecer no singular, 
concordando com o sujeito. 
“Tudo é flores no presente”, (Gonçalves Dias) 
“Nem tudo é dias de sol.” (Fernando Pessoa) 
Quando há pronome pessoal reto 
Nesse caso, o verbo ser concorda com o 
pronome, esteja ele na função de sujeito ou na 
de predicativo. Exemplos: 
Ele era ouvidos e angústia. 
Eu era olhos e corações. 
O trouxa nesse caso fui eu. 
Os culpados foram eles. 
 
Concordância do verbo “ser” 
Quando sujeito indica horas, datas e distâncias. 
Nesse caso, o verbo ser concorda com o 
predicativo. Exemplos: 
É zero hora. 
É meia-noite e meia. 
São dez horas da manhã. 
Hoje são 30 de março. 
Hoje é dia 30 de março. 
 
Quando sujeito expressa quantidade numérica. 
Nas locuções é muito, é pouco, é suficiente, é 
demais, é mais que, é menos que etc., cujo 
sujeito expressa quantidade, preço, medida etc., 
o verbo ser fica no singular. Exemplos: 
Dois dólares é pouco. 
Mil dólares era suficiente, era quanto bastava. 
Seis quilos de carne é mais do que precisamos. 
Para ele, mil dólares era menos que um real. 
 
Concordância do verbo “ser” 
Sujeito se refere a coisas. Nesse caso, o verbo 
ser concorda, preferencialmente, com o 
predicativo. Exemplos: 
O problema são as suas dívidas. 
A dificuldade são os gastos excessivos do 
governo. 
A natureza são as flores, os pássaros, os rios, as 
estrelas. 
Sujeito é nome próprio. Nesse caso, o verbo ser 
concorda com o sujeito. Exemplos: 
Frederico é as alegrias do pai. 
Maria é as esperanças da família. 
 
Concordância 
nominal 
Concordância nominal 
Quando substantivos forem de gêneros 
diferentes, adjetivo pode ficar no masculino ou 
concordar com substantivo mais próximo. 
Exemplos: 
Este livro apresenta modismos e gíria brasileira. 
Este livro apresenta gíria e modismos brasileiros. 
 
 
 
É proibido, é necessário, é preciso, é bom 
Essas expressões ficam invariáveis quando 
acompanhadas por um substantivo genérico (não 
especificado por artigo). Exemplos: 
É proibido entrada. / É necessário atenção. 
É preciso consciência. / Água é bom para tudo. 
Se o nome estiver especificado, a expressão deve 
concordar com o substantivo. Exemplos: 
É proibida a entrada de animais. 
É necessária muita atenção. 
É precisa a consciência de uma criança para ser 
feliz. 
A água que bebemos é boa para tudo. 
 
 
 
Há erro nesta 
placa? Qual? 
Meio, meia 
Quando essas palavras exercem função de 
numeral, apresentam mesma concordância do 
adjetivo. Exemplos: 
Comprou meio quilo de arroz. 
Comprou meia dúzia de laranjas. 
 
Meio, no sentido de um pouco, é advérbio de 
intensidade, portanto, é invariável. Exemplo: 
As hortaliças estão meio caras. 
 
 
Caro, barato 
Concordam com o substantivo quando exercem 
função de adjetivo. Exemplos: 
Esta calça é cara. 
Meu caro amigo, me perdoe por favor, se eu não 
lhe faço uma visita. 
Aquele cinto é barato. 
 
 
São invariáveis quando têm valor de advérbio. 
Exemplo: 
Esses produtos passaram a custar mais caro (ou 
mais barato). 
 
Pouco, muito, bastante 
Concordam com o substantivo quando exercem 
função de adjetivo. Exemplos: 
O garoto abandonado possui poucos bens. 
A garota mimada possui muitas manias. 
No passado, os casais tinham bastantesfilhos. 
 
São invariáveis quando têm valor de advérbio. 
Exemplos: 
O garoto é pouco feliz. 
A garota é muito mimada. 
Este caso de amor está bastante complicado. 
 
Menos 
É sempre invariável. Exemplos: 
Gaste menos água, descarte menos lixo. 
 
Anexo, incluso, próprio, mesmo, obrigado 
Concordam com o substantivo a que se referem. 
Exemplos: 
Os arquivos seguem anexos a este e-mail. 
Mando-lhe, inclusa, uma fotocópia do recibo. 
Os próprios bandidos admitiram o erro. 
As alunas mesmas declaram seus poemas. 
Obrigada por sua atenção.

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