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© AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . INICIANDO O DIÁLOGO para desenvolver competências socioemocionais Contém planos de aula e atividades para apoiar educadores do 1º ano do Ensino Fundamental 1 INICIANDO O DIÁLOGO para desenvolver competências socioemocionais Contém planos de aula e atividades para apoiar educadores do 1º ano do ensino fundamental INSTITUTO AYRTON SENNA PRESIDENTE Viviane Senna DIRETORA DE EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO Tatiana Filgueiras GERENTE EXECUTIVA Inês Kisil Miskalo GERENTES Laura di Pizzo Shirley Ferrari PRODUÇÃO DO DOCUMENTO Hudson de Carvalho Julia Braga Karen Teixeira Maria Clara Couto Regina Marino Thais Bertin Brandão Tonia Casarin EDITORA Marta Pagotto ROTEIRO E LAY-OUT DE ILUSTRAÇÕES Kaled Kanbour EDITOR DE ARTE Marcio Petta ILUSTRAÇÕES SENNINHA Thelia Produções DIAGRAMAÇÃO E ILUSTRAÇÕES Ideia Múltipla ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 2019 INTRODUÇÃO 5 1º ANO A CAMPANHA DO SORRISO 9 AQUECENDO O MOTOR 19 ÁRVORE DA GRATIDÃO 35 CARTÃO PIT STOP 45 CHECKLIST DA TAREFA 53 COMO ACHO QUE ESTOU? 61 COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? 71 DESENHANDO SENTIMENTOS 79 DETETIVE NO ESCURO 85 ESCADA DAS CONQUISTAS 91 LÂMPADA MÁGICA 97 LISTA DE PERGUNTAS 105 MARCANDO O TEMPO 111 MÍMICA DAS EMOÇÕES 119 O LOBO, O RATO E EU! 125 O VALE DA APRENDIZAGEM 131 O VARAL DAS BOAS AÇÕES 137 PÓ MÁGICO 143 PREPARANDO UMA ENTREVISTA 149 QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? 155 TRABALHO DE REPÓRTER 165 SUMÁRIO INTERVENÇÕES CAIXA DE PREOCUPAÇÕES 173 PEDIR AJUDA OU CONVERSAR 179 RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS 189 ROLETA DE OPÇÕES 195 5 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO Olá professor (a), O material que hoje chega às suas mãos reflete o trabalho de um grupo de profissionais do Instituto Ayrton Senna que, desde o ano de 2017, se dedica à construção detalhada de um projeto a ser desenvolvido pelas redes de ensino no que tange ao trabalho com as competências socioemocionais no Ensino Fundamental I: os Cadernos de Atividades sobre competências socioemocionais. Tais cadernos são constituídos de Planos de Aula para cada ano do ciclo I do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e indicam atividades que, ao serem integradas ao planejamento cotidiano do professor, visam o desenvolvimento das competências socioemocionais indicadas dentre as 10 competências gerais da BNCC. Perceba que cada atividade apresenta um formato de possibilidades de trabalho: a atividade única é apresentada uma vez e pode ser a base de inúmeras outras atividades que você pode planejar; atividade de rotina indica alguma ideia que pode compor e ampliar o planejamento de suas aulas e oferece um conhecimento muito útil para ser usado sempre, em todas as suas aulas; atividades de intervenção tem como diferencial poder ser aplicada em quaisquer anos escolares e usado por você conforme necessidade. Entendemos que o momento do planejamento é um momento de construção do professor, considerando os conteúdos a serem desenvolvidos e o desempenho de sua turma, e esse caderno tem o objetivo de contribuir para que nesse momento você possa integrar atividades sobre competências socioemocionais ao seu planejamento das aulas buscando qualificar ainda mais seu trabalho e também a formação de seus alunos de forma mais plena. Esperamos contribuir com seu trabalho e desejamos que cada vez mais, profissionais como você possam construir uma vida escolar e futura mais feliz para nossas crianças! 1ºANO 9 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 1/9 A CAMPANHA DO SORRISO Nesta aula, os alunos farão uma pesquisa com crianças de outras turmas para descobrir a frequência com que escovam os dentes. Eles representarão essa informação em um gráfico de barras e criarão uma campanha de conscientização, na escola, sobre higiene bucal. JUSTIFICATIVA: O objetivo desta aula é trabalhar a importância de realizar higiene bucal (escovar os dentes, usar fio dental etc.) e as principais consequências para a saúde causadas pela falta deste cuidado. A atividade visa a trabalhar a responsabilidade do aluno, que será estimulado a assumir o compromisso de cuidar de sua higiene bucal. Caso a atividade seja realizada em grupo, cada criança terá responsabilidade também em cumprir com o que lhe foi designado pelo grupo. Ao entrevistar outras crianças sobre os seus hábitos de higiene bucal, os alunos terão a oportunidade de se relacionar e de se comunicar com outros, desenvolvendo, assim, repertório de iniciativa social. Além disso, eles serão incentivados a respeitar os seus entrevistados, desde o momento de convidá-los a participar da pesquisa (no modo como abordarão os colegas) até as respostas dadas por eles. Por ser uma atividade em que as crianças precisam criar uma campanha de conscientização a partir de dados coletados com colegas, MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Organização › Persistência › Responsabilidade › Assertividade › Iniciativa Social › Respeito › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 10 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 2/9 trata-se de uma oportunidade para desenvolver as competências de organização e persistência, uma vez que as crianças precisarão se planejar para executar a tarefa e persistir em sua execução para atingir o objetivo da atividade (criar uma campanha). Ao criar uma campanha na escola, os alunos também serão incentivados a expressar suas opiniões de forma assertiva, visando exercer influência na comunidade escolar. Por fim, a criação de cartazes poderá ser uma oportunidade para promover o interesse artístico das crianças. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Ciências; Matemática; Língua Portuguesa; Arte. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: CIÊNCIAS UNIDADE TEMÁTICA: VIDA E EVOLUÇÃO Objeto de Conhecimento: Corpo humano – Respeito à diversidade › Habilidade: (EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções. › Habilidade: (EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde. COMPONENTE: MATEMÁTICA UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. Contagem ascendente e descendente. Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações. › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim código de identificação. Objeto de Conhecimento: Leitura, escrita e comparação de números naturais (até 100) Reta numérica. › Habilidade: (EF01MA05) Comparar números naturais de até duas ordens em situações cotidianas, com e sem suporte da reta numérica. Objeto de Conhecimento: Problemas envolvendo diferentes significados da adição e da subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar) 11 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 3/9 › Habilidade: (EF01MA08) Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até dois algarismos,com os significados de juntar, acrescentar, separar e retirar, com o suporte de imagens e/ou material manipulável, utilizando estratégias e formas de registro pessoais. UNIDADE TEMÁTICA: PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA Objeto de Conhecimento: Leitura de tabelas e de gráficos de colunas simples › Habilidade: (EF01MA21) Ler dados expressos em tabelas e em gráficos de colunas simples. › Habilidade: (EF01MA22) Realizar pesquisa, envolvendo até duas variáveis categóricas de seu interesse e universo de até 30 elementos, e organizar dados por meio de representações pessoais. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objetos de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objetos de Conhecimento: Correspondência fonema-grafema › Habilidade: (EF01LP02) Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética – usando letras/grafemas que representem fonemas. Objetos de Conhecimento: Escrita compartilhada › Habilidade: (EF01LP21) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas de regras e regulamentos que organizam a vida na comunidade escolar, dentre outros gêneros do campo da atuação cidadã, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. 12 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 4/9 PLANO DE AULA OBJETIVOS: 1. Os alunos farão uma pesquisa na escola, para descobrir a frequência com que as crianças escovam os dentes; 2. Os alunos criarão uma campanha de conscientização, na escola, sobre a importância da higiene bucal. DURAÇÃO: 120 minutos (2 tempos de aula) Objetos de Conhecimento: Produção de textos › Habilidade: (EF01LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, diagramas, entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. Práticas de Linguagem: Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Objetos de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF12LP04) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor ou já com certa autonomia, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade. COMPONENTE: ARTE UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de Criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. CONTEXTO: Sugerimos realizar esta atividade em uma aula de Ciências e, se possível, conectá-la à unidade temática Vida e Evolução e ao objeto de conhecimento Corpo humano – respeito à diversidade, presente na BNCC (Ciências, 1º ano). 13 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 5/9 MATERIAIS: › Tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes?; Gráfico de barras: higiene bucal; (ANEXO 1) (uma por aluno ou grupo de alunos); › Lápis e borrachas; › Material de arte, como lápis de cor, lápis de cera, canetinhas, tinta e pincel; › Folhas de papel para a campanha dos alunos, como A3 ou cartolina (uma por aluno); › Quadro-negro ou quadro-branco; › Duas folhas grandes de papel para: Gráfico de higiene bucal e tabela grande Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes?. PREPARAÇÃO PARA AULA: › Para esta pesquisa, defina quem serão as crianças entrevistadas pela sua turma. Você pode separar seus alunos em grupos de três ou quatro crianças e pedir que visitem diferentes turmas. Assim, vocês terão um maior número de respostas. Ao decidir como será feita a coleta de dados, combine possíveis logísticas com os professores e adultos responsáveis pelas crianças que serão entrevistadas. › Prepare o Gráfico de higiene bucal (desenhe os eixos de nº de alunos e escovações diárias. As barras serão desenhadas depois que os resultados forem somados) e a tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes?, de acordo com as imagens de referência. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Leia um livro ou assista a um vídeo com a turma sobre a importância de escovar os dentes. Incluímos algumas sugestões abaixo. Questione os alunos sobre a importância desse hábito para a saúde (por exemplo, quais os benefícios de escovarmos os dentes? Que prejuízos temos se não escovamos os nossos dentes?). Se as crianças já tiverem aprendido essa temática na aula de Ciências, aproveite para fazer uma breve revisão. Sugestões de livros e vídeos infantis sobre higiene bucal: › Escovando meus dentes, de Dawn Sirett; › Você escovou os dentes hoje?, de Adalberto Cornavaca; › Os dentinhos, de Olivier Douzou; › Não quero… escovar os dentes, de Ana Oom; › Menino que detestava Escovas de dente, de Zehra Hicks; › Cuidado com os dentes, de Patricia Geis; › A festa dos dentes, de Jacqueline Gomes. › https://www.youtube.com/watch?v=EfOr6S1cBp8. 14 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 6/9 EXPLICAÇÃO DA PESQUISA: Diga aos alunos que eles farão uma pesquisa com determinado(s) grupo(s) de crianças(s) para descobrir a frequência com que elas escovam os dentes. Mostre a tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes? e explique que os alunos deverão fazer essa pergunta a cada pessoa entrevistada, marcando as respostas na tabela. Converse com os alunos sobre como eles devem abordar as crianças que irão entrevistar: “Inicie a conversa com a criança entrevistada explicando a ela que você está fazendo uma pesquisa sobre higiene bucal para a disciplina de Ciências e confirme se ela quer mesmo participar. Caso ela não queira, devemos respeitar sua vontade e procurar outro colega. Ao final, agradeça a criança pela sua participação e explique que as respostas das entrevistas serão importantes para a criação de uma campanha sobre higiene bucal”. É interessante dar um modelo para os alunos ao simular uma forma adequada de abordar uma criança para realizar a atividade. Comunique também que, ao entrevistar pessoas, não devemos de maneira nenhuma julgar as suas respostas: “Devemos respeitar as respostas dos entrevistados. Respeitar envolve não rir, caçoar ou julgar a resposta do outro. É muito importante que vocês se esforcem para isso, pois esta atividade também trabalha o quanto somos capazes de respeitar o outro”. Anuncie também que ao entrevistar pessoas é importante manter o sigilo, “Vocês devem marcar as respostas na tabela, mas não interessa quem respondeu o quê”. Esclareça, também,aos seus alunos como será feita a coleta de dados, de acordo com o que você definiu previamente. Se você tiver optado por separar seus alunos em grupos, pedindo que visitem diferentes turmas, explique como isso deverá ser feito. É importante evitar que a mesma pessoa seja entrevistada por mais de um aluno, pois os resultados serão somados. Portanto, avise que cada grupo ganhará uma tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes?”, para anotar as suas respostas. Se considerar útil, peça que eles definam um aluno para ser o responsável por marcar os resultados na tabela. Além disso, informe que cada grupo entrevistará pessoas diferentes. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 1: “Vocês vão fazer uma pesquisa, para descobrir quantas vezes por dia as crianças escovam os dentes”. PESQUISA – COLETA DE DADOS: Peça que os alunos executem a pesquisa de acordo com as suas instruções. Se seus alunos forem visitar salas de aula diferentes, avise quem serão os adultos disponíveis para ajudá-los. Procure variar a sua localização durante a atividade, a fim de dar atenção a todos os grupos. PARTICIPAÇÃO – ORGANIZAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS: Em grupo, use a versão grande da tabela Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes?, para inserir as informações coletadas por cada aluno ou grupo de alunos. 15 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 7/9 Aponte as colunas da tabela e pergunte às crianças quantas respostas elas obtiveram em cada categoria. Peça ajuda aos alunos para adicionar esses números, e use o quadro para demonstrar diferentes estratégias de adição. Quando a tabela com todos os dados da pesquisa estiver pronta, mostre o cartaz Gráfico de higiene bucal e explique que vocês irão representar os dados coletados em um gráfico de barras. Chame diferentes alunos para marcar as informações no gráfico. Provoque um debate, entre os alunos, sobre as informações coletadas. Faça perguntas para estimular a reflexão, como: “Quantas pessoas escovam os dentes duas vezes por dia?”; “A maioria das pessoas escovam os dentes quantas vezes por dia?”; “Tem gente que não escova os dentes? O que vocês acham que acontece quando uma pessoa nunca escova os dentes?”; “Se vocês estivessem participando da pesquisa, qual seria a resposta de vocês?”; “Qual grupo no gráfico terá os dentes mais saudáveis?” EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE CAMPANHA DO SORRISO: Avise que vocês vão fazer uma campanha na escola, para ensinar às pessoas a importância de uma boa higiene bucal e incentivá-las a escovar os dentes com mais frequência. Aproveite para retomar informações previamente aprendidas em livros, vídeos e aulas passadas. Questione, também, o que os alunos sabem sobre higiene bucal. Explique que cada criança deverá expressar, em forma de cartaz, uma informação importante que aprendeu sobre higiene bucal. Informe que, através disso, vocês estarão ensinando o que aprenderam à comunidade escolar, impactando de forma positiva a higiene bucal. Mostre os materiais disponíveis para esta atividade e defina se os seus alunos deverão desenhar, pintar e/ou escrever. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 2: “Vocês vão criar um cartaz para ensinar às pessoas a importância da higiene bucal”. TRABALHO INDIVIDUAL: Circule pela sala enquanto os alunos trabalham em suas campanhas, oferecendo suporte quando necessário. Deixe materiais disponíveis para consulta, como livros e panfletos sobre o tópico. ENCERRAMENTO: Peça que os alunos apresentem seus cartazes. Depois, questione-os sobre a importância da campanha que estão fazendo na escola: “Como será o impacto da nossa campanha na comunidade escolar?”. Valorize o trabalho das crianças, reconhecendo o esforço delas e anunciando que este projeto será importante para ensinar às outras crianças e aos adultos da escola sobre higiene bucal. Após a aula, exponha os cartazes dos alunos em um lugar de destaque na escola. Se possível, convide as famílias para verem a campanha da turma. 16 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 8/9 DIFERENCIAÇÃO: Possivelmente, os alunos terão diferentes níveis de conhecimento sobre a importância da higiene bucal para a saúde. Sendo assim, disponibilize materiais para que eles possam consultar na hora de fazer a campanha, como livros e panfletos. É importante que você, professor(a), valorize os diferentes níveis de conhecimento presentes em sua turma e demonstre que estão todos aprendendo juntos – inclusive você. O objetivo é criar um ambiente no qual todos sintam que podem ser curiosos e aprender. Além disso, as crianças trazem experiências e vivências dessemelhantes e isso refletirá em seus hábitos de higiene bucal. Portanto, evite que esta aula crie uma oportunidade para o julgamento ou comparação, sendo necessário trazer este contexto para a atividade. Comunique aos alunos que não importa quantas vezes alguém escova os dentes por dia, o que interessa é que vocês estão aprendendo a respeito do assunto e assim vão conscientizar a comunidade escolar: “O nosso dever é divulgar as informações na escola e incentivar as pessoas a cuidarem dos dentes. Não estamos aqui para julgar ninguém”. Crianças desta idade ainda estão desenvolvendo a autonomia e a responsabilidade. Portanto, alguns alunos irão se demonstrar mais comprometidos com a questão da higiene bucal que outros. Inclusive, possivelmente, algumas crianças terão mais apoio de suas famílias na rotina de escovação dos dentes do que outras. Dito isso, incentive cada aluno a assumir este cuidado pessoal, mas respeite as diferenças. Em alguns casos, as crianças podem ter muita dificuldade para abordar o colega para realizar a entrevista, sendo possível que o aluno simule antes com o professor ou que o adulto que o acompanhar no momento da entrevista o ajude. Ademais, o desenvolvimento da escrita de cada aluno do 1° ano pode variar bastante. Portanto, adapte suas expectativas segundo seu conhecimento sobre cada criança. Alguns alunos poderão escrever palavras ou até frases inteiras em seus cartazes, enquanto outros precisarão se expressar através da Arte. Uma opção pode ser pedir aos alunos que produzam os cartazes em duplas, para que uma criança possa ajudar a outra. AVALIAÇÃO DO OBJETIVO DA AULA: Durante a pesquisa, avalie se os alunos foram capazes de entrevistar as pessoas e marcar suas respostas na tabela corretamente. Se você não conseguir observar todos os alunos, converse com outros adultos envolvidos, para ouvir a percepção deles. Aproveite esta aula para analisar o conhecimento dos alunos sobre higiene bucal, sobretudo se vocês já tiverem estudado o assunto em aulas passadas. Durante a criação da campanha, repare quais crianças tiveram facilidade para escolher uma informação a ser representada em seu cartaz e quais precisaram de ajuda. Além disso, examine as habilidades matemáticas da turma, percebendo como os alunos usaram as tabelas para coletar dados, como representaram informações no gráfico de barras e adicionaram os resultados da turma. Aproveite essa oportunidade, também, para avaliar a escrita e o interesse artístico de seus alunos. 17 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS A CAMPANHA DO SORRISO • 1º ano • 9/9 Modelo de gráfico: escreva os números do eixo vertical (número de alunos) conforme o total de crianças entrevistadas. Com o resultado em mãos, as crianças deverão desenhar as barras do eixo horizontal. 25 20 15 10 5 0 ESCOVAÇÕES DIÁRIAS N O D E A LU N O S 0 1 2 3 ou mais ANEXO 1 Tabela › Quantas vezes, por dia, você costuma escovar os dentes? NÚMERO DE ESCOVAÇÕES DIÁRIAS 0 1 2 3 ou mais NÚMERO DE ALUNOS 19 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 1/16 AQUECENDO O MOTOR Esta atividade é um jogo de cartas e ações. As cartas fazem referência à corrida de Fórmula 1, ecada uma tem um movimento descrito. Os movimentos estarão divididos em três tipos de cartas temáticas: Ligue o Motor, Corrida e Bandeirada Final. O professor, ou um aluno, seleciona uma carta e todos precisam fazer o movimento a ela correspondente. JUSTIFICATIVA: Aquecendo o Motor é uma atividade curta que intensifica a circulação sanguínea, energizando e estimulando o cérebro do aluno. Os movimentos físicos estimulam o cérebro, beneficiando a capacidade de foco e a habilidade de reter informações, o que favorece o aprendizado. Para que o nosso cérebro processe informações e se engaje em processos de memória, atenção e concentração, ele precisa de energia metabólica. O fluxo de energia (oxigênio, glicose etc.) para o cérebro faz com que sua performance nestes processos cognitivos melhore. Por isso, engajar o corpo em atividades físicas auxilia nesta injeção de energia que o cérebro precisa para que possamos trabalhar de forma mais eficiente. O foco é uma habilidade importante porque nos ajuda a prestar atenção e a nos concentrar na tarefa ou atividade programada. Portanto, esta atividade é uma maneira rápida e eficiente de preparar o corpo e a mente para a aula. Esta atividade também tem o objetivo de engajar os alunos em uma sequência de atividades físicas que culmina com exercícios de relaxamento. Assim, a atividade também propicia a regulação emocional, que é um elemento importante para o melhor aproveitamento das aulas. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Organização › Entusiasmo › Iniciativa Social As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 20 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 2/16 Sabe-se que o modo como nos sentimos influencia o nosso comportamento; se nos sentimos agitados a tendência é de que fiquemos dispersos. Ao longo da atividade, os alunos são levados a um estado de calma e relaxamento que pode lhes ajudar a focarem melhor na aula. Potencialmente, o professor também pode trabalhar com a competência de organização na medida em que para que a atividade possa ser bem-sucedida a turma precisa trabalhar de modo organizado. Além disso, o jogo é uma oportunidade divertida de envolver os alunos uns com os outros de forma positiva e alegre, fortalecendo a iniciativa social e o entusiasmo da turma. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Matemática; Língua Portuguesa; Educação Física. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: MATEMÁTICA UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. Contagem ascendente e descendente. Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações. › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas; e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim código de identificação. Objeto de Conhecimento: Quantificação de elementos de uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento ou outros agrupamentos e comparação › Habilidade: (EF01MA02) Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando diferentes estratégias como o pareamento e outros agrupamentos. COMPONENTE: EDUCAÇÃO FÍSICA UNIDADE TEMÁTICA: GINÁSTICA Objeto de Conhecimento: Ginástica Geral › Habilidade: (EF12EF07) Experimentar, fruir e identificar diferentes elementos básicos da ginástica (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais) e da ginástica geral, de forma individual e em pequenos grupos, adotando procedimentos de segurança. › Habilidade: (EF12EF09) Participar da ginástica geral, identificando as potencialidades e os limites do corpo, e respeitando as diferenças individuais e de desempenho corporal. 21 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 3/16 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão descrever e comparar como se sentiram antes e depois da atividade. A intenção é que eles percebam o benefício que os movimentos executados trazem para sua autorregulação atencional e emocional. DURAÇÃO: 5 a 15 minutos. O tempo da atividade pode ser aumentado ou diminuído de acordo com os objetivos e necessidades da turma. MATERIAIS: › Bandeira quadriculada branca e preta, como de corrida de Fórmula 1 (ANEXO 1) › Cartas do jogo “Aquecendo o Motor” (ANEXO 2) PROCEDIMENTO: CONEXÃO : Em roda, comente com os alunos sobre situações que ocorrem em sala nas quais eles estão calmos e atentos, e situações em que estão muito agitados e dispersos. Dê exemplos. Sugestões: “Quando vocês estão calmos e atentos, eu percebo que vocês trabalham muito melhor”; “Às vezes, quando voltamos do recreio, sinto que vocês têm dificuldade de se concentrar na aula”; “Às vezes, quero dar uma explicação e tenho dificuldade de ter a atenção de vocês” etc. O uso de exemplos que podem ilustrar para os alunos que a forma como eles se sentem (agitados, calmos) pode influenciar o modo como se comportam (prestar mais atenção, ficar disperso) e o quanto conseguem aproveitar a aula (trabalhar melhor, com mais foco) pode COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 22 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 4/16 ser um meio efetivo de engajá-los em uma reflexão crítica sobre si mesmos e como conectam a maneira como se sentem ao modo como se comportam. A moderação e feedbacks do professor são importantes para trabalhar intencionalmente as competências nessa atividade. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: “Vamos jogar um jogo chamado Aquecendo o Motor. Nesse jogo, vamos fazer alguns movimentos com o corpo que vão ajudar a preparar o cérebro para aprender”. Mostre as cartas para alunos e explique: “Eu vou selecionar algumas cartas e nós vamos fazer o movimento que aparecer nela. Combinado?”. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vamos comparar como nos sentimos antes e depois dessa atividade. Vamos observar se essa atividade nos ajuda a acalmar e prestar atenção na aula”. PARTICIPAÇÃO: Jogue uma rodada do jogo com seus alunos, explicando cada parte. O jogo tem cinco etapas, mas as mesmas podem ser reduzidas ou ampliadas de acordo com as suas necessidades e o tempo disponível. Cada etapa tem uma mímica que a acompanha, e deve ser ensinada para a turma. Ou seja, ao iniciar uma etapa (antes de escolher as cartas), todos devem fazer uma mímica que indica que a etapa está iniciando. Por exemplo, ao iniciar a primeira etapa (Ligue o Motor), os alunos devem fazer uma mímica de girar a chave com a mão para ligar o carro. Quando possível, é ideal que você, professor, também se movimente com as crianças. Aqui é importante que o professor engaje os alunos na atividade. É um ótimo momento para trabalhar Iniciativa Social e Entusiasmo (Engajamento com o Outro). 1. Ligue o Motor: › Mímica: Girar a chave com a mão para ligar o carro. › Pegar uma cartado tipo Ligue o Motor e fazer o movimento descrito nela. 2. Pit Stop: › Ensinar Vocabulário: “Agora vamos fazer um Pit Stop. Quem sabe o que é Pit Stop?”. Ouvir algumas respostas e explicar: “Pit Stop é uma parada rápida. Em uma corrida de Fórmula 1, os pilotos precisam fazer uma parada rápida para trocar o pneu ou colocar gasolina no carro”. › Mímica: Fingir que está dirigindo e girar o volante para o lado, como se estivesse parando o carro. › Pegar uma carta do tipo Corrida e fazer o movimento descrito nela. 3. Ultrapassagem: › Ensinar Vocabulário: “Agora vamos fazer uma ultrapassagem. Quem sabe o que é ultrapassagem?”. Ouvir algumas respostas 23 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 5/16 e explicar: “Ultrapassagem é quando um piloto está atrás de outro carro e acelera para passar na frente. Em uma corrida de Fórmula 1, os pilotos precisam fazer ultrapassagens para chegar mais rápido na linha final”. › Mímica: Pisar no acelerador e segurar firme o volante com as mãos. › Pegar uma carta do tipo Corrida e fazer o movimento descrito nela. 4. Última Volta: › Ensinar Vocabulário: “Agora vamos dar a última volta no circuito antes do final da corrida”. › Mímica: Fingir que está dando a última volta, pisando no acelerador, e fazendo curvas, girando o volante para um lado e para o outro. › Pegar uma carta do tipo Corrida e fazer o movimento descrito nela. 5. Bandeirada Final: › Ensinar Vocabulário: “Agora nós vamos terminar a corrida e receber a bandeirada final. Quando um piloto chega no fim da corrida, ele recebe a bandeirada final”. › Mímica: Fingir que está segurando uma bandeira (ou confeccione uma bandeira quadriculada, conforme modelo no ANEXO, descendo e levantando o braço, como fazem com a bandeirada final da Fórmula 1. › Pegar uma carta do tipo Bandeirada Final e fazer o movimento descrito nela. ENCERRAMENTO: Em roda, reflita com seus alunos sobre o impacto que o jogo teve no humor deles. Sugestão de perguntas: “Como vocês estavam se sentindo antes do jogo? E agora?”; “Levante a mão se você estiver se sentindo mais calmo do que antes”; “Levante a mão se estiver pronto para aprender!”. Apresente o próximo momento da aula ressaltando os sentimentos e sensações positivas que o jogo causou: “Agora nós vamos começar a aula nos sentindo mais calmos, mais focados, e com o cérebro pronto para aprender”. No Encerramento, os alunos terão passado pela experiência da atividade e terão evidências sobre o quanto as estratégias que aprenderam no jogo podem deixá-los mais calmos, focados e com mais energia para aprender. Agora é o momento de explorar com calma o quanto eles conseguiram perceber que, de fato, podem atuar sobre o modo como se sentem a fim de poder aproveitar mais a aula. Esta percepção é, por si só, uma forma de engajá-los no seu próprio processo de aprendizagem. As competências de Iniciativa Social (Engajamento com o Outro), e Foco (Autogestão) podem ser intencionalmente trabalhadas por meio de uma escuta atenta do professor e ao modo como faz a moderação e provê feedbacks aos alunos. 24 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AQUECENDO O MOTOR • 1º ano • 6/16 DIFERENCIAÇÃO: Nesta atividade, é importante levar em consideração as diferenças individuais entre os seus alunos. Se houver alunos com deficiências ou dificuldades físicas em sua sala, o jogo deverá ser alterado para atender às necessidades deles. Você pode optar por retirar algumas cartas do baralho ou adaptar alguns movimentos. As cartas extras também podem ser usadas para criar movimentos ou ações que estes alunos consigam realizar, como piscar os dois olhos ou estalar os dedos. Outros alunos podem apresentar dificuldades nesta atividade por uma questão de falta de equilíbrio ou coordenação motora. Os movimentos descritos no jogo não precisam ser feitos com perfeição, o importante é que as crianças mexam o corpo, se divirtam e tenham um momento de relaxamento entre as aulas. AVALIAÇÃO: Fique atento para observar as pequenas mudanças de comportamento da turma durante e após o jogo. Avalie o impacto da intervenção, escutando os relatos de seus alunos sobre como se sentiram antes e depois da atividade. Como a atividade será repetida várias vezes ao longo do ano letivo, a avaliação de seu impacto será dada ao longo desse tempo. Repare as transformações no foco de seus alunos, comparando os mesmos horários dos dias em que fizeram e não fizeram a atividade. CRIANDO UMA ROTINA: Para a atividade Aquecendo o Motor realmente ser eficaz, ela deve ser integrada na rotina da turma. Escolha momentos do dia em que seus alunos geralmente ficam muito agitados ou demonstram dificuldade de foco. Fica a seu critério avaliar quando fazer a atividade e quanto tempo ela deve durar. Estabelecer uma hora do dia para o jogo ajuda a criar uma estabilidade e faz com que os alunos já saibam o que esperar. Mas o jogo também pode ser usado em momentos pontuais, quando houver necessidade. Você, professor, pode escolher quantas cartas vai usar, e a corrida pode ficar mais longa ou mais curta de acordo com as necessidades da sua turma. É possível criar uma corrida mais curta usando uma carta Ligue o motor, uma carta Corrida e uma carta Bandeirada Final; ou uma corrida mais longa, acrescentando mais etapas Pit Stops e Ultrapassagens no jogo. A atividade pode ser modificada para ficar mais divertida e eficaz. As cartas em branco podem ser usadas para criar mais movimentos com os alunos. Também é interessante envolver as crianças no jogo, pedindo que elas assumam o seu papel selecionando as cartas ou escolhendo-as aleatoriamente. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade de aprendizagem. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 25 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AQUECENDO O MOTOR • 1º ANO • 7/16 ANEXO 1 Bandeira quadriculada preta e branca, como de corrida de Fórmula 1. Pode ser feita em papel ou tecido. 26 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS AQUECENDO O MOTOR • 1º ANO • 8/16 27 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 2 AQ U E C E N D O O M O TO R • 1º a no • 9/ 16 LIGUE O MOTOR TOQUE NOS PÉS • 10X LIGUE O MOTOR RODE OS BRAÇOS PARA FRENTE • 15x LIGUE O MOTOR RODE OS BRAÇOS PARA TRÁS • 15x LIGUE O MOTOR RODE O CORPO DE UM LADO PARA O OUTRO • 10X LIGUE O MOTOR PONTE • 15 SEGUNDOS CORRIDA AGACHAMENTO • 10X CORRIDA AGACHAMENTO COM SALTOS • 10X CORRIDA BORBOLETA • 20 SEGUNDOS CORRIDA GATO/VACA • 10X © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . 28 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S AQ U E C E N D O O M O TO R • 1º a no • 10 /1 6 29 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S AQ U E C E N D O O M O TO R • 1º a no • 11 /1 6 CORRIDA FLEXÃO DE BRAÇO • 5X CORRIDA SALTO DE PÉS JUNTOS • 15X CORRIDA POLICHINELO • 15X CORRIDA SALTO COM O PÉ DIREITO • 10X CORRIDA SALTO COM O PÉ ESQUERDO • 10X CORRIDA CORRIDA NO MESMO LUGAR • 30X CORRIDA JOELHO NO PEITO • 20X CORRIDA DEITA E LEVANTA • 10X CORRIDA PÉS NO BUMBUM • 20X 30 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IAS SO C IO E M O C IO N AI S AQ U E C E N D O O M O TO R • 1º a no • 12 /1 6 31 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S AQ U E C E N D O O M O TO R • 1º a no • 13 /1 6 CORRIDA SENTA E LEVANTA sem colocar as mãos no chão • 10X CORRIDA POSTURA DA ÁRVORE com o pé direito apoiado na perna esquerda • 10X CORRIDA POSTURA DA ÁRVORE com o pé esquerdo apoiado na perna esquerda • 10X BANDEIRADA FINAL POSTURA DA CRIANÇA • respirar por 1 minuto BANDEIRADA FINAL POSTURA DE SAPO • respirar por 1 minuto BANDEIRADA FINAL POSTURA DE LÓTUS • respirar por 1 minuto BANDEIRADA FINAL POSTURA DE MORTO • respirar por 1 minuto BANDEIRADA FINAL POSIÇÃO “JOELHOS NO PEITO” (APASANA) • respirar por 1 minuto © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . 32 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S AQ U E C E N D O O M O TO R • 1º a no • 14 /1 6 33 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S AQ U E C E N D O O M O TO R • 1º a no • 15 /1 6 34 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S AQ U E C E N D O O M O TO R • 1º a no • 16 /1 6 35 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 1/9 ÁRVORE DA GRATIDÃO A Árvore da gratidão é uma atividade em que os alunos vão escrever e/ou desenhar motivos pelos quais eles são gratos, em folhas de papel recortadas em formato de folhas. Essas folhas serão usadas para montar uma árvore. JUSTIFICATIVA: Esta atividade visa estimular as crianças a identificarem aspectos positivos de suas vidas e a refletirem sobre o sentimento de gratidão. Deste modo, a atividade oportuniza às crianças reconhecerem e valorizarem os motivos pelos quais se sentem gratas. A Árvore da gratidão pretende motivar os alunos a sentirem-se bem com o que têm e o que são (autoconfiança) e, com isso, passarem a encarar seu dia-a-dia com mais energia e empolgação (entusiasmo). Compartilhar um motivo para se sentir grato(a) com a classe permite que os alunos desenvolvam a iniciativa social e a assertividade. Ao mesmo tempo, as outras crianças precisarão escutar com atenção os relatos de seus colegas, sendo portanto estimuladas a demonstrarem empatia e respeito por eles. Os alunos também terão a oportunidade de desenvolver o interesse artístico ao ilustrarem as suas folhas. FORMATO: Aula Única MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Entusiasmo › Iniciativa Social › Empatia › Respeito › Autoconfiança › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 36 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 2/9 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Arte; Língua Portuguesa. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. › Habilidade: (EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PRÁTICA DE LINGUAGEM: CAMPO DA VIDA COTIDIANA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão desenhar e/ou escrever sobre algo pelo que são gratos em suas vidas. DURAÇÃO: 50 minutos. 37 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 3/9 MATERIAIS: › Imagem de referência: Árvore da gratidão e imagem de tronco de árvore e de folhas; (ANEXOS 1 e 2) › Papeis recortados em forma de folhas de árvore (previamente preparado); › Materiais de desenho ou arte, como lápis de cor, lápis de cera ou tinta; › Fita adesiva ou cola; › Uma história de gratidão para o(a) professor(a) ler para as crianças. PREPARAÇÃO PARA AULA: › Fazer um tronco para a árvore da gratidão. Sugestão: Corte uma cartolina marrom em formato de tronco. › Cortar papeis coloridos em formato de folhas. Sugestão: Corte folhas em papeis coloridos (verdes, laranjas e marrons), e folhas um pouco menores em papeis brancos, onde os alunos consigam desenhar e/ou escrever. Dessa forma, no final da aula, vocês poderão colar as folhas brancas em cima das folhas coloridas. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte aos seus alunos: “O que vocês acham muito bom na sua vida?; De que pessoas vocês gostam muito?; O que vocês mais gostam de fazer?”; “Tem uma aula do dia/semana que vocês gostam mais?” Peça para os alunos pensarem por dois minutos antes de responderem. Estimule-os a refletir sobre coisas simples, como um pôr-do-sol, um arco-íris, um cheiro gostoso ou um momento de gargalhadas. Depois, use os exemplos dados pelos alunos e peça para eles refletirem como seria, caso não tivessem o que mencionaram. Faça perguntas a partir das respostas dos alunos, como: “Imagine se você nunca visse a sua paisagem preferida”; “Imagine se você nunca mais pudesse dormir” ou “Imagine se você nunca mais pudesse brincar”. Aqui, é importante que você, professor(a), dê exemplos que se conectem com o contexto e a cultura de seus alunos. Você pode aumentar a relevância deste debate ao usar exemplos de lugares e/ou hábitos específicos do bairro ou da cidade da escola. Também é importante evitar que esta conversa chateie ou exclua qualquer aluno. Por exemplo, se uma criança tiver perdido um familiar importante recentemente, evite conversar sobre o tema família. Após esta discussão, explique: “O sentimento de gratidão é quando conseguimos reconhecer o que temos de bom em nossas vidas e a, partir disso, começamos a dar valor para tudo aquilo que é muito importante para nós. Por exemplo, eu reconheço que, em minha vida, encontro com pessoas que eu gosto muito pelo menos uma vez por semana e me sinto grato(a) por isso.”. Se possível, conte uma história ou leia um livro sobre gratidão. Sugestões: › O livro da gratidão, Todd Parr › A formiga e a pomba, Fábulas de Esopo › A rosa da gratidão, Gabriele de Oliveira Ribas 38 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 4/9 EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão desenhar e escrever sobre algo pelo qual são gratos em suas vidas”. TRABALHO INDIVIDUAL:Distribua um papel cortado em forma de folha para os alunos. Circule pela sala enquanto as crianças trabalham em suas folhas, oferecendo suporte ou ajuda sempre que preciso. ENCERRAMENTO: Peça que cada aluno vá à frente da sala, mostre sua folha e conte o que escreveu e/ou desenhou. Depois, dê uma fita adesiva ao aluno, e peça que ele cole a sua folha no tronco da árvore. Repita a mesma dinâmica, até que todas as folhas sejam colocadas na árvore. Antes de iniciar as apresentações, diga “Agora, cada um vai nos mostrar a sua folha e nos contar um pouco sobre ela. É importante que a gente escute com interesse e respeito o que cada um vai nos contar. Podemos fazer este combinado?” Enquanto os alunos apresentam os seus trabalhos, solicite novamente que as outras crianças demonstrem respeito se necessário: “Vamos prestar atenção no trabalho do colega e ouvir o que ele tem para dizer?”. Se a turma seguir o combinado e se manter atenta, vale destacar e elogiar a atitude de interesse, respeito e empatia. DIFERENCIAÇÃO: Caso algum aluno sinta dificuldade em identificar um motivo para ser grato, oriente-o com perguntas e exemplos, como: “Marina, eu reparo que você fala muito do seu gato. O seu gato é importante para você? Por quê? . Com isso, além de auxiliar a criança a reconhecer aspectos positivos em sua vida, você também a estará incentivando a relacionar este reconhecimento com o sentimento de gratidão. A partir do momento que a criança consegue valorizar um aspecto da sua vida, é possível que consequentemente aumente a sua autoconfiança. Ademais, é possível que algumas crianças não queiram apresentar o trabalho por vergonha ou insegurança. Você, professor(a), pode tentar incentivá-las, dizendo que elas podem falar do lugar delas (sem se levantar e ir à frente da sala) ou que você irá junto e ficará ao seu lado para ajudar se necessário. Mas, se sentir que elas realmente não querem falar para a turma, respeite esta vontade. É muito provável que seus alunos estejam em diferentes fases do desenvolvimento da escrita. Portanto, não se pode ter a mesma expectativa para todos. Use o seu conhecimento prévio para determinar quem precisa de auxílio para escrever ou permita que essas crianças desenhem. AVALIAÇÃO: Repare se os alunos compreenderam o conceito de gratidão, ao ouvir e considerar os exemplos que eles deram. Depois, avalie os trabalhos para determinar se cada criança conseguiu escrever e/ou desenhar um exemplo de gratidão. Aproveite para perceber a forma como cada aluno apresenta o seu trabalho para a turma. 39 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ÁRVORE DA GRATIDÃO • 1º ano • 5/9 Observe se eles se comunicam de modo assertivo e se demonstram autoconfiança e entusiasmo por meio desta atividade. Repare também se os alunos conseguem se colocar no lugar dos colegas e os respeitar no momento das apresentações. Caso não tenham conseguido, é importante destacar para os alunos a relevância destas competências (empatia e respeito) para as relações interpessoais, com exemplos do que observou ao longo da atividade (sem citar nomes para não expor as crianças). Também será relevante fazer a conexão para o alunos entre a experiência de gratidão e as competências de Autoconfiança e Entusiasmo, com as seguintes perguntas: “Como vocês estão se sentindo agora que identificaram coisas pelas quais se sentem gratos?”, “Estão se sentindo diferentes agora que lembraram daquilo que deixa vocês gratos?” ou “Como é a sensação de experimentar a gratidão?” . Também é útil dar feedbacks descritivos quando o aluno conseguiu demonstrar assertividade, respeito, empatia, entusiasmo ou autoconfiança, como “Você me pareceu mais confiante depois de se sentir grato, faz sentido pra você?” ou “Gostei que você ouviu cuidadosamente o colega enquanto ele apresentava”. 40 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 1 amigos meu cachorro m ãe vovóminha es cola minha professora fa m íli a pa i Á R VO R E D A G R AT ID Ã O • 1º a no • 6/ 9 41 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S Á R VO R E D A G R AT ID Ã O • 1º a no • 7/ 9 A N EX O 2 42 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S Á R VO R E D A G R AT ID Ã O • 1º a no • 8/ 9 43 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 2 Á R VO R E D A G R AT ID Ã O • 1º a no • 9/ 9 45 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 1/7 CARTÃO PIT STOP O Cartão Pit Stop é uma ferramenta que auxilia o aluno a acompanhar seu desempenho por meio de feedbacks do professor. DESCRIÇÃO: O cartão é composto por duas imagens: 1) duas baterias de energia solar e 2) uma troca de pneu. As baterias de energia solar representam áreas onde o aluno está tendo um bom desempenho e a troca de pneu representa uma área onde ainda pode haver evolução. Primeiro, o professor precisa apresentar o Cartão Pit Stop para a turma e explicar como funcionará o processo. É importante que o professor delimite o período de tempo para o próximo feedback e avise aos alunos. Se possível, o professor pode colocar de forma visível para os alunos a data do próximo feedback (em calendário na lousa, por exemplo). Quando chegar o dia do feedback, o professor deve chamar os alunos individualmente, entregar seus respectivos cartões e conversar sobre o que cada um está fazendo bem, assim como o que pode ser mais bem desenvolvido. Neste último caso, o professor deve conversar sobre o que fazer para otimizar o aprendizado do aluno e melhorar sua performance acadêmica. É importante que o professor crie um espaço acolhedor ao dar o feedback e escute a percepção do aluno sobre o seu desempenho. JUSTIFICATIVA: O Cartão Pit Stop é projetado também como uma ferramenta que auxilia o professor a dar feedback aos alunos. O feedback positivo (baterias de energia solar) tem como objetivo aumentar a autoconfiança do aluno ao valorizar seu esforço e celebrar suas conquistas. Ele também serve para incentivar o aluno a continuar se esforçando, trabalhando assim a persistência e a determinação, habilidades importantes para traçar uma meta e não desistir. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Responsabilidade › Determinação › Persistência › Autoconfiança › Tolerância à Frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 46 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 2/7 Já o feedback construtivo (troca de pneu) é uma oportunidade para o professor ajudar o aluno tanto a reconhecer no que ele ainda pode evoluir quanto a identificar como ele pode chegar lá. Situações de feedback, em geral, exigem uma comunicação respeitosa entre ambas as partes. Especialmente, quando o feedback envolve recomendações de melhora, quem o recebe precisa saber lidar com a crítica. Portanto, neste processo de feedback construtivo, o aluno precisará escutar com respeito o que o professor tem a lhe dizer e aprender a lidar com a frustração, utilizando este momento como uma alavanca para melhorar seu desempenho na escola. O hábito de dar feedbacks positivos é importante para que o aluno perceba que seu progresso e esforço estão sendo reconhecidos. Além disso, ouvir dois elogios antes de um feedback construtivo diminui a chance de o aluno se tornar defensivo, bem como aumenta o impacto positivo da crítica. O Cartão Pit Stop gera uma oportunidade para o aluno se tornar mais conscientesobre o seu processo de aprendizagem. Com isso, ele é estimulado a fortalecer a responsabilidade. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa. <<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. CAMPO DA VIDA COTIDIANA: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Escrita compartilhada 47 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 3/7 PLANO DE AULA OBJETIVO: Com suporte do professor, os alunos irão refletir sobre o próximo passo para evoluírem em uma determinada matéria/área de ensino, bem como identificar aquela em que apresenta bom desempenho DURAÇÃO: › Aula introdutória dos cartões Pit Stop: 10 a 15 minutos › Encontro de feedback individual com aluno: cinco minutos por aluno MATERIAIS: › Cartões Pit Stop (um por aluno; ANEXO 1); › Lápis e borracha. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Comente sobre o progresso dos alunos na matéria ou área de ensino escolhida. › Habilidade: (EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outrostextos versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, tiras e histórias em quadrinhos, dentre outros gêneros do campo artístico- literário, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto. CAMPO DA VIDA PÚBLICA: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF12LP09) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, slogans, anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, dentre outros gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. CONTEXTO: O professor deve escolher em quais aulas (isto é, em que momento do desenvolvimento de um conteúdo) fará o feedback e avisar previamente os alunos sobre as datas em que acontecerá esta atividade. O professor deve apresentar a ideia dos Cartões Pit Stop para todos, assim como explicar que, ao longo do processo, se encontrará com cada aluno por um curto período de tempo, a fim de mostrar seu respectivo cartão e conversar sobre ele. Com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, sugerimos que a atividade aconteça durante as aulas de alfabetização. A atividade pode se tornar ainda mais eficaz se o professor escolher focar apenas na leitura ou na escrita. No dia combinado para realização da atividade de feedback, é importante que o professor prepare tarefas para os outros alunos realizarem enquanto estiver fornecendo o feedback individualmente para um aluno. Também sugerimos que o professor se limite a conversar com apenas alguns alunos por aula, para que a turma não fique desacompanhada por muito tempo. 48 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 4/7 Por exemplo, “Tenho reparado que vocês estão se tornando leitores muito melhores. Agora, vocês já identificam mais letras, passam mais tempo lendo livros, e reconhecem placas e sinais pela escola”. Explique que esse progresso é consequência do esforço que eles têm feito e, se possível, comente sobre o esforço que você tem observado. Conte que os pilotos de Fórmula 1 precisam se esforçar para se tornarem pilotos melhores. Eles fazem Pit Stops para se certificarem de que o carro está funcionando da melhor maneira. Explique: “Pit Stops são paradas rápidas para abastecer o carro, trocar o pneu ou fazer algum conserto necessário”. Se você já introduziu esse vocabulário para a turma, certifique-se de que seus alunos lembram do significado, perguntando: “Quem pode me explicar o que é Pit Stop?” Diga: “Assim como os pilotos de Fórmula 1, nós também precisamos fazer Pit Stops para garantir que estamos no melhor caminho”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre um Cartão Pit Stop para a turma e explique a analogia com o seu desempenho escolar. Diga que as baterias de energia solar representam coisas que os alunos estão fazendo bem, e lhes darão força para que seus carros continuem andando. Explique que a troca de pneu significa que algo precisa mudar ou melhorar para que o carro ande cada vez melhor (com novos pneus o carro fica melhor, consegue andar mais rápido, de forma mais eficiente). Conte que você vai chamar alunos individualmente para entregar um cartão com duas coisas que eles estão fazendo muito bem (gasolina), e uma coisa que eles devem se esforçar para melhorar (troca de pneu). Apresente a matéria/área de ensino escolhida, relacionando-a com o Cartão Pit Stop: “Nós vamos usar esse Cartão Pit Stop para refletir sobre como estamos trabalhando a leitura”. Como exemplo, conte uma história sobre um aluno imaginário. “Vamos imaginar uma aluna muito esperta chamada Melissa. A Melissa está aprendendo a ler. Ao sentar com um livro, ela presta atenção nas ilustrações para tentar entender o que está acontecendo na história. Ela também reconhece rapidamente as palavras que já sabe ler. Mas, quando vê uma palavra desconhecida, a Melissa não tenta descobrir o que está escrito ali. Ela não olha para a primeira letra, não procura pistas nas ilustrações, e não pede ajuda. Vamos usar o cartão Pit Stop para ajudar a Melissa?” Adapte essa história de acordo com as necessidades de sua turma e o nível de desempenho de seus alunos. É importante que a história e os exemplos sejam sobre a matéria ou área de ensino que você tenha escolhido trabalhar nesta aula. PARTICIPAÇÃO: Peça ajuda aos alunos para completar o Cartão Pit Stop da Melissa. Perguntas- chave: “O que podemos colocar aqui no galão de gasolina no caso da Melissa?”; “O que a Melissa está fazendo bem e deve continuar?”; “O que podemos colocar na troca de pneu?”; “O que a Melissa deve fazer para aprender a ler mais rápido?”. É importante que o professor faça uma moderação positiva sobre as respostas que vêm dos alunos quanto às sugestões para que Melissa melhore na sua leitura. 49 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 5/7 ENCERRAMENTO: Após a discussão sobre a Melissa, diga aos alunos que eles também vão receber um Cartão Pit Stop. Explique que, ao longo de alguns dias (avisar quais serão), você vai sentar com cada um deles para entregar o cartão e conversar sobre o que estão fazendo bem e devem continuar (baterias de energia solar), bem como o que podem melhorar para aprenderem ainda mais (troca de pneu). ENCONTROS INDIVIDUAIS: Explicação do objetivo: “Nós vamos refletir sobre o que estamos fazendo bem e o que ainda podemos melhorar”. Relacione com a matéria ou área de ensino escolhida para a atividade. Por exemplo: “Nós vamos refletir sobre o que estamos fazendo bem como leitores e o que podemos fazer para nos tornarmos leitores ainda melhores”. Uso do Cartão Pit Stop: Ao entregar o Cartão Pit Stop para o aluno e ler o conteúdo para ele, dê oportunidades para ele refletir sobre as informações recebidas e como pode melhoraro item na troca de pneu. Possíveis perguntas: “O que você acha de praticar a leitura todos os dias para aumentar a sua fluência?”, “O que você acha de relembrarmos os sons das letras?”. Durante a conversa, é importante procurar incentivar o aluno, dizendo que acredita nele e reafirmando suas conquistas (baterias de energia solar). Estimule o aluno a sair entusiasmado e comprometido com a sua futura evolução (troca de pneu). DIFERENCIAÇÃO: O Cartão Pit Stop é uma ferramenta de feedback individual e, portanto, pode ser diferenciada para atender as necessidades de cada criança. Entretanto, é possível que alguns alunos tenham mais dificuldades em utilizá-lo do que outros. Algumas crianças podem ter bastante resistência a críticas ou feedbacks construtivos. Alunos com baixa autoestima ou perfeccionistas podem se sentir muito mal se acreditarem que o(a) professor(a) vê um defeito neles. Assim sendo, ao comentar sobre áreas que precisam ser melhoradas destes alunos, procure retomar novamente os feedbacks positivos, mostrando que foram levantados mais feedbacks positivos que construtivos. Além disso, é importante colocar as metas como pertencendo ao aluno junto com o professor, pois isso torna mais leve o recebimento do feedback construtivo. A ideia é que os alunos se sintam valorizados pelo seu esforço e orgulhosos pela sua conquista. Isso pode ajudá-los a se sentirem confiantes para escutarem sobre um ponto onde ainda podem melhorar. Além disso, durante os encontros individuais, escolha as suas palavras com cuidado e em tom acolhedor, bem como mostre que você acredita em seus alunos. Em vez de dizer: “Você precisa melhorar a sua letra”, você pode dizer: “Além dessas duas coisas que você está fazendo tão bem, acho que a sua letra ainda pode ficar mais bonita, pois ela está ultrapassando os limites da linha, o que você acha? Eu acho que se você caprichar um pouco mais, será bem mais fácil para ler o que você escreveu. 50 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CARTÃO PIT STOP • 1º ano • 6/7 Vamos combinar uma forma de trabalharmos juntos nisso?”. É preciso que o aluno saia do momento de feedback com uma estratégia clara de como vai trabalhar na sua melhora. Por exemplo: “Percebo que você está segurando o lápis e sentando de uma forma que dificulta a sua escrita. Vamos começar melhorando sua postura para melhorar a sua letra? Todos os dias eu quero que você me lembre de te posicionar na carteira de uma forma que pode te ajudar na escrita, tudo bem? Podemos colocar um lembrete na sua lição” ou “Acredito que se você praticar mais a escrita, sua letra ficará cada vez melhor. Vamos fazer 20 minutinhos de escrita por dia?”. No fim da conversa, você ainda pode completar: “Estou louco(a) para ver o que vai acontecer com a sua letra com essa nova estratégia!” AVALIAÇÃO: Ao conversar com o aluno, avalie a habilidade dele em refletir sobre o seu processo de aprendizado. Questione-o sobre o que pode ser feito para que ele melhore na área determinada (troca de pneu). Depois, observe o seu esforço em direção àquele objetivo. O Cartão Pit Stop que for entregue ao aluno servirá como registro de seu desempenho naquele dia e deverá ser comparado aos seus esforços no futuro. Para isso, professor(a), anote o que você escreveu no cartão. Assim, você poderá guardar este registro para futuras análises. Ao repetir a atividade, observe possíveis melhoras na capacidade do aluno de refletir sobre o feedback recebido, lidando de forma mais positiva com a frustração e demonstrando maior determinação e responsabilidade. É importante descrever para o aluno esta melhora e elogiá-lo por isso. CRIANDO UMA ROTINA: Implemente esta atividade em sua rotina, escolhendo oportunidades para entregar Cartões Pit Stop para seus alunos. É importante que você, professor(a), tenha em mente as recomendações que fez para seus alunos, e comente sobre elas sempre que possível. Exemplo: “Maria, estou vendo que você está se esforçando para se tornar uma leitora melhor ao prestar atenção em cada palavra no texto”. Quando sentir que seus alunos já entenderam o conceito dessa atividade, você não precisará ter sempre reuniões com eles para conversar sobre o cartão. Ao tornar o cartão um hábito recorrente em sua sala de aula, você poderá, simplesmente, entregá-los aos alunos e ler os itens em voz alta, a fim de se certificar de que eles entenderam a mensagem escrita. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 51 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 1 C A R TÃ O P IT S TO P • 1 º a no • 7/ 7 DISCIPLINA∕MATÉRIA: MATÉRIA: PROFESSOR: DATA: DISCIPLINA∕MATÉRIA: MATÉRIA: PROFESSOR: DATA: DISCIPLINA∕MATÉRIA: MATÉRIA: PROFESSOR: DATA: DISCIPLINA∕MATÉRIA: MATÉRIA: PROFESSOR: DATA: 53 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 1º ano • 1/7 CHECKLIST DA TAREFA Esta atividade consiste em uma checklist para ajudar o aluno a completar todas as etapas de uma tarefa. O aluno precisa confirmar que completou cada passo do trabalho, antes de passar para o próximo. JUSTIFICATIVA: Ao enfatizar as competências de autogestão, esta atividade está relacionada ao desenvolvimento de funções executivas, que são um conjunto de habilidades cognitivas importantes para realizarmos tarefas cotidianas com sucesso e eficácia. Na escola, estas funções são fundamentais pois permitem que os alunos mantenham o foco e a atenção assim como consigam se organizar para executar uma tarefa. A estrutura da checklist em etapas ajuda os alunos a entenderem que existem vários passos a serem cumpridos para se completar uma tarefa ou projeto e dá suporte para os alunos seguirem cada passo de forma ordenada, evitando que desistam antes de chegarem ao fim ou que se percam, deixando a tarefa incompleta. Este processo envolve persistência e determinação, elementos importantes não apenas no contexto escolar (pois podem melhorar o desempenho acadêmico), mas também no dia a dia e, futuramente, no mundo do trabalho, em que as competências de autogestão são muito importantes. Além disso, a atividade fomenta a autonomia na medida em que estimula as crianças a assumirem responsabilidade e trabalharem com menos lembretes do professor. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Foco › Organização › Persistência › Responsabilidade As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 54 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 1º ano • 2/7 FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Esta atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionandoe utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Compreensão em leitura › Habilidade: (EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, trava-línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto. › Habilidade: (EF01LP18) Registrar, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, cantigas, quadras, quadrinhas, parlendas, trava- línguas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. 55 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 1º ano • 3/7 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão marcar uma checklist, ao completarem ou verificarem cada etapa de uma tarefa. DURAÇÃO: Esta atividade pode ser usada em qualquer aula e, portanto, o tempo de duração poderá variar de acordo com a aula escolhida. MATERIAIS: › Folha de exercício Checklist da Tarefa (uma por aluno); (ANEXO 1) › Lápis e borracha. PREPARAÇÃO PARA AULA: › Você pode optar por criar uma checklist para os alunos ou usar a checklist modelo. Leve em consideração a tarefa, a aula e o seu conhecimento sobre os seus alunos. PROCEDIMENTO: EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: Com o propósito de dar um exemplo de como executar esta prática, usaremos uma aula de produção de texto. CONEXÃO: Faça uma conexão com a matéria escolhida para a atividade, comentando sobre o esforço e a performance dos alunos nessa matéria, e dizendo que você vai apresentar uma ferramenta para ajudá-los ainda mais. Diga: “Hoje, vocês vão receber uma lista para ajudar na hora de escrever. Essa lista inclui todas as coisas que vocês não podem esquecer de incluir no texto, como... (dê exemplos apropriados para a matéria e seus alunos)”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a checklist para seus alunos, e explique o que é: “Checklist é uma lista de etapas necessárias para completar uma tarefa em que precisamos fazer uma marquinha ao lado de cada coisa que já fizemos até que a tarefa esteja concluída”. Diga que, durante a aula escolhida, eles precisarão usar essa checklist para verificar que completaram cada etapa de uma tarefa. Por exemplo: “Ao escreverem uma história, vocês vão usar essa checklist para verificar que incluíram tudo isso”. Liste, então, os itens que você incluiu na checklist, como: “1. Escrevi meu nome; 2. Escrevi a data; 3. Inclui um título; 4. Tentei escrever todas as palavras da frase; 5. Coloquei um espaço entre as palavras; 6. Fiz um desenho”. Explique também sobre o trabalho que os alunos irão fazer na aula, como: “Vocês vão escrever sobre o final de semana”. “Vocês vão fazer uma marquinha na checklist, completando e conferindo cada parte do trabalho”. TRABALHO INDIVIDUAL: Entregue uma checklist por aluno e peça para que eles a utilizem durante o trabalho. Peça para os alunos escreverem seus nomes nas checklists. 56 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CHECKLIST DA TAREFA • 1º ano • 4/7 Circule pela sala de aula, conferindo se os alunos estão usando a checklist. Quando necessário, lembre-os, dizendo: “Você esqueceu de marcar que completou esse passo” ou “Verifique a sua checklist, veja se está faltando alguma coisa”. ENCERRAMENTO: No final da aula, peça para os alunos verificarem se escreveram o nome na folha da checklist e entregá-la junto ao trabalho. DIFERENCIAÇÃO: Ao apresentar o conceito de checklist, é importante considerar que alguns alunos provavelmente encontrarão mais facilidade do que outros para trabalhar com esta ferramenta. Isso vai depender do nível de desenvolvimento das funções executivas de cada criança. Portanto, alguns alunos vão precisar de mais ajuda para trabalhar com a checklist. Por exemplo, crianças com mais dificuldades de foco poderão precisar de lembretes, como: “Onde você está em sua checklist?” ou “Qual é o próximo passo agora?”. Por outro lado, algumas crianças podem já ter bastante facilidade em planejar e executar todas as etapas de um trabalho. Isso não quer dizer que o uso de uma checklist não as beneficie, sendo algo que pode maximizar estas competências. Se esse for o caso, desenvolva uma checklist mais complexa para essas crianças, com mais passos ou etapas avançadas. Assim, eles poderão se beneficiar desta ferramenta e se manter engajados na atividade. Também, ao observar seus alunos usando a checklist, você poderá criar, no futuro, diferentes modelos para a sua turma, respeitando o processo de cada um. AVALIAÇÃO: Depois da aula, compare a checklist com o trabalho de cada aluno. Verifique se o aluno realmente completou todas as etapas que marcou em sua checklist. Se possível, faça anotações, para verificar se ele teve êxito ou se ainda precisa de mais ajuda. Essas observações e anotações vão permitir que você diferencie as checklists para os seus alunos no futuro. Também vão te ajudar a perceber quais alunos conseguem usar uma checklist corretamente e quais alunos ainda precisam de mais apoio. CRIANDO UMA ROTINA: Após a aula introdutória, continue usando checklists sempre que necessário. É ideal continuar repetindo a prática na mesma atividade na qual ela foi introduzida, a fim de que os alunos se acostumem com ela. Por exemplo, se você apresentar a checklist durante uma aula de produção de texto, continue repetindo a prática nessa mesma aula. Isso também fará com que os passos do trabalho de produção de texto se tornem cada vez mais automáticos para os alunos. Eventualmente, essa checklist não será mais necessária e poderá ser dispensada. A partir do momento em que os alunos aprenderem a trabalhar com essa ferramenta, você poderá criar checklists para várias atividades e matérias. As checklists também podem se tornar mais complexas ao longo do tempo em que os alunos forem dominando uma matéria. Você poderá acrescentar mais passos na lista e incluir novas etapas, como, por exemplo, exigir que alunos incluam pontuações. 57 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 1 C H E C K LI ST D A T A R E FA • 1º a no • 5/ 7 CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: 58 C H E C K LI ST D A T A R E FA • 1º a no • 6/ 7 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: CHECKLIST DE TAREFA NOME: 59 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S C H E C K LI ST D A T A R E FA • 1º a no • 7/ 7 CHECKLIST DE TAREFA NOME: Escrevi meu nome 10 Escrevi a data Incluí um título Tentei escrever todas as palavras da frase e_a Coloquei um espaço entre as palavras Fiz um desenho CHECKLIST DE TAREFA NOME: Escrevi meu nome 10 Escrevi a data Incluí um título Tentei escrever todas as palavras da frase e_a Coloquei um espaço entre as palavras Fiz um desenho CHECKLISTDE TAREFA NOME: Escrevi meu nome 10 Escrevi a data Incluí um título Tentei escrever todas as palavras da frase e_a Coloquei um espaço entre as palavras Fiz um desenho CHECKLIST DE TAREFA NOME: Escrevi meu nome 10 Escrevi a data Incluí um título Tentei escrever todas as palavras da frase e_a Coloquei um espaço entre as palavras Fiz um desenho 61 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 1/9 COMO ACHO QUE ESTOU? Nesta atividade, os alunos irão avaliar como acham que estão em diferentes áreas de sua vida escolar. Esta atividade introduz o conceito de autoavaliação, que continuará a ser explorado ao longo dos anos escolares. O(a) professor(a) também avaliará os alunos nas diferentes afirmações. Ao final, o professor realizará uma conversa individual com os alunos em que será possível ver o quão próximas foram as avaliações e pensar em estratégias para que o aluno progrida nas diferentes áreas avaliadas. JUSTIFICATIVA: Este exercício introduz aos alunos a prática da autoavaliação, habilidade importante para o sucesso na vida pessoal, acadêmica e profissional. O mais comum no sistema de avaliação escolar ainda é que os alunos recebam, de tempos em tempos, uma nota que reflete o seu rendimento em diferentes áreas. Este tipo de avaliação geralmente é focada na performance acadêmica do aluno, ignorando outros aspectos de sua vida escolar (como a forma como se relaciona, como se expressa, como organiza a sua rotina etc.). Além disso, o aluno exerce pouco protagonismo e tem poucas chances de refletir sobre si e sobre como pode melhorar ao longo do processo de aprendizagem. Aqui, a folha de exercício em formato de flor indica que diferentes áreas da vida são igualmente importantes, como cada pétala de uma flor. Ao incluir o aluno no processo de avaliação, essa atividade acaba por proporcionar a ele a oportunidade de refletir sobre o seu desempenho e comportamento na escola. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Responsabilidade › Assertividade › Autoconfiança › Tolerância à frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 62 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 2/9 Isso permite que a criança se sinta responsável pelo próprio aprendizado e pelas suas atitudes, aumentando, assim, sua responsabilidade e autoconfiança. Além disso, os alunos precisarão ser assertivos ao usar cores para se avaliar. Por fim, as crianças terão a oportunidade para trabalhar a tolerância à frustração, refletindo sobre suas possíveis dificuldades e limitações. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Protocolos de leitura › Habilidade: (EF01LP01) Reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo da página. Objeto de Conhecimento: Estratégia de leitura › Habilidade: (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO) Objeto de Conhecimento: Conhecimento do alfabeto do português do Brasil 63 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 3/9 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos usarão uma categoria de quatro níveis para avaliar o próprio desempenho em diferentes áreas de sua vida escolar. DURAÇÃO: 20 a 30 minutos MATERIAIS: › Folha de exercício Como acho que estou?; (ANEXO 1) › Lápis e borrachas; › Material para colorir. PREPARAÇÃO PARA AULA: Antes de realizar a atividade, baseie-se no seu conhecimento sobre cada aluno para avaliá-lo nos sete quesitos presentes nas pétalas, de acordo com os quatro níveis representados pelas cores. Guarde esta informação com você. Ela será utilizada mais tarde, em conversa com o aluno, para analisar a capacidade de autoavaliação de cada criança. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Diga aos alunos que você tem observado que eles estão crescendo e evoluindo muito na escola. Dê exemplos de situações que você tem observado na rotina escolar, como: “Agora, todos os dias que vocês chegam na escola, vocês lembram de dar bom dia. Isso nem sempre acontecia antes”. Se possível, faça comentários sobre diferentes esferas da vida escolar, incluindo comportamentos, relações de amizade, aprendizado e a capacidade dos alunos de seguirem as suas direções. É importante que esses comentários sejam verdadeiros. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique aos alunos que você gostaria de que eles refletissem sobre o próprio aprendizado e comportamento. Diga que, da mesma forma que você precisa avaliá-los, é importante que eles também aprendam a ser os seus próprios avaliadores. Avise que hoje você vai dividir um pouco do seu trabalho com eles. Apresente a folha de exercício Como acho que estou? e mostre como ela funciona. Primeiro, aponte para as diferentes cores e leia o que elas representam: › Habilidade: (EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos. Objeto de Conhecimento: Construção do sistema alfabético e da ortografia › Habilidade: (EF01LP07) Identificar fonemas e sua representação por letras. › Habilidade: (EF01LP08) Relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita. 64 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 4/9 Verde: Acho que estou muito bem! Laranja: Acho que estou bem. Amarelo: Acho que não estou tão bem, posso melhorar. Vermelho: Acho que não estou bem, ainda tenho muitas dificuldades. Depois, leia as diferentes áreas da vida representadas nas sete pétalas: › Amizades › Leitura › Escrita › Matemática › Esforço e dedicação para aprender › Organização dos materiais e das tarefas › Comportamento Comunique aos alunos que eles devem colorir cada pétala de acordo com como acham que estão em cada área da vida, por exemplo: “Vocês vão refletir sobre o seu esforço e dedicação para aprender e decidir se estão indo muito bem, bem, não tão bem ou se ainda têm muitas dificuldades.” Avise que após esta reflexão, eles devem colorir a pétala com a cor correspondente. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão colorir cada pétala de acordo com como acham que estão em cada área de suas vidas”. TRABALHO INDIVIDUAL: Avise que o trabalho é individual e que os alunos devem tentar pensar sobre si e tentar se autoavaliar da maneira mais honesta possível: “ Não fiquem preocupados em se comparar com os colegas. Cada um de vocês é único e tem pontos fortes e outros que ainda precisam aprimorar. O importante nesta atividade é você refletir sobre como acha que está em cada área de sua vida. Este processo pode ajudá-lo a pensar em comopode melhorar na escola”. Quando todos estiverem sentados com as folhas de exercício, releia o que cada cor representa. Depois, releia o que está escrito em cada pétala e questione os alunos sobre a imagem que representa cada conceito, por exemplo: “Qual pétala representa a leitura?” (Resposta: “A pétala que tem um livro desenhado!”) Depois, peça para todos colocarem o dedo em cima da pétala em questão e confirme se estão indicando o local correto. Se acreditar que é relevante, questione-os também sobre a primeira letra da palavra escrita: “Leitura começa com qual letra? Quando responderem solicite: “Coloquem o dedo em cima da letra L de Leitura!” Este exercício vai preparar os alunos para trabalharem individualmente e ajudá-los a decodificar o que está escrito em cada pétala. 65 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 5/9 Após revisar cada cor e pétala, os alunos devem trabalhar individualmente em suas folhas de exercício. Enquanto isso, circule pela sala oferecendo ajuda e suporte quando necessário. ENCERRAMENTO: Colete a folha de exercício dos alunos para verificar depois. Reserve um tempo ao final desta aula e nas próximas para fazer uma conversa individual com os alunos sobre a sua avaliação e a realizada pelo aluno. Ao comparar as duas percepções, cada um poderá dizer o que pensou ao fazer a avaliação. Esta etapa é importante, pois o aluno poderá ver se a autoavaliação que fez está condizente com a percepção do professor, o que permite um espaço para a autorreflexão e diálogo, bem como para pensar em quais áreas ele ainda precisa melhorar. O professor deve, junto com o aluno, pensar o que pode estar dificultando o seu progresso em determinada área. Por exemplo, caso este esteja com muitas dificuldades em “Matemática”, é importante especificar a dificuldade junto ao professor (reconhecimento dos números, contagem, escrita dos números etc.) e, a partir disso, pensar em algumas estratégias para diminuir esta dificuldade e progredir no aprendizado da Matemática. Este momento do feedback é essencial para o objetivo da atividade, pois os alunos precisam se conscientizar do porquê se avaliaram de certo modo, que evidências têm para fundamentar sua avaliação e em caso de precisar melhorar, o que podem fazer. DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, você tem a opção de usar a folha de exercício com áreas da vida escolar já pré-determinadas ou usar a folha em branco para criar uma flor com categorias que sejam mais relevantes para os seus alunos. Assim, você poderá diferenciar a atividade para melhor atendê-los. É importante lembrar que cada criança está em seu próprio processo de desenvolvimento e, portanto, demonstra mais ou menos maturidade. Inclusive, crianças dessa faixa etária podem ter dificuldade em se perceberem neste processo de autoavaliação. Isso pode levá-las a se superestimarem ou a se subestimarem. O professor será o facilitador neste processo de compreensão de si, o que é esperado. Isso pode acontecer porque algumas crianças podem ter dificuldade em se perceberem neste processo de autoavaliação. Isso pode levá-las a se superestimarem ou a se subestimarem. Tudo bem, este exercício é apenas uma oportunidade para eles começarem a desenvolver tal consciência. Com isso, cabe a você, professor(a), adaptar as suas expectativas, respeitando a capacidade de cada um. Você não precisará concordar com as respostas de seus alunos. Lembre-se que esta atividade se repetirá ao longo do ano e que, em cada repetição, você terá a oportunidade de trabalhar com os seus alunos e ajudá-los a desenvolverem a autorreflexão, a responsabilidade, a autoconfiança, a assertividade e a tolerância à frustração. 66 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO ACHO QUE ESTOU? • 1º ano • 6/9 AVALIAÇÃO: Examine a capacidade de autoavaliação de seu aluno. O aluno não precisa compartilhar da mesma opinião que você, mas é importante que ele tenha uma percepção semelhante à sua. Repare, também, se algumas crianças têm a tendência de se enxergar de forma exageradamente positiva ou negativa. Também observe a forma com que o aluno reage quando a sua avaliação não é tão positiva como ele pensava e veja se existe uma abertura por parte do aluno para dialogar com relação às estratégias que ele pode adotar para progredir em determinada área. Guarde as folhas de exercício, pois esta atividade será repetida ao longo do ano. Você poderá comparar as cores que as crianças usaram na primeira avaliação com as suas avaliações futuras e mostrar para o aluno o quanto ele veio progredindo desde o início da atividade. Assim, você poderá notar se, com a prática da autoavaliação, o aluno começa a perceber e mudar alguns comportamentos que facilitam a aprendizagem. CRIANDO UMA ROTINA: No início, o exercício de autoavaliação pode ser difícil para as crianças, mas a ideia é que ele se torne mais fácil com a prática. A partir do momento que ele for introduzido, você poderá continuar usando-o durante o ano letivo. Cada vez que for repetida, os alunos terão mais prática e a atividade será mais simples. Geralmente, professores se surpreendem com a capacidade dos alunos de se autoavaliarem. Sugerimos a repetição desta atividade no mínimo uma vez por bimestre, somando quatro vezes no ano letivo. No fim do ano, você pode sentar individualmente com cada criança e usar as folhas de exercício como ilustração para uma conversa sobre o desempenho dela nas diferentes áreas de sua vida. 67 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S C O M O A C H O Q U E E ST O U ? • 1 º a no • 7/ 9 A N EX O 1 Folha de exercício › COMO ACHO QUE ESTOU? NOME DO ALUNO: DESENHO: 68 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S Acho que não esto u tão bem , pos so m elho rar. Ach o q ue não est ou bem , ain da ten ho mu itas difi cul dad es. C om po rt am en to Organização dos materiais e das tarefas Leitura Escrita M at em át ic a Esforço e dedic ação para ap render Verde: Acho que estou muito bem! Laranja: Acho que estou bem. Amarelo: Acho que não estou tão bem, posso melhorar. Vermelho: Acho que não estou bem, ainda tenho muitas dificuldades.A mi za de s Acho que estou muito bem! Acho que estou bem. C O M O A C H O Q U E E ST O U ? • 1 º a no • 8/ 9 Folha de exercício › COMO ACHO QUE ESTOU? (Diferenciada) NOME DO ALUNO: 69 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S C O M O A C H O Q U E E ST O U ? • 1 º a no • 9/ 9 Verde: Acho que estou muito bem! Laranja: Acho que estou bem. Amarelo: Acho que não estou tão bem, posso melhorar. Vermelho: Acho que não estou bem, ainda tenho muitas dificuldades. Acho que não esto u tão bem , pos so m elho rar. Ach o q ue não est ou bem , ain da ten ho mu itas difi cul dad es. Acho que estou muito bem! Acho que estou bem. Folha de exercício › COMO ACHO QUE ESTOU? (Diferenciada) NOME DO ALUNO: 71 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 1/7 COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? Nesta atividade, o professor irá ler ou contar uma história para a turma e questionar como determinado personagem dessa história está se sentindo em diferentes momentos da narrativa. Ele também irá questionar o motivo pelo qual os alunos acreditam que o personagem sente uma determinada emoção. Após a discussão, os alunos irão escrever e/ou desenhar as emoções do personagem em dois momentos da história. JUSTIFICATIVA: O propósito desta aula é criar uma oportunidade para os alunos se colocaremno lugar do outro e imaginarem o que ele(a) está sentindo em uma determinada situação. É uma atividade que requer pensamento crítico para que seja possível discutir e indicar os motivos pelos quais se atribuem determinadas emoções ao personagem. A prática de procurar entender as necessidades e sentimentos dos outros ajuda as crianças a desenvolverem a empatia. Além disso, os alunos serão incentivados a compreender a importância do respeito pelas emoções, sentimentos e desejos do personagem da história. A empatia e o respeito são habilidades importantes para o cultivo de relacionamentos e para o convívio harmonioso com os outros. Além disso, os alunos precisam expressar as emoções do personagem por meio da escrita ou de uma imagem, o que fomenta o interesse artístico. Trata-se de uma atividade que faz uso de estratégia de aprendizagem ativa (i.e., debate, discussão em grupo). Sendo assim, é importante que o professor modere o debate MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Empatia › Respeito › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 72 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 2/7 dando oportunidade de os alunos se expressarem (assertividade), destacando a importância de também escutarem os demais. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Arte; Língua Portuguesa. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: ARTE UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de Criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. COMPONENTE: ENSINO RELIGIOSO UNIDADES TEMÁTICAS: IDENTIDADES E ALTERIDADES Objeto de Conhecimento: O eu, o outro e o nós › Habilidade: (EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e 73 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 3/7 PLANO DE AULA OBJETIVO: Após ouvir uma história, os alunos irão desenhar e/ou escrever como o personagem da história está se sentindo em diferentes pontos da narrativa. DURAÇÃO: 50 minutos MATERIAIS: › Folha de exercício: Como o Personagem Está se Sentindo? (uma folha por aluno; ANEXO 1); › Lápis e borracha; › Materiais de desenho disponíveis, como lápis de cera e lápis de cor; › História selecionada pelo professor para ler para as crianças (indicações de livros de literatura infantil; ANEXO 2) PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Diga para a turma que você vai ler ou contar uma história. Se você tiver alguma rotina para contação de histórias, como cantar uma música ou sentar em roda, pode segui-la. Espere os alunos se sentarem confortavelmente, e pergunte: “Quem está pronto para ouvir uma história?”. Se for necessário, lembre as crianças de como elas devem se comportar ao ouvir uma história. PARTICIPAÇÃO: Leia ou conte uma história em que o personagem tem algum tipo de problema, e depois o problema é resolvido. Você pode usar qualquer história que você acredita ser apropriada para esta atividade. É importante que a história escolhida seja ampla o suficiente para que o aluno identifique variadas emoções. Durante a leitura ou a contação de história, faça pausas e pergunte aos seus alunos: “O que vocês acham que o personagem (dizer o nome) está sentindo?”. utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outros textos versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, tiras e histórias em quadrinhos, dentre outros gêneros do campo artístico- literário, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto. 74 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 4/7 Escute entre duas e quatro respostas, e depois pergunte: “Por que vocês acham que ele(a) está se sentindo assim? Podem indicar algo que aconteceu na história que fez com que você achasse que ele se sente dessa maneira?”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a folha de exercício Como o Personagem está se Sentindo? e explique aos alunos que eles vão desenhar e, quando for possível, escrever sobre como o personagem está se sentindo em duas partes da história. Se achar necessário, relembre, com a turma, o início, o meio e o fim da narrativa. Você também poderá selecionar determinadas “cenas” da história em que o personagem pode ter sentido alguma emoção específica para trabalhar com as crianças. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão desenhar e escrever como o personagem (dizer o nome do personagem) está se sentindo em duas partes da história”. TRABALHO INDIVIDUAL: Entregue uma folha de exercício Como o Personagem Está se Sentindo? para cada aluno e peça que eles trabalhem nesta folha. Circule pela sala, dando suporte aos alunos sempre que necessário. Incentive que as crianças utilizem o tempo da aula para finalizarem a tarefa, anunciando quanto tempo elas ainda têm disponível. Por exemplo: “Vou desenhar um círculo na lousa e dividir em pedaços. Cada vez que cinco minutos se passarem, eu vou pintar um pedaço para avisar quanto tempo vocês ainda terão” e “Certifiquem-se de que vocês incluíram as duas partes da história antes de dedicarem mais tempo com detalhes e desenho”. ENCERRAMENTO: Em roda, peça para cada aluno compartilhar seu trabalho, contando quais partes da história ele escolheu representar e o porquê da sua escolha. Peça para o aluno descrever como ele percebeu que o personagem estava sentindo determinada emoção em cada cena escolhida, bem como o motivo pelo qual atribuiu a ele emoções em cada uma das duas cenas. DIFERENCIAÇÃO: Para a realização desta atividade, é importante que os alunos tenham desenvolvido familiaridade com os diferentes tipos de emoções que podemos experimentar frentes a situações da vida. Portanto, nesta aula, atente-se para alunos com dificuldades para identificar e compreender os sentimentos, necessidades e atitudes dos outros. Se você tiver alunos com estas dificuldades, é importante que você faça algumas adaptações para que eles consigam acompanhar a atividade. Você pode pedir para eles analisarem o rosto do personagem em uma ilustração e apresentar as emoções que cada um sente para eles. Por exemplo: “Esse personagem está muito triste. Como será que eu sei que ele está triste? Como ficamos quando estamos tristes? Será que ficamos maisquietos ou damos mais risadas?”. É importante também mostrar a esses alunos sobre 75 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 5/7 as expressões faciais destes personagens conectando com as emoções: “Veja este personagem que está triste. Como está a boca dele aqui? Ele está sorrindo? E os olhos, como estão? “Veja este outro personagem que está com raiva, você está vendo essa sobrancelha como fica franzida? E os olhos?” e por aí vai. Uma possibilidade interessante é pedir para o aluno tentar imitar algum elemento da expressão facial do personagem (boca, olhos etc.). Uma sugestão é usar com estes alunos os personagens que representam as emoções no filme “Divertida Mente” Depois, é possível relacionar as respostas do aluno com a narrativa e tentar ajudá-lo a se conectar com a situação que o personagem está vivendo: “Você disse que o personagem está bravo. O que aconteceu que deixou ele assim?”. Ou fazer o inverso: “Se isso (descrever a cena) acontecesse com você, o que você sentiria? Será que o personagem está sentindo isso? Vamos ver o rosto dele para ver se temos alguma dica?”. Não se preocupe se o aluno não acertar exatamente como o personagem deveria estar se sentindo. Estas tentativas são importantes passos para o desenvolvimento da capacidade de identificar e nomear emoções e, portanto, aceite as respostas do aluno desde que ele consiga justificá-las. Uma outra sugestão é escolher uma história que este aluno goste e conheça bem. A familiaridade com o contexto poderá ajudá-lo a entender os sentimentos do personagem. Você também pode ler a história individualmente com o aluno antes da aula para assim prepará-lo para a atividade. Também é possível diferenciar esta aula para melhor atender a turma inteira. Se os seus alunos tiverem pouca experiência ouvindo histórias, faça uma demonstração da tarefa, completando uma folha de exercício junto com eles, antes de solicitar que façam sozinhos. Neste caso, também é importante ajudá- los a distinguir as três partes da narrativa – início, meio e fim –, e orientá-los a respeito de que cenas podem ser escolhidas, conforme a situação pela qual o personagem passou na história. Explicite, retomando cada parte ou fazendo perguntas, como “O que acontece no início?”, “O que acontece no meio?”, “O que acontece no fim?” e “O que acontece… (naquele momento específico)?”. Por outro lado, se esta atividade for muito simples para seus alunos, escolha uma história mais longa e complexa, onde o personagem vivencia eventos e sentimentos mais profundos. Você também pode pedir para eles irem além de duas partes da história, representando como o personagem se sente em diversos momentos. AVALIAÇÃO: Durante a aula, atente-se aos comentários dos alunos sobre o que o personagem poderia estar sentindo e os motivos para isso. Repare, também, se os alunos fazem comentários que demonstram empatia, como: “Coitadinho dele!”. Após a aula, observe o trabalho dos alunos para avaliar se eles conseguiram se colocar no lugar do personagem, e considerar o que ele poderia sentir em cada parte da história. Isso também vai permitir que você avalie se os alunos compreenderam a história. 76 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S Como está se sentindo? Escreva: E desenhe: Como está se sentindo? Escreva: E desenhe: C O M O O P E R SO N A G E M E ST Á S E S E N TI N D O ? • 1 º a no • 6/ 7 A N EX O 1 77 COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ANO • / INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS COMO O PERSONAGEM ESTÁ SE SENTINDO? • 1º ano • 7/7 ANEXO 2 SUGESTÕES DE LIVROS DE LITERATURA Links: › 18 livros infantis para falar de emoções com os seus filhos Amanda Mont’Alvão Veloso (Psicanalista, jornalista e mestranda em Linguística Aplicada PUC-SP) Indicação de livros para falar sobre emoções com crianças e adolescentes. Na sinopse, há referência sobre quais emoções os livros abordam https://www.huffpostbrasil.com/2016/10/12/18-livros-infantis-para-falar-de-emocoes- com-os-seus-filhos_a_21699156/ › Guia Digital PNLD Literário 2018 – o guia traz 4 categorias para o ciclo de alfabetização: Descoberta de si; Famílias, amigos e escola; O mundo natural e social; Diversão e aventura; outros temas. http://pnld.nees.com.br/pnld_2018_literario/etapa-ensino/2018-literario_ensino_fundamental 79 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 1/5 DESENHANDO SENTIMENTOS Nesta atividade, os alunos serão incentivados a fechar os olhos, fazer silêncio por alguns minutos e focar em suas emoções. Depois, eles farão um desenho para expressar seus sentimentos através de formas, cores e representações. JUSTIFICATIVA: Desenhando Sentimentos é uma prática de mindfulness, que tem como objetivo trazer a atenção à experiência do presente. A meditação favorece o foco e a concentração que, ao longo do tempo, vai se tornando cada vez mais presente na vida das crianças. O fortalecimento da atenção traz muitos benefícios, entre eles a redução da ansiedade, da raiva e da impulsividade (tolerância ao estresse e tolerância à frustração), bem como o aumento da criatividade e da organização das ideias. Além disso, a prática regular de meditação é capaz de melhorar a memória e contribuir para relacionamentos saudáveis. Muitas vezes, crianças têm dificuldades para encontrar palavras certas que expressem aquilo que estão sentindo. Portanto, esta atividade permite que o aluno represente suas emoções com a arte, fortalecendo a imaginação criativa. A repetição desta prática possibilita o desenvolvimento de uma maior consciência sobre as emoções, cultivando, assim, a inteligência emocional do aluno. Ao identificar o que sente, a criança terá a oportunidade de praticar a autorregulação e será estimulada refletir sobre os motivos por trás de suas emoções. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Assertividade › Iniciativa social › Confiança › Empatia › Respeito › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse › Imaginação criativa As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 80 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 2/5 De tempos em tempos, os alunos serão incentivados a compartilharem o seu trabalho e sentimentos com a turma. Esta parte da aula tem a possibilidade de fortalecer a assertividade, a iniciativa social e a confiança das crianças. Além disso, ao escutar os relatos de seus colegas, o aluno terá a oportunidade de desenvolver a empatia e o respeito pelo próximo. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina. DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Arte. <<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPETÊNCIAS GERAIS: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. COMPONENTE: ARTE Unidades Temáticas: Artes Visuais Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos etécnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de Criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA Práticas de Linguagem: Oralidade Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objetos de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. 81 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 3/5 PLANO DE AULA OBJETIVO: Após uma curta meditação, os alunos expressarão os seus sentimentos através de um desenho. DURAÇÃO: › Aula introdutória: 30 a 40 minutos › Atividade de rotina: 10 a 20 minutos MATERIAIS: › Folha de papel para desenho (uma por aluno); › Materiais para desenho, como: lápis de cor, canetas e lápis de cera. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte para as crianças como elas estão se sentindo e escute algumas respostas. Diga que hoje vocês vão fazer uma atividade para refletir sobre os seus sentimentos. Questione se os alunos já ouviram a palavra meditação e pergunte se eles sabem o que ela significa. Explique que a meditação é um exercício onde nos sentamos sozinhos, de olhos fechados e focamos em um pensamento ou uma atividade específica, buscando nos conectar com nós mesmos. Na meditação, temos que nos focar no momento presente. PARTICIPAÇÃO: Peça para os alunos se sentarem de forma confortável e fecharem os olhos. Quando todos estiverem prontos, solicite que eles façam três respirações profundas: inspirando pelo nariz e soltando o ar pela boca. Depois diga: “Agora eu quero que vocês prestem atenção no que estão sentindo”. Avise que eles devem permanecer em silêncio e de olhos fechados até o seu aviso. Se necessário, guie a meditação para direcionar os alunos aos seus sentimentos. Procure fazer uma pausa entre cada frase ou pergunta, para que os alunos tenham tempo de sentir e refletir. 1. “Repare em como você está se sentindo”; 2. “Veja se você está calmo ou agitado”; 3. “Perceba se tem algum sentimento ou emoção dentro do seu corpo”; Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 82 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 4/5 4. “Repare o que você sente nas diferentes partes do seu corpo, na barriga, no peito, na garganta...”; 5. “Perceba se o que você está sentindo é um sentimento gostoso e agradável ou é um sentimento difícil”; 6. “Este sentimento tem uma cor? 7. Seria uma cor clara ou u ma cor escura?” Depois de um a cinco minutos, encerre o exercício solicitando que os alunos abram os olhos. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique que os alunos farão um desenho para representar o que sentiram durante o exercício. Comunique que as cores podem ajudá-los a representar os seus sentimentos. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão expressar os seus sentimentos através de um desenho”. TRABALHO INDIVIDUAL: Distribua os materiais necessários para cada criança e também deixe à disposição para que eles possam escolher o que quiserem. Peça que as crianças façam um desenho que represente as emoções que sentiram no momento da meditação. Circule pela sala de aula enquanto os alunos desenham. Procure conversar com eles sobre como estão representando seus sentimentos. Mostre-se curiosa e interessada pelo trabalho de cada uma das crianças. Disponibilize cerca de 10 a 15 minutos para esta atividade e avise quando o tempo estiver terminando. ENCERRAMENTO: No fim da aula introdutória, peça para os alunos se sentarem em roda e contarem como foi a experiência de meditar e desenhar o que sentiram depois da atividade. Depois, peça para que alguns voluntários compartilhem os seus desenhos com a turma, explicando o significado deles. Ao repetir esta atividade de rotina, crie o hábito de chamar um voluntário por aula para apresentar o seu desenho e explicar o que ele significa. Procure chamar uma criança diferente em cada aula para garantir que todos tenham uma vez, mas respeite a vontade dos alunos que não quiserem compartilhar o desenho com a turma. DIFERENCIAÇÃO: É possível que algumas crianças apresentem dificuldade no momento da meditação. Sentar-se sozinho em silêncio ainda pode ser difícil para alunos desta faixa-etária, principalmente para aqueles que ainda não conseguem administrar o foco. Você pode ajudar um aluno menos focado pedindo que ele se posicione em um local que favoreça a concentração. Outra opção seria pedir para ele sentar-se ao seu lado. 83 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DESENHANDO SENTIMENTOS • 1º ano • 5/5 Veja esta aula como uma oportunidade de aprendizado, e entenda que é natural que crianças demonstrem diferentes níveis de concentração. Isso não é um problema. Observe o foco de seus alunos para determinar a duração da meditação. É importante que a meditação não seja demasiadamente longa, exigindo um esforço excessivo. Você, professor(a), pode diferenciar o tempo do exercício, aumentando ou diminuindo o tempo de meditação de acordo com o desempenho de seus alunos. Além disso, crianças podem apresentar diferentes habilidades para o desenho. Portanto, valorize o processo artístico delas e não apenas o produto. É essencial que todos alunos se sintam confiantes e confortáveis ao se expressar por meio da arte. AVALIAÇÃO: Enquanto os alunos estiverem desenhando, repare na capacidade que cada criança tem de se expressar através do desenho. É possível que você não consiga avaliar todos os alunos em uma só aula, portanto, continue a avaliação ao repetir esta atividade de rotina, prestando atenção em diferentes alunos a cada vez. O tema do desenho será o mesmo: desenhar a emoção que está sentindo, porém o(a) professor(a) poderá mudar o meio para a representação (pode usar recorte de revistas velhas para que o aluno possa identificar a sua emoção com de alguma imagem e reproduzir o contexto, com desenhos complementares de cenário). O(A) professor(a) de artes também pode dar suporte, indicando material reciclado como palitos, barbantes, garrafa pet, tampinhas, caixas de papelão, entre outros para alunos com dificuldade de se expressar pelo desenho Quando necessário, faça perguntas aos seus alunos para que possam te ajudar a avaliar se eles alcançaram o objetivo da aula, como: “Como você representou seus sentimentos neste desenho?” ou “Por que você escolheu usar essas cores?” Além disso, preste atenção nos relatos dos alunos quando estes apresentarem os seus trabalhos. Esta apresentação poderá te dar informações importantes sobre como o aluno usou o trabalho artístico para representar seus sentimentos. CRIANDO UMA ROTINA: Implemente esta atividade em sua rotina de sala de aula, praticando-a no mínimo duas vezes por semana. Após dois ou três meses de prática, você pode adaptar a atividade, pedindo para os alunos apenas falarem sobre seus sentimentos ao invés de desenhá-los. A aposta é que ao ter tido bastante oportunidade para expressar sentimentos com a arte, o aluno se torne mais capaz de identificar e nomear suas emoções, ajudando para que ele possa se autoconhecer em diferentes momentos com diferentes sentimentos. Entretanto, é importante que os alunos ainda tenham a chance de se expressar através da arte. Diminua a frequênciado desenho, mas, sempre que possível, volte para ele. Desenhar como forma de expressar sentimentos é uma atividade prazerosa que gera muitos benefícios para o desenvolvimento socioemocional das crianças. Logo, mesmo que os alunos já estejam preparados para conversar sobre emoções, ofereça oportunidades para eles continuarem desenhando seus sentimentos quando possível. 85 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 1/5 DETETIVE NO ESCURO Detetive no escuro é uma atividade para ser feita em duplas. Os alunos se revezam para tentar descobrir, de olhos vendados, diferentes objetos que estão segurando. Para isso, eles precisam usar o tato, o olfato e a audição. JUSTIFICATIVA: Esta aula visa a desenvolver o foco e a curiosidade dos alunos. Para tentar descobrir qual objeto estão segurando, eles precisarão direcionar toda a atenção apenas para o objeto selecionado e para o que o seu colega diz sobre o objeto. Através da tentativa e erro, ele precisará praticar a persistência e a tolerância à frustração. O aluno será incentivado a continuar tentando e não desistir quando a brincadeira ficar difícil. A brincadeira em duplas necessitará que o aluno confie no colega que está entregando os objetos (confiança). COMPETÊNCIA(S) TRABALHADA(S): Foco; Persistência; ; Confiança; Tolerância à frustração. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Ciências; Língua Portuguesa; Matemática. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Persistência › Entusiasmo › Iniciativa Social › Confiança › Tolerância à frustração › Imaginação Criativa As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 86 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 2/5 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: CIÊNCIAS UNIDADE TEMÁTICA: MATÉRIA E ENERGIA Objeto de Conhecimento: Características dos materiais › Habilidade: (EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente. UNIDADE TEMÁTICA: VIDA E EVOLUÇÃO Objeto de Conhecimento: Corpo humano › Habilidade: (EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. COMPONENTE: MATEMÁTICA UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. Contagem ascendente e descendente Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim código de identificação. 87 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 3/5 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos, com olhos vendados, tentarão descobrir o objeto que estão segurando, por meio do tato, olfato e da audição. DURAÇÃO: 30 a 40 minutos. MATERIAIS: › Objetos com forma e textura diferentes, como: lápis, borracha, frutas, sabonete, rolo de papel higiênico, bala, livro e óculos (se possível, ter um número maior de objetos que alunos); › Venda para os olhos, podendo ser um pano amarrado na cabeça ou uma máscara de dormir (uma venda por aluno); › Papel e caneta. PREPARAÇÃO PARA AULA: Separe os objetos selecionados em duas coleções. A atividade terá duas rodadas e cada coleção será usada em uma. PROCEDIMENTO: CONEXÃO Pergunte: “Quem aqui gosta de descobrir coisas?”, e escute algumas respostas. Depois, pergunte: “Alguém sabe me dizer o que é um detetive e o que ele faz?”. Espere os alunos responderem e use o que eles trouxerem. Explique: “O detetive é uma pessoa que segue pistas para solucionar um problema. A função dele é achar respostas e descobrir coisas.”. Comente sobre como é importante assumirmos o papel de detetive, às vezes. Diga: “Assim como os detetives, nós também precisaremos investigar algumas coisas durante esse ano”. Conte que, para isso, precisaremos de alguns dos nossos sentidos. Se necessário, revisite ou explique o que são os sentidos. Você pode fazer perguntas, como: “Para que usamos o olfato? E a audição? E o tato?”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Diga aos alunos que eles farão uma brincadeira de detetive. Explique que eles ficarão de olhos vendados e precisarão descobrir qual objeto estão segurando a partir do que vão sentir, escutar e cheirar. Pontue que eles farão a atividade em duplas: enquanto um aluno estiver de olhos vendados, o outro colega, de olhos abertos, lhe entregará um objeto para adivinhar. Avise que a atividade terá duas rodadas: em uma delas, o aluno fará o papel de detetive de olhos vendados, e na outra ele fará o papel de ajudante de olhos abertos. Explique que cada rodada terá uma coleção diferente de objetos para eles tentarem descobrir, e que cada aluno terá até cinco chances para acertar o objeto que está segurando. Caso ele não acerte, o ajudante deverá trocar de objeto e a criança terá, novamente, cinco chances para acertar. Lembre aos alunos que talvez eles não acertem alguns objetos. Explique que, neste caso, o ajudante deverá parabenizar o detetive mesmo assim, 88 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 4/5 pois o que conta para ser um bom detetive é se manter curioso e seguir persistindo mesmo que, às vezes, ele não solucione o mistério de primeira. PARTICIPAÇÃO: Avise que eles terão quatro chances para adivinhar qual é o objeto apenas usando os sentidos. Se não conseguirem, podem fazer algumas perguntas para o ajudante. Questione sobre quais perguntas o detetive pode fazer para o ajudante, nesse caso. Se necessário, dê algumas dicas, como: “O objeto é amarelo?” ou “É um material escolar?”. Isso vai ajudar os alunos a entenderem a dinâmica da brincadeira. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “De olhos vendados, vocês vão precisar usar o tato, o olfato e a audição para descobrirem o objeto que estão segurando”. (Ao mencionar cada sentido, use movimentos corporais, para lembrá-los daquele sentido. Por exemplo, toque no nariz ao dizer “olfato”). TRABALHO EM DUPLA: Peça para os alunos criarem duplas ou defina quem será o par de quem. Caso o número de alunos não seja par, faça um trio. Peça para os alunos ficarem frente a frente com a dupla, e peça: Escolham quem vai ser o detetive primeiro, e depois iremos trocar”. Explique: “Para que a brincadeira dê certo, preciso que vocês estejam bem atentos aos sentidos para que acertem o objeto e que sejam persistentes!”. Avise que eles terão cinco minutos para acertar os objetos, e você irá cronometrar o tempo. Se depois de cinco tentativas o detetive não acertar umobjeto, o ajudante deverá devolver o mesmo para a coleção, e pegar o próximo objeto. Você pode, caso julgue necessário, incentivar os alunos durante a atividade, dando dicas de perguntas que o detetive pode fazer para o ajudante responder: “É de comer?”; “Dá para ler esse objeto?”; “O lugar dele é na cozinha?”. Após os cinco minutos, peça para as duplas trocarem de papel. Diga: “Quem estava sendo o detetive, agora será o ajudante; quem era o ajudante, agora pode vendar os olhos para ser o detetive”. Repita o mesmo procedimento. ENCERRAMENTO: Em roda, peça para que os alunos contem como foi a atividade de investigar objetos de olhos vendados. Faça uma revisão dos três sentidos utilizados na atividade e estimule os alunos a contarem como foi usá-los para descobrirem os objetos. Pergunte também sobre os dois sentidos que não foram usados (visão e paladar)? Questione se os alunos pensam que eles fizeram muita falta e como poderiam ter auxiliado. Faça perguntas, como: “Quem usou o olfato para descobrir um objeto?”; “Qual parte do corpo é responsável pelo olfato?”; “Vocês acham que sentir o cheiro ajudou a descobrir o que estavam segurando?”; “Qual objeto foi fácil descobrir usando o tato?”; 89 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS DETETIVE NO ESCURO • 1º ano • 5/5 “Ele era macio ou áspero?”; “Vocês usaram a audição para descobrir algum objeto?”; “Qual parte do corpo é responsável pela audição?”; “O que foi que vocês escutaram?” etc. Encerre, elogiando a persistência dos alunos e enfatizando que a persistência, a curiosidade e o foco são partes muito importantes do trabalho do detetive. DIFERENCIAÇÃO: Apesar de esta atividade envolver o tato, o olfato e a audição, ela pode ser realizada com alunos com deficiências auditivas. Nestes casos, é importante lembrar o aluno que ele pode usar os outros sentidos (o tato e o olfato) para descobrir o objeto que está segurando. Caso julgue necessário, dê uma atenção especial a este aluno ou escolha uma dupla que você acredite que irá ajudá-lo. Durante a brincadeira, é importante ter em mente que crianças são diferentes umas das outras (assim como jovens e adultos também) e tem maneiras distintas de lidar com a frustração e se manterem persistentes apesar da dificuldade. Assim, é provável que os seus alunos demonstrem reações diferentes ao realizarem a tarefa. Saiba respeitar e acolher estas diferenças. Valorize o processo mais do que o resultado propriamente dito. Uma possível solução seria juntar alunos que costumam ter mais dificuldade para lidar com a frustração com alunos que demonstram mais persistência. Desta forma, uma criança poderá servir de modelo para outra. Se durante a atividade, um aluno demonstrar muita resistência ou quiser desistir, converse com ele e incentive a sua participação: “Eu sei que esse jogo é difícil, mas vamos tentar. Eu também dependo muita da minha visão para entender o mundo, mas é importante estimular os outros sentidos”. Além disso, evite que os alunos criem um ambiente competitivo: “O mais importante não é o número de objetos que vocês acertaram ou erraram. O que eu vou querer saber depois é como vocês se sentiram usando os outros sentidos e fixando toda a atenção em um só objeto”. Procure fazer com que eles se divirtam com os próprios erros: “Nesta brincadeira, nossos erros são engraçados! Uma vez eu achei que um biscoito fosse um botão de roupa! Depois, vou querer saber sobre as coisas engraçadas que vocês imaginaram ao segurar os objetos!” AVALIAÇÃO: Ao apresentar a definição dos sentidos e discutir sobre cada um deles, atente-se aos comentários e às ideias dos alunos, a fim de verificar se eles sabem identificá-los. Avalie se eles usaram os três sentidos tentando descobrir o objeto que estavam segurando ou se apenas tentaram adivinhar aleatoriamente. É importante perceber se eles estavam focados e atentos aos sentidos e às respostas do ajudante para suas perguntas. Repare quais alunos tiveram dificuldade de acertar o objeto e como eles lidaram com essa frustração. Analise se eles foram persistentes ou desistiram nas primeiras tentativas. Se possível, faça anotações que vão te ajudar a continuar trabalhando com estes alunos no futuro. 91 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 1/6 ESCADA DAS CONQUISTAS A Escada das Conquistas é um instrumento para o professor registrar as conquistas dos alunos e da turma inteira. Cada conquista representa um degrau da escada. As conquistas das crianças serão celebradas e elas receberão uma recompensa quando chegarem ao topo. Apesar de registradas as conquistas individuais dos alunos, trata-se de uma atividade coletiva, ou seja, um aluno pode ter uma conquista que implique na subida de um degrau na escada que pertence à turma inteira. JUSTIFICATIVA: A prática de reconhecer e registrar as conquistas dos alunos visa a motivá- los a se esforçarem para dar o melhor de si, ajudando-os a desenvolverem a persistência, a determinação e a responsabilidade. A prática de oferecer uma recompensa quando as crianças chegam ao topo da escada serve de estímulo, podendo fortalecer a sua autoconfiança. É importante destacar que não apenas as conquistas individuais são valorizadas na atividade, mas também as conquistas que o grupo pode atingir por meio de esforço conjunto, configurando-se em uma oportunidade para que o trabalhe com questões relacionadas ao valor da colaboração e do senso de grupo. Trata-se de uma oportunidade para desenvolver a iniciativa social, pois as crianças precisam colaborar entre si para atingir um objetivo comum. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Persistência › Responsabilidade › Entusiasmo › Iniciativa social › Autoconfiança As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 92 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 2/6 FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Matemática; Língua Portuguesa. <<Esta atividade pode ser utilizada durante qualquer matéria>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. COMPONENTE: MATEMÁTICA PRÁTICA DE LINGUAGEM: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina; Contagem ascendente e descendente; Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim código de identificação. Objeto de Conhecimento: Quantificação de elementos de uma coleção: estimativas, contagem um a um, pareamento ou outros agrupamentos e comparação › Habilidade: (EF01MA02) Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando diferentes estratégias como o pareamentoe outros agrupamentos. 93 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 3/6 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos aprenderão a trabalhar em equipe para atingir uma meta em comum. DURAÇÃO: 15 a 20 minutos PREPARAÇÃO: › Sugerimos que você, professor(a), que já conhece seus alunos, tenha um exemplo de conquista para cada um deles. Esse exemplo é fundamental para que eles compreendam a atividade e se beneficiem dela; › Montar a Escada das Conquistas (de acordo com as instruções / material gráfico). MATERIAIS: › Caneta hidrográfica; › Modelo da Escada das Conquistas (ANEXO 1). PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Inicie um breve debate sobre esforço e conquistas com a turma. Comente sobre como o esforço é importante na vida dos adultos e das crianças, e explique que ele nos ajuda muito a conquistar o que desejamos. Dê exemplos que sejam relevantes para os alunos, como: “Eu me lembro que precisei me esforçar muito para aprender a andar de bicicleta. Vocês já se esforçaram muito para aprender alguma coisa?”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a Escada das Conquistas para os alunos e diga que vocês irão usá- la para colecionar os esforços e conquistas deles. Explique que, quando observar uma conquista, você irá marcar um degrau da escada, bem como que o objetivo deles será chegar ao topo dela. Conte, junto com eles, quantos degraus precisarão percorrer para chegarem ao topo da escada. Combine que, quando chegarem ao topo, eles receberão uma recompensa. Você já pode estabelecer qual será a recompensa quando esse número de troféus for conquistado – “Vocês vão ganhar mais 15 minutos de recreio” – ou decidir durante o processo. Outra opção, seria pedir ajuda aos alunos para escolher uma recompensa que faça sentido para eles. É importante destacar que, como se trata de uma atividade de rotina, com o passar do tempo os próprios alunos também poderão perceber suas conquistas e partilhar com o professor. DEMONSTRAÇÃO: Para garantir que os alunos compreendam o que são conquistas, dê um exemplo próprio, enfatizando seu esforço. Enquanto conta o exemplo, para cada conquista menor, vá marcando na sua própria escada da conquista para ilustrar como será feito com os alunos. 94 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 4/6 Sugestão: “Eu queria muito aprender a andar de patins, mas achava que era muito difícil e nunca iria conseguir. Um dia, decidi tentar. Pedi os patins de um amigo emprestado, coloquei um capacete e comecei a tentar, mas achei muito difícil. Ficava segurando em um muro para não cair e fiquei com medo de soltar. Todo final de semana eu tentava de novo, mas ficava agarrado(a) ao muro. Um dia, me senti mais confiante e resolvi soltar o muro. Levei um tombo! Levantei e tentei de novo. Ia andando devagarinho e, às vezes, caía. Mas, a cada final de semana, eu andava um pouquinho melhor. Aí um dia, finalmente, quando reparei, eu já estava andando bem!”. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão escolher uma conquista que gostariam de ter enquanto turma “. PARTICIPAÇÃO: Peça para os alunos compartilharem uma conquista que gostariam que a turma alcançasse. O professor pode ajudar com ideias do que acha que a classe precisa melhorar enquanto coletivo. Exemplo: deixar a sala limpa e organizada; ter mais respeito com relação às opiniões dos colegas etc. Na etapa de Participação, o professor precisa engajar os alunos na atividade para que eles se sintam entusiasmados com a possibilidade de participar e partilhar suas ideias. Uma vez escolhida a meta, é importante que o professor ajude os alunos a identificar o que eles podem fazer enquanto turma para atingir este objetivo, sempre estimulando o trabalho em equipe. Um exemplo no caso de a meta ser “Deixar a sala limpa”, é possível que as ações sejam: os alunos limparem a própria mesa, dividirem-se em pequenos grupos e cada grupo limpar uma parte da sala, guardarem os livros nas prateleiras depois de usarem, entre outras possibilidades. ENCERRAMENTO: Encerre a aula dizendo que você vai prestar muita atenção nas conquistas das crianças, de agora em diante, para marcar um degrau na Escada das Conquistas da sala. Explique que você vai observar conquistas individuais e da turma inteira. Dê exemplos, como: “Vocês podem limpar a sala de aula muito bem depois da aula de arte, e subir um degrau por isso!”; “Em outras vezes, uma conquista de um aluno fará com que a turma toda suba um degrau da escada. Por exemplo, se for um aluno que sempre esquece de limpar a sua mesa depois da sala de aula, será uma conquista quando ele se lembrar. A ideia é que vocês se ajudem, um pode lembrar o outro do que pode ser feito para conseguir subir um degrau da escada”. Aproveite para enfatizar que, a partir desse dia, eles terão o desafio de se esforçar constantemente para subir cada vez mais, mas que podem ficar despreocupados, pois nunca descerão degraus. DIFERENCIAÇÃO: A Escada das Conquistas é uma atividade que pode ser facilmente diferenciada para atender cada criança. A fim de que todos se beneficiem da prática, é importante 95 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 5/6 que você, professor(a), conheça seus alunos e saiba o que é uma conquista para cada um deles. Talvez, escrever o nome em um trabalho seja uma conquista para uma criança; usar sinais de pontuação seja uma conquista para outra; e focar, por cinco minutos, em uma tarefa seja uma conquista para outra. Portanto, as diferenciações nesta atividade de acordo com o objetivo que a turma escolheu serão feitas por você, através de suas observações e seu conhecimento sobre os alunos. Apenas tome o cuidado para não expor negativamente as crianças com maior dificuldade ao subir um degrau na escada, mas a ideia é de valorização da conquista pessoal. Caso sinta que o aluno ficará muito tímido, e será aversiva esta exposição, comente individualmente com o aluno a conquista que você observou e pergunte se você poderia expor para a sala ao subir um degrau da escada. Além disso, ao criar a Escada das Conquistas para seus alunos, você tem a liberdade de definir quantos degraus incluir. Procure começar com uma meta que as crianças consigam atingir a curto prazo. Sendo assim, elas logo receberão a recompensa e isso aumentará a probabilidade de que continuem se esforçando para atingir as metas futuras. Ademais, você também tem a opção de escolher uma recompensa que funcione para você, para os alunos e para o contexto da escola onde trabalha. AVALIAÇÃO: Durante a aula introdutória, avalie se os alunos entenderam o conceito de conquista e conseguiram dar um exemplo de algo que conquistaram em suas vidas. Portanto, pergunte a cada aluno o que seria uma conquista para ele. Ao longo das próximas semanas, repare se a Escada das Conquistas está surtindo efeito em sua turma, observando o esforço e o empenho das crianças para chegarem ao próximo degrau. CRIANDO UMA ROTINA: É importante que você, professor(a), sempre se refira à Escada das Conquistas, a fim de ajudar seus alunos a criarem o hábito de se esforçar e ter êxito na escola. O incentivo para subir degraus deve ser frequente, para que o instrumento se torne uma rotina na sala de aula e não seja esquecido pelos alunos. Ao longo do tempo, você pode aumentar o número de degraus que os alunos precisam percorrer para chegar ao topo da escada. Explique que tal mudança foi feita de acordo com a evolução deles, “Eu tenho reparado que vocês estão facilmente chegando ao topo da escada! Talvez 15 degraus seja pouco para vocês, que tal incluirmos mais cinco degraus? Quantos degraus teremos agora? Será que vocês vão conseguir subir 20 degraus para chegar ao topo da escada?”. Além disso, de tempos em tempos, troque a recompensa para estimular o entusiasmo das crianças: “Eu sei que vocês adoram ganhar mais 15 minutos de recreio quando chegamao topo da escada, mas pensei em fazermos uma coisa diferente. Que tal tomarmos um sorvete / fazer uma festinha da turma / assistirmos um filme?” Certifique-se que a recompensa sugerida é acessível em sua realidade e que você tenha o aval da coordenação. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 96 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ESCADA DAS CONQUISTAS • 1º ano • 6/6 ANEXO 1 O professor pode montar a escada em um mural/ parede/porta da sala de aula. É importante que a escada tenha vários degraus (entre 20 e 30). A cada conquista da turma, o professor vai “subir” um degrau. Portanto, ele vai precisar de algum tipo de marcador para indicar onde os alunos estão na escada. Será um marcador para a turma toda (essa atividade é coletiva: um aluno pode ter uma conquista que cause esse marcador da turma toda mudar de lugar na escada). Uma outra opção seria o professor apenas montar as laterais da escada e incluir o degrau novo com cada conquista da turma. ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 97 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 1/8 LÂMPADA MÁGICA Lâmpada Mágica é uma atividade onde os alunos determinam uma meta para si mesmos. Nesta aula, o(a) professor(a) vai explicar o que são metas, dar exemplos, e ajudar os alunos a estabelecerem uma meta para evoluir na escola. JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem como objetivo estimular a responsabilidade e a determinação do aluno ao pedir que o mesmo defina uma meta para si. Ao estipular um objetivo, o aluno precisará fazer um plano e segui-lo, exercendo, portanto, a organização. Além disso, após estabelecer a sua meta, o aluno precisará de persistência para não desistir quando as coisas ficam difíceis. Este exercício ajudará o aluno a se tornar mais consciente das suas conquistas na escola, aumentando sua autoconfiança, adotando a mentalidade do “eu posso”. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina MATÉRIA INTEGRADA: Língua Portuguesa; Arte. <<Esta atividade pode ser utilizada durante qualquer matéria>> MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Foco › Organização › Persistência › Responsabilidade › Autoconfiança As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 98 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 2/8 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, recontagens de histórias lidas pelo professor, histórias imaginadas ou baseadas em livros de imagens, observando a forma de composição de textos narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço). PRÁTICA DE LINGUAGEM: LEITURA/ESCUTA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Formação de leitor › Habilidade: (EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a mediação do professor (leitura compartilhada), textos que circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses. COMPONENTE: ARTE Unidades Temáticas: Artes Visuais Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de Criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. 99 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 3/8 PLANO DE AULA OBJETIVO: Com o suporte do(a) professor(a), os alunos irão determinar uma meta para evoluir na escola. DURAÇÃO: › Aula Introdutória: 15 a 30 minutos; › Encontro Individual com aluno: cinco minutos. MATERIAIS: › Folha de exercício: lâmpada mágica (uma por aluno); ANEXO 1 › Fita adesiva; › Lápis e borrachas; › Materiais para desenho, como: lápis de cor, lápis de cera e caneta hidrográfica. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Mostre a imagem de uma lâmpada mágica e pergunte se os alunos reconhecem esse objeto. Explique que é uma lâmpada de óleo muito utilizada antigamente, quando ainda não existia a lâmpada elétrica. Diga que, antigamente, alguns povos acreditavam em “gênios da lâmpada” que moravam dentro de lâmpadas mágicas. Revele que, ao encontrar uma lâmpada, as pessoas a esfregavam para ver se o gênio saía de dentro. Caso isso acontecesse, elas faziam um pedido a esse gênio. Se considerar necessário, conte uma curta história envolvendo uma lâmpada mágica. Algumas sugestões: › A lâmpada mágica de Mara Caruso › Abrapracabra! de Fernando Vilela › Aladdin ou Aladdin e a lâmpada mágica (diversas publicações) História opcional: Era uma vez um menino chamado Jing, que morava na China e adorava brincar de desvendar cavernas. Sua brincadeira favorita era descobrir lugares subterrâneos para procurar objetos desconhecidos. Todos os novos objetos que encontrava, ele guardava numa prateleira em seu quarto. Com o passar do tempo, ele começou a criar uma coleção de objetos. Nessa prateleira, tinham moedas, pedras diferentes, lanternas e até capacetes antigos, provavelmente de antigos desbravadores que os perderam. Em um domingo qualquer, Jing acordou animado, já que iria visitar mais uma caverna perto da casa da sua avó. Ele se preparou todo, colocou seu tênis e pegou sua lanterna. Logo no início da sua expedição, Jing avistou alguma coisa brilhando no chão, então, animado, correu para descobrir o que era. Quando se aproximou, esfregou o objeto, que estava muito sujo de terra. 100 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 4/8 Jing não conseguiu identificar o que era, “talvez uma garrafa ou um pote antigo”, pensou. Nesse momento, surgiu um homem azul, que gritou bem forte: “Sou o gênio da lâmpada e obedecerei à pessoa que a estiver segurando”. Jing ficou assustado quando viu um enorme gênio azul saindo de dentro do objeto, que ele agora tinha entendido que era uma lâmpada. Então perguntou: “Eu posso pedir o que quiser? E quantas vezes quiser?”. E o Gênio respondeu: “Estou muito feliz por ter me libertado da lâmpada, então irei realizar 3 pedidos que quiser! Porém, cuidado com suas escolhas!”. Jing, então, pensou em vários pedidos que vieram a sua cabeça, como ter um quarto com vários brinquedos, ter muito dinheiro, ser um estudante nota 10 e até mesmo ser o garoto mais poderoso da cidade. Mas, quando se lembrouda frase do gênio – “Cuidado com suas escolhas!” – , refletiu e se deu conta de que já era uma pessoa muito feliz. Então, iria escolher coisas que pudessem ajudá-lo a melhorar o que já era. Jing falou: “Gênio, eu gostaria de coragem e curiosidade para desvendar mais cavernas. Meu segundo pedido é que eu não desista de encontrar objetos, mesmo quando for difícil. Por último, eu gostaria de me esforçar e encontrar mais objetos para dobrar a minha coleção”. Logo quando terminou de falar, o Gênio garantiu que os seus pedidos seriam realizados. Um ano depois, deitado na cama, Jing reparou que a sua coleção de objetos tinha aumentado muito. Então, ele relembrou do dia que encontrou o gênio da lâmpada e decidiu contar quantos objetos tinha encontrado desde aquele dia. Jing se deu conta de que sua coleção não tinha apenas dobrado, mas sim que agora tinha 4 vezes mais objetos que antes. Além disso, Jing refletiu sobre como a sua coragem, curiosidade e esforço foram importantes para que atingisse os seus objetivos. Ele também se lembrou de dias difíceis, em que quase desistiu, mas continuou trabalhando duro. Logo depois, o Gênio da lâmpada apareceu em seu quarto e disse: “Parabéns, Jing, os seus três pedidos se realizaram. Eu apareci aqui para te ensinar que a pessoa responsável por realizar os seus sonhos é você. Você me fez 3 pedidos, mas foi você quem os realizou!”. Jing fechou os olhos e dormiu contente com as suas escolhas e conquistas. O Gênio nunca mais apareceu, mas o Jing não precisava mais dele. Deste dia em diante, Jing continuou fazendo vários pedidos e se empenhando para realizá-los. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique que eles vão usar lâmpadas mágicas para definir uma meta para si. Questione os alunos sobre o significado da palavra “meta” e, se for o caso, diga que uma meta é algo que desejamos melhorar ou conquistar. Conte que precisamos de metas para evoluir na escola e na vida. Se possível, dê exemplos de metas que seriam apropriadas para a sua turma, e estejam de acordo com as habilidades atuais de seus alunos. Por exemplo: “Nós podemos estabelecer a meta de ler todos os dias da semana” ou “Vamos estabelecer a meta de aprender o som das vogais”. Diga que, em vez de fazer um pedido para o gênio da lâmpada, eles irão se esforçar para conquistar as suas metas e desejos. PARTICIPAÇÃO: Peça aos alunos que pensem em uma meta que gostariam de ter na escola. Faça uma pausa de 30 segundos, e solicite que eles se 101 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 5/8 virem para o amigo ao lado e conversem sobre a sua meta. Se necessário, defina essas duplas e dê dois minutos para as crianças contarem as metas umas para as outras. Pergunte aos alunos sobre alguns exemplos de metas que pensaram durante esse bate-papo. Escute algumas duplas e envolva os outros alunos na discussão, perguntando: “Levante a mão se você acha que essa meta também seria importante para você”. Depois, explique que para alcançar uma meta é importante fazer um plano. Use os exemplos que você usou no início da discussão ou os exemplos de metas compartilhadas pelos alunos e questione-os sobre possíveis passos para atingir aqueles objetivos: “O que vocês poderiam fazer para alcançar a meta de ler todos os dias da semana?” Dê a oportunidade para diferentes alunos darem as suas sugestões e comente que é possível ir por diversos caminhos para atingir um mesmo objetivo. Finalmente, peça para os alunos se virarem novamente para o colega e discutirem sobre possíveis planos e caminhos para atingir uma determinada meta. Marque entre dois e três minutos de conversa. CONTINUAÇÃO – EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a folha de exercício lâmpada mágica e avise que os alunos irão utilizá- la para definir uma meta para si. Peça para eles escolherem uma meta e a desenharem e/ou escreverem dentro da lâmpada. Diga que, enquanto trabalham, você irá conversar com cada aluno sobre a sua meta. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão definir uma meta para si na escola”. TRABALHO INDIVIDUAL: Enquanto os alunos desenham as suas metas, circule pela sala de aula e converse com cada um. Pergunte sobre a sua meta e verifique se esta é adequada para ele. Se a meta do aluno não for apropriada ou se ele tiver dificuldade de pensar em uma meta, dê suporte através de sugestões e perguntas, como: “Que legal que você quer aprender a contar até 1000. Mas, que tal aprender a contar até 100 antes? Será que isso é um primeiro passo para aprender a contar até 1000?” Ademais, estimule cada criança a refletir sobre como a sua meta pode ser alcançada: “Que bacana que você quer aprender a escrever o nome de todos os colegas da turma. O que você pode fazer para conseguir isso?” Assim que a meta for definida, ela deverá ser escrita na folha de exercício. Se o aluno já escrever, peça que o faça e ofereça suporte quando necessário. Se ele ainda não souber escrever, peça para ele ditar a meta para você. A escrita, aqui, não precisará ser perfeita. O importante é que o aluno tenha uma meta apropriada, e que ele consiga “ler” o que está escrito. É essencial que a meta possa ser lida depois, para que ela seja acompanhada. Se a letra do aluno for difícil de compreender, reescreva a sua meta em um canto da folha. 102 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 6/8 ENCERRAMENTO: Reúna os alunos novamente e pergunte quem gostaria de compartilhar a sua meta com a turma. Solicite que esses alunos leiam em voz alta o que está escrito em sua folha. Peça, também, que eles mostrem o desenho. Comente que, às vezes, é importante saber a meta do amigo, pois podemos ajudá-lo a conquistá-la. Avise que você vai expor todas as lâmpadas mágicas da turma em um mural na sala de aula: “Assim, vocês serão diariamente lembrados do que querem conquistar na escola”. Se quiser, compartilhe a sua lâmpada mágica e conte uma meta que tem como professor(a). Peça para os alunos prestarem atenção se você está conseguindo conquistar a sua meta. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade consegue ser adaptada e individualizada a qualquer aluno. Todo mundo pode melhorar em alguma área: o aluno mais avançado academicamente precisa de uma meta e o aluno com a maior dificuldade na escola também. Além disso, a criança tem a liberdade de manter uma meta pelo tempo que for necessário. O aluno que alcançar a sua meta rapidamente, poderá trocá-la logo, definindo uma outra meta para si; e o aluno que demorar mais para alcançá-la, poderá trabalhar nela por mais tempo. Como nessa fase o nível da escrita dos alunos pode variar muito, você poderá pedir para o aluno escrever a sua própria meta ou escrevê-la para ele. Crianças desta idade estão começando a desenvolver as funções executivas, habilidades importantes para o planejamento e execução de tarefas. Possivelmente, alguns alunos demonstrarão mais facilidade para determinar uma meta realista e fazer um plano para alcançá-la do que outros. Use esta oportunidade para incentivar as crianças a refletirem sobre um plano de ação. Se necessário, ofereça suporte para alunos com mais dificuldades dando a eles ideias do que podem fazer para atingir o seu objetivo. Por exemplo, se uma criança determinar que ela quer ler 15 livros, você pode fazer perguntas para incentivar o planejamento: “O que você precisa fazer para ler 15 livros?”, “Quando você tem mais tempo para ler?”, “Você vai ler com alguém ou sozinho?” e “Como você vai contar o número de livros que leu?” AVALIAÇÃO DO OBJETIVO DA AULA: Avalie a capacidade de seus alunos ao definirem uma meta para si. Se pergunte: “Eles têm uma visão realista sobre a sua performance na escola?”; “Eles entendem o que precisam fazer para atingir aquela meta?”. Tire uma foto ou anote as metas de cada aluno, para avaliar se a capacidade deles de criar metas relevantes e realistas evolui com a prática, durante o ano. Depois que as metas forem definidas,perceba o esforço dos seus alunos para alcançá-las. Repare, também, se Lâmpada Mágica serviu para aumentar a responsabilidade, organização e persistência que os alunos demonstram em relação àquilo que se comprometeram. Identifique, ainda, as atitudes e os comportamentos que aproximam e/ou afastam os alunos daquilo que planejaram para si mesmos. 103 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LÂMPADA MÁGICA • 1º ano • 7/8 CRIANDO UMA ROTINA: Quando o mural com as Lâmpadas mágicas estiver pronto, refira-se sempre a ele, para lembrar os alunos de suas metas. Dê feedbacks, apontando quando as crianças estão sendo responsáveis e se comportando de acordo com suas metas: “Clara, sei que tem se esforçado muito para conquistar a sua meta de ler muitos livros. Parabéns!”. Faça o mesmo para redirecionar comportamentos negativos, como: “Davi, fazer bagunça na sala está te aproximando ou está te afastando da sua meta?”. Não se esqueça de sempre elogiar o esforço que os alunos estão fazendo para alcançar aquilo a que se propuseram! Quando os alunos conquistarem suas metas, aponte isso para eles. Ofereça uma nova folha de exercício e os ajude a determinar uma próxima meta. Sempre que possível, faça um equilíbrio entre o que você acredita ser o próximo passo para um aluno e o que ele deseja conquistar. É muito comum que o aluno escolha uma meta grande demais. Cabe a você ajudá-lo a quebrá-la em etapas menores. Por exemplo: “João, Parabéns! Eu reparei que conquistou a sua meta, está lendo muito mais livros agora. Qual seria a próxima meta para você continuar melhorando como um leitor?”. A criança pode responder: “Eu quero ler ainda mais livros” ou até “Eu quero ler todos os livros do mundo!”. Nessas horas, cabe a você dizer: “E o que você acha de tentar ler com mais fluência? Acho que isso vai ser importante para você conseguir ler mais livros”. Ou ainda: “Que tal ler um livro com mais palavras?”. Guarde todas as Lâmpadas mágicas dos alunos durante o ano letivo. Em dezembro, crie uma coletânea e a entregue a cada aluno e/ou sua família, como uma prova de todo o seu esforço na escola. Esse documento também servirá como evidência do aprendizado da criança em sua turma. ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 104 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 1 L Â M PA D A M Á G IC A • 1º a no • 8/ 8 Folha de exercício › LÂMPADA MÁGICA 105 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 1/5 LISTA DE PERGUNTAS Esta atividade consiste em criar uma lista com perguntas dos alunos sobre qualquer assunto que está sendo estudado na escola. O professor pode criar essa lista com a turma ao estudar uma unidade temática de qualquer matéria do 1o ano. As respostas das crianças são anotadas e expostas na sala para serem usadas como referência e suporte durante aquele estudo. JUSTIFICATIVA: A Lista de Perguntas visa a aumentar o engajamento dos alunos no que está sendo estudado. Diante da oportunidade de guiarem o processo de aprendizagem ao terem a possibilidade de fazer perguntas livres sobre um determinado tema, os alunos percebem que o que aprendem na escola é relevante e está de acordo com seus interesses. Isso geralmente aumenta a sua curiosidade e o seu entusiasmo em aprender, bem como cria uma oportunidade para as crianças se sentirem responsáveis pelo próprio aprendizado. Este exercício também pode fortalecer a imaginação criativa das crianças, ao permitir que elas gerem novas formas de pensar sobre um assunto. A liberdade para refletir sobre possíveis questões, indagações e mistérios possibilita os alunos enxergarem o mundo de maneiras novas e originais. Ademais, a atividade tem o potencial para desenvolver a assertividade, pois as crianças precisarão expressar suas dúvidas e curiosidades para a turma. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Responsabilidade › Assertividade › Entusiasmo › Curiosidade para aprender › Imaginação criativa As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 106 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 2/5 Ao expor a Lista de Perguntas na sala, o professor poderá lembrar aos alunos o que já foi aprendido e o quanto eles ainda podem aprender sobre determinado assunto ou unidade temática. Isso ajuda os alunos a entenderem a trajetória daquele aprendizado. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Esta atividade pode ser utilizada durante qualquer matéria>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. Objeto de Conhecimento: Planejamento de texto oral Exposição oral › Habilidade: (EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Escrita compartilhada › Habilidade: (EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outros textos versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, 107 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 3/5 PLANO DE AULA OBJETIVO: A partir de uma unidade temática predeterminada, os alunos irão listar o que já sabem sobre o tema, e o que ainda gostariam de aprender. DURAÇÃO: 15 a 20 minutos MATERIAIS: › Duas folhas de papel para fazer cartazes: como cartolina, papel 40kg, papel A3 etc.; › Caneta(s) para escrever nos cartazes. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Apresente o tópico que será trabalhado e verifique o conhecimento prévio de seus alunos sobre o assunto ao perguntar o que já sabem sobre ele. Exemplo: “Hoje, nós vamos começar a aprender sobre o mundo do trabalho. Quem aqui sabe o que é um trabalho?”. Peça para os alunos contarem o que eles sabem sobre o tópico e crie uma lista com as suas respostas. Explique que, neste momento, você está interessado em anotar o que os alunos já sabem sobre o tema. As dúvidas serão importantes em um outro momento, então peça que eles as guardem por enquanto. Os alunos podem dizer, por exemplo: “As pessoas trabalham para ganhar dinheiro”; “Professor é um tipo de trabalhador”; “Tem gente que trabalha de dia e tem gente que trabalha à noite” etc. Comente sobre quanta coisa os alunos já sabem a respeito do tópico, e diga que todo esse conhecimento prévio deles será importante para as próximas aulas. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: Explique que, para iniciar o estudo de uma nova unidade temática, vocês irãofazer uma lista de perguntas sobre aquele tópico. Exemplo: “Para iniciar o nosso estudo sobre o mundo do trabalho, nós vamos fazer uma lista de perguntas sobre o que queremos saber/ aprender sobre o mundo do trabalho”. Agora é o momento de explorar as dúvidas dos alunos, pois elas estão, possivelmente, relacionadas a questões de seu interesse. PARTICIPAÇÃO: Explique que fazemos perguntas quando procuramos respostas para algo que não sabemos ou não temos certeza. tiras e histórias em quadrinhos, dentre outros gêneros do campo artístico- literário, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto. CONTEXTO: Para esta atividade, usaremos como exemplo uma aula de Geografia de 1º ano e a unidade temática “mundo do trabalho” (presente na BNCC1). Mas, você, professor(a), poderá realizar esta atividade em qualquer disciplina. 1 BNCC - (EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade. 108 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 4/5 Se possível, peça para cada criança fazer, no mínimo, uma pergunta. Não responda nenhuma, apenas anote-as em um cartaz. Possivelmente, algumas perguntas serão muito difíceis ou até impossíveis de serem respondidas, como: “Quantos padeiros têm no mundo?”. É importante que você as anote mesmo assim. Nem todas as perguntas precisarão ser respondidas na escola, elas servirão apenas para guiar a aprendizagem. Você pode sempre lembrar seus alunos de que eles têm a vida toda para continuar a fazer perguntas e respondê-las, portanto, não tem problema fazer perguntas difíceis. Compartilhe, também, suas próprias perguntas, e aproveite essa oportunidade para incluir aquelas que você gostaria de que a turma conseguisse responder no final da unidade temática. ENCERRAMENTO: Ao terminar a Lista de Perguntas, releia todas as perguntas para a turma. Depois, pendure ou cole a lista em um lugar visível da sala, e diga: “Vamos ver quantas dessas perguntas nós conseguimos responder?”. DIFERENCIAÇÃO: Como cada criança traz experiências diversas para a escola, é comum que alguns alunos saibam muito de um determinado assunto e outros saibam menos. É importante que você, professor(a), valorize os diferentes níveis de conhecimento presentes em sua turma e demonstre que estamos todos aprendendo juntos (inclusive você). O objetivo é criar um ambiente onde todos sintam que podem ser curiosos e ter prazer em aprender. Assim, também é importante estimular um ambiente de respeito em sala de modo que também os alunos valorizem as perguntas uns dos outros sem fazer brincadeiras que possam inibir os colegas ou que os façam se sentir desconfortáveis ou inseguros. É ideal que cada aluno contribua para essa aula com pelo menos uma pergunta. Entretanto, às vezes isso pode ser difícil. A falta de prática em pensar livremente sobre diferentes temas pode dificultar o exercício para algumas crianças. Se isto ocorrer em sua turma, procure engajar os alunos menos curiosos através de perguntas e conexões com o que eles já conhecem. Por exemplo, dado a temática “mundo do trabalho”, você pode criar conexões ao incluir profissões exercidas por familiares da criança, como: “A sua tia trabalha no supermercado, né?”, “Você já viu ela trabalhar?”, “O que ela faz lá?”, “Quem mais trabalha no supermercado?”, “O que essas pessoas fazem?”, “Por que o trabalho delas é importante?” etc. Criar vínculos entre o tema estudado e os interesses do aluno poderá incentivar o seu entusiasmo e a sua curiosidade. Portanto, procure engajar os alunos ao incluir seus interesses na aula. Por exemplo, se o aluno gostar muito de carro, você pode tentar empenhá-lo ao falar sobre mecânicos, oficinas, postos de gasolina ou fábricas de automóvel. Assim, ele se conectará com a temática estudada (mundo do trabalho) através de seus próprios interesses (carros). Ainda é possível que tenham alunos com dificuldade para formular perguntas. Neste caso, você pode pedir a esses alunos que discutam em dupla e encontrem uma pergunta juntos. 109 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS LISTA DE PERGUNTAS • 1º ano • 5/5 Além disso, outras crianças podem ter vergonha de expressar as suas perguntas em frente da turma. Sendo assim, ele pode escrever ou desenhar a sua pergunta em um papel e entregar a você para que seja incluída na lista. É importante que se um aluno não quiser expor uma pergunta para a turma, a vontade dele seja respeitada. AVALIAÇÃO: A Lista de Perguntas ajudará a avaliar a capacidade dos alunos de fazerem perguntas relevantes e relacionadas a um tópico. Observe, também, se a presença da Lista de Perguntas na sala de aula aumenta o interesse dos alunos em aprender sobre a unidade temática. As respostas dos alunos sobre o que já sabem de um determinado assunto podem ser muito úteis para lhe ajudar a definir um ponto de partida para aquela unidade temática. Avalie essa lista e a utilize para planejar aulas, levando em conta o que os alunos já sabem e o que eles ainda precisam aprender. Essa lista inicial também pode ser usada para avaliar o que a turma aprendeu durante a unidade temática. Ao encerrar um tópico de estudo, peça para os alunos listarem novamente o que eles sabem sobre o tópico. Ao comparar as duas listas, você poderá verificar o que foi aprendido durante o processo. Inclusive, você pode envolver os alunos nessa comparação, tornando-os mais conscientes sobre a trajetória de aprendizado deles. CRIANDO UMA ROTINA: A Lista de Perguntas deve se tornar um componente importante da unidade temática estudada. Durante o estudo, refira-se sempre a ela, relendo as perguntas para a turma e questionando se algumas já foram respondidas. Se possível, deixe a lista em um lugar que os alunos consigam alcançar e peça para eles fazerem uma marca ao lado das perguntas que já foram respondidas, assim como incluir novas perguntas que possam surgir. Você poderá, também, optar por iniciar uma aula, dizendo: “Hoje, nós vamos conversar sobre uma pergunta da lista”. E/ou terminar uma aula, questionando: “Quais perguntas respondemos hoje?”. Diga a seus alunos que a lista de perguntas pode sempre aumentar. Explique que estamos todos aprendendo todos os dias e, portanto, poderemos acrescentar mais perguntas à lista quando quisermos. Durante cada unidade temática, é útil descobrir como os alunos e as suas famílias podem ajudar a turma a responder algumas perguntas. Muitas vezes, parentes de alunos podem trazer mais contexto e conhecimento para aquilo que está sendo estudado. Por exemplo, ao estudar sobre “o mundo do trabalho”, você poderá convidar parentes de seus alunos para virem à escola contar sobre suas profissões e responder mais perguntas. 111 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 1/8 MARCANDO O TEMPO Esta aula introduz a prática de marcação do tempo com o propósito de promover uma reflexão sobre quais comportamentos favorecem a manutenção do foco e quais diminuem a probabilidade do aluno conseguir se manter focado na tarefa. Trata-se de uma atividade de rotina, pois a prática de cronometrar o tempo de trabalho e refletir sobre o que influenciou no tempo dispendido é repetida durante o ano, para estimular que as crianças sejam capazes de autorregular seus comportamentos durante uma atividade ou aula na escola, desenvolvendo suas competências de foco e organização. JUSTIFICATIVA: A prática de marcar o tempo de foco em uma tarefa e posteriormente avaliar os seus comportamentos durante a sua execução visa a ajudar os alunos a compreenderem quais comportamentos seus e quais elementos do ambiente (por exemplo, barulho), bem como da tarefa (por exemplo, alto nível de dificuldade) facilitam ou dificultam a manutenção do foco na tarefa. Com o tempo, os alunos se tornarão mais conscientes de quais estratégias funcionam melhor para que semantenham focados. Portanto, esta prática visa a desenvolver a capacidade de foco dos alunos. A repetição desta aula também ajuda as crianças a autorregularem seus comportamentos e a desenvolverem a organização. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Determinação › Foco › Organização › Persistência › Responsabilidade › Entusiasmo › Tolerância à frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 112 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 2/8 Afinal, elas precisam planejar (organização) o que farão para aumentar o tempo de foco e diminuir as distrações, além de desenvolver um senso maior do tempo que demoram em certas atividades (organização do tempo). É importante que os alunos entendam que o exercício do foco no dia-a- dia é uma forma de escolha que os ajuda a aprenderem mais na escola (responsabilidade), pois a atividade também ensina que, ao aumentar o foco e o tempo produtivo de trabalho, o aproveitamento escolar melhora. O exercício de manutenção do foco pode ser difícil no início e assim, os alunos poderão desenvolver estratégias para lidar com as dificuldades, os sentimentos de cansaço, bem como para lidar com possíveis distrações que seriam mais prazerosas do que fazer a atividade em questão, como conversar com o colega ao lado. Desse modo, a atividade oportuniza o desenvolvimento da persistência e da tolerância à frustração. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Matemática; Língua Portuguesa. <<Esta atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. COMPONENTE: MATEMÁTICA UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS Objeto de Conhecimento: Contagem de rotina. Contagem ascendente e descendente 113 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 3/8 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos refletirão sobre o tempo que permanecem focados em uma atividade acadêmica e sobre quais comportamentos e variáveis que favorecem ou dificultam a manutenção do foco. DURAÇÃO: A duração desta aula dependerá do tempo de foco de seus alunos e da atividade escolhida para o exercício. MATERIAIS: › Instrumento para marcar o tempo. O ideal é que seja um cronômetro: avulso, do celular ou mesmo um relógio de pulso. Se estes materiais não forem acessíveis, o professor poderá usar um relógio normal para marcar o tempo; › Materiais necessários à atividade escolhida para esse exercício. PREPARAÇÃO: Sugerimos que você, professor, secretamente marque o tempo de foco de seus alunos em outras atividades antes dessa aula. Assim, você poderá determinar uma meta (tempo de foco) que eles consigam alcançar e, portanto, garantir que eles tenham sucesso na aula. É importante que você marque o tempo de concentração de seus alunos na mesma disciplina e tipo de tarefa em que você vai fazer a atividade. Por exemplo, se você for fazer a atividade na hora da leitura individual na disciplina de português, é fundamental que você já saiba quanto tempo a maioria consegue permanecer nessa atividade sem perder o foco. Além disso, escolha um instrumento para medir o tempo que já seja conhecido pelos seus alunos. Se você escolher usar um relógio analógico, é essencial que as crianças tenham alguma familiaridade com ele. Se esse não for o caso, use um relógio digital. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Comece perguntando aos alunos se eles sabem o que é “concentração”. Escute alguns alunos a fim de saber o conhecimento prévio. Depois explique “Concentração é quando conseguimos prestar atenção em algo ou alguém por um período de tempo”. Faça a seguinte pergunta aos alunos: “Vocês acham que controlamos totalmente a nossa atenção? Ou seja, que sempre decidimos se vamos ou não prestar atenção em algo ou alguém?”. Reconhecimento de números no contexto diário: indicação de quantidades, indicação de ordem ou indicação de código para a organização de informações. › Habilidade: (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas e reconhecer situações em que os números não indicam contagem nem ordem, mas sim código de identificação. 114 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 4/8 Novamente escute as respostas e veja se todos os alunos concordam com o que foi dito pelos colegas ou se alguém pensa de forma diferente. Depois, explique que não temos total controle sobre o que prestamos atenção, mas que temos apenas parte deste controle. Diga que podemos decidir prestar atenção em algo e de repente a nossa atenção mudar o alvo sem que nós tenhamos decidido voluntariamente mudá-la. Escute as reações dos alunos e se eles se surpreenderam com esta informação. Exemplifique com uma história fictícia: “Maria gosta muito de ler histórias. Um dia ela decidiu continuar a ler um livro, pois estava gostando muito da história e queria saber como ela terminava. Ao lado dela, estavam João e Rafaela conversando sobre o que tinham feito no final de semana. Como ela já sabia o que eles tinham feito no final de semana, ela decidiu prestar atenção na leitura, pois queria muito saber o que ia acontecer na história. Ela estava conseguindo prestar atenção na leitura e ignorar a conversa que acontecia ao lado dela, mas de repente o nome dela surgiu na conversa entre Rafaela e João, Ao escutar seu nome, automaticamente ela deixou de prestar atenção na leitura e passou a prestar atenção nesta conversa, pois poderiam estar falando sobre ela”. Explique que, neste caso, Maria não teve controle de sua atenção. Ela estava querendo prestar atenção na leitura, mas ao ouvir o seu nome, ela não conseguiu mais fazer o que queria e sua atenção foi atraída por algo que aconteceu ao seu redor e que ela não estava esperando. Neste momento, por mais que ela quisesse ler, a atenção dela mudou de alvo. Explique que estas mudanças no foco acontecem com frequência justamente porque não temos total controle da nossa atenção. O que podemos fazer é, depois que a nossa atenção mudou de alvo, escolher voltar para a tarefa anterior (ler o livro) ou deixar de lado o que estávamos fazendo e fazer a nova atividade que atraiu a nossa atenção. Dê outros exemplos e pergunte se eles já aconteceram com os alunos e deixe eles contarem qual escolha fizeram nessas situações. Alguns exemplos são sugeridos aqui, mas você pode escolher outros que julgar mais pertinentes. Por exemplo: “Já aconteceu de vocês estarem fazendo a lição de casa e alguém falar que o desenho favorito de vocês está começando?” ou “Alguém já estava tentando ver algo na TV que queria muito e do nada começar um barulho de obra perto de casa?”. Escute as respostas e pergunte: “Vocês conseguiram voltar a prestar atenção no que estavam fazendo depois de terem mudado o foco da atenção?”. Aos que nunca passaram por essas situações, pergunte o que eles fariam nelas.Neste momento vá listando as estratégias relatadas pelos alunos de inibir a distração e voltar para a atividade que estavam fazendo. Caso na situação da lição de casa eles digam que iriam assistir ao desenho e depois fazer a lição, diga que eles teriam apenas o tempo em que o desenho passaria para fazer a lição e que caso assistissem ao desenho, ficariam sem fazer a lição. Explicite que quando essas situações acontecem, em que algo atrai a nossa atenção, temos que fazer uma escolha sobre o que fazer nestas situações, se vamos deixar a distração tomar conta de nós ou se vamos tentar voltar para o que precisamos ou queremos fazer naquele momento. 115 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 5/8 EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique o que os alunos vão fazer naquela determinada aula e pergunte: “Como podemos medir o foco de vocês em determinada atividade?”. Ouça o que os alunos dizem e fale que o relógio ou o cronômetro pode ser um aliado para ajudar a entender o tempo de foco em determinada atividade. Explique a atividade: “Eu vou marcar quantos minutos vocês conseguem se concentrar sem perder o foco”. Mostre o que você vai usar para marcar o tempo: “Quem sabe o que é um cronômetro?”. Possivelmente, você vai precisar demonstrar como um cronômetro funciona. Uma sugestão é propor que vocês marquem o tempo que demoram para cantar uma música que seja popular na turma. Você pode selecionar um aluno para ser o ajudante que aperta o botão no início e no final da música. É importante ressaltar que, quando marcamos o tempo, precisamos iniciar e terminar o cronômetro no momento exato em que a atividade começa e termina. Se você não tiver um cronômetro disponível, pode usar um relógio normal, anotando a hora exata de início e fim da música. Converse sobre estratégias para manter o foco, tanto o foco do aluno quanto o do colega, pois as vezes o comportamento de um aluno pode ser a fonte de distração para os demais. Se possível, liste as estratégias com os alunos. Alguns exemplos: evitar conversas fora de hora, deixar em cima da mesa apenas o material que for usar, anotar algum assunto que lembrar e que queira conversar com o amigo para falar com ele depois da tarefa, falar com voz baixa para não atrapalhar os outros, fazer uma coisa de cada vez, sentar sozinho(a) ou longe daquele amigo que dá vontade de conversar, etc. Questione os alunos sobre possíveis estratégias para manter o foco, e acrescente-as na lista. Proponha uma meta atingível para a turma, baseando-se em suas observações passadas, como: “Será que vocês conseguem focar por 10 minutos?” EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vamos medir o tempo que vocês conseguem focar e vamos refletir sobre o que influenciou esse tempo no final da aula”. TRABALHO INDEPENDENTE: Peça aos alunos que se desloquem para os lugares onde permanecerão durante a atividade. Quando todos estiverem prontos, diga: “Agora vou começar o cronômetro, e vamos marcar quanto tempo conseguimos focar nessa atividade” ou “Agora vou marcar a hora exata e vamos ver quanto tempo conseguimos focar nessa atividade”. Avise que o tempo marcado será o da turma e que será finalizado quando metade dos alunos demonstrarem ter perdido o foco. Isso é importante para que os alunos que continuarem focados não se desmotivem. Depois, peça para os alunos começarem a trabalhar na atividade escolhida. Ande pela sala de aula, ajudando alunos quando necessário, e lembrando-lhes do objetivo desta atividade. Dê feedbacks positivos para incentivá-los, como: “Nossa, vocês realmente estão crescendo e conseguindo focar muito mais do que antes!”, 116 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 6/8 “João, estou vendo que você está evitando distrações, que bom, acho que você vai aproveitar muito mais a aula assim”. Observe os seus alunos e ofereça suporte e diferenciações de acordo com a necessidade deles (para mais informações, veja a seção “Diferenciação” abaixo). Atente-se para sinais que indicam que um grande número de alunos (pelo menos metade da turma) se distraiu e perdeu o foco. Quando isto ocorrer, anuncie o fim da atividade e pare o cronômetro ou marque o tempo percorrido. ENCERRAMENTO: Em roda, comente sobre o tempo de foco dos alunos. É importante elogiar a performance deles, para que se sintam motivados a continuar se esforçando nas próximas vezes. Portanto, foque nos comportamentos que deram certo. . Pergunte como foi a experiência para promover a reflexão dos alunos. Possíveis perguntas: “Como vocês se sentiram enquanto eu marcava o tempo?”, “Teve algum momento em que vocês se sentiram mais focados?”, “O que estava acontecendo para que se sentissem assim? O assunto da atividade era mais legal, a sala estava silenciosa, etc.?, “Tiveram momentos que foi difícil focar?”, “O que atrapalha a concentração de vocês?”, “O que vocês fizeram quando perderam a atenção?”. Estas perguntas não precisam ser feitas na primeira aula, mas podem ser usadas nos diferentes dias em que a atividade for repetida. Caso o tempo de concentração da turma na tarefa tenha sido menor que o tempo em atividade anterior, é importante levantar esta reflexão de quais motivos podem ter feito com que o tempo fosse menor nesta atividade. Alguns possíveis questionamentos para título de exemplo: “Será que foi o momento da aula (por exemplo, antes do almoço e talvez os alunos estivessem com fome; ou primeira aula do dia e os alunos ainda estavam com sono), ou será que foi a dificuldade da tarefa que era maior que a da tarefa realizada na aula passada, ou, ainda, estava tendo barulho na sala ao lado naquele dia. Ainda, é possível dividir a turma em grupos de trabalho ou duplas e verificar se essa configuração ajudou a manter o foco ou não. Provavelmente, a resposta não será a mesma para todos os alunos, mas será uma oportunidade para que cada aluno avalie a forma de trabalhar que aumente as probabilidades de se manter focado na tarefa. Aproveite o debate e a reflexão para criar metas para o futuro: “O que pode ajudar vocês a se concentrarem ainda mais da próxima vez?”, “Vocês acham que se repetirmos essa atividade toda semana conseguiremos aumentar o nosso tempo de foco?”, “Como podemos fazer para evitar distrações?” “Quem quer compartilhar uma estratégia de foco que funciona para você que pode ajudar o colega a focar também?” Incentive os alunos a escreverem uma estratégia que eles vão utilizar na próxima aula para focar melhor. Pergunte aos alunos qual estratégia escolheram e pergunte: “Quem acha que essa estratégia também poderia ajudar a se manter focado na tarefa?”, Quem pode me contar uma estratégia diferente que vai utilizar?” 117 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 7/8 Na próxima aula que utilizar essa atividade, peça para que eles consultem a estratégia escolhida para relembrar. Lembre-se que essa atividade também pode ser utilizada em outros momentos, não somente nessa aula. Explique que o foco é uma habilidade que eles usam em diferentes momentos e não somente na aula, mas também no dever de casa, na leitura de um livro e ao ouvir alguém contar sobre algo que aconteceu com ele, por exemplo. DIFERENCIAÇÃO: Nesta aula, é importante levar em consideração as dificuldades de diferentes crianças. Focar em uma atividade é muito mais fácil para uns do que para outros. Cada criança tem o seu próprio tempo de foco e alguns alunos terão maior dificuldade que outros para perceberem o que os auxilia e o que os atrapalha na manutenção do seu foco. Ainda, terão alunos com maior dificuldade que outros para autorregularem seu comportamento de manterem-se focado na tarefa. Uma forma de ajudar este aluno é ir até a sua mesa e lembrá-lo do que ele estava fazendo quando o vir distraído, como modo de redirecionar a sua atenção de volta para a tarefa. Ainda, é possível descrever a esse alunoo que você observa que o ajuda ou o atrapalha a se manter focado na tarefa. Além disso, o aluno se beneficiará se você fizer perguntas que o auxiliem a se autorregular, como “O que você precisa fazer agora?” ou “Você está se distraindo, o que você pode fazer para tentar voltar para a tarefa? AVALIAÇÃO: Verifique se os alunos foram capazes de medir o tempo que permaneceram focadas em uma atividade. Aproveite para examinar, também, suas habilidades matemáticas. Avalie o efeito desta atividade, verificando se os alunos estão conseguindo identificar os comportamentos ou elementos da tarefa ou ambiente que favorecem a distração. Também avalie se eles estão conseguindo se autorregular com mais facilidade à medida que esta atividade é repetida. A marcação de tempo é apenas uma brincadeira com o intuito de incentivar as crianças a focarem em uma dada aula ou atividade. Logo, é importante que você, professor(a), não se apegue a essa medida e entenda que ela vai variar de atividade para atividade, tanto para cima quanto para baixo. O importante é os alunos conseguirem fazer a reflexão do que os ajuda e o que os atrapalha para que se mantenham focados, bem como conseguirem fazer o cálculo do tempo de foco da turma. CRIANDO UMA ROTINA: Para a prática de marcação do tempo realmente ser eficaz, ela deverá ser integrada à rotina da turma. Se você estabelecer uma meta inicial de 10 minutos, é importante repetir essa mesma meta várias vezes antes de aumentá-la. Aumentar o tempo esperado muito depressa, pode tornar a atividade difícil demais para os alunos. É fundamental que os alunos tenham sucesso na atividade. É importante repetir essa atividade múltiplas vezes numa rotina para que os alunos possam aplicar as estratégias que eles mesmos pensaram para que possam conseguir focar mais tempo, para que testem diversas formas de aumentar o foco individual. 118 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MARCANDO O TEMPO • 1º ano • 8/8 Também é importante que compartilhem as estratégias entre eles do que funcionou e não funcionou para que outros alunos possam utilizar essas estratégias e verificar se funciona para eles. Quando você achar que seus alunos estão prontos para trabalhar por mais tempo, você poderá acrescentar dois minutos e dizer: “Reparei que vocês estão muito focados e 10 minutos está ficando fácil demais. Vamos acrescentar mais dois minutos? Será que vocês conseguem focar por 12 minutos hoje?” Combine com os alunos possíveis recompensas caso eles atinjam a meta estipulada, como forma de manter os alunos engajados em tentar manter o foco na atividade. Estas recompensas podem ser alguns minutos no final da aula para brincadeiras ou menor quantidade de exercícios de lição de casa, por exemplo. Você tem a liberdade de definir quais serão as recompensas, mas certifique-se de que elas são atrativas o suficiente para a sua turma para que eles queiram recebê-la. 119 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 1/5 MÍMICA DAS EMOÇÕES A Mímica das Emoções é uma atividade em dupla: um aluno irá expressar uma emoção através de movimentos do corpo e/ou da face, e o seu par terá que identificar aquela emoção. JUSTIFICATIVA: A atividade Mímica das Emoções tem como objetivo ajudar os alunos a reconhecer e expressar emoções. O reconhecimento das emoções no outro é fundamental para aumentar o vocabulário emocional da criança, ajudá-la a nomear as emoções, além de desenvolver a empatia e o respeito. A empatia é uma competência fundamental para entender as necessidades das pessoas e cultivar os relacionamentos. O respeito é importante para nos ajudar a conviver com os outros. Esse exercício também trabalha a iniciativa social, habilidade que nos ajuda a iniciar, manter e apreciar as relações e o contato social. Ao criar mímicas para as emoções, os alunos terão a oportunidade de explorar e aprender a fazer coisas de maneiras novas, exercendo assim a imaginação criativa. Enquanto isso, o aluno que observa o colega estará fortalecendo o seu foco, pois precisará direcionar a sua atenção para o outro. FORMATO: Aula Única MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Iniciativa social › Empatia › Respeito › Imaginação criativa As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 120 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 2/5 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Arte; Língua Portuguesa. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: ARTE UNIDADE TEMÁTICA: TEATRO Objeto de Conhecimento: Processos de criação › Habilidade: (EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PLANO DE AULA OBJETIVOS: 1. Alunos irão representar algumas emoções através de expressões corporais e faciais; 2. Alunos irão observar expressões corporais e faciais do amigo para reconhecer e nomear algumas emoções. DURAÇÃO: 30 a 40 minutos MATERIAIS: Sugestão de lista de situações 121 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 3/5 Como você se sente quando… › Ganha um presente? › Vê uma barata? › O seu amigo não te chama para brincar? › O seu brinquedo favorito quebra? › Escuta a sua música favorita? › Come uma comida que não gosta? › Fica doente? › Falta luz e fica tudo escuro? › Vê uma comida estragada? PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Inicie um debate sobre diferentes emoções por meio de perguntas, como: “Quando é que vocês se sentem felizes?”. Espere dois ou três alunos responderem, e solicite que os alunos façam uma expressão facial para demonstrar esta emoção: “Como fica o rosto de vocês quando estão felizes?” Depois, repita essa dinâmica com quatro outras emoções: tristeza, raiva, medo e nojo. Diga que os alunos precisarão usar essas emoções em um jogo. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Avise aos alunos que eles trabalharão em dupla. Explique que vocês vão jogar um jogo de adivinhação, em que você vai narrar uma determinada situação e eles irão fazer uma mímica para mostrar a emoção que sentiriam naquela situação para sua dupla, por meio de expressões corporais e/ou faciais. Diga que a outra pessoa da dupla precisará adivinhar aquela emoção, sem saber a situação. Avise, também, que, depois, as duplas inverterão os papéis. Fale que a situação que você vai contar é segredo, logo, só os alunos que vão fazer a mímica naquela rodada poderão escutá-la. Para isso, explique que, antes de toda rodada, os alunos que vão fazer a mímica precisarão te encontrar em um canto da sala para escutar a situação, e depois voltar para suas respectivas duplas. Enquanto isso, os outros alunos permanecerão sentados em seus lugares. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO:“Vocês vão precisar usar o corpo para mostrar uma emoção, e depois observar o amigo, para descobrir qual emoção ele está mostrando”. PARTICIPAÇÃO: Separe a turma em duplas, criando um trio se necessário. Peça para as duplas decidirem, entre si, quem será a pessoa A e a pessoa B. 122 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 4/5 Comece a brincadeira, chamando os alunos A para um canto da sala e contando uma situação em voz baixa para eles. Você, professor(a) pode optar por usar a lista de situações presente em seu material ou criar outros cenários mais apropriados. Depois peça para os alunos voltarem para as suas duplas e fazerem uma mímica de como se sentiriam naquela situação. Enquanto uma dupla faz a mímica, a outra criança precisará nomear a emoção que o amigo está mimicando. Peça para as crianças conversarem entre si, a fim de verificar se a adivinhação foi correta ou errada. Repita essa mesma dinâmica, alternando os papéis dos alunos. ENCERRAMENTO: Após a brincadeira, inicie um debate, fazendo perguntas, como: “Como foi fazer mímica de uma emoção?”; “Como foi descobrir o que o colega estava sentindo?” e “Como vocês descobriram que o colega estava sentindo medo?” “Nessa situação você sentiria a mesma coisa que o colega?” ou “Teve alguma situação que você se sentiria de outra forma?”; “O que vocês acham?. Se houver disponibilidade, converse sobre cada situação e emoção. Conclua, dizendo que muitas vezes precisamos perceber o corpo e o rosto do outro, para identificar o que ele está sentindo e procurar ajudá-lo. Desafie a turma: “Gostaria que todos ficassem atentos aos amigos de agora em diante, para que fique mais fácil ajudá-los quando estiverem tristes, com raiva ou medo. Combinado?”. DIFERENCIAÇÃO: Nesta atividade, tenha em mente que alguns alunos poderão ter dificuldade em mimicar emoções e identificar emoções nos colegas. Se este for o caso, discuta com a turma sobre as expressões faciais relacionadas a cada emoção. No início da aula, após pedir para as crianças mimicarem uma expressão facial para cada emoção, debata sobre as pistas visuais presentes em seus rostos. Por exemplo, “Estou vendo vários rostos tristes, reparo que alguns de vocês estão mostrando a tristeza com os olhos, ao olharem para baixo. Outros estão com o lábio inferior para frente. Outros ainda estão limpando as lágrimas, porque muitas vezes quando choramos saem lágrimas dos nossos olhos”. Você também pode pedir ajuda aos alunos, questionando os sinais de tristeza que eles reparam nos rostos dos amigos. Ao explicitar estas pistas visuais, você estará facilitando a atividade para os alunos com dificuldades em reconhecer e expressar emoções. Ademais, este jogo pode ser diferenciado para alunos que costumam demonstrar empatia e têm bastante facilidade em reconhecer emoções nos outros. Ao trabalhar com estas crianças, você pode incluir emoções e situações mais complexas. Por exemplo, “É o seu aniversário e os seus amigos fazem uma surpresa” (possível emoção: surpresa); “Você fez uma prova e está preocupado com a nota que tirou” (possíveis emoções: ansiedade, preocupação); “A sua mãe está dando mais atenção para o seu irmão do que para você (possível emoção: ciúmes). É importante lembrar que não existem emoções corretas para cada situação apresentada. Cabe a você, professor(a), avaliar se as emoções escolhidas pelos alunos são apropriadas e coerentes com o cenário retratado. 123 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS MÍMICA DAS EMOÇÕES • 1º ano • 5/5 Para a brincadeira dar certo, é essencial que as crianças consigam colaborar. Se necessário, defina as duplas previamente, unindo alunos que você acredite que trabalhem bem juntos. Você também pode usar esta oportunidade para juntar alunos que podem precisar de mais ajuda com alunos que você acredita serem capazes de ajudá-los. AVALIAÇÃO DO(S) OBJETIVO(S) DA AULA: Durante a atividade, circule pela sala e observe quais alunos demonstram facilidade ou dificuldade para adivinhar a emoção que o amigo está mimicando. Avalie, também, a habilidade de seus alunos em representar diferentes emoções. Perceba se a mímica escolhida é apropriada para indicar uma determinada emoção. Se possível, faça anotações. Use o debate no final da aula para continuar avaliando os seus alunos, e perceber como foi a atividade para eles. 125 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 1/5 O LOBO, O RATO E EU! Esta atividade é uma dramatização, na qual os alunos exploram e comparam diferentes maneiras de reagir e se expressar diante de um conflito ou uma injustiça. JUSTIFICATIVA: O propósito desta atividade é criar uma oportunidade para os alunos desenvolverem a prática de se expressar assertivamente. Por meio deste exercício, o aluno vai trabalhar a assertividade e a autoconfiança. A assertividade é uma habilidade importante que nos ajuda a expressar nossas opiniões, necessidades e sentimentos para os outros. A atividade também inclui histórias de situações de injustiça, em que os alunos precisarão se colocar no lugar do outro, desenvolvendo, assim, a empatia e o respeito – habilidades importantes para cultivar os relacionamentos com amigos e familiares. Tais situações também servirão de oportunidade para os alunos fortalecerem a tolerância à frustração. Ao comparar diferentes maneiras de reagir e se expressar diante de uma situação injusta, as crianças desenvolverão estratégias eficazes para regular o sentimento de raiva e irritação. Durante a brincadeira de dramatização, os alunos também terão a oportunidade de estimular a imaginação criativa, uma vez que terão que pensar em diferentes formas de reagir diante de um mesmo problema. FORMATO: Aula Única MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Entusiasmo › Empatia › Respeito › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Imaginação criativa As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 126 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 2/5 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Arte. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: ARTE UNIDADE TEMÁTICA: TEATRO Objeto de Conhecimento: Contextos e práticas › Habilidade: (EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional. Objeto de Conhecimento: Processos de criação › Habilidade: (EF15AR21) Exercitar a imitação e o faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva. COMPONENTE: ENSINO RELIGIOSO UNIDADE TEMÁTICA: IDENTIDADES E ALTERIDADES Objeto de Conhecimento: O eu, o outro e o nós › Habilidade: (EF01ER01) Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecercaracterísticas da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 127 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 3/5 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão demonstrar diferentes maneiras de se expressar em uma situação de conflito ou injustiça. DURAÇÃO: 30 a 40 minutos MATERIAIS: › Foto, desenho ou máscara de lobo e rato. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Em roda, conte para a turma que vocês falarão sobre dois bichos, o lobo e o rato. Apresente uma imagem do lobo para os alunos, e diga: “Esse é o lobo. Ele ainda não aprendeu a lidar com conflitos e injustiças. Quando isso acontece, as reações dele são más e agressivas. Ele grita, morde, esperneia, ameaça, quebra coisas e até bate nos outros!”. Se achar necessário, peça para os alunos darem definições das palavras conflito e injustiça. Ou diga: “Um conflito é uma situação de desentendimento, briga ou discussão” e “Injustiça é quando as pessoas não têm as mesmas oportunidades. Por exemplo: se duas pessoas vão apostar corrida e uma começa na frente da outra, isso não pode ser justo!” Depois, apresente o rato, e diga: “Esse é o ratinho. Ele também não aprendeu a lidar com conflitos nem injustiça. Quando acontece alguma coisa que ele não gosta, ele vira os olhos, faz fofoca ou só reclama com os amigos”. Conte que o rato e o lobo reagem dessas formas porque ainda não aprenderam a lidar com conflitos e injustiças. Comente que crianças muito pequenas, às vezes, também reagem feito o lobo e o rato, mas que crianças do 1º ano já podem aprender como se comportar e o que dizer nessas situações. Diga: “A criança do 1º ano não faz fofoca feito o rato nem morde feito o lobo. Crianças de 6 e 7 anos já conseguem resolver a situação de outra forma. Elas sabem dizer o que não gostaram, contar como se sentem e pedir para amigo não repetir aquele comportamento”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Explique que vocês vão fazer uma dramatização: alguns alunos serão o lobo; outros, o rato; e outros serão a criança do 1º ano. Diga que você vai apresentar diferentes conflitos, e eles precisarão reagir de acordo com seus respectivos personagens. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão demonstrar como o lobo, o rato e a criança do 1º ano reagem em uma situação de conflito ou injustiça”. PARTICIPAÇÃO: Escolha os alunos para assumirem papéis na dramatização. Procure dar chance a todos de participar. Portanto, se você tiver uma turma grande, 128 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 4/5 chame dois ou três alunos para assumirem um mesmo papel, ao mesmo tempo. Se possível, repita essa mesma dinâmica, até que todos os alunos tenham tido a chance de atuar como lobo, rato ou criança. Em cada encenação, invente uma situação onde um personagem sofre uma injustiça ou bullying. É importante que o cenário elaborado esteja de acordo com a cultura da turma e com acontecimentos de seu cotidiano. Sugestões: › Uma criança entra em uma escola nova, e um colega a chama de gordinha; › A mãe dá quatro balas para seus dois filhos, mas uma das crianças come três; › Um menino está correndo no pátio, e esbarra em outra criança sem querer. Essa criança, por sua vez, dá um tapa no menino. Após contar a história, peça à(s) criança(s) que estiver(em) interpretando o lobo, que reaja(m) feito ele. Lembre-as de que, em uma dramatização, podemos fingir que batemos ou até mordemos alguém, mas é tudo de mentira. Faça a mesma coisa com o(s) aluno(s) que estiver(em) interpretando o rato. Depois, peça ao(s) aluno(s) que estiver(em) interpretando a criança, que se expresse(m) de maneira firme. Após a primeira tentativa, pergunte à turma: “Vocês acham que essa foi a melhor maneira de uma criança do 1º ano se expressar?”. Escute algumas opiniões e sugestões. Lembre aos alunos: “Crianças do 1º ano dizem que não gostam, contam como se sentem e explicam como querem ser tratadas da próxima vez”. Se a atuação do aluno for muito agressiva ou muito passiva, diga: “Cuidado para não reagir feito o lobo / rato!”. Converse, também, sobre o tom de voz da criança, dizendo firmemente: “É importante falar com uma voz firme, não é para gritar nem falar baixinho, mas falar firme, sem medo!”. Você, professor, pode inclusive dar um modelo mostrando qual o tom a que está se referindo, por exemplo. ENCERRAMENTO: Ao terminar a dramatização, debata com a turma sobre a experiência. Faça perguntas, como: “O que vocês aprenderam com essa atividade?”; “Como vocês vão reagir, se viverem alguma injustiça ou conflito?”; “O que acontece se reagimos feito um lobo?” e “O que acontece se reagimos feito um rato?”. DIFERENCIAÇÃO: É provável que os alunos tenham diferentes níveis de participação na dramatização. Alguns podem participar mais ativamente, enquanto outros podem ficar mais tímidos. Portanto, é importante levar em consideração a personalidade de cada criança. Se um aluno não quiser participar da dramatização, respeite sua vontade. Uma maneira de incentivar a participação de alunos mais tímidos é propor que eles façam a encenação em duplas ou trios. Ao dividir o papel do personagem com alguns colegas, a criança pode se sentir mais segura de participar. Durante a atividade, procure ouvir a opinião dos alunos que não tiveram a chance de representar um personagem. Assim, eles terão a oportunidade de expressar a sua opinião e refletir sobre as diferentes maneiras de reagir a uma situação. 129 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O LOBO, O RATO E EU! • 1º ano • 5/5 Foque, principalmente, nas crianças que têm mais dificuldade em se expressar de forma assertiva. Incentive essas crianças a darem sugestões e opiniões, fazendo perguntas, como: “O que vocês acham que a criança deveria dizer?” e “Como ela pode dizer isso de maneira firme?”. AVALIAÇÃO DO OBJETIVO DA AULA: Avalie a compreensão dos alunos sobre as três maneiras de se expressar, observando suas atuações, sugestões e seus comentários. Repare se os alunos que fizeram o papel da criança se expressaram de forma assertiva. Perceba quais crianças conseguiram dar sugestões sobre como os amigos poderiam falar de forma firme, sem serem agressivos. Observe, também, quais alunos demonstraram dificuldade em se expressar de forma assertiva. Se possível, faça anotações para continuar a ajudá-los no futuro. 131 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 1/6 O VALE DA APRENDIZAGEM Esta aula utiliza o Vale da Aprendizagem1 para promover uma conversa sobre dificuldades e esforços necessários para aprender algo novo. Após o debate, os alunos irão usar o cartaz Vale da Aprendizagem para indicar onde (em qual estágio) acreditam que estão em relação a algum aprendizado. JUSTIFICATIVA: Esta é uma atividade cujo objetivo é evidenciar que os percursos de aprendizagem são caracterizados por diferentes fases, algumas em que o desafio parece maior e outras em que o processo vai se tornando mais fácil tendo em vista as conquistas de aprendizagem dos alunos. Trata-se, portanto, de uma atividade que valoriza o processo de cada aprendiz (com seus baixos e altos) e o que é importante para que ele o percorra sem desistir. Ao refletir sobre o seu processo de aprendizagem, os alunos terão a oportunidade de perceber que a dificuldade e o esforço para superá-la fazem parte do aprendizado e da vida. Isso é importante porque os ajuda a tolerar e superar possíveis frustrações (tolerância à frustração). Ao encarar os erros e obstáculos como processos naturais, o aluno será estimulado a continuar a trabalhar em um problema desafiador, tarefa ou projeto, sem desistir quando as coisas ficam difíceis ou desconfortáveis (persistência). Ele também terá aoportunidade de perceber que aprendizados acadêmicos, 1 O Vale da Aprendizagem é uma tradução adaptada do The Learning Pit desenvolvido por James Nottingham MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Persistência › Responsabilidade › Autoconfiança › Tolerância à frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 132 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 2/6 como a leitura, seguem um processo parecido com relação a outros aprendizados, como andar de bicicleta, no que se refere à importância de praticá-lo. Esta analogia é importante porque ajuda o aluno a entender que, assim como ele aprende habilidades fora da escola (como andar de bicicleta, de skate), também na escola é possível aprender assuntos interessantes seguindo um processo similar, que ele já conhece. Isto incentiva, especialmente, alunos que apresentam algum tipo de resistência ao aprendizado formal. Além disso, ao compreender o processo de aprendizagem de forma mais clara, o aluno percebe o seu papel neste processo e o que precisa fazer para aprender, o que aumenta a probabilidade de este aluno desenvolver senso de interesse e de responsabilidade pelo seu aprendizado. Como consequência, o Vale da Aprendizagem pode fortalecer a autoconfiança das crianças, ajudando-as a perceber e valorizar as suas conquistas e a se sentirem confiantes de que podem aprender mesmo quando as coisas parecem difíceis (autoconfiança). FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa <<Esta atividade pode ser realizada durante qualquer matéria>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 133 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 3/6 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão usar o cartaz Vale da Aprendizagem para indicar onde estão em um determinado aprendizado. DURAÇÃO: 20 a 30 minutos MATERIAIS: › Cartaz: Vale da Aprendizagem (ANEXO 1) PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Use o Vale da Aprendizagem para contar uma história sobre algo que você aprendeu. Siga o Vale com o dedo indicador, para as crianças entenderem que você precisou passar por todas as etapas. Sugestão: 1. Aponte para o início, e diga: “Um dia, eu decidi que iria aprender a andar de bicicleta. A minha amiga tinha uma bicicleta e pedi para ela me ensinar. 2. Depois peguei a bicicleta, e pensei: Nossa, eu nunca vou conseguir fazer isso! 3. A minha amiga me explicou que eu precisava sentar no assento e pedalar. Então pensei: Isso é difícil demais! 4. Finalmente, consegui subir na bicicleta, mas fiquei com medo de fazer alguma coisa errada e cair no chão! 5. Então eu disse para minha amiga que iria desistir. Falei: Muito obrigada por me emprestar a bicicleta, mas isso não é para mim. Afinal, eu adoro andar de ônibus ou a pé, não preciso aprender a andar de bicicleta. 6. Mas, minha amiga falou que aprender a andar de bicicleta é realmente muito difícil. Ela disse que, quando estava aprendendo, também pensou em desistir. Ela pediu para tentarmos de novo no dia seguinte, pois tinha certeza de que eu ia aprender. 7. No dia seguinte, encontrei minha amiga e tentamos de novo. Ainda era muito difícil, mas foi ficando mais fácil. Então combinamos de praticar todos os dias. 8. Eu errava muito ainda, mas sentia que estava melhorando. Até que um dia, pensei: Acho que isso não é tão difícil assim! 9. A cada dia que passava, eu conseguia andar um pouco mais, até que um dia pensei: Nossa! Ainda bem que não desisti! 10. Hoje em dia, eu adoro andar de bicicleta e já cheguei no outro lado do Vale!”. 134 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 4/6 Por meio do exemplo que é dado na etapa de Conexão, o professor pode demonstrar aos alunos que aprender determinadas habilidades pode ser difícil, mas que a dificuldade faz parte de um processo, que também inclui conquistas. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Hoje, vocês vão pensar em alguma coisa que estão aprendendo e apontar para o Vale para mostrar onde estão”. PARTICIPAÇÃO: Peça para os alunos refletirem sobre alguma coisa que estão aprendendo na escola. Se possível, lembre-os de diferentes aprendizados que estão acontecendo na escola. Por exemplo: “Alguns de vocês estão aprendendo o som de todas as letras, alguns estão aprendendo a fazer listas, alguns estão aprendendo a contar um a um e alguns estão aprendendo a jogar vôlei”. Peça para eles ficarem um minuto em silêncio, pensando em algum aprendizado. Depois, diga: “Agora, quero que vocês pensem onde estão no Vale da Aprendizagem, em relação a isso que estão aprendendo”. Aponte novamente para o Vale da Aprendizagem, e reveja as diferentes etapas. Se possível, faça perguntas: “Vocês estão aqui no início, começando a aprender?”; “Vocês estão aqui na descida, achando o aprendizado cada vez mais difícil?”; “Vocês acham que já passaram a parte mais difícil e estão começando a subir?” ou “Vocês estão quase chegando no topo da montanha?”. Chame um aluno de cada vez para a frente da sala. Peça para ele dizer à turma o que está aprendendo e, junto com ele, contar onde está com relação àquele aprendizado e apontar onde está no Vale. Por exemplo: “Eu estou aprendendo a contar devagar, sem pular nenhum número. Eu estou aqui no Vale (apontar para o Vale) e estou começando a acertar mais!”. Faça comentários para incentivar cada aluno, como: “Que legal, Rafael. Eu observei que você já se esforçou muito para chegar aí!” Ou “Raíssa, você ainda está dentro do Vale, na fase mais difícil, que bom que você nos contou! Você precisa praticar todo dia para começar a subida. Qualquer coisa, pode contar comigo e com seus amigos, pois podemos te ajudar”. O professor, assim como os colegas, tem papel muito importante de enfatizar o potencial de aprendizagem de cada aluno, destacando as conquistas e reforçando a importância de persistir e se manter determinado, pois o Vale da Aprendizagem tem o seu ponto alto, mas para chegar lá, é preciso esforço. É hora de incentivar os alunos e destacar as suas potencialidades. ENCERRAMENTO: Agradeça aos alunos por terem compartilhado com a turma onde estão no aprendizado. Pergunte o que podemos fazer para chegar no topo do Vale, e escute algumas sugestões. Se necessário, liste outras estratégias, como: praticar todos os dias, pedir ajuda ao professor, pedir ajuda ao amigo, não desistir e tentar de novo. Encerre a aula, dizendo que o Vale da Aprendizagem vai continuar na sala de aula e será usado novamente. Incentive os seus alunos, dizendo: “Lembrem o que vocês estão aprendendo, e me contem quando vocês subirem no Vale ou quando chegarem no topo!”. 135 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 5/6 DIFERENCIAÇÃO: Esta aula pode ser facilmente diferenciada para atender às necessidades de diversos alunos. Por exemplo, ao pedir para refletirem sobre oque estão aprendendo na escola, dê exemplos do que a sua turma está realmente aprendendo, e procure certificar-se de que todas as crianças foram representadas em pelo menos um desses exemplos. Ao pedir para os alunos apontarem onde estão no Vale, permita que cada um escolha sobre o que gostaria de falar. Dessa forma, você evita comparações e permite que cada criança compartilhe o que deseja. O Vale da Aprendizagem é uma importante ferramenta para ajudar as crianças a entenderem que o caminho do aprendizado é individual e que cada pessoa tem o seu tempo e processo. Durante a atividade, procure engajar, principalmente, alunos que se chateiam facilmente quando erram ou não conseguem fazer alguma coisa ou que costumam desistir das coisas. Incentive a autoconfiança destas crianças ao debater sobre os desafios e obstáculos que encontramos em nosso caminho e sobre como eles são parte natural do processo de aprendizagem. Solicite que estes alunos deem ideias de estratégias para superar tais dificuldades. Valorize as sugestões dadas pelos alunos e comente sobre a importância de continuar tentando, mesmo quando pensamos que uma atividade é muito difícil e sentimos que não vamos conseguir. AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos entenderam o conceito do Vale da Aprendizagem, escutando a explicação deles sobre onde estão em relação a algum aprendizado. Perceba se o depoimento do aluno está de acordo com a realidade e com as suas observações passadas sobre ele. Avalie, também, se os seus alunos conseguem pensar em possíveis estratégias para chegar no topo do Vale, como: pedir ajuda, praticar bastante e não desistir. CRIANDO UMA ROTINA: Mantenha o Vale da Aprendizagem presente em sua sala de aula, e se refira a ele sempre que possível. Durante as próximas semanas, compartilhe outras histórias pessoais de aprendizado e use o Vale para incentivar seus alunos, como: “João, estou reparando que você está subindo o Vale da Aprendizagem na hora da merenda. Você agora está experimentando alimentos novos, parabéns!”. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 136 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VALE DA APRENDIZAGEM • 1º ano • 6/6 ANEXO 1 O cartaz pode ser desenhado em uma folha de cartolina. Desenhe um vale como indicado abaixo. E escreva ou faça colagem para indicar os passos para o processo de aprendizagem: › APRENDIZAGEM – POR AQUI › NÃO ENTENDI! › É MUITO DIFÍCIL! › QUERO DESISTIR! › VOU TENTAR DE NOVO... › ACHO QUE ESTOU ENTENDENDO. › AINDA BEM QUE EU NÃO DESISTI! › CHEGUEI! Para saber mais, acesse: https://www.jamesnottingham.co.uk/learning-pit/ APRENDIZAGEM – POR AQUI É MUITO DIFÍCIL! QUERO DESISTIR! VOU TENTAR DE NOVO... ACHO QUE ESTOU ENTENDENDO. AINDA BEM QUE EU NÃO DESISTI! CHEGUEI! NÃO ENTENDI! 137 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 1/5 O VARAL DAS BOAS AÇÕES Esta atividade consiste na montagem de um varal de atitudes gentis e comportamentos socialmente valorizados que a turma deve ter na escola e na vida. JUSTIFICATIVA: O Varal das boas ações visa a aumentar a empatia, o respeito e a confiança dos alunos pelos seus colegas. Essas competências são importantes para incentivá-los a agir com gentileza e investir nos relacionamentos. A atividade também estimula a responsabilidade de escolher comportamentos positivos e socialmente valorizados. Ao agir com responsabilidade fazemos outras pessoas se sentirem bem porque elas podem contar conosco sempre que precisarem. Ao expor o varal na sala de aula, o professor poderá relembrar o aluno de escolher o caminho das boas ações. Isso fortalecerá a iniciativa social das crianças, incentivando-as a permanecerem conectados com pessoas que já conhecem bem e estabelecerem ligação com pessoas que estão começando a conhecer. Além disso, ao criar um desenho ou pintura, os alunos podem desenvolver o interesse artístico. FORMATO: Aula Introdutória + Atividade de Rotina DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Arte; Língua Portuguesa. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Responsabilidade › Iniciativa social › Confiança › Empatia › Respeito › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 138 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 2/5 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: ARTE UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS Objetos de Conhecimento: Elementos da linguagem › Habilidade: (EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço, movimento etc.). Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de Criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objetos de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão desenhar e/ou escrever sobre uma boa atitude ou comportamento que devem ter na escola e/ou na vida. DURAÇÃO: 45 a 60 minutos 139 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 3/5 MATERIAIS: › Barbante; › Pregadores de roupa; › Fita adesiva; › Imagens de boas ações (procurar em revistas, jornais ou mesmo pela Internet) › Uma folha de papel branco por aluno, como papel A4, papel ofício etc.; › Material para desenho ou pintura, como: caneta hidrográfica, lápis de cor, giz de cera, tinta guache, pincel etc. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Comece a aula, questionando os alunos: “Quem sabe me dizer o que é um varal?”. Escute uma ou duas respostas. Explique ou repita o que um aluno disse: “Varal é um barbante ou uma corda onde penduramos objetos. Normalmente, usamos um varal em casa, para pendurar roupas para secar”. Depois, diga: “Hoje, nós vamos montar um varal de bons comportamentos e boas atitudes para com os outros!”. PARTICIPAÇÃO: Comece perguntando se as crianças sabem o que é gentileza e depois explique que é uma capacidade que nós temos de fazer algo para outra pessoa, e que a deixe feliz, sem que tenha sido pedido ou sem receber nada em troca. Mostre aos alunos algumas imagens de boas ações, e questione-os sobre o que veem em cada uma. Pergunte o que acham que a imagem representa e escute algumas sugestões. Depois, peça exemplos de boas ações: “Quem pode contar sobre uma boa ação que fez?” Procurechamar alunos diferentes para participarem. Defina uma boa ação como um comportamento que beneficia o outro e/ou a sociedade. É importante que você, professor(a), ofereça exemplos de boas ações que observou na sala de aula, como: “Outro dia vi a Priscila oferecendo um biscoito para o Carlos e achei essa atitude muito gentil”; “Todo dia muitos de vezes dizem bom dia ao entrar na sala, isso é uma boa ação!”; “Às vezes observo alguns alunos pedindo ajuda para o amigo na hora de amarrar cadarço do sapato. Ajudar o amigo é uma atitude gentil e pedir ajuda ao amigo de forma educada também é”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Peça para cada criança desenhar e/ou pintar uma boa ação ou bom comportamento que teve ou gostaria de ter. Explique que esses trabalhos artísticos serão pendurados no varal. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Cada um de vocês irá desenhar/pintar um exemplo de uma boa ação que devemos ter na escola e na vida”. TRABALHO INDIVIDUAL: Circule pela sala de aula, conferindo se os alunos estão seguindo suas instruções. Se necessário, estimule o esforço das crianças, dizendo: 140 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 4/5 “Quero ver vários desenhos caprichados, para que possamos deixar esse varal bem bonito!”. Verifique também se cada criança conseguiu pensar em uma boa ação para desenhar. ENCERRAMENTO: Em roda, peça para os alunos contarem sobre as boas atitudes que desenharam e/ou pintaram. Dê dois pregadores para cada aluno, e ajude-os a pendurar suas folhas no varal. Se isso não for possível, pendure os trabalhos no varal por eles. Depois, explique para a turma que, de tempos em tempos, vocês irão renovar o varal com novas imagens de bons comportamentos e boas atitudes. DIFERENCIAÇÃO: Durante o debate, procure dar oportunidade para todos os alunos participarem da aula. Se necessário, incentive os alunos mais quietos, como: “Marcelo, percebi que você está quieto, mas estou curiosa para saber sua opinião”. É importante que as suas expectativas sobre cada criança estejam de acordo com suas observações e seu conhecimento sobre ela. Baseado nisso, você poderá decidir quando estimular uma criança para se esforçar mais ou reconhecer que ela fez o seu melhor. Se um aluno encontrar dificuldade em pensar em uma boa ação, faça perguntas para ajudá-lo, “Vejo que você é muito amigo do Lucas. Tenho certeza que você já é bem legal com ele. Vamos pensar em uma coisa boa que você já fez para o Lucas?”. Se ainda assim a criança precisa de mais suporte, você pode acrescentar: “Vamos pensar juntas em algo que você pode fazer que vai deixar o Lucas ou outro colega feliz?” Outra alternativa seria listar exemplos de comportamentos positivos que você já observou naquela criança ou pedir ajuda a outros alunos, dizendo: “A Bianca está com dificuldade em pensar em uma boa ação. Quem tem ideias para ajudá-la?”“; “Tem alguma coisa que seu amigo faz que te deixa feliz? Isso é um bom exemplo de um comportamento gentil que ele está tendo com você”. Se precisar, explicite um comportamento que você observa que esta criança gosta. Se ela gostar de elogios, por exemplo, faça um elogio sincero a ela e pergunte como ela se sentiu quando escutou o elogio. Depois, diga: “O meu comportamento te deixou feliz, isso é ser gentil”. AVALIAÇÃO DO OBJETIVO DA AULA: Observe se os alunos são capazes de darem exemplos relacionados a cada carta das boas ações. Aqui, você não vai conseguir avaliar todas as crianças, porque não haverá tempo para isso. Porém, preste atenção nos exemplos dados por alguns alunos e, se achar necessário, registre se eles conseguiram dar exemplos relevantes. No final da atividade, avalie a contribuição dos alunos para o varal. Verifique se cada um foi capaz de dar, no mínimo, um exemplo de um comportamento ou atitude gentil e/ou respeitosa. Durante as próximas semanas, avalie o efeito desta atividade em sua turma. Repare se o Varal de Boas Ações contribuiu para uma melhoria no clima da sala de aula. Perceba, também, se os seus alunos ficaram mais motivados para realizar boas ações na escola. 141 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS O VARAL DAS BOAS AÇÕES • 1º ano • 5/5 CRIANDO UMA ROTINA: Sugerimos, também, que você escolha um período de tempo para a troca do varal. Isso pode acontecer mensalmente ou de 15 em 15 dias, dependendo do seu contexto e preferência. Essa troca tem como objetivo gerar um debate em cima de novos comportamentos que os alunos aprenderam ou praticaram recentemente. A renovação também é fundamental para gerar um comprometimento com aquilo que eles se propuseram. Quando possível, crie oportunidades para debates e peça para os alunos darem exemplos de quando observaram seus amigos tendo boas atitudes. Use os exemplos de boas ações pendurados no varal, para lembrar seus alunos de continuarem praticando boas atitudes e bons comportamentos na escola. 143 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PÓ MÁGICO • 1º ano • 1/6 PÓ MÁGICO Pó Mágico é uma atividade pela qual o professor conduz os alunos em uma viagem imaginária, através de uma narração. Os alunos, deitados e de olhos fechados, precisam imaginar os detalhes e as sensações da viagem, a partir dos comandos do professor. Depois, eles criarão um trabalho artístico, baseando-se nessa experiência. JUSTIFICATIVA: A atividade Pó Mágico tem como objetivo instigar a curiosidade e a capacidade exploratória das crianças. Através das experiências provocadas pela atividade, as crianças terão a oportunidade de estimular a imaginação criativa. Além disso, os alunos precisarão praticar o foco para se manterem engajados na narrativa enquanto tentam ignorar distrações externas. Na segunda parte da aula, as crianças irão expressar o que imaginaram, pensaram e sentiram durante a vivência através de uma atividade artística (interesse artístico). Ao final, os alunos, em roda, apresentam ao professor e aos demais colegas a sua produção artística e contam sobre a experiência que tiveram, sendo possível desenvolver a assertividade. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Arte; Língua Portuguesa. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO ENGAJAMENTO COM OS OUTROS ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Assertividade › Imaginação criativa › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 144 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PÓ MÁGICO • 1º ano • 2/6 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPETÊNCIAS GERAIS: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. COMPONENTE: ARTE UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de Criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. UNIDADES TEMÁTICAS: TEATRO Objetos de Conhecimento: Contextos e Práticas › Habilidade: (EF15AR18) Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro presentes em diferentes contextos, aprendendo a ver e a ouvir histórias dramatizadas e cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório ficcional. Objetos de Conhecimento: Processos de Criação › Habilidade: (EF15AR21) Exercitar a imitação eo faz de conta, ressignificando objetos e fatos e experimentando-se no lugar do outro, ao compor e encenar acontecimentos cênicos, por meio de músicas, imagens, textos ou outros pontos de partida, de forma intencional e reflexiva. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objetos de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. 145 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PÓ MÁGICO • 1º ano • 3/6 PLANO DE AULA OBJETIVOS: 1. Os alunos irão imaginar uma viagem para uma terra desconhecida; 2. Os alunos irão criar um trabalho artístico, a fim de representar uma experiência imaginativa. DURAÇÃO: 40 a 50 minutos MATERIAIS: › Purpurina (para simular o pó mágico) – opcional; › Materiais de arte disponíveis. Algumas sugestões: papel pardo, cartolina, tintas, aquarelas, lápis de cor etc. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte aos seus alunos: “Quem gosta de faz de conta?”, e conte que hoje vocês vão fazer uma brincadeira de faz de conta. PREPARAÇÃO: Antes de começar, proponha um momento de pausa e relaxamento. Peça para os alunos fecharem os olhos e prestarem atenção em sua própria respiração. Guie- os, dizendo: “Reparem no ar que entra pelo nariz e desce até a barriga. Devagar, soltem esse ar pelo nariz. Coloquem a mão na barriga, e sintam como ela se mexe junto com a respiração. Agora, tentem respirar bem devagar, sintam a barriga estufando devagarinho, e entrando devagarinho”. Faça essa atividade por dois ou três minutos e, então, peça para os alunos abrirem os olhos novamente. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 1: “Hoje, nós vamos fazer uma viagem para uma terra desconhecida!”. PARTICIPAÇÃO: Quando perceber que as crianças estão tranquilas, peça para que elas se deitem no chão. Diga para elas fecharem os olhos, e fale: “Vou jogar um pó mágico em quem estiver deitado, de olhos fechados e pronto para a viagem”. Agora, você poderá jogar um pouquinho de purpurina nos alunos ou fingir que joga um pó imaginário em cada um. Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. 146 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PÓ MÁGICO • 1º ano • 4/6 Comece a narrativa: “Imagine, agora, que você está entrando em uma nave que pode te levar a um lugar encantado. Imagine como seria esse lugar. Que lugar seria esse? O que teria nesse lugar? Se você pudesse levar alguém com você nesta viagem, quem você escolheria? Agora, a missão de vocês é entrar na nave que os levará a esse lugar encantado! Imagine qual seria a cor da sua nave. Ela seria grande ou pequena? Que nome vocês escolheriam para a sua nave?” (Fale cada frase pausadamente, para que dê tempo de os alunos imaginarem o que você está falando e sugerindo) “Agora que você já decidiu para onde vai, com quem vai e como é a sua nave, imagine que ela começa a subir. Ela sobe lá no alto, e você começa a enxergar as nuvens e passarinhos do seu lado. O sol está brilhando. Olhe, também, para baixo. Sem medo. Veja o seu mundo. O que você está vendo? O mar? A floresta? As casas? Veja como tudo parece tão pequenininho daqui de cima.” “Agora, a sua nave começa a descer para pousar no lugar que você escolheu. Observe como esse lugar parece, e perceba o quanto você desejava estar ali. Imagine o que tem de legal nesse lugar. Um escorrega gigante? Uma piscina? Uma praia grandona para brincar? Um parque de diversões? Qual brincadeira você escolheria para brincar com a pessoa que levou?” (Faça uma pausa, para dar tempo de as crianças imaginarem suas cenas) “Agora que vocês já brincaram, dê uma última volta nesse lugar, e perceba se está quente ou frio. Se está com sol ou chovendo. Se está ventando ou sem vento.” (Faça uma pausa) “Agora, vá se despedindo desse lugar, e vá caminhando com a pessoa que escolheu para a nave encantada. Antes de voltarem para o lugar em que vocês estavam antes, dê tchau para esse lugar encantado! Com segurança, a nave irá trazer vocês de volta.” (Faça uma pausa) “Agora, vamos abrindo os olhos bem devagar e sentar numa roda.” EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 2: “Agora, vocês vão criar um trabalho artístico para representar o que vocês imaginaram, sentiram e pensaram durante esta viagem”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Peça para os alunos criarem um trabalho artístico, representando a experiência que tiveram. Se necessário, apresente os materiais que eles vão utilizar, como, por exemplo, tintas, revistas, cola, aquarela ou o que você tiver disponível. Se os alunos não tiverem experiência com o material escolhido, demonstre como usá-lo. 147 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PÓ MÁGICO • 1º ano • 5/6 Explique que cada um teve uma viagem diferente da viagem dos amigos e, dessa forma, todos devem estar curiosos para saber como foi a viagem que cada um fez. Diga que é importante que eles se baseiem na própria experiência, bem como no que imaginaram. TRABALHO INDIVIDUAL: Circule pela sala enquanto as crianças trabalham em sua arte, dando suporte sempre que preciso. Evite fazer comentários sobre os trabalhos, para não influenciar os alunos e evitar que um copie a ideia do outro. ENCERRAMENTO: Peça aos alunos para guardarem os materiais de arte e se sentarem em roda. Solicite que eles guardem tudo no lugar apropriado e limpem o que for preciso, como uma mesa que pode estar suja de tinta. Aproveite a ocasião para estimular a organização da turma e o respeito pelos materiais escolares. Em roda, peça que cada aluno conte para onde viajou, e dê detalhes de como foi a viagem. Também peça para eles contarem um pouco sobre como representaram essa experiência. Estimule o debate, fazendo perguntas, como: “Vocês gostaram de viajar para o lugar encantado?”; “Como era a nave de vocês?”; “Quem vocês escolheram para viajar com vocês?”; “Vocês brincaram no lugar encantado?”; “Estava quente ou frio?”; “Como foi ver as coisas aqui em baixo, quando a nave estava lá no céu, perto das nuvens?”. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade propicia o desenvolvimento do foco. Entretanto, alguns alunos podem ter dificuldade com a atividade, especificamente em permanecerem deitados e manterem a atenção por um período longo de tempo. Se isso ocorrer, não há problema. É possível que algumas crianças precisem de mais oportunidades para exercitar o foco do que outras. Se perceber que algumas crianças se distraem no processo, tente trazer sua atenção novamente para a sua narrativa variando o tom da voz, por exemplo. Pense também em outras atividades e estratégias que podem ajudar os alunos neste processo. Ao final, você pode perguntar para a turma se foi fácil ficar deitado e manter a atenção durante a atividade, o que acharam que foi mais difícil etc. Você pode ajudar um aluno com dificuldade de se focar e manter a atenção perguntando a ele se há algum local na sala no qual ele acha que seria mais fácil para ele ficar concentrado. Como esta aula é uma oportunidade de aprendizado, entenda que é natural que crianças desta idade demonstrem diferentes níveis de concentração. Isso não é um problema. Também é importante saber que nem toda criança que apresenta dificuldade para manter o corpo quieto não está focada. Algumas crianças precisam se movimentar para concentrar. 148INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PÓ MÁGICO • 1º ano • 6/6 Sendo assim, permita que os alunos se mexam, contanto que estejam engajados na narrativa e não atrapalhem os colegas. É possível que uma criança muito ativa atrapalhe a concentração dos outros, então escolha um lugar estratégico para ela, onde ela possa se movimentar sem incomodar ninguém. Durante a atividade artística, é importante lembrar que seus alunos podem ter tido diferentes tipos de experiência com o material escolhido. Procure incentivar os alunos a experimentarem diferentes materiais e se divertirem. O importante, aqui, não é o produto ou o trabalho final, mas sim a experimentação, a imaginação criativa e o interesse artístico. Valorize o processo, mais do que o trabalho final. AVALIAÇÃO DOS OBJETIVOS DA AULA: Durante o Encerramento, avalie os relatos dos alunos sobre a viagem que eles representaram no trabalho artístico. Repare quais alunos tiveram facilidade em ser criativos e inventar seus próprios detalhes. Perceba, também, quais alunos tiveram dificuldade em usar a imaginação e ficaram presos às ideias dos outros ou imaginaram histórias com poucos elementos. Fique também atento ao modo como os alunos apresentam os seus trabalhos, se conseguem se comunicar de forma clara e assertiva. Se possível, faça anotações que vão te ajudar, quando você continuar a trabalhar a imaginação criativa dos alunos no futuro. Avalie o interesse artístico dos alunos durante o trabalho individual. Perceba quais alunos se sentiram confortáveis trabalhando com o material escolhido, e quais ainda precisam ganhar mais confiança. Também perceba quais alunos tiveram facilidade e prazer em criar um trabalho de arte, e quais demonstraram resistência e dificuldade. Se possível, faça anotações que vão servir para te orientar a trabalhar com estes alunos das próximas vezes. 149 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 1/5 PREPARANDO UMA ENTREVISTA Preparando uma Entrevista é uma aula de preparação para a aula Trabalho de Repórter. Nessa aula, os alunos irão preparar uma lista de perguntas para entrevistar um funcionário da escola. JUSTIFICATIVA: Esta aula tem como objetivo instigar a curiosidade pelo outro e, deste modo, fomentar o desenvolvimento da empatia nas crianças. Ao refletir sobre a pessoa que será entrevistada e pensar no que gostariam de saber sobre ela, os alunos poderão praticar a curiosidade para aprender (o que eu gostaria de saber sobre esta pessoa?) e a imaginação criativa (como posso fazer uma pergunta sobre isso? Que tipo de pergunta funcionaria melhor?). Nesta atividade, as crianças têm um papel central pois são elas que decidem, a cada momento, como vão conduzir o trabalho (por exemplo, quem irão entrevistar, que perguntas irão fazer). Assim, é importante deixá-las livres para gerarem ideias. Estes dois elementos (protagonismo e autonomia) aumentam a probabilidade de a atividade ser interessante e de as crianças se sentirem entusiasmadas para realizá-la. Esta aula ensina os alunos a se planejarem para uma atividade futura. A lista de perguntas que prepararem aqui criará uma estrutura para ser utilizada na aula Trabalho de Repórter. 1 Esta aula deve acontecer antes da aula Trabalho de Repórter. 1 MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO AMABILIDADE ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Organização › Empatia › Curiosidade para aprender › Imaginação criativa As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 150 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 2/5 Engajar os alunos neste planejamento e discutir com eles a importância do trabalho em etapas para se atingir uma meta pode ajudá-los a valorizar e desenvolver o senso de organização. FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; História; Geografia. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. Objeto de Conhecimento: Planejamento de texto oral Exposição oral › Habilidade: (EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. PRÁTICA DE LINGUAGEM: PRODUÇÃO DE TEXTOS (ESCRITA COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objeto de Conhecimento: Planejamento de texto › Habilidade: (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); 151 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 3/5 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão criar uma lista de perguntas para aprender sobre a pessoa entrevistada. DURAÇÃO: 15 a 20 minutos. MATERIAIS: › 1 folha grande de papel para fazer um cartaz: como cartolina, papel 40kg, papel A3 etc.; › Caneta(s) para escrever nos cartazes. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte aos seus alunos: “Alguém sabe dizer o que é uma entrevista?”. Espere que dois ou três alunos respondam e, na sequência, explique: › a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. COMPONENTE: HISTÓRIA UNIDADE TEMÁTICA: MUNDO PESSOAL: MEU LUGAR NO MUNDO Objeto de Conhecimento: As diferentes formas de organização da família e da comunidade: os vínculos pessoais e as relações de amizade › Habilidade: (EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade. Objeto de Conhecimento: A vida em família: diferentes configurações e vínculos › Habilidade: (EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços. COMPONENTE: GEOGRAFIA UNIDADE TEMÁTICA: MUNDO DO TRABALHO Objeto de Conhecimento: Diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia › Habilidade: (EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade. CONTEXTO: Sugerimos conectar esta aula com a unidade temática “mundo do trabalho”, presente na BNCC, como parte da disciplina de geografia (1º ano). Entretanto, trata-se de uma sugestão, não sendo necessário para a realização da atividade. 152 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 4/5 “A entrevista é um conjunto de perguntas que uma pessoa faz à outra, para aprender algo sobre ela ou algum assunto de que ela saiba”. Aqui, é interessante dar exemplos, como: “Quando um repórter faz perguntas para um jogador, ele estáentrevistando o jogador”. Se possível, dê um exemplo de entrevista que esteja mais próximo ao contexto e à cultura dos alunos. Depois, anuncie: “Hoje, prepararemos uma entrevista!”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Conte aos alunos que vocês entrevistarão um adulto que trabalha na escola, mas que para ser possível realizar essa entrevista, é necessário primeiro criar as perguntas que serão feitas. Diga a eles que, nesta aula, vocês irão se preparar para essa entrevista, escolhendo quem será o entrevistado e fazendo uma lista de perguntas para ele. PARTICIPAÇÃO: Peça para as crianças darem ideias de quem elas gostariam de entrevistar. Dê exemplos de pessoas que poderiam ser selecionadas, como a merendeira, a diretora ou o porteiro. Anote as ideias das crianças no quadro e depois peça para os alunos votarem em quem gostariam de entrevistar. Se isso for possível, avise aos alunos que vocês poderão entrevistar outras pessoas, que não foram selecionadas, no futuro. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Nós vamos fazer uma lista de perguntas para conhecer mais sobre...” (incluir o nome da pessoa). PARTICIPAÇÃO: Após terem decidido quem gostariam de entrevistar, diga para os alunos pensarem em perguntas para esta pessoa. Se necessário, dê alguns exemplos, como: “O que será que a pessoa (incluir o nome) gosta de fazer no seu tempo livre?”; “Será que a pessoa (incluir o nome) tem filhos?”; “Quais são as principais tarefas da pessoa (incluir o nome) aqui na escola?”. É importante também promover uma reflexão com os alunos sobre quais tipos de perguntas são adequadas. Por exemplo, perguntas muito pessoais podem deixar o entrevistado constrangido e, portanto, não são adequadas. Peça para eles compartilharem suas perguntas, e anote-as em uma folha grande de papel, que todos possam ver. Se possível, certifique-se de que cada criança fez, no mínimo, uma pergunta. Este também é o momento de questionar os alunos se a pergunta poderia ou não deixar o entrevistado desconfortável. ENCERRAMENTO: Avise aos alunos que você irá marcar uma entrevista com a pessoa escolhida e que eles serão os repórteres. Releia as perguntas que você anotou e relembre quem fez cada pergunta. Diga que, no dia da entrevista, todos irão fazer uma pergunta e o cartaz estará lá para ajudá-los. 153 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PREPARANDO UMA ENTREVISTA • 1º ano • 5/5 DIFERENCIAÇÃO: Possivelmente, alguns alunos irão demonstrar mais curiosidade sobre o entrevistado que outros. Crianças desta faixa-etária ainda podem apresentar interesses restritos e, portanto, não demonstrar vontade de aprender sobre a vida de uma determinada pessoa. Você pode oferecer suporte a estes alunos e oferecer tempo para a reflexão. É importante descrever o quanto estes comportamentos de se interessar pelo outro por meio de perguntas ajuda a criança a conhecer novos amigos. Ainda, é possível que tenham alunos com dificuldade para formular perguntas. Neste caso, você pode pedir a esses alunos que discutam em dupla e encontrem uma pergunta juntos. Além disso, outras crianças podem ter vergonha de expressar as suas perguntas em frente da turma. Sendo assim, ele pode, se já estiver alfabetizado, escrever a sua pergunta em um papel e entregar a você para que seja incluída na lista. É importante que se um aluno não quiser expor uma pergunta para a turma, a vontade dele seja respeitada. AVALIAÇÃO: Avalie as perguntas de cada aluno e observe se eles demonstraram curiosidade para aprender sobre o/a entrevistado(a). Certifique-se de que as perguntas são coerentes com o contexto e a atividade do entrevistado. Se possível, anote o nome do aluno ao lado da pergunta para registrar quem perguntou o quê. 155 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 1/10 QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? O Termômetro dos Problemas é uma ferramenta que indica, de forma concreta, os diferentes níveis de intensidade de um problema por meio de cores. Nesta intervenção, as crianças irão refletir sobre diferentes tipos de problema, e os classificar de acordo com a sua intensidade. A intervenção inclui uma folha de exercício para as crianças criarem seu próprio Termômetro dos Problemas. JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de trabalhar com os alunos estratégias de autorregulação emocional a partir da discussão de diferentes problemas e modos de reagir a eles. Esta atividade tem o intuito de auxiliar as crianças a entenderem e dimensionarem o real “tamanho” (a intensidade) de seus problemas, o que é importante para que regulem a maneira como se sentem e agem frente a eles. Ao criarem uma perspectiva clara e real sobre o seu problema, as crianças têm maiores chances de conseguirem lidar com ele de forma apropriada. Trata-se de uma prática que possibilita o desenvolvimento da tolerância ao estresse e à frustração. Crianças que têm dificuldade em lidar com frustrações, estresse e imprevistos podem especialmente se beneficiar desta prática, assim como turmas com episódios frequentes de choro, comportamentos agressivos e reações extremas. A reflexão sobre diferentes tipos de problema e sobre estratégias para lidar com eles permite que os alunos trabalhem a imaginação criativa, já que precisam pensar em formas alternativas de pensar e agir. MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Iniciativa social › Empatia › Respeito › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse › Imaginação criativa › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 156 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 2/10 Além disso, ouvir histórias de outras crianças que vivenciaram problemas abre espaço para o exercício da empatia. A produção do Termômetro dos problemas envolve a produção de desenhos e pode, assim, favorecer o interesse artístico dos alunos. Ao apresentar o seu termômetro para a turma, a criança será incentivada a exercer a assertividade e a iniciativa social. Enquanto isso, os outros alunos poderão praticar o respeito e a empatia pelo colega que está apresentando. FORMATO: Intervenção DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Arte. <<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ESCRITA (COMPARTILHADA E AUTÔNOMA) Objetos de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF01LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, listas, agendas, calendários, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/ finalidade do texto. PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ANÁLISE LINGUÍSTICA/SEMIÓTICA (ALFABETIZAÇÃO) Objetos de Conhecimento: Forma de composição do texto › Habilidade: (EF01LP20) Identificar e reproduzir, em listas, agendas, calendários, regras, avisos, convites, receitas, instruções de montagem e legendas para álbuns, fotos ou ilustrações (digitais ou impressos), a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros. PRÁTICAS DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objetos de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objetos de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentossempre que necessário. 157 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 3/10 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão comparar diferentes tipos de problema e classificá-los de acordo com suas intensidades. DURAÇÃO: 40 a 50 minutos. MATERIAIS: › Termômetro dos Problemas (modelo para o professor montar a versão grande); (ANEXO 1) › Termômetro dos Problemas (folha de exercício individual para alunos); (ANEXO 2) › Lápis e borracha; › Material para desenho: lápis de cor, lápis de cera ou canetinhas. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Em roda, conte uma história sobre uma criança que teve um problema e reagiu a ele de forma desproporcional ou exagerada. Você pode usar a história abaixo, inventar uma história ou escolher outra já existente. Sugestão: “Lulu foi para a feira com seus pais. Lá, eles compraram cenouras, abacate e alface. Na hora de ir embora, Lulu disse que queria um sorvete. Sua mãe falou que não iria comprar o sorvete porque já estava quase na hora do almoço. Objetos de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. COMPONENTE: ARTES UNIDADES TEMÁTICAS: ARTES VISUAIS Objetos de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objetos de Conhecimento: Processos de criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. 158 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 4/10 Lulu pediu de novo, mas o seu pai disse que não ia comprar o sorvete pelo motivo que a mãe já havia explicado. Então, Lulu começou a gritar e chorar. Ela gritou e chorou até chegar em casa”. Faça perguntas sobre a história para promover o debate com a turma: › “Qual era o problema da Lulu?”; › “O que Lulu (ou outro personagem) sentiu quando os pais disseram que ela não poderia tomar um sorvete?”; › “Quem já se sentiu assim?” › “Como Lulu reagiu ao problema?”; › “Vocês acham que Lulu (ou outro personagem) reagiu da melhor forma? Por quê?”; › “Como vocês reagiriam no lugar dele(a)?” Conte a história de uma outra criança que teve um problema e reagiu de forma diferente. A ideia desta parte é mostrar que existem problemas de tamanhos diferentes e maneiras distintas de reagir. Para isso, você pode usar a história abaixo, inventar uma história ou escolher outra já existente. Sugestão: “Fábio era um menino que adorava a escola. Ele era muito dedicado nos seus trabalhos e sempre dava o seu melhor. Um dia, ele fez um desenho lindo de uma fazenda. Ele cuidadosamente incluiu vários bichos e coloriu um a um. O desenho ficou lindo. Na hora do recreio, Fábio guardou o seu desenho e foi brincar com os amigos. Durante o recreio, um pote de tinta vermelha caiu em cima do desenho de Fábio. Quando ele voltou, encontrou o seu desenho todo vermelho, não dava nem para ver os bichos. Fábio tinha ficado muito tempo fazendo aquele trabalho e não conseguiu acreditar que ele tinha estragado. Fábio sentiu vontade de chorar, e até sentiu algumas lágrimas enchendo seu olho. Ele também sentiu o seu coração batendo mais forte, “isso deve ser raiva”, ele pensou. Mas Fábio já era um menino grande e sabia o que fazer quando se sentia triste ou com raiva. Ele decidiu respirar fundo. A professora e alguns amigos tentaram falar com ele sobre o que aconteceu, mas Fábio não queria falar com ninguém. “Eu quero ficar sozinho”, ele disse, e sentou em um cantinho da sala. A professora e as outras crianças respeitaram o seu pedido e deixaram Fábio quietinho. Fábio sentou e respirou fundo até se sentir melhor. Depois, ele se juntou às outras crianças, que estavam sentadas no tapete ouvindo uma história. Quando a história acabou, a professora perguntou ao Fábio como ele estava se sentindo. Fábio disse que ainda estava um pouco triste, porque gostou muito do seu desenho, mas que já se sentia melhor. A professora então deu parabéns ao Fábio pela maneira como ele se comportou. Ela perguntou se ele queria fazer outro desenho e Fábio disse que sim. Alguns amigos também gostaram da ideia e perguntaram se podiam ajudar Fábio a desenhar outra fazenda. Fábio aceitou a ajuda dos amigos e eles foram trabalhar juntos em um novo desenho”. 159 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 5/10 Faça perguntas sobre a história para promover o debate. Algumas ideias: › “Qual era o problema de Fábio?”; › “O que Fábio (ou outro personagem) sentiu ao ver o seu desenho todo manchado de tinta vermelha?”; › “Quem já se sentiu assim?” › “Vocês acham que o Fábio (ou outro personagem) reagiu da melhor forma? Por quê?”; › “Como vocês reagiriam no lugar dele?”; › “Qual problema é maior? O problema da Lulu ou do Fábio? Por quê?”; › “Como a maneira que o Fábio reagiu foi diferente da maneira que a Lulu reagiu?” EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Hoje nós vamos comparar diferentes tipos de problema e dizer se eles são pequenos, médios ou grandes”. PARTICIPAÇÃO: Mostre o Termômetro dos Problemas para seus alunos e diga que existem vários tipos de problema. Aponte para cada cor no termômetro, explicando a intensidade do problema de cada cor: › Verde: Está tudo bem!; › Amarelo: Tenho um probleminha; › Laranja: Tenho um problema médio; › Vermelho: Tenho um problemão!. Ao falar sobre cada cor, gesticule com as mãos, dizendo, “Existem problemas pequenininhos, problemas médios e problemas grandes”. Explique: “É muito importante pensar sobre os tamanhos dos nossos problemas, para decidirmos como vamos reagir e enfrentar esses problemas”. Liste algumas situações e pergunte aos alunos quais cores eles dariam para os problemas listados. Você pode trazer exemplos da sua própria vida para ilustrar a atividade, como: “O meu termômetro está no verde quando estou em casa lendo um livro que gosto, e o de vocês?”. Escolha um aluno diferente para dizer a cor de cada problema. Se houver discórdia sobre a intensidade de um problema, explique: “Às vezes o mesmo problema pode ser grande para uma pessoa e pequeno para outra. Tudo bem! O importante é saber qual tamanho o problema tem para você”. Dê oportunidades para todos os alunos participarem, pedindo: “Quem já passou por isso bate uma palma” ou “Quem já se sentiu assim, levanta a mão”. 160 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 6/10 Sugestões de problemas: › Minha mãe não deixou eu ir na casa do meu amigo; › Eu não entendi o dever de casa!; › Ninguém quer brincar comigo; › Perdi meu brinquedo preferido; › Caí e cortei o joelho; › Meu melhor amigo foi morar longe; › Meu cachorro morreu; › Meus amigos não me deixam escolher a brincadeira; › Tirei uma nota ruim na escola. É possível que essa conversa gere emoções fortes nas crianças ou em alguma em específico. Se isso acontecer, aproveite para conversar com os alunos sobre os seus sentimentos. Se um aluno compartilhar uma experiência pessoal, acolha e pergunte como ele(a) se sentiu naquela determinada situação, e o que vocês podem fazer para ajudá-lo(a) a se sentir melhor. Neste caso, o professor também poderá trabalhar a empatia, garantindo assim um ambiente acolhedor e respeitoso. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Diga para os alunos que eles vão criar seu próprio Termômetro dos Problemas. Mostre a folha individualTermômetro dos Problemas e explique que eles devem desenhar e escrever quatro situações, uma de cada cor. Os alunos podem relatar uma experiência que viveram ou criar situações inventadas. TRABALHO INDIVIDUAL: Os alunos devem trabalhar individualmente completando o seu Termômetro dos Problemas. Circule pela sala de aula, dando suporte quando necessário. Se possível, aproveite essa oportunidade para conversar com os alunos sobre as experiências que escolheram compartilhar. ENCERRAMENTO: Em roda, peça aos alunos que apresentem seus trabalhos para a turma, lendo o que escreveram e mostrando seus desenhos. Se tiver tempo, estimule os alunos a dizerem: “Estou pronto para uma pergunta ou comentário”, e incentive os outros a levantarem a mão para comentar sobre o trabalho do amigo ou fazer uma pergunta. Na etapa de Encerramento, os alunos precisam apresentar aos colegas a sua produção. A apresentação oral permite que o professor trabalhe a assertividade junto aos alunos. Ao mesmo tempo, o respeito pode ser desenvolvido uma vez que a tarefa demanda escutar atentamente os colegas e fazer comentários e perguntas. 161 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 7/10 DIFERENCIAÇÃO: Ao escolher problemas para serem avaliados pelos alunos, certifique-se de que eles estejam de acordo com a realidade e cultura da turma. É importante que as crianças consigam se relacionar com esses problemas, para conseguirem entender suas diferentes intensidades. Também é importante evitar problemas que possam causar tristeza, medo ou raiva em seus alunos. Como professor(a), você saberá escolher problemas apropriados para serem trabalhados na turma. Na hora de compartilhar os trabalhos, deixe as crianças escolherem se querem dividir seus termômetros com a turma. É importante que todos tenham a oportunidade e o incentivo para apresentarem seus trabalhos, mas é preciso, também, respeitar os alunos que não se sentem preparados para fazê-lo. Provavelmente, seus alunos estão em diferentes fases no desenvolvimento da escrita e da leitura. Essa diferença deve ser respeitada, e todos devem ser incentivados a darem o seu melhor. Quando necessário, peça para o aluno ditar o que escreveu/desenhou e registre essas palavras na folha dele. Assim, na hora de apresentar o trabalho para a turma, você pode ajudá-lo a “ler” o que escreveu. AVALIAÇÃO: Avalie os Termômetros dos seus alunos e observe se os problemas que eles classificaram seguem uma lógica gradual. Isso vai te permitir saber se eles entenderam e se beneficiaram da atividade. A participação oral dos alunos durante a aula também irá te ajudar a perceber o impacto da atividade neles. CRIANDO UMA ROTINA: Deixe o Termômetro dos Problemas à vista em sua sala de aula. Sempre que necessário, se refira ao termômetro e pergunte aos seus alunos sobre os tamanhos dos problemas que surgirem na escola. Lembre aos alunos que vários problemas cotidianos são pequenininhos e não devemos perder tanto tempo com eles. Use o termômetro para questionar se algumas atitudes e reações estão de acordo com o tamanho do problema. A etapa “Criando uma Rotina” é muito importante para promover a consolidação das competências trabalhadas nesta atividade. A oportunidade de praticar repetidas vezes novas habilidades e novos comportamentos em diferentes situações da vida real é essencial no processo de desenvolvimento das competências socioemocionais. 162 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS QUAL É O TAMANHO DO MEU PROBLEMA? • 1º ano • 8/10 ANEXO 1 O professor deve reproduzir o desenho abaixo em cartolina Níveis do Termômetro Tamanho VERMELHO Tenho um problemão! LARANJA Tenho um problema médio AMARELO Tenho um probleminha VERDE Está tudo bem! Tenho um problemão! Tenho um problema médio Tenho um probleminha Está tudo bem! TERMÔMETRO DOS PROBLEMAS TERMÔMETRO DOS PROBLEMAS Tenho um problemão! Tenho um problema médio Tenho um probleminha Está tudo bem! ©ASE – Criadores do Senninha e sua turma: Rogério M. Martins / Ridaut Dias Jr. 163 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S QU A L É O T A M A N H O D O M E U P R O B LE M A ? • 1 º a no • 9/ 10 A N EX O 2 Tenho um problemão! NÍVEIS TAMANHO QUAL É O PROBLEMA? Tenho um problema médio Tenho um probleminha Está tudo bem! © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . Folha de exercício › TERMÔMETRO DOS PROBLEMAS 164 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S Tenho um problemão! Tenho um problema médio Tenho um probleminha Está tudo bem! TERMÔMETRO DOS PROBLEMAS Tenho um problemão! Tenho um problema médio Tenho um probleminha Está tudo bem! TERMÔMETRO DOS PROBLEMAS Tenho um problemão! Tenho um problema médio Tenho um probleminha Está tudo bem! TERMÔMETRO DOS PROBLEMAS Tenho um problemão! Tenho um problema médio Tenho um probleminha Está tudo bem! TERMÔMETRO DOS PROBLEMAS A N EX O 2 QU A L É O T A M A N H O D O M E U P R O B LE M A ? • 1 º a no • 10 /1 0 © AS E – C ri ad or es d o Se nn in ha e s ua tu rm a: R og ér io M . M ar ti ns / R id au t D ia s Jr . 165 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 1/5 TRABALHO DE REPÓRTER Trabalho de Repórter é uma atividade em que o professor auxiliará os alunos na entrevista com uma pessoa que trabalha na escola (previamente escolhida por eles), a partir de perguntas que eles já criaram na atividade Preparando uma Entrevista. Depois da entrevista, eles criarão um trabalho artístico para destacar como é a rotina do entrevistado e debaterão como foi ter essa experiência. JUSTIFICATIVA: A atividade tem como objetivo instigar a curiosidade para aprender sobre o outro e a percepção de que o olhar deste outro pode ser diferente do nosso, desenvolvendo a empatia e o respeito nas crianças. A aula também visa a trabalhar iniciativa social dos alunos, através do engajamento deles ao fazer perguntas durante a entrevista, bem como a assertividade, por meio da expressão em roda sobre o que cada aluno achou da experiência. A brincadeira de repórter poderá desenvolver o interesse artístico, o qual será trabalhado por meio da realização de um trabalho de arte sobre a experiência vivida. CONTEXTO: Esta aula é uma continuação da aula Preparando uma Entrevista e usará a lista de perguntas preparadas na mesma. Antes dessa atividade, é importante que o professor agende um horário com o entrevistado e defina um local para a entrevista (podendo ser a sala de aula ou o local de trabalho do entrevistado, como a cantina ou a secretaria da escola). 1 Esta aula deve acontecer depois da aula Preparando uma Entrevista. 1 MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE ABERTURA AO NOVO Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Iniciativa social › Empatia › Respeito › Curiosidade para aprender › Interesse artístico As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 166 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 2/5 FORMATO: Aula Única DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Arte; Língua Portuguesa, História, Geografia. RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: ARTE UNIDADE TEMÁTICA: ARTES VISUAIS Objeto de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais,instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objeto de Conhecimento: Processos de criação › Habilidade: (EF15AR06) Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais. COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. Objeto de Conhecimento: Planejamento de texto oral Exposição oral › Habilidade: (EF01LP23) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, que possam ser repassados oralmente por meio de ferramentas digitais, em áudio ou vídeo, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. 167 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 3/5 PLANO DE AULA OBJETIVOS: 1. Os alunos irão conduzir uma entrevista; 2. Os alunos irão criar um trabalho artístico sobre a experiência vivida. DURAÇÃO: 45 minutos que podem ser divididos em duas partes: › Entrevista: 20 minutos; › Trabalho Artístico: 25 minutos. MATERIAIS: › Papel branco para o trabalho artístico, como cartolina, papel 40kg, A2 ou A3; › Materiais de arte disponíveis, como: lápis de cor, lápis de cera, caneta hidrográfica, aquarela, tintas e pincéis; › Cartaz com perguntas que foi preparado na aula Preparando uma Entrevista. PRÁTICA DE LINGUAGEM: ESCRITA Objeto de Conhecimento: Escrita autônoma e compartilhada › Habilidade: (EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, recontagens de histórias lidas pelo professor, histórias imaginadas ou baseadas em livros de imagens, observando a forma de composição de textos narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço). COMPONENTE: HISTÓRIA UNIDADE TEMÁTICA: MUNDO PESSOAL: MEU LUGAR NO MUNDO Objeto de Conhecimento: As diferentes formas de organização da família e da comunidade: os vínculos pessoais e as relações de amizade › Habilidade: (EF01HI02) Identificar a relação entre as suas histórias e as histórias de sua família e de sua comunidade. Objeto de Conhecimento: A vida em família: diferentes configurações e vínculos › Habilidade: (EF01HI06) Conhecer as histórias da família e da escola e identificar o papel desempenhado por diferentes sujeitos em diferentes espaços. COMPONENTE: GEOGRAFIA UNIDADE TEMÁTICA: MUNDO DO TRABALHO Objeto de Conhecimento: Diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia › Habilidade: (EF01GE07) Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade. 168 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 4/5 PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Promova o engajamento e o entusiasmo da turma perguntando: “Quem será o nosso entrevistado hoje?” ou “Quem está pronto para a nossa entrevista?”. Depois, receba a pessoa que será entrevistada em sua sala de aula ou vá ao seu encontro com a turma no local combinado. Agradeça o convidado por ter aceitado o convite e conte que os alunos estão curiosos para saber mais sobre a vida dele(a). EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 1: “Hoje, vocês irão entrevistar o(a) (nome do entrevistado)”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Peça para o entrevistado sentar na frente dos alunos e deixe a lista de perguntas criadas na aula Preparando uma Entrevista à vista. Explique aos alunos que essa lista estará lá para ajudá-los, mas eles podem criar novas perguntas durante a atividade. Diga aos alunos que todos devem participar da entrevista e fazer pelo menos uma pergunta. Lembre-os de que, enquanto um aluno faz uma pergunta e o entrevistado responde, os outros terão de treinar o ouvido e prestar atenção. Pontue que, nesta atividade, é muito importante respeitar a vez do outro. PARTICIPAÇÃO: Diga aos alunos: “Quem está pronto para fazer uma pergunta, levante a mão”. Procure chamar diferentes alunos para fazerem perguntas. É possível que as respostas do entrevistado deem origem a novas perguntas. Sendo assim, deixe os alunos expressarem livremente sua curiosidade. Sempre que necessário, aponte para o cartaz de perguntas e peça para os alunos retomarem a lista. Após 15 ou 20 minutos de entrevista, agradeça a pessoa entrevistada e peça para os alunos fazerem o mesmo. Ao se despedir, comente, na frente de seus alunos, como foi importante conversar com a pessoa e aprender sobre a vida dela. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO 2: “Agora, vocês vão criar um trabalho artístico para representar a entrevista”. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE ARTÍSTICA: Mostre aos alunos os materiais de arte que serão usados na atividade. Se você for apresentar um material novo, demonstre como utilizá-lo. Explique que eles devem se basear no que aprenderam durante a entrevista para criar o trabalho artístico. Para incentivar as crianças a realmente se expressarem artisticamente, é importante não dar muitos exemplos ou explicações que podem limitar a imaginação delas. TRABALHO INDIVIDUAL: Circule pela sala enquanto as crianças criam a sua arte, dando suporte para os alunos sempre que preciso. A fim de que os alunos fiquem livres para criar, evite fazer comentários sobre o trabalho deles. Assim, você evita a possibilidade de influenciá- los e estimula seu senso de autoria, de modo que cada um faça o seu próprio trabalho. 169 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS TRABALHO DE REPÓRTER • 1º ano • 5/5 ENCERRAMENTO: Em roda, questione os alunos sobre a experiência vivida. Faça perguntas como, “O que vocês sentiram na hora de fazer perguntas?”; “Como foi aprender sobre o trabalho da pessoa que vocês entrevistaram?”; “Como foi aprender sobre a vida da pessoa fora da escola?”.; “Qual parte vocês mais gostaram da entrevista?”; “Teve alguma resposta que o entrevistado deu que vocês não sabiam? O que acharam?”. Depois, peça para os alunos contarem qual parte da entrevista eles decidiram representar em sua arte e como criaram essa representação: com quais técnicas e materiais. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade explora, entre outras competências, a Iniciativa Social e a Assertividade. Como pode haver diferenças entre os alunos no modo como expressam estas competências (e até mesmo no seu nível de desenvolvimento), é possível que alguns deles se engajem menos na entrevista, ou se sintam mais tímidos para participar. Assim, é importante que, você, professor(a) tente engajar esses alunos, respeitando o seu modo de ser. Você pode, por exemplo, usar o cartaz de perguntas para ajudar os alunos mais quietos, por exemplo: “João, por que você não faz aquela pergunta que anotamos aqui no cartaz?”. Durante a atividade artística, é importante lembrar que seus alunos podem ter tido interpretações variadas da entrevista e, portanto, podem escolher representar diferentes aspectos da vida do entrevistado. O importante, aqui, não é o produto ou o trabalho final, mas sim o processo criativo e de experimentação. AVALIAÇÃO: Nesta atividade, é importante prestar atenção na capacidade dos alunos de trabalharem em grupo e seguirem as regras da atividade. Durante a entrevista, perceba quais alunos prestaram atenção na história do entrevistado e tiveraminiciativa social para fazer perguntas, questionar e entender os detalhes da história. Repare, também, quais alunos conseguiram criar perguntas espontaneamente, baseando-se nas respostas do entrevistado. Avalie, ainda, o interesse artístico dos alunos durante o trabalho individual. Anote quais alunos tiveram facilidade ou dificuldade de expressar a experiência da entrevista. Repare, também, quais alunos tiveram prazer em criar um trabalho de arte. Durante o encerramento, avalie os relatos dos alunos sobre a entrevista que fizeram. Perceba a capacidade de assertividade dos alunos ao relatarem a experiência durante a roda. Se possível, faça anotações que vão ajudar quando você continuar a trabalhar com a necessidade específica de cada aluno. 171 INTERVENÇÕES • INTERVENÇÕES • / INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS INTERVENÇÕES 173 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 1/6 CAIXA DE PREOCUPAÇÕES Nesta atividade o professor vai implementar uma Caixa de Preocupações em sala de aula. Os alunos irão desenhar ou escrever sobre suas preocupações, medos e/ou apreensões em um pedaço de papel e inseri-lo dentro caixa. JUSTIFICATIVA: Essa atividade ajuda as crianças a identificarem situações que as preocupam ou as deixam ansiosas. Este é um passo importante para que tentem compreender os motivos de se sentirem preocupadas e busquem pensar no que é possível fazer para se sentirem melhor. Além disso, ao identificar situações que os deixem preocupados ou ansiosos, os alunos conseguem entender melhor os seus sentimentos e o que acontece com eles. Assim, a atividade pode oportunizar o desenvolvimento da resiliência emocional. A Caixa de Preocupações serve como uma representação física e simbólica de um lugar onde as preocupações, medos e anseios podem, uma vez identificados, ser colocados. Dessa forma, o exercício pode fortalecer a competência de tolerância ao estresse. DISCIPLINA INTEGRADA: Língua Portuguesa. <<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> MACROCOMPETÊNCIA: RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 174 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 2/6 RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA (1° – 5° ANOS) PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão escrever ou desenhar uma preocupação e inseri-la na Caixa de Preocupações. DURAÇÃO: 30 minutos MATERIAIS: › Lápis e borracha(s); › Folhas de papel; › Modelo para Caixa de Preocupações. (ANEXO 1) PREPARAÇÃO PARA AULA: › Defina como será a Caixa de Preocupações de sua turma. Se quiser, veja as imagens de referência para ter ideias. Não é necessário ser uma caixa, você pode optar por fazer um Copo de Preocupações, Garrafa de Preocupações ou Lata de Preocupações, se preferir. É possível usar uma caixa de sapato, embalagem de suco ou garrafa d’água. Você pode optar por decorar uma Caixa de Preocupações e mostrá-la já pronta para os alunos ou você pode preferir envolvê-los nessa decoração. › Recorte folhas brancas de papel em pedaços pequenos para os alunos escreverem e/ou desenharem suas preocupações. 175 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 3/6 PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Conte para a turma que hoje vocês vão conversar sobre a preocupação. Diga que adultos e crianças muitas vezes têm preocupações e que isso é normal. Questione os alunos sobre o que é uma preocupação. Escute os seus pontos de vista e informe-os que nossas preocupações podem incluir medos, receios, ansiedade, angústias e agonias. Depois, pergunte aos alunos sobre alguns motivos pelos quais as pessoas (adultos e crianças) geralmente se preocupam. Incentive-os a compartilharem seus pontos de vista. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Mostre a Caixa de Preocupações para a turma e conte que essa caixa não é uma caixa normal, mas uma caixa de preocupações. Explique que ela é um lugar onde as pessoas podem jogar suas preocupações dentro. Informe que essa caixa ficará dentro da sala de aula e poderá ser sempre usada pelos alunos. Comunique a eles que podem jogar qualquer tipo de preocupação lá dentro, desde uma preocupaçãozinha até uma preocupação grande. Diga que eles podem escolher escrever o nome na preocupação ou não. Avise que toda semana você irá ler as preocupações que eles colocarem na caixa e, se eles tiverem optado por se identificar, você irá convidá-los para conversar em particular sobre a preocupação que escreveram. Anuncie que hoje vocês vão estrear a caixa. Solicite que os alunos façam um minuto de silêncio e pensem em uma preocupação para inserir na caixa. Distribua folhas de papel recortadas e material para escrever. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Vocês vão desenhar e/o escrever sobre uma preocupação e depois inseri-la na Caixa de Preocupações”. TRABALHO INDIVIDUAL: Certifique-se que os alunos tenham privacidade no momento de escrever e/ou desenhar uma preocupação. Quando terminarem, chame uma criança de cada vez para inserir sua preocupação dentro da caixa. ENCERRAMENTO: Em roda, questione os alunos sobre como se sentiram ao escrever e/ou desenhar uma preocupação. Comente com a turma que, muitas vezes, a prática de escrever e/ou desenhar as preocupações pode gerar alívio, pois compreendemos melhor a forma com que nos sentimos ao estabelecer relações entre os eventos e os nossos sentimentos. Depois questione-os sobre como se sentiram ao inserir a sua preocupação dentro da Caixa de Preocupações. Encerre a atividade dizendo que de agora em diante a Caixa de Preocupações vai morar na sala de aula e poderá ser utilizada pelos alunos sempre que precisarem. Se necessário, estabeleça algumas regras para o seu uso. 176 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 4/6 Lembre aos alunos que quando quiserem compartilhar uma preocupação com você, eles devem escrever o próprio nome na preocupação, caso contrário, devem apenas escrever a preocupação, sem incluir seu nome. Comunique também que você está sempre à disposição para conversar individualmente com cada um deles sobre os assuntos que os preocupam. DIFERENCIAÇÃO: É possível que alguns alunos tenham dificuldade em reconhecer suas preocupações ou identificar um motivo para elas. Isso ocorre porque as crianças ainda estão em processo de desenvolvimento emocional e podem ainda não ter muita consciência sobre o que ou como se sentem. Você pode ajudar esses alunos com perguntas concretas, como: “Você tem medo de alguma coisa?”, “Você às vezes acha que algo pode dar errado?” e “Algum sentimento ou situação te incomoda?”. Outros alunos que já conseguem identificar suas preocupações podem não se sentir à vontade em escrever ou desenhá-las. Lembre essas crianças que elas têm a opção de não escrever o nome no papel,para assim não serem identificadas. Informe-as, também, que a única pessoa que vai ler as preocupações dentro da caixa é você. Talvez o aluno ainda não tenha desenvolvido muita confiança em você, professor(a). Portanto, use essa oportunidade para fortalecer o vínculo entre vocês. Se um aluno realmente não quiser incluir sua preocupação na Caixa de Preocupações, sugira que ele pratique o exercício e guarde sua preocupação consigo. Também pode ocorrer de haver alunos que nao estão preocupados com nada no momento da atividade. Não há problema, explique que a caixa ficará na sala e eles poderão utilizá-la quando acharem que têm uma preocupação que gostariam de compartilhar. Além disso, é provável que apareçam preocupações bastante distintas entre seus alunos. Uma criança pode escrever sobre medo de escuro enquanto outra pode estar preocupada com saúde de um parente próximo. Portanto, enfatize que a Caixa de Preocupações é para todos os tipos de preocupações. Assim, procure garantir que todas as crianças se sintam à vontade para incluir a preocupação que quiserem dentro da caixa. A Caixa de Preocupações tem a finalidade de ajudar as crianças a se expressarem e nomearem o que já sentem. Se o aluno achar demasiadamente doloroso escrever/desenhar sobre uma determinada situação ou sentimento, ele pode sempre escolher uma outra preocupação com a qual ele tenha mais facilidade de entrar em contato. Ademais, a Caixa de Preocupações é uma atividade optativa e, portanto, o aluno só irá utilizá-la se assim quiser. É possível que alguns alunos tenham preocupações consideradas graves. Sendo assim, essa atividade pode fazer com que você, professor(a), tome consciência de uma situação que precise ser resolvida imediatamente, como, por exemplo, a violência doméstica. Em casos como esse, tome todas as medidas necessárias, juntamente com a direção da escola, para garantir a proteção integral dos direitos da criança e do adolescente. Entretanto, faço-o garantindo que todos os procedimentos éticos sejam respeitados. 177 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 5/6 AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos foram capazes de escrever e/ou desenhar um motivo de preocupação. Escute os relatos deles sobre a experiência de escrever e/ou desenhar uma preocupação e “jogá-la” na caixa. Com isso, analise os possíveis benefícios da atividade. Ao longo do tempo, observe se a Caixa de Preocupações é uma estratégia eficiente para ajudar seus alunos a identificarem seus medos, ansiedades e preocupações. CRIANDO UMA ROTINA: Coloque a Caixa de Preocupações em um local de fácil acesso na sala de aula. Sempre que possível, incentive o uso dela: “Tiago, que tal jogar essa sua preocupação dentro da caixa?” Leia as preocupações dos alunos no final do dia e procure oportunidades para conversar com eles sobre o que os afligem. Por exemplo: “Marcelo, eu li que você está preocupado com a prova de matemática na sexta-feira. Tem alguma coisa que eu possa fazer para te ajudar? Na quinta nós vamos fazer uma revisão e tirar dúvidas, então traga suas perguntas para a aula, tá bom? E lembre-se de respirar fundo para estar calmo durante a prova” e “Juliana, eu vi que você está preocupada com o seu irmão. Você gostaria de conversar sobre isso?”. É importante que esses convites para conversar com você, professor(a), sejam realizados individualmente, para não expor os alunos. Além disso, tome todas as providências para garantir que apenas você tenha acesso ao conteúdo incluído na caixa. Deste modo, você garante o sigilo, elemento fundamental para o bom andamento da atividade. 178 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CAIXA DE PREOCUPAÇÕES • INTERVENÇÕES • 6/6 ANEXO 1 Exemplo para montagem da Caixa de Preocupações › Arrume uma caixa grande com tampa › Forre a caixa e a tampa com papeis coloridos ou desenhos › Corte uma abertura na caixa para a inserção dos papeis. Pode ser no alto ou na parte da frente › Escrever “Caixa das Preocupações” em lugar visível › Imagem de referência da Caixa de Preocupações para professor: Fonte: https://www.sacredheartgateshead.org/worry-box-you-talk-we-listen/ CAIXA DE PREOCUPAÇÕES CAIXA DE PREOCUPAÇÕES 179 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 1/9 PEDIR AJUDA OU CONVERSAR Nesta atividade, o(a) professor(a) lerá cartas com diferentes situações e comportamentos. Os alunos precisarão avaliar cada uma para decidir se devem ou não reportar aquela situação ou comportamento a um adulto. Durante esse jogo, o professor ensinará a diferença entre contar para um adulto sobre o comportamento de alguém, como forma de denunciar ou pedir ajuda, ou conversar com o colega para resolver a situação. JUSTIFICATIVA: O propósito desta atividade é ensinar aos alunos a diferença entre avisar e pedir ajuda ao professor sobre uma situação preocupante ou conversar diretamente com o colega para resolver uma situação. A intervenção ensina que contar ou denunciar sobre algo que um amigo fez não é uma boa solução para resolver problemas interpessoais ou de outros contextos e oferece alternativas para os alunos poderem gerir situações problemáticas de uma forma mais adequada. Com isso, espera-se que os alunos fortaleçam sua autoconfiança na resolução de conflitos e desenvolvam mais empatia pelos seus colegas, confiando assim em suas boas intenções. A atividade trabalha intencionalmente a iniciativa social e a assertividade ao incentivar alunos a resolverem problemas sociais através do diálogo. Ela também oferece uma oportunidade para os alunos aprenderem a lidar com frustrações sociais (tolerância à frustração). FORMATO: Intervenção MACROCOMPETÊNCIA: ENGAJAMENTO COM OS OUTROS AMABILIDADE RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Assertividade › Iniciativa social › Confiança › Empatia › Autoconfiança › Tolerância à frustração As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 180 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 2/9 DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Relato oral/Registro formal e informal › Habilidade: (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão distinguir situações e comportamentos que devem ou não pedir ajuda a um(a) adulto(a). DURAÇÃO: 10 minutos MATERIAIS: › Cartazes: Pedir ajuda ou conversar; (ANEXO 1) › Cartas: Pedir ajuda ou conversar?; (ANEXO 2) › Fita adesiva. PREPARAÇÃO PARA AULA: › Preparar as palavras “pedir ajuda ou conversar” de acordo com as imagens de referência. PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte aos alunos se eles sabem o que significa avisar para um adulto sobre o comportamento de alguém, no sentido de denunciar ou entregar o colega. 181 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 3/9 Escute algumas respostas e defina: “É quando você conta para alguém, seus pais ou um professor, por exemplo, o que outra pessoa fez ou disse, semantes ter conversado com ela.” Depois, pergunte à turma o que é pedir ajuda e escute algumas respostas. Possivelmente, você escutará definições parecidas com as de antes. Defina: “Quando pedimos ajuda, geralmente estamos passando por alguma situação perigosa e não estamos conseguindo resolver um problema sozinho”. DEFINIÇÃO DOS TERMOS: Explique que, quando avisamos algo a alguém, fazemos isso para informar a pessoa de um possível perigo ou problema. Esclareça que o aviso é importante para prevenir que algo ruim aconteça. Diga que, quando avisamos o professor sobre o comportamento de alguém, fazemos isso para impedir que essa pessoa se machuque ou machuque o outro. Explique que esses machucados podem ser físicos ou emocionais, como o bullying e a falta de respeito. Também avisamos algo a um adulto quando achamos que não conseguimos gerir a situação sozinhos. Informe que avisar para pedir ajuda é bem diferente de avisar para dedurar o amigo e esperar uma possível punição para ele. Explique que a diferença está na intenção da criança ao contar uma situação para um adulto. Conte que, muitas vezes, não há necessidade de avisar sobre o comportamento do amigo, pois é possível conversar com ele para resolver o problema. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE: Coloque um cartaz com a palavra “Pedir ajuda” em um canto da sala e um com a palavra “Conversar” no outro canto. Avise que você vai ler diferentes situações e os alunos precisarão decidir, em cada caso, se nesta situação o ideal seria contar para pedir ajuda ou conversar. Explique que, caso escolham contar determinada situação a um adulto por uma questão de segurança ou preocupação, eles devem ir para perto do cartaz “Pedir ajuda”. Porém, caso acreditem que não precisam avisar ao adulto, pois o problema é pequeno e pode ser resolvido entre eles, devem ir para perto do cartaz “Conversar”. Porém, se acaso eles, após ouvirem a situação, acharem que precisariam de ajuda para resolver, pois não sabem o que fazer nessa situação, eles devem ir para perto do cartaz “Pedir ajuda”. PARTICIPAÇÃO: Leia as situações das cartas Pedir ajuda ou Conversar? e peça que os alunos se posicionem de acordo com cada situação. Diga para eles não se basearem no julgamento do amigo, pois devem ir para o lado que acreditam que fariam nas situações apresentadas. Possivelmente, ocorrerão situações em que os alunos terão opiniões diferentes. Se isso acontecer, questione os motivos por trás de suas escolhas e promova uma conversa com todos da sala, mas com a finalidade de refletir sobre o que deveria ser feito, atribuindo assim, significado para a atitude esperada. Ao conversar sobre situações que devem ser reportadas a um adulto, enfatize a importância de avisar ocorridos que envolvam perigo, injustiça ou possam prejudicar alguém, seja fisicamente ou emocionalmente. Faça perguntas, como: “Vocês acham que esta situação tem perigo?”; 182 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 4/9 “Alguém pode se machucar?”; “Houve bullying ou uma injustiça?”; “Alguém pode ficar muito triste com isso?”. Ao conversar sobre situações que não precisam ser avisadas a um adulto, questione a gravidade daquele problema: “É um problema grande ou pequeno?”. Pergunte, ainda, se poderia ser resolvido sem um adulto ou até ignorado. É importante conversar com os alunos sobre como eles poderiam resolver o conflito entre si e que estratégias eles poderiam utilizar nestes casos mais simples. Ou seja, caso as crianças optem por conversar, reflita com eles sobre o que poderia ser dito ao colega e de qual forma (exemplo: tom de voz), a fim de ampliar o repertório deles de resolução de conflitos. ENCERRAMENTO: Encerre a atividade pedindo que os alunos definam, novamente, as palavras conversar e pedir ajuda. Peça que, de agora em diante, eles reflitam sobre o que aprenderam antes de reportar uma situação a um adulto. DIFERENCIAÇÃO: Esta atividade pode ser adaptada a crianças de diferentes idades e em diferentes estágios de leitura. Você pode ler as situações das cartas ou pedir que os alunos o façam em voz alta. As 10 cartas extras também podem ser usadas para tornar a atividade mais apropriada à faixa etária de sua turma, pois você pode criar cenários familiares àquela idade. Essas mesmas cartas podem ser usadas para criar situações que sejam culturalmente relevantes para os seus alunos. Você também tem a opção de excluir situações que não se apliquem ao contexto da escola, deixando algumas cartas de lado. Se você tiver alunos com dificuldades físicas em sua turma, avalie se a proposta de andar para diferentes cantos da sala é viável para eles. Caso não seja, faça acomodações. Você pode, por exemplo, pedir que os alunos levantem a mão direita para dizer “conversar”, a mão esquerda para dizer “pedir ajuda” e as duas mãos quando estiverem na dúvida. Outra solução seria ler as situações para a turma e pedir que as crianças apenas respondam. O importante, aqui, é que todos possam participar e refletir sobre as respostas. AVALIAÇÃO: Avalie a habilidade de seus alunos quanto à distinção de situações que devem ou não reportar a um adulto. Perceba se as crianças conseguem fazer essa distinção e, se achar necessário, faça anotações. Compare, também, as definições dos alunos para as palavras Pedir ajuda e Conversar no início e no fim da aula. Perceba se eles entenderam a diferença entre uma coisa e outra e se as definições se tornaram mais específicas depois da prática. Isso vai lhe ajudar a perceber o impacto da atividade. Ao longo dos próximos dias e semanas, avalie a efetividade da intervenção, percebendo se as crianças estão se queixando menos e conseguindo resolver problemas do cotidiano da escola entre si. Ainda, se estão buscando por ajuda quando necessário e refletindo sobre como poderiam resolver a situação. Repare, também, se os alunos agora lembram uns aos outros de quando devem ou não chamar um adulto. Frases como “Não precisa chamar a professora, a gente resolve!” indicam que a atividade teve sucesso. 183 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS PEDIR AJUDA OU CONVERSAR • INTERVENÇÕES • 5/9 CRIANDO UMA ROTINA: Após esta atividade, sempre questione os alunos que vierem contar sobre os comportamentos dos outros. Se necessário, repita as perguntas feitas durante a atividade, como: “Alguém pode ficar muito triste com isso?”; “Alguém está correndo perigo?”; “Esse problema é grande ou pequeno?”. Quando necessário, lembre seus alunos de que denunciar não é legal e incentive-os a resolver seus problemas sozinhos. É importante que você auxilie o aluno a refletir sobre o melhor modo de resolver aquela situação e que ele pode acioná-lo sempre que tiver dúvidas sobre como agir. 184 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S Imagem de referência: PEDIR AJUDA OU CONVERSAR Recortar e colar nas paredes de cada lado da sala de aula A N EX O 1 PE D IR A JU D A O U C O N VE R SA R • IN TE R VE N Ç Õ E S • 6 /1 0 185 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S A N EX O 2 PE D IR A JU D A O U C O N VE R SA R • IN TE R VE N Ç Õ E S • 7 /1 0 EU ESTAVA PASSANDO E UM AMIGO ME MOSTROU A LÍNGUA UMA AMIGA ENTROU NA FILA NA MINHA FRENTE SEM PEDIR NA HORA DO RECREIO, DUAS CRIANÇAS COMEÇARAM A BRIGAR DANDO CHUTES E SOCOS UM AMIGO MEU ESTÁ SOFRENDO BULLYING NA ESCOLA TODOS OS DIAS EU VI UMA CRIANÇA RASGANDO UM LIVRO NA BIBLIOTECA DA ESCOLA UM MENINO PEGOU O LÁPIS QUE EU ESTAVA USANDO E NEM ME PEDIU POR FAVOR NA HORA DO RECREIO, NINGUÉM QUIS BRINCAR COMIGO EU VI UMA MENINA CORRENDO NO CORREDOR DA ESCOLA E ISSO É PROIBIDO UMA MENINA ESTAVA CORRENDO, CAIU NO CHÃO E SE MACHUCOU UMA CRIANÇA ME DEU UM CHUTEO MENINO QUE SENTA AO MEU LADO NÃO ESTÁ FAZENDO A TAREFA MINHA MELHOR AMIGA COMPARTILHOU COM OUTROS COLEGAS UM SEGREDO QUE EU CONTEI SOMENTE PARA ELA UM COLEGA ME CHAMOU DE BURRO QUANDO EU TIREI UMA NOTA BAIXA NO TESTE EU EMPRESTEI MEU CADERNO PARA UMA COLEGA LEVAR PARA CASA E COPIAR A LIÇÃO, MAS ELA NÃO TROUXE MEU CADERNO NO DIA SEGUINTE Cartas: PEDIR AJUDA OU CONVERSAR? 186 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S PE D IR A JU D A O U C O N VE R SA R • IN TE R VE N Ç Õ E S • 8 /9 187 IN IC IA N D O O D IÁ LO G O P AR A D E SE N VO LV E R C O M PE TÊ N C IA S SO C IO E M O C IO N AI S PE D IR A JU D A O U C O N VE R SA R • IN TE R VE N Ç Õ E S • 9 /9 A N EX O 2 10 cartas para o professor usar 189 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 1/6 RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS Respirando as Formas Geométricas é uma atividade que pode ser usada de forma individual ou com a turma inteira. Os alunos irão respirar de forma lenta e profunda enquanto acompanham os traços de linhas em formato de figuras geométricas, desenhadas no papel. A cada linha percorrida, o aluno deverá ora inspirar e ora expirar. A atividade será acompanhada por uma música de fundo auxiliando no relaxamento dos alunos. JUSTIFICATIVA: O propósito desta intervenção é fazer com que, através da respiração, os alunos entrem em um estado de foco, tranquilidade e relaxamento, para assim poderem aprender melhor, desfrutar de relacionamentos sociais e aproveitar a escola. O foco é uma competência importante porque nos ajuda a ter concentração em uma tarefa e ignorar as outras distrações. Além disso, esta prática pode ser utilizada de forma individual para auxiliar alunos a administrar sentimentos e emoções fortes. Através do exercício da respiração, a criança torna-se mais capaz de lidar com a preocupação, a raiva e a irritação, assim como em situações em que está mais agitada ou dispersa. Dessa forma, esta atividade também fortalece a tolerância ao estresse dos alunos. CONTEXTO: Esta atividade pode ser utilizada com um grupo de alunos ou com a turma inteira. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Foco › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 190 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 2/6 O professor deve fazer esta escolha de acordo com as suas observações e as necessidades de seus alunos. Esta atividade poderá ser utilizada com a turma toda em momentos agitados, como a volta do recreio, com o objetivo de criar uma transição e preparar os alunos para a aula. FORMATO: Intervenção DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Matemática. <<Essa atividade pode ser realizada durante qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA (1° AO 5° ANO) PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. Objeto de Conhecimento: Escuta de textos orais › Habilidade: (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. COMPONENTE: MATEMÁTICA (1° ANO) UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas: reconhecimento do formato das faces de figuras geométricas espaciais › Habilidade: (EF01MA14) Identificar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em contornos de faces de sólidos geométricos. 191 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 3/6 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão praticar a respiração enquanto traçam as linhas de figuras geométricas, como forma de acalmá-los e auxiliar na concentração para a aula, além de propiciar o conhecimento para os alunos destas formas. DURAÇÃO: 5 a 15 minutos MATERIAL OPCIONAL: › Lápis e borracha; › Folhas de papel; › Caneta ou lápis de cor; › Aparelho de som ou celular; › Músicas para relaxamento. COMPONENTE: MATEMÁTICA (2° ANO) UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo): reconhecimento e características › Habilidade: (EF02MA15) Reconhecer, comparar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo), por meio de características comuns, em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em sólidos geométricos. COMPONENTE: MATEMÁTICA (3° ANO) UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo): reconhecimento e análise de características › Habilidade: (EF03MA15) Classificar e comparar figuras planas (triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo) em relação a seus lados (quantidade, posições relativas e comprimento) e vértices. COMPONENTE: MATEMÁTICA (5° ANO) UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA Objeto de Conhecimento: Figuras geométricas planas: características, representações e ângulos › Habilidade: (EF05MA17) Reconhecer, nomear e comparar polígonos, considerando lados, vértices e ângulos, e desenhá- los, utilizando material de desenho ou tecnologias digitais. OBS: A BNCC não inclui “figuras geométricas planas” como um objeto de conhecimento para alunos do 4° ano do Ensino Fundamental. 192 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 4/6 PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Pergunte aos alunos sobre as formas geométricas que eles conhecem. Escute algumas respostas e desenhe-as no quadro ou opte por pedir para os alunos se levantarem e desenharem aquelas que conhecem no quadro, nominando-as. Depois, comente sobre momentos em que você sente a turma agitada ou dispersa e que, possivelmente, eles iriam se beneficiar da prática da respiração concentrada: “Quando voltamos do recreio, às vezes vocês ainda estão muito agitados. Como vocês estão menos focados, fica mais difícil aprender”. Explique que respirar com consciência é muito importante. Ressalte que: “Quando prestamos atenção em nossa respiração nos sentimos bem, focamos mais e conseguimos ir nos acalmando”. E o que tem as figuras geométricas com isso? Conte que é possível aliar o ritmo da respiração com o traçado das formas geométricas e que, a partir desse movimento, eles podem se acalmar, ao mesmo tempo em que memorizam essas figuras. Avise que hoje você vai colocar uma música antes de começar a aula para praticarem o Respirando as formas geométricas. DEMONSTRAÇÃO: Aponte para uma forma geométrica desenhada no quadro e avise que ela servirá como exemplo para o início da atividade. É importante que os alunos, além do formato, também saibam os nomes de cadafigura. Questione os alunos sobre as palavras inspirar e expirar. Se necessário, defina cada termo, como: “Inspirar quer dizer puxar o ar para dentro e expirar é quando soltamos o ar para fora” e demonstre a ação. Depois, peça para os alunos inspirarem e expirarem e verifique se eles entenderam o conceito. Explique que, ao longo da música, façam o exercício de inspiração e expiração: eles devem inspirar enquanto acompanham com o dedo ou lápis uma reta da figura e, ao começar a outra reta, devem expirar. A inspiração e expiração devem ser lentas para que seja possível traçar, com calma, até o final da reta (lado da figura geométrica). Demonstre essa ação puxando o ar pelo nariz e soltando pela boca. Comece inspirando e, ao passar para o próximo lado da forma, solte o ar. Após completar todos os lados da forma escolhida, repita a ação e peça para os alunos te acompanharem dessa vez. Solicite que eles usem o dedo para desenhar a forma geométrica no ar enquanto respiram junto com você. No caso do círculo, explique que você demarcará dois pontos na circunferência. O primeiro é o de partida e o segundo indica quando os alunos devem começar a expirar. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Você(s) deve(m) inspirar ou expirar ao acompanhar os traços de cada lado da forma geométrica” PRÁTICA: Peça para cada aluno escolher uma forma geométrica para praticar a respiração. Se for necessário, use as formas geométricas desenhadas 193 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 5/6 no quadro como referência para eles. Avise que é importante que cada criança escolha uma forma geométrica que conheça bem. Comunique que você irá marcar três minutos e que os alunos devem fazer o exercício de usar uma forma geométrica para respirar. Você, professor(a), deve decidir se os alunos vão desenhar a forma no ar ou em um pedaço de papel. Isso vai depender da idade e do comportamento deles. A prática de usar um lápis e papel pode ajudar crianças que têm maior necessidade de segurar um objeto para focar. Anuncie quando iniciar e terminar o tempo determinado. Ao decorrer da música, passe mais algumas instruções como: “Percebam se o seu coração está batendo mais devagar ou ainda continua a bater rápido”. “Percebam também como está seu corpo, se ele está mais relaxado ou permanece mais rígido”. Quando a música acabar, peça para que eles se sentem em roda. ENCERRAMENTO: Em roda, questione os alunos sobre a prática: “Como foi usar uma forma geométrica para respirar? Como foi ouvir a música e trabalhar a respiração ao mesmo tempo?”, “Como vocês estão se sentindo?”, “Como estavam se sentindo antes do exercício?”, “Houve alguma mudança? Qual?”. Depois de conversar com a turma sobre a atividade, anuncie que ela será implementada para ajudá-los a focar e se acalmar – em diversos momentos. Diga que vocês poderão praticá-la juntos, como fizeram hoje, ou individualmente. DIFERENCIAÇÃO: Durante esta atividade, é importante considerar que algumas crianças irão demonstrar mais facilidade que outras para focar no exercício de respiração. Lembre-se que cada aluno tem o seu próprio tempo de foco e procure respeitá-lo, adaptando as suas expectativas de acordo com o seu conhecimento sobre as crianças. Se necessário, sugira que um aluno mais disperso escolha um lugar que facilite a sua concentração. Outra possibilidade seria ficar próximo a este aluno e fazer o exercício junto com ele. Outra diferenciação possível envolve a forma como os alunos irão usar ou desenhar as formas geométricas. Alguns alunos irão se beneficiar de desenhar a forma em um papel enquanto respiram. Segurar o lápis e se ocupar do desenho aumentará a concentração de algumas crianças. Outra ideia seria dar ao aluno uma folha com várias formas geométricas já desenhadas e pedir para ele usar o dedo para contornar as laterais das formas enquanto respira. Esta atividade motora também estimulará o foco de algumas crianças. AVALIAÇÃO: Avalie se os alunos conseguiram usar a forma geométrica para praticar a respiração. Observe o comportamento deles antes e após a atividade para verificar se houve alguma mudança significativa, e se a atividade foi uma maneira eficiente de acalmá-los e prepará-los para aula. Além disso, escute o relato das crianças sobre o efeito que o exercício teve nelas. Por fim, aproveite a ocasião para conferir o conhecimento da turma sobre as formas geométricas. Isso poderá auxiliar o seu ensino nas próximas aulas de matemática. 194 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS RESPIRANDO AS FORMAS GEOMÉTRICAS • INTERVENÇÕES • 6/6 CRIANDO UMA ROTINA: Esta atividade pode ser utilizada em momentos pontuais, em que um ou mais alunos possam se beneficiar de uma pausa para a respiração, ou em horários pré-determinados. Você, professor(a), pode definir um momento do dia ou da semana para este exercício. Sendo assim, recomendamos escolher momentos de transição, como a volta do recreio ou do almoço, em que as crianças costumam ficar mais agitadas. Dessa forma, esta atividade pode se tornar rotina da turma. 195 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 1/8 ROLETA DE OPÇÕES Esta atividade consiste na criação de uma roleta com opções de estratégias para ajudar os alunos a lidarem com situações que envolvem a experiência de emoções difíceis. Depois de construída, a Roleta de Opções se tornará uma ferramenta para os alunos utilizarem quando sentirem necessidade. As estratégias presentes na Roleta de Opções visam ajudar a criança a se acalmar, permanecer no ambiente de sala de aula e voltar à atividade que foi interrompida em consequência de uma situação que envolve emoções difíceis de manejar. JUSTIFICATIVA: Esta atividade tem o objetivo de fortalecer as competências relacionadas à resiliência emocional. A Roleta de Opções inclui estratégias para ajudar os alunos a lidarem com situações que envolvem a experiência de emoções difíceis, como raiva, medo, tristeza, frustração, ansiedade, preocupação ou estresse. Para manejar estas situações, a tolerância à frustração e a tolerância ao estresse precisam ser desenvolvidas e/ou fortalecidas. Além disso, ser capaz de lidar com essas emoções de forma construtiva tem impacto positivo no desenvolvimento da autoconfiança. A ferramenta também promove a autonomia das crianças. Por um lado, elas precisam identificar quando sentem emoções difíceis em consequência de algum acontecimento na escola; por outro, precisam assumir responsabilidade pela sua regulação, realizando a estratégia sugerida pela Roleta de Opções. MACROCOMPETÊNCIA: AUTOGESTÃO RESILIÊNCIA EMOCIONAL Competências que podem ser trabalhadas: › Responsabilidade › Autoconfiança › Tolerância à frustração › Tolerância ao estresse As competências abaixo marcadas em negrito são prioritárias nessa atividade. 196 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 2/8 FORMATO: Intervenção DISCIPLINA(S) INTEGRADA(S): Língua Portuguesa; Artes. <<Essa atividade pode ser realizada em qualquer disciplina>> RELAÇÃO COM A BNCC: COMPONENTE: LÍNGUA PORTUGUESA PRÁTICA DE LINGUAGEM: ORALIDADE Objeto de Conhecimento: Oralidade pública/ Intercâmbio conversacional em sala de aula › Habilidade: (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Objeto de Conhecimento: Escuta atenta › Habilidade: (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Objeto de Conhecimento: Características da conversação espontânea › Habilidade: (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial,respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. Objeto de Conhecimento: Escuta de textos orais › Habilidade: (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. COMPONENTE: ARTES UNIDADE TEMÁTICA: ARTES VISUAIS Objeto de Conhecimento: Materialidades › Habilidade: (EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia etc.), fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais. Objeto de Conhecimento: Processos de criação › Habilidade: (EF15AR05) Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade. 197 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 3/8 PLANO DE AULA OBJETIVO: Os alunos irão listar estratégias que podem ajudá-los a lidar com experiências de emoções difíceis. DURAÇÃO: 60 minutos MATERIAIS: › Materiais necessários para fazer a Roleta de Opções, como: papéis coloridos, cola, tesoura, cartolina, grampo ou pino. › Material para desenho e escrita, como: caneta hidrográfica, lápis de cor, giz de cera etc. › Material opcional: livro ou história que fale sobre a experiência de emoções difíceis e de como lidar com elas. (sugestões ANEXO 1) › Modelo para fazer a Roleta de Opções. (ANEXO 2) PROCEDIMENTO: CONEXÃO: Ao introduzir esta atividade, você, professor(a), pode optar por ler uma história sobre a experiência de emoções fortes. Opcionalmente você pode seguir direto para a etapa de “Participação”. Entretanto, o uso da história pode ser importante porque oferece às crianças a possibilidade de perceberem que elas não são as únicas que sentem emoções difíceis; outras crianças (como a personagem do livro, por exemplo) também experienciam estas emoções. PARTICIPAÇÃO: Questione os alunos sobre situações em que sentiram emoções difíceis. Se você tiver contado uma história, faça conexões com as emoções sentidas pela personagem. Explique que sentir emoções negativas pode ser algo natural, todos podemos nos sentir assim, às vezes. O importante é sabermos que elas são temporárias e que podemos lidar com elas de forma construtiva, para que voltemos a nos sentir bem o mais rápido possível. Diga que às vezes quando sentimos uma emoção muito forte como raiva, medo ou tristeza, nós temos dificuldade em controlar o nosso comportamento (por exemplo, podemos ser rudes, gritar com alguém, podemos nos recusar a participar de uma brincadeira ou ajudar um colega). Explique que isso acontece porque emoções muito fortes ocupam um espaço grande na nossa mente, atrapalham o nosso pensamento e por isso acaba sendo difícil agir de forma tranquila, clara e racional. PREPARAÇÃO PARA AULA: Decida como será construída a Roleta de Opções (ver modelo de referência). É importante que se incluam entre oito e 10 espaços para estratégias e uma seta que se movimente. Para ser possível construir a Roleta de Opções, é necessário organizar todos os materiais que serão utilizados. 198 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 4/8 Portanto, quando experimentamos emoções difíceis nem sempre conseguimos fazer as melhores escolhas. Pergunte aos alunos se isso já aconteceu com eles: “Vocês já deixaram de fazer uma boa escolha por causa de uma emoção forte?”; “Uma emoção forte já fez vocês fazerem algo de que se arrependeram depois?”. Diga que quando sentimos uma emoção forte, que nos impede de fazer boas escolhas, a melhor coisa é esperar ela passar. Explique que da mesma forma que as emoções vêm, elas também vão embora. Por isso, é importante não agir de modo precipitado quando sentimos emoções difíceis. O melhor será pensar e se acalmar antes de agir. Podemos nos perguntar: Temos um plano para enfrentar as nossas emoções e conseguir superá-las? Assim, evitamos agir de maneira impulsiva, podendo magoar o outro ou piorar ainda mais uma situação. Com esse plano, conseguimos administrar o nosso comportamento e nos acalmar para depois retomar o que estávamos fazendo. EXPLICAÇÃO DO OBJETIVO: “Hoje nós vamos refletir sobre e listar estratégias para lidar com emoções difíceis”. ATIVIDADE – LISTA DE ESTRATÉGIAS: Solicite que os alunos fechem os olhos e tentem lembrar de uma situação em que sentiram uma emoção difícil, em um momento que era complicado manter a calma. Peça que reflitam sobre a maneira como agiram naquele momento e se acham que poderiam ter agido de maneira diferente. Em seguida, diga para os alunos abrirem os olhos. Solicite que dois voluntários contem sobre como se sentiram e agiram na situação que lembraram. Comente, novamente, sobre como temos dificuldade para fazer boas escolhas quando estamos sentindo uma emoção difícil, negativa. Lembre-os que o ideal é que primeiro a gente se acalme para depois poder agir de uma forma construtiva. Peça para que os alunos pensem e listem estratégias que podem tentar usar para se acalmar e lidar com situações que envolvam emoções difíceis. Se possível, use o(s) exemplo(s) dado(s) pelos próprios alunos: “O João contou que sentiu muita raiva quando a sua irmã quebrou o seu carrinho de brinquedo. O que o João poderia ter feito para se sentir melhor?” Anote, no quadro, as estratégias sugeridas pelos alunos. Se necessário, dê algumas ideias. Alguns exemplos são: › Contar até 30; › Fazer 10 respirações profundas; › Falar sobre o que sente; › Desenhar o que sente; › Escrever sobre o que sente; › Beber lentamente um copo de água; 199 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 5/8 › Fazer um intervalo; › Ir no banheiro para sair da situação; › Conversar com um colega; › Pedir ajuda. É importante que você, professor(a), adapte esta lista para melhor atender os seus alunos. Considere a idade das crianças e os tipos de emoções e comportamentos que você mais precisa trabalhar com elas. Se os seus alunos já estiverem familiarizados com atividades disponíveis neste material, como: Respirando as formas geométricas, Eu preciso de um intervalo ou Pote da tempestade vocês podem incluir as ideias aqui como possíveis estratégias para lidar com emoções difíceis. EXPLICAÇÃO DA ATIVIDADE – CRIANDO UMA ROLETA DE OPÇÕES: Diga que vocês vão montar uma Roleta de Opções, que será uma ferramenta para ajudar os alunos a lembrarem das tantas opções de estratégias que eles podem usar quando precisarem lidar com emoções muito fortes. Se acreditar ser necessário, explique o que é uma roleta: A roleta é um círculo com uma seta no meio. Essa seta é parecida com o ponteiro de um relógio, pois ela dá voltas no círculo. Em um jogo de roleta, o jogador dá um peteleco na seta, a seta começa a rodar e o jogador espera para ver onde a seta parou”. Comunique que essa roleta vai se chamar Roleta de Opções porque quando sentimos emoções fortes sempre temos a opção de escolher uma estratégia que nos ajude a nos acalmar. Aproveite para dar qualquer outra explicação necessária para a feitura da roleta. Solicite que os alunos reflitam sobre as estratégias listadas e selecionem oito ou 10 delas que consideram mais eficientes para lidar com emoções fortes. Você pode incluir uma votação. Após a seleção, avise que estas oito ou 10 estratégias serão incluídas na roleta. CRIANDO UMA ROLETA DE OPÇÕES: Crie a Roleta de Opções com os alunos. Procure incentivar a participação de diferentes alunos nesse processo. ENCERRAMENTO: Ao terminar a Roleta de Opções faça combinados com os alunos sobre como e quando utilizá-la. Avise que dapróxima vez que sentirem emoções fortes, eles podem girar a Roleta de Opções para terem a opção de uma boa estratégia para se acalmarem. Diga que se eles não acharem aquela estratégia apropriada, eles poderão girar a roleta novamente e escolher uma outra opção. Explique que a Roleta de Opções ficará na sala de aula para que eles a usem individualmente quando desejarem. 200 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 6/8 DIFERENCIAÇÃO: Com a Roleta de Opções pronta e exposta em sala de aula, ela deverá ser utilizada por um aluno de cada vez, que terá a opção de girá-la até encontrar uma estratégia que julgue efetiva. Por isso, ela sempre poderá ser diferenciada para atender as necessidades de cada aluno. Como as estratégias foram sugeridas pelos próprios alunos, as opções da roleta são de antemão diferenciadas e relevantes para eles. É importante que você, professor(a), acompanhe o uso da Roleta de Opções e observe quais estratégias funcionam melhor para cada criança. Assim, você pode conversar com o seu aluno e comentar sobre quais estratégias parecem funcionar bem para ele. AVALIAÇÃO: Examine se os alunos são capazes de listar estratégias para ajudá- los a se acalmarem e lidarem com emoções difíceis, negativas. Depois de realizar a atividade Roleta de Opções, avalie se os alunos estão utilizando-a corretamente. Analise, também, a eficiência das estratégias ao observar o impacto delas no comportamento dos alunos. CRIANDO UMA ROTINA: A Roleta de Opções deve estar sempre disponível para uso dos alunos. Sempre que possível, incentive o uso da ferramenta: “Pedro, parece que você está sentindo uma emoção forte, porque não usa a Roleta de Opções para escolher uma estratégia para se acalmar?” Observe os efeitos da atividade ao longo do tempo e faça adaptações de acordo com suas percepções. Se você acreditar que uma estratégia da roleta não é eficiente para ajudar o(s) aluno(s) a lidarem com suas emoções, converse com a(s) criança(s) sobre isso e encontrem uma alternativa para ela. Observe, ao longo do tempo, a eficiência dessa atividade para ajudar os seus alunos a lidarem com emoções fortes. A partir de suas observações, decida se a Roleta de Opções deve ou não deve ser mantida como uma atividade de rotina para os seus alunos. 201 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 7/8 ANEXO 1 Sugestões de livros de história que falam sobre a experiência de emoções difíceis e sobre como lidar com elas. › Menina Amarrotada, Aline Abreu › Tromba Tromba, David McKee › A Raiva, Blandina Franco e José Carlos Lollo › Ernesto, Blandina Franco e José Carlos Lollo › Sinto Medo, Mike Gordon › Sinto Tristeza, Mike Gordon › Vavá e Popó Descobrem as Famílias das Emoções, Miriam Rodrigues › A Lata de Sentimentos, Monica Guttman › Eu Não Tenho Medo, Todd Parr › O Livro dos Sentimentos, Todd Parr › Tenho Monstros na Barriga, Tonia Casarin › Tenho Mais Monstros na Barriga, Tonia Casarin 202 INICIANDO O DIÁLOGO PARA DESENVOLVER COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS ROLETA DE OPÇÕES • INTERVENÇÕES • 8/8 ANEXO 2 Imagem de referência: Roleta de Opções Contar até 30 Fazer 10 respirações profundas Falar sobre o que sente Desenhar o que sente Escrever sobre o que sente Beber lentamente um copo de água Fa ze r u m int erv alo Ir a o ba nh ei ro pa ra s ai r da s it ua çã o Co nv er sa r c om um c ol eg a Pe dir aju da