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AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HIGIENE DO TRABALHO – 
RISCOS FÍSICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Adalberto dos Santos 
 
 
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TEMA 1 – RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES – CONCEITOS GERAIS 
De acordo com Okuno e Yoshimura (2010), radiação não ionizante é aquela 
que não possui energia suficiente para arrancar elétrons de átomos ou moléculas, 
Figura 1 – Espectro eletromagnético e faixas de frequências 
 
Crédito: Davi Souza. 
As fontes de emissão citadas na Figura 1 fornecem uma visão geral dos 
sistemas que emitem radiação, que, por sua vez, são fontes naturais e artificiais, 
ou seja, criadas pelo homem (Silva, 2014). É interessante notar que existem 
equipamentos e aparelhos que utilizamos no dia a dia, tanto profissional quanto 
pessoal, e cabe a nós saber fazer uso correto deles e, no escopo desta disciplina, 
entender seus meios de controle. 
TEMA 2 – TIPOS E FONTES DE RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES 
As radiações não ionizantes são classificadas de acordo com seus 
parâmetros físicos de comprimento de onda e frequência, além do tipo de fonte e 
sua interação com matéria, de acordo com Silva e Silva (2020). 
O maior problema está relacionado à proximidade e à consequente 
exposição a campos eletromagnéticos (radiação não-ionizante), por 
períodos de longa duração. Como mencionado anteriormente, muitos 
estudos foram realizados no sentido de comprovar ou desmistificar tal 
influência. Contudo, mesmo existindo fortes indícios, a comunidade 
 
 
3 
científica ainda não está convencida e independentemente das 
comprovações, inúmeras diretrizes foram estabelecidas para limitar a 
exposição. Em resumo, se em diversos centros de pesquisa distribuídos 
pelo mundo, os estudos continuam e, cientistas especialistas reavaliam 
os limites de tolerância à exposição de radiações não-ionizantes 
frequentemente, pode-se concluir no mínimo que, o tema ainda é 
considerado polêmico O espectro eletromagnético emitido pela radiação 
solar é composto por ampla variedade de comprimentos de onda. Só 
algumas frações desses comprimentos, entretanto, são capazes de 
atingir a superfície da Terra, incluindo a radiação ultravioleta (UV 280-
400nm), luz visível (LV 400-760nm) e infravermelha (IV 760nm-1mm).1 
Por muitos anos, o fotoenvelhecimento e o dano cutâneo foram 
atribuídos quase exclusivamente à radiação UV, que representa apenas 
6,8% da radiação solar, em comparação com as radiações infravermelha 
e visível, que representam 54,3% e 38,9% da energia solar incidente, 
respectivamente.1 Hoje, porém, sabe-se que a radiação IV também 
induz alterações histológicas similares àquelas induzidas pela exposição 
crônica à UV.2 A radiação IV (RIV) é classificada em IV-A (760- 
1400nm), IV-B (1400-3000nm) e IV-C (3000nm-1mm) de acordo com o 
comprimento de onda e sua penetração nas camadas da pele.1-3 A RIV 
pode causar dois tipos de efeitos: o térmico, que pode ser benéfico ou 
danoso dependendo da dose, e o dano oxidativo, que fica mais restrito 
à faixa próxima do IV-A (760 a 1.500nm). A IV-A atinge mais 
profundamente a pele, sendo que 35% da radiação se concentra na 
epiderme, 48% na derme e 17% no tecido subcutâneo.2, 4 Apesar de 
não estar totalmente esclarecido, o mecanismo pelo qual a radiação IV-
A induz seus efeitos nocivos envolve distúrbios no transporte de elétrons 
mitocondriais, levando à diminuição na produção de energia e ao 
aumento na formação de espécies reativas de oxigênio.5-7 Com a perda 
da homeostasia mitocondrial, há estresse oxidativo e alteração na 
expressão gênica e no metabolismo dérmico traduzido pelo aumento da 
expressão de metaloproteinase 1 (MMP-1), diminuição da síntese de 
colágeno, desenvolvimento da elastose solar e hiperpigmentação 
cutânea. (Santos, 2019, p. 6) 
De acordo com esses parâmetros físicos, existem diferentes faixas do 
espectro eletromagnético apresentado na Figura 1 que emitem radiações não 
ionizantes. Suas subdivisões, conforme essa figura, serão explicadas no tema a 
seguir. 
2.1 Frequência extremamente baixa 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (WHO, S.d.), a frequência 
extremamente baixa se dá através de campos eletromagnéticos que possuem um 
comprimento de onda de 0 a 300 Hz. Silva e Silva (2020) citam que a exposição 
a esse tipo de campo é muito fortemente associada a geração e transmissão de 
energia elétrica. 
 
 
 
 
 
 
4 
Figura 2 – Torre de transmissão de energia elétrica 
 
Crédito: ABCDstock/Shutterstock. 
2.2 Frequência muito baixa 
Cardenas (2012) explica que as ondas de muito baixa frequência, ou VLF 
(Very Low Frequency) compõem frequências entre 3 a 30 kHz, com comprimentos 
de onda que variam entre 10 a 100 quilômetros. Pelo seu longo alcance, Cardenas 
(2012) explica que sua propagação de sinal ocorre na região da Ionosfera da 
Terra. 
Figura 3 – Naval Communication VLF Station - Exmouth - Australia. 
 
Crédito: Adwo/Shutterstock. 
 
 
5 
2.3 Ondas de rádio 
O termo radiofrequência refere-se à faixa de 100 kHz 300 MHz (3 km a 1 
m de comprimento de onda no ar 
 
Ondas de rádio ou radiofrequência caracterizam-se por ondas com 
comprimento grande e com frequências muito pequenas de até 107 Hz, 
acima da qual estão os raios infravermelhos. São fontes de 
radiofrequência os circuitos eletrônicos oscilantes e podem ser geradas 
pela passagem de corrente elétrica alternada por um condutor. 
Compreende as ondas de TV, as ondas curtas, as ondas longas e as 
próprias bandas de AM e FM. (Torres et al. 2013, p. 13) 
Figura 4 – Antena de rádio 
 
Crédito: Kphrom/Shutterstock. 
2.4 Micro-ondas 
Micro-ondas pertencem a faixa de frequência de 300 MHz-300 GHz (1 m a 
1 mm de comprimento de onda no ar). As condições de exposição na faixa de 
micro-ondas são geralmente descritas em termos de densidade de potência e são 
relatadas na maioria estudos em watts por metro quadrado, ou miliwatts ou 
microwatts por centímetro quadrado (W/m2, mW/cm2, 1tW/cm2) (ONU,1981) 
Entretanto, perto de fontes de micro-ondas e RF com comprimentos de 
onda mais longos, os valores de tanto a força do campo elétrico (Vim) quanto a 
 
 
6 
força do campo magnético proporcionam uma descrição mais apropriada da 
radiação. Condições de exposição podem ser alteradas consideravelmente pela 
presença de objetos, o grau de perturbação, dependendo de seu tamanho, forma, 
orientação no de campo, e propriedades elétricas (ONU, 1981). 
É delimitada no espectro eletromagnético pelas ondas infravermelhas e as 
de rádio. É encontrada em aplicações como fornos de micro-ondas, satélite de 
comunicação, televisão, radar (Torres et al. 2013). 
2.5 Radiação infravermelha 
A radiação infravermelha, de acordo com Cho et al. (2009), possui um 
comprimento de onda com três regiões distintas, a saber: 
Tipo Comprimento de onda (nm) 
 
IR-A 760 – 1400 nm 
IR-B 1400 – 3000 nm 
IR-C 3000 nm – 1 mm 
Figura 5 – Exemplo de aplicação de radiação infravermelha (imagem térmica de 
um transformador elétrico) 
 
Crédito: Pixardi/Adobe Stock. 
 
 
7 
O espectro eletromagnético emitido pela radiação solar é composto por 
ampla variedade de comprimentos de onda. Só algumas frações desses 
comprimentos, entretanto, são capazes de atingir a superfície da Terra, 
incluindo a radiação ultravioleta (UV 280-400nm), luz visível (LV 400-
760nm) e infravermelha (IV 760nm-1mm). Por muitos anos, o 
fotoenvelhecimento e o dano cutâneo foram atribuídos quase 
exclusivamente à radiação UV, que representa apenas 6,8% da radiação 
solar, em comparação com as radiações infravermelha e visível, que 
representam 54,3% e 38,9% da energia solar incidente, 
respectivamente. Hoje, porém, sabe-se que a radiação IV também induz 
alterações histológicas similares àquelas induzidas pela exposição 
crônica à UV.2 A radiação IV (RIV) é classificada em IV-A (760- 
1400nm), IV-B (1400-3000nm) e IV-C (3000nm-1mm) de acordo com o 
comprimento de onda e sua penetração nas camadas da pele. A RIV 
pode causar doistipos de efeitos: o térmico, que pode ser benéfico ou 
danoso dependendo da dose, e o dano oxidativo, que fica mais restrito 
à faixa próxima do IV-A (760 a 1.500nm). A IV-A atinge mais 
profundamente a pele, sendo que 35% da radiação se concentra na 
epiderme, 48% na derme e 17% no tecido subcutâneo. Apesar de não 
estar totalmente esclarecido, o mecanismo pelo qual a radiação IV-A 
induz seus efeitos nocivos envolve distúrbios no transporte de elétrons 
mitocondriais, levando à diminuição na produção de energia e ao 
aumento na formação de espécies reativas de oxigênio. Com a perda da 
homeostasia mitocondrial, há estresse oxidativo e alteração na 
expressão gênica e no metabolismo dérmico traduzido pelo aumento da 
expressão de metaloproteinase 1 (MMP-1), diminuição da síntese de 
colágeno, desenvolvimento da elastose solar e hiperpigmentação 
cutânea. (Eberlin et al., 2016) 
TEMA 3 – EFEITOS DA RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE NO HOMEM 
Como dito por Okuno e Yoshimura (2010), a radiação não ionizante é 
aquela que não possui energia suficiente para arrancar elétrons de átomos ou 
moléculas. Por outro lado, de acordo com Giancoli e Másculo (citados por Silva; 
Silva, 2020), essa radiação acaba por interatuar com diferentes meios 
principalmente sobre cargas elétricas, que, por conseguinte, geram campos 
elétricos e magnéticos oriundos dessa nova configuração de cargas elétricas. 
Os efeitos associados à radiação não ionizante no homem são resultantes 
de implicações em função de suas classificações (Silva; Silva, 2020), relacionadas 
à temperatura: efeitos não térmicos e térmicos; assim como a consequência: 
efeitos adversos e biológicos. 
Além disso, os possíveis danos à saúde que podem ser ocasionados serão 
listados e apresentados na sequência. 
3.1 Efeitos relacionados à temperatura 
Os efeitos associados a temperatura são divididos em: 
 
 
 
8 
3.1.1 Efeitos térmicos 
Todos aqueles que são capazes de aumentar a temperatura no corpo 
humano devido o processo de absorção de energia (Elbern et al., 2016). A 
sudorese e queimaduras de pele são os primeiros efeitos visíveis: 
Figura 6 – Sudorese 
 
Crédito: Inxti/Shutterstock. 
3.1.2 Efeitos não térmicos 
De acordo com Elbern et al. (2016), são efeitos bioquímicos ou eletro 
físicos. Variações eletromagnéticas, por exemplo. 
3.2 Efeitos relacionados à consequência 
Os efeitos associados consequência são os seguintes: 
3.2.1 Efeitos adversos 
São relacionados à saúde, devido à exposição a campos eletromagnéticos 
(Silva; Silva, 2020). 
 
 
9 
Ainda existe uma quarta classificação, que pode ser agregada aos dois 
tópicos do texto anterior, que são os efeitos biológicos. 
Possíveis efeitos sobre a saúde do homem: 
No Brasil, a Lei 11.934 de 5 de maio de 2009 regulamenta 
sobre os limites de exposição do público a campos 
eletromagnéticos na faixa de frequência de até 300 GHz, 
gerados por estações transmissoras de radiocomunicação, 
de terminais de usuário e de sistemas de energia elétrica, 
visando garantir a proteção da saúde e do meio ambiente. 
Para isso, adota os limites da OMS como recomendações, 
e do ICNIRP enquanto não houverem parâmetros da OMS, 
sabendo-se que as próprias recomendações da OMS são 
baseadas na ICNIRP. Ainda, define que os órgãos 
reguladores dos setores elétricos e de telecomunicações 
são responsáveis pela fiscalização desses parâmetros, 
devendo: [...] implementar, manter, operar e tornar público 
sistema de monitoramento de campos elétricos, magnéticos 
e eletromagnéticos de radiofrequências para 
acompanhamento, em tempo real, dos níveis de exposição 
no território nacional. [...] realizar medições prévias dos 
campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos no 
entorno de locais multiusuários devidamente identificados e 
definidos em todo o território nacional [...] realizar medições 
de conformidade, atendendo a solicitações 33 
Fundamentação Teórica encaminhadas por autoridades do 
poder público de qualquer de suas esferas. O disposto nos 
incisos II e IV do art. 12 da Lei n. 11.934/2009. Além disso, 
a lei 11.934/2009 determina o Fundo Nacional de 
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o 
Fundo para Desenvolvimento Tecnológico das 
Telecomunicações (FUNTTEL) como encarregados pelo 
desenvolvimento de pesquisas sobre exposição humana a 
campos elétricos, magnético e eletromagnéticos. 
Outrossim, atribui a fiscalização do atendimento aos limites 
estabelecidos por esta Lei aos órgãos federais reguladores 
dos setores elétricos e de telecomunicações. (Silva; Silva, 
2020, p. 33) 
Diante da citação exposta acima, entendemos que existem legis que tratam 
do assunto. 
Abaixo vamos apresentar os possíveis danos à saúde associados a 
exposição inadvertida a radiação não ionizante. 
3.2.2 Câncer 
De acordo com o INCA (citado por Silva; Silva, 2020), o câncer é o nome 
geral a doenças que são resultantes de um crescimento desordenado de células. 
Essas células invadem tecidos e órgãos. Autores citados por Silva e Silva (2020), 
como Calvente (2010), fizeram uma revisão bibliográfica de uma série de estudos 
que apontam o desenvolvimento do câncer em crianças (leucemia) devido à 
exposição a um campo eletromagnético do tipo baixa frequência, extrema baixa 
 
 
10 
frequência e radiofrequência (ondas que se caracterizam dentro do espectro 
eletromagnético da radiação não ionizante). 
Figura 7 – Ilustração de célula de câncer 
 
Crédito: CI Photos/Shutterstock. 
3.2.3 Alterações hormonais 
Em 1999 Burch realizou um estudo com o objetivo de investigar a 
correlção entre a exposição ocupacional a campos magnéticos de 60Hz 
com a diminuição da excreção da melatonina em trabalhadores de 
serviços elétricos. Sabe-se que a melatonina é um hormônio produzido 
pela glândula pineal e que sua concentração é responsável por alguns 
mecanismos regulatórios no corpo humano, sendo um deles o ciclo 
circadiano. A secreção desse hormônio apresenta sensibilidade a 
luminosidade e é elevado no início da noite, com redução no final. 
Quando submetido a situações naturais para um ciclo claro-escuro, há 
uma produção e secreção regular da melatonina. Tem-se que a 
luminosidade pode interferir na síntese de melatonina através da 
comunicação eixo óptico glândula pineal (Escobar-Cordoba, Chica-
Urzola, Cuevas-Cendales,2008; Neto; Castro, 2008). Então, Burch 
(1999) realizou seu estudo analisando a excreção de melatonina através 
do exame urinário dos trabalhadores. Além disso, controlou as variáveis 
de exposição a luminosidade, exposição a campos eletromagnéticos 
durante o trabalho e após o trabalho, hábitos sociais, hábitos de vida 
entre outros fatores que pudessem interferir na exposição a campos 
eletromagnéticos, a luz e a produção de melatonina. Foram realizadas 
coletas de urina imediatamente após o turno de trabalho e em cada um 
dos três dias de trabalho (geralmente segunda, terça e quarta-feira). 
Ainda foram coletados quatro amostras consecutivas de urina durante a 
noite, e a segunda amostra matutina foi utilizada para avaliar os valores 
basais de melatonina antes de retomar o trabalho (Burch,1999). Por fim, 
obteve-se que concentrações mais baixas de melatonina estavam 
associadas a exposição de campo magnético de 60Hz e ambientes 
pouco luminosos. (Silva; Silva, 2020, p. 25) 
 
 
11 
Figura 8 – Ilustração conceitual vetorial plana isométrica 3D do ciclo circadiano 
(tradução do idioma inglês, em termo livre circadian cycle), relógio interno do corpo 
humano 
 
Crédito: TarikVision/Shutterstock. 
3.2.4 Alterações oculares 
Polk e Postow citado por Silva (2014), citam estudos que analisaram uma 
correlação entre exposição de campos de magnéticos gerados por ação de micro-
ondas que vieram a causar catarata em coelhos. Cientificamente falando, usando 
animais para estudos, os efeitos podem ser refletidos também no ser humano. 
 
 
 
12 
Figura 8 – Apresentação do conceito de catarata 
 
Crédito: Africa Studio/Shutterstock. 
3.2.5Alterações de sono 
Em 2011, Labbafinejad et al. investigaram a associação entre o tempo 
de uso do computador e alterações do sono, como dificuldade para 
dormir, dificuldade para levantar, duração total do sono. Para tal utilizou 
uma escala a “Athens Insomnia Scale (AIS)” e foram entrevistados 362 
funcionários, exceto os que já apresentavam diagnóstico de distúrbio do 
sono ou que faziam uso de medicações e produtos que alterem o 
mesmo. Por fim, concluiram que o tempo de exposição ao uso de 
computadores está associado a maiores relatos de dificuldade de dormir. 
(Silva; Silva, 2020) 
Silva e Silva (2020) citam que ainda existem alterações espermáticas, no 
SNC – sistema nervoso central, nos mecanismos celulares e alterações 
comportamentais. 
TEMA 4 – DETECTORES DE RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE 
Os medidores de espectro que atuam as faixas do campo eletromagnético 
que compreende essa radiação são aparelhos usualmente utilizados para 
detecção de radiação não ionizante. 
 
 
 
13 
Figura 9 – Analisador de Espectro Spectran NF-5030® 
 
Crédito: Postmodern Studio/Adobe Stock. 
TEMA 5 – MEDIDAS DE CONTROLE SOBRE OS EFEITOS DA RADIAÇÃO NÃO 
IONIZANTE 
O princípio básico da proteção radiológica ocupacional estabelece que 
todas as exposições devem ser mantidas tão baixas quanto 
razoavelmente exequíveis (ALARA: As Low As Reasonably Achievable). 
Estudos epidemiológicos e radiobiológicos em baixas doses mostraram 
que não existe um limiar real de dose para os efeitos estocásticos. 
Assim, qualquer exposição de um tecido envolve um risco carcinogênico, 
dependendo da radiossensibilidade desse tecido por unidade de dose 
equivalente (coeficiente de risco somático). Além disso, qualquer 
exposição das gônadas pode levar a um detrimento genético nos 
descendentes do indivíduo exposto. O princípio ALARA estabelece, 
portanto, a necessidade do aumento do nível de proteção a um ponto tal 
que aperfeiçoamentos posteriores produziriam reduções menos 
significantes do que os esforços necessários. A aplicação desse 
princípio requer a otimização da proteção radiológica em todas as 
situações onde possam ser controlados por medidas de proteção, 
particularmente na seleção, planejamento de equipamentos, operações 
e sistemas de proteção. Os esforços envolvidos na proteção e o 
detrimento da radiação podem ser considerados em termos de custos; 
desta forma uma otimização em termos quantitativos pode ser realizada 
com base numa análise custo-benefício. (Ferreira, 2018) 
Na Figura 10 faz-se uma representação esquemática desta análise, 
utilizando como parâmetro a dose coletiva. 
 
 
14 
Figura 10 – Descrição esquemática do método análise custo benefício para 
otimização da proteção radiológica 
 
Fonte: Arte/UT. 
 
 
 
15 
REFERÊNCIAS 
BARBOSA, R. P.; BARSANO, P. R. Higiene e segurança do trabalho. 2. ed. São 
Paulo: Érica, 2018. 
CARDENAS, J. E. S. Propagação guiada de ondas de VLF: aplicação ao estudo 
de fenômenos atmosféricos e naturais. Dissertação (Mestrado em Engenharia 
Elétrica) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2012. 
EBERLIN, S. et al. Metodologia alternativa para o estudo dos efeitos da radiação 
infravermelha-A sobre a pele humana. Surgical & Cosmetic Dermatology, v. 8, 
n. 2, p. 115-120, 2016. 
FERREIRA, R. IOE – o que é? Radioproteção na Prática, 2018. Disponível em: 
. Acesso em: 25 maio 
2023. 
OKUNO, E.; YOSHIMURA, E. M. Física das radiações. São Paulo: Oficina de 
Textos, 2010. 
SANTOS, A. O. Exposição a campos eletromagnéticos e a saúde dos 
trabalhadores. Rede – Revista Expressão da Estácio, v. 1, p. 78-84, 2019. 
SILVA, S. L; SILVA, L. B. Radiação não ionizante e os ambientes de trabalho. 
- João Pessoa: Ed. da UFPB, 2020. 
TAUHATA, L. et al. Radioproteção e dosimetria: fundamentos. 10 rev. Rio de 
Janeiro: IRD/CNEN, 2014. 
TORRES, C. M. et al. Física, ciência e tecnologia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 
2013. v. 3. 
WHO – World Health Organisation. Disponível em: . 
Acesso em: 25 maio 2023.

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