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1. ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS 
• TEORIAS SOBRE AS ESPÉCIES 
TRIBUTÁRIAS: 
− Teoria binária ou bipartite: Vinculados e 
não vinculados; 
− Teoria tripartite: Impostos, taxas e 
contribuições → Usada pelo CTN; 
− Teoria quadripartite: Acrescenta os 
empréstimos compulsórios; 
− Teoria pentapartite: Inclui as contribuições 
de melhoria → Usada pelo STF e maioria 
das doutrinas; 
− Teoria hexapartite: Impostos, taxas, 
contribuições de melhoria, empréstimos 
compulsórios, contribuições sociais e 
contribuições especiais. 
1.1 IMPOSTOS: 
• Definição: Art. 16 CTN; 
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato 
gerador uma situação independente de qualquer atividade 
estatal específica, relativa ao contribuinte. 
• Fato gerador: Manifestação de capacidade 
contributiva → Sua base de cálculo não pode 
ser diverso do valor do imóvel a ser tributado; 
• Tributo devido em virtude da prática, pelo 
contribuinte, de um fato que revela capacidade 
para contribuir, revela riqueza; 
• Ex) Imposto sobre a propriedade de veículo 
automotor → Se for de luxo é maior do que 
quem tem veículo popular; 
• Competência: Rol de fenômenos econômicos 
que serve como índice de capacidade 
contributiva - Art. 153, 155 e 156 CF → Distribui 
entre União, Estados, DF e Municípios; 
− O art. 154 CF admite que a União venha a 
instituir outros impostos não previstos, é 
denominado “competência residual da 
União”. 
• Base de cálculo: Grandeza econômica de 
cada fato manifestado; 
• Não vinculado: O nascimento da obrigação de 
pagar não está vinculado à existência de uma 
atividade estatal específica → O produto de sua 
arrecadação não pode ser vinculado a uma 
finalidade ou despesa específica; 
• Causa constitucional: Dever de todos. 
1.2 TAXAS: 
• Definição: Art. 77 CTN; 
Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo 
Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas 
respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício 
regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou 
potencial, de serviço público específico e divisível, prestado 
ao contribuinte ou posto à sua disposição. 
Parágrafo único. A taxa não pode ter base de cálculo ou 
fato gerador idênticos aos que correspondam a imposto 
nem ser calculada em função do capital das empresas 
• Vinculado: Taxas são devidas em face da 
ocorrência de um fato diretamente ligado a uma 
atividade estatal; 
• Fato gerador: Atividade relacionado a uma 
atuação do Poder Público (serviço público ou 
poder de polícia); 
• Serviço público: Deve ser específico e 
divisível; 
− É possível determinar a qual contribuinte o 
serviço está sendo prestado, o quanto 
desse serviço está sendo aproveitado, 
utilizado ou posto à disposição desse 
mesmo contribuinte, individualmente, até 
que seja possível dimensionar o valor da 
taxa a ser exigido → Uti singuli; 
− Ex) Taxa de coleta de lixo, taxa de emissão 
de passaporte, etc, ... 
− Antiga taxa de iluminação é inconstitucional 
→ Não é divisível, só pode ser remunerada 
por tarifa. 
• Poder de polícia (78 CNT): Atividade estatal 
que, por meio de normas, limita direitos dos 
cidadãos → Atividade normativa e material; 
• Base de cálculo: 
− Teoria do benefício: Calcula o benefício 
que o contribuinte receberia da atuação do 
estado para apurar qual seria o valor da 
taxa → Difícil aplicação; 
− Teoria da equivalência: Usa o custo da 
atividade e divide pelo nº de usuários 
(calculo por estimativa) → Mais usada no 
ordenamento brasileiro. 
• Fundamento constitucional: Critério de 
justiça → Se o indivíduo gera uma demanda 
específica, é justo que ele custeie esse serviço. 
1.3 CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA: 
• Definição: Art. 81 CTN; 
Art. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União, 
pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no 
âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para 
fazer face ao custo de obras públicas de que decorra 
valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa 
realizada e como limite individual o acréscimo de valor que 
da obra resultar para cada imóvel beneficiado. 
• Fato gerador: Obra + Valorização imobiliária; 
• Base de cálculo: O contribuinte não pode ser 
obrigado a pagar valor superior ao da 
valorização do seu imóvel, e o valor arrecadado 
não pode superar o custo total da obra; 
• Fundamento constitucional: Critério de 
justiça → Se há obra pública que vá gerar 
impacto positivo para os contribuintes, é justo 
que eles arquem com o custeio do valor da 
obra; 
• São vinculadas a uma atuação estatal (obra 
pública), mas também exige uma manifestação 
de riqueza do contribuinte (valorização do 
imóvel provocada pela obra). 
1.4 EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO (148 CF): 
• Competência: Exclusiva da União; 
• O STF reconhece como tributo por estar na CF 
(efeito de reconhecimento de direitos e 
obrigações) → Não são tributos sob um prisma 
econômico, pois não transferem em definitivo 
riqueza do setor privado para o setor público; 
• Somente podem ser criados diante de 
situações específicas: Guerra externa ou sua 
iminência, calamidade pública, ou investimento 
público de caráter relevante. 
1.5 CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS (149 e 
149-A, CF): 
• Os recursos obtidos com sua arrecadação 
devem ser necessariamente aplicados no 
atendimento da finalidade que justifica sua 
cobrança → Se diferenciam das demais 
espécies devido sua finalidade; 
a) CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS: 
• Tem por finalidade atender ou custear 
atividades de natureza social do Estado; 
I. Contribuições de custeio da seguridade 
social (195 CF): Custear atividades do Estado 
ligadas à assistência social, previdência social e 
saúde; 
• Contribuições devidas pelos empregadores, 
empresas e entidades a elas equiparadas, 
incidente sobre: 
− Folha de salários e demais rendimentos do 
trabalho pagos ou creditados, mesmo sem 
vínculo empregatício; 
• Contribuição devida sobre a receita de 
concursos prognósticos; 
• Contribuição do importador de bens ou serviços 
do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar 
II. Outras: Custear outras atividades de cunho 
social; 
• STF considerou que as contribuições criadas 
pela LC nº 110/2001 não eram de seguridade, 
nem encontravam previsão constitucional → 
Seriam contribuições sociais gerais, e são 
válidas; 
• Ex) Contribuição para o salário-educação (§5º, 
212, CF). 
b) CIDE (de intervenção no domínio 
econômico): 
• Finalidade: Prestigiar os princípios referentes 
à ordem econômica (170 CF); 
• Ex) Contribuição para o SEBRAE, adicional de 
tarifa portuária, etc, ... 
• CIDE-Combustíveis (§4º, 177 CF): Cide sobre 
a importação ou comercialização de petróleo e 
seus derivados, gás natural e derivados e 
álcool combustível. 
c) CICPE (de interesse de categorias 
profissionais ou econômicas): 
• A União pode instituí-las, tendo como 
contribuintes os membros de determinado 
grupo ou setor profissional/econômico, a fim de 
custear atividades que sejam de interesse 
desse grupo → Parafiscalidade; 
• Ex) Contribuições para o SESC, SENAI, CRM, 
CRO, etc, ... 
• Contribuição à OAB: Não tem natureza 
tributária → Não se encaixa aqui 
− A anuidade dos conselhos profissionais, à 
exceção da OAB, tem natureza tributária, 
de contribuição instituída no interesse de 
categoria profissional. 
d) COSIP (de custeio da iluminação 
pública): 
• Constrição para o custeio do serviço de 
iluminação pública; 
• Súmula Vinculante 41 STF: 
Inconstitucionalidade da taxa de iluminação 
pública → Não é serviço público e divisível; 
• É um imposto travestido de contribuição.

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