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Autocompaixão A autocompaixão precisa estar por trás de todo processo de Mindful Eating, é muito difícil, a gente conseguir ajudar nossos pacientes a prestar atenção nos seus comportamentos com a comida sem autocompaixão. Por que toda vez que estimulamos eles a botar consciência nas ações e atitudes com a comida, inicialmente eles percebem um monte de comportamentos disfuncionais, percebem que nem todos pensamentos são legais, as emoções também não, o comportamentos menos ainda. E se não ajudarmos os nossos pacientes com exercícios de autocompaixão, a atenção plena nas atitudes alimentares, ao invés de ser momentos de consciência, vão ser momentos de tortura. E vai ser tão desagradável praticar a atenção plena na comida que eles podem até desistir. Então para que os nossos pacientes consigam sustentar a atenção neles mesmos, precisam de um trabalho de autocompaixão, para não encarar tudo que for percebendo com julgamentos. Comecem questionando eles: O que você diria para algum amigo que fracassou e não mandou muito bem em algo? Provavelmente, diriam palavras de incentivo e de compreensão. Diriam que só volta a tentar, segue em frente. Que todo mundo erra. Pelo menos você tentou. Mas com erros deles, eles se tratam com muitos julgamentos. Com os outros eles são compreensivos, empáticos e com eles mesmo é só paulada. Só criticas e julgamentos. E ainda pegam aquele erro e generalizam ao seu valor e sua capacidade. Passam a se tratar: eu não sou capaz, gaguejei na palestra e sou ruim. Um amigo meu gaguejou, foi a mesma situação e eu digo, calma, só foi um pouco no começo, você estava ótimo, o conteúdo foi ótimo. Licenciado para - Larissa P ereira do N ascim ento - 47595486882 - P rotegido por E duzz.com Ou seja, o erro do outro é só um erro e um acontecimento e o dele é uma sentença de fracasso, uma prova de incapacidade. E as vezes é o mesmo erro. E o que agrava ainda mais essa falta de autocompaixão é o quanto eles fazem isso sem se dar conta. Também é importante uma psicoeducação sobre Autocompaixão: Compaixão é um conceito assim como o Mindfulness da psicologia budista dessa compreensão oriental de ver o sofrimento do outro de uma forma gentil, empática, querendo genuinamente que o outro se livre do sofrimento. É ver um amigo sofrendo e acolher aquele sofrimento e ter vontade que ele pare. E o que seria a Autocompaixão? Seria se tratar com compaixão, de forma compassiva. Nos momentos que não mandamos muito bem. É olhar com responsabilidade para a situação, enxergar onde você errou e com gentileza tentar ver o que você pode melhorar e se você já consegue melhorar. Porque as vezes a gente se exige para mudar algo e ainda não consegue. E como faz isso? Oferecendo a si mesmo a empatia que ofereceríamos a um outro que está sofrendo. É assumir um erro, perceber que não foi tão legal, que podia ter feito melhor, e isso não é se acomodar no erro. Muito ao contraio, isso é autorresponsabilidade e é autocompaixao. Não existe autocompaixão sem aceitação. Se ele não aceitar, que naquele momento, foi o melhor que pôde fazer, mesmo não sendo legal, ele vai ficar remoendo, se esculachando e não vai conseguir se tratar com autocompaixão para ver o que pode melhorar. Porque ele fica preso no erro, na falhar. E o pior, sem poder fazer nada pra mudar, porque já passou. O não julgamento da espaço para a aceitação. Quando a gente ajuda o nosso paciente a não olhar a situação com criticas e sim como uma possibilidade de aprender com aquela situação, isso é aceitação. A aceitação é a base do mindfulness. Não tem como ter atenção plena e ficar se julgando. Prestar atenção no momento e na situação, é aceitar o que é. Aceitar que a dificuldade é essa. Mas não cruzar os braços diante daquilo. E sim buscar melhorar. Isso é mindfulness, aceitação e autocompaixão. Licenciado para - Larissa P ereira do N ascim ento - 47595486882 - P rotegido por E duzz.com Se eu presto atenção, mas não aceito. Não é mindfulness. Porque atenção plena é aceitar a situação como ela é. Aceitar o erro e buscar maneiras de lidar melhor com aquilo. A base da autocompaixão é a ideia que nosso sofrimento precisa ser acolhido. Que os nossos erros não anulam nossos valores como pessoa e temos uma humanidade em comum porque todo mundo erra. Exemplos: Assim como eu tive um final de semana de exagero, milhares de pessoas passam por isso. Assim como eu mandei mal na live, milhares de pessoas passam por isso. Assim como não fui tão bem no concurso que eu tava dando a vida estudando, milhões de pessoas passam por isso. Porque é do humano mandar mal. E não ir tão bem. Muitas vezes o que a gente ver do outro é um recorte do outro indo bem. Então se o seu paciente não aceitar que pode errar, ele facilmente desiste. Aceitar não é acomodar. Muito pelo contrário. Aceitar é olhar para aquela situação de maneira racional e autorresponsável para tentar o quanto antes continuar tentando. Seu paciente precisa perceber que é do humano emoções desagradáveis, pensamentos feios, comportamentos estranhos, assim como todo mundo. Se eu pratico atenção plena eu vou ver que passa um monte de coisa esquisita na minha cabeça. Não é legal, eu não gosto, mas é a nossa humanidade em comum. E um outro ponto é que precisamos ajudar nossos pacientes a ser capaz de sustenta o mal estar. Quando eles percebem que exagerou na comida, isso gera um mal estar, mas muitas vezes, não vou conseguir me livrar disso rápido, o máximo que posso fazer é tentar me tratar com gentileza e pensar que na próximo posso ser melhor. Mas não consigo virar chave para me sentir bem imediatamente, então pra eu conseguir me tratar com autocompaixão eu preciso sustentar o sofrimento. E isso é muito difícil. Talvez seja um dos trabalhos mais difíceis. Mas é extremamente importante. Alguns pacientes confundem autocompaixão com “passar a mão na cabeça Licenciado para - Larissa P ereira do N ascim ento - 47595486882 - P rotegido por E duzz.com E vamos ensinando que não se trata disso e sim de olhar para o que aconteceu de errado, analisar todos os pontos do problema, mas sem julgamento e sim com uma intensa vontade de ajudar a si mesmo. Reconhecendo o que aconteceu, ao invés de ficar remoendo. Ajudar eles a direcionar a atenção, a percepção ao esforço, ao que foi feito, até no momento que ele exagerar na comida, ao invés de já se atacar por isso. Tentar perceber gatilhos, tentativas de resistir ao impulso, e o que pode fazer em outro momento. Esse raciocínio ajuda para que ele se trate com autocompaixão. Vamos destacar fortemente isso que a autocompaixão não tem a ver com ficar passando a mão na cabeça com pena, não tem a ver com pena, passividade ou vitimismo. Então o exercício é claro: É ensinar eles a se ajudar, a tratar a si mesmo, como trataria uma pessoa que ama. E a partir da autocompaixão eles podem praticar a bondade amorosa, para referirem, usarem como eles mesmo palavras de bondade. Bondade amorosa é se cuidar, com palavras de afirmações de qualidades que eles identificam nele. Isso é importante porque eles têm uma tendencia de só se esculacharem. A bondade amorosa vem para eles se relembrarem de suas qualidades. O maior problema desse comportamento julgador é que nunca ajuda a evoluir e não evoluindo, não faremos melhor de uma próxima vez. Eles precisam lutar contra os julgamentos. Mas orientem a eles que isso requer prática, já que não é algo ensinado ao longo da vida. Na nossa geração a quando tirávamos uma nota baixa nossos pais nos castigava, ao invés de nos ensinar a aprender algo com a situação, ter compaixão e melhorar na próxima. Então é treino, e compreensão o que realmente é a autocompaixão. Licenciado para - Larissa P ereira do N ascim ento - 47595486882 - P rotegido por E duzz.com