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UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV Imagens:https://www.canva.com/design/DAFqO-6q8GQ/eAvZx57ucqP3DH9EqVyY3Q/edit?analyticsCorrelationId=88377bb1-f82f- 4b9d-814d-d84a5599cfe7 1. RECONHECER OS COMPONENTES CELULARES E ACELULARES DO SANGUE E SUAS ORIGENS (COM ÊNFASE NO SISTEMA HEMATOPOIÉTICO) E SUAS RESPECTIVAS FUNÇÕES PRINCIPAIS COMPOSIÇÃO Componentes sólidos: Eritrócitos, plaquetas (fragmentos de megacariócitos da MO) e leucócitos o 45% (41% hemácias e 4% plaquetas e céls brancas) Componentes líquidos: plasma- agua e proteínas+ lipídios + carboidratos+ minerais e eletrólitos o 55% (água – 92% e proteínas – 8%) o Albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação do sangue, fibrinogênio, componentes do sistema complemento, transferrina, haptoglobina, plasminogenio, ceruloplasmina, lipoproteínas, alfa-1- antitripsina, ORIGEM As células pluripotentes (blastos) dão origem aos outros tipos celulares Os blastos podem se auto-renovar ou se direcionar para a divisão celular, dando origem aos precursores linfoides e mielóides Linhagem linfoide: produzidos na MO e se maturam nos órgãos linfoides- glóbulos brancos Linhagem mieloide: produzidos e maturados na MO- glóbulos vermelhos CÉLULAS VERMELHAS Eritroblastos Reticulócitos Eritrócito ou hemácia RETICULÓCITO Origem: perda do núcleo do eritroblasto É cerca de 2% dos glóbulos do sangue periférico Função: produção de proteínas, indicador de função do tecido hematopoético Eritropoetina: produzida nas células renais; influencia na produção do reticulócito estímulo pela hipóxia Atividade proliferativa compensatória: vista com o aumento dos reticulócitos Medula hipoproliferativa: vista com a diminuição dos reticulócitos Eritopoese ineficaz: Eritroblastos que não completam seu desenvolvimento e são destruídos na medula ERITRÓCITO Origem: reticulócitos, com a perda da sua capacidade de produzir proteínas Funções: transportar O2 e CO2 por meio da hemoglobina Célula mais prevalente no sangue periférico Sobrevida no sangue: 120 dias; são destruídas na MO, baço e fígado PLAQUETAS ▪ Precursor: Megacariócito (origem até 5mil plaquetas) Megacarioblasto → megacariócito → plaquetas https://www.canva.com/design/DAFqO-6q8GQ/eAvZx57ucqP3DH9EqVyY3Q/edit?analyticsCorrelationId=88377bb1-f82f-4b9d-814d-d84a5599cfe7 https://www.canva.com/design/DAFqO-6q8GQ/eAvZx57ucqP3DH9EqVyY3Q/edit?analyticsCorrelationId=88377bb1-f82f-4b9d-814d-d84a5599cfe7 UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV ▪ Possui 4 tipos de grânulos: o α-grânulos: FVW, fibrinogênio e fator plaquetário o Corpos densos: Fornece energia o Lisossomos: Ricos em enzimas o Microperoxissomos: Ricos em catalase ▪ Trombopoetina (TPO) – 95% produzida pelo fígado: Regula a produção de plaquetas Função: hemostasia, trombose e coagulação. São ativadas quando “necessitadas” - Realizam o tampão hemostático primário Trombopoetina: produzida no rim e nos hepatócitos; responsável pela maturação dos megacariócitos projeções citoplasmáticas plaquetas no sangue Sobrevida: 10 dias na circulação sanguínea CÉLULAS BRANCAS Função: defesa do organismo Tipos: mononucleares e polimorfonucleares Mono: linfócitos, plasmócitos e os monócitos Poli: neutrófilos, eosinófilos e basófilos A linhagem linfoide é mais prevalente em crianças do que a mielóide Órgão linfoide primário: timo e MO Órgão linfoide secundário: MALT, baço, MO, linfonodos, amigdalas LEUCÓCITOS ▪ Agranulócitos/ mononucleares: Linfócitos, plasmócitos e monócitos ▪ Granulócitos/ polimorfonucleares: Neutrófilos, eosinófilos e basófilos ▪ RN e criança – predomínio de linfócito ▪ Adulto – predomínio de neutrófilos NEUTRÓFILOS Origem: Mieloblasto – precursor mais imaturo ▪ Metamielócito e bastonetes: Formas não maduras o Mieloblasto e metamielócito não é encontrado no sangue periférico em condições normais Função: Mais numeroso, grânulos enzimáticos com ação antibacteriana. ▪ Maturação dura em média 14 dias, por isso em infecções pode estar aumentado formas imaturas EOSINÓFILO Grânulos enzimáticos fortemente corados por eosina, ação contra parasitas e agentes alergênicos BASÓFILOS Ação contra alérgenos, também chamado de mastócitos a nível tecidual LINFÓCITOS ▪ Linfócito T: Amadurece no timo (estão em maior qnt.) Função: imunidade celular ▪ Linfócito B: Amadurece na própria medula (plasmócito → imunidade humoral/ anticorpo) Função: agem na imunidade humoral, secreção de anticorpos UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV ▪ Linfócito NK: Não possui MHC e age em céls. tumorais e infectadas por vírus PLASMA ▪ É constituído principalmente por água (92%), agindo como solvente a pH 7,4 ▪ Componentes: maioritariamente proteínas plasmáticas, nutrientes, gases respiratórios, hormônios e íons inorgânicos (eletrólitos) ▪ albumina: regulação da pressão osmótica do sangue ▪ imunoglobulinas G: sistema imunitário, fibrinogênio e fatores de coagulação HEMATOPOESE UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV LOCAL No feto o sangue é produzido no saco vitelínico (antes das 6 semanas) Depois das 6 semanas de vida quem desempenha essa função de produção celular é o fígado e o baço MEDULA ÓSSEA Por volta dos 1-2 anos a medula óssea começa a ser a principal produtora de sangue e isto se perpetua até a vida adulta Durante o resto da infância, há substituição progressiva da medula dos ossos longos por gordura o No adulto, a medula hematopoética (vermelha) é confinada ao esqueleto central e extremidades proximais do fêmur e úmero) o Mesmo nas regiões hematopoéticas, cerca de 50% da medula é composta por gordura (amarela) o Envelhecimento: medula amarela fica cinza, tecido adiposo e substitui por fibroblastos e fica fibroso ▪ A medula óssea gordurosa remanescente é capaz de reverter para hematopoética e, em muitas doenças, pode haver expansão da hematopoese aos ossos longos ▪ O fígado e o baço podem retomar seu papel hematopoético fetal (“hematopoese extramedular”) ESTROMA ▪ Nos diferentes nichos hematopoéticos existem, além dos precursores hematopoéticos, outras células que constituem o estroma ▪ Formado por componente: 1. Celular: Fibroblastos, osteoblastos, osteoclastos, células-tronco mesenquimais, adipócitos, macrófagos, linfócitos e células endoteliais dos sinusoides medulares 2. Acelular: Substâncias que modulam as atividades celulares, chamadas fatores de crescimento, citocinas e proteínas de matriz extracelular, as quais favorecem a organização e a estrutura da MO CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS ▪ As CT possuem capacidade de autorrenovação, mantendo a celularidade da medula constante o Divide-se em 2: Uma célula para autorrenovação e outra para diferenciação ▪ A quantidade de CT reduz e acumula mutações genéticas dos 8 aos 60 anos As células precursoras são capazes de responder a fatores de crescimento hematopoéticos com aumento de produção seletiva de uma ou outra linhagem celular de acordo com as necessidades A regulação da hematopoese é dependente tanto de interação célula-célula quanto de fatores de crescimento solúveis presentes nos diferentes microambientes, compondo os nichos hematopoéticos DESTRUIÇÃO DAS HEMÁCIAS ▪ Ocorre após 120 dias pelo sistema monocítico-macrofágico (majoritariamente no baço, fígado e MO) ▪ As hemácias velhas possuem ↓ metabolismo, oxidação da hemoglobina e deposição de anticorpos + complemento – reconhecida e eliminada ▪ Decomposta em: o Globina – origina os AA o Heme – libera o ferro e forma bilirrubina UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV 2. EXPLICAR A FISIOLOGIA DA COAGULAÇÃO, EM ACORDO COM AS HEMOSTASIAS PRIMÁRIA (PLAQUETÁRIA) E SECUNDÁRIA (CASCATA OU VIAS CLÁSSICAS DO SISTEMA DE COAGULAÇÃO) A hemostasia pode ser definida como uma série complexa de fenômenos biológicos que ocorre em imediata resposta à lesão deum vaso sanguíneo com objetivo de deter a hemorragia. O mecanismo hemostático inclui três processos: hemostasia primária, coagulação (hemostasia secundária) e fibrinólise. Esses processos têm em conjunto a finalidade de manter a fluidez necessária do sangue, sem haver extravasamento pelos vasos ou obstrução do fluxo pela presença de trombos Hemostasia: sequência de respostas que interrompe o sangramento Mecanismos: o espasmo vascular o formação plaquetário o coagulação sanguínea HEMOSTASIA PRIMÁRIA É o processo inicial da coagulação desencadeado pela lesão vascular. Imediatamente, mecanismos locais produzem vasoconstrição, alteração da permeabilidade vascular com produção de edema, vasodilatação dos vasos tributários da região em que ocorreu a lesão e adesão das plaquetas. ESPASMO VASCULAR- VASOCONSTRIÇÃO o Diminui o tamanho da lesão o Diminui o fluxo Quando artérias ou arteríolas são danificadas, o músculo liso arranjado de forma circular em suas paredes contrai-se de imediato O espasmo vascular reduz a perda de sangue por vários minutos a algumas horas, tempo durante o qual os outros mecanismos hemostáticos entram em ação. O espasmo é provavelmente causado pelo dano ao músculo liso, por substâncias liberadas de plaquetas ativadas e por reflexos iniciados pelos receptores de dor. o Endotelina o Contração muscular o Nociceptores ADESÃO PLAQUETÁRIA A diminuição do fluxo sanguíneo e exposição do colágeno permite ativação de contato de plaquetas e fatores de coagulação Colágeno: principal substrato para a agregação plaquetária; mais potente agonista plaquetário Proteína GPVI: participa da adesão e a ligação plaqueta-GPVI- colágeno O conteúdo dos grânulos das plaquetas é secretado- receptores de adesão e agregação o ADP- ativação e engurgitamento das plaquetas o Serotonina- vasoconstrição ATIVAÇÃO PLAQUETÁRIA UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV o TxA2: amplifica ativação plaquetária, fechando uma alça de retroalimentação positiva à principal função é recrutar plaquetas ainda em repouso que estejam passando próximo da área lesada o fatores de crescimento: reparo tecidual o fator plaquetário 3 (PF3): reações da cascata de coagulação AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA Fenômeno mediado pela glicoproteína IIb/IIIa, utilizando o fibrinogênio como ponte para ligar uma proteína à outra à antes da ativação a GPIIb/IIIa é incapaz de ligar fibrinogênio agregação plaquetária ▪ A aderência inicial de plaquetas no local lesado ocorre via receptores GP1a e GP1b, sendo mediada pelo VWF- a ativação plaquetária promove uma alteração conformacional desses receptores, passando a agir fortemente com o fibrinogênio circulante, permitindo a agregação e formação de um trombo mais coeso Quem faz o tampão plaquetário permanecer agarrado ao colágeno é o fator de von Willebrand à na ausência deste fator as plaquetas são arrastadas para longe do colágeno exposto pelo fluxo sanguíneo ▪ A agregação contínua de plaquetas promove crescimento do tampão hemostático, o qual cobre o tecido conectivo exposto ▪ Esse tampão hemostático primário é instável, sendo produzido já ao final do primeiro minuto após a lesão → Costuma ser suficiente para o controle temporário do sangramento (o aumento da atividade plaquetária por ADP e TXA2 resulta em uma massa plaquetária suficiente para cobrir a área de lesão endotelial) ESTABILIZAÇÃO DO TAMPÃO PLAQUETÁRIO ▪ A hemostasia definitiva é obtida quando a fibrina, formada pela coagulação do sangue, é acrescentada à massa de plaquetas e pela retração/ compactação do coágulo induzida pelas plaquetas ▪ Após a lesão vascular, a formação de fase inicia a cascata de coagulação ▪ A quantidade muito maior de trombina gerada pela fase secundária no sítio da lesão converte o fibrinogênio (solúvel no plasma) em fibrina, potencializa a agregação e as secreções de plaquetas, além de ativar os fatores XI e XIII e os cofatores V e VIII HEMOSTASIA SECUNDÁRIA O sistema de coagulação é representado por um conjunto de proteínas plasmáticas, inicialmente inativas (zimogênios) que ativam umas às outras em efeito dominó e de modo exponencial 5 substancias cortam as vias da coagulação: • trombomodulina: forma um complexo com a trombina que ativa a proteína C, que passa a degradar os fatores VIIIa (via intrínseca) e Va (via final comum) • proteína S: cofator da proteína C; tbm ativa de forma independente os fatores Va, VIIIa e a protrombinase (Xa) UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV • heparan-sulfato: ativam a antitrombina III circulante (mesmo cofator da heparina) à acelera a hidrólise, pela AT III, dos fatores dependentes de vitamina K (II, VII, IX, X) à interrompe via extrínseca, intrínseca e final comum • inibidor da via do fator tecidual (TFPI): inibe o complexo fator tecidual – VIIa – Xa e corta a via extrínseca CASCATA DE COAGULAÇÃO A coagulação sanguínea consiste na conversão de uma proteína solúvel do plasma, o fibrinogênio, em um polímero insolúvel, a fibrina, por ação de uma enzima denominada trombina Sistema de amplificação substancias de iniciação proteólise cascata de proteínas precursoras circulantes geração de trombina trombina converte o fibrinogênio solúvel no plasma em fibrina fibrina infiltra os agregados de plaquetas nas lesões os tampões primários são convertidos em tampões hemostáticos firmes, definitivos e estáveis O modelo da cascata dividiu a sequência da coagulação em duas vias: a via intrínseca na qual todos os componentes estão presentes no sangue e na via extrínseca na qual é necessária a presença da proteína da membrana celular subendotelial, o fator tecidual (TF) 5. Lembrar do fator 8,9 e 11; lembrar do 7 VWF: protege o fator 8 VIA INTRÍNSECA o Mais lenta, minutos o Contato com cargas negativas o Avaliada pelo TTPa 1. A coagulação, pela via intrínseca, é desencadeada quando o fator XII e ativado pelo contato com alguma superfície carregada negativamente (por exemplo, colágeno ou endotoxina). Além do fator XII, estão envolvidos neste processo o fator XI, a pré-calicreína e o cininogênio de alto peso molecular 2. Da interação destes elementos é ativado o fator XI, que transforma o fator IX em IXa. 3. O fator IXa e o fator VIIa associam-se à superfície de fosfolipídio através de uma "ponte" de cálcio estimulando a conversão de fator X para Xa UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV VIA EXTRÍNSECA o Rápida, segundos o Tromboplastina (extrínsecas) inicia a formação da protrombinase. 1. Os tecidos lesados liberam o fator tecidual (tromboplastina tecidual), que forma um complexo com o fator VII, mediado por íons cálcio. Este complexo age sobre o fator X estimulando sua conversão em Xa 2. Uma vez ativado, o fator X se combina com o fator V na presença de Ca 2+ para formar a enzima ativa protrombinase, completando a via extrínseca. VIA COMUM A partir deste ponto, as duas vias encontram um caminho comum em que ocorre a conversão de protrombina em trombina que, por sua vez, estimula a transformação de fibrinogênio em fibrina. 1. A protrombinase e o Ca 2+ catalisam a conversão da protrombina em trombina. 2. A trombina, na presença de Ca 2+ , converte fibrinogênio, que é solúvel, em filamentos de fibrina frouxos, que são insolúveis. 3. A trombina também ativa o fator XIII (fator estabilizador da fibrina), que fortalece e estabiliza os filamentos de fibrina em um coágulo forte. O plasma contém um pouco de fator XIII, que também é liberado pelas plaquetas presas no coágulo. 4. A trombina exerce dois efeitos de feedback positivo. Na primeira alça de feedback positivo, que envolve o fator V, acelera a formação de protrombinase. A protrombinase, por sua vez, acelera a produção de mais trombina e assim por diante. UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV 5. Na segunda alça de feedback positivo, a trombina ativa plaquetas, que reforçamsua agregação e a liberação dos fosfolipídios plaquetário ▪ Após algumas horas, todo o tampão é transformado em uma massa sólida de fibrina com ligações cruzadas FIBRINÓLISE O processo de digestão da fibrina pela protease específica de fibrina, a PLASMINA - a plasmina circula em sua forma inativa, o PLASMINOGÊNIO - em resposta a lesão, as cels endoteliais sintetizam e liberam o plasminogênio tecidual (tPA), que converte plasminogênio em plasmina - a plasmina remodela o trombo e limita sua extensão pela digestão proteolítica da fibrina. A plasmina não restringe sua ação apenas sobre a fibrina. Também é capaz de quebrar o fibrinogênio ou agir diretamente sobre a fibrina, quer seja polimerizada ou não, formando os "produtos de degradação da fibrina" Inibidor da via do fator tecidual- inibe o fator 12 e FATOR 7 - tanto o plasminogenio quanto a fibrina se ligam às lisinas sobre o coágulo de fibrina, proporcionando a especificidade ao processo fibrinolítico para o coágulo - à semelhança da cascata de coagulação, existem reguladores negativos da fibrinólise: as cels endoteliais sintetizam e liberam o inibidor do ativador de plasmogenio (PAI), que inibe o tPA - alfa-2-antiplasmina circula no sangue em altas concentrações e em condições fisiológicas inativa com rapidez qualquer plasmina que não esteja ligada a coágulos - apenas o plasminogenio ligado à rede de fibrina é transformado em plasmina 3. CONHECER OS PRINCIPAIS TESTES LABORATORIAS DO SISTEMA DE COAGULAÇÃO/COAGULOGRAMA BÁSICO (TEMPO DE SANGRAMENTO, NÚMERO PLAQUETÁRIO, TP/ RNI, TTP, TT E DOSAGEM DE FIBRINOGÊNIO) QUE AUXILIAM NO DIAGNÓSTICO DE UM PACIENTE COM SANGRAMENTO COAGULOGRAMA Fragilidade capilar (prova do laço) Morfologia e contagem plaquetária Tempo de sangramento (TS) Tempo de protrombina (TP) Tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa ou KTTP) Tempo de trombina (TT) Dosagem de fibrinogênio UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV ▪ Avalia hemostasia primária: TS e morfologia e contagem Plaquetária, fator de von willlebrand ▪ Os três primeiros exames, tempo de coagulação, fragilidade capilar e retração do coágulo, são considerados testes obsoletos, destituídos de valor clínico e que não devem mais ser realizados pelo laboratório ▪ Os exames que avaliam a hemostasia primária são a morfologia plaquetária, a contagem de plaquetas e o TS CONTAGEM PLAQUETÁRIA o A plaquetometria normal varia entre 150.000-450.000/mm3 → mede hemostasia primária o Os índices plaquetários principais são o VPM (volume plaquetário médio) e o PDW (índice de anisocitose plaquetário) o O aumento do VPM (normal: 3-12 fL) sugere destruição periférica de plaquetas, como na PTI (púrpura trombocitopênica imune) e na PTT (púrpura trombocitopênica trombótica) o Na faixa de 50.000 é indicativo de sangramento, e abaixo de 30.000 tem risco de sangramento grave TEMPO DE PROTROMBINA (TP)/ TAP o TEMPO DE CONVERSÃO DA PROTROMBINA EM TROMBINA Avalia os fatores VII, X, V, protrombina (II) e fibrinogênio (prolongado na concentração reduzida desses fatores)- via extrínseca o O tempo normal de coagulação é de 10-14s o Costuma ser expresso como INR o Avalia via extrínseca e comum RNI (RAZÃO NORMATIZADA INTERNACIONAL) o RELAÇÃO ENTRE O TP DO PACIENTE E UM TP MÉDIO NORMAL corrigido para a “sensibilidade” da tromboplastina em uso o Reflete o tempo necessário para o sangue coagular relativamente a um valor médio o É o índice usado na monitorização de doentes que fazem terapêutica anticoagulante oral o Quanto maior for o valor do INR, mais tempo leva o sangue a coagular- é o que usa na prática o Na prática: O aumento da dose diária de medicamento anticoagulante aumenta o INR; A diminuição da dose diária diminui TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADA TTPA/ TTP/ KTTP O Avalia o sistema intrínseco e comum o DETECTA DEFICIENCIA dos fatores II, V, VIII, IX, X, XI e XII, precalicreína, cininogênio de alto peso molecular e fibrinogênio o Pode estar alterado no paciente que não sangra por avaliar os fatores XII, precalicreína e cininogênio de alto peso molecular (Ex.: Pedido no pré-op.) → Sem repercussão clínica, sendo responsável por alteração do coagulograma in vitro o Utilizado na monitorização da anticoagulação com heparina e para screening do anticoagulante lúpico o O tempo normal para coagulação é de 30-40s TEMPO DE TROMBINA (TT) o Permite avaliar a transformação do fibrinogênio em fibrina- via comum o Sensível à deficiência de fibrinogênio ou à inibição de trombina UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV o Tempo de coagulação normal de 14-16s o Não avalia a participação do fator XIII (estabilizador da fibrina) DOSAGEM DE FIBRINOGÊNIO o Valor normal é acima de 100 mg/dl Fator 13 não altera coagulograma* Clínica: Criança, sem histórico gestacional que justifique o sangramento, com sangramento exacerbado em coto umbilical e hemorragia intracraniana 4. COMPREENDER OS ASPECTOS FARMACOLÓGICOS FUNDAMENTAIS (AÇÕES BÁSICAS DO SISTEMA DE COAGULAÇÃO) E CLÍNICOS (INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES PRINCIPAIS AO USO, VANTAGENS E DESVANTAGES NA ESCOLHA E USO, MONITORAMENTO LABORATORIAL, CONDUTAS FRENTE À SOBREDOSAGEM) DAS HEPARINAS HNF E HBPM, VARFARINAS E AAS ANTIAGREGANTES PLAQUETÁRIOS Hemostasia primária, trombo ARTERIAL (trombo branco) AAS- TXA2 Clopidogrel- ADP Tirofiban e amibiximabe- age na gpIIa/IIIb ▪ Medicamento mais usado dessa classe de drogas, consiste em um AINE ▪ Age através da inibição irreversível da COX-1, impedindo a síntese do tromboxano A2 (prostaglandina que induz a ativação plaquetária) ▪ Isso desloca o equilíbrio dos mediadores químicos a favor dos efeitos antiagregantes da prostaciclina, prevenindo a agregação plaquetária ▪ Esse mecanismo faz com que esse medicamento seja um importante redutor de eventos cardiovasculares ▪ Uso terapêutico: Isquemia cerebral transitória, IAM, profilaxia TVP e TEP após imobilização prolongada ▪ RA: Relacionados aos AINEs, como dispepsia e doença ulcerosa péptica ▪ Tempo de sangramento fica alongado, podendo causar complicações como aumento da incidência de acidente cerebral hemorrágico e sangramento gastrintestinal o Pacientes com maior risco de sangramentos: idade avançada, hipertensos, tabagistas, DM, coagulopatas e obesos ▪ Vantagens: o Após administração oral, o AAS é rápido e completamente absorvido pelo TGI o Os níveis plasmáticos máximos são atingidos após 10 a 20 minutos o Liga-se amplamente às proteínas plasmáticas e são rapidamente distribuídos a todas as partes do organismo o Não necessita de monitorização ▪ Baseado nos riscos relacionados ao AAS, foi estabelecido que ele oferece um benefício que supera o malefício para pacientes com risco muito alto, estando indicado para eles ▪ Nos pacientes com risco intermediário ou baixo, o risco supera o benefício, tornando-se não indicado ▪ Intoxicação: Redução da posologia, carvão ativado e diurese alcalina ANTICOAGULANTES ▪ Os anticoagulantes atuam na inibição dos fatores de coagulação (ex.: heparina) ou na interferência na síntese desses fatores (ex.: antagonistas de vitamina K) UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV HEPARINA NÃO FRACIONADA (HNF) ▪ Inibe indiretamente a trombina por atuar como cofator da antitrombina, aumentando sua atividade e, consequentemente, seu efeito anticoagulante sob a trombina, o fator Xa (principalmente), e, em menor grau, os fatores XII, XI e IXa- via intrínseca e comum Tratamento com bomba de infusão ▪ Indicação: Prevenção de fenômenos tromboembólicos em pacientes com insuficiência renal em hemodiálise ▪ Contraindicações: Hipersensibilidade à heparina, trombocitopenia severa, endocardite bacteriana subaguda, suspeita de hemorragia intracraniana, hemorragia ativa incontrolável, hemofilia ▪ Desvantagens: monitoramento, trombocitopenia induzida (5-10 dias após início da terapia) e osteoporose(uso > 6 meses) ▪ Monitoramento: o Utilizando-se o ↑Tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) ou os níveis plasmáticos de heparina o As medições devem ser feitas antes da terapia com heparina, 4-6h após seu início, e 4-6h após qualquer alteração de dose o O valor geralmente aceito como alvo de manutenção da terapia com heparina é de 1,5 a 2,5x a média do valor de controle ou do limite superior do intervalo normal de TTPa o Pelo risco de trombocitopenia induzida por heparina, deve-se monitorizar a contagem de plaquetas diariamente a partir do 4o dia de tratamento, ou a cada dois a três, a partir do 4o dia, em pacientes em uso de dose profilática, até o 14o dia ou até que a heparina seja interrompida ▪ Antídoto: Cloridrato de protamina HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR (HBPM) EnoXAparina, ▪ Inativam o fator Xa ▪ Apresentam menor efeito sobre a trombina, por serem moléculas pequenas e incapazes de formar os complexos inativadores da trombina ▪ Portanto, as HBPM (e fondaparinux – inibidor seletivo de fator Xa) não causam alargamento do TTPa ▪ HBPM: enoxaparina, dalteparina e tinzaparina ▪ Indicações: TVP já estabelecida com ou sem EP, prevenção de tromboses venosas associadas à cirurgia ortopédica ou à cirurgia geral, e em pacientes acamados devido a doenças agudas, incluindo insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória, infecções graves e doenças reumáticas ▪ Contraindicações: Alergia à heparina e seus derivados, sangramentos ativos de grande porte e condições com alto risco de desenvolvimento de sangramento incontrolável, incluindo AVC hemorrágico recente, e crianças ▪ Vantagens: Maior biodisponibilidade por via subcutânea, efeito anticoagulante prolongado (permitindo 1 a 2 administrações diárias), efeito dose-resposta mais previsível e com boa relação ao peso corporal ▪ Monitorização laboratorial não é necessária, desde que seja usada doses corretas ▪ Escolha para gestantes ▪ Antídoto: Cloridrato de protamina VARFARINA ▪ Cumarínicos (antagonistas da vit. K) AGE NO TP!!!! ▪ Inibe a síntese de fatores de coagulação dependentes da vitamina K (II, VII, IX e X) e as proteínas anticoagulantes C e S UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV AGE MAIS NO FATOR 7 PQ A MEIA VIDA É MENOR E POR ISSO ALTERA O TAP COMO A VARFARINA TAMBEM ATUA EM PC E PS, QUE SÃO ANTICOAGULANTES, NÃO PODE USAR NA TROMBOSE INICIALMENTE, PQ PODE PIORAR A TROMBOSE ▪ Durante os primeiros dias de tratamento, o prolongamento de TP reflete principalmente a sua ação sobre a via extrínseca da coagulação, através da depressão do fator VII ▪ Os outros fatores (II, IX e X) mantêm-se relativamente inalterados durante os primeiros dias. Deste modo, o paciente não está completamente anticoagulado com varfarina até que estes outros componentes também sejam reduzidos ▪ Efeito terapêutico atingido cerca de 1 semana após o início da terapia. Por esta razão, os anticoagulantes parenterais devem ser utilizados por 4-5 dias, sendo descontinuados após este período, quando garantido um nível de RNI (2-3) ▪ Indicações: Prevenção primária e secundária do embolismo sistêmico em pacientes com próteses de válvulas cardíacas ou FA e na prevenção do AVC, do infarto agudo do miocárdio e da recorrência do infarto ▪ Contraindicações: 24h antes ou após cirurgia/parto, gravidez (especialmente durante o 1o trimestre), aborto incompleto, hemorragias, HAS grave não controlada, endocardite bacteriana, hemofilia, aneurisma cerebral ou aórtico, feridas ulceravas abertas, alergia à varfarina ▪ o Inicialmente 2x por semana até estabilização do INR dentro da faixa alvo – A seguir, semanalmente ou quinzenalmente o Após INR mantido e dose estabilizada, monitorizar mensalmente o valor do INR o INR alvo: entre 2,0 e 3,0. Em pacientes com síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAF) e múltiplos episódios de tromboembolismo, deve-se considerar manter o INR entre 2,5 e 3,5 ▪ Antídoto: vitamina K – Caso não tenha o complexo protrombínico, pode-se usar plasma fresco congelado 5. DISCUTIR OS ÊXITOS E AS DIFICULDADES DO CONTROLE AMBULATORIAL DA ANTICOAGULAÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA E SEU IMPACTO NA SAÚDE DOS PACIENTES QUE A REQUEREM REFERÊNCIAS Tortora, Gerard J. Princípios de anatomia e fisiologia / Gerard J. Tortora, Bryan Derrickson; tradução Ana Cavalcanti C. Botelho... [et al.]. – 14. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016 UC16 SP1 Evelin Salvi TXIV Junqueira, Luiz Carlos Uchoa, 1920-2006 – Histologia básica: texto e atlas / L. C . Junqueira, José Carneiro; autor- coordenador Paulo Abrahamsohn. – 13. ed. – [Reimpr.]. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. Ed. Guanabara Koogan. 2ª ed, 1996. -SILVERTHORN, D. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada, 7ª Edição, Artmed,. 2017. MINISTÉRIO DA SAÚDE Brasília - DF 2015 Hemocomponentes Guia para o uso de 2ª edição. STOELTING. Manual de Farmacologia e Fisiologia na Prática Anestésica 3ed. 2016. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia –. Bases Patológicas das Doenças. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010;.