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Análise Experimental do Comportamento Professor Tiago Soica Pereira Psicólogo Clínico Especialista em Análise do Comportamento Plano de Aulas Aula 2 ´ B. F. Skinner, a Análise do Comportamento e o Behaviorismo Radical. ´ A História de Skinner, o Mentalismo e equívocos em relação ao Behaviorismo Radical. Bibliografia Básica ´ MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2019, Capítulo 12. Bibliografia Complementar: ´ Andery, M. A.; Micheletto, N. e Sério, T. M. (2006). Definição de Comportamento. Comportamento e Causalidade, 1-9. Disponível em: https://www.pucsp.br/sites/default/files/download/pos graduacao/programas/psicologia- experimental/comportamento_causalidade_2009.pdf Burrhus Frederic Skinner Burrhus Frederic Skinner ´ 20 de Março de 1904 ´ Formado em Letras e, posteriormente torna-se Phd em Psicologia em Harvard. ´ Professor e chefe do departamento de Psicologia em Minessota, ´ Professor em Harvard. ´ Falecimento em 18 de Agosto dd 1990. ´ Prêmios: Medalha Nacional de Ciência; Medalha de Ouro da American Psychological Association; e o Distinguished Scientific Contribution Awards, da Associação de Psicologia Norte-Americana. Burrhus Frederic Skinner A Análise do Comportamento Análise do Comportamento ´ Ciência ´ Manifesto Behaviorista de John B. Watson. ´ Proposta de uma psicologia como ciência natural como a física e biologia, por exemplo. ´ Métodos científicos para o estudo do comportamento. ´ Expansão da filosofia behaviorista e o conceito de comportamento Operante com B. F. Skinner. ´ Proposta do Behaviorismo Radical: a inclusão de comportamentos privados e o estudo da subjetividade. ´ 3 bases da Análise do Comportamento: Behaviorismo Radical; Análise Experimental do Comportamento; e a Análise Aplicada do Comportamento. O Behaviorismo Radical ´ “O homem age sobre o mundo modificando-o, e por sua vez é modificado pelas consequências de suas ações” (B. F. Skinner) ´ Filosofia da Ciência ´ Visão de Mundo ´ Visão de Homem ´ O estudo do comportamento humano como determinado pelo ambiente. ´ Deslocamento de uma visão criacionista, internalista, dualista e mentalista para um entendimento monista, materialista, selecionista e interacionista. ´ O ambiente muito além daquilo que podemos observar. Behaviorismo Radical Análise Experimental do Comportamento Análise Experiemental do Comportamento ´ Pesquisa Básica ´ Laboratórios ´ Organismos infra-humanos ´ Leis do comportamento ´ Desenvolvimento de tecnologia para a previsão e controle do comportamento ´ Univesidades Análise Aplicada do Comportamento Análise Aplicada do Comportamento ´ Assuntos Humanos ´ Aplicação da teoria no cotidiano ´ Terapia ´ Escola ´ Trabalho ´ Governo ´ Políticas Públicas ´ Artes ´ Cultura O Mentalismo e Equívocos sobre o Behaviorismo Radical Mentalismo ´ Causas internas para o comportamento ´ Explicações que remetem ao cérebro, cognição, mente, espírito, alma, personalidade ´ Busca de características únicas do seres humanos que causariam o comportamento ´ Sentimentos como causa ´ Pensamentos como causa ´ Menor ou nenhuma atenção ao ambiente como determinante para o comportamento. Sociedade Mentalista ´ Religião ´ Cultura ´ Saberes populares ´ Sentimentos como causas do comportamento ´ Pensamentos como habilidade especial que diferencia os homens dos demais animais ´ Mundo interno ´ Mente ´ Cognição ´ Vontade ´ Eu criador Equívocos sobre o Behaviorismo ´ O Behaviorismo ignora a consciência, os sentimentos e os estados mentais ´ Negligencia os dons inatos e argumenta que todo comportamento é adquirido durante a vida do indivíduo ´ Apresenta o comportamento simplesmente como um conjunto de respostas a estímulos, descrevendo a pessoa como um autômato, um robô, um fantoche ou uma máquina ´ Não tenta explicar os processos cognitivos ´ Não considera as intenções ou os propósitos ´ Não consegue explicar as realizações criativas – na Arte, por exemplo, ou na Música, na Literatura, na Ciência ou na Matemática ´ Não atribui qualquer papel ao eu ou à consciência do eu Equívocos sobre o Behaviorismo ´ É necessariamente superficial e não consegue lidar com as profundezas da mente ou da personalidade ´ Limita-se à previsão e ao controle do comportamento e não apreende o ser, ou a natureza essencial do homem ´ Trabalha com animais, particularmente com ratos brancos, mas não com pessoas, e sua visão do comportamento humano atém-se, por isso, aqueles traços que os seres humanos e os animais tem em comum ´ Seus resultados, obtidos nas condições controladas de um laboratório, não pode. Ser reproduzidos na vida diária, e aquilo que ele tem a dizer acerca do comportamento humano no mundo mais amplo torna-se, por isso, uma metaciência não-comprovada ´ Ele é super simplista e ingênuo e seus fatos são ou triviais ou já bem conhecidos ´ Cultura os métodos da Ciência mas não é científico; limita-se a emular as Ciências Equívocos sobre o Behaviorismo ´ Suas realizações tecnológicas poderiam ter sido obtidas pelo uso do senso comum ´ Se suas alegações são válidas, devem aplicar-se ao próprio cientista behaviorista e, assim sendo, este diz apenas aquilo que foi condicionado a dizer e que não pode ser verdadeiro ´ Desumaniza o homem; é redutor e destrói o homem enquanto homem ´ Só se interessa pelos princípios gerais e por isso negligencia a unicidade do individual ´ É necessariamente antidemocrático porque a relação entre o experimentador e o sujeito é de manipulação e seus resultados podem, por essa razão, ser usados pelos ditadores e não pelos homens de boa vontade ´ Encara as ideias abstratas, tais como moralidade ou justiça como ficções ´ É indiferente ao calor e à riqueza da vida humana, e é incompatível com a criação e o gozo da arte, da música, da literatura e com o amor ao próximo. Para a próxima aula… Bibliografia Básica ´ MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2019, Capítulo 1 e 2. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ´ MILTENBERG, R. G. Modificação do Comportamento: Teoria e Prática. São Paulo, SP. CENGAGE, 2018. Capítulo 8. LABORATÓRIO ´ DANNA, M. F.; MATOS, M. A. Ensinando Observação – Uma Introdução. São Paulo: Editora Edicon, 1998.