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1 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4 2 DEFINIÇÃO E PRECEITOS LEGAIS.......................................................... 5 2.1 Tratamento fisioterapêutico dermatofuncional ...................................... 7 3 INTRODUÇÃO Á FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL ....................... 8 3.1 Fisiologia da pele ................................................................................. 9 4 PATOLOGIAS E DISFUNÇÕES ............................................................... 12 4.1 Lipodistrofia ginóide- Celulite ............................................................. 12 4.2 Queloides ........................................................................................... 14 4.3 Obesidade .......................................................................................... 17 4.4 Envelhecimento e flacidez .................................................................. 18 4.5 Estrias ................................................................................................ 20 4.6 Queimaduras ...................................................................................... 21 4.7 Cirurgia plástica .................................................................................. 21 5 INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA ..................................................... 25 5.1 Queloides ........................................................................................... 25 5.2 Fibro edema gelóide (FEG) ................................................................ 26 5.3 Estrias atróficas .................................................................................. 29 5.4 Gordura localizada ............................................................................. 30 5.5 Após cirurgia bariátrica ....................................................................... 32 5.6 Hanseníase ........................................................................................ 33 5.7 Queimados ......................................................................................... 36 5.8 Após tratamento do câncer de mama................................................. 38 5.9 Flacidez e envelhecimento ................................................................. 40 6 DRENAGEM LINFÁTICA .......................................................................... 41 6.1 Indicação e Contra indicação da drenagem linfática .......................... 43 3 6.2 Pré cirúrgico ....................................................................................... 43 6.3 Pós cirúrgico ....................................................................................... 44 7 CORRENTE RUSSA NAS DISFUNÇÕES DERMATOFUNCIONAIS ....... 46 8 ULTRASSOM NAS DISFUNÇÕES DERMATOFUNCIONAIS .................. 47 9 CARBOXITERAPIA NAS DIFUNÇÕES DERMATOFUNCIONAIS ........... 49 10 LASERTERAPIA .................................................................................... 49 10.1 Tipos de laser na fisioterapia .......................................................... 50 10.2 Indicações clínicas do laser de baixa potência ............................... 51 11 RADIOFREQUÊNCIA NAS DIFUNÇÕES DERMATOFUNCIONAIS ..... 53 11.1 Indicações e contraindicações ........................................................ 54 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 55 4 1 INTRODUÇÃO Prezado aluno! O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil. Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe convier para isso. A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida e prazos definidos para as atividades. Bons estudos! 5 2 DEFINIÇÃO E PRECEITOS LEGAIS Fonte: noticiasconcursos.com A fisioterapia é uma ciência aplicada que tem por objetivo o movimento humano, em todas suas formas de expressão e potencialidades, a fim de promover saúde, prevenir doenças e reabilitar indivíduos, proporcionando-lhes uma melhor qualidade de vida (TORRES, 2014). A Fisioterapia na área da estética começou a ser aplicada em meados dos anos de 1970. Mas a década de 1990 foi um dos marcos históricos, onde foi promovida a expansão da fisioterapia estética e várias outras áreas. Desde então observaram que os fisioterapeutas tinham domínio em várias técnicas, quanto prática e teórica, contudo, os investimentos começaram a crescer e assim a área da estética começou a surgir. (GUIRRO; GUIRRO 2002). Em 1997 foi criado a Comissão de Estudos em Fisioterapia Estética, assim essa organização mudou a nomenclatura de fisioterapia estética para Fisioterapia Dermatofuncional, que foi reconhecido pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO) na Resolução n° 362 como uma área exclusiva do profissional Fisioterapeuta. (CREFITO-COFFITO, 2009). A Fisioterapia Dermatofuncional tem como objetivo a recuperação física, estética e funcional das alterações dermatológicas, endócrino-metabólicos e musculoesqueléticos. (TACANI; CAMPOS, 2004). Atua principalmente nas complicações para serem evitadas, prevenindo ou tratando respostas advindas de intervenções cirúrgicas na grande maioria dos casos, pela correta indicação da cirurgia e associados também com os cuidados específicos, que devem ser tomados tanto no pré, Inter e pós-operatório, possibilitando o retorno 6 mais rápido dos pacientes a suas atividades diárias. (MEDEIROS; VASCOCELOS, 2014). Dentre as diversas áreas de atuação, a Fisioterapia Estética, renomeada por Fisioterapia Dermatofuncional é uma especialidade reconhecida recentemente pelo COFFITO através da resolução n° 362, de 20 de maio de 2009 (COFFITO, 2009). Tal especialidade tornou-se mais popular no Brasil no início dos anos 90 em virtude da procura por tratamentos que objetivavam, além da recuperação física, a melhora da saúde, bem-estar e autoestima, buscando aperfeiçoar a aparência e até mesmo seguindo os padrões culturais de beleza do século XX, período em que a população passou a se preocupar com os distúrbios estéticos (FALCÃO, 2010). Porém ainda há necessidade de fundamentação teórico-prática para a aplicação clínica de seus conceitos (OLIVEIRA, 2011). A supracitada área é responsável pela manutenção da integridade do sistema tegumentar, incluindo as alterações superficiais da pele. O fisioterapeuta atuante na área de Dermatofuncional tem como responsabilidade manter e promover a ótima função física, além do bem estar e da qualidade de vida dos pacientes (NOBRE, 2005). Tal conceito deixa clara a variedade de possibilidades de atuação do profissional que possui interesse por este campo da Fisioterapia, pois a mesma engloba as seguintes subáreas: disfunções dermatológicas, como dermatoses, acne, rosácea; disfunções vasculares, como fleboedemas, lipedemas e linfedemas; disfunções da cicatrização,como queimaduras, cicatrizes hipertróficas, queloides, úlceras, aderências; disfunções estéticas, como fibroedema gelóide, estrias atróficas, lipodistrofias; e pós-operatório de cirurgias plásticas reparadoras, estéticas e vasculares (MILANI, 2006). Deve-se ressaltar que a ascensão desta área se encontra diretamente atrelada a qualidades dos serviços prestados à população, pois a satisfação do paciente é um importante fator propulsor para a consolidação de qualquer serviço de saúde. Para isto, é necessária a realização de uma avaliação permanente, a fim de obter dados a respeito das expectativas e do contentamento dos pacientes em relação aos serviços prestados, detectando-se possíveis falhas e buscando soluções para a melhoria dos atendimentos (NOBRE, 2005). 7 2.1 Tratamento fisioterapêutico dermatofuncional Fonte: crefitto14.org.br O Tratamento Fisioterapêutico é realizado por um profissional da Fisioterapia Dermatofuncional que realizará uma avaliação detalhada como, tipo de trofismo muscular e cutâneo, edemas e sensibilidade. Contudo ele traça protocolos com condutas adequadas para as complicações cirúrgicas encontradas. Na avaliação os tópicos mais importantes na avaliação é quanto a identificação dos problemas, tecidos envolvidos e áreas lesionadas. (MOURA, 2012). A Fisioterapia no Pós-Operatório atua com tratamentos de formação de aderências que bloqueiam a circulação normal do sangue nos vasos sanguíneos que fazem com que a região fique edemaciada retardando assim a recuperação. Assim a Fisioterapia ajuda no processo de texturização da pele, diminuição de edemas, redução de nodulações fibróticas no tecido subcutâneo, cicatrização, hematomas proporcionando uma melhora no retorno venoso e o tônus muscular, ou seja, não só possibilita uma redução das prováveis complicações, como também retorna o paciente mais rapidamente ao exercício das suas atividades de vida diária. (SANTOS, 2013). O fisioterapeuta deve ter uma capacitação e conhecimento sobre as fases do reparo tecidual, principalmente para os pacientes que passaram por cirurgias plásticas, pois cada um apresenta uma característica clínica no pós-operatório, estabelecendo assim os cuidados necessários em cada fase de cicatrização (LEAL, 2017). 8 Os recursos utilizados são planejados e amplamente variáveis e depende das características apresentadas na avaliação, normalmente são aplicados protocolos diferentes tais como: Drenagem Linfática Manual (DLM), Cinesioterapia, Ultrassom Terapêutico (UST), Laser terapêutico. (GUIRRO; GUIRRO, 2002). 3 INTRODUÇÃO Á FISIOTERAPIA DERMATOFUNCIONAL A especialidade da fisioterapia dermatofuncional, reconhecida pela (Resolução COFFITO no 362, 2009) atua na promoção, prevenção e recuperação do sistema tegumentar no que se refere às repercussões resultantes de distúrbios endócrino- metabólico, dermatológico, circulatório, osteomioarticular e neurológico, tendo como consequência a recuperação estética e/ ou funcional. O fisioterapeuta dermatofuncional está habilitado a tratar lesões por queimadura (Acordão COFFITO nº 924, 2018), consequentemente, a especialidade tem como competência o tratamento de disfunções que afetam direta ou indiretamente o tegumento, agindo em todos os níveis de atenção á saúde, englobando-se a programas de promoção, manutenção, prevenção, proteção e recuperação (MELLO, 2014). De acordo com ROCHA (2012) a fisioterapia tem como principal recurso para o tratamento de pacientes acometidos por essas lesões é a eletroterapia. Essa é definida com terapia de corrente elétrica de baixa intensidade, de forma direta ou previamente transformada a fim de estimular diferentes sistemas orgânicos com importantes objetivos terapêuticos. Os pacientes com tais distúrbios podem apresentar dores, parestesias, limitações funcionais, pruridos, edemas importantes, feridas abertas que favorecem infecções, além de alterações psicoemocionais. O fisioterapeuta pode utilizar uma série de recursos próprios, objetivando a reabilitação e retorno às atividades de vida diária o mais precoce possível, mesmo quando se trata de alterações estéticas (TACANI, 2013). 9 3.1 Fisiologia da pele A pele é o maior órgão do corpo humano, é responsável por cerca de 16% do peso corporal e possui como principal função isolar as estruturas internas do ambiente externo, e é constituída por três camadas: epiderme, derme e hipoderme ou tela subcutânea. A camada externa da pele é a epiderme, sendo avascular com espessura de 75 a 150 um, sendo de 0,4 a 0,6mm de espessura na palma das mãos e planta dos pés, tendo como função principal, proteção contra agentes externos. Constituída de células epiteliais achatadas sobrepostas que as considerando de dentro para fora, estão dispostas em; germinativa ou basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea (DOMANSKY, et al., 2012). Fonte: angelicabeauty.com É na camada mais interna que os queratinócitos se multiplicam e parte se desprende da camada basal e migra para a superfície, esse processo leva cerca de 30 dias, então as células vão sofrendo alterações e em cada camada que passam, uma quantidade de queratina vai se acumulando, até perderem seu núcleo e na altura do estrato córneo onde as células são denominadas corneócitos sofrem seu processo de descamação natural (JUNQUEIRA; CARNEIRO, et. al, 2004). São vários os tipos de células que compõem a epiderme: os queratinócitos (ceratinócitos), sintetizam queratina e a medida com que migram para a superfície origina-se a camada córnea, a queratina é uma proteína fibrosa filamentosa que da firmeza a epiderme e a garante a proteção, permeabilidade e a protege da desidratação; os melancólicos que são células responsáveis pela síntese de melanina, pigmento cuja função é proteção dos raios ultravioleta; as células de Langherans são as células responsáveis pela ativação do sistema imunológico atuando como 10 macrófagos contra partículas estranhas e microrganismos; e as células ou discos de Merkel, que estão presentes entre a epiderme e derme, ligando-se as terminações nervosas sensitivas atuando como receptores de tato ou pressão (DOMANSKY, et al., 2012). A segunda camada é a derme sendo mais profunda, composta por tecido conjuntivo denso irregular. É uma camada cutânea presente entre a epiderme e o tecido subcutâneo, ricamente constituído por fibras de colágeno e elastina. É capaz de promover a sustentação da epiderme e tem participação nos processos fisiológicos e patológicos do órgão cutâneo. Sua espessura pode variar de 0,6 mm (regiões mais finas) até 3 mm, onde atinge sua proporção máxima, apresenta três regiões distintas: região superficial ou papilar, que mantém contato com a epiderme, é composta por tecido conjuntivo frouxo, com predominância de feixes de fibras colagenosas mais espessas onduladas e em disposição horizontal, possui pequenos vasos linfáticos e sanguíneos, terminações nervosas, colágeno e elastina, corpúsculo de meissner, e tem função de favorecer nutrientes; a segunda camada é a profunda ou reticular, constituída por tecido conjuntivo denso não modelado, com fibras de colagenosas mais espessas em disposições horizontais, formada pela base dos folículos pilosos, glândulas, vasos linfáticos e sanguíneos, terminações nervosas, colágeno e elastina, essa camada fornece oxigênio e nutrientes para a pele; e a terceira região é a adventricial, circundada por folículos pilossebáceos, glândulas e vasos, sendo constituída por feixes finos de colágeno, e na derme estão presentes os anexos cutâneos como glândulas sebáceas e sudoríparas, pêlos e unhas (TASSINARY, 2019). Fonte: bio.sistemas.br 11 E entre a epiderme e a derme, está presente a lâmina dermo-epidérmica, a qual permite que essas duas camadas estejam ancoradas, é sintetizada pela camada basal e tem como função seruma barreira e filtro de nutrientes, entre as camadas (BERNARDO, 2019). A última camada é constituída pela hipoderme ou tela subcutânea, considerada um órgão endócrino, constituídas por adipócitos, tem as funções de armazenar reserva energética, proteger contra choques, formar uma manta térmica e modelar o corpo (TASSINARY, 2019). Fonte: afh.bio.br A pele ao longo da vida passa por muitas transformações, ainda na formação do embrião, três folhas germinativas são formadas: o ectoderma, mesoderma e o endoderma, cada folheto se desdobra, formando e promovendo órgãos e sistema do corpo humano (JUNQUEIRA; CARNEIRO et al., 2004). O ectoderma e o mesoderma são responsáveis pela constituição da pele humana e seus anexos. O ectoderma dobra-se e forma um tubo neuronal, e a parte externa irá dar origem a epiderme e os anexos cutâneo, e a parte interna do tubo (neuroectoderma), dará origem aos melanócitos, nervos, receptores sensoriais, sistema nervoso periférico e o central. Pelo fato da pele e o sistema nervoso central compartilharem as mesmas células embrionárias, eles possuem ligação direta, o que permite a constante troca de informação entre esses sistemas, sobre o meio externo (observação: comunicação se dá por meio de neuropeptídeos e mediadores celulares (DOMANSKY, et al., 2012). 12 4 PATOLOGIAS E DISFUNÇÕES 4.1 Lipodistrofia ginóide- Celulite Fonte: fisioterapia.com.br De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia- SBD, celulite é o nome popular da lipodistrofia ginóide, que nada mais é que o depósito de gordura sob a pele. Ela se caracteriza pelo aspecto ondulado da epiderme, tipo “casca de laranja”, em algumas áreas do corpo. Afeta cerca de 95% das mulheres após a puberdade, de todas as etnias, embora seja mais comum entre as de pele branca. Raramente é observada em homens, mas pode ocorrer quando houver algum desequilíbrio hormonal. Não é considerada uma doença, contudo é uma preocupação estética importante para um grande número de mulheres. A celulite tende a ocorrer nas áreas onde a gordura está sob a influência do estrógeno (hormônio feminino), como nos quadris, coxas e nádegas; também pode ser observada nas mamas, parte inferior do abdome, braços e nuca, curiosamente áreas em que é observado o padrão feminino de deposição de gordura. A obesidade não é condição necessária para a sua existência; há mulheres magras com celulite. Entre os fatores de predisposição temos: a) Hereditariedade: o fator genético é importante. b) Problemas circulatórios: quando o sangue não flui bem, a drenagem das toxinas fica prejudicada e isso deixa o líquido que fica entre as células mais viscoso; c) Alterações hormonais: níveis de estrogênio (hormônio feminino) muito altos provocam disfunções no metabolismo que podem criar ou agravar a celulite. A pílula 13 anticoncepcional também pode desencadear o problema, pois adiciona mais uma dose de hormônios circulando em seu organismo; d) Também é importante analisar o estilo de vida. A má alimentação (excesso de açúcares e carboidratos), o sedentarismo, a tensão emocional e o excesso de toxinas no organismo contribuem para o aparecimento da celulite. Tipos de celulite: Os graus de celulite são avaliados por meio da “Cellulite Severity Scale”, um método desenvolvido pelas dermatologistas brasileiras Doris Hexsel, Camile Hexsel e Taciana Dal Forno. Essa nova classificação avalia a celulite de forma mais objetiva e já é reconhecida internacionalmente. Essa classificação avalia as principais características clínicas da celulite, sendo elas: Número e profundidade de depressões; Aspecto das áreas elevadas da celulite; Presença de lesões elevadas; Presença de flacidez; Graus da antiga classificação Cada um dos itens acima recebe uma pontuação de zero a três. A soma total dos pontos vai mostrar se a celulite é: Leve (1 a 5 pontos); Moderada (6 a 10 pontos); Grave (11 a 15 pontos). A utilização dessa nova escala define com maior precisão os graus de celulite, levando em consideração os detalhes clínicos mais relevantes para cada paciente. Além disso, de acordo com a nota de cada característica, já é possível determinar como deve ser o tratamento mais eficaz. Os estágios da celulite: A celulite se apresenta em quatro estágios de evolução. ESTÁGIO CARACTERÍSTICAS Estágio I Acontece um aumento de volume das células do tecido gorduroso na região afetada ocasionado por acúmulo de gordura dentro da célula. Não existe alteração circulatória e dos tecidos de sustentação, apenas uma discreta dilatação das pequenas veias do tecido gorduroso. Não há sinais visíveis na pele e nem dor. Estágio II As células gordurosas ficam um pouco mais cheias de gordura, e as que ficam na parte mais profunda começam a sofrer o mesmo processo. Já aparece um certo grau de fibrose, que se piorar, começa a formar micronódulos na fase seguinte. O aumento do volume das células provoca 14 alteração circulatória por provocar a compressão das microveias e vasos linfáticos. O sangue e a linfa (líquido aquoso que banha as células) ficam represados. Ocorre então um maior inchaço das células gordurosas e detritos tóxicos, que deveriam ser eliminados, começam a ficar acumulados. Na pele já é possível se observar irregularidades à palpação e ainda não existe dor. Estágio III As células continuam aumentando de volume por causa da contínua aquisição de gordura. Ocorre uma desordenação do tecido e aparecimento dos nódulos que apesar de mais profundos, são vistos como irregularidades na superfície da pele, mesmo sem palpação. Começa a existir uma fibrose, que é o endurecimento do tecido de sustentação (onde estão as fibras) e a circulação fica ainda mais comprometida. Pode aparecer os vasinhos e microvarizes. A pele tem o aspecto parecido com “Casca de Laranja”. Ocorre a sensação de peso e cansaço nas pernas (Deve-se lembrar que a celulite é basicamente um problema circulatório, e nesse estágio a circulação no tecido gorduroso já está com problemas). Estágio IV O inchaço desordenado das células gordurosas é acentuado, o tecido de sustentação se torna mais endurecido (fibroesclerose) e a circulação de retorno está muito comprometida. Nesse estágio, a celulite é dura e a pele fica “lustrosa”, cheia de depressões, com aspecto acolchoado. As pernas ficam pesadas, inchadas, doloridas e a sensação de cansaço está freqüentemente presente, mesmo sem esforço. Aparecem os aspectos anteriores já descritos e surgem os “Black Holes”, ou “Buracos Negros”, que são regiões de circulação diminuída, representando uma coalizão de vários micronódulos em macronódulos e a presença de significativa fibrose. Fonte: portalsaofrancisco.com.br 4.2 Queloides Fonte: shopfisio.com.br A cicatrização de feridas ocorre em três fases: 1ª Inflamação; 2ª formação de tecido de granulação; 3ª remodelação. 15 Qualquer alteração em uma das fases pode resultar em cicatriz patológica, como cicatriz hipertrófica e queloide (CARRERO, 2018). A epidemiologia do queloide varia de acordo com os tipos de pele. A desordem não é observada em albinos, nos indivíduos de Fitzpatrick VI a incidência pode variar de 4,5% a 16%, e nos de Fitzpatrick I é de 0,09%. A ocorrência é igual em homens e mulheres, com picos de incidência entre 10 e 30 anos. As áreas mais comumente acometidas são esterno, orelha, ombros, queixo e região púbica. Apresentam sintomas de dor, queimação, prurido e restrição de movimentação, podendo ter repercussões psicológicas e sociais (PETROU, 2019). A fisiopatologia da formação de cicatriz queloidiana ainda não é bem compreendida, devido a sua causa multifatorial e complexidade. A combinação da predisposição genética com a resposta imune exacerbada, interagindo com fatores ambientais e emocionais, está envolvida na patogênese. Portanto, ainda não existe um tratamento altamenteefetivo (TIVERON, 2018). Mecanismos envolvidos na formação de queloides Predisposição genética: Mais de 50 % dos pacientes com Queloides geralmente tem a história familiar positiva. Mutação no cromossomo 7p11 e 2q23 foram verificadas em 02 famílias com padrão de herança autossômica dominante para queloides (TIVERON, 2018). Influência hormonal: A incidência de cicatrizes queloidianas é maior durante a puberdade e gestação e diminui após a menopausa. Ph da pele: Aumento do pH da pele afeta negativamente a cicatrização e aumenta a probabilidade de formação de cicatrizes queloidianas, mesmo em indivíduos não predispostos (BIJLARD, 2017). Pigmentação da pele: A incidência de cicatriz queloidiana aumenta conforme o aumento da escala de Fitzpatrick. Foi verificado que o melanócitos podem estimular a proliferação e o crescimento de fibroblasto, aumento de síntese de colágeno, deposição de matriz extracelular e ativação de via de sinalização TGF-β, mecanismos envolvidos na formação de cicatriz patológica (BIJLARD, 2017). Teoria mecânica: Queloides frequentemente aparecem em áreas de tensão como na região torácica anterior e na escapular, e geralmente cresce de acordo com linhas de tensão do local, e vias de sinalização molecular podem estar envolvidas no fenômeno. 16 Hipótese endocrinológica: A hiperatividade das glândulas sebáceas pode influenciar a formação da cicatriz queloidiana. Queloides são raras em áreas de corpo com poucas glândulas sebáceas. E a incidência é aumentada nos adolescentes e nos adultos jovens, período de atividade aumentada das glândulas (TIVERON, 2018). Hipóteses metabólica, circulatória, imunológica: Produtos metabólicos anormais são detectados nas cicatrizes patológicas. Foi verificado aumento de níveis de ATP nos Queloides até 10 anos após lesão inicial, o que indica aumento de níveis de atividade metabólica. Como consequência, há aumento de consumo de O2, diminuição da difusão de O2, causando hipóxia na região. Não se sabe ainda se a alteração do metabolismo da área é a causa ou a consequência. Foi detectada a presença de anticorpo antifibroblastos no queloide, um mecanismo ainda não esclarecido (STADIO, 2016). Processos de cicatrização: Fase de inflamação: Atualmente a cicatriz queloidiana é considerada mais um processo inflamatório e não mais um tumor benigno. A sua formação está ligada ao tipo de resposta imune, determinada pelas citocinas expressas nas células Th CD41, que modula a resposta Th1 ou Th2. A respostaTh2 com produção de IL-2, IL- 5, IL- 10, IL-13 está ligada à fibrinogênese que, se exacerbada, implica na cicatriz patológica (TIVERON, 2018). Fase de proliferação: A alteração do fenótipo de fibroblasto tem papel central na formação de cicatrizes patológicas. Os fibroblastos da cicatriz queloidianas apresenta maiores números de receptores de fatores de crescimento, e respondem mais a fatores de crescimento como PDGF, TGF-β. TGF-β induz a formação de colágeno e matriz extracelular e é o fator fibrogênico mais relacionado à cicatriz queloidiana. Queratinócitos tem função de mediar o comportamento dos fibroblastos com secreção, ativação ou inibição de fatores de crescimento. Mastócitos são fontes de mediadores pró-inflamatórias e tem papel na vascularização (TIVERON, 2018). Fase de remodelação: A remodelação e a degradação da matriz extracelular estão ligadas às enzimas denominadas de metaloproteinases (MMP). O desbalanço da expressão das MMP está vinculado a cicatrizes patológicas. As citocinas e fatores de crescimento tem papel na regulação da expressão das MMP em fibroblastos. Foi observada também a lentificação da taxa de apoptose de miofibroblasto nessas regiões (CARRERO, 2019). 17 4.3 Obesidade Fonte: fisiocardiopulmonar.com.br A obesidade ganhou destaque na agenda pública internacional nas três últimas décadas, caracterizando-se como um evento de proporções globais e de prevalência crescente. No Brasil, o sobrepeso e a obesidade vêm aumentando em todas as faixas etárias e em ambos os sexos, em todos os níveis de renda, sendo a velocidade de crescimento mais expressiva na população com menor rendimento familiar. Em adultos, o excesso de peso e a obesidade atingiram 56,9% e 20,8% da população em 2013, respectivamente (SWINBURN, 2015). A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade como uma epidemia mundial condicionada principalmente pelo perfil alimentar e de atividade física. Sua crescente prevalência vem sendo atribuída a diversos processos biopsicossociais, em que o “ambiente” (político, econômico, social, cultural), e não apenas o indivíduo e suas escolhas, assume um lugar estratégico na análise do problema e nas propostas de intervenções Contudo, parte dos desafios reside em compreender como esses múltiplos fatores interagem (SWINBURN, 2015). No Brasil, a obesidade torna-se objeto de políticas públicas nos últimos quinze anos, e o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é o principal propositor de ações, seguindo a tendência internacional. Desde a década de 1990, a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN, 1999), do Ministério da Saúde, definiu diretrizes para organizar as ações de prevenção e tratamento da obesidade no SUS 9, sendo revisada em 2012, abordando a temática de forma mais contundente (BRASIL, 2012). 18 No ano seguinte, o Ministério da Saúde estabeleceu a linha de cuidado para obesidade como parte da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas (BRASIL, 2013). O diagnóstico do sobrepeso/obesidade vem sendo realizado por meio do índice de massa corporal (IMC), calculado como a razão da massa corporal pela estatura ao quadrado, concebido inicialmente para uso em adultos, pela sua associação com risco de adoecer e morrer, reiterando a obesidade como fator de risco especialmente para as DCNT (DE ONIS, 2007). O IMC também é usado em crianças e adolescentes, idosos e gestantes. No Brasil, os critérios diagnósticos estabelecidos pela OMS foram incorporados à vigilância alimentar e nutricional no âmbito do SUS. Não obstante seu emprego disseminado internacionalmente, o IMC não mede a composição corporal, portanto, parece haver inconsistência quanto a sua aplicabilidade para diagnosticar uma doença caracterizada por acúmulo de gordura (INSTITUTE OF MEDICINE.2009). 4.4 Envelhecimento e flacidez Fonte: portalaraxa.com.br A pele é um órgão de revestimento externo e exerce inúmeras funções, é nosso primeiro meio de comunicação e mais eficiente protetor (GUIRRO E GUIRRO, 2004). Nos dias de hoje as maiores preocupações do ser humano se tratando de pele, são o envelhecimento precoce, a flacidez tissular, a aparência visual, entre outras. Existe uma série de fatores que podem influenciar na aparência da pele podendo ser intrínseco e extrínseco. O fator intrínseco se relaciona com a idade do indivíduo e sua genética, enquanto que o fator extrínseco corresponde à ação sobre a pele de agentes externos como exposição solar, agentes químicos e tabagismo. O envelhecimento é um processo lento e irreversível, embora seja descrito como um processo natural do 19 ser humano, ele vem se tornando caso de estudo, para que cada vez mais possa ser retardado com tratamentos e/ou cosméticos específicos. Os procedimentos estéticos remetem um vasto crescimento no mercado da beleza, muitos indicados para melhorar a aparência cutânea, utilizados para acelerar o processo de reepitelização, promovendo assim a renovação celular (DOBKE, 2012). Flacidez tissular: A flacidez tissular, também conhecida como hipotonia dérmica está relacionada com a perda de tonicidade ou firmeza cutânea causada, principalmente, pelo envelhecimento cutâneo (BARATIERI, 2019). Apresenta como principais características, o excesso de pele. Mais comum nas regiões da face, interno debraços, abdômen, região interna das coxas e costas. Possui grande incidência entre mulheres e pós-emagrecimento. Atualmente seu tratamento na área da estética é predominantemente a Radiofrequência, sendo na área médica as cirurgias plásticas de abdominoplastia e a dermolipectomia de membros superiores e inferiores (BORGES, 2006). O colágeno é a proteína mais abundante (30% do total do organismo) e importante para a formação das fibras de sustentação da pele, apresentando composição bioquímica, morfologia e funções diferentes que são classificados de acordo com sua estrutura e função. Os mais abundantes no tecido conjuntivo são os colágenos formadores de fibrilas: tipos I, II, III, V e XI que conferem resistência ao tecido (ITANO et al., 2015). Na flacidez tissular a atividade celular do tecido encontra-se lesada, os fibroblastos e células de defesa trabalham de forma lenta e ineficiente. A medida que as fibras vão sendo desgastadas pela ação do tempo, o fibroblasto que deveria repor essas fibras não consegue fazer isso de forma eficiente. Os fibroblastos transformam- se em fibrócitos, células que já terminaram seu trabalho de fabricação das fibras. Havendo um estímulo, como ocorre nos processos de cicatrização, os fibrócitos podem voltar a sintetizar fibras reassumindo a função de fibroblasto, devido a ação dos fatores de crescimento que atuam no processo de reparo tecidual, sobre o fibroblasto e sobre outras células do tecido (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2004). 20 4.5 Estrias Segundo MEYER (2009), o termo estria se define como uma atrofia tegumentar adquirida com aspecto linear, sinuosa que possui tamanhos de um ou mais milímetros de largura. Localizadas na derme, que é a camada intermediária do tecido cutâneo, onde estão os fibroblastos (células produtoras de colágeno e elastina), que permitem tonicidade e elasticidade à pele. Essa atrofia é seguida de pregueamento, diminuição da elasticidade e rarefação dos pêlos. Geralmente o seu surgimento manifesta sintomas iniciais que podem ser observados com prurido local (coceira) e pele levemente rosada. As estrias acometem ambos os sexos, principalmente mulheres de diferentes faixas etárias, causando um leve desconforto, uma vez que, são imperfeições cutâneas de aspecto desagradável ao ponto de vista belo, gerando assim, uma imagem negativa (AZULAY, 2011). Os fatores causais das estrias são, a predisposição genética, fatores hormonais como o aumento plasmático dos glicocorticoides, uso prolongado de esteroides tópicos e sistêmicos, efeito do hormônio do crescimento (adolescência), uso de contraceptivos hormonais no período pré-menstrual, quantidade elevada de estrógenos e progesterona na puberdade e no período gravídico, lactação, crescimento rápido na adolescência, alterações repentinas de peso, por regimes de emagrecimento repetidos, excesso da exposição solar, pois o raio ultravioleta induz alterações nas fibras de colágeno e elastina, comprometendo suas propriedades. Essas lesões dérmicas são frequentemente encontradas em regiões que sofreram estiramento excessivo e progressivo da pele como abdômen, coxas, glúteos e seios (DACOSTA, 2016). As estrias podem ser interpretadas de acordo com seu estágio de coloração. A princípio, são avermelhadas devido à vasodilatação associada ao processo inflamatório na derme, em seguida apresentam pigmentação rósea e são chamadas de rubras e consequentemente tornam-se hipopigmentadas e fibróticas, denominando-se assim estrias albas (DA COSTA, 2016). 21 4.6 Queimaduras Fonte: bioconcursos.com.br As queimaduras são um grave problema de saúde pública, levando a internações em até 40% dos casos, destes 60% podem desenvolver sequelas funcionais. Mesmo com o conhecimento que se tem a respeito das causas de queimaduras, ainda há necessidade de caracterizar as vítimas no sentido de ampliar o conhecimento epidemiológico desta expressiva causa de morbimortalidade (RODRIGUES, 2017). No período que compreende os anos de 2006 a 2013, foram cadastrados 2041 prontuários na Clínica Escola de Fisioterapia da UEG-ESEFFEGO, dentre eles 146 prontuários apresentaram o diagnóstico de queimaduras e preencheram todos os critérios de inclusão (GIORDANI, 2016). 4.7 Cirurgia plástica Abdominoplastia: Segundo Porchat, et al. (2004) a Abdominoplastia, também conhecida como Lipectomia Abdominal e/ou Dermolipectomia é caracterizada pela resseção do excesso de pele flácida e retirada de gordura localizada, e essa intervenção cirúrgica é realizada na região suprapúbica com a plicatura dos músculos abdominais, podendo ser associada com a lipoaspiração melhorando assim o contorno corporal. Por se tratar de um procedimento invasivo, podem surgir algumas complicações, como: seroma, fibrose, hematoma, necrose, embolia gordurosa, queloide e/ou cicatriz hipertrófica e deiscência de sutura. As intervenções fisioterapêuticas no pós-operatório de cirurgias plásticas visam reduzir as suas complicações, além de acelerar o retorno do paciente às atividades de vida diária. As condutas fisioterapêuticas mais utilizadas são: Drenagem Linfática 22 Manual, Ultrassom, Carboxiterapia, Crioterapia, Cinesioterapia e Laser. (SILVA et al, 2012). Complicações pós-abdominoplastia: Seroma: é definido como um acúmulo de líquido ou plasma. Possui uma característica espessa, formada pelo retalho dermogorduroso. (BAROUDI, 2010). Para OLIVEIRA et al., (2008) o seroma ocorre pela grande abertura de retalho abdominal sendo caracterizado pelo excesso de exsudato na cor amarela retido no tecido subcutâneo. O seroma se tornou uma complicação comum, mas se tratado com rapidez, os riscos de agravamento são minimizados. O seroma acontece na região que produz menos oxigênio, contribuindo para a formação de uma espessura do tecido subcutâneo causando um abaulamento na região da cirurgia, e podem surgir logo nas duas primeiras semanas de pós- operatórios, sendo mais frequentes nas cirurgias plásticas que promovem maiores deslocamentos de tecidos, principalmente a abdominoplastia. (MENE ZES, 2017). Fibrose abdominal: A Fibrose é abordada como irregularidades na pele e nodulações, podendo ser vista somente aos 14 dias após a cirurgia, suas características são a perda da elasticidade, maciez e textura, levando a dores fortes, e que quando não tratadas podem levar a complicações avançadas. (MENEZES, 2017). 23 Hematomas: O hematoma é definido por um grande acúmulo de sangue em tecidos subcutâneos, órgãos e pele que geralmente é causado por traumas externos, alterações hematológico e pós-operatório de cirurgias plásticas. (MOURA, 2012). Umas das principais queixas apresentadas é a dor de compressão na região afetada, e edema na região operada, também são comuns que ocorra o sangramento na linha de sutura cirúrgica. A falta do cuidado com esse sangramento pode levar a hematomas volumosos, provocando anemia e facilitando a multiplicação de microrganismos de infecção. (MOURA, 2012). Necroses: A causa mais frequente das necroses é o uso da cinta compressiva de forma intensa, causado assim a isquemia na região da cirurgia. Em todos os tipos de cirurgia deve-se ter uma atenção máxima na região, quanto ao aparecimento de necroses. A Avaliação quanto à coloração da pele e integridade da mesma, o retorno venoso no local, presença ou não exsudato, limpeza no local, torna-se necessária e rotineira, pois a necrose começa com uma descoloração azulada, que leva a uma aparência de um manchado escuro, se não for tratada pode ocorrer uma necrose gangrena e posteriormente a morte celular. (MIRANDA et al.,2015). Embolia gordurosa: A embolia gordurosa é causada pelo o deslocamento de um trombo, que por sua vez, se desloca para o pulmão onde o paciente vai começar a sentir a respiração mais curta e a dificuldade para respirar, sendo assim e necessárioa prevenção através de meias elásticas compressivas. A utilização do sistema de pressão intermitente de membros inferiores, no pós-operatório, é medida que melhoram essa complicação. (FILOMENO et al, 2005). Queloide e cicatriz hipertrófica: Trata-se de uma cicatriz grossa, avermelhada, de alto relevo, e endurecida, e que normalmente leva a ter prurido e dor no local. (SOARES, 2008). 24 Antes de qualquer cirurgia deve se avaliar o risco de queloide do paciente, através de antecedentes familiares. Sua incidência é maior em pele negra do que em caucasianas. A queloide pode surgir entre o 14º dia ao 21º dia pós-lesão e a sua prevalência é maior em negros asiáticos, afetando as áreas mais espessas e densas (Figura 11), esse tipo de cicatriz fica delimitada a original, e com o tempo vai clareado e voltando a cor normal. (GUIRRO; GUIRRO, 2002). Fonte- Departamento de patologias. Processo de Cicatrização, 2009 Deiscência de sutura: É uma complicação que pode ser fatal e muito rara, caracterizada pela ruptura da cicatrização, a deiscência total pode levar a saída dos órgãos daquela região e a parcial pode levar a hérnias incisionais tardias. Ela pode ocorrer entre o 5° ao 10° dia após a cirurgia, então o cuidado nesse período deve ser extremamente reforçado, caso aconteça deve ser realizado uma laparotomia exploratória de emergência. (BORGES, 2006). Linfedema: A obstrução dos vasos sanguíneos se dá quando ocorre uma insuficiência linfática, onde se tem um desequilíbrio na filtragem da linfa, sendo assim o sistema que drena a linfa não consegue realizar a evacuação desse liquido formando assim o edema. (TORTORA; DERRICKSON 2004). 25 Segundo BOCCARDO et al.,2003 o linfedema atinge na maioria das vezes pacientes de pós operatório e pós intervenções oncológicas, assim o tratamento pode ser realizado através de exercícios cinesioterapêuticos para evitar a síndrome do imobilismo e a drenagem linfática manual para a melhora do retorno venoso. A Fisioterapia Dermatofuncional vai atuar nos percursos dos vasos linfáticos fazendo com que haja a absorção da linfa acumulada no local edemaciado, existem algumas intervenções fisioterapêuticas que são: a DLM, cinesioterapia que são os mais citados e que possui um resultado imediato e satisfatório, melhorando a qualidade de vida. (OLIVEIRA et al., 2008) 5 INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA 5.1 Queloides Fonte: saudestock.com.br Laser: Causa isquemia local por destruição de vasos, estimulando a neocolagênese, aquecimento da fibra de colágeno e quebra de ligação de dissulfetos causam realinhamento de fibras de colágeno e diminuindo a proliferação de fibroblastos (KAREN, 2020). Dye laser (585nm PDL) com doses de 6-7,5 J/ cm2 (ponteira de 07 mm) ou4,5- 5,5 J/cm2(10 mm spot), 2 a 6 sessões a cada 02 a 06 semanas. Nd-yag 1064,14 J/cm2 (ponteira 5 mm) cada 03 a 04 semanas (KAREN, 2020). Estimulação elétrica: Aumenta o efeito citotóxico da terapia fotodinâmica. Corrente alternada. Corrente contínua. Sistema Fenzian (corrente degenerada) (KAREN, 2020). 26 5.2 Fibro edema gelóide (FEG) Fonte: fisioteraloucos.com.br A atenção da fisioterapia ao FEG emprega os mais variados recursos. Podem estar associados a uma substância, como por exemplo o princípio ativo lipolítico, atuando como acelerador do transporte transdérmico. Além da diversidade de opções, atualmente é possível contar com técnicas minimamente invasivas, sem a necessidade de internação hospitalar. Estas técnicas não implicam em afastamento do trabalho e nem da vida social, isso porque os métodos utilizados foram aprimorados, representando maior eficácia e mais segurança ao paciente (WATARI, 2018). A mesoterapia é um processo que injeta medicamentos numa camada da pele (4mm de profundidade), feita com várias punções na região que se pretende tratar, a vantagem deste método é que nessa camada a medicação demora para ser absorvida, tendo portanto um longo tempo de ação, é um dos principais tratamentos utilizados para o controle da celulite, sendo invasivo. Os medicamentos aplicados localmente melhoram a circulação, a metabolização das gorduras e a produção de colágeno, para cada caso avalia-se quais as drogas a serem utilizadas e o número provável de sessões (WATARI, 2018). Para BOLA (2009), a terapia física, é um procedimento que comprova que uma boa estética depende também de exercícios físicos, pois melhoraram a circulação de retorno venoso, a função respiratória, aumenta a força muscular e o metabolismo. A energia necessária para a atividade física, devem provir do sistema aeróbico, uma vez que o sistema anaeróbico apresenta como resultado o ácido lático que irá se depositar num tecido já congestionado, por isso prefere-se o exercício localizado. É importante associar aos exercícios respiratórios e de relaxamento, pois estes promovem a diminuição do estresse físico e mental. 27 A eletrolipoforese, eletroterapia com várias modalidades de corrente elétrica, farádica, galvânica ou diadinâmica, o aparelho utilizado gera uma corrente elétrica de baixa voltagem e baixa frequência alterando as células gordurosas, essas células perdem a capacidade de reter a gordura que é liberada para ser consumida. A passagem da corrente pelas camadas mais profundas de celulite necessita de agulhas, esse tratamento é muito importante nos casos de gordura localizada, celulite acima de grau dois (WATARI, 2018). O ultra som é um método recentemente descrito para o tratamento da celulite e principalmente gordura localizada, é utilizado o modelo 3mhz para os casos de gordura localizada no abdome, culote, celulite, na face interna do joelho e coxas. As ondas penetram de 3 a 4 cm de profundidade, agitam fortemente as partículas da água da região, que colidem com as células gordurosas provocando a sua eliminação. A corrente galvânica é utilizada de forma pura ou associada a alguma droga como o gel que promove incremento e nutrição do tecido afetado. Para WINTER (2003), a drenagem linfática é uma espécie de massagem que facilita o escoamento do líquido linfático (que fica entre as células e é rico em gorduras) até os gânglios linfáticos, que o drena para a circulação, este procedimento é muito útil no tratamento da celulite. A drenagem linfática é relativamente lenta, pois não possui um órgão central bombeador, sendo portanto dependente de forças externas ao organismo, tais como a gravidade, os movimentos passivos ou a massagem, além das forças internas, tais como a contração muscular, a pulsação das artérias próximas aos vasos, o peristaltismo visceral e os movimentos respiratórios. Devido às características anatômicas próprias, as mulheres tem dificuldade de exercitar alguns grupos musculares, exatamente onde se costuma depositar e alterar o aspecto da gordura (abdome, glúteos, face interna da coxa). A estimulação muscular isométrica eletrônica exercita esses grupos musculares, que depois também serão estimulados por exercícios especialmente orientados, propicia o fortalecimento e ou hipertrofia muscular, aumento da circulação sanguínea linfática, melhora trofismo dos tecidos (WATARI, 2018). O linfoderm é um aparelho computadorizado para realizar movimentos programados intensos nas regiões mais necessitada, assim sendo, o terapeuta faz uma abertura da cadeira ganglionar cervical e inguinal, os braços também podem ser trabalhados em caso de acometimento nessa região (WATARI, 2018). 28 A vacuoterapia é uma técnica rítmica de dobramento e desdobramento com sucção do panículo adiposo, que utiliza ventosa com roletes em conjunto com a pressão negativa da sucção. Estes movimentos de pressão positiva (ventosas com rolos) com pressão negativa (sucção) promovem uma massagem profunda mecânica no tecido conjuntivo sub epidérmico, assim, a terapia com vácuo promove alterações funcionaisimportantes no FEG. Incrementando a circulação sanguínea e linfática, melhorando a extensibilidade do tecido colagenoso e mobilizando o tecido fibroesclerosado, determinando uma melhora na nutrição e oxigenação celular, de acordo com WINTER (2003). Para BERTAIN (2005), a termoterapia é o emprego terapêutico de calor que pode ser aplicado na área de estética sob diversas formas, dependendo do tratamento a ser feito, o organismo humano é homeotermo, ou seja, mantém sua temperatura entre certos limites fisiológicos. O calor provoca estímulo geral do metabolismo celular com o aumento da síntese proteica e da atividade enzimática, com modificações da permeabilidade da membrana celular. A dilatação de arteríolas e capilares conduzem a região à hiperemia, o maior aporte de sangue à região promove estímulo trófico, ao transportar mais oxigênio e nutrientes, com eliminação de toxinas e aumento da drenagem linfática (WATARI, 2018). A endermoterapia a laser atua no tratamento de gordura localizada e celulite com sistema de rolamento por sucção, deve ser realizada duas vezes por semana, à fim de melhorar a maleabilidade do tecido com ação inclusive nas etapas mais avançadas dos distúrbios, suaviza o aspecto acolchoado da pele, estimula a dissolução dos nódulos e libera as aderências teciduais, favorece na diminuição dos transtornos circulatórios (WATARI, 2018). SILVA (2002), cita que o Manthus, que atua de forma efetiva no tratamento da gordura localizada e celulite de grau I, é uma combinação do efeito do ultra som tripolar que quebra gordura com estímulo da corrente polarizada que faz o princípio de iontoforese e intradermoterapia sem agulha, fragmentando as gorduras para que sejam absorvidas e drenadas pelo sistema linfático. A massagem estética representa um coadjuvante no tratamento da celulite, não devendo ser utilizada como recurso terapêutico único e completo, devido à etiologia multifatorial do FEG, promove analgesia e incremento na circulação sanguínea e 29 linfática, auxilia na penetração de produtos com princípios ativos específicos, diminui a resistência da pele às correntes e aumento da maleabilidade tecidual (WATARI, 2018). Recomenda-se para auxiliar a redução do fibro edema gelóide tomar água (cerca de 2 litros por dia), utilizar cremes para celulite, que podem melhorar em até 10% (mas devem ser aplicados diariamente). A dieta balanceada é fundamental para se obter um bom resultado, prática de atividades físicas regulares, evitar ingerir bebidas alcoólicas, evitar tabagismo (WATARI, 2018). 5.3 Estrias atróficas Fonte: yumpu.com Há uma grande diversidade de tratamentos que são oferecidos para o combate da estria: peeling químico, microdermoabrasão e eletroterapia como: microcorrente galvânica e suas modalidades (CAVALCANTI, 2020). A eletroterapia é uma grande aliada à fisioterapia, e oferece recursos que fazem à estimulação de diferentes sistemas orgânicos com objetivos diferentes. O uso da microcorrente galvânica é um desses recursos que associado aos efeitos da corrente elétrica juntamente com a agressividade da agulha, acarreta um processo inflamatório agudo desejável no trajeto da estria, sendo ela preenchida por um exsudato inflamatório contendo leucócitos, eritrócitos, proteínas plasmáticas, fáscias de fibrina, gerando também uma regeneração de fibras de colágeno e da elastina, surgindo uma neovascularização, retorno da sensibilidade e proporcionando um melhor aspecto estético da pele (REBONATO, 2012). Embora o padrão da inflamação aguda seja único, a intensidade e duração da reação são determinadas tanto pela intensidade da corrente como pela capacidade reacional do paciente (REBONATO, 2012). 30 5.4 Gordura localizada As técnicas e tratamentos utilizados pela Fisioterapia Dermatofuncional para o tratamento de gordura localizada, são diversos, tais como: massagem, drenagem linfática manual, cinesioterapia, corrente russa, corrente galvânica, corrente farádica, fonoforese e iontoforese, ultrassom, microcorrente, endermoterapia e eletrolipoforese (PAULA, 2010). A eletrolipólise é uma técnica destinada ao tratamento das adiposidades e acúmulos de ácidos graxos localizados. Ela atua diretamente nos adipócitos armazenados, produzindo sua desnutrição e favorecendo sua posterior eliminação. Consiste na aplicação da corrente elétrica bidirecional com pulsos de baixa frequência (por volta de 20 HZ), curta duração e componente galvânico nulo (BORGES, 2016). Consiste na aplicação de vários pares de agulhas finas (0,225mm) e longas (5 a 15 cm), ligadas a correntes de baixa intensidade, criando um campo elétrico entre elas. Atribui-se ao tratamento uma modificação do meio intersticial, que favorece trocas metabólicas e ainda “lipólise”. A indústria de equipamentos estéticos criou a eletrolipoforese com placas, na tentativa de aumentar o mercado de vendas. Os tratamentos clássicos para combater a adiposidade abdominal são as intervenções cirúrgicas (lipoaspiração e abdominoplastia), a dietas alimentar, visando o emagrecimento, seguida da intervenção cirúrgica e, alguns estudos citam, também, a massoterapia (TOGNI, 2016). A estimulação elétrica subcutânea abdominal (eletrolipoforese) é um procedimento frequentemente utilizado em clinicas de Fisioterapia Dermatofuncional para redução do perímetro abdominal. A literatura com abordagem cientifica é escassa com relação ao procedimento e sobre os mecanismos fisiológicos 5 associados ao processo. Um dos principais marcadores bioquímicos do aumento da degradação de triglicérides (lipólise) é o aumento da concentração sérica do glicerol, também designado glicerol, também designado glicerol livre (AZEVEDO, 2011). Essa técnica se aplica por meio de finíssimas agulhas implantadas no panículo adiposo ou também se utiliza a aplicação por meio de eletrodos sobre a superfície cutânea (GUIRRO e GUIRRO, 2012). Ultracavitação: Este sistema incorpora baixa frequência ultrassom para quebrar o tecido adiposo sem danificar a microcirculação. Pôr as ondas que se propagam de vibração ultrassônica gerada uma série de bolhas que criam uma 31 compressão estável que permite separar os nódulos gordos, quebrar a membrana de adipócitos e dissolver a gordura que eles contêm. Este tipo de cavitação funciona melhor em casos de flacidez associada aplicando o efeito térmico. Fala-se em ultracavitação como uma alternativa para a lipoaspiração, nos casos estamos falando sobre os depósitos de gordura, ou seja, em pacientes com um IMC saudável e percentual de gordura corporal dentro dos limites (REBELO, 2016). AGNE (2013), cita que as membranas dos adipócitos vibram com frequências próximas a 28 kHz até 80 kHz, e os equipamentos de ultracavitação vibram nessa faixa, assim, as ondas ultrassônicas produzem a formação de microbolhas de gás/vapor próximo à membrana dos adipócitos que também responderão a mesma frequência do ultrassom e por conta da pressão negativas e positivas as microbolhas irão se romper e com a proximidade com os adipócitos estas acabam fragmentando também suas membranas promovendo o derramamento de gordura, mantendo a preservação das outras estruturas teciduais como microvasos, nervos e o sistema linfático, que serão responsáveis para coletar triglicérides e diglicérides para serem eliminados (REBELO, 2016). Esse processo cavitacional não necessita de efeito térmico podendo ser operado no modo continuo ou pulsado, mas é importante ressaltar que o uso dos equipamentos de Ultracavitação deve ser empregado com cautela, evitando o uso em pacientes com alterações nos níveis de colesterol total e suas frações, triglicérides, insuficiência renal e hepática, é importante solicitar aos pacientes exames para verificação desses níveis (REBELO, 2016). Vacuoterapia: Vários recursos são utilizados para o tratamento desta lipodistrofialocalizada, entre eles, destaca-se a vacuoterapia que é uma técnica terapêutica que permite duas ações: aspiração e mobilização profunda, onde é utilizada pressão negativa na sucção juntamente ao rolamento (DALSASSO, 2007). A vacuoterapia, segundo LEDUC (2000), massageia o corpo, promovendo a drenagem linfática, onde há auxílio no retorno venoso, eliminação de toxinas e combate da celulite e lipodistrofia localizada. Em associação de movimentos provoca a quebra de fibras que ficam entre as aglomerações de gordura, melhorando a oxigenação e reduzindo os nódulos de gordura. Utiliza o vácuo, que atua na pele, camada adiposa e musculatura, promovendo melhora circulatória e drenagem linfática. 32 Outro recurso terapêutico importante no tratamento de lipodistrofia localizada e remodelagem do corpo é a massagem modeladora. Ela é realizada com manobras rápidas, vigorosas e repetitivas. Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002), as técnicas usadas na massagem modeladora podem promover aumento da nutrição do tecido, remoções de catabólitos, estímulo das funções viscerais; também auxiliam na penetração de ativos, mobilização e fluidificação de gordura, além de hiperemia cutânea local, em regiões do corpo como abdômen, cintura, braços e pernas. 5.5 Após cirurgia bariátrica A fisioterapia possui importante papel quanto à aceleração do processo de reabilitação. É focada nas complicações pós cirúrgicas objetivando restaurar a funcionalidade, tendo um caráter estético e reabilitador do paciente globalmente, melhorando o quadro álgico, a ansiedade, o edema e a funcionalidade do paciente, o restabelecendo de maneira global (MIGOTTO et al, 2013). Indicações para o tratamento cirúrgico: paciente com IMC acima de 40; pacientes com IMC acima de 35 que possuem comorbidades médicas; Pessoas que não são dependentes de drogas ou álcool; Pessoas que não obtiveram sucesso em tratamentos clínicos anteriores; ter uma obesidade que seja estável nos últimos dois anos; Não ser portador de nenhuma doença ou condição que contra indique a cirurgia (OLIVEIRA, 2012). O fisioterapeuta poderá avaliar vários fatores que estejam relacionados à disfunção estética, dentre eles retrações musculares, deformidades articulares, desvios posturais que levam a alguma alteração estética e funcional. Deve-se avaliar as condições circulatórias dos pacientes, estabelecendo presença de alteração como edemas/ linfedemas. De uma forma geral, o pré operatório fisioterapêutico funciona também como orientação para o paciente. É nesse momento que é preparado o mesmo para a cirurgia, e onde se conhece suas limitações e começa-se a tratar o plano de tratamento pós cirúrgico (MACEDO et al 2010). A drenagem linfática pode ser utilizada pelo fisioterapeuta e é eficaz para minimizar o edema no pós-cirúrgico de bariátrico. Além do mais, a aplicação precoce da drenagem linfática manual após a cirurgia pode prevenir complicações, como o seroma e auxilia na reparação de ferimentos, proporcionando uma recuperação mais 33 rápida no pós cirúrgico. Para realizar a drenagem linfática é necessário o conhecimento da anatomia, fisiologia do sistema linfático e princípios de hidráulica e hidrodinâmica. É uma técnica sistematizada, cujos movimentos devem ter uma sequência determinada (SILVA, 2012). A drenagem linfática estimula a contração da musculatura lisa dos vasos linfáticos, aumenta a velocidade de transporte da linfa, capacidade de processamento da linfa no interior dos gânglio linfáticos, melhora as condições de absorção intestinal, a atuação do sistema nervoso vegetativo, aumenta a captação de oxigênio pelos tecidos, fornece a nutrição celular pelo maior aporte sanguíneo, eliminação dos produtos finais resultantes do metabolismo tecidual, aumenta a absorção dos nutrientes e princípios ativos através do trato digestivo e a quantidade de líquidos a serem eliminados. Os efeitos da drenagem linfática estão baseados nos mecanismos fisiológicos de pressões existentes entre os tecidos e os vasos sanguíneos e linfáticos. A drenagem linfática manual está indicada na prevenção e/ou tratamento de edema. A drenagem linfática manual drena o excesso de fluido acumulado nos espaços intersticiais, de forma a manter o equilíbrio das pressões tissulares e hidrostáticas atuando sobre o sistema linfático superficial, visando drenar o excesso de líquido acumulado nesse interstício, nos tecidos e dentro dos vasos, através das anastomoses Superficiais linfo-linfáticas (AMORIM,2012) Drenagem linfática: Atua na otimização ou restauração de sistema linfático deficiente, impulsionando a linfa que está acumulada constituída de resto de acúmulo anormal de líquidos e proteínas, além de resto de células, bactérias e imunocomplexos, com a drenagem linfática, ocorre um impulsionamento maior dessa linfa, fazendo com que ocorra um descongestionamento da vias e restabelecimento do fluxo linfático (SOUZA,2012) 5.6 Hanseníase A atuação fisioterapêutica no tratamento das sequelas e sintomas da hanseníase é de fundamental importância desde a prevenção até a reabilitação do paciente. Afinal o fisioterapeuta possui os recursos que podem auxiliar no processo de reparo de úlceras, atuar na prevenção e tratamento de deformidades, promover o 34 fortalecimento, diminuição de quadros álgicos, dentre outros, sendo capaz de adaptar este indivíduo às novas condições físicas. Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP): É uma técnica que combina mecanismos fisiológicos do controle neuromuscular com ativação dos impulsos dos Órgãos Tendinosos de Golgi. Um dos padrões da FNP é a contração- relaxamento, utilizado para o aumento de flexibilidade, caracterizado pelo uso da contração muscular ativa ocasionando uma inibição autogênica do músculo alongado. Dessa forma ocorre o relaxamento muscular reflexo do músculo alvo que, associado ao alongamento passivo, promove o ganho de amplitude de movimento, importante para que o paciente com Hanseníase consiga executar os seus movimentos de maneira adequada. Alongamento estático passivo: No alongamento estático passivo a posição extrema de amplitude de movimento é mantida por um intervalo de tempo, sem ativar o reflexo do alongamento, portanto, não tem ênfase na velocidade, mas na manutenção da posição. O aumento de flexibilidade articular no paciente com hanseníase é importante pois a falta de flexibilidade acaba comprometendo a execução adequada dos movimentos. Objetivos: Os objetivos da fisioterapia na Hanseníase são: Monitoramento da função neural, através de avaliação neurológica; Classificação do grau de incapacidades; Aplicação de técnicas preventivas; Confecção e adaptação de órteses, talas e palmilhas; Trabalho de força muscular; Evitar ou diminuir retrações dos tecidos moles; Manter ou recuperar a mobilidade articular; Evitar deformidades; Manter o tônus muscular; Diminuição do quadro de dor e edema; Orientação de repouso, quando necessário; Orientação das atividades de vida diária; Orientação sobre a utilização de calçados especiais, uso adequado de órteses de posicionamento, e sobre a marcha e deambulação de formas adequadas; Estimular a movimentação ativa e a realização de alongamentos; Promover o bem- estar do paciente; Melhorar a qualidade de vida do paciente. Teste de sensibilidade: O fisioterapeuta possui vários recursos para testar a sensibilidade do paciente, segue uma dentre elas: na realização do teste de sensibilidade pelo menos quatro locais de cada palma da mão e de cada planta de pé devem ser testados. 35 Primeiro deve-se mostrar ao paciente, com os olhos abertos, o que o examinador irá fazer e só então solicitar que feche seus olhos. Tocar em cada um dos quatro lugares da palma da mão e da planta do pé com a ponta de uma caneta esferográfica. Após pressionar delicadamente fazendo somente uma depressão pequena napele, pedindo para o paciente apontar o lugar que foi tocado. Caso o paciente não sinta a pressão da primeira vez, deve-se testar o mesmo lugar uma segunda vez. Outra forma de avaliação de sensibilidade são os monofilamentos de Semmes-Weinsten, que são utilizados para testar toque leve, pressão e sensação, sendo recomendados para monitorar a função e detectar o prejuízo sensorial desde um nível moderado até um estágio mais avançado. Teste de força muscular das mãos e pés: Assim como o teste de sensibilidade, o fisioterapeuta possui vários instrumentos para testar a força muscular, dentre eles: na realização do teste de força muscular se avaliam quatro músculos em cada lado do corpo do paciente, sendo um músculo que afeta a pálpebra, dois músculos da mão e um músculo que controla o pé. (F) forte – quando a força parecer normal; (D) diminuída – quando a força estiver diminuída; (P) paralisado – quando não houver força para produzir o movimento que está sendo testado. Para avaliar o músculo que afeta a pálpebra, pedir para o paciente fechar os olhos delicadamente. Assim se houver paralisia, haverá uma abertura remanescente entre as pálpebras superior e inferior. Na avaliação dos músculos da mão, o nervo ulnar é avaliado segurando do segundo ao quarto dedos, então o paciente abre o quinto dedo enquanto é aplicada uma força contrária na face lateral da segunda falange. Já o nervo mediano, se avalia pedindo para o paciente elevar o polegar perpendicularmente ao plano da palma da mão, enquanto uma força contrária é aplicada na face lateral da falange proximal do polegar. No músculo do pé, o nervo fibular é avaliado pedindo para o paciente levantar seu pé em dorsiflexão, então é aplicada uma força contrária no dorso do pé apoiando a mão sobre a região média do pé. Teste de palpação de nervos periféricos: A palpação nervosa das áreas de acometimento mais comuns pode acabar detectando nervos periféricos espessados ou dolorosos estando correlacionados com a presença de incapacidades físicas ao 36 exame inicial, podendo estarem associados com o estabelecimento de sequelas neurológicas. • Nervos palpados na avaliação Membros superiores: nervo radial, nervo ulnar, nervo mediano, e nervo radial cutâneo; Membros inferiores: nervo fibular, e nervo tibial posterior. 5.7 Queimados O tratamento de queimaduras representa um desafio para os profissionais da saúde, não só pela gravidade das lesões apresentadas, como também pelas muitas complicações. Esse tratamento deve contemplar uma multidisciplinaridade profissional, inclusive psicológica, visto que pode gerar consequências que extravasam as complicações físicas (FERNANDES, 2019). A fisioterapia dermatofuncional estuda pacientes queimados, proporcionando amplas ferramentas de trabalho ao fisioterapeuta frente às propostas de tratamento para reduzir as sequelas já instaladas, afim de minimizar o desenvolvimento de novas, pois em sua grande maioria são crônicas e possuem um caráter individual. Sendo assim este estudo teve como objetivo de analisar importância das intervenções fisioterapêuticas dermatofuncional em pacientes queimados. O tratamento de queimaduras sempre foi um desafio, tanto pela sua gravidade, como pela multiplicidade de complicações que normalmente ocorrem (FERNANDES, 2019). Como foi visto, a cura da queimadura implica não somente em cirurgias de enxertia de pele precoces, mas também em controlar e orientar a regeneração cicatricial, que tende a ocorrer de forma anárquica e com potencial de sequelas e infecções, diante o exposto surgiu a necessidade de investigar algumas indagações: A fisioterapia dermatofuncional contribui na melhora dos pacientes queimados? As lesões que ocorrem em virtude disso podem ser reduzidas com os recursos eletrotermofototerápicos? Quais são os recursos mais adequados para estes pacientes (FERNANDES, 2019). Um recurso importante no tratamento das cicatrizes e feridas dentre suas diversas modalidades, pode-se evidenciar a aplicação da corrente alternada, pois é importante para tratar aderências de tendões ao tecido cicatricial subjacente. A 37 corrente alternada bipolar, pulsada ou oscilante, ajuda a reduzir o edema e aumentar a amplitude de movimento (DELISA, 2002) LAMBERTI (2018) no seu estudo destaca a importância do laser de baixa intensidade, cinesioterapia e massoterapia na cicatrização de ferida causada por queimadura. Corroborando com o estudo citado, CARREIRO (2015) evidenciou que a atuação da fisioterapia foi eficiente na melhora da amplitude de movimento e força muscular de forma global. De acordo com MORAES (2012) no seu estudo abordou a Utilização de exercícios físicos aeróbicos e de resistência que se mostrou efetivo na diminuição de contraturas de cicatrizes, evitando ou, pelo menos, minimizando a restrição na amplitude de movimento. BRAVO (2016) afirma em seu estudo que além do trauma sofrido pela queimadura, a cicatriz compromete a autoestima, e por vezes, produz uma notável morbidade funciona, incluindo contraturas, alterações hipertróficas e limitações funcionais. A recuperação do aspecto estético da pele, bem como a restauração da função ou área anatômica perdida resultante de uma lesão profunda, tem mostrado resultados significativos com o uso de tecnologias a laser. Na atualidade, algumas dessas tecnologias podem ser utilizadas na abordagem terapêutica dessas cicatrizes. PATRIOTA, (2011) corrobora com o estudo citado, concluindo que o tratamento facial com luz intensa pulsada promoveu intensa melhora clinica que foi confirmado pelo estudo histopatológico da pele, estabelecendo boa opção de tratamento para o fotoenvelhecimento cutâneo, por ser técnica não-ablativa, segura e eficiente. ISAAC (2001) reforça que a Luz Intensa Pulsada é uma tecnologia que pode ser utilizada com segurança, proporcionando melhora do índice de satisfação dos pacientes e médicos em relação as características do tegumento pós-queimadura. O grau de melhora esteve diretamente comparado ao número de sessões realizadas. SKOPINSKI (2012) no seu estudo analisou o uso massagem e drenagem linfática manual, laserterapia (HeNe 40 mJ) exercícios ativos, resistidos e isométricos em um paciente que teve 40% do seu corpo queimado em um acidente no trabalho que teve resultados consideráveis, preveniu retrações da pele e cicatrizes 38 hipertróficas, reduziu a dor, além de ter mantido a ADM, proporcionando independência funcional ao paciente. Em concordância com estudo citado acima, PRESTES (2013) reafirmou que a fisioterapia dermatofuncional é de suma importância no tratamento de queimaduras melhorando a qualidade de vida do paciente. SANTANA (2012), afirma em seu estudo que os parâmetros clínicos fundamentados, antes e após a fisioterapia, revelaram um valor preditivo significativo para todas as variáveis, comprovando a importância deste atendimento na reabilitação. TANAKA (2003) corrobora com seu estudo, revelando que a atuação da fisioterapia, executada de forma sistemática e frequente é um fator essencial para que a reabilitação seja alcançada com sucesso. CARREIRO (2015) enfatiza que a fisioterapia na UTI como tratamento do paciente queimado é de grande importância. Pois através de várias abordagens, o fisioterapeuta atua na parte motora, respiratória e cicatricial, com isso melhora a qualidade de vida e as sequelas deixadas pelas lesões. A fisioterapia deve ser iniciada desde o primeiro dia de internação com mobilização global dos membros (exercícios de amplitude de movimento) e, para evitar sequelas em pacientes não colaborativos, devem ser utilizados splints que devem ser trocados a cada 24 horas. O posicionamento no leito, transferências também devem ser realizados. 5.8 Após tratamento do câncer de mama A fisioterapia acompanha as mulheres que têm sido submetidas a cirurgiasda mama por tumores malignos. A abordagem inicia-se no pré-operatório. As mulheres são orientadas quanto à postura que irão adquirir no pós-cirúrgico (PO) e a importância da aderência à reabilitação. Quanto mais precoce forem orientados os exercícios, mais rapidamente a mulher responderá ao tratamento. Os exercícios de mobilização precoce do membro superior deverão ter a sua amplitude limitada, devem ser incluídos exercícios posturais simples e dinâmicos, além da automassagem de drenagem linfática a partir do PO. 39 A amplitude de movimentos deve ser alcançada no menor espaço de tempo possível, levando-se sempre em conta as dificuldades individuais de cada paciente (CAMARGO, 2000). As pacientes submetidas ao tratamento fisioterápico diminuem seu tempo de recuperação e retornam mais rapidamente às suas atividades cotidianas, ocupacionais e desportivas, readquirindo amplitude em seus movimentos, força, boa postura, coordenação, auto-estima e, principalmente, minimizando as possíveis complicações pós-operatórias e aumentando a qualidade de vida (SILVA et al, 2004). Linfedema e Linfoterapia: Entre as complicações, o linfedema é o mais temido pelas mulheres. O linfedema a pode ser definido como um acúmulo anormal, crônico e progressivo de proteínas e líquidos no espaço intersticial, edema e inflamação crônica, estando relacionado, no caso do câncer de mama, com a extremidade ipsilateral à cirurgia (PANOBIANCO, 2002). Estudos clínicos e experimentais feitos por vários investigadores mostraram que o linfedema de membro superior pós-mastectomia ocorre devido à obstrução do fluxo linfático na axila (Box et al, 2002). Qualquer redução na capacidade do sistema linfático de drenar líquido do interstício para o sangue irá causar alterações no tecido cutâneo e subcutâneo da parte afetada do corpo (TENGRUP et al, 2000). Pessoas com linfedema podem ter problemas significativos, incluindo desconforto, dor e dificuldade funcional da extremidade afetada, e a sua descoberta precoce pode poupá-las de um atraso na implementação do tratamento (MORRELL et al, 2005). Além do dano estético e prejuízo funcional do membro afetado, essa condição pode causar depressão, ansiedade, levando ocasionalmente a condições que ameaçam a vida (BOX et al, 2002). A linfodrenagem manual deverá ser iniciada já no PO com o objetivo de diminuir a quantidade de líquido drenado e melhorar a reabsorção linfática pelas vias colaterais naturais (Camargo, Marx. 2000). Em grandes centros, a reabilitação dessas mulheres é feita em grupos coletivos, o que promove interação entre elas, troca de experiências e incentivo à realização dos exercícios, o que torna a sessão mais agradável e estimulante (Reabilitação de Mastectomizadas – REMA, 2003). A fisioterapia pós-operatória no câncer de mama possui vários benefícios. Primeiramente, ela irá permitir a eliminação ou o não surgimento de um problema 40 articular inaceitável, num contexto já sobrecarregado de consequências físicas e psicológicas. Secundariamente, facilitará a integração do lado operado ao resto do corpo e as atividades cotidianas. Finalmente, irá auxiliar na prevenção de outras complicações comuns na paciente operada de câncer de mama (YAMAMOTO, 2007). 5.9 Flacidez e envelhecimento Radiofrequência: O procedimento de Radiofrequência tem como principal objetivo melhorar a aparência da cútis, atuando na prevenção e na diminuição de flacidez e rugas, com uma técnica não invasiva. Aquecendo a derme e a hipoderme, como efeitos colaterais foram observados edema, hiperemia através desse aquecimento, promovendo a contração das fibras de colágeno e estimulando sua produção. (MORAES, 2012). Ao decorrer da sessão de radiofrequência, o paciente pode sentir um pequeno desconforto decorrente do calor produzido pelo aparelho estético, que varia de 40°C até 45°C na área tratada, o tratamento deve ser aplicado novamente entre 14 a 21 dias, com no mínimo oito sessões. (KEDE, 2004). A radiofrequência (RF) é uma radiação eletromagnética, sendo geradas pelo movimento de cargas elétricas, consiste em uma corrente alternada que cria ondas de energia sendo transmitidas pela manopla bipolar ou hexapolar, se encontra na faixa de 3 kilohertz a 300 gigahertz (KEDE, 2004). O conceito básico desta técnica é a geração de calor por conversão, atingindo profundamente as camadas tissulares promovendo a oxigenação, nutrição e vasodilatação dos tecidos. A radiofrequência é uma radiação no espectro eletromagnético que gera calor compreendida entre 30 KHz e 300 MHz, esse calor alcança os tecidos mais profundos gerando energia e forte calor, mantendo a superfície resfriada e protegida. Ela é indicada em todos os processos degenerativos que impliquem na diminuição ou retardo do metabolismo, irrigação e nutrição, por provocar aumento da vasodilatação e irrigação abaixo da zona tratada, além da oxigenação e nutrição dos tecidos. Os efeitos térmicos da radiofrequência provocam a desnaturação do colágeno promovendo imediata e efetiva contração de suas fibras, ativando fibroblastos ocorrendo a neocolagenização e a reorganização das fibras colágenas e subsequente remodelamento do tecido. No momento que o organismo 41 detecta uma maior temperatura que o fisiológico, aumenta a vasodilatação com abertura dos capilares, o que melhora o trofismo tissular, a reabsorção dos líquidos intercelulares excessivos e o aumento da circulação. Com isso, ocorre um ganho nutricional de oxigênio, nutrientes e oligoelementos, e a melhora no sistema de drenagem dos resíduos celulares (CARVALHO, S/D). Criolipólise: A criolipólise é um método não invasivo de redução de gordura localizada que pode ser aplicada em várias regiões do corpo. Essa técnica é bastante utilizada na área da estética por promover resultados satisfatórios e em poucas aplicações. Por ser também um método não invasivo, não necessitando de anestesias e não gerando nenhuma cicatriz. A criolipólise é caracterizada pelo resfriamento localizado do tecido adiposo subcutâneo, com temperaturas em torno de -5 a -15°C, causando uma paniculite fria localizada e provocando a morte adipocitária por apoptose e, consequentemente a diminuição do contingente adiposo. Uma resposta inflamatória ocorre induzida pelo resfriamento dos adipócitos que precede a redução da camada de gordura. E é justamente essa inflamação, o elemento desencadeador do fenômeno de apoptose (BRAZ et al., 2017). No caso da flacidez tissular (cutânea), o que ocorre é a perda da elasticidade e firmeza da pele, gerando uma protuberância na região onde ela está instalada. Essa flacidez ocorre quando as fibras que sustentam e dão elasticidade à pele não conseguem mais desempenhar a sua função de forma eficiente. Isso geralmente ocorre devido o processo de envelhecimento cutâneo e também quando o indivíduo passa por alguns processos de ganho de peso e emagrecimento constantemente, ou após algumas gestações, isso faz com que a pele seja esticada e quando não há mais aquela camada de gordura, ou não há mais o bebê, a pele não retorna mais ao seu aspecto anterior, tornando-se flácida (GUIRRO; GRUIRRO, 2004). 6 DRENAGEM LINFÁTICA A drenagem é uma técnica de compressão manual dos tecidos que utiliza pressões intermitentes e tem como objetivo aumentar o fluxo da circulação linfática para tratamento de patologia (SOUZA, 2012). Deve-se respeitar a anatomia e fisiologia do sistema linfático além da integridade dos tecidos superficiais. Para tanto a drenagem linfática manual precisa 42 ser realizada de forma suave, lenta e rítmica, sem causa dor, danos ou lesão aos tecidos do paciente (SILVA, 2012). Diversas técnicas de massagem e terapias manuais tem sido usada ao longo dos tempos para tratar condições inestéticas. Atualmente, devido ao maior interesse da população por tratamento que melhore oscontornos corporais, as adiposidades localizadas e o fibro edema gelóide, tem havido grande procura por diferentes recursos terapêuticos e massagens ditos como “redutores” ou “modeladores” (TACANI, 2011). Na década de sessenta a drenagem linfática começou a ser empregada com a intenção de melhorar os resultados cosméticos de cirurgias. Desde então, já eram observados os benefícios da drenagem linfática manual no tratamento e prevenção de algumas complicações no pós-cirúrgico. Sendo que a execução de manobras no pós-operatório imediato apresenta grandes benefícios para a prevenção e tratamento das sequelas procedente do ato cirúrgico. A drenagem linfática manual aplicada com movimentos rítmicos atua de forma eficaz na drenagem do edema proveniente do ato cirúrgico. Ultimamente, a drenagem linfática manual está representada principalmente por duas técnicas a de LEDUC e a de VODDER. Ambas são baseadas nos trajetos dos coletores linfáticos e linfonodos (SILVA, 2012). Técnica de LEDUC: As manobras da drenagem Linfática de LEDUC Baseia- se: Manobra de captação: é realizada sobre os segmentos edemaciados, visando aumentar a captação da linfa pelos linfocapilares. Manobra de reabsorção: as manobras se dão nos pré-coletores linfáticos, os quais transportarão a linfa capitada pelos linfocapilares; Manobra de evacuação: o processo de evacuação ocorre nos linfonodos que recebem a confluência dos coletores linfáticos. Técnica de VODDER: As manobras básicas da drenagem linfática de VODDER diferenciam-se quatro tipos de movimentos: círculos fixos, movimentos de bombeamento, movimentos do “doador” e movimento giratório ou de rotação. Círculos fixos: Promove um estiramento do tecido, causando uma pressão/descompressão, isso é feito com a mão espalmada sobre a pele e realizando movimentos circulares com os dedos, esses movimentos são realizados de 5 a 7 vezes no mesmo lugar. 43 6.1 Indicação e Contra indicação da drenagem linfática Segundo MACEDO (2010) afirmam que indicação da drenagem linfática em cirurgia plástica é necessariamente para a remoção do edema excessivo localizado no interstício. Mas, só ocorrerá a diminuição deste edema quando houver redução da secreção de cortisol, que é liberado durante o processo de inflamação e reparo e no término da formação do tecido cicatricial, em torno de 20 a 42 dias. Para CAMARGO e MARX (2000) o edema é o acúmulo anormal de líquido intersticial, com característica predominantemente aquosa e não possui alta concentração proteica. Afirmam que a técnica de drenagem linfática manual vem sendo defendida para ser começada no primeiro dia pós-operatório com a emprego de manobras de evacuação e captação nas redes ganglionares e vias linfáticas, porém somente realizadas nas áreas afastadas da zona edematosa como uma maneira de estimular as anastomoses linfáticas. A drenagem linfática manual atua sobre o edema e hematoma pós-lesão. Mas, além dessa função, auxilia na reparação de ferimentos, pois o fibrinogênio da linfa é o elemento responsável pela formação de coágulos, que darão origem à barreira protetora das lesões. O trauma agudo ou a inflamação crônica no processo de cicatrização dependem inteiramente da eficiência da circulação sanguínea e linfática (BORGES, 2006). De acordo com GUIRRO e GUIRRO (2002), as manobras de drenagem linfática manual são indicadas na prevenção e/ou tratamento de: Edemas, Linfedemas, Fibro edema gelóide, Queimaduras, Enxertos, Acne. GUIRRO e GUIRRO (2002), afirma que a drenagem linfática manual é contraindicada na presença de: Processos infecciosos, Neoplasias, Trombose venosa profunda, Erisipela. A drenagem linfática manual não apresenta risco algum para o paciente de pós- operatório de cirurgias plásticas, apenas se for mal aplicada concentrando muita força, rapidez excessiva, ou direção errada (BORGES, 2006). 6.2 Pré cirúrgico O fisioterapeuta poderá avaliar vários fatores que estejam relacionados à disfunção estética, dentre eles retrações musculares, deformidades articulares, 44 desvios posturais que levam a alguma alteração estética e funcional. Deve-se avaliar as condições circulatórias dos pacientes, estabelecendo presença de alteração como edemas/ linfedemas (BORGES, 2006). De uma forma geral, o pré operatório fisioterapêutico funciona também como orientação para o paciente. É nesse momento que é preparado o mesmo para a cirurgia, e onde se conhece suas limitações e começa-se a tratar o plano de tratamento pós cirúrgico (COUTINHO, 2006). 6.3 Pós cirúrgico Fase Inflamatória: Até 72 horas: Atendimento diário: Repouso com deambulação de pequenas distâncias. Orientação quanto à postura: maneira correta de levantar e deitar 45 A Drenagem linfática é indicada para procedimentos cirúrgicos onde vai atuar na diminuição ou retirada total do excesso de liquido extravasado no interstício como no caso do seroma, na fase aguda, porém a sua aplicação deve ser mais suave sempre diminuindo os riscos de deslizamentos e trações, lembrando que é um Pós- operatório imediato (MELLO; SOUZA, S/D). Existem duas contraindicações para essa técnica que são o diagnóstico de trombose venosa profunda e infecções, porque aumenta o risco do trombo se soltar e ir para a corrente sanguínea causando uma embolia pulmonar. (GONZALEZ, MM et al.,2013). (TACANI, 2004) em um estudo realizado com 28 cirurgiões plásticos no ABC paulista, eles descreveram que 96,6% das mulheres que procuram cirurgias plásticas, relatam que a drenagem linfática manual é o recurso terapêutico mais eficaz para o 46 tratamento de pós-operatório, pois essa técnica é capaz de diminuir o tempo de pós- operatório, mais é importante ressaltar que tem que ser realizada por um profissional capacitado. 7 CORRENTE RUSSA NAS DISFUNÇÕES DERMATOFUNCIONAIS Segundo GUIRRO e GUIRRO (2004), a corrente Russa, é uma corrente excito motora utilizada para tratamentos estéticos como a flacidez muscular e modelagem corporal e atualmente também vem sendo grandemente utilizada pela fisioterapia dermatofuncional. O objetivo dessa modalidade terapêutica é propiciar o fortalecimento e/ou hipertrofia muscular, bem como a melhora/aumento da circulação sanguínea e linfática, auxiliando assim o trofismo dos tecidos. O processo de aplicação da corrente russa, acontece de modo usual com eletrodos colocados sobre o ventre muscular. Para conseguir a hipertrofia do musculo, que é o proposito usual dessa corrente, são aplicadas correntes com alta intensidade e que produzem contrações musculares máximas. Essas correntes devem ser realizadas de maneira que sejam toleráveis seus estímulos, com series de poucos segundos, separando por períodos de repouso mais longos (LOW; REED, 2001). A eletroestimulação russa é um recurso que está sendo bastante utilizado no tratamento da estética corporal. Entre as várias patologias englobadas a esse meio estético, a flacidez muscular é uma das mesmas que pode obter resultados proveitosos, através desses recursos (LOPES, 2004). Para iniciar o tratamento a pele deve ser limpa com água e sabão, ou com algum material comercial de base alcoólica. Este procedimento é efetuado para remover os resíduos cutâneos, suor e sujidade. (CLEMENTE, 2008) 47 A corrente russa pode ser modulada em diferentes parâmetros, entre eles é o tempo em que a corrente passa para os tecidos, e o tempo em que ela cessa sua passagem, sendo o tempo ON é o tempo em que há contração muscular, e o tempo OFF quando a contração é cessada (ROCKENBACH; WINKELMANN, 2013). Vários estudos com fortalecimento de reto abdominal obtiveram a hipertrofia muscular usando assim o tempo ON de 9 segundos e Tempo OFF de 27 segundos. Já outro estudo de estimulação de reto abdominal utilizou 6 segundos de contração e 6 segundos de repouso, em ambos não ocorreu sinal de fadiga muscular ou algumdesconforto relatado pelos pacientes (ROCKENBACH; WINKELMANN, 2013). A rampa de subida e de descida da corrente russa é outra modulação encontrada em seus aparelhos. A rampa determina o aumento ou uma descida gradativa da duração do pulso junto com a amplitude do pulso, variando normalmente entre 1 a 5 segundos, permitindo assim um aumento ou diminuição gradual da contração muscular. A função dessa rampa tem como aspecto mais fisiológico à contração eletroestimulada. Quanto maior a intensidade da modulação, mais nervos motores são estimulados. Sendo orientado o uso do máximo de intensidade da corrente tolerado pelo paciente (ROCKENBACH; WINKELMANN, 2013). 8 ULTRASSOM NAS DISFUNÇÕES DERMATOFUNCIONAIS Segundo CLAYTO (1998) o tempo de aplicação e a intensidade da radiação ultrassônica devem ser de dois minutos para áreas 10 cm². A intensidade varia segundo o efeito desejável e o tipo de tecido, sendo sua ação tanto mais profunda conforme a sua intensidade. GARCIA et AL (2006) demonstraram que o fluxo acústico gerado por uma freqüência de 20 KHz pode inativa enzimas. Mas para DÂNGELO (2004) relataram que soluções enzimáticas são inativadas por ultrassons com freqüência de 3 MHz, com intensidade entre 1 e 3 W cm². Os efeitos que a pressão de radiação e a cavitação estável exercerem nas membranas e no interior dos tecidos possibilitando o aumento da permeabilidade da membrana aumentando a circulação local. A energia necessária para a atividade física no 48 tratamento do fibro edema ginóide devem provir do sistema aeróbico. O efeito térmico aumenta o fluxo sanguíneo, a permeabilidade da membrana e a extensibilidade dos tecidos ricos em fibras colágenas. A ação fisiológica do ultrassom produz vibrações molecular como uma micromassagem nas junções tissulares, resultante da fricção térmica. Para o tratamento da LDG, a intensidade varia de 0,8 a 1,2 W/cm², calculando 1 minuto por cm², proporcionando efeito térmico e mecânico. O grau de aumento da temperatura durante um tratamento com o ultrassom depende do modo de aplicação (continuo ou pulsado), da intensidade e da freqüência de saída, da vascularização e do tipo de tecido e da velocidade na qual a fonte sonora é movimentada sobre o tecido. As alterações fisiológicas dentro dos tecidos dependem do aumento da temperatura, sendo maiores quando o ultrassom é aplicado de modo contínuo. (ROBERTSON, 2009). Para aumentar a temperatura no interior dos tecidos com o ultrassom de 3MHz, o tempo será de 3 a 5 minutos, sendo que o ultrassom de 3 MHz aquece três a quatro vezes mais rápido comparado a de um 1 MHz, em tecidos até 2 cm de profundidade. O ultrassom terapêutico, no mercado nacional, caracteriza-se por apresentar frequências de 1,0 ou 3,0 Megahertz (MHz), sendo disponível atualmente também em 5,0 Megahertz (MHz). A intensidade pode variar entre 0,1 e 3,0 watts por centímetro quadra do (W/cm²). Mais recentemente, alguns equipamentos foram reprojetados para apresentar limites de intensidades mais compatíveis com a prática clínica, as quais variam de 0,01 a 2, Wcm². Estes equipamentos estão mais próximos da prática terapêutica, uma vez que raramente utilizam-se doses superiores a 2 W/cm². A freqüência de 5 MHz é indicada exclusivamente para a área de dermatologia por apresentar uma pequena capacidade de penetração nos tecidos biológico (GUIRRO e GUIRRO 2004). A aplicação do ultrassom é contra indicado em quadro clínicos de útero durante a gestação, gônadas, malignâncias e lesões pré-cancerosas, tecidos anteriormente tratado por raio – x profundos, ou por outro tipo de radiação, infecção agudas, áreas cardíaca, ou seja, em casos de cardiopatia avançadas, hemofílicos não cuidados pela reposição do fator, placas epifisárias, medula espinhal, grandes nervos subcutâneos, crânio e áreas anestésicas. 49 9 CARBOXITERAPIA NAS DIFUNÇÕES DERMATOFUNCIONAIS A técnica de aplicação é realizada com a injeção hipodérmica de anitro carbônico no tecido, assim favorecendo a destruição de células gordurosas e obtendo um retorno venoso e a oxigenação na área tratada. (LOPES, 2006). Quando é realizada a aplicação do CO2 há uma elevação do dióxido de carbono para a liberação de oxigênio. Contudo há um acúmulo de oxigênio elevando gradativamente a pressão nos tecidos contribuindo para o aumento do metabolismo no tecido. (PEREIRA et al, 2010). Na área dermatofuncional pode ser utilizado em tratamentos para estrias, celulites, rugas, flacidez cutânea, redução de medidas, gordura localizado, cicatriz, sempre tomando cuidado com as reações de cada paciente. (SILVA et al.,2012). A Carboxiterapia ela auxilia na melhora dos aspectos das cicatrizes hipertrófica e/ou queloide, por ser uma lesão na camada dérmica a sua aplicação irá reiniciar um processo cicatricial no local, o gás aplicado realizara um descolamento da pele levando a um abaulamento tecidual e recrutamento do colágeno, formando assim um novo processo cicatricial dessa vez de maneira correta. (SCORZA, 2008). BRANDI et al. (2001) em seu estudo descreve os benefícios da carboxiterapia na evolução significativa da elasticidade da pele, e relata que o efeito dessa terapia é de grande valia, pois seu uso diminui os riscos de complicações como necrose, fibrose. 10 LASERTERAPIA A Classificação dos lasers varia de acordo com a potência alta e baixa, o mais aplicado na área da Dermatofuncional é o de baixa potência que são o Helio- Neônio (HeNe) Alumínio- Gálio- Índio- Fosforo (AlGalnP), Arseneto de Gálio (AsGa), Arseneto, Gálio e Alumínio (AsGaAl), porque eles não aquecem a área onde está sendo aplicada ou seja, no tecido que sofre a irradiação, por isso ele é abordado como um atérmico. (FREDERICO, 2007) Na área da Dermatofuncional é mais predominante a utilização dos HeNe que é caracterizado como superficial, com rápida absorção e seu comprimento de onda de 632,9 nm, com sua forma de emissão dos raios contínuo, feixe de luz visível, e 50 potência de 2 a 15 nw, já o AsGa, é mais profundo, ele é mais utilizado em tratamentos para tendões, osso e músculos, seu comprimento de onda de 904 nm, emissão de luz pulsada, feixe não visível, potência de 15 a 30 mW .(GUIRRO ; GUIRRO, 2002). A Aplicação do mesmo pode ser de duas formas a pontual realizada de forma direta em vários pontos de luz em uma determinada área, lembrando que a mesma deve fica sempre perpendicular à aplicação e sempre separando os pontos de 1 a 2 cm de distância, e por varredura é a maneira mais fácil mais tem que ter muita atenção, a sua aplicação pode ser encostada na pele ou com uma curta distância, a duração de cada aplicação deve durar em torno de 40 a 45 minutos, logo o fisioterapeuta deve fazer uso dos equipamentos de proteção individual, como luvas, óculos, touca, jaleco e máscara para sua proteção. (GUIRRO; GUIRRO, 2002) 10.1 Tipos de laser na fisioterapia Os tipos de laser utilizados na fisioterapia podem ser classificados conforme a percepção do feixe e a forma de emissão. Os lasers HeNe e AlGaInP são visíveis a olho nu, enquanto os AsGa e AsGaAL não operam na luz visível. Além disso, somente o AsGa opera na forma pulsada, devido às características inerentes ao seu feixe. Tipo de Laser Comprimento de onda (intervalo) Potência HeNe 628 nm 2 a 10 mW AlGaInP 670 nm (630-685) 15 a 30 mW AsGa 904 nm 15 a 30 mW AsGaAl 830 (780-870) 30 mW O laser de hélio e neônio (HeNe) tem a cor vermelha e consegue penetrar de 10 a 15 mm na pele. Por isso, é empregado para o tratamento de lesões superficiais, cicatrizes menos complexas, manchas na pele etc. O de Arseneto de gálio (AsGa) e o de gálio, alumínio e Arseneto (GaAIA) operam na região do infravermelho e são opções terapêuticas para tratamento de lesões profundas. 51 Os lasers mencionados acima podem ser aplicados em regiões específicas ou por métodode varredura. Para a administração pontual, é fundamental demarcar a região, definindo o diâmetro do ponto e a zona que será atingida. No método de varredura manual, os especialistas precisam demarcar o diâmetro do ponto e o complemento da área que também receberá o laser, que será em qualquer direção, desde que aborde uma zona de segurança e seja de fácil aplicação no espaço afetado. Além disso, o posicionamento do emissor influencia na efetividade da aplicação, sendo recomendável 90 º em relação à superfície. Também deve-se evitar direcionar o campo de visão para a terapia, para que não ocorra a reflexão. 10.2 Indicações clínicas do laser de baixa potência Cicatrização de feridas: O processo de cicatrização é complexo e, conforme o tamanho da lesão, é preciso intervir com condutas específicas para evitar um desconforto ao paciente. A inflamação subjacente envolve a participação de linfócitos, fibroblasto e muitos mediadores inflamatórios. A aplicação de laser de baixa potência pode excitar os linfócitos e promover sua ativação e proliferação, contribuindo sobremaneira para a facilitação da cicatrização. Além disso, também ajudam no deslocamento das células epiteliais e na diminuição da síntese de mediadores inflamatórios. Alguns estudos já mostram que o laser pode aumentar a produção de ATP, aumentar a velocidade da mitose e estimular a microcirculação. Dessa forma, gera novos vasos sanguíneos que aperfeiçoa o processo de cicatrização. Tratamento de úlceras de pressão: Sua aplicação é ampla, pois pode ser utilizada em grandes ou pequenas feridas em processo de cicatrização tanto em humanos quanto em animais. O que diferencia no tratamento é o tipo do meio ativador, o tempo de irradiação e o número de aplicações. Outras indicações ainda em fase de estudos incluem a laserterapia para o tratamento das chamadas úlceras de pressão, conhecidas popularmente como escaras. Trata-se de feridas em algumas partes do corpo devido à imobilidade dos pacientes em regime de internação hospitalar. 52 Nesse caso, a laserterapia de baixa intensidade aplicada em intervalos programados tem melhorado o aspecto dessas formações bolhosas e diminuído a dor atribuída ao contato com elas. Diminuição da dor crônica: Além dos tratamentos cutâneos, os lasers de baixa intensidade têm diminuído ou cessado a dor crônica, em especial as fibromialgias. Pessoas que sofrem com dores musculares não conseguem realizar confortavelmente as atividades diárias e, por apresentarem uma situação dolorosa latente, muitos pacientes recorrem a tratamentos medicamentosos ou cirurgias na esperança da eliminação da dor. Porém, muitas vezes não alcançam o objetivo terapêutico. A laserterapia de baixa potência vem com uma estratégia menos invasiva e com potencial analgésico característico. As principais pesquisas demonstram que esse tipo de laser bloqueia a condução do estímulo nervoso, diminuindo, assim, a percepção cerebral da dor. Além disso, o procedimento promove a liberação periférica de opioides endógenos, que causam, além da analgesia, uma sensação de relaxamento e bem-estar durante as aplicações periódicas. Laserterapia no tratamento de parestesia: A parestesia é uma enfermidade relacionada a uma lesão no tecido neural, que causa formigamento ou desconforto ao paciente. Como se trata de um dano nos nervos, pode acometer diversas áreas do corpo. O que acontece é uma hiperestimulação nervosa, gerada por potenciais de ação sucessivos e com um limiar mais baixo, propiciando um estímulo intermitente. Nesse contexto, a situação normal passa a ser a excitação excessiva. Vale ressaltar que a recuperação sensitiva ocorrerá em longo prazo, pois dependerá do fenômeno da neuroplasticidade, que é uma adaptação das células nervosas frente as novas situações. Outros benefícios da aplicação da laserterapia na parestesia é a reparação tecidual e a otimização da microcirculação sanguínea, condição essencial para ajudar as células nervosas livres de outras lesões. 53 11 RADIOFREQUÊNCIA NAS DIFUNÇÕES DERMATOFUNCIONAIS A Radiofrequência (RF) é uma técnica que utiliza radiações do espectro eletromagnético na ordem de kilohertz (kHz) a Megahertz (MHz). Estas ondas eletromagnéticas apresentam energias que se diferem pela capacidade de induzir movimento de partículas ionizadas. Essa característica é utilizada em transmissão de sinais (como rádio) e daí vem o nome radiofrequência (AKITA, 2014). O método de RF é baseado na conversão da energia eletromagnética em efeito térmico, quando utilizada na faixa de frequência de kHz não ocorre aquecimento nos tecidos pelo campo eletromagnético gerado e sim pela resistência à passagem da corrente. Na faixa de MHz, o campo eletromagnético causa a polarização e oscilação das moléculas de água, a fricção entre as moléculas transforma a energia eletromagnética em calor (calor endógeno) (AGNE, 2013). A técnica de RF induz a retração nas fibras colágenas sem destruí-las. No seu funcionamento, as ponteiras passam correntes alternadas para o tecido. Os íons desse 8 tecido seguem na direção da corrente, gerando a elevação de temperatura, resultando em um encurtamento do tecido sem ruptura da integridade da epiderme (AGNE, 2013). A estimulação eletromagnética dos fibroblastos induz o processo de neocolagênese. O efeito térmico da radiofrequência provoca desnaturação parcial de fibras colágenas antigas e induz a síntese de novas moléculas de colágeno pelos fibroblastos estimulados, processo denominado neocolagênese. Este confere mais firmeza e elasticidade à pele (MORAES, 2012). O procedimento da radiofrequência é utilizado de forma eficaz para o tratamento estético da flacidez cutânea, melhorando a sua aparência e conferindo mais resistência e elasticidade cutânea (BOCK, 2013). Sabe-se que a energia gerada pelo aparelho de RF pode ser de três formas: Capacitiva, Resistiva e Indutiva. O eletrodo considerado capacitivo ou resistivo, cuja função básica é gerar e armazenar energia, quando aplicado em contato direto com a pele, faz com que esta energia será liberada promovendo a elevação da temperatura; já o sistema indutivo é aplicado por uma manopla especial de vidro que separa o eletrodo gerador de energia da pele, sendo esse pouco utilizado (AGNE, 2013) . 54 O modo de emissão da energia pode ser monopolar, bipolar, tripolar e multipolar (possui 3 ou mais eletrodos). A manopla monopolar possui potência e densidade elevada superior às demais manoplas. A técnica é aplicada, geralmente, por dois ou 10 três eletrodos; o eletrodo ativo que provoca grande densidade de corrente, o circuito da corrente é fechado pelo eletrodo passivo que consiste em uma placa condutiva de grande contato fazendo com que a energia retorne ao paciente (VIEIRA, 2016). 11.1 Indicações e contraindicações Para o tratamento estético cutâneo corporal, a técnica de radiofrequência é indicada para regeneração de tecidos moles, processos inflamatórios crônicos, aderências e fibroses, cicatrizes hipertróficas e queloides, Fibroedema Gelóide (Celulite), flacidez e envelhecimento cutâneo (elastoses), adiposidade localizada e modelamento corporal (BEASLEY, 2014). Para que as expectativas e satisfação com o procedimento sejam concretas é de fundamental importância considerar as seguintes contraindicações: não deve ser realizada em indivíduos portadores de distúrbio vascular do colágeno, neoplasias malignas ativas ou recentes, ou qualquer histórico de doença que pode ser estimulada pelo calor. Além disso, o tratamento não é aconselhável sobre tatuagem ou maquiagem definitiva e enchimentos sintéticos (próteses de silicone)( BELENKY, 2012) . O procedimento é contraindicado em indivíduos que apresentam alteração de sensibilidade cutânea local, telangiectasias, portadores de marca-passo cardíaco, processo inflamatório agudo, tuberculoseativa, infecção recente, aparelhos auditivos, neoplasias, gestantes, trombose venosa profunda, condições hemorrágicas ou probabilidade de esta ocorrer, diabéticos, doenças da tireoide. VIEIRA (2016) contra indica a aplicação de diatermia em região abdominal baixa de pacientes que fazem uso de dispositivo intra-uterino. Em processos inflamatórios 13 agudos como pós-operatórios e acnes ativas a RF pode ser aplicada como terapia complementar, tendo efeitos benéficos, porém a única e determinante cautela é que se deve estar atento é quanto a meta máximo de aquecimento. 55 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGNE, J.E., Eletrotermofototerapia. 1ª Ed. Santa Maria- RS: Pallotti, 2013. AKITA, H., SASAKI, R., YOKOYAMA, Y., NEGISHI, K., MATSUNAGA, K., The clinical experience and efficacy of bipolar radiofrequency with fractional photothermolysis for aged Asian skin. Exp Dermatol.; vol. 23, nº. 1, p. 37–42, 2014. 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