Logo Passei Direto
Buscar

questões Formação da Literatura Portuguesa 2020 (1)

User badge image
Dhiego Dias

em

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Sabendo que Fernando Pessoa se “dividia” nos chamados heterônimos, marque a alternativa que melhor define aquele que o poeta nomeou de Ricardo Reis.
a. Canta a brevidade da vida e sobre a certeza da velhice e da morte;
b. É o que mais está integrado ao universo, em sintonia com ele;
c. escreveu poemas que representam o futurismo português;
d. É o poeta da simplicidade, por essência.
e. Não se importava com efemeridade da vida;

O heterônimo de Pessoa que mais se “aproximou” do poeta foi:

a. Álvaro de Campos;
b. Fernando;
c. Horácio.
d. Ricardo Reis;
e. Alberto Caeeiro;

Sobre a figura do herói, na prosa da literatura portuguesa realista, marque a alternativa correta:
I – Os heróis eram retratados de forma objetiva com os valores da época.
II – Os heróis eram retratados como personalidades complicadas.
III – Os heróis eram retratados como personalidades simples.
a. Apenas a I e a II estão corretas;

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Sabendo que Fernando Pessoa se “dividia” nos chamados heterônimos, marque a alternativa que melhor define aquele que o poeta nomeou de Ricardo Reis.
a. Canta a brevidade da vida e sobre a certeza da velhice e da morte;
b. É o que mais está integrado ao universo, em sintonia com ele;
c. escreveu poemas que representam o futurismo português;
d. É o poeta da simplicidade, por essência.
e. Não se importava com efemeridade da vida;

O heterônimo de Pessoa que mais se “aproximou” do poeta foi:

a. Álvaro de Campos;
b. Fernando;
c. Horácio.
d. Ricardo Reis;
e. Alberto Caeeiro;

Sobre a figura do herói, na prosa da literatura portuguesa realista, marque a alternativa correta:
I – Os heróis eram retratados de forma objetiva com os valores da época.
II – Os heróis eram retratados como personalidades complicadas.
III – Os heróis eram retratados como personalidades simples.
a. Apenas a I e a II estão corretas;

Prévia do material em texto

OBS: POR FAVOR NÃO COPIEM AS RESPOSTAS 
DAS QUESTÕES DISCURSIVAS. OS TUTORES 
ESTÃO TIRANDO PONTOS E EXPONDO OS NOMES 
DE QUEM COLOCOU RESPOSTAS "MUITO 
PARECIDAS". 
 
questões Formação da Literatura Portuguesa 2020 
 
1.​ A respeito do notório escritor português, José de Saramago, não é correto afirmar: 
Escolha uma: 
 a. Que teve sua obra traduzida para várias línguas; 
 b. Que sua escrita quebrou paradigmas da narrativa clássica; 
 c. Que é o único escritor português que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de Língua 
Portuguesa; 
 d. Que a sua produção se afastava completamente do real e do histórico; 
 e. Que sua escrita tem características inusitadas; 
 
2.​ Para a construção de sua prosa, com características inusitadas, entre outros 
expedientes, Saramago lançava mão de: 
Escolha uma: 
 a. Uso excessivo de parágrafos; 
 ​b. Escrita sem uso de parágrafos; 
 c. Uma pontuação convencional; 
 d. Distinção clara entre discurso direto e indireto; 
 e. Escrita com várias interrupções; 
 
3.​ Marque a opção que apresenta a obra que, com sua publicação, oficializou o 
Neorrealismo em Portugal: 
Escolha uma: 
 a. Gaibéus, de Alves Redol; 
 b. Passagem, de Pessoa; 
 c. Gaibéus, de Ricardo Reis; 
 d. O judeu, de Saramago. 
 e. O judeu, de Alves Redol; 
 
4. ​Sobre o Presencismo, marque a opção que apresenta correção em relação ao que se 
afirma abaixo: 
I – A geração de Presença, entre outros critérios, valorizava a liberdade do artista. 
II – A revista Presença priorizava o que chamavam de “literatura viva”. 
III – José Régio foi o poeta que mais se destacou na geração de Presença. 
b. Todas estão certas 
 
5.​ Sabendo que Fernando Pessoa se “dividia” nos chamados heterônimos, marque a 
alternativa que melhor define aquele que o poeta nomeou de Ricardo Reis. Escolha uma: 
 a. Canta a brevidade da vida e sobre a certeza da velhice e da morte; 
 b. É o que mais está integrado ao universo, em sintonia com ele; 
 c. escreveu poemas que representam o futurismo português; 
 d. É o poeta da simplicidade, por essência. 
 e. Não se importava com efemeridade da vida; 
 
6.​ O heterônimo de Pessoa que mais se “aproximou” do poeta foi: Escolha uma: 
 ​a. Álvaro de Campos; 
 b. Fernando; 
 c. Horácio. 
 d. Ricardo Reis; 
 e. Alberto Caeeiro; 
 
7.​ Marque a alternativa que apresenta aquele que é considerado o maior prosador do 
Realismos português: Escolha uma: 
 a. Antero de Quental, que escreveu o poema “Transcendentalismo”. 
 b. Camilo Castelo Branco 
 c. Herculano, que escreveu “Eurico, o presbítero” 
 d. Cesário Verde, o poeta do cotidiano; 
 ​e. Eça de Queiroz, um homem de grande cultura; 
 
8.​ Sobre a figura do herói, na prosa da literatura portuguesa realista, marque a alternativa 
correta: 
I – Os heróis eram retratados de forma objetiva com os valores da época. 
II – Os heróis eram retratados como personalidades complicadas. 
III – Os heróis eram retratados como personalidades simples. 
 a. Apenas a I e a II estão corretas; 
 
9.​ O movimento literário Barroco em Portugal não apresentou uma grande produção 
literária. Contudo, entre os escritores, destacou-se um, tanto pela obra quanto por suas 
ações. Estamos nos referindo a: 
 a. Santo Agostinho; 
 b. Gregório de Matos; 
 c. Padre Antônio Vieira; 
 d. Padre Anchieta; 
 e. Luís de Camões. 
 
10.​ Conhecido por ser um dos mais importantes poemas épicos de todos tempos, Os 
Lusíadas é dotado de muitas características. Das alternativas abaixo, a única que não 
podemos dizer que se refere a essa epopeia portuguesa é: 
 a. Narra as viagens dos portugueses à Indias; 
 b. Narra a história de Inês de Castro. 
 c. Tem como grande herói o piedoso Eneias; 
 d. Tem como grande herói Vasco da Gama; 
 e. Segue o modelo de grandes poemas épicos gregos e romanos; 
 
11.​ Sobre o homem responsável por reunir os textos dos poetas palacianos, não podemos 
afirmar: 
 a. Que era um homem protegido pelos reis. 
 b. Que não era, também, um poeta; 
 c. Que seja Garcia de Resende; 
 d. Que escreveu sobre a morte de Inês de Castro; 
 e. Que formou o Cancioneiro Geral; 
 
12.​ A respeito das Cantigas produzidas no período que conhecemos como Trovadorismos, 
leia as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta em relação as mesmas: 
I – Nas Cantigas de Amigo, o “eu lírico” aparece pela voz de um homem. 
II – Nas Cantigas de Amor, o “eu lírico” aparece pela voz de uma mulher. 
III – Foram produzidas as chamadas Cantigas de Amor, Cantigas de Amigo e Cantigas de 
Mal dizer e de Escárnio. 
Escolha uma: 
c. Apenas a III está correta; 
 
13.​ ​(FEI - SP) 
 
Autopsicografia 
 
O poeta é um fingidor. 
Finge tão completamente 
Que chega a fingir que é dor 
A dor que deveras sente. 
E os que leem o que escreve, 
Na dor lida sentem bem, 
Não as duas que ele teve, 
Mas só a que eles não têm. 
E assim nas calhas de roda 
Gira, a entreter a razão, 
Esse comboio de corda 
Que se chama coração. 
 
Fernando Pessoa 
 
A palavra título indica que: 
b) o poema tecerá considerações sobre a subjetividade do próprio eu lírico. 
Autopsicografia significa dizer: auto, do grego autós, -ê, -ó, eu mesmo, ele mesmo. Exprime 
a noção de próprio, de si próprio, por si próprio. Psicografia. s. f.1. História ou descrição da 
alma. Podemos dizer que autopsicografia diz respeito a uma pessoa, no caso, o poeta 
Fernando Pessoa, que faz a descrição da sua própria alma, do fazer literário do poeta. 
 
14.​ Leia o poema de Fernando Pessoa para responder à questão. 
 
Autopsicografia 
 
O poeta é um fingidor. 
Finge tão completamente 
Que chega a fingir que é dor 
A dor que deveras sente. 
 
E os que leem o que escreve, 
Na dor lida sentem bem, 
Não as duas que ele teve, 
Mas só a que eles não têm. 
 
E assim nas calhas de roda 
Gira, a entreter a razão, 
Esse comboio de corda 
Que se chama o coração. 
 
(Obra poética, 1984.) 
 
Se for considerada a temática predominante nas obras de Fernando Pessoa (ele-mesmo, 
ortônimo) e nas obras de seus heterônimos mais conhecidos, é correto afirmar que o poema 
“Autopsicografia” pode ser atribuído a 
c) Fernando Pessoa, ele-mesmo, ortônimo. 
 
15.​ Leia o texto a seguir: 
 
AUTOPSICOGRAFIA 
 
O poeta é um fingidor. 
Finge tão completamente 
Que chega a fingir que é dor 
A dor que deveras sente. 
E os que leem o que escreve, 
Na dor lida sentem bem, 
Não as duas que ele teve, 
Mas só a que eles não têm. 
E assim nas calhas [trilhos] de roda 
Gira, a entreter a razão, 
Esse comboio [trem] de corda 
Que se chama o coração. 
 
(PESSOA, Fernando. “Autopsicografia”. In: Obra Poética. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova 
Aguilar, 1986. p. 164-5) 
 
Acerca do poema de Fernando Pessoa (1888-1935), é correto afirmar: 
c) O texto exemplifica uma reflexão acerca da ficção poética e esclarece a concepção de 
arte do autor. 
 
16.​ ​(UFPA) 
Com referência ao romance O crime do padre Amaro, de Eça de Queirós, a única afirmação 
INCORRETA​ é: 
 
a) influenciado pelas teorias do Naturalismo, o autor procura demonstrar que o meio social e 
a educação religiosa é que determinam o comportamento do indivíduo. 
 
b) influenciado pelas teorias do Naturalismo, Eça procura demonstrar que os antecedentes 
de raça e as taras sexuais é que determinam o comportamento de Amaro e Amélia. 
 
c) adotando os pressupostos da estética realista, o autor critica os efeitos nocivos da arte 
romântica sobre o caráter de Amélia. 
 
d) tendo por base uma consciência crítica, tipicamente realista, o escritor defende a ideia de 
que a moral católica, fundada somente em dogmas, opõe-se em tudo à moral natural. 
 
e) tendo por base uma orientação tipicamente realista, o escritor critica o domínio que os 
padres, por meio de sacramentos como a confissão, exercem sobre os fiéis. 
 
17.​ ​(UFU-MG) 
E vós, Tágides minhas, pois criado 
Tendes em mim um novo engenho ardente, 
Se sempre em verso humilde, celebrado 
Foi de mim vosso rio alegremente, 
Dai-me agora um som alto, e sublimado, 
Um estilo grandíloco e corrente, 
Porque de vossas águas Febo ordene, 
Que não tenhainveja às de Hipocrene. 
 
A Tágide e Febo aplicam-se os seguintes conteúdos semânticos: 
c ) ninfas do rio Tejo e deus da poesia,Apolo. 
 
18.​E vós, Tágides minhas, pois criado 
Tendes em mim um novo engenho ardente, 
Se sempre em verso humilde, celebrado 
Foi de mim vosso rio alegremente, 
Dai-me agora um som alto, e sublimado, 
Um estilo grandíloco e corrente, 
Porque de vossas águas Febo ordene, 
Que não tenha inveja às de Hipocrene. 
 
Os versos acima pertencem aos Lusíadas, de Luís de Camões. Pelo que se lê, conclui-se 
que encerram: 
d) uma dedicatória 
 
19.​ ​(ENC-SP) 
 O pregador há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. 
Ordenado, mas como as estrelas. Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que 
faz influência, não é ordem que faça favor. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, 
como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, 
de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, de outra há de estar noite; se de uma 
parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão 
de dizer subiu. 
 
No fragmento acima, pertencente ao Sermão da Sexagésima, o padre Antônio Vieira mostra 
uma tendência muito comum em sua obra: 
I – Uso das antíteses com o propósito deliberado de equilibrar os anseios espiritualistas e 
teocêntricos da Idade Média com os materialistas e antropocêntricos do Renascimento. 
II – Critica os exageros formais dos pregadores cultistas, que usavam e abusavam das 
antíteses, tornando o estilo obscuro. 
III – Defende o apuro formal dos pregadores gongoristas, vendo nele uma forma mais 
adequada de convencer e converter o fiel. 
 
Interpreta corretamente o que se afirma apenas em: 
b) II. 
 
20.​ ​(ENC-SP) 
 CAMINHO 
 Tenho sonhos cruéis; n’alma doente 
 Sinto um vago receio prematuro. 
 Vou a medo na aresta do futuro, 
 Embebido em saudades do presente... 
 Saudades desta dor que em vão procuro 
 Do peito afugentar bem rudemente, 
 Devendo, ao desmaiar sobre o poente, 
 Cobrir-me o coração dum véu escuro! ... 
 Porque a dor, esta falta d’harmonia, 
 Toda a luz desgrenhada que alumia 
 As almas doidamente, o céu d’agora, 
 Sem ela, o coração é quase nada: 
 Um sol onde expirasse a madrugada, 
 Porque é só madrugada quando chora. 
 (...) 
 
Camilo Pessanha, no contexto geral de sua obra, trata do sentimento de dor. Com base 
nisso, considere as seguintes afirmações a respeito do soneto acima: 
 
I – O sentimento de dor, metaforizado pelo sol, é rejeitado pelo sol, é rejeitado pelo poeta 
porque lhe provoca sonos cruéis. 
II – O sentimento de dor, metaforizado pela madrugada, ainda enquanto sofrimento, é 
essencial ao coração humano. 
III – A dor, metaforizada pelo sol, é rejeitada pelo poeta porque falta a ela um pouco de 
harmonia. 
IV – O poeta experimenta um sentimento ambivalente em relação à dor. 
 
Interpreta corretamente o soneto o que se afirma apenas em: 
e) II e IV. 
 
21.​ ​(ENC-SP) 
 NUM BAIRRO MODERNO 
 Dez horas da manhã; os transparentes 
 Matizam uma casa apalaçada; 
 Pelos jardins estancam-se os nascentes, 
 E fere a vista, com brancuras quentes, 
 A larga rua macadamizada. 
 Rez-de-chaussée repousam sossegados, 
 Abriram-se, nalguns, as persianas, 
 E dum ou doutro, em quartos estucados, 
 Ou entre a rama dos papéis pintados, 
 Reluzem, num almoço, as porcelanas. 
 Como é saudável ter o seu conchego. 
 E sua vida fácil! eu descia, 
 Sem muita pressa, para o meu emprego, 
 Aonde agora quase sempre chego 
 Com as tonturas duma apoplexia. 
 (...) 
 
 A leitura dessas estrofes de Cesário Verde permite a seguinte análise: 
a) A postura aí assumida é eminentemente expressionista, na medida em que esse poeta 
deforma o real, seguindo os pressupostos do ideário naturalista. 
 
22.​ ​(ENC-SP) 
Amor de perdição é uma obra tipicamente romântica porque nela Camilo Castelo Branco 
valoriza: 
d) O mundo das paixões, o excesso de sentimentos, evidentes no modo violento como 
Simão assassina Baltazar Coutinho. 
 
23.​ ​(SANTA CASA-SP) 
Afrânio Coutinho aponta as seguintes qualidades que caracterizam o espírito romântico: 
I – Individualismo e subjetivismo. 
II – Escapismo. 
III – Exagero. 
E explica: 
a) Na sua busca de perfeição, o romântico cria o mundo em que coloca o que imagina de 
bom, bravo, belo, amoroso, puro, um mundo de perfeição e sonho. 
II - Escapismo. 
b) O romantismo é o primado exuberante da emoção, imaginação, paixão, intuição, 
liberdade pessoal e interior. 
I - Individualismo e subjetivismo. 
c) Nem fatos nem tradições despertam o respeito do romântico. Pela liberdade, revolta, fé 
e natureza, constrói o mundo novo à base do sonho. 
III - Exagero. 
 
A melhor associação de qualidade e explicações é: 
e – I – b; II – a; III – c. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES DISCURSIVAS 
 
 
 
 
 
 
O Orfismo foi o movimento literário que inaugurou o modernismo em Portugal. Entre seus 
fundadores, estão os poetas Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. 
O que é propriamente revista em sua essência de vida e cotidiano, deixa-o de ser 
ORPHEU, para melhor se engalanar do seu título e propôr-se. 
 
O modernismo em Portugal desenvolveu-se aproximadamente no início do século XX até ao 
final do Estado Novo, na década 1970. Seu início ocorreu num momento em que o 
panorama mundial estava muito conturbado. Além da Revolução Russa de 1917, no ano de 
1914 eclodiu a Primeira Guerra Mundial. Em Portugal este período foi difícil, porque, com a 
guerra, estavam em jogo as colónias africanas que eram cobiçadas pelas grandes 
potências desde o final do século XIX. Além disto, em 1911, foi eleito o primeiro presidente 
da República. 
 
O marco inicial do modernismo português foi a publicação da revista Orpheu, em 1915, 
influenciada pelas grandes correntes estéticas europeias, como o Futurismo, o 
Expressionismo, etc., reunindo Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro e Almada 
Negreiros, entre outros. A sociedade portuguesa vivia uma situação de crise aguda e de 
desagregação de valores. Os modernistas portugueses respondem a esse momento, 
deixando atrás o acanhado meio cultural português, entregando-se à vertigem das 
sensações da vida moderna, da velocidade, da técnica, das máquinas. Era preciso 
esquecer o passado, comprometer-se com a nova realidade e interpretá-la cada um a seu 
modo. Nas páginas da revista Orpheu, esta geração publicou uma poesia complexa e de 
difícil acesso, causadora de um grande escândalo naquela época. Tendo uma curta 
duração, foram publicadas apenas duas edições. 
 
São características de estilo deste movimento: o rompimento com o passado, o carácter 
anárquico, o sentido demolidor e irreverente, o nacionalismo com múltiplas facetas - o 
nacionalismo crítico, que retoma o nacionalismo em uma postura crítica, irónica e questiona 
a situação social e cultural do país, e o nacionalismo ufanista (conservador), ligado 
principalmente às posturas da extrema-direita. 
 
Aquele período apresentava-se dividido em três partes: 
 
Orfismo - escritores responsáveis pela revista Orpheu, e por trazer Portugal de volta às 
discussões culturais na Europa; 
Presencismo - integrada por aqueles que ficaram de fora do orfeísmo, que fundaram a 
revista Presença e que buscavam, sem romper com as ideias da geração anterior, 
aprofundar em Portugal a discussão sobre teoria da literatura e sobre novas formas de 
expressão que continuavam surgindo pelo mundo; 
Neo-Realismo - movimento que combateu o fascismo, e que defendeu uma literatura como 
crítica/denúncia social, combativa, reformadora, a serviço da sociedade – extremamente 
próxima do realismono Brasil, daí advindo a nomenclatura “neo-realismo”, um novo 
realismo para “alertar” as pessoas e tirá-las da passividade 
_________________________________________________________ 
 
Texto de Alfredo Bosi para a questão abaixo: 
 
O Romantismo expressa os sentimentos dos descontentes com as novas estruturas: a 
nobreza, que já caiu, e a pequena burguesia que ainda não subiu: de onde, as atitudes 
saudosistas ou reivindicatórias que pontuam todo o movimento. 
Assim, apesar das diferenças de situação material, pode-se dizer que se formaram 
em nossos homens de letras configurações mentais paralelas às respostas que a 
inteligência européia dava a seus conflitos ideológicos. 
Os exemplos mais persuasivos vêm dos melhores escritores. O romance colonial de 
Alencar e a poesia indianista de Gonçalves Dias nascem da aspiração de fundar um 
passado mítico a nobreza recente do país. 
Como os seus ídolos europeus, os nossos românticos exibem fundos traços de 
defesa e evasão, que os leva a posições regressivas: no plano da relação com o mundo e 
no das relações com o próprio eu. 
O fulcro da visão romântica do mundo é o sujeito, que é o emissor da mensagem. 
A natureza romântica é expressiva. Ao contrário da natureza árcade, decorativa. 
Prefere-se a noite ao dia, pois à luz crua do sol impõe-se ao indivíduo, mas é na treva que 
latejam as forças inconscientes da alma: o sonho, a imaginação. 
A nação afigura-se ao patriota do século XIX como uma idéia-força que tudo vivifica. 
Acendra-se o culto à língua nativa e ao folclore. 
O homem romântico reinventa o herói, que assume dimensões titânicas, sendo afinal 
reduzido a cantor da própria solidão. 
Alfredo Bosi 
 
 
PONTUAÇÃO OBTIDA; 25 PONTOS