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AVALIACAO-POSTURAL-1

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SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4 
2 ANATOMIA ESQUELÉTICA ....................................................................... 5 
2.1 Crânio ................................................................................................... 5 
3 O APARELHO LOCOMOTOR .................................................................. 23 
4 FISIOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR .......................................... 31 
5 A ESTRUTURA LOCOMOTORA COMO REGULADORA DO MOVIMENTO 
E DA POSTURA CORPORAL ................................................................................... 34 
5.1 Membro superior ................................................................................ 36 
5.2 Membro Inferior .................................................................................. 37 
5.3 Coluna vertebral e Tórax .................................................................... 38 
6 SISTEMA MUSCULAR ............................................................................. 39 
6.1 Membro superior ................................................................................ 40 
6.2 Membro inferior .................................................................................. 41 
6.3 Dorso .................................................................................................. 42 
7 POSTURA ................................................................................................. 44 
7.1 Estabilidade corporal .......................................................................... 45 
8 ANAMNESE E AVALIAÇÃO INICIAL ........................................................ 46 
8.1 Componentes da Anamnese .............................................................. 46 
9 AVALIAÇÃO POSTURAL ......................................................................... 48 
9.1 Tipos de avaliação postural ................................................................ 49 
9.2 Avaliação estática .............................................................................. 51 
9.3 Tabela de Grau de Eficiência Muscular .............................................. 52 
9.4 Prova de Função Muscular ................................................................. 53 
9.5 Trofismo Muscular .............................................................................. 59 
 
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9.6 Tônus Muscular .................................................................................. 59 
9.7 Problemas posturais ........................................................................... 61 
10 AVALIAÇÃO DAS CADEIAS MUSCULARES ....................................... 62 
11 DESVIOS PATOLÓGICOS DA COLUNA .............................................. 63 
12 RECURSOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO POSTURAL ..................... 65 
12.1 Biofotogrametria .............................................................................. 65 
12.2 Fotogrametria .................................................................................. 65 
12.3 Software para Avalição Postural- SAPO ......................................... 66 
12.4 Outros instrumentos utilizados na avaliação postural ..................... 67 
13 AVALIAÇÃO DA MARCHA E EQUILÍBRIO ........................................... 67 
13.1 Conceitos em Cinemática ............................................................... 68 
13.2 Ciclos/ Fases da Marcha ................................................................. 68 
13.3 Marchas anormais ........................................................................... 69 
13.4 Equilíbrio ......................................................................................... 70 
13.5 Escala de equilíbrio de BERG ......................................................... 72 
13.6 Escala de Tinetti .............................................................................. 73 
14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 76 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - 
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum 
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas 
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em 
tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que 
lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 ANATOMIA ESQUELÉTICA 
. 
Fonte: br.pinterest.com 
2.1 Crânio 
Dos 22 ossos que compõem o nosso crânio, oito formam a caixa craniana, 
protegendo nosso cérebro e demais estruturas de grande importância. Outros catorze 
ossos estão associados à nossa face. O crânio humano é dividido em duas partes: 
viscerocrânio e neurocrânio, que envolve e protege o encéfalo e é composto pelos 
ossos que serão apresentados ao longo deste capítulo. Esses ossos cranianos 
compõem a cavidade do crânio, uma forma de câmara que é preenchida por líquido 
cerebrospinal (LCS), que amortece e sustenta o encéfalo. Também presentes no 
neurocrânio estão as suturas e as fontanelas cranianas, responsáveis por alguns 
movimentos vitais ao nosso desenvolvimento e crescimento (HAUBERT, 2018). 
 
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Esqueleto axial: neurocrânio 
 
Para concentrar-se nos estudos sobre o neurocrânio, é importante considerar 
o crânio (Figuras 1, 2 e 3), parte do corpo humano em que ocorrem processos como, 
por exemplo, mastigação, ingestão, inspiração e expiração. Crânio, face, escalpo, 
dentes, encéfalo, nervos cranianos, meninges, órgãos dos sentidos especiais, vasos 
sanguíneos, linfáticos e gordura compõem, em conjunto, a cabeça, cujos ossos são 
divididos em duas partes, o neurocrânio e o viscerocrâneo (esqueleto da face). O teto 
do crânio é chamado de calvaria e tem formato de uma abóboda. A base, ou assoalho, 
do crânio é composta pelo osso esfenoide e por porções do osso occipital e do osso 
temporal (HAUBERT, 2018). 
 
 
Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
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Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
 
 
 
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Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
 
Neurocrânio 
 
As meninges, o encéfalo, as partes proximais dos nervos cranianos e também 
os vasos sanguíneos são protegidos pelo neurocrânio, que fornece um invólucro para 
eles. O neurocrânio é formado por oito ossos planos e irregulares ligeiramente ligados 
entre si por suturas, formando a cavidade onde fica abrigado o encéfalo. Desses oito 
ossos, dois são pares e quatro são ímpares: ossos temporais (2), ossos parietais (2), 
 
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osso frontal (1), osso occipital (1), osso esfenoide (1) e osso etmoide (1) (HAUBERT, 
2018). 
Frontal 
 
O osso frontal é reconhecido por 
sua forma larga ou chata, situa-se para 
frente e para cima do crânio e se divide 
em duas partes: uma vertical, chamada 
de escama, e uma horizontal, chamada 
de tectos das cavidades orbitais e 
nasais. 
 
Escama 
 
Sua face externa é convexa e nela 
se localizam as seguintes estruturas 
(HAUBERT, 2018).: 
 borda supraorbital; 
 túber frontal: 3 cm acima da 
bordasupraorbital; 
 arcos superciliares: saliências 
que se estendem lateralmente à glabela; 
 glabela: entre os dois arcos 
superciliares; 
 sutura metópica: encontrada em 
alguns casos raros, localiza-se logo 
acima da glabela, estendendo-se até o 
bregma pela linha sagital mediana. Na 
infância, essa sutura segmenta o osso 
em duas partes e pode tornar-se fixa; 
 incisura ou forame supraorbital: 
possibilita a passagem de vasos e 
nervos supraorbitais; 
 
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 incisura nasal: intervalo áspero 
e irregular; 
 espinha nasal: situada no centro 
e anteriormente à incisura nasal. Em sua 
face interna se encontram as seguintes 
estruturas: 
 crista frontal; 
 forame cego: localizado na 
terminação da crista frontal, é onde a 
dura- -máter se insere. 
 
Tectos das cavidades orbitais e 
nasais 
 
 
Essas estruturas constituem o 
teto da órbita, a incisura etmoidal, que 
divide as duas lâminas orbitais, e os 
óstios do seio frontal, localizados 
anteriormente à incisura etmoidal. O 
osso frontal (Figuras 4 e 5) se articula 
com os seguintes doze ossos: um 
esfenoide, um etmoide, dois parietais, 
dois nasais, dois maxilares, dois 
lacrimais e dois zigomáticos. 
 
 
 
 
Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
 
 
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Occipital 
 
É um osso perfurado pelo forame magno, uma abertura grande e oval. É por 
meio dele que a cavidade craniana se comunica com o canal vertebral. Divide-se em 
duas partes: a escamosa e a basilar. O occipital (Figuras 5[a] e [b]) se articula com 
seis ossos: dois parietais, dois temporais, esfenoide e atlas. Porção escamosa É uma 
lâmina encurvada que se expande posteriormente ao forame occipital e é composta 
por face externa, posterior e convexa e formada pelas seguintes estruturas 
(HAUBERT, 2018): 
 protuberância occipital externa: fica entre o ápice do osso e o forame magno; 
 crista occipital externa; 
 linha occipital (nucal) suprema: é onde a gálea aponeurótica se insere; situa-
se lateralmente à protuberância occipital externa; 
 linha occipital (nucal) superior: fica abaixo da linha nucal suprema; 
 linha occipital (nucal) inferior: situa-se logo abaixo da linha nucal superior. Já 
sua face interna se apresenta anteriormente ao forame occipital. É formada pelas 
seguintes estruturas: 
 eminência cruciforme: segmenta a face interna em quatro fossas; 
 protuberância occipital interna: região de intersecção das quatro divisões; 
  sulco sagital: abriga a parte posterior do seio sagital superior;  crista occipital 
interna: parte inferior da eminência cruciforme; 
 sulco do seio transverso: encontra-se lateralmente à protuberância occipital 
interna; 
 fossas occipitais superiores (cerebrais); 
 fossas occipitais inferiores (cerebelares). 
 
Porção basilar 
 
Situa-se anteriormente ao forame occipital e apresenta forma espessa. Abriga 
o forame magno, uma abertura oval grande que permite o acesso à medula oblonga 
 
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(tronco encefálico e bulbo) e às meninges, ao liquor, aos nervos, às artérias, às veias 
e aos ligamentos. Sua face lateral abrange as seguintes estruturas (HAUBERT, 2018): 
 Côndilos occipitais: apresentam forma oval e se articulam com a 1ª vértebra 
cervical; 
  Canal do hipoglosso: pequena cavidade na base do côndilo occipital que 
permite que o nervo do hipoglosso (12º par craniano) saia e que um ramo meníngeo 
da artéria faríngea ascendente entre; 
 Canal candilar: ao lado do forame magno, permite a passagem das veias; 
 Processo jugular: situa-se lateralmente ao côndilo occipital. 
 
 
 
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Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
Esfenoide 
 
Osso ímpar e irregular, situado anteriormente aos temporais e à porção basilar 
do osso occipital, na base do crânio. Ele é dividido em corpo, duas asas menores, 
duas asas maiores e dois processos pterigoideos (Figura 7). Corpo Face superior 
(HAUBERT, 2018).: 
 ■ fossa hipofisária; 
■ processos clinoides médios e posteriores; 
 
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■ espinha etmoidal: articula-se com a lâmina crivosa do osso etmoide; 
■ sela túrcica: aloja a hipófise; 
■ clivo: serve como apoio da porção superior da ponte. Face anterior: 
■ crista esfenoidal: é parte do septo do nariz; 
■ seio esfenoidal: cavidades cheias de ar (osso pneumático) cuja função é 
deixar o crânio mais leve e que raramente apresentam simetria. Face inferior: 
■ rostro esfenoidal: espinha triangular na linha mediana; 
■ processo vaginal: um de cada lado do rostro esfenoidal. Face lateral: 
■ sulco carotídeo: sulco em forma de “S”; 
■ língula: crista óssea no ângulo entre o corpo e a asa maior. 
Asas menores 
 Canal óptico: passagem do nervo óptico (2º par craniano) e da artéria 
oftálmica; 
 Processo clinoide anterior. Asas maiores 
 Forame redondo: local de passagem do nervo maxilar (5º par craniano – nervo 
trigêmeo); 
  Forame oval: local de passagem do nervo mandibular (5º par craniano – 
nervo trigêmeo) e da artéria meníngea acessória; 
 Forame espinhoso: local de passagem de vasos meníngeos médios e de um 
ramo do nervo mandibular; 
  Espinha esfenoidal 
 Face temporal; 
 Face orbital. Processos pterigoideos 
 Lâmina pterigoidea medial; 
 Lâmina pterigoidea lateral; 
 Fossa pterigoidea; 
 Incisura pterigoidea: localizada entre as duas lâminas. Entre as asas menores 
e maiores 
 Fissura orbitária superior ou fenda esfenoidal: local de acesso do nervo 
oculomotor (3º par craniano), nervo troclear (4º par craniano), ramo oftálmico do nervo 
trigêmeo (5º par craniano) e nervo abducente (6º par craniano). 
 
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Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
Etmoide 
O etmoide (Figuras 7[a] e [b]) é um osso que se caracteriza por ser ímpar, 
irregular, esponjoso, leve e que se encontra na parte anterior do crânio. Articula- -se 
com treze ossos: o frontal, o esfenoide, dois nasais, dois lacrimais, dois maxilares, 
dois palatinos, duas conchas nasais inferiores e o vômer. Apresenta quatro partes: 
uma lâmina horizontal (crivosa), uma lâmina perpendicular e duas massas laterais 
(labirintos). Lâmina horizontal (crivosa) 
 Crista galli: processo triangular na linha mediana; 
 Forames olfatórios: localiza-se ao lado da crista galli e dá passagem aos 
nervos olfatórios. 
Lâmina perpendicular 
 
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 Lâmina achatada que forma a parede mediana do septo nasal. Massas 
laterais (labirinto) 
 Processo uncinado; 
 Concha nasal superior; 
 Concha nasal média. 
 
Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
 
Temporal 
 
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O osso temporal (Figura 8) é um osso par, extremamente complexo e 
importante porque o aparelho auditivo se situa no seu interior. Vincula-se a cinco 
ossos: occipital, parietal, zigomático, esfenoide e mandíbula. 
Divide-se em 3 partes: escamosa, timpânica e petrosa. 
 
Parte escamosa 
 
 Processo zigomático: longo arco que se projeta da parte inferior da escama; 
 Fossa mandibular: vincula-se ao côndilo da mandíbula. 
 
Parte timpânica 
 
 Meato acústico externo. 
 
Parte petrosa (pirâmide) 
 
 Processo estiloide: espinha aguda localizada na face inferior do osso 
temporal; 
  Processo mastoide: projeção crônica que pode variar de tamanho e forma; 
 Meato acústico interno: local que dá passagem aos nervos facial, acústico e 
intermediário e ao ramo auditivo interno da artéria basilar; 
  Forame estilomastoideo: localiza-se entre o processo mastoide e o processo 
estiloide; 
 Canal carótico: local que dá passagem à artéria carótida interna e ao plexo 
nervoso carotídeo; 
 Fossa jugular: local que aloja o bulbo da veia jugular interna (HAUBERT, 
2018). 
 
 
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Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
Parietal 
 
O osso parietal (Figura 9) constitui o tecto, ou teto, do crânio. É um osso par, 
de forma achatada, que apresenta duas faces, quatro bordas e quatro ângulos 
(HAUBERT, 2018). 
 
Faces 
 
 Face externa: é convexa, lisae lateral; 
 Face interna: é côncava e medial e tem sulcos anteriores que correspondem 
aos ramos da artéria meníngea média. 
 
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Bordas 
 Borda superior, sagital e parietal; 
 Borda anterior, frontal e coronal; 
 Borda posterior, occipital e lambdóidea; 
 Borda inferior, escamosa e temporal. 
 
Ângulos 
 
 Ângulo frontal; 
 Ângulo esfenoidal; 
 Ângulo mastóideo; 
 Ângulo occipital. 
 
Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
Fontanelas e suturas cranianas 
 
Fontanelas 
 
 
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Os ossos do crânio se consolidam na idade adulta, formando a completa 
proteção para o encéfalo. Esses processos de articulações ou uniões do crânio são 
chamados de suturas e fazem parte da classe das articulações chamadas de 
articulações fibrosas, que são imóveis no adulto e denominadas sinartrodiais. Quando 
uma criança nasce, a ossificação da caixa craniana está incompleta e as suturas são 
espaços cobertos por membranas que se preenchem logo após o nascimento. 
Algumas regiões sofrem mais lentamente esse processo, formando as fontanelas. Em 
geral, as suturas cranianas não se fecham por completo antes do 12º ou 13º ano, e 
algumas podem não se fechar completamente até a idade adulta. Porém, deve-se ter 
em mente que isso não representa um critério real de idade (HAUBERT, 2018). 
A seguir, são apresentadas as denominações das fontanelas na criança e suas 
respectivas denominações na vida adulta: 
 fontanela anterior: bregma; 
 fontanela posterior: lambda; 
 fontanelas laterais: ptérios; 
 fontanela mastoidea: astério. 
Fontanelas são chamadas comumente de “moleiras”. Primeiramente, temos as 
fontanelas; na idade adulta, formam-se as suturas, pois as fontanelas já se fecharam 
e, do encontro dos ossos, sugiram as suturas. 
 
Suturas cranianas 
 
As suturas cranianas (Figuras 10 e 11) ficam na parte superior do crânio, 
denominada cúpula do crânio ou calvaria. São articulações que permitem uma mínima 
mobilidade aos ossos cranianos e são denominadas (HAUBERT, 2018).: 
 Sutura coronal ou bregmática: localizada entre os ossos frontal e parietais; 
 Sutura sagital: localizada entre os dois ossos parietais (linha sagital mediana); 
 Sutura lambdoide: localizada entre os parietais e o occipital; 
 Sutura escamosa: localizada entre o parietal e o temporal. 
 
 
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Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
Exemplos de pontos antropométricos do crânio (HAUBERT, 2018).: 
 
 Bregma: ponto de união das suturas sagital e coronal; 
 Lambda: ponto de união das suturas sagital e lambdoide; 
 Vértex: porção mais alta do crânio; 
 Gônio: ângulo da mandíbula; 
 Ptério: ponto de união dos ossos parietal, frontal, esfenoide e temporal. 
 
 
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Fonte: HAUBERT, 2018. 
 
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3 O APARELHO LOCOMOTOR 
 
Fonte: br.pinterest.com 
O corpo humano é um conjunto completo de diferentes estruturas – ossos, 
músculos, tendões (ANDRADE FILHO; PEREIRA, 2015) – que formam um 
mecanismo no qual há uma sinergia perfeita, pois todas as partes estão de alguma 
forma conectadas e permitem movimentos como dançar, sentar, andando e 
escrevendo (BIEDRZYCKI, 2021). 
 
Esses movimentos são executados principalmente pelos braços e pernas, 
entendidos como membros superiores e membros inferiores, respectivamente. Esses 
segmentos corporais possuem uma gama de movimentos em todos os eixos e planos, 
permitindo os mais diferentes tipos de deslocamentos, alcances e manipulações de 
objetos, graças às inúmeras estruturas subjacentes. Todos os ossos do corpo humano 
estão ligados para constituir o esqueleto e também para garantir movimentos 
corporais harmônicos. 
 
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Andrade Filho e Pereira (2015, p. 89) afirmam que “o Sistema Articular é 
formado por articulações ou junturas que estão diretamente responsáveis por realizar 
diversos movimentos de vários segmentos do nosso corpo”. Inicialmente, é necessário 
compreender as articulações existentes nos membros superiores e inferiores, sendo 
elas as sinartroses, anfiartroses e sinoviais (ANDRADE FILHO; PEREIRA, 2015). 
 Sinartroses (ou articulação fibrosa): conhecidas como articulações sólidas, 
sendo uma junção de dois ossos ligados por um tecido conjuntivo. Esse tipo de 
articulação é bastante comum nos ossos do crânio. Outra ocorrência desse tipo de 
articulação é chamada de sindesmose e pode ser encontrada na estrutura tibiofibular 
(perna) e na radioulnar (antebraço). Nesse caso, existe uma membrana interóssea 
que permite a interligação de ambas estruturas ósseas. 
Anfiartroses (ou articulações cartilaginosas): há um tecido cartilaginoso entre 
os ossos, que permite um pequeno movimento entre as estruturas ósseas, além de 
absorver o impacto da articulação, sendo articulações de movimento limitado. Essas 
articulações são encontradas nos ossos que compõe o quadril. 
Sinovial: Neste tipo de articulação, que compõe a maioria das articulações do 
corpo humano, a estrutura óssea é recoberta por cartilagem e conectada por 
ligamentos, que são um tipo de cabo que liga uma estrutura óssea a outra 
Além de dessas estruturas articulares, também é importante ressaltar que todos os 
movimentos corporais se baseiam na contração e relaxamento dos músculos do corpo 
humano, existindo um músculo para cada pequeno movimento. Para melhor 
compreensão, passamos a classificar os principais músculos dos segmentos 
corporais por região divididos em extremidades superiores e inferiores (ANDRADE 
FILHO; PEREIRA, 2015). 
Membros Superiores Ombro 
 Trapézio 
■ Origem: linha nucal superior, protuberância occipital externa, margem medial 
do ligamento nucal, processo espinhoso de C7 a T12 e ligamentos supraespinhais 
relacionados. 
■ Inserção: margem superior da crista da espinha da escápula, acrômio e 
margem posterior do terço lateral da clavícula. 
 
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 ■ Função: elevação, rotação e abdução da escápula.  Músculo deltoide 
■ Origem: crista da espinha da escápula, margem lateral do acrômio e margem 
anterior do terço lateral da clavícula. 
■ Inserção: tuberosidade para o músculo deltoide no úmero. 
■ Função: abduzir de ombro e auxiliar na flexão e extensão do cotovelo. 
 Músculo levantador da escápula 
■ Origem: processos transversos das vértebras C1 e C2 e tubérculos 
posteriores dos processos transversos das vértebras C3 e C4. 
■ Inserção: face posterior da margem medial da escápula na raiz da espinha 
da escápula. 
 ■ Função: elevação da escápula.  Músculo romboide maior 
■ Origem: processos espinhosos das vértebras de T2 a T5 e ligamentos 
supraespinhais intervenientes. 
■ Inserção: face posterior da margem medial da escápula a partir da raiz da 
espinha da escápula para o ângulo inferior. 
■ Função: elevação e retração da escápula.  Músculo romboide menor 
■ Origem: parte mais inferior do ligamento nucal e processos espinhosos das 
vértebras de C7 e T4. (BIEDRZYCKI, 2021). 
■ Inserção: face posterior da margem medial da escápula na raiz da espinha 
da escápula. 
 ■ Função: elevação e retração da escápula. Região escapular  Músculo 
supraespinal 
■ Origem: dois terços mediais da fossa supraespinal da escápula e fáscia 
profunda que reveste o músculo. 
■ Inserção: tubérculo maior do úmero. 
■ Função: abdução o braço com discreta rotação lateral. 
 Músculo infraespinal 
■ Origem: dois terços mediais da fossa infraespinal da escápula e fáscia 
profunda que reveste o músculo. 
■ Inserção: faceta média na face posterior do tubérculo do úmero. 
■ Função: rotação lateral do braço e auxiliar na abdução do braço. 
 
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 Músculo redondo menor 
■ Origem: dois terços superiores da face posterior da escápula imediatamente 
adjacente à margem lateral da escápula. 
■ Inserção: faceta inferior na face posterior do tubérculo maior do úmero. 
 ■ Função: rotação lateral do braço e auxiliar na adução do braço. 
  Músculo redondo maior 
■ Origem: área ovale alongada na face posterior do ângulo inferior da escápula. 
■ Inserção: crista medial do sulco intertubercular na face anterior do úmero. 
■ Função: adução e rotação medial do braço.  Músculo cabeça longa do 
tríceps braquial 
■ Origem: tubérculo infraglenoidal na escápula. 
■ Inserção: tendão comum de inserção com as cabeças medial e lateral no 
olecrano da ulna. 
■ Função: extensão do antebraço e auxiliar na adução e extensão do ombro. 
 Músculo peitoral maior 
■ Origem: metade medial da clavícula e superfície anterior do esterno, 
primeiras sete cartilagens costais e aponeurose do músculo oblíquo externo do 
abdome. 
■ Inserção: crista do tubérculo maior do úmero. 
■ Função: adução, rotação medial e flexão de ombro. 
 Músculo subclávio 
■ Origem: face externa da primeira costela. 
■ Inserção: face anterior da porção lateral da clavícula. 
■ Função: estabilizar e baixar o cíngulo peitoral. 
 Músculo serrátil anterior 
■ Origem: face externa das primeiras nove costelas. 
■ Inserção: face ventral da margem medial da escápula. 
■ Função: estabilizar e baixar o cíngulo peitoral.  Músculo subescapular 
■ Origem: dois terços mediais da fossa subescapular. 
■ Inserção: tubérculo menor do úmero. 
■ Função: rotação média do braço. 
 
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 Músculo latíssimo do dorso 
■ Origem: processos espinhosos das seis últimas vértebras e ligamentos 
interespinhais relacionados, via fáscia toracolombar para os processos espinhosos 
das vértebras lombares, ligamentos interespinhais relacionados, crista ilíaca e últimas 
quatro costelas. 
■ Inserção: assoalho do sulco intertubercular. 
■ Função: adução, rotação medial e extensão do braço. Braço, antebraço e 
mão  Músculo bíceps braquial 
■ Origem: a cabeça longa se origina no tubérculo supraglenoidal da escápula 
e a cabeça curta origina-se no ápice do processo coracoide. 
■ Inserção: tuberosidade do rádio. 
■ Função: flexão de cotovelo e supinador do antebraço e auxiliar nas flexões 
de ombro. 
 Músculo coracobraquial 
■ Origem: ápice do processo coracoide. 
■ Inserção: rugosidade linear na metade do corpo do úmero na face medial. 
■ Função: flexão de cotovelo e auxiliar na adução do braço.  Músculo braquial 
■ Origem: região anterior do úmero e septo intermuscular adjacente. 
■ Inserção tuberosidade da ulna. 
■ Função: flexão de cotovelo. (BIEDRZYCKI, 2021). 
 
 Músculo tríceps braquial 
■ Origem: a cabeça longa se origina no tubérculo infraglenoidal da escápula, a 
cabeça média na face posterior do úmero e a cabeça lateral na face posterior do 
úmero. 
■ Inserção: olecrano. 
■ Função: extensão de cotovelo, adução de ombro.  Músculo braquiorradial 
■ Origem: crista supracondilar lateral do úmero. 
■ Inserção: processo estiloide do rádio. 
■ Função: flexão de cotovelo  Músculo ancôneo 
■ Origem: epicôndilo lateral do úmero. 
 
28 
 
 
 
 
■ Inserção: face lateral do olecrano. 
■ Função: extensão de cotovelo. 
 Músculo pronador quadrado 
■ Origem: crista linear na face anterior distal da ulna. 
■ Inserção: face anterior distal do osso rádio. 
■ Função: pronação do braço. Membros inferiores Quadril 
 Músculo glúteo máximo 
■ Origem: linha glútea posterior do ílio e face posterior do sacro e do cóccix. 
■ Inserção: tuberosidade glútea do fêmur, trato iliotibial do sacro e do cóccix. 
 ■ Função: extensão e rotação lateral de quadril. 
 Músculo glúteo médio 
■ Origem: face externa do ílio, entre as linhas glúteas anteriores e posteriores. 
■ Inserção: face lateral do trocânter maior do fêmur. 
■ Função: abdução e rotação medial da coxa. 
 Músculo glúteo mínimo 
■ Origem: face externa do ílio, entre as linhas glúteas anteriores e inferior. 
■ Inserção: face anterior do trocânter maior do fêmur. 
■ Função: abdução e rotação medialmente a coxa. (BIEDRZYCKI, 2021). 
 Músculo gêmeo superior 
■ Origem: espinha isquiática. 
■ Inserção: trocânter maior do fêmur. 
■ Função: rotação lateral da coxa.  Músculo obturador externo 
■ Origem: face externa da membrana obturatória e margens ósseas do forame 
obturador. 
 ■ Inserção: fossa trocantérica do fêmur. 
■ Função: rotação lateral da coxa. 
 Músculo quadrado femoral 
■ Origem: tuberosidade isquiática. 
■ Inserção: lateralmente na crista intertrocantérica. 
■ Função: : rotação lateral e adução da coxa. Coxa 
 Músculo tensor da fáscia lata 
 
29 
 
 
 
 
■ Origem: porção anterior da crista ilíaca e espinha ilíaca anterossuperior. 
■ Inserção: trato iliotibial da fáscia lata. 
■ Função: tracionar a fáscia lata. Auxiliar na flexão, abdução e rotação medial 
da coxa. 
 Músculo sartório 
■ Origem: espinha ilíaca anterossuperior. 
■ Inserção: face proximal medial da tíbia, logo abaixo da tuberosidade. 
■ Função: flexão e rotação lateral do quadril. 
 Músculo quadríceps femoral 
■ Origem: formado por quatro fortes músculos. Reto anterior — espinha ilíaca 
anteroinferior e logo abaixo do acetábulo do osso do quadril. Vasto lateral — trocânter 
maior e lábio lateral da linha áspera do fêmur. Vasto medial — lábio medial da linha 
áspera do fêmur. Vasto intermédio — face anterior da diáfise do fêmur. 
■ Inserção: esses quatro músculos inserem-se na tuberosidade da tíbia, pela 
patela e ligamento da patela. 
 ■ Função: extensão de joelho. 
 Músculo bíceps femoral 
■ Origem: possui duas origens. Cabeça longa — tuberosidade isquiática. 
Cabeça curta — lábio lateral da linha áspera. 
■ Inserção: face lateral da cabeça da fíbula e côndilo lateral da tíbia. 
■ Função: flexão de joelho; a cabeça longa faz a extensão do joelho. 
Músculo semitendíneo 
■ Origem: tuberosidade isquiática. 
■ Inserção: face medial da epífise proximal da tíbia. 
■ Função: flexão de joelho e extensão de quadril. 
 Músculo semimembranáceo 
■ Origem: tuberosidade isquiática. 
■ Inserção: face medial da epífise proximal da tíbia. 
■ Função: flexão de joelho e extensão de quadril. 
 Músculo grácil 
■ Origem: sínfise púbica e arco púbico. 
 
30 
 
 
 
 
■ Inserção: face medial da tíbia logo abaixo do côndilo. 
■ Função: adução e flexão de quadril. 
 Músculo pectíneo 
■ Origem: linha pectínea do púbis. 
■ Inserção: proximalmente na eminência iliopectínea, tubérculo púbico e ramo 
superior do púbis e distalmente na linha pectínea do fêmur. 
■ Função: adução e flexão de quadril. 
 Músculo adutor longo 
■ Origem: corpo do púbis. ■ Inserção: superfície anterior do púbis e sínfise 
púbica e linha áspera. 
■ Função: adução e rotação lateral de quadril. 
 Adutor curto 
■ Origem: ramo inferior do púbis (porção adutora) e tuberosidade isquiática 
(porção extensora). 
■ Inserção: ramo inferior do púbis e distalmente na linha áspera. 
■ Função: adução e rotação lateral de quadril. 
 Adutor magno 
■ Origem: ramo inferior do púbis (porção adutora) e tuberosidade isquiática 
(porção extensora). 
 ■ Inserção: tuberosidade isquiática e ramo do púbis e do ísquio. 
 ■ Função: adução e rotação lateral de quadril.  Músculo tibial anterior 
■ Origem: côndilo lateral e dois terços proximais da diáfise da tíbia e membrana 
interóssea. 
■ Inserção: face medial do 1º cuneiforme e 1º metatarsal. 
■ Função: dorsiflexão e inversão do pé. 
Após conhecer as principais estruturas que compõem os membros superiores 
e inferiores, é interessante compreender como todos os músculos, ossos e 
articulações atuam para gerar o movimento corporal. (BIEDRZYCKI, 2021). 
 
 
31 
 
 
 
 
4 FISIOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR 
 
Fonte: fisiocale.com 
Todo movimento do corpo é causado por uma contração muscular. Essa 
contração começa com um estímulo, seja ele visual, tátil, olfativo ou auditivo. Esse 
estímulo chega ao cérebro, que envia um sinal ao neurônio motor avisando que um 
determinado músculo precisa ser contraído para realizar um determinado movimento. 
Essa informação percorre a medula espinhal e os nervosaté atingir os músculos, que 
precisam se contrair (WILMORE; COSTILL; KENNEY, 2010). 
Embora esse processo pareça demorado e tome muitos caminhos, não leva 
mais do que uma fração de segundo. É importante notar que o controle do sistema 
nervoso sobre uma resposta a um estímulo varia dependendo do movimento 
requerido. Quando o movimento é voluntário, o processo costuma ser mais complexo 
e mais lento, acionando o cérebro para depois distribuir as informações pela medula 
espinhal. Movimentos involuntários ou reflexos geralmente têm um processo 
subjacente mais simples e recrutam menos músculos para realizar o movimento. Para 
agilizar esse processo e também por conveniência, as informações saem do cérebro 
diretamente para a medula espinhal (WILMORE; COSTILL; KENNEY, 2010). 
A riqueza harmoniosa das estruturas contidas no corpo humano permite as 
mais diversas posições, sejam elas estéticas ou dinâmicas (VIEIRA, 2012). Mudanças 
 
32 
 
 
 
 
na posição corporal podem alterar o comportamento fisiológico e hemodinâmico do 
corpo humano, tais como: B. frequência cardíaca, pressão arterial e volume sistólico 
e, consequentemente, débito cardíaco, que modifica a pressão arterial e a frequência 
cardíaca (OLIVEIRA ; BRANDÃO; BORGES, 2016). (BIEDRZYCKI, 2021). 
A distribuição do sangue aos tecidos do corpo depende da demanda de 
oxigênio de cada local. Quando o corpo está em movimento, os músculos 
recrutadores recebem até 25% mais volume sanguíneo do que quando em repouso 
(WILMORE; COSTILL; KENNEY, 2010). Desta forma, o trabalho de alta intensidade 
estimula o fluxo sanguíneo e aumenta a frequência cardíaca. Se pensarmos em um 
trabalhador do que passa todo o dia de trabalho em pé estático, podemos imaginar 
imediatamente o que ele pode estar sentindo: inchaço nas pernas e pés, dor na parte 
inferior das costas, pernas e solas dos pés. Isso acontece porque os músculos devem 
manter uma contração contínua para permanecer em qualquer posição estática, não 
diferente da posição em pé, levando à fadiga muscular (IIDA; GIMARÃES, 2016). 
Soma-se a isso o estresse gravitacional, no qual uma força compressiva atua 
constantemente sobre a estrutura corporal e também afeta a homeostase circulatória 
(OLIVEIRA; BRANDÃO; BORGES, 2016). Nessa posição, é comum que o mecanismo 
da válvula nos vasos sanguíneos, que permite que o sangue volte da parte inferior do 
corpo para o músculo cardíaco, tenha dificuldade em contrariar a gravidade. Além 
disso, a contração muscular necessária para a manutenção da postura também 
representa um risco para a circulação sanguínea e linfática adequada, pois comprime 
ainda mais os vasos, o que pode levar a pequenos rasgos nos capilares muito finos e 
delicados, varizes e edema nos membros inferiores. É importante ressaltar que essas 
consequências vão além da estética e podem causar dificuldades na mobilidade dos 
membros inferiores (LUZ, 2006). 
Além disso, é possível que a posição prolongada em pé possa desencadear 
outros problemas de saúde, como inchaço, aumento do cansaço e fadiga física, dor, 
cãibras e peso nos membros inferiores (todos os sintomas de problemas circulatórios 
2006). Almeida e Rosas (2018) concluíram em seus estudos que entre os funcionários 
públicos de um hospital, 62% queixavam-se de dores no ombro e 58% nas pernas. 
Quando os participantes foram questionados sobre quais partes do corpo 
 
33 
 
 
 
 
apresentavam dores que impediam e limitavam suas horas de trabalho, eles relataram 
dores nos cotovelos (58%), pulsos (54%) e pernas (50%). 
No contexto de longas jornadas de trabalho sem sentar, também é importante 
cuidar adequadamente dos pés, importante estrutura biomecânica do sistema 
musculoesquelético humano, complexa e única, em contato direto com uma 
superfície, proporcionando uma base de apoio estável e equilíbrio no apoio e 
estabilidade para o processo de marcha (MONTEIRO et al., 2010). Em geral, as ações 
ergonômicas projetadas para as estruturas do sistema musculoesquelético são 
fundamentais para evitar que sejam comprometidas por trabalhos repetitivos ou 
situações de esforço desnecessário. Segundo Corrêa (2014, p. 11) é preciso conhecer 
detalhadamente os princípios básicos do corpo humano e como ele se move no 
espaço e gera movimentos harmônicos, o que: 
[...] significa compreender e realizar a sequência correta de transferências de 
velocidade entre os diversos segmentos corporais para uma habilidade 
básica (por exemplo, arremessar) com um gasto menor de energia mecânica, 
utilizando uma postura específica que estabeleça o equilíbrio corporal e leve 
a um número menor de lesões. 
Quando entendemos que as estruturas do corpo em movimento estão 
conectadas através do tórax e que os membros inferiores fornecem a estrutura de 
sustentação de todo o corpo humano, que mantém seu apoio total nos pés, surgem 
questionamentos sobre as possíveis influências que os movimentos em movimento 
podem ter sobre o corpo. Postura, seja protetora ou como risco à saúde postural. 
(BIEDRZYCKI, 2021). (BIEDRZYCKI, 2021). 
 
 
34 
 
 
 
 
5 A ESTRUTURA LOCOMOTORA COMO REGULADORA DO MOVIMENTO E DA 
POSTURA CORPORAL 
 
Fonte: docplayer.com 
A postura pode ser entendida como um arranjo complexo de diferentes partes 
do corpo humano, englobando tanto posturas estáticas quanto dinâmicas, e tem a 
função de manter o corpo equilibrado em suas bases de sustentação. Para manter a 
postura e, consequentemente, o equilíbrio postural, é importante que o indivíduo seja 
capaz de adaptar suas respostas motoras à tarefa, ao ambiente e ao próprio peso 
corporal (CARRASCO, 2010). Os pés são a base principal do corpo humano e, 
portanto, são compostos por muitos receptores sensoriais que informam ao sistema 
nervoso central o peso e a pressão da superfície de apoio, e parece haver uma relação 
entre as adaptações posturais feitas pelos pés e postura homeostática (CARRASCO, 
2010) 
É importante lembrar que, além do pé, outra estrutura importante é o tornozelo, 
uma articulação sinovial que permite uma ampla variedade de movimentos 
proprioceptivos necessários para evitar lesões – como lesões no tornozelo. Além da 
própria articulação, outras estruturas relacionadas como os ligamentos tibiais 
anteriores e os músculos são de suma importância (DUTRA et al., 2018). Embora os 
ligamentos do tornozelo sejam fortes, eles possuem uma propriedade inelástica, o que 
 
35 
 
 
 
 
significa que movimentos bruscos de inversão e eversão do pé levam à ruptura dessas 
estruturas (Figura 4) (BIEDRZYCKI, 2021). 
 
Todas essas estruturas são parcialmente responsáveis por um fenômeno 
crucial em nosso equilíbrio e postura: a propriocepção. A propriocepção ocorre 
involuntariamente, graças a mecanismos mecanorreceptores nas articulações, 
ligamentos, músculos, pele e tendões que enviam uma mensagem ao sistema 
nervoso central para fazer com que os músculos se adaptem para manter o equilíbrio 
corporal. Essas estruturas incluem os fusos musculares, que são mecanismos 
sensoriais proprioceptivos compostos por pequenas fibras que detectam mudanças 
no comprimento do músculo que indicam movimento. Existem também os órgãos 
tendinosos de Golgi, estruturas nos tendões musculares que detectam as mudanças 
de comprimento das fibras musculares e adaptam o corpo a qualquer tipo de 
movimento (ANDRADE FILHO; PEREIRA, 2015. (BIEDRZYCKI, 2021). 
 
Outra característica importante da postura é o centro de gravidade do corpo, 
que é completamente independente da velocidade da pessoa no espaço. Quando 
ocorre movimento corporal, principalmente do tronco, o centro de gravidade do corpo 
pode mudar e todos os seus músculos devem se ajustar, assim como a transmissão 
de informações sensoriais para manter o equilíbrio. Alguns fatores podem afetar a 
manutenção da postura, 
como levantar e/ou carregar cargas que colocam peso externo sobre o corpo e até 
mesmo o uso de determinados calçados (saltoalto, tamanho insuficiente, 
deformidades na sola, escorregadio) . ), ativando as estruturas proprioceptivas para 
manter o centro de gravidade. Nesse sentido, os saltos altos, amplamente usados 
pelas mulheres, implicam não só uma mudança na posição do pé, tornozelo, joelho, 
quadril e coluna, mas também uma pressão na sola do pé diferente daquela sentida 
contra a .terra. , visto que a maior parte do peso corporal repousa sobre os dedos dos 
pés, levando a distúrbios da marcha e equilíbrio e até o risco de queda (SANTOS, 
2006). 
 
36 
 
 
 
 
Com cargas externas, pesos, caixas, bolsas e mochilas podem causar 
assimetrias posturais que levam a ajustes físicos e morfológicos e até mesmo a 
deformidades crônicas.Além disso, a marcha é prejudicada quando o corpo está 
carregado o que, aliado a cargas excessivas e longos períodos de exposição, podem 
levar a alterações incorrigíveis na capacidade funcional e na qualidade de vida 
(CARRASCO, 2010). 
Pode-se observar que as variáveis do sistema musculoesquelético, que são 
compostas por diversos fatores internos e externos, estão relacionadas à manutenção 
da postura. Fatores de sobrecarga, como muitas horas na mesma posição, transporte 
inadequado de cargas, bolsas e mochilas e calçados que não possuem as 
propriedades ergonômicas recomendadas podem levar a uma mudança na postura 
ideal. Dessa forma, as práticas de trabalho devem ser condizentes com os valores, 
técnicas e conceitos da ergonomia, criando mecanismos que visem preservar não só 
a saúde do sistema musculoesquelético, mas também o bem-estar do trabalhador 
(BIEDRZYCKI, 2021). 
5.1 Membro superior 
O membro superior articula-se com o tronco através da cintura escapular 
(cintura escapular), que consiste nos ossos da clavícula e da escápula. 
Clavícula e Ossos do Membro Superior: A clavícula articula-se com o manúbrio do 
esterno através da articulação esternoclavicular, que é a única articulação do membro 
superior com o esqueleto axial, e também articula-se com a escápula através da 
articulação acromioclavicular. Os ossos da extremidade superior incluem: úmero 
(braço), rádio e ulna (antebraço), ossos do carpo (punho), metacarpos e falanges 
(dedos). 
Úmero: O úmero é um osso proximal do membro superior e sua extremidade 
proximal articula-se com a escápula através da articulação glenoumeral (articulação 
do ombro), enquanto sua extremidade distal articula-se com o rádio e a ulna através 
das articulações úmero-radial e úmeroulnar em formação até o articulação do 
cotovelo. 
 
37 
 
 
 
 
Punho: O punho consiste em oito ossos do carpo agrupados em duas fileiras, 
com a fileira distal articulando-se com os ossos metacarpais da mão.Os metacarpos 
articulam-se com as falanges proximais para formar o esqueleto da mão. O polegar 
tem apenas as falanges proximal e distal, e os outros dedos têm três falanges: as 
falanges proximal, média e distal. 
A anatomia humana é uma disciplina de extrema importância para todos os 
estudantes ingressantes na área da saúde. Nela, os alunos aprendem a 
forma e a localização das estruturas do corpo humano, correlacionando-as 
com suas funções (LINS et al., 2012, apud FABBRIS, 2018). 
5.2 Membro Inferior 
O membro inferior está conectado ao esqueleto axial pela cintura escapular, 
que é formada pelos ossos do quadril (pélvicos). Cada osso do quadril é formado pela 
fusão de três ossos: o ílio, o ísquio e o púbis, que se separam no nascimento. 
Fêmur: O fêmur se articula com o osso do quadril através do acetábulo. A pélvis é 
uma estrutura formada para trás pelos ossos do quadril, sacro e cóccix. A abertura 
inferior da pelve é fechada pelos músculos do assoalho pélvico, que sustentam os 
órgãos intrapélvicos durante a vida. O membro inferior é composto pelo fêmur, patela, 
tíbia, fíbula, tarso, metatarso e falanges. O fêmur é considerado o osso mais longo e 
pesado do corpo e se articula distalmente com a tíbia na articulação do joelho. 
Patela: A patela é um osso sesamoide formado dentro do tendão do quadríceps 
e tem a função de proteger a parte anterior da articulação do joelho. 
Tíbia e fíbula: A tíbia situa-se medialmente à perna e articula-se proximalmente com 
os côndilos femorais através dos côndilos lateral e medial. Distalmente, a tíbia articula-
se com o tálus no tornozelo. Além disso, a tíbia se articula lateralmente com a fíbula, 
o osso lateral da perna. Embora a fíbula não esteja envolvida na articulação do joelho, 
ela serve como local de fixação muscular e estabilidade no tornozelo. 
Pés: O pé consiste nos ossos do tarso, metatarso e dedo do pé. Os ossos do tarso 
são: tálus, calcâneo, cubóide, navicular e cuneiformes medial, intermediário e lateral. 
Os ossos cubóide e cuneiforme articulam-se distalmente com os ossos metatarsais. 
Os ossos metatarsais articulam-se com os ossos das falanges proximais. O dedão do 
 
38 
 
 
 
 
pé tem apenas as falanges proximal e distal, enquanto os outros dedos têm três 
falanges. 
5.3 Coluna vertebral e Tórax 
A coluna do adulto é composta por 26 ossos e 33 vértebras, sendo 7 cervicais, 
12 torácicas, 5 lombares, 1 sacro (composto por 5 vértebras fundidas) e 1 cóccix 
(composto por 4 vértebras fundidas). Redemoinho). 
De todas as vértebras, apenas duas (sacro e cóccix) não se movem, as restantes 
(cervicais, torácicas e lombares) são móveis. 
Além disso, a coluna vertebral abriga a medula espinhal, que permite a passagem dos 
nervos espinhais que mantêm a postura e o movimento do tronco e da cabeça. 
A coluna também tem quatro curvas: duas curvas primárias e duas curvas 
secundárias. 
Curvas primárias: curvas torácicas (cifose torácica) e sacrais (cifose sacral). 
Estes são formados durante o desenvolvimento fetal. 
Curvaturas secundárias: curvaturas da coluna cervical (lordose cervical) e da coluna 
lombar (lordose lombar). Eles aparecem alguns meses após o nascimento, suportam 
o peso corporal e se intensificam quando a criança começa a andar. 
O esqueleto do tórax consiste nas costelas que formam a parte anterolateral, o esterno 
correndo ao longo da linha média do tórax e as vértebras torácicas atrás. As vértebras 
torácicas articulam-se atrás do esqueleto torácico através das articulações 
costovertebrais. 
Existem 12 pares de costelas (I a XII), os sete primeiros são classificados como 
costelas verdadeiras porque se articulam diretamente com o esterno através de 
cartilagens individuais (cartilagens costais). As costelas VIII, IX e X são classificadas 
como falsas porque estão conectadas indiretamente ao esterno através da cartilagem 
costal da VII costela. As costelas XI e XII são classificadas como flutuantes porque 
não estão conectadas ao esterno. 
As partes de uma costela típica são: cabeça, pescoço, tubérculo e corpo da costela. 
O ângulo da costela indica onde o corpo começa sua curva em direção ao esterno. 
 
39 
 
 
 
 
O esterno é um osso plano composto por três partes: o manúbrio, que se 
articula com a clavícula e as cartilagens costais do primeiro par de costelas; o corpo, 
que representa a maior parte e possui os entalhes das costelas do II a VII par de 
costelas; e o processo xifóide, que é a parte mais baixa e menor e serve para fixar o 
diafragma e o reto abdominal. 
6 SISTEMA MUSCULAR 
 
Fonte: conhecimentocientifico.com 
Os músculos da cabeça e do pescoço incluem os músculos da face, os 
músculos extraoculares, os músculos da mastigação e os músculos da garganta. Os 
músculos faciais estão envolvidos na expressão facial e estão ligados à superfície do 
crânio, enquanto os músculos extraoculares são responsáveis pela posição e 
movimento do globo ocular. Os músculos da mastigação são responsáveis pelo 
movimento da mandíbula e da articulação temporomandibular. Os músculos da língua 
são responsáveis pelos movimentos da língua ao engolir e falar, enquanto os 
 
40 
 
 
 
 
músculos da faringe desempenham um papel na deglutição. Existem váriosmúsculos 
na frente da garganta que são responsáveis por controlar a posição da laringe e abrir 
a boca, além de fornecer suporte para os músculos da língua e da garganta.Esses 
músculos do pescoço também podem ser classificados de acordo com sua localização 
em relação ao osso hióide, dividindo-os em supra-hióideos e infra-hióideos. 
6.1 Membro superior 
Os músculos do membro superior são divididos em músculos que posicionam 
a cintura escapular, músculos que movem o braço, músculos que movem o antebraço 
e mão e músculos que movem as mãos e dedos. 
Os músculos que posicionam o cíngulo superior são: levantador da escápula, 
peitoral menor, rombóides, serrátil anterior, subclávio e trapézio. Estes trabalham em 
conjunto com os músculos que movem o braço e são formados pelos músculos: 
coracobraquial, deltoide, supraespinhal, infraespinhal, subescapular, redondo maior, 
redondo menor, grande dorsal e peitoral maior. 
Os tendões supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor se ligam 
à cápsula articular do ombro e formam o manguito rotador, que fortalece e sustenta a 
articulação. Os músculos que movimentam o antebraço e a mão geralmente se 
originam no úmero e são formados pelos seguintes músculos: braquial, braquiorradial, 
bíceps braquial, tríceps braquial, ancôneo, flexor ulnar do carpo, flexor radial do carpo, 
palmar longo, pronador quadrado, pronador redondo, supinador, extensor ulnar do 
carpo, extensor radial longo do carpo e extensor radial curto do carpo. 
Em geral, a musculatura extensora está localizada na superfície posterior e 
lateral do antebraço, enquanto que a musculatura flexora está localizada nas porções 
anterior e medial do antebraço. 
Os músculos que movimentam a mão e os dedos são divididos em músculos 
intrínsecos e extrínsecos da mão. Os músculos extrínsecos que movimentam os 
dedos estão localizados no antebraço: abdutor longo do polegar, extensor dos dedos, 
extensor curto do polegar, extensor longo do polegar, extensor do indicador, extensor 
do dedo mínimo, flexor superficial dos dedos, flexor profundo dos dedos e flexor longo 
 
41 
 
 
 
 
do polegar. A musculatura intrínseca é formada pelos músculos da mão: adutor do 
polegar, oponente do polegar, palmar curto, abdutor do dedo mínimo, abdutor curto 
do polegar, flexor curto do dedo mínimo, flexor curto do polegar, oponente do dedo 
mínimo, lumbricais, interósseos dorsais e interósseos palmares. 
6.2 Membro inferior 
Os músculos do membro inferior podem ser divididos em músculos que movem 
a coxa, músculos que movem a perna e músculos que movem os pés e dedos dos 
pés. 
Os músculos que movimentam a coxa têm origem na pelve, a saber: glúteos 
(máximo, médio e mínimo), tensor da fáscia lata, piriforme, obturadores (interno e 
externo), gêmeos (superior e inferior), quadrado femoral, adutor magno, adutor curto, 
adutor longo, pectíneo, grácil e iliopsoas. 
Os músculos que movimentam a perna são separados em dois grupos: os 
extensores da perna, localizados na parte anterior da coxa e os músculos flexores da 
perna, localizados na parte posterior da coxa. Os músculos extensores da perna são: 
reto femoral, vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio e os músculos flexores são: 
bíceps femoral, semitendíneo, semimembranáceo, sartório e poplíteo. 
Os músculos que movimentam o pé e os dedos são divididos em músculos 
extrínsecos do pé e dos dedos e músculos intrínsecos. Os músculos extrínsecos estão 
localizados sob a tíbia e a fíbula: tibial anterior, gastrocnêmio medial e gastrocnêmio 
lateral, fibular curto, fibular longo, plantar, sóleo, tibial posterior, flexor longo dos 
dedos, flexor do hálux, extensor longo dos dedos e extensor longo do hálux. Os 
músculos extensores e dorsiflexores estão localizados na parte anterior da tíbia e da 
fíbula e os músculos flexores estão localizados na face posterior da tíbia e da fíbula. 
Finalmente, os músculos intrínsecos do pé, e que movimentam os dedos, 
possuem suas inserções nos ossos do tarso, metatarsos e falanges: músculos 
interósseos dorsais e plantares, músculo flexor curto do hálux, músculo adutor do 
hálux, músculo abdutor do hálux, músculo flexor curto dos dedos, músculo quadrado 
 
42 
 
 
 
 
plantar, músculos lumbricais, músculo flexor curto do dedo mínimo e músculo extensor 
curto dos dedos. 
6.3 Dorso 
Os músculos do dorso estão dispostos em grupos anterior e posterior. Os 
músculos do grupo anterior, pré-vertebrais, incluem músculos do pescoço e da parede 
posterior do abdome. Os do grupo posterior, pós-vertebrais, compreendem vários 
músculos dispostos: Mais superficialmente estão o trapézio e o grande dorsal. Em 
posição média estão o levantador da escápula, os romboides e os serráteis 
posteriores. Mais profundamente situam-se os músculos do dorso propriamente dito 
ou pós-vertebrais profundos, inervados pelos ramos dorsais dos nervos espinhais. 
Eles atuam sobretudo na coluna vertebral. 
Os músculos serráteis posteriores são dois músculos delgados, parcialmente 
membranosos e de pouca significação. O serrátil póstero-superior, coberto pelo 
músculo rombóide, estende-se do ligamento da nuca e dos processos espinhosos da 
7ª vértebra cervical e de várias vértebras torácicas superiores até as costelas (2ª a 
5ª). O músculo serrátil póstero-inferior, coberto pelo grande dorsal, estende-se dos 
processos espinhosos das vértebras torácicas inferiores para as quatro costelas 
inferiores. 
Os músculos pós-vertebrais situados mais profundamente constituem duas 
grandes massas em relevo nos lados da coluna vertebral, facilmente palpáveis. A 
massa muscular longitudinal, de cada lado, compõe-se de três camadas de músculos 
pós-vertebrais. 
Camada profunda: Constituída por músculos interespinhais. Unem os 
processos espinhosos das regiões cervical e lombar. 
Músculos intertransversais: Unem os processos transversos adjacentes. Os 
músculos que se originam nos processos transversos e se dirigem medial e 
superiormente para se fixarem na lâmina da vértebra suprajacente são rotadores 
curtos. Os músculos levantadores das costelas têm origem nos processos transversos 
e prendem-se nas costelas subjacentes e só existem na região torácica. Os músculos 
 
43 
 
 
 
 
suboccipitais, que movem a cabeça, pertencem também ao grupo de músculos pós-
vertebrais profundos. 
Camada média: Os músculos da camada média cobrem os profundos e têm 
disposição bastante complicada, com maior grau de fusão e alguns feixes saltando 
vários segmentos, o que lhes valeu o nome de complexo transverso-espinhal. Seus 
componentes são: o músculo multífido, o músculo semiespinhal do tórax, o músculo 
semiespinhal do pescoço, o músculo semiespinhal da cabeça. 
Camada superficial: Os músculos da camada superficial são denominados em 
conjunto, eretor da espinha ou complexo sacro-espinhal. A porção mais inferior 
origina-se no ílio, em vértebras lombares e em espessa aponeurose estendida neste 
intervalo, de onde ascende lateralmente até a última costela. Entre os músculos da 
camada superficial deve ser incluído o músculo esplênio que cobre os outros 
músculos pós-vertebrais nas regiões torácicas alta e cervical. 
Coluna lateral: denominada músculo iliocostal, formada pelos músculos 
iliocostal lombar, iliocostal torácico e iliocostal cervical. 
Coluna intermédia: denominada músculo dorsal longo, sendo subdividida nos 
músculos longuíssimo do tórax, longuíssimo do pescoço e longuíssimo da cabeça. 
Coluna medial: denominada músculo espinhal, são os músculos espinhal do 
tórax, espinhal do pescoço e espinhal da cabeça. 
 
44 
 
 
 
 
7 POSTURA 
 
Fonte: metrojornal.com.br 
A postura pode ser definida como: “Estado de equilíbrio entre músculos e 
ossos, com capacidade de proteger as demais estruturas do corpo humano 
dos traumatismos, seja na posição em pé, sentado ou deitado” (BRACCIALLI, 
2000, apud NEVES, 2016). 
Para realizar uma boa avaliação postural, temosque ter em mente o que é 
postura e qual é a postura correta. 
Postura é a posição na qual você mantém seu corpo contra a gravidade 
enquanto está em pé, sentado ou deitado. 
A boa postura implica em treinar o corpo para ficar na posição de pé, 
deambular, sentar e deitar em posições que gerem menor tensão possível nos 
músculos de suporte e nos ligamentos, seja durante o movimento ou nas atividades 
de suporte de peso. Inclui também manter os ossos e articulações no alinhamento 
postural ideal, fazendo com que os músculos sejam utilizados de forma apropriada, 
evitando alinhamentos anormais da coluna vertebral. 
Existem fatores que influenciam a postura, como: Condições Hereditárias; 
Posturas que assumimos durante o trabalho ou durante movimentos repetitivos; 
Fatores Patológicos; Trauma (resultando em danos nos tecidos e/ou ossos); Equilíbrio 
https://blogpilates.com.br/postura-e-o-metodo-pilates/
https://blogpilates.com.br/a-rotacao-correta-da-coluna-vertebral/
 
45 
 
 
 
 
Muscular alterado, ou seja, mudanças na interação entre músculos ou grupos 
musculares diferentes; fraqueza muscular. 
Até o modo que dormimos pode influenciar na postura. A posição mais 
recomendada para dormir é de lado ou de barriga para cima, tentando sempre manter 
a coluna alinhada. 
Para o controle da postura é necessário a intervenção e interação de alguns 
sistemas, tais como: 
Sistema visual: Baseado nas informações sobre o ambiente, localização, 
direção e velocidade do movimento. Possui como função, de maneira geral, orientar 
o posicionamento e o movimento da cabeça em relação ao meio externo. Possui um 
importante papel no planejamento de reação antecipatória. 
Sistema somatossensorial: Baseado nas informações de contato e posição 
do corpo, possui receptores pelo corpo, que respondem a estímulos de tato, 
temperatura, dor e propriocepção. Estes receptores proprioceptivos enviam as 
informações da posição do corpo para o Sistema Nervoso Central. 
Sistema vestibular: Baseado nas forças gravitacionais, é responsável pelo 
envio sobre o posicionamento da cabeça em relação as mudanças temporais das 
velocidades angular e linear. 
O mecanismo de controle postural se dá através de um processo executado 
pelo Sistema Nervoso Central em que padrões de atividades musculares são 
produzidos para que ocorra uma relação entre o centro de massa e a base de 
sustentação. 
7.1 Estabilidade corporal 
Teixeira (2010) afirma que, como o controle postural utiliza informações de 
vários sistemas (sistema visual, sistema vestibular, sistema somatossensorial), a sua 
estabilidade é garantida mesmo que haja problema em algum deles. Essa estabilidade 
irá depender da noção da posição e movimento do corpo em relação ao campo 
gravitacional e do Ambiente em que esse corpo se encontra. 
 
46 
 
 
 
 
O sistema de controle postural é integrante do sistema de controle motor e 
alguns autores consideram que os ajustes posturais necessários para manter o corpo 
em posição ereta irão depender de certo feedback sensorial. Vindo ele do sistema 
sensorial, proprioceptivo, visual e cutâneo e estratégias associadas aos movimentos 
voluntários. 
Os Músculos Eretores da Coluna, em conjunto com os músculos do 
Core (Transverso do Abdome, Reto Abdominal, Oblíquo) sustentam a Coluna 
Vertebral. A grande importância é a manutenção destes músculos através do 
fortalecimento dos mesmos. Magee (2002) relata que qualquer posição que aumente 
o estresse sobre as articulações, pode ser vista como uma postura inadequada. 
8 ANAMNESE E AVALIAÇÃO INICIAL 
A Anamnese reconstrói os fatos do paciente que incitaram as causas da doença 
para que dessa forma o diagnóstico seja seguro. 
É importante conversar com o paciente sobre o vestuário do mesmo durante a 
avaliação. Para se obter uma boa avaliação (conseguir visualizar todas as áreas que 
serão avaliadas) o mesmo deverá usar roupas confortáveis, como por exemplo roupas 
de banho: biquíni para as mulheres e sunga para os homens. Também é possível 
utilizar top ou bermudas acima dos joelhos. 
8.1 Componentes da Anamnese 
FICHA DE ANAMNESE 
Nome: 
Sexo: Idade: 
Endereço: 
Telefone de contato: Data da Avaliação: 
Profissão 
Encaminhamento: 
Diagnóstico Médico: 
IMC (Peso/Altura²): 
https://blogpilates.com.br/fraqueza-do-core/
https://blogpilates.com.br/fraqueza-do-core/
 
47 
 
 
 
 
Queixa Principal: 
História de Doenças Familiares: 
 
História da Doença Atual (HDA): 
História da Doença Pregressa: 
 
Outras Patologias: 
AVALIAÇÃO POSTURAL 
VISTA ANTERIOR 
CABEÇA: ( ) Alinhada ( ) Rodada à D ( ) Rodada à E ( ) Inclinada à E ( ) Inclinada à D. 
ALTURA DOS OMBROS: ( ) Nivelados ( ) Esquerdo mais elevado ( ) Direito mais elevado 
CLAVÍCULA: ( ) Simétricas ( ) Oblíquas para baixo 
LINHA ALBA: ( ) Retilínea ( ) Desvio à E ( ) Desvio à D 
TRIÂNGULO DE TALLES: () Simétricos ( ) Maior à D ( ) Maior à E 
TESTE DE ADAMS: () Sem giba () Gibosidade à E ( ) Gibosidade à D 
ALTURA DAS MÃOS: () Simétricos () D mais alta ( ) E mais alta 
CRISTA ILÍACA: () Simétricas () D mais alta ( ) E mais alta 
ESPINHA ILÍACA ANTERO-SUPERIOR (EIAS:) ( ) Simétricas ( ) D mais alta ( ) E mais alta 
JOELHOS: () Valgo ( ) Varo ( ) Normal 
PATELAS: () Convergentes ( ) Divergentes ( ) Normais 
PÉS: ( ) Planos ( ) Cavos ( ) Normais 
HÁLUX: ( ) Hálux Valgo ( ) Alinhado 
VISTA LATERAL 
 
CABEÇA: ( ) Anteriorizada ( ) Posteriorizada ( ) Normal 
CERVICAL: ( ) Hiperlordose ( ) Retificada ( ) Normal 
OMBRO: ( ) Protusos ( ) Anteriorizado ( ) Posteriorizados ( ) Normais 
MÃOS: ( ) Anterior à Coxa ( ) Posterior à Coxa ( ) Alinhadas 
DORSO: ( ) Curvo ( ) Plano ( ) Normal 
ABDOMEN: ( ) Protuso ( ) Ptose ( ) Normal 
LOMBAR: ( ) Hiperlordose ( ) Retificada ( ) Normal 
PELVE: ( ) Anteversão ( ) Retroversão ( ) Normal 
TRONCO: ( ) Antepulsão ( ) Retropulsão ( ) Normal 
JOELHOS: ( ) Recurvatum ( ) Fletidos ( ) Normal 
VISTA POSTERIOR 
 
CABEÇA: ( ) Alinhada ( ) Rodada à D ( ) Rodada à E ( ) Inclinada à E ( ) Inclinada à D. 
ALTURA DOS OMBROS: ( ) Nivelados ( ) Esquerdo mais elevado ( ) Direito mais elevado 
ESCÁPULAS: ( ) D mais alta ( ) E mais alta ( ) Rotação Superior à D ( ) Rotação Superior à E ( ) Rotação Inferior à D 
 () Rotação Inferior à E ( ) Escápulas Abduzidas ( ) Escápulas Aduzidas () Escápula Alada à D () Escápula Alada à E () Simétricas. 
TESTE DE ADAMS: () Convexidade à D ( ) Convexidade à E 
Local: () LOMBAR () TORÁCICA () CERVICAL () EM “s” 
 
48 
 
 
 
 
PREGA GLÚTEA: ( ) Simétricas ( ) D mais alta ( ) E mais alta 
LINHA POPLÍTEA: ( ) Simétricas ( ) D mais alta ( ) E mais alta 
CALCÂNEO: ( ) Simétricos ( ) Valgo ( ) Varo 
Testes específicos: 
Palpação 
Perimetria 
Goniometria 
Tipo de marcha: 
OBSERVAÇÕES: 
9 AVALIAÇÃO POSTURAL 
 
Fonte: cienciadotreinamento.com 
Segundo Kisner (1985), o alinhamento postural ideal é definido, a partir de uma 
vista lateral, como uma linha reta na vertical, que passa pelo lobo da orelha, dos 
corpos das vértebras cervicais, da ponta do ombro, na linha média do tórax, através 
dos corpos das vértebras lombares, ligeiramente posterior à articulação do quadril, 
discretamente anterior ao eixo da articulação do joelho e imediatamente ao maléolo 
lateral. Neste tipo de alinhamento postural, espera-se que toda a estrutura corpórea, 
com seus músculos e articulações, encontre-se em equilíbrio, tendo o mínimo de 
esforço e sobrecarga, proporcionando assim uma ótima eficiência do aparelho 
locomotor. 
 
49 
 
 
 
 
Mesmo existindo um consenso em relação à boa postura e suas implicações, 
a postura corporal é um fenômeno complexo e de difícil mensuração. Porém há 
tempos a avaliação da postura corporal na posição ortostática, tem sido amplamente 
utilizadacomo um instrumento de diagnóstico, planejamento e acompanhamento de 
tratamentos. O ideal é realizarmos uma avaliação que aborde tanto a parte estática 
da postura, quanto a parte dinâmica, para podermos traçar os objetivos corretos e 
garantir que o Método tenha o efeito desejado de acordo com a necessidade de cada 
indivíduo. 
A avaliação puramente observacional não permite verificar pequenas 
alterações, dando margem a erros e variações entre examinadores. Desta 
forma a utilização da fotogrametria pode facilitar a quantificação das variáveis 
morfológicas relacionadas à postura, trazendo dados mais confiáveis. Fato 
este, torna-se importante para a credibilidade da fisioterapia clínica. (IUNES, 
2005, apud CARDOZO, 2012). 
Segundo Balduino (2012), para se ter um tratamento eficiente e que atinja os 
objetivos propostos, é necessária uma avaliação bem-feita de forma a permitir um 
diagnóstico cinético-funcional bem elaborado. 
Sendo assim, uma boa Avaliação Postural Estática irá permitir um bom 
tratamento. Para se entender uma Avaliação Postural Estática, é preciso 
conhecermos as definições descritas de posturas. 
Segundo Kendall (1987), a postura corporal é um conjunto das posições de 
todas as articulações do corpo dado em qualquer momento. 
O controle postural será a habilidade em que o corpo possui de manter o 
centro de massa corporal dentro de uma base de apoio tanto em uma postura 
estática quanto em uma postura dinâmica (SALVE 2003, MELO 2009). 
9.1 Tipos de avaliação postural 
Estática: Indica desequilíbrios musculares ou alterações no comprimento do 
músculo (longo, fraco, curto ou tenso). 
A postura estática irá indicar áreas de desequilíbrios, dando assim, a 
possibilidade de alterar a qualidade do movimento e a habilidade de realizar o 
exercício. 
https://blogpilates.com.br/pilates-na-hipercifose-toracica/
https://blogpilates.com.br/importancia-da-postura-corporal/
 
50 
 
 
 
 
 
Fonte: aulasdefisioterapia.com 
Dinâmica: É avaliada durante o movimento em atividades específicas, 
exercícios dinâmicos irão demonstrar qualquer padrão incorreto de movimento. Na 
avaliação dinâmica incluímos movimentos assistidos e realizados pelo paciente. O 
objetivo é identificar os esquemas adaptativos realizados pelo corpo para proteger 
suas estruturas. O corpo sempre estará buscando posturas de readaptabilidade para 
respeitar as três leis biomecânicas: 
Lei do Equilíbrio: o corpo prioriza sempre o equilíbrio corporal; 
Lei do Conforto: o funcionamento do corpo deve sempre ser confortável, caso 
não esteja ele realizará compensações para alcançar esse estado; 
Lei da Economia: o corpo sempre busca a economia energética, mesmo que 
isso signifique compensações e perda de mobilidade. 
Segundo Kendall (1987), se faz necessário ter um conhecimento também dos 
princípios básicos relacionados ao alinhamento, articulações e músculos, que 
segundo ele são: 
O alinhamento anormal é consequência de estresses indevidos nos ossos, 
articulações, ligamentos e músculos; 
O posicionamento das articulações aponta quais musculaturas podem estar 
alongadas ou encurtadas; 
Relação entre os testes musculares e o alinhamento, se a postura for habitual; 
A musculatura encurtada provoca a aproximação entre sua origem e inserção; 
https://www.janainacintas.com.br/leis-das-cadeias-musculares/
https://blogpilates.com.br/musculos-eretores-da-coluna/
 
51 
 
 
 
 
Relação entre o encurtamento adaptativo e a permanência da musculatura 
encurtada; 
A musculatura fraca provoca a separação entre origem e inserção; 
A musculatura fraca associada com o alongamento pode ocorrer em músculos 
que já permanecem alongados. 
Os desvios posturais que se manifestam na população são denominados de 
três formas: hiperlordose lombar, hipercifose dorsal e escoliose. A 
hiperlordose lombar é o aumento exagerado da curvatura lombar, hipercifose 
dorsal é o aumento da região dorsal, e escoliose avalia a curvatura lateral da 
coluna. (CESAR, 2004, apud NEVES, 2016). 
9.2 Avaliação estática 
 
Fonte: scielo.br 
Imagem mostra Análise postural estática com o programa SAPO (a) vista 
anterior, (b) vista posterior, (c) vista lateral direita, (d) vista lateral esquerda. 
Na posição em pé o avaliador, irá examinar a vista anterior, a posterior e as 
laterais. Em todas as posições analisadas o avaliador tomará como referência a linha 
vertical da gravidade. Todos os seguimentos que, de acordo com os critérios do 
avaliador, não estiverem compatíveis com este eixo perpendicular ao solo, podem ser 
considerados em desequilíbrio 
 
52 
 
 
 
 
Vista anterior: Observar na vista anterior o avaliador se o alinhamento da 
cabeça em relação aos ombros; se tem rotação interna de ombros; se as clavículas 
encontram-se niveladas e são iguais; o ângulo de correção em cada cotovelo é igual; 
os joelhos são retos; as cabeças das fíbulas encontram-se niveladas; os pés 
apresentam uma angulação lateral igual; entre outras características. 
Vista lateral: Observar o paciente de lado, procurando verificar se o lóbulo da 
orelha está alinhado à ponta do ombro e o ponto alto da crista ilíaca; se cada segmento 
da coluna vertebral apresenta uma curva normal; o ângulo pélvico é normal; os joelhos 
estão discretamente flexionados; 
Vista posterior: Observar se os ombros encontram-se nivelados e a cabeça 
encontra-se na linha média; as espinhas e os ângulos inferiores das escápulas 
encontram-se nivelados; a coluna vertebral esta reta ou possui curvaturas; os ângulos 
da cintura encontram-se nivelados; as espinhas ilíacas póstero superiores encontram-
se niveladas; as articulações dos joelhos encontram-se niveladas; entre outras 
características. 
9.3 Tabela de Grau de Eficiência Muscular 
GRADUAÇÃO MUSCULAR DESCRIÇÃO 
GRAU V Normal Movimentação completa contra 
a gravidade e com resistência 
total 
 
GRAU IV Bom Movimentação completa contra 
a gravidade e com alguma 
resistência 
 
GRAU III Mediano Movimentação completa contra 
a gravidade 
 
GRAU II Sofrível Movimentação completa 
eliminada a gravidade 
 
GRAU I Difícil Evidência de pouca 
contratilidade, não havendo 
mobilidade 
articular 
 
GRAU 0 Não há evidência de 
contratilidade 
 
53 
 
 
 
 
9.4 Prova de Função Muscular 
Testes de Função Muscular do Ombro 
 
Exame Muscular: O exame da musculatura do ombro inclui a avaliação de nove 
movimentos: flexão, extensão, abdução, adução, rotação externa, rotação interna, 
elevação da escápula (shrug), retração da escápula (posição de “atenção”) e extensão 
do ombro (alcance). Dada a dimensão dessa discussão, esses esportes foram 
divididos em diferentes categorias. No entanto, para que o exame seja mais tranquilo, 
adquira o hábito de passar de um exame para o outro sem interrupção. Por exemplo, 
sabe-se que o arco descrito pelo movimento de flexão é contínuo com o arco de 
extensão, como o teste de extensão após a flexão. Durante o exame neurológico, o 
paciente pode ficar em pé ou sentado, dependendo do que for mais confortável. Os 
músculos da cintura escapular foram examinados pela equipe funcional. 
A avaliação postural clássica, ou seja, aprendida no ensino de graduação e, 
normalmente, realizada pelos fisioterapeutas, baseia-se inicialmente na 
análise visual por meio da observação qualitativa das curvaturas da coluna 
vertebral e por assimetrias corporais no plano sagital e frontal anterior e 
posterior. (DUNK, 2004, apud IUNES, 2009). 
 Flexão 
Flexores primários: nervo deltoide axilar anterior, C5; Coracobraquial 
musculocutâneo, C5C6. 
Flexores secundários: peitoral maior (cabeça da clavícula); Bíceps; parte 
anterior do músculo deltoide. 
De pé atrás do paciente, coloque a palma da mão para baixo no acrômio para 
estabilizar a escápula e palpar o deltóide anterior. Com a mão livre perto do cotovelo, 
envolva a frente do braço e do bíceps. Quando o cotovelo estiver flexionado a 90 
graus, peça ao paciente para começar a flexionaro ombro. 
Uma vez que este movimento tenha começado, aumente gradualmente a 
resistência até encontrar a resistência máxima de 
que ela pode superar. Examine o ombro oposto para um ponto de referência e avalie 
a descoberta de acordo com a força do músculo. 
 
 
54 
 
 
 
 
Extensão 
Extensores primários: nervo toracodorsal grande dorsal, C6, C7, C8; nervo 
circular subescapular, C5, C6; nervo axilar deltóide posterior, C5 e C6. Extensores 
menores: redondo menor; tríceps (parte longa). Permaneça em pé atrás do paciente 
com a mão firme no acrômio. Coloque o polegar atrás do ombro para que a tensão no 
deltoide posterior possa ser avaliada durante a extensão ativa; segure a mão que 
fornece resistência atrás do cotovelo com a eminência tenar e a palma voltada para a 
parte posterior do úmero. Palpe o bíceps com o polegar ao examinar os músculos 
responsáveis pelo alongamento. Para que a transição do teste de flexão para o teste 
de extensão não seja abrupta, basta mover a mão que aplica a resistência 
(anteriormente na posição frontal) para a posição atrás do braço Peça ao paciente 
para dobrar o cotovelo e estender lentamente o braço para trás. À medida que o ombro 
se move em extensão, aumente gradualmente a pressão para determinar a resistência 
máxima que você pode superar. 
Abdução 
 
Fonte: actafisiatrica.org.br 
Abdutores primários: nervo axilar deltoide médio, C5 e C6; nervo 
supraescapular, C5, C6. Abdutores secundários: Deltóide anterior e posterior; serrátil 
anterior (atua diretamente na escápula). Fique de costas para o paciente. Continue a 
estabilizar o acrômio, porém, ele desliza a mão lateralmente para que também possa 
palpar o meio do deltóide enquanto segura a cintura escapular. Aproxime a outra mão 
 
55 
 
 
 
 
do cotovelo, mas mova-a em direção ao lado posterolateral do úmero para obter 
resistência máxima. Sua palma deve agora ser pressionada contra o epicôndilo lateral 
do úmero e na linha do côndilo, mantendo os dedos em volta da frente do braço. Peça 
ao paciente para abduzir o braço e aumentar gradualmente a pressão à medida que 
o movimento começa para determinar a resistência máxima que ele pode superar. 
 Adução 
Adutores primários: nervos torácicos medial e anterolateral do peitoral maior, 
C5, C6, C7, C8, T1; nervos torácicos dorsais do músculo grande dorsal C6, C7, C8. 
Adutores secundários: redondo maior; deltóide anterior. Permanecendo atrás do 
paciente, use uma mão para prender a alça do ombro ao acrômio enquanto a outra 
mão fornece resistência perto do cotovelo. Como o peitoral maior é o músculo adutor 
primário, mova a mão que estabiliza a cintura escapular anterior e inferior ao acrômio 
para palpar o peitoral maior durante o exame dos adutores. Oriente o paciente de 
modo que seu braço seja aduzido em vários graus e coloque a mão de resistência em 
uma posição que permita que o polegar repouse no plano médio do úmero. Faça com 
que o paciente comece a adução enquanto aumenta gradualmente a resistência até 
ver o que o paciente pode superar. 
A escoliose é uma alteração tridimensional das vértebras, caracterizada por 
uma curvatura lateral da coluna vertebral. Ocorre extensão, inclinação lateral 
e rotação das vértebras da região acometida. A rotação acontece em direção 
à convexidade da curva e, na coluna torácica, as costelas acompanham o 
movimento, gerando uma caixa torácica mais estreita desse lado (HALL, 
2007, apud DOS SANTOS 2012). 
 Rotação externa 
Rotadores externos primários: nervo supraescapular infraespinal, C5, C6; 
ramos menores do nervo axilar, C5. Rotadores Externos Menores: Deltóide posterior. 
Posicione-se ao lado do paciente e peça para ele dobrar o cotovelo 90º, mantendo o 
antebraço em posição neutra. Estabilize os membros mantendo os cotovelos 
dobrados contra a cintura. Essa manobra evitará que o paciente substitua a rotação 
externa pela adução. Desloque a mão resistente para o punho de modo que a 
eminência tenar fique no lado dorsal do punho do paciente para resistência máxima. 
Dada a necessidade de aplicar resistência e manter a estabilidade longe das 
saliências dos músculos que constituem a rotação externa, esses músculos não 
 
56 
 
 
 
 
podem ser palpados durante o teste de mobilidade. Esses músculos são profundos e, 
portanto, não podem ser palpados de forma alguma. Instrua o paciente a girar o braço 
para fora. Enquanto ele faz a rotação externa, gradativamente aumente a resistência 
até determinar o máximo que pode ser vencido. 
 
Rotação interna e rotação externa 
Fonte: actafisiatrica.org.br 
 Rotação interna 
Rotadores internos primários: nervos subescapulares superior e inferior, C5, 
C6; nervo peitoral maior medial e peitoral anterolateral, C5, C6, C7, C8, T1; nervo 
toracodorsal grande dorsal, C6, C7, C8; nervo subescapular inferior redondo, C5, C6. 
Rotadores internos secundários: parte anterior do deltoide. 
Permanecendo ao lado do paciente, guie-o para que ele mantenha o cotovelo 
flexionado a 90º enquanto o braço permanece fixo e o cotovelo pressionado contra a 
cintura. A fixação do cotovelo evita que o paciente substitua a rotação interna pela 
abdução. Mantendo a mão estabilizadora próxima ao pulso, mova os dedos de forma 
que eles envolvam a palma do pulso, com a palma da mão no processo estilóide radial. 
Peça ao paciente para girar gradualmente o braço 
na frente do corpo e aumentar gradualmente a resistência à medida que o paciente 
realiza esse movimento. 
Elevação da escápula: (encolhimento dos Ombros). 
 
57 
 
 
 
 
 
Fonte: Efdeportes.com 
Elevadores primários: N. trapézio acessório da coluna; Levantador da escápula 
C3, C4 e muitas vezes ramos do nervo escapular dorsal, C5. Elevadores secundários: 
rombóide maior; diamante pequeno. 
Posicione-se de costas do paciente e coloque as duas mãos em um dos acrômios. A 
posição lateral da mão permite o movimento livre do trapézio e promove uma base de 
apoio firme. Cada mão, ao mesmo tempo em que resiste ao movimento da axila, 
promove o equilíbrio do outro lado. Coloque o polegar atrás do lado lateral do músculo 
trapézio para que o músculo possa ser sentido durante o teste de mobilidade. 
O levantador da escápula 
surge no ângulo superomedial da escápula, bem abaixo do trapézio e, portanto, não 
é acessível à palpação. Instrua o paciente a encolher os ombros e pressionar 
lentamente as mãos para baixo para avaliar quanta resistência o paciente pode 
superar. Normalmente, o elevador da escápula pode manter a escápula elevada 
apesar da resistência. Eles devem ser testados bilateralmente e quaisquer diferenças 
entre as pesquisas devem ser anotadas. 
 
Retração da escápula: (“Posição de Atenção”). 
 
58 
 
 
 
 
 
Fonte: Scapular Dyskinesis and Its Relation to Shoulder Injury- Kibler, et al. 2012 
Retratores primários: rombóide maior nervo escapular dorsal, C5; rombóide 
menor nervo escapular dorsal, C5. Retrator secundário: trapézio. 
Fique de frente para o paciente e coloque as mãos nos ombros do paciente, 
palmas voltadas para o acrômio e dedos na parte de trás do ombro. Os dedos do 
examinador devem permanecer atrás do ombro para que ele possa avaliar a força do 
movimento enquanto o paciente tenta pressionar ou flexionar os ombros em torno do 
ponto pivô que formará o polegar. Peça ao paciente para mover os membros de volta 
para uma posição de atenção (retração máxima) e, em seguida, faça com que seus 
dedos apliquem pressão lentamente para arquear os ombros em direção ao polegar. 
Tenha cuidado para não afundar os dedos nos músculos do paciente. 
 
Extensão da escápula: (Alcance ou teste de Apley). 
 
Fonte: cbosteopatia.com.br 
 
59 
 
 
 
 
Extensores primários da escápula: serrátil anterior nervo torácico longo, C5, 
C6, C7. 
A extensão escapular refere-se ao movimento da escápula na frente do tórax 
com o objetivo de alcançar os últimos graus de alongamento e alcance. Para preparar 
o paciente,

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