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A questão prejudicial é aquela que deve ser decidida pelo juiz previamente à questão principal, com o objetivo de indicar a forma pela qual esta última será decidida. Não há hierarquia dos meios de prova. A verdade é tema fundamental do processo Superação da dicotomia verdade real x verdade formal PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ · O JUIZ DEVE BUSCAR O JULGAMENTO DO MÉRITO. POR ISSO O JUIZ PODE PEDIR DE OFÍCIO A PRODUÇÃO DE PROVAS. · NÃO HÁ VIOLAÇÃO DE IMPARCIALIDADE, O JUIZ APENAS DEIXOU DE SER NEUTRO EM RELAÇÃO AO MÉRITO. · O JUIZ PODE INDEFERIR UMA PROVA QUE DEFERIU. Direito Probatório: DIREITO FUNDAMENTAL À PROVA - Todos têm o direito a apresentar provas, protegendo o contraditório e o direito de desde que, não sejam ilícitas. · Toda prova superveniente de prova ilícita, será anulada também;Art. 157, § 1o, CPP: São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas (...) Não se admitem provas que foram obtidas originariamente de modo ilícito (p. ex., com invasão de domicílio para prender um foragido, sem o mandado de prisão, encontrando-se na casa um computador contendo fotos de menores) · A não ser quando a Teoria da inevitabilidade(Teoria da inevitable discovery exception) é empregada para contornar essa situação. Art. 157, par. 1º (...), salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras · Art. 369, CPC/15: As partes têm o direito de empregar todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz. Meios de prova: são as diversas modalidades pelas quais a constatação sobre a ocorrência ou inocorrência dos fatos chega até o juiz. Objeto de Prova: Provam-se as alegações sobre os fatos, não o direito (iura novit curia – exceção – art. 376, CPC/15 Faz-se necessária a prova de leis internacionais, à exceção de tratados, pois estes passam a integrar o ordenamento jurídico pátrio). Não constituem Objeto da Prova: A. Os fatos notórios (374, I) · aqueles sobre os quais nenhum dos sujeitos tem dúvida. São acontecimentos de conhecimento geral, desnecessários de comprovação, como por exemplo, datas históricas. B. Os fatos incontroversos (por confissão ou admitidos como tal – 374, II e III) · são aqueles aceitos expressa ou tacitamente pela parte contrária, mencionado no artigo 302 do antigo Código de Processo Civil (1973) brasileiro, in verbis: Artigo 302. Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. C. Os fatos negativos (absolutos – os relativos podem e devem ser provados) · Fatos negativos: são fatos muito ou impossíveis de se provar; · absolutos: São fatos impossíveis de se provar. Ex.: Prova de inexistência de um fato; · Relativos: São fatos difíceis de se provar, mas não impossíveis; D. Fatos presumidos · aquele fato em que o legislador presume sua veracidade, dispensando, por isso, a produção de provas quando alegado. Exemplificativamente, a boa-fé é presumida, logo se presume que todos agem de boa-fé, devendo, por isso, ser provada a má fé, caso se queira afastar a presunção legal. E. Provas ilícitas · São nulas todas as provas obtidas mediante tortura, coação, ofensa da integridade física ou moral da pessoa, abusiva intromissão na vida privada, no domicílio, na correspondência ou nas telecomunicações. · Portanto ainda assim podem ser aceitas quando: · A. Admite, contanto que não seja também ilegítima; · Provas ilegítimas são provas inverossímeis, provas não verdadeiras. · B. Inadmissão total; · C. Admite apenas em certos casos (Tráf. de drogas); · D. Admite de maneira mais restrita, quando empregada em sede de direito de defesa ( aplicaçãodo princípio da proporcionalidade) Sistemas de Avaliação de provas · Ordálios · São os chamados “juízos divinos” (iudicii Dei). · A determinação da (ausência de) culpa se dava pela submissão do acusado a uma prova divina. · A prova acabava resultando em graves danos físicos ou morte ao réu · Exemplos: O julgamento das “Bruxas de Salem” (1692-1693) · Deviam tocar as vítimas enquanto elas estivessem tendo ‘ataques’ (fits) – se os ataques cessassem, é porque a pessoa que tocou estava praticando bruxaria Sistema da Prova Legal · Trata-se de sistema que contempla ‘minuciosa determinação dos critérios de apreciação da prova e concomitante limitação ou exclusão a priori de determinadas provas, a que se subtrai crédito formal perante o magistrado, com vistas a restringir ao máximo a liberdade judicial; · Evita a liberdade excessiva do Julgador; · Há hierarquia na pena; · O juiz é obrigado a aplicar a lei e critérios legais, sem margem para interpretação; · As provas têm pesos estipulados pela lei. Sistema de livre Convencimento · O juiz valora livremente o material probatório, apontando as conclusões sem necessidade de apresentação de justificativa; · A valoração se dá única e exclusivamente pela consciência do julgador (secundum conscientiam); · É um julgamento de impressão, pois não há regras de pré-valoração probatória. · O juiz determina caso a caso quais são as provas relevantes, a partir de critérios próprios. Livre Convencimento Motivado · O juiz, para decidir, deve se escorar nas provas carreadas aos autos, e na análise lógico-racional que faz desse material; · Para tanto, aplicará regras jurídicas e se valerá das máximas de experiência (não são um “tesouro privado” do juiz); · O elemento diferenciador é justamente o dever de motivar a decisão judicial (art. 93, IX, CF) Repetido no art. 11, CPC/15; · Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito que a tiver promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu convencimento.; Atividade Probatória · A. Controvérsia – Há controvérsia sobre uma alegação quando pendem nos autos duas versões a seu respeito · B. Pertinência – É pertinente quando visa demonstrar alegação de fato afinada à aplicação do d. material pretendido · C. Relevância - Possui tal característica enquanto seu esclarecimento possa conduzir à verdade dos fatos alegados; pode suprir o juiz com inf. úteis · · Separação do momento da admissão da prova do momento de sua valoração · A admissão da prova está vinculada à sua pertinência, controvérsia e relevância · Após admitida, é que influirá no convencimento judicial (ou seja, só se pode valorar a prova que foi produzida no processo) Proposição -> admissibilidade -> produção -> Valoração -> Decisão Ônus da prova · Incumbência atribuída à determinada parte processual no interesse desse sujeito – ônus de provar os fatos que lhe são favoráveis no processo · Revela-se não em dever, mas em verdadeira necessidade OBS.:Havendo elementos probatórios suficientes nos autos, o ônus da prova mostra-se desnecessário, pois o juiz julgará a partir daquele material · Ônus da prova em caráter subjetivo a) regra de conduta dirigida às partes b) Reside no interesse que a parte possui de ser a vitoriosa na contenda judicial; · Ônus da prova em caráter objetivo a) Como regra de julgamento na inexistência de cumprimento da conduta esperada da parte – vedação de non liquet b) A lei determina a quem incumbe provar e, não o fazendo, arcará com as consequências Art. 373, CPC/15 c) Ainda assim, não se diz que há sanção (pena) para quem não se desincumbe – a parte pode ter produzido prova que não convenceu o juiz e, ainda assim, ter a demanda julgada em seu desfavor. A regra prevista em lei é de que a parte onerada está em melhores condições de produzir a prova. · Carga dinâmica do ônus da prova · Atribuição, pelo julgador, do ônus da prova à quem tem mais facilidade de provar, seja por razões técnicas, profissionais ou econômicas · Dinamização ope iudicis – pelo juízo · Dinamização ope legis – pela lei · Verifica-se, portanto, que o ônus da prova enquanto regra de julgamento só ganha relevância no momento posterior àquele em que o juiz está valorando o materialprobatório. Mas o ônus da prova pode ser determinado (modificado, dinamizado) pelo juiz em sentença, ao decidir, somente? 373, CPC/2015: A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, salvo quando: I - recair sobre direito indisponível da parte; II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. Standards probatórios Modelos: i – preponderância de prova - Espaço para utilização da expressão “verdade formal”. Utilizado em geral no campo cível. ii – prova clara e convincente - iii – prova além da dúvida razoável - Espaço para utilização da expressão “verdade material”. Utilizado no campo penal iv – razoável excludente de qualquer hipótese de inocência - Art. 370: Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias ao julgamento do mérito PROVAS TÍPICAS Prova documental Pode ser qualquer coisa que cristalize um fato ou argumento; Pode ser tanto física(textos, documentos, fotos, cds etc.) quanto virtual, digital e eletrônica; O juiz deve extrair o conhecimento; Os documentos essenciais devem ser juntados na Petição Inicial. Autoria do documento · autor material —> quem produz o documento; · autor intelectual —> quem pediu a produção de provas; · Obs: pode ser a mesma pessoa; A prova documental tem pesos · Documentos Públicos —> Tem mais força provante, pois foi feito por um órgão que tem competência para isso, e foi assinado e dado fé por um funcionário público COMPETENTE. Presunção de veracidade, pois presume-se que o foi feito da forma correta, e apenas se presume verdadeiro os fatos que ocorreram na frente do oficial de justiça, foram verdadeiros devido a fé pública; CABE PROVA EM CONTRÁRIO · Documentos Privados —> Têm menos força probatória, pois não possui fé pública, mas ainda é uma prova forte e válida, pois se presume que houve autoria desse documento, salvo se houver impugnação de autenticidade. · Prova emprestada SÃO REQUISITOS: · tenha sido produzida entre as mesmas partes; · Que tenha por objeto o mesmo fato a ser provado; · Que tenha observado as formalidades legais de produção de própria prova; · É necessário que tenha havido um efetivo contraditório. · O contraditório é muito discutido nesse meio de prova, pois, normalmente ao produzir a prova, ambas as partes estão diretamente envolvidas, discutem e formulam argumentos sobre, tem a possibilidade de impugnar e Prova Testemunhal É um meio probatório previsto no CPC, do qual um terceiro alheio a causa para depor em juízo e fornecer informações sobre o caso em questão. Existem 3 formas de classificar uma testemunha sendo elas: · Testemunha Presencial:é aquela que participou diretamente do fato que culminou na ação judicial, podendo descrevê-lo por meio de seus sentidos; · Testemunha de Referência: Aquela que soube do fato por outras pessoas nele envolvidas; · Testemunha Referida: Aquelas que foram mencionadas no depoimento de outra testemunha; Existem também a testemunha judicial e instrumentária; · A instrumentária é aquela que presenciou a formalização de um ato jurídico e também assinou o devido instrumento. · A Judicial é aquela que relata em juízo o que sabe a respeito dos fatos, podendo ser uma testemunha presencial, de referência ou referida Existem pessoas que são incapazes para serem para testemunhas · Interditados por enfermidades ou deficiência mental; · Aquela que, ao tempo do fato, não podia discernir-lo por conta de enfermidade ou - retardamento mental; · Aquela que, ao tempo do depoimento, não está habilitado a transmitir percepções; Existem também os impedidos que estão no art.447 Parágrafo segundo do CPC; · O cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente, até terceiro grau de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, salvo se o interesse público exigir ou, tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter de outro modo a prova; · Aquela que é parte na causa; · Aquela que intervém em nome de uma parte, seja como tutor, representante legal, advogado ou outra que assista ou tenha assistido as partes. Pessoas suspeitas São consideradas suspeitas aquelas definidas no Art. 447, parágrafo terceiro, do CPC: · o inimigo da parte ou seu amigo íntimo; · aquela que tiver interesse no litígio; Quando a testemunha válida não é obrigada a depor? Existem casos em que uma testemunha é válida, que não se enquadra na exceção legal de incapaz. As hipóteses estão previstas no artigo 448 do CPC: · quando se tem grave dano nos fatos; · quando os fatos acarretem grave dano ao seu cônjuge ou companheiro e a seus parentes consanguíneos. · quando por estado ou profissão deva guardar sigilo sobre os fatos. Etapa de organização: Nesta etapa o juiz acredita que seja necessário a produção de prova testemunhal ele vai intimar as duas partes para que apresentem o rol de testemunhas num prazo de 15 dias. Substituição de testemunha Depois que as testemunhas são apresentadas não poderão ser trocadas apenas em casos em que: · a testemunha falecer; · a testemunha não puder comparecer por conta de enfermidade; · A testemunha não foi encontrada por ter mudado de residência ou local de trabalho. Sobre a Intimação da Testemunha: A responsabilidade de intimar/informar a testemunha é do advogado, devendo intimar a data,hora,local e etc. Existem duas possibilidades: intimar a testemunha por carta com aviso de recebimento, juntando cópia da intimação e o comprovante de recebimento aos autos, com antecedência de pelo menos 3 dias da data da audiência; comprometer-se a levar a testemunha à audiência, independente de intimação. se a testemunha não comparecer, entende-se que a parte desistiu. Contradita da Testemunha Antes de iniciar a inquirição da testemunha, a parte poderá contraditá-la, alegando sua incapacidade, impedimento ou suspeição. Caso a testemunha negue tais fatos, deve ela provar a contradita com documentos ou com testemunhas, podendo arrolar até 3. Se forem comprovados ou confessados os fatos que determinem a incapacidade da testemunha, o juiz poderá dispensar seu depoimento ou tomá-lo como informante. Registro do Depoimento O depoimento da testemunha pode ser registrado de gravação ou digitação. Quando for digitado ou documentado por meio de taquigrafia, estenotipia ou outro método idôneo, o depoimento deve ser assinado pelo juiz, pelo depoente e pelos procuradores das partes. INDEFERIMENTO DE PERGUNTAS O juiz deve começar ouvindo as testemunhas do autor e depois as do réu e o juiz deve indeferir aquelas que: · puderem induzir resposta; · não tiverem relação com questões de fato e objeto da atividade probatória; · importarem em repetição de outra pergunta já respondida. Depoimento Pessoal Depoimento pessoal: Quando o juiz não o determinar de ofício, compete a cada parte requerer o depoimento pessoal da outra, a fim de interrogá-la na audiência de instrução e julgamento (Art. 343). O depoimento pessoal ocorre quando a iniciativa da parte, ou seja, a parte interessada deve pedir o depoimento da parte contrária. O depoimento pessoal ocorre na audiência de instrução e no julgamento; Aplicasse pena de confissão quando a parte não for ao julgamento quando intimida ou quando ela for muito evasiva nas perguntas; Caso haja mentira haverá crime de falso testemunho. Provas periciais · É necessário quando há maior complexidade no assunto discutido, o qual falta formação ao juízo de valorar o fato apresentado. · O perito traduz para as partes e juiz, a complexidade do tema técnico, e com isso se desvenda o fato, possibilitando uma discussão e julgamento mais seguro. · O perito é nomeado, pelo juiz, de confiança deste e deve ser completamente imparcial;OBS.: O perito pode ser nomeado por uma escolha consensual do perito entre as partes. A escolha consensual do perito não impede as partes de alegarem o seu impedimento ou suspeição em razão de fato superveniente à escolha. · O perito pode recusar; (467, CPC - O perito pode escusar-se ou ser recusado por impedimento ou suspeição. Parágrafo único - O juiz,ao aceitar a escusa ou ao julgar procedente a impugnação, nomeará novo perito.) · Pode ser Substituído;( 468, CPC - O perito pode ser substituído quando: I - faltar-lhe conhecimento técnico ou científico; II - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado.) · A perícia pode ser dispensada; (Art 472, CPC - O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes, na inicial e na contestação, apresentarem, sobre as questões de fato, pareceres técnicos ou documentos elucidativos que considerar suficientes.) · O perito produz laudo pericial; · O laudo pericial precisa conter: · Exposição do objeto de perícia; · Análise técnica ou científica realizada pelo perito; · indicação do método utilizado, esclarecendo-o demonstrando ser amplamente aceito pelos especialistas de mesma área; · Respostas conclusivas a todas os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo órgão do ministério público; · Laudo fundamentado com linguagem simples; · A perícia é técnica, não cabendo opinião sobre o caso, também não cabendo sugestões processuais. · As partes podem nomear um assistente técnico que produzirão pareceres sobre a pesquisa e laudo. · O juiz na sentença irá apreciar a prova, indicando na sentença os motivos que o levaram a considerar ou deixar de considerar as conclusões do laudo, levando em conta o método apresentado pelo perito. Inspeção Judicial · O próprio juiz, observe o lugar, as pessoas etc, para esclarecer-se sobre determinados fatos, relativos a estas pessoas, lugares, coisas etc; · O juiz vai analisar, sem uma análise técnica, apenas usará disto para esclarecer-se sobre os fatos; Ata Notarial · É lavrada por um tabelião; · A ata notarial é um instrumento público que tem por finalidade constatar a realidade de um fato, de modo imparcial, público e responsável. A ata notarial é, necessariamente, firmada por um notário, como um tabelião, por exemplo. · Tem função Pública; · É um documento público; · Há a mesma presunção de veracidade dos documentos públicos; · Dentro da ata notarial é afirmado a existência ou não, e/ou modo de existir de fatos; · Inclusive de documentos eletrônicos; · A ata notarial serve como uma certificação de que algo existiu, exemplo eu levo ao cartório a prova que eu desejo que seja feita a ata, uma conversa de wpp, e o tabelião vai lá e assegura que essa prova existiu; · O interessado que paga os custos; · Sobre o tabelião se aplicam as regras de imparcialidade; · A ata pode ser contestada por outras provas; PROVAS ATÍPICAS Provas que não estão previstas no código de processo civil. NEMO POTEST VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM · Conhecido também como boa fé objetiva. · A conduta das partes, é de grande influência para o processo, na fase instrutória podem ser apresentados provas e fatos em que a conduta de uma das partes foi completamente contrária ao que se espera, ou ao que foi apresentado durante o processo.