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LINFROGRANULOMA VENÉREO (LGV) - Doença em si: O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que atinge os órgãos genitais e os gânglios da virilha. É caracterizada pelo envolvimento do sistema linfático, tendo como processos básicos a trombo- linfangite (inflamação de um vaso linfático devido a um trombo) e perilinfangite (Inflamação do tecido situado à volta dos vasos linfáticos.). Provocam inflamação da uretra (uretrite) e do colo (cervicite). Ocorre geralmente nos trópicos. Os sintomas começam aproximadamente de 3 a 12 dias após a infecção Sua evolução clínica apresenta 3 fases: Primária – No local da penetração da bactéria se evidenciam erosões rápidas e indolores, pápulas ou ulcerações No homem - No sulco balonoprepucial, no prepúcio ou meato uretral; Na mulher, acomete fúrcula cervical, clitóris, pequenos e grandes lábios. Podem aparecer feridas também no colo do útero, ânus e boca. A cicatrização das lesões no estágio primário acontece de maneira espontânea em torno de duas semanas. Secundária - O aparecimento de linfogranuloma venéreo é diagnosticado nesse estágio devido o surgimento do bubão inguinal, que pode ser acompanhado de febre e mal-estar. Todo o processo entre a primeira e segunda fase pode passar desapercebido até o desenvolvimento do bubão. Terciária - Quando há drenagem de material purulento por vários orifícios no bubão, com ou sem sangue, que, ao involuir, deixa cicatrizes retraídas ou queloides. O estágio terciário LGV, corresponde às seqüelas da doença. - Diagnóstico Pode ser feito clinicamente quando as lesões são visíveis a olho nu. E através de Sorologia com imunofluorescência direta e Cultura celular de Mccoy. Deve ser feito um diagnóstico diferencial em todos os estágios para que sejam descartadas outras doenças como: Tuberculose cutânea, micoses profundas, donovanose, sífilis e granuloma inguinal. - Tratamento Se for começado no início da doença, o tratamento com antibióticos produz uma cura rápida. Posteriormente, o médico deve confirmar regularmente que a infecção está curada. Além disso, faz-se o possível por identificar todos os parceiros sexuais da pessoa infectada para que também sejam examinados e tratados. Quando não tratada adequadamente, a infecção pode agravar-se, causando elefantíase (acúmulo de linfa no pênis, escroto e vulva). Antibioticoterapia: Tianfenicol Sulfametoxazol Azitromicina Doxiciclina E Drenagem da Adenite inguinal purulenta. - Assistência de enfermagem/orientações: Orientação primaria para a prevenção das IST’s, recomendar sempre o uso de preservativos e manter cuidado com a higiene intima após relação sexual. Promover ações educativas com objetivo de orientar sobre os riscos de comportamentos sexualmente inadequados desenvolvidas em ambientes tais como ambulatórios, unidades básicas de saúde, escolas ou na comunidade organizada. Essas ações devem estar correlacionadas com a prevenção primária, como também o aconselhamento dos pacientes infectados com IST´s, juntamente com seus parceiros assim evita-se novas contaminações. Os enfermeiros podem prescrever e aplicar medicamentos conforme o protocolo do Ministério da saúde, de acordo com a Lei do Exercício Profissional n. 7.498/86, de 25 de junho de 1986, regulamentada pelo Decreto n. 94.406, de 8 de junho de 1987. É realizado um apanhado dos sinais e sintomas da doença, solicitam-se informações de parceiros sexuais. Realiza-se exame físico para detectar erupções, lesões, edemas, drenagem e presença de secreções. Na mulher avalia-se a hipersensibilidade abdominal e uterina. Observa-se também se há inflamação ou exsudato na região faríngea e bucal. Com isso, posteriormente, faz-se o exame da genitália ou retal. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Notificação - Não é doença de notificação compulsória nacional. Observação - As associações entre diferentes DST são freqüentes, destacando-se, atualmente, a relação entre a presença de DST e aumento do risco de infecção pelo HIV, principalmente na vigência de úlceras genitais. Por isso o paciente deve ser orientado a realizar o teste de HIV.