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Carrapato Carrapato -> não é inseto, é aracnídeo. Arachnida -> Acari -> Ixodida -> Ixodidae e Argasidae Carrapatos no mundo · Mais de 950 espécies conhecidas -> anualmente aparecem novas espécies (motivo do aparecimento: não havia estudos sobre) · Argasidae -> competência vetorial: carrega vários patógenos, capacidade de se infectar e infectar outras espécies com patógenos · Ixodidae -> animal hematócrito · Nuttalliellidae (Nuttalliella namaqua) -> apenas uma espécie, muito específica · Deinocrotonidae (Deinocroton draculi) -> carrapato africano encontrado em penas de animais há milhares de anos, existiu na terra (carrapato fósseo – encontrado) Brasil · Aproximadamente 80 espécies, em nove gêneros Argasidae: Ornithodoros (19), Antricola (3), Nothoaspis (1) e Argas (1) Ixodidae: Amblyomma (34) Ixodes (13) Haemaphysalis (3) Rhipicephalus (2) Dermacentor (1) CARRAPATO <-> PATÓGENO - Testam os carrapatos para determinar as espécies de patógenos - Diversidade grande em diferentes biomas/estados Hospedeiros Equinos, bovinos, cães, gatos, pássaros, sapos, onças, morcegos, ratos, cobras, macacos, ratos, cervos etc - Hospedeiro silvestre: bom reservatório para patógenos (isso ocorre com a interferência do homem nos ambientes) · Hematofagia - sangue dos hospedeiros; · Segundo grupo na transmissão de patógenos, superados apenas pelos mosquitos; · Vírus, bactérias, protozoários, fungos e nematódeos. - Ele parasita qualquer ser exceto peixes (não foram encontrados estudos comprovando isso) Família Ixodidae “carrapatos duros” · Presença de escudo quitinizado (proteico) em todos os estágios · Ciclo biológico: ovo, larva, um estágio ninfal e adultos. · Alimentação lenta em todas as fases. Saliva tóxica provoca feridas na pele. · Hospedeiros: animais silvestres, domésticos e o homem. - Animais silvestres são os que mais portam o parasita - Eles são extremamente específicos - O carrapato sobrevive relativamente bem na água, mas não é a sua preferência - Quando é no homem, é acidental (somente por algumas espécies) com alguns patógenos transmitidos pode levar o homem à morte - Existem 2 tipos de grupos: carrapato mole e carrapato duro (o que determina é o quanto ele tem de quitina, isso também é fator de determinação, se ele tem ou não placa – escudo – dorsal) Desenvolvimento pós-embrionário com três estágios: larva (hexápoda), ninfa e adulto (octópode) Ovo desenvolve embrião -> larva -> ninfa (primeiro estágio) -> adultos (dimorfismo) - Ele é um carrapato que se alimenta de sangue e passam muito tempo sugando de 5 a 7 semanas, não se movimentam no hospedeiro - Saliva tóxica, ele não machuca, mas a reação de coceira faz lesionar (pode chegar a ficar 1 mês coçando) - Pós-larva saiu do ovo - Larva possui 3 pares de pernas - Ninfa possui 4 pares de pernas Características morfológicas da família Ixodidae - Capítulo: boca Dorsal: - Idiossoma: corpo fundido - Olhos -> nas laterais Ventral (o resto): - Placa: para o carrapato respirar Hipostômio com dentes recurrentes - Dentes servem como uma trava (todos os dentes ficam nos tecidos) - Hipostômio: peça ventral está implantada dentículos retrógrados que exercem função de fixação Larva, ninfa, macho e fêmea - Larva, ninfa: escudo anterior - Macho: escudo completo - Fêmea: abertura genital Ninfa: não tem órgão genital (abertura) e tem a respiração cutânea (pele) Reprodução e contato do macho e fêmea: introduz o hipostômio no canal vaginal da fêmea (ele fica preso), fica por baixo dela enquanto ela se alimenta, com isso, ele transfere espermatozoide para ela emprenhar (se ela não estiver alimentada, ela não copula) Fêmea: se alimentar e ingurgitar para poder emprenhar Macho: copular com o máximo de fêmeas no hospedeiro, ele se alimenta apenas para sobreviver Ciclo monóxeno Rhipicephalus (B.) microplus, Dermacentor nitens - Ele precisa de apenas um único hospedeiro para concluir seu ciclo de vida - No carrapato duro: a fêmea morre depois que ela ovocitou no ambiente - O contato do ambiente endurece a larva e começa a produção de quitina e logo ele procura um hospedeiro para se alimentar (comportamento de emboscada – ele para em um lugar específico, param todas as larvas juntas para se ficar no primeiro hospedeiro que aparecer (nem todas conseguem), nisso o próximo estágio acontece o dimorfismo sexual, assim reinicia o ciclo Ciclo trioxeno R. sanguineus, Amblyomma spp., Ixodes spp., Haemaphysalis spp. -Utilizar 3 indivíduos (as vezes pode ser o mesmo hospedeiro - Ela só troca de roupa no ambiente (ecdise) - Tempo total: depende da espécie (mais comum no carrapato, leva 1 ano) - Março a junho: larva - Julho a novembro: ninfa - Resto: adulto - Dependendo das estações retarda ou adianta o processo · Maior importância na transmissão de patógenos na natureza; · Larvas e ninfas com uma menor especificidade parasitária; · Larvas e ninfas, principais estágios a parasitar humanos; · Adultos sobrevivem mais tempo fora do hospedeiro · Amblyomma sp.: · adulto - 12 a 24 meses · ninfa - até 12 meses · larva - aproximadamente 6 meses - Para preservar os ovos, a fêmea passa cera envolta para os ovos se fixarem uns nos outros e para evitar ressecamento do ambiente - Tem espécies que chegam a pôr 5mil ovos, mas em todos é mais de 1000 (todos costumam nascer) - Mais eficaz porque passam para vários hospedeiros - 3 hospedeiros -> menos especificidade - Mais fácil de se disseminar por justamente ser menos específica - Larva é a que menos sobrevive e é em maior quantidade, isso se torna bom, uma vez que por ela ser de maior quantidade, ela poderia causar mais estrago Dermacentor nitens “Carrapato da orelha do cavalo” · Parasita primariamente equinos; · carrapato exclusivo do Novo Mundo; · Um dos principais vetores de Babesia equi e B. caballi, agentes da babesiose equina. - Espécie específica com local específico - Ciclo monóxeno - Deixam o cavalo doente (capacidade de transmissão) Rhipicephalus (Boophilus) microplus “Carrapato do boi” · Parasitam predominantemente bovinos, mas podem infestar também outros animais domésticos; · Espécie com maior distribuição geográfica; · Todas são de grande importância econômica por serem parasitas de animais domésticos e vetores de doenças; · São transmissores de Babesia bovis, B. bigemina e Anaplasma marginale - Ciclo monoxeno (espécie específica) - Se manifestam em outras espécies sem ser bovinos, é acidental (pode ter dificuldade de alimentação, desenvolvimento etc.) - Carrapato de origem africana - Quando infectam, atrapalham a economia dentro das fazendas bovinas (produzem menos, adoecem, perfuram o couro – o que é prejudicial na hora de venda porque perde sua integridade -, entre outros) - Deixam o bovino doente (capacidade de transmissão) - Pode ter infecção mista - Tristeza bovina -> se não tratada leva a morte - Ele é muito resistente à maioria dos compostos químicos - Quando o produto químico cai no solo, prejudica o ambiente Rhipicephalus sanguineus “Carrapato vermelho do cão” · Carrapato de áreas urbanas; · Carnívoros silvestres podem servir de hospedeiros quando em cativeiro ou quando frequentam áreas em que não existam cães domésticos; · Vivem em frestas ou buracos, entre os tijolos da parede, nas telhas e nas vigas de sustentação; · Escalam os muros das casas vizinhas; · Há poucos relatos de parasitismo em humanos na região neotropical; · São vetores de Ehrlichia canis, Babesia canis vogeli. - Carnívoros silvestres (animais de zoológicos) - Grande maioria nos cachorros - Ciclo trioxeno - Geotropismo negativo -> gostam de lugares altos - O carrapato se esconde (por isso tratar o animal e o ambiente) eles se enterram, escalam parede etc.) - Pode pegar na rua, pode pegar em casa, ambientes fechados... - Usa-se muccox no ambiente para eliminar o carrapato - Muito específico, em outras espécies ele é acidental - Adoecem os cães (capacidade de transmissão) Amblyomma sculptum “Carrapato-estrela” - Mais geral -> animais silvestres - No Brasil não se tem registro de capacidade de transmissão, mas pode acontecer- Ciclo trioxeno · Ciclo de vida: 1 ano · larvas e ninfas: período seco/frio do ano adultos: período chuvoso · Baixa especificidade parasitária em todas as fases, comumente ataca o homem; · Principal vetor de Rickettsia rickettsii (Febre Maculosa) na região Neotropical; · Transmissores do agente causador da babesiose equina - Principal vetor da febre maculosa brasileira (carrapato-estrela), primeiro registro foi nos EUA - Mais comum no Brasil - Pela baixa especificidade parasitária por isso é o principal vetor - Na fase adulta ele tem mais preferência no cavalo (mas habita muitas espécies) - Bactéria (Rickettsia) é patogênica para o próprio carrapato (morrem) - Só parasita o homem na fase adulta Reações às picadas Amblyomma cajennense e A. sculptum · Saliva tóxica provoca feridas na pele 1: analgésica/anestésica (para não sentir dor e para não ser detectado - Libera saliva, engole sangue 2: Substância anticoagulante - Ferida e coceira por reação alérgica Amblyomma aureolatum “Carrapato amarelo do cão” · Escudo de coloração amarelada; · Hospedeiros: · adultos – canídeos silvestres e cão doméstico, acidentalmente o homem · larvas e ninfas - roedores silvestres e aves · Mata Atlântica em altitudes acima de 600m; · Vetor de Rickettsia rickettsii, R. parkeri cepa Mata Atlântica, Rangelia vitalii. - Só ocorre em mata atlântica - Pode levar à óbito - Não gosta de mata, áreas urbanas, prefere áreas com capim etc - De 3 casos (no homem), 2 morrem (extremamente mortal se não tratada) - Sintomas genéricos (difícil identificar) - Cachorros dificilmente morrem Amblyomma ovale · Escudo marrom com algumas manchas mais claras e outras esverdeadas; · Hospedeiros: · adultos – canídeos silvestres e cão doméstico, acidentalmente o homem · larvas e ninfas - roedores silvestres · Mata Atlântica em baixas altitudes; · Vetor de Rickettsia parkeri cepa Mata Atlântica. - Não é letal, mas causa uma lesão muito grande na área afetada e sinais clínicos - Região de mata atlântica acima de 60m Amblyomma dubitatum “Carrapato da capivara” · Hospedeiro: capivara; · Humanos são hospedeiros acidentais; · Vetor de Rickettsia rickettsii ???? Ixodes spp · Gênero com maior número de espécies no mundo; · espécies de importância médico veterinária, por participarem da cadeia epidemiológica de antropozoonoses em diferentes regiões do mundo; · América do Norte - responsáveis pela transmissão de patógenos causadores de riquetsioses, viroses e espiroquetoses; · Toxinas capazes de provocar paralisia nos hospedeiros, inclusive em humanos. Argasidae – “carrapatos moles” Argas persicus · Alimentação lenta nas larvas (7 a 10 dias); · Alimentação rápida nos estádios ninfais e adultos (20 a 30 minutos); · Ovo, larva, mais de um estágio ninfal e adultos. Argas miniatus Espécie se alimentando em uma ave doméstica Ornithodoros spp · Adultos apresentam grande longevidade · Vetores de borrélias causadoras da Febre Recorrente Ornithodros brasiliensis · 1923 - São Francisco de Paula, RS · Adultos podem viver quase seis anos, sem alimentação (Di Primo, 1934); · Espécie encontrada naturalmente infectada por Borrelia brasiliensis, causadora da febre em cobaias de laboratório Métodos de prevenção · Conscientização da população nas áreas endêmicas; · Redução da população de carrapatos; · Evitar trânsito em áreas reconhecidamente infestadas; · Usar roupas claras ou macacões, botas (uso de fita adesiva); · Vistoriar o corpo a intervalos de 3 horas; · Retirar o carrapato, com uso de pinça e leve torção Fatores que predispõem a transmissão · Expansão demográfica nas cidades; · Confinamento de reservatórios e vetores em ilhas florestadas; · Espaço reduzido – compartilhamento de habitat - aumenta a infestação; · Altas infestações – chegam ao peridomicilio; · Contato com animais domésticos – intercâmbio de carrapatos - possibilidade de adquirir patógenos. 2 https://pt.slideshare.net/ https://www.researchgate.ne t http://www.microbiologybook.or g