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<p>MATRIZES DO PENSAMENTO</p><p>PSICOLÓGICO</p><p>Watson e Skinner</p><p>1</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O Behaviorismo não é a ciência do</p><p>comportamento humano, mas sim a</p><p>filosofia dessa ciência.</p><p>2</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>Agimos por vontade causada por um</p><p>sentimento...</p><p>Sentimentos são originados por</p><p>necessidades físicas (fome...), por</p><p>necessidades não físicas (afeto, amor...)</p><p>Onde estão esses sentimentos e estados</p><p>mentais? Num lugar que não possui</p><p>dimensões físicas, chamado mente, e são</p><p>mentais.</p><p>3</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p> Como pode um fato mental causar ou ser</p><p>causado por um fato físico?</p><p>Se quisermos levar uma criança a comer um</p><p>prato muito nutritivo, mas não muito</p><p>saboroso, simplesmente nos asseguramos de</p><p>que não há nenhuma outra comida disponível</p><p>e, eventualmente, ela acabará por comer!</p><p>Privá-la de comida é um fato físico que</p><p>ocasiona o sentimento de fome que é um fato</p><p>mental.</p><p>4</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O ESTRUTURALISMO</p><p> Descrever o que as pessoas fazem, sem se</p><p>preocupar com as causas psíquicas, também é</p><p>uma forma de prever comportamentos.</p><p> Linguistas: restringem-se a fonética (sons),</p><p>semântica (significado das palavras) e sintaxe</p><p>(estudo das frases, orações em seus significados).</p><p> Outra forma de previsão é possível com base no</p><p>princípio de que as pessoas provavelmente farão</p><p>outra vez aquilo que fazem com frequência,</p><p>seguindo costumes e hábitos.</p><p>5</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O ESTRUTURALISMO</p><p> Também pode ser estudada como uma</p><p>função da época ou da idade (infância à</p><p>maturidade).</p><p>O estruturalismo e o desenvolvimentismo</p><p>não nos dizem por que os costumes são</p><p>obedecidos, por que as pessoas votam de</p><p>uma certa maneira ou apresentam certas</p><p>atitudes ou traços de caráter, ou por que</p><p>línguas diferentes possuem traços</p><p>diferentes.</p><p>6</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O ESTRUTURALISMO</p><p>O Estruturalismo nos diz como as pessoas</p><p>agem, mas esclarece muito pouco por</p><p>que se comportam desta ou daquela</p><p>forma.</p><p>7</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO METODOLÓGICO</p><p> Também conhecido como behaviorismo</p><p>clássico, é uma abordagem da psicologia que</p><p>se baseia na observação e experimentação</p><p>para estudar o comportamento humano.</p><p> Defende que o comportamento pode ser</p><p>previsível e controlado a partir de</p><p>estímulos.</p><p>O principal nome do behaviorismo</p><p>metodológico é John B. Watson.</p><p>8</p><p>JOHN BROADUS WATSON</p><p>1878-1958 - EUA</p><p>Psicólogo Estadunidense</p><p>Considerado o fundador do</p><p>comportamentalismo (ou simplesmente</p><p>behaviorismo)</p><p>Procura examinar do modo mais objetivo</p><p>o comportamento humano e dos animais,</p><p>com ênfase nos fatos objetivos (estímulos</p><p>e reações), sem fazer recurso à</p><p>introspecção”</p><p>9</p><p>JOHN B. WATSON</p><p>O primeiro Behaviorista explícito.</p><p> 1913 publicou um manifesto “A Psicologia</p><p>tal como a vê um behaviorista”, onde a</p><p>Psicologia deveria ser redefinida como o</p><p>estudo do comportamento.</p><p> Fez importantes observações acerca do</p><p>comportamento instintivo.</p><p> Defendeu uma psicologia objetiva,</p><p>empiricista, antimentalista, que negava a</p><p>introspecção como método confiável para a</p><p>produção de conhecimento e que seria parte</p><p>das ciências naturais.</p><p>10</p><p>JOHN BROADUS WATSON</p><p>Reflexos e Reflexos Condicionados.</p><p>O ser humano como uma máquina</p><p>Testes com ratos</p><p>Parecia que o comportamento humano</p><p>não tinha características distintas</p><p>11</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO METODOLÓGICO</p><p>“A psicologia do outro”: considerar</p><p>apenas aqueles fatos que podem ser</p><p>objetivamente observados no</p><p>comportamento de alguém em relação</p><p>com a sua história ambiental prévia.</p><p>Exemplo: criança sem comer há muito</p><p>tempo ficará com fome e por essa razão ela</p><p>comerá. Ocorre no passado e ocorrerá no</p><p>futuro.</p><p>12</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO METODOLÓGICO</p><p> Influências do clima, da cultura, das pessoas</p><p>e dos incidentes, o estudo do humano</p><p>comparado as outras espécies de animais</p><p>são tópicos explorados.</p><p>O Behaviorismo Metodológico descartou-se</p><p>de muitos problemas suscitados pelo</p><p>mentalismo (percepção e pensamento a</p><p>partir de imagens mentais, consciência e</p><p>cognição), ficando livre para trabalhar em</p><p>seus próprios projetos, sem digressões</p><p>filosóficas.</p><p>13</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO METODOLÓGICO</p><p>Críticas</p><p>Os sentimentos experimentados</p><p>imediatamente antes de agir não terão</p><p>nenhuma relação com nosso</p><p>comportamento?</p><p>O poder da mente sobre a matéria em</p><p>doenças psicossomáticas?</p><p>14</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO METODOLÓGICO</p><p>Críticas</p><p>O que dizer dos processos intrapsíquicos</p><p>da Psiquiatria nos quais os sentimentos</p><p>produzem ou suprimem outros</p><p>sentimentos e as lembranças evocam ou</p><p>mascaram outras recordações? ...</p><p>A exclusão desses temas se deve a</p><p>impossibilidade de um acordo público</p><p>acerca de sua validade.</p><p>15</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO RADICAL</p><p>Proposto por Skinner em 1945.</p><p>Três conceitos importantes:</p><p>comportamento, ambiente e estímulo.</p><p>“comportamento” descreve uma relação</p><p>entre organismo e ambiente. Mais</p><p>especificamente na relação entre as</p><p>atividades do organismo, que são as</p><p>respostas, e os eventos ambientais que</p><p>são os estímulos.</p><p>16</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO RADICAL</p><p>o ambiente inclui não só o local com o</p><p>qual o sujeito interage, mas também</p><p>todos os objetos e seres vivos incluídos</p><p>nessa interação e o próprio organismo,</p><p>que nesse caso é chamado de ambiente</p><p>interno.</p><p>Estímulo: qualquer evento ou</p><p>combinação de eventos relacionados com</p><p>a ocorrência de uma resposta.</p><p>17</p><p>BURRHUS FREDERIC SKINNER</p><p>1904-1990 EUA</p><p>Psicólogo behaviorista, inventor e filósofo</p><p>norte-americano.</p><p>Professor na Universidade Harvard de</p><p>1958 até sua aposentadoria, em 1974.</p><p>18</p><p>BURRHUS FREDERIC SKINNER</p><p> A ação humana dependente das</p><p>consequências de ações anteriores</p><p>(Reforço).</p><p> Se as consequências fossem ruins, havia uma</p><p>grande chance de a ação não ser repetida;</p><p> Se as consequências fossem boas, a</p><p>probabilidade de a ação ser repetida se</p><p>torna mais forte.</p><p> Skinner chamou isso de princípio de reforço</p><p>19</p><p>BURRHUS FREDERIC SKINNER</p><p>Três fases na vida</p><p> Em seus primeiros trabalhos (1930-1937) foi</p><p>defensor mais do empirismo, fisiologismo,</p><p>ideias muito próximas de Watson.</p><p> Em 1953, na obra “Ciência e</p><p>Comportamento Humano”, enfatiza a</p><p>necessidade de o conhecimento ser útil e ter</p><p>um significado próprio. Ênfase na predição e</p><p>controle. A busca por ordem (ordenar o</p><p>mundo).</p><p> A influência da Biologia aparecem</p><p>marcadamente mais no final de sua obra</p><p>20</p><p>BURRHUS FREDERIC SKINNER</p><p> As características essenciais da ciência para</p><p>Skinner, não são determinados conceitos,</p><p>instrumentos ou métodos rígidos, mas, sim,</p><p>atitudes, resumidas nas três seguintes:</p><p>• a ênfase nos fatos, nos dados, no empírico –</p><p>o que deveria levar à rejeição da autoridade</p><p>e dos desejos do pesquisador quando estes</p><p>interferem no contato com a natureza;</p><p>• a honestidade intelectual;</p><p>• e o afastamento de conclusões prematuras.</p><p>21</p><p>BURRHUS FREDERIC SKINNER</p><p> Skinner cita o abandono do conceito de</p><p>“relação de causa e efeito” em favor do de</p><p>“relação funcional”</p><p> a concepção da determinação ambiental do</p><p>comportamento vai acabar sendo definida</p><p>(no período pós-1953) como resultado da</p><p>interação entre as histórias filogenética</p><p>(seleção natural), ontogenética</p><p>(condicionamentos) e cultural (evolução</p><p>cultural) do indivíduo, como resultado de</p><p>uma influência crescente da Biologia sobre o</p><p>pensamento de Skinner.</p><p>22</p><p>SKINNER</p><p>“Ferramentas” para a ciência do comportamento</p><p>Humano</p><p> uma busca pelo controle e simplificação das</p><p>condições envolvidas (que poderia ser entendida</p><p>como uma preferência pela experimentação)</p><p> uma busca por descrições quantitativas das relações</p><p>funcionais, especialmente em termos de frequência e</p><p>probabilidade;</p><p> atitudes de honestidade intelectual e cautela no</p><p>estabelecimento de conclusões;</p><p> a adoção da previsão e do controle como critérios</p><p>últimos de validação do conhecimento.</p><p>Ponto fundamental: ética da investigação e da prática</p><p>científica, promovendo a sobrevivência</p><p>da cultura.</p><p>23</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO RADICAL</p><p>O Behaviorismo Radical adota uma linha</p><p>diferente. Não nega a possibilidade da</p><p>auto-observação ou do autoconhecimento</p><p>ou sua possível utilidade, mas questiona a</p><p>natureza daquilo que é sentido ou</p><p>observado e, portanto, conhecido.</p><p>24</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO RADICAL</p><p> Restaura a introspecção, mas não aquilo que os</p><p>filósofos e os psicólogos introspectivos</p><p>acreditavam “esperar”, e suscita o problema de</p><p>quanto de nosso corpo podemos realmente</p><p>observar.</p><p> A introspecção não como método (procedimento</p><p>ou estratégia de investigação), mas como forma</p><p>de reconhecer o mundo privado das atividades</p><p>humanas, no mesmo patamar das demais</p><p>modalidades de comportamento aberto e que</p><p>responde a mudanças do ambiente como</p><p>consequência efetiva nas ações dos indivíduos.</p><p>25</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO RADICAL</p><p>O mentalismo, ao fornecer uma aparente</p><p>explicação alternativa, mantinha a atenção</p><p>afastada dos acontecimentos externos</p><p>antecedentes que poderiam explicar o</p><p>comportamento.</p><p>O Behaviorismo Radical restabelece um</p><p>certo tipo de equilíbrio. Não insiste na</p><p>verdade por consenso e pode, por isso,</p><p>considerar os acontecimentos ocorridos no</p><p>mundo privado dentro da pele.</p><p>26</p><p>AS CAUSAS DO COMPORTAMENTO</p><p>O BEHAVIORISMO RADICAL</p><p>O ambiente externo deu sua primeira</p><p>grande contribuição durante a evolução</p><p>das espécies, mas que surte efeito</p><p>diferente conforme o indivíduo, conforme</p><p>seus fatores internos (mente).</p><p>A estimulação que se origina no interior</p><p>do corpo representa papel importante no</p><p>comportamento.</p><p>27</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Os estímulos não suscitam respostas</p><p>operantes imediatas e sim simplesmente</p><p>modificam a probabilidade de respostas</p><p>virem a ser emitidas. Do contrário</p><p>seríamos robôs! Diferente do reflexo</p><p>(exemplo: tirar a mão quando encosta em</p><p>algo muito quente).</p><p>28</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>O futuro do BEHAVIORISMO</p><p> Uma parte dos estudos do comportamento</p><p>limitam-se à forma, topografia ou estrutura</p><p>do comportamento e outra parte recorre ao</p><p>“sistema nervoso conceptual” dos modelos</p><p>matemáticos e das teorias dos sistemas.</p><p>Grande parte permanece francamente</p><p>mentalista. Talvez essa diversidade seja</p><p>salutar.</p><p> A ciência ainda é recente e possui</p><p>oportunidades de avanço nessa área.</p><p>29</p><p>Referências</p><p>• ZILIO, Diego; CARRARA, Kester. Behaviorismos: Reflexões históricas e</p><p>conceituais. 2016.</p><p>• SAMPAIO, Angelo Augusto Silva. Skinner: sobre ciência e comportamento</p><p>humano. Psicologia: ciência e profissão, v. 25, p. 370-383, 2005.</p><p>• SKINNER, B. F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix, 1974 (original).</p><p>Tradução de Maria da Penha Villalobos. 15. ed. Publicação, São Paulo :</p><p>Cultrix, 2009.</p><p>30</p>