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Aula 34 – Outros Conflitos no Oriente Médio 189 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência território iraquiano sob a alegação de que o presidente Saddam Hussein mantinha um arsenal de armas químicas que ameaçavam a paz mundial. Mesmo não provando a existência do arsenal bélico iraquiano, o governo norte-americano conseguiu promover o julgamento e a posterior condenação do ditador Saddam Hussein. O novo governo empossado ainda não conseguiu legitimar-se e seu poder se mantém com o auxílio direto de tropas militares internacionais que chegam a um contingente de 150 mil soldados estrangeiros. Ao invés de afugentar os grupos radicais do cenário político iraquiano, a intervenção dos EUA incentivou o crescimento dos grupos fundamentalistas islâmicos do Oriente Médio. De acordo com alguns analistas, o governo norte-americano tinha outras intenções com o processo de ocupação. Segundo estes, vários acordos financeiros foram criados para que os Estados Unidos garantissem a posse sob as reservas de petróleo daquele país. Passados mais de cinco anos da invasão, o Iraque ainda sofre com um grande problema de infraestrutura que, depois da guerra, se tornou ainda mais grave. A população civil parece viver uma situação ainda mais complicada. Depois da invasão, os vários atentados contra civis colocam o país sob ameaça terrorista. Algumas estimativas dizem que a presença norte-americana já foi responsável por mais de 40 mil mortes. Ainda assim, os Estados Unidos comemoraram a prisão de alguns importantes lideres de organizações terroristas escondidas no Iraque. Nos Estados Unidos e em outros países algumas manifestações se colocam contra a presença norte-americana no Oriente. Várias nações aliadas aos EUA já fizeram a retirada de suas forças dos territórios iraquianos. Enquanto isso, os conflitos se estendem e as incertezas distanciam a autonomia política das instituições e da população iraquiana sob seu país. Fonte: http://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/invasao-americana- no-iraque.htm 190 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM Questão 01 "Queremos um Exército livre, orgulhoso e sólido. (...) Unam-se [os militares] à maioria do povo e deixem de assassinar os filhos do Irã. (...) Queremos que vocês (os generais iranianos) sejam independentes dos assessores norte-americanos. Vocês não desejam isso generais? Aconselho-os a ficarem do lado do povo. (...) Não desejamos um sistema militar que alguém [Estados Unidos] possa dirigir para nós (...). Demos petróleo aos EUA e eles nos deram de volta armas, mas isso foi uma trapaça. Os EUA nos forçaram a manter bases e assessores militares. Assim, eles usaram nossas reservas de petróleo em seu próprio benefício (...). Peço a Deus que corte a mão [pena que deve ser imposta aos ladrões, segundo o Corão] de todos os assessores e funcionários estrangeiros que vivem no Irã (...). Nossa luta continuará até deportamos os principais criminosos (...). Nossa vitória final será quando todos os estrangeiros deixarem o país e deixarem de orientar nosso Exército.” O fragmento acima é parte do discurso proferido pelo aiatolá Ruhollah Khomeini em Teerã, no dia 1 de fevereiro de 1979, após retornar de um exílio de 15 anos. O retorno do velho clérigo islâmico assinala um momento decisivo no processo que ficou conhecido como Revolução Islâmica (ou Revolução Iraniana). O trecho do discurso de Khomeini aponta para: a) a tendência de instalação de um governo laico e neutro em relação às disputas entre os EUA e a URSS no período da Guerra Fria; b) a iminência do retorno do xá Rheza Pahlevi, que abandonara o país e se refugiara na Europa, para sufocar o processo revolucionário; c) a formação de um governo de conciliação entre a facção sunita, favorável à modernização do Irã, e a facção xiita, notadamente conservadora. d) o conflito entre os interesses dos EUA no Irã e o caráter antiamericano da revolução liderada por Khomeini; e) a pressão da URSS para que Khomeini rompesse com a influência militar dos EUA no Irã, filiando o país ao Bloco Socialista. Questão 02 Foi na tevê de uma lanchonete do aeroporto de Curitiba que vi a imagem, um tanto onírica, de uma das torres do World Trade Center perfurada no terço superior e emitindo labaredas que subiam num rolo de fumaça contra o límpido céu azul de uma manhã de outono. (...) Naquele dia, George Bush se escondeu. Quando reapareceu, o mundo estava irremediavelmente transformado. Começava a “primeira guerra do século 21”, um conflito que a Casa Branca crismou, numa desastrada declaração inicial, como uma “cruzada” em defesa da “civilização” (...). MAGNOLI, Demétrio. Terror Global. São Paulo: Publifolha, 2008, p. 5-6. No fragmento acima, o professor e jornalista Demétrio Magnoli relembra os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, que mataram 3 000 pessoas de 54 nacionalidades e das principais religiões – inclusive muçulmanos – e alteraram, de forma decisiva, os rumos do século XXI. Entre as principais transformações/consequências do 11 de Setembro, destaca-se a) a derrocada da supremacia mundial dos Estados Unidos da América e a ascensão de uma nova ordem internacional centrada no Oriente Médio. b) a projeção da figura de Osama Bin Laden, líder da rede terrorista Al Quaeda, como herói na maior parte do mundo islâmico. c) a crescente simpatia da sociedade ocidental para com o Islã, contribuindo de forma decisiva para a expansão da fé muçulmana. d) o recrudescimento do fundamentalismo islâmico sob a tutela do governo sunita dos aiatolás iranianos. e) a redefinição da política externa norte-americana com base no direito de ações armadas unilaterais contra Estados que apoiam o terrorismo. Questão 03 No dia 1˚ de maio de 2011, Barack Obama comunicou ao mundo a morte de Osama bin Laden. Enclausurado numa casa-bunker situada na cidade paquistanesa de Abbottabad, o líder da al-Quaeda foi morto a tiro durante uma invasão noturna montada pelos agentes do SEAL, a tropa especial naval americana. Obama também revelou que os comandos resgataram o cadáver de bin Laden, transportando-o para o porta-aviões USS Carl Vinson, e, depois, observados os ritos fúnebres islâmicos, lançaram-no ao Mar da Arábia. Chegava assim ao término da caça ao homem que quase uma década levou os Estados Unidos a prosseguir em um “guerra global contra o terrorismo”, dispendiosa e repleta de sangue. Anotações Aula 34 – Outros Conflitos no Oriente Médio 191 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Não obstante as esporádicas manifestações de regozijo popular que acompanharam o anúncio do presidente Obama, a morte de Osama bin Laden suscitou uma interrogação mais profunda e consideravelmente mais premente: terminara a guerra global contra o terrorismo desencadeada por George W. Bush na sequência dos ataques a Nova York e Washington? RATO, Vasco. Compreender o 11 de Setembro. São Paulo: Babel, 2001, p. 13. A morte do terrorista Osama bin Laden, responsável por comandar os ataques de 11 de setembro de 2001 contra alvos civis e militares nos EUA, encerra uma etapa da “guerra global contra o terrorismo” empreendida pela Casa Branca como parte da política externa conhecida como a) Destino Manifesto. d) Doutrina Truman. b) Doutrina Bush. e) Aliança para o Progresso. c) Política do Big Stick. Questão 04 “No próximo domingo, o atentado terrorista às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e a outros alvos nos Estados Unidos completa 10 anos. O ataque mudou a história do país e marcou o mundo todo. Em 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al Qaedaforam jogados contra as torres gêmeas. Outra aeronave caiu no prédio do Pentágono, em Washington DC. Um quarto avião foi derrubado em uma cidade do estado da Pensilvânia. Ele ia em direção a Washington, mas caiu quando os passageiros e a tripulação tentaram dominar os terroristas e retomar o controle. Quase três mil pessoas morreram nos ataques. Quem tinha idade suficiente para se dar conta do impacto daquele acontecimento ainda hoje consegue se lembrar de onde estava quando recebeu a notícia. Com a ajuda da cobertura ao vivo da imprensa internacional, as cenas da tragédia ganharam o mundo e chocaram até os que não eram exatamente fãs dos EUA.” (Disponível em: <http://exame.abril.com.br/economia/mundo/album-de-fotos/11 de-setembro-cenas-do-dia-que-mudou- a- historia-dos-eua>. Acesso em: 3 set. 2011). A imprensa tem divulgado muitas notícias acerca dos atentados terroristas, nos Estados Unidos, há dez anos. O governo norte-americano vem tomando medidas no sentido de evitar que novos ataques aconteçam. Sobre esses ataques, podemos afirmar que: a) foram planejados por Saddam Hussein, notável inimigo dos Estados Unidos, que se aliou à rede terrorista Al Qaeda. b) no dia 11 de setembro de 2001, dois aviões foram jogados sobre o principal símbolo religioso dos norte- americanos, o World Trade Center, lugar que estava repleto de pessoas em oração. c) o ódio da Al Qaeda aos Estados Unidos se justifica, em grande parte, devido à perseguição norte- americana ao Estado de Israel. d) os atentados de 11 de setembro mudaram a forma de os norte-americanos se comportarem, desencadeando uma verdadeira caça aos comunistas. e) os atentados de 11 de setembro mostraram ao mundo a vulnerabilidade dos Estados Unidos e despertaram nos norte-americanos um sentimento de ódio a Osama Bin Laden, culminando com sua morte, no Paquistão, em maio de 2011. Questão 05 O site Wikileaks, que tem como fundador o australiano Julian Paul Assange, ficou conhecido em 2010 por revelar milhares de documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos EUA. Uma mensagem da Secretaria de Estado dos EUA à embaixada americana em Assunção relatou a preocupação do governo americano da época, com a suposta presença de organizações como Al Qaeda, o Hizbollah e o Hamas na tríplice fronteira (entre Brasil, Argentina e Paraguai), o que nunca foi confirmado. Estas três organizações são, respectivamente: a) uma organização paramilitar então chefiada por Osama bin Laden, uma milícia fundamentalista islâmica xiita sediada no Líbano e uma organização palestina, de orientação sunita, que governa a faixa de Gaza. b) uma organização paramilitar sediada no Afeganistão, uma milícia fundamentalista chechena e uma organização palestina xiita que controla a faixa de Gaza. c) um grupo paramilitar iraquiano xiita, uma milícia fundamentalista saudita e um grupo paramilitar iraniano. d) uma milícia fundamentalista iraniana, uma organização palestina que controla a faixa de Gaza e uma organização terrorista Líbia que era controlada por Muammar al-Gaddafi. e) uma organização terrorista síria, um grupo paramilitar afegão e uma organização palestina de orientação sunita, que comanda a faixa de Gaza. Anotações 192 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. Questão 06 A imagem acima foi capturada no mês de julho de 2010, na região conhecida como Times Square, em New York, EUA. Patrocinado pela organização UANI, o gigantesco painel foi instalado numa área de grande movimentação de pessoas. Estima-se que seja visto, diariamente, por mais de 200 mil transeuntes, incluindo norte-americanos e estrangeiros que visitam a cidade. A mensagem comunicada pelo painel deve ser analisada no contexto a) do esforço da Casa Branca em combater os regimes totalitários que ainda se mantém de pé em várias partes do mundo. b) da reação do mundo ocidental à escalada de violência nos conflitos entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza. c) da oposição dos norte-americanos ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, visto como o próximo aiatolá a assumir o poder. d) das tensões diplomáticas entre Washington e Teerã, devido à recusa dos iranianos em abandonar seu programa nuclear. e) do Decreto Patriota, que prevê intervenções armadas norte-americanas em países pertencentes ao “eixo do mal”. Questão 07 A Guerra anglo-americana contra o Iraque desconsiderou os apelos internacionais por uma saída diplomática e a posição do próprio Conselho de Segurança. Entre os argumentos dessa coalizão para a guerra, estão: I - a suspeita de que o Iraque tivesse armas de destruição em massa. II - a suspeita de que o governo iraquiano estivesse dando apoio aos vários grupos terroristas. III - a suspeita de que o Iraque estivesse se preparando para atacar Israel, seu inimigo mais próximo. IV - a necessidade de atacar preventivamente o Iraque antes que ocorressem outros ataques semelhantes ao 11 de Setembro. V - o “estado de exceção”, argumento usado pela coalizão para desconsiderar as convenções de guerra e a posição do Conselho de Segurança da ONU. Assinale a alternativa correta: a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Somente as afirmativas I, II, III e IV estão corretas. c) Somente as afirmativas I, II, IV e V estão corretas. d) Somente as afirmativas III, IV e V estão corretas. e) Nenhuma das afirmativas está correta. Questão 08 Em março de 2002, duas colunas de luz preencheram os lugares vazios das Torres Gêmeas destruídas no 11 de setembro de 2001. Na solenidade, que assinalou os seis meses dos atentados, rodeado por parentes das vítimas e representantes dos Estados que participaram da “coalizão contra o terror”, o presidente dos EUA evocou a “causa e a missão” nacionais: “Cada uma das nações deve saber que, para os Estados Unidos, a guerra ao terror não é apenas uma política – é um compromisso”. Nessa guerra, “não há imunidade e não pode existir neutralidade”. Fonte: Magnoli, Demétrio. O Grande Jogo – Política, Cultura e Idéias em Tempo de Barbárie. São Paulo: Ediouro, 2006, p. 42 (com cortes e adaptado) Considerando as relações de poder entre as nações, o episódio descrito no texto acima apresenta o seguinte significado histórico-geográfico: a) Crise do capitalismo no continente asiático. b) Derrubada do regime fundamentalista islâmico. c) Crescimento do poder da Organização das Nações Unidas. d) Expressão de nascimento e consolidação da Doutrina Bush. e) Adoção de normas éticas de conduta para o fortalecimento do direito internacional. Anotações Aula 34 – Outros Conflitos no Oriente Médio 193 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Questão 01 Cerca de 90% da população do Oriente Médio é muçulmana. O Islã, no entanto, está longe de ser uma fé monolítica. (...) Ainda que não disponhamos de estatísticas confiáveis, um cálculo criável aponta que 65% dos muçulmanos do Oriente Médio são sunitas e uns 30%, xiitas. (SMITH, Dan. O Atlas do Oriente Médio. São Paulo: Publifolha, 2008.) Em relação aos conflitos religiosos do Oriente Médio, é possível afirmar que a) a disputa religiosa entre judeus e muçulmanos nunca atrapalhou o amplo intercâmbio comercial na região. b) os muçulmanos se mantêm politicamente unidos e xiitas e sunitas jamais se opuseram ou se enfrentaram. c) islamismo, judaísmo e cristianismo nasceram na região, mas só os muçulmanos conservaram seus lugares santos. d) os judeus reivindicam o controle territorial completo do Oriente Médio, pois são maioria em todos os países da região. e) a maior população muçulmana não impediu a formação de um Estado judeu, nem proporcionou a criação de um Estado palestino. Questão 02 Leia o texto a seguir: "As religiões, que em princípio, deveriam servir para aperfeiçoar o ser humano,aproximando-o da divindade têm sido responsáveis por manifestações acabadas de fanatismo. Massacres, torturas, guerras, perseguições, intolerância e outras atitudes e práticas deploráveis têm testemunhado o que de pior o ser humano apresenta, e muitas vezes tais atrocidades são feitas em nome de Deus." (PINSKY, J.; PINSKY, C. Orgs. "Faces do fanatismo". São Paulo: Contexto, 2004. p.15.) Sobre os conflitos históricos e religiosos que ocorrem no período contemporâneo, é correto afirmar: a) A derrubada pelos aiatolás xiitas da monarquia iraniana protegida do governo estadunidense, reacendeu na região uma série de conflitos de caráter religioso, político e cultural, tendo se desdobrado em um conflito contra o Iraque. b) Os cristãos ortodoxos radicados em Istambul são resultantes da diáspora árabe e utilizam-se de sua concepção política e religiosa para combater, ao lado dos aliados, a presença militar sionista que ocupou a Cisjordânia para explorar os poços de petróleo da região. c) No período da Guerra Fria, a URSS, aliada dos Talebans, infiltrou-se no Afeganistão com uma ideologia religiosa e, ao dominarem o país, construíram um corredor de transporte seguro para o escoamento de sua produção de petróleo para o Golfo Pérsico. d) A concepção religiosa politeísta da Índia traduziu os textos divinos, "Devas", em ensinamentos apreendidos por cristãos e muçulmanos que os utilizaram na realização de uma guerra de cisão interna, levando à criação dos estados do Paquistão e do Sri Lanka. e) No conflito da Bósnia-Herzegovina, os sérvios, em sua maioria muçulmanos entraram em guerra contra os albaneses, por estes terem ocupado militarmente a região da Eslovênia e realizado um massacre contra os habitantes que professam o islamismo. Questão 03 Em janeiro de 1979, Reza Pahlevi, Xá do Irã, frente à crescente oposição política e popular, fugiu do país criando uma crise política que culminou com a vitória dos partidários do clérigo xiita Ruholá Khomeini. Assinale a alternativa que indica corretamente a política da República Islâmica do Irã após a revolução: a) A nacionalização dos recursos naturais impedia o processo de exploração do petróleo pelas grandes empresas multinacionais que, até então, tinham sede no país. b) A adesão do Irã à União das Repúblicas Socialistas Soviética, o que agravou ainda mais tensões da chamada segunda Guerra Fria. c) A criação de um sistema político multipartidário e democrático. d) A imediata declaração de "guerra santa" contra os sunitas do Iraque, governado nessa época por Saddam Hussein. e) Aceitação da existência de um Estado judeu na Palestina e o estabelecimento de relações diplomáticas com Israel. Questão 04 O fundamentalismo islâmico começa a ser mais comentado como fenômeno político e religioso a partir do final da década de 70 deste século. Identifique a opção que contém os principais eventos que inauguraram tal notoriedade: a) Invasão do Kuwait pelo Iraque e Guerra do Golfo. b) Exílio do xá do Irã e proclamação de uma República Islâmica naquele país, sob liderança dos aiatolás. c) Crise de Suez e intervenção franco-britânica na Zona do Canal. d) Deposição do rei da Líbia e estabelecimento de um regime islâmico por Muammar Khadafi. e) Deposição do rei Farouk do Egito e proclamação de uma República Islâmica por Gamal Abdel Nasser. Questão 05 As dificuldades de construção da paz no Oriente Médio estão ligadas a diversos conflitos históricos que marcaram a convivência dos povos da região ao longo do século XX. Assinale a opção que apresenta corretamente um desses conflitos: a) Na Palestina, a origem do conflito árabe-israelense remonta à Declaração Balfour (1917) que, ao final da Primeira Guerra Mundial, submeteu esse país à administração inglesa comprometida com a criação do Estado de Israel. b) No Egito, o protetorado francês sobre a monarquia árabe reinante impediu o golpe de estado liderado por Gamal Nasser, reconhecendo a soberania de Israel sobre o canal de Suez (1956). c) Em Israel, a Guerra dos Seis Dias (1967) acarretou a perda dos territórios da península do Sinai e da faixa de Gaza para a 194 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. Coligação Árabe, o que agravou os conflitos na região até a devolução desses territórios pelos acordos de Camp David. d) No Líbano, a guerra civil (1975), que opôs cristãos, palestinos e muçulmanos, encerrou-se com a invasão jordaniana do território libanês e a divisão do norte do país entre a Síria e a Turquia. e) No Irã, a revolução liderada pelo aiatolá Khomeini (1979) substituiu a dinastia Pahlevi, aliada política e militarmente à União Soviética, por uma República Islâmica fundamentalista. Questão 06 "Depois de enfrentar problemas financeiros, que repercutiram na situação política interna, as monarquias do Golfo Pérsico se beneficiam de um fluxo extraordinário de divisas, graças ao alto preço do petróleo. (...) em todos esses países, há dois denominadores comuns: Estados ineficientes e perdulários e desemprego alto. O desemprego atinge a geração jovem, do chamado baby boom da alta do petróleo dos anos 70. Os desempregados se escoram no generoso sistema de proteção social, outro traço comum dessas monarquias, que têm como tradição, calcada nos petrodólares, garantir o conforto dos cidadãos do nascimento à morte. (...) Essas regalias, que sempre amorteceram qualquer descontentamento político, tiveram que ser revistas nos últimos anos, por causa do alto custo da Guerra do Golfo, bancado sobretudo pela Arábia Saudita..." O texto permite estabelecer uma relação de causa e efeito entre a) miséria e dívida externa. b) austeridade e petrodólares. c) preço do petróleo e estabilidade política. d) gastos excessivos e baixo preço do petróleo. e) incompetência administrativa e esgotamento do petróleo. Questão 07 "O Oriente Médio é, sem dúvida, o local mais explosivo do mundo contemporâneo. A região fazia parte do Império Otomano, tornando-se protetorado franco-britânico após a I Guerra Mundial. Tal como ocorria na Ásia e na África, após a II Guerra iniciou-se o processo de descolonização, mas, em função da Guerra Fria e dos interesses petrolíferos, esse processo foi extremamente tumultuado." (Marques,A.; Berutti, F. e Faria, R. História do tempo presente,Textos e Documentos 7. São Paulo: Ed. Contexto, 2003, p.169.) Em relação ao Oriente Médio, os fatos relacionados às questões explosivas na região são: a) Criação do Estado de Israel, Formação da OLP e Guerra do Golfo. b) Guerra Irã x Iraque, Guerra do Yom Kippur e Revolução Sandinista. c) Guerra dos Seis dias, Formação da OLP e Guerra das Coréias. d) Formação do Estado da Palestina, Ocupação da faixa de Gaza e Nacionalização do canal de Suez. e) Guerra do Vietnã, Guerra do Irã x Iraque e Guerra do Golfo. Questão 08 Do final dos anos 1970 até hoje, Irã e Iraque estiveram constantemente no noticiário internacional. Entre outros motivos, devido à: a) revolução no Irã, em 1978-1979, que acabou com a monarquia pró-Estados Unidos no país e instalou um regime islâmico xiita, controlado pelos aiatolás, que passaram a pregar a guerra santa contra seus opositores. b) Guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1989, conflito típico da Guerra Fria, pois os dois países representavam, respectivamente, os interesses dos Estados Unidos e da União Soviética, em sua disputa pelo controle global. c) ocupação do Kuwait, país vizinho, por tropas do Iraque, em 1990, na disputa por campos petrolíferos, com a intenção explícita de aumentar a produção de petróleo iraquiana e diminuir seu preço no mercado internacional. d) Primeira Guerra do Golfo, em 1991, quando os Estados Unidos atacaram o Iraque a pedido dos governos iraniano e kuwaitiano, depuseram o regime islâmico e implantaram uma democracia representativa. e) Segunda Guerrado Golfo, em 2003, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) convocou os Estados Unidos e a Inglaterra para que invadissem o Iraque e expropriassem suas áreas petrolíferas. Questão 09 O Governo do Presidente Jimmy Carter (1977-1980) correspondeu a um contexto em que a) a política externa dos EUA encobriu as denúncias de violação de direitos humanos, como torturas, prisões políticas e assassinatos cometidos pelas ditaduras militares latino-americanas. b) a Revolução Islâmica no Irã, liderada pelo Aiatolá Khomeini, derrubou o governo do Xá Reza Pahlevi, aliado dos EUA, para implantar um regime antiocidente e que defendia os fundamentos do islamismo. c) a Revolução Sandinista, na Nicarágua, de inspiração Marxista, terminou com o longo período de dominação da família Somoza, instalando um governo aliado dos EUA. d) na América Central, intensificou-se a Guerra Fria, pois o governo de Carter financiou guerrilhas pró-EUA na Nicarágua e em El Salvador. e) no Brasil, a Ditadura militar não permitiu qualquer medida para a abertura política e anistia àqueles que tinham participado da luta armada. Questão 10 Tavares, F. O Dia em que Getúlio matou Allende. 4a. ed., Rio de Janeiro: Record, 2004. Disponível em: www.oglobo.globo.com, capturado em 25/08/2009.