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www.qconcursos.com Ano: 2016 Banca: Instituto Excelência Órgão: Prefeitura de Taquarituba - SP A partícula “SE” possui várias formas de uso, sendo assim, analise as a�rmativas a seguir: I - Como pronome, o “SE” pode ser Pronome Pessoal Re�exivo: neste caso a ação envolve dois sujeitos, em que ambos praticam a ação um sobre o outro, e portanto também sofrem a conseqüência da ação praticada. II - Como pronome, o “SE” pode ser Pronome Pessoal Recíproco: Neste caso, o SE vai servir para indicar uma ação que é praticada pelo sujeito e ele mesmo receberá suas conseqüências. Dizemos que o sujeito pratica e sofre a ação. III – Como pronome apassivador o “SE” serve para indicar que a frase está na voz passiva, ou seja, o sujeito sofre a ação praticada por outro agente. Chamamos de sujeito “paciente”. O pronome apassivador segue um VTD (verbo transitivo direto) que esteja na 3ª (terceira) pessoa. IV – O “SE” também pode ser utilizado como pronome inde�nido, chamado ainda de índice de indeterminação do sujeito, é utilizado em frases cujo sujeito é indeterminado, e por muitos gramáticos não é considerado um pronome. V - Como conjunção subordinativa, o “SE” pode ser condicional, podendo ser substituído pelas construções 'já que', 'visto que' e 'por que'. É utilizado na oração subordinada para indicar a condição da oração principal. Está CORRETO o que se a�rma em: A Apenas I e II. B Apenas III e IV. C Apenas I e V. D Nenhuma das alternativas. Ano: 2016 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: ANVISA 511 Q744912 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE Prova: Instituto Excelência - 2016 - Prefeitura de Taquarituba - SP - Professor de Língua Estrangeira 512 Q742884 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE , Sintaxe , Análise sintática Termos integrantes da oração: Objeto direto, Objeto indireto, Complemento nominal, Agente da Passiva Prova: CESPE - 2016 - ANVISA - Técnico Administrativo - Conhecimentos Básicos https://www.qconcursos.com/ https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/instituto-excelencia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/prefeitura-de-taquarituba-sp https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/cespe-cebraspe https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/anvisa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/8b1d8985-bd https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/instituto-excelencia-2016-prefeitura-de-taquarituba-sp-professor-de-lingua-estrangeira https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/instituto-excelencia-2016-prefeitura-de-taquarituba-sp-professor-de-lingua-estrangeira https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/3dbf86d1-bc https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/sintaxe https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/analise-sintatica https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/termos-integrantes-da-oracao-objeto-direto-objeto-indireto-complemento-nominal-agente-da-passiva https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2016-anvisa-tecnico-administrativo-conhecimentos-basicos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2016-anvisa-tecnico-administrativo-conhecimentos-basicos Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o próximo item. A oração “que os genéricos sejam bem mais baratos” (l. 13 e 14) funciona como o complemento da forma verbal “espera-se” (l.13), na qual o sujeito é indeterminado pela partícula “se”. Certo Errado Ano: 2016 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: ANVISA Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue. Na linha 3, o termo “se” é um pronome apassivador e, caso sua colocação fosse alterada de proclítica — como está no texto — para enclítica — que a doença transmitia-se —, essa alteração incorreria em erro gramatical. Certo Errado Ano: 2016 Banca: Instituto Legatus Órgão: Prefeitura de Canto do Buriti - PI Texto para a questão "Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar" ENTREVISTA - Zygmunt Bauman 513 Q742877 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE , Morfologia - Pronomes , Colocação Pronominal Prova: CESPE - 2016 - ANVISA - Técnico Administrativo - Conhecimentos Básicos 514 Q732878 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE Prova: Instituto Legatus - 2016 - Prefeitura de Canto do Buriti - PI - Agente Comunitário de Saúde https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/cespe-cebraspe https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/anvisa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/instituto-legatus https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/prefeitura-de-canto-do-buriti-pi https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/3da95ef6-bc https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/morfologia-pronomes https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/colocacao-pronominal https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2016-anvisa-tecnico-administrativo-conhecimentos-basicos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/cespe-2016-anvisa-tecnico-administrativo-conhecimentos-basicos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/aedf1245-b3 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/instituto-legatus-2016-prefeitura-de-canto-do-buriti-pi-agente-comunitario-de-saude https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/instituto-legatus-2016-prefeitura-de-canto-do-buriti-pi-agente-comunitario-de-saude O sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade. Aos 84 anos, escreveu mais de 50 livros. Dois dos mais recentes, “Vida a crédito” e “Capitalismo Parasitário” chegam ao Brasil pela Zahar. As quase duas dezenas de títulos já publicados no País pela editora venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Pode-se explicar o apelo de sua obra pela relativa simplicidade com que esmiúça aspectos diversos da “modernidade líquida”, seu conceito fundamental. É assim que ele se refere ao momento da História em que vivemos. Os tempos são “líquidos” porque tudo muda tão rapidamente. Nada é feito para durar, para ser “sólido”. Disso resultariam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento geral, a paranoia com segurança e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas. E cada um por si. Em entrevista à ISTO É, por e-mail, o professor emérito das universidades de Leeds, no Reino Unido, e de Varsóvia, na Polônia, falou também sobre temas que começou a estudar recentemente, mas são muito caros aos brasileiros: trá�co de drogas, favelas e violência policial. ISTOÉ - O que caracteriza a “modernidade líquida”? ZYGMUNT BAUMAN - Líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de manter a mesma forma por muito tempo. No atual estágio “líquido” da modernidade, os líquidos são deliberadamente impedidos de se solidi�carem. A temperatura elevada — ou seja, o impulso de transgredir, de substituir,de acelerar a circulação de mercadorias rentáveis — não dá ao �uxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo necessário para condensar e solidi�car-se em formas estáveis, com uma maior expectativa de vida. ISTOÉ - As pessoas estão conscientes dessa situação? ZYGMUNT BAUMAN - Acredito que todos estamos cientes disso, num grau ou outro. Pelo menos às vezes, quando uma catástrofe, natural ou provocada pelo homem, torna impossível ignorar as falhas. Portanto, não é uma questão de “abrir os olhos”. O verdadeiro problema é: quem é capaz de fazer o que deve ser feito para evitar o desastre que já podemos prever? O problema não é a nossa falta de conhecimento, mas a falta de um agente capaz de fazer o que o conhecimento nos diz ser necessário fazer, e urgentemente. Por exemplo: estamos todos conscientes das consequências apocalípticas do aquecimento do planeta. E todos estamos conscientes de que os recursos planetários serão incapazes de sustentar a nossa �loso�a e prática de “crescimento econômico in�nito” e de crescimento in�nito do consumo. Sabemos que esses recursos estão rapidamente se aproximando de seu esgotamento. Estamos conscientes — mas e daí? Há poucos (ou nenhum) sinais de que, de própria vontade, estamos caminhando para mudar as formas de vida que estão na origem de todos esses problemas. ISTOÉ - Ao se conectarem ao mundo pela internet, as pessoas estariam se desconectando da sua própria realidade? ZYGMUNT BAUMAN - Os contatos online têm uma vantagem sobre os o�ine: são mais fáceis e menos arriscados — o que muita gente acha atraente. Eles tornam mais fácil se conectar e se desconectar. Caso as coisas �quem “quentes” demais para o conforto, você pode simplesmente desligar, sem necessidade de explicações complexas, sem inventar desculpas, sem censuras ou culpa. Atrás do seu laptop ou iPhone, com fones no ouvido, você pode se cortar fora dos desconfortos do mundo o�ine. Mas não há almoços grátis, como diz um provérbio inglês: se você ganha algo, perde alguma coisa. Entre as coisas perdidas estão as habilidades necessárias para estabelecer relações de con�ança, as para o que der vier, na saúde ou na tristeza, com outras pessoas. Relações cujos encantos você nunca conhecerá a menos que pratique. O problema é que, quanto mais você busca fugir dos inconvenientes da vida o�ine, maior será a tendência a se conectar. ISTOÉ - E o que o senhor chama de “amor líquido”? ZYGMUNT BAUMAN - Amor líquido é um amor “até segundo aviso”, o amor a partir do padrão dos bens de consumo: mantenha-os enquanto eles te trouxerem satisfação e os substitua por outros que prometem ainda mais satisfação. O amor com um espectro de eliminação imediata e, assim, também de ansiedade permanente, pairando acima dele. Na sua forma “líquida”, o amor tenta substituir a qualidade por quantidade — mas isso nunca pode ser feito, como seus praticantes mais cedo ou mais tarde acabam percebendo. É bom lembrar que o amor não é um “objeto encontrado”, mas um produto de um longo e muitas vezes difícil esforço e de boa vontade. ISTOÉ - O que o sr. diria aos jovens? ZYGMUNT BAUMAN - Eu desejo que os jovens percebam razoavelmente cedo que há tanto signi�cado na vida quando eles conseguem adicionar isso a ela através de esforço e dedicação. Que a árdua tarefa de compor uma vida não pode ser reduzida a adicionar episódios agradáveis. A vida é maior que a soma de seus momentos. Entrevista a Adriana Prado, publicada em 24.Set.10, disponível em http://www.istoe.com.br/assuntos/entre vista/detalhe/acesso 04 de março de 2016. Analise as assertivas acerca do uso do SE nos seus níveis morfológicos e sintáticos: I. Pode-se explicar o apelo de sua obra pela relativa simplicidade com que esmiúça aspectos diversos da “modernidade líquida”, seu conceito fundamental. Morfologicamente pronome pessoal oblíquo átono e sintaticamente partícula apassivadora. II. É assim que ele se refere ao momento da História em que vivemos. Morfologicamente, pronome pessoal oblíquo átono e sintaticamente é um objeto indireto. III. [...] se você ganha algo, perde alguma coisa. Morfologicamente pronome pessoal oblíquo átono e sintaticamente índice de indeterminação do sujeito. Está (ão) correto (s). A Item I, apenas. B I e II C I e III D Apenas o II E II e III Ano: 2016 Banca: FCM Órgão: IF Farroupilha - RS A questão deve ser respondida com base no texto. Leia-o atentamente, antes de responder a essa questão. Solidão, uma nova epidemia Uma em cada três pessoas sente-se sozinha na sociedade da hiperconexão e das redes sociais JOHN T. CACIOPPO / STEPHANIE CACIOPPO** [1º§]Qualquer um pode sofrer com solidão crônica: uma criança de 12 anos que muda de escola; um jovem que, depois de crescer em uma pequena comunidade, sente-se perdido em uma grande cidade; uma executiva que está ocupada demais com sua carreira para manter boas relações com seus familiares e amigos; um idoso que sobreviveu a sua parceira e cuja saúde fraca di�culta fazer visitas. A generalização do sentimento de solidão é surpreendente. Vários estudos internacionais indicam que mais de uma em cada três pessoas, nos países ocidentais, sente-se sozinha habitualmente ou com frequência. [...] [2º§]A maioria dessas pessoas talvez não seja solitária por natureza, mas sente-se socialmente isolada, embora esteja rodeada de gente. O sentimento de solidão, no começo, faz com que a pessoa tente estabelecer relações com outras, mas, com o tempo, a solidão pode acabar em reclusão, porque parece uma alternativa melhor que a dor, a rejeição, a traição ou a vergonha. Quando a solidão se torna crônica, as pessoas tendem a se resignar. Podem ter família, amigos ou um grande círculo de seguidores nas redes sociais, mas não se sentem verdadeiramente em sintonia com ninguém. [3º§] Uma pessoa que se sente sozinha geralmente está mais angustiada, deprimida e hostil, e tem menos probabilidades de realizar atividades físicas. Como as pessoas solitárias tendem a ter mais relações negativas com os outros, o sentimento pode ser contagioso. Os testes biológicos realizados mostram que a solidão tem várias consequências físicas: elevam-se os níveis de cortisol – o hormônio do estresse –, a resistência à circulação de sangue aumenta e certos aspectos da imunidade diminuem. E os efeitos prejudiciais da solidão não terminam quando se apaga a luz: a solidão é uma doença que não descansa, que aumenta a frequência dos pequenos despertares durante o sono, e faz com que a pessoa acorde esgotada. [4º§] O motivo é que, quando o cérebro entende o seu entorno social como algo hostil e pouco seguro, permanece constantemente em alerta. E as respostas do cérebro solitário podem funcionar para a sobrevivência imediata. [...]Quando nossos motores estão constantemente acelerados, deixamos nosso corpo exausto, reduzimos nossa proteção contra os vírus e in�amações e aumentamos o risco e a gravidade de infecções virais e de muitas outras doenças crônicas. [5º§]Uma análise recente – de 70 estudos combinados, com mais de três milhões de participantes – demonstra que a solidão aumenta o risco de morte em 26%, aproximadamente o mesmo que a obesidade. O fato de que mais de uma em cada quatro pessoas em países industrializados pode estar vivendo na solidão,com consequências certamente devastadoras para a saúde, deveria nos preocupar.[...] [6º§]Com frequência, as pessoas solitárias não estão conscientes de muitas das coisas que estão acontecendo: não percebem. Por exemplo, a hipervigilância é aguçada de forma implícita em busca de ameaças sociais e a capacidade de controlar os impulsos é reduzida. Mas, assim como acontece com a dor física que nos informa de uma possível lesão em nosso corpo, o sentimento de solidão nos indica a necessidade de proteger ou consertar nosso corpo social. [7º§]Os familiares e amigos geralmente são os primeiros a detectarem os sintomas de solidão crônica. Quando uma pessoa está triste e irritável, talvez esteja pedindo, em silêncio, que alguém a ajude e se conecte com ela. A paciência,a empatia, o apoio de amigos e familiares, compartilhar bons momentos com eles, tudo isso pode fazer com que seja mais fácil recuperar a con�ança e os vínculos e, por �m, reduzir a solidão crônica. [8º§]Infelizmente, para muitos, falar com sinceridade sobre a solidão continua sendo difícil, porque é uma condição mal compreendida e estigmatizada. No entanto, dadas sua frequência e suas repercussões na saúde, teria de ser reconhecida como um problema de saúde pública. Deveria receber mais atenção nas escolas, nos sistemas de saúde, nas faculdades de medicina e em asilos para garantir que os professores, os pro�ssionais de saúde, os trabalhadores de creches e de abrigos de terceira idade saibam identi�cá-la e abordá-la. [9º§]As redes sociais podem abrir novas vias para conectar-se com os demais? Depende de como forem utilizadas. Quando as pessoas usam as redes para enriquecer as interações pessoais, isso pode ajudar a diminuir a solidão. Mas, quando servem de substitutas de uma autêntica relação humana, causam o resultado inverso. Imagine um carro. Se uma pessoa o conduz para compartilhar um passeio agradável com seus amigos, certamente se sentirá menos sozinha; se dirige sozinho para cumprimentá-los de longe e ver como os demais estão se divertindo, sua solidão certamente seguirá igual ou até mesmo pior. [10º§]Infelizmente, muitas pessoas solitárias tendem a considerar as redes sociais como um refúgio relativamente seguro para se relacionar com os outros. Como é difícil julgar se as outras pessoas são dignas de con�ança no ciberespaço, a relação é super�cial. Além disso, uma conexão pela internet não substitui uma real. Quando uma criança cai e machuca o joelho, uma mensagem compreensiva ou uma chamada pelo Skype não substitui o abraço de consolo dos seus pais. [...]. **John T. Cacioppo, autor de Loneliness, é professor catedrático de psicologia e dirige o centro de neurociência cognitiva e social na Universidade de Chicago. Stephanie Cacioppo é professora de psiquiatria e neurociência no mesmo local. Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/06/ciencia/1459949778_182740.html, publicado em 13/04/2016, acesso em 07 out. 2016. Texto adaptado. Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 05/10/2014. Texto Adaptado. 515 Q731573 >Português Morfologia , Funções morfossintáticas da palavra SE , Conjunções: Relação de causa e consequência Sintaxe , Análise sintática Provas: FCM - 2016 - IF Farroupilha - RS - Administrador ... https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fcm https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/if-farroupilha-rs https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/b257825c-b2 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/morfologia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/conjuncoes-relacao-de-causa-e-consequencia https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/sintaxe https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/analise-sintatica https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcm-2016-if-farroupilha-rs-administrador A classi�cação da palavra SE está corretamente assinalada, entre colchetes, em: A Como é difícil julgar se as outras pessoas são dignas de con�ança no ciberespaço, a relação é super�cial. [conjunção integrante] B Se uma pessoa o conduz para compartilhar um passeio agradável com seus amigos, certamente se sentirá menos sozinha; [índice de indeterminação do sujeito] C A maioria dessas pessoas talvez não seja solitária por natureza, mas sente-se socialmente isolada, embora esteja rodeada de gente. [partícula apassivadora] D Uma pessoa que se sente sozinha geralmente está mais angustiada, deprimida e hostil, e tem menos probabilidades de realizar atividades físicas. [conjunção integrante] E Os testes biológicos realizados mostram que a solidão tem várias consequências físicas: elevam-se os níveis de cortisol – o hormônio do estresse –, a resistência à circulação de sangue aumenta e certos aspectos da imunidade diminuem. [índice de indeterminação do sujeito] Ano: 2016 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Cláudio - MG INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a questão. Educação pro�ssional e a lição que os jovens ensinam ao Brasil RAFAEL LUCCHESI O dado de que emprego e pro�ssão desejados lideram a lista de aspirações dos jovens brasileiros revela um novo Brasil em construção. Pesquisa recente publicada pelo Instituto Datafolha indica uma preocupação da juventude com o próprio futuro. Outra pesquisa, Transições da escola para o mercado de trabalho de mulheres e homens jovens no Brasil, da OIT, avalia que os jovens brasileiros são trabalhadores e parte signi�cativa deles tem se esforçado para combinar trabalho e estudo. Com menos experiência e, em geral, pouca quali�cação pro�ssional, eles são os que sofrem primeiro quando o mercado de trabalho piora. Essa maior di�culdade para colocar em prática projetos de vida parece ter ensinado ao Brasil uma lição: é preciso estar mais bem preparado para o mundo do trabalho. O impacto coletivo dessa mudança de percepção pode ser visto também com a nova cara dos estudantes do ensino médio. A maior chance de conquistar um emprego e um bom salário aumentou o interesse dos estudantes em relação ao ensino técnico de nível médio. Dados do Censo da Educação Básica, analisados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), mostram aumento de 55,3% no número de matrículas nesses cursos, passando de 927.978 em 2008 para 1.441.051 em 2013. Historicamente, a procura por cursos de formação pro�ssional segue uma lógica anticíclica: a procura cresce mais quando o mercado de trabalho não apresentava bom desempenho. Os trabalhadores buscavam se quali�car para manter ou conseguir novo emprego, ou seja, pela necessidade de elevar/manter a sua empregabilidade. Na última década, quando foram registrados baixos índices de desemprego no Brasil, essa dinâmica parece ter sido rompida, uma vez que a sociedade brasileira começou a mudar a sua percepção sobre a educação pro�ssional, entendendo que ela pode ser o caminho mais curto para a inserção, com qualidade, no mercado de trabalho. Em outras palavras, mesmo com o mercado de trabalho ativo, houve expansão signi�cativa da procura por cursos, motivada principalmente pela falta de mão de obra especializada e pela necessidade de atualização tecnológica, além ─ é claro ─ do entendimento de que o trabalho abre a perspectiva da mobilidade social. O aumento do interesse na educação pro�ssional é importante e aponta que estamos no caminho certo da valorização da educação pro�ssional, mas ainda é pouco se comparado a outras nações. Países da União Europeia, em 2010, segundo o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Educação Pro�ssional, tinham em média 49,9% dos estudantes do ensino secundário também matriculados na educação pro�ssional. Na Áustria, por exemplo, que registra o índice mais alto, 76,8% dos estudantes do secundário fazem ensino técnico. Finlândia vem em seguida com 69,7% e Alemanha com 51,5%. No Brasil, esse índice alcançou os 7,8% em 2013. A educação pro�ssional melhora o ambiente de negócios, podendo ser um parâmetro importante para decisão de novos investimentos por empresários. Na perspectiva do trabalhador, a quali�cação pode reduzir o risco de desemprego ou, ao menos, reduzir o tempo de permanência fora do mercado de trabalho. 516 Q729733 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2016 - Prefeitura de Cláudio - MG - Guarda Municipal https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fundep-gestao-de-concursos https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/prefeitura-de-claudio-mg https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/d95f21c8-b1https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fundep-gestao-de-concursos-2016-prefeitura-de-claudio-mg-guarda-municipal https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fundep-gestao-de-concursos-2016-prefeitura-de-claudio-mg-guarda-municipal Em um momento de arrefecimento do mercado de trabalho, como o atual, não se pode abrir mão da quali�cação de trabalhadores, estejam eles empregados ou não. Essa é, inclusive, uma estratégia para facilitar a retomada de crescimento do país. Um técnico que será contratado para preencher uma vaga em 2017, por exemplo, deve começar a se quali�car hoje. Os jovens já têm nos dado o exemplo. Agora, cabe à geração madura do Brasil nos governos e setores produtivos seguir seu exemplo e fazer a aposta correta. LUCCHESI, Rafael. Educação pro�ssional e a lição que os jovens ensinam ao Brasil. Folha de S.Paulo. São Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/07/1661561-educacao-pro�ssional-a-licao-que-os-jovens- ensinam-ao-brasil.shtml> Acesso em: 7 set. 2015 (Adaptação). Assinale a alternativa em que a natureza gramatical da palavra destacada está incorretamente indicada entre colchetes. A “Outra pesquisa [...] da OIT, avalia que os jovens brasileiros são trabalhadores.” (1º parágrafo) [CONJUNÇÃO INTEGRANTE] B “Os trabalhadores buscam se quali�car para manter ou conseguir novo emprego [...].” (4º parágrafo) [PRONOME APASSIVADOR] C “Na Áustria, por exemplo, que registra o índice mais alto, 76,8% dos estudantes do secundário fazem ensino técnico.” (8º parágrafo) [PRONOME RELATIVO] D “[...] estamos no caminho certo da valorização da educação pro�ssional, mas ainda é pouco se comparado a outras nações.” (7º parágrafo) [CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA] Ano: 2016 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Texto Setenta anos, por que não? Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com a vida. Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então viver é de certa forma uma desgraceira que acaba na morte. Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença crônica de prognóstico sombrio. Nessa festa sem graça, quem �ca animado? Quem não se amargura? [...] Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50 anos, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com vestidos discretíssimos, pretos de �orzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas �ores ou bolinhas coloridas), hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando (pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar uma amiga), indo ao teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente namorando ou casando de novo. Ou dando risada à toa com os netos, e fazendo uma excursão com os �lhos. Tudo isso sem esquecer a universidade, ou aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer sorvete na calçada batendo papo com alguma nova amiga. [...] Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da própria família. Dos amigos. Se formos os eternos acusadores, acabaremos com um gosto amargo na boca: o amargor de nossas próprias palavras e sentimentos. Se não soubermos rir, se tivermos desaprendido como dar uma boa risada, �caremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções para manter ou recuperar a “beleza”. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa. (LUFT, Lya. In: http://veja.abril.com.br. Acesso em 18/09/16) No último parágrafo do texto, a repetição da conjunção “Se”, no início de algumas orações, representa uma ênfase ao valor semântico de: A concessão B causa C condição 517 Q726912 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE Provas: IBFC - 2016 - EBSERH - Técnico em Enfermagem (HUAP-UFF) ... https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibfc https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/72018e7e-b0 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2016-ebserh-tecnico-em-enfermagem-huap-uff D conformidade E consequência Ano: 2016 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rio Branco - AC Diploma não é solução Vou confessar um pecado: às vezes, faço maldades. Mas não faço por mal. Faço o que faziam os mestres zen com seus “koans”. “Koans” eram rasteiras que os mestres passavam no pensamento dos discípulos. Eles sabiam que só se aprende o novo quando as certezas velhas caem. E acontece que eu gosto de passar rasteiras em certezas de jovens e de velhos... Pois o que eu faço é o seguinte. Lá estão os jovens nos semáforos, de cabeças raspadas e caras pintadas, na maior alegria, celebrando o fato de haverem passado no vestibular. Estão pedindo dinheiro para a festa! Eu paro o carro, abro a janela e na maior seriedade digo: “Não vou dar dinheiro. Mas vou dar um conselho. Sou professor emérito da Unicamp. O conselho é este: salvem-se enquanto é tempo!”.Aí o sinal �ca verde e eu continuo. “Mas que desmancha-prazeres você é!”, vocês me dirão. É verdade. Desmancha-prazeres. Prazeres inocentes baseados no engano. Porque aquela alegria toda se deve precisamente a isto: eles estão enganados. Estão alegres porque acreditam que a universidade é a chave do mundo. Acabaram de chegar ao último patamar. As celebrações têm o mesmo sentido que os eventos iniciáticos – nas culturas ditas primitivas, as provas a que têm de se submeter os jovens que passaram pela puberdade. Passadas as provas e os seus sofrimentos, os jovens deixaram de ser crianças. Agora são adultos, com todos os seus direitos e deveres. Podem assentar-se na roda dos homens. Assim como os nossos jovens agora podem dizer: “Deixei o cursinho. Estou na universidade”. Houve um tempo em que as celebrações eram justas. Isso foi há muito tempo, quando eu era jovem. Naqueles tempos, um diploma universitário era garantia de trabalho. Os pais se davam como prontos para morrer quando uma destas coisas acontecia: 1) a �lha se casava. Isso garantia o seu sustento pelo resto da vida; 2) a �lha tirava o diploma de normalista. Isso garantiria o seu sustento caso não casasse; 3) o �lho entrava para o Banco do Brasil; 4) o �lho tirava diploma. O diploma era mais que garantia de emprego. Era um atestado de nobreza. Quem tirava diploma não precisava trabalhar com as mãos, como os mecânicos, pedreiros e carpinteiros, que tinham mãos rudes e sujas. Para provar para todo mundo que não trabalhavam com as mãos, os diplomados tratavam de pôr no dedo um anel com pedra colorida. Havia pedras para todas as pro�ssões: médicos, advogados, músicos, engenheiros. Até os bispos tinham suas pedras. (Ah! Ia me esquecendo: os pais também se davam como prontos para morrer quando o �lho entrava para o seminário para ser padre – aos 45 anos seria bispo – ou para o exército para ser o�cial – aos 45 anos seria general.) Essa ilusão continua a morar na cabeça dos pais e é introduzida na cabeça dos �lhos desde pequenos. Pro�ssão honrosa é pro�ssão que tem diploma universitário. Pro�ssão rendosa é a que tem diploma universitário. Cria-se, então, a fantasia de que as únicas opções de pro�ssão são aquelas oferecidas pelas universidades. [...] Alegria na entrada. Tristeza ao sair. Forma-se, então, a multidão de jovens comdiploma na mão, mas que não conseguem arranjar emprego. Por uma razão aritmética: o número de diplomados é muitas vezes maior que o número de empregos. [...] Tive um amigo professor que foi guindado, contra a sua vontade, à posição de reitor de um grande colégio americano no interior de Minas. Ele odiava essa posição porque era obrigado a fazer discursos. E ele tremia de medo de fazer discursos. Um dia ele desapareceu sem explicações. Voltou com a família para o seu país, os Estados Unidos. Tempos depois, encontrei um amigo comum e perguntei: “Como vai o Fulano?”. Respondeu-me: “Felicíssimo. É motorista de um caminhão gigantesco que cruza o país!”. ALVES, Rubem. Diploma não é solução, Folha de S. Paulo, 25/05/2004. (Adaptado). Em “Cria-se, então, a fantasia de que as únicas opções de pro�ssão são aquelas oferecidas pelas universidades.” o SE é: A índice de indeterminação do sujeito. B partícula expletiva. C conjunção subordinativa condicional. D pronome apassivador. 518 Q725657 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE Provas: IBADE - 2016 - Prefeitura de Rio Branco - AC - Administrador ... https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibade https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/prefeitura-de-rio-branco-ac https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/4401e915-af https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibade-2016-prefeitura-de-rio-branco-ac-administrador https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibade-2016-prefeitura-de-rio-branco-ac-administrador E pronome re�exivo. Ano: 2016 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: EBSERH Texto 1 Por que você ainda se lembra das coisas embaraçosas que fez na infância (e se sente péssimo)? Acredite, isso serve para que você não faça coisas bizarras novamente Você está andando na rua e, de repente, lembra-se de algo bizarro que aconteceu quando você tinha 13 anos! Fique tranquilo, esses �ashbacks são extremamente normais e têm até nome: “memória involuntária”. A psicóloga Jennifer Wild, do Centro de Oxford para Transtornos de Ansiedade e Trauma, disse ao BuzzFeed que esse tipo de comportamento é extremamente comum. “Depois de um trauma ou um evento embaraçoso, a maioria das pessoas tem essas lembranças”. Já ouviu o termo memória seletiva? Segundo o professor Chris Brewin, do Instituto de Neurociência Cognitiva da UCL, nossos cérebros retêm as informações sobre eventos traumáticos e todos os sentimentos associados a isso. É uma espécie de sistema de punição e recompensa. “Seu cérebro lembra-se de experiências importantes – de perigo ou humilhação – para impedi-lo de fazer a mesma coisa novamente”, diz Brewin. Você aprende associando experiências com os resultados. Esta é a psicologia clássica. Ivan Pavlov, famoso psicólogo russo, costumava tocar um sino antes de alimentar seus cães. Eventualmente, os cães começaram a salivar na expectativa de alimentos apenas ao ouvir o som do sino. A mesma coisa acontece com memórias traumáticas ou socialmente embaraçosas. Seu cérebro traz de volta sensações desagradáveis – medo e/ou vergonha – quando ele se encontra em uma situação semelhante à do evento original. “Nessas situações, �camos cheios de adrenalina e isso aumenta a nossa consciência”, diz Wild. É comum que essas memórias involuntárias ocorram alguns dias após o ocorrido, mas essas lembranças podem te acompanhar por um bom tempo. Para a maioria das pessoas, as memórias involuntárias são apenas mais um modo de se sentir envergonhado e constrangido. Mas essas memórias também podem resultar em doenças cognitivas mais graves, como depressão e fobia social. Segundo Wild, se você não se sente à vontade para sair de casa após uma dessas lembranças, procure um especialista. Retirado e adaptado de: <http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2015/04/por-que-voce-ainda- lembra-das-coisas-embaracosas-que-fez-na-infancia-e-se-sente-pessimo.html>. Em “Segundo Wild, se você não se sente à vontade para sair de casa [...]”, os termos em destaque funcionam, respectivamente, como A conjunção subordinativa condicional e parte integrante do verbo. B conjunção subordinativa condicional e pronome apassivador. C índice de indeterminação do sujeito e parte integrante do verbo. D parte integrante do verbo e conjunção subordinativa condicional. E conjunção subordinativa condicional e índice de indeterminação do sujeito. Ano: 2016 Banca: FCM Órgão: IF Sudeste - MG Texto 3 O domínio do trivial Hoje, cada vez mais, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos as mesmas trivialidades. Contardo Calligaris [1º§]Aos vinte anos, leitor de Gramsci¹, eu entendia que o poder das classes dominantes se exercia de duas maneiras. Havia a exploração econômica, com repressão eventualmente brutal das reivindicações dos trabalhadores (sem contar as guerras imperialistas). E havia a outra face do domínio: o controle das ideias e das mentes, oculto e insidioso. Esse era o terreno de luta dos intelectuais: podíamos colaborar com a classe dominante ou, então, fazer o quê? Sermos porta-vozes de uma nova classe? 519 Q716299 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE Prova: INSTITUTO AOCP - 2016 - EBSERH - Técnico em Radiologia - Radioterapia (CH-UFPA) 520 Q713582 >Português Funções morfossintáticas da palavra SE Provas: FCM - 2016 - IF Sudeste - MG - Auditor ... https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/instituto-aocp https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fcm https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/if-sudeste-mg https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/75af2875-a2 https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/instituto-aocp-2016-ebserh-tecnico-em-radiologia-radioterapia-ch-ufpa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/instituto-aocp-2016-ebserh-tecnico-em-radiologia-radioterapia-ch-ufpa https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/7425be11-9c https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/disciplinas/letras-portugues/funcoes-morfossintaticas-da-palavra-se https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcm-2016-if-sudeste-mg-auditor [2º§]Não éramos totalmente ingênuos. Reconhecíamos os horrores do dito "socialismo real" e percebíamos que ele substituíra uma classe dominante por outra. A ditadura do proletariado não tinha por que ser melhor do que a ditadura da burguesia; talvez, aliás, ela fosse pior. Nosso sonho era outro: uma sociedade sem classes. [3º§]Pois bem, um espectador apressado poderia pensar que, en�m, realizamos a famosa sociedade sem classes – ao menos em parte. Claro, desigualdades e exploração continuam; no entanto, é difícil distinguir a cultura da classe dominante das outras que lhe seriam opostas, porque, no fundo, mesmo quando parecemos discordar, pensamos todos de forma igual. [4º§]Acabo de ler "L'Egemonia Sottoculturale", de Massimiliano Panarari (A hegemonia da subcultura, editora Einaudi, 2010). O autor, um intelectual de minha geração, faz uma crítica hilária da "subcultura da fofoca", que seria, segundo ele, a cultura dominante na Itália de hoje. (...) Mas o que Panarari diz não se aplica só ao caso da Itália. Mundo afora, é cada vez mais difícil dizer algo que não faça parte de um senso comum que é feitode referências, ideias e, sobretudo, maneiras de pensar compartilhadas graças ao uso generalizado da mesma mídia. [5º§]Nesse quadro, pensar criticamente é árduo. Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu. [6º§]Nesse sentido, nos EUA, são cada vez mais populares radialistas, apresentadores e jornalistas supostamente "conservadores", que devem seu sucesso a uma vulgaridade e a uma truculência que parecem satisfazer a espera de todos por um pensamento novo, diferente. (...) Sua "ousadia" é tão inovadora quanto a das crianças do "xixi e cocô". [7º§]No Brasil, o debate eleitoral em curso poderia também servir para mostrar que nosso senso comum compartilhado é, no caso, uma espécie de razoabilidade, resignada a evitar temas excessivamente con�itivos (...) e a aceitar alianças duvidosas e supostamente "necessárias". [8º§]Como chegamos a essa perda de contraste na vida pública e cultural? [9º§]Segundo Panarari, a burguesia ganhou a luta pela hegemonia jogando a carta do prazer: "Na década do hedonismo², todos se convenceram, de repente, de que estava na hora de divertir-se. Palavra de ordem: "Queremos folgar" e, por favor, evite-se empestar a existência, de qualquer maneira que seja, com política, cultura, economia e todas essas ‘coisas’ assimiláveis a preocupações e aborrecimentos". Conclusão: a subcultura hedonista da fofoca é o novo ópio do povo. [10º§]Concordo (um pouco) com essa visão apocalíptica da cultura dominante. Mas discordo da ideia de que a subcultura da fofoca seja a invenção vitoriosa de uma classe especí�ca. Ela é, em meu ver, uma consequência dos nossos tempos, pela razão que segue. Quando a mídia é de massa, não há mais diferença entre manipuladores e manipulados, pois os próprios manipuladores, expostos à mídia, são manipulados por suas produções. Ou seja, progressivamente, todo o mundo pensa as mesmas trivialidades. [11º§]É o feitiço que enfeitiça o feiticeiro. Fonte: Folha de São Paulo, 19/08/2010. Texto adaptado. Vocabulário de apoio 1- Gramsci: Antonio Gramsci (Ales, 22 de janeiro de 1891 — Roma, 27 de abril de 1937) �lósofo marxista, jornalista, crítico literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística. 2- Hedonismo: teoria ou doutrina �losó�co-moral que a�rma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Releia este trecho do texto 3. Quem deseja convencer seus leitores ou espectadores de que ele pensa fora da trivialidade dominante tende a parecer-se com aquelas crianças que, de vez em quando, gritam "xixi e cocô" e, com isso, gabam-se de ter quebrado um grande tabu. Nesse trecho, as ocorrências grifadas da palavra SE caracterizam o emprego de A palavra expletiva. B pronome re�exivo. C partícula apassivadora. D partícula integrante do verbo. E índice de indeterminação do sujeito. Respostas 511: B 512: E 513: C 514: A 515: A 516: B 517: C 518: D 519: A 520: D www.qconcursos.com https://www.qconcursos.com/