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Ano: 2016 Banca: Instituto Excelência Órgão: Prefeitura de Taquarituba - SP
A partícula “SE” possui várias formas de uso, sendo assim, analise as a�rmativas a seguir:
I - Como pronome, o “SE” pode ser Pronome Pessoal Re�exivo: neste caso a ação envolve dois sujeitos, em que ambos
praticam a ação um sobre o outro, e portanto também sofrem a conseqüência da ação praticada.
II - Como pronome, o “SE” pode ser Pronome Pessoal Recíproco: Neste caso, o SE vai servir para indicar uma ação que é
praticada pelo sujeito e ele mesmo receberá suas conseqüências. Dizemos que o sujeito pratica e sofre a ação.
III – Como pronome apassivador o “SE” serve para indicar que a frase está na voz passiva, ou seja, o sujeito sofre a ação
praticada por outro agente. Chamamos de sujeito “paciente”. O pronome apassivador segue um VTD (verbo transitivo
direto) que esteja na 3ª (terceira) pessoa.
IV – O “SE” também pode ser utilizado como pronome inde�nido, chamado ainda de índice de indeterminação do sujeito, é
utilizado em frases cujo sujeito é indeterminado, e por muitos gramáticos não é considerado um pronome.
V - Como conjunção subordinativa, o “SE” pode ser condicional, podendo ser substituído pelas construções 'já que', 'visto
que' e 'por que'. É utilizado na oração subordinada para indicar a condição da oração principal.
Está CORRETO o que se a�rma em:
A Apenas I e II.
B Apenas III e IV.
C Apenas I e V.
D Nenhuma das alternativas.
Ano: 2016 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: ANVISA
511 Q744912 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE
Prova: Instituto Excelência - 2016 -
Prefeitura de Taquarituba - SP - Professor de Língua Estrangeira
512 Q742884
>Português Funções morfossintáticas da palavra SE , Sintaxe , Análise sintática
Termos integrantes da oração: Objeto direto, Objeto indireto, Complemento nominal, Agente da Passiva
Prova: CESPE - 2016 - ANVISA - Técnico Administrativo -
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Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o próximo item.
A oração “que os genéricos sejam bem mais baratos” (l. 13 e 14) funciona como o complemento da forma verbal “espera-se”
(l.13), na qual o sujeito é indeterminado pela partícula “se”.
Certo
Errado
Ano: 2016 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: ANVISA
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.
Na linha 3, o termo “se” é um pronome apassivador e, caso sua colocação fosse alterada de proclítica — como está no texto
— para enclítica — que a doença transmitia-se —, essa alteração incorreria em erro gramatical.
Certo
Errado
Ano: 2016 Banca: Instituto Legatus Órgão: Prefeitura de Canto do Buriti - PI
Texto para a questão
"Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar"
ENTREVISTA - Zygmunt Bauman
513 Q742877 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE , Morfologia - Pronomes , Colocação Pronominal
Prova: CESPE - 2016 - ANVISA - Técnico Administrativo -
Conhecimentos Básicos
514 Q732878 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE
Prova: Instituto Legatus - 2016 - Prefeitura
de Canto do Buriti - PI - Agente Comunitário de Saúde
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O sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da
atualidade. Aos 84 anos, escreveu mais de 50 livros. Dois dos mais recentes, “Vida a crédito” e “Capitalismo Parasitário”
chegam ao Brasil pela Zahar. As quase duas dezenas de títulos já publicados no País pela editora venderam mais de 200 mil
cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Pode-se explicar o apelo de sua obra pela relativa simplicidade com que
esmiúça aspectos diversos da “modernidade líquida”, seu conceito fundamental. É assim que ele se refere ao momento da
História em que vivemos. Os tempos são “líquidos” porque tudo muda tão rapidamente. Nada é feito para durar, para ser
“sólido”. Disso resultariam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento
geral, a paranoia com segurança e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas. E cada
um por si. Em entrevista à ISTO É, por e-mail, o professor emérito das universidades de Leeds, no Reino Unido, e de
Varsóvia, na Polônia, falou também sobre temas que começou a estudar recentemente, mas são muito caros aos
brasileiros: trá�co de drogas, favelas e violência policial.
ISTOÉ - O que caracteriza a “modernidade líquida”?
ZYGMUNT BAUMAN - Líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de
manter a mesma forma por muito tempo. No atual estágio “líquido” da modernidade, os líquidos são deliberadamente
impedidos de se solidi�carem. A temperatura elevada — ou seja, o impulso de transgredir, de substituir,de acelerar a
circulação de mercadorias rentáveis — não dá ao �uxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo necessário para
condensar e solidi�car-se em formas estáveis, com uma maior expectativa de vida.
ISTOÉ - As pessoas estão conscientes dessa situação?
ZYGMUNT BAUMAN - Acredito que todos estamos cientes disso, num grau ou outro. Pelo menos às vezes, quando uma
catástrofe, natural ou provocada pelo homem, torna impossível ignorar as falhas. Portanto, não é uma questão de “abrir os
olhos”. O verdadeiro problema é: quem é capaz de fazer o que deve ser feito para evitar o desastre que já podemos prever?
O problema não é a nossa falta de conhecimento, mas a falta de um agente capaz de fazer o que o conhecimento nos diz
ser necessário fazer, e urgentemente. Por exemplo: estamos todos conscientes das consequências apocalípticas
do aquecimento do planeta. E todos estamos conscientes de que os recursos planetários serão incapazes de sustentar a
nossa �loso�a e prática de “crescimento econômico in�nito” e de crescimento in�nito do consumo. Sabemos que esses
recursos estão rapidamente se aproximando de seu esgotamento. Estamos conscientes — mas e daí? Há poucos (ou
nenhum) sinais de que, de própria vontade, estamos caminhando para mudar as formas de vida que estão na origem de
todos esses problemas.
ISTOÉ - Ao se conectarem ao mundo pela internet, as pessoas estariam se desconectando da sua própria realidade?
ZYGMUNT BAUMAN - Os contatos online têm uma vantagem sobre os o�ine: são mais fáceis e menos arriscados — o que
muita gente acha atraente. Eles tornam mais fácil se conectar e se desconectar. Caso as coisas �quem “quentes” demais
para o conforto, você pode simplesmente desligar, sem necessidade de explicações complexas, sem inventar desculpas,
sem censuras ou culpa. Atrás do seu laptop ou iPhone, com fones no ouvido, você pode se cortar fora dos desconfortos do
mundo o�ine. Mas não há almoços grátis, como diz um provérbio inglês: se você ganha algo, perde alguma coisa. Entre as
coisas perdidas estão as habilidades necessárias para estabelecer relações de con�ança, as para o que der vier, na saúde
ou na tristeza, com outras pessoas. Relações cujos encantos você nunca conhecerá a menos que pratique. O problema é
que, quanto mais você busca fugir dos inconvenientes da vida o�ine, maior será a tendência a se conectar.
ISTOÉ - E o que o senhor chama de “amor líquido”?
ZYGMUNT BAUMAN - Amor líquido é um amor “até segundo aviso”, o amor a partir do padrão dos bens de consumo:
mantenha-os enquanto eles te trouxerem satisfação e os substitua por outros que prometem ainda mais satisfação. O amor
com um espectro de eliminação imediata e, assim, também de ansiedade permanente, pairando acima dele. Na sua forma
“líquida”, o amor tenta substituir a qualidade por quantidade — mas isso nunca pode ser feito, como seus praticantes mais
cedo ou mais tarde acabam percebendo. É bom lembrar que o amor não é um “objeto encontrado”, mas um produto de um
longo e muitas vezes difícil esforço e de boa vontade.
ISTOÉ - O que o sr. diria aos jovens?
ZYGMUNT BAUMAN - Eu desejo que os jovens percebam razoavelmente cedo que há tanto signi�cado na vida quando eles
conseguem adicionar isso a ela através de esforço e dedicação. Que a árdua tarefa de compor uma vida não pode ser
reduzida a adicionar episódios agradáveis. A vida é maior que a soma de seus momentos.
Entrevista a Adriana Prado, publicada em 24.Set.10, disponível em http://www.istoe.com.br/assuntos/entre
vista/detalhe/acesso 04 de março de 2016.
Analise as assertivas acerca do uso do SE nos seus níveis morfológicos e sintáticos: I. Pode-se explicar o apelo de sua obra
pela relativa simplicidade com que esmiúça aspectos diversos da “modernidade líquida”, seu conceito fundamental.
Morfologicamente pronome pessoal oblíquo átono e sintaticamente partícula apassivadora. II. É assim que ele se refere ao
momento da História em que vivemos. Morfologicamente, pronome pessoal oblíquo átono e sintaticamente é um objeto
indireto. III. [...] se você ganha algo, perde alguma coisa. Morfologicamente pronome pessoal oblíquo átono e
sintaticamente índice de indeterminação do sujeito. Está (ão) correto (s).
A Item I, apenas.
B I e II
C I e III
D Apenas o II
E II e III
Ano: 2016 Banca: FCM Órgão: IF Farroupilha - RS
A questão deve ser respondida com base no texto. Leia-o atentamente, antes de responder a essa questão.
Solidão, uma nova epidemia
Uma em cada três pessoas sente-se sozinha na sociedade da hiperconexão e das redes sociais
JOHN T. CACIOPPO / STEPHANIE CACIOPPO**
    [1º§]Qualquer um pode sofrer com solidão crônica: uma criança de 12 anos que muda de escola; um jovem que, depois
de crescer em uma pequena comunidade, sente-se perdido em uma grande cidade; uma executiva que está ocupada
demais com sua carreira para manter boas relações com seus familiares e amigos; um idoso que sobreviveu a sua parceira
e cuja saúde fraca di�culta fazer visitas. A generalização do sentimento de solidão é surpreendente. Vários estudos
internacionais indicam que mais de uma em cada três pessoas, nos países ocidentais, sente-se sozinha habitualmente ou
com frequência. [...]
        [2º§]A maioria dessas pessoas talvez não seja solitária por natureza, mas sente-se socialmente isolada, embora esteja
rodeada de gente. O sentimento de solidão, no começo, faz com que a pessoa tente estabelecer relações com outras, mas,
com o tempo, a solidão pode acabar em reclusão, porque parece uma alternativa melhor que a dor, a rejeição, a traição ou
a vergonha. Quando a solidão se torna crônica, as pessoas tendem a se resignar. Podem ter família, amigos ou um grande
círculo de seguidores nas redes sociais, mas não se sentem verdadeiramente em sintonia com ninguém.
    [3º§] Uma pessoa que se sente sozinha geralmente está mais angustiada, deprimida e hostil, e tem menos probabilidades
de realizar atividades físicas. Como as pessoas solitárias tendem a ter mais relações negativas com os outros, o sentimento
pode ser contagioso. Os testes biológicos realizados mostram que a solidão tem várias consequências físicas: elevam-se os
níveis de cortisol – o hormônio do estresse –, a resistência à circulação de sangue aumenta e certos aspectos da imunidade
diminuem. E os efeitos prejudiciais da solidão não terminam quando se apaga a luz: a solidão é uma doença que não
descansa, que aumenta a frequência dos pequenos despertares durante o sono, e faz com que a pessoa acorde esgotada.
        [4º§] O motivo é que, quando o cérebro entende o seu entorno social como algo hostil e pouco seguro, permanece
constantemente em alerta. E as respostas do cérebro solitário podem funcionar para a sobrevivência imediata. [...]Quando
nossos motores estão constantemente acelerados, deixamos nosso corpo exausto, reduzimos nossa proteção contra os
vírus e in�amações e aumentamos o risco e a gravidade de infecções virais e de muitas outras doenças crônicas.
        [5º§]Uma análise recente – de 70 estudos combinados, com mais de três milhões de participantes – demonstra que a
solidão aumenta o risco de morte em 26%, aproximadamente o mesmo que a obesidade. O fato de que mais de uma em
cada quatro pessoas em países industrializados pode estar vivendo na solidão,com consequências certamente
devastadoras para a saúde, deveria nos preocupar.[...]
        [6º§]Com frequência, as pessoas solitárias não estão conscientes de muitas das coisas que estão acontecendo: não
percebem. Por exemplo, a hipervigilância é aguçada de forma implícita em busca de ameaças sociais e a capacidade de
controlar os impulsos é reduzida. Mas, assim como acontece com a dor física que nos informa de uma possível lesão em
nosso corpo, o sentimento de solidão nos indica a necessidade de proteger ou consertar nosso corpo social.
        [7º§]Os familiares e amigos geralmente são os primeiros a detectarem os sintomas de solidão crônica. Quando uma
pessoa está triste e irritável, talvez esteja pedindo, em silêncio, que alguém a ajude e se conecte com ela. A paciência,a
empatia, o apoio de amigos e familiares, compartilhar bons momentos com eles, tudo isso pode fazer com que seja mais
fácil recuperar a con�ança e os vínculos e, por �m, reduzir a solidão crônica.
    [8º§]Infelizmente, para muitos, falar com sinceridade sobre a solidão continua sendo difícil, porque é uma condição mal
compreendida e estigmatizada. No entanto, dadas sua frequência e suas repercussões na saúde, teria de ser reconhecida
como um problema de saúde pública. Deveria receber mais atenção nas escolas, nos sistemas de saúde, nas faculdades de
medicina e em asilos para garantir que os professores, os pro�ssionais de saúde, os trabalhadores de creches e de abrigos
de terceira idade saibam identi�cá-la e abordá-la.
        [9º§]As redes sociais podem abrir novas vias para conectar-se com os demais? Depende de como forem utilizadas.
Quando as pessoas usam as redes para enriquecer as interações pessoais, isso pode ajudar a diminuir a solidão. Mas,
quando servem de substitutas de uma autêntica relação humana, causam o resultado inverso. Imagine um carro. Se uma
pessoa o conduz para compartilhar um passeio agradável com seus amigos, certamente se sentirá menos sozinha; se dirige
sozinho para cumprimentá-los de longe e ver como os demais estão se divertindo, sua solidão certamente seguirá igual ou
até mesmo pior.
    [10º§]Infelizmente, muitas pessoas solitárias tendem a considerar as redes sociais como um refúgio relativamente seguro
para se relacionar com os outros. Como é difícil julgar se as outras pessoas são dignas de con�ança no ciberespaço, a
relação é super�cial. Além disso, uma conexão pela internet não substitui uma real. Quando uma criança cai e machuca o
joelho, uma mensagem compreensiva ou uma chamada pelo Skype não substitui o abraço de consolo dos seus pais. [...].
**John T. Cacioppo, autor de Loneliness, é professor catedrático de psicologia e dirige o centro de neurociência cognitiva e
social na Universidade de Chicago. Stephanie Cacioppo é professora de psiquiatria e neurociência no mesmo local.
Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/06/ciencia/1459949778_182740.html, publicado em 13/04/2016, acesso em 07
out. 2016. Texto adaptado. Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 05/10/2014. Texto Adaptado.
515 Q731573
>Português Morfologia , Funções morfossintáticas da palavra SE ,
Conjunções: Relação de causa e consequência Sintaxe , Análise sintática
Provas: FCM - 2016 - IF Farroupilha - RS - Administrador ...
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A classi�cação da palavra SE está corretamente assinalada, entre colchetes, em:
A
Como é difícil julgar se as outras pessoas são dignas de con�ança no ciberespaço, a relação é super�cial. [conjunção
integrante]
B
Se uma pessoa o conduz para compartilhar um passeio agradável com seus amigos, certamente se sentirá menos
sozinha; [índice de indeterminação do sujeito]
C
A maioria dessas pessoas talvez não seja solitária por natureza, mas sente-se socialmente isolada, embora esteja
rodeada de gente. [partícula apassivadora]
D
Uma pessoa que se sente sozinha geralmente está mais angustiada, deprimida e hostil, e tem menos probabilidades
de realizar atividades físicas. [conjunção integrante]
E
Os testes biológicos realizados mostram que a solidão tem várias consequências físicas: elevam-se os níveis de cortisol
– o hormônio do estresse –, a resistência à circulação de sangue aumenta e certos aspectos da imunidade diminuem.
[índice de indeterminação do sujeito]
Ano: 2016 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Cláudio - MG
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a questão.
           Educação pro�ssional e a lição que os jovens ensinam ao Brasil
RAFAEL LUCCHESI
O dado de que emprego e pro�ssão desejados lideram a lista de aspirações dos jovens brasileiros revela um novo Brasil em
construção. Pesquisa recente publicada pelo Instituto Datafolha indica uma preocupação da juventude com o próprio
futuro. Outra pesquisa, Transições da escola para o mercado de trabalho de mulheres e homens jovens no Brasil, da OIT,
avalia que os jovens brasileiros são trabalhadores e parte signi�cativa deles tem se esforçado para combinar trabalho e
estudo.
Com menos experiência e, em geral, pouca quali�cação pro�ssional, eles são os que sofrem primeiro quando o mercado de
trabalho piora. Essa maior di�culdade para colocar em prática projetos de vida parece ter ensinado ao Brasil uma lição: é
preciso estar mais bem preparado para o mundo do trabalho. O impacto coletivo dessa mudança de percepção pode ser
visto também com a nova cara dos estudantes do ensino médio.
A maior chance de conquistar um emprego e um bom salário aumentou o interesse dos estudantes em relação ao ensino
técnico de nível médio. Dados do Censo da Educação Básica, analisados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai), mostram aumento de 55,3% no número de matrículas nesses cursos, passando de 927.978 em 2008 para 1.441.051
em 2013.
Historicamente, a procura por cursos de formação pro�ssional segue uma lógica anticíclica: a procura cresce mais quando o
mercado de trabalho não apresentava bom desempenho. Os trabalhadores buscavam se quali�car para manter ou
conseguir novo emprego, ou seja, pela necessidade de elevar/manter a sua empregabilidade.
Na última década, quando foram registrados baixos índices de desemprego no Brasil, essa dinâmica parece ter sido
rompida, uma vez que a sociedade brasileira começou a mudar a sua percepção sobre a educação pro�ssional, entendendo
que ela pode ser o caminho mais curto para a inserção, com qualidade, no mercado de trabalho.
Em outras palavras, mesmo com o mercado de trabalho ativo, houve expansão signi�cativa da procura por cursos,
motivada principalmente pela falta de mão de obra especializada e pela necessidade de atualização tecnológica, além ─ é
claro ─ do entendimento de que o trabalho abre a perspectiva da mobilidade social.
O aumento do interesse na educação pro�ssional é importante e aponta que estamos no caminho certo da valorização da
educação pro�ssional, mas ainda é pouco se comparado a outras nações.
Países da União Europeia, em 2010, segundo o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Educação Pro�ssional, tinham
em média 49,9% dos estudantes do ensino secundário também matriculados na educação pro�ssional.
Na Áustria, por exemplo, que registra o índice mais alto, 76,8% dos estudantes do secundário fazem ensino técnico.
Finlândia vem em seguida com 69,7% e Alemanha com 51,5%. No Brasil, esse índice alcançou os 7,8% em 2013.
A educação pro�ssional melhora o ambiente de negócios, podendo ser um parâmetro importante para decisão de novos
investimentos por empresários. Na perspectiva do trabalhador, a quali�cação pode reduzir o risco de desemprego ou, ao
menos, reduzir o tempo de permanência fora do mercado de trabalho.
516 Q729733 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE
Prova: FUNDEP (Gestão de
Concursos) - 2016 - Prefeitura de Cláudio - MG - Guarda Municipal
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fundep-gestao-de-concursos-2016-prefeitura-de-claudio-mg-guarda-municipal
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fundep-gestao-de-concursos-2016-prefeitura-de-claudio-mg-guarda-municipal
Em um momento de arrefecimento do mercado de trabalho, como o atual, não se pode abrir mão da quali�cação de
trabalhadores, estejam eles empregados ou não. Essa é, inclusive, uma estratégia para facilitar a retomada de crescimento
do país.
Um técnico que será contratado para preencher uma vaga em 2017, por exemplo, deve começar a se quali�car hoje. Os
jovens já têm nos dado o exemplo. Agora, cabe à geração madura do Brasil nos governos e setores produtivos seguir seu
exemplo e fazer a aposta correta.
LUCCHESI, Rafael. Educação pro�ssional e a lição que os jovens ensinam ao Brasil. Folha de S.Paulo.       São Paulo.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/07/1661561-educacao-pro�ssional-a-licao-que-os-jovens-
ensinam-ao-brasil.shtml>
                                                                                 Acesso em: 7 set. 2015 (Adaptação).
Assinale a alternativa em que a natureza gramatical da palavra destacada está incorretamente indicada entre colchetes.
A
“Outra pesquisa [...] da OIT, avalia que os jovens brasileiros são trabalhadores.” (1º parágrafo) [CONJUNÇÃO
INTEGRANTE]
B
“Os trabalhadores buscam se quali�car para manter ou conseguir novo emprego [...].” (4º parágrafo) [PRONOME
APASSIVADOR]
C
“Na Áustria, por exemplo, que registra o índice mais alto, 76,8% dos estudantes do secundário fazem ensino técnico.”
(8º parágrafo) [PRONOME RELATIVO]
D
“[...] estamos no caminho certo da valorização da educação pro�ssional, mas ainda é pouco se comparado a outras
nações.” (7º parágrafo) [CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA]
Ano: 2016 Banca: IBFC Órgão: EBSERH
Texto
Setenta anos, por que não?
      Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com a vida. Se a gente a considera uma
ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então viver é de certa forma uma desgraceira que
acaba na morte. Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença crônica de prognóstico sombrio. Nessa festa sem
graça, quem �ca animado? Quem não se amargura?
      [...]
      Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50 anos, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com
vestidos discretíssimos, pretos de �orzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas �ores ou bolinhas coloridas),
hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando (pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar uma amiga), indo ao
teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente namorando ou casando de novo.
Ou dando risada à toa com os netos, e fazendo uma excursão com os �lhos. Tudo isso sem esquecer a universidade, ou
aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer sorvete na calçada batendo papo com alguma
nova amiga.
      [...]
      Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só
o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da própria família. Dos amigos. Se formos os eternos acusadores, acabaremos
com um gosto amargo na boca: o amargor de nossas próprias palavras e sentimentos. Se não soubermos rir, se tivermos
desaprendido como dar uma boa risada, �caremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos
e intervenções para manter ou recuperar a “beleza”. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos.
Precisa acreditar em alguma coisa.
                                                       (LUFT, Lya. In: http://veja.abril.com.br. Acesso em 18/09/16)
No último parágrafo do texto, a repetição da conjunção “Se”, no início de algumas orações, representa uma ênfase ao
valor semântico de:
A concessão
B causa
C condição
517 Q726912 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE
Provas: IBFC - 2016 - EBSERH - Técnico em Enfermagem (HUAP-UFF) ...
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D conformidade
E consequência
Ano: 2016 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rio Branco - AC
Diploma não é solução
    Vou confessar um pecado: às vezes, faço maldades. Mas não faço por mal. Faço o que faziam os mestres zen com seus
“koans”. “Koans” eram rasteiras que os mestres passavam no pensamento dos discípulos. Eles sabiam que só se aprende o
novo quando as certezas velhas caem. E acontece que eu gosto de passar rasteiras em certezas de
jovens e de velhos...
        Pois o que eu faço é o seguinte. Lá estão os jovens nos semáforos, de cabeças raspadas e caras pintadas, na maior
alegria, celebrando o fato de haverem passado no vestibular. Estão pedindo dinheiro para a festa! Eu paro o carro, abro a
janela e na maior seriedade digo: “Não vou dar dinheiro. Mas
vou dar um conselho. Sou professor emérito da Unicamp. O conselho é este: salvem-se enquanto é tempo!”.Aí o sinal �ca
verde e eu continuo.
    “Mas que desmancha-prazeres você é!”,
vocês me dirão. É verdade. Desmancha-prazeres.
Prazeres inocentes baseados no engano. Porque
aquela alegria toda se deve precisamente a isto: eles
estão enganados.
       Estão alegres porque acreditam que a universidade é a chave do mundo. Acabaram de chegar ao último patamar. As
celebrações têm o mesmo sentido que os eventos iniciáticos – nas culturas ditas primitivas, as provas a que têm de se
submeter os jovens que passaram pela puberdade. Passadas as provas e os seus sofrimentos, os jovens deixaram de ser
crianças. Agora são adultos, com todos os seus direitos e deveres. Podem assentar-se na roda dos homens. Assim como os
nossos jovens agora podem dizer: “Deixei o cursinho. Estou na universidade”.
    Houve um tempo em que as celebrações eram justas. Isso foi há muito tempo, quando eu era jovem. Naqueles tempos,
um diploma universitário era garantia de trabalho. Os pais se davam como prontos para morrer quando uma destas coisas
acontecia: 1) a �lha se casava. Isso garantia o seu sustento pelo resto da vida; 2) a �lha tirava o diploma de normalista. Isso
garantiria o seu sustento caso não casasse; 3) o �lho entrava para o Banco do Brasil; 4) o �lho tirava diploma.
    O diploma era mais que garantia de emprego. Era um atestado de nobreza. Quem tirava diploma não precisava trabalhar
com as mãos, como os mecânicos, pedreiros e carpinteiros, que tinham mãos rudes e sujas.
    Para provar para todo mundo que não trabalhavam com as mãos, os diplomados tratavam de pôr no dedo um anel com
pedra colorida. Havia pedras para todas as pro�ssões: médicos, advogados, músicos, engenheiros. Até os bispos
tinham suas pedras.
    (Ah! Ia me esquecendo: os pais também se davam como prontos para morrer quando o �lho entrava para o seminário
para ser padre – aos 45 anos seria bispo – ou para o exército para ser o�cial – aos 45 anos seria general.)
    Essa ilusão continua a morar na cabeça dos pais e é introduzida na cabeça dos �lhos desde pequenos. Pro�ssão honrosa
é pro�ssão que tem diploma universitário. Pro�ssão rendosa é a que tem diploma universitário. Cria-se, então, a fantasia de
que as únicas opções de pro�ssão são aquelas
oferecidas pelas universidades.
    [...]
    Alegria na entrada. Tristeza ao sair. Forma-se, então, a multidão de jovens comdiploma na mão, mas que não conseguem
arranjar emprego. Por uma razão aritmética: o número de diplomados é muitas vezes maior que o número de empregos.
    [...]
    Tive um amigo professor que foi guindado, contra a sua vontade, à posição de reitor de um grande colégio americano no
interior de Minas. Ele odiava essa posição porque era obrigado a fazer discursos. E ele tremia de medo de fazer discursos.
Um dia ele desapareceu sem explicações. Voltou
com a família para o seu país, os Estados Unidos.
Tempos depois, encontrei um amigo comum e perguntei: “Como vai o Fulano?”. Respondeu-me: “Felicíssimo. É motorista de
um caminhão gigantesco que cruza o país!”. ALVES, Rubem. Diploma não é solução, Folha de S. Paulo,  25/05/2004.
(Adaptado).
Em “Cria-se, então, a fantasia de que as únicas opções de pro�ssão são aquelas oferecidas pelas universidades.” o SE é:
A índice de indeterminação do sujeito.
B partícula expletiva.
C conjunção subordinativa condicional.
D pronome apassivador.
518 Q725657 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE
Provas: IBADE - 2016 - Prefeitura de Rio Branco - AC -
Administrador ...
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibade-2016-prefeitura-de-rio-branco-ac-administrador
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E pronome re�exivo.
Ano: 2016 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: EBSERH
Texto 1
Por que você ainda se lembra das coisas embaraçosas que fez na infância (e se sente péssimo)?
         Acredite, isso serve para que você não faça coisas bizarras novamente
   Você está andando na rua e, de repente, lembra-se de algo bizarro que aconteceu quando você tinha 13 anos! Fique
tranquilo, esses �ashbacks são extremamente normais e têm até nome: “memória involuntária”. A psicóloga Jennifer
Wild, do Centro de Oxford para Transtornos de Ansiedade e Trauma, disse ao BuzzFeed que esse tipo de
comportamento é extremamente comum. “Depois de um trauma ou um evento embaraçoso, a maioria das pessoas
tem essas lembranças”.
    Já ouviu o termo memória seletiva? Segundo o professor Chris Brewin, do Instituto de Neurociência Cognitiva da UCL,
nossos cérebros retêm as informações sobre eventos traumáticos e todos os sentimentos associados a isso. É uma
espécie de sistema de punição e recompensa. “Seu cérebro lembra-se de experiências importantes – de perigo ou
humilhação – para impedi-lo de fazer a mesma coisa novamente”, diz Brewin.
      Você aprende associando experiências com os resultados. Esta é a psicologia clássica. Ivan Pavlov, famoso psicólogo
russo, costumava tocar um sino antes de alimentar seus cães. Eventualmente, os cães começaram a salivar na
expectativa de alimentos apenas ao ouvir o som do sino.
    A mesma coisa acontece com memórias traumáticas ou socialmente embaraçosas. Seu cérebro traz de volta
sensações desagradáveis – medo e/ou vergonha – quando ele se encontra em uma situação semelhante à do evento
original. “Nessas situações, �camos cheios de adrenalina e isso aumenta a nossa consciência”, diz Wild.
     É comum que essas memórias involuntárias ocorram alguns dias após o ocorrido, mas essas lembranças podem te
acompanhar por um bom tempo. Para a maioria das pessoas, as memórias involuntárias são apenas mais um modo de
se sentir envergonhado e constrangido. Mas essas memórias também podem resultar em doenças cognitivas
mais graves, como depressão e fobia social. Segundo Wild, se você não se sente à vontade para sair de casa após uma
dessas lembranças, procure um especialista.
Retirado e adaptado de: <http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2015/04/por-que-voce-ainda-
lembra-das-coisas-embaracosas-que-fez-na-infancia-e-se-sente-pessimo.html>.
Em “Segundo Wild, se você não se sente à vontade para sair de casa [...]”, os termos em destaque funcionam,
respectivamente, como
A conjunção subordinativa condicional e parte integrante do verbo.
B conjunção subordinativa condicional e pronome apassivador.
C índice de indeterminação do sujeito e parte integrante do verbo.
D parte integrante do verbo e conjunção subordinativa condicional.
E conjunção subordinativa condicional e índice de indeterminação do sujeito.
Ano: 2016 Banca: FCM Órgão: IF Sudeste - MG
Texto 3
            O domínio do trivial
Hoje, cada vez mais, mesmo quando parecemos discordar,
                                 pensamos todos as mesmas trivialidades.
                                                                                                      Contardo Calligaris
      [1º§]Aos vinte anos, leitor de Gramsci¹, eu entendia que o poder das classes dominantes se exercia de duas maneiras.
Havia a exploração econômica, com repressão eventualmente brutal das reivindicações dos trabalhadores (sem contar as
guerras imperialistas). E havia a outra face do domínio: o controle das ideias e das mentes, oculto e insidioso. Esse era o
terreno de luta dos intelectuais: podíamos colaborar com a classe dominante ou, então, fazer o quê? Sermos porta-vozes de
uma nova classe?
519 Q716299 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE
Prova: INSTITUTO AOCP - 2016 - EBSERH - Técnico em Radiologia -
Radioterapia (CH-UFPA)
520 Q713582 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE
Provas: FCM - 2016 - IF Sudeste - MG - Auditor ...
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcm-2016-if-sudeste-mg-auditor
      [2º§]Não éramos totalmente ingênuos. Reconhecíamos os horrores do dito "socialismo real" e percebíamos que ele
substituíra uma classe dominante por outra. A ditadura do proletariado não tinha por que ser melhor do que a ditadura da
burguesia; talvez, aliás, ela fosse pior. Nosso sonho era outro: uma sociedade sem classes.
      [3º§]Pois bem, um espectador apressado poderia pensar que, en�m, realizamos a famosa sociedade sem classes – ao
menos em parte. Claro, desigualdades e exploração continuam; no entanto, é difícil distinguir a cultura da classe dominante
das outras que lhe seriam opostas, porque, no fundo, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos de forma
igual.
      [4º§]Acabo de ler "L'Egemonia Sottoculturale", de Massimiliano Panarari (A hegemonia da subcultura, editora Einaudi,
2010). O autor, um intelectual de minha geração, faz uma crítica hilária da "subcultura da fofoca", que seria, segundo ele, a
cultura dominante na Itália de hoje. (...) Mas o que Panarari diz não se aplica só ao caso da Itália. Mundo afora, é cada vez
mais difícil dizer algo que não faça parte de um senso comum que é feitode referências, ideias e, sobretudo, maneiras de
pensar compartilhadas graças ao uso generalizado da mesma mídia.
      [5º§]Nesse quadro, pensar criticamente é árduo. Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele
pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô"
e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu.
      [6º§]Nesse sentido, nos EUA, são cada vez mais populares radialistas, apresentadores e jornalistas supostamente
"conservadores", que devem seu sucesso a uma vulgaridade e a uma truculência que parecem satisfazer a espera de todos
por um pensamento novo, diferente. (...) Sua "ousadia" é tão inovadora quanto a das crianças do "xixi e cocô".
      [7º§]No Brasil, o debate eleitoral em curso poderia também servir para mostrar que nosso senso comum compartilhado
é, no caso, uma espécie de razoabilidade, resignada a evitar temas excessivamente con�itivos (...) e a aceitar alianças
duvidosas e supostamente "necessárias".
      [8º§]Como chegamos a essa perda de contraste na vida pública e cultural?  
      [9º§]Segundo Panarari, a burguesia ganhou a luta pela hegemonia jogando a carta do prazer: "Na década do
hedonismo², todos se convenceram, de repente, de que estava na hora de divertir-se. Palavra de ordem: "Queremos folgar"
e, por favor, evite-se empestar a existência, de qualquer maneira que seja, com política, cultura, economia e todas essas
‘coisas’ assimiláveis a preocupações e aborrecimentos". Conclusão: a subcultura hedonista da fofoca é o novo ópio do povo.
      [10º§]Concordo (um pouco) com essa visão apocalíptica da cultura dominante. Mas discordo da ideia de que a
subcultura da fofoca seja a invenção vitoriosa de uma classe especí�ca. Ela é, em meu ver, uma consequência dos nossos
tempos, pela razão que segue. Quando a mídia é de massa, não há mais diferença entre manipuladores e manipulados,
pois os próprios manipuladores, expostos à mídia, são manipulados por suas produções. Ou seja, progressivamente, todo o
mundo pensa as mesmas trivialidades.
      [11º§]É o feitiço que enfeitiça o feiticeiro.
Fonte: Folha de São Paulo, 19/08/2010. Texto adaptado.
Vocabulário de apoio
1- Gramsci: Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) �lósofo marxista, jornalista, crítico
literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística.
2- Hedonismo: teoria ou doutrina �losó�co-moral que a�rma ser o prazer o supremo bem da vida humana.
Releia este trecho do texto 3.
Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se
com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu.
Nesse trecho, as ocorrências grifadas da palavra SE caracterizam o emprego de
A palavra expletiva.
B pronome re�exivo.
C partícula apassivadora.
D partícula integrante do verbo.
E índice de indeterminação do sujeito.
Respostas
511: B 512: E 513: C 514: A 515: A 516: B 517: C 518: D 519: A 520: D
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