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F R E N T E 1 31 Voz ativa Temos a voz ativa quando o sujeito da oração é agente, isto é, pratica a ação: Voz passiva analítica A voz passiva analítica ocorre quando a oração apresenta um sujeito paciente e uma locução verbal (verbo ser + particípio): Essa estrutura pode ainda conter um termo acessório denominado agente da passiva: Pronome apassivador A estrutura em que a partícula (ou pronome) apassivadora se encontra é mais concisa, não traz o agente da passiva: Bar TROCAM-SE IDEIAS Para que haja passiva sintética, é preciso que: a) o verbo esteja em terceira pessoa; b) haja a palavra “se”; c) o verbo seja VTD ou VTDI; d) o substantivo seja o sujeito paciente. Deve-se observar ainda se o verbo está concordando com o substantivo, o qual funciona como sujeito. O objeto direto não ocorre na passiva, transfor- ma-se em sujeito paciente. Resumindo LÍNGUA PORTUGUESA Capítulo 7 A palavra “se”32 1 UFU 2017 Analise a presença da partícula se nos exemplos abaixo. A seguir, faça a correspondência dos exemplos com as explicações dadas. I. Se você não chegar cedo, teremos de improvisar um apresentador para o recital. II. Com tantos problemas, vive-se um dia de cada vez. III. Os irmãos, João e Luísa, deram-se as mãos. IV. Naquele condomínio, vendem-se casas. J O se, no exemplo, indica que a frase está na voz passiva, ou seja, o sujeito sofre a ação praticada por outro agente. J O se, nesse caso, é chamado de índice de indeterminação do sujeito. É utilizado em frases cujo sujeito é indeter- minado. J O se, no exemplo, é pronome pessoal. Nesse caso, a ação envolve dois sujeitos, sendo que um pratica a ação sobre o outro e, portanto, ambos sofrem a consequência da ação praticada. J O se, nesse caso, indica uma condição para a oração principal. Exercícios complementares Índice de indeterminação do sujeito Em português, pode-se indeterminar o sujeito na terceira pessoa do plural, sem a palavra “se”; ou na terceira pessoa do singular, com o “se” denominado índice de indeterminação do sujeito: Precisa-se de alimentos e livros. Além do verbo transitivo indireto, é comum o uso de intransitivos nesse tipo de estrutura: Rouba-se muito. Pronome reflexivo ou pronome recíproco A reflexividade ocorre quando o sujeito é agente e paciente, pratica e sofre a ação: Maria cortou-se com a navalha. Na voz reflexiva, observa-se também a presença do pronome recíproco (em vez de a si mesmo, teremos um ao outro): Eles se cumprimentaram. Parte integrante do verbo Como parte integrante do verbo, esse pronome ocorre com verbos que expressam sentimento ou mudança de estado. Alegrou-se ao ver a paz surgir no horizonte. Partícula de realce O pronome de realce servirá para destacar, enfatizar um verbo intransitivo; tal recurso dá mais espontaneidade à ação do sujeito. Foi-se a primeira bomba de chocolate. Quer saber mais? Livro y GREGORIM, Clóvis Osvaldo. Michaelis – Gramática fácil para falar e escrever bem. São Paulo: Melhoramentos, 2016. Site y Português – O seu site da Língua Portuguesa. Disponível em: <www.portugues.com.br>. F R E N T E 1 33 A sequência correta, de cima para baixo, é: A IV, III, II, I III, II, I, IV C II, I, IV, III D IV, II, III, I 2 Unesp 2017 (Adapt.) Leia o soneto “Alma minha gentil, que te partiste”, do poeta português Luís de Camões (1525?-1580), para responder à questão. Alma minha gentil, que te partiste tão cedo desta vida descontente, repousa lá no Céu eternamente, e viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, memória desta vida se consente, não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste. E se vires que pode merecer-te alguma coisa a dor que me ficou da mágoa, sem remédio, de perder-te, roga a Deus, que teus anos encurtou, que tão cedo de cá me leve a ver-te, quão cedo de meus olhos te levou. (Sonetos, 2001.) “Se lá no assento etéreo, onde subiste, memória desta vida se consente,” (2a estrofe) Os termos destacados constituem A pronomes. conjunções. C uma conjunção e um advérbio, respectivamente. D um pronome e uma conjunção, respectivamente. E uma conjunção e um pronome, respectivamente. 3 Col. Naval 2017 O desaparecimento dos livros na vida co- tidiana e a diminuição da leitura é preocupante quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais na formação subjetiva das pessoas. Nos perguntamos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da tele- visão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos. Se em nossa época a leitura diminui vertiginosa- mente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância, nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância em relação às quais os livros são potentes ou impotentes. Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: per- guntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente, alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade, como sinal de um desejo de conhecimen- to, os livros tornam-se inúteis. Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma por estag- nação. A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta. [ ... ] Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não porque o pensamento dependa da gramática ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Nos ensina a interpretar. Nos ajuda, portanto, a elaborar questões, a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar, ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que este outro seja, em um pri- meiro momento, apenas cada um de nós mesmos. Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto simples e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana. Por isso, também, muitos afastam-se dele. Muitos que foram educados para não pensar, pas- sam a não gostar do que não conhecem. Mas há quem tenha descoberto esse prazer que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem - compreensão e diálogo - que sempre está ofertada em um livro. Certa- mente para essas pessoas, o mundo todo - e ela mesma - é algo bem diferente. (TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em http://revistacult.uol.com.br - 31 de jan. 2016 - com adaptações) Em "Nos ajuda, portanto, a elaborar questões[...]." (3o §), há um desvio da modalidade padrão da língua na co- locação do pronome destacado. Em que opção isso também ocorre? A "[...] aquela em que Sócrates se expunha [...]."(2o §) "[...] os livros tornam-se inúteis." (2o §) C "[...] também, muitos afastam-se dele." (4o §) D "[...] é um tipo de experiência que nos ensina [...]." (3 o §) E "[...] o ato da leitura nunca nos engana." (4o §) 4 IFSul 2016 Embarque imediato Não basta passar pelos dias. Viva a partir de agora, com emoção Por Márcia de Luca Neste mundo de turbulências em que estamos vi- vendo, muitas vezes nos sentimos deprimidos. Em certos momentos, parece que tudo está perdido, não é mesmo? Achamos que tudo está diferente, que as pessoas estão . Mas aqui e agora, tome uma atitude firme em sua vida. Mude seu jeito negativo de ser, evitando que suavida seja insignificante. Perdoe erros que você considerava imperdoáveis, tro- que as pessoas insubstituíveis por gente mais leve e solta.