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Alterações Hormonais • O efeito dos compostos opioides sobre a função hormonal é denominada endocrinopatia por opioide. disfunção sexual (disfunção erétil e diminuição da libido), depressão e redução do nível de energia. Níveis de testosterona caem após administração de opioides e normalizam com a suspensão da medicação Queda na testosterona está relacionada à disfunção sexual Depressão Dismenorreia Disfunção sexual Potencial redução na densidade mineral óssea Hiperalgesia Aumento da sensibilidade à dor. Aumento da dor, apesar do aumento da dose do opioide. O uso de opioides pode estar relacionado ao desenvolvimento de hiperalgesia, e pode estar ligado aos metabólitos dos opioides, como a morfina 3-glucoronídeo. A apoptose celular induzida por opioide também pode estar envolvida com a hiperalgesia. Recomendação: o tratamento da hiperalgesia é ainda limitado, existem evidências de que a cetamina possa prevenir a hiperalgesia induzida por opioides. Distúrbio do sono Comum em doentes oncológicos. Pode ser atribuído à dor. Geralmente acredita-se que opioides melhoram o sono, mas isso não está determinado. Acontece prejuízo do sono REM Alteração da psicomotricidade • Pode ocorrer no início do tratamento com opioides • Alteração da habilidade para dirigir e operar máquinas Rotação de opioides • A mudança ou troca de um opioide por outro, mesmo sem a previsão de retornar ao seu uso, é chamada de rotação de opioide • A rotação é baseada na observação clínica que a resposta individual varia de opioide para opioide, e a mudança de opioide pode levar a um melhor balanço entre a analgesia obtida e seus efeitos adversos. • Indicações: Analgesia insuficiente, progressão da doença, efeitos adversos intoleráveis • Codeína, Tramadol, oxicodona, metadona, hidromorfona, fentanil transdérmico Analgesia insuficiente: • Tolerância - redução do efeito analgésico depois de repetidas administrações • necessidade de utilizar doses maiores para manter a analgesia • aumento dos efeitos adversos, algumas vezes devido aos metabólitos ativos tóxicos. O uso do opioide de forma contínua, comum nos pacientes oncológicos, pode levar à acumulação de metabólitos tóxicos e ao aparecimento de efeitos adversos incontroláveis, e nesta situação a rotação do opioide, ou a mudança de sua via de administração, pode proporcionar um melhor resultado. Progressão da doença • comum nos pacientes oncológicos com o agravamento de seus sintomas e o aparecimento de novos e mais graves sintomas • Menor resposta analgésica frente a nova situação clínica • Utilização de adjuvante, bloqueio analgésico • Rotação de opioide reservada para os casos não resolvidos A troca da via de administração dos opioides poderia ser considerada também uma forma de rotação. Quando o doente apresenta na evolução da doença dificuldade para deglutição, na absorção gastrointestinal, declínio da consciência, a mudança para uma via transdérmica ou subcutânea é necessária. Técnicas de analgesia espinhal com quantidades menores do opioide. Como fazer rotação de opioides Após avaliação da condição clínica do doente, da analgesia obtida com o uso do opioide, e se as medidas tomadas não forem efetivas, a rotação de opioide é indicada e deve ser realizada seguindo alguns parâmetros. As tabelas de doses equianalgésicas fornecem uma orientação para calcular a dose inicial, mas não constituem uma escala que deva ser seguida rigorosamente – avaliar condição clínica. Cuidado para evitar superdosagem e analgesia insuficiente Tabela de doses equianalgésicas opioide Via oral Via parenteral Morfina 30mg 10mg Codeína 200mg - Metadona 20mg 10mg Oxicodona 20-30mg 10-115mg Hidromorfona 7,5mg 1,5mg Fonte: ANCP, 2012. Fonte: ANCP,2012. Rotação de opioides • Recomendações para a rotação • 1. Avaliação clínica do paciente; • 2. Efeitos adversos podem não ser devido ao uso do opioide; • 3. Evitar rotação frequente de opioides; • 4. Fármacos adjuvantes devem ser utilizados; • 5. Aumentar a dose gradativamente; • 6. Avaliar adesão ao tratamento com opioides de ação curta; • 7. Analisar custo econômico na rotação do opiode; • 8. Não predeterminar tempo para rotação do opioide.