Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Aula 1 – Civilização Egípcia e Mesopotâmica 
 
 
 
 
 
15 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Assinale o que é FALSO sobre a civilização egípcia. 
a) O Estado egípcio era uma monarquia despótica, em que o 
soberano era um deus. Todas as regiões do Egito eram 
consideradas como de sua propriedade; 
b) Devido a importância da religião para os antigos egípcios, os 
sacerdotes, oriundos da aristocracia, acumularam riqueza e poder; 
c) A ideologia religiosa era dominante na sociedade do Antigo 
Egito, influenciando a vida econômica e dando origem a toda uma 
produção política, jurídica e cultural; 
d) A elevação de Amon, o deus protetor da cidade de Tebas, à 
condição de divindade dinástica e nacional, acarretava poder e 
prestígio para os sacerdotes que cuidavam de seu culto; 
e) O principal objetivo da reforma religiosa feita no Novo Império 
estabelecendo a crença apenas em Amon, o deus Sol, abolindo o 
politeísmo, era o de reforçar o monarquia, enfraquecendo o poderio 
crescente do clero de Aton em Tebas. 
 
Questão 14 
A religião tinha uma importância muito grande na civilização do 
Antigo Egito e podemos apontar entre as suas características as 
seguintes: 
a) ausência de antropomorfismo, proibição do culto de imagens e 
de culto de animais sagrados; 
b) materialista e mundana, só servia ao Estado e não se 
preocupava com a imortalidade da alma e a outra vida; 
c) monoteísta e espiritualista, não estava ligada à vida econômica, 
nem aos interesses do Estado; 
d) politeísta, acreditava na imortalidade da alma, no julgamento dos 
mortos e na existência de um lugar de repouso para os justos; 
e) Monoteísta, fundada na crença da vinda de um Messias 
libertador. 
 
Questão 15 
No Egito Antigo predominava o modo de produção asiático. Em 
relação a este modo de produção, é incorreto afirmar: 
a) o Estado dirigia a economia e controlava a produção; 
b) havia uma base social formada por comunidades aldeãs; 
c) a Classe Dominante, mais ou menos identificada com o Estado, 
explorava as comunidades aldeãs, mediante a exigência de 
tributos pagos em produtos e trabalho: conhecido como corveia 
real; 
d) predominava uma sociedade do tipo socialista; 
e) o papel decisivo do Estado devia-se à necessidade de 
construírem grandes obras hidráulicas para que fosse possível a 
agricultura irrigada. 
 
Questão 16 
No Egito Antigo, as várias formas de organização da estrutura 
tinham como características predominantes: 
a) a grande mobilidade na organização social; 
b) a preocupação da igualdade social, através da manutenção da 
posse coletiva da coletividade; 
c) a organização teocrática do poder, onde o faraó mantinha uma 
centralização política que entrava no conflito com os nomarcas; 
d) ausência de ligação entre os procedimentos políticos e 
religiosos; 
e) política de cunho nacionalista, principalmente no Antigo Império 
Egípcio. 
Questão 17 
“Se um homem negligenciar a fortificação de seu dique, se ocorrer 
uma brecha e o cantão inundar-se, o homem será condenado a 
restituir o trigo destruído por sua culpa. Se não puder restitui-lo, 
será vendido, assim como seus bens, e as pessoas do cantão de 
onde a água levou o trigo repartirão entre si o produto da venda". 
Este texto faz referência: 
a) à doutrina de Zoroastro e a seu livro Zend-Avesta; 
b) à Lei de Talião e ao Código de Hamurabi; 
c) ao Livro dos Mortos; 
d) à Sátira das Profissões; 
e) ao Hino ao Sol, de Amenófis IV. 
 
Questão 18 
O Despotismo Oriental (Mesopotâmia, Egito) revela, em sua 
denominação, a natureza das relações entre governantes e 
governados. 
Esse tipo de governo: 
a) eliminou as desigualdades sociais; 
b) garantiu a autonomia dos camponeses em relação ao Estado; 
c) subordinou autocraticamente a sociedade ao Estado; 
d) possibilitou ampla mobilidade social; 
e) era talassocrático, pois o poder estava concentrado em 
comerciantes e navegantes. 
 
Questão 19 
Os clamores da revolta e da destruição de Nínive, registrados na 
Bíblia, devem-se: 
a) ao pacifismo do povo assírio. 
b) às soluções arquitetônicas dos sumérios. 
c) ao mundo de produção asiático dos caldeus. 
d) aos atos despóticos e militaristas dos assírios. 
e) à região politeísta dos mesopotâmicos. 
 
Questão 20 
“Em cada cidade-estado havia um templo dedicado à divindade 
principal. Os deuses eram considerados proprietários das terras de 
cultivo, preparadas pelos camponeses, através da secagem dos 
pântanos e da irrigação dos desertos. Os sacerdotes 
administravam os templos e também a riqueza dos deuses como 
se fossem propriedade privada.” 
AQUINO, R.; FRANCO. D.; LOPES, O. História das Sociedades. 
Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1986. p. 110. 
 
O texto acima refere-se à: 
a) sociedade grega antiga, onde havia uma distinção clara entre o 
setor da produção, de caráter coletivo, e o religioso, de caráter 
privado. 
b) estrutura social da Mesopotâmia, cuja unidade ideológica e 
econômica se baseava no setor religioso, representado por 
santuários. 
c) organização do setor produtivo da Judéia, o qual se baseava 
num regime de parceria entre a classe sacerdotal e a camponesa. 
d) estrutura sócio religiosa das cidades fenícias, onde o poder 
político e econômico provinha de uma aristocracia latifundiária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL 
Prof. Monteiro Jr. 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
AULA 2 – CIVILIZAÇÃO HEBRAICA 
 
INTRODUÇÃO 
Os hebreus constituiram uma das mais imporantes civilizações que 
se desenvolveram no Crescente Fértil. O traço singular dos 
hebreus e seu legado mais importante para a posteridade foi a 
crença monoteísta que serviu de base para as três grandes 
religiões monoteístas universais: o Judaísmo, o Cristianismo e o 
Islamismo. 
 
FONTE HISTÓRICA 
O Antigo Testamento, livro sagrado dos judeus, é a principal fonte 
de estudo para a reconstituição da trajetória histórica hebraica. 
Cabe ao historiador separar o fato histórico da versão fantasiosa 
da Bíblia. A crença de que há um livro sagrado se baseia na fé (e 
não na razão). Assim, a Bíblia acaba refletindo a visão mítica que 
os hebreus tinham de si mesmo e da realidade. 
 
Além da Bíblia, a arqueologia tem funcionado como importante 
aliado para desvendar os segredos históricos dos hebreus. 
Descobertas recentes dos manuscritos do Mar Morto, preservados 
em pergaminho, localizados em cavernas, datados do século I 
a.C., produzidos por comunidades religiosas isoladas, têm 
fornecido importantes dados sobre a cultura hebraica. 
 
POVOAMENTO E LOCALIZAÇÃO 
Os hebreus, povo de origem semita, formavam uma pequena 
comunidade de pastores que habitavam perto de Ur, na 
Mesopotâmia. Segundo a Bíblia, Abraão recebeu a promessa de 
Jeová ( Iavé - Deus ) de uma Canaã ou paraíso onde mana o leite 
e o mel para o seu povo escolhido. Assim Abraão conduziu seu 
povo da Mesopotâmia à Palestina, a esperada terra prometida. 
 
O território da Palestina constitui o atual Estado de Israel e é 
formado por uma estreita faixa de terra entre o Mar Mediterrâneo e 
os desertos árabe e líbio. 
 
A terra prometida não era bem um paraíso. Na verdade, a 
Palestina era um território de clima semi-árido, de poucas chuvas e 
raros vales férteis. Além disso, era uma área de travessia, 
localizada entre os grandes impérios do Egito e Mesopotâmia. Isto 
favoreceu o surgimento de grandes cidades comerciais nas 
escalas de rotas caravaneiras e transformou a palestina em palco 
de sangrentas batalhas. 
 
EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
“Sai da tua terra , e da tua parentela, e da casa de teu pai, e 
vem para a terra que te mostrarei. E eu te farei pai de um 
grande povo, e te abençoarei; tornarei célebre o teu nome e tu 
serás Bendito ” (Gênesis, capítulo 12) 
 
As palavras bíblicas acima foram ditas por Iavé (Deus) ao primeiro 
patriarca dos hebreus, Abraão. Esta narrativa, naverdade, é bem 
posterior ao fato narrado – a saída dos hebreus da Mesopotâmia 
em direção a Palestina – pois Iavé ainda não era o Deus dos 
Hebreus à época de Abraão. Nessa época os hebreus estavam 
divididos em clãs, tribos formadas por pessoas que possuem um 
antepassado comum e cultuam uma mesma divindade protetora. 
Cada clã era constituído pelo patriarca, seus filhos, mulheres e 
servos. A principal atividade econômica era o pastoreio e a 
autoridade do patriarca era absoluta. O poder político se diluía 
entre as várias tribos. 
 
 
A religião patriarcal era marcada pelo culto ao “Deus do pai” que 
era o Deus primitivo do antepassado imediato reconhecido pelos 
filhos. Chegando à Palestina, os hebreus se defrontaram com 
povos que cultuavam o Deus El, senhor dos deuses e dos homens, 
criador do universo. A fusão dessas crenças originou o traço 
fundamental da cultura hebraica: a crença monoteísta de um único 
Deus criador. 
 
Em homenagem a Deus, os patriarcas construíam altares e 
sacrificavam animais que, depois de oferecidos a Deus eram 
servidos como refeição aos membros da tribo. 
 
OS PATRIARCAS HEBREUS 
Abraão: Foi o Primeiro patriarca dos hebreus. 
Isaac: Filho de Abraão 
Jacó: neto de Abraão, filho de Isaac. Jacó também era conhecido 
como Israel, por isso seus descendentesforam chamados de 
israelitas. Os doze filhos de Jacó tornaram-se chefes das dozes 
tribos hebraicas. 
Moisés: Comandou a libertação dos hebreus do cativeiro egípcio 
e, segundo a crença religiosa dos judeus, recebeu de Deus, no 
Monte Sinai, Os Dez Mandamentos. 
 
Abraão comandou a retirada dos hebreus da Mesopotâmia, mas foi 
sob o comando de Jacó que teve início a ocupação da Palestina. 
Aula 2 – Civilização Hebráica 
 
 
 
 
 
17 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Nessa época a Palestina era habitada por diferentes povos. 
Filisteus e Cananeus viviam no litoral; nômades semitas percorriam 
o sul; Edomitas, Moabitas e Arameus habitavam o leste e o norte. 
O aramaico, idioma falado pelos Arameus, tornou-se a língua 
usada por todos os comerciantes do Oriente Médio. 
 
Os hebreus permaneceram por três séculos na Palestina. Ao final 
deste período uma terrível seca assolou a região e, tangidos pela 
fome e sede, os hebreus emigraram para o Egito. A chegada dos 
hebreus ao Egito foi contemporânea da ocupação do Egito pelos 
invasores hicsos. Os hebreus tornaram-se aliados dos hicsos na 
conquista do Egito e, após a derrota e expulsão dos hicsos, os 
hebreus passaram a sofrer perseguições, condenados a altos 
impostos ou a escravidão. 
 
Moisés, segundo a tradição bíblica, foi criado pela família de um 
faraó após ter sido encontrado em um cesto abandonado num rio. 
Moisés comandou os hebreus durante o Êxodo, ou seja, a 
libertação da servidão no Egito e o retorno a Palestina. Durante a 
travessia, ainda segundo a Bíblia, Iavé selou uma aliança com os 
hebreus e o símbolo dessa aliança foi a entrega, no Monte Sinai, 
de duas tábuas contendo os “Dez Mandamentos”. 
 
As dificuldades da travessia do duro retorno à “Terra Prometida” se 
fizeram acompanhar, em vários momentos, do retorno à idolatria e 
ao politeísmo entre os hebreus. Contudo a crença em um único 
Deus, Iavé, e em um único líder, Moisés, reforçava a autoridade de 
Moisés sobre o seu povo e todos os desvios de religião ou de 
conduta eram fortemente combatidos. O Êxodo teria durado 
quarenta anos e foi repleto de momentos fascinantes como a 
travessia do Mar Vermelho. Contudo Moisés morreu antes da 
chegada final dos hebreus a Palestina. 
 
AS DEZ PRAGAS DO EGITO. 
Por muitos anos, os judeus foram escravos no Egito. O livro do 
Êxodo conta que Deus escolheu Moisés para ser seu agente na 
libertação dos judeus e na sua condução para fora do Egito. Os 
egípcios, no entanto, não queriam perder sua fonte de trabalho 
gratuito. A fim de persuadi-los, Deus enviou dez pragas ao Egito. O 
rio Nilo transformou-se em sangue; rãs saíram do rio e cobriram a 
terra; houve um enxame de mosquitos e uma praga de moscas, e 
todos os rebanhos egípcios pereceram. 
 
O povo egípcio foi então acometido de úlceras e pústulas, houve 
tempestades de pedra e uma praga de gafanhotos; e veio a 
escuridão por três dias. Por fim, todos os seus primogênitos 
morreram. Isso acabou por convencer o faraó a libertar os 
israelitas. Deus havia mostrado seu poder. Ele então disse o 
primeiro mandamento: “Eu sou Iahweh teu Deus, que te fez sair 
da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terá outros 
deuses diante de mim”. (Êxodo 20:2-3). (John Bowker. Para 
entender as religiões. São Paulo, Ática, 1997. P. 117.) 
 
OS DES MANDAMENTOS 
1. Amar a Deus sobre todas as coisas. 
2. Não tomar seu santo nome em vão. 
3. Guardar o Dia do Senhor e os das festas. 
4. Honrar pai e mãe. 
5. Não matar. 
6. Não pecar contra acastidade. 
7. Não furtar. 
8. Não levantar falso testemunho. 
9. Não desejar a mulher do próximo. 
10. Não cobiçar as coisas alheias. 
 
 
 
Algumas das principais festas do judaísmo 
PÁSCOA – A Páscoa judaica comemora a libertação dos judeus do 
Egito e dura uma semana. 
ANO NOVO/TROMBETAS – Um tempo de reconciliação com 
Deus. 
YOM KIPPUR-DIA DA EXPIAÇÃO(PERDÃO) – É o dia mais santo 
de todo o calendário judaico. Os judeus devotos jejuam durante 24 
horas, passam todo o dia na sinagoga e usam uma veste branca 
como símbolo de pureza. No fim do dia, o crente considera- se 
espiritualmente renascido. 
TABERNÁCULOS – Festival de colheitas agradecendo a Deus 
pela sua bondade e os cuidados com os judeus durante os 
quarenta anos de travessia do deserto. 
 
OS JUÍZES E A FORMAÇÃO DA MONARQUIA HEBRAICA 
De volta a Palestina, os hebreus viram suas terras ocupadas por 
cananeus e filisteus o que provocou lutas entre esses povos pela 
posse da terra. Nesse período, os hebreus foram liderados por 
comandantes militares e políticos chamados de Juízes, 
destacando-se entre eles Samuel e Sansão, famoso por sua força. 
 
A divisão política dos hebreus em tribos provocou várias derrotas 
militares especialmente para os filisteus que conquistaram grande 
parte da Palestina. A formação da Monarquia hebraica foi uma 
necessidade militar, de centralizar a luta dos hebreus para a 
reconquista da Palestina. 
Saul foi o primeiro rei dos hebreus. Sua popularidade inicial foi 
solapada diante de derrotas militares e da oposição de Samuel, o 
último dos Juízes ,que pretendia se perpetuar no poder. Samuel 
passou a estimular o ambicioso Davi a disputar a liderança dos 
hebreus com Saul. Este, por sua vez, fragilizado e ferido em 
combate, pediu a um escudeiro que o matasse. Diante da recusa 
do soldado, Saul suicidou-se com a própria espada. 
 
 
 
 
 18 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
 
Davi derrota o gigante Golias 
 
Davi foi o segundo rei hebraico. Segundo a Bíblia, Davi derrotou o 
gigante filisteu Golias acertando-lhe uma pedrada lançada de uma 
funda. Esta é, na verdade, uma metáfora que, fazendo uso de uma 
simbologia, quer dizer que, sob o comando de Davi, os Hebreus 
derrotaram os filisteus e reconquistaram a Palestina. 
 
O apogeu da Monarquia hebraica ocorreu no governo de Salomão, 
filho de Davi. São várias as histórias bíblicas que narram as 
virtudes de Salomão tido como um rei justo e sábio. Por exemplo, 
um dia duas mulheres tiveram filhos na mesma noite. Uma das 
mulheres, dormindo, rolou na cama e acabou por matar, 
acidentalmente, o filho que dormia ao seu lado. Desesperada, esta 
mulher acabou por trocar os filhos com a outra mulher. Esta, ao 
acordar, notou com tristeza a morte do filho. Olhou-o com atenção 
e viu que o bebê morto não era seu filho, que estava nos braços, 
bem vivo, da outra mulher. As duas mulheres brigaram pela posse 
do bebê. Salomão interveio e, ameaçou cortar o bebê ao meio com 
uma espada, entregando a cada mãe uma metade. A falsa mãe 
aceitou o trato enquanto a verdadeiramãe disse: - Não! Ela pode 
ficar com o filho. Mais uma vez Salomão interferiu e entregou a 
criança a mãe, dizendo que apenas o amor de mãe se comportaria 
dessa forma. 
 
Na verdade Salomão assassinou seu irmão e praticou vários atos 
de violência contra o seu povo. Vivendo em suntuoso palácio ao 
lado de 700 esposas e 300 amantes, as noites do Rei Salomão 
eram bastante agradáveis em contraste com o dia-a-dia dos 
hebreus submetidos a exorbitantes impostos e trabalhos forçados. 
 
Salomão selou aliança com Hiram, rei fenício da cidade de Tiro. Os 
fenícios forneciam madeira e arquitetos para a construção do 
Templo de Jerusalém, onde seria abrigada a Arca D’Aliança 
contendo os dez mandamentos. Em troca, a cada três meses, 30 
mil hebreus trabalhavam gratuitamente na Fenícia e nas minas do 
rei Salomão. Este poder despótico e opressivo era justificado como 
produto da vontade de Deus, já que a monarquia hebraica era 
teocrática. Apesar dessa dominação ideológica, ocorreram várias 
revoltas ao final do governo de Salomão. 
 
Após a morte de Salomão ocorreu a Cisma, ou seja, a divisão das 
tribos hebraicas em dois reinos: Israel, com capital em Samaria, e 
Judá, com capital em Jerusalém. Roboão, filho e sucessor legítimo 
de Salomão, governava Judá enquanto seu irmão, Jeroboão, 
governava Israel. A Cisma foi provocada pelas diferenças 
econômicas entre o Norte e o Sul da Palestina. Israel (norte) era 
mais urbana e mercantil enquanto Judá (sul) era mais agrária e 
pastoril. 
Em Israel, Jeroboão foi negligente quanto ao politeísmo e ao 
paganismo, tendo ocorrido até uma tentativa de implantação do 
culto a Baal, deus dos fenícios. Contra esses desvios, insurgiram-
se profetas como Elias. 
 
A divisão hebraica ocorrida com a Cisma fragilizou política e 
militarmente os hebreus. Em torno de 722 a.C. o reino de Israel foi 
invadido e anexado ao império assírio comandado por Sargão II. 
Dispersos e misturados às várias populações dominadas pelos 
assírios, as dez tribos israelenses acabaram por se extinguir. O 
reino de Judá resistiu durante mais de cem anos a ameaça assíria. 
Contudo, no ano de 586 a.C., os caldeus, comandados por 
Nabucodonosor, pilharam e destruíram Jerusalém. Os judeus 
foram conduzidos como escravos a Mesopotâmia no episódio 
conhecido como Cativeiro Babilônico, que durou cinqüenta anos. 
Ciro, rei da Pérsia, derrotou os Caldeus e permitiu aos hebreus o 
regresso a Jerusalém. Em 332 a.C. a Palestina foi ocupada pelas 
tropas do rei da macedônico Alexandre Magno, passando depois 
para o controle do Egito comandado pelo Faraó Ptolomeu. Em 63 
a.C. a Palestina foi conquistada pelos romanos, liderados pelo 
general Pompeu. No ano de 70 d.C., os romanos tentaram 
construir um templo pagão em homenagem aos seus deuses em 
Jerusalém. Os judeus se revoltaram contra a profanação da sua 
cidade sagrada. Os romanos puniram os judeus com a Diáspora, 
destruição de Jerusalém e dispersão dos judeus pelo mundo. 
 
RELIGIÃO 
Em meio a tantos povos politeístas, os hebreus se destacavam 
pela crença em um único Deus – monoteísmo. Isto não quer dizer 
que os hebreus sempre foram monoteístas ou que desenvolveram 
a primeira crença monoteísta da História. 
 
O Egito viveu a primeira experiência monoteísta com a fracassada 
tentativa do Faraó Amnófis IV em implantar o culto ao Deus Aton, 
mas foram os hebreus que, de fato, desenvolveram a crença em 
um único Deus. 
 
A religião hebraica pré-mosaica era politeísta (crença em vários 
deuses), animista (deificação de espíritos que supostamente 
habitam a natureza), mágica e com sacrifícios de animais. Moisés, 
influenciado pela experiência monoteísta egípcia, consolidou a 
crença em um único Deus, Iavé. Ocorria assim a “monolatria 
nacional”, na qual os hebreus, embora reconhecessem a existência 
de outros deuses, cultuavam apenas o seu Deus protetor das 
viúvas, dos órfãos e vingador dos inimigos da nação. 
 
Nas suas primeiras manifestações, Deus mostrava-se irascível, 
capaz de julgamentos tanto maus quanto bons, punindo 
arbitrariamente os que pecavam, mesmo que sem intenção. Neste 
momento os hebreus ainda não tinham Deus como onipotente, 
haja visto que a sua “jurisdição” limitava-se apenas ao território 
hebraico. 
Os profetas tiveram um papel importante no combate às influências 
religiosas estrangeiras. Elias matou sacerdotes que cultuavam o 
Deus Baal. Merece destaque profetas como Amós, Oséias, Isaías 
e Miquéias que reformaram a religião com base na crença 
monoteísta que Iavé é o único Deus e senhor do universo. Os 
deuses de outras civilizações não existem. 
 
De uma forma geral a religião hebraica era monoteísta (crença em 
um único Deus), salvacionista ou messiânica (esperava a vinda 
de um messias, filho de Deus, libertador dos homens), e ética 
Aula 2 – Civilização Hebráica 
 
 
 
 
 
19 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
(existem normas criadas por Deus e que devem ser seguidas: 
justiça, generosidade, amor do próximo, etc.). 
 
A doutrina do judaísmo está contida no Velho Testamento Bíblico. 
Os judeus acreditam que ainda vai vir o Messias salvador que, 
conduzido por Deus, guiará os homens para a salvação eterna. O 
cristianismo é uma dissidência do judaísmo e acredita que o 
salvador já foi enviado por Deus: Jesus, que morreu na cruz para 
libertar o homem do pecado. Ao Antigo Testamento os cristãos 
acrescentaram o Novo Testamento. O islamismo, doutrina baseada 
nos ensinamentos de Maomé, foi fortemente influenciado pelo 
judaísmo e pelo cristianismo. 
 
ECONOMIA E SOCIEDADE 
A economia hebraica primitiva era baseada na organização 
comunitária, no trabalho coletivo e na propriedade comunal. Os 
primeiros hebreus foram sobretudo pastores e nômades. A fixação 
à terra, na Palestina e o desenvolvimento do comércio e da usura 
provocaram o aparecimento de uma sociedade de classes. 
 
A família hebraica era patriarcal. A mulher possuía status inferior 
ao homem e para os hebreus as maiores virtudes femininas eram a 
obediência e a submissão. A partir do aparecimento da 
propriedade privada a sociedade hebraica se dividiu em classes e 
o escravismo se desenvolveu. 
 
ASPECTOS CULTURAIS 
Os hebreus não se destacaram no campo científico, não possuíam 
maiores habilidades artísticas ou arquitetônicas. O Templo de 
Jerusalém, principal obra da arquitetura hebraica, foi produto dos 
arquitetos fenícios. Contudo os Hebreus merecem destaque no 
direito, literatura e filosofia. Todos estes assuntos possuíam uma 
ligação íntima com a religião monoteísta hebraica. 
 
A principal obra do direito judaico foi o Código Deuteronômico, 
bastante progressista frente às leis do seu tempo e estabelecendo 
várias medidas avançadas como a liberalidade frente ao pobre e 
ao estrangeiro, a libertação dos escravos após seis anos de 
serviço, a orientação de que juízes e funcionários fossem eleitos 
pelo povo e a proibição da cobrança de juros em qualquer 
empréstimo realizado por um judeu... a outro judeu. 
 
A grande obra da literatura hebraica foi o Antigo Testamento 
composto por 39 livros que versam sobre a origem do homem e do 
mundo, textos jurídicos e sacerdotais, narrativas históricas, salmos, 
provérbios, livros e proféticos e poemas de amor. Há controvérsias 
entre os historiadores tanto quanto a originalidade dos textos 
bíblicos quanto ao período histórico da sua produção. 
Na filosofia, os hebreus desenvolveram teses sobre a vida e o 
destino dos homens. Seus livros com conteúdo filosófico mais 
elaborados são o livro dos provérbios, o livro Apócrifo do 
Eclesiastes e Eclesiásticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 20 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
Entre as principais características da Civilização Hebraica, merecem destaque especial:a) A religião politeísta em que as figuras mitológicas de Abraão, Isaac e Jacó formavam uma tríade 
divina. 
b) A criação de uma federação de cidades autônomas e independentes (cidades Estado) controladas 
por uma elite mercantil. 
c) A criação de um alfabeto (aramaico) que seria incorporado e aperfeiçoado pelos egípcios, tornando-
se conhecido como escrita hieroglífica. 
d) As práticas religiosas caracterizadas pela crença na existência de um único Deus (monoteísmo) e 
no messianismo, pois acreditavam na vinda de um messias libertador do povo hebreu. 
e) As inovações tecnológicas desenvolvidas na agricultura, possibilitando grande crescimento da 
produtividade agrícola na região palestina. 
 
Questão 02 
Entre as civilizações da antigüidade, que tiveram o Mar Mediterrâneo como cenário no seu 
desenvolvimento, destacaram-se os hebreus (Judeus, Israelitas), por terem sido o primeiro povo 
conhecido que afirmou sua fé em um único Deus. As bases da história da filosofia, da religião e das 
leis hebraicas estão contidas na Bíblia, cujos relatos, em parte confirmados por achados 
arqueológicos, permitem traçar a evolução histórica e cultural do povo hebreu e identificar suas 
influências sobre outras civilizações. 
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s) nas suas referências à cultura hebraica. 
01. Os hebreus destacaram-se em diferentes áreas do conhecimento humano e nos legaram os livros 
do Antigo Testamento (Torá). 
02. O vínculo visível das influências do judaísmo sobre o cristianismo está na pessoa de Cristo, 
considerado o Messias pelas duas religiões. 
04. Entre os princípios religiosos contidos na Bíblia está o politeísmo, isto é, a crença em muitos 
deuses. 
08. O cristianismo e o islamismo, religiões que têm hoje milhões de seguidores, receberam influências 
do judaismo. 
16. O Pentateuco, o Talmud e o Alcorão representam o conjunto dos escritos que reúnem os preceitos 
do judaísmo. 
 
Questão 03 
"Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem a seu servo, nem a sua serva, nem seu boi; nem seu 
jumento, nem coisa alguma que pertença ao próximo". 
 (Êxodo: 21,27 in: AQUINO et alii - História das Sociedades. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1980, p. 136) 
 
Com base no texto acima, podemos dizer que: 
a) a sociedade hebraica, na Antigüidade, não chegou a conhecer a propriedade privada; 
b) a princípio, a economia entre os hebreus baseou-se na agricultura, depois, na pecuária; 
c) o servo na sociedade hebraica, tinha os mesmos direitos e obrigações que o da sociedade feudal do 
Ocidente; 
d) a mulher possuía, na sociedade hebraica, status inferior ao do homem; 
e) o texto acima, por estar contido na Bíblia, não pode ser usado como fonte de conhecimento 
histórico. 
 
Questão 04 
Os hebreus desenvolveram sua civilização no primeiro milênio antes de Cristo. A respeito dela 
podemos afirmar corretamente que: 
a) a importância da história da civilização hebraica se expressa, especialmente, através da formação 
de um Estado centralizado. 
b) a civilização hebraica apresenta traços específicos que decorrem do seu distanciamento frente às 
demais culturas do Oriente Próximo. 
c) a importância do estudo dos hebreus se justifica pelo monoteísmo ético que surge e se desenvolve 
entre eles, constituindo-se um ponto de partida para o cristianismo e o islamismo. 
d) os antigos hebreus têm como livro sagrado o Novo Testamento, que compreende vários outros 
livros, dentre os quais está o Gênesis, que trata da Criação. 
e) a antecedência da civilização hebraica à sumeriana explica a presença de mitos semelhantes nas 
duas culturas. 
Anotações 
 
	SEMANA 02 - H. GERAL - CIVILIZAÇÃO HEBRÁICA - MONTEIRO JR - após correção do professor