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Lean Seis Sigma 1 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Na fase Medir determina-se as diretrizes e a meta de performance do processo, 2 Na fase Medir determina-se as diretrizes e a meta de performance do processo, definem-se suas entradas e saídas e o mapeamento é feito de forma mais aprofundada diante do processo acrítico em análise. O sistema de medição do processo é definido para uma coleta de dados com amostras representativas. Estatística básica, gráficos de controle e análises de causa e efeito são utilizados para auxiliar no cumprimento dos objetivos desta etapa. A definição final do problema é uma importante saída desta fase. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Medir - Passos Analise de variáveis (MCE)Mapear o processo chave Sistema de mediçãoColetar de dados 6 33 Definição final do problema Cálculo do sigma Analise de capacidade do processo Pareto mediçãoColetar de dados É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma ANOTAÇÕES: É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 11 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 22 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 3 A Qualidade e os Processos A Qualidade é vista e julgada pelos clientes com base no resultado de um processo. Focar somente nas atividades individuais não levará a um grande impacto na melhoria de qualidade. A qualidade é melhorada à medida que o processo for melhorado. Como pode se esperar uma mudança ou melhoria no produto se não atuamos no processo? Um resultado desejado é alcançado mais eficientemente quando as atividades e os recursos são gerenciados como processos. Identificar e mapear um processo NÃO é melhoria – é preciso fazer mudanças e usar dados e informações para mostrar que as mudanças resultaram em melhoria. Identificar, compreender e gerenciar os processos interrelacionados como um sistema contribui para a eficácia e eficiência da organização para alcançar os seus objetivos. É fundamental que sejam conhecidos os clientes (externos/internos) dos processos, incluindo requisitos e atividades que agreguem valor no atendimento desses requisitos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Definição de Processo 4 Definição de Processo Os processos são constituídos pelo conjunto das atividades interrelacionadas ou interativas que transformam insumos (entradas) em produtos ou serviços (saídas). Ou, numa abordagem mais técnica, é um conjunto de atividades preestabelecidas que executadas numa sequência determinada vão conduzir a um resultado esperado que assegure o atendimento das necessidades e expectativas dos clientes e outras partes interessadas. Os insumos (entradas) de um processo podem ser produtos (saídas) de outros processos. Os processos em uma organização devem ser adequadamente planejados e conduzidos sob condições controladas para agregar valor. Outras definições importantes Eficácia: Extensão na qual as atividades planejadas são realizadas e os resultados planejados, alcançados. Eficiência: Relação entre o resultado alcançado e os recursos usados. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 5 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Por que Mapear Processos? 6 Por que Mapear Processos? O mapeamento dos processos proporciona maior visibilidade e conhecimento a partir da definição de um processo, identificando: - Nível do processo dentro da organização - Missão e objetivos do processo, e alinhamento deste com a missão e objetivos da organização - As responsabilidades, interfaces e fronteiras; - As entradas e saídas, respectivamente, seus fornecedores e clientes. A análise crítica do processo pode ajudar a definir o quanto o processo é necessário, quanto ele agrega valor e qual seu impacto para a organização. Pode ser monitorado como está o desempenho deste processo, incluindo sua eficiência e eficácia. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma O mapeamento do processo ajudará a responder diversas outras questões, além 7 O mapeamento do processo ajudará a responder diversas outras questões, além das já levantadas anteriormente: • O processo é capaz de atender os objetivos definidos? Poderia ser melhor? • Existem gargalos? Existem sub-processos ou atividades de suporte que necessitam ser controlados ou melhorados? • Quem realmente são os clientes e quais suas expectativas? • Quais os fatores realmente críticos desse processo? Estão sendo controlados? • As interfaces do processo estão identificadas e funcionando? • As responsabilidades e fronteiras estão claramente definidas? • Existem atividades que estão duplicadas ou não executadas? • Que ferramentas estão sendo usadas para manter e medir esse processo? Elas são eficientes/eficazes? • Qual é o entendimento a respeito desse processo? • Como podemos corrigir ou redesenhar esse processo para melhorar seu desempenho? • Existem processos semelhantes na organização ou fora dela que podem ser usados como referência ou exemplo? É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 8 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Seleção da Ferramenta para Mapeamento de Processos 9 Seleção da Ferramenta para Mapeamento de Processos Neste ponto é importante observar que o mapeamento de processos É UM MEIO E NÃO UM FIM EM SI MESMO. O que deve ser atingido de fato são os objetivos e as metas compromissadas. O fato de usar esta ou aquela ferramenta não implica em melhoria. Ou seja, o simples fato de se ter um processo mapeado não implica que o mesmo é melhor, independente da sofisticação da ferramenta usada e do processo em si. Nos dias atuais existem diversas ferramentas de tecnologia da informação que podem dar suporte à realização do desenho e mapeamento de processos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Ferramentas de Mapeamento de Processos 10 Ferramentas de Mapeamento de Processos Existem muitas ferramentas disponíveis para se fazer o mapeamento de processos. Neste ponto serão apresentadas algumas das ferramentas mais utilizadas em projetos Lean Seis Sigma. Evidentemente existem outras inúmeras ferramentas que poderão ser encontradas em bibliografia apropriada. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Fluxograma de Processo 11 Fluxograma de Processo O fluxograma de processo é usado para descrever um processo existente, ou projetar um novo processo. É uma representação gráfica das etapas de um processo, mostrando-se bastante útil na investigação de oportunidades para a melhoria para obtenção de um entendimento detalhado de como o processo realmente funciona. Ao examinar o modo como as várias etapas do processo se relacionam umas com as outras, pode-se descobrir fontes potenciais de problemas. Os fluxogramas de processo aplicam-se a todos os aspectos de qualquer processo, desde o fluxo de materiais até a realização de uma venda ou a assistência técnica de um produto. É proibida a reprodução destematerial. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Simbologia de Fluxogramas 12 Simbologia de Fluxogramas A representação ou símbolos de fluxograma normalmente são padronizadas. As simbologias apresentadas nesta figura são as mais comuns e aceitas. Uma elipse ou retângulo arredondado nas pontas mostra o início e o final do processo. Um retângulo contém a descrição da atividades, podendo conter um frase sucinta iniciada por verbo. A flecha indica a direção do fluxo de uma atividade à próxima atividade na sequência. Normalmente apenas um caminho principal sai a partir de uma atividade, mas isso não é uma regra. Um losango ou diamante indica um ponto de decisão. Normalmente dois caminhos surgem na decisão, significando ou SIM ou NÃO para a questão contida do diamante. Pode haver outros tipos de respostas como OK , ÑOK, Conforme, Não- conforme etc. Um círculo com letra ou número pode representar um ponto de conexão e continuação do fluxograma. Um pentágono em forma de seta pode representar uma conexão para outra página ou outro fluxograma. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Padronização de Simbologia de Fluxogramas 13 Padronização de Simbologia de Fluxogramas Existem normas nacionais e internacionais que padronizam essas simbologias. No entanto, existem algumas pequenas diferenças de aplicação prática nas diferentes organizações. Nosso foco neste momento não é ater-se ao formato, mas sim ao objetivo principal, que é ilustrar um processo. O fluxograma e sua representação deve sempre ser considerado um meio e não um fim em si. Por isso é importante que toda a organização siga uma mesma padronização e que todos os envolvidos saibam interpretar o fluxograma. Essa padronização, dentro de uma mesma organização, pode seguir diretrizes de normas corporativas, de segmentos, ou usar como base normas internacionais/nacionais. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Por que usar Fluxogramas? 14 Por que usar Fluxogramas? Os fluxogramas são muito úteis pois criam um entendimento comum e fácil do processo, evitando procedimentos e longas descrições do mesmo. Eles tornam claro cada passo de um processo e identificam oportunidades de melhoria. No desenho de um fluxograma de um processo a ser estudado podem ser identificados facilmente ineficiências, gargalos, atividades feitas em duplicidade por diferentes áreas, desperdício de tempo e recursos materiais e humanos, complexidade, atrasos etc. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Fluxograma Funcional 15 Fluxograma Funcional Fluxograma funcional ou de distribuição apresenta as etapas detalhadas em um processo em que pessoas, grupos ou áreas estão envolvidos. São particularmente úteis nos processos que envolvem diferentes áreas, pessoas ou grupos para um determinado fluxo. As pessoas, grupos ou áreas ficam indicados na parte superior. As etapas são listadas na primeira coluna. A sequência de atividades segue o fluxo, mas ao mesmo tempo é colocada na coluna de responsabilidade da pessoa ou área. Poderão ser acrescentadas colunas identificando tempo da etapa ou até referenciando processos ou procedimento específicos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Diretrizes para construção do Fluxograma 16 Diretrizes para construção do Fluxograma Identifique processo a ser descrito. Liste entradas, atividades, decisões e saídas envolvidas no processo, usando a simbologia apropriada. Nesta fase pode ser usado “post-it”. Identifique as pessoas, áreas, departamentos responsáveis pelas atividades do processo e coloque na coluna superior – primeira linha. Separe estes últimos em colunas para separar as etapas e responsáveis. Identifique a primeira atividade/início do processo na parte superior como primeira ação deste processo. Coloque as atividades na sequência em que são normalmente realizadas, localizando-as por áreas/responsáveis. Faça a ligação entre as atividades usando as flechas para ilustrar o fluxo do processo. Identifique a última ação e a finalização do processo. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Fluxograma Funcional 17 Fluxograma Funcional Exemplo de fluxograma funcional onde há diversas áreas envolvidas com o processo. Este tipo de fluxograma deixa claro a responsabilidade de cada área na execução das atividades do processo. As etapas do processo podem ser colocadas com prazos especificados para execução. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Fluxograma Funcional 18 Fluxograma Funcional Exemplo de aplicação do Fluxograma Funcional onde há coluna adicional identificando os procedimentos aplicáveis, detalhando as etapas demonstradas. Dicas para Construção de Fluxogramas Funcionais Os retângulos, elipses, diamantes e demais símbolos podem ser esticados quando mais de um departamento está envolvido. Nos diamantes, ou seja, nos pontos de decisão, a resposta SIM normalmente aponta para baixo e representa a rotina mais rápida e desejada para o processo em questão. A seta com resposta NÃO pode apontar para o lado mais conveniente dentro do desenho do fluxograma e, normalmente, representa um fluxo indesejado, podendo indicar retrabalho ou reprocesso. As construção de um fluxograma dever ter como objetivo final seu entendimento e aplicação, portanto o mesmo deve ser simples e conter os detalhes necessários. As linhas de fluxo devem ser sempre horizontais ou verticais, nunca diagonais. É uma boa prática evitar o cruzamento de linhas das setas de sentido do fluxo. Linhas ou símbolos tracejados podem indicar fluxo de informações e/ou rotina secundária. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Diagrama de Serpente 19 Diagrama de Serpente Os processos principais de uma organização podem ser representados pelo Diagrama de Serpente. O diagrama de serpente é semelhante ao diagrama de blocos e pode ser usado com enfoque nos processos essenciais de uma organização (Core Process). Esses processos normalmente servem os clientes externos, têm enfoque estratégico e está ligado com a visão e missão da empresa. O objetivo é atingir a satisfação desses clientes externos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 20 Aplicação do Diagrama de Serpente Um processo principal é aquele que permeia toda a organização ou grande parte dela e que inclui as principais atividades exigidas na gestão das operações e no fornecimento dos produtos e/ou serviços para o cliente final. Portanto esses processos são identificados a partir da perspectiva dos clientes, e não da organização. Ou seja, esses processos são aqueles requeridos para o negócio da organização e deveriam incluir a definição, desenvolvimento, construção e prestação do serviço às necessidades dos clientes. São claramente definidos e sequencialmente distribuídos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 21 Processos Suporte São processos que têm que ser realizados e são críticos para o suporte dos objetivos, mas que não servem diretamente ao cliente final. Esses processos afetam mais do que um processo principal, fornecendo informações, métodos, materiais e recursos para consecução dos objetivos organizacionais do processo principal. Os processos de RH, TI, Desenvolvimento de Fornecedores e Manutenção são exemplos desse tipo de processo. É proibidaa reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Integração e Níveis dos Processos 22 Integração e Níveis dos Processos Na construção de um mapeamento de processos deveria ser considerado um adequado desdobramento dos níveis de processo, bem como sua integração. O projeto deveria definir qual nível adequado de desdobramento de processos principais em subprocessos. Um bom mapeamento de processo deveria proporcionar integração entre o processos e a rastreabilidade do sistemas de verificação de desempenho desses processos através dos diferentes níveis de indicadores. A gestão por processos acompanha o desempenho desses indicadores nos níveis adequados, identificando onde melhorias ou ações corretivas são necessárias. Os indicadores de subprocessos deveriam suportar as melhorias sustentáveis desses processos até alcançar os indicadores de alto nível. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Diagrama (Spaghetti) Espaguete 23 Diagrama (Spaghetti) Espaguete É um diagrama visual que descreve o caminho do pessoal, material e/ou de ferramentas em um processo. Normalmente são as pessoas. O nome se deve à aparência final, pois uma vez concluída, com frequência, o resultado se parece com um prato de espaguete. Diagrama (Spaghetti) Espaguete O propósito do diagrama espaguete ou “Spaghetti” é: • Capturar em forma gráfica todo o movimento de uma operação; • Ajudar na identificação de atividades que agregam valor e que não agregam valor; • Identificar as atividades com tempo de ciclo excessivo; • Proporcionar dados válidos com os quais se pode revisar e justificar a redistribuição, operação, reorganização das células, linhas e plantas de trabalho. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 24 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Construção de Diagrama Spaghetti 25 Construção de Diagrama Spaghetti Um desenho de arquitetura, layout ou planta pode auxiliar no processo de colocação de componentes em posições relativas. Isto ajudará a identificar com maior precisão as distâncias percorridas. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Construção de Diagrama Spaghetti 26 Construção de Diagrama Spaghetti Selecione o ponto de partida (início do ciclo). Verifique se o seu ponto de partida é a primeira operação no processo que você está avaliando. Este ponto pode ser a impressão de uma ordem de fabricação, geração de uma requisição de matérias- primas ao almoxarifado, ou pode ser uma parte de entrada da área de coleta de material. As setas demonstram o fluxo de pessoas com produtos. As informações de caixa apontam o tempo de ciclo e a distância percorrida. Este é o movimento de pessoas ou seja, do computador para o torno, não é o fluxo de informações, mas é o movimento de pessoas. Você pode colorir linhas de cor diferente com legendas para mostrar pessoas/produtos de diferentes funções em circulação e transporte. O diário de bordo de máquinas registram uma grande quantidade de dados que pode apoiar a obtenção de informações para construir o diagrama. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Remodelando Diagrama Espaguete 27 Remodelando Diagrama Espaguete Um desenho de layout ou planta pode ajudar na colocação de componentes em posições relativas. Usamos essa informação para avaliar a posição de ferramentas, equipamentos, acessórios, áreas de redistribuição, ou local de trabalho para eliminar resíduos e circulação de transportes. Como sabemos, a redução de resíduos (circulação e transporte) reduz o tempo de ciclo do processo e, consequentemente, reduz o custo de produção. Dicas: Procure por um padrão de linhas cruzadas. Muitas linhas implica em muitos movimentos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Diagrama Spaghetti após melhorias 28 Diagrama Spaghetti após melhorias Compare o Diagrama Spaghetti modificado para o exemplo acima com os anteriores. Desenvolve-se o mesmo processo, utilizando as mesmas ferramentas e equipamentos, mas só pelo fato de reorganizar os locais de trabalho, processos, ferramentas e equipamentos, houve uma redução significativa no tempo de ciclo. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 29 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Estudando o Processo 30 Estudando o Processo A partir deste momento iniciaremos a utilização das ferramentas apresentadas para mapear um processo. Haverá assim maior fixação dos benefícios de mapear e analisar processos. Haverá oportunidade de aplicar diferentes tipos de ferramentas, identificando complexidade e desperdícios de recursos e tempo. Na gestão por processos será necessário prover algumas informações antes de mapear o mesmo. Em algumas situações será necessário identificar quais são os processos-chave do negócio e qual o nível em que seu projeto está dentro da organização. Estabelecer os objetivos e metas que deverão estar sempre alinhados com os processos e estratégia dos negócios. É sempre importante observar que o estudo e o mapeamento de processos é um meio e não um fim em si mesmo. O que deve ser atingido de fato são os objetivos e metas organizacionais. Outro ponto é que não é necessário mapear todos os processos, nem todos os níveis de processo da organização. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Para entender o processo é necessário: 31 Para entender o processo é necessário: • Criar mapeamento do processo; • Identificar passos que têm valor agregado e quais não têm valor agregado; • Determinar tempo de ciclo e gargalos; • Procurar por erros ou ineficiências que contribuam para defeitos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Processos versus resultados 32 Processos versus resultados Na construção de mapas de processo, a organização deveria identificar aqueles processos que proporcionam agregação de valor. Através desses processos, a organização gera resultados e benefícios para clientes e demais partes interessadas. Neste contexto, os processos de agregação de valor podem ser os processos principais e processos de apoio. Como já visto, os processos principais de negócio são aqueles que agregam valor diretamente aos clientes da organização. Na construção do mapeamento, deveria ser identificado os fatores críticos de sucesso desses processos e os pontos-chave que asseguram o sucesso destes fatores. Também devem ser identificados os processo de apoio, que estão relacionados e apoiam ou suportam os processos principais do negócio. Os resultados de todos esses processos deveriam ser alinhados e compartilhados com objetivos e estratégias do negócio e com resultados e indicadores de alto nível da organização. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Entrada do Processo 33 Entrada do Processo Quando se define um processo, é importante identificar os seus pontos de início e fim. Um profundo conhecimento das entradas e saídas de processo e suas relações é uma chave no processo de melhoria. As entradas podem considerar entre outros materiais, máquinas, pessoas, medições, monitoramento, métodos, procedimentos, gestão, condições ambientais etc. Há situações em que entradas não-controláveise/ou indesejadas deveriam ser consideradas. Para caracterizar adequadamente o processo as entradas deveriam ser apresentadas na forma de parâmetros e como fontes potencias de variação do processo estudado. Esses parâmetros e características, quando controlados, podem propiciar a redução de fontes de variação relacionadas com as saídas e características do produto e/ou serviço final do processo. Os fatores de ruídos, quando conhecidos, deveriam ser considerados. As entradas do processo e a relação causa-efeito Na identificação das entradas as fontes de variação podem ser obtidas a partir de um diagrama de causa e efeito. Em um processo, as entradas estão relacionadas com as causas e efeitos proporcionados desse processo. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Criando o fluxograma 34 Criando o fluxograma Ao identificar, criar ou estabelecer um fluxograma ou fluxo de atividades procure trabalhar em grupo. Isto é importante para se obter vários pontos de vista. Pode ser feito um brainstorm das etapas de ação. Utilize post-it ou flipchart. Incluir as etapas necessárias mesmo quando algo der errado. Procure organizar as etapas em sequência sendo consistente na direção do fluxo. Idealmente o tempo deve fluir de cima para baixo ou da esquerda para direita. Use a simbologia adequadamente, conforme visto anteriormente. Verifique se falta alguma etapa ou ponto de decisão. Você pode numerar as etapas para ajudar na rastreabilidade das informações. Se o processo já existir, neste momento represente processo real e não desejável. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Saídas do Processo 35 Saídas do Processo Quando se define um processo, é importante identificar os seus pontos de início e fim. Um profundo conhecimento das entradas e saídas de processo e suas relações é uma chave no processo de melhoria. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma A Fábrica Oculta 36 A Fábrica Oculta No mapeamento do processo podem ser identificadas todas as operações que não agregam valor ao produto ou serviço final. Essas operações são aquelas que não podem ser percebidas pelo cliente. Exemplos: inspeções, retrabalhos, tempos de espera entre operações, estoques, transporte etc. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 37 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Valor Agregado versus Valor Não-agregado 38 Valor Agregado versus Valor Não-agregado Atividades do processo que têm valor agregado: • Os consumidores estão claramente dispostos a pagar pelo resultado da atividade; • Altera o produto ou serviço em relação à expectativa do cliente; • Tem como foco fazer certo na primeira vez. Atividades em um processo proporciona Valor Não-agregado ao que o cliente paga, ou seja, são atividades que o cliente não está disposto a pagar, pois não recebe isso no produto ou serviço fornecido. São aquelas atividades que não são essenciais e não agregam valor ao resultado final. Podem incluir: • Recursos e tempo usados na preparação ou set up de máquinas e processos; • Recursos usados para controles, monitoramento, medições, verificações e inspeções; • Materiais em inventários de produto acabado ou em estoques intermediários; • Recursos utilizados em excesso de produção ou processamento; • Tempo de espera e atrasos; • Recursos usados em transporte e movimentação de insumos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 39 Observar que os exemplos de valor não-agregado estão relacionados aos sete desperdícios: 1. Excesso de produção 2.Tempo de espera 3. Transporte 4. Processamento 5. Estoque 6. Movimento 7. Defeitos É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Fluxograma de Oportunidades: Valor Agregado x Valor Não-agregado 40 Fluxograma de Oportunidades: Valor Agregado x Valor Não-agregado Um fluxograma oportunidades pode ser organizado separando-se as etapas de valor agregado das etapas de valor não-agregado. Para construção deste fluxograma, divida a página em duas seções. As etapas de valor agregado são aquelas essenciais para a realização do produto ou serviço fim do processo. Estas etapas seguem para baixo do lado esquerdo do fluxograma. As etapas de valor não-agregado são aquelas que não seriam necessárias se tudo estivesse funcionando corretamente na primeira vez. Segue o fluxo horizontal para a direita. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Mapeamento de Fluxo de Valor 41 Mapeamento de Fluxo de Valor O Mapeamento de Fluxo de Valor ou Value Stream Mapping – VSM é uma ferramenta valiosa e funciona como um diagrama simples de todas as etapas envolvidas nos fluxos de material e informação necessárias para atender aos clientes, desde o pedido até a entrega. Os mapas do fluxo de valor são desenhados em diferentes momentos, a fim de revelar as oportunidades de melhoria (estado atual, estado futuro e estado ideal – em alguns casos). O VSM é baseado nas técnicas descritas por Mike Rother e John Shook apresentadas no livro “Learning to See” (Aprendendo a Enxergar). É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Mapeamento de Fluxo de Valor 42 Mapeamento de Fluxo de Valor O VSM ajuda a obter os passos de um processo com e sem valor agregado a partir de um ponto de vista global. Obtém a partir da visão de processo todo o fluxo de valores, da matéria-prima ao recebimento pelo cliente. Pode ser usado desde o projeto do produto até o lançamento do sistema e/ou produto. Possibilita a visualização do estado atual de todo fluxo, não apenas de tarefas isoladas. É usado para identificar as melhorias que transformam o fluxo atual em um fluxo enxuto no futuro. Ajuda a documentar uma proposta de melhoria que é o estado futuro do fluxo – ou seja, como o fluxo deveria ser – e assim embasar um plano de implementação dessas melhorias. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Objetivos do Mapeamento do Fluxo de Valor 43 Objetivos do Mapeamento do Fluxo de Valor O objetivo do VSM não é simplesmente mapear o fluxo de processo. É classificar a situação atual de produção utilizando o desenho dos fluxos de material e de informação para tornar o processo mais enxuto em um estado futuro. O mapeamento pode servir como um catalisador para a análise do processo, possibilitando um compartilhamento do conhecimento sobre o processo como um todo com todos os seus componentes. Permite a identificação de pontos a serem melhorados, auxiliando o alcance e identificação dos pontos específicos passíveis de melhoria. O VSM é uma ferramenta capaz de olhar para os processos de agregação de valor horizontalmente, enfatizando as atividades, ações e conexões no sentido de criar valor e fazê-lo fluir desde os fornecedores até os clientes finais. No entanto existe o desafio da implementação, que consiste em colocar em prática aquilo que foi desenhado no VSM do estado futuro. Se isto não for feito, só houve mais um desperdício. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM) 44 Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM) O processo de Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM) é uma ferramenta poderosa para guiar os esforços de melhoria contínua. Para desenhar o VSM devemos começar identificandoa família do produto. Idealmente inicie apenas por uma família de produto. Pode-se variar o escopo, mas não o número de famílias. O escopo de seu VSM irá determinar com que precisão você deve definir sua família de produto. A seguir, desenho o mapa do estado atual. Deve ser desenhado com base no que está realmente acontecendo por ocasião da criação do mapa. A criação do desenho do mapa do estado futuro vem logo depois. O estado futuro não deveria ser uma solução ideal ou perfeita. Pode ser estabelecida uma meta onde este estado deveria ser atingido dentro de seis meses a um ano, por exemplo. O estado futuro deveria ressaltar diversas oportunidades de melhorias que são óbvias quando comparadas ao estado atual. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Identificação da Família de Produto 45 Identificação da Família de Produto O mapeamento deve ser baseado em uma família de produtos. Geralmente se torna inviável desenhar um único mapa para todos os produtos da planta. Não caia na tentação de mapear toda a empresa ou organização. Mapeie o fluxo de produtos dentro da sua empresa. Recomenda-se nos primeiros passos mapear processos porta a porta, ou seja, não mapeie atividades em mais de uma unidade de produção. Uma família de produtos compreende produtos que são processados de forma semelhante, utilizando equipamentos comuns nas etapas de processamento O mapeamento requer conhecimento de todo o fluxo, muitas vezes atravessando fronteiras de departamentos. Por este motivo é altamente recomendável designar uma pessoa para ser responsável pelo processo de mapeamento. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Desenhando um mapa do estado atual 46 Desenhando um mapa do estado atual Defina o escopo do mapeamento. A maioria dos VSM terão o escopo do doca- a-doca dentro de determinada planta. Comece dando um rápido passeio por todo o sistema. Isso ajuda a familiarizar-se com o fluxo de materiais e informações. Registre todos os dados à medida que caminha, desenhando o mapa. Pode-se usar post-it também. Recomenda-se usar lápis no desenvolvimento, pois você pode procisar apagar com frequência. Lembre-se de que você não está produzindo uma obra de arte, mas há um objetivo. Esta é uma ferramenta visual para identificar desperdício. Mapeie o sistema todo. Isto pode ser feito individualmente ou um grupo pequeno. Não caia na tentação de subdividir, já que o propósito deste exercício é enxergar e mapear todo o fluxo de valor do início ao fim. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Por que VSM? 47 Por que VSM? O Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM) ajuda a visualização ao permitir que as pessoas vejam todo o VSM em uma única folha. Visualização do todo tem seus motivos. É impossível implementar um fluxo enxuto, a menos que se analise o fluxo todo, e não processos individuais. A visão do VSM permite a identificação das fontes de desperdício. Por este motivo, mais do que identificar os desperdícios, é necessário identificar as suas fontes. Além disso o VSM irá proporcionar um padronização da linguagem, que poderá ser unificada para lidar com processos. Visualização do processo através do VSM ajudará na tomada das decisões, priorização de esforços, planejamento e previsão de recursos e necessidades, estruturação e implementação de melhorias. Viabiliza as discussões sobre as decisões tomadas e a serem tomadas. Será possível identificar a relação entre o fluxo de informações e o fluxo de materiais É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Ícones de Mapeamento do Fluxo de Valor Os ícones e símbolos para o mapeamento das situações atuais e futuras caem em três categorias: Fluxo de Materiais, Fluxo de Informação e Ícones Gerais. Ícones Materiais Representam Anotações Processo de Manufatura Uma caixa de processo é igual a uma área de fluxo. Todos os processos devem ser etiquetados. Também usado para departamentos, como Centro da Produção. Recursos Externos Usado para demonstrar aos clientes, fornecedores e processos externos de manufatura. Usado para registrar informações concernentes a processo de manufatura, departamento, cliente, etc. Caixa de Dados Inventário Contagem e tempo devem ser anotados. 48 Fluxo Manual de Informação Fluxo Eletrônico de Informação Informação Por exemplo: programa de produção ou programa de entrega Por exemplo via troca eletrônica de dados. Descreve um fluxo de informações. Entrega por Caminhão Anote freqüência de entregas Movimento dos materiais de produção via Empurrar Materiais produzidos e movimentados para diante antes da necessidade do próximo processo; geralmente baseado num programa. Movimento de produtos acabados para o cliente É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 49 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 50 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Desenhando o Fluxo do Estado Atual Cliente 51 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Agora que o processo foi analisado com mais detalhes, é hora de revisar o 52 Agora que o processo foi analisado com mais detalhes, é hora de revisar o projeto. Faça as modificações necessárias: • Foi identificado as atividades no processo que têm o menor rendimento, o maior ciclo de tempo, o maior montante de trabalho sem valor agregado? • Há quaisquer mudanças adicionais? • Foram identificados “novos” clientes para o produto ou serviço? • Surgiram novos envolvidos? É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 53 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 545454 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 55 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Cycle Time 56 Cycle Time Entender o cycle time de um processo fornece uma melhor compreensão desse processo. Pode mostrar o impacto que as etapas de valor não-agregado têm durante o tempo usado para se produzir um produto ou serviço. O estudo do cycle time também pode proporcionar a identificação de gargalos no processo. A redução do cycle time irá ajudar a aumentar a capacidade de previsão de tempo demandado para se executar um processo. Isso pode ser feito através da redução de perdas de tempo identificadas. Além disso, a redução de retrabalhos e outras atividades identificadas que não agregam valor, ajudam a reduzir os custos. Nos dias atuais a redução do cycle time fornece à organização uma vantagem competitiva. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Nota: 57 Nota: VA – Value Added = Valor Agregado NVA – Non-Value Added = Valor Não-Agregado É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 58 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 59 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 60 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvidopelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 61 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma ANOTAÇÕES: É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 1 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 2 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma A medição permite obter dados que, uma vez analisados, geram informações 3 A medição permite obter dados que, uma vez analisados, geram informações para auxiliar na tomada de decisões para melhorar o desempenho dos processos quanto sua eficácia e eficiência. A medição é a aplicação de métricas para determinar o desempenho de nossos processos Medições podem ser feitas: • Nas saídas do processo, e são importantes por que elas dizem quão bem as necessidades e requisitos dos clientes estão sendo atendidos (CTQs). • No próprio processo, ajudando a descrever o comportamento das partes do processo que afetam as saídas. • Nas entradas dos processos, usualmente para avaliar se as entradas atendem aos requisitos do processo. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Um conjunto de medições expressos pelos dados coletados, por si só não é útil, 4 Um conjunto de medições expressos pelos dados coletados, por si só não é útil, existe a necessidade de se analisar esses dados com as ferramentas adequadas para, por exemplo: • Estabelecer desempenho de referência do processo; • Verificar tendências; • Isolar as fontes de variação • Estabelecer relações de causa efeito entre entradas, processo e suas saídas • Identificar áreas onde melhorias podem ser feitas E, a partir dessas análises, tomar decisões baseadas em fatos sobre o que e onde melhorar, o que pode ser mantido, o que pode ser eliminado para melhorar o desempenho do processo, além de outras questões que possam surgir. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Os dados nos ajudam a: 5 Os dados nos ajudam a: − Separar o que pensamos estar acontecendo do que realmente está acontecendo; − Confirmar ou invalidar idéias e teorias pré-concebida − Estabelecer uma linha de base de desempenho − Ver a história do problema ao longo do tempo − Medir o impacto das mudanças em um processo − Identificar e entender as relações que podem ajudar a explicar a variação − Controlar um processo (monitorar seu desempenho) − Evitar “soluções” que não resolvem o problema real Por melhores que sejam as ferramentas de análise, dados não confiáveis, incorretos ou imprecisos podem nos induzir a conclusões equivocadas levando a decisões erradas que, quando implementadas, afetam de forma adversa o desempenho do processo. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 6 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 7 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Variáveis de saída (Y). 8 Variáveis de saída (Y). O Lean Seis Sigma se apoia em dados para a tomada de decisões. Durante a fase DEFINIR as principais métricas para medir o desempenho do processo são identificadas, incluindo quão bem o processo tem atendido as necessidades e requisitos dos clientes (requisitos de qualidade, rapidez, ...) e dos negócios (custos do processo, custos da não qualidade,...). Essas métricas correspondem às variáveis de saída (Y). Variáveis de entrada (X). Correspondem às variáveis do processo e às variáveis associadas às entradas do processo que afetam as variáveis de saída. Relação entre Y e X O Lean Six Sigma procura compreender o comportamento das variáveis de entrada (X) e como elas interferem nas variáveis de saída (Y). As variáveis de saída (Y) são uma função das variáveis de entrada (X). Y = f (X1, X2, X3, .... Xn) É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma As variáveis de saída (Y): 9 As variáveis de saída (Y): • São variáveis dependentes das variáveis de entrada (X); • São os resultados das variáveis de entrada (X); • Manifestam os efeitos das variáveis de entrada (X). Por outro lado as variáveis de entrada (X): • São as variáveis independentes que afetam as variáveis de saída (Y); • São os fatores que afetam o resultado; • São as causas dos efeitos; • São chave para determinar as causas-raiz (fase ANALISAR); • Possibilitam antecipar problemas antes que eles fiquem fora de controle (fase CONTROLAR). As variáveis de saída (Y) representam as expectativas do cliente em forma de requisitos que devem ser atendidas pelo processo. São uma seleção das saídas de cada etapa no Mapa de Processo que estão mais diretamente relacionadas aos CTQs dos clientes. As variáveis de entrada (X) podem ser identificadas a partir do conjunto de entradas do mapa de processo. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 10 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Matriz de Causa e Efeito 11 Matriz de Causa e Efeito Combina informações do Mapa de Processo e os CTQs dos clientes (efeitos) e os relaciona com as características de processo (causas) que podem gerar impactos sobre esses efeitos. É um método estruturado para estabelecer as relações de causa e efeito entre as variáveis de entrada (X) e as variáveis de saída (Y), usando o conhecimento da equipe, além de priorizar as causas mais críticas, ou seja as variáveis de entrada (X) que mais afetam as variáveis de saída (Y) e que serão estudadas em maior profundidade na fase ANALISAR. É uma atividade em equipe e deve contar com a participação ativa de representantes de todas as áreas chave que afetam o processo. Preferencialmente devem participar pessoas que interagem com o processo no dia-a-dia. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Efeitos (Y): 12 Efeitos (Y): •Representam as expectativas do cliente em forma de requisitos que devem ser atendidas pelo processo; •São uma seleção das saídas de cada etapa no Mapa de Processo que estão mais diretamente relacionadas aos CTQs dos clientes. Causas(X): •Relação de características do processo que irão influenciar o conjunto de efeitos definidos na etapa anterior; •Podem ser identificadas a partir do conjunto de entradas do mapa de processo. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Priorização: 13 Priorização: •Primeiramente são dados pesos às necessidades dos clientes, que variam de 1 a 10 e aumentam conforme a importância para o cliente; •Em seguida, é dada uma nota para a correlação entre cada requisito do cliente (efeito) e característica do processo (causa) conforme o critério sugerido a seguir. Critério sugerido: • 0 não há correlação; • 1 a característica do processo afeta ligeiramente o requisito do cliente; • 4 a característica do processo afeta moderadamente o requisito do cliente; • 9 a característica do processo tem relação direta com o requisito do cliente. Cuidado ao utilizar outras escalas, como por exemplo 0, 1, 2, 3, pois isto faz a matriz ter uma baixa discriminação entre as causas dificultando o estabelecimento de uma nota de corte para descartar as causas menos relevantes. Outro aspecto que deve ser observado é a quantidade de 0 (nãohá correlação). Se houver poucas células com valor 0, a equipe deve estar forçando relações que não existem. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Para cada causa (X) é computada soma das notas de correlação dadas 14 Para cada causa (X) é computada soma das notas de correlação dadas ponderadas pela importância dada pelo cliente ao efeito (Y). A seguir as linhas são ordenadas em ordem decrescente das somas ponderadas. A equipe deve estabelecer uma nota de corte abaixo da qual as causas (X) serão consideradas pouco importantes e portanto não serão submetidas às próximas análises. A questão é: como estabelecer a nota de corte? Se a nota for muito alta corre-se o risco de desprezar causas importantes. Se a nota for muito baixa, a quantidade de variáveis ficará muito grande tornando futuras análises mais trabalhosas e complexas. Interpretando os resultados: A Matriz de Causa e Efeito fornece uma lista reduzida de variáveis de entrada (X) para serem analisadas com ferramentas estatísticas mais poderosas. As que podem causar maior impacto para o cliente com os requisitos do cliente estão no topo da lista e as menos importantes na base. A pontuação individual é irrelevante o importante é determinar a pontuação de corte, abaixo da qual não vale a pena estender a análise da causa (X). É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma A pontuação total obtida para cada variável de entrada é obtida somando o produto 15 A pontuação total obtida para cada variável de entrada é obtida somando o produto do peso pela nota para cada variável de saída. Por exemplo, para a variável de entrada ‘Temperatura de Fundidor’ tem-se: Total = 10 x 4 + 8 x 9 + 9 x 4 + 6 x 9 = 202 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 16 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 17 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 18 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 1 Medir Coleta de Dados Lean Seis Sigma 2 Objetivo • Entender os tipos de dados e suas propriedades; • Compreender os diferentes métodos de amostragem; • Aprender a definir um plano de coleta de dados. Lean Seis Sigma 3 Conhecer os tipos de dados é importante, pois para cada tipo existem ferramentas estatísticas para coleta e análise. Os tipos de dados podem ser divididos em: Dados qualitativos: são aqueles que só podem ser caracterizados por meio de uma descrição e não comportam uma escala dimensional rígida. Representam uma qualidade, um atributo. Por exemplo: a cor dos cabelos; o tipo de defeito; a classificação de um serviço como ruim/regular/bom Os dados qualitativos podem ainda ser subdivididos em: Nominais: não possuem escala de medida e não é possível hierarquizá- los. Por exemplo: Bom/defeituoso; passa/não passa; tipo de defeito (amassado, trincado, riscado etc.); cor do cabelo; Ordinais: implicam claramente uma noção de direção ou de hierarquia, mas os dados não podem ser apresentados em uma escala dimensional rígida. Por exemplo: grau de instrução (básico, médio, superior); satisfação do cliente (insatisfeito, satisfeito, muito satisfeito); colocação na competição (1°colocado, 2°colocado,...) Dados quantitativos: são dados expressos por números e que podem ser caracterizados por meio de uma escala dimensional rígida. Por exemplo: o comprimento de uma peça, a quantidade de pessoas em uma fila, o tempo para fabricar um produto. Os dados quantitativos podem ainda ser subdivididos em: Contínuos: são aqueles cuja medida é aferida numa escala em que todos os valores fracionários são possíveis (escala contínua ou dimensional). Os valores podem assumir qualquer valor pertencente ao conjunto dos números reais. Por exemplo: dados obtidos de medições de grandezas físicas (comprimento, força, pressão etc.), medições de tempo; Discretos: são aqueles cujos valores podem assumir apenas determinados valores e normalmente resultam de uma contagem. Nesta categoria podem ser incluídos os valores de porcentagens quando resultantes de contagens. Por exemplo: quantidade de peças defeituosas; quantidade de pedidos atendidos em atraso; porcentagem de lotes rejeitados. Os dados qualitativos podem ser organizados e classificados quanto a seus atributos e contados dando origem a dados quantitativos discretos. Por exemplo: a quantidade de peças boas (dado qualitativo) produzidas ontem foi de 76 (dado quantitativo discreto), e corresponde a 95% (dado quantitativo discreto) da quantidade total de 80 (dado quantitativo discreto) peças produzidas ontem. Em função disso adotaremos a seguinte nomenclatura: Dados quantitativos discretos = Dados de atributo Dados quantitativos contínuos = Dados de variáveis Lean Seis Sigma 4 Dados - Tipos • Dados quantitativos contínuos (variáveis): – Obtidos com instrumentos de medição; – Dependem da qualidade do sistema de medição; • Dados quantitativos discretos (atributos): – Contagem de ocorrências; – Proporção de itens com uma determinada característica (%). Precisa contar ocorrências e não-ocorrências; Sempre que possível, coletar dados na forma de variáveis e converter dados qualitativos para dados quantitativos. Dados de Atributo tendem a: • Relatar o problema somente após ele ter ocorrido (falha/não falha, aprovado/reprovado, certo/errado, passa/não passa); • Refletir tendências de longo prazo sem orientação sobre o que estava errado; • Necessitar maior quantidade (tamanho de amostra mínimo de 50 unidades) para caracterizar um produto ou serviço. Dados de Variável frequentemente: • São disponíveis mais cedo durante o processo; • Refletem as tendências de curto prazo; • Trazem mais informação sobre o que está acontecendo; • Requerem menor quantidade para um dado nível de compreensão. Uma variável originalmente quantitativa pode ser coletada de forma qualitativa. Exemplo: Acompanhar a conformidade de peças sendo produzidas. Volume das peças x peças rejeitadas (abaixo ou acima dos limites especificados). Medindo-se o volume, pode-se verificar se há uma variação grande, se existe alguma tendência de sair dos limites especificados para poder tomar ações antes de produzir peças fora dos limites e que serão rejeitadas. Outro exemplo, o peso dos lutadores de boxe, uma variável quantitativa (contínua) se trabalhamos com o valor obtido na balança, mas qualitativa (ordinal) se o classificarmos nas categorias do boxe (peso-pena, peso-leve, peso-pesado etc.). Outro ponto importante é que nem sempre uma variável representada por números é quantitativa. O número do telefone de uma pessoa, o número da casa, o número de sua identidade. Às vezes o sexo do indivíduo é registrado na planilha de dados como 1 se macho e 2 se fêmea, por exemplo. Isto não significa que a variável sexo passou a ser quantitativa! Lean Seis Sigma 5 Exemplos de Tipos de Dados Tipo Como é Obtido Exemplos Nominal Observação Produção:Tipo do produto; tipo de defeito Serviço: Tipo de aplicação; tipo de pedido Ambos: Tipo de cliente, tipo de método usado (novo vs velho); localização da atividade (cidade/estado) Ordinal Observação Classificação Ambos: Avaliação do treinamento (1 = péssimo/ 5= ótimo); turno (1°, 2°, 3°); grau de instrução (básico, médio, superior,...); dia da semana (DSTQQS). Contínuo Instrumento medição Cálculo Produção:Tempo do ciclo da operação; peso; comprimento; pressão; temperatura; velocidade; corrente elétrica; dureza. Serviço: Tempo médio para ser atendido; tempo transcorrido para fazer uma entrega Ambos: Custo da não-qualidade(reais) Discreto Contagem Contagem de ocorrências em uma área de oportunidade Produção:Número de defeitos, lotes rejeitados, máquinas quebradas Serviço: Número de aplicações, erros, reclamações Ambos: Número de funcionários qualificados Discreto Porcentagem ou proporção Contagem de ocorrências e não- ocorrências). Produção:Proporção de itens defeituosos, retrabalhados, danificados, entregas atrasadas Serviço: Proporção de aplicações tardias, faturas incorretas, pedidos pendentes Ambos: Proporção de funcionários ausentes, Q U A L IT A T IV O Q U A N T IT A T IV O Lean Seis Sigma 6 Dados - Tipos DadosDados TipoTipo Pedidos atrasados Tempo de ciclo da produção Perda de clientes Erros nos formulários Pressão Defeitos por peça Peças rejeitadas Atraso de entrega Classificar os diferentes tipos de dados em: contínuos (variáveis) e discretos contagem/proporção (atributos). Lean Seis Sigma 7 Dados - Relevância e Suficiência Impossível garantir a confiabilidade de todos os dados Quantidade ideal Impossível garantir que os dados contemplam toda a extensão do problema • Relevância: – Os dados ajudam a entender o problema estudado? • Suficiência: A escolha dos dados que serão coletados é vital para um encaminhamento adequado da solução de um problema. É importante fazer uma análise crítica quanto aos dados escolhidos. Os aspectos-chave que devem ser levados em consideração, quando se quer coletar dados para fundamentar a análise e solução do problema em estudo, são: Relevância. Ou seja, os dados coletados são uma resposta para alguma informação da qual eu necessito para delinear uma solução para o problema? Eles estão relacionados ao problema em estudo? Eles nos ajudam compreender e definir bem o problema? O que está acontecendo, quando acontece, onde acontece? Eles permitem que acompanhemos a evolução do problema e o impacto das ações que estamos tomando para resolvê-lo? Suficiência. Será que estamos coletando a quantidade adequada de dados? A coleta de muitos dados adicionam complexidade à análise e revisão, implicam em maiores custos, maior tempo para verificar sua confiabilidade e consistência. Por outro lado a falta de dados relevantes pode não contemplar toda a extensão do problema, limitando a análise e levando a conclusões erradas. É preciso encontrar um balanceamento entre quais e quantos dados coletaremos. Lean Seis Sigma 8 Dados - Estratificação • Estratificação é uma técnica de análise na qual os dados são agrupados em categorias-chave, de maneira a facilitar a detecção de padrões e diferenças que possibilitem identificar um problema ou explicar as variações existentes. • Uma “característica-chave” é um aspecto dos dados que você pondera para ajudar a explicar quando, onde e por que um problema existe. Embora a estratificação vá ser aplicada durante a fase Analisar, as Equipes de Projetos precisam considerar as características-chave antes da coleta de dados, enquanto constroem o Plano de Coleta de Dados para assegurar que os dados serão coletados de forma a permitir a estratificação desses dados. Lean Seis Sigma 9 Dados - Estratificação Principais GruposPrincipais Grupos Algumas caracterAlgumas caracteríísticassticas--chavechave O Que Produtos, serviços, defeitos, atrasos, quantidades Quem Quais pessoas, grupos, departamentos ou empresas estão envolvidas Onde País, região, filial, fornecedor, linha de produção, localização física do defeito Quando Mês, dia da semana, horário, turno Estratifique seus dados de quantas maneiras forem possíveis. Deve-se coletar a estratificação das informações ao mesmo tempo que os dados – você não pode voltar atrás depois que os dados foram coletados. Lean Seis Sigma 10 Estratificação de dados Instruções: Individualmente, para os casos apresentados faça uma lista de fatores de estratificação que podem ser úteis quando se tem os dados. Discuta a sua lista de fatores com outra pessoa. 1. Reparo de produtos em garantia A TVCOM empresa que fabrica equipamentos de áudio e vídeo e que tem seus produtos distribuídos em todas as regiões do Brasil, tem tido um custo elevado com o reparo de equipamentos em garantia. A engenharia de desenvolvimento de produto planeja coletar dados sobre os tipos de problema para poder melhorar os produtos. Que relações a engenharia de desenvolvimento de produto deve querer explorar com relação aos produtos reparados? 2. Entregas atrasadas A empresa de vendas pela internet Noprazo Limitada tem recebido reclamações de clientes de que as entregas têm sido feitas com atraso. O departamento de logística planeja coletar dados sobre quanto tempo as entregas estão levando do momento em que os pedidos de compra dos clientes são colocados via internet até quando os clientes recebem o pedido. Que relações o departamento de logística deve querer explorar com relação às entregas atrasadas? Lean Seis Sigma 11 Medição - Importância do Método Quantas bolas com a cor azul? Com azul � � � �� � Cor sólida � � �� Cor sólida dentro da caixa � � Lean Seis Sigma 12 Medição - Definição Operacional • Descrição completa e objetiva de como realizar a medição da característica que se quer estudar: – O que está sendo medido; – Como é realizada a medição. • Deve ser: – Específica e concreta; – Mensurável; – Útil tanto para você quanto para seu cliente. • Não deve permitir ambiguidade com relação a como deve ser realizada a medição. • Não há uma única resposta correta. Para criar uma definição operacional a equipe deve discutir e chegar a uma compreensão comum sobre os objetivos da medição e o que deve ser medido. • Quando uma definição operacional é específica e concreta, pessoas diferentes podem usá-la e saber que seus dados serão medidos da mesma forma. • Ser mensurável significa que se sabe como avaliar um valor (ou um número, ou sim/não) para um ponto do dado. • Para ser útil, a definição operacional deve ser significativa tanto para você quanto para seu cliente. Isto é, deve se relacionar como o cliente julgará a qualidade, e deve permitir uma decisão go/no go – “sim, alcançamos a necessidade do cliente” ou “não, não alcançamos a necessidade do cliente”. • Não há uma única definição operacional correta para uma característica, mas todos que estão medindo algo devem concordar com a definição. Uma vez criada a definição operacional ainda é necessário: • Validar o método; • Treinar as pessoas que coletarão os dados; • Acompanhar o processo para se certificar da confiabilidade dos dados. Lean Seis Sigma 13 Medição - Definição Operacional • Registre o peso de cada peça, em gramas, colocando a peça na embalagem plástica e depois colocando a embalagem e a peça no prato da balança. • Meça o período de tempo entre o instante em que o operador pega a peça para alimentar a máquina e o instante em que ele a retira da máquina. Utilize um cronometro digital aferido e arredonde para o décimo de segundo mais próximo. Registre o tempo medido, o tipo de peça, o número do equipamento, a data e o turno onde foi feita a medição. Com relação a como fazer a medição é necessário estabelecer claramente o método de medição e os critérios. Por exemplo: • Na medição do tempo de transações em uma lanchonete, o que inicia a contagem de tempo de atendimento? A entrada do cliente na fila? O momento em que ele entra em contato com o atendente? • Ao medir o diâmetro de um eixo, em qual posição deve ser medido, nas extremidades ou no centro? • O que deve ser considerado um erro quando se mede a quantidade de erros após o preenchimento de formulário, campos não preenchidos, campos com informação errada ou campos com erro de ortografia? Qual o instrumento a ser utilizado e como utilizá-lo? • Relógio, cronometro, régua, paquímetro, cronometro etc. Como registrar os dados? • Qual formulário ou tela do sistema a utilizar? • Formato de anotação (datas: dia/mês/ano; mês/dia/ano; aprovado/reprovado;sim/não; ok/não ok; visto, arredondar/truncar as casas decimais etc.) • Quais unidades de medida (metro, milímetro, horas, segundos, quantidade de peças, de caixas, de paletes, litros, metros cúbicos, graus Celsius, graus Kelvin etc.) Se é necessário estabelecer padrões visuais para comparação de produtos aprovados/reprovados, padrões de cores etc. Lean Seis Sigma 14 Medição - Definição Operacional • Você precisará ser capaz de contar os defeitos para medir o desempenho de um processo. • Escolha uma das características abaixo e elabore uma definição operacional. – Pedidos entregues atrasados; – Tempo para atender uma ligação telefônica; – Formulário de pedido incorreto; – Algo relacionado a seu projeto. Lean Seis Sigma 15 Medição Ferramentas de Coleta de Dados • Por que desenvolver? – Ajuda a organizar a coleta de dados; – Ajuda a padronizar o processo coleta de dados; – Concilia a estratificação; – Concilia a amostragem; – Permite à Equipe de Projeto colher comentários e dados extras. • Exemplos: – Formulários; – Listas e folhas de verificação. Objetivos das Ferramentas de Coleta de Dados O uso de ferramentas adequadas para coletar dados garante que dados precisos e relevantes sejam compilados. Não só auxilia a manter o projeto em andamento como também permite que a Equipe do Projeto colete informações através de meios que facilitem a análise dos dados. Lean Seis Sigma 16 Ferramentas de Coleta de Dados Folha de Verificação • Elementos da Folha de Verificação: – Uma descrição de quais dados estão sendo coletados; – Espaço para coletar dados; – Espaço para comentários; – Espaço para localizar fatores de estratificação. • Lembretes para Folha de Verificação: – Mantenha o formulário simples de usar e entender. – Inclua somente informações que pretenda usar. – Faça um piloto do formulário antes da implementação e faça mudanças se necessário. Atendente: Zeca Data: 05/Março Tipo de Reclamação Frequência Comentários Produto não entregue || Produto errado |||| || Fatura errada |||| Valor |||||||||||| Quantidade |||| Entrega atrasada II Produto danificado I Quantidade errada Embalagem danificada ||| Outros || Entrega antecipada |||||||| Checagem de Reclamações de Clientes A elaboração de uma boa folha de verificação ajudará muito na coleta adequada dos dados. Ao elaborar uma folha de verificação, faça perguntas a fim de determinar as categorias apropriadas das informações. O quê (o que acontece)? Quem (quem realiza, quem recebe, quem é responsável)? Onde (que lugar, que parte, qual seção)? Quando (a que hora do dia, mês, com que frequência)? Como (como acontece, quantas vezes, por quanto tempo etc.)? Não pergunte “Por quê?”. Isso nos levará a uma busca por causas enquanto estamos ainda tentando determinar se o problema existe e como é. A folha de verificação deve ser elaborada para facilitar a coleta de tantos diferentes tipos de dados quantos forem necessários. Em uma amostra, a população total de onde foram retirados os dados também deve ser indicada. Lean Seis Sigma 17 Folhas de Verificação Gráfico de Frequência Uma folha de verificação de gráfico de frequência é um tipo especial de folha de verificação usada para dados numéricos. Ela cria uma figura que mostra com que frequência aparecem valores diferentes de dados. 16.0 16.1 16.2 16.3 16.4 16.5 16.6 16.7 16.8 x x x x x x x x Usado para dados numéricos que têm sequência inata, tais como peso, tempo ou temperatura. Não use dados que se dividem em categorias, tais como tipos de problemas, localização, dia da semana etc. Pode ser projetado horizontalmente (como mostrado) ou verticalmente. Lean Seis Sigma 18 Amostragem • A amostragem é: – Coletar apenas parte dos dados para tirar conclusões. • Por que fazer amostragem? – Custo; – Tempo; – Ensaios destrutivos; – Existem técnicas estatísticas que permitem boas conclusões com poucos dados. AMOSTRAGEM É um processo de “dar uma olhada” em poucas coisas para fazer algumas estimativas sobre a população total. É um conceito muito importante na estatística, pois, normalmente, não é possível coletar todos os dados de um processo. A mostra de dados, portanto, representa toda a distribuição do processo. Sendo essa a suposição feita, é extremamente importante que se decida qual tipo de abordagem de amostragem usar. Esse módulo apresentará diversas abordagens para a amostragem. A teoria da amostragem é útil para determinar se as diferenças observadas entre duas amostras são realmente devidas à uma variação casual ou se são verdadeiras. É o conjunto de técnicas utilizadas para a seleção de uma amostra, que pode ser subdividido em dois grupos básicos: a amostragem aleatória e a amostragem não-aleatória. Lean Seis Sigma 19 Amostragem - População • População: – Conjunto dos indivíduos com pelo menos uma característica em comum. • Amostra: – Subconjunto de uma população de onde serão coletados os dados para fazer um juízo ou inferência sobre as características da população. Lean Seis Sigma 20 Amostragem - Processo • Processo: – Dinâmico, muda a todo o tempo. Nem todas as unidades podem ser identificadas, pois algumas serão feitas no futuro. • Amostra: – Coletados sub-grupos de tempos em tempos para entender, controlar e prever o comportamento do processo. Lean Seis Sigma 21 Representatividade da Amostra • Para que as conclusões sejam válidas, as amostras devem ser representativas. – É preciso garantir que a amostra representa todo o espectro de possibilidades associadas à população em estudo. – Não deve existir nenhuma diferença sistemática entre os dados que você coletou e os que não foram coletados. Uma amostra representativa requer planejamento. Considere: Quais grupos amostrar e a proporção de cada grupo na amostra. Quando amostrar e/ou com que frequência amostrar. Onde amostrar. Lean Seis Sigma 22 Escolher uma bola Cada participante deve escolher uma bola (anotar num pedaço de papel o tamanho e a cor). Contar a escolhas por tamanho. Usualmente a maioria dos alunos escolhe uma bola grande. Isso decorre do fato que as pessoas costumam pegar o que está visivelmente mais próximo ou que é mais fácil, a cor que mais gosta. A amostra deixa de ser representativa. Lean Seis Sigma 23 Amostragem – Vícios (viés, “bias”) • Coletar o que for conveniente a você; • Ter um padrão de seleção que forme alguma estrutura nos dados; • Algumas mudanças no ambiente/processo podem fazer uma amostra não mais representativa; • Poucos dados; • Instrumento ou método falho de medição; • Plano de amostragem executada impropriamente. Exemplos de vícios (viés, “bias”) de amostragem: Coletar dados somente quando sua carga de trabalho estiver baixa ou em apenas uma parte do processo, aonde é fácil acessar o produto. Ter um padrão de seleção que forme alguma estrutura dentre os dados Os pedidos são maiores na Segunda e menores na Quarta e você sempre acaba coletando os dados às Quartas. Mudanças no ambiente/processo significa que a amostra não é mais representativa. Uma nova pessoa é admitida a meio caminho da coleta se dados; um novo fornecedor é usado. Poucos dados. As pessoas e cliente das quais você pode precisar de dados não responderam ao seu pedido por informações. Instrumento ou Método Falho de Medição. Um dispositivo de medição tende a registrar apenas números inteiros; seu método de escolha das amostras tenderá a favor dos clientes internos contra muitos clientes “A”. Plano de amostra executado inapropriadamente. As pessoas acham difícil chegar aos gerentes seniors, portanto os dados representam somente supervisores e gerentes de nível médio. Lean Seis Sigma 24 Amostragem Não probabilística Não se conhece a probabilidade de cada unidade amostral pertencer à amostra. Algumas unidades tem probabilidade zero de pertencer à população. Há uma escolha deliberada dos elementos da amostra. Não é possível generalizar osresultados das pesquisas para a população, pois as amostras não probabilísticas não garantem a representatividade da população. Podem ser: Amostragem Intencional De acordo com determinado critério, é escolhido intencionalmente um grupo de elementos que irão compor a amostra. O pesquisador se dirige a um grupo específico para saber opiniões. Exemplo: Numa pesquisa sobre preferência por determinado cosmético, o pesquisador se dirige a um grande salão de beleza e entrevista as pessoas que ali se encontram. Amostragem Voluntária Ocorre quando o componente da população se oferece voluntariamente para participar da amostra independentemente do julgamento do pesquisador. Estas amostras não permitem o controle da variabilidade amostral, o que inviabiliza o controle da qualidade da estimação Amostragem Acidental Trata-se de uma amostra formada por aqueles elementos que vão aparecendo, que são possíveis de se obter até completar o número de elementos da amostra. Geralmente utilizada em pesquisas de opinião, em que os entrevistados são acidentalmente escolhidos. Exemplo: Pesquisas de opinião em praças públicas, ruas de grandes cidades. Por quotas (ou proporcional) Um dos métodos de amostragem mais comumente usados em levantamentos de mercado e em prévias eleitorais. Ele abrange três fases: 1º. Classificação da população em termos de propriedades que se sabe, ou presume, serem relevantes para a característica a ser estudada; 2º. Determinação da proporção da população para cada característica, com base na constituição conhecida, presumida ou estimada, da população; 3º. Fixação de quotas para cada entrevistador a quem tocará a responsabilidade de selecionar entrevistados, de modo que a amostra total observada ou entrevistada contenha a proporção e cada classe tal como determinada na 2ª fase. Lean Seis Sigma 25 Amostragem Probabilística Exige que cada elemento da população possua determinada probabilidade de ser selecionado. Normalmente possuem a mesma probabilidade. Assim, se N for o tamanho da população, a probabilidade de cada elemento ser selecionado será 1/N. Trata-se do método que garante cientificamente a aplicação das técnicas estatísticas de inferências. Somente com base em amostragens probabilísticas é que se podem realizar inferências ou induções sobre a população a partir do conhecimento da amostra. Podem ser: Amostragem Aleatória Simples (randômica): É o processo mais elementar e frequentemente utilizado. É equivalente a um sorteio lotérico. Pode ser realizada enumerando-se a população de 1 a n e sorteando-se, a seguir, por meio de um dispositivo aleatório, quaisquer x números dessa sequência, os quais corresponderão aos elementos pertencentes à amostra. Exemplo: Vamos obter uma amostra, de 10%, representativa para a pesquisa do tamanho dos 1000 funcionários da linha de produção para poder determinar os tamanhos de uniforme que deverão ser comprados: 1º. Identificamos os funcionários de 1 a 1000. 2º. Anotar os números, de 1 a 1000, em pedaços iguais de papel 3º. Colocamos na urna e após mistura retiramos, um a um, 100 números dos funcionários que formarão a amostra. Amostragem Aleatória Estratificada Quando a população se divide em estratos (sub-populações), convém que o sorteio dos elementos da amostra leve em consideração tais estratos, obtendo os elementos da amostra proporcionalmente ao número de elementos desses estratos. É adequada quando um grande grupo possui subgrupos distintivos que você deseja representados em sua amostra. Garante que a amostra represente cada grupo na mesma proporção da população. Amostragem por Conglomerado Algumas populações não permitem, ou tornam extremamente difícil, que se identifiquem seus elementos. Não obstante isso, pode ser relativamente fácil identificar alguns subgrupos da população. Em tais casos, uma amostra aleatória simples desses subgrupos (conglomerados) pode se colhida, e uma contagem completa deve ser feita para o conglomerado sorteado. Agrupamentos típicos são quarteirões, famílias, organizações, agências, edifícios etc. Amostragem Sistemática: A amostragem sistemática seleciona itens de acordo com uma regra padrão. A regra padrão é determinada com base no conhecimento do processo e das necessidades de amostragem para garantir que ela seja representativa de um processo que pode mudar com o tempo. A amostragem sistemática garante que a amostra será representativa do processo, pois cada período de tempo está representado. Exemplo: Na operação de usinagem, a cada hora meça o templo de ciclo para uma peça. Mantenha a ordem cronológica e anote o tempo do ciclo. Amostragem de Subgrupo Semelhante a amostragem sistemática só que amostra n unidades a cada período de tempo (tamanho do subgrupo = n). O subgrupo racional é uma estrutura física ou de tempo que você acredita representar apenas causas da variação no processo baseado em seu conhecimento sobre o processo Na manufatura, é mais fácil deparar-se com uma base racional para subgrupos, já que esta é normalmente relacionada ao tempo (Itens processados próximos cronologicamente foram sujeitos a condições de processo muito similares). Lean Seis Sigma 26 Amostragem - Projetos de Melhoria • Os projetos de melhoria normalmente aplicam a amostragem em processo para: – Determinar a linha de base do desempenho do processo; – Identificar as variáveis de entrada (X) que são causas de variação ou de desempenho ruim; – Verificar se as melhorias propostas funcionam; – Controlar ou monitorar o desempenho do processo. • Os projetos de melhoria podem aplicar amostragem em populações para determinar características da base de clientes: – Expectativas de CTQ (críticos para qualidade) – Hábitos e preferências de consumo – Demografia (sexo, idade, profissão etc.) Lean Seis Sigma 27 Amostragem - Abordagens PopulaPopulaççãoão ProcessoProcesso Objetivo Caracterização da população (parâmetros) Comparações (testes de hipótese) Decidir sobre ações para melhoria Prever comportamento futuro do processo Amostragem Aleatória Simples Aleatória Estratificada Por Conglomerado Sistemática Sistemática Por subgrupos Considerações Representatividade Estimativas Custo Ordem cronológica Base racional para subgrupo Custo Lean Seis Sigma 28 Plano de Coleta de Dados • O plano de coleta de dados descreve como coletar dados de maneira que haja um conjunto de dados apropriado para ser analisado. • Definir um plano de coleta de dados que responda às seguintes questões: – O que se deseja conhecer sobre o processo? – De que forma será medido? – Onde será medido? – Quem fará a coleta de dados? – Como será feita a coleta? – Onde serão disponibilizados os dados? – Como serão agrupados/segmentados? A Coleta de Dados é o processo pelo qual acumulamos dados suficientes para identificar as causas potenciais do problema. Os dados coletados deverão permitir que a equipe estabeleça as referências para o processo, que podem ser usadas para monitorar melhorias subsequentes. Um conceito chave para se ter em mente ao coletar dados é coletar a quantidade certa de dados. Muitos dados adicionam complexidade à análise e revisão. Poucos dados podem forçar a equipe a esforços em novas, dispendiosas e desnecessárias coletas. Definir o Plano de Coleta de Dados: A Equipe do Projeto deve desenvolver e documentar seus planos para coletar dados que responda às seguintes questões: 1. O que se quer saber sobre o processo? Decidir o que coletar, para estabelecer as referências (baseline) para o processo, determinar as métricas associadas aos CTQs que melhor representem o desempenho do produto, processo ou serviço. Definir as causas críticas. Encontrar um equilíbrio entre as variáveis de saída (Y) e entrada (X) utilizando a priorização obtida com a Matriz de Causa e Efeito (MCE). 2. De que forma será medido? Estabelecer as categorias para estratificação dos dados. Escrever as definições operacionais das medições. Sempre que possível, prefira utilizarvariáveis contínuas (dados de variáveis) ao invés de variáreis discretas (dados de atributos), pois elas incorporam mais informação sobre o que está acontecendo. Desenvolver os respectivos formulários de coleta de dados. Lean Seis Sigma 29 Plano de Coleta de Dados Variáveis de entrada 9 8 Total 1 9 9 9 153 2 9 9 9 153 3 5 4 9 77 4 5 6 EFEITOS (Y) C A U S A S ( X ) Prioridade para o cliente Falhas internas Desempenho de fornecedor Custos internos MCE V ar iá ve is d e S aí da N ec es si da de s do C lie nt e P ro du tiv id ad e no no no no ab ab ab ab ab a CTQ’s Mapa de Processo YXn X1 X2Definição Operacional Amostragem Indicador Descrição Forma de medição Onde é medido? Quem mede? Com que frequência? Em que sistema está gerenciado? Segmentação Produtividade Mede a produção Quantidade de itens produzidos por um período Máquinas, serviços Funcionário Período indicado Produção, administração Área específica Falhas Internas Mede as falhas que acontecem na produção Identificação de falhas por quantidade de produto Máquinas, serviços Funcionário Período ou quantidade indicados Produção, administração Área específica Desempenho de Fornecedores Mede a eficiência dos fornecedores Quantidade de atrasos, qualidade dos produtos entregues Transportes Funcionário Período ou quantidade indicados Administração Área específica Custo de Logística Mede o custo da Logística Análise dos custos envolvidos com Logistica Setores responsáveis pela operação do Sistema Funcionário Período ou quantidade indicados Administração Área específica Plano de Coleta de Dados Desenvolver um Plano de Coleta de Dados (continuação) 3. Onde será medido? Utilizar o mapa de processo para identificar as etapas onde serão coletados os dados. 4. Quem fará a coleta de dados? Selecionar as pessoas que coletarão os dados considerando: familiaridade com o processo e disponibilidade/impacto no trabalho. Evitar vícios potenciais de amostragem, por exemplo, situações nas quais quem coleta o dado relute em classificar algo como certo ou errado. 5. Como será feita a coleta? Escolher o tipo de amostragem a ser realizada (100%, aleatória simples, por estrato, sequencial, subgrupo etc.) Determinar frequência e tamanho de amostra de forma a que os dados sejam suficientes para permitir perceber variações no produto, no processo ou no serviço. 6. Onde serão disponibilizados os dados? Definir em qual sistema os dados serão armazenados, compilados e disponibilizados: sistema de dados da produção, vendas, planilhas ou bancos de dados específicos, ERP etc. 7. Como serão agrupados/segmentados? Estabelecer a segmentação adequada. Lean Seis Sigma 30 Indicador Descrição Forma de medição Onde é medido? Quem mede? Com que frequência? Em que sistema está gerenciado? Segmentação Produtividade Mede a produção Quantidade de itens produzidos por um período Máquinas, serviços Funcionário Período indicado Produção, administração Área específica Falhas Internas Mede as falhas que acontecem na produção Identificação de falhas por quantidade de produto Máquinas, serviços Funcionário Período ou quantidade indicados Produção, administração Área específica Desempenho de Fornecedores Mede a eficiência dos fornecedores Quantidade de atrasos, qualidade dos produtos entregues Transportes Funcionário Período ou quantidade indicados Administração Área específica Custo de Logística Mede o custo da Logística Análise dos custos envolvidos com Logistica Setores responsáveis pela operação do Sistema Funcionário Período ou quantidade indicados Administração Área específica Plano de Coleta de Dados Plano de Coleta de Dados Antes de iniciar a coleta de dados utilizando o Plano de Coleta de Dados deve- se: Testar e validar o plano; Treinar as pessoas que coletarão os dados; Fazer a análise do sistema de medição (MSA) para verificar se a repetibilidade e a reprodutibilidade estão adequados. Lean Seis Sigma 31 Plano de Coleta de Dados • Instruções: Criar ou revisar o plano de coleta de dados para seu projeto. Discuta: – Estratificação das informações que devem ser incluídas no plano de coleta de dados; – Definições operacionais e tipos de dados; – Planos de amostragem (se apropriado); – Formulários de coleta de dados; – Métodos para garantir a confiabilidade e consistência da coleta de dados. • Documente tudo na folha de trabalho da coleta de dados na página seguinte. Lean Seis Sigma 32 In d ic a d o r D e s c ri ç ã o F o rm a d e m e d iç ã o O n d e é m e d id o ? Q u e m m e d e ? C o m q u e fr e q u ê n c ia ? E m q u e s is te m a e s tá g e re n c ia d o ? S e g m e n ta ç ã o P la n o d e C o le ta d e D a d o s Lean Seis Sigma 1 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 2 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma A palavra estatística provém do latim status (estado) e é comumente associada a 3 A palavra estatística provém do latim status (estado) e é comumente associada a censos, pesquisas de opinião pública, aos vários índices governamentais, aos gráficos e médias publicadas diariamente na imprensa etc. Na realidade, como veremos adiante, a estatística engloba muitos outros aspectos. Universo: é o conjunto de indivíduos, objetos, imóveis etc. Tais elementos são reunidos em subconjuntos denominados população. População: é o conjunto constituído de elementos de um mesmo universo que apresentam pelo menos uma característica comum. Amostra: é um subconjunto finito de uma população. População Amostra Tamanho da Amostra N n Média µ X Desvio Padrão σ s Símbolos Utilizados É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma A estatística descritiva é um ramo da estatística que aplica várias das muitasA estatística descritiva é um ramo da estatística que aplica várias das muitas técnicas usadas para sumarizar um conjunto de dados. De certa forma estamos tentando descrever, ou sumarizar, as características dos dados que pertencem a esse conjunto. As técnicas usadas costumam classificar-se como: •Gráficos descritivos: São usados vários tipos de gráficos para sumarizar os dados. Exemplo: Histogramas. •Discrição Tabular: Na qual se usam tabelas para sumarizar os dados. Exemplo: Tabelas de Frequências. •Descrição Paramétrica: Na qual estimamos os valores de certos parâmetros, os quais assumimos que completam a descrição do conjunto dos dados. Exemplo: Média. 4 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Esses diagramas revelam informações sobre a amostra que não eram óbviasEsses diagramas revelam informações sobre a amostra que não eram óbvias somente através da tabela de dados. A forma de apresentação dos dados através dos diagramas exemplificados devem trazer informações como: • A dispersão ou distribuição dos dados; • A forma da distribuição; • O aproximado centro da distribuição; 5 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma A distribuição dos dados (também descrita como dispersão dos dados) éA distribuição dos dados (também descrita como dispersão dos dados) é quantificada através do desvio padrão; A forma dos dados é quantificada através da média, mediana e moda; O centro dos dados amostrais é verificado através das medidas que quantificam a distribuição e que descrevem a forma da distribuição. 6 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma A médiaaritmética simples é a mais utilizada no nosso dia-a-dia. É obtida dividindo-A média aritmética simples é a mais utilizada no nosso dia-a-dia. É obtida dividindo- se a soma das observações pelo número delas. É um quociente geralmente representado símbolo . Se tivermos uma série de N valores de uma variável x, a média aritmética simples será determinada pela expressão: A mediana é uma medida de tendência central, um número que caracteriza as observações de uma determinada variável de tal forma que este número (a mediana) de um grupo de dados ordenados separa a metade inferior da amostra, população ou distribuição de probabilidade, da metade superior. Mais concretamente, 1/2 da população terá valores inferiores ou iguais à mediana e 1/2 da população terá valores superiores ou iguais à mediana. A moda é o valor que detém o maior número de observações, ou seja, o valor ou valores mais frequentes. A moda não é necessariamente única, ao contrário da média ou da mediana. É especialmente útil quando os valores ou observações não são numéricos, uma vez que a média e a mediana podem não ser bem definidas. 7 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Média: Resultado que representa a soma dos valores dividida pelo número deMédia: Resultado que representa a soma dos valores dividida pelo número de amostras; R:______________ Mediana: Valor que divide exatamente na metade as frequências acima e abaixo dele; R:______________ Moda: Valor que mais se repete no conjunto de dados; R:______________ 8 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma A amplitude descreve a diferença entre o maior e menor valor na amostra deA amplitude descreve a diferença entre o maior e menor valor na amostra de dados; Na teoria da probabilidade e na estatística, a variância de uma variável aleatória é uma medida da sua dispersão estatística, indicando quão longe em geral os seus valores se encontram do valor esperado. O desvio padrão é a medida mais comum da dispersão estatística. O desvio padrão define-se como a raiz quadrada da variância. É definido desta forma de maneira a dar-nos uma medida da dispersão que seja um número não negativo e que use as mesmas unidades de medida que os nossos dados. 9 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Amplitude: Resultado que representa a diferença entre o maior e menor valor;Amplitude: Resultado que representa a diferença entre o maior e menor valor; R:______________ Variância: Valor que descreve a dispersão dos dados em unidades quadráticas; R:______________ Desvio Padrão: Raiz quadrada da variância; R:______________ 10 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma O que podemos comprovar através dos cálculos realizados?O que podemos comprovar através dos cálculos realizados? O que podemos aferir através dos cálculos realizados? O que nos falta para descrever de maneira mais rápida e precisa sobre os dados? 11 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 12 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Há tipos diferentes de Gráficos de Frequência. Histogramas usando barras visuaisHá tipos diferentes de Gráficos de Frequência. Histogramas usando barras visuais são comuns quando nos referimos a gráficos de frequência. Que tipo de dados você utiliza em um histograma? Dados contínuos. • Utilizado para dados numéricos • Barras, colunas ou pilhas de pontos de dados representam a frequência de ocorrência de uma medição específica ou de uma faixa de valores. • O formato global de todas as colunas mostra como os dados são distribuídos. 13 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Gráficos de frequência têm diversos formatos. Os gráficos acima mostram como osGráficos de frequência têm diversos formatos. Os gráficos acima mostram como os mesmos dados podem ser dispostos em três tipos diferentes de gráficos de frequência. Gráficos em que a altura de uma barra é utilizada para representar as contagens são normalmente chamados de histogramas. Gráficos em que valores individuais de dados são indicados por símbolos simples (X ou �, por exemplo) são chamados de “dot plots” (ou simplesmente “gráficos de pontos”). “Stem-and-leaf plots” mostram os valores numéricos: unidades principais à direita da linha (“stem” - caule) e unidades menores à direita (“leaf” - folha). Pode-se sempre saber os valores exatos dos dados (e.g., 91, 94, 99, 82, 85, 83…). Métodos de construção para os diferentes gráficos são bastante similares. No dot plot mostrado acima, os pontos (95, 85, 75…) indicam que os valores dos dados são agrupados em unidades de 10. Qualquer coisa entre 20 e 29 é descrita no valor 25, valores entre 30 e 39 são descritos como 35 etc. Essa prática de agrupar os valores de dados é comum nos gráficos de frequência, pois a forma e a distribuição gerais são normalmente mais importantes do que os valores exatos. 14 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma É uma maneira conveniente de mostrar graficamente rupos de dados numéricosÉ uma maneira conveniente de mostrar graficamente rupos de dados numéricos através de suas cinco números de resumo: observação menor (mínimo da amostra), Menor quartil (Q1), mediana (Q2), superior quartil (Q3), e o maior de observação (máximo de amostra). Boxplot pode ser útil para mostrar as diferenças entre populações sem fazer qualquer uso das hipóteses subjacentes da distribuição estatística: São não- paramétricos. Os espaçamentos entre as diferentes partes da caixa ajuda a indicar o grau de dispersão (spread) e base para análise da centralização dos dados. 15 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Interprete os dados descritos.Interprete os dados descritos. O que eles representam? 16 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Usado para dados numéricos.Usado para dados numéricos. O eixo horizontal reflete o tempo; o eixo vertical representa o valor numérico. Os dados são dispostos em ordem cronológica. Os pontos são conectados por linhas, o que facilita a interpretação. Usos do Gráfico de Tempo (Gráfico de Tendência): Identificação de tendências de variação em um processo; Monitoramento do desempenho do processo; Avaliação do andamento do processo após as mudanças/melhorias. 17 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Dinâmica do ConfeteDinâmica do Confete • Faça 6 marcações no chão delimitando 5 regiões de aproximadamente 10 cm cada uma; • Chame 3 participantes; • Dê a cada um deles um punhado de confetes • Peça que cada um deles solte os confetes sobre a área onde estão as marcações; Se analisarmos a distribuição de frequências (quantidade de confetes em cada região), qual a forma da distribuição? 18 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma O teorema do limite central descreve o fato de a soma de muitas variáveis 19 O teorema do limite central descreve o fato de a soma de muitas variáveis aleatórias independentes e com mesma distribuição de probabilidade tender à distribuição normal, também conhecida como distribuição Gaussiana. Por exemplo, o resultado de um jogar de dados não viciados tem distribuição de probabilidade retangular,isto é, todos os resultados possíveis têm a probabilidade de 1/6. Já a distribuição de probabilidade da soma dos valores obtidos num jogar de vários dados tende a forma gaussiana. Então podemos ter uma variável original com uma distribuição muito diferente da Normal (pode até mesmo ser discreta), mas se tomarmos várias amostras grandes desta distribuição, e então fizermos um histograma das médias amostrais, a forma se parecerá como uma curva Normal. Como grande parte das características naturais são resultados de diversos fatores, com grande frequência nos deparamos com a distribuição Normal. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Podemos ilustrar o TLC por um exemplo simulado. O diagrama no slide acimaPodemos ilustrar o TLC por um exemplo simulado. O diagrama no slide acima sumariza os resultados de um experimento no qual foi utilizado um computador para gerar 2000 observações de duas distribuições bem diferentes (linha superior). Então gerou-se uma amostra de tamanho 2 de cada distribuição e calculou-se a média. Este procedimento foi repetido 1999 vezes e a segunda linha mostra os histogramas das médias resultantes das amostras de tamanho dois. Isto foi repetido com médias amostrais, onde as amostras são de tamanho 5 (terceira linha) e 10 (quarta linha). Note como a forma da distribuição muda à medida que se muda de uma linha para a próxima, e como as duas distribuições em cada linha tornam-se mais similares nas suas formas à medida que o tamanho das amostras aumenta. Ainda mais, cada distribuição parece mais e mais com uma distribuição Normal. Não é necessária uma amostra de tamanho muito grande para ver uma forma Normal. 20 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 1 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Como estimar a qualidade do nosso processo? Ou seja, como medir o quanto o 2 Como estimar a qualidade do nosso processo? Ou seja, como medir o quanto o nosso processo é capaz de entregar as especificações e sob quais faixas de variação ele está sujeito? Veremos ao longo deste módulo o cálculo e aplicação dos índices de capacidade e sua interpretação. Entender, calcular e avaliar a condição do processo através de medições realizadas e dos índices de capacidade é fundamental no estudo do projeto de Seis Sigma, pois só a partir desses dados teremos uma visão global do o que está acontecendo com o nosso processo. Estamos na etapa medir. Esse é o momento de medirmos o tamanho da variação no nosso processo e como está nossa posição frente às especificações. Existem diversos índices para avaliação desses dados. Cada um com sua particularidade e aplicação específicos. É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma O sigma do processo pode ser calculado pelo número de itens sem defeito na O sigma do processo pode ser calculado pelo número de itens sem defeito na primeira vez em que são processados (“first-time-through”) ou pelo número final de itens sem defeito após a correção dos defeitos. Na maioria das situações, é interessante basear os cálculos do sigma no First Pass. 3 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma .. 4 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma Veja que 98.6% na tabela equivale a um 3.7 Sigmas. Sigma DPMO YIELD Sigma DPMO YIELD 4 6,210 99.38% 0.9 725,747 27.4% 3.9 8,198 99.18% 0.8 758,036 24.2% 3.8 10,724 98.9% 0.7 788,145 21.2% 3.7 13,903 98.6% 0.6 815,940 18.4% 3.6 17,864 98.2% 0.5 841,345 15.9% 3.5 22,750 97.7% 0.4 864,334 13.6% 3.4 28,716 97.1% 0.3 884,930 11.5% 3.3 35,930 96.4% 0.2 903,199 9.7% 3.2 44,565 95.5% 0.1 919,243 8.1% 3.1 54,799 94.5% 3 66,807 93.3% Veja que 98.6% na tabela equivale a um 3.7 Sigmas. 5 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 6 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 7 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP. Lean Seis Sigma 8 É proibida a reprodução deste material. Conteúdo desenvolvido pelo SETEC CONSULTING GROUP.