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Direito Administrativo - Estado, governo e administração pública

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DIREITO ADMINISTRATIVO
PROF. LUCAS MARTINS
@proflucasmartins (instagram)
www.youtube.com/proflucasmartins
www.facebook.com/proflucasmartins
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
1. Estado
2. Governo
3. Administração Pública
1. ESTADO
1. ESTADO
1.1. Surgimento do Estado
1.2. Estado Absoluto X Estado de Direito
1.3. Tripartição de Funções
1.4. Elementos do Estado
1.5. Formas de Estado
1.6. Conceito de Estado
1.1. SURGIMENTO DO ESTADO
1.2. ESTADO ABSOLUTO X ESTADO DE DIREITO
ESTADO ABSOLUTO ESTADO DE DIREITO 
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CRESS - SE
Prova: Quadrix - 2021 - CRESS - SE - Assistente
Administrativo
No Estado de direito, prevalecem as normas gerais e
abstratas, e não a vontade do governante. Nele, as
normas são válidas tanto para a sociedade quanto
para a Administração Pública.
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CRESS - SE
Prova: Quadrix - 2021 - CRESS - SE - Assistente
Administrativo
No Estado de direito, prevalecem as normas gerais e
abstratas, e não a vontade do governante. Nele, as
normas são válidas tanto para a sociedade quanto
para a Administração Pública.
CORRETO
(Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: CRO-GO
Prova: Quadrix - 2019 - CRO-GO - Assistente
Administrativo) A noção de Estado de direito
baseia‐se na regra de que, ao mesmo tempo em que
o Estado cria o direito, deve sujeitar‐se a ele.
(Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: CRO-GO
Prova: Quadrix - 2019 - CRO-GO - Assistente
Administrativo) A noção de Estado de direito
baseia‐se na regra de que, ao mesmo tempo em que
o Estado cria o direito, deve sujeitar‐se a ele.
CORRETO
1.3. TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES
1.3. TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES
TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES
Função 
Legislativa 
Poder Legislativo Estado Legislador 
Função
Jurisdicional 
Poder Judiciário Estado Juiz 
Função 
Executiva
(Administrativa)
Poder Executivo 
Estado Administração 
(Administração Pública)
(CESPE/DPU/Técnico em Assuntos
Educacionais/2016) A função administrativa é
exclusiva do Poder Executivo, não sendo possível
seu exercício pelos outros poderes da República.
(CESPE/DPU/Técnico em Assuntos
Educacionais/2016) A função administrativa é
exclusiva do Poder Executivo, não sendo possível
seu exercício pelos outros poderes da República.
ERRADO
(CESPE/SEFAZ-ES/Auditor Fiscal da Receita
Estadual/2013/Adaptada) A administração pública
confunde-se com o próprio Poder Executivo, haja
vista que a este cabe, em vista do princípio da
separação dos poderes, a exclusiva função
administrativa.
(CESPE/SEFAZ-ES/Auditor Fiscal da Receita
Estadual/2013/Adaptada) A administração pública
confunde-se com o próprio Poder Executivo, haja
vista que a este cabe, em vista do princípio da
separação dos poderes, a exclusiva função
administrativa.
ERRADO
1.3. TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES
TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES 
X
TRIPARTIÇÃO DE “PODERES”
(Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-
ES Prova: INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES -
Escrivão de Polícia/Adaptada) A tripartição dos
Poderes do Estado não gera absoluta divisão de
poderes, mas sim distribuição de três funções
estatais precípuas, uma vez que o poder estatal é
uno e indivisível.
(Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-
ES Prova: INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES -
Escrivão de Polícia/Adaptada) A tripartição dos
Poderes do Estado não gera absoluta divisão de
poderes, mas sim distribuição de três funções
estatais precípuas, uma vez que o poder estatal é
uno e indivisível.
CORRETO
1.3. TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES
PODERES DE ESTADO
X
PODERES ADMINISTRATIVOS
(IDECAN/AGU/Técnico em Comunicação
Social/2019) Os poderes administrativos, na clássica
divisão proposta por Montesquieu, acabam se
confundindo com os próprios Poderes do Estado.
(IDECAN/AGU/Técnico em Comunicação
Social/2019) Os poderes administrativos, na clássica
divisão proposta por Montesquieu, acabam se
confundindo com os próprios Poderes do Estado.
ERRADO
1.3. TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES
FUNÇÃO LEGISLATIVA 
X 
FUNÇÃO JURISDICIONAL 
X 
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA 
1.3. TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES
(Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-
ES Prova: INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES -
Escrivão de Polícia/Adaptada) O Poder Legislativo
exerce como função típica a aplicação coativa da lei
ao caso específico, estabelecendo regras concretas,
sem produzir regras primárias no mundo jurídico.
(Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-
ES Prova: INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES -
Escrivão de Polícia/Adaptada) O Poder Legislativo
exerce como função típica a aplicação coativa da lei
ao caso específico, estabelecendo regras concretas,
sem produzir regras primárias no mundo jurídico.
ERRADO
1.3. TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES
FUNÇÃO POLÍTICA 
(DE GOVERNO) 
1.4. ELEMENTOS DO ESTADO
1.4. ELEMENTOS DO ESTADO
a) Povo
b) Território
c) Governo Soberano
o Bem Comum
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: DPE-RO
Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - DPE-RO - Analista
da Defensoria Pública - Jurídica
O Estado é formado pela junção de três elementos
originários e indissociáveis, que são
A) território, autonomia e Constituição Federal.
B) autonomia, povo e governo.
C) Constituição Federal, governo e autonomia.
D) território, povo e governo.
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: DPE-RO
Prova: CESPE / CEBRASPE - 2022 - DPE-RO - Analista
da Defensoria Pública - Jurídica
O Estado é formado pela junção de três elementos
originários e indissociáveis, que são
A) território, autonomia e Constituição Federal.
B) autonomia, povo e governo.
C) Constituição Federal, governo e autonomia.
D) território, povo e governo.
(Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-
ES Prova: INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES -
Escrivão de Polícia/Adaptada) O Estado, segundo
grande parte da doutrina, é composto de três
elementos originários e indissociáveis, quais sejam: o
povo, a legislação interna e o governo soberano.
(Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-
ES Prova: INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES -
Escrivão de Polícia/Adaptada) O Estado, segundo
grande parte da doutrina, é composto de três
elementos originários e indissociáveis, quais sejam: o
povo, a legislação interna e o governo soberano.
ERRADO
1.5. FORMAS DE ESTADO
1.5. FORMAS DE ESTADO
a) Unitário
b) Federativo
o Brasil
1.5. FORMAS DE ESTADO
Art. 1º, CF - A República Federativa do Brasil,
formada pela união indissolúvel dos Estados e
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em
Estado Democrático de Direito e tem como
fundamentos:
1.5. FORMAS DE ESTADO
Art. 18, CF - A organização político-administrativa da
República Federativa do Brasil compreende a União,
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,
todos autônomos, nos termos desta Constituição.
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CRESS-PB
Prova: Quadrix - 2021 - CRESS-PB - Assistente
Administrativo
Entende-se por Estado Federado, também conhecido
por complexo ou composto, o Estado marcado pela
centralização política, em que um só poder político,
exclusivamente, controla toda a coletividade por todo
o território nacional.
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CRESS-PB
Prova: Quadrix - 2021 - CRESS-PB - Assistente
Administrativo
Entende-se por Estado Federado, também conhecido
por complexo ou composto, o Estado marcado pela
centralização política, em que um só poder político,
exclusivamente, controla toda a coletividade por todo
o território nacional.
ERRADO
(Ano: 2019 Banca: NC-UFPR Órgão: ITAIPU
BINACIONAL Prova: NC-UFPR - 2019 - ITAIPU
BINACIONAL - Profissional de Nível Universitário
Jr - Ciências Contábeis/Adaptada) São poderes
soberanos e independentes entre si a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
(Ano: 2019 Banca: NC-UFPR Órgão: ITAIPU
BINACIONAL Prova: NC-UFPR - 2019 - ITAIPU
BINACIONAL - Profissional de Nível Universitário
Jr - Ciências Contábeis/Adaptada) São poderes
soberanos e independentes entre si a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios.ERRADO
1.6. CONCEITO DE ESTADO
1.6. CONCEITO DE ESTADO
Instituição organizada política, social e juridicamente,
dotada de personalidade jurídica própria de direito
público, submetida às normas estipuladas pela lei
máxima, que, no Brasil, é a Constituição Federal, e
dirigida por um governo que possui soberania
reconhecida interna e externamente. O Estado surge,
basicamente, com o objetivo de viabilizar os objetivos
da sociedade, estipulados em sua lei maior.
1.6. CONCEITO DE ESTADO
Atenção! Atualmente, não se aplica mais a teoria da
dupla personalidade ao Estado. O Estado pode atuar no
campo do direito público (regra) ou do direito privado
(exceção), mas sua personalidade jurídica sempre será
de direito público.
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CRESS - SE
Prova: Quadrix - 2021 - CRESS - SE - Assistente
Administrativo – ADAPTADA
Ao Estado é permitido atuar somente no direito
público, não sendo possível atuar no direito privado,
já que é dotado de personalidade jurídica de direito
público.
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CRESS - SE
Prova: Quadrix - 2021 - CRESS - SE - Assistente
Administrativo – ADAPTADA
Ao Estado é permitido atuar somente no direito
público, não sendo possível atuar no direito privado,
já que é dotado de personalidade jurídica de direito
público.
ERRADO
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CRESS-PB
Prova: Quadrix - 2021 - CRESS-PB - Agente Fiscal
O Estado pode atuar, no direito público, como pessoa
jurídica de direito público e, no direito privado, como
pessoa jurídica de direito privado, uma vez que
possui dupla personalidade.
Ano: 2021 Banca: Quadrix Órgão: CRESS-PB
Prova: Quadrix - 2021 - CRESS-PB - Agente Fiscal
O Estado pode atuar, no direito público, como pessoa
jurídica de direito público e, no direito privado, como
pessoa jurídica de direito privado, uma vez que
possui dupla personalidade.
ERRADO
Ano: 2021 Banca: SELECON Órgão: Câmara de Cuiabá - MT Prova:
SELECON - 2021 - Câmara de Cuiabá - MT - Técnico Legislativo
O conceito de Estado como pessoa jurídica territorial está relacionado à
seguinte afirmativa, quanto à sua atuação:
A) limitada ao direito público, mantendo sua personalidade de direito
público
B) limitada ao direito privado, mantendo sempre sua personalidade de
direito público
C) tanto no direito público como no direito privado, mantendo sempre sua
única personalidade de direito público
D) tanto no direito público como no direito privado, mantendo
personalidade de direito público ou privado conforme o campo de sua
atuação
Ano: 2021 Banca: SELECON Órgão: Câmara de Cuiabá - MT Prova:
SELECON - 2021 - Câmara de Cuiabá - MT - Técnico Legislativo
O conceito de Estado como pessoa jurídica territorial está relacionado à
seguinte afirmativa, quanto à sua atuação:
A) limitada ao direito público, mantendo sua personalidade de direito
público
B) limitada ao direito privado, mantendo sempre sua personalidade de
direito público
C) tanto no direito público como no direito privado, mantendo sempre
sua única personalidade de direito público
D) tanto no direito público como no direito privado, mantendo
personalidade de direito público ou privado conforme o campo de sua
atuação
(CESPE/TRT8/Analista Judiciário/2016) A respeito dos elementos
do Estado, assinale a opção correta.
a) Povo, território e governo soberano são elementos indissociáveis
do Estado.
b) O Estado é um ente despersonalizado.
c) São elementos do Estado o Poder Legislativo, o Poder Judiciário
e o Poder Executivo.
d) Os elementos do Estado podem se dividir em presidencialista ou
parlamentarista.
e) A União, o estado, os municípios e o Distrito Federal são
elementos do Estado brasileiro.
(CESPE/TRT8/Analista Judiciário/2016) A respeito dos elementos
do Estado, assinale a opção correta.
a) Povo, território e governo soberano são elementos
indissociáveis do Estado.
b) O Estado é um ente despersonalizado.
c) São elementos do Estado o Poder Legislativo, o Poder Judiciário
e o Poder Executivo.
d) Os elementos do Estado podem se dividir em presidencialista ou
parlamentarista.
e) A União, o estado, os municípios e o Distrito Federal são
elementos do Estado brasileiro.
ESTADO X GOVERNO X ADM. PÚBLICA
(Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-
ES Provas: INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES -
Assistente Social/Adaptada) Os conceitos de
governo e administração não se equiparam; o
primeiro refere-se a uma atividade essencialmente
política, ao passo que o segundo, a uma atividade
eminentemente técnica.
(Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-
ES Provas: INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES -
Assistente Social/Adaptada) Os conceitos de
governo e administração não se equiparam; o
primeiro refere-se a uma atividade essencialmente
política, ao passo que o segundo, a uma atividade
eminentemente técnica.
CORRETO
(IF-CE/IF-CE/Assistente em
Administração/2017/Adaptada) A administração
Pública não pratica atos de governo: pratica atos de
execução.
(IF-CE/IF-CE/Assistente em
Administração/2017/Adaptada) A administração
Pública não pratica atos de governo: pratica atos de
execução.
CORRETO
2. GOVERNO
2. GOVERNO
2.1. Governo X Estado
2.2. Conceito de Governo
2.3. Formas de Governo
2.4. Sistemas de Governo
2.5. Função Política
2.1. GOVERNO X ESTADO
(CESPE/AE-ES/2013/Adaptada) Atualmente, Estado
e governo são considerados sinônimos, visto que, em
ambos, prevalece a finalidade do interesse público.
(CESPE/AE-ES/2013/Adaptada) Atualmente, Estado
e governo são considerados sinônimos, visto que, em
ambos, prevalece a finalidade do interesse público.
ERRADO
2.2. CONCEITO DE GOVERNO
2.2. CONCEITO DE GOVERNO
SENTIDO SUBJETIVO
(ORGÂNICO/FORMAL)
SENTIDO OBJETIVO
(FUNCIONAL/MATERIAL)
Conjunto de agentes públicos,
órgãos e entidades que exercem
função política. É quem exerce a
função política.
Trata-se da própria atividade
política exercida por
determinados agentes públicos,
órgãos ou entidades. É o que
vem a ser função política.
(CESPE/MIN/Assistente Técnico
Administrativo/2013) Na sua acepção formal,
entende-se governo como o conjunto de poderes e
órgãos constitucionais.
(CESPE/MIN/Assistente Técnico
Administrativo/2013) Na sua acepção formal,
entende-se governo como o conjunto de poderes e
órgãos constitucionais.
CORRETO
2.3. FORMAS DE GOVERNO
2.3. FORMAS DE GOVERNO
REPÚBLICA MONARQUIA
Instituição no poder político 
mediante eleições periódicas 
Instituição no poder político 
mediante a hereditariedade 
Transitoriedade no poder político Vitaliciedade no poder político 
Responsabilidade do Governante
(Prestação de Contas)
Irresponsabilidade do 
Governante
(Não há Prestação de Contas)
Forma adotada no Brasil Forma adotada na Inglaterra
(CESPE/PC-BA) A eleição periódica dos detentores
do poder político e a responsabilidade política do
chefe do Poder Executivo são características do
princípio republicano.
(CESPE/PC-BA) A eleição periódica dos detentores
do poder político e a responsabilidade política do
chefe do Poder Executivo são características do
princípio republicano.
CORRETO
2.4. SISTEMAS DE GOVERNO
2.4. SISTEMAS DE GOVERNO
PRESIDENCIALISMO PARLAMENTARISMO
Maior independência entre os 
poderes
Menor independência entre os 
poderes
A figura do Chefe de Governo se
confunde com a do Chefe de Estado
(Chefe do Poder Executivo)
A figura do Chefe de Estado (Chefe
do Poder Executivo) não se
confunde com a do Chefe de
Governo (Primeiro Ministro)
Sistema adotado no Brasil Sistema adotado na França
(CESPE/TJ-CE/Analista Judiciário/2015/Adaptada)
No Brasil, vigora um sistema de governo em que as
funções de chefe de Estado e de chefe de governo
não são concentradas na pessoa do chefe do Poder
Executivo.
(CESPE/TJ-CE/Analista Judiciário/2015/Adaptada)
No Brasil, vigora um sistema de governo em que as
funções de chefe de Estado e de chefe de governo
não são concentradas na pessoa do chefe do Poder
Executivo.
ERRADO2.5. FUNÇÃO POLÍTICA
2.5. FUNÇÃO POLÍTICA
Está ligada à elaboração de políticas públicas.
(VUNESP/SP-URBANISMO/Analista Administrativo/2014)
“Atividade de ordem superior referida à direção suprema e geral do
Estado em seu conjunto e em sua unidade, dirigida a determinar os
fins da ação do Estado, a assinalar as diretrizes para as outras
funções, buscando a unidade da soberania estatal” (Renato Alessi).
A definição transcrita, no âmbito do direito administrativo,
corresponde ao conceito de função
a) jurisdicional.
b) legislativa
c) executiva.
d) administrativa
e) política.
(VUNESP/SP-URBANISMO/Analista Administrativo/2014)
“Atividade de ordem superior referida à direção suprema e geral do
Estado em seu conjunto e em sua unidade, dirigida a determinar os
fins da ação do Estado, a assinalar as diretrizes para as outras
funções, buscando a unidade da soberania estatal” (Renato Alessi).
A definição transcrita, no âmbito do direito administrativo,
corresponde ao conceito de função
a) jurisdicional.
b) legislativa
c) executiva.
d) administrativa
e) política.
3. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
3. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
3.1. Administração Pública X Governo X Estado
3.2. Administração Pública X Poder Executivo
3.3. Conceito de Administração Pública
3.4. Função Administrativa
3.5. Tarefas Precípuas da Administração
3.1. ADM. PÚBLICA X GOVERNO X ESTADO
3.2. ADM. PÚBLICA X PODER EXECUTIVO
3.3. CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO
3.3. CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO
SENTIDO SUBJETIVO
(ORGÂNICO/FORMAL)
SENTIDO OBJETIVO
(FUNCIONAL/MATERIAL)
Conjunto de agentes públicos,
órgãos e entidades que exercem
função administrativa. É quem
exerce a função administrativa.
Trata-se da própria atividade
administrativa exercida por
determinados agentes públicos,
órgãos ou entidades. É o que
vem a ser função administrativa.
Banca: FGV Órgão: TJ-AM Prova: - TJ-AM - Analista Judiciário - Direito
Com relação ao sentido da expressão Administração Pública, analise as
afirmativas a seguir.
I. Administração Pública, em sentido formal, relaciona-se à pessoa que executa
atividades da administração.
II. Administração Pública, em sentido material, relaciona-se à atividade
administrativa desempenhada pelo Estado.
III. Administração Pública, em sentido subjetivo, relaciona-se às pessoas jurídicas
que executam a Administração Pública em sentido objetivo, às atividades de
execução desempenhadas pelo Estado.
Assinale:
A) se somente a afirmativa I estiver correta.
B) se somente a afirmativa III estiver correta.
C) se somente as afirmativas I e a III estiverem corretas.
D) se somente as afirmativas II e a III estiverem corretas
E) se todas as afirmativas estiverem corretas
Banca: FGV Órgão: TJ-AM Prova: - TJ-AM - Analista Judiciário - Direito
Com relação ao sentido da expressão Administração Pública, analise as
afirmativas a seguir.
I. Administração Pública, em sentido formal, relaciona-se à pessoa que executa
atividades da administração.
II. Administração Pública, em sentido material, relaciona-se à atividade
administrativa desempenhada pelo Estado.
III. Administração Pública, em sentido subjetivo, relaciona-se às pessoas jurídicas
que executam a Administração Pública em sentido objetivo, às atividades de
execução desempenhadas pelo Estado.
Assinale:
A) se somente a afirmativa I estiver correta.
B) se somente a afirmativa III estiver correta.
C) se somente as afirmativas I e a III estiverem corretas.
D) se somente as afirmativas II e a III estiverem corretas
E) se todas as afirmativas estiverem corretas
(Ano: 2019 Banca: IESES Órgão: TJ-SC Prova:
IESES - 2019 - TJ-SC - Titular de Serviços de
Notas e de Registros – Provimento - Adaptada) A
Administração Pública em sentido subjetivo encerra o
conjunto de agentes, órgãos e pessoas jurídicas que
executam as funções administrativas estatais.
(Ano: 2019 Banca: IESES Órgão: TJ-SC Prova:
IESES - 2019 - TJ-SC - Titular de Serviços de
Notas e de Registros – Provimento - Adaptada) A
Administração Pública em sentido subjetivo encerra o
conjunto de agentes, órgãos e pessoas jurídicas que
executam as funções administrativas estatais.
CORRETO
(CESPE/TRF1/Oficial de Justiça Avaliador/2017) O
conceito de administração pública, em seu aspecto
orgânico, designa a própria função administrativa que
é exercida pelo Poder Executivo.
(CESPE/TRF1/Oficial de Justiça Avaliador/2017) O
conceito de administração pública, em seu aspecto
orgânico, designa a própria função administrativa que
é exercida pelo Poder Executivo.
ERRADO
3.3. CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO
SENTIDO ESTRITO SENTIDO AMPLO
Restringe-se ao conjunto de
agentes, órgãos e entidades que
exercem a função
administrativa. Não engloba a
função política.
Engloba a função (1)
administrativa e a função (2)
política. Não haveria distinção
entre Administração Pública e
Governo, já que aquela exerceria
ambas as funções.
(CESPE/TRE-MT/Analista
Judiciário/2015/Adaptada) A administração pública
em sentido estrito abrange os órgãos
governamentais, encarregados de traçar políticas
públicas, bem como os órgãos administrativos, aos
quais cabe executar os planos governamentais.
(CESPE/TRE-MT/Analista
Judiciário/2015/Adaptada) A administração pública
em sentido estrito abrange os órgãos
governamentais, encarregados de traçar políticas
públicas, bem como os órgãos administrativos, aos
quais cabe executar os planos governamentais.
ERRADO
Banca: FGV Órgão: SEGEP-MA Prova: FGV - SEGEP-MA - Agente Penitenciário
A doutrina administrativista aponta a existência de uma diferença entre a função de
governo e a função administrativa. Diante dessa diferenciação, analise as afirmativas a
seguir.
I. As funções de governo estão mais próximas ao objeto do direito constitucional,
enquanto a função administrativa é objeto do direito administrativo.
II. A função de governo tem como um de seus objetivos estabelecer diretrizes políticas,
enquanto a função administrativa se volta para a tarefa de executar essas diretrizes.
III. A expressão administração pública, quando tomada em sentido amplo, engloba as
funções administrativas e as funções de governo.
Assinale:
A) se todas as afirmativas estiverem corretas.
B) se somente as afirmativas II e III estiverem corretos.
C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretos.
D) se somente a afirmativa II estiver correta.
E) se somente a afirmativa III estiver correta.
Banca: FGV Órgão: SEGEP-MA Prova: FGV - SEGEP-MA - Agente Penitenciário
A doutrina administrativista aponta a existência de uma diferença entre a função de
governo e a função administrativa. Diante dessa diferenciação, analise as afirmativas a
seguir.
I. As funções de governo estão mais próximas ao objeto do direito constitucional,
enquanto a função administrativa é objeto do direito administrativo.
II. A função de governo tem como um de seus objetivos estabelecer diretrizes políticas,
enquanto a função administrativa se volta para a tarefa de executar essas diretrizes.
III. A expressão administração pública, quando tomada em sentido amplo, engloba as
funções administrativas e as funções de governo.
Assinale:
A) se todas as afirmativas estiverem corretas.
B) se somente as afirmativas II e III estiverem corretos.
C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretos.
D) se somente a afirmativa II estiver correta.
E) se somente a afirmativa III estiver correta.
Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Provas: FCC - 2018 -
Câmara Legislativa do Distrito Federal - Técnico Legislativo - Técnico de Enfermagem
O termo Administração pública comporta diversos sentidos, a depender do critério adotado para sua
conceituação. Pode-se definir Administração pública em sentido amplo e em sentido estrito.
Deixando-se de lado a Administração pública em sentido amplo, é possível conceituar
Administração pública a partir de dois critérios, o subjetivo e o objetivo, que compreendem
A) os órgãos governamentais e os órgãos administrativos,como a função política e a administrativa
propriamente dita.
B) os órgãos governamentais e a função política, em especial a partir da judicialização das políticas
públicas, ocorrida pelo aumento em extensão e profundidade do controle judicial do ato
administrativo.
C) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem função administrativa, excluindo-se
as pessoas jurídicas que compõem a administração indireta sujeitas a regime jurídico de direito
privado.
D) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa e a
atividade administrativa por eles exercida, ou seja, a função administrativa propriamente dita.
E) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa e a função
administrativa exercida pelo Poder Executivo, excluindo-se as atividades da mesma natureza
exercida pelos demais Poderes.
Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Provas: FCC - 2018 -
Câmara Legislativa do Distrito Federal - Técnico Legislativo - Técnico de Enfermagem
O termo Administração pública comporta diversos sentidos, a depender do critério adotado para sua
conceituação. Pode-se definir Administração pública em sentido amplo e em sentido estrito.
Deixando-se de lado a Administração pública em sentido amplo, é possível conceituar
Administração pública a partir de dois critérios, o subjetivo e o objetivo, que compreendem
A) os órgãos governamentais e os órgãos administrativos, como a função política e a administrativa
propriamente dita.
B) os órgãos governamentais e a função política, em especial a partir da judicialização das políticas
públicas, ocorrida pelo aumento em extensão e profundidade do controle judicial do ato
administrativo.
C) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem função administrativa, excluindo-se
as pessoas jurídicas que compõem a administração indireta sujeitas a regime jurídico de direito
privado.
D) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa e a
atividade administrativa por eles exercida, ou seja, a função administrativa propriamente dita.
E) as pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos que exercem a função administrativa e a função
administrativa exercida pelo Poder Executivo, excluindo-se as atividades da mesma natureza
exercida pelos demais Poderes.
3.3. CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO
ADMINISTRAÇÃO INTROVERSA ADMINISTRAÇÃO EXTROVERSA
Está relacionada às relações
entre a Administração Pública e
seus próprios agentes públicos.
Está relacionada às relações
entre a Administração Pública e
os administrados (particulares).
(FUNDATEC/AL-RS/Procurador/2018) NÃO é
característica da administração pública extroversa:
a) O fomento econômico.
b) A intervenção na propriedade privada.
c) O exercício do poder de polícia administrativa.
d) A prestação dos serviços públicos.
e) A gestão de pessoal.
(FUNDATEC/AL-RS/Procurador/2018) NÃO é
característica da administração pública extroversa:
a) O fomento econômico.
b) A intervenção na propriedade privada.
c) O exercício do poder de polícia administrativa.
d) A prestação dos serviços públicos.
e) A gestão de pessoal.
3.3. CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO
ADMINISTRAÇÃO BUROCRÁTICA ADMINISTRAÇÃO GERENCIAL
Modelo adotado antes da EC
19/98, onde a Administração
Pública era mais focada em
processos.
Modelo adotado a partir da EC
19/98, onde a Administração
Pública passou a ser mais focada
nos resultados.
(IBADE/PC-AC/Delegado de Polícia
Civil/2017/Adaptada) A Administração Pública Gerencial,
também denominada de racional, tem como uma de suas
características marcantes o acentuado controle sobre
processos, tendo o concurso público, a licitação, a
desapropriação e o processo administrativo disciplinar
como alguns de seus institutos ícones.
(IBADE/PC-AC/Delegado de Polícia
Civil/2017/Adaptada) A Administração Pública Gerencial,
também denominada de racional, tem como uma de suas
características marcantes o acentuado controle sobre
processos, tendo o concurso público, a licitação, a
desapropriação e o processo administrativo disciplinar
como alguns de seus institutos ícones.
ERRADO
3.4. FUNÇÃO ADMINISTRATIVA
3.4. FUNÇÃO ADMINISTRATIVA
Está ligada à execução de políticas públicas.
3.5. TAREFAS PRECÍPUAS DA ADMINISTRAÇÃO
3.5. TAREFAS PRECÍPUAS DA ADMINISTRAÇÃO
a) Prestação de serviços públicos
b) Exercício do poder de polícia
c) Atividade de fomento
d) Intervenção administrativa
*na ordem econômica
*na propriedade privada
(CESPE/TCE-MG/Analista de Controle Externo/2018) As
tarefas precípuas da administração pública incluem
a) a prestação de serviços públicos e a fiscalização contábil.
b) a realização de atividades de fomento e a prestação de
serviços públicos.
c) a rejeição normativa e a aprovação orçamentária.
d) o incentivo setorial e a solução de conflitos normativos.
e) o exercício do poder jurisdicional e do poder de polícia.
(CESPE/TCE-MG/Analista de Controle Externo/2018) As
tarefas precípuas da administração pública incluem
a) a prestação de serviços públicos e a fiscalização contábil.
b) a realização de atividades de fomento e a prestação de
serviços públicos.
c) a rejeição normativa e a aprovação orçamentária.
d) o incentivo setorial e a solução de conflitos normativos.
e) o exercício do poder jurisdicional e do poder de polícia.
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
1. Estado
2. Governo
3. Administração Pública
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
1. Estado
1.1. Surgimento do Estado
1.2. Estado Absoluto X Estado de Direito
1.3. Tripartição de Funções
1.4. Elementos do Estado
1.5. Formas de Estado
1.6. Conceito
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
2. Governo
2.1. Estado X Governo
2.2. Conceito de Governo
2.3. Formas de Governo
2.4. Sistemas de Governo
2.5. Função Política
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
3. Administração Pública
3.1. Estado X Governo X Administração Pública
3.2. Administração Pública X Poder Executivo
3.3. Conceito de Administração Pública
3.4. Função Administrativa
3.5. Tarefas Precípuas da Administração
DIREITO ADMINISTRATIVO
PROF. LUCAS MARTINS
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DIREITO ADMINISTRATIVO
VIDEOAULA
PROF. LUCAS MARTINS
ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
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DIREITO ADMINISTRATIVO
3
 
 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 
 
PROFESSOR LUCAS MARTINS 
 
Advogado e consultor jurídico. Graduado pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR. Pós-
graduado em Direito Processual Civil pela Universidade Cândido Mendes – UNICAM/RJ - em 
convênio com o Curso Ênfase. Pós-graduando em Direito Administrativo pela Estácio de Sá em 
convênio com o Complexo de Ensino Renato Saraiva – CERS. Professor de diversos cursos 
preparatórios para concursos públicos, Exame da Ordem e pós-graduação. 
 
CONTATO 
 
INSTAGRAM: @proflucasmartins 
FACEBOOK: facebook.com/proflucasmartins 
YOUTUBE: youtube.com/lucasmartinspessoa 
 
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 
 
1. Estado, governo e Administração Pública: conceitos, elementos, poderes e organização; 
natureza, fins e princípios. 
 
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 
 
Para uma boa compreensão do direito administrativo e de seus institutos, deve-se, antes, 
compreender o que vem a ser Administração Pública. Entretanto, para a compreensão desta, 
primeiramente, deve-se ter uma noção de dois conceitos que com ela se relacionam, mas não 
se confundem: Estado e Governo. Trata-se, portanto, de tema introdutório ao estudo do direito 
administrativo que, quando exigido nos editais, costuma ser cobrado em prova. 
 
1. ESTADO 
 
Na ciência jurídica, o estudo do Estado fica mais a cargo do Direito Constitucional, sobretudo 
quando do estudo da organização político-administrativa do Estado. Aqui, iremos trazer apenas 
pontos centrais, que costumam aparecer nos editais e que são essenciais para a compreensãodo Governo e, por fim, da Administração Pública. O tema pode ser dividido da seguinte forma: 
 
1.1. Surgimento do Estado 
1.2. Estado Absoluto X Estado de Direito 
1.3. Tripartição de Funções 
1.4. Elementos do Estado 
1.5. Formas de Estado 
1.6. Conceito de Estado 
 
1.1. SURGIMENTO DO ESTADO 
 
O Estado é instituição que surge com o intuito de garantir o interesse coletivo, isto é, o bem 
comum. Para isso, se coloca acima do povo (soberania) e vem a exercer três funções básicas: a) 
função legislativa; b) função jurisdicional; c) função executiva. A ideia de Estado está associada 
4
 
 
à ideia de “vida em sociedade”, na medida em que o Estado surge como instituição capaz de 
garantir a vida harmônica e pacífica entre as pessoas que compõem seu corpo social. 
 
1.2. ESTADO ABSOLUTO X ESTADO DE DIREITO 
 
Os primeiros Estados a surgirem na história ficaram conhecidos como “Estados Absolutos”, 
“Estados Absolutistas” ou, ainda, “Monarquias Absolutistas”. Essas designações fazem sentido, 
na medida em que os primeiros modelos de Estado a surgirem eram marcados pela ausência de 
limites à atuação dos governantes da época. Eram estados ilimitados, basicamente, por três 
fatores: 
 
CARACTERÍSTICAS DO ESTADO ABSOLUTO 
Ausência de 
subordinação à Lei 
Na época do Estado Absoluto, tínhamos a edição de normas 
impostas apenas ao povo, mas não ao próprio Estado. O Estado não 
estava subordinado a qualquer norma jurídica. É dizer, a atuação 
estatal não era subordinada à Lei. Por essa razão, a pretexto de 
garantir o interesse coletivo, os Governantes da época “podiam 
fazer tudo que queriam”, e não apenas aquilo que fosse autorizado 
por lei. 
Ausência de 
responsabilidade 
pelos atos praticados 
Na época do Estado Absoluto, o Estado não respondia por seus atos. 
É dizer, caso algum agente estatal causasse um dano a alguém, este 
jamais seria indenizado por isso, na medida em que, na época, não 
havia responsabilidade civil do Estado. 
Funções essenciais 
concentradas na 
figura do governante 
Na época do Estado Absoluto, as três funções essenciais do Estado 
eram concentradas “nas mãos” do Governante. É dizer, tínhamos 
uma mesma pessoa legislando, julgando e executando. Não havia 
uma distribuição dessas funções em três estruturas distintas. 
 
Por essas características, o resultado foi um Estado ilimitado na sua atuação, que cada vez mais 
se tornava arbitrário e abusivo. Os governantes começavam a atuar cada vez mais em prol de 
seus interesses particulares e cada vez menos em prol do interesse coletivo. Em razão disso, o 
povo foi ficando cada vez mais revoltado com os arbítrios cometidos, até que veio a se rebelar 
(revoluções liberais). Dentre tais rebeliões, a mais conhecida foi a Revolução Francesa, que 
ocorreu na segunda metade do Século XVIII. Com isso, o povo toma o poder e vem a instituir um 
novo modelo de Estado, agora mais limitado que o Estado Absoluto: tratava-se do denominado 
Estado de Direito, modelo este adotado até os dias de hoje, como se depreende do art. 1º de 
nossa atual Constituição Federal, veja: 
 
Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
 
Com o surgimento do Estado de Direito, passou-se a ter um Estado que institui o direito (isto é, 
cria as normas jurídicas, as leis), mas a ele também é subordinado (assim como seu povo). A 
partir disso, a atuação estatal passou a ser limitada à norma jurídica. Se no Estado Absoluto, os 
DIREITO ADMINISTRATIVO | LUCAS MARTINS
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à ideia de “vida em sociedade”, na medida em que o Estado surge como instituição capaz de 
garantir a vida harmônica e pacífica entre as pessoas que compõem seu corpo social. 
 
1.2. ESTADO ABSOLUTO X ESTADO DE DIREITO 
 
Os primeiros Estados a surgirem na história ficaram conhecidos como “Estados Absolutos”, 
“Estados Absolutistas” ou, ainda, “Monarquias Absolutistas”. Essas designações fazem sentido, 
na medida em que os primeiros modelos de Estado a surgirem eram marcados pela ausência de 
limites à atuação dos governantes da época. Eram estados ilimitados, basicamente, por três 
fatores: 
 
CARACTERÍSTICAS DO ESTADO ABSOLUTO 
Ausência de 
subordinação à Lei 
Na época do Estado Absoluto, tínhamos a edição de normas 
impostas apenas ao povo, mas não ao próprio Estado. O Estado não 
estava subordinado a qualquer norma jurídica. É dizer, a atuação 
estatal não era subordinada à Lei. Por essa razão, a pretexto de 
garantir o interesse coletivo, os Governantes da época “podiam 
fazer tudo que queriam”, e não apenas aquilo que fosse autorizado 
por lei. 
Ausência de 
responsabilidade 
pelos atos praticados 
Na época do Estado Absoluto, o Estado não respondia por seus atos. 
É dizer, caso algum agente estatal causasse um dano a alguém, este 
jamais seria indenizado por isso, na medida em que, na época, não 
havia responsabilidade civil do Estado. 
Funções essenciais 
concentradas na 
figura do governante 
Na época do Estado Absoluto, as três funções essenciais do Estado 
eram concentradas “nas mãos” do Governante. É dizer, tínhamos 
uma mesma pessoa legislando, julgando e executando. Não havia 
uma distribuição dessas funções em três estruturas distintas. 
 
Por essas características, o resultado foi um Estado ilimitado na sua atuação, que cada vez mais 
se tornava arbitrário e abusivo. Os governantes começavam a atuar cada vez mais em prol de 
seus interesses particulares e cada vez menos em prol do interesse coletivo. Em razão disso, o 
povo foi ficando cada vez mais revoltado com os arbítrios cometidos, até que veio a se rebelar 
(revoluções liberais). Dentre tais rebeliões, a mais conhecida foi a Revolução Francesa, que 
ocorreu na segunda metade do Século XVIII. Com isso, o povo toma o poder e vem a instituir um 
novo modelo de Estado, agora mais limitado que o Estado Absoluto: tratava-se do denominado 
Estado de Direito, modelo este adotado até os dias de hoje, como se depreende do art. 1º de 
nossa atual Constituição Federal, veja: 
 
Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
fundamentos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
 
Com o surgimento do Estado de Direito, passou-se a ter um Estado que institui o direito (isto é, 
cria as normas jurídicas, as leis), mas a ele também é subordinado (assim como seu povo). A 
partir disso, a atuação estatal passou a ser limitada à norma jurídica. Se no Estado Absoluto, os 
 
 
governantes podiam fazer tudo que queriam, no Estado de direito apenas o que norma jurídica 
permitir. Se o Estado nasce para atuar em prol do povo, ninguém melhor que o próprio povo 
para definir o que o Estado pode ou não fazer. Isso passou a ser possível, na medida em que são 
os representantes do povo quem produzem as leis, isto é, indiretamente é o próprio povo 
legislando. Se o Estado passou a ser subordinado às leis, passou a ser subordinado, ainda que 
indiretamente, à vontade popular (soberania popular). Além disso, com o Estado de direito, o 
Estado começa a responder por seus atos (responsabilidade civil do Estado) e passa a ter suas 
funções essenciais partilhadas em três estruturas distintas: a) Poder Legislativo; b) Poder 
Judiciário; c) Poder Executivo. Dessa forma, fazendo um paralelo entre os dois modelos temos 
o seguinte: 
 
ESTADO ABSOLUTO ESTADO DE DIREITO 
Não subordinação à Lei Subordinação à Lei 
Irresponsabilidade Responsabilidade 
Funções Essenciais Concentradas Funções Essenciais Tripartidas 
 
Dessa forma, perceba que as trêsprincipais características do denominado Estado de Direito se 
contrapõem ao Estado Absoluto e aparecem como forma de limitar à atuação estatal, no 
intuito de se evitar os arbítrios cometidos na época deste primeiro modelo de Estado. 
 
1.3. TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES 
 
Um dos marcos do Estado de direito, como visto, é justamente a tripartição das funções 
essenciais em “poderes” distintos, que ganhou força com a doutrina de Montesquieu, como 
forma de se evitar a concentração do poder e, por conseguinte, arbitrariedades na condução do 
Estado. A referida teoria fora adotada no Brasil, na medida em que o art. 2º da Constituição 
Federal define o funcionamento de três poderes harmônicos e independentes entre si, quais 
sejam: Legislativo, Executivo e Judiciário1. 
 
Apesar de, no Estado de Direito, suas três funções serem exercidas por estruturas distintas, são 
três estruturas distintas, mas que integram um mesmo Estado. Dessa forma, quando o Estado 
exerce qualquer das suas três funções é o “mesmo Estado” atuando, embora por estruturas 
diversas. Por essa razão, o Estado ao atuar no exercício de cada função receberá uma 
denominação diferente como se observa do quadro a seguir. 
 
FUNÇÃO Tipicamente conferida ao... 
O Estado no seu 
desempenho é 
denominado... 
 
Função legislativa 
 
PODER LEGISLATIVO Estado Legislador 
 
Função jurisdicional 
 
PODER JUDICIÁRIO Estado Juiz 
 
Função executiva 
(Função administrativa) 
PODER EXECUTIVO Estado Administração (Administração Pública) 
 
1 Art. 2º, CF. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o 
Judiciário. 
6
 
 
 
 
FUNÇÕES TÍPICAS 
Cada um dos Poderes do Estado tem sua atividade principal, quais sejam: 
FUNÇÃO LEGISLATIVA FUNÇÃO JURISDICIONAL FUNÇÃO EXECUTIVA 
Função de legislar, isto é, 
inovar no ordenamento 
jurídico. Trata-se de função 
conferida tipicamente ao 
Poder Legislativo. 
Função de julgar com 
definitividade, resolvendo 
conflitos de interesses 
sempre mediante 
provocação do interessado. 
Trata-se de função 
tipicamente conferida ao 
Poder Judiciário. 
Função de implementar, de 
ofício, o que determina a lei 
atendendo às necessidades 
da população. Também 
chamada de função 
administrativa é tipicamente 
conferida ao Poder 
Executivo. 
 
FUNÇÃO LEGISLATIVA X FUNÇÃO JURISDICIONAL X FUNÇÃO ADMINISTRATIVA 
Diferente do Poder Judiciário, que aplica a lei apenas quando provocado (atuação indireta), o 
Poder Executivo deve aplica-la ainda que de ofício (atuação direta). Além disso, diferente do 
Poder Legislativo, que, pela produção legislativa, busca os objetivos do Estado de forma 
abstrata, o Poder Executivo o faz de forma concreta, detalhando e executando o que está no 
plano abstrato, isto é, na lei. 
 
FUNÇÃO POLÍTICA (DE GOVERNO) 
Celso Antônio Bandeira de Mello prevê, ainda, esta quarta função estatal que não se confunde 
com nenhuma das três acima mencionadas. Essa atuação do Estado não se dá mediante ato 
administrativo, mas por ato de natureza política, tais como: sanção e veto de lei; declaração 
de guerra; decretação de estado de calamidade pública, etc. 
 
FUNÇÕES ATÍPICAS 
Cada poder, como visto, possui sua função típica. Entretanto, a Constituição Federal autoriza 
que, em algumas circunstâncias (por isso é medida excepcional), um determinado poder 
estatal venha a exercer a funções de outro. Quando isso ocorre, diz-se que o referido poder 
está exercendo uma função atípica. É o que ocorre, por exemplo, quando o Poder Legislativo 
Federal, por meio do Senado Federal, vem a julgar com definitividade o Presidente da 
República, exercendo uma função que não lhe é típica, mas sim do Poder Judiciário (função 
jurisdicional). No mesmo sentido, quando o Poder Legislativo realiza uma licitação ele não 
está exercendo sua função típica (legislativa), mas sim uma função administrativa, 
tipicamente conferida ao Poder Executivo. Isso ocorre, como forma de garantir a harmonia 
entre os poderes e decorre da teoria dos freios e contrapesos (checks and ballances). Nesse 
sentido, é correto afirmar que a separação de poderes NÃO tem caráter absoluto. 
 
TRIPARTIÇÃO DE “PODERES” X TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES 
Tecnicamente, a expressão tripartição de poderes não é adequada, mas sim de funções, na 
medida em que o poder é único e indivisível, isto é, o Estado é um só: República Federativa 
do Brasil. Apesar da referida crítica doutrinária, na maioria dos casos, ambas as expressões 
acabam aparecendo em provas como expressões sinônimas2. 
 
2 Nesse sentido, inclusive, a banca CESPE considerou como CORRETO, no concurso para provimento de 
cargo de analista técnico da DPU, realizado em 2016, a seguinte assertiva: “A repartição do poder estatal 
em funções — legislativa, executiva e jurisdicional — não descaracteriza a sua unicidade e 
indivisibilidade”. 
DIREITO ADMINISTRATIVO | LUCAS MARTINS
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FUNÇÕES TÍPICAS 
Cada um dos Poderes do Estado tem sua atividade principal, quais sejam: 
FUNÇÃO LEGISLATIVA FUNÇÃO JURISDICIONAL FUNÇÃO EXECUTIVA 
Função de legislar, isto é, 
inovar no ordenamento 
jurídico. Trata-se de função 
conferida tipicamente ao 
Poder Legislativo. 
Função de julgar com 
definitividade, resolvendo 
conflitos de interesses 
sempre mediante 
provocação do interessado. 
Trata-se de função 
tipicamente conferida ao 
Poder Judiciário. 
Função de implementar, de 
ofício, o que determina a lei 
atendendo às necessidades 
da população. Também 
chamada de função 
administrativa é tipicamente 
conferida ao Poder 
Executivo. 
 
FUNÇÃO LEGISLATIVA X FUNÇÃO JURISDICIONAL X FUNÇÃO ADMINISTRATIVA 
Diferente do Poder Judiciário, que aplica a lei apenas quando provocado (atuação indireta), o 
Poder Executivo deve aplica-la ainda que de ofício (atuação direta). Além disso, diferente do 
Poder Legislativo, que, pela produção legislativa, busca os objetivos do Estado de forma 
abstrata, o Poder Executivo o faz de forma concreta, detalhando e executando o que está no 
plano abstrato, isto é, na lei. 
 
FUNÇÃO POLÍTICA (DE GOVERNO) 
Celso Antônio Bandeira de Mello prevê, ainda, esta quarta função estatal que não se confunde 
com nenhuma das três acima mencionadas. Essa atuação do Estado não se dá mediante ato 
administrativo, mas por ato de natureza política, tais como: sanção e veto de lei; declaração 
de guerra; decretação de estado de calamidade pública, etc. 
 
FUNÇÕES ATÍPICAS 
Cada poder, como visto, possui sua função típica. Entretanto, a Constituição Federal autoriza 
que, em algumas circunstâncias (por isso é medida excepcional), um determinado poder 
estatal venha a exercer a funções de outro. Quando isso ocorre, diz-se que o referido poder 
está exercendo uma função atípica. É o que ocorre, por exemplo, quando o Poder Legislativo 
Federal, por meio do Senado Federal, vem a julgar com definitividade o Presidente da 
República, exercendo uma função que não lhe é típica, mas sim do Poder Judiciário (função 
jurisdicional). No mesmo sentido, quando o Poder Legislativo realiza uma licitação ele não 
está exercendo sua função típica (legislativa), mas sim uma função administrativa, 
tipicamente conferida ao Poder Executivo. Isso ocorre, como forma de garantir a harmonia 
entre os poderes e decorre da teoria dos freios e contrapesos (checks and ballances). Nesse 
sentido, é correto afirmar que a separação de poderes NÃO tem caráter absoluto. 
 
TRIPARTIÇÃO DE “PODERES” X TRIPARTIÇÃO DE FUNÇÕES 
Tecnicamente, a expressão tripartição de poderes não é adequada, mas sim de funções, na 
medida em que o poder é único e indivisível, isto é, o Estado é um só: República Federativa 
do Brasil. Apesar da referida crítica doutrinária, na maioria dos casos, ambas as expressões 
acabam aparecendo em provas como expressões sinônimas2. 
 
2 Nesse sentido, inclusive, a banca CESPE considerou como CORRETO, no concurso para provimento de 
cargo de analista técnico da DPU, realizado em 2016, a seguinte assertiva: “A repartição do poder estatal 
em funções —legislativa, executiva e jurisdicional — não descaracteriza a sua unicidade e 
indivisibilidade”. 
 
 
 
PODERES DO ESTADO X PODERES ADMINISTRATIVOS 
Os poderes do Estado são poderes estruturais e organizacionais que não devem se confundir 
com os poderes administrativos, que, por sua vez, são instrumentais, isto é, prerrogativas 
concedidas ao Estado-Administração para que ele consiga atingir seus fins. Os poderes 
administrativos estão afetos ao direito administrativo, enquanto os poderes de Estado ao 
direito constitucional. 
 
1.4. ELEMENTOS DO ESTADO 
 
Não há estado sem um povo situado em um determinado território e regido por um Governo 
Soberano. Por essa razão, para que haja Estado, é indispensável, imprescindível, elementar que 
haja um povo, um território e um governo soberano. Veja a descrição para cada um desses 
elementos. 
 
POVO TERRITÓRIO GOVERNO SOBERANO 
Trata-se do elemento 
humano. É o conjunto de 
pessoas naturais, vinculadas 
juridicamente a um ente 
estatal por meio da 
nacionalidade (vínculo 
político-jurídico). Não se 
confunde com população 
(conceito demográfico). 
Trata-se do elemento 
material. É o espaço físico 
dentro do qual o Estado 
exerce sua soberania. 
 
Trata-se do elemento 
político. Este terceiro 
elemento também pode 
aparecer como soberania, 
indicando, no aspecto 
interno, a supremacia do 
Estado, na medida em que 
não há nenhum outro poder 
que a ele se sobreponha. No 
aspecto externo, significa a 
igualdade frente aos demais 
Estados. 
 
BEM COMUM 
Para alguns autores, há ainda um quarto elemento formador do Estado, qual seja o elemento 
teleológico ou finalístico. É dizer, quando se pensa na figura do Estado deve-se perguntar: o 
que se objetiva com a criação do Estado? Qual a finalidade deste ente? A resposta é a busca 
pelo bem comum, isto é, pela vida harmônica daquele povo que vive naquele território. Eis o 
elemento finalístico do Estado. 
 
1.5. FORMAS DE ESTADO 
 
O conceito de Estado possui relação com o modo de exercício do poder político em função do 
território. Nesse sentido, o poder político poderá ser exercido de forma concentrada ou 
regionalizada. A referida regionalização ou não do poder político de um determinado Estado é 
utilizada para diferenciar as duas formas de Estado, quais sejam: 
 
ESTADO UNITÁRIO ESTADO FEDERATIVO 
O poder político é centralizado em uma única 
entidade governamental. Geralmente é 
forma de Estado adotada em Estados de 
pequena dimensão territorial (muitos 
Estados europeus, de pequena dimensão, 
adotam a forma unitária). 
O poder político é regionalizado em mais de 
uma entidade governamental. Geralmente é 
forma de Estado adotada em Estados de 
grande dimensão territorial (o Brasil adota a 
forma federativa). 
8
 
 
 
FORMA DE ESTADO BRASILEIRO 
Trata-se de um Estado Federativo. Dessa forma, na República Federativa do Brasil temos não 
um único ente com autonomia política3, mas vários: União, Estados-Membros, Distrito 
Federal e Municípios4. Exatamente por serem entes com autonomia política os referidos 
entes são denominados entes políticos. Exatamente por fazerem parte de um Estado 
Federativo também podem aparecer com o nome de entes federativos. 
 
1.6. CONCEITO DE ESTADO 
 
Trata-se de instituição organizada política, social e juridicamente, dotada de personalidade 
jurídica própria de direito público, submetida às normas estipuladas pela lei máxima, que, no 
Brasil, é a Constituição Federal, e dirigida por um governo que possui soberania reconhecida 
interna e externamente. O Estado surge, basicamente, com o objetivo de viabilizar os objetivos 
da sociedade, estipulados em sua lei maior. 
 
ATUAÇÃO NO DIREITO PÚBLICO E NO DIREITO PRIVADO 
O Estado pode atuar tanto no direito público como no privado, entretanto sempre ostentará 
a qualidade de pessoa jurídica de direito público. Isso nem sempre foi assim, pois antigamente 
sustentava-se a teoria da dupla personalidade do Estado, isto é, este ostentaria a qualidade 
de pessoa jurídica de direito público quando atuasse no direito público (como ente soberano) 
e de pessoa jurídica de direito privado quando atuasse no direito privado (em igualdade com 
os particulares). Dessa forma, a teoria da dupla personalidade do Estado encontra-se 
superada. 
 
2. GOVERNO 
 
 2.1. Governo X Estado 
2.2. Conceito de Governo 
2.3. Formas de Governo 
 2.4. Sistemas de Governo 
 2.5. Função Política 
 
2.1. GOVERNO X ESTADO 
 
Institutos que não se confundem, pois, como visto, governo é apenas um dos três elementos 
que compõe o Estado. O Estado existe para alcançar o bem comum de seu povo. Para isso traça 
na própria Constituição alguns objetivos a serem perseguidos5. Entretanto, a Constituição não 
diz qual o “caminho a ser percorrido”, isto é, não define o que deve ser feito para que o Estado 
 
3 Atualmente, entende-se que a denominada autonomia política compreende quatro características, 
quais sejam: a) auto-organização (elaboração de suas constituições estaduais – Estados - bem como de 
suas leis orgânicas – municípios e distrito federal); b) autolegislação (elaboração de suas próprias leis); c) 
autoadministração (poder para exercer suas atribuições de natureza administrativa, tributária e 
orçamentária); d) autogorverno (poder para eleger seus próprios governantes). 
4 Art. 18, CF. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. 
5 Art. 3º, CF. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma 
sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a 
marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
DIREITO ADMINISTRATIVO | LUCAS MARTINS
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FORMA DE ESTADO BRASILEIRO 
Trata-se de um Estado Federativo. Dessa forma, na República Federativa do Brasil temos não 
um único ente com autonomia política3, mas vários: União, Estados-Membros, Distrito 
Federal e Municípios4. Exatamente por serem entes com autonomia política os referidos 
entes são denominados entes políticos. Exatamente por fazerem parte de um Estado 
Federativo também podem aparecer com o nome de entes federativos. 
 
1.6. CONCEITO DE ESTADO 
 
Trata-se de instituição organizada política, social e juridicamente, dotada de personalidade 
jurídica própria de direito público, submetida às normas estipuladas pela lei máxima, que, no 
Brasil, é a Constituição Federal, e dirigida por um governo que possui soberania reconhecida 
interna e externamente. O Estado surge, basicamente, com o objetivo de viabilizar os objetivos 
da sociedade, estipulados em sua lei maior. 
 
ATUAÇÃO NO DIREITO PÚBLICO E NO DIREITO PRIVADO 
O Estado pode atuar tanto no direito público como no privado, entretanto sempre ostentará 
a qualidade de pessoa jurídica de direito público. Isso nem sempre foi assim, pois antigamente 
sustentava-se a teoria da dupla personalidade do Estado, isto é, este ostentaria a qualidade 
de pessoa jurídica de direito público quando atuasse no direito público (como ente soberano) 
e de pessoa jurídica de direito privado quando atuasse no direito privado (em igualdade com 
os particulares). Dessa forma, a teoria da dupla personalidade do Estado encontra-se 
superada. 
 
2. GOVERNO 
 
 2.1. Governo X Estado 
2.2. Conceito de Governo 
2.3. Formas de Governo 
 2.4. Sistemas de Governo 
 2.5. Função Política 
 
2.1. GOVERNO X ESTADO 
 
Institutos que não se confundem, pois, como visto, governo é apenas um dos três elementos 
que compõe o Estado. O Estado existe para alcançar o bem comum de seu povo. Para isso traça 
na própria Constituição alguns objetivos a serem perseguidos5. Entretanto, a Constituição não 
diz qual o “caminho a ser percorrido”, isto é, não define o que deveser feito para que o Estado 
 
3 Atualmente, entende-se que a denominada autonomia política compreende quatro características, 
quais sejam: a) auto-organização (elaboração de suas constituições estaduais – Estados - bem como de 
suas leis orgânicas – municípios e distrito federal); b) autolegislação (elaboração de suas próprias leis); c) 
autoadministração (poder para exercer suas atribuições de natureza administrativa, tributária e 
orçamentária); d) autogorverno (poder para eleger seus próprios governantes). 
4 Art. 18, CF. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. 
5 Art. 3º, CF. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma 
sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a 
marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
 
 
alcance seus objetivos e, com isso, garanta o bem estar de seu povo. A quem incumbe esse 
papel? Ao Governo. É exatamente por isso que se diz que o governo é o elemento condutor do 
Estado, pois é ele que, traçando políticas públicas, isto é, “estratégias”, conduz o Estado ao 
cumprimento de seus objetivos. Exemplificando, a Constituição traça como objetivo 
fundamental a erradicação da pobreza, daí vem o Governo Federal e define a política Bolsa 
Família. Traça como objetivo fundamental reduzir as desigualdades sociais, daí vem o Governo 
Federal e define o Programa Universidade para Todos – PROUNI; etc. 
 
2.2. CONCEITO DE GOVERNO 
 
É possível se conceituar Governo em dois sentidos: a) sentido subjetivo (orgânico/formal); b) 
sentido objetivo (funcional/material). Veja: 
 
GOVERNO EM SENTIDO SUBJETIVO GOVENO EM SENTIDO OBJETIVO 
Trata-se da cúpula diretiva do Estado 
responsável pela condução das atividades do 
Estado, isto é, o conjunto de poderes e órgãos 
constitucionais. São os órgãos que compõem 
o alto escalão da estrutura organizacional do 
Poder Público (Presidência da República; 
Ministério da Saúde; Governadorias; 
Secretarias Estaduais; Prefeituras; 
Secretarias Municipais; etc). Nesse sentido, 
entende-se como Governo o conjunto de 
sujeitos/agentes, órgãos e entidades/pessoas 
jurídicas que exercem função de natureza 
política/governamental. É um conceito sobre 
a perspectiva de “quem exerce” a função 
política. 
Trata-se da própria atividade 
diretiva/política do Estado, isto é, o 
complexo de funções básicas do Estado na 
definição das diretrizes a serem tomadas em 
busca dos objetivos constitucionais (política 
do “minha casa minha vida” como forma de 
garantir o direito fundamental à moradia; 
política do “PROUNI” como forma de garantir 
o direito fundamental à educação; etc). 
Nesse sentido, entende-se como governo a 
própria atividade/função 
política/governamental. É um conceito sobre 
a perspectiva de “o que é” a função política. 
 
2.3. FORMAS DE GOVERNO 
 
Trata-se de matéria mais afeta ao direito constitucional, mas que também possui certa 
relevância em provas de direito administrativo. Ao classificar o Governo quanto suas formas, o 
intuito é identificar como se dá a instituição e a transmissão do poder político na sociedade. 
Também se busca definir como se dá a relação entre governantes e governados. Veja o quadro 
abaixo: 
 
REPÚBLICA MONARQUIA 
Instituição no poder político mediante 
eleições periódicas 
Instituição no poder político mediante a 
hereditariedade 
Transitoriedade no poder político Vitaliciedade no poder político 
Responsabilidade do Governante 
(Prestação de Contas) 
Irresponsabilidade do Governante 
(Não há dever de Prestação de Contas) 
Forma adotada no Brasil Forma adotada na Inglaterra 
 
2.4. SISTEMAS DE GOVERNO 
 
Trata-se do modo que se dá a relação entre o Poder Legislativo e o Executivo no exercício das 
funções governamentais, podendo ser: 
10
 
 
 
PRESIDENCIALISTA PARLAMENTARISTA 
Maior independência entre os poderes Menor independência entre os poderes 
A figura do Chefe de Governo se confunde 
com a do Chefe de Estado (Chefe do Poder 
Executivo) 
A figura do Chefe de Estado (Chefe do Poder 
Executivo) não se confunde com a do Chefe 
de Governo (Primeiro Ministro) 
Sistema adotado no Brasil Sistema adotado na França 
 
2.5. FUNÇÃO POLÍTICA 
 
Trata-se de função através da qual o Estado, por exemplo, elabora suas políticas públicas, não 
se confundindo com a função administrativa, através da qual o Estado executa suas políticas 
públicas. 
 
3. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
3.1. Administração Pública X Governo X Estado 
3.2. Administração Pública X Poder Executivo 
3.3. Conceito de Administração Pública 
3.4. Função Administrativa 
3.5. Tarefas Precípuas da Administração 
 
3.1. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA X GOVERNO X ESTADO 
 
Conceitos que não se confundem. O Estado surge para garantir o bem comum através do alcance 
dos objetivos pré-fixados na Constituição Federal. O Governo elabora as diretrizes para que o 
Estado alcance esses objetivos (elemento condutor). A Administração Pública executa, isto é, 
implementa essas diretrizes para que o Estado alcance esses objetivos. Dessa forma, entre 
Governo e Administração Públicas, temos as seguintes diferentes: 
 
GOVERNO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Elaboração 
de políticas públicas 
Execução 
de políticas públicas 
Função política 
(função de governo) 
Função administrativa 
(função executiva) 
 
3.2. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA X PODER EXECUTIVO 
 
O conceito de Administração Pública não coincide com o de Poder Executivo, pois, como visto, 
há possibilidade de atuação administrativa pelos demais poderes de Estado, ainda que de forma 
atípica (Tribunal que realiza um concurso; Congresso Nacional publicando edital de licitação; 
etc). Por essa razão, Administração Pública aparece como o Estado no exercício da função 
administrativa, seja pelo Poder Executivo, quem o faz de forma típica, seja pelos demais, que 
poderão fazê-lo de forma atípica. Dessa forma, Administração Pública é conceito mais amplo 
que Poder Executivo. 
 
3.3. CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Assim como ocorre ao se conceituar Governo, ao se conceituar Administração Pública também 
há o sentido subjetivo e o sentido objetivo. Veja: 
DIREITO ADMINISTRATIVO | LUCAS MARTINS
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PRESIDENCIALISTA PARLAMENTARISTA 
Maior independência entre os poderes Menor independência entre os poderes 
A figura do Chefe de Governo se confunde 
com a do Chefe de Estado (Chefe do Poder 
Executivo) 
A figura do Chefe de Estado (Chefe do Poder 
Executivo) não se confunde com a do Chefe 
de Governo (Primeiro Ministro) 
Sistema adotado no Brasil Sistema adotado na França 
 
2.5. FUNÇÃO POLÍTICA 
 
Trata-se de função através da qual o Estado, por exemplo, elabora suas políticas públicas, não 
se confundindo com a função administrativa, através da qual o Estado executa suas políticas 
públicas. 
 
3. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
3.1. Administração Pública X Governo X Estado 
3.2. Administração Pública X Poder Executivo 
3.3. Conceito de Administração Pública 
3.4. Função Administrativa 
3.5. Tarefas Precípuas da Administração 
 
3.1. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA X GOVERNO X ESTADO 
 
Conceitos que não se confundem. O Estado surge para garantir o bem comum através do alcance 
dos objetivos pré-fixados na Constituição Federal. O Governo elabora as diretrizes para que o 
Estado alcance esses objetivos (elemento condutor). A Administração Pública executa, isto é, 
implementa essas diretrizes para que o Estado alcance esses objetivos. Dessa forma, entre 
Governo e Administração Públicas, temos as seguintes diferentes: 
 
GOVERNO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Elaboração 
de políticas públicas 
Execução 
de políticas públicas 
Função política 
(função de governo) 
Função administrativa 
(funçãoexecutiva) 
 
3.2. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA X PODER EXECUTIVO 
 
O conceito de Administração Pública não coincide com o de Poder Executivo, pois, como visto, 
há possibilidade de atuação administrativa pelos demais poderes de Estado, ainda que de forma 
atípica (Tribunal que realiza um concurso; Congresso Nacional publicando edital de licitação; 
etc). Por essa razão, Administração Pública aparece como o Estado no exercício da função 
administrativa, seja pelo Poder Executivo, quem o faz de forma típica, seja pelos demais, que 
poderão fazê-lo de forma atípica. Dessa forma, Administração Pública é conceito mais amplo 
que Poder Executivo. 
 
3.3. CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Assim como ocorre ao se conceituar Governo, ao se conceituar Administração Pública também 
há o sentido subjetivo e o sentido objetivo. Veja: 
 
 
 
SENTIDO SUBJETIVO SENTIDO OBJETIVO 
Também denominado de sentido orgânico ou 
formal. É o conjunto de agentes, órgãos e 
entes que exercem função administrativa. 
Neste sentido, a expressão deve ser grafada 
com letras maiúsculas (Administração 
Pública). 
Também denominado de sentido funcional 
ou material. É a própria atividade, função 
administrativa. Neste sentido, a expressão 
deve ser grafada com letras minúsculas 
(administração pública). 
 
Diferentemente do Governo, a Administração Pública pode ser conceituada ainda em sentido 
estrito ou em sentido amplo. Veja: 
 
SENTIDO ESTRITO SENTIDO AMPLO 
Abrange apenas os órgãos e pessoas que 
exercem função administrativa. Nesse 
sentido, não o conceito de Administração 
Pública não abrange os órgãos que exercem 
função política. Esses estariam dentro da 
ideia de Governo. 
Abrange os órgãos de governo, que exercem 
função política, e os órgãos e pessoas que 
exercem função meramente administrativa. 
 
É possível conceituar a Administração Pública, ainda, em Administração Introversa e 
Administração Extroversa. Veja: 
 
ADMINISTRAÇÃO INTROVERSA ADMINISTRAÇÃO EXTROVERSA 
Diz respeito à relação existente entre 
Administração Pública e seu corpo de agentes 
públicos. 
Diz respeito à relação existente entre 
Administração Pública o administrado. 
 
3.4. FUNÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
Tem relação com a execução de políticas públicas, não se confundido com a elaboração das 
políticas públicas (função política). 
 
3.5. TAREFAS PRECÍPUAS DA ADMINISTRAÇÃO 
 
1. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO 2. EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA 
A Administração Pública possui o papel de 
prestar serviços públicos, sobretudo após a 
1ª guerra mundial, com o surgimento das 
chamadas constituições sociais, que vieram a 
atribuir ao Estado funções positivas. Trata-se 
de atividade ampliativa ao destinatário. 
A Administração Pública possui o papel de 
limitar e condicionar a liberdade e 
propriedade privada em favor do interesse 
público (poder de polícia). Difere da 
prestação de serviço público, pois é atividade 
restritiva, enquanto a prestação de serviço 
público é atividade ampliativa ao 
destinatário. 
3. ATIVIDADE DE FOMENTO 4. INTERVENÇÃO ADMINISTRATIVA 
A Administração Pública possui o papel de 
incentivar setores sociais específicos em 
atividades exercidas por particulares, 
estimulando o desenvolvimento da ordem 
social e econômica no intuito de alcançar o 
a. 4.1. NA ORDEM ECONÔMICA 
A Intervenção do Estado na ordem 
econômica se subdivide em duas: a) 
intervenção indireta - quando o Estado atua 
na regulação e fiscalização da atividade 
12
 
 
crescimento do país. No Brasil, trata-se de 
papel muito recorrente da década de 
noventa para cá, em virtude da política de 
desestatização, em que, visando aprimorar 
determinados serviços (comunicação, por 
exemplo) transferiu-se para a iniciativa 
privada determinadas atividades e, 
consequentemente, a Administração passou 
a regular o exercício das mesmas (pelas 
agências reguladoras, por exemplo). 
econômica desempenhada na iniciativa 
privada (BACEN; Agências Reguladoras; etc); 
b) intervenção direta - quando o Estado 
efetivamente explora atividade econômica 
nos termos autorizados pela Constituição 
Federal6 (CEF; Banco do Brasil, etc). 
4.2. NA PROPRIEDADE PRIVADA 
Ocorre quando o Poder Público intervém na 
propriedade privada de alguém mediante 
atos concretos incidentes sobre destinatários 
específicos. Subdivide-se em duas: a) 
intervenção supressiva – quando o Poder 
Público suprime a propriedade do particular 
(desapropriação); b) intervenção restritiva – 
quando o Poder Público não suprime, mas 
apenas restringe a propriedade do particular 
(servidão administrativa; limitação 
administrativa; requisição administrativa; 
ocupação temporária; tombamento). 
 
Nesse sentido, todas essas tarefas caracterizam a função administrativa, que deve ser 
desempenhada pela Administração Pública sempre em busca do bem coletivo. Importante notar 
que não se trata de uma faculdade do Poder Público, eis que o interesse público é indisponível 
(princípio da indisponibilidade do interesse público). Dessa forma, o Estado deve atuar para 
persegui-lo. 
 
 
6 Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica 
pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante 
interesse coletivo, conforme definidos em lei.

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