Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ - IFCE 
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E INOVAÇÃO – PRPI 
 
 FORTALECENDO A REDE SOCIOASSISTENCIAL PARA GARANTIA DE 
DIREITOS 
GT3: ESTADO, POLÍTICAS SOCIAIS E SERVIÇO SOCIAL 
 Afonso Vieira de Sousa Junior
1
 
Alexandra Queiroga Cavalcante Bezerra
2
 
Carmem Maria Vieira de Amorim
3
 
Rilkerle Lacerda Pocedônio
4
 
Antônia Mônica Tavares Rodrigues
5
 
Moíza Sibéria Silva de Medeiros
6
 
 
1. RESUMO O presente artigo é fruto do projeto de intervenção apresentado tendo como 
título: FORTALECENDO A REDE SOCIOASSISTENCIAL PARA GARANTIA DE 
DIREITOS. Neste sentido, este foi desenvolvido na Secretaria de Assistência Social do 
município de Iguatu e nos Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), tendo seu 
período de execução entre os meses de dezembro de 2017 a Maio de 2018. Desta forma, 
discutiu-se com os profissionais de nível superior dos equipamentos da Assistência Social, 
sobre a importância do trabalho em rede entre os equipamentos, serviços e programa para o 
melhor funcionamento da política/ rede. As ações ocorreram com a realização de um 
encontro, sendo este realizado no período matutino, a qual foi destinado à apresentação do 
projeto de Intervenção por parte dos Estagiários. Em seguida, houve uma Palestra com a 
Professora e Coordenadora do Curso de Serviço Social do IFCE, Ms. Moíza Sibéria Silva de 
Medeiros, intitulada: ARTICULAÇÃO E FORTALECIMENTO DO TRABALHO EM 
REDE NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Todavia, com os usuários, foi 
desenvolvidos dois momentos no equipamento socioassistencial- CRAS, referentes ao 
território do município de Iguatu, abordando a importância da atualização das informações do 
Cadastro Único, assim como o entendimento da Política de Assistência na via do Direito 
pelos usuários/as e compreendendo que essa base de dados se faz muito importante para 
mostrar a realidade do município e é utilizada como a principal porta de acesso aos programas 
da Assistência Social. 
PALAVRAS-CHAVE: Rede Socioassistencial, Garantia de Direitos, Política de Assistência 
Social. 
 
2. INTRODUÇÃO 
 Este projeto surgiu a partir das observações e inquietações dos estagiários dos 
equipamentos do CadÚnico/Bolsa Família
7
 e Vigilância Sociaossistencial
8
, estes observados 
 
1
 Graduando em Serviço Social no IFCE – Campus Iguatu. E-mail: afonsovieiras@gmail.com 
2
 Graduanda em Serviço Social no IFCE – Campus Iguatu. E-mail: alexandra_queiroga@hotmail.com 
3
 Graduanda em Serviço Social no IFCE – Campus Iguatu. E-mail: camem.ip@hotmail.com 
4
 Graduada em Serviço social. Assistente Social no Cadastro Único/Bolsa Familia de Iguatu. E-mail: 
rilkerlelacerda@hotmail.com 
5
 Graduada em Serviço Social. Assistente Social da Vigilância Socioassistencial de Iguatu. E-mail: 
monicacras@hotmail.com 
6
 Doutoranda pela UFRJ. Docente e Coordenadora do Curso Bacharelado em Serviço Social IFCE Campus 
Iguatu. E-mail: moizasiberia@gmail.com 
mailto:rilkerlelacerda@hotmail.com
mailto:monicacras@hotmail.com
mailto:moizasiberia@gmail.com
durante o período de Estágio. Assim, a partir das realidades e vivências nesses espaços, 
pensou-se na realização/aplicação do projeto de intervenção em conjunto. 
Ao analisar a trajetória da vigilância socioassistencial no Brasil, percebe-se que sua 
implantação ou materialização se dá a partir da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS/ 
Lei 12.435/2011) e na Norma Operacional Básica do SUAS (NOB/SUAS, 2012), sendo por 
lei preconizada na Politica Nacional de Assistência Social (PNAS, 2004) e sendo 
implementado e materializada apenas em 2012. Observa-se que grande parte dos Estados e 
Municípios começaram o processo de materialização, mas vale ressaltar que nem todos os 
municípios conseguiram de fato materializar essa politica, pois se encontra uma série de 
desafios, sendo a vigilância socioassistencial de suma importância, pois auxilia no repasse de 
dados, assim contribuindo para a qualificação da oferta de serviços da Assistência Social. 
Assim, um dos maiores desafios para dar materialidade a Vigilância Socioassistencial, é 
interligar a produção e sistematização de informação territorializadas à realidade e dinâmica 
do SUAS, apontando uma atuação necessária à qualidade dos serviços ofertados. 
A vigilância socioassistencial refere-se à produção, sistematização de informações, 
indicadores e índices territorializados das situações de vulnerabilidade e risco pessoal e social 
que incidem sobre famílias/pessoas nos diferentes ciclos da vida (crianças, adolescentes, 
jovens, adultos e idosos); pessoas com redução da capacidade pessoal, com deficiência ou em 
abandono; crianças e adultos vítimas de formas de exploração, de violência e de ameaças; 
vítimas de preconceito por etnia, gênero e opção pessoal; vítimas de apartação social que lhes 
impossibilite sua autonomia e integridade, fragilizando sua existência; vigilância sobre os 
padrões de serviços de assistência social em especial aqueles que operam na forma de 
albergues, abrigos, residências, semi-residências, moradias provisórias para os diversos 
segmentos etários. Os indicadores a serem construídos devem mensurar no território as 
situações de riscos sociais e violação de direitos (PNAS, 2004, p. 3). 
O principal objetivo foi discutir com profissionais dos equipamentos CRAS (Centro de 
Referência da Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de 
Assistência Social), VIGILÂNCIA SOCIOASSISTÊNCIAL E CADÚNICO (Cadastro 
Único) sobre a
 
importância do trabalho em rede, entre os equipamentos e serviços da 
Assistência Social e com os usuários sobre a importância de manter os dados da família de 
baixa renda atualizados no CadÚnico, considerando esse como a principal porta de acesso aos 
programas ofertados pela Política Nacional de Assistência Social. Com a realização dessas 
ações, busca-se fortalecer o trabalho em rede entre equipamentos, serviços e programas 
socioassistenciais, para que esses possam ser efetivados, assegurando os direitos dos usuários. 
Assim como, Sensibilizar profissionais da assistência social e usuários do Cadúnico/ Bolsa 
Família sobre a importância do trabalho em rede e do compartilhamento de informações para 
a garantia do direito aos benefícios socioassistenciais. 
 
3. METODOLOGIA/RESULTADOS 
A metodologia utilizada para trabalhar com os profissionais foi à realização de um 
encontro, para discutir a importância da articulação em rede nos equipamentos, programas e 
 
7
 Cadastro Único para Programas Sociais - CADÚNICO, um dos principais instrumentos de identificação e 
caracterização socioeconômica das famílias brasileiras de baixa renda. Sua função é manter o registro de todas as 
famílias de baixa renda num único cadastro (Ciclo de Capacitações MDS, 2014). 
8
 Em relação à Vigilância socioassistencial, é preconizada na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS/ Lei 
12.435/2011), na Política Nacional de Assistência Social (PNAS, 2004) e na Norma Operacional Básica do 
SUAS (NOB/SUAS, 2012) em seu artigo 87 e seguintes, é uma área especifica do órgão gestor de Assistência 
Social, que trata da produção, sistematização, análise e disseminação de informações territorializadas sobre 
situações de vulnerabilidade e risco que incidem sobre famílias e indivíduos e dos eventos de violação de direitos 
em determinados territórios, como também do tipo, volume e padrões de qualidade dos serviços ofertados pela 
rede socioassistencial. (PNAS, 2004). 
serviços da política de Assistência Social no município de Iguatu, no sentido de garantir aos 
usuários uma melhor qualidade nos serviços ofertados. Esse encontro foi realizado duranteo 
período matutino. Teve início às 08 horas, sendo servido o café da manhã e logo em seguida, 
apresentado o projeto pelos estagiários, donde se apresentou o Projeto de Intervenção. Em 
seguida, houve uma Palestra com a Professora e Coordenadora do Curso Bacharelado em 
Serviço Social do IFCE, Ms. Moíza Sibéria Silva de Medeiros, intitulada: ARTICULAÇÃO E 
FORTALECIMENTO DO TRABALHO EM REDE NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA 
SOCIAL, a qual trouxe a importância da intersetorialidade entre equipamentos, programas e 
serviços para facilitar no desenvolvimento da política de Assistência Social no município de 
Iguatu- CE. 
A distribuição do tempo foi da seguinte forma: café da manhã das 8 horas as 
08h30min(minutos), apresentação do projeto pelos estagiários com o apoio das supervisoras 
de estágio será das 08h40min até às 09h10min. A palestra teve duração de 01h00min (uma 
hora), após esse tempo será aberto ao debate que teve duração de 20 minutos, o/a palestrante 
terá mais 20 minutos para fazer as considerações finais. Em seguida foram destinados 10 
minutos para agradecimentos e possíveis avisos. 
Com os usuários foi trabalhado no mínimo com 2 (dois) CRAS do município de Iguatu 
sobre a importância de se manter os dados cadastrais do CADÚNICO atualizados. Todavia, 
essa atividade foi realizada com as mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família, sendo 
discutido a importância não só da atualização cadastral, como também explicações a respeito 
da política de Assistência Social na via do direito. Deste modo, essas atividades e 
apresentação do projeto de Intervenção contou o suporte das Supervisoras de Campo, assim 
como a presença das supervisoras Acadêmicas. Em seguida foi distribuído um livreto, 
contendo os contatos e as principais informações dos equipamentos á serem procurados pelo 
os usuários para atualização dessas informações, assim como informações a respeito do 
Programa Bolsa Família. 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Assim, foi a partir do campo de estágio na Vigilância Socioassistencial, que se 
percebeu como desafio o trabalho em rede entre os profissionais de determinados serviços e 
programas. Deste modo, a partir dos desafios observados, sentiu-se a necessidade de se 
discutir com os profissionais de nível superior, uma vez que houve a percepção durante o 
campo de estágio I, que sempre havia inconsistência de dados ou notificações entre os 
equipamentos. Durante o estágio II, percebeu-se que a falta de comunicação entre os 
equipamentos, estavam reverberando nos dados encaminhados a Vigilância Socioassistencial, 
não havendo referência e contra-referêcia entre um equipamento e outro o que acaba 
impactando diretamente nos serviços e programas ofertados aos usuários. 
Como também, se percebeu que nos encontros e oficinas realizados pela Vigilância 
Socioassistenciais durante os períodos de Estágio I e II, via-se que existe uma dificuldade de 
articulação na rede sócio assistencial do município, com isso dificultava a comunicação entre 
os equipamentos da política de Assistência social. Ambos os equipamentos socioassistenciais, 
ficam localizados na Secretaria de Assistência Social do município de Iguatu- CE. 
Neste sentido, destaca-se a importância e articulação na rede socioassistencial, uma 
vez que a Política só funciona, se houver comunicação e articulação entre os equipamentos. 
No Estágio, a partir da percepção enquanto estagiários foi algo que nos inquietou e despertou 
para desenvolver/ aplicar o Projeto de Intervenção, justamente a partir dos dados através do 
Relatório Mensal de Atendimento- RMA, donde se chegava à Vigilância Socioassistencial 
para análise. Notava-se, por parte dos dados entre os equipamentos, uma disparidade entre 
dados e notificações dos próprios equipamentos, fazendo com que nos levasse a se questionar: 
se existe uma rede/ Política, no Caso especifico a de Assistência Social, e esta é pra se 
comunicar e estabelecer fluxos de comunicação e estabelecimento de parcerias/ dialogo, o 
porquê há tanta disparidade de dados entre esses equipamentos dessa mesma rede ? O que 
leva a não intersetorialidade entre esses equipamentos, se estes fazem parte da mesma rede, 
podendo uns se articularem com os outros? E mais, quais os impactos gerados diante dessa 
falta de comunicação e articulação dessa rede?. 
Pois bem, diante dessas observações e questionamentos a cerca desse período de 
Estágio, chegamos à conclusão de que o nosso projeto de Intervenção, seria voltado para as 
questões de se trabalhar/ discutir em um momento com os profissionais da Política de 
Assistência Social, através de uma palestra ou um momento/ oficina, dialogar com os mesmos 
sobre a importância da articulação em rede e a intersetorialidade entre os equipamentos das 
Políticas Sociais, se fazendo importante no trabalho destes profissionais, pois se esta rede não 
funciona acaba impactando no desenvolvimento das ações nos Programas, Serviços e Projetos 
que se têm na Política para com os usuários da rede, os impactos negativos que se tem. 
Desta Forma, o Projeto de Intervenção foi pensado nesse sentido, nessa articulação 
entre equipamento da Vigilância Socioassistencial, mais o Programa Bolsa Família, para que 
pudesse haver uma melhoria não só na rede, como também que esta, a partir do momento que 
está funcionando, possa garantir e efetivar os Direitos sociais aos usuários que necessitam 
desta. 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Portanto, diante de todo o exposto, percebe-se a importância da interdisciplinaridade 
entre os profissionais da Política de Assistência Social, pois na rede socioassistencial, é 
possível pensar uma integração/ intersetorialidade, sistematização e organização dos dados 
advindos dos outros equipamentos, havendo sempre uma referência/ contra referência entre os 
mesmos, para que só assim, possa haver na rede e entre os serviços ofertados aos usuários, 
fazendo com que o atendimento aconteça e chegue da melhor maneira aos usuários. 
Esse projeto teve uma relevância tanto para a sociedade civil, quanto para os 
profissionais que compõem a Politica de Assistência Social, bem como para os usuários que 
dela tem acesso, uma vez que ele trará como intuito o fortalecimento do trabalho dos 
profissionais da rede socioassistencial, para que se tenha articulação e possibilite aos usuários 
o reconhecimento da Politica de Assistência Social, como via de direito. 
 
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Secretaria Nacional de 
Assistência Social. Política Nacional de Assistência Social PNAS/2004. Brasília, 2005. 
 
______. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Secretaria Nacional de 
Assistência Social. Norma Operacional Básica NOB/SUAS 2012. Brasília, 2012. 
COUTO, Berenice Rojas, ET al. O Sistema Único de Assistência Social no Brasil: uma 
realidade em movimento. 3. ed rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2012. 
 
MOTA, Ana Elizabete. O Mito da Assistência Social: ensaios sobre Estado, política e 
sociedade. 4°. Ed. São Paulo: Cortez, 2010.

Mais conteúdos dessa disciplina