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INICIANDO 
O DIÁLOGO
para desenvolver competências socioemocionais 
Contém planos de aula e atividades para apoiar 
educadores do 1º ano do Ensino Fundamental
1
INICIANDO 
O DIÁLOGO
para desenvolver competências socioemocionais 
Contém planos de aula e atividades para apoiar 
educadores do 1º ano do ensino fundamental
 INSTITUTO AYRTON SENNA
 PRESIDENTE Viviane Senna
 DIRETORA DE EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO Tatiana Filgueiras
 GERENTE EXECUTIVA Inês Kisil Miskalo
 GERENTES Laura di Pizzo
 Shirley Ferrari
 PRODUÇÃO DO DOCUMENTO Hudson de Carvalho
 Julia Braga
 Karen Teixeira
 Maria Clara Couto
 Regina Marino
 Thais Bertin Brandão
 Tonia Casarin
 EDITORA Marta Pagotto
 ROTEIRO E LAY-OUT DE ILUSTRAÇÕES Kaled Kanbour
 EDITOR DE ARTE Marcio Petta
 ILUSTRAÇÕES SENNINHA Thelia Produções
 DIAGRAMAÇÃO E ILUSTRAÇÕES Ideia Múltipla
 ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
 2019
 INTRODUÇÃO 5
 
 1º ANO 
 A CAMPANHA DO SORRISO 9
 AQUECENDO O MOTOR 19
 ÁRVORE DA GRATIDÃO 35
 CARTÃO PIT STOP 45
 CHECKLIST DA TAREFA 53
 COMO ACHO QUE ESTOU? 61
 COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? 71
 DESENHANDO SENTIMENTOS 79
 DETETIVE NO ESCURO 85
 ESCADA DAS CONQUISTAS 91
 LÂMPADA MÁGICA 97
 LISTA DE PERGUNTAS 105
 MARCANDO O TEMPO 111
 MÍMICA DAS EMOÇÕES 119
 O LOBO, O RATO E EU! 125
 O VALE DA APRENDIZAGEM 131
 O VARAL DAS BOAS AÇÕES 137
 PÓ MÁGICO 143
 PREPARANDO UMA ENTREVISTA 149
 QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? 155
 TRABALHO DE REPÓRTER 165 
SUMÁRIO
 INTERVENÇÕES 
 CAIXA DE PREOCUPAÇÕES 173
 PEDIR AJUDA OU CONVERSAR 179
 RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS 189
 ROLETA DE OPÇÕES 195 
5 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
INTRODUÇÃO 
INTRODUÇÃO
Olá professor (a),
O material que hoje chega às suas mãos reflete o trabalho de um grupo de 
profissionais do Instituto Ayrton Senna que, desde o ano de 2017, se dedica à 
construção detalhada de um projeto a ser desenvolvido pelas redes de ensino 
no que tange ao trabalho com as competências socioemocionais no Ensino 
Fundamental I: os Cadernos de Atividades sobre competências socioemocionais.
Tais cadernos são constituídos de Planos de Aula para cada ano do ciclo I do 
Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e indicam atividades que, ao serem integradas ao 
planejamento cotidiano do professor, visam o desenvolvimento das competências 
socioemocionais indicadas dentre as 10 competências gerais da BNCC.
Perceba que cada atividade apresenta um formato de possibilidades de 
trabalho: a atividade única é apresentada uma vez e pode ser a base de 
inúmeras outras atividades que você pode planejar; atividade de rotina indica 
alguma ideia que pode compor e ampliar o planejamento de suas aulas e 
oferece um conhecimento muito útil para ser usado sempre, em todas as suas 
aulas; atividades de intervenção tem como diferencial poder ser aplicada 
em quaisquer anos escolares e usado por você conforme necessidade.
Entendemos que o momento do planejamento é um momento de construção 
do professor, considerando os conteúdos a serem desenvolvidos e o 
desempenho de sua turma, e esse caderno tem o objetivo de contribuir para 
que nesse momento você possa integrar atividades sobre competências 
socioemocionais ao seu planejamento das aulas buscando qualificar ainda 
mais seu trabalho e também a formação de seus alunos de forma mais plena.
Esperamos contribuir com seu trabalho e desejamos que cada 
vez mais, profissionais como você possam construir uma vida 
escolar e futura mais feliz para nossas crianças!
1ºANO
9 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 1/9
A CAMPANHA 
DO SORRISO
Nesta aula, os alunos farão uma pesquisa 
com crianças de outras turmas para 
descobrir a frequência com que escovam 
os dentes. Eles representarão essa 
informação em um gráfico de barras e 
criarão uma campanha de conscientização, 
na escola, sobre higiene bucal.
JUSTIFICATIVA: O objetivo desta aula é trabalhar a importância de realizar higiene bucal 
(escovar os dentes, usar fio dental etc.) e as principais consequências para 
a saúde causadas pela falta deste cuidado. A atividade visa a trabalhar a 
responsabilidade do aluno, que será estimulado a assumir o compromisso 
de cuidar de sua higiene bucal. Caso a atividade seja realizada em grupo, 
cada criança terá responsabilidade também em cumprir com o que lhe 
foi designado pelo grupo. Ao entrevistar outras crianças sobre os seus 
hábitos de higiene bucal, os alunos terão a oportunidade de se relacionar 
e de se comunicar com outros, desenvolvendo, assim, repertório de 
iniciativa social. Além disso, eles serão incentivados a respeitar os 
seus entrevistados, desde o momento de convidá-los a participar da 
pesquisa (no modo como abordarão os colegas) até as respostas dadas 
por eles. Por ser uma atividade em que as crianças precisam criar uma 
campanha de conscientização a partir de dados coletados com colegas, 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Organização
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Assertividade 
 › Iniciativa Social
 › Respeito › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
 › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
10 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 2/9
trata-se de uma oportunidade para desenvolver as competências 
de organização e persistência, uma vez que as crianças precisarão 
se planejar para executar a tarefa e persistir em sua execução 
para atingir o objetivo da atividade (criar uma campanha).
Ao criar uma campanha na escola, os alunos também serão incentivados 
a expressar suas opiniões de forma assertiva, visando exercer influência 
na comunidade escolar. Por fim, a criação de cartazes poderá ser uma 
oportunidade para promover o interesse artístico das crianças.
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
 Ciências; Matemática; Língua Portuguesa; Arte.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
CIÊNCIAS
UNIDADE TEMÁTICA: VIDA E EVOLUÇÃO
Objeto de Conhecimento: Corpo humano – Respeito à diversidade
 › Habilidade: (EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por 
meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.
 › Habilidade: (EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene 
do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, 
o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. Contagem 
ascendente e descendente. Reconhecimento de números no 
contexto diário: indicação de quantidades, indicação de ordem 
ou indicação de código para a organização de informações.
 › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador 
de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas 
e reconhecer situações em que os números não indicam 
contagem nem ordem, mas sim código de identificação.
Objeto de Conhecimento: Leitura, escrita e comparação 
de números naturais (até 100) Reta numérica.
 › Habilidade: (EF01MA05) Comparar números naturais de até duas ordens 
em situações cotidianas, com e sem suporte da reta numérica.
Objeto de Conhecimento: Problemas envolvendo diferentes significados 
da adição e da subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar)
11 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 3/9
 › Habilidade: (EF01MA08) Resolver e elaborar problemas de adição e de 
subtração, envolvendo números de até dois algarismos,com os significados 
de juntar, acrescentar, separar e retirar, com o suporte de imagens e/ou 
material manipulável, utilizando estratégias e formas de registro pessoais.
UNIDADE TEMÁTICA: PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA
Objeto de Conhecimento: Leitura de tabelas e de gráficos de colunas simples
 › Habilidade: (EF01MA21) Ler dados expressos em 
tabelas e em gráficos de colunas simples.
 › Habilidade: (EF01MA22) Realizar pesquisa, envolvendo até duas 
variáveis categóricas de seu interesse e universo de até 30 elementos, 
e organizar dados por meio de representações pessoais.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objetos de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objetos de Conhecimento: Correspondência fonema-grafema
 › Habilidade: (EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou 
por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando 
letras/grafemas que representem fonemas.
Objetos de Conhecimento: Escrita compartilhada
 › Habilidade: (EF01LP21) Escrever, em colaboração com os colegas e com a 
ajuda do professor, listas de regras e regulamentos que organizam a vida na 
comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
12 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 4/9
PLANO DE AULA
OBJETIVOS: 1. Os alunos farão uma pesquisa na escola, para descobrir a 
frequência com que as crianças escovam os dentes;
2. Os alunos criarão uma campanha de conscientização, na 
escola, sobre a importância da higiene bucal.
DURAÇÃO: 120 minutos (2 tempos de aula)
Objetos de Conhecimento: Produção de textos
 › Habilidade: (EF01LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, diagramas, entrevistas, curiosidades, dentre 
outros gêneros do campo investigativo, digitais ou impressos, considerando 
a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
Práticas de Linguagem: Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)
Objetos de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF12LP04) Ler e compreender, em colaboração com 
os colegas e com a ajuda do professor ou já com certa autonomia, 
listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de 
montagem (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da 
vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto 
do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
COMPONENTE: 
ARTE
UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de 
expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, 
dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia 
etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, 
recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de Criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
CONTEXTO: Sugerimos realizar esta atividade em uma aula de Ciências e, se possível, 
conectá-la à unidade temática Vida e Evolução e ao objeto de conhecimento 
Corpo humano – respeito à diversidade, presente na BNCC (Ciências, 1º ano).
13 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 5/9
MATERIAIS: › Tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes?; Gráfico 
de barras: higiene bucal; (ANEXO 1) (uma por aluno ou grupo de alunos);
 › Lápis e borrachas;
 › Material de arte, como lápis de cor, lápis de cera, canetinhas, tinta e pincel;
 › Folhas de papel para a campanha dos alunos, como A3 ou cartolina (uma por aluno);
 › Quadro-negro ou quadro-branco;
 › Duas folhas grandes de papel para: Gráfico de higiene bucal e tabela 
grande Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes?.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
 › Para esta pesquisa, defina quem serão as crianças entrevistadas 
pela sua turma. Você pode separar seus alunos em grupos de três ou 
quatro crianças e pedir que visitem diferentes turmas. Assim, vocês 
terão um maior número de respostas. Ao decidir como será feita a 
coleta de dados, combine possíveis logísticas com os professores e 
adultos responsáveis pelas crianças que serão entrevistadas. 
 › Prepare o Gráfico de higiene bucal (desenhe os eixos de nº de alunos 
e escovações diárias. As barras serão desenhadas depois que os 
resultados forem somados) e a tabela Quantas vezes, por dia, você 
costuma escovar os dentes?, de acordo com as imagens de referência. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Leia um livro ou assista a um vídeo com a turma sobre a importância de 
escovar os dentes. Incluímos algumas sugestões abaixo. Questione os 
alunos sobre a importância desse hábito para a saúde (por exemplo, quais 
os benefícios de escovarmos os dentes? Que prejuízos temos se não 
escovamos os nossos dentes?). Se as crianças já tiverem aprendido essa 
temática na aula de Ciências, aproveite para fazer uma breve revisão.
Sugestões de livros e vídeos infantis sobre higiene bucal:
 › Escovando meus dentes, de Dawn Sirett;
 › Você escovou os dentes hoje?, de Adalberto Cornavaca;
 › Os dentinhos, de Olivier Douzou;
 › Não quero… escovar os dentes, de Ana Oom;
 › Menino que detestava Escovas de dente, de Zehra Hicks;
 › Cuidado com os dentes, de Patricia Geis;
 › A festa dos dentes, de Jacqueline Gomes.
 › https://www.youtube.com/watch?v=EfOr6S1cBp8.
14 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 6/9
EXPLICAÇÃO DA PESQUISA:
Diga aos alunos que eles farão uma pesquisa com determinado(s) grupo(s) de 
crianças(s) para descobrir a frequência com que elas escovam os dentes. Mostre 
a tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes? e explique que 
os alunos deverão fazer essa pergunta a cada pessoa entrevistada, marcando as 
respostas na tabela. Converse com os alunos sobre como eles devem abordar 
as crianças que irão entrevistar: “Inicie a conversa com a criança entrevistada 
explicando a ela que você está fazendo uma pesquisa sobre higiene bucal para 
a disciplina de Ciências e confirme se ela quer mesmo participar. Caso ela não 
queira, devemos respeitar sua vontade e procurar outro colega. Ao final, agradeça 
a criança pela sua participação e explique que as respostas das entrevistas serão 
importantes para a criação de uma campanha sobre higiene bucal”. É interessante 
dar um modelo para os alunos ao simular uma forma adequada de abordar uma 
criança para realizar a atividade. Comunique também que, ao entrevistar pessoas, 
não devemos de maneira nenhuma julgar as suas respostas: “Devemos respeitar 
as respostas dos entrevistados. Respeitar envolve não rir, caçoar ou julgar a 
resposta do outro. É muito importante que vocês se esforcem para isso, pois esta 
atividade também trabalha o quanto somos capazes de respeitar o outro”. Anuncie 
também que ao entrevistar pessoas é importante manter o sigilo, “Vocês devem 
marcar as respostas na tabela, mas não interessa quem respondeu o quê”. 
Esclareça, também,aos seus alunos como será feita a coleta de dados, de 
acordo com o que você definiu previamente. Se você tiver optado por separar 
seus alunos em grupos, pedindo que visitem diferentes turmas, explique como 
isso deverá ser feito. É importante evitar que a mesma pessoa seja entrevistada 
por mais de um aluno, pois os resultados serão somados. Portanto, avise que 
cada grupo ganhará uma tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar 
os dentes?”, para anotar as suas respostas. Se considerar útil, peça que eles 
definam um aluno para ser o responsável por marcar os resultados na tabela. 
Além disso, informe que cada grupo entrevistará pessoas diferentes. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 1:
“Vocês vão fazer uma pesquisa, para descobrir quantas 
vezes por dia as crianças escovam os dentes”.
PESQUISA – COLETA DE DADOS:
Peça que os alunos executem a pesquisa de acordo com as suas instruções. 
Se seus alunos forem visitar salas de aula diferentes, avise quem serão 
os adultos disponíveis para ajudá-los. Procure variar a sua localização 
durante a atividade, a fim de dar atenção a todos os grupos. 
PARTICIPAÇÃO – ORGANIZAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS:
Em grupo, use a versão grande da tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar 
os dentes?, para inserir as informações coletadas por cada aluno ou grupo de alunos. 
15 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 7/9
Aponte as colunas da tabela e pergunte às crianças quantas respostas elas 
obtiveram em cada categoria. Peça ajuda aos alunos para adicionar esses 
números, e use o quadro para demonstrar diferentes estratégias de adição. 
Quando a tabela com todos os dados da pesquisa estiver pronta, 
mostre o cartaz Gráfico de higiene bucal e explique que vocês irão 
representar os dados coletados em um gráfico de barras. Chame 
diferentes alunos para marcar as informações no gráfico. 
Provoque um debate, entre os alunos, sobre as informações coletadas. 
Faça perguntas para estimular a reflexão, como: “Quantas pessoas escovam 
os dentes duas vezes por dia?”; “A maioria das pessoas escovam os dentes 
quantas vezes por dia?”; “Tem gente que não escova os dentes? O que 
vocês acham que acontece quando uma pessoa nunca escova os dentes?”; 
“Se vocês estivessem participando da pesquisa, qual seria a resposta 
de vocês?”; “Qual grupo no gráfico terá os dentes mais saudáveis?”
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE CAMPANHA DO SORRISO:
Avise que vocês vão fazer uma campanha na escola, para ensinar 
às pessoas a importância de uma boa higiene bucal e incentivá-las 
a escovar os dentes com mais frequência. Aproveite para retomar 
informações previamente aprendidas em livros, vídeos e aulas passadas. 
Questione, também, o que os alunos sabem sobre higiene bucal. 
Explique que cada criança deverá expressar, em forma de cartaz, uma informação 
importante que aprendeu sobre higiene bucal. Informe que, através disso, 
vocês estarão ensinando o que aprenderam à comunidade escolar, impactando 
de forma positiva a higiene bucal. Mostre os materiais disponíveis para esta 
atividade e defina se os seus alunos deverão desenhar, pintar e/ou escrever. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 2:
“Vocês vão criar um cartaz para ensinar às pessoas a importância da higiene bucal”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Circule pela sala enquanto os alunos trabalham em suas campanhas, 
oferecendo suporte quando necessário. Deixe materiais disponíveis 
para consulta, como livros e panfletos sobre o tópico.
ENCERRAMENTO:
Peça que os alunos apresentem seus cartazes. Depois, questione-os sobre a 
importância da campanha que estão fazendo na escola: “Como será o impacto 
da nossa campanha na comunidade escolar?”. Valorize o trabalho das crianças, 
reconhecendo o esforço delas e anunciando que este projeto será importante 
para ensinar às outras crianças e aos adultos da escola sobre higiene bucal.
Após a aula, exponha os cartazes dos alunos em um lugar de destaque na 
escola. Se possível, convide as famílias para verem a campanha da turma. 
16 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 8/9
DIFERENCIAÇÃO: Possivelmente, os alunos terão diferentes níveis de conhecimento sobre a 
importância da higiene bucal para a saúde. Sendo assim, disponibilize materiais 
para que eles possam consultar na hora de fazer a campanha, como livros e 
panfletos. É importante que você, professor(a), valorize os diferentes níveis de 
conhecimento presentes em sua turma e demonstre que estão todos aprendendo 
juntos – inclusive você. O objetivo é criar um ambiente no qual todos sintam que 
podem ser curiosos e aprender. Além disso, as crianças trazem experiências e 
vivências dessemelhantes e isso refletirá em seus hábitos de higiene bucal. Portanto, 
evite que esta aula crie uma oportunidade para o julgamento ou comparação, 
sendo necessário trazer este contexto para a atividade. Comunique aos alunos 
que não importa quantas vezes alguém escova os dentes por dia, o que interessa 
é que vocês estão aprendendo a respeito do assunto e assim vão conscientizar a 
comunidade escolar: “O nosso dever é divulgar as informações na escola e incentivar 
as pessoas a cuidarem dos dentes. Não estamos aqui para julgar ninguém”. 
Crianças desta idade ainda estão desenvolvendo a autonomia e a responsabilidade. 
Portanto, alguns alunos irão se demonstrar mais comprometidos com a questão 
da higiene bucal que outros. Inclusive, possivelmente, algumas crianças terão mais 
apoio de suas famílias na rotina de escovação dos dentes do que outras. Dito isso, 
incentive cada aluno a assumir este cuidado pessoal, mas respeite as diferenças. 
Em alguns casos, as crianças podem ter muita dificuldade para abordar o 
colega para realizar a entrevista, sendo possível que o aluno simule antes com o 
professor ou que o adulto que o acompanhar no momento da entrevista o ajude.
Ademais, o desenvolvimento da escrita de cada aluno do 1° ano pode variar 
bastante. Portanto, adapte suas expectativas segundo seu conhecimento 
sobre cada criança. Alguns alunos poderão escrever palavras ou até frases 
inteiras em seus cartazes, enquanto outros precisarão se expressar 
através da Arte. Uma opção pode ser pedir aos alunos que produzam os 
cartazes em duplas, para que uma criança possa ajudar a outra.
AVALIAÇÃO 
DO OBJETIVO 
DA AULA:
Durante a pesquisa, avalie se os alunos foram capazes de entrevistar as pessoas e 
marcar suas respostas na tabela corretamente. Se você não conseguir observar todos 
os alunos, converse com outros adultos envolvidos, para ouvir a percepção deles. 
Aproveite esta aula para analisar o conhecimento dos alunos sobre higiene bucal, 
sobretudo se vocês já tiverem estudado o assunto em aulas passadas. Durante 
a criação da campanha, repare quais crianças tiveram facilidade para escolher 
uma informação a ser representada em seu cartaz e quais precisaram de ajuda. 
Além disso, examine as habilidades matemáticas da turma, percebendo como os 
alunos usaram as tabelas para coletar dados, como representaram informações 
no gráfico de barras e adicionaram os resultados da turma. Aproveite essa 
oportunidade, também, para avaliar a escrita e o interesse artístico de seus alunos. 
17 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 9/9
Modelo de gráfico: escreva os números do eixo vertical (número de alunos) conforme o total de crianças 
entrevistadas. Com o resultado em mãos, as crianças deverão desenhar as barras do eixo horizontal.
25
20
15
10
5
0
ESCOVAÇÕES DIÁRIAS
N
O
 D
E 
A
LU
N
O
S
0 1 2 3 ou mais
ANEXO 1
Tabela › Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes?
NÚMERO DE 
ESCOVAÇÕES 
DIÁRIAS
0 1 2 3 ou mais
NÚMERO 
DE ALUNOS
19 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 1/16
AQUECENDO 
O MOTOR
Esta atividade é um jogo de cartas 
e ações. As cartas fazem referência 
à corrida de Fórmula 1, ecada uma 
tem um movimento descrito. 
Os movimentos estarão divididos em três 
tipos de cartas temáticas: Ligue o Motor, 
Corrida e Bandeirada Final. 
O professor, ou um aluno, seleciona 
uma carta e todos precisam fazer 
o movimento a ela correspondente. 
JUSTIFICATIVA: Aquecendo o Motor é uma atividade curta que intensifica a circulação sanguínea, 
energizando e estimulando o cérebro do aluno. Os movimentos físicos 
estimulam o cérebro, beneficiando a capacidade de foco e a habilidade de reter 
informações, o que favorece o aprendizado. Para que o nosso cérebro processe 
informações e se engaje em processos de memória, atenção e concentração, 
ele precisa de energia metabólica. O fluxo de energia (oxigênio, glicose etc.) para 
o cérebro faz com que sua performance nestes processos cognitivos melhore. 
Por isso, engajar o corpo em atividades físicas auxilia nesta injeção de energia 
que o cérebro precisa para que possamos trabalhar de forma mais eficiente. 
O foco é uma habilidade importante porque nos ajuda a prestar atenção e a 
nos concentrar na tarefa ou atividade programada. Portanto, esta atividade é 
uma maneira rápida e eficiente de preparar o corpo e a mente para a aula. 
Esta atividade também tem o objetivo de engajar os alunos em uma 
sequência de atividades físicas que culmina com exercícios de relaxamento. 
Assim, a atividade também propicia a regulação emocional, que é um 
elemento importante para o melhor aproveitamento das aulas. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco 
 › Organização
 › Entusiasmo
 › Iniciativa Social
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
20 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 2/16
Sabe-se que o modo como nos sentimos influencia o nosso comportamento; 
se nos sentimos agitados a tendência é de que fiquemos dispersos. Ao longo 
da atividade, os alunos são levados a um estado de calma e relaxamento 
que pode lhes ajudar a focarem melhor na aula. Potencialmente, o professor 
também pode trabalhar com a competência de organização na medida 
em que para que a atividade possa ser bem-sucedida a turma precisa 
trabalhar de modo organizado. Além disso, o jogo é uma oportunidade 
divertida de envolver os alunos uns com os outros de forma positiva e 
alegre, fortalecendo a iniciativa social e o entusiasmo da turma.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Matemática; Língua Portuguesa; Educação Física.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. 
Contagem ascendente e descendente.
Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, 
indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações.
 › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador 
de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas; 
e reconhecer situações em que os números não indicam 
contagem nem ordem, mas sim código de identificação.
Objeto de Conhecimento: Quantificação de elementos de uma coleção: estimativas, 
contagem um a um, pareamento ou outros agrupamentos e comparação
 › Habilidade: (EF01MA02) Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando 
diferentes estratégias como o pareamento e outros agrupamentos.
COMPONENTE: 
EDUCAÇÃO FÍSICA
UNIDADE TEMÁTICA: GINÁSTICA
Objeto de Conhecimento: Ginástica Geral
 › Habilidade: (EF12EF07) Experimentar, fruir e identificar diferentes 
elementos básicos da ginástica (equilíbrios, saltos, giros, rotações, 
acrobacias, com e sem materiais) e da ginástica geral, de forma individual 
e em pequenos grupos, adotando procedimentos de segurança.
 › Habilidade: (EF12EF09) Participar da ginástica geral, identificando 
as potencialidades e os limites do corpo, e respeitando as 
diferenças individuais e de desempenho corporal.
21 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 3/16
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão descrever e comparar como se sentiram antes e depois da 
atividade. A intenção é que eles percebam o benefício que os movimentos 
executados trazem para sua autorregulação atencional e emocional. 
DURAÇÃO: 5 a 15 minutos. O tempo da atividade pode ser aumentado ou diminuído 
de acordo com os objetivos e necessidades da turma.
MATERIAIS: › Bandeira quadriculada branca e preta, como de corrida de Fórmula 1 (ANEXO 1)
 › Cartas do jogo “Aquecendo o Motor” (ANEXO 2)
PROCEDIMENTO: CONEXÃO :
Em roda, comente com os alunos sobre situações que ocorrem em sala 
nas quais eles estão calmos e atentos, e situações em que estão muito 
agitados e dispersos. Dê exemplos. Sugestões: “Quando vocês estão calmos 
e atentos, eu percebo que vocês trabalham muito melhor”; “Às vezes, quando 
voltamos do recreio, sinto que vocês têm dificuldade de se concentrar na 
aula”; “Às vezes, quero dar uma explicação e tenho dificuldade de ter a atenção 
de vocês” etc. O uso de exemplos que podem ilustrar para os alunos que 
a forma como eles se sentem (agitados, calmos) pode influenciar o modo 
como se comportam (prestar mais atenção, ficar disperso) e o quanto 
conseguem aproveitar a aula (trabalhar melhor, com mais foco) pode 
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 4/16
ser um meio efetivo de engajá-los em uma reflexão crítica sobre si 
mesmos e como conectam a maneira como se sentem ao modo como se 
comportam. A moderação e feedbacks do professor são importantes 
para trabalhar intencionalmente as competências nessa atividade.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
“Vamos jogar um jogo chamado Aquecendo o Motor. Nesse jogo, vamos fazer 
alguns movimentos com o corpo que vão ajudar a preparar o cérebro para 
aprender”. Mostre as cartas para alunos e explique: “Eu vou selecionar algumas 
cartas e nós vamos fazer o movimento que aparecer nela. Combinado?”.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vamos comparar como nos sentimos antes e depois dessa atividade. Vamos 
observar se essa atividade nos ajuda a acalmar e prestar atenção na aula”.
PARTICIPAÇÃO:
Jogue uma rodada do jogo com seus alunos, explicando cada parte. O jogo tem 
cinco etapas, mas as mesmas podem ser reduzidas ou ampliadas de acordo com 
as suas necessidades e o tempo disponível. Cada etapa tem uma mímica que a 
acompanha, e deve ser ensinada para a turma. Ou seja, ao iniciar uma etapa (antes 
de escolher as cartas), todos devem fazer uma mímica que indica que a etapa 
está iniciando. Por exemplo, ao iniciar a primeira etapa (Ligue o Motor), os alunos 
devem fazer uma mímica de girar a chave com a mão para ligar o carro. Quando 
possível, é ideal que você, professor, também se movimente com as crianças.
Aqui é importante que o professor engaje os alunos na atividade. É um ótimo 
momento para trabalhar Iniciativa Social e Entusiasmo (Engajamento com o Outro).
1. Ligue o Motor: 
 › Mímica: Girar a chave com a mão para ligar o carro.
 › Pegar uma cartado tipo Ligue o Motor e fazer o movimento descrito nela.
2. Pit Stop:
 › Ensinar Vocabulário: “Agora vamos fazer um Pit Stop. Quem sabe o que 
é Pit Stop?”. Ouvir algumas respostas e explicar: “Pit Stop é uma parada 
rápida. Em uma corrida de Fórmula 1, os pilotos precisam fazer uma 
parada rápida para trocar o pneu ou colocar gasolina no carro”.
 › Mímica: Fingir que está dirigindo e girar o volante para 
o lado, como se estivesse parando o carro.
 › Pegar uma carta do tipo Corrida e fazer o movimento descrito nela.
3. Ultrapassagem: 
 › Ensinar Vocabulário: “Agora vamos fazer uma ultrapassagem. Quem 
sabe o que é ultrapassagem?”. Ouvir algumas respostas
23 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 5/16
e explicar: “Ultrapassagem é quando um piloto está atrás de outro carro 
e acelera para passar na frente. Em uma corrida de Fórmula 1, os pilotos 
precisam fazer ultrapassagens para chegar mais rápido na linha final”. 
 › Mímica: Pisar no acelerador e segurar firme o volante com as mãos.
 › Pegar uma carta do tipo Corrida e fazer o movimento descrito nela.
4. Última Volta:
 › Ensinar Vocabulário: “Agora vamos dar a última volta 
no circuito antes do final da corrida”.
 › Mímica: Fingir que está dando a última volta, pisando no acelerador, 
e fazendo curvas, girando o volante para um lado e para o outro. 
 › Pegar uma carta do tipo Corrida e fazer o movimento descrito nela.
5. Bandeirada Final: 
 › Ensinar Vocabulário: “Agora nós vamos terminar a corrida 
e receber a bandeirada final. Quando um piloto chega no 
fim da corrida, ele recebe a bandeirada final”. 
 › Mímica: Fingir que está segurando uma bandeira (ou confeccione 
uma bandeira quadriculada, conforme modelo no ANEXO, descendo e 
levantando o braço, como fazem com a bandeirada final da Fórmula 1. 
 › Pegar uma carta do tipo Bandeirada Final e fazer o movimento descrito nela.
ENCERRAMENTO:
Em roda, reflita com seus alunos sobre o impacto que o jogo teve no 
humor deles. Sugestão de perguntas: “Como vocês estavam se sentindo 
antes do jogo? E agora?”; “Levante a mão se você estiver se sentindo mais 
calmo do que antes”; “Levante a mão se estiver pronto para aprender!”.
Apresente o próximo momento da aula ressaltando os sentimentos e sensações 
positivas que o jogo causou: “Agora nós vamos começar a aula nos sentindo 
mais calmos, mais focados, e com o cérebro pronto para aprender”. 
No Encerramento, os alunos terão passado pela experiência da atividade 
e terão evidências sobre o quanto as estratégias que aprenderam no jogo 
podem deixá-los mais calmos, focados e com mais energia para aprender. 
Agora é o momento de explorar com calma o quanto eles conseguiram 
perceber que, de fato, podem atuar sobre o modo como se sentem a fim 
de poder aproveitar mais a aula. Esta percepção é, por si só, uma forma de 
engajá-los no seu próprio processo de aprendizagem. As competências de 
Iniciativa Social (Engajamento com o Outro), e Foco (Autogestão) podem ser 
intencionalmente trabalhadas por meio de uma escuta atenta do professor 
e ao modo como faz a moderação e provê feedbacks aos alunos. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 6/16 
DIFERENCIAÇÃO: Nesta atividade, é importante levar em consideração as diferenças individuais 
entre os seus alunos. Se houver alunos com deficiências ou dificuldades físicas 
em sua sala, o jogo deverá ser alterado para atender às necessidades deles. Você 
pode optar por retirar algumas cartas do baralho ou adaptar alguns movimentos. 
As cartas extras também podem ser usadas para criar movimentos ou ações que 
estes alunos consigam realizar, como piscar os dois olhos ou estalar os dedos. 
Outros alunos podem apresentar dificuldades nesta atividade por uma questão 
de falta de equilíbrio ou coordenação motora. Os movimentos descritos no jogo 
não precisam ser feitos com perfeição, o importante é que as crianças mexam 
o corpo, se divirtam e tenham um momento de relaxamento entre as aulas.
AVALIAÇÃO: Fique atento para observar as pequenas mudanças de comportamento da turma 
durante e após o jogo. Avalie o impacto da intervenção, escutando os relatos de 
seus alunos sobre como se sentiram antes e depois da atividade. Como a atividade 
será repetida várias vezes ao longo do ano letivo, a avaliação de seu impacto será 
dada ao longo desse tempo. Repare as transformações no foco de seus alunos, 
comparando os mesmos horários dos dias em que fizeram e não fizeram a atividade.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Para a atividade Aquecendo o Motor realmente ser eficaz, ela deve ser 
integrada na rotina da turma. Escolha momentos do dia em que seus alunos 
geralmente ficam muito agitados ou demonstram dificuldade de foco. Fica a 
seu critério avaliar quando fazer a atividade e quanto tempo ela deve durar. 
Estabelecer uma hora do dia para o jogo ajuda a criar uma estabilidade e faz com 
que os alunos já saibam o que esperar. Mas o jogo também pode ser usado em 
momentos pontuais, quando houver necessidade. Você, professor, pode escolher 
quantas cartas vai usar, e a corrida pode ficar mais longa ou mais curta de acordo 
com as necessidades da sua turma. É possível criar uma corrida mais curta usando 
uma carta Ligue o motor, uma carta Corrida e uma carta Bandeirada Final; ou uma 
corrida mais longa, acrescentando mais etapas Pit Stops e Ultrapassagens no jogo.
A atividade pode ser modificada para ficar mais divertida e eficaz. As cartas 
em branco podem ser usadas para criar mais movimentos com os alunos. 
Também é interessante envolver as crianças no jogo, pedindo que elas assumam 
o seu papel selecionando as cartas ou escolhendo-as aleatoriamente.
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a 
consolidação das competências trabalhadas nesta atividade de aprendizagem. 
A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos 
comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no 
processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AQUECENDO O MOTOR • 1º ANO • 7/16
ANEXO 1
Bandeira quadriculada preta e branca, como de corrida de Fórmula 1. Pode ser feita em papel ou tecido.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
AQUECENDO O MOTOR • 1º ANO • 8/16
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1º
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9/
16
 
LIGUE O MOTOR
 
TOQUE NOS PÉS 
• 10X 
LIGUE O MOTOR
 
RODE OS BRAÇOS 
PARA FRENTE • 15x
LIGUE O MOTOR
 
RODE OS BRAÇOS 
PARA TRÁS • 15x
LIGUE O MOTOR
 
RODE O CORPO 
DE UM LADO PARA 
O OUTRO • 10X
LIGUE O MOTOR
 
PONTE 
• 15 SEGUNDOS
CORRIDA
 
AGACHAMENTO 
• 10X
CORRIDA
 
AGACHAMENTO 
COM SALTOS • 10X
CORRIDA
 
BORBOLETA 
• 20 SEGUNDOS
CORRIDA
 
GATO/VACA 
• 10X
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CORRIDA
 
FLEXÃO DE BRAÇO 
• 5X
CORRIDA
 
SALTO DE 
PÉS JUNTOS • 15X
CORRIDA
 
POLICHINELO 
• 15X
CORRIDA
 
SALTO COM O PÉ DIREITO 
• 10X
CORRIDA
 
SALTO COM O PÉ 
ESQUERDO • 10X
CORRIDA
 
CORRIDA NO MESMO 
LUGAR • 30X
CORRIDA
 
JOELHO NO PEITO 
• 20X
CORRIDA
 
DEITA E LEVANTA 
• 10X
CORRIDA
 
PÉS NO BUMBUM 
• 20X
30 
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1º
 a
no
 • 
13
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6
CORRIDA
 
SENTA E LEVANTA 
sem colocar as mãos 
no chão • 10X
CORRIDA
 
POSTURA DA ÁRVORE 
com o pé direito apoiado 
na perna esquerda • 10X
CORRIDA
 
POSTURA DA ÁRVORE 
com o pé esquerdo apoiado 
na perna esquerda • 10X
BANDEIRADA FINAL
 
POSTURA DA CRIANÇA 
• respirar por 
1 minuto 
BANDEIRADA FINAL
 
POSTURA DE SAPO 
• respirar por 
1 minuto
BANDEIRADA FINAL
 
POSTURA DE LÓTUS 
• respirar por 
1 minuto
BANDEIRADA FINAL
 
POSTURA DE MORTO 
• respirar por 
1 minuto
BANDEIRADA FINAL
 
POSIÇÃO “JOELHOS 
NO PEITO” (APASANA) 
• respirar por 1 minuto
 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 1/9
ÁRVORE 
DA GRATIDÃO
A Árvore da gratidão é uma atividade 
em que os alunos vão escrever e/ou 
desenhar motivos pelos quais eles são 
gratos, em folhas de papel recortadas 
em formato de folhas. Essas folhas serão 
usadas para montar uma árvore. 
JUSTIFICATIVA: Esta atividade visa estimular as crianças a identificarem aspectos 
positivos de suas vidas e a refletirem sobre o sentimento de gratidão. 
Deste modo, a atividade oportuniza às crianças reconhecerem e 
valorizarem os motivos pelos quais se sentem gratas. A Árvore da 
gratidão pretende motivar os alunos a sentirem-se bem com o que 
têm e o que são (autoconfiança) e, com isso, passarem a encarar 
seu dia-a-dia com mais energia e empolgação (entusiasmo). 
Compartilhar um motivo para se sentir grato(a) com a classe permite que 
os alunos desenvolvam a iniciativa social e a assertividade. Ao mesmo tempo, 
as outras crianças precisarão escutar com atenção os relatos de seus colegas, 
sendo portanto estimuladas a demonstrarem empatia e respeito por eles.
Os alunos também terão a oportunidade de desenvolver o 
interesse artístico ao ilustrarem as suas folhas.
FORMATO: Aula Única
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade
 › Entusiasmo
 › Iniciativa Social
 › Empatia
 › Respeito
 › Autoconfiança › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
36 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 2/9
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Arte; Língua Portuguesa. 
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
 › Habilidade: (EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio 
de imagem, textos literários lidos pelo professor.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: CAMPO DA VIDA COTIDIANA
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada
 › Habilidade: (EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os 
colegas e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, 
avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas 
para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), dentre 
outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a 
situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão desenhar e/ou escrever sobre algo 
pelo que são gratos em suas vidas. 
DURAÇÃO: 50 minutos.
37 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 3/9
MATERIAIS: › Imagem de referência: Árvore da gratidão e imagem de 
tronco de árvore e de folhas; (ANEXOS 1 e 2)
 › Papeis recortados em forma de folhas de árvore (previamente preparado); 
 › Materiais de desenho ou arte, como lápis de cor, lápis de cera ou tinta;
 › Fita adesiva ou cola;
 › Uma história de gratidão para o(a) professor(a) ler para as crianças.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA: 
 › Fazer um tronco para a árvore da gratidão. Sugestão: Corte 
uma cartolina marrom em formato de tronco. 
 › Cortar papeis coloridos em formato de folhas. Sugestão: Corte folhas em papeis 
coloridos (verdes, laranjas e marrons), e folhas um pouco menores em papeis 
brancos, onde os alunos consigam desenhar e/ou escrever. Dessa forma, no final 
da aula, vocês poderão colar as folhas brancas em cima das folhas coloridas. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte aos seus alunos: “O que vocês acham muito bom na sua vida?; De que 
pessoas vocês gostam muito?; O que vocês mais gostam de fazer?”; “Tem uma 
aula do dia/semana que vocês gostam mais?” Peça para os alunos pensarem 
por dois minutos antes de responderem. Estimule-os a refletir sobre coisas 
simples, como um pôr-do-sol, um arco-íris, um cheiro gostoso ou um momento 
de gargalhadas. Depois, use os exemplos dados pelos alunos e peça para eles 
refletirem como seria, caso não tivessem o que mencionaram. Faça perguntas a 
partir das respostas dos alunos, como: “Imagine se você nunca visse a sua paisagem 
preferida”; “Imagine se você nunca mais pudesse dormir” ou “Imagine se você nunca 
mais pudesse brincar”. Aqui, é importante que você, professor(a), dê exemplos 
que se conectem com o contexto e a cultura de seus alunos. Você pode aumentar 
a relevância deste debate ao usar exemplos de lugares e/ou hábitos específicos 
do bairro ou da cidade da escola. Também é importante evitar que esta conversa 
chateie ou exclua qualquer aluno. Por exemplo, se uma criança tiver perdido 
um familiar importante recentemente, evite conversar sobre o tema família. 
Após esta discussão, explique: “O sentimento de gratidão é quando conseguimos 
reconhecer o que temos de bom em nossas vidas e a, partir disso, começamos 
a dar valor para tudo aquilo que é muito importante para nós. Por exemplo, 
eu reconheço que, em minha vida, encontro com pessoas que eu gosto 
muito pelo menos uma vez por semana e me sinto grato(a) por isso.”. 
Se possível, conte uma história ou leia um livro sobre gratidão. Sugestões:
 › O livro da gratidão, Todd Parr
 › A formiga e a pomba, Fábulas de Esopo
 › A rosa da gratidão, Gabriele de Oliveira Ribas
38 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 4/9
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão desenhar e escrever sobre algo pelo qual são gratos em suas vidas”. 
TRABALHO INDIVIDUAL:Distribua um papel cortado em forma de folha para os alunos. 
Circule pela sala enquanto as crianças trabalham em suas folhas, 
oferecendo suporte ou ajuda sempre que preciso. 
ENCERRAMENTO:
Peça que cada aluno vá à frente da sala, mostre sua folha e conte o que 
escreveu e/ou desenhou. Depois, dê uma fita adesiva ao aluno, e peça que ele 
cole a sua folha no tronco da árvore. Repita a mesma dinâmica, até que todas 
as folhas sejam colocadas na árvore. Antes de iniciar as apresentações, diga 
“Agora, cada um vai nos mostrar a sua folha e nos contar um pouco sobre ela. 
É importante que a gente escute com interesse e respeito o que cada um vai 
nos contar. Podemos fazer este combinado?” Enquanto os alunos apresentam 
os seus trabalhos, solicite novamente que as outras crianças demonstrem 
respeito se necessário: “Vamos prestar atenção no trabalho do colega e 
ouvir o que ele tem para dizer?”. Se a turma seguir o combinado e se manter 
atenta, vale destacar e elogiar a atitude de interesse, respeito e empatia.
DIFERENCIAÇÃO: Caso algum aluno sinta dificuldade em identificar um motivo para ser grato, 
oriente-o com perguntas e exemplos, como: “Marina, eu reparo que você 
fala muito do seu gato. O seu gato é importante para você? Por quê? . Com 
isso, além de auxiliar a criança a reconhecer aspectos positivos em sua 
vida, você também a estará incentivando a relacionar este reconhecimento 
com o sentimento de gratidão. A partir do momento que a criança consegue 
valorizar um aspecto da sua vida, é possível que consequentemente 
aumente a sua autoconfiança. Ademais, é possível que algumas crianças 
não queiram apresentar o trabalho por vergonha ou insegurança. Você, 
professor(a), pode tentar incentivá-las, dizendo que elas podem falar do 
lugar delas (sem se levantar e ir à frente da sala) ou que você irá junto 
e ficará ao seu lado para ajudar se necessário. Mas, se sentir que elas 
realmente não querem falar para a turma, respeite esta vontade.
É muito provável que seus alunos estejam em diferentes fases do 
desenvolvimento da escrita. Portanto, não se pode ter a mesma expectativa 
para todos. Use o seu conhecimento prévio para determinar quem precisa 
de auxílio para escrever ou permita que essas crianças desenhem. 
AVALIAÇÃO: Repare se os alunos compreenderam o conceito de gratidão, ao ouvir e considerar 
os exemplos que eles deram. Depois, avalie os trabalhos para determinar se cada 
criança conseguiu escrever e/ou desenhar um exemplo de gratidão. Aproveite 
para perceber a forma como cada aluno apresenta o seu trabalho para a turma.
39 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 5/9
Observe se eles se comunicam de modo assertivo e se demonstram 
autoconfiança e entusiasmo por meio desta atividade. Repare também se os 
alunos conseguem se colocar no lugar dos colegas e os respeitar no momento 
das apresentações. Caso não tenham conseguido, é importante destacar 
para os alunos a relevância destas competências (empatia e respeito) para as 
relações interpessoais, com exemplos do que observou ao longo da atividade 
(sem citar nomes para não expor as crianças). Também será relevante fazer 
a conexão para o alunos entre a experiência de gratidão e as competências 
de Autoconfiança e Entusiasmo, com as seguintes perguntas: “Como vocês 
estão se sentindo agora que identificaram coisas pelas quais se sentem 
gratos?”, “Estão se sentindo diferentes agora que lembraram daquilo que 
deixa vocês gratos?” ou “Como é a sensação de experimentar a gratidão?” . 
Também é útil dar feedbacks descritivos quando o aluno conseguiu demonstrar 
assertividade, respeito, empatia, entusiasmo ou autoconfiança, como “Você 
me pareceu mais confiante depois de se sentir grato, faz sentido pra você?” ou 
“Gostei que você ouviu cuidadosamente o colega enquanto ele apresentava”. 
 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 1/7
CARTÃO 
PIT STOP
O Cartão Pit Stop é uma 
ferramenta que auxilia 
o aluno a acompanhar seu 
desempenho por meio de 
feedbacks do professor.
DESCRIÇÃO: O cartão é composto por duas imagens: 1) duas baterias de energia solar e 2) 
uma troca de pneu. As baterias de energia solar representam áreas onde o aluno 
está tendo um bom desempenho e a troca de pneu representa uma área onde 
ainda pode haver evolução. Primeiro, o professor precisa apresentar o Cartão Pit 
Stop para a turma e explicar como funcionará o processo. É importante que o 
professor delimite o período de tempo para o próximo feedback e avise aos alunos. 
Se possível, o professor pode colocar de forma visível para os alunos a data do 
próximo feedback (em calendário na lousa, por exemplo). Quando chegar o dia 
do feedback, o professor deve chamar os alunos individualmente, entregar seus 
respectivos cartões e conversar sobre o que cada um está fazendo bem, assim 
como o que pode ser mais bem desenvolvido. Neste último caso, o professor deve 
conversar sobre o que fazer para otimizar o aprendizado do aluno e melhorar sua 
performance acadêmica. É importante que o professor crie um espaço acolhedor 
ao dar o feedback e escute a percepção do aluno sobre o seu desempenho. 
JUSTIFICATIVA: O Cartão Pit Stop é projetado também como uma ferramenta que auxilia o 
professor a dar feedback aos alunos. O feedback positivo (baterias de energia 
solar) tem como objetivo aumentar a autoconfiança do aluno ao valorizar 
seu esforço e celebrar suas conquistas. Ele também serve para incentivar 
o aluno a continuar se esforçando, trabalhando assim a persistência e a 
determinação, habilidades importantes para traçar uma meta e não desistir. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Responsabilidade
 › Determinação
 › Persistência
 › Autoconfiança
 › Tolerância à 
Frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
46 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 2/7
Já o feedback construtivo (troca de pneu) é uma oportunidade para o professor 
ajudar o aluno tanto a reconhecer no que ele ainda pode evoluir quanto a identificar 
como ele pode chegar lá. Situações de feedback, em geral, exigem uma comunicação 
respeitosa entre ambas as partes. Especialmente, quando o feedback envolve 
recomendações de melhora, quem o recebe precisa saber lidar com a crítica. Portanto, 
neste processo de feedback construtivo, o aluno precisará escutar com respeito 
o que o professor tem a lhe dizer e aprender a lidar com a frustração, utilizando 
este momento como uma alavanca para melhorar seu desempenho na escola. 
O hábito de dar feedbacks positivos é importante para que o aluno perceba que 
seu progresso e esforço estão sendo reconhecidos. Além disso, ouvir dois elogios 
antes de um feedback construtivo diminui a chance de o aluno se tornar defensivo, 
bem como aumenta o impacto positivo da crítica. O Cartão Pit Stop gera uma 
oportunidade para o aluno se tornar mais conscientesobre o seu processo de 
aprendizagem. Com isso, ele é estimulado a fortalecer a responsabilidade. 
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa.
<<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
CAMPO DA VIDA COTIDIANA: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Escrita compartilhada
47 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 3/7
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Com suporte do professor, os alunos irão refletir sobre o próximo passo 
para evoluírem em uma determinada matéria/área de ensino, bem 
como identificar aquela em que apresenta bom desempenho 
DURAÇÃO: › Aula introdutória dos cartões Pit Stop: 10 a 15 minutos
 › Encontro de feedback individual com aluno: cinco minutos por aluno
MATERIAIS: › Cartões Pit Stop (um por aluno; ANEXO 1);
 › Lápis e borracha.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Comente sobre o progresso dos alunos na matéria ou área de ensino escolhida. 
 › Habilidade: (EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e 
com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outrostextos 
versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, tiras 
e histórias em quadrinhos, dentre outros gêneros do campo artístico-
literário, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
CAMPO DA VIDA PÚBLICA: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF12LP09) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com 
a ajuda do professor, slogans, anúncios publicitários e textos de campanhas de 
conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros do campo 
publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
CONTEXTO: O professor deve escolher em quais aulas (isto é, em que momento do desenvolvimento 
de um conteúdo) fará o feedback e avisar previamente os alunos sobre as datas em que 
acontecerá esta atividade. O professor deve apresentar a ideia dos Cartões Pit Stop para 
todos, assim como explicar que, ao longo do processo, se encontrará com cada aluno 
por um curto período de tempo, a fim de mostrar seu respectivo cartão e conversar 
sobre ele. Com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, sugerimos que a atividade 
aconteça durante as aulas de alfabetização. A atividade pode se tornar ainda mais eficaz 
se o professor escolher focar apenas na leitura ou na escrita. No dia combinado para 
realização da atividade de feedback, é importante que o professor prepare tarefas para 
os outros alunos realizarem enquanto estiver fornecendo o feedback individualmente 
para um aluno. Também sugerimos que o professor se limite a conversar com apenas 
alguns alunos por aula, para que a turma não fique desacompanhada por muito tempo.
48 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 4/7
Por exemplo, “Tenho reparado que vocês estão se tornando leitores muito melhores. 
Agora, vocês já identificam mais letras, passam mais tempo lendo livros, e reconhecem 
placas e sinais pela escola”. Explique que esse progresso é consequência do esforço 
que eles têm feito e, se possível, comente sobre o esforço que você tem observado. 
Conte que os pilotos de Fórmula 1 precisam se esforçar para se tornarem 
pilotos melhores. Eles fazem Pit Stops para se certificarem de que o carro está 
funcionando da melhor maneira. Explique: “Pit Stops são paradas rápidas para 
abastecer o carro, trocar o pneu ou fazer algum conserto necessário”. Se você 
já introduziu esse vocabulário para a turma, certifique-se de que seus alunos 
lembram do significado, perguntando: “Quem pode me explicar o que é Pit Stop?”
Diga: “Assim como os pilotos de Fórmula 1, nós também precisamos 
fazer Pit Stops para garantir que estamos no melhor caminho”.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre um Cartão Pit Stop para a turma e explique a analogia com o seu desempenho 
escolar. Diga que as baterias de energia solar representam coisas que os alunos estão 
fazendo bem, e lhes darão força para que seus carros continuem andando. Explique 
que a troca de pneu significa que algo precisa mudar ou melhorar para que o carro 
ande cada vez melhor (com novos pneus o carro fica melhor, consegue andar mais 
rápido, de forma mais eficiente). Conte que você vai chamar alunos individualmente 
para entregar um cartão com duas coisas que eles estão fazendo muito bem 
(gasolina), e uma coisa que eles devem se esforçar para melhorar (troca de pneu). 
Apresente a matéria/área de ensino escolhida, relacionando-a com o Cartão 
Pit Stop: “Nós vamos usar esse Cartão Pit Stop para refletir sobre como estamos 
trabalhando a leitura”. Como exemplo, conte uma história sobre um aluno imaginário. 
“Vamos imaginar uma aluna muito esperta chamada Melissa. A Melissa está aprendendo 
a ler. Ao sentar com um livro, ela presta atenção nas ilustrações para tentar entender 
o que está acontecendo na história. Ela também reconhece rapidamente as palavras 
que já sabe ler. Mas, quando vê uma palavra desconhecida, a Melissa não tenta 
descobrir o que está escrito ali. Ela não olha para a primeira letra, não procura pistas 
nas ilustrações, e não pede ajuda. Vamos usar o cartão Pit Stop para ajudar a Melissa?”
Adapte essa história de acordo com as necessidades de sua turma e o nível de 
desempenho de seus alunos. É importante que a história e os exemplos sejam 
sobre a matéria ou área de ensino que você tenha escolhido trabalhar nesta aula.
PARTICIPAÇÃO:
Peça ajuda aos alunos para completar o Cartão Pit Stop da Melissa. Perguntas-
chave: “O que podemos colocar aqui no galão de gasolina no caso da Melissa?”; 
“O que a Melissa está fazendo bem e deve continuar?”; “O que podemos colocar na 
troca de pneu?”; “O que a Melissa deve fazer para aprender a ler mais rápido?”. É 
importante que o professor faça uma moderação positiva sobre as respostas que 
vêm dos alunos quanto às sugestões para que Melissa melhore na sua leitura.
49 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 5/7
ENCERRAMENTO:
Após a discussão sobre a Melissa, diga aos alunos que eles também vão receber 
um Cartão Pit Stop. Explique que, ao longo de alguns dias (avisar quais serão), 
você vai sentar com cada um deles para entregar o cartão e conversar sobre 
o que estão fazendo bem e devem continuar (baterias de energia solar), bem 
como o que podem melhorar para aprenderem ainda mais (troca de pneu).
ENCONTROS INDIVIDUAIS:
Explicação do objetivo:
“Nós vamos refletir sobre o que estamos fazendo bem e o que ainda podemos 
melhorar”. Relacione com a matéria ou área de ensino escolhida para a atividade. 
Por exemplo: “Nós vamos refletir sobre o que estamos fazendo bem como 
leitores e o que podemos fazer para nos tornarmos leitores ainda melhores”.
Uso do Cartão Pit Stop:
Ao entregar o Cartão Pit Stop para o aluno e ler o conteúdo para ele, 
dê oportunidades para ele refletir sobre as informações recebidas e 
como pode melhoraro item na troca de pneu. Possíveis perguntas: “O 
que você acha de praticar a leitura todos os dias para aumentar a sua 
fluência?”, “O que você acha de relembrarmos os sons das letras?”.
Durante a conversa, é importante procurar incentivar o aluno, dizendo que acredita 
nele e reafirmando suas conquistas (baterias de energia solar). Estimule o aluno 
a sair entusiasmado e comprometido com a sua futura evolução (troca de pneu).
DIFERENCIAÇÃO: O Cartão Pit Stop é uma ferramenta de feedback individual e, portanto, pode 
ser diferenciada para atender as necessidades de cada criança. Entretanto, 
é possível que alguns alunos tenham mais dificuldades em utilizá-lo do que 
outros. Algumas crianças podem ter bastante resistência a críticas ou feedbacks 
construtivos. Alunos com baixa autoestima ou perfeccionistas podem se sentir 
muito mal se acreditarem que o(a) professor(a) vê um defeito neles. Assim sendo, 
ao comentar sobre áreas que precisam ser melhoradas destes alunos, procure 
retomar novamente os feedbacks positivos, mostrando que foram levantados mais 
feedbacks positivos que construtivos. Além disso, é importante colocar as metas 
como pertencendo ao aluno junto com o professor, pois isso torna mais leve o 
recebimento do feedback construtivo. A ideia é que os alunos se sintam valorizados 
pelo seu esforço e orgulhosos pela sua conquista. Isso pode ajudá-los a se sentirem 
confiantes para escutarem sobre um ponto onde ainda podem melhorar. Além 
disso, durante os encontros individuais, escolha as suas palavras com cuidado e 
em tom acolhedor, bem como mostre que você acredita em seus alunos. Em vez 
de dizer: “Você precisa melhorar a sua letra”, você pode dizer: “Além dessas duas 
coisas que você está fazendo tão bem, acho que a sua letra ainda pode ficar mais 
bonita, pois ela está ultrapassando os limites da linha, o que você acha? Eu acho que 
se você caprichar um pouco mais, será bem mais fácil para ler o que você escreveu. 
50 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 6/7
Vamos combinar uma forma de trabalharmos juntos nisso?”. É preciso que o 
aluno saia do momento de feedback com uma estratégia clara de como vai 
trabalhar na sua melhora. Por exemplo: “Percebo que você está segurando o lápis 
e sentando de uma forma que dificulta a sua escrita. Vamos começar melhorando 
sua postura para melhorar a sua letra? Todos os dias eu quero que você me lembre 
de te posicionar na carteira de uma forma que pode te ajudar na escrita, tudo 
bem? Podemos colocar um lembrete na sua lição” ou “Acredito que se você praticar 
mais a escrita, sua letra ficará cada vez melhor. Vamos fazer 20 minutinhos de 
escrita por dia?”. No fim da conversa, você ainda pode completar: “Estou louco(a) 
para ver o que vai acontecer com a sua letra com essa nova estratégia!”
AVALIAÇÃO: Ao conversar com o aluno, avalie a habilidade dele em refletir sobre 
o seu processo de aprendizado. Questione-o sobre o que pode ser 
feito para que ele melhore na área determinada (troca de pneu). 
Depois, observe o seu esforço em direção àquele objetivo.
O Cartão Pit Stop que for entregue ao aluno servirá como registro de seu 
desempenho naquele dia e deverá ser comparado aos seus esforços 
no futuro. Para isso, professor(a), anote o que você escreveu no cartão. 
Assim, você poderá guardar este registro para futuras análises.
Ao repetir a atividade, observe possíveis melhoras na capacidade do aluno 
de refletir sobre o feedback recebido, lidando de forma mais positiva com 
a frustração e demonstrando maior determinação e responsabilidade. É 
importante descrever para o aluno esta melhora e elogiá-lo por isso. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Implemente esta atividade em sua rotina, escolhendo oportunidades para entregar 
Cartões Pit Stop para seus alunos. É importante que você, professor(a), tenha 
em mente as recomendações que fez para seus alunos, e comente sobre elas 
sempre que possível. Exemplo: “Maria, estou vendo que você está se esforçando 
para se tornar uma leitora melhor ao prestar atenção em cada palavra no texto”. 
Quando sentir que seus alunos já entenderam o conceito dessa atividade, você 
não precisará ter sempre reuniões com eles para conversar sobre o cartão.
Ao tornar o cartão um hábito recorrente em sua sala de aula, você poderá, 
simplesmente, entregá-los aos alunos e ler os itens em voz alta, a fim 
de se certificar de que eles entenderam a mensagem escrita. 
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover 
a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A 
oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos 
comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no 
processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 1º ano • 1/7
CHECKLIST 
DA TAREFA
Esta atividade consiste em uma checklist 
para ajudar o aluno a completar todas as 
etapas de uma tarefa. O aluno precisa 
confirmar que completou cada passo do 
trabalho, antes de passar para o próximo. 
JUSTIFICATIVA: Ao enfatizar as competências de autogestão, esta atividade está relacionada ao 
desenvolvimento de funções executivas, que são um conjunto de habilidades 
cognitivas importantes para realizarmos tarefas cotidianas com sucesso e 
eficácia. Na escola, estas funções são fundamentais pois permitem que os alunos 
mantenham o foco e a atenção assim como consigam se organizar para executar 
uma tarefa. A estrutura da checklist em etapas ajuda os alunos a entenderem 
que existem vários passos a serem cumpridos para se completar uma tarefa ou 
projeto e dá suporte para os alunos seguirem cada passo de forma ordenada, 
evitando que desistam antes de chegarem ao fim ou que se percam, deixando 
a tarefa incompleta. Este processo envolve persistência e determinação, 
elementos importantes não apenas no contexto escolar (pois podem melhorar o 
desempenho acadêmico), mas também no dia a dia e, futuramente, no mundo do 
trabalho, em que as competências de autogestão são muito importantes. Além 
disso, a atividade fomenta a autonomia na medida em que estimula as crianças a 
assumirem responsabilidade e trabalharem com menos lembretes do professor.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Foco
 › Organização
 › Persistência
 › Responsabilidade
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 1º ano • 2/7
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa 
<<Esta atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA 
PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionandoe 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura
 › Habilidade: (EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com 
a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros 
gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o 
tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada
 › Habilidade: (EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, avisos, convites, 
receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações 
(digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto.
 › Habilidade: (EF01LP18) Registrar, em colaboração com os colegas e com 
a ajuda do professor, cantigas, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-
línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando 
a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 1º ano • 3/7
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão marcar uma checklist, ao completarem 
ou verificarem cada etapa de uma tarefa.
DURAÇÃO: Esta atividade pode ser usada em qualquer aula e, portanto, o tempo 
de duração poderá variar de acordo com a aula escolhida. 
MATERIAIS: › Folha de exercício Checklist da Tarefa (uma por aluno); (ANEXO 1)
 › Lápis e borracha.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
 › Você pode optar por criar uma checklist para os alunos ou usar a checklist modelo. 
Leve em consideração a tarefa, a aula e o seu conhecimento sobre os seus alunos.
PROCEDIMENTO: EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
Com o propósito de dar um exemplo de como executar esta 
prática, usaremos uma aula de produção de texto. 
CONEXÃO:
Faça uma conexão com a matéria escolhida para a atividade, comentando 
sobre o esforço e a performance dos alunos nessa matéria, e dizendo 
que você vai apresentar uma ferramenta para ajudá-los ainda mais. Diga: 
“Hoje, vocês vão receber uma lista para ajudar na hora de escrever. Essa 
lista inclui todas as coisas que vocês não podem esquecer de incluir no 
texto, como... (dê exemplos apropriados para a matéria e seus alunos)”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a checklist para seus alunos, e explique o que é: “Checklist é uma lista 
de etapas necessárias para completar uma tarefa em que precisamos fazer 
uma marquinha ao lado de cada coisa que já fizemos até que a tarefa esteja 
concluída”. Diga que, durante a aula escolhida, eles precisarão usar essa checklist 
para verificar que completaram cada etapa de uma tarefa. Por exemplo: “Ao 
escreverem uma história, vocês vão usar essa checklist para verificar que 
incluíram tudo isso”. Liste, então, os itens que você incluiu na checklist, como: 
“1. Escrevi meu nome; 2. Escrevi a data; 3. Inclui um título; 4. Tentei escrever 
todas as palavras da frase; 5. Coloquei um espaço entre as palavras; 6. Fiz um 
desenho”. Explique também sobre o trabalho que os alunos irão fazer na aula, 
como: “Vocês vão escrever sobre o final de semana”. “Vocês vão fazer uma 
marquinha na checklist, completando e conferindo cada parte do trabalho”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Entregue uma checklist por aluno e peça para que eles a utilizem durante o 
trabalho. Peça para os alunos escreverem seus nomes nas checklists.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CHECKLIST DA TAREFA • 1º ano • 4/7
Circule pela sala de aula, conferindo se os alunos estão usando a checklist. 
Quando necessário, lembre-os, dizendo: “Você esqueceu de marcar que completou 
esse passo” ou “Verifique a sua checklist, veja se está faltando alguma coisa”.
ENCERRAMENTO:
No final da aula, peça para os alunos verificarem se escreveram o 
nome na folha da checklist e entregá-la junto ao trabalho.
DIFERENCIAÇÃO: Ao apresentar o conceito de checklist, é importante considerar que alguns alunos 
provavelmente encontrarão mais facilidade do que outros para trabalhar com 
esta ferramenta. Isso vai depender do nível de desenvolvimento das funções 
executivas de cada criança. Portanto, alguns alunos vão precisar de mais ajuda 
para trabalhar com a checklist. Por exemplo, crianças com mais dificuldades de 
foco poderão precisar de lembretes, como: “Onde você está em sua checklist?” 
ou “Qual é o próximo passo agora?”. Por outro lado, algumas crianças podem já ter 
bastante facilidade em planejar e executar todas as etapas de um trabalho. Isso 
não quer dizer que o uso de uma checklist não as beneficie, sendo algo que pode 
maximizar estas competências. Se esse for o caso, desenvolva uma checklist mais 
complexa para essas crianças, com mais passos ou etapas avançadas. Assim, 
eles poderão se beneficiar desta ferramenta e se manter engajados na atividade. 
Também, ao observar seus alunos usando a checklist, você poderá criar, no futuro, 
diferentes modelos para a sua turma, respeitando o processo de cada um.
AVALIAÇÃO: Depois da aula, compare a checklist com o trabalho de cada aluno. Verifique 
se o aluno realmente completou todas as etapas que marcou em sua 
checklist. Se possível, faça anotações, para verificar se ele teve êxito 
ou se ainda precisa de mais ajuda. Essas observações e anotações vão 
permitir que você diferencie as checklists para os seus alunos no futuro. 
Também vão te ajudar a perceber quais alunos conseguem usar uma 
checklist corretamente e quais alunos ainda precisam de mais apoio.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Após a aula introdutória, continue usando checklists sempre que necessário. É 
ideal continuar repetindo a prática na mesma atividade na qual ela foi introduzida, 
a fim de que os alunos se acostumem com ela. Por exemplo, se você apresentar 
a checklist durante uma aula de produção de texto, continue repetindo a 
prática nessa mesma aula. Isso também fará com que os passos do trabalho 
de produção de texto se tornem cada vez mais automáticos para os alunos. 
Eventualmente, essa checklist não será mais necessária e poderá ser dispensada. 
A partir do momento em que os alunos aprenderem a trabalhar com essa 
ferramenta, você poderá criar checklists para várias atividades e matérias. As 
checklists também podem se tornar mais complexas ao longo do tempo em que os 
alunos forem dominando uma matéria. Você poderá acrescentar mais passos na lista 
e incluir novas etapas, como, por exemplo, exigir que alunos incluam pontuações. 
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NOME:
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NOME:
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CHECKLIST DE TAREFA
NOME:
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entre as palavras
Fiz um desenho
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 1/9
COMO ACHO 
QUE ESTOU?
Nesta atividade, os alunos irão avaliar 
como acham que estão em diferentes 
áreas de sua vida escolar. Esta atividade 
introduz o conceito de autoavaliação, 
que continuará a ser explorado ao longo 
dos anos escolares. O(a) professor(a) 
também avaliará os alunos nas diferentes 
afirmações. Ao final, o professor 
realizará uma conversa individual com 
os alunos em que será possível ver o 
quão próximas foram as avaliações e 
pensar em estratégias para que o aluno 
progrida nas diferentes áreas avaliadas.
JUSTIFICATIVA: Este exercício introduz aos alunos a prática da autoavaliação, habilidade 
importante para o sucesso na vida pessoal, acadêmica e profissional. O mais 
comum no sistema de avaliação escolar ainda é que os alunos recebam, de 
tempos em tempos, uma nota que reflete o seu rendimento em diferentes 
áreas. Este tipo de avaliação geralmente é focada na performance acadêmica 
do aluno, ignorando outros aspectos de sua vida escolar (como a forma como 
se relaciona, como se expressa, como organiza a sua rotina etc.). Além disso, 
o aluno exerce pouco protagonismo e tem poucas chances de refletir sobre 
si e sobre como pode melhorar ao longo do processo de aprendizagem. 
Aqui, a folha de exercício em formato de flor indica que diferentes áreas 
da vida são igualmente importantes, como cada pétala de uma flor.
Ao incluir o aluno no processo de avaliação, essa atividade acaba por proporcionar a 
ele a oportunidade de refletir sobre o seu desempenho e comportamento na escola. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Responsabilidade › Assertividade › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
62 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 2/9
Isso permite que a criança se sinta responsável pelo próprio 
aprendizado e pelas suas atitudes, aumentando, assim, sua 
responsabilidade e autoconfiança. Além disso, os alunos precisarão 
ser assertivos ao usar cores para se avaliar. Por fim, as crianças 
terão a oportunidade para trabalhar a tolerância à frustração, 
refletindo sobre suas possíveis dificuldades e limitações.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
 Língua Portuguesa
<<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Protocolos de leitura
 › Habilidade: (EF01LP01) Reconhecer que textos são lidos e escritos 
da esquerda para a direita e de cima para baixo da página.
Objeto de Conhecimento: Estratégia de leitura
 › Habilidade: (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO)
Objeto de Conhecimento: Conhecimento do alfabeto do português do Brasil
63 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 3/9
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos usarão uma categoria de quatro níveis para avaliar o 
próprio desempenho em diferentes áreas de sua vida escolar.
DURAÇÃO: 20 a 30 minutos
MATERIAIS: › Folha de exercício Como acho que estou?; (ANEXO 1)
 › Lápis e borrachas;
 › Material para colorir.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
Antes de realizar a atividade, baseie-se no seu conhecimento sobre 
cada aluno para avaliá-lo nos sete quesitos presentes nas pétalas, de 
acordo com os quatro níveis representados pelas cores. Guarde esta 
informação com você. Ela será utilizada mais tarde, em conversa com o 
aluno, para analisar a capacidade de autoavaliação de cada criança. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Diga aos alunos que você tem observado que eles estão crescendo e evoluindo 
muito na escola. Dê exemplos de situações que você tem observado na 
rotina escolar, como: “Agora, todos os dias que vocês chegam na escola, vocês 
lembram de dar bom dia. Isso nem sempre acontecia antes”. Se possível, faça 
comentários sobre diferentes esferas da vida escolar, incluindo comportamentos, 
relações de amizade, aprendizado e a capacidade dos alunos de seguirem as 
suas direções. É importante que esses comentários sejam verdadeiros.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique aos alunos que você gostaria de que eles refletissem sobre o próprio 
aprendizado e comportamento. Diga que, da mesma forma que você precisa 
avaliá-los, é importante que eles também aprendam a ser os seus próprios 
avaliadores. Avise que hoje você vai dividir um pouco do seu trabalho com eles.
Apresente a folha de exercício Como acho que estou? e mostre como ela funciona. 
Primeiro, aponte para as diferentes cores e leia o que elas representam:
 › Habilidade: (EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos.
Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético e da ortografia
 › Habilidade: (EF01LP07) Identificar fonemas e sua representação por letras.
 › Habilidade: (EF01LP08) Relacionar elementos sonoros (sílabas, 
fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita.
64 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 4/9
Verde: Acho que estou muito bem!
Laranja: Acho que estou bem.
Amarelo: Acho que não estou tão bem, posso melhorar.
Vermelho: Acho que não estou bem, ainda tenho muitas dificuldades.
Depois, leia as diferentes áreas da vida representadas nas sete pétalas:
 › Amizades
 › Leitura
 › Escrita 
 › Matemática
 › Esforço e dedicação para aprender
 › Organização dos materiais e das tarefas
 › Comportamento 
Comunique aos alunos que eles devem colorir cada pétala de acordo com 
como acham que estão em cada área da vida, por exemplo: “Vocês vão refletir 
sobre o seu esforço e dedicação para aprender e decidir se estão indo muito 
bem, bem, não tão bem ou se ainda têm muitas dificuldades.” Avise que após 
esta reflexão, eles devem colorir a pétala com a cor correspondente. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão colorir cada pétala de acordo com como 
acham que estão em cada área de suas vidas”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Avise que o trabalho é individual e que os alunos devem tentar pensar sobre si e 
tentar se autoavaliar da maneira mais honesta possível: “ Não fiquem preocupados 
em se comparar com os colegas. Cada um de vocês é único e tem pontos fortes e 
outros que ainda precisam aprimorar. O importante nesta atividade é você refletir 
sobre como acha que está em cada área de sua vida. Este processo pode ajudá-lo 
a pensar em comopode melhorar na escola”. Quando todos estiverem sentados 
com as folhas de exercício, releia o que cada cor representa. Depois, releia o que 
está escrito em cada pétala e questione os alunos sobre a imagem que representa 
cada conceito, por exemplo: “Qual pétala representa a leitura?” (Resposta: “A pétala 
que tem um livro desenhado!”) Depois, peça para todos colocarem o dedo em cima 
da pétala em questão e confirme se estão indicando o local correto. Se acreditar 
que é relevante, questione-os também sobre a primeira letra da palavra escrita: 
“Leitura começa com qual letra? Quando responderem solicite: “Coloquem o dedo em 
cima da letra L de Leitura!” Este exercício vai preparar os alunos para trabalharem 
individualmente e ajudá-los a decodificar o que está escrito em cada pétala. 
65 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 5/9
Após revisar cada cor e pétala, os alunos devem trabalhar 
individualmente em suas folhas de exercício. Enquanto isso, circule 
pela sala oferecendo ajuda e suporte quando necessário. 
ENCERRAMENTO:
Colete a folha de exercício dos alunos para verificar depois. Reserve um tempo 
ao final desta aula e nas próximas para fazer uma conversa individual com os 
alunos sobre a sua avaliação e a realizada pelo aluno. Ao comparar as duas 
percepções, cada um poderá dizer o que pensou ao fazer a avaliação. Esta 
etapa é importante, pois o aluno poderá ver se a autoavaliação que fez está 
condizente com a percepção do professor, o que permite um espaço para 
a autorreflexão e diálogo, bem como para pensar em quais áreas ele ainda 
precisa melhorar. O professor deve, junto com o aluno, pensar o que pode estar 
dificultando o seu progresso em determinada área. Por exemplo, caso este 
esteja com muitas dificuldades em “Matemática”, é importante especificar 
a dificuldade junto ao professor (reconhecimento dos números, contagem, 
escrita dos números etc.) e, a partir disso, pensar em algumas estratégias 
para diminuir esta dificuldade e progredir no aprendizado da Matemática. 
Este momento do feedback é essencial para o objetivo da atividade, 
pois os alunos precisam se conscientizar do porquê se avaliaram de 
certo modo, que evidências têm para fundamentar sua avaliação 
e em caso de precisar melhorar, o que podem fazer. 
DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, você tem a opção de usar a folha de exercício com áreas da 
vida escolar já pré-determinadas ou usar a folha em branco para criar 
uma flor com categorias que sejam mais relevantes para os seus alunos. 
Assim, você poderá diferenciar a atividade para melhor atendê-los.
É importante lembrar que cada criança está em seu próprio processo 
de desenvolvimento e, portanto, demonstra mais ou menos maturidade. 
Inclusive, crianças dessa faixa etária podem ter dificuldade em se 
perceberem neste processo de autoavaliação. Isso pode levá-las a se 
superestimarem ou a se subestimarem. O professor será o facilitador neste 
processo de compreensão de si, o que é esperado. Isso pode acontecer 
porque algumas crianças podem ter dificuldade em se perceberem neste 
processo de autoavaliação. Isso pode levá-las a se superestimarem ou a 
se subestimarem. Tudo bem, este exercício é apenas uma oportunidade 
para eles começarem a desenvolver tal consciência. Com isso, cabe a você, 
professor(a), adaptar as suas expectativas, respeitando a capacidade de 
cada um. Você não precisará concordar com as respostas de seus alunos.
Lembre-se que esta atividade se repetirá ao longo do ano e que, em 
cada repetição, você terá a oportunidade de trabalhar com os seus 
alunos e ajudá-los a desenvolverem a autorreflexão, a responsabilidade, 
a autoconfiança, a assertividade e a tolerância à frustração.
66 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 6/9
AVALIAÇÃO: Examine a capacidade de autoavaliação de seu aluno. O aluno não precisa 
compartilhar da mesma opinião que você, mas é importante que ele 
tenha uma percepção semelhante à sua. Repare, também, se algumas 
crianças têm a tendência de se enxergar de forma exageradamente 
positiva ou negativa. Também observe a forma com que o aluno reage 
quando a sua avaliação não é tão positiva como ele pensava e veja se 
existe uma abertura por parte do aluno para dialogar com relação às 
estratégias que ele pode adotar para progredir em determinada área. 
Guarde as folhas de exercício, pois esta atividade será repetida ao longo do 
ano. Você poderá comparar as cores que as crianças usaram na primeira 
avaliação com as suas avaliações futuras e mostrar para o aluno o quanto 
ele veio progredindo desde o início da atividade. Assim, você poderá 
notar se, com a prática da autoavaliação, o aluno começa a perceber 
e mudar alguns comportamentos que facilitam a aprendizagem. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
No início, o exercício de autoavaliação pode ser difícil para as crianças, mas a 
ideia é que ele se torne mais fácil com a prática. A partir do momento que ele 
for introduzido, você poderá continuar usando-o durante o ano letivo. Cada vez 
que for repetida, os alunos terão mais prática e a atividade será mais simples. 
Geralmente, professores se surpreendem com a capacidade dos alunos de se 
autoavaliarem. Sugerimos a repetição desta atividade no mínimo uma vez por 
bimestre, somando quatro vezes no ano letivo. No fim do ano, você pode sentar 
individualmente com cada criança e usar as folhas de exercício como ilustração 
para uma conversa sobre o desempenho dela nas diferentes áreas de sua vida. 
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Folha de exercício › COMO ACHO QUE ESTOU? (Diferenciada)
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Verde: Acho que estou muito bem!
Laranja: Acho que estou bem.
Amarelo: Acho que não estou 
tão bem, posso melhorar.
Vermelho: Acho que não estou bem, 
ainda tenho muitas dificuldades.
Acho
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muito bem!
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Folha de exercício › COMO ACHO QUE ESTOU? (Diferenciada)
NOME DO ALUNO:
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 1/7
COMO 
O PERSONAGEM 
ESTÁ SE 
SENTINDO?
Nesta atividade, o professor irá ler ou contar 
uma história para a turma e questionar como 
determinado personagem dessa história está se 
sentindo em diferentes momentos da narrativa. 
Ele também irá questionar o motivo pelo qual 
os alunos acreditam que o personagem sente 
uma determinada emoção. Após a discussão, os 
alunos irão escrever e/ou desenhar as emoções 
do personagem em dois momentos da história.
JUSTIFICATIVA: O propósito desta aula é criar uma oportunidade para os alunos se colocaremno lugar do outro e imaginarem o que ele(a) está sentindo em uma determinada 
situação. É uma atividade que requer pensamento crítico para que seja 
possível discutir e indicar os motivos pelos quais se atribuem determinadas 
emoções ao personagem. A prática de procurar entender as necessidades e 
sentimentos dos outros ajuda as crianças a desenvolverem a empatia. Além 
disso, os alunos serão incentivados a compreender a importância do respeito 
pelas emoções, sentimentos e desejos do personagem da história. A empatia 
e o respeito são habilidades importantes para o cultivo de relacionamentos 
e para o convívio harmonioso com os outros. Além disso, os alunos precisam 
expressar as emoções do personagem por meio da escrita ou de uma 
imagem, o que fomenta o interesse artístico. Trata-se de uma atividade 
que faz uso de estratégia de aprendizagem ativa (i.e., debate, discussão 
em grupo). Sendo assim, é importante que o professor modere o debate
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade › Empatia
 › Respeito
 › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
72 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 2/7
dando oportunidade de os alunos se expressarem (assertividade), 
destacando a importância de também escutarem os demais. 
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Arte; Língua Portuguesa.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
ARTE
UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de Criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
COMPONENTE: 
ENSINO RELIGIOSO
UNIDADES TEMÁTICAS: IDENTIDADES E ALTERIDADES
Objeto de Conhecimento: O eu, o outro e o nós
 › Habilidade: (EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças 
e diferenças entre o eu, o outro e o nós.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e
73 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 3/7
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Após ouvir uma história, os alunos irão desenhar e/ou escrever como o 
personagem da história está se sentindo em diferentes pontos da narrativa.
DURAÇÃO: 50 minutos
MATERIAIS: › Folha de exercício: Como o Personagem Está se 
Sentindo? (uma folha por aluno; ANEXO 1);
 › Lápis e borracha;
 › Materiais de desenho disponíveis, como lápis de cera e lápis de cor;
 › História selecionada pelo professor para ler para as crianças 
(indicações de livros de literatura infantil; ANEXO 2)
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Diga para a turma que você vai ler ou contar uma história. Se você tiver 
alguma rotina para contação de histórias, como cantar uma música ou sentar 
em roda, pode segui-la. Espere os alunos se sentarem confortavelmente, 
e pergunte: “Quem está pronto para ouvir uma história?”. Se for necessário, 
lembre as crianças de como elas devem se comportar ao ouvir uma história.
PARTICIPAÇÃO:
Leia ou conte uma história em que o personagem tem algum tipo de problema, 
e depois o problema é resolvido. Você pode usar qualquer história que você 
acredita ser apropriada para esta atividade. É importante que a história escolhida 
seja ampla o suficiente para que o aluno identifique variadas emoções. Durante 
a leitura ou a contação de história, faça pausas e pergunte aos seus alunos: 
“O que vocês acham que o personagem (dizer o nome) está sentindo?”. 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada
 › Habilidade: (EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outros 
textos versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, 
tiras e histórias em quadrinhos, dentre outros gêneros do campo artístico-
literário, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
74 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 4/7
Escute entre duas e quatro respostas, e depois pergunte: “Por que vocês 
acham que ele(a) está se sentindo assim? Podem indicar algo que aconteceu 
na história que fez com que você achasse que ele se sente dessa maneira?”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a folha de exercício Como o Personagem está se Sentindo? e explique 
aos alunos que eles vão desenhar e, quando for possível, escrever sobre como o 
personagem está se sentindo em duas partes da história. Se achar necessário, 
relembre, com a turma, o início, o meio e o fim da narrativa. Você também 
poderá selecionar determinadas “cenas” da história em que o personagem 
pode ter sentido alguma emoção específica para trabalhar com as crianças.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão desenhar e escrever como o personagem (dizer o nome 
do personagem) está se sentindo em duas partes da história”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Entregue uma folha de exercício Como o Personagem Está se Sentindo? para cada 
aluno e peça que eles trabalhem nesta folha. Circule pela sala, dando suporte 
aos alunos sempre que necessário. Incentive que as crianças utilizem o tempo 
da aula para finalizarem a tarefa, anunciando quanto tempo elas ainda têm 
disponível. Por exemplo: “Vou desenhar um círculo na lousa e dividir em pedaços. 
Cada vez que cinco minutos se passarem, eu vou pintar um pedaço para avisar 
quanto tempo vocês ainda terão” e “Certifiquem-se de que vocês incluíram as duas 
partes da história antes de dedicarem mais tempo com detalhes e desenho”.
ENCERRAMENTO:
Em roda, peça para cada aluno compartilhar seu trabalho, contando quais 
partes da história ele escolheu representar e o porquê da sua escolha. 
Peça para o aluno descrever como ele percebeu que o personagem estava 
sentindo determinada emoção em cada cena escolhida, bem como o 
motivo pelo qual atribuiu a ele emoções em cada uma das duas cenas. 
DIFERENCIAÇÃO: Para a realização desta atividade, é importante que os alunos tenham desenvolvido 
familiaridade com os diferentes tipos de emoções que podemos experimentar 
frentes a situações da vida. Portanto, nesta aula, atente-se para alunos com 
dificuldades para identificar e compreender os sentimentos, necessidades e 
atitudes dos outros. Se você tiver alunos com estas dificuldades, é importante 
que você faça algumas adaptações para que eles consigam acompanhar a 
atividade. Você pode pedir para eles analisarem o rosto do personagem em uma 
ilustração e apresentar as emoções que cada um sente para eles. Por exemplo: 
“Esse personagem está muito triste. Como será que eu sei que ele está triste? 
Como ficamos quando estamos tristes? Será que ficamos maisquietos ou 
damos mais risadas?”. É importante também mostrar a esses alunos sobre 
75 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 5/7
as expressões faciais destes personagens conectando com as emoções: “Veja 
este personagem que está triste. Como está a boca dele aqui? Ele está sorrindo? 
E os olhos, como estão? “Veja este outro personagem que está com raiva, você 
está vendo essa sobrancelha como fica franzida? E os olhos?” e por aí vai. Uma 
possibilidade interessante é pedir para o aluno tentar imitar algum elemento da 
expressão facial do personagem (boca, olhos etc.). Uma sugestão é usar com 
estes alunos os personagens que representam as emoções no filme “Divertida 
Mente” Depois, é possível relacionar as respostas do aluno com a narrativa e 
tentar ajudá-lo a se conectar com a situação que o personagem está vivendo: 
“Você disse que o personagem está bravo. O que aconteceu que deixou ele assim?”. 
Ou fazer o inverso: “Se isso (descrever a cena) acontecesse com você, o que você 
sentiria? Será que o personagem está sentindo isso? Vamos ver o rosto dele para 
ver se temos alguma dica?”. Não se preocupe se o aluno não acertar exatamente 
como o personagem deveria estar se sentindo. Estas tentativas são importantes 
passos para o desenvolvimento da capacidade de identificar e nomear emoções 
e, portanto, aceite as respostas do aluno desde que ele consiga justificá-las. 
Uma outra sugestão é escolher uma história que este aluno goste e 
conheça bem. A familiaridade com o contexto poderá ajudá-lo a entender os 
sentimentos do personagem. Você também pode ler a história individualmente 
com o aluno antes da aula para assim prepará-lo para a atividade.
Também é possível diferenciar esta aula para melhor atender a turma inteira. 
Se os seus alunos tiverem pouca experiência ouvindo histórias, faça uma 
demonstração da tarefa, completando uma folha de exercício junto com eles, 
antes de solicitar que façam sozinhos. Neste caso, também é importante ajudá-
los a distinguir as três partes da narrativa – início, meio e fim –, e orientá-los a 
respeito de que cenas podem ser escolhidas, conforme a situação pela qual o 
personagem passou na história. Explicite, retomando cada parte ou fazendo 
perguntas, como “O que acontece no início?”, “O que acontece no meio?”, “O 
que acontece no fim?” e “O que acontece… (naquele momento específico)?”.
Por outro lado, se esta atividade for muito simples para seus alunos, 
escolha uma história mais longa e complexa, onde o personagem 
vivencia eventos e sentimentos mais profundos. Você também pode 
pedir para eles irem além de duas partes da história, representando 
como o personagem se sente em diversos momentos.
AVALIAÇÃO: Durante a aula, atente-se aos comentários dos alunos sobre o que o 
personagem poderia estar sentindo e os motivos para isso. Repare, 
também, se os alunos fazem comentários que demonstram empatia, 
como: “Coitadinho dele!”. Após a aula, observe o trabalho dos alunos 
para avaliar se eles conseguiram se colocar no lugar do personagem, e 
considerar o que ele poderia sentir em cada parte da história. Isso também 
vai permitir que você avalie se os alunos compreenderam a história.
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Como está se sentindo?
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Como está se sentindo?
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77 COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ANO • /
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 7/7
ANEXO 2
SUGESTÕES DE LIVROS DE LITERATURA
Links:
 › 18 livros infantis para falar de emoções com os seus filhos 
Amanda Mont’Alvão Veloso (Psicanalista, jornalista e mestranda em Linguística Aplicada PUC-SP)
Indicação de livros para falar sobre emoções com crianças e adolescentes. 
Na sinopse, há referência sobre quais emoções os livros abordam
https://www.huffpostbrasil.com/2016/10/12/18-livros-infantis-para-falar-de-emocoes- 
com-os-seus-filhos_a_21699156/ 
 › Guia Digital PNLD Literário 2018 – o guia traz 4 categorias para 
o ciclo de alfabetização: Descoberta de si; Famílias, amigos e escola; 
O mundo natural e social; Diversão e aventura; outros temas.
http://pnld.nees.com.br/pnld_2018_literario/etapa-ensino/2018-literario_ensino_fundamental
79 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 1/5
DESENHANDO 
SENTIMENTOS
Nesta atividade, os alunos serão 
incentivados a fechar os olhos, fazer 
silêncio por alguns minutos e focar em suas 
emoções. Depois, eles farão um desenho 
para expressar seus sentimentos através 
de formas, cores e representações.
JUSTIFICATIVA: Desenhando Sentimentos é uma prática de mindfulness, que tem como objetivo 
trazer a atenção à experiência do presente. A meditação favorece o foco e a 
concentração que, ao longo do tempo, vai se tornando cada vez mais presente 
na vida das crianças. O fortalecimento da atenção traz muitos benefícios, 
entre eles a redução da ansiedade, da raiva e da impulsividade (tolerância ao 
estresse e tolerância à frustração), bem como o aumento da criatividade e 
da organização das ideias. Além disso, a prática regular de meditação é capaz 
de melhorar a memória e contribuir para relacionamentos saudáveis.
Muitas vezes, crianças têm dificuldades para encontrar palavras 
certas que expressem aquilo que estão sentindo. Portanto, esta 
atividade permite que o aluno represente suas emoções com a arte, 
fortalecendo a imaginação criativa. A repetição desta prática possibilita 
o desenvolvimento de uma maior consciência sobre as emoções, 
cultivando, assim, a inteligência emocional do aluno. Ao identificar o 
que sente, a criança terá a oportunidade de praticar a autorregulação e 
será estimulada refletir sobre os motivos por trás de suas emoções.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Confiança
 › Empatia
 › Respeito
 › Tolerância 
à frustração
 › Tolerância 
ao estresse
 › Imaginação 
criativa
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 2/5
De tempos em tempos, os alunos serão incentivados a compartilharem 
o seu trabalho e sentimentos com a turma. Esta parte da aula tem a 
possibilidade de fortalecer a assertividade, a iniciativa social e a confiança 
das crianças. Além disso, ao escutar os relatos de seus colegas, o aluno terá 
a oportunidade de desenvolver a empatia e o respeito pelo próximo.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina.
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; Arte.
<<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPETÊNCIAS 
GERAIS:
Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, 
e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos 
das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e 
partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes 
contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
COMPONENTE: ARTE Unidades Temáticas: Artes Visuais
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos etécnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de Criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
Práticas de Linguagem: Oralidade
Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objetos de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 3/5
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Após uma curta meditação, os alunos expressarão os 
seus sentimentos através de um desenho.
DURAÇÃO: › Aula introdutória: 30 a 40 minutos
 › Atividade de rotina: 10 a 20 minutos
MATERIAIS: › Folha de papel para desenho (uma por aluno);
 › Materiais para desenho, como: lápis de cor, canetas e lápis de cera.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte para as crianças como elas estão se sentindo e escute algumas 
respostas. Diga que hoje vocês vão fazer uma atividade para refletir sobre os 
seus sentimentos. Questione se os alunos já ouviram a palavra meditação e 
pergunte se eles sabem o que ela significa. Explique que a meditação é um 
exercício onde nos sentamos sozinhos, de olhos fechados e focamos em 
um pensamento ou uma atividade específica, buscando nos conectar com 
nós mesmos. Na meditação, temos que nos focar no momento presente.
PARTICIPAÇÃO:
Peça para os alunos se sentarem de forma confortável e fecharem os olhos. 
Quando todos estiverem prontos, solicite que eles façam três respirações 
profundas: inspirando pelo nariz e soltando o ar pela boca. Depois diga: 
“Agora eu quero que vocês prestem atenção no que estão sentindo”. Avise que 
eles devem permanecer em silêncio e de olhos fechados até o seu aviso.
Se necessário, guie a meditação para direcionar os alunos aos 
seus sentimentos. Procure fazer uma pausa entre cada frase ou 
pergunta, para que os alunos tenham tempo de sentir e refletir.
1. “Repare em como você está se sentindo”;
2. “Veja se você está calmo ou agitado”;
3. “Perceba se tem algum sentimento ou emoção dentro do seu corpo”;
Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 4/5
4. “Repare o que você sente nas diferentes partes do seu 
corpo, na barriga, no peito, na garganta...”;
5. “Perceba se o que você está sentindo é um sentimento 
gostoso e agradável ou é um sentimento difícil”;
6. “Este sentimento tem uma cor?
7. Seria uma cor clara ou u ma cor escura?”
Depois de um a cinco minutos, encerre o exercício 
solicitando que os alunos abram os olhos.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique que os alunos farão um desenho para representar 
o que sentiram durante o exercício. Comunique que as cores 
podem ajudá-los a representar os seus sentimentos.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão expressar os seus sentimentos através de um desenho”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Distribua os materiais necessários para cada criança e também deixe à disposição 
para que eles possam escolher o que quiserem. Peça que as crianças façam um 
desenho que represente as emoções que sentiram no momento da meditação. 
Circule pela sala de aula enquanto os alunos desenham. Procure conversar com 
eles sobre como estão representando seus sentimentos. Mostre-se curiosa e 
interessada pelo trabalho de cada uma das crianças. Disponibilize cerca de 10 
a 15 minutos para esta atividade e avise quando o tempo estiver terminando.
ENCERRAMENTO:
No fim da aula introdutória, peça para os alunos se sentarem em roda e 
contarem como foi a experiência de meditar e desenhar o que sentiram 
depois da atividade. Depois, peça para que alguns voluntários compartilhem 
os seus desenhos com a turma, explicando o significado deles.
Ao repetir esta atividade de rotina, crie o hábito de chamar um voluntário por aula 
para apresentar o seu desenho e explicar o que ele significa. Procure chamar uma 
criança diferente em cada aula para garantir que todos tenham uma vez, mas respeite 
a vontade dos alunos que não quiserem compartilhar o desenho com a turma.
DIFERENCIAÇÃO: É possível que algumas crianças apresentem dificuldade no momento 
da meditação. Sentar-se sozinho em silêncio ainda pode ser difícil 
para alunos desta faixa-etária, principalmente para aqueles que ainda 
não conseguem administrar o foco. Você pode ajudar um aluno menos 
focado pedindo que ele se posicione em um local que favoreça a 
concentração. Outra opção seria pedir para ele sentar-se ao seu lado. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 5/5
Veja esta aula como uma oportunidade de aprendizado, e entenda que é natural que 
crianças demonstrem diferentes níveis de concentração. Isso não é um problema.
Observe o foco de seus alunos para determinar a duração da 
meditação. É importante que a meditação não seja demasiadamente 
longa, exigindo um esforço excessivo. Você, professor(a), pode 
diferenciar o tempo do exercício, aumentando ou diminuindo o tempo 
de meditação de acordo com o desempenho de seus alunos.
Além disso, crianças podem apresentar diferentes habilidades para o desenho. 
Portanto, valorize o processo artístico delas e não apenas o produto. É essencial que 
todos alunos se sintam confiantes e confortáveis ao se expressar por meio da arte.
AVALIAÇÃO: Enquanto os alunos estiverem desenhando, repare na capacidade que cada 
criança tem de se expressar através do desenho. É possível que você não consiga 
avaliar todos os alunos em uma só aula, portanto, continue a avaliação ao 
repetir esta atividade de rotina, prestando atenção em diferentes alunos a cada 
vez. O tema do desenho será o mesmo: desenhar a emoção que está sentindo, 
porém o(a) professor(a) poderá mudar o meio para a representação (pode usar 
recorte de revistas velhas para que o aluno possa identificar a sua emoção com 
de alguma imagem e reproduzir o contexto, com desenhos complementares 
de cenário). O(A) professor(a) de artes também pode dar suporte, indicando 
material reciclado como palitos, barbantes, garrafa pet, tampinhas, caixas de 
papelão, entre outros para alunos com dificuldade de se expressar pelo desenho
Quando necessário, faça perguntas aos seus alunos para que possam te ajudar 
a avaliar se eles alcançaram o objetivo da aula, como: “Como você representou 
seus sentimentos neste desenho?” ou “Por que você escolheu usar essas cores?” 
Além disso, preste atenção nos relatos dos alunos quando estes apresentarem 
os seus trabalhos. Esta apresentação poderá te dar informações importantes 
sobre como o aluno usou o trabalho artístico para representar seus sentimentos.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Implemente esta atividade em sua rotina de sala de aula, praticando-a no 
mínimo duas vezes por semana. Após dois ou três meses de prática, você 
pode adaptar a atividade, pedindo para os alunos apenas falarem sobre seus 
sentimentos ao invés de desenhá-los. A aposta é que ao ter tido bastante 
oportunidade para expressar sentimentos com a arte, o aluno se torne mais 
capaz de identificar e nomear suas emoções, ajudando para que ele possa 
se autoconhecer em diferentes momentos com diferentes sentimentos.
Entretanto, é importante que os alunos ainda tenham a chance de se 
expressar através da arte. Diminua a frequênciado desenho, mas, sempre que 
possível, volte para ele. Desenhar como forma de expressar sentimentos é 
uma atividade prazerosa que gera muitos benefícios para o desenvolvimento 
socioemocional das crianças. Logo, mesmo que os alunos já estejam 
preparados para conversar sobre emoções, ofereça oportunidades para 
eles continuarem desenhando seus sentimentos quando possível.
85 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 1/5
DETETIVE 
NO ESCURO
Detetive no escuro é uma 
atividade para ser feita em duplas. 
Os alunos se revezam para 
tentar descobrir, de olhos 
vendados, diferentes objetos 
que estão segurando. 
Para isso, eles precisam usar 
o tato, o olfato e a audição.
JUSTIFICATIVA: Esta aula visa a desenvolver o foco e a curiosidade dos alunos. Para tentar 
descobrir qual objeto estão segurando, eles precisarão direcionar toda a 
atenção apenas para o objeto selecionado e para o que o seu colega diz sobre 
o objeto. Através da tentativa e erro, ele precisará praticar a persistência e a 
tolerância à frustração. O aluno será incentivado a continuar tentando e não 
desistir quando a brincadeira ficar difícil. A brincadeira em duplas necessitará 
que o aluno confie no colega que está entregando os objetos (confiança). 
COMPETÊNCIA(S) 
TRABALHADA(S):
Foco; Persistência; ; Confiança; Tolerância à frustração.
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Ciências; Língua Portuguesa; Matemática.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco
 › Persistência
 › Entusiasmo
 › Iniciativa Social
 › Confiança › Tolerância à 
frustração
 › Imaginação 
Criativa
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
86 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 2/5
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
CIÊNCIAS
UNIDADE TEMÁTICA: MATÉRIA E ENERGIA
Objeto de Conhecimento: Características dos materiais
 › Habilidade: (EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais 
presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos 
como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.
UNIDADE TEMÁTICA: VIDA E EVOLUÇÃO
Objeto de Conhecimento: Corpo humano
 › Habilidade: (EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por 
meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. Contagem ascendente 
e descendente
Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, 
indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações
 › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador 
de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas 
e reconhecer situações em que os números não indicam 
contagem nem ordem, mas sim código de identificação.
87 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 3/5
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos, com olhos vendados, tentarão descobrir o objeto que 
estão segurando, por meio do tato, olfato e da audição.
DURAÇÃO: 30 a 40 minutos.
MATERIAIS: › Objetos com forma e textura diferentes, como: lápis, borracha, 
frutas, sabonete, rolo de papel higiênico, bala, livro e óculos (se 
possível, ter um número maior de objetos que alunos);
 › Venda para os olhos, podendo ser um pano amarrado na cabeça 
ou uma máscara de dormir (uma venda por aluno);
 › Papel e caneta.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
Separe os objetos selecionados em duas coleções. A atividade 
terá duas rodadas e cada coleção será usada em uma. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO
Pergunte: “Quem aqui gosta de descobrir coisas?”, e escute algumas respostas. 
Depois, pergunte: “Alguém sabe me dizer o que é um detetive e o que ele faz?”. 
Espere os alunos responderem e use o que eles trouxerem. Explique: “O detetive 
é uma pessoa que segue pistas para solucionar um problema. A função dele é achar 
respostas e descobrir coisas.”. Comente sobre como é importante assumirmos o 
papel de detetive, às vezes. Diga: “Assim como os detetives, nós também precisaremos 
investigar algumas coisas durante esse ano”. Conte que, para isso, precisaremos de 
alguns dos nossos sentidos. Se necessário, revisite ou explique o que são os sentidos. 
Você pode fazer perguntas, como: “Para que usamos o olfato? E a audição? E o tato?”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Diga aos alunos que eles farão uma brincadeira de detetive. Explique que eles ficarão 
de olhos vendados e precisarão descobrir qual objeto estão segurando a partir 
do que vão sentir, escutar e cheirar. Pontue que eles farão a atividade em duplas: 
enquanto um aluno estiver de olhos vendados, o outro colega, de olhos abertos, lhe 
entregará um objeto para adivinhar. Avise que a atividade terá duas rodadas: em 
uma delas, o aluno fará o papel de detetive de olhos vendados, e na outra ele fará 
o papel de ajudante de olhos abertos. Explique que cada rodada terá uma coleção 
diferente de objetos para eles tentarem descobrir, e que cada aluno terá até cinco 
chances para acertar o objeto que está segurando. Caso ele não acerte, o ajudante 
deverá trocar de objeto e a criança terá, novamente, cinco chances para acertar.
Lembre aos alunos que talvez eles não acertem alguns objetos. Explique 
que, neste caso, o ajudante deverá parabenizar o detetive mesmo assim, 
88 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 4/5
pois o que conta para ser um bom detetive é se manter curioso e seguir 
persistindo mesmo que, às vezes, ele não solucione o mistério de primeira. 
PARTICIPAÇÃO:
Avise que eles terão quatro chances para adivinhar qual é o objeto apenas usando 
os sentidos. Se não conseguirem, podem fazer algumas perguntas para o ajudante. 
Questione sobre quais perguntas o detetive pode fazer para o ajudante, nesse caso. 
Se necessário, dê algumas dicas, como: “O objeto é amarelo?” ou “É um material 
escolar?”. Isso vai ajudar os alunos a entenderem a dinâmica da brincadeira.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“De olhos vendados, vocês vão precisar usar o tato, o olfato e a audição 
para descobrirem o objeto que estão segurando”. (Ao mencionar 
cada sentido, use movimentos corporais, para lembrá-los daquele 
sentido. Por exemplo, toque no nariz ao dizer “olfato”).
TRABALHO EM DUPLA:
Peça para os alunos criarem duplas ou defina quem será o par de 
quem. Caso o número de alunos não seja par, faça um trio. Peça para 
os alunos ficarem frente a frente com a dupla, e peça: Escolham 
quem vai ser o detetive primeiro, e depois iremos trocar”. 
Explique: “Para que a brincadeira dê certo, preciso que vocês estejam bem 
atentos aos sentidos para que acertem o objeto e que sejam persistentes!”. Avise 
que eles terão cinco minutos para acertar os objetos, e você irá cronometrar 
o tempo. Se depois de cinco tentativas o detetive não acertar umobjeto, o 
ajudante deverá devolver o mesmo para a coleção, e pegar o próximo objeto. 
Você pode, caso julgue necessário, incentivar os alunos durante a atividade, 
dando dicas de perguntas que o detetive pode fazer para o ajudante responder: 
“É de comer?”; “Dá para ler esse objeto?”; “O lugar dele é na cozinha?”.
Após os cinco minutos, peça para as duplas trocarem de papel. Diga: “Quem 
estava sendo o detetive, agora será o ajudante; quem era o ajudante, agora 
pode vendar os olhos para ser o detetive”. Repita o mesmo procedimento.
ENCERRAMENTO:
Em roda, peça para que os alunos contem como foi a atividade de investigar 
objetos de olhos vendados. Faça uma revisão dos três sentidos utilizados na 
atividade e estimule os alunos a contarem como foi usá-los para descobrirem 
os objetos. Pergunte também sobre os dois sentidos que não foram usados 
(visão e paladar)? Questione se os alunos pensam que eles fizeram muita 
falta e como poderiam ter auxiliado. Faça perguntas, como: “Quem usou 
o olfato para descobrir um objeto?”; “Qual parte do corpo é responsável 
pelo olfato?”; “Vocês acham que sentir o cheiro ajudou a descobrir o que 
estavam segurando?”; “Qual objeto foi fácil descobrir usando o tato?”; 
89 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 5/5
“Ele era macio ou áspero?”; “Vocês usaram a audição para descobrir algum objeto?”; 
“Qual parte do corpo é responsável pela audição?”; “O que foi que vocês escutaram?” 
etc. Encerre, elogiando a persistência dos alunos e enfatizando que a persistência, 
a curiosidade e o foco são partes muito importantes do trabalho do detetive. 
DIFERENCIAÇÃO: Apesar de esta atividade envolver o tato, o olfato e a audição, ela pode ser 
realizada com alunos com deficiências auditivas. Nestes casos, é importante 
lembrar o aluno que ele pode usar os outros sentidos (o tato e o olfato) para 
descobrir o objeto que está segurando. Caso julgue necessário, dê uma atenção 
especial a este aluno ou escolha uma dupla que você acredite que irá ajudá-lo.
Durante a brincadeira, é importante ter em mente que crianças são diferentes 
umas das outras (assim como jovens e adultos também) e tem maneiras distintas 
de lidar com a frustração e se manterem persistentes apesar da dificuldade. Assim, 
é provável que os seus alunos demonstrem reações diferentes ao realizarem 
a tarefa. Saiba respeitar e acolher estas diferenças. Valorize o processo mais 
do que o resultado propriamente dito. Uma possível solução seria juntar alunos 
que costumam ter mais dificuldade para lidar com a frustração com alunos que 
demonstram mais persistência. Desta forma, uma criança poderá servir de 
modelo para outra. Se durante a atividade, um aluno demonstrar muita resistência 
ou quiser desistir, converse com ele e incentive a sua participação: “Eu sei que 
esse jogo é difícil, mas vamos tentar. Eu também dependo muita da minha visão 
para entender o mundo, mas é importante estimular os outros sentidos”. Além 
disso, evite que os alunos criem um ambiente competitivo: “O mais importante 
não é o número de objetos que vocês acertaram ou erraram. O que eu vou querer 
saber depois é como vocês se sentiram usando os outros sentidos e fixando 
toda a atenção em um só objeto”. Procure fazer com que eles se divirtam com 
os próprios erros: “Nesta brincadeira, nossos erros são engraçados! Uma vez 
eu achei que um biscoito fosse um botão de roupa! Depois, vou querer saber 
sobre as coisas engraçadas que vocês imaginaram ao segurar os objetos!”
AVALIAÇÃO: Ao apresentar a definição dos sentidos e discutir sobre cada um deles, 
atente-se aos comentários e às ideias dos alunos, a fim de verificar se 
eles sabem identificá-los. Avalie se eles usaram os três sentidos tentando 
descobrir o objeto que estavam segurando ou se apenas tentaram adivinhar 
aleatoriamente. É importante perceber se eles estavam focados e atentos 
aos sentidos e às respostas do ajudante para suas perguntas.
Repare quais alunos tiveram dificuldade de acertar o objeto e como 
eles lidaram com essa frustração. Analise se eles foram persistentes 
ou desistiram nas primeiras tentativas. Se possível, faça anotações que 
vão te ajudar a continuar trabalhando com estes alunos no futuro.
91 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 1/6
ESCADA 
DAS 
CONQUISTAS
A Escada das Conquistas é um instrumento 
para o professor registrar as conquistas dos 
alunos e da turma inteira. Cada conquista 
representa um degrau da escada. As 
conquistas das crianças serão celebradas 
e elas receberão uma recompensa quando 
chegarem ao topo. Apesar de registradas 
as conquistas individuais dos alunos, 
trata-se de uma atividade coletiva, ou 
seja, um aluno pode ter uma conquista 
que implique na subida de um degrau na 
escada que pertence à turma inteira.
JUSTIFICATIVA: A prática de reconhecer e registrar as conquistas dos alunos visa a motivá-
los a se esforçarem para dar o melhor de si, ajudando-os a desenvolverem a 
persistência, a determinação e a responsabilidade. A prática de oferecer 
uma recompensa quando as crianças chegam ao topo da escada serve de 
estímulo, podendo fortalecer a sua autoconfiança. É importante destacar 
que não apenas as conquistas individuais são valorizadas na atividade, 
mas também as conquistas que o grupo pode atingir por meio de esforço 
conjunto, configurando-se em uma oportunidade para que o trabalhe 
com questões relacionadas ao valor da colaboração e do senso de grupo. 
Trata-se de uma oportunidade para desenvolver a iniciativa social, pois as 
crianças precisam colaborar entre si para atingir um objetivo comum. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Entusiasmo
 › Iniciativa social
 › Autoconfiança
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
92 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 2/6
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Matemática; Língua Portuguesa. 
<<Esta atividade pode ser utilizada durante qualquer matéria>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina;
Contagem ascendente e descendente;
Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, 
indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações
 › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador 
de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas 
e reconhecer situações em que os números não indicam 
contagem nem ordem, mas sim código de identificação.
Objeto de Conhecimento: Quantificação de elementos de 
uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento 
ou outros agrupamentos e comparação
 › Habilidade: (EF01MA02) Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando 
diferentes estratégias como o pareamentoe outros agrupamentos.
93 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 3/6
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos aprenderão a trabalhar em equipe para atingir uma meta em comum.
DURAÇÃO: 15 a 20 minutos
PREPARAÇÃO: › Sugerimos que você, professor(a), que já conhece seus alunos, tenha um 
exemplo de conquista para cada um deles. Esse exemplo é fundamental 
para que eles compreendam a atividade e se beneficiem dela;
 › Montar a Escada das Conquistas (de acordo com as instruções / material gráfico).
MATERIAIS: › Caneta hidrográfica;
 › Modelo da Escada das Conquistas (ANEXO 1).
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Inicie um breve debate sobre esforço e conquistas com a turma. Comente sobre 
como o esforço é importante na vida dos adultos e das crianças, e explique que ele 
nos ajuda muito a conquistar o que desejamos. Dê exemplos que sejam relevantes 
para os alunos, como: “Eu me lembro que precisei me esforçar muito para aprender 
a andar de bicicleta. Vocês já se esforçaram muito para aprender alguma coisa?”.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a Escada das Conquistas para os alunos e diga que vocês irão usá-
la para colecionar os esforços e conquistas deles. Explique que, quando 
observar uma conquista, você irá marcar um degrau da escada, bem como 
que o objetivo deles será chegar ao topo dela. Conte, junto com eles, quantos 
degraus precisarão percorrer para chegarem ao topo da escada. Combine 
que, quando chegarem ao topo, eles receberão uma recompensa. Você já 
pode estabelecer qual será a recompensa quando esse número de troféus 
for conquistado – “Vocês vão ganhar mais 15 minutos de recreio” – ou decidir 
durante o processo. Outra opção, seria pedir ajuda aos alunos para escolher 
uma recompensa que faça sentido para eles. É importante destacar que, como 
se trata de uma atividade de rotina, com o passar do tempo os próprios alunos 
também poderão perceber suas conquistas e partilhar com o professor.
DEMONSTRAÇÃO:
Para garantir que os alunos compreendam o que são conquistas, 
dê um exemplo próprio, enfatizando seu esforço. Enquanto conta o 
exemplo, para cada conquista menor, vá marcando na sua própria 
escada da conquista para ilustrar como será feito com os alunos.
94 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 4/6
Sugestão:
“Eu queria muito aprender a andar de patins, mas achava que era muito difícil e 
nunca iria conseguir. Um dia, decidi tentar. Pedi os patins de um amigo emprestado, 
coloquei um capacete e comecei a tentar, mas achei muito difícil. Ficava segurando 
em um muro para não cair e fiquei com medo de soltar. Todo final de semana eu 
tentava de novo, mas ficava agarrado(a) ao muro. Um dia, me senti mais confiante 
e resolvi soltar o muro. Levei um tombo! Levantei e tentei de novo. Ia andando 
devagarinho e, às vezes, caía. Mas, a cada final de semana, eu andava um pouquinho 
melhor. Aí um dia, finalmente, quando reparei, eu já estava andando bem!”.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão escolher uma conquista que gostariam de ter enquanto turma “.
PARTICIPAÇÃO:
Peça para os alunos compartilharem uma conquista que gostariam que a 
turma alcançasse. O professor pode ajudar com ideias do que acha que a 
classe precisa melhorar enquanto coletivo. Exemplo: deixar a sala limpa e 
organizada; ter mais respeito com relação às opiniões dos colegas etc. 
Na etapa de Participação, o professor precisa engajar os alunos na atividade para que 
eles se sintam entusiasmados com a possibilidade de participar e partilhar suas ideias. 
Uma vez escolhida a meta, é importante que o professor ajude os alunos a 
identificar o que eles podem fazer enquanto turma para atingir este objetivo, 
sempre estimulando o trabalho em equipe. Um exemplo no caso de a meta ser 
“Deixar a sala limpa”, é possível que as ações sejam: os alunos limparem a própria 
mesa, dividirem-se em pequenos grupos e cada grupo limpar uma parte da sala, 
guardarem os livros nas prateleiras depois de usarem, entre outras possibilidades. 
ENCERRAMENTO:
Encerre a aula dizendo que você vai prestar muita atenção nas conquistas 
das crianças, de agora em diante, para marcar um degrau na Escada das 
Conquistas da sala. Explique que você vai observar conquistas individuais e da 
turma inteira. Dê exemplos, como: “Vocês podem limpar a sala de aula muito 
bem depois da aula de arte, e subir um degrau por isso!”; “Em outras vezes, uma 
conquista de um aluno fará com que a turma toda suba um degrau da escada. 
Por exemplo, se for um aluno que sempre esquece de limpar a sua mesa depois 
da sala de aula, será uma conquista quando ele se lembrar. A ideia é que vocês 
se ajudem, um pode lembrar o outro do que pode ser feito para conseguir subir 
um degrau da escada”. Aproveite para enfatizar que, a partir desse dia, eles 
terão o desafio de se esforçar constantemente para subir cada vez mais, 
mas que podem ficar despreocupados, pois nunca descerão degraus.
DIFERENCIAÇÃO: A Escada das Conquistas é uma atividade que pode ser facilmente diferenciada para 
atender cada criança. A fim de que todos se beneficiem da prática, é importante
95 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 5/6
que você, professor(a), conheça seus alunos e saiba o que é uma conquista para 
cada um deles. Talvez, escrever o nome em um trabalho seja uma conquista para 
uma criança; usar sinais de pontuação seja uma conquista para outra; e focar, 
por cinco minutos, em uma tarefa seja uma conquista para outra. Portanto, as 
diferenciações nesta atividade de acordo com o objetivo que a turma escolheu 
serão feitas por você, através de suas observações e seu conhecimento sobre os 
alunos. Apenas tome o cuidado para não expor negativamente as crianças com 
maior dificuldade ao subir um degrau na escada, mas a ideia é de valorização da 
conquista pessoal. Caso sinta que o aluno ficará muito tímido, e será aversiva esta 
exposição, comente individualmente com o aluno a conquista que você observou 
e pergunte se você poderia expor para a sala ao subir um degrau da escada. 
Além disso, ao criar a Escada das Conquistas para seus alunos, você tem a liberdade 
de definir quantos degraus incluir. Procure começar com uma meta que as crianças 
consigam atingir a curto prazo. Sendo assim, elas logo receberão a recompensa 
e isso aumentará a probabilidade de que continuem se esforçando para atingir as 
metas futuras. Ademais, você também tem a opção de escolher uma recompensa 
que funcione para você, para os alunos e para o contexto da escola onde trabalha.
AVALIAÇÃO: Durante a aula introdutória, avalie se os alunos entenderam o conceito de conquista 
e conseguiram dar um exemplo de algo que conquistaram em suas vidas. Portanto, 
pergunte a cada aluno o que seria uma conquista para ele. Ao longo das próximas 
semanas, repare se a Escada das Conquistas está surtindo efeito em sua turma, 
observando o esforço e o empenho das crianças para chegarem ao próximo degrau. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
É importante que você, professor(a), sempre se refira à Escada das Conquistas, a 
fim de ajudar seus alunos a criarem o hábito de se esforçar e ter êxito na escola. 
O incentivo para subir degraus deve ser frequente, para que o instrumento 
se torne uma rotina na sala de aula e não seja esquecido pelos alunos.
Ao longo do tempo, você pode aumentar o número de degraus que os alunos 
precisam percorrer para chegar ao topo da escada. Explique que tal mudança foi 
feita de acordo com a evolução deles, “Eu tenho reparado que vocês estão facilmente 
chegando ao topo da escada! Talvez 15 degraus seja pouco para vocês, que tal 
incluirmos mais cinco degraus? Quantos degraus teremos agora? Será que vocês vão 
conseguir subir 20 degraus para chegar ao topo da escada?”. Além disso, de tempos 
em tempos, troque a recompensa para estimular o entusiasmo das crianças: “Eu 
sei que vocês adoram ganhar mais 15 minutos de recreio quando chegamao topo da 
escada, mas pensei em fazermos uma coisa diferente. Que tal tomarmos um sorvete / 
fazer uma festinha da turma / assistirmos um filme?” Certifique-se que a recompensa 
sugerida é acessível em sua realidade e que você tenha o aval da coordenação.
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das 
competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas 
vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida 
real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
96 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 6/6
ANEXO 1
O professor pode montar a escada em um mural/
parede/porta da sala de aula. É importante que a escada 
tenha vários degraus (entre 20 e 30). A cada conquista 
da turma, o professor vai “subir” um degrau. Portanto, 
ele vai precisar de algum tipo de marcador para indicar 
onde os alunos estão na escada. Será um marcador 
para a turma toda (essa atividade é coletiva: um aluno 
pode ter uma conquista que cause esse marcador da 
turma toda mudar de lugar na escada). Uma outra opção 
seria o professor apenas montar as laterais da escada 
e incluir o degrau novo com cada conquista da turma.
©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
97 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 1/8
LÂMPADA 
MÁGICA
Lâmpada Mágica é uma atividade onde 
os alunos determinam uma meta para si 
mesmos. Nesta aula, o(a) professor(a) vai 
explicar o que são metas, dar exemplos, 
e ajudar os alunos a estabelecerem 
uma meta para evoluir na escola.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem como objetivo estimular a responsabilidade e a 
determinação do aluno ao pedir que o mesmo defina uma meta para si. 
Ao estipular um objetivo, o aluno precisará fazer um plano e segui-lo, 
exercendo, portanto, a organização. Além disso, após estabelecer 
a sua meta, o aluno precisará de persistência para não desistir 
quando as coisas ficam difíceis. Este exercício ajudará o aluno a se 
tornar mais consciente das suas conquistas na escola, aumentando 
sua autoconfiança, adotando a mentalidade do “eu posso”. 
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
MATÉRIA 
INTEGRADA:
Língua Portuguesa; Arte.
<<Esta atividade pode ser utilizada durante qualquer matéria>>
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Foco
 › Organização
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Autoconfiança
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
98 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 2/8
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA 
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada
 › Habilidade: (EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, 
recontagens de histórias lidas pelo professor, histórias imaginadas ou 
baseadas em livros de imagens, observando a forma de composição 
de textos narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço).
PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Formação de leitor
 › Habilidade: (EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a mediação 
do professor (leitura compartilhada), textos que circulam em meios 
impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses.
COMPONENTE: 
ARTE
Unidades Temáticas: Artes Visuais
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de Criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
99 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 3/8
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Com o suporte do(a) professor(a), os alunos irão 
determinar uma meta para evoluir na escola. 
DURAÇÃO: › Aula Introdutória: 15 a 30 minutos;
 › Encontro Individual com aluno: cinco minutos.
MATERIAIS: › Folha de exercício: lâmpada mágica (uma por aluno); ANEXO 1
 › Fita adesiva;
 › Lápis e borrachas;
 › Materiais para desenho, como: lápis de cor, lápis de cera e caneta hidrográfica.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Mostre a imagem de uma lâmpada mágica e pergunte se os alunos reconhecem 
esse objeto. Explique que é uma lâmpada de óleo muito utilizada antigamente, 
quando ainda não existia a lâmpada elétrica. Diga que, antigamente, alguns povos 
acreditavam em “gênios da lâmpada” que moravam dentro de lâmpadas mágicas. 
Revele que, ao encontrar uma lâmpada, as pessoas a esfregavam para ver se o 
gênio saía de dentro. Caso isso acontecesse, elas faziam um pedido a esse gênio. Se 
considerar necessário, conte uma curta história envolvendo uma lâmpada mágica. 
Algumas sugestões:
 › A lâmpada mágica de Mara Caruso
 › Abrapracabra! de Fernando Vilela
 › Aladdin ou Aladdin e a lâmpada mágica (diversas publicações)
História opcional:
Era uma vez um menino chamado Jing, que morava na China e adorava brincar de 
desvendar cavernas. Sua brincadeira favorita era descobrir lugares subterrâneos para 
procurar objetos desconhecidos. Todos os novos objetos que encontrava, ele guardava 
numa prateleira em seu quarto. Com o passar do tempo, ele começou a criar uma 
coleção de objetos. Nessa prateleira, tinham moedas, pedras diferentes, lanternas e 
até capacetes antigos, provavelmente de antigos desbravadores que os perderam. 
Em um domingo qualquer, Jing acordou animado, já que iria visitar mais uma 
caverna perto da casa da sua avó. Ele se preparou todo, colocou seu tênis 
e pegou sua lanterna. Logo no início da sua expedição, Jing avistou alguma 
coisa brilhando no chão, então, animado, correu para descobrir o que era. 
Quando se aproximou, esfregou o objeto, que estava muito sujo de terra. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 4/8
Jing não conseguiu identificar o que era, “talvez uma garrafa ou um pote antigo”, 
pensou. Nesse momento, surgiu um homem azul, que gritou bem forte: “Sou o gênio da 
lâmpada e obedecerei à pessoa que a estiver segurando”. Jing ficou assustado quando 
viu um enorme gênio azul saindo de dentro do objeto, que ele agora tinha entendido 
que era uma lâmpada. Então perguntou: “Eu posso pedir o que quiser? E quantas vezes 
quiser?”. E o Gênio respondeu: “Estou muito feliz por ter me libertado da lâmpada, então 
irei realizar 3 pedidos que quiser! Porém, cuidado com suas escolhas!”. Jing, então, 
pensou em vários pedidos que vieram a sua cabeça, como ter um quarto com vários 
brinquedos, ter muito dinheiro, ser um estudante nota 10 e até mesmo ser o garoto 
mais poderoso da cidade. Mas, quando se lembrouda frase do gênio – “Cuidado com 
suas escolhas!” – , refletiu e se deu conta de que já era uma pessoa muito feliz. Então, 
iria escolher coisas que pudessem ajudá-lo a melhorar o que já era. Jing falou: “Gênio, 
eu gostaria de coragem e curiosidade para desvendar mais cavernas. Meu segundo 
pedido é que eu não desista de encontrar objetos, mesmo quando for difícil. Por último, 
eu gostaria de me esforçar e encontrar mais objetos para dobrar a minha coleção”. Logo 
quando terminou de falar, o Gênio garantiu que os seus pedidos seriam realizados.
Um ano depois, deitado na cama, Jing reparou que a sua coleção de objetos tinha 
aumentado muito. Então, ele relembrou do dia que encontrou o gênio da lâmpada e 
decidiu contar quantos objetos tinha encontrado desde aquele dia. Jing se deu conta 
de que sua coleção não tinha apenas dobrado, mas sim que agora tinha 4 vezes mais 
objetos que antes. Além disso, Jing refletiu sobre como a sua coragem, curiosidade 
e esforço foram importantes para que atingisse os seus objetivos. Ele também se 
lembrou de dias difíceis, em que quase desistiu, mas continuou trabalhando duro.
Logo depois, o Gênio da lâmpada apareceu em seu quarto e disse: “Parabéns, Jing, os 
seus três pedidos se realizaram. Eu apareci aqui para te ensinar que a pessoa responsável 
por realizar os seus sonhos é você. Você me fez 3 pedidos, mas foi você quem os 
realizou!”. Jing fechou os olhos e dormiu contente com as suas escolhas e conquistas. 
O Gênio nunca mais apareceu, mas o Jing não precisava mais dele. Deste dia em 
diante, Jing continuou fazendo vários pedidos e se empenhando para realizá-los.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique que eles vão usar lâmpadas mágicas para definir uma meta para si. Questione 
os alunos sobre o significado da palavra “meta” e, se for o caso, diga que uma meta é 
algo que desejamos melhorar ou conquistar. Conte que precisamos de metas para 
evoluir na escola e na vida. Se possível, dê exemplos de metas que seriam apropriadas 
para a sua turma, e estejam de acordo com as habilidades atuais de seus alunos. Por 
exemplo: “Nós podemos estabelecer a meta de ler todos os dias da semana” ou “Vamos 
estabelecer a meta de aprender o som das vogais”. Diga que, em vez de fazer um pedido 
para o gênio da lâmpada, eles irão se esforçar para conquistar as suas metas e desejos.
PARTICIPAÇÃO:
Peça aos alunos que pensem em uma meta que gostariam de ter na 
escola. Faça uma pausa de 30 segundos, e solicite que eles se 
101 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 5/8
virem para o amigo ao lado e conversem sobre a sua meta. Se necessário, defina essas 
duplas e dê dois minutos para as crianças contarem as metas umas para as outras. 
Pergunte aos alunos sobre alguns exemplos de metas que pensaram 
durante esse bate-papo. Escute algumas duplas e envolva os 
outros alunos na discussão, perguntando: “Levante a mão se você 
acha que essa meta também seria importante para você”. 
Depois, explique que para alcançar uma meta é importante fazer um plano. Use 
os exemplos que você usou no início da discussão ou os exemplos de metas 
compartilhadas pelos alunos e questione-os sobre possíveis passos para atingir 
aqueles objetivos: “O que vocês poderiam fazer para alcançar a meta de ler todos os 
dias da semana?” Dê a oportunidade para diferentes alunos darem as suas sugestões 
e comente que é possível ir por diversos caminhos para atingir um mesmo objetivo. 
Finalmente, peça para os alunos se virarem novamente para o colega 
e discutirem sobre possíveis planos e caminhos para atingir uma 
determinada meta. Marque entre dois e três minutos de conversa. 
CONTINUAÇÃO – EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a folha de exercício lâmpada mágica e avise que os alunos irão utilizá-
la para definir uma meta para si. Peça para eles escolherem uma meta e 
a desenharem e/ou escreverem dentro da lâmpada. Diga que, enquanto 
trabalham, você irá conversar com cada aluno sobre a sua meta. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão definir uma meta para si na escola”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Enquanto os alunos desenham as suas metas, circule pela sala de aula e converse 
com cada um. Pergunte sobre a sua meta e verifique se esta é adequada 
para ele. Se a meta do aluno não for apropriada ou se ele tiver dificuldade de 
pensar em uma meta, dê suporte através de sugestões e perguntas, como: 
“Que legal que você quer aprender a contar até 1000. Mas, que tal aprender a 
contar até 100 antes? Será que isso é um primeiro passo para aprender a contar 
até 1000?” Ademais, estimule cada criança a refletir sobre como a sua meta 
pode ser alcançada: “Que bacana que você quer aprender a escrever o nome 
de todos os colegas da turma. O que você pode fazer para conseguir isso?” 
Assim que a meta for definida, ela deverá ser escrita na folha de exercício. 
Se o aluno já escrever, peça que o faça e ofereça suporte quando necessário. 
Se ele ainda não souber escrever, peça para ele ditar a meta para você. A 
escrita, aqui, não precisará ser perfeita. O importante é que o aluno tenha uma 
meta apropriada, e que ele consiga “ler” o que está escrito. É essencial que a 
meta possa ser lida depois, para que ela seja acompanhada. Se a letra do aluno 
for difícil de compreender, reescreva a sua meta em um canto da folha. 
102 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 6/8
ENCERRAMENTO:
Reúna os alunos novamente e pergunte quem gostaria de compartilhar a sua meta 
com a turma. Solicite que esses alunos leiam em voz alta o que está escrito em 
sua folha. Peça, também, que eles mostrem o desenho. Comente que, às vezes, 
é importante saber a meta do amigo, pois podemos ajudá-lo a conquistá-la.
Avise que você vai expor todas as lâmpadas mágicas da turma em um 
mural na sala de aula: “Assim, vocês serão diariamente lembrados do 
que querem conquistar na escola”. Se quiser, compartilhe a sua lâmpada 
mágica e conte uma meta que tem como professor(a). Peça para os alunos 
prestarem atenção se você está conseguindo conquistar a sua meta. 
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade consegue ser adaptada e individualizada a qualquer aluno. 
Todo mundo pode melhorar em alguma área: o aluno mais avançado 
academicamente precisa de uma meta e o aluno com a maior dificuldade na 
escola também. Além disso, a criança tem a liberdade de manter uma meta 
pelo tempo que for necessário. O aluno que alcançar a sua meta rapidamente, 
poderá trocá-la logo, definindo uma outra meta para si; e o aluno que 
demorar mais para alcançá-la, poderá trabalhar nela por mais tempo. Como 
nessa fase o nível da escrita dos alunos pode variar muito, você poderá 
pedir para o aluno escrever a sua própria meta ou escrevê-la para ele. 
Crianças desta idade estão começando a desenvolver as funções executivas, 
habilidades importantes para o planejamento e execução de tarefas. 
Possivelmente, alguns alunos demonstrarão mais facilidade para determinar 
uma meta realista e fazer um plano para alcançá-la do que outros. Use esta 
oportunidade para incentivar as crianças a refletirem sobre um plano de 
ação. Se necessário, ofereça suporte para alunos com mais dificuldades 
dando a eles ideias do que podem fazer para atingir o seu objetivo. Por 
exemplo, se uma criança determinar que ela quer ler 15 livros, você pode 
fazer perguntas para incentivar o planejamento: “O que você precisa fazer 
para ler 15 livros?”, “Quando você tem mais tempo para ler?”, “Você vai ler com 
alguém ou sozinho?” e “Como você vai contar o número de livros que leu?” 
AVALIAÇÃO 
DO OBJETIVO 
DA AULA:
Avalie a capacidade de seus alunos ao definirem uma meta para si. Se 
pergunte: “Eles têm uma visão realista sobre a sua performance na escola?”; 
“Eles entendem o que precisam fazer para atingir aquela meta?”. Tire uma 
foto ou anote as metas de cada aluno, para avaliar se a capacidade deles de 
criar metas relevantes e realistas evolui com a prática, durante o ano.
Depois que as metas forem definidas,perceba o esforço dos seus alunos para 
alcançá-las. Repare, também, se Lâmpada Mágica serviu para aumentar a 
responsabilidade, organização e persistência que os alunos demonstram em relação 
àquilo que se comprometeram. Identifique, ainda, as atitudes e os comportamentos 
que aproximam e/ou afastam os alunos daquilo que planejaram para si mesmos. 
103 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 7/8
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Quando o mural com as Lâmpadas mágicas estiver pronto, refira-se sempre a 
ele, para lembrar os alunos de suas metas. Dê feedbacks, apontando quando 
as crianças estão sendo responsáveis e se comportando de acordo com suas 
metas: “Clara, sei que tem se esforçado muito para conquistar a sua meta de ler 
muitos livros. Parabéns!”. Faça o mesmo para redirecionar comportamentos 
negativos, como: “Davi, fazer bagunça na sala está te aproximando ou está 
te afastando da sua meta?”. Não se esqueça de sempre elogiar o esforço 
que os alunos estão fazendo para alcançar aquilo a que se propuseram!
Quando os alunos conquistarem suas metas, aponte isso para eles. Ofereça uma 
nova folha de exercício e os ajude a determinar uma próxima meta. Sempre que 
possível, faça um equilíbrio entre o que você acredita ser o próximo passo para 
um aluno e o que ele deseja conquistar. É muito comum que o aluno escolha uma 
meta grande demais. Cabe a você ajudá-lo a quebrá-la em etapas menores. Por 
exemplo: “João, Parabéns! Eu reparei que conquistou a sua meta, está lendo muito 
mais livros agora. Qual seria a próxima meta para você continuar melhorando como 
um leitor?”. A criança pode responder: “Eu quero ler ainda mais livros” ou até “Eu 
quero ler todos os livros do mundo!”. Nessas horas, cabe a você dizer: “E o que você 
acha de tentar ler com mais fluência? Acho que isso vai ser importante para você 
conseguir ler mais livros”. Ou ainda: “Que tal ler um livro com mais palavras?”. 
Guarde todas as Lâmpadas mágicas dos alunos durante o ano letivo. Em 
dezembro, crie uma coletânea e a entregue a cada aluno e/ou sua família, 
como uma prova de todo o seu esforço na escola. Esse documento também 
servirá como evidência do aprendizado da criança em sua turma. 
©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
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Folha de exercício › LÂMPADA MÁGICA
105 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 1/5
LISTA DE 
PERGUNTAS
Esta atividade consiste em criar uma 
lista com perguntas dos alunos sobre 
qualquer assunto que está sendo 
estudado na escola. O professor pode 
criar essa lista com a turma ao estudar 
uma unidade temática de qualquer 
matéria do 1o ano. As respostas das 
crianças são anotadas e expostas na 
sala para serem usadas como referência 
e suporte durante aquele estudo.
JUSTIFICATIVA: A Lista de Perguntas visa a aumentar o engajamento dos alunos no que 
está sendo estudado. Diante da oportunidade de guiarem o processo de 
aprendizagem ao terem a possibilidade de fazer perguntas livres sobre um 
determinado tema, os alunos percebem que o que aprendem na escola é 
relevante e está de acordo com seus interesses. Isso geralmente aumenta a sua 
curiosidade e o seu entusiasmo em aprender, bem como cria uma oportunidade 
para as crianças se sentirem responsáveis pelo próprio aprendizado. 
Este exercício também pode fortalecer a imaginação criativa das crianças, 
ao permitir que elas gerem novas formas de pensar sobre um assunto. A 
liberdade para refletir sobre possíveis questões, indagações e mistérios 
possibilita os alunos enxergarem o mundo de maneiras novas e originais. 
Ademais, a atividade tem o potencial para desenvolver a assertividade, pois 
as crianças precisarão expressar suas dúvidas e curiosidades para a turma.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Responsabilidade › Assertividade
 › Entusiasmo
 › Curiosidade 
para aprender
 › Imaginação 
criativa
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
106 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 2/5
Ao expor a Lista de Perguntas na sala, o professor poderá lembrar 
aos alunos o que já foi aprendido e o quanto eles ainda podem 
aprender sobre determinado assunto ou unidade temática. Isso ajuda 
os alunos a entenderem a trajetória daquele aprendizado.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
<<Esta atividade pode ser utilizada durante qualquer matéria>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
Objeto de Conhecimento: Planejamento de texto oral Exposição oral
 › Habilidade: (EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, dentre outros 
gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente 
por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando 
a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Escrita compartilhada
 › Habilidade: (EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outros 
textos versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, 
107 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 3/5
PLANO DE AULA
OBJETIVO: A partir de uma unidade temática predeterminada, os alunos irão listar 
o que já sabem sobre o tema, e o que ainda gostariam de aprender.
DURAÇÃO: 15 a 20 minutos
MATERIAIS: › Duas folhas de papel para fazer cartazes: como cartolina, papel 40kg, papel A3 etc.;
 › Caneta(s) para escrever nos cartazes.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Apresente o tópico que será trabalhado e verifique o conhecimento prévio de seus 
alunos sobre o assunto ao perguntar o que já sabem sobre ele. Exemplo: “Hoje, nós 
vamos começar a aprender sobre o mundo do trabalho. Quem aqui sabe o que é um 
trabalho?”. Peça para os alunos contarem o que eles sabem sobre o tópico e crie uma 
lista com as suas respostas. Explique que, neste momento, você está interessado 
em anotar o que os alunos já sabem sobre o tema. As dúvidas serão importantes 
em um outro momento, então peça que eles as guardem por enquanto. Os alunos 
podem dizer, por exemplo: “As pessoas trabalham para ganhar dinheiro”; “Professor 
é um tipo de trabalhador”; “Tem gente que trabalha de dia e tem gente que trabalha à 
noite” etc. Comente sobre quanta coisa os alunos já sabem a respeito do tópico, e diga 
que todo esse conhecimento prévio deles será importante para as próximas aulas.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
Explique que, para iniciar o estudo de uma nova unidade temática, vocês irãofazer uma 
lista de perguntas sobre aquele tópico. Exemplo: “Para iniciar o nosso estudo sobre o 
mundo do trabalho, nós vamos fazer uma lista de perguntas sobre o que queremos saber/
aprender sobre o mundo do trabalho”. Agora é o momento de explorar as dúvidas dos 
alunos, pois elas estão, possivelmente, relacionadas a questões de seu interesse. 
PARTICIPAÇÃO:
Explique que fazemos perguntas quando procuramos respostas 
para algo que não sabemos ou não temos certeza. 
tiras e histórias em quadrinhos, dentre outros gêneros do campo artístico-
literário, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.
CONTEXTO: Para esta atividade, usaremos como exemplo uma aula de Geografia de 1º 
ano e a unidade temática “mundo do trabalho” (presente na BNCC1). Mas, 
você, professor(a), poderá realizar esta atividade em qualquer disciplina.
1 BNCC - (EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.
108 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 4/5
Se possível, peça para cada criança fazer, no mínimo, uma pergunta. Não responda 
nenhuma, apenas anote-as em um cartaz. Possivelmente, algumas perguntas 
serão muito difíceis ou até impossíveis de serem respondidas, como: “Quantos 
padeiros têm no mundo?”. É importante que você as anote mesmo assim. Nem 
todas as perguntas precisarão ser respondidas na escola, elas servirão apenas 
para guiar a aprendizagem. Você pode sempre lembrar seus alunos de que eles 
têm a vida toda para continuar a fazer perguntas e respondê-las, portanto, não 
tem problema fazer perguntas difíceis. Compartilhe, também, suas próprias 
perguntas, e aproveite essa oportunidade para incluir aquelas que você gostaria 
de que a turma conseguisse responder no final da unidade temática. 
ENCERRAMENTO:
Ao terminar a Lista de Perguntas, releia todas as perguntas para a turma. 
Depois, pendure ou cole a lista em um lugar visível da sala, e diga: “Vamos 
ver quantas dessas perguntas nós conseguimos responder?”.
DIFERENCIAÇÃO: Como cada criança traz experiências diversas para a escola, é comum que 
alguns alunos saibam muito de um determinado assunto e outros saibam 
menos. É importante que você, professor(a), valorize os diferentes níveis 
de conhecimento presentes em sua turma e demonstre que estamos todos 
aprendendo juntos (inclusive você). O objetivo é criar um ambiente onde todos 
sintam que podem ser curiosos e ter prazer em aprender. Assim, também é 
importante estimular um ambiente de respeito em sala de modo que também os 
alunos valorizem as perguntas uns dos outros sem fazer brincadeiras que possam 
inibir os colegas ou que os façam se sentir desconfortáveis ou inseguros.
É ideal que cada aluno contribua para essa aula com pelo menos uma pergunta. 
Entretanto, às vezes isso pode ser difícil. A falta de prática em pensar livremente 
sobre diferentes temas pode dificultar o exercício para algumas crianças. Se 
isto ocorrer em sua turma, procure engajar os alunos menos curiosos através de 
perguntas e conexões com o que eles já conhecem. Por exemplo, dado a temática 
“mundo do trabalho”, você pode criar conexões ao incluir profissões exercidas 
por familiares da criança, como: “A sua tia trabalha no supermercado, né?”, “Você 
já viu ela trabalhar?”, “O que ela faz lá?”, “Quem mais trabalha no supermercado?”, 
“O que essas pessoas fazem?”, “Por que o trabalho delas é importante?” etc.
Criar vínculos entre o tema estudado e os interesses do aluno poderá incentivar 
o seu entusiasmo e a sua curiosidade. Portanto, procure engajar os alunos ao 
incluir seus interesses na aula. Por exemplo, se o aluno gostar muito de carro, 
você pode tentar empenhá-lo ao falar sobre mecânicos, oficinas, postos de 
gasolina ou fábricas de automóvel. Assim, ele se conectará com a temática 
estudada (mundo do trabalho) através de seus próprios interesses (carros). 
Ainda é possível que tenham alunos com dificuldade para formular 
perguntas. Neste caso, você pode pedir a esses alunos que 
discutam em dupla e encontrem uma pergunta juntos. 
109 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 5/5
Além disso, outras crianças podem ter vergonha de expressar as suas perguntas em 
frente da turma. Sendo assim, ele pode escrever ou desenhar a sua pergunta em 
um papel e entregar a você para que seja incluída na lista. É importante que se um 
aluno não quiser expor uma pergunta para a turma, a vontade dele seja respeitada.
AVALIAÇÃO: A Lista de Perguntas ajudará a avaliar a capacidade dos alunos de 
fazerem perguntas relevantes e relacionadas a um tópico. Observe, 
também, se a presença da Lista de Perguntas na sala de aula aumenta 
o interesse dos alunos em aprender sobre a unidade temática. 
As respostas dos alunos sobre o que já sabem de um determinado assunto 
podem ser muito úteis para lhe ajudar a definir um ponto de partida para aquela 
unidade temática. Avalie essa lista e a utilize para planejar aulas, levando em 
conta o que os alunos já sabem e o que eles ainda precisam aprender.
Essa lista inicial também pode ser usada para avaliar o que a turma aprendeu 
durante a unidade temática. Ao encerrar um tópico de estudo, peça 
para os alunos listarem novamente o que eles sabem sobre o tópico. Ao 
comparar as duas listas, você poderá verificar o que foi aprendido durante 
o processo. Inclusive, você pode envolver os alunos nessa comparação, 
tornando-os mais conscientes sobre a trajetória de aprendizado deles. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
A Lista de Perguntas deve se tornar um componente importante da unidade 
temática estudada. Durante o estudo, refira-se sempre a ela, relendo as 
perguntas para a turma e questionando se algumas já foram respondidas. Se 
possível, deixe a lista em um lugar que os alunos consigam alcançar e peça 
para eles fazerem uma marca ao lado das perguntas que já foram respondidas, 
assim como incluir novas perguntas que possam surgir. Você poderá, também, 
optar por iniciar uma aula, dizendo: “Hoje, nós vamos conversar sobre uma 
pergunta da lista”. E/ou terminar uma aula, questionando: “Quais perguntas 
respondemos hoje?”. Diga a seus alunos que a lista de perguntas pode sempre 
aumentar. Explique que estamos todos aprendendo todos os dias e, portanto, 
poderemos acrescentar mais perguntas à lista quando quisermos. 
Durante cada unidade temática, é útil descobrir como os alunos e as suas 
famílias podem ajudar a turma a responder algumas perguntas. Muitas 
vezes, parentes de alunos podem trazer mais contexto e conhecimento para 
aquilo que está sendo estudado. Por exemplo, ao estudar sobre “o mundo 
do trabalho”, você poderá convidar parentes de seus alunos para virem 
à escola contar sobre suas profissões e responder mais perguntas.
111 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 1/8
MARCANDO 
O TEMPO
Esta aula introduz a prática de marcação 
do tempo com o propósito de promover 
uma reflexão sobre quais comportamentos 
favorecem a manutenção do foco e quais 
diminuem a probabilidade do aluno conseguir 
se manter focado na tarefa. Trata-se de 
uma atividade de rotina, pois a prática de 
cronometrar o tempo de trabalho e refletir 
sobre o que influenciou no tempo dispendido 
é repetida durante o ano, para estimular que 
as crianças sejam capazes de autorregular 
seus comportamentos durante uma atividade 
ou aula na escola, desenvolvendo suas 
competências de foco e organização.
JUSTIFICATIVA: A prática de marcar o tempo de foco em uma tarefa e posteriormente avaliar os seus 
comportamentos durante a sua execução visa a ajudar os alunos a compreenderem 
quais comportamentos seus e quais elementos do ambiente (por exemplo, 
barulho), bem como da tarefa (por exemplo, alto nível de dificuldade) facilitam ou 
dificultam a manutenção do foco na tarefa. Com o tempo, os alunos se tornarão 
mais conscientes de quais estratégias funcionam melhor para que semantenham 
focados. Portanto, esta prática visa a desenvolver a capacidade de foco dos alunos. 
A repetição desta aula também ajuda as crianças a autorregularem 
seus comportamentos e a desenvolverem a organização. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Determinação
 › Foco
 › Organização
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Entusiasmo › Tolerância à 
frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
112 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 2/8
Afinal, elas precisam planejar (organização) o que farão para aumentar o 
tempo de foco e diminuir as distrações, além de desenvolver um senso 
maior do tempo que demoram em certas atividades (organização do tempo). 
É importante que os alunos entendam que o exercício do foco no dia-a-
dia é uma forma de escolha que os ajuda a aprenderem mais na escola 
(responsabilidade), pois a atividade também ensina que, ao aumentar o foco 
e o tempo produtivo de trabalho, o aproveitamento escolar melhora.
O exercício de manutenção do foco pode ser difícil no início e assim, os 
alunos poderão desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades, os 
sentimentos de cansaço, bem como para lidar com possíveis distrações 
que seriam mais prazerosas do que fazer a atividade em questão, como 
conversar com o colega ao lado. Desse modo, a atividade oportuniza o 
desenvolvimento da persistência e da tolerância à frustração.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Matemática; Língua Portuguesa. 
<<Esta atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS
Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. 
Contagem ascendente e descendente
113 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 3/8
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos refletirão sobre o tempo que permanecem focados 
em uma atividade acadêmica e sobre quais comportamentos e 
variáveis que favorecem ou dificultam a manutenção do foco.
DURAÇÃO: A duração desta aula dependerá do tempo de foco de seus 
alunos e da atividade escolhida para o exercício.
MATERIAIS: › Instrumento para marcar o tempo. O ideal é que seja um cronômetro: avulso, 
do celular ou mesmo um relógio de pulso. Se estes materiais não forem 
acessíveis, o professor poderá usar um relógio normal para marcar o tempo;
 › Materiais necessários à atividade escolhida para esse exercício.
PREPARAÇÃO: Sugerimos que você, professor, secretamente marque o tempo de foco de seus 
alunos em outras atividades antes dessa aula. Assim, você poderá determinar 
uma meta (tempo de foco) que eles consigam alcançar e, portanto, garantir 
que eles tenham sucesso na aula. É importante que você marque o tempo de 
concentração de seus alunos na mesma disciplina e tipo de tarefa em que você 
vai fazer a atividade. Por exemplo, se você for fazer a atividade na hora da leitura 
individual na disciplina de português, é fundamental que você já saiba quanto 
tempo a maioria consegue permanecer nessa atividade sem perder o foco.
Além disso, escolha um instrumento para medir o tempo que já seja conhecido pelos 
seus alunos. Se você escolher usar um relógio analógico, é essencial que as crianças 
tenham alguma familiaridade com ele. Se esse não for o caso, use um relógio digital. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Comece perguntando aos alunos se eles sabem o que é “concentração”. 
Escute alguns alunos a fim de saber o conhecimento prévio. Depois explique 
“Concentração é quando conseguimos prestar atenção em algo ou alguém 
por um período de tempo”. Faça a seguinte pergunta aos alunos: “Vocês 
acham que controlamos totalmente a nossa atenção? Ou seja, que sempre 
decidimos se vamos ou não prestar atenção em algo ou alguém?”.
Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, 
indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações.
 › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador 
de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas 
e reconhecer situações em que os números não indicam 
contagem nem ordem, mas sim código de identificação.
114 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 4/8
Novamente escute as respostas e veja se todos os alunos concordam com 
o que foi dito pelos colegas ou se alguém pensa de forma diferente. Depois, 
explique que não temos total controle sobre o que prestamos atenção, mas que 
temos apenas parte deste controle. Diga que podemos decidir prestar atenção 
em algo e de repente a nossa atenção mudar o alvo sem que nós tenhamos 
decidido voluntariamente mudá-la. Escute as reações dos alunos e se eles se 
surpreenderam com esta informação. Exemplifique com uma história fictícia:
“Maria gosta muito de ler histórias. Um dia ela decidiu continuar a ler um livro, pois 
estava gostando muito da história e queria saber como ela terminava. Ao lado dela, 
estavam João e Rafaela conversando sobre o que tinham feito no final de semana. 
Como ela já sabia o que eles tinham feito no final de semana, ela decidiu prestar 
atenção na leitura, pois queria muito saber o que ia acontecer na história. Ela 
estava conseguindo prestar atenção na leitura e ignorar a conversa que acontecia 
ao lado dela, mas de repente o nome dela surgiu na conversa entre Rafaela e João, 
Ao escutar seu nome, automaticamente ela deixou de prestar atenção na leitura e 
passou a prestar atenção nesta conversa, pois poderiam estar falando sobre ela”. 
Explique que, neste caso, Maria não teve controle de sua atenção. Ela 
estava querendo prestar atenção na leitura, mas ao ouvir o seu nome, 
ela não conseguiu mais fazer o que queria e sua atenção foi atraída por 
algo que aconteceu ao seu redor e que ela não estava esperando. Neste 
momento, por mais que ela quisesse ler, a atenção dela mudou de alvo. 
Explique que estas mudanças no foco acontecem com frequência justamente 
porque não temos total controle da nossa atenção. O que podemos fazer é, depois 
que a nossa atenção mudou de alvo, escolher voltar para a tarefa anterior (ler 
o livro) ou deixar de lado o que estávamos fazendo e fazer a nova atividade que 
atraiu a nossa atenção. Dê outros exemplos e pergunte se eles já aconteceram 
com os alunos e deixe eles contarem qual escolha fizeram nessas situações. 
Alguns exemplos são sugeridos aqui, mas você pode escolher outros que julgar 
mais pertinentes. Por exemplo: “Já aconteceu de vocês estarem fazendo a lição 
de casa e alguém falar que o desenho favorito de vocês está começando?” ou 
“Alguém já estava tentando ver algo na TV que queria muito e do nada começar 
um barulho de obra perto de casa?”. Escute as respostas e pergunte: “Vocês 
conseguiram voltar a prestar atenção no que estavam fazendo depois de terem 
mudado o foco da atenção?”. Aos que nunca passaram por essas situações, 
pergunte o que eles fariam nelas.Neste momento vá listando as estratégias 
relatadas pelos alunos de inibir a distração e voltar para a atividade que estavam 
fazendo. Caso na situação da lição de casa eles digam que iriam assistir ao 
desenho e depois fazer a lição, diga que eles teriam apenas o tempo em que o 
desenho passaria para fazer a lição e que caso assistissem ao desenho, ficariam 
sem fazer a lição. Explicite que quando essas situações acontecem, em que 
algo atrai a nossa atenção, temos que fazer uma escolha sobre o que fazer 
nestas situações, se vamos deixar a distração tomar conta de nós ou se vamos 
tentar voltar para o que precisamos ou queremos fazer naquele momento.
115 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 5/8
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique o que os alunos vão fazer naquela determinada aula e pergunte: “Como 
podemos medir o foco de vocês em determinada atividade?”. Ouça o que os alunos 
dizem e fale que o relógio ou o cronômetro pode ser um aliado para ajudar a 
entender o tempo de foco em determinada atividade. Explique a atividade: “Eu vou 
marcar quantos minutos vocês conseguem se concentrar sem perder o foco”. Mostre 
o que você vai usar para marcar o tempo: “Quem sabe o que é um cronômetro?”.
Possivelmente, você vai precisar demonstrar como um cronômetro funciona. Uma 
sugestão é propor que vocês marquem o tempo que demoram para cantar uma 
música que seja popular na turma. Você pode selecionar um aluno para ser o ajudante 
que aperta o botão no início e no final da música. É importante ressaltar que, quando 
marcamos o tempo, precisamos iniciar e terminar o cronômetro no momento exato 
em que a atividade começa e termina. Se você não tiver um cronômetro disponível, 
pode usar um relógio normal, anotando a hora exata de início e fim da música. 
Converse sobre estratégias para manter o foco, tanto o foco do aluno quanto 
o do colega, pois as vezes o comportamento de um aluno pode ser a fonte 
de distração para os demais. Se possível, liste as estratégias com os alunos. 
Alguns exemplos: evitar conversas fora de hora, deixar em cima da mesa 
apenas o material que for usar, anotar algum assunto que lembrar e que queira 
conversar com o amigo para falar com ele depois da tarefa, falar com voz baixa 
para não atrapalhar os outros, fazer uma coisa de cada vez, sentar sozinho(a) 
ou longe daquele amigo que dá vontade de conversar, etc. Questione os alunos 
sobre possíveis estratégias para manter o foco, e acrescente-as na lista. 
Proponha uma meta atingível para a turma, baseando-se em suas observações 
passadas, como: “Será que vocês conseguem focar por 10 minutos?”
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vamos medir o tempo que vocês conseguem focar e vamos refletir 
sobre o que influenciou esse tempo no final da aula”. 
TRABALHO INDEPENDENTE:
Peça aos alunos que se desloquem para os lugares onde permanecerão durante 
a atividade. Quando todos estiverem prontos, diga: “Agora vou começar o 
cronômetro, e vamos marcar quanto tempo conseguimos focar nessa atividade” 
ou “Agora vou marcar a hora exata e vamos ver quanto tempo conseguimos 
focar nessa atividade”. Avise que o tempo marcado será o da turma e que será 
finalizado quando metade dos alunos demonstrarem ter perdido o foco. Isso é 
importante para que os alunos que continuarem focados não se desmotivem. 
Depois, peça para os alunos começarem a trabalhar na atividade escolhida.
Ande pela sala de aula, ajudando alunos quando necessário, e lembrando-lhes do 
objetivo desta atividade. Dê feedbacks positivos para incentivá-los, como: “Nossa, 
vocês realmente estão crescendo e conseguindo focar muito mais do que antes!”,
116 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 6/8
“João, estou vendo que você está evitando distrações, que bom, acho que 
você vai aproveitar muito mais a aula assim”. Observe os seus alunos e 
ofereça suporte e diferenciações de acordo com a necessidade deles 
(para mais informações, veja a seção “Diferenciação” abaixo). 
Atente-se para sinais que indicam que um grande número de alunos (pelo menos 
metade da turma) se distraiu e perdeu o foco. Quando isto ocorrer, anuncie 
o fim da atividade e pare o cronômetro ou marque o tempo percorrido.
ENCERRAMENTO:
Em roda, comente sobre o tempo de foco dos alunos. É importante elogiar a 
performance deles, para que se sintam motivados a continuar se esforçando 
nas próximas vezes. Portanto, foque nos comportamentos que deram certo. .
Pergunte como foi a experiência para promover a reflexão dos alunos. Possíveis 
perguntas: “Como vocês se sentiram enquanto eu marcava o tempo?”, “Teve 
algum momento em que vocês se sentiram mais focados?”, “O que estava 
acontecendo para que se sentissem assim? O assunto da atividade era mais legal, 
a sala estava silenciosa, etc.?, “Tiveram momentos que foi difícil focar?”, “O que 
atrapalha a concentração de vocês?”, “O que vocês fizeram quando perderam 
a atenção?”. Estas perguntas não precisam ser feitas na primeira aula, mas 
podem ser usadas nos diferentes dias em que a atividade for repetida.
Caso o tempo de concentração da turma na tarefa tenha sido menor que o 
tempo em atividade anterior, é importante levantar esta reflexão de quais 
motivos podem ter feito com que o tempo fosse menor nesta atividade. Alguns 
possíveis questionamentos para título de exemplo: “Será que foi o momento da 
aula (por exemplo, antes do almoço e talvez os alunos estivessem com fome; 
ou primeira aula do dia e os alunos ainda estavam com sono), ou será que foi a 
dificuldade da tarefa que era maior que a da tarefa realizada na aula passada, 
ou, ainda, estava tendo barulho na sala ao lado naquele dia. Ainda, é possível 
dividir a turma em grupos de trabalho ou duplas e verificar se essa configuração 
ajudou a manter o foco ou não. Provavelmente, a resposta não será a mesma para 
todos os alunos, mas será uma oportunidade para que cada aluno avalie a forma 
de trabalhar que aumente as probabilidades de se manter focado na tarefa.
Aproveite o debate e a reflexão para criar metas para o futuro: “O que 
pode ajudar vocês a se concentrarem ainda mais da próxima vez?”, “Vocês 
acham que se repetirmos essa atividade toda semana conseguiremos 
aumentar o nosso tempo de foco?”, “Como podemos fazer para evitar 
distrações?” “Quem quer compartilhar uma estratégia de foco que 
funciona para você que pode ajudar o colega a focar também?” 
Incentive os alunos a escreverem uma estratégia que eles vão utilizar na próxima 
aula para focar melhor. Pergunte aos alunos qual estratégia escolheram e 
pergunte: “Quem acha que essa estratégia também poderia ajudar a se manter 
focado na tarefa?”, Quem pode me contar uma estratégia diferente que vai utilizar?” 
117 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 7/8
Na próxima aula que utilizar essa atividade, peça para que eles consultem a 
estratégia escolhida para relembrar. Lembre-se que essa atividade também 
pode ser utilizada em outros momentos, não somente nessa aula. Explique 
que o foco é uma habilidade que eles usam em diferentes momentos e não 
somente na aula, mas também no dever de casa, na leitura de um livro e ao 
ouvir alguém contar sobre algo que aconteceu com ele, por exemplo.
DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, é importante levar em consideração as dificuldades de diferentes 
crianças. Focar em uma atividade é muito mais fácil para uns do que para outros. 
Cada criança tem o seu próprio tempo de foco e alguns alunos terão maior dificuldade 
que outros para perceberem o que os auxilia e o que os atrapalha na manutenção do 
seu foco. Ainda, terão alunos com maior dificuldade que outros para autorregularem 
seu comportamento de manterem-se focado na tarefa. Uma forma de ajudar 
este aluno é ir até a sua mesa e lembrá-lo do que ele estava fazendo quando o vir 
distraído, como modo de redirecionar a sua atenção de volta para a tarefa. Ainda, 
é possível descrever a esse alunoo que você observa que o ajuda ou o atrapalha 
a se manter focado na tarefa. Além disso, o aluno se beneficiará se você fizer 
perguntas que o auxiliem a se autorregular, como “O que você precisa fazer agora?” 
ou “Você está se distraindo, o que você pode fazer para tentar voltar para a tarefa?
AVALIAÇÃO: Verifique se os alunos foram capazes de medir o tempo que permaneceram 
focadas em uma atividade. Aproveite para examinar, também, suas habilidades 
matemáticas. Avalie o efeito desta atividade, verificando se os alunos estão 
conseguindo identificar os comportamentos ou elementos da tarefa ou ambiente 
que favorecem a distração. Também avalie se eles estão conseguindo se 
autorregular com mais facilidade à medida que esta atividade é repetida. 
A marcação de tempo é apenas uma brincadeira com o intuito de 
incentivar as crianças a focarem em uma dada aula ou atividade. Logo, 
é importante que você, professor(a), não se apegue a essa medida e 
entenda que ela vai variar de atividade para atividade, tanto para cima 
quanto para baixo. O importante é os alunos conseguirem fazer a reflexão 
do que os ajuda e o que os atrapalha para que se mantenham focados, 
bem como conseguirem fazer o cálculo do tempo de foco da turma.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Para a prática de marcação do tempo realmente ser eficaz, ela deverá ser 
integrada à rotina da turma. Se você estabelecer uma meta inicial de 10 minutos, 
é importante repetir essa mesma meta várias vezes antes de aumentá-la. 
Aumentar o tempo esperado muito depressa, pode tornar a atividade difícil demais 
para os alunos. É fundamental que os alunos tenham sucesso na atividade. 
É importante repetir essa atividade múltiplas vezes numa rotina 
para que os alunos possam aplicar as estratégias que eles mesmos 
pensaram para que possam conseguir focar mais tempo, para que 
testem diversas formas de aumentar o foco individual. 
118 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 8/8
Também é importante que compartilhem as estratégias entre eles 
do que funcionou e não funcionou para que outros alunos possam 
utilizar essas estratégias e verificar se funciona para eles.
Quando você achar que seus alunos estão prontos para trabalhar por mais 
tempo, você poderá acrescentar dois minutos e dizer: “Reparei que vocês 
estão muito focados e 10 minutos está ficando fácil demais. Vamos acrescentar 
mais dois minutos? Será que vocês conseguem focar por 12 minutos hoje?” 
Combine com os alunos possíveis recompensas caso eles atinjam a meta 
estipulada, como forma de manter os alunos engajados em tentar manter o foco 
na atividade. Estas recompensas podem ser alguns minutos no final da aula para 
brincadeiras ou menor quantidade de exercícios de lição de casa, por exemplo. Você 
tem a liberdade de definir quais serão as recompensas, mas certifique-se de que 
elas são atrativas o suficiente para a sua turma para que eles queiram recebê-la. 
119 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 1/5
MÍMICA 
DAS EMOÇÕES
A Mímica das Emoções é uma atividade 
em dupla: um aluno irá expressar uma 
emoção através de movimentos do 
corpo e/ou da face, e o seu par terá 
que identificar aquela emoção.
JUSTIFICATIVA: A atividade Mímica das Emoções tem como objetivo ajudar os alunos a 
reconhecer e expressar emoções. O reconhecimento das emoções no outro 
é fundamental para aumentar o vocabulário emocional da criança, ajudá-la a 
nomear as emoções, além de desenvolver a empatia e o respeito. A empatia é 
uma competência fundamental para entender as necessidades das pessoas e 
cultivar os relacionamentos. O respeito é importante para nos ajudar a conviver 
com os outros. Esse exercício também trabalha a iniciativa social, habilidade 
que nos ajuda a iniciar, manter e apreciar as relações e o contato social. 
Ao criar mímicas para as emoções, os alunos terão a oportunidade de explorar 
e aprender a fazer coisas de maneiras novas, exercendo assim a imaginação 
criativa. Enquanto isso, o aluno que observa o colega estará fortalecendo 
o seu foco, pois precisará direcionar a sua atenção para o outro.
FORMATO: Aula Única
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco › Iniciativa social › Empatia
 › Respeito
 › Imaginação 
criativa
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
120 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 2/5
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Arte; Língua Portuguesa.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
ARTE
UNIDADE TEMÁTICA: TEATRO
Objeto de Conhecimento: Processos de criação
 › Habilidade: (EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando 
objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor 
e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, 
textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PLANO DE AULA
OBJETIVOS: 1. Alunos irão representar algumas emoções através 
de expressões corporais e faciais;
2. Alunos irão observar expressões corporais e faciais do amigo 
para reconhecer e nomear algumas emoções.
DURAÇÃO: 30 a 40 minutos
MATERIAIS: Sugestão de lista de situações
121 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 3/5
Como você se sente quando…
 › Ganha um presente?
 › Vê uma barata?
 › O seu amigo não te chama para brincar?
 › O seu brinquedo favorito quebra?
 › Escuta a sua música favorita?
 › Come uma comida que não gosta?
 › Fica doente?
 › Falta luz e fica tudo escuro?
 › Vê uma comida estragada?
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Inicie um debate sobre diferentes emoções por meio de perguntas, 
como: “Quando é que vocês se sentem felizes?”. Espere dois ou três alunos 
responderem, e solicite que os alunos façam uma expressão facial para 
demonstrar esta emoção: “Como fica o rosto de vocês quando estão felizes?” 
Depois, repita essa dinâmica com quatro outras emoções: tristeza, raiva, 
medo e nojo. Diga que os alunos precisarão usar essas emoções em um jogo. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Avise aos alunos que eles trabalharão em dupla. Explique que vocês vão jogar 
um jogo de adivinhação, em que você vai narrar uma determinada situação 
e eles irão fazer uma mímica para mostrar a emoção que sentiriam naquela 
situação para sua dupla, por meio de expressões corporais e/ou faciais. Diga 
que a outra pessoa da dupla precisará adivinhar aquela emoção, sem saber 
a situação. Avise, também, que, depois, as duplas inverterão os papéis. 
Fale que a situação que você vai contar é segredo, logo, só os alunos que vão 
fazer a mímica naquela rodada poderão escutá-la. Para isso, explique que, antes 
de toda rodada, os alunos que vão fazer a mímica precisarão te encontrar em um 
canto da sala para escutar a situação, e depois voltar para suas respectivas duplas. 
Enquanto isso, os outros alunos permanecerão sentados em seus lugares.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:“Vocês vão precisar usar o corpo para mostrar uma emoção, e depois 
observar o amigo, para descobrir qual emoção ele está mostrando”.
PARTICIPAÇÃO:
Separe a turma em duplas, criando um trio se necessário. Peça para as 
duplas decidirem, entre si, quem será a pessoa A e a pessoa B. 
122 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 4/5
Comece a brincadeira, chamando os alunos A para um canto da sala e contando 
uma situação em voz baixa para eles. Você, professor(a) pode optar por usar a lista 
de situações presente em seu material ou criar outros cenários mais apropriados. 
Depois peça para os alunos voltarem para as suas duplas e fazerem uma mímica 
de como se sentiriam naquela situação. Enquanto uma dupla faz a mímica, a outra 
criança precisará nomear a emoção que o amigo está mimicando. Peça para as 
crianças conversarem entre si, a fim de verificar se a adivinhação foi correta 
ou errada. Repita essa mesma dinâmica, alternando os papéis dos alunos.
ENCERRAMENTO:
Após a brincadeira, inicie um debate, fazendo perguntas, como: “Como foi 
fazer mímica de uma emoção?”; “Como foi descobrir o que o colega estava 
sentindo?” e “Como vocês descobriram que o colega estava sentindo medo?” 
“Nessa situação você sentiria a mesma coisa que o colega?” ou “Teve alguma 
situação que você se sentiria de outra forma?”; “O que vocês acham?. Se 
houver disponibilidade, converse sobre cada situação e emoção.
Conclua, dizendo que muitas vezes precisamos perceber o corpo e o rosto do 
outro, para identificar o que ele está sentindo e procurar ajudá-lo. Desafie a turma: 
“Gostaria que todos ficassem atentos aos amigos de agora em diante, para que fique 
mais fácil ajudá-los quando estiverem tristes, com raiva ou medo. Combinado?”.
DIFERENCIAÇÃO: Nesta atividade, tenha em mente que alguns alunos poderão ter dificuldade 
em mimicar emoções e identificar emoções nos colegas. Se este for o caso, 
discuta com a turma sobre as expressões faciais relacionadas a cada emoção. 
No início da aula, após pedir para as crianças mimicarem uma expressão facial 
para cada emoção, debata sobre as pistas visuais presentes em seus rostos. 
Por exemplo, “Estou vendo vários rostos tristes, reparo que alguns de vocês estão 
mostrando a tristeza com os olhos, ao olharem para baixo. Outros estão com o 
lábio inferior para frente. Outros ainda estão limpando as lágrimas, porque muitas 
vezes quando choramos saem lágrimas dos nossos olhos”. Você também pode 
pedir ajuda aos alunos, questionando os sinais de tristeza que eles reparam nos 
rostos dos amigos. Ao explicitar estas pistas visuais, você estará facilitando a 
atividade para os alunos com dificuldades em reconhecer e expressar emoções. 
Ademais, este jogo pode ser diferenciado para alunos que costumam demonstrar 
empatia e têm bastante facilidade em reconhecer emoções nos outros. Ao 
trabalhar com estas crianças, você pode incluir emoções e situações mais 
complexas. Por exemplo, “É o seu aniversário e os seus amigos fazem uma 
surpresa” (possível emoção: surpresa); “Você fez uma prova e está preocupado 
com a nota que tirou” (possíveis emoções: ansiedade, preocupação); “A sua mãe 
está dando mais atenção para o seu irmão do que para você (possível emoção: 
ciúmes). É importante lembrar que não existem emoções corretas para 
cada situação apresentada. Cabe a você, professor(a), avaliar se as emoções 
escolhidas pelos alunos são apropriadas e coerentes com o cenário retratado. 
123 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 5/5
Para a brincadeira dar certo, é essencial que as crianças consigam 
colaborar. Se necessário, defina as duplas previamente, unindo alunos 
que você acredite que trabalhem bem juntos. Você também pode usar 
esta oportunidade para juntar alunos que podem precisar de mais 
ajuda com alunos que você acredita serem capazes de ajudá-los. 
AVALIAÇÃO DO(S) 
OBJETIVO(S) 
DA AULA: 
Durante a atividade, circule pela sala e observe quais alunos demonstram 
facilidade ou dificuldade para adivinhar a emoção que o amigo está mimicando. 
Avalie, também, a habilidade de seus alunos em representar diferentes emoções. 
Perceba se a mímica escolhida é apropriada para indicar uma determinada 
emoção. Se possível, faça anotações. Use o debate no final da aula para 
continuar avaliando os seus alunos, e perceber como foi a atividade para eles. 
125 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 1/5
O LOBO, 
O RATO E EU!
Esta atividade é uma dramatização, 
na qual os alunos exploram e 
comparam diferentes maneiras 
de reagir e se expressar diante de 
um conflito ou uma injustiça.
JUSTIFICATIVA: O propósito desta atividade é criar uma oportunidade para os alunos 
desenvolverem a prática de se expressar assertivamente. Por meio deste 
exercício, o aluno vai trabalhar a assertividade e a autoconfiança. A 
assertividade é uma habilidade importante que nos ajuda a expressar nossas 
opiniões, necessidades e sentimentos para os outros. A atividade também 
inclui histórias de situações de injustiça, em que os alunos precisarão se 
colocar no lugar do outro, desenvolvendo, assim, a empatia e o respeito 
– habilidades importantes para cultivar os relacionamentos com amigos 
e familiares. Tais situações também servirão de oportunidade para os 
alunos fortalecerem a tolerância à frustração. Ao comparar diferentes 
maneiras de reagir e se expressar diante de uma situação injusta, as crianças 
desenvolverão estratégias eficazes para regular o sentimento de raiva e 
irritação. Durante a brincadeira de dramatização, os alunos também terão 
a oportunidade de estimular a imaginação criativa, uma vez que terão que 
pensar em diferentes formas de reagir diante de um mesmo problema. 
FORMATO: Aula Única
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade
 › Entusiasmo
 › Empatia
 › Respeito
 › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Imaginação 
criativa
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
126 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 2/5
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; Arte.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
ARTE
UNIDADE TEMÁTICA: TEATRO
Objeto de Conhecimento: Contextos e práticas
 › Habilidade: (EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de 
manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo 
a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o 
imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.
Objeto de Conhecimento: Processos de criação
 › Habilidade: (EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando 
objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor 
e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, 
textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.
COMPONENTE: 
ENSINO RELIGIOSO
UNIDADE TEMÁTICA: IDENTIDADES E ALTERIDADES
Objeto de Conhecimento: O eu, o outro e o nós
 › Habilidade: (EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças 
e diferenças entre o eu, o outro e o nós.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecercaracterísticas da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
127 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 3/5
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão demonstrar diferentes maneiras de se 
expressar em uma situação de conflito ou injustiça. 
DURAÇÃO: 30 a 40 minutos
MATERIAIS: › Foto, desenho ou máscara de lobo e rato. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Em roda, conte para a turma que vocês falarão sobre dois bichos, o lobo e o 
rato. Apresente uma imagem do lobo para os alunos, e diga: “Esse é o lobo. Ele 
ainda não aprendeu a lidar com conflitos e injustiças. Quando isso acontece, 
as reações dele são más e agressivas. Ele grita, morde, esperneia, ameaça, 
quebra coisas e até bate nos outros!”. Se achar necessário, peça para os alunos 
darem definições das palavras conflito e injustiça. Ou diga: “Um conflito é uma 
situação de desentendimento, briga ou discussão” e “Injustiça é quando as 
pessoas não têm as mesmas oportunidades. Por exemplo: se duas pessoas vão 
apostar corrida e uma começa na frente da outra, isso não pode ser justo!”
Depois, apresente o rato, e diga: “Esse é o ratinho. Ele também não aprendeu 
a lidar com conflitos nem injustiça. Quando acontece alguma coisa que ele 
não gosta, ele vira os olhos, faz fofoca ou só reclama com os amigos”.
Conte que o rato e o lobo reagem dessas formas porque ainda não aprenderam 
a lidar com conflitos e injustiças. Comente que crianças muito pequenas, às 
vezes, também reagem feito o lobo e o rato, mas que crianças do 1º ano já podem 
aprender como se comportar e o que dizer nessas situações. Diga: “A criança do 
1º ano não faz fofoca feito o rato nem morde feito o lobo. Crianças de 6 e 7 anos já 
conseguem resolver a situação de outra forma. Elas sabem dizer o que não gostaram, 
contar como se sentem e pedir para amigo não repetir aquele comportamento”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Explique que vocês vão fazer uma dramatização: alguns alunos serão o lobo; outros, 
o rato; e outros serão a criança do 1º ano. Diga que você vai apresentar diferentes 
conflitos, e eles precisarão reagir de acordo com seus respectivos personagens.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão demonstrar como o lobo, o rato e a criança do 1º ano 
reagem em uma situação de conflito ou injustiça”. 
PARTICIPAÇÃO:
Escolha os alunos para assumirem papéis na dramatização. Procure dar 
chance a todos de participar. Portanto, se você tiver uma turma grande, 
128 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 4/5
chame dois ou três alunos para assumirem um mesmo papel, ao mesmo tempo. Se 
possível, repita essa mesma dinâmica, até que todos os alunos tenham tido a chance 
de atuar como lobo, rato ou criança. Em cada encenação, invente uma situação onde 
um personagem sofre uma injustiça ou bullying. É importante que o cenário elaborado 
esteja de acordo com a cultura da turma e com acontecimentos de seu cotidiano. 
Sugestões: 
 › Uma criança entra em uma escola nova, e um colega a chama de gordinha;
 › A mãe dá quatro balas para seus dois filhos, mas uma das crianças come três;
 › Um menino está correndo no pátio, e esbarra em outra criança sem 
querer. Essa criança, por sua vez, dá um tapa no menino.
Após contar a história, peça à(s) criança(s) que estiver(em) interpretando o lobo, 
que reaja(m) feito ele. Lembre-as de que, em uma dramatização, podemos fingir 
que batemos ou até mordemos alguém, mas é tudo de mentira. Faça a mesma 
coisa com o(s) aluno(s) que estiver(em) interpretando o rato. Depois, peça ao(s) 
aluno(s) que estiver(em) interpretando a criança, que se expresse(m) de maneira 
firme. Após a primeira tentativa, pergunte à turma: “Vocês acham que essa foi a 
melhor maneira de uma criança do 1º ano se expressar?”. Escute algumas opiniões 
e sugestões. Lembre aos alunos: “Crianças do 1º ano dizem que não gostam, 
contam como se sentem e explicam como querem ser tratadas da próxima vez”. 
Se a atuação do aluno for muito agressiva ou muito passiva, diga: “Cuidado para 
não reagir feito o lobo / rato!”. Converse, também, sobre o tom de voz da criança, 
dizendo firmemente: “É importante falar com uma voz firme, não é para gritar 
nem falar baixinho, mas falar firme, sem medo!”. Você, professor, pode inclusive 
dar um modelo mostrando qual o tom a que está se referindo, por exemplo. 
ENCERRAMENTO:
Ao terminar a dramatização, debata com a turma sobre a experiência. Faça 
perguntas, como: “O que vocês aprenderam com essa atividade?”; “Como 
vocês vão reagir, se viverem alguma injustiça ou conflito?”; “O que acontece 
se reagimos feito um lobo?” e “O que acontece se reagimos feito um rato?”.
DIFERENCIAÇÃO: É provável que os alunos tenham diferentes níveis de participação na dramatização. 
Alguns podem participar mais ativamente, enquanto outros podem ficar mais 
tímidos. Portanto, é importante levar em consideração a personalidade de cada 
criança. Se um aluno não quiser participar da dramatização, respeite sua vontade. 
Uma maneira de incentivar a participação de alunos mais tímidos é propor que 
eles façam a encenação em duplas ou trios. Ao dividir o papel do personagem 
com alguns colegas, a criança pode se sentir mais segura de participar.
Durante a atividade, procure ouvir a opinião dos alunos que não tiveram a chance 
de representar um personagem. Assim, eles terão a oportunidade de expressar 
a sua opinião e refletir sobre as diferentes maneiras de reagir a uma situação. 
129 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 5/5
Foque, principalmente, nas crianças que têm mais dificuldade em se 
expressar de forma assertiva. Incentive essas crianças a darem sugestões 
e opiniões, fazendo perguntas, como: “O que vocês acham que a criança 
deveria dizer?” e “Como ela pode dizer isso de maneira firme?”. 
AVALIAÇÃO 
DO OBJETIVO 
DA AULA:
Avalie a compreensão dos alunos sobre as três maneiras de se expressar, 
observando suas atuações, sugestões e seus comentários. Repare se os 
alunos que fizeram o papel da criança se expressaram de forma assertiva. 
Perceba quais crianças conseguiram dar sugestões sobre como os amigos 
poderiam falar de forma firme, sem serem agressivos. Observe, também, 
quais alunos demonstraram dificuldade em se expressar de forma assertiva. 
Se possível, faça anotações para continuar a ajudá-los no futuro. 
131 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 1/6
O VALE DA 
APRENDIZAGEM
Esta aula utiliza o Vale da Aprendizagem1 para 
promover uma conversa sobre dificuldades 
e esforços necessários para aprender algo 
novo. Após o debate, os alunos irão usar o 
cartaz Vale da Aprendizagem para indicar 
onde (em qual estágio) acreditam que 
estão em relação a algum aprendizado.
JUSTIFICATIVA: Esta é uma atividade cujo objetivo é evidenciar que os percursos de aprendizagem 
são caracterizados por diferentes fases, algumas em que o desafio parece maior e 
outras em que o processo vai se tornando mais fácil tendo em vista as conquistas 
de aprendizagem dos alunos. Trata-se, portanto, de uma atividade que valoriza 
o processo de cada aprendiz (com seus baixos e altos) e o que é importante para 
que ele o percorra sem desistir. Ao refletir sobre o seu processo de aprendizagem, 
os alunos terão a oportunidade de perceber que a dificuldade e o esforço para 
superá-la fazem parte do aprendizado e da vida. Isso é importante porque os 
ajuda a tolerar e superar possíveis frustrações (tolerância à frustração). Ao 
encarar os erros e obstáculos como processos naturais, o aluno será estimulado 
a continuar a trabalhar em um problema desafiador, tarefa ou projeto, sem 
desistir quando as coisas ficam difíceis ou desconfortáveis (persistência). Ele 
também terá aoportunidade de perceber que aprendizados acadêmicos, 
1 O Vale da Aprendizagem é uma tradução adaptada do The Learning Pit desenvolvido por James Nottingham 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Persistência
 › Responsabilidade
 › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
132 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 2/6
como a leitura, seguem um processo parecido com relação a outros 
aprendizados, como andar de bicicleta, no que se refere à importância de 
praticá-lo. Esta analogia é importante porque ajuda o aluno a entender que, 
assim como ele aprende habilidades fora da escola (como andar de bicicleta, 
de skate), também na escola é possível aprender assuntos interessantes 
seguindo um processo similar, que ele já conhece. Isto incentiva, especialmente, 
alunos que apresentam algum tipo de resistência ao aprendizado formal.
Além disso, ao compreender o processo de aprendizagem de forma mais clara, 
o aluno percebe o seu papel neste processo e o que precisa fazer para aprender, 
o que aumenta a probabilidade de este aluno desenvolver senso de interesse 
e de responsabilidade pelo seu aprendizado. Como consequência, o Vale da 
Aprendizagem pode fortalecer a autoconfiança das crianças, ajudando-as 
a perceber e valorizar as suas conquistas e a se sentirem confiantes de que 
podem aprender mesmo quando as coisas parecem difíceis (autoconfiança).
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
<<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA 
PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
133 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 3/6
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão usar o cartaz Vale da Aprendizagem para indicar 
onde estão em um determinado aprendizado.
DURAÇÃO: 20 a 30 minutos
MATERIAIS: › Cartaz: Vale da Aprendizagem (ANEXO 1)
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Use o Vale da Aprendizagem para contar uma história sobre algo que 
você aprendeu. Siga o Vale com o dedo indicador, para as crianças 
entenderem que você precisou passar por todas as etapas.
Sugestão: 
1. Aponte para o início, e diga: “Um dia, eu decidi que iria aprender a andar de 
bicicleta. A minha amiga tinha uma bicicleta e pedi para ela me ensinar.
2. Depois peguei a bicicleta, e pensei: Nossa, eu nunca vou conseguir fazer isso!
3. A minha amiga me explicou que eu precisava sentar no 
assento e pedalar. Então pensei: Isso é difícil demais!
4. Finalmente, consegui subir na bicicleta, mas fiquei com 
medo de fazer alguma coisa errada e cair no chão!
5. Então eu disse para minha amiga que iria desistir. Falei: Muito obrigada 
por me emprestar a bicicleta, mas isso não é para mim. Afinal, eu adoro 
andar de ônibus ou a pé, não preciso aprender a andar de bicicleta.
6. Mas, minha amiga falou que aprender a andar de bicicleta é 
realmente muito difícil. Ela disse que, quando estava aprendendo, 
também pensou em desistir. Ela pediu para tentarmos de novo 
no dia seguinte, pois tinha certeza de que eu ia aprender.
7. No dia seguinte, encontrei minha amiga e tentamos de 
novo. Ainda era muito difícil, mas foi ficando mais fácil. 
Então combinamos de praticar todos os dias.
8. Eu errava muito ainda, mas sentia que estava melhorando. Até 
que um dia, pensei: Acho que isso não é tão difícil assim!
9. A cada dia que passava, eu conseguia andar um pouco mais, até 
que um dia pensei: Nossa! Ainda bem que não desisti!
10. Hoje em dia, eu adoro andar de bicicleta e já cheguei no outro lado do Vale!”. 
134 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 4/6
Por meio do exemplo que é dado na etapa de Conexão, o professor pode 
demonstrar aos alunos que aprender determinadas habilidades pode ser difícil, 
mas que a dificuldade faz parte de um processo, que também inclui conquistas. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Hoje, vocês vão pensar em alguma coisa que estão aprendendo 
e apontar para o Vale para mostrar onde estão”.
PARTICIPAÇÃO:
Peça para os alunos refletirem sobre alguma coisa que estão aprendendo na 
escola. Se possível, lembre-os de diferentes aprendizados que estão acontecendo 
na escola. Por exemplo: “Alguns de vocês estão aprendendo o som de todas as 
letras, alguns estão aprendendo a fazer listas, alguns estão aprendendo a contar 
um a um e alguns estão aprendendo a jogar vôlei”. Peça para eles ficarem um 
minuto em silêncio, pensando em algum aprendizado. Depois, diga: “Agora, quero 
que vocês pensem onde estão no Vale da Aprendizagem, em relação a isso que 
estão aprendendo”. Aponte novamente para o Vale da Aprendizagem, e reveja 
as diferentes etapas. Se possível, faça perguntas: “Vocês estão aqui no início, 
começando a aprender?”; “Vocês estão aqui na descida, achando o aprendizado 
cada vez mais difícil?”; “Vocês acham que já passaram a parte mais difícil e estão 
começando a subir?” ou “Vocês estão quase chegando no topo da montanha?”.
Chame um aluno de cada vez para a frente da sala. Peça para ele dizer à turma 
o que está aprendendo e, junto com ele, contar onde está com relação àquele 
aprendizado e apontar onde está no Vale. Por exemplo: “Eu estou aprendendo a 
contar devagar, sem pular nenhum número. Eu estou aqui no Vale (apontar para 
o Vale) e estou começando a acertar mais!”. Faça comentários para incentivar 
cada aluno, como: “Que legal, Rafael. Eu observei que você já se esforçou muito 
para chegar aí!” Ou “Raíssa, você ainda está dentro do Vale, na fase mais difícil, que 
bom que você nos contou! Você precisa praticar todo dia para começar a subida. 
Qualquer coisa, pode contar comigo e com seus amigos, pois podemos te ajudar”.
O professor, assim como os colegas, tem papel muito importante de enfatizar 
o potencial de aprendizagem de cada aluno, destacando as conquistas e 
reforçando a importância de persistir e se manter determinado, pois o Vale 
da Aprendizagem tem o seu ponto alto, mas para chegar lá, é preciso esforço. 
É hora de incentivar os alunos e destacar as suas potencialidades.
ENCERRAMENTO:
Agradeça aos alunos por terem compartilhado com a turma onde estão no 
aprendizado. Pergunte o que podemos fazer para chegar no topo do Vale, e escute 
algumas sugestões. Se necessário, liste outras estratégias, como: praticar todos 
os dias, pedir ajuda ao professor, pedir ajuda ao amigo, não desistir e tentar de novo. 
Encerre a aula, dizendo que o Vale da Aprendizagem vai continuar na sala de aula e será 
usado novamente. Incentive os seus alunos, dizendo: “Lembrem o que vocês estão 
aprendendo, e me contem quando vocês subirem no Vale ou quando chegarem no topo!”. 
135 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 5/6
DIFERENCIAÇÃO: Esta aula pode ser facilmente diferenciada para atender às necessidades de 
diversos alunos. Por exemplo, ao pedir para refletirem sobre oque estão
aprendendo na escola, dê exemplos do que a sua turma está realmente 
aprendendo, e procure certificar-se de que todas as crianças foram 
representadas em pelo menos um desses exemplos. Ao pedir para os 
alunos apontarem onde estão no Vale, permita que cada um escolha sobre 
o que gostaria de falar. Dessa forma, você evita comparações e permite 
que cada criança compartilhe o que deseja. O Vale da Aprendizagem é uma 
importante ferramenta para ajudar as crianças a entenderem que o caminho 
do aprendizado é individual e que cada pessoa tem o seu tempo e processo. 
Durante a atividade, procure engajar, principalmente, alunos que se chateiam 
facilmente quando erram ou não conseguem fazer alguma coisa ou que costumam 
desistir das coisas. Incentive a autoconfiança destas crianças ao debater sobre 
os desafios e obstáculos que encontramos em nosso caminho e sobre como eles 
são parte natural do processo de aprendizagem. Solicite que estes alunos deem 
ideias de estratégias para superar tais dificuldades. Valorize as sugestões dadas 
pelos alunos e comente sobre a importância de continuar tentando, mesmo quando 
pensamos que uma atividade é muito difícil e sentimos que não vamos conseguir. 
AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos entenderam o conceito do Vale da Aprendizagem, 
escutando a explicação deles sobre onde estão em relação a algum 
aprendizado. Perceba se o depoimento do aluno está de acordo com a 
realidade e com as suas observações passadas sobre ele. Avalie, também, 
se os seus alunos conseguem pensar em possíveis estratégias para chegar 
no topo do Vale, como: pedir ajuda, praticar bastante e não desistir.
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Mantenha o Vale da Aprendizagem presente em sua sala de aula, e se refira a 
ele sempre que possível. Durante as próximas semanas, compartilhe outras 
histórias pessoais de aprendizado e use o Vale para incentivar seus alunos, como: 
“João, estou reparando que você está subindo o Vale da Aprendizagem na hora 
da merenda. Você agora está experimentando alimentos novos, parabéns!”. 
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover 
a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A 
oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos 
comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no 
processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
136 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 6/6
ANEXO 1
O cartaz pode ser desenhado em uma folha de cartolina. Desenhe um vale como indicado abaixo. 
E escreva ou faça colagem para indicar os passos para o processo de aprendizagem:
 › APRENDIZAGEM – POR AQUI
 › NÃO ENTENDI!
 › É MUITO DIFÍCIL!
 › QUERO DESISTIR!
 › VOU TENTAR DE NOVO...
 › ACHO QUE ESTOU ENTENDENDO.
 › AINDA BEM QUE EU NÃO DESISTI!
 › CHEGUEI!
Para saber mais, acesse: https://www.jamesnottingham.co.uk/learning-pit/
APRENDIZAGEM 
– POR AQUI
É MUITO 
DIFÍCIL!
QUERO 
DESISTIR!
VOU TENTAR 
DE NOVO...
ACHO QUE 
ESTOU 
ENTENDENDO.
AINDA BEM 
QUE EU NÃO 
DESISTI!
CHEGUEI!
NÃO 
ENTENDI!
137 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 1/5
O VARAL DAS 
BOAS AÇÕES
Esta atividade consiste na montagem 
de um varal de atitudes gentis 
e comportamentos socialmente 
valorizados que a turma deve 
ter na escola e na vida.
JUSTIFICATIVA: O Varal das boas ações visa a aumentar a empatia, o respeito e a confiança 
dos alunos pelos seus colegas. Essas competências são importantes para 
incentivá-los a agir com gentileza e investir nos relacionamentos. A atividade 
também estimula a responsabilidade de escolher comportamentos positivos e 
socialmente valorizados. Ao agir com responsabilidade fazemos outras pessoas 
se sentirem bem porque elas podem contar conosco sempre que precisarem. 
Ao expor o varal na sala de aula, o professor poderá relembrar o aluno 
de escolher o caminho das boas ações. Isso fortalecerá a iniciativa 
social das crianças, incentivando-as a permanecerem conectados com 
pessoas que já conhecem bem e estabelecerem ligação com pessoas 
que estão começando a conhecer. Além disso, ao criar um desenho 
ou pintura, os alunos podem desenvolver o interesse artístico.
FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Arte; Língua Portuguesa.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Responsabilidade › Iniciativa social › Confiança
 › Empatia
 › Respeito
 › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
138 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 2/5
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: ARTE UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS
Objetos de Conhecimento: Elementos da linguagem
 › Habilidade: (EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos 
das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.).
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de Criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objetos de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão desenhar e/ou escrever sobre uma boa atitude ou 
comportamento que devem ter na escola e/ou na vida.
DURAÇÃO: 45 a 60 minutos
139 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 3/5
MATERIAIS: › Barbante;
 › Pregadores de roupa;
 › Fita adesiva;
 › Imagens de boas ações (procurar em revistas, jornais ou mesmo pela Internet)
 › Uma folha de papel branco por aluno, como papel A4, papel ofício etc.;
 › Material para desenho ou pintura, como: caneta hidrográfica, 
lápis de cor, giz de cera, tinta guache, pincel etc.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Comece a aula, questionando os alunos: “Quem sabe me dizer o que é um varal?”. 
Escute uma ou duas respostas. Explique ou repita o que um aluno disse: “Varal é 
um barbante ou uma corda onde penduramos objetos. Normalmente, usamos um 
varal em casa, para pendurar roupas para secar”. Depois, diga: “Hoje, nós vamos 
montar um varal de bons comportamentos e boas atitudes para com os outros!”.
PARTICIPAÇÃO:
Comece perguntando se as crianças sabem o que é gentileza e depois explique que 
é uma capacidade que nós temos de fazer algo para outra pessoa, e que a deixe feliz, 
sem que tenha sido pedido ou sem receber nada em troca. Mostre aos alunos algumas 
imagens de boas ações, e questione-os sobre o que veem em cada uma. Pergunte o que 
acham que a imagem representa e escute algumas sugestões. Depois, peça exemplos 
de boas ações: “Quem pode contar sobre uma boa ação que fez?” Procurechamar 
alunos diferentes para participarem. Defina uma boa ação como um comportamento 
que beneficia o outro e/ou a sociedade. É importante que você, professor(a), ofereça 
exemplos de boas ações que observou na sala de aula, como: “Outro dia vi a Priscila 
oferecendo um biscoito para o Carlos e achei essa atitude muito gentil”; “Todo dia muitos 
de vezes dizem bom dia ao entrar na sala, isso é uma boa ação!”; “Às vezes observo 
alguns alunos pedindo ajuda para o amigo na hora de amarrar cadarço do sapato. Ajudar 
o amigo é uma atitude gentil e pedir ajuda ao amigo de forma educada também é”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Peça para cada criança desenhar e/ou pintar uma boa ação ou 
bom comportamento que teve ou gostaria de ter. Explique que 
esses trabalhos artísticos serão pendurados no varal. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Cada um de vocês irá desenhar/pintar um exemplo de uma 
boa ação que devemos ter na escola e na vida”.
TRABALHO INDIVIDUAL:
Circule pela sala de aula, conferindo se os alunos estão seguindo suas 
instruções. Se necessário, estimule o esforço das crianças, dizendo: 
140 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 4/5
“Quero ver vários desenhos caprichados, para que possamos 
deixar esse varal bem bonito!”. Verifique também se cada criança 
conseguiu pensar em uma boa ação para desenhar. 
ENCERRAMENTO:
Em roda, peça para os alunos contarem sobre as boas atitudes que desenharam 
e/ou pintaram. Dê dois pregadores para cada aluno, e ajude-os a pendurar suas 
folhas no varal. Se isso não for possível, pendure os trabalhos no varal por eles. 
Depois, explique para a turma que, de tempos em tempos, vocês irão renovar 
o varal com novas imagens de bons comportamentos e boas atitudes.
DIFERENCIAÇÃO: Durante o debate, procure dar oportunidade para todos os alunos participarem da 
aula. Se necessário, incentive os alunos mais quietos, como: “Marcelo, percebi que 
você está quieto, mas estou curiosa para saber sua opinião”. É importante que as 
suas expectativas sobre cada criança estejam de acordo com suas observações e 
seu conhecimento sobre ela. Baseado nisso, você poderá decidir quando estimular 
uma criança para se esforçar mais ou reconhecer que ela fez o seu melhor.
Se um aluno encontrar dificuldade em pensar em uma boa ação, faça 
perguntas para ajudá-lo, “Vejo que você é muito amigo do Lucas. Tenho certeza 
que você já é bem legal com ele. Vamos pensar em uma coisa boa que você já 
fez para o Lucas?”. Se ainda assim a criança precisa de mais suporte, você 
pode acrescentar: “Vamos pensar juntas em algo que você pode fazer que vai 
deixar o Lucas ou outro colega feliz?” Outra alternativa seria listar exemplos 
de comportamentos positivos que você já observou naquela criança ou pedir 
ajuda a outros alunos, dizendo: “A Bianca está com dificuldade em pensar em 
uma boa ação. Quem tem ideias para ajudá-la?”“; “Tem alguma coisa que seu 
amigo faz que te deixa feliz? Isso é um bom exemplo de um comportamento gentil 
que ele está tendo com você”. Se precisar, explicite um comportamento que 
você observa que esta criança gosta. Se ela gostar de elogios, por exemplo, 
faça um elogio sincero a ela e pergunte como ela se sentiu quando escutou o 
elogio. Depois, diga: “O meu comportamento te deixou feliz, isso é ser gentil”.
AVALIAÇÃO 
DO OBJETIVO 
DA AULA:
Observe se os alunos são capazes de darem exemplos relacionados a cada 
carta das boas ações. Aqui, você não vai conseguir avaliar todas as crianças, 
porque não haverá tempo para isso. Porém, preste atenção nos exemplos 
dados por alguns alunos e, se achar necessário, registre se eles conseguiram 
dar exemplos relevantes. No final da atividade, avalie a contribuição dos 
alunos para o varal. Verifique se cada um foi capaz de dar, no mínimo, um 
exemplo de um comportamento ou atitude gentil e/ou respeitosa.
Durante as próximas semanas, avalie o efeito desta atividade em 
sua turma. Repare se o Varal de Boas Ações contribuiu para uma 
melhoria no clima da sala de aula. Perceba, também, se os seus alunos 
ficaram mais motivados para realizar boas ações na escola. 
141 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 5/5
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Sugerimos, também, que você escolha um período de tempo para a troca do 
varal. Isso pode acontecer mensalmente ou de 15 em 15 dias, dependendo do seu 
contexto e preferência. Essa troca tem como objetivo gerar um debate em cima de 
novos comportamentos que os alunos aprenderam ou praticaram recentemente. 
A renovação também é fundamental para gerar um comprometimento com aquilo 
que eles se propuseram. Quando possível, crie oportunidades para debates e peça 
para os alunos darem exemplos de quando observaram seus amigos tendo boas 
atitudes. Use os exemplos de boas ações pendurados no varal, para lembrar seus 
alunos de continuarem praticando boas atitudes e bons comportamentos na escola.
143 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PÓ MÁGICO • 1º ano • 1/6
PÓ MÁGICO
Pó Mágico é uma atividade pela qual o 
professor conduz os alunos em uma 
viagem imaginária, através de uma 
narração. Os alunos, deitados e de olhos 
fechados, precisam imaginar os detalhes 
e as sensações da viagem, a partir 
dos comandos do professor. Depois, 
eles criarão um trabalho artístico, 
baseando-se nessa experiência.
JUSTIFICATIVA: A atividade Pó Mágico tem como objetivo instigar a curiosidade e a capacidade 
exploratória das crianças. Através das experiências provocadas pela 
atividade, as crianças terão a oportunidade de estimular a imaginação 
criativa. Além disso, os alunos precisarão praticar o foco para se manterem 
engajados na narrativa enquanto tentam ignorar distrações externas. 
Na segunda parte da aula, as crianças irão expressar o que imaginaram, 
pensaram e sentiram durante a vivência através de uma atividade 
artística (interesse artístico). Ao final, os alunos, em roda, apresentam ao 
professor e aos demais colegas a sua produção artística e contam sobre a 
experiência que tiveram, sendo possível desenvolver a assertividade.
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Arte; Língua Portuguesa.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco › Assertividade › Imaginação 
criativa
 › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
144 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PÓ MÁGICO • 1º ano • 2/6
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPETÊNCIAS 
GERAIS:
Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, 
e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos 
das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e 
partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes 
contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
COMPONENTE: 
ARTE
UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de Criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
UNIDADES TEMÁTICAS: TEATRO
Objetos de Conhecimento: Contextos e Práticas
 › Habilidade: (EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de 
manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo 
a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o 
imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional.
Objetos de Conhecimento: Processos de Criação
 › Habilidade: (EF15AR21) Exercitar a imitação eo faz de conta, ressignificando 
objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor 
e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, 
textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva.
COMPONENTE: 
LÍNGUA 
PORTUGUESA
PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objetos de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
145 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PÓ MÁGICO • 1º ano • 3/6
PLANO DE AULA
OBJETIVOS: 1. Os alunos irão imaginar uma viagem para uma terra desconhecida;
2. Os alunos irão criar um trabalho artístico, a fim de 
representar uma experiência imaginativa.
DURAÇÃO: 40 a 50 minutos
MATERIAIS: › Purpurina (para simular o pó mágico) – opcional;
 › Materiais de arte disponíveis. Algumas sugestões: papel 
pardo, cartolina, tintas, aquarelas, lápis de cor etc.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte aos seus alunos: “Quem gosta de faz de conta?”, e conte 
que hoje vocês vão fazer uma brincadeira de faz de conta. 
PREPARAÇÃO:
Antes de começar, proponha um momento de pausa e relaxamento. Peça para os 
alunos fecharem os olhos e prestarem atenção em sua própria respiração. Guie-
os, dizendo: “Reparem no ar que entra pelo nariz e desce até a barriga. Devagar, 
soltem esse ar pelo nariz. Coloquem a mão na barriga, e sintam como ela se mexe 
junto com a respiração. Agora, tentem respirar bem devagar, sintam a barriga 
estufando devagarinho, e entrando devagarinho”. Faça essa atividade por dois 
ou três minutos e, então, peça para os alunos abrirem os olhos novamente. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 1:
“Hoje, nós vamos fazer uma viagem para uma terra desconhecida!”. 
PARTICIPAÇÃO:
Quando perceber que as crianças estão tranquilas, peça para que elas 
se deitem no chão. Diga para elas fecharem os olhos, e fale: “Vou jogar 
um pó mágico em quem estiver deitado, de olhos fechados e pronto 
para a viagem”. Agora, você poderá jogar um pouquinho de purpurina 
nos alunos ou fingir que joga um pó imaginário em cada um.
Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
146 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PÓ MÁGICO • 1º ano • 4/6
Comece a narrativa: 
“Imagine, agora, que você está entrando em uma nave que pode te levar a 
um lugar encantado. Imagine como seria esse lugar. Que lugar seria esse? O 
que teria nesse lugar? Se você pudesse levar alguém com você nesta viagem, 
quem você escolheria? Agora, a missão de vocês é entrar na nave que os 
levará a esse lugar encantado! Imagine qual seria a cor da sua nave. Ela seria 
grande ou pequena? Que nome vocês escolheriam para a sua nave?”
(Fale cada frase pausadamente, para que dê tempo de os alunos 
imaginarem o que você está falando e sugerindo)
“Agora que você já decidiu para onde vai, com quem vai e como é a sua nave, 
imagine que ela começa a subir. Ela sobe lá no alto, e você começa a enxergar 
as nuvens e passarinhos do seu lado. O sol está brilhando. Olhe, também, 
para baixo. Sem medo. Veja o seu mundo. O que você está vendo? O mar? A 
floresta? As casas? Veja como tudo parece tão pequenininho daqui de cima.”
“Agora, a sua nave começa a descer para pousar no lugar que você escolheu. 
Observe como esse lugar parece, e perceba o quanto você desejava estar 
ali. Imagine o que tem de legal nesse lugar. Um escorrega gigante? Uma 
piscina? Uma praia grandona para brincar? Um parque de diversões? Qual 
brincadeira você escolheria para brincar com a pessoa que levou?”
(Faça uma pausa, para dar tempo de as crianças imaginarem suas cenas)
“Agora que vocês já brincaram, dê uma última volta nesse lugar, e perceba se está 
quente ou frio. Se está com sol ou chovendo. Se está ventando ou sem vento.” 
(Faça uma pausa) 
“Agora, vá se despedindo desse lugar, e vá caminhando com a 
pessoa que escolheu para a nave encantada. Antes de voltarem 
para o lugar em que vocês estavam antes, dê tchau para esse lugar 
encantado! Com segurança, a nave irá trazer vocês de volta.”
(Faça uma pausa) 
“Agora, vamos abrindo os olhos bem devagar e sentar numa roda.”
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 2:
“Agora, vocês vão criar um trabalho artístico para representar o que 
vocês imaginaram, sentiram e pensaram durante esta viagem”.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Peça para os alunos criarem um trabalho artístico, representando a experiência 
que tiveram. Se necessário, apresente os materiais que eles vão utilizar, como, 
por exemplo, tintas, revistas, cola, aquarela ou o que você tiver disponível. Se os 
alunos não tiverem experiência com o material escolhido, demonstre como usá-lo. 
147 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PÓ MÁGICO • 1º ano • 5/6
Explique que cada um teve uma viagem diferente da viagem dos 
amigos e, dessa forma, todos devem estar curiosos para saber como 
foi a viagem que cada um fez. Diga que é importante que eles se 
baseiem na própria experiência, bem como no que imaginaram. 
TRABALHO INDIVIDUAL:
Circule pela sala enquanto as crianças trabalham em sua arte, dando 
suporte sempre que preciso. Evite fazer comentários sobre os trabalhos, 
para não influenciar os alunos e evitar que um copie a ideia do outro.
ENCERRAMENTO:
Peça aos alunos para guardarem os materiais de arte e se sentarem em 
roda. Solicite que eles guardem tudo no lugar apropriado e limpem o que for 
preciso, como uma mesa que pode estar suja de tinta. Aproveite a ocasião para 
estimular a organização da turma e o respeito pelos materiais escolares.
Em roda, peça que cada aluno conte para onde viajou, e dê detalhes de 
como foi a viagem. Também peça para eles contarem um pouco sobre como 
representaram essa experiência. Estimule o debate, fazendo perguntas, 
como: “Vocês gostaram de viajar para o lugar encantado?”; “Como era a 
nave de vocês?”; “Quem vocês escolheram para viajar com vocês?”; “Vocês 
brincaram no lugar encantado?”; “Estava quente ou frio?”; “Como foi ver as 
coisas aqui em baixo, quando a nave estava lá no céu, perto das nuvens?”. 
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade propicia o desenvolvimento do foco. Entretanto, alguns alunos 
podem ter dificuldade com a atividade, especificamente em permanecerem 
deitados e manterem a atenção por um período longo de tempo. Se isso 
ocorrer, não há problema. É possível que algumas crianças precisem de mais 
oportunidades para exercitar o foco do que outras. Se perceber que algumas 
crianças se distraem no processo, tente trazer sua atenção novamente 
para a sua narrativa variando o tom da voz, por exemplo. Pense também em 
outras atividades e estratégias que podem ajudar os alunos neste processo. 
Ao final, você pode perguntar para a turma se foi fácil ficar deitado e manter 
a atenção durante a atividade, o que acharam que foi mais difícil etc.
Você pode ajudar um aluno com dificuldade de se focar e manter 
a atenção perguntando a ele se há algum local na sala no qual 
ele acha que seria mais fácil para ele ficar concentrado. 
Como esta aula é uma oportunidade de aprendizado, entenda 
que é natural que crianças desta idade demonstrem diferentes 
níveis de concentração. Isso não é um problema.
Também é importante saber que nem toda criança que apresenta 
dificuldade para manter o corpo quieto não está focada. Algumas 
crianças precisam se movimentar para concentrar. 
148INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PÓ MÁGICO • 1º ano • 6/6
Sendo assim, permita que os alunos se mexam, contanto que estejam engajados 
na narrativa e não atrapalhem os colegas. É possível que uma criança muito 
ativa atrapalhe a concentração dos outros, então escolha um lugar estratégico 
para ela, onde ela possa se movimentar sem incomodar ninguém.
Durante a atividade artística, é importante lembrar que seus alunos podem ter 
tido diferentes tipos de experiência com o material escolhido. Procure incentivar 
os alunos a experimentarem diferentes materiais e se divertirem. O importante, 
aqui, não é o produto ou o trabalho final, mas sim a experimentação, a imaginação 
criativa e o interesse artístico. Valorize o processo, mais do que o trabalho final.
AVALIAÇÃO 
DOS OBJETIVOS 
DA AULA: 
Durante o Encerramento, avalie os relatos dos alunos sobre a viagem que eles 
representaram no trabalho artístico. Repare quais alunos tiveram facilidade em 
ser criativos e inventar seus próprios detalhes. Perceba, também, quais alunos 
tiveram dificuldade em usar a imaginação e ficaram presos às ideias dos outros 
ou imaginaram histórias com poucos elementos. Fique também atento ao modo 
como os alunos apresentam os seus trabalhos, se conseguem se comunicar de 
forma clara e assertiva. Se possível, faça anotações que vão te ajudar, quando 
você continuar a trabalhar a imaginação criativa dos alunos no futuro.
Avalie o interesse artístico dos alunos durante o trabalho individual. Perceba 
quais alunos se sentiram confortáveis trabalhando com o material escolhido, 
e quais ainda precisam ganhar mais confiança. Também perceba quais 
alunos tiveram facilidade e prazer em criar um trabalho de arte, e quais 
demonstraram resistência e dificuldade. Se possível, faça anotações que vão 
servir para te orientar a trabalhar com estes alunos das próximas vezes. 
149 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 1/5
PREPARANDO 
UMA ENTREVISTA
Preparando uma Entrevista é uma aula de preparação 
para a aula Trabalho de Repórter. Nessa aula, 
os alunos irão preparar uma lista de perguntas 
para entrevistar um funcionário da escola.
JUSTIFICATIVA: Esta aula tem como objetivo instigar a curiosidade pelo outro e, deste modo, 
fomentar o desenvolvimento da empatia nas crianças. Ao refletir sobre a 
pessoa que será entrevistada e pensar no que gostariam de saber sobre ela, 
os alunos poderão praticar a curiosidade para aprender (o que eu gostaria 
de saber sobre esta pessoa?) e a imaginação criativa (como posso fazer 
uma pergunta sobre isso? Que tipo de pergunta funcionaria melhor?). Nesta 
atividade, as crianças têm um papel central pois são elas que decidem, 
a cada momento, como vão conduzir o trabalho (por exemplo, quem irão 
entrevistar, que perguntas irão fazer). Assim, é importante deixá-las livres 
para gerarem ideias. Estes dois elementos (protagonismo e autonomia) 
aumentam a probabilidade de a atividade ser interessante e de as crianças 
se sentirem entusiasmadas para realizá-la. Esta aula ensina os alunos a se 
planejarem para uma atividade futura. A lista de perguntas que prepararem 
aqui criará uma estrutura para ser utilizada na aula Trabalho de Repórter.
1 Esta aula deve acontecer antes da aula Trabalho de Repórter.
1
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO AMABILIDADE
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Organização › Empatia › Curiosidade 
para aprender
 › Imaginação 
criativa
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
150 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 2/5
Engajar os alunos neste planejamento e discutir com eles a 
importância do trabalho em etapas para se atingir uma meta pode 
ajudá-los a valorizar e desenvolver o senso de organização.
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; História; Geografia.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
Objeto de Conhecimento: Planejamento de texto oral Exposição oral
 › Habilidade: (EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, dentre outros 
gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente 
por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando 
a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: PRODUÇÃO DE TEXTOS 
(ESCRITA COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objeto de Conhecimento: Planejamento de texto
 › Habilidade: (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o 
texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, 
os interlocutores (quem escreve/para quem escreve);
151 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 3/5
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão criar uma lista de perguntas para 
aprender sobre a pessoa entrevistada.
DURAÇÃO: 15 a 20 minutos.
MATERIAIS: › 1 folha grande de papel para fazer um cartaz: como 
cartolina, papel 40kg, papel A3 etc.;
 › Caneta(s) para escrever nos cartazes.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte aos seus alunos: “Alguém sabe dizer o que é uma entrevista?”. 
Espere que dois ou três alunos respondam e, na sequência, explique: 
 › a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o 
texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, 
organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos 
ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção 
do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
COMPONENTE: 
HISTÓRIA
UNIDADE TEMÁTICA: MUNDO PESSOAL: MEU LUGAR NO MUNDO
Objeto de Conhecimento: As diferentes formas de organização da família 
e da comunidade: os vínculos pessoais e as relações de amizade
 › Habilidade: (EF01HI02) Identificar a relação entre as suas 
histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.
Objeto de Conhecimento: A vida em família: diferentes configurações e vínculos
 › Habilidade: (EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar 
o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.
COMPONENTE: 
GEOGRAFIA
UNIDADE TEMÁTICA: MUNDO DO TRABALHO
Objeto de Conhecimento: Diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia
 › Habilidade: (EF01GE07) Descrever atividades de trabalho 
relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.
CONTEXTO: Sugerimos conectar esta aula com a unidade temática “mundo do trabalho”, 
presente na BNCC, como parte da disciplina de geografia (1º ano). Entretanto, 
trata-se de uma sugestão, não sendo necessário para a realização da atividade. 
152 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 4/5
“A entrevista é um conjunto de perguntas que uma pessoa faz à outra, 
para aprender algo sobre ela ou algum assunto de que ela saiba”. Aqui, é 
interessante dar exemplos, como: “Quando um repórter faz perguntas 
para um jogador, ele estáentrevistando o jogador”. Se possível, dê um 
exemplo de entrevista que esteja mais próximo ao contexto e à cultura 
dos alunos. Depois, anuncie: “Hoje, prepararemos uma entrevista!”.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Conte aos alunos que vocês entrevistarão um adulto que trabalha na 
escola, mas que para ser possível realizar essa entrevista, é necessário 
primeiro criar as perguntas que serão feitas. Diga a eles que, nesta 
aula, vocês irão se preparar para essa entrevista, escolhendo quem 
será o entrevistado e fazendo uma lista de perguntas para ele. 
PARTICIPAÇÃO:
Peça para as crianças darem ideias de quem elas gostariam de entrevistar. Dê 
exemplos de pessoas que poderiam ser selecionadas, como a merendeira, a diretora 
ou o porteiro. Anote as ideias das crianças no quadro e depois peça para os alunos 
votarem em quem gostariam de entrevistar. Se isso for possível, avise aos alunos que 
vocês poderão entrevistar outras pessoas, que não foram selecionadas, no futuro.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Nós vamos fazer uma lista de perguntas para conhecer 
mais sobre...” (incluir o nome da pessoa).
PARTICIPAÇÃO:
Após terem decidido quem gostariam de entrevistar, diga para os alunos 
pensarem em perguntas para esta pessoa. Se necessário, dê alguns exemplos, 
como: “O que será que a pessoa (incluir o nome) gosta de fazer no seu tempo 
livre?”; “Será que a pessoa (incluir o nome) tem filhos?”; “Quais são as principais 
tarefas da pessoa (incluir o nome) aqui na escola?”. É importante também 
promover uma reflexão com os alunos sobre quais tipos de perguntas 
são adequadas. Por exemplo, perguntas muito pessoais podem deixar o 
entrevistado constrangido e, portanto, não são adequadas. Peça para eles 
compartilharem suas perguntas, e anote-as em uma folha grande de papel, 
que todos possam ver. Se possível, certifique-se de que cada criança fez, no 
mínimo, uma pergunta. Este também é o momento de questionar os alunos 
se a pergunta poderia ou não deixar o entrevistado desconfortável.
ENCERRAMENTO:
Avise aos alunos que você irá marcar uma entrevista com a pessoa 
escolhida e que eles serão os repórteres. Releia as perguntas que você 
anotou e relembre quem fez cada pergunta. Diga que, no dia da entrevista, 
todos irão fazer uma pergunta e o cartaz estará lá para ajudá-los. 
153 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 5/5
DIFERENCIAÇÃO: Possivelmente, alguns alunos irão demonstrar mais curiosidade sobre 
o entrevistado que outros. Crianças desta faixa-etária ainda podem 
apresentar interesses restritos e, portanto, não demonstrar vontade de 
aprender sobre a vida de uma determinada pessoa. Você pode oferecer 
suporte a estes alunos e oferecer tempo para a reflexão. É importante 
descrever o quanto estes comportamentos de se interessar pelo outro 
por meio de perguntas ajuda a criança a conhecer novos amigos.
Ainda, é possível que tenham alunos com dificuldade para formular 
perguntas. Neste caso, você pode pedir a esses alunos que 
discutam em dupla e encontrem uma pergunta juntos. 
Além disso, outras crianças podem ter vergonha de expressar as suas 
perguntas em frente da turma. Sendo assim, ele pode, se já estiver 
alfabetizado, escrever a sua pergunta em um papel e entregar a você 
para que seja incluída na lista. É importante que se um aluno não quiser 
expor uma pergunta para a turma, a vontade dele seja respeitada.
AVALIAÇÃO: Avalie as perguntas de cada aluno e observe se eles demonstraram curiosidade 
para aprender sobre o/a entrevistado(a). Certifique-se de que as perguntas são 
coerentes com o contexto e a atividade do entrevistado. Se possível, anote o 
nome do aluno ao lado da pergunta para registrar quem perguntou o quê.
155 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 1/10
QUAL É 
O TAMANHO DO 
MEU PROBLEMA?
O Termômetro dos Problemas é uma ferramenta 
que indica, de forma concreta, os diferentes níveis 
de intensidade de um problema por meio de cores. 
Nesta intervenção, as crianças irão refletir sobre 
diferentes tipos de problema, e os classificar 
de acordo com a sua intensidade. A intervenção 
inclui uma folha de exercício para as crianças 
criarem seu próprio Termômetro dos Problemas.
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de trabalhar com os alunos estratégias de 
autorregulação emocional a partir da discussão de diferentes problemas e modos 
de reagir a eles. Esta atividade tem o intuito de auxiliar as crianças a entenderem 
e dimensionarem o real “tamanho” (a intensidade) de seus problemas, o que é 
importante para que regulem a maneira como se sentem e agem frente a eles. Ao 
criarem uma perspectiva clara e real sobre o seu problema, as crianças têm maiores 
chances de conseguirem lidar com ele de forma apropriada. Trata-se de uma 
prática que possibilita o desenvolvimento da tolerância ao estresse e à frustração. 
Crianças que têm dificuldade em lidar com frustrações, estresse e imprevistos 
podem especialmente se beneficiar desta prática, assim como turmas com 
episódios frequentes de choro, comportamentos agressivos e reações extremas. 
A reflexão sobre diferentes tipos de problema e sobre estratégias para 
lidar com eles permite que os alunos trabalhem a imaginação criativa, 
já que precisam pensar em formas alternativas de pensar e agir. 
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Empatia
 › Respeito
 › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
 › Imaginação 
criativa
 › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
156 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 2/10
Além disso, ouvir histórias de outras crianças que vivenciaram 
problemas abre espaço para o exercício da empatia. A produção 
do Termômetro dos problemas envolve a produção de desenhos e 
pode, assim, favorecer o interesse artístico dos alunos.
Ao apresentar o seu termômetro para a turma, a criança será incentivada a 
exercer a assertividade e a iniciativa social. Enquanto isso, os outros alunos 
poderão praticar o respeito e a empatia pelo colega que está apresentando. 
FORMATO: Intervenção 
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; Arte.
<<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA)
Objetos de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada
 › Habilidade: (EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, avisos, convites, 
receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações 
(digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, 
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto.
PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO)
Objetos de Conhecimento: Forma de composição do texto
 › Habilidade: (EF01LP20) Identificar e reproduzir, em listas, agendas, 
calendários, regras, avisos, convites, receitas, instruções de montagem 
e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), a 
formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros.
PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objetos de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentossempre que necessário.
157 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 3/10
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão comparar diferentes tipos de problema e 
classificá-los de acordo com suas intensidades.
DURAÇÃO: 40 a 50 minutos.
MATERIAIS: › Termômetro dos Problemas (modelo para o professor 
montar a versão grande); (ANEXO 1)
 › Termômetro dos Problemas (folha de exercício individual para alunos); (ANEXO 2)
 › Lápis e borracha;
 › Material para desenho: lápis de cor, lápis de cera ou canetinhas.
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Em roda, conte uma história sobre uma criança que teve um problema 
e reagiu a ele de forma desproporcional ou exagerada. Você pode usar a 
história abaixo, inventar uma história ou escolher outra já existente.
Sugestão:
“Lulu foi para a feira com seus pais. Lá, eles compraram cenouras, abacate e 
alface. Na hora de ir embora, Lulu disse que queria um sorvete. Sua mãe falou 
que não iria comprar o sorvete porque já estava quase na hora do almoço. 
Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
COMPONENTE: 
ARTES
UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS
Objetos de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objetos de Conhecimento: Processos de criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
158 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 4/10
Lulu pediu de novo, mas o seu pai disse que não ia comprar o sorvete 
pelo motivo que a mãe já havia explicado. Então, Lulu começou a 
gritar e chorar. Ela gritou e chorou até chegar em casa”.
Faça perguntas sobre a história para promover o debate com a turma: 
 › “Qual era o problema da Lulu?”;
 › “O que Lulu (ou outro personagem) sentiu quando os pais 
disseram que ela não poderia tomar um sorvete?”;
 › “Quem já se sentiu assim?”
 › “Como Lulu reagiu ao problema?”; 
 › “Vocês acham que Lulu (ou outro personagem) reagiu da melhor forma? Por quê?”; 
 › “Como vocês reagiriam no lugar dele(a)?” 
Conte a história de uma outra criança que teve um problema e reagiu de 
forma diferente. A ideia desta parte é mostrar que existem problemas de 
tamanhos diferentes e maneiras distintas de reagir. Para isso, você pode 
usar a história abaixo, inventar uma história ou escolher outra já existente.
Sugestão:
“Fábio era um menino que adorava a escola. Ele era muito dedicado nos seus 
trabalhos e sempre dava o seu melhor. Um dia, ele fez um desenho lindo de uma 
fazenda. Ele cuidadosamente incluiu vários bichos e coloriu um a um. O desenho 
ficou lindo. Na hora do recreio, Fábio guardou o seu desenho e foi brincar com os 
amigos. Durante o recreio, um pote de tinta vermelha caiu em cima do desenho de 
Fábio. Quando ele voltou, encontrou o seu desenho todo vermelho, não dava nem 
para ver os bichos. Fábio tinha ficado muito tempo fazendo aquele trabalho e não 
conseguiu acreditar que ele tinha estragado. Fábio sentiu vontade de chorar, e 
até sentiu algumas lágrimas enchendo seu olho. Ele também sentiu o seu coração 
batendo mais forte, “isso deve ser raiva”, ele pensou. Mas Fábio já era um menino 
grande e sabia o que fazer quando se sentia triste ou com raiva. Ele decidiu respirar 
fundo. A professora e alguns amigos tentaram falar com ele sobre o que aconteceu, 
mas Fábio não queria falar com ninguém. “Eu quero ficar sozinho”, ele disse, e 
sentou em um cantinho da sala. A professora e as outras crianças respeitaram o 
seu pedido e deixaram Fábio quietinho. Fábio sentou e respirou fundo até se sentir 
melhor. Depois, ele se juntou às outras crianças, que estavam sentadas no tapete 
ouvindo uma história. Quando a história acabou, a professora perguntou ao Fábio 
como ele estava se sentindo. Fábio disse que ainda estava um pouco triste, porque 
gostou muito do seu desenho, mas que já se sentia melhor. A professora então 
deu parabéns ao Fábio pela maneira como ele se comportou. Ela perguntou se ele 
queria fazer outro desenho e Fábio disse que sim. Alguns amigos também gostaram 
da ideia e perguntaram se podiam ajudar Fábio a desenhar outra fazenda. Fábio 
aceitou a ajuda dos amigos e eles foram trabalhar juntos em um novo desenho”.
159 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 5/10
Faça perguntas sobre a história para promover o debate. Algumas ideias:
 › “Qual era o problema de Fábio?”;
 › “O que Fábio (ou outro personagem) sentiu ao ver o seu 
desenho todo manchado de tinta vermelha?”;
 › “Quem já se sentiu assim?” 
 › “Vocês acham que o Fábio (ou outro personagem) 
reagiu da melhor forma? Por quê?”; 
 › “Como vocês reagiriam no lugar dele?”; 
 › “Qual problema é maior? O problema da Lulu ou do Fábio? Por quê?”; 
 › “Como a maneira que o Fábio reagiu foi diferente da maneira que a Lulu reagiu?”
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Hoje nós vamos comparar diferentes tipos de problema e 
dizer se eles são pequenos, médios ou grandes”.
PARTICIPAÇÃO:
Mostre o Termômetro dos Problemas para seus alunos e diga 
que existem vários tipos de problema. Aponte para cada cor no 
termômetro, explicando a intensidade do problema de cada cor:
 › Verde: Está tudo bem!;
 › Amarelo: Tenho um probleminha;
 › Laranja: Tenho um problema médio;
 › Vermelho: Tenho um problemão!.
Ao falar sobre cada cor, gesticule com as mãos, dizendo, “Existem problemas 
pequenininhos, problemas médios e problemas grandes”. Explique: “É 
muito importante pensar sobre os tamanhos dos nossos problemas, 
para decidirmos como vamos reagir e enfrentar esses problemas”. 
Liste algumas situações e pergunte aos alunos quais cores eles dariam 
para os problemas listados. Você pode trazer exemplos da sua própria 
vida para ilustrar a atividade, como: “O meu termômetro está no verde 
quando estou em casa lendo um livro que gosto, e o de vocês?”. Escolha um 
aluno diferente para dizer a cor de cada problema. Se houver discórdia 
sobre a intensidade de um problema, explique: “Às vezes o mesmo 
problema pode ser grande para uma pessoa e pequeno para outra. Tudo 
bem! O importante é saber qual tamanho o problema tem para você”. Dê 
oportunidades para todos os alunos participarem, pedindo: “Quem já passou 
por isso bate uma palma” ou “Quem já se sentiu assim, levanta a mão”. 
160 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 6/10
Sugestões de problemas: 
 › Minha mãe não deixou eu ir na casa do meu amigo;
 › Eu não entendi o dever de casa!;
 › Ninguém quer brincar comigo;
 › Perdi meu brinquedo preferido;
 › Caí e cortei o joelho;
 › Meu melhor amigo foi morar longe;
 › Meu cachorro morreu;
 › Meus amigos não me deixam escolher a brincadeira;
 › Tirei uma nota ruim na escola. 
É possível que essa conversa gere emoções fortes nas crianças ou em 
alguma em específico. Se isso acontecer, aproveite para conversar com 
os alunos sobre os seus sentimentos. Se um aluno compartilhar uma 
experiência pessoal, acolha e pergunte como ele(a) se sentiu naquela 
determinada situação, e o que vocês podem fazer para ajudá-lo(a) a 
se sentir melhor. Neste caso, o professor também poderá trabalhar a 
empatia, garantindo assim um ambiente acolhedor e respeitoso.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Diga para os alunos que eles vão criar seu próprio Termômetro dos Problemas. 
Mostre a folha individualTermômetro dos Problemas e explique que eles 
devem desenhar e escrever quatro situações, uma de cada cor. Os alunos 
podem relatar uma experiência que viveram ou criar situações inventadas. 
TRABALHO INDIVIDUAL:
Os alunos devem trabalhar individualmente completando o seu Termômetro 
dos Problemas. Circule pela sala de aula, dando suporte quando 
necessário. Se possível, aproveite essa oportunidade para conversar 
com os alunos sobre as experiências que escolheram compartilhar. 
ENCERRAMENTO:
Em roda, peça aos alunos que apresentem seus trabalhos para a turma, lendo o 
que escreveram e mostrando seus desenhos. Se tiver tempo, estimule os alunos a 
dizerem: “Estou pronto para uma pergunta ou comentário”, e incentive os outros a 
levantarem a mão para comentar sobre o trabalho do amigo ou fazer uma pergunta. 
Na etapa de Encerramento, os alunos precisam apresentar aos colegas a sua 
produção. A apresentação oral permite que o professor trabalhe a assertividade 
junto aos alunos. Ao mesmo tempo, o respeito pode ser desenvolvido uma vez que a 
tarefa demanda escutar atentamente os colegas e fazer comentários e perguntas.
161 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 7/10
DIFERENCIAÇÃO: Ao escolher problemas para serem avaliados pelos alunos, certifique-se de que 
eles estejam de acordo com a realidade e cultura da turma. É importante que 
as crianças consigam se relacionar com esses problemas, para conseguirem 
entender suas diferentes intensidades. Também é importante evitar problemas 
que possam causar tristeza, medo ou raiva em seus alunos. Como professor(a), 
você saberá escolher problemas apropriados para serem trabalhados na turma. 
Na hora de compartilhar os trabalhos, deixe as crianças escolherem se querem 
dividir seus termômetros com a turma. É importante que todos tenham a 
oportunidade e o incentivo para apresentarem seus trabalhos, mas é preciso, 
também, respeitar os alunos que não se sentem preparados para fazê-lo.
Provavelmente, seus alunos estão em diferentes fases no desenvolvimento 
da escrita e da leitura. Essa diferença deve ser respeitada, e todos devem ser 
incentivados a darem o seu melhor. Quando necessário, peça para o aluno ditar 
o que escreveu/desenhou e registre essas palavras na folha dele. Assim, na hora 
de apresentar o trabalho para a turma, você pode ajudá-lo a “ler” o que escreveu.
AVALIAÇÃO: Avalie os Termômetros dos seus alunos e observe se os problemas que eles 
classificaram seguem uma lógica gradual. Isso vai te permitir saber se eles 
entenderam e se beneficiaram da atividade. A participação oral dos alunos 
durante a aula também irá te ajudar a perceber o impacto da atividade neles. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Deixe o Termômetro dos Problemas à vista em sua sala de aula. Sempre 
que necessário, se refira ao termômetro e pergunte aos seus alunos sobre 
os tamanhos dos problemas que surgirem na escola. Lembre aos alunos 
que vários problemas cotidianos são pequenininhos e não devemos perder 
tanto tempo com eles. Use o termômetro para questionar se algumas 
atitudes e reações estão de acordo com o tamanho do problema.
A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover 
a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A 
oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos 
comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no 
processo de desenvolvimento das competências socioemocionais.
162 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 8/10
ANEXO 1
O professor deve reproduzir o desenho abaixo em cartolina
Níveis do 
Termômetro
Tamanho
VERMELHO Tenho um problemão!
LARANJA Tenho um problema médio
AMARELO Tenho um probleminha
VERDE Está tudo bem!
Tenho um 
problemão!
Tenho um 
problema médio
Tenho um 
probleminha
Está tudo bem!
TERMÔMETRO 
DOS PROBLEMAS
TERMÔMETRO 
DOS PROBLEMAS
Tenho um 
problemão!
Tenho um 
problema médio
Tenho um 
probleminha
Está tudo bem!
©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr.
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NÍVEIS TAMANHO QUAL É O PROBLEMA?
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Folha de exercício › TERMÔMETRO DOS PROBLEMAS
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165 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 1/5
TRABALHO
DE REPÓRTER
Trabalho de Repórter é uma atividade em 
que o professor auxiliará os alunos na 
entrevista com uma pessoa que trabalha 
na escola (previamente escolhida por eles), 
a partir de perguntas que eles já criaram 
na atividade Preparando uma Entrevista. 
Depois da entrevista, eles criarão um 
trabalho artístico para destacar como 
é a rotina do entrevistado e debaterão 
como foi ter essa experiência.
JUSTIFICATIVA: A atividade tem como objetivo instigar a curiosidade para aprender sobre o 
outro e a percepção de que o olhar deste outro pode ser diferente do nosso, 
desenvolvendo a empatia e o respeito nas crianças. A aula também visa 
a trabalhar iniciativa social dos alunos, através do engajamento deles ao 
fazer perguntas durante a entrevista, bem como a assertividade, por meio 
da expressão em roda sobre o que cada aluno achou da experiência. 
A brincadeira de repórter poderá desenvolver o interesse artístico, o qual será 
trabalhado por meio da realização de um trabalho de arte sobre a experiência vivida. 
CONTEXTO: Esta aula é uma continuação da aula Preparando uma Entrevista e usará 
a lista de perguntas preparadas na mesma. Antes dessa atividade, é 
importante que o professor agende um horário com o entrevistado e 
defina um local para a entrevista (podendo ser a sala de aula ou o local de 
trabalho do entrevistado, como a cantina ou a secretaria da escola). 
1 Esta aula deve acontecer depois da aula Preparando uma Entrevista. 
1
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
ABERTURA 
AO NOVO
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Empatia
 › Respeito
 › Curiosidade 
para aprender
 › Interesse artístico
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
166 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 2/5
FORMATO: Aula Única
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Arte; Língua Portuguesa, História, Geografia.
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
ARTE
UNIDADE TEMÁTICA: ARTES VISUAIS
Objeto de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais,instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objeto de Conhecimento: Processos de criação
 › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e 
as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
Objeto de Conhecimento: Planejamento de texto oral Exposição oral
 › Habilidade: (EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas 
e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, dentre outros 
gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente 
por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando 
a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
167 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 3/5
PLANO DE AULA
OBJETIVOS: 1. Os alunos irão conduzir uma entrevista; 
2. Os alunos irão criar um trabalho artístico sobre a experiência vivida.
DURAÇÃO: 45 minutos que podem ser divididos em duas partes:
 › Entrevista: 20 minutos;
 › Trabalho Artístico: 25 minutos.
MATERIAIS: › Papel branco para o trabalho artístico, como cartolina, papel 40kg, 
A2 ou A3;
 › Materiais de arte disponíveis, como: lápis de cor, lápis de 
cera, caneta hidrográfica, aquarela, tintas e pincéis;
 › Cartaz com perguntas que foi preparado na aula Preparando uma Entrevista.
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA 
Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada
 › Habilidade: (EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, 
recontagens de histórias lidas pelo professor, histórias imaginadas ou 
baseadas em livros de imagens, observando a forma de composição 
de textos narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço).
COMPONENTE: 
HISTÓRIA
UNIDADE TEMÁTICA: MUNDO PESSOAL: MEU LUGAR NO MUNDO
Objeto de Conhecimento: As diferentes formas de organização da família 
e da comunidade: os vínculos pessoais e as relações de amizade
 › Habilidade: (EF01HI02) Identificar a relação entre as suas 
histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade.
Objeto de Conhecimento: A vida em família: diferentes configurações e vínculos
 › Habilidade: (EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar 
o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços.
COMPONENTE: 
GEOGRAFIA
UNIDADE TEMÁTICA: MUNDO DO TRABALHO
Objeto de Conhecimento: Diferentes tipos de trabalho existentes no seu 
dia a dia
 › Habilidade: (EF01GE07) Descrever atividades de trabalho 
relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.
168 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 4/5
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Promova o engajamento e o entusiasmo da turma perguntando: “Quem será o 
nosso entrevistado hoje?” ou “Quem está pronto para a nossa entrevista?”. Depois, 
receba a pessoa que será entrevistada em sua sala de aula ou vá ao seu encontro 
com a turma no local combinado. Agradeça o convidado por ter aceitado o convite 
e conte que os alunos estão curiosos para saber mais sobre a vida dele(a).
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 1:
“Hoje, vocês irão entrevistar o(a) (nome do entrevistado)”. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Peça para o entrevistado sentar na frente dos alunos e deixe a lista de perguntas 
criadas na aula Preparando uma Entrevista à vista. Explique aos alunos que essa 
lista estará lá para ajudá-los, mas eles podem criar novas perguntas durante a 
atividade. Diga aos alunos que todos devem participar da entrevista e fazer pelo 
menos uma pergunta. Lembre-os de que, enquanto um aluno faz uma pergunta 
e o entrevistado responde, os outros terão de treinar o ouvido e prestar atenção. 
Pontue que, nesta atividade, é muito importante respeitar a vez do outro. 
PARTICIPAÇÃO:
Diga aos alunos: “Quem está pronto para fazer uma pergunta, levante a mão”. 
Procure chamar diferentes alunos para fazerem perguntas. É possível que as 
respostas do entrevistado deem origem a novas perguntas. Sendo assim, deixe 
os alunos expressarem livremente sua curiosidade. Sempre que necessário, 
aponte para o cartaz de perguntas e peça para os alunos retomarem a lista. 
Após 15 ou 20 minutos de entrevista, agradeça a pessoa entrevistada e peça para 
os alunos fazerem o mesmo. Ao se despedir, comente, na frente de seus alunos, 
como foi importante conversar com a pessoa e aprender sobre a vida dela.
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 2:
“Agora, vocês vão criar um trabalho artístico para representar a entrevista”.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE ARTÍSTICA:
Mostre aos alunos os materiais de arte que serão usados na atividade. Se você for 
apresentar um material novo, demonstre como utilizá-lo. Explique que eles devem se 
basear no que aprenderam durante a entrevista para criar o trabalho artístico. Para 
incentivar as crianças a realmente se expressarem artisticamente, é importante 
não dar muitos exemplos ou explicações que podem limitar a imaginação delas. 
TRABALHO INDIVIDUAL:
Circule pela sala enquanto as crianças criam a sua arte, dando suporte para os alunos 
sempre que preciso. A fim de que os alunos fiquem livres para criar, evite fazer 
comentários sobre o trabalho deles. Assim, você evita a possibilidade de influenciá-
los e estimula seu senso de autoria, de modo que cada um faça o seu próprio trabalho.
169 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 5/5
ENCERRAMENTO:
Em roda, questione os alunos sobre a experiência vivida. Faça perguntas como, “O 
que vocês sentiram na hora de fazer perguntas?”; “Como foi aprender sobre o trabalho 
da pessoa que vocês entrevistaram?”; “Como foi aprender sobre a vida da pessoa 
fora da escola?”.; “Qual parte vocês mais gostaram da entrevista?”; “Teve alguma 
resposta que o entrevistado deu que vocês não sabiam? O que acharam?”. Depois, 
peça para os alunos contarem qual parte da entrevista eles decidiram representar 
em sua arte e como criaram essa representação: com quais técnicas e materiais.
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade explora, entre outras competências, a Iniciativa Social e a 
Assertividade. Como pode haver diferenças entre os alunos no modo como 
expressam estas competências (e até mesmo no seu nível de desenvolvimento), 
é possível que alguns deles se engajem menos na entrevista, ou se sintam 
mais tímidos para participar. Assim, é importante que, você, professor(a) tente 
engajar esses alunos, respeitando o seu modo de ser. Você pode, por exemplo, 
usar o cartaz de perguntas para ajudar os alunos mais quietos, por exemplo: 
“João, por que você não faz aquela pergunta que anotamos aqui no cartaz?”. 
Durante a atividade artística, é importante lembrar que seus alunos podem ter tido 
interpretações variadas da entrevista e, portanto, podem escolher representar 
diferentes aspectos da vida do entrevistado. O importante, aqui, não é o produto 
ou o trabalho final, mas sim o processo criativo e de experimentação.
AVALIAÇÃO: Nesta atividade, é importante prestar atenção na capacidade dos alunos de 
trabalharem em grupo e seguirem as regras da atividade. Durante a entrevista, 
perceba quais alunos prestaram atenção na história do entrevistado e tiveraminiciativa social para fazer perguntas, questionar e entender os detalhes da história.
Repare, também, quais alunos conseguiram criar perguntas 
espontaneamente, baseando-se nas respostas do entrevistado. 
Avalie, ainda, o interesse artístico dos alunos durante o trabalho individual. Anote 
quais alunos tiveram facilidade ou dificuldade de expressar a experiência da 
entrevista. Repare, também, quais alunos tiveram prazer em criar um trabalho 
de arte. Durante o encerramento, avalie os relatos dos alunos sobre a entrevista 
que fizeram. Perceba a capacidade de assertividade dos alunos ao relatarem a 
experiência durante a roda. Se possível, faça anotações que vão ajudar quando 
você continuar a trabalhar com a necessidade específica de cada aluno. 
171 INTERVENÇÕES • INTERVENÇÕES • /
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
INTERVENÇÕES
173 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 1/6
CAIXA DE 
PREOCUPAÇÕES
Nesta atividade o professor vai implementar 
uma Caixa de Preocupações em sala de aula. 
Os alunos irão desenhar ou escrever sobre suas 
preocupações, medos e/ou apreensões em 
um pedaço de papel e inseri-lo dentro caixa.
JUSTIFICATIVA: Essa atividade ajuda as crianças a identificarem situações que as preocupam 
ou as deixam ansiosas. Este é um passo importante para que tentem 
compreender os motivos de se sentirem preocupadas e busquem pensar 
no que é possível fazer para se sentirem melhor. Além disso, ao identificar 
situações que os deixem preocupados ou ansiosos, os alunos conseguem 
entender melhor os seus sentimentos e o que acontece com eles. 
Assim, a atividade pode oportunizar o desenvolvimento da resiliência 
emocional. A Caixa de Preocupações serve como uma representação 
física e simbólica de um lugar onde as preocupações, medos e anseios 
podem, uma vez identificados, ser colocados. Dessa forma, o exercício 
pode fortalecer a competência de tolerância ao estresse. 
DISCIPLINA 
INTEGRADA:
Língua Portuguesa.
<<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
MACROCOMPETÊNCIA:
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Tolerância 
ao estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
174 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 2/6
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA 
PORTUGUESA 
(1° – 5° ANOS)
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão escrever ou desenhar uma preocupação 
e inseri-la na Caixa de Preocupações.
DURAÇÃO: 30 minutos
MATERIAIS: › Lápis e borracha(s);
 › Folhas de papel;
 › Modelo para Caixa de Preocupações. (ANEXO 1)
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
 › Defina como será a Caixa de Preocupações de sua turma. Se quiser, 
veja as imagens de referência para ter ideias. Não é necessário ser uma 
caixa, você pode optar por fazer um Copo de Preocupações, Garrafa 
de Preocupações ou Lata de Preocupações, se preferir. É possível usar 
uma caixa de sapato, embalagem de suco ou garrafa d’água. Você pode 
optar por decorar uma Caixa de Preocupações e mostrá-la já pronta 
para os alunos ou você pode preferir envolvê-los nessa decoração. 
 › Recorte folhas brancas de papel em pedaços pequenos para os 
alunos escreverem e/ou desenharem suas preocupações. 
175 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 3/6
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Conte para a turma que hoje vocês vão conversar sobre a preocupação. 
Diga que adultos e crianças muitas vezes têm preocupações e que isso é 
normal. Questione os alunos sobre o que é uma preocupação. Escute os 
seus pontos de vista e informe-os que nossas preocupações podem incluir 
medos, receios, ansiedade, angústias e agonias. Depois, pergunte aos alunos 
sobre alguns motivos pelos quais as pessoas (adultos e crianças) geralmente 
se preocupam. Incentive-os a compartilharem seus pontos de vista.
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Mostre a Caixa de Preocupações para a turma e conte que essa caixa não 
é uma caixa normal, mas uma caixa de preocupações. Explique que ela é 
um lugar onde as pessoas podem jogar suas preocupações dentro. 
Informe que essa caixa ficará dentro da sala de aula e poderá ser sempre 
usada pelos alunos. Comunique a eles que podem jogar qualquer tipo de 
preocupação lá dentro, desde uma preocupaçãozinha até uma preocupação 
grande. Diga que eles podem escolher escrever o nome na preocupação ou 
não. Avise que toda semana você irá ler as preocupações que eles colocarem 
na caixa e, se eles tiverem optado por se identificar, você irá convidá-los 
para conversar em particular sobre a preocupação que escreveram. 
Anuncie que hoje vocês vão estrear a caixa. Solicite que os alunos façam 
um minuto de silêncio e pensem em uma preocupação para inserir na 
caixa. Distribua folhas de papel recortadas e material para escrever. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Vocês vão desenhar e/o escrever sobre uma preocupação 
e depois inseri-la na Caixa de Preocupações”. 
TRABALHO INDIVIDUAL:
Certifique-se que os alunos tenham privacidade no momento de escrever 
e/ou desenhar uma preocupação. Quando terminarem, chame uma 
criança de cada vez para inserir sua preocupação dentro da caixa.
ENCERRAMENTO:
Em roda, questione os alunos sobre como se sentiram ao escrever e/ou 
desenhar uma preocupação. Comente com a turma que, muitas vezes, a 
prática de escrever e/ou desenhar as preocupações pode gerar alívio, pois 
compreendemos melhor a forma com que nos sentimos ao estabelecer relações 
entre os eventos e os nossos sentimentos. Depois questione-os sobre como 
se sentiram ao inserir a sua preocupação dentro da Caixa de Preocupações. 
Encerre a atividade dizendo que de agora em diante a Caixa de Preocupações 
vai morar na sala de aula e poderá ser utilizada pelos alunos sempre que 
precisarem. Se necessário, estabeleça algumas regras para o seu uso. 
176 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 4/6
Lembre aos alunos que quando quiserem compartilhar uma preocupação 
com você, eles devem escrever o próprio nome na preocupação, caso 
contrário, devem apenas escrever a preocupação, sem incluir seu nome. 
Comunique também que você está sempre à disposição para conversar 
individualmente com cada um deles sobre os assuntos que os preocupam. 
DIFERENCIAÇÃO: É possível que alguns alunos tenham dificuldade em reconhecer suas preocupações 
ou identificar um motivo para elas. Isso ocorre porque as crianças ainda estão 
em processo de desenvolvimento emocional e podem ainda não ter muita 
consciência sobre o que ou como se sentem. Você pode ajudar esses alunos com 
perguntas concretas, como: “Você tem medo de alguma coisa?”, “Você às vezes 
acha que algo pode dar errado?” e “Algum sentimento ou situação te incomoda?”. 
Outros alunos que já conseguem identificar suas preocupações podem não se sentir 
à vontade em escrever ou desenhá-las. Lembre essas crianças que elas têm a opção 
de não escrever o nome no papel,para assim não serem identificadas. Informe-as, 
também, que a única pessoa que vai ler as preocupações dentro da caixa é você. 
Talvez o aluno ainda não tenha desenvolvido muita confiança em você, professor(a). 
Portanto, use essa oportunidade para fortalecer o vínculo entre vocês. Se um aluno 
realmente não quiser incluir sua preocupação na Caixa de Preocupações, sugira que 
ele pratique o exercício e guarde sua preocupação consigo. Também pode ocorrer 
de haver alunos que nao estão preocupados com nada no momento da atividade. 
Não há problema, explique que a caixa ficará na sala e eles poderão utilizá-la 
quando acharem que têm uma preocupação que gostariam de compartilhar.
Além disso, é provável que apareçam preocupações bastante distintas 
entre seus alunos. Uma criança pode escrever sobre medo de escuro 
enquanto outra pode estar preocupada com saúde de um parente próximo. 
Portanto, enfatize que a Caixa de Preocupações é para todos os tipos de 
preocupações. Assim, procure garantir que todas as crianças se sintam 
à vontade para incluir a preocupação que quiserem dentro da caixa.
A Caixa de Preocupações tem a finalidade de ajudar as crianças a se expressarem 
e nomearem o que já sentem. Se o aluno achar demasiadamente doloroso 
escrever/desenhar sobre uma determinada situação ou sentimento, ele 
pode sempre escolher uma outra preocupação com a qual ele tenha mais 
facilidade de entrar em contato. Ademais, a Caixa de Preocupações é uma 
atividade optativa e, portanto, o aluno só irá utilizá-la se assim quiser.
É possível que alguns alunos tenham preocupações consideradas graves. 
Sendo assim, essa atividade pode fazer com que você, professor(a), tome 
consciência de uma situação que precise ser resolvida imediatamente, 
como, por exemplo, a violência doméstica. Em casos como esse, tome todas 
as medidas necessárias, juntamente com a direção da escola, para garantir 
a proteção integral dos direitos da criança e do adolescente. Entretanto, 
faço-o garantindo que todos os procedimentos éticos sejam respeitados. 
177 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 5/6
AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos foram capazes de escrever e/ou desenhar um motivo 
de preocupação. Escute os relatos deles sobre a experiência de escrever 
e/ou desenhar uma preocupação e “jogá-la” na caixa. Com isso, analise 
os possíveis benefícios da atividade. Ao longo do tempo, observe se 
a Caixa de Preocupações é uma estratégia eficiente para ajudar seus 
alunos a identificarem seus medos, ansiedades e preocupações. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Coloque a Caixa de Preocupações em um local de fácil acesso na sala de 
aula. Sempre que possível, incentive o uso dela: “Tiago, que tal jogar essa sua 
preocupação dentro da caixa?” Leia as preocupações dos alunos no final do dia 
e procure oportunidades para conversar com eles sobre o que os afligem. Por 
exemplo: “Marcelo, eu li que você está preocupado com a prova de matemática 
na sexta-feira. Tem alguma coisa que eu possa fazer para te ajudar? Na quinta 
nós vamos fazer uma revisão e tirar dúvidas, então traga suas perguntas para a 
aula, tá bom? E lembre-se de respirar fundo para estar calmo durante a prova” 
e “Juliana, eu vi que você está preocupada com o seu irmão. Você gostaria 
de conversar sobre isso?”. É importante que esses convites para conversar 
com você, professor(a), sejam realizados individualmente, para não expor 
os alunos. Além disso, tome todas as providências para garantir que apenas 
você tenha acesso ao conteúdo incluído na caixa. Deste modo, você garante 
o sigilo, elemento fundamental para o bom andamento da atividade.
178 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 6/6
ANEXO 1
Exemplo para montagem da Caixa de Preocupações
 › Arrume uma caixa grande com tampa
 › Forre a caixa e a tampa com papeis coloridos ou desenhos
 › Corte uma abertura na caixa para a inserção dos papeis. Pode ser no alto ou na parte da frente
 › Escrever “Caixa das Preocupações” em lugar visível
 › Imagem de referência da Caixa de Preocupações para professor:
Fonte: https://www.sacredheartgateshead.org/worry-box-you-talk-we-listen/
CAIXA DE 
PREOCUPAÇÕES
CAIXA DE 
PREOCUPAÇÕES
179 
INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 1/9
PEDIR AJUDA 
OU CONVERSAR
Nesta atividade, o(a) professor(a) lerá 
cartas com diferentes situações e 
comportamentos. Os alunos precisarão 
avaliar cada uma para decidir se devem 
ou não reportar aquela situação ou 
comportamento a um adulto. Durante 
esse jogo, o professor ensinará a 
diferença entre contar para um 
adulto sobre o comportamento de 
alguém, como forma de denunciar 
ou pedir ajuda, ou conversar com o 
colega para resolver a situação.
JUSTIFICATIVA: O propósito desta atividade é ensinar aos alunos a diferença entre avisar e pedir 
ajuda ao professor sobre uma situação preocupante ou conversar diretamente 
com o colega para resolver uma situação. A intervenção ensina que contar ou 
denunciar sobre algo que um amigo fez não é uma boa solução para resolver 
problemas interpessoais ou de outros contextos e oferece alternativas para os 
alunos poderem gerir situações problemáticas de uma forma mais adequada. 
Com isso, espera-se que os alunos fortaleçam sua autoconfiança na resolução 
de conflitos e desenvolvam mais empatia pelos seus colegas, confiando assim 
em suas boas intenções. A atividade trabalha intencionalmente a iniciativa 
social e a assertividade ao incentivar alunos a resolverem problemas sociais 
através do diálogo. Ela também oferece uma oportunidade para os alunos 
aprenderem a lidar com frustrações sociais (tolerância à frustração).
FORMATO: Intervenção
MACROCOMPETÊNCIA:
ENGAJAMENTO 
COM OS OUTROS
AMABILIDADE
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Assertividade
 › Iniciativa social
 › Confiança
 › Empatia
 › Autoconfiança
 › Tolerância 
à frustração
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 2/9
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal
 › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral 
em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, 
apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão distinguir situações e comportamentos 
que devem ou não pedir ajuda a um(a) adulto(a).
DURAÇÃO: 10 minutos
MATERIAIS: › Cartazes: Pedir ajuda ou conversar; (ANEXO 1)
 › Cartas: Pedir ajuda ou conversar?; (ANEXO 2)
 › Fita adesiva.
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
 › Preparar as palavras “pedir ajuda ou conversar” de 
acordo com as imagens de referência. 
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte aos alunos se eles sabem o que significa avisar para um adulto sobre 
o comportamento de alguém, no sentido de denunciar ou entregar o colega. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 3/9
Escute algumas respostas e defina: “É quando você conta para alguém, seus 
pais ou um professor, por exemplo, o que outra pessoa fez ou disse, semantes 
ter conversado com ela.” Depois, pergunte à turma o que é pedir ajuda e escute 
algumas respostas. Possivelmente, você escutará definições parecidas com as de 
antes. Defina: “Quando pedimos ajuda, geralmente estamos passando por alguma 
situação perigosa e não estamos conseguindo resolver um problema sozinho”. 
DEFINIÇÃO DOS TERMOS:
Explique que, quando avisamos algo a alguém, fazemos isso para informar a pessoa de 
um possível perigo ou problema. Esclareça que o aviso é importante para prevenir que 
algo ruim aconteça. Diga que, quando avisamos o professor sobre o comportamento 
de alguém, fazemos isso para impedir que essa pessoa se machuque ou machuque 
o outro. Explique que esses machucados podem ser físicos ou emocionais, como o 
bullying e a falta de respeito. Também avisamos algo a um adulto quando achamos 
que não conseguimos gerir a situação sozinhos. Informe que avisar para pedir ajuda 
é bem diferente de avisar para dedurar o amigo e esperar uma possível punição para 
ele. Explique que a diferença está na intenção da criança ao contar uma situação 
para um adulto. Conte que, muitas vezes, não há necessidade de avisar sobre o 
comportamento do amigo, pois é possível conversar com ele para resolver o problema. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE:
Coloque um cartaz com a palavra “Pedir ajuda” em um canto da sala e um com a 
palavra “Conversar” no outro canto. Avise que você vai ler diferentes situações e 
os alunos precisarão decidir, em cada caso, se nesta situação o ideal seria contar 
para pedir ajuda ou conversar. Explique que, caso escolham contar determinada 
situação a um adulto por uma questão de segurança ou preocupação, eles devem 
ir para perto do cartaz “Pedir ajuda”. Porém, caso acreditem que não precisam 
avisar ao adulto, pois o problema é pequeno e pode ser resolvido entre eles, 
devem ir para perto do cartaz “Conversar”. Porém, se acaso eles, após ouvirem 
a situação, acharem que precisariam de ajuda para resolver, pois não sabem o 
que fazer nessa situação, eles devem ir para perto do cartaz “Pedir ajuda”.
PARTICIPAÇÃO:
Leia as situações das cartas Pedir ajuda ou Conversar? e peça que os alunos se 
posicionem de acordo com cada situação. Diga para eles não se basearem no 
julgamento do amigo, pois devem ir para o lado que acreditam que fariam nas 
situações apresentadas. Possivelmente, ocorrerão situações em que os alunos 
terão opiniões diferentes. Se isso acontecer, questione os motivos por trás de suas 
escolhas e promova uma conversa com todos da sala, mas com a finalidade de refletir 
sobre o que deveria ser feito, atribuindo assim, significado para a atitude esperada. 
Ao conversar sobre situações que devem ser reportadas a um adulto, 
enfatize a importância de avisar ocorridos que envolvam perigo, injustiça 
ou possam prejudicar alguém, seja fisicamente ou emocionalmente. Faça 
perguntas, como: “Vocês acham que esta situação tem perigo?”; 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 4/9
“Alguém pode se machucar?”; “Houve bullying ou uma injustiça?”; “Alguém pode 
ficar muito triste com isso?”. Ao conversar sobre situações que não precisam 
ser avisadas a um adulto, questione a gravidade daquele problema: “É um 
problema grande ou pequeno?”. Pergunte, ainda, se poderia ser resolvido sem 
um adulto ou até ignorado. É importante conversar com os alunos sobre como 
eles poderiam resolver o conflito entre si e que estratégias eles poderiam utilizar 
nestes casos mais simples. Ou seja, caso as crianças optem por conversar, 
reflita com eles sobre o que poderia ser dito ao colega e de qual forma (exemplo: 
tom de voz), a fim de ampliar o repertório deles de resolução de conflitos.
ENCERRAMENTO:
Encerre a atividade pedindo que os alunos definam, novamente, as palavras 
conversar e pedir ajuda. Peça que, de agora em diante, eles reflitam sobre 
o que aprenderam antes de reportar uma situação a um adulto.
DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade pode ser adaptada a crianças de diferentes idades e em 
diferentes estágios de leitura. Você pode ler as situações das cartas ou pedir 
que os alunos o façam em voz alta. As 10 cartas extras também podem ser 
usadas para tornar a atividade mais apropriada à faixa etária de sua turma, 
pois você pode criar cenários familiares àquela idade. Essas mesmas cartas 
podem ser usadas para criar situações que sejam culturalmente relevantes 
para os seus alunos. Você também tem a opção de excluir situações que não 
se apliquem ao contexto da escola, deixando algumas cartas de lado. 
Se você tiver alunos com dificuldades físicas em sua turma, avalie se a proposta de andar 
para diferentes cantos da sala é viável para eles. Caso não seja, faça acomodações. Você 
pode, por exemplo, pedir que os alunos levantem a mão direita para dizer “conversar”, a 
mão esquerda para dizer “pedir ajuda” e as duas mãos quando estiverem na dúvida. Outra 
solução seria ler as situações para a turma e pedir que as crianças apenas respondam. 
O importante, aqui, é que todos possam participar e refletir sobre as respostas.
AVALIAÇÃO: Avalie a habilidade de seus alunos quanto à distinção de situações que devem ou 
não reportar a um adulto. Perceba se as crianças conseguem fazer essa distinção e, 
se achar necessário, faça anotações. Compare, também, as definições dos alunos 
para as palavras Pedir ajuda e Conversar no início e no fim da aula. Perceba se eles 
entenderam a diferença entre uma coisa e outra e se as definições se tornaram mais 
específicas depois da prática. Isso vai lhe ajudar a perceber o impacto da atividade.
Ao longo dos próximos dias e semanas, avalie a efetividade da intervenção, 
percebendo se as crianças estão se queixando menos e conseguindo 
resolver problemas do cotidiano da escola entre si. Ainda, se estão buscando 
por ajuda quando necessário e refletindo sobre como poderiam resolver a 
situação. Repare, também, se os alunos agora lembram uns aos outros de 
quando devem ou não chamar um adulto. Frases como “Não precisa chamar 
a professora, a gente resolve!” indicam que a atividade teve sucesso.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 5/9
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Após esta atividade, sempre questione os alunos que vierem contar sobre 
os comportamentos dos outros. Se necessário, repita as perguntas feitas 
durante a atividade, como: “Alguém pode ficar muito triste com isso?”; 
“Alguém está correndo perigo?”; “Esse problema é grande ou pequeno?”. 
Quando necessário, lembre seus alunos de que denunciar não é legal e 
incentive-os a resolver seus problemas sozinhos. É importante que você 
auxilie o aluno a refletir sobre o melhor modo de resolver aquela situação 
e que ele pode acioná-lo sempre que tiver dúvidas sobre como agir. 
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Imagem de referência: PEDIR AJUDA OU CONVERSAR
Recortar e colar nas paredes de cada lado da sala de aula
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EU ESTAVA PASSANDO E UM AMIGO 
ME MOSTROU A LÍNGUA
UMA AMIGA ENTROU NA FILA 
NA MINHA FRENTE SEM PEDIR
NA HORA DO RECREIO, 
DUAS CRIANÇAS COMEÇARAM 
A BRIGAR DANDO CHUTES E SOCOS
UM AMIGO MEU ESTÁ SOFRENDO 
BULLYING NA ESCOLA TODOS OS DIAS
EU VI UMA CRIANÇA RASGANDO 
UM LIVRO NA BIBLIOTECA DA ESCOLA
UM MENINO PEGOU O LÁPIS 
QUE EU ESTAVA USANDO 
E NEM ME PEDIU POR FAVOR
NA HORA DO RECREIO, 
NINGUÉM QUIS BRINCAR COMIGO
EU VI UMA MENINA CORRENDO 
NO CORREDOR DA ESCOLA E ISSO É PROIBIDO
UMA MENINA ESTAVA CORRENDO, 
CAIU NO CHÃO E SE MACHUCOU
UMA CRIANÇA ME DEU UM CHUTEO MENINO QUE SENTA AO MEU LADO 
NÃO ESTÁ FAZENDO A TAREFA
MINHA MELHOR AMIGA COMPARTILHOU 
COM OUTROS COLEGAS UM SEGREDO 
QUE EU CONTEI SOMENTE PARA ELA
UM COLEGA ME CHAMOU 
DE BURRO QUANDO EU TIREI UMA 
NOTA BAIXA NO TESTE
EU EMPRESTEI MEU CADERNO PARA 
UMA COLEGA LEVAR PARA CASA E 
COPIAR A LIÇÃO, MAS ELA NÃO TROUXE 
MEU CADERNO NO DIA SEGUINTE
Cartas: PEDIR AJUDA OU CONVERSAR? 
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10 cartas para o professor usar
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 1/6
RESPIRANDO 
AS FORMAS 
GEOMÉTRICAS
Respirando as Formas Geométricas é uma atividade 
que pode ser usada de forma individual ou com 
a turma inteira. Os alunos irão respirar de forma 
lenta e profunda enquanto acompanham os traços 
de linhas em formato de figuras geométricas, 
desenhadas no papel. A cada linha percorrida, 
o aluno deverá ora inspirar e ora expirar. A 
atividade será acompanhada por uma música de 
fundo auxiliando no relaxamento dos alunos. 
JUSTIFICATIVA: O propósito desta intervenção é fazer com que, através da respiração, os 
alunos entrem em um estado de foco, tranquilidade e relaxamento, para 
assim poderem aprender melhor, desfrutar de relacionamentos sociais 
e aproveitar a escola. O foco é uma competência importante porque nos 
ajuda a ter concentração em uma tarefa e ignorar as outras distrações. 
Além disso, esta prática pode ser utilizada de forma individual 
para auxiliar alunos a administrar sentimentos e emoções fortes. 
Através do exercício da respiração, a criança torna-se mais capaz 
de lidar com a preocupação, a raiva e a irritação, assim como em 
situações em que está mais agitada ou dispersa. Dessa forma, esta 
atividade também fortalece a tolerância ao estresse dos alunos. 
CONTEXTO: Esta atividade pode ser utilizada com um grupo de alunos ou com a turma inteira. 
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Foco › Tolerância 
ao estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 2/6
O professor deve fazer esta escolha de acordo com as suas 
observações e as necessidades de seus alunos.
Esta atividade poderá ser utilizada com a turma toda em momentos agitados, como a 
volta do recreio, com o objetivo de criar uma transição e preparar os alunos para a aula. 
FORMATO: Intervenção 
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
 Língua Portuguesa; Matemática.
<<Essa atividade pode ser realizada durante qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA 
(1° AO 5° ANO)
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
Objeto de Conhecimento: Escuta de textos orais
 › Habilidade: (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de 
trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes 
ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA (1° ANO)
UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA
Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas: reconhecimento 
do formato das faces de figuras geométricas espaciais
 › Habilidade: (EF01MA14) Identificar e nomear figuras planas (círculo, 
quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos apresentados em diferentes 
disposições ou em contornos de faces de sólidos geométricos.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 3/6
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão praticar a respiração enquanto traçam as linhas de figuras 
geométricas, como forma de acalmá-los e auxiliar na concentração para a 
aula, além de propiciar o conhecimento para os alunos destas formas.
DURAÇÃO: 5 a 15 minutos
MATERIAL 
OPCIONAL: 
 › Lápis e borracha;
 › Folhas de papel;
 › Caneta ou lápis de cor; 
 › Aparelho de som ou celular; 
 › Músicas para relaxamento.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA 
(2° ANO)
UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA
Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas (círculo, 
quadrado, retângulo e triângulo): reconhecimento e características
 › Habilidade: (EF02MA15) Reconhecer, comparar e nomear figuras planas (círculo, 
quadrado, retângulo e triângulo), por meio de características comuns, em 
desenhos apresentados em diferentes disposições ou em sólidos geométricos.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA 
(3° ANO)
UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA
Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas (triângulo, quadrado, 
retângulo, trapézio e paralelogramo): reconhecimento e análise de características
 › Habilidade: (EF03MA15) Classificar e comparar figuras planas (triângulo, 
quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo) em relação a seus 
lados (quantidade, posições relativas e comprimento) e vértices.
COMPONENTE: 
MATEMÁTICA 
(5° ANO)
UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA
Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas: 
características, representações e ângulos
 › Habilidade: (EF05MA17) Reconhecer, nomear e comparar 
polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e desenhá-
los, utilizando material de desenho ou tecnologias digitais.
OBS: A BNCC não inclui “figuras geométricas planas” como um objeto de 
conhecimento para alunos do 4° ano do Ensino Fundamental.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 4/6
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Pergunte aos alunos sobre as formas geométricas que eles conhecem. Escute 
algumas respostas e desenhe-as no quadro ou opte por pedir para os alunos se 
levantarem e desenharem aquelas que conhecem no quadro, nominando-as. 
Depois, comente sobre momentos em que você sente a turma agitada ou dispersa e 
que, possivelmente, eles iriam se beneficiar da prática da respiração concentrada: 
“Quando voltamos do recreio, às vezes vocês ainda estão muito agitados. Como 
vocês estão menos focados, fica mais difícil aprender”. Explique que respirar com 
consciência é muito importante. Ressalte que: “Quando prestamos atenção em 
nossa respiração nos sentimos bem, focamos mais e conseguimos ir nos acalmando”.
E o que tem as figuras geométricas com isso? Conte que é possível aliar 
o ritmo da respiração com o traçado das formas geométricas e que, a 
partir desse movimento, eles podem se acalmar, ao mesmo tempo em que 
memorizam essas figuras. Avise que hoje você vai colocar uma música antes 
de começar a aula para praticarem o Respirando as formas geométricas.
DEMONSTRAÇÃO:
Aponte para uma forma geométrica desenhada no quadro e avise que ela servirá 
como exemplo para o início da atividade. É importante que os alunos, além 
do formato, também saibam os nomes de cadafigura. Questione os alunos 
sobre as palavras inspirar e expirar. Se necessário, defina cada termo, como: 
“Inspirar quer dizer puxar o ar para dentro e expirar é quando soltamos o ar para 
fora” e demonstre a ação. Depois, peça para os alunos inspirarem e expirarem 
e verifique se eles entenderam o conceito. Explique que, ao longo da música, 
façam o exercício de inspiração e expiração: eles devem inspirar enquanto 
acompanham com o dedo ou lápis uma reta da figura e, ao começar a outra 
reta, devem expirar. A inspiração e expiração devem ser lentas para que seja 
possível traçar, com calma, até o final da reta (lado da figura geométrica). 
Demonstre essa ação puxando o ar pelo nariz e soltando pela boca. Comece 
inspirando e, ao passar para o próximo lado da forma, solte o ar. Após completar 
todos os lados da forma escolhida, repita a ação e peça para os alunos te 
acompanharem dessa vez. Solicite que eles usem o dedo para desenhar a 
forma geométrica no ar enquanto respiram junto com você. No caso do círculo, 
explique que você demarcará dois pontos na circunferência. O primeiro é o 
de partida e o segundo indica quando os alunos devem começar a expirar. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Você(s) deve(m) inspirar ou expirar ao acompanhar os 
traços de cada lado da forma geométrica”
PRÁTICA:
Peça para cada aluno escolher uma forma geométrica para praticar a 
respiração. Se for necessário, use as formas geométricas desenhadas
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 5/6
no quadro como referência para eles. Avise que é importante que cada criança 
escolha uma forma geométrica que conheça bem. Comunique que você irá marcar 
três minutos e que os alunos devem fazer o exercício de usar uma forma geométrica 
para respirar. Você, professor(a), deve decidir se os alunos vão desenhar a forma no 
ar ou em um pedaço de papel. Isso vai depender da idade e do comportamento deles. 
A prática de usar um lápis e papel pode ajudar crianças que têm maior necessidade 
de segurar um objeto para focar. Anuncie quando iniciar e terminar o tempo 
determinado. Ao decorrer da música, passe mais algumas instruções como: “Percebam 
se o seu coração está batendo mais devagar ou ainda continua a bater rápido”. 
“Percebam também como está seu corpo, se ele está mais relaxado ou permanece 
mais rígido”. Quando a música acabar, peça para que eles se sentem em roda. 
ENCERRAMENTO:
Em roda, questione os alunos sobre a prática: “Como foi usar uma forma 
geométrica para respirar? Como foi ouvir a música e trabalhar a respiração 
ao mesmo tempo?”, “Como vocês estão se sentindo?”, “Como estavam 
se sentindo antes do exercício?”, “Houve alguma mudança? Qual?”.
Depois de conversar com a turma sobre a atividade, anuncie que ela será 
implementada para ajudá-los a focar e se acalmar – em diversos momentos. Diga 
que vocês poderão praticá-la juntos, como fizeram hoje, ou individualmente. 
DIFERENCIAÇÃO: Durante esta atividade, é importante considerar que algumas crianças 
irão demonstrar mais facilidade que outras para focar no exercício de 
respiração. Lembre-se que cada aluno tem o seu próprio tempo de foco e 
procure respeitá-lo, adaptando as suas expectativas de acordo com o seu 
conhecimento sobre as crianças. Se necessário, sugira que um aluno mais 
disperso escolha um lugar que facilite a sua concentração. Outra possibilidade 
seria ficar próximo a este aluno e fazer o exercício junto com ele.
Outra diferenciação possível envolve a forma como os alunos irão usar ou 
desenhar as formas geométricas. Alguns alunos irão se beneficiar de desenhar 
a forma em um papel enquanto respiram. Segurar o lápis e se ocupar do 
desenho aumentará a concentração de algumas crianças. Outra ideia seria 
dar ao aluno uma folha com várias formas geométricas já desenhadas e pedir 
para ele usar o dedo para contornar as laterais das formas enquanto respira. 
Esta atividade motora também estimulará o foco de algumas crianças.
AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos conseguiram usar a forma geométrica para praticar 
a respiração. Observe o comportamento deles antes e após a atividade 
para verificar se houve alguma mudança significativa, e se a atividade foi 
uma maneira eficiente de acalmá-los e prepará-los para aula. Além disso, 
escute o relato das crianças sobre o efeito que o exercício teve nelas. 
Por fim, aproveite a ocasião para conferir o conhecimento da turma sobre as formas 
geométricas. Isso poderá auxiliar o seu ensino nas próximas aulas de matemática.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 6/6
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
Esta atividade pode ser utilizada em momentos pontuais, em que um ou mais 
alunos possam se beneficiar de uma pausa para a respiração, ou em horários 
pré-determinados. Você, professor(a), pode definir um momento do dia ou da 
semana para este exercício. Sendo assim, recomendamos escolher momentos de 
transição, como a volta do recreio ou do almoço, em que as crianças costumam 
ficar mais agitadas. Dessa forma, esta atividade pode se tornar rotina da turma. 
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 1/8
ROLETA 
DE OPÇÕES
Esta atividade consiste na criação de 
uma roleta com opções de estratégias 
para ajudar os alunos a lidarem com 
situações que envolvem a experiência de 
emoções difíceis. Depois de construída, 
a Roleta de Opções se tornará uma 
ferramenta para os alunos utilizarem 
quando sentirem necessidade. As 
estratégias presentes na Roleta de Opções 
visam ajudar a criança a se acalmar, 
permanecer no ambiente de sala de aula 
e voltar à atividade que foi interrompida 
em consequência de uma situação que 
envolve emoções difíceis de manejar. 
JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de fortalecer as competências relacionadas à 
resiliência emocional. A Roleta de Opções inclui estratégias para ajudar os alunos 
a lidarem com situações que envolvem a experiência de emoções difíceis, como 
raiva, medo, tristeza, frustração, ansiedade, preocupação ou estresse. Para 
manejar estas situações, a tolerância à frustração e a tolerância ao estresse 
precisam ser desenvolvidas e/ou fortalecidas. Além disso, ser capaz de lidar com 
essas emoções de forma construtiva tem impacto positivo no desenvolvimento da 
autoconfiança. A ferramenta também promove a autonomia das crianças. Por um 
lado, elas precisam identificar quando sentem emoções difíceis em consequência 
de algum acontecimento na escola; por outro, precisam assumir responsabilidade 
pela sua regulação, realizando a estratégia sugerida pela Roleta de Opções.
MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO
RESILIÊNCIA 
EMOCIONAL
Competências 
que podem ser 
trabalhadas:
 › Responsabilidade › Autoconfiança
 › Tolerância à 
frustração
 › Tolerância ao 
estresse
As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade.
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INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 2/8
FORMATO: Intervenção
DISCIPLINA(S) 
INTEGRADA(S):
Língua Portuguesa; Artes.
<<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>>
RELAÇÃO COM A BNCC:
COMPONENTE: 
LÍNGUA PORTUGUESA
PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE
Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/
Intercâmbio conversacional em sala de aula
 › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com 
clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando 
a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Objeto de Conhecimento: Escuta atenta
 › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores 
e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e 
solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea
 › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação 
espontânea presencial,respeitando os turnos de fala, selecionando e 
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, 
de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
Objeto de Conhecimento: Escuta de textos orais
 › Habilidade: (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de 
trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes 
ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
COMPONENTE: 
ARTES
UNIDADE TEMÁTICA: ARTES VISUAIS
Objeto de Conhecimento: Materialidades
 › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística 
(desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, 
instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, 
instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
Objeto de Conhecimento: Processos de criação
 › Habilidade: (EF15AR05) Experimentar a criação em artes 
visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando 
diferentes espaços da escola e da comunidade.
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ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 3/8
PLANO DE AULA
OBJETIVO: Os alunos irão listar estratégias que podem ajudá-los a 
lidar com experiências de emoções difíceis.
DURAÇÃO: 60 minutos
MATERIAIS: › Materiais necessários para fazer a Roleta de Opções, como: 
papéis coloridos, cola, tesoura, cartolina, grampo ou pino.
 › Material para desenho e escrita, como: caneta 
hidrográfica, lápis de cor, giz de cera etc.
 › Material opcional: livro ou história que fale sobre a experiência de 
emoções difíceis e de como lidar com elas. (sugestões ANEXO 1)
 › Modelo para fazer a Roleta de Opções. (ANEXO 2)
PROCEDIMENTO: CONEXÃO:
Ao introduzir esta atividade, você, professor(a), pode optar por ler uma história 
sobre a experiência de emoções fortes. Opcionalmente você pode seguir 
direto para a etapa de “Participação”. Entretanto, o uso da história pode ser 
importante porque oferece às crianças a possibilidade de perceberem que 
elas não são as únicas que sentem emoções difíceis; outras crianças (como a 
personagem do livro, por exemplo) também experienciam estas emoções. 
PARTICIPAÇÃO:
Questione os alunos sobre situações em que sentiram emoções difíceis. Se você tiver 
contado uma história, faça conexões com as emoções sentidas pela personagem. 
Explique que sentir emoções negativas pode ser algo natural, todos podemos nos sentir 
assim, às vezes. O importante é sabermos que elas são temporárias e que podemos 
lidar com elas de forma construtiva, para que voltemos a nos sentir bem o mais rápido 
possível. Diga que às vezes quando sentimos uma emoção muito forte como raiva, 
medo ou tristeza, nós temos dificuldade em controlar o nosso comportamento (por 
exemplo, podemos ser rudes, gritar com alguém, podemos nos recusar a participar de 
uma brincadeira ou ajudar um colega). Explique que isso acontece porque emoções 
muito fortes ocupam um espaço grande na nossa mente, atrapalham o nosso 
pensamento e por isso acaba sendo difícil agir de forma tranquila, clara e racional. 
PREPARAÇÃO 
PARA AULA:
Decida como será construída a Roleta de Opções (ver modelo de referência). 
É importante que se incluam entre oito e 10 espaços para estratégias e 
uma seta que se movimente. Para ser possível construir a Roleta de Opções, 
é necessário organizar todos os materiais que serão utilizados. 
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ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 4/8
Portanto, quando experimentamos emoções difíceis nem sempre conseguimos 
fazer as melhores escolhas. Pergunte aos alunos se isso já aconteceu com eles: 
“Vocês já deixaram de fazer uma boa escolha por causa de uma emoção forte?”; 
“Uma emoção forte já fez vocês fazerem algo de que se arrependeram depois?”.
Diga que quando sentimos uma emoção forte, que nos impede de fazer 
boas escolhas, a melhor coisa é esperar ela passar. Explique que da mesma 
forma que as emoções vêm, elas também vão embora. Por isso, é importante 
não agir de modo precipitado quando sentimos emoções difíceis. O melhor 
será pensar e se acalmar antes de agir. Podemos nos perguntar: Temos um 
plano para enfrentar as nossas emoções e conseguir superá-las? Assim, 
evitamos agir de maneira impulsiva, podendo magoar o outro ou piorar ainda 
mais uma situação. Com esse plano, conseguimos administrar o nosso 
comportamento e nos acalmar para depois retomar o que estávamos fazendo. 
EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:
“Hoje nós vamos refletir sobre e listar estratégias para lidar com emoções difíceis”. 
ATIVIDADE – LISTA DE ESTRATÉGIAS:
Solicite que os alunos fechem os olhos e tentem lembrar de uma situação 
em que sentiram uma emoção difícil, em um momento que era complicado 
manter a calma. Peça que reflitam sobre a maneira como agiram naquele 
momento e se acham que poderiam ter agido de maneira diferente. 
Em seguida, diga para os alunos abrirem os olhos. Solicite que dois voluntários 
contem sobre como se sentiram e agiram na situação que lembraram. 
Comente, novamente, sobre como temos dificuldade para fazer boas escolhas quando 
estamos sentindo uma emoção difícil, negativa. Lembre-os que o ideal é que primeiro 
a gente se acalme para depois poder agir de uma forma construtiva. Peça para que os 
alunos pensem e listem estratégias que podem tentar usar para se acalmar e lidar com 
situações que envolvam emoções difíceis. Se possível, use o(s) exemplo(s) dado(s) 
pelos próprios alunos: “O João contou que sentiu muita raiva quando a sua irmã quebrou 
o seu carrinho de brinquedo. O que o João poderia ter feito para se sentir melhor?”
Anote, no quadro, as estratégias sugeridas pelos alunos. Se 
necessário, dê algumas ideias. Alguns exemplos são: 
 › Contar até 30;
 › Fazer 10 respirações profundas;
 › Falar sobre o que sente;
 › Desenhar o que sente;
 › Escrever sobre o que sente;
 › Beber lentamente um copo de água;
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 › Fazer um intervalo;
 › Ir no banheiro para sair da situação;
 › Conversar com um colega;
 › Pedir ajuda.
É importante que você, professor(a), adapte esta lista para melhor 
atender os seus alunos. Considere a idade das crianças e os tipos de 
emoções e comportamentos que você mais precisa trabalhar com elas. 
Se os seus alunos já estiverem familiarizados com atividades disponíveis 
neste material, como: Respirando as formas geométricas, Eu preciso 
de um intervalo ou Pote da tempestade vocês podem incluir as ideias 
aqui como possíveis estratégias para lidar com emoções difíceis. 
EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE – CRIANDO UMA ROLETA DE OPÇÕES:
Diga que vocês vão montar uma Roleta de Opções, que será uma ferramenta 
para ajudar os alunos a lembrarem das tantas opções de estratégias que 
eles podem usar quando precisarem lidar com emoções muito fortes. Se 
acreditar ser necessário, explique o que é uma roleta: A roleta é um círculo 
com uma seta no meio. Essa seta é parecida com o ponteiro de um relógio, 
pois ela dá voltas no círculo. Em um jogo de roleta, o jogador dá um peteleco na 
seta, a seta começa a rodar e o jogador espera para ver onde a seta parou”.
Comunique que essa roleta vai se chamar Roleta de Opções porque 
quando sentimos emoções fortes sempre temos a opção de escolher 
uma estratégia que nos ajude a nos acalmar. Aproveite para dar 
qualquer outra explicação necessária para a feitura da roleta.
Solicite que os alunos reflitam sobre as estratégias listadas e 
selecionem oito ou 10 delas que consideram mais eficientes para lidar 
com emoções fortes. Você pode incluir uma votação. Após a seleção, 
avise que estas oito ou 10 estratégias serão incluídas na roleta. 
CRIANDO UMA ROLETA DE OPÇÕES:
Crie a Roleta de Opções com os alunos. Procure incentivar a 
participação de diferentes alunos nesse processo.
ENCERRAMENTO:
Ao terminar a Roleta de Opções faça combinados com os alunos sobre 
como e quando utilizá-la. Avise que dapróxima vez que sentirem emoções 
fortes, eles podem girar a Roleta de Opções para terem a opção de uma 
boa estratégia para se acalmarem. Diga que se eles não acharem aquela 
estratégia apropriada, eles poderão girar a roleta novamente e escolher 
uma outra opção. Explique que a Roleta de Opções ficará na sala de 
aula para que eles a usem individualmente quando desejarem.
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DIFERENCIAÇÃO: Com a Roleta de Opções pronta e exposta em sala de aula, ela 
deverá ser utilizada por um aluno de cada vez, que terá a opção de 
girá-la até encontrar uma estratégia que julgue efetiva.
Por isso, ela sempre poderá ser diferenciada para atender as necessidades de cada 
aluno. Como as estratégias foram sugeridas pelos próprios alunos, as opções da 
roleta são de antemão diferenciadas e relevantes para eles. É importante que você, 
professor(a), acompanhe o uso da Roleta de Opções e observe quais estratégias 
funcionam melhor para cada criança. Assim, você pode conversar com o seu 
aluno e comentar sobre quais estratégias parecem funcionar bem para ele.
AVALIAÇÃO: Examine se os alunos são capazes de listar estratégias para ajudá-
los a se acalmarem e lidarem com emoções difíceis, negativas. Depois 
de realizar a atividade Roleta de Opções, avalie se os alunos estão 
utilizando-a corretamente. Analise, também, a eficiência das estratégias 
ao observar o impacto delas no comportamento dos alunos. 
CRIANDO 
UMA ROTINA: 
A Roleta de Opções deve estar sempre disponível para uso dos alunos. Sempre 
que possível, incentive o uso da ferramenta: “Pedro, parece que você está sentindo 
uma emoção forte, porque não usa a Roleta de Opções para escolher uma estratégia 
para se acalmar?” Observe os efeitos da atividade ao longo do tempo e faça 
adaptações de acordo com suas percepções. Se você acreditar que uma estratégia 
da roleta não é eficiente para ajudar o(s) aluno(s) a lidarem com suas emoções, 
converse com a(s) criança(s) sobre isso e encontrem uma alternativa para ela. 
Observe, ao longo do tempo, a eficiência dessa atividade para ajudar 
os seus alunos a lidarem com emoções fortes. A partir de suas 
observações, decida se a Roleta de Opções deve ou não deve ser 
mantida como uma atividade de rotina para os seus alunos. 
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ANEXO 1
Sugestões de livros de história que falam sobre a experiência de emoções difíceis 
e sobre como lidar com elas.
 › Menina Amarrotada, Aline Abreu
 › Tromba Tromba, David McKee
 › A Raiva, Blandina Franco e José Carlos Lollo
 › Ernesto, Blandina Franco e José Carlos Lollo
 › Sinto Medo, Mike Gordon
 › Sinto Tristeza, Mike Gordon
 › Vavá e Popó Descobrem as Famílias das Emoções, Miriam Rodrigues
 › A Lata de Sentimentos, Monica Guttman
 › Eu Não Tenho Medo, Todd Parr
 › O Livro dos Sentimentos, Todd Parr
 › Tenho Monstros na Barriga, Tonia Casarin
 › Tenho Mais Monstros na Barriga, Tonia Casarin
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ANEXO 2
Imagem de referência: Roleta de Opções
Contar 
até 30 Fazer 10 
respirações 
profundas
Falar sobre 
o que sente
Desenhar 
o que sente
Escrever sobre 
o que sente
Beber 
lentamente 
um copo 
de água
Fa
ze
r u
m 
int
erv
alo
Ir
 a
o 
ba
nh
ei
ro
 
pa
ra
 s
ai
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da
 s
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nv
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um
 c
ol
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Pe
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 aju
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