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Teoria 
Macroeconômica II
Professor: Leandro Gomes.
Novos Keynesianos
 Como já discutido, desde o surgimento da Escola Novo-Clássica o
pensamento econômico usou como referência a contribuição de Robert
Lucas.
 Os modelos RBC entendem que os determinantes do ciclo são os mesmo
determinantes da tendência, e que os choques não são afastamentos do
produto efetivo do produto natural, e sim alterações no próprio produto
natural, que induzem respostas ótimas dos agentes.
 A literatura Novo Keynesiana (NK) caminha por outra linha. A partir dos
trabalhos de Fischer (1977) e Taylor e Phelps (1977), fica claro para a
abordagem que não é a presença de expectativas racionais que
explicavam a ineficácia da política monetária.
Novos Keynesianos
 O Market-Clearing contínuo que explica a zeragem do excesso de oferta
no mercado de trabalho, ou em outras palavras, do desemprego
involuntário.
 É, portanto, o Market-Clearing contínuo que explica a ineficácia da
política monetária.
 Os NK buscam, então, demostrar que o sistema econômico se caracteriza
por rigidez dos salários e/ou dos preços e que essa rigidez é consequência
de um comportamento racional (otimizador) dos agentes.
Novos Keynesianos
 Podemos citar como primeira onda de modelos Novos Keynesianos o
modelo de salários justapostos, que resultava em rigidez do salário
nominal.
 Uma parcela dos assalariados negociam os salários em anos pares, a
outra parcela em anos ímpares. Ambos fazem negociações bienais para
fugir dos custos de transação inerentes a barganha salarial. E ambos
projetam determinando comportamento do nível de preços, projetando
um salário real para o período.
Novos Keynesianos
 Todavia, mediante um choque de demanda que afete o nível de
preços, o salário nominal permanecerá estável para a metade dos
assalariados, pois seu valor foi definido no ano anterior.
 Apenas metade da força de trabalho estaria sujeita a renegociação
dos contratos de trabalho no período do choque.
 Assim, o patamar salarial não seria perfeitamente flexível, e o Market-
clearing não funcionaria de modo eficiente. O desemprego involuntário
não seria zerado no curto prazo.
Custos de Menu
 O modelo que se seguiu para os NK foi o modelo de custos de menu.
 A ideia é que em uma estrutura de monopólio, os custos de
remontagem da tabela de preços e o desgaste perante os consumidores
inibem o reajuste do preço do bem final, ou seja, produzindo rigidez
nominal.
E no Monopólio?
Custos de Menu – Crítica NK
 Ball et al (1988) argumentam que embora pequenas fricções possam gerar
grandes consequências, isso só aconteceria mediante valores improváveis
para os parâmetros.
 Para tentar amplificar os efeitos da rigidez nominal de preços, os autores
novos keynesianos buscaram trabalhar com as características do processo
de otimização em monopólio.
 A maximização de lucros acontece quando RMg = CMg e, temos:
Custo de Menu
P =
CMg
1 +
1
εp
P =
1
1 +
1
εp
.
W
PMgL
Rigidez Nominal de Preços
 O que propõe a literatura novo-keynesiana é que a elasticidade preço
da demanda (𝜀𝑝) é instável.
 Ela decresce nas fases ascendentes do ciclo, pois é mais difícil com a
produção crescendo manter o conluio e cresce nas fases descendentes
onde o conluio ocorreria com mais facilidade.
Rigidez Nominal de Preços
 Assim, o mark-up se torna anti-cíclico e amplia o impacto sobre o produto
da rigidez de salários, um importante custo de produção e determinante
para definir o CMg.
 Mesmo a PMg sendo decrescente, e, portanto, contra cíclica, o efeito
sobre o mark-up pode impedir a queda dos preços em um quadro de
queda da demanda.
Rigidez Real de Salários
 Após a rigidez nominal de salários e preços, a literatura Novo keynesiano
desenvolveu modelos de rigidez real.
 A ideia básica do modelo de salário eficiência é que devido a
imperfeições no monitoramento da força de trabalho, pagar um salário
superior ao valor de equilíbrio do mercado de trabalho apresenta
resultados desejáveis e eficientes (otimizadores) para as firmas.
 Podemos destacar alguns benefícios para uma firma de pagar um salário
acima do valor que zera o excesso de oferta e o excesso de demanda:
Salário Eficiência
(i) A melhora nas condições de vida permite uma vida material mais segura e bem
assistida, o que contribui positivamente para a produtividade do trabalho.
(ii) Firmas recrutam trabalhadores mais qualificados por pagarem salários superiores
aos de mercado, captando profissionais mais produtivos.
(iii) Há uma estrutura de incentivo para o trabalhador se esforçar mais, pois se perder
o emprego, no futuro terá um salário menor do que o salário eficiência.
(iv) A menor rotatividade da força de trabalho, reduz os custos de recrutamento e
treinamento e permite maiores ganhos de especialização.
(v) Funciona um mecanismo do tipo gratidão, em que os assalariados, cientes de
que são bem remunerados, buscam se esforçar para demostrar sua satisfação em
serem reconhecidos através de uma remuneração mais elevada.
Salário Eficiência
 No modelo do salário eficiência, as firmas pagam um salário real maior do
que o salário real que equilibra o mercado de trabalho, pois há uma
relação positiva entre produtividade (esforço/eficiência) e poder de
compra do salário. Portanto, para tentar obter maior produtividade as
firmas pagam um salário superior ao valor de equilíbrio de mercado.
Q = A. F e
w
p
. L ; com e′
w
p
> 0.
 Assim, se defrontam com uma otimização que consiste em:
Π = A. F e
w
p
. L − wL - rK
 Como consequência, teremos desemprego involuntário, que pode crescer 
frente a um choque negativo de demanda que contraia a demanda por 
trabalho.
Salário Eficiência
Incluídos- Excluídos
 Podemos mencionar também o modelo de incluídos-excluídos. Os
incluídos, trabalhadores empregados, possuem poder de barganha para
sustentar um salário real acima do nível compatível com o desemprego
involuntário devido ao custo para o empregador da rotatividade do
trabalhador.
 O custo de recrutamento, treinamento e o desperdício da economia
de aprendizado ao demitir um profissional fazem com que a rotatividade
da mão de obra apresente custos.
Incluídos- Excluídos
 Assim, os incluídos impedem o funcionamento do Market-clearing,
fazendo com que o excesso de oferta no mercado de trabalho gerada
pelos desempregados (excluídos) não consiga rebaixar o salário real ao
seu patamar de pleno emprego. Caso os sindicatos realizem a barganha
salarial focados em atender aos trabalhadores empregados, esse
resultado fica mais forte.

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