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PESSOAS, FAMILIA E SUCESSÕES MELISSA PATRÍCIA DA SILVA FREITAS - 1352114203 JOSE PABLO FERREIRA DA SILVA- 1352120702 JÚLIO CESAR ESPÍNDOLA DA SILVA- 1352121020 2023.1 MELISSA PATRÍCIA DA SILVA FREITAS JOSE PABLO FERREIRA DA SILVA JÚLIO CESAR ESPÍNDOLA DA SILVA ATIVIDADE Atividade apresentada ao Centro Universitário dos Guararapes (UniFG) como requisito para obtenção de nota no curso de extensão de Direitos Humanos nas escolas, prof:Isaac e Erick. Seguindo as diretrizes em vigor da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 2023.1 PESSOAS, FAMILIA E SUCESSÕES PROFS. ISAAC E ERICK A3 E-mail – isaac.silva@unifg.edu.br *O envio deve ser feito no formato PDF *Deve constar o nome de todos os integrantes do grupo com ate 05 integrantes. CASO PRÁTICO: Sergio 50 anos, casado com Paula 40 anos desde 2010, tendo nascido desta relação 02 filhos, Carlos 20 anos e Cassia 15 anos, este casal vem a adotar uma menina, Joana no ano de 2019 criança possuindo na época 04 anos. Sergio acaba conhecendo a mãe biológica de Joana, Flavia 23 anos e acaba relacionando-se com esta, na mesma época da adoção, tendo em vista que Flavia tinha ciência que Sergio era casado a época. O casal Sergio e Paula são casados sob o regime de comunhão parcial de bens, tendo estes como bens adquiridos durante a relação um patrimônio estimado em 4 milhões de reais, já Sergio antes do casamento possuía 02 casas cada uma avaliada em 1 milhão de reais, já Paula não possuía bens anteriores ao casamento, mas recebeu uma herança avaliada em 1 milhão de reais. Responda de forma justificada: a) Carlos poderia casar com Flavia? Sim, Carlos poderia se casar com Flavia pois não existe impedimento previsto no art. 1521 Código civil Art. 1.521. Não podem casar: I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil; II - os afins em linha reta; III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante; IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive; V - O adotado com o filho do adotante; VI - As pessoas casadas; VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte. b) Cassia poderia ir morar fora do Brasil sozinha? Não, a legislação veta menores inferiores a 16 anos sem serem emancipados a viajarem desacompanhados sem expressa autorização dos pais segundo a CNJ 131. c) Se Sergio e Paula resolvessem se divorciar como ficaria a partilha dos bens? O casal dividirá o patrimônio avaliado em 4 milhões será dividido na metade, ou seja 2 milhões para cada. Sergio, continuará com suas casas adquiridas ANTES do casamento, pois seu regime era parcial. Paula, ficará com a herança avaliada em 1 milhão de reais pois foi recebida por doação d) Sergio poderia deixar um testamento contemplando Flavia como herdeira? Sim, Sergio poderá colocar Flávia em seu testamento, sabendo que não poderá passar de 50%. e) Flavia tem a possibilidade de litigar judicialmente o reconhecimento de união estável com Sergio, se sim qual a possibilidade de que esta venha a ter êxito? Flávia poderia buscar o reconhecimento judicial de uma união estável com Sérgio, mas seriam necessários elementos que comprovem a configuração dos requisitos legais para tal. Para que uma união estável seja reconhecida, é exigida a comprovação de convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família. No cenário descrito, Sérgio já era casado com Paula no momento em que se relacionava com Flávia. Essa situação traz complicações jurídicas, pois a legislação brasileira reconhece a monogamia, ou seja, a pessoa casada não pode simultaneamente ter uma união estável com outra pessoa. Portanto, não seria possível, mesmo que através de litígio o êxito da situação. Isso pode ser verificado através do Código Civil nos artigos 1521 e 1727, onde fica claro que a relação estabelecida entre Sérgio e Flávia é considerada concubinato. f) Num eventual acidente de carro Sergio veio a falecer, como será dividido o patrimônio deste? No caso de falecimento de Sérgio, a divisão do patrimônio dependerá das regras estabelecidas pelo regime de comunhão parcial de bens. Nesse regime, os bens adquiridos durante o casamento são considerados bens comuns do casal, enquanto os bens que cada cônjuge possuía antes do casamento são considerados bens particulares. É importante considerar também que nesse regime, a herança recebida em vida não se comunica com o patrimônio do casal, ou seja, pertence somente àquele que recebeu a herança, sendo também considerada um bem particular. Com base nas informações fornecidas, o patrimônio comum adquirido durante o casamento é estimado em 4 milhões de reais. Além disso, Sérgio possui duas casas avaliadas em 1 milhão de reais cada, que são consideradas seus bens particulares. Paula, por sua vez, recebeu uma herança avaliada em 1 milhão de reais, que também é um bem particular dela. Portanto, os 4 milhões de reais estimados como patrimônio adquirido durante o casamento seriam divididos igualmente entre Paula e os filhos do casal Carlos, Cássia e Joana, dadas as regras para divisão de bens no regime estabelecido pelo ato do casamento (art. 1660 CC). As duas casas avaliadas em 1 milhão de reais cada, que são bens particulares de Sérgio, provavelmente seriam herdados pelos filhos dos casal, uma vez que, em caso de falecimento, a sucessão é direcionada aos herdeiros legítimos, conforme artigo 1784 do Código Civil.