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I Análise e Medição de Radiações ntrodução Estamos submetidos a uma série de radiações, tanto dentro como fora do ambiente de trabalho. A grande maioria dessas radiações não apresentam perigos ao corpo humanos porém há algumas, que pelas suas características, podem provocar muitos danos inclusive com impacto diretamente na saúde dos trabalhadores. O entendimento dos tipos de radiação e como elas impactam é fundamental para a compreensão das formas de minimização dos seus efeitos. Objetivos da Aula Nesta aula serão abordadas os vários aspectos ligados com as ondas eletromagnéticas tanto as não ionizantes como as ionizantes (mais perigosas), notadamente com foco no estudo da norma A NR15 - Atividades e Operações Insalubres, nos itens específicos das radiações. Resumo As ondas eletromagnéticas são, basicamente, a oscilação das ondas, por meio de campos magnéticos e elétricos, sendo o movimento dado sempre perpendicular. As ondas eletromagnéticas podem ser caracterizadas pelo comprimento de onda, sua velocidade (igual à da luz), amplitude e frequência, como mostrado na figura 1. Tipicamente são definidas em função da frequência ou do comprimento de onda, que determinam as suas principais aplicações como mostrado na figura 2. As ondas eletromagnéticas podem ser classificadas em dois grandes grupos: a) as que do tipo ionizantes: aquela que tem energia suficiente para provocar ionização em átomos e moléculas, tornando eletricamente carregado o meio físico em que penetra (partículas alfa e beta, os raios gama, raios-X) e; as do tipo não ionizantes: que possui níveis de energia mais baixos e, por isso, geralmente, não são capazes de produzir efeitos elétricos significativos em átomos e moléculas (a luz visível, as ondas de rádio e micro ondas) Figura 1: Parâmetros de Definição das Ondas. Fonte: http://manualdotrabalhoseguro.blogspot.com/2014/08/radiacoes-nao-ionizantes-afinal-o-que-e.html (acesso em 04/11/2022) Figura 2: Ondas Eletromagnéticas em Função da Frequência e do Comprimento de Onda. Fonte: http://manualdotrabalhoseguro.blogspot.com/2014/08/radiacoes-nao-ionizantes-afinal-o-que-e.html (acesso em 04/11/2022) http://manualdotrabalhoseguro.blogspot.com/2014/08/radiacoes-nao-ionizantes-afinal-o-que-e.html http://manualdotrabalhoseguro.blogspot.com/2014/08/radiacoes-nao-ionizantes-afinal-o-que-e.html É necessário também observar a diferença entre ondas eletromagnéticas caracterizadas como partículas gama, e as partículas alfa (compostas de dois prótons e dois nêutrons) e as beta (compostas de elétrons). A grande diferença entre esses três tipos de partículas está na capacidade de penetração nos corpos: as alfas podem ser detidas com uma simples folha de papel, as betas com uma chapa de alumínio e as gama (ondas eletromagnéticas) apenas por uma chapa de chumbo. Na indústria são encontradas aplicações principalmente com ondas do tipo infravermelho, ultravioleta, raios gama e raios X, e dependendo do tipo de radiação, os efeitos nos corpos humanos são diferentes: a) as radiações ionizantes podem provocar lesões nos olhos, na pele, câncer, leucemia e osteoporose e; b) as radiações não ionizantes podem provocar lesões nos olhos (catarata e conjuntivite), lesões de pele e queimaduras. A NR15 - Atividades e Operações Insalubres (disponível em https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos- especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no- trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-15-nr-15) define os aspectos de insalubridade para as radiações ionizantes (Anexo V) e as não ionizantes (Anexo VII). Para as radiações ionizantes (mais perigosas) há ainda a norma CNEN-NN-3.01: "Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica“ (disponível em http://appasp.cnen.gov.br/seguranca/normas/pdf/Nrm301.pdf), que define os limites máximos e critérios de medição da exposição. As grandezas para a avaliação das exposições de radiações ionizantes são separadas em três categorias principais: a) Grandezas de Proteção: são utilizadas para quantificar o risco da exposição do homem à radiação ionizante, mas não podem ser medidas com um equipamento; b) Grandezas Operacionais: Podem ser medidas e usadas para estimar o risco da exposição do homem à radiação ionizante, viabilizando a dosimetria externa e; c) Correlação: Correlaciona as grandezas operacionais com as de proteção, e ambas com as grandezas físicas foram calculados coeficientes de conversão, os quais estão tabelados. Para a avaliação da exposição são considerados dois conceitos: a dose absorvida dada em gray e a dose equivalente, dada em sievert, conforme abaixo: A norma CNEN-NN-3.01 estabelece os requisitos básicos de proteção radiológica das pessoas em relação à exposição à radiação ionizante conforme mostrado na figura 3. Para efeito desses limites é efetuada a dosimetria pessoal (mas não exclusivamente), que são as doses para indivíduos expostos à radiação relacionada às suas atividades de trabalho. Dosímetros registram as doses de radiação externa absorvida pelo corpo geralmente na forma de dose equivalente (em sievert Sv). Essa dosimetria pode utilizar dosímetros passivos que operam por Termoluminescência (TLD) ou marcação em filme que é armazenado no aparelho para análise posterior; ou dosímetros ativos, onde se obtém o valor instantâneo, através da produção de um valor induzido da radiação, informando diretamente a dose e detectando. A proteção contra radiações ionizantes deve ser feita com: redução do tempo de exposição à fonte de radiação e distanciamento entre a fonte e o trabalhador; utilização de avental e óculos plumbíferos (que contém chumbo) e protetores de tireoide e gônadas e; blindagem física contra a radiação. Já para as radiações não ionizantes devemos ter: utilização de equipamentos de proteção individual (óculos de proteção UV, protetor facial); chapéu para proteção contra raios solares; vestimentas de manga longa e; utilização de filtros solares. Como aplicar na prática o que aprendeu A análise dos laudos referentes à exposição quanto à radiação é importante para que se possa fazer a aplicação dos conceitos estudados no módulo, principalmente na forma de tomada dos valores que caracterizam a exposição dos trabalhadores. Figura 3: Limites de Doses Anuais de Radiações Ionizantes. Fonte: CNEN-NN-3.01 Conteúdo Bônus – Tópicos Avançados Ler os artigos sobre radiações disponíveis em https://www.gov.br/inca/pt- br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/exposicao-a-radiacao. Dica quente para você não esquecer O compreensão dos impactos das radiações nos corpos é importante, seja das ionizantes ou não ionizantes, porém no ambiente de trabalho, muitas vezes são utilizados equipamentos que se utilizam dos fenômenos que envolvem ondas eletromagnéticas e portanto, há necessidade do entendimento das regulamentações específicas e é necessário a compreensão das práticas que devem ser seguidas, de acordo com a legislação, para se fazer as medições do grau de impacto. Referência Bibliográfica MATTOS, Ubirajara. Higiene e Segurança do Trabalho. GEN LTC; 1ª edição. ISBN-13: 978-8535235203, 2011. MATTOS, Ubirajara; MÁSCULO, Francisco. Higiene e Segurança do Trabalho. GEN LTC; 2ª edição, ISBN-13: 9788535291766, 2019. BREVIGLIERO, Ezio; POSSEBON, José; SPINELLI, Robson. Higiene Ocupacional: Agentes Biológicos, Químicos e Físicos. Senac São Paulo; 10ª edição. ISBN-13 : 978-8539629459, 2019. BARSANO, Roberto; BARBOSA, Rildo. Higiene e Segurança do Trabalho. Érica; 2ª edição. ISBN-13 : 978-8536526850, 2018. ROCHA, Rosemberg; BASTOS, M. Higiene Ocupacional ao Alcance de Todos. Autografia; 1° edição. ISBN-13: 978-855268540, 2016. HINRICHSEN, Sylvia. Biossegurança e Controle de Infecções – Risco Sanitário Hospitalar. Guanabara Koogan; 3ª edição. ISBN-13 : 978- 8527734059, 2018. Ir para questão