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INTRODUÇÃO Quando os europeus chegaram ao continente americano no século XV, os ameríndios já tinham domesticado a mandioca há pelo menos 8.000 anos. Ao longo desses milênios, a mandioca foi espalhada por uma extensa região que incluía a América Central, as Antilhas e praticamente toda a costa da América do Sul, consolidando-se como um elemento essencial para a subsistência e alimentação local (PIPERNO, 2011). Não tem esse autor nas referencias De acordo com Alves (2002), a mandioca (Manihot esculenta Crantz) destaca-se como uma cultura de importância global devido à sua notável adaptabilidade a uma variedade de ambientes, sua robustez e a baixa exigência de fertilidade do solo, o que a torna a terceira maior fonte de alimento nas regiões tropicais, após o arroz e o milho. Carvalho & Fukuda, 2006 afirmam que, a morfologia da planta da mandioca pode variar de acordo com o genótipo. Alguns apresentam um caule ereto (monopodial), enquanto outros possuem um caule ramificado com inflorescência (simpódio) que contém duas, três ou quatro hastes, conhecidas como ramificações simpodiais. Essas distinções morfológicas têm o potencial de influência na relação fonte-dreno da planta, resultando em diferenças notáveis no crescimento e desenvolvimento entre diferentes cultivares de mandioca. No caso da Olericultura, um ramo da horticultura, esta se dedica à produção e exploração de oleráceas e/ou hortaliças, tais como alface, cenoura, chuchu, repolho, tomate, couve, beterraba, entre outras. Com uma busca crescente por alimentos saudáveis, naturais e cultivados de maneira sustentável, as olerícolas têm conquistado espaço, especialmente em unidades familiares. Essas culturas, devido aos seus ciclos biológicos relativamente curtos, possibilitam mais de um cultivo por ano, resultando em rentabilidade significativa em pequenas áreas quando comparadas a culturas de maior escala, como soja e milho, por exemplo. Sem autor A maioria das hortaliças exige práticas culturais intensivas ao longo de seu cultivo. No entanto, algumas espécies olerícolas são cultivadas em larga escala e em áreas extensas, as quais são menos exigentes em tratos culturais durante o cultivo. Além disso, muitos desses tratos podem ser realizados de forma mecânica, como é o caso das culturas do tomate, cenoura e beterraba. Sem autor Diante do exposto, entende-se que a produção agrícola enfrenta constantes desafios decorrentes da interação entre as culturas e o ambiente, sendo as propostas uma das principais ameaças à eficiência e sustentabilidade dos cultivos. Dentre as culturas de importância econômica e nutricional, a mandioca, a cenoura, o tomate e a beterraba são destaque, porém, são suscetíveis a uma variedade de trigonometria que pode comprometer seu desenvolvimento e produtividade. Sem autor Nesta direção, o objetivo central desta pesquisa, visa explorar a complexa relação entre essas culturas e as práticas que afetam, abordando estratégias de manejo para preservar a qualidade e a produção sustentável desses alimentos essenciais. REFERENCIAL TEÓRICO MANDIOCA 1.1.1 Pragas e manejo A raiz, rica em fécula, destaca-se como a parte mais crucial da planta de mandioca. Essa raiz desempenha um papel significativa na alimentação tanto humana, quanto animal, além de servir como matéria-prima para diversos setores. A mandioca tradicional como de mesa é predominantemente comercializada in natura, embora a comercialização de mandioca pré-cozida e congelada esteja em ascensão. Na categoria voltada à indústria, a mandioca possui uma ampla gama de usos, sendo a produção de farinha e fécula as mais destacadas. A parte aérea pode ser utilizada na alimentação animal, na qual as folhas e hastes são utilizadas na forma de silagem, feno, ou mesmo frescas e também na alimentação humana, na preparação de alimentos típicos das regiões Norte e Nordeste do Brasil. (CARDOSO, et al., 2006). Não tem nas referencias esse autor Na cultura da mandioca, as pragas, insetos e ácaros são representados por várias espécies, existindo aquelas que se apresentam no campo atacando a planta durante um curto período de tempo, dando condições para a recuperação da planta nas condições ambientais favoráveis. Há também aqueles que atacam a planta por um período prolongado, ocasionando diminuições significativas no rendimento da cultura. Em linhas gerais, tais diretrizes podem causar prejuízos à planta de mandioca ao reduzir a taxa foliar e fotossintética, além de atacar as pressas e o material de plantio. Assim, os métodos de controle de regras devem priorizar a resistência das plantas, o controle biológico, as práticas culturais adequadas, o uso de inseticidas biológicos, ou seja, a implantação de um manejo integrado (BORRERO; BELLOTTI, 1983). Para Aguiar et al., (2010), o mandarová da mandioca destaca-se como uma das pragas mais óbvias nesta cultura, devido à sua ampla distribuição geográfica e elevada capacidade de consumo foliar, especialmente durante os últimos estágios larvais. Essa lagarta pode resultar em um desfolhamento severo, o que, nos primeiros meses do desenvolvimento da cultura, pode acarretar na redução de rendimento e até mesmo na morte de plantas jovens (Figura 1). Figura 1: Ovo, larva e pupas de mandarová. Fonte da imagem:? Esse inseto é exclusivo das Américas, onde tem causado danos consideráveis em extensas áreas de plantações de mandioca. Sua presença pode ser registrada em qualquer época do ano, mas, geralmente, ocorre no início da estação chuvosa ou seca. No entanto, é uma praga que se manifesta esporadicamente, podendo passar vários anos antes que ocorra um novo ataque. autor? Inicialmente, a lagarta é de difícil detecção na planta, devido ao seu tamanho diminuto de 5 mm e à coloração que se assemelha à folha, causando confusão. Quando atingem seu pleno desenvolvimento, as lagartas apresentam uma ampla gama de colorações, incluindo tons de verde, castanho-escuro, amarelo e preto, sendo os núcleos verdes e castanho-escuros mais comuns. O ciclo de vida da lagarta compreende cinco empreendimentos, com duração aproximada de 12 a 15 dias, durante os quais consome, em média, 1.107 cm² de área foliar. Notavelmente, 75% desse consumo ocorrem no quinto estágio larval (AGUIAR, et al., 2010). Em situações de ataques persistentes do mandarová em uma determinada região, é aconselhável adotar uma rotação de culturas. Essa prática visa reduzir a população de Praga, uma vez que a retirada do hospedeiro mais propício contribui para a diminuição do seu número. Realizar inspeções regulares nas plantações para identificar focos iniciais também se mostra crucial para tornar o controle mais eficaz (MATOS; CARDOSO, 2003) A citação fala 2003 ? Segundo Borrero e Bellotti, (1983), para áreas de dimensões diminutas, a sugestão é a catação manual e a destruição das lagartas como medida preventiva. Destaca-se que o uso de inseticidas biológicos seletivos à base de Bacillus thuringiensis revelou alta eficácia no controle do mandarová. Esse método demonstra melhores quando aplicado em lagartas com resultados com tamanhos variando entre 5 mm e 3,5 cm de comprimento, ou seja, durante os estágios larvais iniciais, entre o primeiro e o terceiro instar De acordo com Flechtmann (1989), os ácaros representam também uma ameaça significativa para a mandioca, sendo frequentemente encontrados em grande quantidade na parte inferior das folhas, especialmente durante a estação seca do ano. Essas pragas podem causar danos consideráveis, principalmente nas Regiões Nordeste e Centro-Oeste. O seu modo de alimentação envolve a escuridão do estilete no tecido foliar, seguido pela sucção do conteúdo celular. Os ácaros mais importantes para a cultura da mandioca no Brasil são o ácaro-verde (Mononychellus tanajoa) e o ácaro-rajado (Tetranychus urticae), sendo a primeira espécie de maior importância, com a qual estudos têm sido realizados visando seu controle (NORONHA, 2001). Ainda neste sentido, pode-se citar a mosca-branca, a qual pode ser identificada em várias plantas, sejam cultivadas ou nativas.Como a praga que se alimenta diretamente e atua como vetor de vírus, ela ocasiona danos substanciais nas plantações de mandioca nos agroecossistemas das Américas, África e, em menor medida, na Ásia. Os adultos, geralmente, estão localizados na parte superior das folhas da extremidade da planta, sendo possível vê-los ao agitar os efeitos para que alcem voo. Por sua vez, as ninfas (fase jovem do inseto) podem ser derrotadas na face inferior das folhas mais antigas. Ambos, adultos e ninfas, alimentam-se da seiva das folhas. Em situações elevadas, a presença da mosca-branca pode resultar em reduções no rendimento das raízes, especialmente quando o ataque é prolongado (BORRERO; BELLOTI, 1983). Conforme destaca Aguiar et al., (2010), nas Américas, especialmente no Brasil, diversas espécies de formigas cortadoras de folhas têm sido identificadas, sendo que essas formigas são conhecidas por se alimentarem de mandioca. Em populações elevadas e/ou na ausência de controle, essas formigas podem desfolhar as plantas de maneira rápida. Inicialmente, realizar cortes semicirculares nas folhas, podendo atingir as gemas em casos de ataques mais intensos. No campo, os formulários podem ser identificados pelos montes de terra soltos que se formam ao redor das oportunidades de entrada. Os ataques geralmente ocorreram nos primeiros meses do desenvolvimento da cultura. Além disso, como o acúmulo de carboidratos nas raízes está diretamente vinculado à fotossíntese nas folhas, qualquer perturbação nessa parte da planta pode impactar os níveis de produção de substâncias amiláceas. HORTALIÇAS 3.2.1 Pragas e manejo As hortaliças, também chamadas de oleráceas, formam uma extensa categoria de plantas cultivadas englobadas pela prática da olericultura (derivada do latim olus, oleris = hortaliça, collere = cultivar). Isso implica, assim, no cultivo de vegetais ou plantas oleráceas, popularmente reconhecidas como verduras e legumes.Sem autor Sob a perspectiva do cultivo, a maioria das hortaliças se distingue por seu curto período de cultivo, com ciclos de produção anuais (para a maioria), bienais (para alguns) e perenes (para poucos), além da necessidade de tratos culturais intensivos. Quanto ao consumo, a maioria das hortaliças possui uma textura tenra e é utilizada tanto in natura quanto processada. Como produtos frescos, mantêm-se em condições adequadas para consumo por um curto período após a colheita, destacando-se especialmente as folhosas. Sem autor Originária da Ásia, a cenoura (Daucus carota L.) ganhou popularidade devido às atrações selecionadas na França e na Holanda durante o século XVII (Figura 2). Ampla culinária e adaptabilidade a diferentes condições de cultivo trouxe a cenoura a apiácea mais cultivada no mundo, superando facilmente outras culturas da família, tais como: a mandioquinha-salsa, o aipo, o funcho, a salsa e o coentro. Rico em ß-caroteno – precursor da vitamina A, potássio e fibras, tem sido sugerido como um alimento importante visto apresentar princípios ativos eficientes na redução dos níveis de colesterol, controle de infecções e proteção contra alguns tipos de câncer (FILGUEIRA, 2008). Figura 2: Cenoura (Daucus carota L.) Fonte:? Google? Na maioria das situações, a cenoura não é suscetível a ataques de pragas que causam impacto econômico significativo. Isso resulta em um desinteresse específico por parte das empresas de produtos químicos em registrar produtos destinados ao controle de insetos-praga específicos da cenoura, levando à ausência de produtos registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Apesar disso, infestações ocasionais podem causar prejuízos, principalmente durante a fase de germinação (FREITAS et al., 2009) Durante a fase de emergência, uma Lagarta rosca - Agrotis ipsilon (Hufnagel) (Lepidoptera: Noctuidae) (Figura 3) pode atacar as plântulas, resultando na destruição completa delas e na redução do estande. Essas lagartas, de hábitos noturnos e alimentação polífaga, podem ser controladas através de medidas como o preparo correto do solo, a incorporação de restos de culturas, a eliminação de plantas orgânicas, especialmente as gramíneas, e uma supervisão adequada (FILGUEIRA, 2008). Figura 3: Agrotis ipsilon a fêmea adulta. B. Lagarta. Fonte: Os pulgões, representados por Aphis gossypii Glover, Cavariella aegopodii (Scopoli) e Myzus persicae (Sulzer) (Hemiptera: Sternorrhyncha: Aphididae), são insetos sugadores que formam colônias e, em geral, causam danos econômicos. Assim, dada a inexistência de inseticidas específicos para controlar essa praga na cenoura, práticas culturais, como a monitorização populacional utilizando armadilhas amarelas, desempenham um papel crucial na tomada de decisões. Além disso, é viável prevenir a infestação de pulgões adotando medidas como o manejo adequado da segurança, a rotação de culturas com plantas não hospedeiras como gramíneas, a implantação de cercas vivas ou barreiras e a destruição dos restos culturais (PICANÇO, 2010). A cultura do tomateiro para processamento industrial é atacada por diversas espécies de artrópodes-praga (insetos e ácaros), que ocorrem no cultivo desde a sementeira ou quando do transplante das mudas no campo até a época da colheita dos frutos (Figura 4). A importância que cada uma dessas espécies assume para a cultura varia de acordo com a região e a época de cultivo. Com vista a facilitar o reconhecimento desses organismos no cultivo, bem como a adoção e a operacionalização racional de medidas de controle, esses insetos e ácaros fitófagos foram agrupados em regras-chave e secundárias ou ocasionais (LANGE; BRONSON, 1981). Figura 4: Amadurecimento irregular de frutos ocasionado pela mosca-branca. Fonte:? A beterraba, hortaliça tuberosa originária da Europa e pertencente à família Quenopodiácea, compartilha sua linhagem com a acelga e o espinafre verdadeiro. Embora muitas vezes possa ser como uma raiz, ela resulta do espessamento de uma porção do caule. Esta é uma hortaliça que vem ganhando espaço e importância econômica no Brasil sendo, atualmente, uma das dez principais olerícolas produzidas no país (Figura 5). As raízes se caracterizam pelo sabor adocicado e coloração vermelha, devido à presença de betalaínas, substância antioxidante imprescindível na dieta humana (KANNER et al., 2001). Figura 5: Beterraba (Beta vugaris L.) Fonte: Salgado et al., 1998 apontam que, a beterraba é considerada cultura esgotante do solo em razão da considerável remoção de massa verde do campo por ocasião das colheitas, visto que parte da produção é comercializada em maços com folhas, o que valoriza o produto mas retira da área todo o resto da cultura. Outra parte das raízes é embalada em caixas tipo K, sem a folhagem. Assim, o conhecimento do balanço de nutrientes, traduzido pela diferença entre a entrada dos elementos via adubação e a sua exportação nos produtos colhidos, é essencial para se manejar a adubação ao longo dos anos. Não tem esse autor nas referencias e deu plagio em negrito A principal enfermidade que afeta a cultura da beterraba é a cercosporiose, originada pela ação do fungo Cercospora beticola Sacc. Essa patologia resulta na destruição completa do limbo foliar, acarretando, portanto, uma redução significativa na produtividade. A disseminação generalizada da cercosporiose pode ocasionar uma diminuição na produtividade que varia de 15% a 45%. A doença encontra condições favoráveis quando há alta umidade relativa do ar (acima de 90%) e sob temperatura entre 22ºC e 26oC. Apesar do controle químico disponível, a cercosporiose normalmente inviabiliza a comercialização das plantas através de maços, em decorrência da aparência das folhas doentes e senescentes (TIVELLI et al, 2011). Os sinais característicos se manifestam principalmente nas folhas mais antigas devido à sua maior suscetibilidade. Inicialmente, aparecem pequenas bordas que progridem, atingindo de 4mm a a 5mm, de formato mais ou menos arredondado, centro claro e bordas com perímetro de coloração vermelho-púrpura. Sem autor Segundo Weiland& Koch, 2004, à medida que as lesões se intensificam, adquirem tonalidades cinzentas; no entanto, com a necrose, o tecido afetado se desprendendo, resultando em folhas perfuradas. O aumento tanto no número de lesões quanto na expansão da área comprometida propicia a senescência e uma notável redução na superfície foliar. A planta se restabelece por meio das reservas presentes no tubérculo, mas esse processo pode acarretar perdas de rendimento e esse processo é repetido várias vezes durante o ciclo de crescimento da planta (Figura 6). Figura 6: Processo de necrose no tecido. Fonte:? REFERÊNCIAS AGUIAR, E. B.; LORENZI, J. O.; MONTEIRO, D. A.; BICUDO, S. J. Monitoramento do mandarová da mandioca (Erinnyis ello L. 1758) para o controle com baculovirus (Baculovirus erinnyis). 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