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TRANSPORTE DOS ESPERMATOZOIDES 2 
 
 
1) A partir dos túbulos seminíferos, os espermatozoides passam através da 
rede do testículo e dos ductos eferentes para dentro do epidídimo e, a 
partir daí, para o ducto deferente. 
 
2) O movimento dos espermatozoides até o epidídimo resulta da pressão 
criada pelas células de Sertoli por meio da secreção contínua de 
líquido nos túbulos seminíferos. Os próprios espermatozoides 
normalmente não são móveis nessa fase. 
 
3) Durante a passagem pelo epidídimo, a concentração de espermatozoides 
aumenta, em virtude da absorção de líquido no lúmen do epidídimo. Dessa 
forma, à medida que os espermatozoides passam da extremidade do 
epidídimo para o ducto deferente, formam uma massa densa, cujo 
transporte não é mais facilitado pelo movimento de líquido. Em vez disso, 
os espermatozoides são movidos por contrações peristálticas do 
músculo liso no epidídimo e no ducto deferente. 
 
CONTROLE HORMONAL 2 
 
TESTÍCULOS 
 
1) As células neuroendócrinas secretoras de GnRH no hipotálamo 
disparam potenciais de ação aproximadamente a cada 90 minutos, 
secretando GnRH. 
 
2) GnRH alcança a adeno-hipófise por meio dos vasos do sistema porta 
hipotalâmico-hipofisário e desencadeia a liberação de FSH e LH pelo 
mesmo tipo celular. 
 
3) O FSH atua principalmente sobre as células de Sertoli para estimular a 
secreção de agentes parácrinos necessários à espermatogênese. 
 
4) O LH atua principalmente nas células de Leydig, estimulando a secreção de 
testosterona. 
 
5) A testosterona secretada pelas células de Leydig também atua 
localmente por meio de sua difusão dos espaços intersticiais para dentro 
dos túbulos seminíferos. A testosterona entra nas células de Sertoli e facilita 
a espermatogênese. 
 
6) A testosterona inibe a secreção de LH de duas maneiras: Feedback 
negativo. 
 
(1) Atua sobre o hipotálamo, diminuindo a secreção do GnRH - diminuição 
da secreção de gonadotropinas; 
(2) Atua diretamente sobre a adeno-hipófise, diminuindo a resposta do LH a 
qualquer quantidade determinada de GnRH. 
 
7) Redução da secreção de FSH pelos testículos: O principal sinal 
inibitório é exercido diretamente sobre a adeno-hipófise e consiste na 
ação do hormônio proteico inibina, secretado pelas células de Sertoli 
(feedback negativo). 
 
- O FSH estimula as células de Sertoli para aumentar tanto a 
espermatogênese quanto a produção de inibina, e essa última diminui a 
liberação de FSH. 
 
 
TESTOSTERONA 
 
1) Alguns hormônios sofrem transformação em suas células-alvo para serem 
mais efetivos. Isso ocorre com a testosterona em algumas de suas células-
alvo, como as da próstata do adulto, onde, após sua entrada no 
citoplasma, ela é convertida em di-hidrotestosterona (DHT). Essa 
conversão é catalisada pela enzima 5α-redutase. 
 
2) Em algumas outras células-alvo, como as do encéfalo, a testosterona é 
transformada em estradiol, hormônio ativo nessas células. Essa conversão 
é catalisada pela enzima aromatase. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1) Widmaier EP, Raff H, Strang KT, Vander AJ. Vander - Fisiologia Humana, 
14ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN; 2017.

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