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Alguns casos especiais
Despite / In spite of 
O uso desses conectores só ocorre quando sucedidos 
de uma forma nominal (substantivo) ou um verbo com a 
terminação -ing. Compare:
Although French is an official language in Canada, 
many Canadians do not speak French.
Despite / In spite of being an official language in 
Canada, many Canadians do not speak French.
Despite / In spite of his simplified English, he managed 
to communicate.
As 
O uso desse conector está relacionado a diferentes 
tipos de relação. Observe: 
As I want to move to Paris, I am studying French. (causa: 
equivalente a como)
Please take notes as I speak. (tempo: equivalente a 
 enquanto)
He is known as the best translator in this country. 
(descrição: equivalente a como)
He treated me as he treated his children. (comparação: 
equivalente a como)
As I was saying, global languages are necessary. 
(conformidade: equivalente a conforme)
Orações reduzidas 
Alguns conectores, como though, albeit e as, podem 
ser empregados em orações em que o verbo to be é 
suprimido. Observe:
Translation has played a central (though often 
unrecognized) role in human interaction [...] (although it 
has been often unrecognized)
A global language, albeit necessary, can be sometimes 
a problem. (although it is necessary)
As mentioned above, this was a serious problem. (as it 
was mentioned above)
O Canadá tem duas línguas 
oficiais (inglês e francês) por con-
sequência de sua colonização 
britânica e francesa. Mas não é 
só isso que faz do Canadá um 
país de diversidades. Ele possui 
uma das populações mais cosmo-
politas do mundo; é um país de 
imigrantes. Toronto tem uma taxa 
de imigrantes que representa mais 
de 40% dos habitantes da região 
metropolitana e promove incenti-
vos à diversidade multicultural, por 
meio, inclusive, de políticas ofi-
ciais do governo e de instituições.
Saiba mais
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Exercícios propostos
Texto para as questões 1 e 2. 
If You Can’t Master English, Try Globish
PARIS — It happens all the time: during an airport 
delay the man to the left, a Korean perhaps, starts talking 
to the man opposite, who might be Colombian, and soon 
they are chatting away in what seems to be English. But 
the native English speaker sitting between them cannot 
understand a word.
They don’t know it, but the Korean and the Colombian 
are speaking Globish, the latest addition to the 6,800 
languages that are said to be spoken across the world. 
Not that its inventor, Jean-Paul Nerrière, considers it a 
proper language.
“It is not a language, it is a tool,” he says. “A language 
is the vehicle of a culture. Globish doesn’t want to be that 
at all. It is a means of communication.”
Nerrière doesn’t see Globish in the same light as 
utopian efforts such as Kosmos, Volapuk, Novial or staunch 
Esperanto. Nor should it be confused with barbaric Algol 
(for Algorithmic language). It is a sort of English lite: a 
means of simplifying the language and giving it rules so it 
can be understood by all.
BLUME, Mary. Disponível em: <www.nytimes.com>. 
Acesso em: 28 out. 2013. (fragmento).
1 Enem 2014 Considerando as ideias apresentadas no 
texto, o Globish (Global English) é uma variedade da 
língua inglesa que
A tem status de língua por refletir uma cultura global.
b facilita o entendimento entre o falante nativo e o 
não nativo.
c tem as mesmas características de projetos utópi-
cos como o esperanto.
d altera a estrutura do idioma para possibilitar a co-
municação internacional.
E apresenta padrões de fala idênticos aos da varie-
dade usada pelos falantes nativos.
2 Em sua opinião, quais são os pontos positivos e os 
negativos do Globish? Justifique sua resposta.
Leia o texto a seguir e responda às questões 3 e 4.
George Orwell was the pen name of British author 
Eric Arthur Blair (25 June 1903 – 21 January 1950). Noted 
as a political and cultural commentator, he is among the 
most widely admired English-language writers of the 
twentieth century. During most of his career Orwell was 
best known for his journalism; however, contemporary 
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LÍNGUA INGLESA Capítulo 2 Inglês, uma língua global 22
readers are more often introduced to Orwell as a novelist. 
His most successful books are Animal Farm and Nineteen 
Eighty-Four.
The writer is also known for his insights about the 
political implications of the use of language. His concern 
over the power of language to shape reality is also reflected 
in his invention of “Newspeak”, the official language of 
the imaginary country of Oceania in his novel Nineteen 
Eighty-Four. “Newspeak” is a variant of English in which 
vocabulary is strictly limited by government ordering. The 
goal is to make it increasingly difficult to express ideas that 
contradict the official line – with the final aim of making it 
impossible even to conceive such ideas. A number of words 
and phrases that Orwell invented in Nineteen Eighty-Four 
have entered the standard vocabulary, such as “memory 
hole”, “Big Brother”, “Room 101”, “doublethink”, “thought 
police” and “newspeak”.
 George Orwell. Disponível em: 
<www.saberingles.com.ar/reading/george-orwell.html>. 
Acesso em: 12 ago. 2012. (Adapt.).
3 UEL 2013 De acordo com o texto, George Orwell, pseu-
dônimo adotado pelo escritor britânico Eric Arthur 
Blair,
1 UEL 2014 Leia os textos a seguir.
Texto I
Language carries culture, and culture carries, 
particularly through orature and literature, the entire body 
of values by which we come to perceive ourselves and 
our place in the world. How people perceive themselves 
affects how they look at their culture, at their politics and at 
the social production of wealth, at their entire relationship 
to nature and to other beings. Language is thus inseparable 
from ourselves as a community of human beings with a 
specific form and character, a specific history, a specific 
relationship to the world.
(Ngugi Wa Thiong’o)
GREENBLAATT, Stephen et al. The Norton anthology of English literature. 
8 ed. New York: W. W. Norton & Company, 2005. v. 2. p. 2538.
Texto II
Listen Mr. Oxford Don
Me not no Oxford don 
me a simple immigrant 
from Clapham Common 
I didn't graduate 
I immigrate 
But listen Mr Oxford don 
I'm a man on de run 
and a man on de run 
is a dangerous one 
I ent have no gun 
I ent have no knife 
but mugging de Queen's 
Exercícios complementares
A é mais conhecido dos leitores contemporâneos 
como crítico político.
b escreveu romances que alcançaram pouco suces-
so, entre eles Animal Farm.
c está entre os mais admirados escritores da língua 
inglesa do século XXI.
d evitava fazer menção a questões políticas e sociais 
em suas obras.
E inventou palavras e termos que entraram para o vo-
cabulário da língua inglesa.
4 UEL 2013 De acordo com o texto, Newspeak é uma 
língua fictícia
A que objetiva demonstrar a criatividade linguística 
do autor.
b que se assemelha às línguas de origem latina.
c cujo controle pelo governo objetivava impedir o 
surgimento de gírias.
d cujo propósito é sinalizar o poder da linguagem de 
moldar a realidade.
E cujo vocabulário é controlado pelo governo para 
evitar estrangeirismos.
English 
Is the story of my life
I dont need no axe
(John Agard)
AGARD, John. Mangoes & Bullets: selected and new poems, 1972-84. 
London: Serpent's Tail, 1990. p. 44.
Com base na leitura do texto I, explique a relação en-
tre o eu lírico e a língua inglesa no poema. Justifique 
com exemplos do texto II.
2 Apesar de pertencerem a gêneros diferentes, ambos 
os textos da questão anterior abordam um tema em 
comum. O que o eu lírico do texto II quis dizer com a 
expressão “de Queen’s English”?
Leia o texto a seguir e responda à questão 3.
The predominant paradigms of analysis of the spread 
of English around the world have by and large failedto 
problematize the causes and implications of this spread. The 
spread of English is taken to be natural, neutral, and benefial. 
More critical analysis, however, show that English threatens 
other languages, acts as a gatekeeper to positions of wealth 
and prestige both within nations and between nations and is 
the language through which much of the unequal distribution 
of resources and knowledge operates. Furthermore, its 
spread has not been the coincidental by-product of changing 
global relations but rather the deliberate policy of English- 
speaking countries protecting and promoting their economic 
and political interests.
PENNYCOOK, Alastair. “English in the world / The world in English”. 
In: TOLLEFSON, J. W. (Org.). Power and Inequality in Language Education. 
Cambridge: CUP, 1995: 54.
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3 Unicamp Além de afirmar que o inglês ameaça outras 
línguas e é, em grande parte, responsável pela dis-
tribuição desigual de recursos e conhecimento, que 
outro argumento é utilizado pelo autor do texto para se 
contrapor àqueles que consideram benéfica a expan-
são da língua inglesa?
4 Unicamp 2019
‘Yes, I’m Italian – but I’m not loud, I don’t 
gesticulate and I’m not good with pizza’
Elena Ferrante 
I love my country, but I have no patriotic spirit and 
no national pride. What’s more, I digest pizza poorly, I eat 
very little spaghetti, I don’t speak in a loud voice, I don’t 
gesticulate, I hate all mafias, I don’t exclaim “Mamma 
mia!” National characteristics are simplifications that 
should be contested. Being Italian, for me, begins and ends 
with the fact that I speak and write in the Italian language. 
Put that way it doesn’t seem like much, but really it’s a 
lot. A language is a compendium of the history, geography, 
material and spiritual life, the vices and virtues, not only of 
those who speak it, but also of those who have spoken it 
through the centuries. When I say that I’m Italian because 
I write in Italian, I mean that I’m fully Italian in the only 
way that I’m willing to attribute to myself a nationality. I 
don’t like the other ways, especially when they become 
nationalism, chauvinism, and imperialism. 
 FERRANTE, Elena. The Guardian, 24 fev. 2018. Disponível em: 
<www.theguardian.com/lifeandstyle/2018/feb/24/elena-ferrante-on-italian-
language-identity>. Acesso em: 15 jun. 2020. (Adapt.). 
Transcrevem-se, a seguir, versos de canções brasilei-
ras e de um poema de Vinícius de Moraes. Assinale 
a alternativa que melhor exemplifica as afirmações de 
Elena Ferrante. 
A “Eu me sinto um estrangeiro.” (Engenheiros do 
Hawaii, “A revolta dos dândis”.) 
b “Pátria Amada, é pra você esta canção / Desespera-
da, canção de desilusão.” (Inocentes, “Pátria amada”.) 
c “Minha pátria é minha língua.” (Caetano Veloso, 
“Língua”.) 
d “Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi: 
/ Não sei. De fato, não sei (...).” (Vinícius de Moraes, 
“Pátria minha”.)
5 Enem 2018
Don't write in English, they said, 
English is not your mother tongue... 
…The language I speak
Becomes mine, its distortions, its queerness
All mine, mine alone, it is half English, half 
Indian, funny perhaps, but it is honest, 
It is as human as I am human... 
... It voices my joys, my longings my
Hopes... 
(Kamala Das, 1965:10) 
DAS, Kamala. “An introduction”. The old playhouse and other poems. 
Hyderabad: Orient Blackswan, 2004. p. 26. 
A poetisa Kamala Das, como muitos escritores india-
nos, escreve suas obras em inglês, apesar de essa 
não ser sua primeira língua. Nesses versos, ela 
A usa a língua inglesa com efeito humorístico. 
b recorre a vozes de vários escritores ingleses. 
c adverte sobre o uso distorcido da língua inglesa.
d demonstra consciência de sua identidade linguística.
E reconhece a incompreensão na sua maneira de fa-
lar inglês
6 As conjunctions são tipos de conectores que fazem a ligação de ideias entre as partes de uma frase, sendo, portanto, 
importantes na construção de seu sentido. Leia a tirinha a seguir.
Frank & Ernest, Bob Thaves © 2013 Thaves/Dist. by Andrews McMeel Syndication
Explique o humor da tirinha e identifique nela um erro de formação de palavra.
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LÍNGUA INGLESA Capítulo 2 Inglês, uma língua global 24
Quer saber mais?
Sites
 y Neste link, você encontrará a letra da música “Jolie Louise”, do cantor canadense Daniel Lanois. É uma divertida mistura de francês e inglês, às 
vezes, até no mesmo verso, como em “Ma jolie, how do you do?” e “Et la bouteille, she’s mon amie”.
<http://p.p4ed.com/WLAYA>.
 y O British Council tem o objetivo de ensinar de forma simples e prática a cultura e a gramática inglesa. Apresenta uma variedade de canais, como 
British Council USA, British Council Brasil, British Council Serbia, British Council Egypt etc.
<https://p.p4ed.com/MHIEI>.
A proposta de criação do esperanto teve como base sua neutralidade por ser uma língua “de ninguém”. A ideia era que, por não ser vinculada a 
nenhum país ou a uma sociedade específica, a língua também não daria vantagem à dominação cultural de qualquer sociedade específica. Assim, 
nenhum povo teria a vantagem de ser falante nativo do esperanto.
No entanto, apesar de todo o estudo e planejamento para a criação de tal idioma, foi o inglês que acabou se tornando a língua global das últimas 
décadas, atingindo esse status sem o planejamento explícito que foi dedicado ao esperanto para que se tornasse uma língua universal. A expansão 
do inglês é geralmente associada à ascensão dos Estados Unidos como potência econômica e militar, especialmente após a Segunda Guerra Mun-
dial. Contribuiu para essa expansão, sobretudo, o consumo de produtos culturais norte-americanos, tais como filmes, séries de televisão e músicas.
Recentemente, com o crescimento econômico da China e suas novas políticas econômicas, tem-se discutido com frequência sobre a expansão do 
mandarim. A procura e a oferta de cursos desse idioma têm aumentado por todo o mundo, e algumas pessoas chegam a afirmar que o mandarim 
tomará o lugar do inglês como língua global. Outras, no entanto, consideram essa previsão um exagero.
Você acha que o inglês sempre ocupará o status de língua global? Qual é a sua opinião sobre o planejamento de uma língua como o esperanto? 
Quais seriam as vantagens e as desvantagens de o inglês ser, um dia, substituído pelo esperanto ou mandarim? Reflita sobre a língua como ferra-
menta cultural e política, pensando, por exemplo, em razões pelas quais o esperanto não se expandiu como planejado; ou ainda, caso fosse ele 
uma língua global, quais mudanças (políticas, sociais, culturais etc.) poderiam ocorrer.
Texto complementar
 y Dominar uma língua global pode ser bastante vantajoso. Atualmente, o inglês é a língua mais usada para a comunicação internacional, e, sabendo 
disso, precisamos nos tornar mais críticos e conscientes do impacto de seu uso.
 y É importante destacar a importância da organização de ideias, ponto central para a compreensão de textos. Essa organização se dá, entre outros 
fatores, por meio de palavras como os conectores. 
 y Além de dominarmos a língua, também é crucial conhecermos aspectos da cultura estrangeira, pois nela estão contidas diversas referências que 
auxiliam muito na compreensão do texto. 
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na
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Resumindo
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